Latest / Na Mesa com Well / Kenneth Hagin — A Exegese da Cama e as Linhas Denominacionais
Transcript
- 0:00Bem-vindo a uma mesa com o well, o lugar para quem busca
- 0:02profundidade e historicidade de forma acessível na correria do
- 0:06dia a dia. Existem histórias da igreja
- 0:09contadas nos púlpitos. E existem histórias guardadas no
- 0:12porão, no porão da igreja global.
- 0:15Nós descemos as escadas para investigar aquilo que preferimos
- 0:18esquecer, não para destruir a igreja, mas para aprender com
- 0:21aquilo que ela não pode repetir. Esse é o dossiê Kenneth, reggae
- 0:26a sombra da palavra, da fé, episódio 2, a exegese da cama e
- 0:30as linhas denominacionais, fase do DNA, a ascensão, a mensagem.
- 0:36É, e a nossa investigação hoje foca no que eu considero um dos
- 0:40momentos de rutura mais assim fascinantes da história Moderna
- 0:45da religião. Com certeza.
- 0:46Porque as teologias mais influentes do mundo, sabe
- 0:49aquelas que. Acabam redefinindo o
- 0:51comportamento de milhões de pessoas.
- 0:54Elas quase nunca nascem numa biblioteca silenciosa de
- 0:58seminário. Elas não surgem de debates
- 1:00polidos, né? Elas costumam nascer no limite
- 1:04absoluto da experiência humana. No desespero mesmo.
- 1:08Exato, no desespero. E hoje o nosso microscópio está
- 1:13justamente sobre esses anos formativos do Kenneth reging.
- 1:16Nós vamos analisar, tipo a paralisia física dele.
- 1:19Essa teologia radical que lhe forjou, isolado num quarto.
- 1:23Isolado assim, e. Claro, o Salto quase surreal
- 1:27desse leito de morte, direto para a liderança de igrejas
- 1:30históricas. É a nossa missão nesse mergulho
- 1:32de hoje, é? É decupar, como a leitura
- 1:36solitária de uma bíblia sabe, feita por um adolescente num
- 1:39leito de muita dor, mudou para sempre a trajetória do
- 1:43pentecostalismo. Mudou tudo?
- 1:45E já adiantando algo para quem está nos ouvindo, né?
- 1:48Nós vamos ver como uma teologia que nasceu como um puro
- 1:51mecanismo de sobrevivência, assim, sobrevivência psicológica
- 1:55e física, ela acabou se transformando décadas depois.
- 1:59Num num manual de regras para pessoas saudáveis?
- 2:03Pois é, mas a para entender esse DNAA gente precisa voltar no
- 2:05tempo. Vamos lá para o ano de 1933, no
- 2:07estado do Texas, uhum o cenário. A cidadezinha de mekine, o
- 2:11reding, nasceu em 1917. E as Fontes deixam bem claro que
- 2:17a largada da vida dele foi brutal, né?
- 2:20Ele nasceu com defeito cardíaco congênito severo, severo e uma
- 2:25doença sanguínea incurável, que muitos registros até associam a
- 2:28leucemia. E aos 15 anos de idade, o corpo
- 2:31dele simplesmente declarou falência.
- 2:33Ele ficou totalmente paralisado e confinado a uma cama.
- 2:36É, e a gente precisa colocar isso No No contexto médico,
- 2:41correto, né? Sim, época de 30.
- 2:43Exato. Estamos falando do interior do
- 2:46Texas, no início da década de 30, bem no auge da grande
- 2:49depressão Americana. A medicina cardiológica e aos
- 2:54tratamentos da época eram muito rudimentares.
- 2:56Quase inexistentes para o caso dele, né?
- 2:58Inexistente para um garoto de 15 anos com essas condições, não
- 3:02tinha cirurgia salvadora. A cama não era um lugar de
- 3:05recuperação, sabe? Era um era uma sala de espera
- 3:08para morte. Nossa.
- 3:10É um cenário de total desesperança clínica.
- 3:13E é nesse abismo físico que o ponto de virada espiritual dele
- 3:16acontece em abril de 33, o Raj relata uma experiência de
- 3:20conversão que não tem nada de Serena.
- 3:23Nada foi bem aterrorizante, pelo que as Fontes mostram, sim.
- 3:27Foi forjada ali da Bela do colapso físico.
- 3:30Ele conta que o coração dele falhou a ponto de ele sofreu,
- 3:33que a gente hoje chamaria clinicamente de uma experiência
- 3:36de quase morte. E não foi uma vez só, viu?
- 3:38Foram 3 vezes, né? 3 vezes consecutivas, num espaço
- 3:43de tipo 10 minutos. 3 vezes seguidas aos 15 anos.
- 3:47Gente, é inimaginável. E as Fontes detalham um que ele
- 3:50sentia fisicamente o coração parar, a circulação cessar, e
- 3:55ele relata que sentia a consciência dele descendo para
- 3:59as trevas uhum. Ele relata, ele tinha visões
- 4:02incrivelmente vívidas dos horrores do inferno, né?
- 4:06Da escuridão absoluta. E de repente, no meio desse
- 4:10pânico todo, ele ouvia uma voz de autoridade que ordenava que
- 4:14ele voltasse. Puxando ele de volta pro?
- 4:17Corpo exato puxando de volta. E o que eu fico mais perplexa
- 4:21nesses relatos é que toda vez que ele recobrava a consciência,
- 4:25a primeira coisa que ele fazia era continuar uma oração
- 4:28desesperada do exato ponto em que tinha parado.
- 4:30Do mesmo ponto é o nascimento de uma fé totalmente pautada pelo
- 4:34trauma. Sabe pelo limite entre a vida e
- 4:37o nada? Mas aqui entra o fator
- 4:41complicador da história. Essa conversão dramática não
- 4:44trouxe nenhuma cura física imediata.
- 4:47A alma dele podia estar salva, né?
- 4:49Na cabeça dele? Mas o corpo continuou
- 4:51definhando, paralisado. Paralisado na cama?
- 4:55E aqui que a gente entra na fase que eu considero a fornalha da
- 4:58teologia, da palavra, da fé. O período de reclusão. 16 meses.
- 5:02Né, 16 meses seguidos? Ele passou todo esse tempo preso
- 5:06àquela cama, dependendo da mãe e da família pra para as tarefas
- 5:10mais básicas da dignidade humana.
- 5:12Nossa. 24 horas por dia deitado. E a principal companhia dele
- 5:16passou a ser o que ele chamava de a bíblia da avó, que era uma
- 5:21bíblia antiga da tradição Metodista.
- 5:23Certo? E o isolamento sociológico aqui
- 5:25é o grande motor. Ele não tinha um grupo de
- 5:28jovens. Ele não tinha um líder religioso
- 5:30local sentando ali do lado da cama para ensinar teologia para
- 5:34ele. Para dar um direcionamento, né?
- 5:36É para corrigir os pensamentos. Ele estava completamente
- 5:39sozinho, mergulhando nas escrituras e fazendo uma exegese
- 5:43solitária, construindo uma lente totalmente à margem das
- 5:47instituições. OK, vamos Hum vamos desempacotar
- 5:50isso, né? Porque a gente jogou umas
- 5:52palavras densas aqui, é verdade pra quem tá ouvindo a gente
- 5:55agora? E não é familiarizado com jargão
- 5:58teológico, quando você diz hermenêutica e exegese
- 6:01solitária, basicamente significa que ele tava criando a própria
- 6:05lente dele pra interpretar a bíblia, certo?
- 6:08Certíssimo. Ele, ele lia o texto e tirava as
- 6:11próprias conclusões, sem ter um pastor adulto ali do lado para
- 6:16frear ele e dizer, olha, garoto. Historicamente, a igreja não
- 6:20interpreta esse versículo desse jeito.
- 6:22Perfeito? É exatamente isso.
- 6:24Sem a supervisão, vamos dizer assim, da ortodoxia da época.
- 6:29Sem os freios de uma comunidade, a mente de um adolescente
- 6:33brilhante, mas que está literalmente lutando para
- 6:36respirar. Sim, para sobreviver.
- 6:38Fale a bíblia buscando só uma coisa, uma saída.
- 6:41Um código de sobrevivência. A teologia deixa de ser estudo
- 6:45abstrato sobre Deus e vira. Tipo um manual de primeiros
- 6:48socorros práticos. E é Ah, e é nesse isolamento,
- 6:52nessa busca por sobrevivência, que ele foca obsessivamente numa
- 6:56passagem específica, Marcos, capítulo 11, versículos 20 3 e
- 7:0020 4. Exato, o texto chave.
- 7:02É aquele texto superfamoso em que Jesus diz que se você disser
- 7:05ao Monte para se lançar ao mar e não duvidar no coração, assim
- 7:09será feito, e que tudo que você pedir em oração, crendo que já
- 7:13recebeu, você terá. Hoje em dia a gente escuta isso
- 7:15o tempo todo, né? Mas a maneira como o hagen
- 7:18interpretou isso naquele quarto, na década de 30, foi uma ruptura
- 7:21muito radical, não foi? Foi um abalo sísmico, na
- 7:24verdade, porque na tradição clássica, a oração de cura era
- 7:29muito um ato de petição, né? Senhor, se for da tua vontade.
- 7:33Exato, se for da tua vontade, cura me.
- 7:35Você pedia e aguardava. Mas além de que ele forjou, no
- 7:39desespero, concluiu algo muito mais exigente.
- 7:43Ele interpretou que a verdadeira fé exige que você creia e, mais
- 7:48importante, que você aja como se o milagre já estivesse
- 7:51consumado. No exato instante da oração.
- 7:54No exato instante não é pedir e esperar, é declarar que a cura é
- 7:58uma realidade no seu corpo, agora, mesmo que o seu corpo
- 8:02esteja entrando em colapso. É como se sabe, é como se você
- 8:05assinasse o recibo de entrega de uma encomenda antes mesmo da
- 8:09caixa sair lá do centro de distribuição da loja.
- 8:12Você Hum, você assina, está testando que já foi entregue?
- 8:15Boa analogia. Mas AO que torna isso mais
- 8:18tenso, no caso dele é que tem uma regra extra, né?
- 8:22Se você for até a janela para conferir se o caminhão chegou, o
- 8:25seu pedido é cancelado. Você perde tudo.
- 8:27Você precisa olhar para a varanda vazia e agir como se a
- 8:30caixa já estivesse pesando nas suas mãos.
- 8:33É uma exigência psicológica. Brutal, né?
- 8:35De ignorar a realidade material. Sim, você capturou O Mecanismo
- 8:39perfeitamente, mas. O que é fascinante aqui é que a
- 8:43dificuldade vai muito além de olhar para uma varanda vazia.
- 8:46Com certeza. Imagina aplicar essa regra ao
- 8:48seu próprio sistema nervoso? Os relatos indicam que ele
- 8:51chegou a pesar cerca de 40 kg. Nossa, 40 kg. 40 kg.
- 8:56Ele descrevia a si mesmo como um esqueleto ambulante.
- 8:59O coração dele e essas são palavras dele.
- 9:02Batia como um Ford modelo t. Funcionando com um cilindro só.
- 9:06Sabe aquele motor engasgando? E a prestes a morrer no meio do
- 9:10caminho, toda a lógica dos sentidos dele, a dor, a
- 9:14imobilidade das pernas, tudo. Gritava que ele IA morrer, né
- 9:18tudo. Absolutamente tudo gritava que
- 9:20ele estava poucos dias na morte. E o que me deixa assim, um
- 9:25perplexa e até um pouco cética? É como é que alguém contorna
- 9:30essa Barreira sensorial? O grande mistério.
- 9:32Porque, sendo bem honesta, sentiu o coração falhando no
- 9:36peito e as pernas mortas. Não é algo que você ignora com o
- 9:40pensamento positivo. Isso não beira, sei lá, um
- 9:43delírio de sobrevivência, uma negação psicológica induzida por
- 9:48trauma. Olha, de um ponto de vista
- 9:50psicológico moderno, muita gente diria que sim.
- 9:53Que é uma dissociação radical, mas, teologicamente falando, ele
- 9:57encontrou uma solução estrutural para isso.
- 10:00Ele dividiu a perceção humana em 2 instâncias. 2 instâncias como
- 10:04assim? Ele se inspirou naquele relato
- 10:06bíblico da mulher com o fluxo de sangue, sabe?
- 10:08Ah, sim, que tocou nas vestes, Jesus.
- 10:11Isso mesmo. Doente há 12 anos, Ela Foi lá e
- 10:14tocou. Então, o ragin desenvolveu a
- 10:16doutrina da voz do espírito. Ele dizia que, enquanto a mente
- 10:21racional e o corpo atestavam a doença.
- 10:23Existia uma voz interior que ele chamava de espírito recriado,
- 10:28certo? Que dizia que a cura já era um
- 10:31direito adquirido. Para ele, ter fé de verdade
- 10:34exigia silenciar ativamente a medicina, ignorar a dor crônica
- 10:39e dar ouvido só a essa voz. Ele literalmente invalidou o
- 10:44próprio corpo como fonte de verdade.
- 10:46Nossa, isso nos leva direto para um ponto de um.
- 10:51De tensão enorme nessa investigação.
- 10:53Porque racionalizar isso deitado no quarto é uma coisa, mas a
- 10:57realidade física sempre cobra a conta, né?
- 10:59E a conta chegou. Chegou em agosto de 34.
- 11:03Ele já estava acamado há 16 meses e as Fontes relatam que o
- 11:08médico da cidade, doutor khoussad, foi visitar a casa e
- 11:12ele examinou o garoto, virou pra família e basicamente assinou a
- 11:16certidão de óbito verbal. Ele disse, olha.
- 11:19Sejam pacientes, em alguns dias tudo estará acabado.
- 11:23Exato. O diagnóstico empurrou o rajing
- 11:25para um canto Sem Saída. Ele.
- 11:28Ele tinha que provar fisicamente a teologia dele ou ele IA morrer
- 11:31ali. O limite da ciência tinha sido
- 11:33traçado, né? Não era mais recuperação, era
- 11:36questão de dias. E é nesse dia, 8/08/34.
- 11:40Ele toma uma decisão de risco gigantesco.
- 11:43Físico e psicológico, porque se eu forço minhas pernas
- 11:46paralisadas pra fora da cama, o lógico é o desabar no chão e me
- 11:49quebrar toda o que realmente aconteceu quando ele tentou
- 11:52levantar. Esse é o Marco onde a
- 11:54imobilidade foi rompida. Ele decidiu que só orar não
- 11:57bastava. Lembra do agir sobre a palavra?
- 12:00Minha exegese dele. Ele empurrou as pernas sem vida,
- 12:04para fora da cama. Ele relata esse esforço
- 12:06agonizante de se erguer apoiado na Bira da cama.
- 12:10E no momento exato em que ele soltou o apoio, desafiando a
- 12:14biologia inteira, ele relata uma experiência avassaladora, ele
- 12:19descreve como se alguém tivesse acendido uma luz incandescente
- 12:22dentro do corpo dele. Isso.
- 12:25Ele sentiu uma presença morna, com consistência de mel, que
- 12:29desceu do tobo da cabeça e envolveu o corpo inteiro.
- 12:33E naquele instante a paralisia desapareceu, a força voltou e
- 12:38ele voltou a caminhar. De arrepiar.
- 12:40Independente da lente que a gente use, a audácia daquele
- 12:43momento cinematográfica muito. E a conclusão no dia seguinte é
- 12:47fantástica. Ele não fez um anúncio ali na
- 12:49hora, né? Na manhã seguinte, ele
- 12:52simplesmente abre a porta do quarto, atravessa a casa
- 12:55andando. Como se nada tivesse acontecido.
- 12:57Senta para tomar café da manhã com a família, chocada e
- 13:00casualmente solta, fui curado. E as biografias mostram que ele
- 13:06assumiu uma saúde de ferro, depois disso, nunca mais voltou
- 13:10pra cama. Resolveu o problema físico, mas
- 13:13teologicamente, esse evento gerou consequências.
- 13:19Ele não interpretou isso só como misericórdia de Deus.
- 13:22Ele transformou a mecânica desse milagre no dma de toda a
- 13:26doutrina Futura dele. Foi a semente da confissão
- 13:29positiva. Ele passou a ensinar que o
- 13:32milagre não depende só de Deus, mas de como a pessoa retém o
- 13:36milagre. Através das palavras, ele criou
- 13:39a regra de que uma confissão negativa pode anular a cura.
- 13:43Espera um pausa aí? Como assim anular?
- 13:47Porque a lógica cristão tradicional é, Deus curou, tá
- 13:52curado. Você tá me dizendo que ele
- 13:53ensinava que a pessoa pode devolver a cura se falar errado?
- 13:58Exatamente isso. A cura é condicional ao que você
- 14:02fala. Se você admitir em voz alta que
- 14:05os sintomas voltaram, você perde o milagre na hora.
- 14:09Tem um caso nas Fontes que ilustra bem isso.
- 14:11Qual caso o reggae orou por um homem com um problema na mão?
- 14:15O homem melhorou, mas depois a dor voltou.
- 14:18O cara foi sincero e disse pro reggae, olha, achei que o senhor
- 14:21tinha me curado, mas acho que não.
- 14:23Ele foi honesto, né? Foi e o reggae olhou para ele e
- 14:26disse. Foi exatamente nesse momento que
- 14:29você abriu a porta para o diabo e perdeu a sua cura?
- 14:33Nossa, aqui onde a coisa fica, sabe?
- 14:35Realmente interessante e sendo muito honesta, assustadora.
- 14:39É um peso enorme. Um peso esmagador.
- 14:42Imagina o ouvinte comum, né? O trabalhador que pega ônibus?
- 14:45A responsabilidade por manter uma cura é transferida
- 14:48inteiramente de Deus para a mente do doente.
- 14:51Sim, a culpa vira do doente. Se a pessoa com câncer continuar
- 14:55doente, a estrutura dessa teologia.
- 14:57Dia diz que a culpa é dela porque a no momento de dor ela
- 15:01confessou negativamente, ela tem que policiar cada gemido de dor.
- 15:06Essa é a conclusão lógica do sistema, a doença deixa de ser
- 15:10biologia e vira um teste espiritual.
- 15:13Se você verbaliza a dor pedindo ajuda, você confessou derrota.
- 15:18Ele fundiu essa regra de sobrevivência lá no quarto no
- 15:21Texas e impôs para o mundo todo. Isso é.
- 15:26Muito denso. Mas a narrativa avança, né?
- 15:28Porque ele não ficou só na sala de jantar.
- 15:30Com toda essa bagagem engatilhada, ele volta para a
- 15:33sociedade. Em 1936, ele assume uma pequena
- 15:36igreja Batista. Na cidade de Roland, no Texas.
- 15:41Isso em Roland, mas a gente sabe que isso não IA durar, né?
- 15:44Nem um pouco. Ele estava muito atraído pela
- 15:47energia das reuniões pentecostais e o rompimento
- 15:50definitivo com os batistas, a. Acontece quando ele tem a
- 15:53experiência do batismo no Espírito Santo.
- 15:55Exato, o falar em línguas. A glossolaria, né?
- 15:59Quando o pastor Batista dos anos 30 começa a falar em línguas,
- 16:03anão tem malabarismo que segure ele lá.
- 16:06A rutura foi inevitável. E bem rápida.
- 16:09E aí, no ano seguinte, em 37, ele é oficialmente ordenado
- 16:13pelas assembleias de Deus e tem o casamento também em 38 com a
- 16:17oreta rooker. Sim, as Fontes descrevem ela
- 16:20como uma parceira muito leal e discreta durante toda a vida
- 16:24dele. E um.
- 16:26As assembleias de Deus deram a plataforma perfeita.
- 16:30Eles incentivavam a crença na cura e.
- 16:33E legitimaram o pastorado dele. Então, o que tudo isso significa
- 16:37para nossa linha do tempo? A gente tem esse jovem que
- 16:40sobreviveu a morte com uma teologia radical na mente e de
- 16:44repente, ele entra num período de anonimato enorme.
- 16:48Um período bem longo. Foram 12 anos ininterruptos, de
- 16:5237 a 49. Um pastorado estritamente local
- 16:56nas cidades de tombini, farmesville, talko, greggton e
- 17:00van. Sabe o que me vem à cabeça?
- 17:03O quê? Uma startup do vale do Silício?
- 17:05Uma startup, como assim? É tipo um gênio da tecnologia
- 17:10que desenvolve um algoritmo muito poderoso, mas ao invés de
- 17:14lançar no dia seguinte, a empresa passa 12 anos na
- 17:18garagem. Testando o código.
- 17:19Exato, testando os bugs, refinando tudo.
- 17:23O agin estava incubando uma mensagem teológica super
- 17:25inflamável dentro de uma estrutura burocrática das
- 17:28assembleias de Deus. Ele não era a Estrela nacional
- 17:31ainda, era só o pastor Kennedy lá no Texas.
- 17:34E o contraste dessa fase é brutal, né?
- 17:37Porque de um lado você tem uma teologia forjada na negação
- 17:41aguda contra a medicina na beira da morte, e do outro, você tem
- 17:45esse mesmo homem tendo que preencher relatório
- 17:47denominacional. Fazendo visita pra senhora com
- 17:50dor nas costas? Né, exato.
- 17:52Como ele não explodiu o sistema, a resposta é que ele estava
- 17:55aprendendo a linguagem das pessoas comuns.
- 17:58Ele estava testando até onde podia esticar a corda de Marcos
- 18:0111 no púlpito sem ser expulso. Ele era um sobrevivente nato,
- 18:06sobreviveu à cama e, durante esses 12 anos, sobreviveu a
- 18:12burocracia, só preparando o terreno.
- 18:14A convisão positiva estava sendo embalada, sabe, para um
- 18:18lançamento mundial? E isso deixa a gente com uma
- 18:20reflexão final. Muito profunda sobre esse
- 18:23fenômeno. O que acontece quando uma
- 18:25teologia de exceção Hum, forjada no desespero extremo de um
- 18:31quarto de um doente? Sim, é, décadas depois,
- 18:34empacotada, sistematizada em livros e vendida como regra para
- 18:39bilhões de pessoas saudáveis lidando com problemas do dia a
- 18:42dia. Pois é.
- 18:43A fé, que funciona como um instinto de sobrevivência para
- 18:46um jovem muribundo, pode acabar virando uma fórmula esmagadora
- 18:51e. E perigosa quando exportada
- 18:52daquela fornalha original. Investigar o passado não é
- 18:56atacar a igreja, é aprender com aquilo que ela não pode repetir.
- 19:01Série porão da igreja global uma série na mesa com o el.
- 19:06Se você curte o nosso conteúdo, segue a gente deixa sua
- 19:09avaliação na plataforma e continua com a gente nesta
- 19:12descida profunda pelos segredos e histórias da igreja global até
- 19:17o próximo episódio.