Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #338 1 ano de Tarde Nacional em São Paulo
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- 0:01Peças raras você tem sintonia com rádio?
- 0:07Olá, tudo bem? Eu sou o Marcelo abud, seu
- 0:11podcaster radiofônico, e estou de volta com nossas peças raras.
- 0:17Nesta edição vamos celebrar uma interessante iniciativa que
- 0:21começou há pouco mais de 1 ano aqui em São Paulo e logo se
- 0:26espalhou para toda a rede EBC de rádio da rádio nacional.
- 0:31Em 8/04/2024, Vitor Ribeiro e Guilherme strozzi colocam no ar
- 0:38pelos 87,1 megahertz do FM aqui de São Paulo, o tarde nacional
- 0:44São Paulo. Até então, o programa era
- 0:46transmitido em rede para as emissoras do grupo EDC empresa
- 0:51Brasil de comunicação, que estão localizadas no Rio de Janeiro,
- 0:56São Paulo, Brasília, São Luís, Amazônia e alto Solimões.
- 1:02E para comemorar a iniciativa de transformar o tarde nacional em
- 1:06um horário local, nesta edição você acompanha a visita de parte
- 1:11da minha turma de BCM da FAAP, que reúne estudantes de
- 1:16publicidade e propaganda, jornalismo e relações públicas.
- 1:21Juntamente com a Evelyn Ayres dos Santos e com o Sidney
- 1:25Fontenelle da Costa, você vai ouvir o que os apresentadores e
- 1:28produtores Vitor Ribeiro e Guilherme strozzi pensam sobre o
- 1:32rádio e sobre a conexão com os jovens nos dias de hoje.
- 1:37Ainda neste episódio, eu compartilho A Entrevista que
- 1:41concedia ao tarde nacional no dia mundial do rádio, em 13 de
- 1:46fevereiro deste ano de 2025. É.
- 1:51O que que vocês sentiram com essa experiência de dos alunos
- 1:55do BCM? Virem ao rádio.
- 1:56Virem ao rádio, eu gostei muito, achei legal.
- 1:59Eu acho que é. É muito importante que a gente
- 2:01tenha esse contato com uma audiência mais jovem, porque
- 2:05rádio hoje em dia a gente fala pra um público que é mais velho.
- 2:09Então é importante formar o público.
- 2:11E como uma rádio pública, a gente precisa ter gente aqui
- 2:14dentro, gente da sociedade mesmo e.
- 2:17Os estudantes fazem parte da sociedade de uma forma muito
- 2:19importante, né? Estrozes vocês estão construindo
- 2:22aí, vocês estão apontando um caminho de futuro e é muito
- 2:26bacana pra além de vocês terem assistido aqui as conversas que
- 2:30a gente teve, perguntando os gostos musicais, o que que vocês
- 2:33gostam de ouvir? Isso dá um retorno muito
- 2:35imediato, muito quente pra gente, né, é?
- 2:37Com certeza, eu acho que é muito importante esse essa via de mão
- 2:40dupla entre a academia e o meio de comunicação, porque aqui nós
- 2:45estamos. Numa rádio pública, que é a que
- 2:47é a rádio nacional, falando pra milhares de pessoas na cidade de
- 2:50São Paulo. E quando a gente tem a visita de
- 2:51vocês, estudantes, acadêmicos, é um olhar, é uma troca muito
- 2:55importante pros 2 lados. A rádio nacional ganha com um
- 2:58olhar jovem, de pesquisa científica, de academia, de
- 3:03graduação, que vocês estão tendo por inovações, com o que vocês
- 3:06pensam pro presente e pro futuro.
- 3:09E a gente na verdade consegue passar pra vocês um pouquinho do
- 3:12que que é o trabalho no dia a dia.
- 3:13Que é para vocês irem entendendo já como é que funciona.
- 3:16Não só o mercado, né? Essa ideia de mercado, mas a
- 3:19profissão no dia a dia de vocês. Como é que isso acontece na
- 3:22prática? Agora a nossa próxima.
- 3:25Pergunta é, como vocês veem a forma que os jovens escutam
- 3:28rádio hoje em comparação ao passado?
- 3:31É, é é diferente, né? A gente assim, a minha geração,
- 3:36a geração dos trotes, a gente se formou num numa coisa de fluxo
- 3:40contínuo, né? Numa lógica de fluxo contínuo.
- 3:43Hoje você tem a opção de, num site no aplicativo, você ouvir
- 3:48de novo um programa ou ouvir um trecho do programa.
- 3:50Você não precisa ouvir o programa inteiro.
- 3:52Você pode. É, por exemplo, a gente que
- 3:55disponibiliza as colunas, disponibiliza as entrevistas.
- 3:58Você pode escolher ouvir, só isso.
- 4:01E aí se você quiser ter AAA ouvir a experiência do do
- 4:05broadcasting, você pode ouvir ali.
- 4:07Oo fluxo contínuo, aquela é o programa todo, mas você também
- 4:11pode escolher ouvir só o pedaço que te interessa.
- 4:14E isso é importante pra gente até entender como é que lida com
- 4:18essa essa lógica da audiência. Porque a ideia é que a gente
- 4:22prenda a audiência o máximo possível, mas não pode também se
- 4:25tornar. Uma coisa tão genérica que aí
- 4:28aquele pedacinho que te interessa pode não te interessar
- 4:30mais. Então é.
- 4:31É um desafio, né? É?
- 4:32Eu acho isso também. Eu acho que é é o conteúdo on
- 4:35demand, né? AA lógica do podcast, que é
- 4:37muito consumida por vocês, jovens.
- 4:39Ela vem do rádio. AA ideia de pensar o podcast.
- 4:43Então o conteúdo de rádio ele pode interessar, mas o acesso ao
- 4:47rádio é que cada vez mais os jovens podem não estar se
- 4:51interessando. Mas aí eu acho importante.
- 4:53Tem uma diferença entre o jovem da cidade de um meio urbano, e o
- 4:57jovem de áreas rurais ou de áreas ou não tão densamente
- 5:01povoadas. Porque nos espaços dos rincões
- 5:05rincões é uma palavra ruim. Mas dos bolsões de informação
- 5:08que existem no Brasil, que são lugares onde não tem acesso à
- 5:11internet, o que às vezes até a televisão tem dificuldade pra
- 5:14chegar, as ondas do rádio chegam.
- 5:16Então aqueles jovens que podem estar é morando em cidades mais
- 5:19no interior do país ou na região, toda a região amazônica
- 5:23que é coberta pela rádio nacional da Amazônia.
- 5:25Aqueles jovens ouvem rádio. Aqueles jovens podem ouvir rádio
- 5:28indiretamente, porque seus pais podem estar ouvindo rádio e sem
- 5:32acesso à internet, eles também vão tendo acesso ao rádio.
- 5:35Então eu acho que é interessante pensar que o conteúdo
- 5:37radiofônico no por meio dos podcasts, ele continua sendo
- 5:40interessante porque os jovens escutam.
- 5:42E o podcast? É uma maneira Moderna de
- 5:45dispensar a rádio, e existe uma diferença entre o consumo dos
- 5:48jovens para as rádios numa cidade como São Paulo e numa
- 5:53cidade no interior do país ou Na Na região da Amazônia.
- 5:56Sim, sim. E pensando nisso, de ser um dos
- 5:59problemas, né? Da estrutura.
- 6:01Eu também queria saber de qual a dificuldade para chegar nessa
- 6:04população mais jovem, pensando numa linguagem, pensando nesse
- 6:07sentido. Ah, eu acho que rádio hoje é
- 6:11muito pensada para uma população mais velha.
- 6:14E aí pra você chegar numa população mais nova, você tem
- 6:17que estar disposto a talvez abrir mão dessa parcela mais
- 6:21velha, que é o certo ali Na Na audiência.
- 6:25Eu acho que tem que ter um pouco de coragem.
- 6:27Mas eu acho que também com alguma técnica, alguma transição
- 6:32que te permita chegar lá no mais jovem, você consegue também
- 6:37fazer isso de forma suave, assim que não choque as pessoas mais
- 6:41velhas que ouvem rádio. Mas que também atraia a turma
- 6:45mais jovem. Eu acho que, por exemplo, aqui
- 6:47na rádio nacional, que a gente toca coisas tipo Clementina de
- 6:51Jesus toca, é Tom Jobim, sabe? Artistas tão antigos, mas também
- 6:59toca artistas jovens, 11 Fábio brazza, um kamai, Tati uma,
- 7:05Joyce alane e tal. Uma turma que é muito jovem.
- 7:09E aí também entra AA expertise de você fazer uma programação.
- 7:13De forma que você consiga tocar tudo, você consiga tocar um
- 7:16pouquinho lá e tocar um pouquinho aqui e atrair esse
- 7:19público. E também a linguagem.
- 7:22Eu acho que a gente tem a preocupação muito de não ter uma
- 7:25linguagem que seja. É vulgar assim, enxula e tal.
- 7:30Então aqui você não vai ver. A gente falou que, por exemplo,
- 7:33falando palavrão no ar. Então porque talvez o jovem
- 7:37tivesse 11? Aceitação?
- 7:38Ok pra um palavrão, mas a população mais velha não.
- 7:41Só que dá pra você ser respeitoso e tem uma linguagem
- 7:44mais jovial. Então tudo faz parte de 111
- 7:48identidade que você vai criando pra rádio, sabe?
- 7:51É, eu concordo. Eu acho que é.
- 7:52Eu concordo isso que o Victor falou.
- 7:53Eu acho que a gente tem que primar pela diversidade, porque
- 7:56OA diversidade de linhas musicais ou de linhas editoriais
- 8:01dentro de uma rádio. Ela pode chegar com aquela ideia
- 8:04de da teoria de cauda longa, cauda longa, que é atingir uma
- 8:09grande parcela diferentes parcelas da sociedade com
- 8:13pequena audiência. Então eu não tenho AA gente, não
- 8:15pode ter a pretensão de ir na rádio, atingir com grande
- 8:18audiência todo mundo que isso hoje não existe mais.
- 8:21Mas a gente pode conseguir, por meio de uma programação
- 8:23diversificada, atingir diversos setores da sociedade que vão se
- 8:28interessar por linhas musicais diferentes, por jornalismo
- 8:31diferente. E aí eu acho que eu
- 8:33complementaria com a necessidade urgente de participação popular
- 8:37nas rádios, porque as rádios precisam ouvir o que que as
- 8:40pessoas estão querendo ouvir. E aí eu acho que essa forma se
- 8:43dá de 2 maneiras, parcerias com as universidades mesmo, pra
- 8:47fazer com que os jovens que estejam nas universidades
- 8:50entrem, participem, como vocês fizeram aqui da rádio nacional
- 8:52de São Paulo, pra poder ter essa troca, pra pra poder conhecer o
- 8:56que tá acontecendo nas rádios. EEE, vice versa, a gente poder
- 8:59entender o que que o já tá precisando.
- 9:00E conselhos de participação, conselhos de participação
- 9:04municipais, estaduais, federais, para que as pessoas da sociedade
- 9:07se reúnam e possam ter o controle social sobre as rádios,
- 9:11poder opinar, poder dizer o que que elas gostariam de ouvir nas
- 9:14rádios, porque aí você consegue ter audiência do público mais
- 9:16jovem, se esse público mais jovem tiver participando da
- 9:19programação da rádio. É.
- 9:21E essa participação, muitas vezes ela fica relegado ao lugar
- 9:24de pedir música, né? É pedir música, mandar um
- 9:26recado, EE cara a rádio. É ter uma concessão pública.
- 9:31Então, eu acho que não só aqui na nacional, numa rádio pública,
- 9:34mas em qualquer emissora de rádio, é importante que a gente
- 9:38se faça ouvir. Dê opinião, ouça, cara, vocês
- 9:41estão repetindo muita música. Por que que vocês tocam tanta
- 9:44música desse artista? Por que que não tocam outros
- 9:47artistas? Interagir mesmo, conversar e.
- 9:53Vê se a rádio responde, porque a rádio também tem que responder.
- 9:56O papel do do comunicador também é esse, né?
- 9:59Dar o retorno, sim, sim, muito legal.
- 10:02E para fechar, eu queria saber para vocês, como que a rádio ela
- 10:06pode ajudar os jovens a saírem de suas bolhas?
- 10:08A gente fala muito sobre isso, né?
- 10:10Principalmente nessa autonomia desenfreada de você rolar um
- 10:14aplicativo de música, enfim, e a desenvolver um senso crítico.
- 10:17Como que a rádio pode ajudar? Essa pergunta de 1000000 de
- 10:22dólares é pergunta. Boa a pergunta boa.
- 10:24Eu acho que assim, 111 contribuição é a gente contar
- 10:30também um pouco da história dos músicos, das músicas.
- 10:33É, eu acho que a música ela conta muito sobre a cultura do
- 10:37país e assim, a cultura ela é uma forma que eu acho que é mais
- 10:42fácil de você romper bolhas, porque a gente já viu que a
- 10:46política é um negócio que só reforça bolhas.
- 10:49É conceitos acadêmicos. Muitas vezes eles ficam
- 10:54restritos à comunidade acadêmica.
- 10:56Eles são difíceis, das pessoas entenderem, porque você precisa
- 11:00ter uma teoria já, né? Já você precisa já conhecer
- 11:04alguma coisa, já ter lido. Então, a cultura, eu acho que
- 11:08ela consegue chegar nas pessoas de mais fácil, a música,
- 11:11principalmente. Porque se você for falar, por
- 11:13exemplo, de artes plásticas, pra muita gente também é 11 cultura
- 11:17inalcançável, a leitura. Ainda tem muita gente que é
- 11:20analfabeta e tem muita gente que é analfabeta funcional.
- 11:23Então você tem essa dificuldade, a oralidade e a música, que é
- 11:29uma coisa que emociona as pessoas.
- 11:31É um negócio que eu acho que é muito poderoso.
- 11:34Então você contar, explicar, correr atrás.
- 11:36A gente aqui adora pesquisar Curiosidades pra trazer assim.
- 11:41Você trazer isso pro para as pessoas, pode fazer as pessoas
- 11:46pararem, pensarem, avaliarem que pô, olha, esse músico, eu nem
- 11:52prestava muita atenção nele, mas olha o cuidado com o que ele
- 11:55faz, a obra dele, olha como tem referências de outros lugares.
- 12:00Pô, acho que eu vou ler o livro desse cara aqui que está sendo
- 12:02citado, ou nossa, o cara é tão legal e.
- 12:06Ele tá defendendo a vacina, pô. Talvez seja uma boa tomar
- 12:09vacina, sabe? Eu acho que é uma forma de você
- 12:12também começar a pensar outras coisas, mas partindo de uma
- 12:16coisa tão popular quanto a música, eu acho isso muito.
- 12:20Eu acho que é 11 forma da gente chegar lá.
- 12:23É, eu acho que uma outra forma é a gente lembrar que rádio é uma
- 12:27concessão pública, então ela tem obrigações diante da tanto da
- 12:31Constituição quanto da população brasileira.
- 12:34E aí eu acho que a gente precisava diversificar o acesso
- 12:38de Fontes de informação e de música pra sociedade.
- 12:41Eu me refiro realmente a diversificar a quantidade de
- 12:44rádios e os modelos de rádio que existem pros cidadãos na maior
- 12:48parte do Brasil. Hoje a gente encontra uma
- 12:50concentração muito grande de mídia também na rádio.
- 12:53A maior parte das rádios são privadas, que exercem ali um
- 12:57papel na sociedade, tem seus interesses de lucros, seus
- 13:00interesses de publicidade. Outrora, hoje um fenômeno que é
- 13:03crescente são as rádios religiosas e geralmente de uma
- 13:07única vertente religiosa, que é o cristianismo.
- 13:09Você não vê uma diversidade religiosa nas rádios e as rádios
- 13:13públicas é A Exceção da exceção da exceção.
- 13:15Então, o jovem, quando ele tenta ouvir rádio, ele vai ouvir um
- 13:18monopólio muito grande ou ele vai ouvir uma música de rádio
- 13:21privado, um conteúdo de rádios privadas.
- 13:23Que é restrito e que em algumas cidades são poucas.
- 13:26Ou ele vai encontrar uma diversidade grande de rádios é
- 13:29cristãs, mas que vão estar fazendo discursos muito
- 13:32parecidos, que podem não agradar a àquela população.
- 13:35Então eu acho que uma maneira de trazer um debate para os jovens
- 13:38saírem das suas bolhas no por meio da rádio é a diversificação
- 13:43do acesso. É é importante contemplar uma
- 13:45complementaridade maior dos serviços de rádio, público,
- 13:48privado e estatal governamental, para que se o jovem quiser, por
- 13:53meio da rádio, ter uma diversidade de pensamentos, de
- 13:56música e de participação, ele tenha isso possível do seu dial,
- 14:00do seu rádio, no seu carro, onde ele quiser.
- 14:02Hoje, no Brasil e em São Paulo, é extremamente concentrado.
- 14:06O conteúdo que ele vai ouvir no rádio é muito parecido.
- 14:09Então eu acho que as diversificar.
- 14:11O acesso por meio da lembrança de que rádio é um serviço
- 14:14público e tem deveres, e a complementaridade dos sistemas
- 14:18está previsto na nossa Constituição.
- 14:20É um caminho. Muito obrigado, viu?
- 14:23Obrigado vocês gente, parabéns aí pelo trabalho, obrigada todas
- 14:28as tubo, só ficando. Mesmo antes é, tem alguma coisa
- 14:31que vocês gostariam de falar que a gente não abordou?
- 14:35Aproveitem o período universitário, porque ele é o
- 14:37melhor da vida e eu não estou brincando.
- 14:40Aproveitem, sejam, sejam criativos, ousados, rebeldes,
- 14:44porque depois as coisas vão ter que depender disso para vocês se
- 14:48colocarem no mercado. Ninguém vai querer uma pessoa
- 14:50que abaixa a cabeça, ousem, ousem, ousem, criem, façam
- 14:55coisas diferentes, sabe? Sejam.
- 14:57A radicais, vocês têm um professores aí, um professor que
- 14:59aceita isso, que gosta, eles aproveitem, porque depois entrar
- 15:03numa caixa é um saco. Aproveita o momento de de
- 15:06criatividade, porque é isso que eu IA fazer, vocês serem
- 15:08diferentes no mercado. Ninguém vai querer uma pessoa
- 15:10que pensa igual, vai querer uma pessoa que pensa diferente.
- 15:12É isso aí, muito obrigado aqui. E depois de entrar em sintonia
- 15:16com os pensamentos de Vitor Ribeiro e Guilherme strozzi, que
- 15:20estão de segunda a sexta, das 3 às 5 da tarde no tarde nacional
- 15:26aqui em São Paulo, em 87,1 ou também você pode ouvir pelo site
- 15:31pelo app da rádio, eu convido você a acompanhar a participação
- 15:36da turma durante o programa do dia 15 de abril.
- 15:42Rádio nacional FM São Paulo 87,1 megahertz, uma emissora pública
- 15:51da EBC empresa Brasil de comunicação.
- 15:56E hoje temos até visita, não é isso, Vitor Ribeiro?
- 15:58Visita estúdio cheio aqui a turma da FAAP, os alunos do
- 16:02professor Marcelo abud, que você já conhece daqui do dia do
- 16:06rádio. Daqui de vários outros lugares,
- 16:08uma voz conhecida na cidade. É isso aí, daqui a pouco a gente
- 16:11bate um papo com eles. Agora são 3 e 51.
- 16:15Vamos conversar um pouquinho com os nossos visitantes.
- 16:17De Guilherme stronos. O que que você acha?
- 16:18É Vitor. Hoje a gente está recebendo aqui
- 16:21alunos do curso de comunicação da FAAP.
- 16:23Envolve jornalismo, relações públicas, publicidade.
- 16:27E aí, pessoal, tudo bem, tudo bem?
- 16:30Fala, fala o nome de vocês aí primeiro.
- 16:32Isso. Meu nome é Sidney e o curso do
- 16:34jornalismo na fap. Eu sou a Evelyn.
- 16:36Eu também curso jornalismo na fap.
- 16:38Meu nome é Nicole e o curso publicidade que.
- 16:41Legal, gente. Vocês já tinham estado dentro de
- 16:44um estúdio de rádio acompanhando e vendo um programa de rádio ao
- 16:47vivo? Nunca, nunca.
- 16:49O que que vocês estão achando maravilhoso é?
- 16:51Muito incrível. É uma experiência única.
- 16:53Ver como é que funciona. É muito legal.
- 16:56E assim o rádio hoje ele continua sendo um veículo.
- 16:59Fundamental para a sociedade brasileira.
- 17:01A gente tem internet, a gente tem redes, a gente tem
- 17:03televisão, claro, há muito tempo.
- 17:05Mas o rádio, ele ainda dialoga com paixões.
- 17:07Quando a gente entra num estúdio e põe no ao vivo, a gente sente
- 17:11algo diferente. Eu queria saber para vocês o que
- 17:14que significa o veículo rádio? Bem, o rádio é muita gente acha
- 17:21aqui da nossa idade, não é? Não costuma escutar verdade.
- 17:25Mas eu acho que é um dos veículos mais importantes,
- 17:27porque ainda, independentemente da tecnologia ter avançado com o
- 17:30tempo e novas formas de comunicação terem, é meio que
- 17:34ocupado o lugar do rádio, que era muito tempo atrás, a rádio
- 17:38ainda em alguns lugares, é essencial para a comunicação
- 17:41acontecer. Exato.
- 17:43Ah, para mim também me traz memória, porque na minha
- 17:45infância era sinônimo de a família está toda junta no
- 17:49carro. É o momento que a gente parava e
- 17:51escutava o que estava acontecendo.
- 17:53Era muito legal e até hoje esses momentos de família reunida
- 17:56ainda é muito rádio. Só olha, chega em lugares onde
- 17:59outros lugares não chegam. Tem uma memória afetiva aí para
- 18:02você, comigo. Também até hoje, quando eu estou
- 18:04no carro, eu coloco na rádio, eu não coloco outra outra coisa
- 18:07para escutar. AI, que legal, e que tipo de
- 18:09música você gosta de ouvir? Ah, eu gosto de MPB, de rock
- 18:11também, eu adoro rock. AI, que legal.
- 18:13A rádio nacional é isso? A gente, a gente prioriza a
- 18:16música brasileira, mas, é claro, a gente tem outros espaços para
- 18:19outros tipos de musicalidade. Porque é isso, uma rádio
- 18:22pública. Ela precisa estar antenada com o
- 18:24que está acontecendo. E para vocês, o que que é estar
- 18:27antenado hoje com a comunicação que vocês gostariam de ver na
- 18:31rádio, na TV, nas redes. O que que é importante para ser
- 18:34colocado como comunicação pública, como jornalismo?
- 18:38O que que hoje está faltando que precisa ser mais falado?
- 18:42Acho que uma inclusão principalmente dos jovens.
- 18:45Quando a gente fala na rádio, a gente não se lembra dos jovens,
- 18:48certo? Então eu acho que falta isso um
- 18:50pouquinho. Que legal.
- 18:52Ótima ideia e tem muito pouco mesmo o programa ouvindo os os
- 18:56jovens nas rádios. Isso é uma verdade.
- 18:58Que fala sobre o jovem, mas não ouve o jovem, né?
- 19:03Tá aí? Que maravilha, gente, fica com a
- 19:05gente aí. A gente ainda vai continuar com
- 19:06o nosso programa aqui. Daqui a pouco a gente bate mais
- 19:08um papo e se tiverem dúvidas e perguntas, vão fazendo.
- 19:12Que ao longo do tarde nacional de hoje, aí vocês é que são as
- 19:14estrelas do dia. É se quiserem mandar mensagem
- 19:17para os alunos da FAAP aqui, 97469-0138.
- 19:21WhatsApp da rádio nacional. Agora são 4 e 25.
- 19:24Você que tá ouvindo, a gente já sabe que hoje estamos recebendo
- 19:28aqui na rádio nacional a visita dos estudantes de comunicação da
- 19:32FAAP. Vieram aqui conhecer as
- 19:35instalações da EBC, saber um pouquinho mais de comunicação
- 19:39pública. Quem está aqui no microfone com
- 19:42a gente fala, fala para mim, eu sou a Sofia.
- 19:44Meu nome é Marcelo. Eu sou o Rodney muito bem,
- 19:48Sofia, Marcelo e Rodney. Que que levou vocês a escolher
- 19:52esse curso de comunicação? Vocês todos fazem jornalismo ou
- 19:55não? São outros cursos?
- 19:57Não, na verdade, cada um faz um. Eu falo publicidade e é, eu faço
- 20:01jornalismo. Eu.
- 20:02Faço relações públicas. Muito bem, que que levou vocês a
- 20:06escolher esses cursos na faculdade para para fazer?
- 20:11Bom, eu eu particularmente estava muito na dúvida entre
- 20:14publicidade e jornalismo e lá na FAAP a gente tem a oportunidade
- 20:17de fazer os 3 cursos no programa BCM, então foi isso que me
- 20:20cativou. Mas eu escolhi publicidade
- 20:23porque eu gosto muito da área criativa e eu acho que o esse
- 20:26curso é é um curso que explora bastante isso.
- 20:28E foi por isso que eu escolhi. Ah, muito bem.
- 20:30E você, Marcelo? Olha, é desde pequeno, sempre
- 20:33foi muito atrela da comunicação e ao e ao jornalismo.
- 20:37Eu acho que o jornalismo me agrada bastante.
- 20:40Foi um curso que eu escolhi de última hora, mas é um curso que
- 20:42eu escolhi com muito amor. E tenho muito amor nas coisas
- 20:44que eu faço dentro da faculdade, que é uma oportunidade única que
- 20:46eles dão pra gente. Ah, que massa.
- 20:48Que bacana ouvir jornalismo e amor na mesma frase.
- 20:51É muito importante isso. E você, Rodney?
- 20:53Bom, eu fui incentivo da da família, né?
- 20:57É empregos que eu que eu eu passei.
- 20:59Eu acabei indo muito pra essa área de comunicação no sentido
- 21:03de resolver a circunstâncias, é é, digamos, bola dividida.
- 21:10Mas assim é onde tinha muitos conflitos, entrava pra tentar
- 21:14resolver, pra conduzir situações, e as pessoas foram
- 21:17vendo ou entendendo que de repente seria interessante pra
- 21:20mim investir nessa área de comunicação pra fazer as coisas
- 21:23mais adequadamente, né? E aí cá estou eu aqui.
- 21:27Legal que que tem em comum pra vocês esses 3 cursos,
- 21:29jornalismo, publicidade e relações públicas?
- 21:35Olha, eu acho que os 3 tratam muito a comunicação.
- 21:38O jornalista tem que apurar os fatos, as relações públicas tem
- 21:42que é ter uma boa relação com o público.
- 21:44Quando você vai apurar esses fatos, uma rede que nem a rádio
- 21:47nacional OA publicidade e propaganda tem que promover essa
- 21:52comunicação. E eu acho que os 3 é uma atrix,
- 21:54eles têm que trabalhar em conjunto pra.
- 21:56Formar uma equipe muito mais capacitada.
- 21:59Bom, muito bom. Eu também concordo muito com o
- 22:01que o Marcelo falou, é, na verdade é eu.
- 22:04A minha opinião é é o que ele disse.
- 22:05Eu acho que os 3 trabalham muito em conjunto e os 31 precisa do
- 22:09outro para a comunicação funcionar efetivamente.
- 22:12É, de fato, a complementariedade entre os 3 é muito relevante,
- 22:16né? Na medida em que é, eles acabam
- 22:18se complementando com diferentes disciplinas, né?
- 22:22O jornalismo através das suas respectivas matérias, né?
- 22:25A publicidade e propaganda com as.
- 22:26É veiculando as matérias de forma adequada e que e as e a
- 22:30relações públicas, né? Que é expondo os veículos de
- 22:32comunicação, tratando de forma interessante, né?
- 22:35E é a partir daí as as 3 cadeiras acabam se
- 22:38complementando muito adequadamente.
- 22:41Muito bem legal, o que que vocês costumam ouvir, o que que vocês
- 22:45gostariam que a rádio tocasse? Vamos ver se essa tem alguma
- 22:48coisa que a gente não toca uma. Lista eu.
- 22:52Gosto bastante de Lucas Carlos, é um cantor nacional.
- 22:56Ele vai para uma pegada de um de um Airbnb, às vezes ele faz rap
- 23:00e eu gosto bastante de ouvir ele.
- 23:02Lucas, Carlos, isso bacana. E você?
- 23:07Ah, eu particularmente gosto de é sambinha.
- 23:12Eu curto bastante Grupo Revelação e eu sempre ouço, acho
- 23:16que muito legal. A gente toca bastante samba aqui
- 23:18também na rádio nacional, e você?
- 23:20Eu gosto muito de música Sertaneja, beleza, tem aí Daniel
- 23:25é Leandro, Leonardo é Zezé de Camargo e Luciano, enfim, são
- 23:32todos cantores. Aí eu acabo escutando bastante.
- 23:35Maravilha que que diversidade, Hein?
- 23:37É isso aí. Bom, a gente vai encerrar Oo
- 23:39bloco agora, então com uma artista da nova geração aqui da
- 23:43música brasileira fazendo. Uma versão de um outro artista
- 23:48da nova geração, de um estilo bem diferente, amanhã que a
- 23:52gente conhece, que tá, que toca, é uma música mais MPB, daquele
- 23:56jeitão que a gente já conhece. Tô cantando Meu Pedaço de
- 24:00Pecado, que é piseiro, Hein, do João Gomes, que é uma música bem
- 24:04diferente do estilo que ela faz. Então Bora, vamos ouvir então.
- 24:07E já, obrigado pela. Conversa pessoal?
- 24:10É isso já, já a gente volta com mais tarde nacional, agora são 4
- 24:14e meia. Tarde nacional.
- 24:19E tem mais um trecho do tarde nacional, conforme eu prometi,
- 24:23você fica agora com A Entrevista que eu concedi ao programa no
- 24:27dia mundial do rádio, em 13 de fevereiro deste ano.
- 24:33Tarde nacional, entrevista. Marcelo abud é mestre em
- 24:43comunicação. Pela Unip.
- 24:46Atualmente é professor nas áreas de criação e produção em áudio
- 24:50da FAAP e, desde 2012, realiza os podcasts de cidadania e
- 24:55educação do instituto claro. Ele é diretor da produtora peças
- 25:00raras, especializada em mídia sonora com ênfase em criação e
- 25:05produção de podcasts, desde 1990.
- 25:06É você não ouviu errado, 1990. É redator, roteirista de rádio,
- 25:14ETV, locutor profissional e criador de podcasts podcasts
- 25:17desde 1990. É isso aí, ele vai contar essa
- 25:20história pra gente. Em 2016, ele passa a integrar o
- 25:23corpo de críticos de rádio da APCAA associação Paulista de
- 25:25críticos de artes. É também pesquisador do Muse
- 25:27media, o centro de estudos em música e media.
- 25:31Além de tudo isso, é ouvinte de primeira hora aqui do tarde
- 25:36nacional. E hoje a gente tem o prazer de
- 25:43receber ele aqui no estúdio, professor Marcelo abud, para
- 25:46bater um papo com a gente sobre o dia mundial do rádio.
- 25:50Muito obrigado pela presença, professor.
- 25:51É uma honra falar no rádio nesse dia especialmente, é algo que só
- 25:56engrandece o nosso currículo, colocar e acrescentar agora
- 26:00também nessa Mini bio aí. Só só a questão do podcast.
- 26:04Eu comecei em 2005, 2005, o podcast é que vem aí na
- 26:06sequência, desde 1990 fazendo isso.
- 26:07Isso em 2005, o podcast, quando li uma matéria sobre e aí falei,
- 26:10poxa, agora tem um rádio que a gente pode fazer com uma
- 26:15Liberdade de tempo, de pauta, tudo.
- 26:16Aí eu comecei a apostar. É nessa, nesse formato também,
- 26:24né? Nessa linguagem radiofônica para
- 26:25internet. Nossa, mas desde 2005 já faz
- 26:28bastante tempo. Faz tempo.
- 26:31Professora, a organização das Nações Unidas para a educação na
- 26:34ciência e a cultura unesco, definiu que o dia do rádio deste
- 26:38ano deve chamar a atenção para o papel fundamental do veículo no
- 26:42combate às mudanças climáticas em todo o mundo.
- 26:46Para você, qual que é o papel do rádio nessa conscientização?
- 26:51E você pode citar exemplos de práticas ou de programas que
- 26:56atuam nesse sentido? Então, Guilherme Vitor é ouvinte
- 27:01da rádio nacional. O rádio, ele tem um papel
- 27:03essencial porque tem credibilidade, né?
- 27:07Então, o que se fala no rádio pode ajudar ou atrapalhar,
- 27:11dependendo da intenção de quem está por trás, dos microfones e
- 27:14tudo mais. É e acredito que essa
- 27:18conscientização. Vem sendo feita pelo menos há 30
- 27:22anos no rádio. A questão é que muitas vezes
- 27:26quem tá do outro lado, nós também é, ouvimos, mas parece
- 27:31que não damos a devida atenção. Não escutamos porque a mensagem
- 27:35tá aí há muito tempo, né? Aqui em São Paulo a gente tem
- 27:38uma rádio que ela se destaca bastante nessa pauta.
- 27:43Já foi mais intensa, né, nesse quesito que é a Rádio Eldorado.
- 27:49A Rádio Eldorado, ela fez uma campanha lá no início dos anos
- 27:5190. É pela despoluição, pela volta à
- 27:56vida do Rio Tietê. Ela abraçou essa causa,
- 27:59conseguiu o apoio da SOS mata Atlântica.
- 28:01Na época, o João Lara Mesquita era o diretor da Rádio Eldorado
- 28:05e o João Paulo capobianco estava como presidente da SOS mata
- 28:09Atlântica. Apesar de não ser o Rio Tietê o
- 28:12foco da SOS mata Atlântica, houve esse apoio e foi uma
- 28:15campanha muito intensa. Começou com uma reportagem que
- 28:19mostrava, é em paralelo o que foi feito em Londres, né?
- 28:24Com o rio Tâmisa, com a despoluição lá e 2 repórteres, a
- 28:29Roseli Tardelli e o Marcos Sabino, aqui em São Paulo.
- 28:33É trafegando ali pelo Rio Tietê e contando o que já tinha sido
- 28:39aquele Rio, para que as pessoas imaginassem o que poderia voltar
- 28:42a ser se algumas atitudes acontecessem.
- 28:45E a partir dali foram feitas várias campanhas muito intensas,
- 28:50né? Conscientizando.
- 28:52E acho interessante que além de programas como a gente tem, de
- 28:55entrevistas, tudo e tal, foram feitas muitas campanhas.
- 28:59É institucionais, né? Então boletins de 1 minuto é
- 29:02curiosos, divertidos, de entretenimento até, mas sempre
- 29:07trazendo uma informação e como que a pessoa que estivesse
- 29:12ouvindo. Poderia agir em relação àquilo,
- 29:15né? Acho que é que é algo que
- 29:16funciona bastante, é campanhas publicitárias também.
- 29:20Pegando aqui em São Paulo, a Sabesp já fez muitas campanhas
- 29:24também de conscientização do uso da água.
- 29:27É da questão do de como o material deve ser descartado,
- 29:31né? Então se fala muito disso e
- 29:34acredito que sim. A gente evoluiu bastante nesse
- 29:38caminho de 1990 para cá. Mas não na velocidade que
- 29:45deveria, né? E sempre há retrocessos no
- 29:47caminho. Então a gente fica muito
- 29:49realmente alarmado com o que vem vivendo.
- 29:52Eu vindo para cá, a gente já em 10 minutos de.
- 29:55Chuva. Chuva é, já já tem pontos que
- 29:58estão alagados no caminho de 20 minutos.
- 30:01Que que eu peguei, né? Com o táxi e assim é.
- 30:05Muitos carros tentando ocupar o mesmo espaço.
- 30:08Então tem algo que ainda nós não ouvimos na mensagem.
- 30:11Inclusive, a gente tá num momento em que o transporte
- 30:14individual em São Paulo ultrapassou Oo ônibus.
- 30:18O metrô, quer dizer, é algo. Tudo bem, é.
- 30:20Tem 11 lado positivo, que tem mais gente andando de bicicleta
- 30:23também, de outros. É modais, outros modais, né?
- 30:28Mas estamos longe de termos uma consciência no grau que deveria
- 30:33pra esse momento e esse momento que a gente tá falando pelo
- 30:36menos desde os anos 50 que os alertas estão aí, né?
- 30:39É eu que eu volto e meia. Eu falo sobre isso aqui.
- 30:42Quando a gente surge pra uma pauta relacionada às ao ciclismo
- 30:47ou à caminhada, eu como pedestre aqui em São Paulo ou como
- 30:51ciclista, eu não me sinto muito seguro.
- 30:53Eu venho de uma experiência de ter morado muitos anos em
- 30:55Brasília e lá os ciclistas. Eram muito respeitados.
- 30:59A gente, a gente em Brasília tem muita ciclovia, muita
- 31:02ciclofaixa, então tem espaços específicos para os ciclistas,
- 31:06os motociclistas, os ciclistas não andam sobre a calçada.
- 31:10Então você, pedestre, tem AA tranquilidade, caminhar ali, um
- 31:14idoso, 11, pessoa com uma criança num carrinho.
- 31:18E aqui em São Paulo, infelizmente, as calçadas são
- 31:20mais estreitas que em Brasília. E a calçada você tem que dividir
- 31:23com o cara do carrinho com OOO, ciclista com motociclista, com
- 31:27muita gente, né? E aí você falando isso, eu eu
- 31:30fico lembrando assim, poxa, como podia ser melhor o meu caminho
- 31:34da em Brasília? Eu IA trabalhar de bicicleta, eu
- 31:36morava a 25 km de distância da rádio, aqui eu moro a 9 km.
- 31:40Eu não consigo vir trabalhar de bike porque não tem como chegar
- 31:44de bicicleta aqui. Mas abud voltando pro rádio.
- 31:51A gente teve aí, né? Nos o rádio tem mais de 100
- 31:54anos, né? O rádio é nasceu depois do
- 31:59cinema, mas é do cinema mudo. O cinema ganhou voz, ganhou
- 32:04música, veio a televisão, veio a internet.
- 32:08Isso só pra gente pegar rapidinho o avanço tecnológico
- 32:11assim. E as pessoas continuam ouvindo
- 32:14rádio o que que pra você que é pesquisador, que é professor?
- 32:20Que que explica isso? Essa o rádio ter se mantido, aí
- 32:23vir se mantendo ao longo de mais de um século de existência?
- 32:28Olha, é Victor. A principal característica do
- 32:31rádio que é tida como fundamental para que ele se
- 32:35mantenha vivo é a mobilidade, ou seja, o fato da gente poder.
- 32:40É, está até em sala de aula. Hoje os alunos estão com fone de
- 32:44ouvido, ouvindo, é ao mesmo tempo que acompanha uma aula,
- 32:47pode ser uma música baixinha ali e tal, às vezes até para
- 32:50concentração. Não é só maldade, né?
- 32:53Mas, enfim, a questão da mobilidade.
- 32:55Ou seja, eu posso cozinhar, eu posso lavar o carro, eu posso ir
- 33:01à academia, caminhar, andar de bicicleta, estar num.
- 33:05Metrô superlotado, onde eu não consigo sequer ficar com as 2
- 33:09mãos, né? Num lugar.
- 33:12Mas eu consigo ali ter um fone de ouvido e continuar.
- 33:17É acessando o rádio, né? E o rádio também.
- 33:20Além dessa questão de estar com as pessoas a qualquer momento e
- 33:24em qualquer lugar que é. É uma facilidade, inclusive
- 33:27permitindo que a gente é às vezes tenha acesso a um livro,
- 33:32né? É não só o rádio, mas o áudio em
- 33:35si. Então tem um áudio book, alguma
- 33:37coisa, e as pessoas também usam esses expedientes, o podcast,
- 33:39né? Então que eu consiga ter
- 33:41entretenimento e informação. Uma coisa que que o Queen fala
- 33:46lá em Radio Ga Ga, né? É que na adolescência ali eles
- 33:50tinham tudo pelo rádio e que de repente.
- 33:54É, havia uma preocupação. Essa mesma mobilidade que
- 33:58permite que a gente ouça o rádio a qualquer momento, às vezes
- 34:01vira um fator de apenas entretenimento, apenas
- 34:04distração, o que não é ruim, mas a é aquilo.
- 34:09Talvez a mensagem não chegue tão forte como deveria.
- 34:12Então é, existem momentos em que as pessoas estão mais atentas.
- 34:17E aí vai, né? Do horário, vai do ritmo, da
- 34:20cidade, tudo tal. Mas essa mobilidade.
- 34:23Eu acho que é que é um fator fundamental.
- 34:26Acho não, né? É o que os estudos mostram como
- 34:29essencial pra pra manutenção do áudio muito fortemente.
- 34:33E é curioso que pesquisas que falam do podcast, inclusive foi
- 34:36feita 11 na Alemanha, que saiu semana passada e que aponta o
- 34:42que que faz o podcast de áudio ter vantagens em relação a essa
- 34:48a esse surgimento de muitos videocasts, né?
- 34:51E eu sempre como professor, falou, vantagem não é que é
- 34:54melhor ou pior, é o que tem de qualidades que faz com que o
- 34:58rádio e o podcast tenham sim, muita aderência, né?
- 35:03Pra gente ver cada vez mais pessoas com fones de ouvido por
- 35:06aí é justamente por ter esse apelo.
- 35:09E aí vai do que se cria. Então o rádio é muito dinâmico,
- 35:13num dia como hoje ele é essencial, né?
- 35:16Voltando a falar da rádio eldorada, eu não vim aqui pra
- 35:18falar da rádio eldorada. Mas, mas é também tem uma
- 35:22citação de, nos anos 90, o surgimento do ouvinte.
- 35:26Repórter, uhum. Então essa questão de ouvinte
- 35:30ligar e falar o ouvinte ou a ouvinte ligar e dizer como é que
- 35:34está o trânsito? Tudo mais tal.
- 35:35Então, num dia como hoje, de muita chuva é, eles resolveram
- 35:39dar um telefone para que as pessoas que estivessem no
- 35:42trânsito pudessem ligar para dizer o que estava acontecendo.
- 35:45Isso foi nos anos 90 e não, não era comum.
- 35:49A partir dali também virou algo muito frequente.
- 35:51Então essa interação, né? O conteúdo diversificado, a
- 35:56mobilidade, a gente poder fazer várias atividades e os nossos
- 35:59dias são muito atribulados, né? Às vezes se perdem 3 horas no
- 36:03trânsito até mais diariamente. Então é tudo.
- 36:07Isso faz com que o áudio e o rádio essencialmente permaneçam
- 36:11vivos, mesmo depois de 100 anos. Mais de 100 anos da sua.
- 36:16Criação, digamos assim. É, tem a instantaneidade também,
- 36:19né? Às vezes a gente está aqui e de
- 36:21repente a gente está falando no ar alguma informação e atualiza,
- 36:25por exemplo, o Painel do do CGE aqui e a gente já dá informação,
- 36:30ó, tal lugar está em alerta vermelho para enchente.
- 36:33É, é, tem. Isso é uma coisa que a internet
- 36:36não conseguiu acabar. A instantaneidade do rádio ainda
- 36:39é maior do que a da internet, né?
- 36:41Perfeito. Mas mesmo com essa diferença, os
- 36:45podcasts e as rádios onlines, elas estão em ascensão, estão em
- 36:49crescimento. O senhor acha que é uma evolução
- 36:53natural do rádio ou são segmentos diferentes?
- 36:57Olha, eu escrevi no livro histórias história do rádio no
- 37:02Brasil que a Magali Prado foi a organizadora.
- 37:06Eu escrevi 2 capítulos, um dele é sobre o podcast e.
- 37:11O nome do capítulo é podcast, é rádio e livre.
- 37:15Então, para mim, podcast sempre foi rádio, porque é a linguagem
- 37:20radiofônica, é inclusive o videocast também ele se baseia
- 37:24na linguagem radiofônica, alguns utilizam melhor, outros apenas.
- 37:29A fala é muito pobre, apenas a fala.
- 37:31Mas está tudo bem, está valendo, é, está tudo dentro da linguagem
- 37:35radiofônica, o podcast em si. Ele surge em 2004 nos Estados
- 37:40Unidos, e em 2005 vira a palavra do ano pela universidade de
- 37:44Oxford, né? Quando entra no dicionário e a
- 37:46definição do podcast, lá em 2005, era justamente um áudio
- 37:52com linguagem radiofônica distribuído em formato de MP3 na
- 37:57internet, para que as pessoas pudessem baixar e ouvir quando e
- 38:01onde bem entendessem. Então, a linguagem radiofônica
- 38:04está na definição do podcast. E assim como a gente tem rádio
- 38:07com imagens, hoje a gente tem o videocast.
- 38:10Mas é, eu acho sempre importante é lembrar que mesmo quando a
- 38:14gente faz, produz um videocast. Deve, por exemplo, se está com
- 38:20um livro e está ali falando, olha esse livro que eu estou
- 38:22lançando. Não, não é esse livro que eu
- 38:23estou lançando esse livro, descreve a capa.
- 38:27Fala os detalhes, então a gente tem que se preocupar com a
- 38:30descrição. Isso vale até para a televisão,
- 38:32né? Porque tem gente que critica o
- 38:34Narrador de futebol na TV, que é mais preciso no lance, tudo mais
- 38:39tal. Mas isso é inclusivo.
- 38:41A gente tem que pensar que alguns jogos é, não estão sequer
- 38:45passando em outra mídia. Então você tem ali as pessoas
- 38:49tendo acesso e uma pessoa que tem a baixa visão, tudo mais e
- 38:52tal, ela pode acompanhar normalmente, né?
- 38:55Além, claro, da audiodescrição. E a gente já vai para outras
- 38:58Vertentes. Mas acredito que o podcast, a
- 39:02rádio web é são continuidades do rádio essencialmente, né?
- 39:08Tem a mesma alma, digamos assim. E já aproveitando esse gancho aí
- 39:12das tecnologias, hoje em dia a gente tem inteligência
- 39:15artificial, mas o rádio? No passado, ele ditava tendência
- 39:20musical, de comportamento e tal. Hoje a gente já tem, né?
- 39:24Essa questão do outro. Algoritmo é.
- 39:28E do do rádio, mais segmentado, mesmo os podcasts que que são
- 39:33direcionados a um público específico.
- 39:35É, como é que você vê o futuro do rádio?
- 39:39Existe ainda espaço para ditar tendência ou não?
- 39:43A tendência é ser mais segmentada mesmo.
- 39:46Olha. O futuro do rádio tem muito a
- 39:49ver com o que aconteceu no passado do rádio.
- 39:52Eu Acredito que as emissoras tiveram muito medo do tal do
- 39:56podcast e demoraram bastante pra entrar nessa história e isso fez
- 40:00com que se perdesse sim muito público pra pra essa linguagem.
- 40:04É como eu falei, em 2005 eu criei o primeiro podcast da
- 40:10peças raras, que foi pros canais Sony.
- 40:12A gente fez ali era sobre séries, sobre filmes, tudo mais
- 40:16e. Eu bati na porta de algumas
- 40:19rádios e eu ouvia o argumento de que aquilo IA tirar a audiência
- 40:24do rádio. Ou seja, eu pensava num produto
- 40:27para internet que tinha toda a interação para depois ser
- 40:30veiculado no rádio, com a interação ali do público tal.
- 40:33Mas é as pessoas que estavam à frente, que estavam na
- 40:38dirigindo. As emissoras diziam muito que a
- 40:40podcast vai. Se a gente der espaço para isso,
- 40:44vai tirar. É a nossa audiência.
- 40:46Vai diminuir a nossa audiência, sendo que ABBC de Londres, por
- 40:50exemplo, lá há muito tempo, antes do podcast, quando ela
- 40:54percebeu que o público jovem estava começando a ouvir música
- 40:58pela internet, tudo mais tal que que ela fez.
- 41:01Ela criou uma tal de rave silenciosa.
- 41:03Não sei se vocês conhecem essa história.
- 41:04Eu ouvi, acho que foi, acho que foi 2004 também, 2003 por aí.
- 41:08Mas Marcelo. Abud, a gente vai precisar
- 41:11interromper agora que a gente tem um intervalo de rede.
- 41:13Então, se você não sabe o que é a rave silenciosa que ABBC fez a
- 41:18papo de 20 anos, né? Atrás depois do intervalo,
- 41:22quando a gente iniciar a segunda hora do tarde nacional, o
- 41:26professor, pesquisador e ouvinte do tarde nacional, Marcelo abud,
- 41:30vai contar pra gente, tá bom, pessoal?
- 41:32É isso aí. Então já, já a gente vai ouvir a
- 41:35nossa rede com o nacional notícias.
- 41:39E você continua com a gente. A gente vai voltar com A
- 41:41Entrevista com Marcelo abud, ao vivo aqui no tarde nacional.
- 41:44Tem a nossa programação especial hoje, dia mundial do rádio.
- 41:48E tem também a Priscila kerti e a coluna marca página aí falando
- 41:53sobre literatura e dança. Vamos lá, tarde nacional.
- 42:03Bom, a gente recebeu mensagens aqui de ouvintes hoje, dia
- 42:07mundial do rádio. E, claro, a gente vai destacar a
- 42:10participação dos ouvintes. Vocês são o que é mais
- 42:13importante aqui na rádio. Vem vocês depois da música e aí
- 42:16depois vem a gente. Bom, o rádio mensagem do Antônio
- 42:20colucci, o cara que está sempre correndo também.
- 42:23Ouvinte assíduo aqui do tarde nacional, ele fala que o rádio
- 42:28acompanha ele desde que ele se conhece por gente.
- 42:31Sempre ouvia o rádio dos pais depois.
- 42:34Teve o walkman sempre antenado e agora tem a internet para ele
- 42:38continuar conectado. Ele disse que pela internet às
- 42:42vezes a coisa falha, é verdade, colucci falha mesmo, e que na
- 42:46antena isso é mais difícil. A antena tem a transmissão mais
- 42:50regular. Acho que o rádio acompanha do
- 42:53dia para ouvir músicas e notícias.
- 42:55E a rádio nacional de São Paulo chegou chegando, ganhou um
- 42:58grande espaço no dia dele. E aí ele agradece aqui de
- 43:01lembra. Falando aí, né, fazendo
- 43:04referência a fala do Marcelo abud, nosso entrevistado de
- 43:08hoje. Ele fala ó, teve bike, repórter,
- 43:11repórter aéreo, mudança da hora, da voz do Brasil pra poder dar
- 43:16notícias sobre o trânsito, outras facilidades que o rádio
- 43:19foi se adaptando aí, né? E prêmios, convites,
- 43:23lançamentos. E agora tem até a possibilidade
- 43:25de mandar mensagem pros entrevistados.
- 43:29Ele fala que poder participar é incrível.
- 43:32Também a Fátima de Barueri, ela mandou boa tarde aqui.
- 43:36Falou que por falar em dia mundial do rádio, pediu pra
- 43:39gente falar um pouco sobre o hélio Ribeiro, locutor super
- 43:42inteligente, criativo dos anos 70 e 80.
- 43:45Ele era perfeito, ela diz. Eu adorava esse locutor, foi
- 43:50muito famoso, só não me recordo a emissora, mas foi marcante que
- 43:54vocês merecem. Parabéns por fazer parte disso.
- 43:57Falando em paz, meu pai se separava da minha mãe e
- 44:00carregava o rádio, com todo respeito ao meu pai, mas eu
- 44:05sentia falta mesmo era do rádio. Essa história?
- 44:10Qual é? Oo hélio Ribeiro, só pra falar
- 44:13aí com a ouvinte, né, que ela citou.
- 44:15É, foi muito, muito, muito marcante aqui em São Paulo, mas
- 44:18não em uma emissora, em várias. Talvez a Bandeirantes tenha sido
- 44:22o período em que ele teve o seu ápice, mas como diretor de rádio
- 44:26também passou pela Globo, passou por muitos e a Rádio Capital,
- 44:30que é uma rádio popular aqui de São Paulo, foi uma criação, foi
- 44:33o início ali, com o hélio Ribeiro.
- 44:36E o hélio Ribeiro tinha um programa chamado o poder da
- 44:38mensagem, né? Que realmente ressoava muito
- 44:41fortemente, além das entrevistas que eram feitas, que mobilizavam
- 44:45bastante aqui em São Paulo. E o curioso do hélio Ribeiro é
- 44:49que quando ele morreu, foi criado no enterro dele pelos
- 44:53fãs, o memorial hélio Ribeiro. Então são pessoas que até hoje é
- 44:58juntam aí as fitas cassete. Tem dificuldade inclusive pra.
- 45:03Transformar essa fita cassete hoje em algo digital, né?
- 45:06Por causa dos aparelhos e tal. Mas é algumas dessas pessoas.
- 45:10Elas se reúnem para transformar essas fitas cassete em arquivo
- 45:14digital e continuar perpetuando inclusive como a rádio web.
- 45:19Do memorial hélio Ribeiro. Então, é algo muito, muito
- 45:23importante mesmo na história do rádio e não só aqui em São
- 45:26Paulo, porque também reverberava, né?
- 45:29O rádio de São Paulo, do Rio, também de Brasília, enfim, é por
- 45:33outras praças, mas é principalmente aqui em São
- 45:36Paulo. O hélio Ribeiro, com o poder da
- 45:39mensagem, um vozeirão também, é realmente muito marcante.
- 45:44Tá bom, a gente ouviu a voz do Marcelo abud, que é professor,
- 45:48pesquisador de rádio aqui em São Paulo.
- 45:50Agora são 4 e 8. A gente vai conversar, continuar
- 45:53conversando com ele depois da vinheta tarde nacional
- 45:57entrevista Marcelo abud, você estava contando, você terminou o
- 46:06bloco anterior contando pra gente, sobre uma rave silenciosa
- 46:10da BBC. Lá no começo dos anos 2000,
- 46:13conta para os nossos ouvintes que não sabem o que foi.
- 46:16Não sei, você sabe, strolis. Você ouviu falar dessa história?
- 46:19Eu. Lembro dessa história, mas eu
- 46:20não lembro exatamente o que que foi a cada um com uma música na
- 46:24cabeça e o ambiente mesmo em silêncio.
- 46:27É a ideia. Foi assim ABBC percebendo, né?
- 46:30Na faixa jovem que estava começando a ter a concorrência
- 46:34do iPod, por exemplo, e principalmente naquela época que
- 46:38que ela fez, ela resolveu em vez de.
- 46:41Criar uma inimizade com o novo? Se juntar.
- 46:45Então, eles fizeram uma ação que permitia que as pessoas
- 46:47entrassem no site da BBC, baixassem as músicas que
- 46:52quisessem para uma eventual playlist de uma festa.
- 46:55É pro seu aparelhinho, pro seu iPod e convidaram que essas
- 47:01pessoas fossem para um metrô. Lá em Londres, mais ou menos
- 47:05como AO metrô da Sé. Aqui em São Paulo, para quem não
- 47:08conhece São Paulo, né? É a estação mais movimentada.
- 47:12E no horário de pico, vamos supor, era mais ou menos isso, 6
- 47:17horas, 6 e 50 da tarde. Noite, né?
- 47:20Comecinho da noite. E que esses jovens fossem com
- 47:24seus fones de ouvido, com a seleção, que podiam baixar lá no
- 47:28site. Ou seja, já estimulava a ida
- 47:30para o site da rádio. Mostrando, olha, a gente está
- 47:32aí. Antenado também com as novas
- 47:35tecnologias e com essas músicas. O convite era para que as
- 47:39pessoas com os fones de ouvido dançassem naquela estação de
- 47:43metrô ali no finalzinho da tarde, começo de noite, é?
- 47:48Eu não tenho de cabeça os números, mas parece que foram
- 47:504000 pessoas que se mobilizaram por essa ação.
- 47:55E aí, lógico, criou se um grande tumulto, todo mundo tentando
- 47:58entender o que era aquela rave, só que sem música no ambiente.
- 48:03E a ideia é essa, né? Mostrar e criar ações que, na
- 48:07verdade, ficam marcadas para sempre na vida de quem ouve
- 48:11aquela rádio. E aí você consegue.
- 48:13A partir dessa experiência, é não só manter o seu ouvinte,
- 48:17como manter estimulado, né? Aqui em São Paulo eu IA muito
- 48:21diariamente numa ação que acontecia.
- 48:24É numa loja de departamentos que não existe mais, que era o
- 48:28mappin mappin, mas o mappin. Quando inaugurou no Itaim Bibi a
- 48:31sua loja todo dia tinha um bailinho de uma rádio FM, que
- 48:35era Rádio Cidade aqui de São Paulo todo dia.
- 48:38E eu IA lá, né? Dançava de graça, tal.
- 48:41Eles davam alguns brindes, um deles, como era uma loja, né,
- 48:44que tinha ali vários apetrechos de cozinha.
- 48:48Eles sorteavam facas, facas de ponta para um Monte de
- 48:52adolescentes. Eu saía de lá com coleção de
- 48:54facas e a gente não pensava que aquilo era uma arma também.
- 48:58Que loucura, mas ousadia essa experiência, né?
- 49:02Quer dizer, eu, como ouvinte daquela rádio, diariamente,
- 49:04estava em contato com os comunicadores e as comunicadoras
- 49:08lá da Rádio Cidade, que eu adorava ouvir.
- 49:11E com um Monte de jovens que tinham essa mesma experiência,
- 49:14esse compartilhamento da experiência uhum, isso faz com
- 49:18que a gente mantenha não só a escuta da rádio, mas a.
- 49:23AA vontade de difundir aquilo para outras pessoas, né?
- 49:26Quando a gente descobre, eu tenho falado de vocês para muita
- 49:30gente e tenho ouvido muita gente falar de vocês nesse meio
- 49:33acadêmico, né? Que bacana.
- 49:34É até da outra vez que eu estive aqui, dei uma palavrinha tal,
- 49:38fui para a faculdade e aí algumas pessoas, pô, te ouvi ali
- 49:41e tal, é muito legal, é? Muito emocionante pra cá pra
- 49:44rádio nacional de São Paulo. Sem dúvida é muito emocionante
- 49:48esse lado, mas é isso, criar experiências.
- 49:49Eu acho que é um ponto que faz com que o rádio.
- 49:53Também possa cada vez mais se manter junto do seu público.
- 49:57E rádio jovem faz bastante isso, né?
- 50:00Em relação à internet, tem um fator que é preocupante, quando
- 50:04a gente vai para o YouTube e hoje também no Spotify se
- 50:06limita, até porque essas plataformas não pagam direitos
- 50:10autorais, né? Então a gente não pode colocar
- 50:11música mais. E isso faz com que também cada
- 50:16vez se torne mais pobre a linguagem de um programa de
- 50:20rádio que é pensado para ser veiculado ao vivo.
- 50:23Perfeito é, você limita, né? Ou aí tem algumas saídas boas,
- 50:28tem um programa de rádio que tem ali uma história, posso falar a
- 50:31todos, claro. Então a Band FM tem a história
- 50:34de amor ali às 11 da manhã, isso é transmitido pelo YouTube e
- 50:38pelo YouTube Music também, a gente consegue ver ao vivo ali e
- 50:41tal, e. E quando termina a história, a
- 50:45locutora entra quando está tocando música na rádio, ela
- 50:47entra com os comentários dos ouvintes ali no YouTube.
- 50:51Então é uma fórmula, mas perde. Algumas pessoas falam por que
- 50:55que não está tocando a música? Não entendem.
- 50:56Toda hora tem que explicar nessa limitação.
- 51:00EE empobrece, né? Porque algo aquela música foi
- 51:03pensada pra continuidade da história e só quem ouviu pelo
- 51:06rádio é que teve essa experiência, completa.
- 51:09No YouTube teve outra experiência que também é legal,
- 51:11você pode resgatar depois. Mas enfim, é uma coisa a se
- 51:15pensar também que vai ficando tudo mais falado e usando menos
- 51:21outros recursos que o rádio tem. Aí a gente tem o videocast, aí a
- 51:24gente tem programa de rádio que também não toca mais música,
- 51:28porque ele é transmitido no YouTube.
- 51:30Enfim, você vai limitando algumas coisas que que são
- 51:33importantes, né, para a linguagem radiofônica.
- 51:36É, eu lembro que teve uma época que Oo Spotify.
- 51:39Que é de longe a maior plataforma de música, né?
- 51:42Anunciou que criaria playlists automáticas com os podcasts que
- 51:48você mais gosta de ouvir, podcasts de notícias atualizadas
- 51:53e as suas músicas prediletas misturadas ali.
- 51:57Isso tudo tem nome. A gente sabe qual é, existe há
- 51:59100 anos, é o rádio. Mas é essa questão do
- 52:03impedimento de você colocar uma música inteira no podcast.
- 52:07Realmente, né? É problemático.
- 52:08Eu tive podcast, era um podcast musical, derrubaram vários
- 52:12episódios dos meus podcasts que a gente não colocava inteira,
- 52:16mas colocava trechinho, porque, por exemplo, como que você vai
- 52:18falar sobre é viram doom, aquela história das pessoas confundirem
- 52:23a letra da música. Se você não tocar a música, como
- 52:26que você vai falar de covers, diversões de de é?
- 52:32Casos de de pessoas que copiaram música dos outros.
- 52:35E aí você vai falar assim, ó, fulano aqui copiou plagiou a
- 52:38música. Mas se você não tocar a música,
- 52:42não dá para a pessoa entender. A gente falou assim, Ah, vamos
- 52:45tocar e ver o que acontece. E o que aconteceu foi que os
- 52:48episódios foram derrubados. Então assim é, é, é muito ruim
- 52:52essa, essa limitação toda. A gente precisa chegar um ponto
- 52:55comum, porque o que as plataformas acabam exigindo é
- 52:59que você. Que faz o seu produto lá
- 53:01independente, que já tem o custo de montar um estúdio em casa, de
- 53:05comprar um software para editar e montar aquilo ali, ainda arque
- 53:09sozinho com o custo de pagar os direitos autorais uhum.
- 53:13É EEE. Não há um caminho, né?
- 53:15No Spotify não dá um caminho. Mesmo que você queira pagar, não
- 53:19existe esse caminho hoje. Eles fizeram lá, começando a
- 53:23história lá em 2005, com o podcast.
- 53:26Eles tinham feito uma parceria com o ecad.
- 53:28E isso era AB pod, né? Existe AB pod associação
- 53:31brasileira dos podcasts e o billion Bella maestro Billy, que
- 53:36as pessoas talvez lembrem lá no programa do Luciano Huck maestro
- 53:39Billy, tá, o billion Bella foi um dos precursores do podcast
- 53:42aqui no Brasil também. E ele DJ, né?
- 53:45Queria fazer como nos Estados Unidos, o Adam curry, que foi o
- 53:50cara que começou com o podcast lá em 2004.
- 53:53É tocando música, né, como uma. Rádio é fazendo aquelas
- 53:56mixtapes. Exatamente.
- 53:58E aí foi feita uma parceria lá naquela época, no comecinho da
- 54:02história do podcast 2006 2007 da AB pod com o ecad.
- 54:06E, por exemplo, eu 11, cidadão comum que quisesse fazer um
- 54:10podcast tocando músicas de artistas populares famosos,
- 54:14pagavam uma taxa. Tinha lá, acho que era ORF, não
- 54:18sei qual que era, mas enfim, que dava uns cerca de. 30 BRL por
- 54:23mês e poderia tocar livremente no podcast a música, né?
- 54:27Então, pra algumas pessoas era possível.
- 54:29É, e era interessante esse acordo e as coisas boas, elas se
- 54:34perdem. Ninguém mais fala disso hoje.
- 54:36Na verdade, as plataformas têm problemas com essas questões e.
- 54:41O produtor é que se vire, né? Aí você acaba tendo que quando
- 54:45vai mencionar uma música que nem você falou, né?
- 54:47Vitor, você canta a música não é tão legal.
- 54:50Né, não é mesmo? Principalmente pro ouvinte, não
- 54:55é bacana, é legal, mas tá ótimo. Marcelo abud eu queria agradecer
- 55:00muito a sua vinda aqui, porque esse papo tá muito bom.
- 55:05A gente iria até mais pra frente, mas temos a coluna de
- 55:08Priscila kest. Já, já tem os ouvintes que
- 55:11acompanham, então assim a gente também não pode quando?
- 55:14Falam de forma tão apaixonada com o tema que dá vontade de
- 55:17continuar as histórias, né? Tem que voltar aqui para contar
- 55:19mais histórias, porque passou conta 1 hora rápida demais.
- 55:22É um prazer. Boa obrigadão, volte sempre.
- 55:26Está convidadíssimo a vir aqui, a trazer seus seus alunos.
- 55:30Você que está ouvindo a gente também.
- 55:32Tenho vontade de visitar a rádio, de conhecer, ver como é
- 55:36que é. É, é professor ou quer só, né?
- 55:39Ou só um ouvinte quer vir conhecer?
- 55:41Faça o abud fez assim, ele conheceu a gente, assim ele
- 55:43mandou mensagem no nosso WhatsApp, oi, posso visitar a
- 55:46rádio? Claro, claro que pode, é uma
- 55:48rádio pública, então assim, o que a gente precisa é ter o
- 55:51público aqui fazendo parte do nosso dia a dia, não só
- 55:55passivamente ouvindo, mas participando, vindo aqui visitar
- 55:58e valorizando, se aqui que é feito com o dinheiro de todos
- 56:01nós. E com muita responsabilidade, a
- 56:03gente procura fazer com o máximo de responsabilidade possível.
- 56:06É, somos uma rádio pública e não uma rádio de governo.
- 56:10Isso é muito importante, é ficar claro.
- 56:12Abud, muito obrigado pela sua presença.
- 56:15Sinta se à vontade para voltar quando quiser.
- 56:17A casa é sua. Bom.
- 56:18Só agradecer, dizer que é um prazer e contem comigo a hora
- 56:22que quiserem também. Só chamar que estou aqui.
- 56:26Que maravilha, obrigado, querido.
- 56:27Valeu, valeu abud obrigadão. Agora são 4 e 18.
- 56:30A gente vai ouvir uma música e em seguida tem Priscila Kerch
- 56:34com OA coluna marca página vem aí Titãs tarde nacional.
- 56:45Curtiu. Então fica o convite para que
- 56:47você ouça o tarde nacional, que além de entrevistas como essas,
- 56:52traz uma excelente seleção de música brasileira, com muitos
- 56:56lançamentos. Tem ainda prestação de serviço,
- 56:59reportagens, agenda cultural, colunas sobre achados da
- 57:04literatura, a formação da identidade cultural da cidade.
- 57:09Trânsito e o tempo em São Paulo e você pode interagir com a
- 57:14equipe do programa, os produtores e apresentadores
- 57:17Vitor Ribeiro e Guilherme strozzi pelo WhatsApp.
- 57:21Por hoje é isso. Até a próxima, quando eu volto a
- 57:24colocar você em sintonia com o rádio e o podcast.