Latest / Galinha Viajante - Videogames / O que Final Fantasy VII Tem a Dizer Sobre Energia e Meio Ambiente?
Transcript
- 0:36SPEAKER_02: Essa é a parte 1 Final Fantasy VII.
- 0:45SPEAKER_02: Eles não fizeram isso.
- 0:46SPEAKER_02: No, no, no, no.
- 0:47SPEAKER_02: Estão botando política no meu galinha.
- 0:51SPEAKER_02: Leon, eu abri a minha eShop, eu abri a minha PSN, abri a minha loja da Steam.
- 0:58SPEAKER_02: Eu abri a minha Xbox Store.
- 1:00SPEAKER_02: Só você que abriu a Xbox Store, pelo visto.
- 1:02SPEAKER_02: E eu baixei a DLC de polícia do galinho.
- 1:04SPEAKER_02: É isso.
- 1:05SPEAKER_02: A expansão está instalada.
- 1:07SPEAKER_03: Chegou o pacote de DLC.
- 1:08SPEAKER_02: E a gente vai falar de eleição neste episódio.
- 1:13SPEAKER_03: Ah não, peraí.
- 1:15SPEAKER_03: Agora eu não vou mais ouvir o galinho, essa boca.
- 1:17SPEAKER_02: Vocês estão colocando política no meu podcast, cara?
- 1:21SPEAKER_02: No meu hobby totalmente apolítico, estão pondo política, assim não dá.
- 1:26SPEAKER_03: Calma, calma.
- 1:28SPEAKER_03: Torcedores, calma, torcedores.
- 1:30SPEAKER_02: Eu só queria bater com espadinha e bichinho do outro lado da tela.
- 1:34SPEAKER_02: Assim não dá.
- 1:35SPEAKER_02: Tem como recusar o convite?
- 1:40SPEAKER_03: Este episódio é especialmente direcionado, gente, pra você que não tá participando da guerra de maneira ativa, vamos chamar dessa forma.
- 1:50SPEAKER_03: Né?
- 1:51SPEAKER_03: Você que de repente anulou o seu voto lá no primeiro turno.
- 1:55SPEAKER_03: Você que tá na dúvida ainda, agora em quem votar no segundo turno, tá um Samuka e eu pensando que vamos usar nossa plataforma, né?
- 2:03SPEAKER_03: Pra evitar que o Brasil vire uma desgraceira completa.
- 2:06SPEAKER_02: É, você que não foi votar, por exemplo, porra, não vou.
- 2:10SPEAKER_02: Pô, os dois lados são uma merda.
- 2:12SPEAKER_02: Caralho.
- 2:13SPEAKER_02: Porra, que inferno, vou ficar em casa coçando o saco.
- 2:17SPEAKER_02: Absolutamente entendo, querido ouvinte.
- 2:19SPEAKER_02: Absolutamente entendo.
- 2:21SPEAKER_02: E.
- 2:22SPEAKER_02: Só pra colocar aqui isso num local, assim, específico do tempo e espaço pra quem vai ver isso aqui no futuro, talvez.
- 2:28SPEAKER_02: Que bonito isso.
- 2:28SPEAKER_02: Hoje é a última quinta-feira, antes da eleição, segundo turno aí, de 26.
- 2:35SPEAKER_03: Cara, eu não acredito.
- 2:36SPEAKER_02: Você tá datando o episódio além de falar de política.
- 2:39SPEAKER_02: Este episódio vai ficar datado.
- 2:41SPEAKER_03: Automaticamente daqui a quatro dias.
- 2:43SPEAKER_03: Espero que, inclusive, que ele fique datado como conseguimos.
- 2:47SPEAKER_03: Sabe?
- 2:48SPEAKER_03: Que a pessoa volte aí pra cá e falando assim, não, é.
- 2:50SPEAKER_02: Tomara, assim, eu tenho certeza que pelo menos o ouvinte que eu vi isso aqui vai ficar um pouquinho mais informado e educado sobre os temas de hoje.
- 3:00SPEAKER_02: Pelo menos isso.
- 3:01SPEAKER_02: Não é pelo menos isso.
- 3:02SPEAKER_02: No mínimo, isso.
- 3:03SPEAKER_02: E pra falar de política aqui na nossa DLC de hoje, na expansão política do Galinha, veio com a expansão um novo personagem.
- 3:11SPEAKER_02: Personagem é novo aí, ó.
- 3:13SPEAKER_02: É.
- 3:14SPEAKER_02: Senhorende!
- 3:15SPEAKER_03: Vamos entrar, chegou a DLC do que vocês vão fazer.
- 3:21SPEAKER_04: E aí, beleza?
- 3:22SPEAKER_04: Obrigado mais uma vez pelo convite.
- 3:26SPEAKER_04: Eu me sinto lisonjeado, não só porque o tema me é muito caro e eu gosto muito de falar respeito, mas ontem eu fiz aniversário de 41 anos.
- 3:36SPEAKER_04: Então é um presente participar aqui do galinha com os meus amigos, pessoas que eu adoro, pra falar de um tema que eu gosto muito.
- 3:44SPEAKER_04: Então, obrigado.
- 3:45SPEAKER_04: Obrigado.
- 3:46SPEAKER_04: Obrigado por você.
- 3:47SPEAKER_03: Não, obrigado você e parabéns, Andy, pelos 41 anos com essa carinha de 25 que você tem aí.
- 3:53SPEAKER_04: Isso, muito obrigado.
- 3:55SPEAKER_03: Uma delícia de Alô! Ô Alfa, calma aí, calma lá.
- 3:59SPEAKER_03: Calma lá, calma lá.
- 4:01SPEAKER_03: Então é isso.
- 4:02SPEAKER_03: Esse episódio aqui vai ser feito pra você que não foi votar, ou você ainda que não entendeu que tudo é política.
- 4:08SPEAKER_03: Eu acho que é o argumento base, assim, pra gente começar.
- 4:12SPEAKER_04: Essa é uma baita de uma afirmação, hein?
- 4:14SPEAKER_04: Desculpa te cortar aí, mas é uma baita.
- 4:16SPEAKER_03: Você é que é aniversariante, você pode tudo.
- 4:18SPEAKER_04: É uma baita afirmação, porque tem até aquilo, né?
- 4:22SPEAKER_04: Todo jogo tem político ou todo jogo é político?
- 4:24SPEAKER_04: Tem isso aí também, né?
- 4:26SPEAKER_04: Isso tem uma discussão boa aí.
- 4:27SPEAKER_04: Vamos esclarecer, mas de uma forma também que não fica um conceito muito engessado, assim.
- 4:32SPEAKER_04: Eu acho que é interessante, inclusive, ao longo desse conceito, a gente trazer alguns exemplos que tem uma certa mobilidade dentro do que se entende como política.
- 4:43SPEAKER_04: Antes de tudo, essa afirmação de que tudo é político, ela muitas vezes gera uma resistência, e eu entendo porque ela gera essa resistência.
- 4:53SPEAKER_04: Já que no uso cotidiano, vamos pensar assim, né?
- 4:57SPEAKER_04: As pessoas costumam entender política apenas como uma questão muito partidária, né?
- 5:03SPEAKER_04: Então, eleições, governos, você votar se você é de direita ou de esquerda.
- 5:09SPEAKER_04: Essa é a concepção primária que a gente tem de política.
- 5:13SPEAKER_02: Tem inclusive, parênteses, o horário político, a cara dois anos do Brasil.
- 5:17SPEAKER_02: Exatamente.
- 5:18SPEAKER_02: Aí, tipo, porra, então, aparentemente, política é bienal no Brasil.
- 5:23SPEAKER_04: É, e existem algumas circunstâncias em que a política tá mais visível, vamos chamar assim.
- 5:33SPEAKER_04: Mas se você.
- 5:34SPEAKER_04: Se você adensar um pouco esse tema, se você pegar esse conceito e começar a mergulhar nele, que é uma coisa que a gente que pesquisa, que olha as coisas com um olhar mais crítico faz, a gente vai ver que essa expressão política, o ser político, um ato político, ela é mais ampla.
- 5:56SPEAKER_04: Porque ela sugere, a partir dessa concepção, que a vida humana acontece dentro de relações sociais.
- 6:04SPEAKER_04: Essas relações emanam poder, emanam valores, emanam decisões coletivas.
- 6:11SPEAKER_04: E aí nesse sentido de que todos nós somos atravessados por todas essas circunstâncias, tudo que a gente faz possui alguma dimensão política.
- 6:24SPEAKER_04: E isso não é novo.
- 6:26SPEAKER_04: Muita gente que é mais afeita aos estudos clássicos vai falar assim: Não, isso é um conceito pós-modernismo e tal.
- 6:32SPEAKER_04: Não.
- 6:33SPEAKER_04: Não é porque quem cunhou essa concepção da humanidade não é nenhuma concepção da sociedade brasileira, porque na época não existia o Brasil.
- 6:42SPEAKER_04: Foi o Aristóteles.
- 6:43SPEAKER_04: Então, o Aristóteles tava sem muita coisa fazendo a Grécia.
- 6:48SPEAKER_04: E ele falou assim.
- 6:49SPEAKER_04: É.
- 6:49SPEAKER_04: Porque, de fato, né?
- 6:50SPEAKER_04: Não devia ter muita coisa mesmo pra fazer lá.
- 6:53SPEAKER_04: Não tinha videogame.
- 6:55SPEAKER_04: Não tinha cinema, não tinha.
- 6:58SPEAKER_02: Sabe, pô.
- 6:59SPEAKER_02: Era uma parada, né?
- 7:00SPEAKER_02: Assim, ser grego era uma coisa, né?
- 7:02SPEAKER_02: O pessoal se comia bastante, mas assim, tipo mudança também.
- 7:06SPEAKER_02: É.
- 7:08SPEAKER_04: E é assim, né?
- 7:09SPEAKER_04: Não tem pau pra comer todo mundo toda hora, né?
- 7:11SPEAKER_04: Não tem momento.
- 7:14SPEAKER_04: Em algum momento não tem nada.
- 7:15SPEAKER_04: Não tinha o Tadala na época, né?
- 7:17SPEAKER_04: E aí a galera tinha intervalos maiores entre uma cumilança e outra.
- 7:22SPEAKER_04: E aí o que acontece, né?
- 7:24SPEAKER_04: O Aristóteles começou a pensar o ser humano, a sociedade, aquelas pessoas, como um animal político.
- 7:33SPEAKER_04: Que a gente chama, a gente vai encontrar esse conceito chamado de zoom políticon.
- 7:38SPEAKER_04: E aí, nessa concepção aristotélica, o ser humano não é só esse indivíduo isolado, como eu disse anteriormente, né?
- 7:48SPEAKER_04: É a natureza humana, a própria existência, ou seja, o ato de conviver em comunidade, participar da vida comum, deliberando sobre uma série de coisas.
- 7:58SPEAKER_04: Na época falava-se muito sobre justiça, leis, concepção de criação do mundo, enfim, essas coisas todas.
- 8:04SPEAKER_04: Isso pra ele era um atravessamento político da existência.
- 8:08SPEAKER_04: Porque a lógica dele é assim, ó, bem rapidinho.
- 8:10SPEAKER_04: O ser humano vive com outros seres humanos, então é uma comunidade.
- 8:14SPEAKER_04: A comunidade exige regras.
- 8:16SPEAKER_04: Se a gente não tiver regras, valores e a partir disso tomar decisões coletivas, a sociedade acaba.
- 8:24SPEAKER_04: E o ser humano só conseguiu se perpetuar porque ele passou a conviver em sociedade.
- 8:28SPEAKER_04: E essas decisões todas, esse conjunto de coisas, envolvem disputas do que é justo e do que é desejável, do que é injusto, do que é repugnante, enfim.
- 8:39SPEAKER_04: E aí tudo isso é inevitavelmente político, porque nessa perspectiva aristotélica, quando uma sociedade define o que ela considera normal, aceitável, bela, moral, desejável, enfim, essas coisas todas, ela tá realizando esses processos políticos.
- 8:54SPEAKER_04: E aí a gente fala assim: tudo então é político?
- 8:59SPEAKER_04: É, mas não significa que essa é uma política partidária.
- 9:05SPEAKER_04: A gente tem que separar.
- 9:06SPEAKER_04: E aí a política partidária, essa concepção que a gente tava falando, do horário político, do partido A, do partido B, esquerda, direita, né?
- 9:12SPEAKER_04: Até porque esquerda e direita só vai existir a partir da Revolução Francesa.
- 9:16SPEAKER_04: Então a gente tá falando de 1789, vai demorar um pouquinho, desde o Aristóteles, pensar sobre isso embaixo de uma árvore, até as pessoas começarem a ser degoladas lá em Paris e chegarem nessa concepção, né?
- 9:31SPEAKER_04: E aí, o que acontece?
- 9:33SPEAKER_04: Junto com essa política partidária, nascem outras concepções do que é ideologia e como que a ideologia passa a fazer parte da sociedade, enfim.
- 9:43SPEAKER_04: E aí vem a nossa discussão sobre videogames, que também podem ser analisados politicamente.
- 9:51SPEAKER_04: Eu vou trazer aqui o exemplo que a gente falou em OFF hoje, né?
- 9:56SPEAKER_04: Porque a gente trouxe.
- 9:57SPEAKER_04: A gente tava conversando sobre esse assunto e tal.
- 9:59SPEAKER_04: E a gente trouxe dois exemplos.
- 10:01SPEAKER_04: E esses exemplos servem pra ilustrar que um jogo ser político não significa que ele tenha uma propaganda ideológica, tem jogo que tem mesmo.
- 10:10SPEAKER_04: Isso é normal.
- 10:12SPEAKER_04: O Call of Duty é propaganda estadunidense.
- 10:16SPEAKER_04: Ah, vá! Mas.
- 10:19SPEAKER_02: Achei que fosse só tirinho, não pode ser.
- 10:22SPEAKER_04: Mas, por exemplo, ó, pega o SinCity.
- 10:25SPEAKER_04: Ele é um jogo político.
- 10:26SPEAKER_04: Você não tem ideias partidárias no jogo, mas você fala sobre plano diretor, você define zoneamento urbano, você cria impostos, você regula bens da vida, então você precisa pensar se as pessoas estão satisfeitas por morarem próximas ou longe de determinados locais.
- 10:46SPEAKER_04: Tudo isso é político.
- 10:48SPEAKER_04: Mas ele não é um jogo que vai trazer o âmbito partidário da concepção política.
- 10:54SPEAKER_04: Mas olha só, ele não deixou de ter essa complexidade toda.
- 10:57SPEAKER_04: E o outro exemplo mais abstrato da política.
- 11:01SPEAKER_04: E aí, pega o Mega Man.
- 11:03SPEAKER_04: O Mega Man é o pequenininho lá, do 8 bits.
- 11:05SPEAKER_04: Porque aí eu sei que os outros vão ganhar algumas camadas a mais de compreensão e de interpretação ideológica.
- 11:13SPEAKER_04: Mas pega aquele Mega Manzinho lá do Nintendinho.
- 11:17SPEAKER_04: Cara, não tem nada de política partidária ou de uma concepção ideológica nesse jogo.
- 11:24SPEAKER_04: Só que esse jogo nasceu num contexto em que o Japão era uma sociedade atravessada por avanços tecnológicos.
- 11:35SPEAKER_04: Então a própria concepção de criar um super-herói tem a ver com o momento histórico pelo qual aquele país estava passando, e como que as fantasias de poder e de abstração funcionavam.
- 11:51SPEAKER_04: O Mega Man, ele é como se fosse uma versão Kids de Metal Hero, o que também é kids, mas tá bom, não vamos entrar nesse lance.
- 12:00SPEAKER_04: Não vamos entrar nisso.
- 12:02SPEAKER_02: Vai ter gente puta agora morando aí com essa fama, tudo bem.
- 12:05SPEAKER_04: Mas ó, pensa o seguinte: o boom da tecnologia japonesa, ele não era só um ativo de mercado, ele era um valor intrínseco daquele país.
- 12:15SPEAKER_04: Porque tudo que você pegar é.
- 12:18SPEAKER_04: Tudo não, mas muitas coisas que você pegar relacionadas ao Japão dos anos 80 é aquele retrofuturismo, é aquela concepção altamente tecnológica.
- 12:27SPEAKER_04: E olha como as coisas se conectam.
- 12:29SPEAKER_04: Pega o Giban.
- 12:30SPEAKER_04: O Giban deu origem ao quê?
- 12:32SPEAKER_04: Ao Robocop.
- 12:33SPEAKER_04: Você não discute se o Robocop é político ou não.
- 12:36SPEAKER_04: Então, por que você vai colocar em xeque o Giban, o Jaspion, essa galera toda aí?
- 12:43SPEAKER_04: É tudo uma concepção política, só que é uma concepção política um pouco mais abstrata.
- 12:49SPEAKER_04: E aí, falando de abstração, só pra gente poder fechar essa introdução aqui, vamos pensar o seguinte: No galinha, a gente tem a menção em diversos episódios de que jogo é arte, certo?
- 13:02SPEAKER_04: Certo.
- 13:03SPEAKER_04: E a arte é política, é uma questão indissociável.
- 13:06SPEAKER_04: Até porque a definição do que é arte, do que é o belo, as belas artes.
- 13:12SPEAKER_04: E aí depois teve uma ruptura com isso, o cara meteu um mictório no museu, todo mundo ficou bem louco.
- 13:18SPEAKER_04: A banana grudada na parede.
- 13:20SPEAKER_04: Meteu a banana com a fita crepe lá.
- 13:23SPEAKER_04: Teve todo esse rolê.
- 13:25SPEAKER_04: Ó, a arte, olha só, o que é a arte?
- 13:28SPEAKER_04: A arte é a atribuição de um valor.
- 13:31SPEAKER_04: A gente define o que é a arte através de um valor de nobreza que a gente atribui.
- 13:38SPEAKER_04: E toda essa concepção do que é nobre, de quem pode definir o que é arte, ela é iminentemente política.
- 13:45SPEAKER_04: E, de novo, ela não é partidária.
- 13:47SPEAKER_04: Ela é subjetiva, ela vai passar por relações de poder, por tudo isso.
- 13:51SPEAKER_04: Mas se a arte, que é essa coisa tão nobre, ela se torna mais complexa a partir do momento em que ela é debatida e o debate da arte é indissociável do debate político, por que a gente vai eliminar o videogame dessa equação?
- 14:08SPEAKER_04: Não tem como.
- 14:09SPEAKER_03: Não tem como, gente.
- 14:10SPEAKER_04: Nessa lógica, reconhecer o videogame como político torna o videogame melhor.
- 14:15SPEAKER_04: Porque a gente coloca ele no outro patamar de discussão.
- 14:18SPEAKER_04: E as coisas são tão políticas sem a gente muitas vezes perceber que, olha só, a gente está começando esse episódio agora e eu estou a segundos de concluir o meu raciocínio.
- 14:29SPEAKER_04: E todo esse raciocínio, assim como o resto do que a gente vai falar a partir de agora, vai ser dito na língua do colonizador.
- 14:37SPEAKER_04: Olha como todas as coisas são políticas sem serem necessariamente partidárias.
- 14:43SPEAKER_04: Então, encerro aqui a abertura da minha fala pra gente começar a falar sobre videogames políticos.
- 14:50SPEAKER_03: Então, pra quem que é esse episódio aqui, no fim das contas?
- 14:53SPEAKER_03: Esse episódio é pra você que primeiro tomou um susto ao descobrir que videogames são políticos, ou sim, não necessariamente partidariamente, mas.
- 15:02SPEAKER_03: Exato.
- 15:02SPEAKER_03: Samuca, vamos falar aqui de maneira clara?
- 15:04SPEAKER_03: Não tá indelezando, não?
- 15:05SPEAKER_03: É o negócio virar voto.
- 15:07SPEAKER_03: Verdade é essa, se direto, é reto, essa aqui que eu vou.
- 15:09SPEAKER_02: Eu não diria virar, eu diria fazer a pessoa votar.
- 15:11SPEAKER_02: Sabe por quê?
- 15:12SPEAKER_02: É, é.
- 15:13SPEAKER_02: Porque eu acho que assim, quem votou de um ou de outro lado vai ficar nesse lado, quase com certeza.
- 15:17SPEAKER_02: Também acho.
- 15:18SPEAKER_02: É bem difícil virar de fato um voto.
- 15:20SPEAKER_02: Agora, a gente tem milhões de pessoas no Brasil que não votaram.
- 15:26SPEAKER_02: Ou votaram em branco, ou anulou o voto, ou uma abstenção que foi monstruosa.
- 15:31SPEAKER_02: E é esse pessoal que a gente tá mirando mais aqui, né?
- 15:35SPEAKER_02: Você, ouvinte que votou no lado A ou B, ouve também, show de bola, porque a gente vai fazer aqui no episódio que vai ser legal de ouvir.
- 15:40SPEAKER_02: Também tem essa.
- 15:42SPEAKER_02: Mas o nosso alvo é você, ouvinte, alô, você mesmo, Joãozinho, alô você mesmo.
- 15:46SPEAKER_03: Alô, grande Milene, grande Mileto.
- 15:48SPEAKER_02: Alô, Kleber.
- 15:49SPEAKER_02: Exato.
- 15:50SPEAKER_02: Você aí, você aí que não votou, que é no louco, ficou em casa, que foi viajar, enfim, né?
- 15:54SPEAKER_02: É você que a gente quer atingir hoje aqui.
- 15:57SPEAKER_04: É, e aí tem uma coisa, né?
- 15:58SPEAKER_04: A gente teve lá, não sei quantas.
- 16:00SPEAKER_04: Acho que umas.
- 16:01SPEAKER_04: Mais de 20 milhões, né?
- 16:03SPEAKER_04: De abstenções.
- 16:05SPEAKER_04: Tenho dados no roteiro.
- 16:06SPEAKER_04: Vamos lá, Leon.
- 16:06SPEAKER_04: Por favor.
- 16:07SPEAKER_03: Tem o dados.
- 16:08SPEAKER_03: Andy, foram 2,3 milhões de votos em branco.
- 16:13SPEAKER_03: 3,7 milhões de votos nulos.
- 16:18SPEAKER_03: E 33,4 milhões de abstenções.
- 16:24SPEAKER_02: Uau! Brother, mais de um quinto do Brasil que pode votar não votou.
- 16:30SPEAKER_04: É isso.
- 16:31SPEAKER_04: E desses números todos, pelo menos metade é a audiência do Galinha, então a gente vai ter um resultado proveitoso em relação a.
- 16:41SPEAKER_04: Numericamente falando, as pessoas não vão entender o que aconteceu no dia do.
- 16:44SPEAKER_04: Isso, né?
- 16:45SPEAKER_04: Foi o pico nas pesquisas na sexta-feira, amanhã.
- 16:49SPEAKER_04: É isso.
- 16:50SPEAKER_04: E aí, todo mundo, as pessoas não vão votar de amarelo e nem de vermelho, eles vão votar de verde.
- 16:55SPEAKER_04: Exatamente e ninguém vai entender nada.
- 16:56SPEAKER_04: Ninguém vai entender de roxo.
- 16:58SPEAKER_04: É isso aí.
- 16:59SPEAKER_03: E quando terminar, fazer o pelelelele e vai falar cocô, caralho.
- 17:02SPEAKER_03: É isso.
- 17:05SPEAKER_03: Eu acredito.
- 17:06SPEAKER_04: Eu acredito.
- 17:28SPEAKER_03: Vamos lá, vamos falar então de Videos, Jorge e Política.
- 17:31SPEAKER_03: E aí a gente vai trazer aqui quatro jogos pra vocês.
- 17:35SPEAKER_03: E vamos fazer então uma análise do que o jogo trata politicamente falando.
- 17:41SPEAKER_03: E vamos fazer essas comparações com.
- 17:43SPEAKER_03: Aí sim, com a nossa política partidária, coisas que aconteceram em governos aqui antes.
- 17:49SPEAKER_03: Pra você já ter uma ideia bacana.
- 17:51SPEAKER_03: E falar assim, pô, talvez votar nesse maluco aqui não vale a pena.
- 17:55SPEAKER_03: Tem que votar naquele cara ali do chapéu.
- 17:57SPEAKER_02: Até porque assim, né?
- 17:58SPEAKER_02: Vamos ser sinceros, né?
- 18:00SPEAKER_02: Tem tanta informação, tanto real quanto falsa, que mesmo que a pessoa queira procurar ir atrás, é difícil.
- 18:07SPEAKER_02: Sim.
- 18:08SPEAKER_02: Porra, é complicado, é foda.
- 18:10SPEAKER_02: Então, assim, a pessoa de repente pensa assim, pô, eu queria votar no candidato que pensa isso de tal assunto.
- 18:16SPEAKER_02: Quem que é?
- 18:16SPEAKER_02: Porra, pra achar isso é difícil.
- 18:18SPEAKER_02: É uma merda.
- 18:19SPEAKER_02: Então o Leon aí pegou o seu diploma do armário.
- 18:24SPEAKER_02: Fez uma pesquisa aí, pica.
- 18:26SPEAKER_02: Eu fiz aí um roteirinho inicial aí, com assuntos e tal.
- 18:30SPEAKER_02: Bora falar um pouquinho disso aqui.
- 18:31SPEAKER_02: E pra começar, Final Fantasy VII.
- 18:34SPEAKER_03: Olha aí, olha aí.
- 18:36SPEAKER_02: Temos Epino Galigui, inclusive.
- 18:38SPEAKER_02: Temos esse joguinho aí.
- 18:40SPEAKER_02: Que é um joguinho que tem muito assunto pra tratar, de vários temas aí diferentes.
- 18:44SPEAKER_02: Mas um que eu acho que é bem legal de conversar aqui hoje, e que é bom trazer pra esse episódio aqui específico, é o rolê de energia, de meio ambiente e desse, sei lá, desse cabo de guerra que tem, de um mundo que quer avançar na tecnologia ou que quer preservar o seu ambiente, se isso pode andar junto, não pode.
- 19:09SPEAKER_02: Onde que entra uma empresa privada, corporação gigantesca nesse assunto também, que no caso do jogo é a Shinha.
- 19:15SPEAKER_02: Tem muita, muita coisa nesse tema aí.
- 19:17SPEAKER_02: E o Sr.
- 19:18SPEAKER_02: Leão, eu sei que é um grande fã desta porra.
- 19:20SPEAKER_03: Sim.
- 19:21SPEAKER_03: Não da Shinra, no caso do jogo.
- 19:23SPEAKER_03: Não, da Shinra, não.
- 19:25SPEAKER_03: Mas do jogo, sim, exatamente.
- 19:27SPEAKER_03: Pois é, pois é.
- 19:27SPEAKER_03: E aí, vamos.
- 19:28SPEAKER_03: Grande conhecedor de Final Fantasy VII.
- 19:30SPEAKER_02: Vamos lá, um pouquinho sobre isso aí, senhores.
- 19:32SPEAKER_02: Porque, pra mim, pessoalmente, o que mais tinha acontecendo de jogo pra mim, porque eu joguei isso pela primeira vez até o final, tá?
- 19:38SPEAKER_02: Ano passado.
- 19:40SPEAKER_02: Eu tinha jogado no PS1 um pouco lá, conhecia a história, mas eu joguei de fato com as minhas mãos, até o fim, até morreu Sefirof, ano passado.
- 19:49SPEAKER_02: E o que mais eu curti ver dessa temática aí de movimento, meio ambiente, enfim, foi o impacto da Shinra, não só no mundo em si, no planeta em si, mas nas pessoas que moram em Midgger.
- 20:02SPEAKER_02: Porque tu pode pensar assim, ó, porra, tá bom, uma empresa tá pegando recurso natural, que é o maco do planeta, refinando isso, fazendo energia pra ficar rica e vender pro mundo a porra toda.
- 20:14SPEAKER_02: Se der dinheiro, pode ser que seja até bom, pensa de repente uma pessoa, né?
- 20:18SPEAKER_02: E tu joga a porra do jogo e tu vê que embaixo dos reatores tem um pessoal pobre fudido na merda.
- 20:26SPEAKER_02: Nem esse positivo, entre aspas, acaba tendo, assim.
- 20:31SPEAKER_02: Então, tipo, não é nem só uma discussão de, ah, vamos manter o planeta sadio.
- 20:36SPEAKER_02: Também tem isso no jogo, lógico.
- 20:38SPEAKER_02: E aí vem a Avalanche, vem o Barry, que fala isso, assim, muito claramente no jogo inteiro.
- 20:44SPEAKER_02: Mas fora isso, também tem esse impacto social em Midgger no jogo.
- 20:49SPEAKER_03: A gente vai ter uma noção melhor disso, graças a adventos tecnológicos da versão remake Rebirth, isso fica muito mais claro, muito mais pungente na nossa cara, né?
- 20:59SPEAKER_03: Mas desde o começo do Final Fantasy VII a gente vai ver que existe ali uma clara tentativa de fazer uma espécie de cidade perfeita, que é essa criação máxima da Shinra.
- 21:15SPEAKER_03: Dentro do Final Fantasy 7, a gente não tem tanta coisa sobre a Shinra.
- 21:18SPEAKER_03: Além de uma empresa escrota e o dono é escroto e todo mundo é um escroto.
- 21:24SPEAKER_03: E é uma empresa e é uma mega corporação.
- 21:26SPEAKER_03: Então ela não lida só com energia.
- 21:27SPEAKER_03: Ela lida com energia, ela lida com recursos naturais.
- 21:31SPEAKER_03: Ela lida com criação das matérias, que são matérias não naturais, né?
- 21:37SPEAKER_03: Artificiais, então ela faz essas matérias pra revender.
- 21:39SPEAKER_02: Então ela é basicamente dona do mundo real.
- 21:41SPEAKER_02: Alteração genética, corrida espacial, é o seu.
- 21:45SPEAKER_02: Ela é dona do mundo real.
- 21:46SPEAKER_02: Ponto.
- 21:46SPEAKER_02: Isso.
- 21:47SPEAKER_03: Então, essa é um grande.
- 21:48SPEAKER_03: é um grande.
- 21:49SPEAKER_03: um grande.
- 21:50SPEAKER_03: uma grande discussão durante o jogo todo sobre como os recursos naturais não são explorados por toda a sociedade.
- 22:00SPEAKER_03: Sociedade sim, por uma corporação que tá juntando esses ativos pra ela.
- 22:06SPEAKER_03: Especialmente naquela parte do Barret, onde conta a história dele com o Daine, sobre na cidade deles, os dois falam assim: Cara, talvez a gente não queira um reator aqui.
- 22:16SPEAKER_03: Porque se a gente botar um reator aqui, porra, os caras vão mandar na cidade, a gente não quer isso.
- 22:20SPEAKER_03: E fica aquela discussão, porra, mas aí vai botar o reator aqui e aí a gente vai parar de viver do carvão, sabe?
- 22:28SPEAKER_03: Eu vejo muito um paralelo, assim, muito grande com isso, que é a questão toda da nossa floresta amazônica.
- 22:34SPEAKER_03: A gente vai entrar nos minerais raros mais pra frente.
- 22:36SPEAKER_03: Um pouquinho mais pra frente aqui ainda nessa conversa.
- 22:39SPEAKER_03: Sim.
- 22:40SPEAKER_03: Mas eu acho que o nosso principal ativo hoje, ecológico, no mundo, é a floresta amazônica, né?
- 22:47SPEAKER_03: Que vem sendo contumazmente desmatada ano após ano, de sendo destruída, e, poxa, a pessoa fala, caralho, mas isso não tem no Final Fantasy VII um desflorestamento.
- 22:58SPEAKER_03: Cara, tem um monte de situações assim.
- 23:01SPEAKER_03: É só você ver, por exemplo, a cidade do Barret, que foi completamente transformada em desgraça por causa desse de reatores.
- 23:10SPEAKER_03: É só você ver o Utai, que foi transformada em um cassinão a céu aberto, basicamente.
- 23:17SPEAKER_02: Cara, o ponto mais da hora é disso aí, sabe o que é?
- 23:19SPEAKER_02: Se tu olha o mapa do mundo por cima, Midger parece tipo um câncer no mundo, literalmente.
- 23:25SPEAKER_03: Ele é preto, pode ir para o que é.
- 23:26SPEAKER_02: Em volta sem tipo um deserto ali, quando era pra ser tudo verde na região.
- 23:31SPEAKER_02: Isso.
- 23:31SPEAKER_02: Porra, é muito da hora como o jogo traz isso aí pra gente, mostrando muito na nossa cara que é um negócio feito de maneira totalmente errada, né?
- 23:40SPEAKER_05: É.
- 23:40SPEAKER_02: E, porra, a energia tá ali, o pessoal tá usando, mas, caralho, calma, né?
- 23:47SPEAKER_04: Tem uma questão muito importante no Final Fantasy VII.
- 23:51SPEAKER_04: Eu tava até estudando pra gente falar aqui e tudo, né?
- 23:55SPEAKER_04: Saiu um livro no Brasil, que é lá da editora Europa, que chama Lenda de Final Fantasy VII, aí tem um subtítulo assim, que é Criação, Universo e Significados.
- 24:05SPEAKER_04: É a tradução daquela série do Nicolas Coursier, que fala sobre vários títulos específicos da série Final Fantasy, tem também outros jogos também.
- 24:16SPEAKER_04: É muito interessante.
- 24:17SPEAKER_05: O Espirei, desculpa.
- 24:23SPEAKER_04: É muito interessante que existem várias correlações simbólicas entre, por exemplo, Gongaga e Chernobyl.
- 24:33SPEAKER_03: Nossa, totalmente, sim.
- 24:35SPEAKER_04: E essa percepção japonesa da energia nuclear e de coisas que se assemelham à energia nuclear, ela é muito importante pra criar um tensionamento popular de caos e de terror na cultura japonesa.
- 24:53SPEAKER_04: A gente vê isso no Godzilla, mas a gente vê isso também no trabalho da Shinha, né?
- 25:00SPEAKER_04: E existe até uma semelhança entre a interpretação japonesa porque é o Godzilla, que é uma mistura da bomba atômica também com uma raiva da natureza pela forma como as pessoas tratam o meio ambiente.
- 25:18SPEAKER_04: E aí tem várias leituras possíveis, cada um dos Godzilla tem uma mensagem diferente, mas o fio condutor é mais ou menos esse, sim.
- 25:27SPEAKER_04: E a forma como a energia maco ela é apresentada, e como ela é representada simbolicamente na série Final Fantasy, né?
- 25:38SPEAKER_04: No Final Fantasy VII, melhor dizendo, porque o Final Fantasie VII virou uma série em si, né?
- 25:44SPEAKER_04: O que acontece?
- 25:45SPEAKER_04: A gente tem diálogos muito próximos, né?
- 25:49SPEAKER_04: Novamente, simbolicamente falando.
- 25:51SPEAKER_04: Entre o que representa um perigo nuclear, entre o que representa também uma vingança da Terra, de Gaia.
- 26:01SPEAKER_04: De Gaia, das weapons, enfim, do planeta e de toda essa circunstância.
- 26:08SPEAKER_04: E esse tema tem um impacto profundo nos japoneses.
- 26:13SPEAKER_04: Então, de novo, a gente tá lidando com uma característica que ela, novamente, não é política partidária, mas ela tem desdobramentos que são subjetivos, além do jogo ter também os desdobramentos objetivamente político-partidários.
- 26:34SPEAKER_04: A Shinha, por exemplo, ela tem várias menções de signos significantes e significados que se assemelham com o nazismo, a forma como os estandartes são colocados, a maneira como os personagens se vestem, se comportam, eles têm um rigor militar, eles têm milícias próprias, pô, tem um personagem lá que se chama Heidegger.
- 26:56SPEAKER_04: Heidegger era literalmente um filósofo nazista.
- 27:00SPEAKER_04: Então, existem sim diversos elementos que são político-partidários em Final Fantasy, como também existem esses outros elementos que passam mais desapercebidos, mas eles criam um contexto, e é esse contexto que enriquece o universo do Final Fantasy VII-série, né?
- 27:23SPEAKER_04: De novo, traçando um paralelo, porque todos os Final Fantasies têm suas questões políticas, mas aí o 7 é uma coisa à parte, assim.
- 27:31SPEAKER_04: Eventualmente tem coisas que são um pouco mais diretas e militantes, tem coisas que são mais subjetivas, mas eu acho que eles conseguiram, nessa obra, deixar tudo tão coeso e tão coerente que fica muito crível.
- 27:45SPEAKER_04: E você passa a acreditar nas demandas daqueles personagens, porque você quer que aquele mundo seja um mundo melhor pra eles.
- 27:53SPEAKER_04: E eu acho que esse é um lance.
- 27:54SPEAKER_04: E a gente também tem que querer um mundo melhor pra gente.
- 27:58SPEAKER_03: Isso aí, exatamente, esse é um grande ponto.
- 28:00SPEAKER_03: E é uma coisa que a gente consegue fazer relações diretas com o Brasil.
- 28:04SPEAKER_03: Falei da floresta amazônica, mas não só isso, né?
- 28:06SPEAKER_03: A exploração mineral, principalmente a exploração de petróleo, que ainda é um ativo extremamente importante no mundo, né?
- 28:13SPEAKER_03: Você ter produção e refino de petróleo ainda é um negócio muito importante.
- 28:18SPEAKER_03: Então eu trouxe aqui alguns dados, Samuel, alguns recortes.
- 28:23SPEAKER_03: Eu acho importante a gente fazer essa comparação entre os dois governos que passaram nos últimos, sei lá, 10 anos, mais ou menos.
- 28:32SPEAKER_03: E trazendo também para a situação atual política do país, no que a gente está vivendo agora no segundo turno, tá?
- 28:41SPEAKER_03: Históricos do governo passado, o governo Bolsonaro teve um crescimento vertiginoso das queimadas na floresta amazônica.
- 28:49SPEAKER_03: Tivemos redução das verbas destinadas a órgãos e programas protetores do meio ambiente, especialmente o INPE e o IBAMA, né?
- 28:57SPEAKER_03: O INPE, que é o Instituto de Pesquisas Espaciais, e o IBAMA, que é o órgão de proteção, né?
- 29:03SPEAKER_03: A polícia do meio ambiente do Brasil, vamos dizer assim.
- 29:06SPEAKER_02: Rolou um desmonte foda nas duas.
- 29:08SPEAKER_02: Foda-se.
- 29:10SPEAKER_02: Aliás, ouvinte aí em parênteses, tá?
- 29:11SPEAKER_02: Tudo que o Leão falar agora aqui de dados, números, ah, isso caiu, aquilo aumentou.
- 29:17SPEAKER_02: Vai ter aqui no EPI aqui embaixo, na descrição do episódio, um arquivo aqui do Google Docs, onde eu vou reunir tudo que é referência, onde saiu isso aí, então matéria de jornal respeitado, ou algum dado oficial, mesmo do governo, internacional, nacional, que seja aqui.
- 29:33SPEAKER_02: Nada que a gente falar aqui é da nossa cabeça, nada é tipo, a gente acha que é isso.
- 29:37SPEAKER_02: Não, isso aqui a gente pesquisou e é isso.
- 29:39SPEAKER_02: Então, vai estar aqui embaixo, tudo aqui certinho, os rolês aqui, pra tu poder pesquisar aí também, ouvi.
- 29:44SPEAKER_03: Ó, além disso, o próprio governo Bolsonaro em 2022 bateu recorde de desmatamento da floresta amazônica.
- 29:51SPEAKER_03: Neste ano de 2022, foram 10.267 km2 de floresta pra casa do caralho.
- 30:02SPEAKER_03: E a gente não pode esquecer também que isso vem associado ao agronegócio.
- 30:07SPEAKER_03: Eu quero já deixar aqui claro que, por si só, não é um problema.
- 30:10SPEAKER_03: O problema é a forma como ele é executado no Brasil.
- 30:14SPEAKER_03: Ele não atende aos nossos interesses, ele atende o interesse próprio de quem é o dono da terra, o dono da fazenda, dono da plantação, dono da safra, enfim.
- 30:22SPEAKER_03: Governo Lula.
- 30:23SPEAKER_03: Então, em 24, 8 de outubro de 24, tivemos a Lei da Transição Energética, ou como a lei está sendo chamada oficialmente pelo governo de Lei do Combustível do Futuro, que é uma lei que vai prever transição energética do fóssil para o verde, né?
- 30:39SPEAKER_03: Propções verdes, principalmente na aviação, porque nós temos uma indústria aviária muito forte no Brasil, com a Embraer.
- 30:45SPEAKER_02: Indústria aviária de galinha.
- 30:47SPEAKER_02: É, aviária, é isso aí.
- 30:49SPEAKER_02: Uma indústria.
- 30:52SPEAKER_02: Então o viés é o nosso podcast.
- 30:53SPEAKER_04: Indústria de pinto, indústria de pinto.
- 30:56SPEAKER_03: Indústria de pinto, galinha não pode falar de falar de pinto, é impressionante.
- 31:00SPEAKER_03: Além de programas de descarbonizar nossa indústria, com o início previsto para o ano que vem.
- 31:07SPEAKER_03: Nos dois primeiros mandatos tivemos a popularização do etanol como uma opção viável de combustível verde.
- 31:14SPEAKER_03: E também tivemos algumas outras coisas, como o plano mais produção, que veio agora também nesse ano mais recente, que até o fim do ano vai ter disponibilizado 860 bilhões em diversas benesses.
- 31:31SPEAKER_03: Incentivos, né?
- 31:32SPEAKER_03: Tivemos o número de desmatamento caindo durante o governo Lula 3, o total acumulado dos três anos em relação ao último foi uma queda de 76%.
- 31:43SPEAKER_03: E também tivemos, né?
- 31:45SPEAKER_03: Cediamos a COP30 aqui, onde vários outros assinaturas de acordos de escala global mesmo foram assinados.
- 31:58SPEAKER_03: Aí eu fiz aqui o trabalho jornalístico não só de levantar dados do passado, mas fiz o trabalho também de pegar dados do futuro.
- 32:05SPEAKER_03: A gente pegou as propostas de cada um dos dois candidatos a presidente do segundo turno e fomos buscar informações que tem a ver com cada um desses momentinhos, esses polos de assunto que nós estamos tratando aqui.
- 32:18SPEAKER_03: E o programa do Flávio até fala em seguir com a lei do combustível do futuro.
- 32:22SPEAKER_03: Ou seja, ele reconhece que o que o Lula fez agora recentemente, né?
- 32:28SPEAKER_03: O governo do PT fez recentemente.
- 32:30SPEAKER_03: É um ponto a ser seguido, mas é muito vago na hora de fazer.
- 32:35SPEAKER_03: Sabe aquela sketch do.
- 32:37SPEAKER_03: Acho que é do Mortadela, do Amada Foca, agora eu não lembro.
- 32:40SPEAKER_03: Que é o cara falando que eu vou ser o candidato com as melhores propostas.
- 32:46SPEAKER_03: E vou trazer as melhores soluções para os seus problemas, de modo que os seus problemas sejam resolvidos.
- 32:52SPEAKER_03: Então falando que vai resolver um monte de coisa, mas não fala nada?
- 32:55SPEAKER_03: Olá, leitor.
- 32:56SPEAKER_00: Meu nome é Adolfo Mordes e eu também estou cansado de tanta corrupção.
- 33:01SPEAKER_00: Estou aqui pra falar do meu projeto Brasil Melhor, que visa tornar um Brasil melhor, através de melhorias no Brasil.
- 33:10SPEAKER_03: É mais ou menos isso aqui.
- 33:12SPEAKER_03: A única promessa com deadline, com prazo, de fato, é zerar, e é muito importante isso aqui, ôvinte, presta atenção: zerar o desmatamento ilegal até 2029.
- 33:24SPEAKER_02: É, e essa é a grande pegadinha aí, tá bem clara pra quem ouviu o que o Leão falou, isso, tá?
- 33:29SPEAKER_02: Pego do documento oficial do projeto de governo do Flávio.
- 33:33SPEAKER_02: Basta que tu torne legal desmatar e acabou o ilegal.
- 33:38SPEAKER_03: Menciona também a questão das terras minerais críticas, terras raras, né?
- 33:44SPEAKER_03: Fala em explorar isso com parceiros internacionais que queiram fazer a exploração, sem preconceito ou ranço ideológico.
- 33:52SPEAKER_03: Isso é Ipses Literes do programa do Flávio, tá?
- 33:55SPEAKER_03: Eu fui Ctrl C, Ctrl V.
- 33:57SPEAKER_03: Por outro lado, temos aqui o do Lula, que o governo prevê também a continuação do Combustible do Futuro, obviamente.
- 34:04SPEAKER_03: Temos também o plano mais produção ainda rolando em 2027.
- 34:09SPEAKER_03: Expansão do novo pack, que é um programa de aceleração geral do Brasil, né?
- 34:15SPEAKER_03: Um programa de alto investimento no Brasil, ele gera e investe em si mesmo.
- 34:19SPEAKER_03: Principalmente sobre segurança hídrica, mineral e fóssil, no sentido de combustível, não no sentido paleontológico da coisa, tá, gente?
- 34:27SPEAKER_03: E especialmente sobre terras raras e minerais críticos, o programa do governo Lula 4 diz sobre garantir a melhoria da inserção externa da economia brasileira, e isso vai ser decisivo para garantir escala e competitividade global.
- 34:44SPEAKER_03: Dessa forma, eles vão estimular exportações industriais, ampliar a presença em novos mercados, e tornar a pauta exportadora mais concentrada em produtos com maior valor agregado e aprimorando continuamente os instrumentos de defesa comercial.
- 35:00SPEAKER_03: Então ele já passa em cima dessa questão da soberania, que é uma palavra que está muito no buzz aí dessa eleição, inclusive, né?
- 35:08SPEAKER_03: Ela é muito repetida nessa eleição.
- 35:13SPEAKER_03: E deixa muito claro também, em outros pontos dos dois planos, falam em neoindustrialização do país.
- 35:20SPEAKER_03: Mas o governo do Lula fala especificamente em fazer qualquer coisa com minerais críticos aqui dentro.
- 35:28SPEAKER_03: É nosso.
- 35:29SPEAKER_03: E a gente vai fazer alguma coisa com ele.
- 35:31SPEAKER_03: É nosso.
- 35:31SPEAKER_02: Esse rolão é importante porque a gente atualmente exporta essa parada de modo muito bruto.
- 35:39SPEAKER_02: E depois importa de volta o negócio feito.
- 35:42SPEAKER_02: E isso é.
- 35:42SPEAKER_02: não só com isso, mas também com o GP até petróleo que a gente faz.
- 35:45SPEAKER_02: Depois que a Petrobras, grande parte, foi privatizada, rolou isso aí.
- 35:49SPEAKER_02: E aí tem uma coisa que o Brasil às vezes tem, e muita gente que vota tem isso na cabeça: de ter a visão a curto alcance, né?
- 35:58SPEAKER_02: De, pô, ah, o Brasil não consegue refinar isso e aplicar, a tecnologia não existe aqui no Brasil.
- 36:04SPEAKER_02: Então temos que vender pra fora bruto e importar o negócio depois.
- 36:07SPEAKER_02: Mas tem que ser feito, e isso vem do governo, né?
- 36:10SPEAKER_02: Tem que ser feito algum programa de incentivo pra que isso aconteça aqui.
- 36:15SPEAKER_02: E aí, é um dado que já acho que é muito comum de pessoal conhecer na internet, mas é bom falar aqui também.
- 36:20SPEAKER_02: O Brasil só perde pra China em quantidade de terras raras no solo.
- 36:26SPEAKER_02: Top 2 do mundo, o Brasil.
- 36:28SPEAKER_02: E aí, isso é uma coisa que pode determinar o futuro comercial do Brasil.
- 36:34SPEAKER_02: Sabe, já hoje, isso é muito usado, mas assim, daqui pros próximos 50 anos, o que hoje é o petróleo vai virar terras raras, como o grande assunto econômico da Terra, assim, basicamente.
- 36:48SPEAKER_02: Porque tudo que a gente faz, desde um celular até um míssil, tem esta porra dentro.
- 36:53SPEAKER_02: E, cara, o Brasil não tá se esforçando ainda, tanto quanto deveria, pra refinar isso e aplicar isso, tecnologia, e a gente viu aí que o programa do Luna 4 é começar isso aí um pouco melhor.
- 37:09SPEAKER_02: Exatamente.
- 37:10SPEAKER_02: Enquanto o Flávio já falou com as palavras dele, num discurso lá nos Estados Unidos, que o Brasil seria a solução dos Estados Unidos pra isso.
- 37:20SPEAKER_02: Exatamente.
- 37:32SPEAKER_02: E aí, isso é uma coisa que me dói muito, porque eu venho da química, então eu estudei essas porra de mineral raro, elemento químico desse tipo aí, é um negócio louco e muito massa de estudar.
- 37:42SPEAKER_02: E aí eu vejo o Brasil com esse potencial tão grande nisso, e isso com talvez do caralho, por causa de um governo seguinte, e eu fico muito chateado, muito triste.
- 37:53SPEAKER_02: E é uma coisa que, repito, tem que ter visão a longo prazo nesta porra.
- 37:57SPEAKER_02: Sabe?
- 37:57SPEAKER_02: Sim.
- 37:58SPEAKER_02: Não dá de achar que daqui a dois anos a gente vai estar exportando tudo isso aí refinado do modo perfeito.
- 38:05SPEAKER_02: Não é assim, é daqui a algum tempo, mas tem que começar em algum lugar essa coisa.
- 38:09SPEAKER_02: E tem que ser o quanto antes.
- 38:10SPEAKER_02: Então, a gente vê que um candidato que é o Lula tem isso no plano de governo, o outro não tem.
- 38:15unknown: Não.
- 38:17SPEAKER_03: Fala abertamente em procurar os parceiros internacionais, né?
- 38:23SPEAKER_03: Ou seja, é um floreamento pra dizer que a gente não vai fazer exploração sozinho.
- 38:28SPEAKER_03: É uma falácia foda falar que é parceiro, né?
- 38:30SPEAKER_02: Porque não vai ser parceiro.
- 38:32SPEAKER_02: Não, é.
- 38:33SPEAKER_02: Parceiro é aquele negócio de parceiro, tipo, de um entra com o outro e com o pau, né?
- 38:36SPEAKER_02: Esse é o parceiro que ele tá falando.
- 38:38SPEAKER_04: Sim, exatamente esse tipo de parceria.
- 38:40SPEAKER_04: Tem uma coisa que a gente vê muito sendo dito hoje em dia, né?
- 38:45SPEAKER_04: É a soberania do Brasil, a soberania nacional.
- 38:48SPEAKER_04: O que é ser soberano?
- 38:50SPEAKER_04: Ser soberano é a gente conseguir decidir o futuro do nosso país.
- 38:53SPEAKER_04: A gente decidiu.
- 38:54SPEAKER_04: Aqui dentro, a gente não pode permitir que um projeto de poder e de administração de um país não pense nisso que vocês estão falando, em médio e longo prazo.
- 39:08SPEAKER_04: Porque a gente já viu que, infelizmente, o Brasil, desde a nova república, no final ali dos anos 80, desde 88, que a gente tem a Constituição, foi promulgada em 5 de outubro de 88.
- 39:22SPEAKER_04: De lá pra cá, poucas vezes a gente teve políticas de médio e longo prazo sendo implementadas.
- 39:31SPEAKER_04: E as que tivemos elas deram resultados.
- 39:34SPEAKER_04: As pessoas falam muito que o Brasil é muito assistencialista.
- 39:38SPEAKER_04: Mas se você pegar as pesquisas do IPEI, as pesquisas do Instituto FGV, que são institutos sérios e não tem nada a ver com aparelhamento ideológico, você vai ver que a mobilidade social do Brasil melhorou muito nas últimas décadas, com destaque para os indicadores a partir de 2002.
- 39:58SPEAKER_04: Isso é um exemplo de políticas de médio e longo prazo.
- 40:02SPEAKER_04: Só que a gente não pode apenas pensar internamente em políticas de assistência social e distribuição de renda sem pensar hoje no cenário internacional.
- 40:13SPEAKER_04: E pra gente crescer, a gente tem que pensar no refino e na separação química desses produtos.
- 40:18SPEAKER_04: A gente tem que pensar em política industrial de longo prazo e a gente passa por um processo de desindustrialização no Brasil.
- 40:26SPEAKER_04: Isso é interessante pro capital estrangeiro que a gente se torne vulnerável a ponto de depender desse capital para uma série de circunstâncias.
- 40:36SPEAKER_04: A gente precisa criar uma política industrial de longo prazo, especificamente pra esses temas, porque vão ser temas cada vez mais urgentes.
- 40:48SPEAKER_04: Há 10 anos ninguém falava de terras raras no Brasil.
- 40:52SPEAKER_04: Hoje ninguém consegue passar por esse tema, o tema futuro do Brasil, sem falar.
- 40:57SPEAKER_04: É impossível a gente ignorar a industrialização tecnológica andar, o vácuo político na comunidade international and the qual a gente pode se beneficiar se a gente pensar em uma candidatura que enxerga o Brazil, não como lacaio, subserviente to outros países, andar pra si a autonomia que é inerente à soberania que todos os países precisam ter.
- 41:27SPEAKER_04: Então é muito importante que a gente tenha essa valorização.
- 41:32SPEAKER_04: Andas pessoas, as pessoas que querem leiloar o Brasil, elas não gostam do Brasil, elas odeiam o Brasil, elas têm um desprezo pela cultura brasileira, elas têm um desprezo pelo povo, pela vida política e pública das pessoas.
- 41:48SPEAKER_02: A gente cai na ironia, entre aspas, aí na hipocrisia, na real, de tu ver o pessoal com a camisa do Brasil, só com bandeira dos Estados Unidos, em manifestações e tal.
- 41:58SPEAKER_02: E chegou num ponto extremo esses dias aí do pessoal inflar uma bomba atômica, um míssil gigantesco escrito Trump Nook Brazil numa passeata, numa manifestação, num ato político pro Flávio, na Paulista.
- 42:15SPEAKER_02: Então, assim, tá muito claro que esse pessoal, como tu falou, odeia o Brasil realmente.
- 42:22SPEAKER_02: Não se importa com o futuro do país e com o povo que nele mora, enfim.
- 42:28SPEAKER_04: Você não vai ver um desses candidatos falando de benefícios pra população, de benefícios pro meio ambiente, de redução da desigualdade social, de aumento nos índices de educação, de aumento nos índices de segurança, e quando eles trazem essas hipóteses de aumento, essas conjecturas de aumento, sempre trazendo a iniciativa privada e o capitão estrangeiro.
- 42:49SPEAKER_04: A gente precisa desenvolver o país aqui, com o dinheiro dos impostos que a gente recolhe aqui.
- 42:54SPEAKER_04: E que a gente sabe que são altos e que precisam ser melhor direcionados, mas a soberania nacional ela só existe a partir do momento em que o país passa a existir com legitimidade.
- 43:06SPEAKER_04: A gente não pode, gente.
- 43:07SPEAKER_04: A gente não pode se permitir ser lacaio.
- 43:10SPEAKER_04: Nem dos Estados Unidos, nem de nenhum país.
- 43:12SPEAKER_02: E é bom pontuar que isso é um pensamento que não é de direita ou esquerda, isso é um pensamento de quem é brasileiro.
- 43:18SPEAKER_02: É.
- 43:19SPEAKER_02: Direita e esquerda concordam com isso que tu falou agora.
- 43:22SPEAKER_02: Esse aqui, ó, a gente vê gente que é direita não bolsonarista falando isso aí.
- 43:27SPEAKER_02: Outra falácia muito comum é pensar que esse rolê é um rolê de esquerda, que não é.
- 43:31SPEAKER_02: Não é.
- 43:32SPEAKER_02: Não, não é forma alguma.
- 43:33SPEAKER_02: E eu acho que isso tem que ficar muito claro também aqui, né?
- 43:35SPEAKER_02: Que tem coisas que vão muito além de um lado, entre aspas.
- 43:39SPEAKER_02: E essa é uma coisa que é muito clara aqui nesse sentido.
- 43:42SPEAKER_02: Se a pessoa é brasileira, ela.
- 43:44SPEAKER_02: Porra, é óbvio que ela quer que o Brasil vá pra frente nesse sentido, que é um potencial gigante que o país tem.
- 43:51SPEAKER_02: Deixando a riqueza aqui, desenvendo aqui, e tudo de modo interno e não, como tu falou, não subserviente, não servindo a uma coisa que vem de fora.
- 44:01SPEAKER_02: É, tem um.
- 44:02SPEAKER_04: Só pra passar a régua aqui, a gente teve um ex-ministro do Bolsonaro, né, o Santos Cruz, que é general.
- 44:09SPEAKER_04: Ele falou aí, né, cara, deu uma entrevista e falou que o que estão fazendo agora é traição à pátria.
- 44:15SPEAKER_04: E você vê, ele começa a fala dele falando: Olha, eu sou de direita, mas o que estão fazendo isso aí não é direita, isso aí é outra coisa.
- 44:22SPEAKER_04: Então, um cara que é militar, ele é general, ele foi ministro, and ele se coloca neste lugar.
- 44:30SPEAKER_04: Fala, olha, eu estou vendo antaque a soberania do Brazil.
- 44:47SPEAKER_00: But it's a dispute interna, where you take the liberty to do that, a presentar o seu plano.
- 45:01SPEAKER_00: A busca de apoio externo, da maneira como foi feita, é um absurdo e realmente um ataque à soberania do Brasil.
- 45:11SPEAKER_00: Sem dúvida nenhuma.
- 45:13SPEAKER_00: É uma consideração de direita.
- 45:14SPEAKER_00: Isso aí que a gente vê, esse extremismo, isso aí não é direito, isso é vigarice.
- 45:19SPEAKER_00: Isso não é nada.
- 45:21SPEAKER_00: Isso aí se chama vigarice.