Latest / E se...? / E se os filósofos antigos já o soubessem?
Transcript
- Pedro Figueiredo: Olá, bem-vindo aqui a mais ⁓ episódio do podcast. E se o meu nome é Pedro Figueiredo desde já agradecer quem vai acompanhando e partilhando algum feedback ou até sugestões de temas a abordar para outros episódios. Então este episódio de hoje vai realmente tocar nos dois pilares basilares deste podcast que é a saúde e a filosofia. Estamos numa altura ⁓ que aquilo que nós vamos tendo acesso enquanto dados nos diz que estamos Não menos doentes, temos muito mais doenças do foro mental e psicológico, temos mais ansiedade, temos mais exaustão, depressões, ⁓ como demência, ⁓ Portanto, apesar de estarmos, calhar, na melhor época todas, dados avanços tecnológicos na área da saúde, ⁓ temos acesso à informação, ao conhecimento. A verdade é que no final, nós vamos olhar para os dados, nós não estamos assim muito melhores e eu diria que talvez pela incapacidade de lidar exatamente com tanto conhecimento e tanta informação. E daqui eu coloco já exatamente a hipótese para este episódio que é, e se os filósofos antigos já sabiam aquilo que seria a solução? para os nossos problemas do século XXI. Porquê? Porque há questões que são, e daí a parte da filosofia, que é questionar ou fazer refletir sobre coisas que são realmente impactantes no nosso dia a dia, na nossa vida, questões fundamentais, e essas questões, vamos, se olharmos bocadinho para elas, elas são intemporais, não interessa se eu estou no século XXI. ou no século XV ou o que for, provavelmente sempre houve e vai continuar a existir pessoas que, independentemente inclusive do seu conhecimento, do seu QI, do seu extrato socioeconómico, porque temos filósofos desde governadores ou governantes até escravos, que já pensavam nestas coisas e já refletiam com seriedade sobre o que é que... é importante para nós estarmos bem. o pilar da saúde. Portanto, estamos numa altura que temos muitas opções, muito conhecimento, muita informação e olhamos para o lado e vamos vendo cada vez mais pessoas perto de nós ou se calhar até nós mesmos a não estarem bem física e mentalmente, ainda que eu não gosto de separar estes dois conceitos, para mim é tudo basicamente a mesma coisa. Então... Vamos pensar ⁓ bocadinho como é que o nosso comportamento, porque se não estamos bem é derivado dos nossos comportamentos, os nossos comportamentos não nos estão a ajudar porque provavelmente aquilo que os causa, portanto as nossas decisões e pensamentos, como temos vindo a abordar ⁓ vários episódios, se calhar eles não estão a ser os melhores para nós, literalmente. Mas também há aqui uma coisa que é a maioria das pessoas quando nós... a maneira como nós pensamos é regida por aquilo que nós acreditamos, pelas ideias que nós temos, ou seja, ⁓ valores, crenças, que queiramos chamar. Tudo isso são... guias, ⁓ orientadores, para dizermos assim... não vou fazer isto porque isto não está de acordo com o que eu penso ou do que eu acredito, isto aqui faz sentido para mim, logo eu faço, portanto... São estes guias, estas baias que vão conduzindo o nosso comportamento e depois as nossas decisões e resultados. Só que há aqui duas questões. A primeira tem a ver exatamente com que princípios, valores, crenças são esses. Porque a verdade é que, se calhar, temos pessoas lado a lado, numa mesma casa. no mesmo local de trabalho, mesma escola, com ideias bastante por isso daí nós vemos a diversidade cultural e por aí fora, e hoje dia essa mesma diversidade é usada como arma para criar cada vez mais polarização e divisão, e com isso conflitos, mas, para além disso, nós vemos... e isto é facilmente explicado de forma fisiológica, que muitas vezes, mesmo nós, tendo determinados princípios ou acreditando determinadas coisas, ⁓ sempre nós agimos conforme essas mesmas ideias. Vou só dar exemplo básico que nós apanhamos aqui todos os dias no nosso estúdio. A pessoa que diz... da boca para fora, porque é isso que pensa Que a saúde é o mais importante, como as pessoas se cumprimentam está tudo bem, está tudo bem, pronto ainda bem, isso é que é importante, estarmos bem. No final, ⁓ mesma pessoa, se eu a seguir for falar com ela e disser-lhe assim, muito bem, ainda bem que a saúde é o mais importante para si, diga-me o que é tem feito sobre ela? Como está a sua alimentação? Não faço ideia. Como está o seu descanso? Não descanso, não durmo bem, isso para mim não é prioridade. Como está o seu exercício físico, seu movimento, a sua atividade física? ⁓ faço umas caminhadas para ir ao café ou o que seja. Também não me mexo. Como é que está a parte da gestão de stress? este é só stress por causa disto, por causa daquilo e por causa do outro. Então, de repente aquilo que a pessoa diz que a saúde é o mais importante. Na verdade... no dia a dia, seus comportamentos, isso não se vê ⁓ lado nenhum e o resultado que ela está a ter é completamente oposto àquilo ⁓ que ela acredita. Não faz sentido. Ou se calhar faz. Então nós vamos aqui rapidamente refletir exatamente. Primeiro, nos princípios, nos valores e nas ideias, porque conforme aquilo ⁓ que eu penso, ⁓ que eu acredito, eu já vi que isso vai condicionar o que eu faço a seguir. Mas por outro lado, então, afinal, porque é que se eu sei o que é que eu acredito, porque é que eu não faço? E assim nós conseguimos que ação, ⁓ e perspectiva, filosofia, ⁓ de estar na vida, como queramos chamar, estão alinhados e geram o resultado que nós queremos. Há uma filosofia, e eu vou partilhar aqui bocadinho isto, na verdade há várias linhas de pensamento provavelmente têm pontos ⁓ comum e eu não vou falar desta porque eu gosto mais desta do que outra ou porque eu acho que toda a gente devia pensar assim ou não. Mas para fazer refletir. Porque lá está. Eu posso acreditar... Agora até estava aqui a tentar pensar ⁓ coisas que as pessoas... Por exemplo, a religião é ⁓ tema ótimo para isto, que é... Eu acredito neste Deus e aquele acredita no outro Deus. e aquele acredita ⁓ nenhum Deus, ⁓ Isso faz que já alguns comportamentos sejam condicionados, mas poderia ser possível, se calhar, ou idealmente possível, que cada ⁓ pudesse acreditar que existiu determinada entidade que fez, ou é responsável por tudo, ou que disse isto e aquilo, ou que defende aquilo e o outro. Ok, mas vamos pensar assim. ⁓ Será que determinadas coisas? que, independentemente de onde eu nasci, da cultura, dos ideais, poderiam ser quase como se fossem consideradas as rochas, os pilares daquilo que poderia ser algo que toca a todos, neste caso, seres humanos. Vamos pensar, vamos refletir. Uma das ideias que me parece mais interessante por aquilo que... Vou lendo, vou pensando, vou ouvindo, tem a ver com a noção de controlo Até onde é que vai o nosso controle? A verdade é que muitas vezes a maioria das coisas que nos provocam emoções negativas, relacionadas com coisas que não controlamos. E uma coisa é resignar-me e dizer, ⁓ isto vai ser sempre assim... Outra coisa é eu aceitar. Aceitar quer dizer que eu sei que eu não controlo o comportamento dos outros, ainda que hajam ou existam muitas pessoas a tentar fazer isso, a tentar exercer o seu poder de influência sobre o comportamento dos outros. Para quê? Para o seu bem-estar. Mas se eu pensar que de facto eu já de vez quando não controlo o meu comportamento, Quanto mais pensar que vou controlar o dos outros. Se eu não controlo os outros, que poder é que lhes estou a dar aos outros para influenciarem a maneira como eu depois me sinto ou reajo, as emoções que aparecem. Portanto, eu controlo a meteorologia Eu não. Se calhar alguém controla, mas eu não controlo. Então eu se calhar, independentemente de chover ou de estar sol, eu aceito. Por exemplo, há várias coisas na nossa vida, a maioria delas, que está completamente fora do meu alcance, do nosso alcance. E por isso vale a pena estar a investir tempo e energia, na maioria dos casos, a sofrer com aquilo que eu realmente não controlo nada. E, ou então... neste caso, virar o foco para... Será que há qualquer coisa que eu posso fazer, não seja sobre a maneira como eu depois me sinto perante isto ou aquilo? Se calhar aí sim, porque nós já vimos e vamos vendo ⁓ episódios anteriores que é possível alterar o nosso cérebro. Existe o conceito da neuroplasticidade, ⁓ criarmos ⁓ cérebro novo ao longo do tempo. e mexer também com o nosso corpo para que essas duas componentes, dizemos assim, o resto do corpo e o nosso cérebro, ⁓ conjunto, possam realmente criar uma diferente realidade para mim. Uma realidade, neste caso, melhor. Por isso, é só uma ideia. Se não estivermos bem, se começamos a sentir alguma emoção menos positiva, algum impacto no nosso corpo, pensar. Por que eu estou assim? Eu estou assim por algo que eu controlo e não estou a conseguir fazer o que eu quero ou por algo que eu não controlo? E se calhar não vale a pena estar tanto assim. Não é ignorar, mas eu não vou ficar desta maneira porque eu não controlo. Esta é uma ideia. Outra ideia que me parece muito plausível é a noção de que o presente, o momento presente é única realidade sobre a qual nós temos algum controlo Tenho algum controle sobre o que passou, consigo alterar isso, consigo talvez alterar a interpretação que eu faço do que aconteceu. Mas eu consigo alterar o passado? Não. Pelo menos que eu saiba. Consigo! Já controlar o futuro? Também não, eu consigo controlar a minha ação neste momento para condicionar o futuro. Mas eu não consigo controlar o futuro. Porquê? Porque basta pequenininho acontecimento qualquer que tenha impacto nesse futuro para o futuro já ser diferente. Mas agora se calhar eu posso ter o meu poder no controlo nesta ação agora que eu acredito que vai ajudar... a ir naquela determinada direção que eu desejo. Ok? Momento presente. Ideia de control. Outra ideia tem a ver com nós refletirmos ou pensarmos, se calhar até mais frequentemente, na morte. Na morte não como de uma perspetiva dramática, mas sim como ⁓ calibrador. Algo que nos... ajuda a calibrar, lá está, barra equilibrar, as nossas decisões. Porque é tão simples, isto não é nada poético, é só pensar assim. Se eu soubesse que daqui a 5 minutos, hoje ao final do dia, amanhã, ao final desta semana, daqui a ⁓ mês, eu vou morrer, se eu soubesse isso, o que é que eu faria agora? Faria tudo igual? Se fosse ao final do dia 2. como é que eu transformaria o resto do dia? Se for ao final da semana, como é que eu mudaria resto da semana? Alguém pode dizer assim, Pedro, mas eu tenho que ir trabalhar porque eu não sei se vou morrer. Sim, mas a maneira como vamos, as interações que vamos ter, a perspectiva sobre o resto do dia, sobre os 5 minutos, não é literalmente mudar tudo porque, mais está, a realidade é o que é, eu tenho filhos, tenho ⁓ trabalho, preciso de dinheiro, preciso de comer e por aí fora. Mas a maneira como eu levo a vida, como eu encaro aquilo que eu quero fazer e que vou ter que fazer a cada momento, muda. E nós temos essa noção quando há pessoas, que chegam a estes pontos, porque descobrem uma doença grave ou terminal ou qualquer coisa que realmente é choque muito grande para elas, que elas não estavam à espera, e de repente vem o calibrador à força e diz, uou, o que é que eu tenho andado aqui a fazer? onde é que eu tenho estado a investir o meu tempo e a minha energia, as minhas emoções e o que é que realmente é importante, é prioritário, é urgente e que eu quero fazer e que eu não quero gastar nem mais dia sem fazer isto. Eu não quero estar sempre de cabis baixo, eu vou sorrir, eu vou agradecer, eu vou por aí fora. Portanto, esta noção da morte não é para o drama, é para ajudar reequilibrar as coisas e olhar para as nossas prioridades. E outro conceito que eu também acho interessante é... pensar na adversidade. Pensar... ...ná alguns piores cenários. Porquê? Porque de vez ⁓ quando os piores cenários acontecem. Então, eu não quero, ou eu não gosto de pensar nos piores cenários para isso me tirar toda a energia, motivação e inspiração e achar que a vida não vale a pena. Não! Eu penso ⁓ alguns cenários, ⁓ relação à minha saúde, seja ⁓ relação à minha família, ao meu trabalho. Eu gosto de antecipar possíveis cenários de acordo com algumas previsões de que algumas pessoas que têm conhecimento e por aí fora, isso vai falando, assim, olha, isto é possível, isto também é possível, isto também é possível. E eu penso, ok, eu não vou ignorar isso. Eu vou pensar nisto e vou pensar. Se esse cenário acontecer, se eu estou minimamente preparado, isto é algo que as pessoas tendem a evitar fazer. Porquê? Porque isto implica gasto energia. Implica eu estar a pensar. Pensar, essencialmente ainda por cima, ⁓ algo que não é certo. Mas aquilo que nós sabemos é que uma coisa é o curto prazo, outra coisa é o médio o longo prazo. A curto prazo, de facto, este processo de pequena antecipação, estar preparado. Trabalhar esta flexibilidade desgasta ⁓ bocadinho. A questão é que a maioria das pessoas prefere criar uma resistência a algo que se calhar já não está bem, não quer mudar, não quer ir para o desconhecido, não quer se preparar, porque sente que se estiver na mesma neste momento não gasta tanta energia. A questão é que a resistência ao longo do tempo, o somatório da energia que vai ser gasto vai ser muito mais. do que a alguém que está preparado para se adaptar. Vai gastando sempre ⁓ bocadinho de energia, mas depois nos momentos críticos estas pessoas gastam muito menos energia porque são rápidas. É, o contexto mudou, eu adapto, continuo com os meus objetivos, com as minhas ideias, mas eu adapto neste conceito. Veja-se o Covid, vamos para o lockdown, uns adaptam-se, outros não. Uns mudam os negócios, outros fecham negócios. uns reinventam-se e outros ficam pior. Portanto, uns cuidam mais de si, outros cuidam ainda menos de si. É este o poder da capacidade de adaptação e isso acontece se nós minimamente fomos pensando ⁓ opções. Isto são conceitos que, independentemente de acreditar mais nisto ou mais naquilo, eles são pragmáticos, não são... Não é conversa da treta, isto é aquilo que é necessário para nós, nosso dia a dia, estarmos melhores, mais equilibrados. E queria aqui pegar só ⁓ mais duas ideias. Uma delas é a ligação ao corpo. Já, por exemplo, o estoicismo, onde quem defendia esta filosofia estava muito... ou entendia que para se conseguir fazer alguma coisa eu realmente tinha que estar bem. Bem não é esteticamente, é bem fisicamente. O meu corpo tem que estar forte. E isto implica... Treino. Isto implica disciplina. A disciplina não para a estética, mas a disciplina para o desenvolvimento de uma saúde forte e de ⁓ caráter forte. É aqui que a maioria, ou muita gente falha. Meio digo maioria, porque quando nós vemos os dados de quem são as pessoas fisicamente ativas e as que não são fisicamente ativas, eu posso dizer a maioria. Então a maioria não entende que estar... realmente muito mais no seu corpo e cuidar dele, porque ele somos nós, ele não é uma entidade externa, eu não habito este corpo, eu sou este corpo. Portanto, se eu sou isto, se estiver bem, eu estou bem. isto exige exatamente uma prática que não é nada de complicado, ao contrário do que a maioria pensa, não é nada extraordinário, ainda que a gente hoje ⁓ dia... Estamos sempre a lidar com as pessoas que não se satisfazem com mexer-se bocadinho, estimular o seu corpo, desafiar bocadinho, treinar bocadinho de força e por aí fora a sua condição cardiovascular e respiratória. ⁓ Tem que sempre para extremos. Provas disto, provas daquilo. Eu só faço coisas que levam o corpo ao limite. Para nós estarmos bem, nós não queremos estar nos limites. Nem Du não faz nada, nem Du faz tudo e mais alguma coisa. Nós para nós estarmos bem os mínimos indispensáveis olímpicos são muito baixos. Mas implica-se ⁓ alguma prática, alguma consistência, algum cuidado regular com o nosso corpo. Portanto, e isto é uma ideia que independentemente de eu acreditar mais uma vez nisto ou naquilo, a Fisiologia diz-me que se eu não cuidar da minha saúde física... Tudo o resto vai ser mais difícil. A última ideia tem a ver com... Eu já vi este conceito ser abordado como a de ouro. ⁓ Pode ter outros termos do latim conforme quem foi... ou qual foi a linha de pensamento ou filósofo que abordou a ideia. Mas é o agir com os outros como gostariam. ou gostaríamos que agissem conosco. E, ao mesmo tempo, não faças ao outro aquilo que não gostavas que te fizessem a ti. Vamos pensar exatamente isto que é... Eu tenho uma pessoa que tem ideias, crenças, algumas maneiras de pensar diferentes da minha. Mas uma coisa é certa, eu não gostava que esta pessoa se tornasse agressiva comigo, me maltratasse, me desrespeitasse, fosse violenta... comigo, ou com os meus, ou com as outras pessoas. Eu não gosto que ela trate mal tudo aquilo que implica na vida neste planeta, vamos dizer assim. Se eu não gosto disso, se eu estou à espera exatamente do oposto, o que é que eu faço? Eu faço a mesma coisa. Eu aceito, eu compreendo ideias, eu respeito. Eu não uso violência, não sou agressivo, eu não poluo, eu faço aquilo dentro do que eu consigo controlar para não afetar negativamente os outros. Se puder inclusive afetar positivamente, ⁓ ⁓ cuidar melhor ainda. Mas isto é a regra de ouro E esta regra de ouro está ⁓ desuso, diria eu. Portanto, refleti sobre todas estas questões abordadas aqui, que vêm muitas delas exatamente da filosofia, mas que como vemos, todas elas têm ⁓ impacto direto, diário, momentâneo, nossa qualidade de vida, na qualidade da nossa experiência, na nossa saúde, no bem-estar. Então, é preciso repensar. É preciso, inclusive, e aqui vou pegar numa referência porque existe ⁓ grande pensador que foi governante, que foi Marco Aurélio, que é sempre muitas vezes solicitado pelo seu livro de meditações que depois acabou por ser publicado. Mas o mais interessante, eu acho, dessa pessoa é que todas as suas, vamos dizer então, meditações, porque é assim que se chama o livro, ou reflexões. foram feitas para ele próprio, não foram feitas para serem publicadas. Isso eu acho mais interessante. É alguém que entende que uma coisa é o que cérebro instinto, no seu automático, no seu curto prazo faz, que é pensar ⁓ si próprio, apenas e só, ⁓ si próprio, no seu bem-estar, na sua sobrevivência. mas ter a capacidade de entender que porque o cérebro tendencialmente vai ser assim, implica ⁓ treino, porque esse mesmo cérebro tem a capacidade desse entendimento, implica ⁓ treino diário de reflexão sobre o seu comportamento, sobre as suas ações, sobre aquilo que sente, sobre as suas emoções, sobre aquilo que são os seus princípios e valores e se isso está... ⁓ concordância. Por isso o verdadeiro treino era a reflexão e isso tinha que ser praticamente diário, porque senão o cérebro esquece os princípios, esquece os valores, esquece as ideias e vai para a sobrevivência e vai para o automático. Então fica a sugestão para nós levarmos ainda mais a sério esta nossa capacidade de pensar que... Tudo indica que, se calhar, vai ser cada vez menos pelas notícias que vamos tendo, a substituição de ter que refletir e gastar essa energia para dar essa função às máquinas, por isso aquilo que não se usa perde-se. Isso é uma verdade. Portanto, se eu não quero perder essa de minha capacidade, a melhor forma é mesmo provocar-se diariamente à reflexão, idealmente. Eu diria sobre aquilo que é importante, sobre o que é importante para nós e para a nossa vida. Fica a sugestão, até próximo episódio e até lá, cuide de si.