Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Janice Zanella: Como Reduzir os Impactos do Circovírus? | Ep. 299
Transcript
- 0:00Tem surgido outros vírus aí? De uma certa maneira, é não
- 0:04somente dentro do tipo 2, né, que a gente sabe que tem vários
- 0:08genótipos aí. Mas como tem surgido outros, o 3
- 0:11e o 4 que estão muitas vezes relacionados, ou são co fatores
- 0:16ou são estão coinfectando suínos.
- 0:20É, em casos clínicos de circo, virose.
- 0:25Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:29suinocast. O suinocast só é possível
- 0:35através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:39educação continuada na suinocultura brasileira.
- 0:42Alga Prime DHA da Corbyn, o ômega 3 de algas para nutrição
- 0:46suína cerva sempre com você, além da saúde animal.
- 0:54Da SM firmenish moldando o futuro dos cuidados com suínos
- 1:01top Gen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 1:04mercado. A excelência está no nosso DNA
- 1:09polinutre nutrição animal. Juntos vamos mais longe.
- 1:14Eu sou Geraldo alberton, host da área de sanidade desse programa.
- 1:18Hoje eu tenho uma convidada muito especial.
- 1:21A doutora Janice siacizanella pesquisadora da Embrapa suínos e
- 1:27aves. Doutora Janice é médica
- 1:29veterinária, tem mestrado e doutorado na área de viremia e
- 1:34atualmente está fazendo o seu pós doutorado no USAE na
- 1:39universidade estadual de ioá. Olá Janice, como vai tudo bem?
- 1:44Olá Geraldo, tudo bem? Olá a todos os ouvintes.
- 1:47Obrigada aí pelo convite do senokar.
- 1:50Fiquei muito feliz, muito honrada.
- 1:51Com convite é sempre um prazer poder falar, né?
- 1:55De uma forma assim tão descontraída, né?
- 2:00E falar de assuntos importantes aí que que afeta o dia a dia da
- 2:04suinocultura, né? Obrigada aí pelo convite, vamos
- 2:07lá. Já e eu que agradeço muito aí a
- 2:09tua presença. Janice, e já que você falou que
- 2:13a gente precisa conversar sobre coisas importantes para nossa
- 2:16suinocultura, nada tão importante.
- 2:18Como falar desse bichinho aí? Que é o pcv, né?
- 2:22Que Ed faz algumas décadas. Aí estão afetando a nossa
- 2:25suinocultura e continua trazendo problema, né?
- 2:30E aí, o que que tá rolando no campo aqui no Brasil?
- 2:34Então, a suinocultura brasileira, na verdade, eu
- 2:38sempre falo que a nossa suinocultura ela está acima da
- 2:41média, né? Acima da curva, né?
- 2:44Porque nós temos alguns problemas.
- 2:46Realmente nós temos alguns problemas sanitários.
- 2:50Mas problemas que eu, que eu posso até dizer que são
- 2:54controláveis, né? Que são problemas que atualmente
- 2:57a gente ainda consegue através é de medidas de manejo, medidas de
- 3:03controle, como vacinas. E a gente consegue controlar.
- 3:08Não que uma que um seja independente do outro.
- 3:11E nós temos sorte de algumas doenças não estarem no Brasil,
- 3:15né? Algumas doenças, principalmente
- 3:16algumas doenças virais de suínos, no caso da síndrome
- 3:19reprodutiva e respiratória, a peer's, né?
- 3:22A PED, né, que AA diarreia epidêmica também nós não temos,
- 3:26mas nós temos outros problemas, e um desses problemas é o
- 3:30circovírus, né? Então o que a gente chama eles
- 3:33de pcv é a por Science circovírus, né?
- 3:36Então é o circovírus. Na verdade o que é mais estudado
- 3:39é o circovírus 2. Recentemente tem surgido outros,
- 3:43né? Geraldo?
- 3:44O circo vírus 3, o circo vírus 4, esses aí são o que causam tão
- 3:49relacionados com a doença, apesar de ter um antigo, já o
- 3:53pcv um, né, que foi é identificado muitos anos atrás,
- 3:57lá na década de 70, ainda em cultivo celular.
- 4:00O pessoal produzindo vacinas, né?
- 4:03É vacinas virais. Acabou identificando esse vírus
- 4:06aí presente lá no. Nesses é nessas células, né?
- 4:11Então falar um pouquinho só do vírus, porque eu não quero
- 4:15também, né? Complicar muita coisa.
- 4:18É um vírus pequeno, tá? Então só vou falar o que que
- 4:20realmente é importante para o nosso podcast, para a gente
- 4:24poder entender que vem aí para frente.
- 4:28É um vírus pequeno, tá de DNA circular, fita simples, é um
- 4:34vírus simples. Certo, é um dos vírus.
- 4:36O menor vírus de de mamífero é o circo vírus suíno, né?
- 4:40Mas ele é um vírus que ele infecta, tanto mamíferos é
- 4:45quanto aves e peixes também. E o circo vírus suíno é um dos
- 4:50mais importantes porque causa uma doença muito importante, a
- 4:53circovirose ou a síndrome sistêmica do definhamento.
- 4:58E como eu falei, tem surgido outros vírus aí?
- 5:01De uma certa maneira, é não somente.
- 5:05Dentro do tipo 2, né? Que a gente sabe que tem vários
- 5:08genótipos aí, mas como tem surgido outros, o 3 e o 4 que
- 5:13estão muitas vezes relacionados, ou são co fatores ou são estão
- 5:18coinfectando suínos. É em casos clínicos de circo,
- 5:25virose. Então é uma coisa que a gente
- 5:27precisa. Realmente tomar tomar cuidado e
- 5:31prestar um pouco atenção no comportamento desses, desses
- 5:34outros circo, vírus também. ADSM firminich pode ajudá lo a
- 5:40preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões,
- 5:44fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 5:48personalizadas para ajudá lo a concretizar a sua visão ADSM
- 5:53firminich está moldando o futuro dos cuidados com os suínos.
- 5:59Mas ainda o mais patogênico é o pcv 2.
- 6:05Exatamente, é o circovírus tipo 2, é o vírus mais estudado, ele
- 6:10tem mais genóticos, é identificados, ou seja, o que
- 6:14que significa ter mais genótipos identificados são mais
- 6:17variantes, né? Então são como se fossem mais
- 6:21mutantes. Então ele tem e isso aí, como
- 6:25que isso vai refletir? A gente pode conversar um pouco
- 6:27sobre isso também, como que isso reflete lá na frente, lá no
- 6:31campo, né? O que a gente tem, o que a gente
- 6:34conhece da doença, como o que a gente conhece, o que a gente tem
- 6:37de vacina disponível é, vai proteger para esses novos
- 6:42genótipos que estão por aí ou que venham surgir, né?
- 6:46Então uma das coisas assim que eu sempre gosto de falar é o
- 6:49seguinte, a gente tem que entender.
- 6:51Para você controlar uma doença, você tem que entender como que
- 6:54esse vírus trabalha, né? Como que ele funciona, né?
- 6:58Qual que é o comportamento dele quando ele está dentro da
- 7:01célula, né? Porque a gente sabe que o vírus
- 7:03é um parasita intracelular, então o que ele está dentro da
- 7:06célula, o que que ele faz? Ele usufrui da maquinaria da
- 7:09célula, né? Ele leva pouquinho com ele.
- 7:12É como aquele hóspede que chega na tua casa, não leva nada, nem
- 7:16escova de dente, né? Usa tudo que tem lá, então ele
- 7:20usa tudo que ele tem e faz o estrago, né?
- 7:23Então, e o problema é que ele muta muito rapidamente, tá?
- 7:28Então a taxa de mutação do circo vírus, tá?
- 7:31É 1000 substituições por sítio por ano, sabe?
- 7:37É muito isso, então é uma forma que ele consegue.
- 7:42Se manter patogênico, né? Infectando, né?
- 7:46Infectando suínos e cada vez driblando mais o sistema imune
- 7:49do animal. Então, dessa forma é, ele é
- 7:52muito parecido com vírus. Eu lembro que ele é um vírus
- 7:55DNA, mas ele é muito parecido com o vírus RNA, os vírus RNA,
- 7:58por exemplo, o vírus de influenza, a gente tem que tomar
- 8:01a vacina de influenza todo ano, porque um vírus de 1 ano é
- 8:03diferente do outro, né? Então os vírus RNA, eles têm
- 8:07essa característica. Que a RNA polimerasi, que é a
- 8:11enzima que faz cópias, né? Do material genético deles a
- 8:14RNA, a RNA polimerasi como do vírus da influenza.
- 8:18Elas não são tão fiéis, né? Ou seja, elas acabam aceitando
- 8:24as mudanças, as mutações e o circo.
- 8:27Vírus é parecido, né? Dos vírus DNA.
- 8:30Ele é um vírus muito parecido com o vírus RNA por causa disso,
- 8:33por essa constante. É taxa de, né?
- 8:37Taxa de incorporação, né? De mudanças, mutação, muta muito
- 8:41rapidamente. Então esse é uma das coisas que
- 8:45que é importante desse vírus também.
- 8:47E o fato de nós termos iniciado aí o processo de vacinação com o
- 8:52genótipo a influenciou o aparecimento, a seleção de
- 8:58outros genótipos. Excelente pergunta, excelente
- 9:02pergunta. Eu pensei que você IA fazer no
- 9:03final pro pessoal ficar assim escutando brincadeira, mas assim
- 9:08realmente é. A gente tem que dividir, né?
- 9:12O que a gente sabia da circovirose antes e depois das
- 9:15vacinas, né? Então mudou muito.
- 9:18Antes da vacina, ninguém mais conseguia ouvir falar dos pontos
- 9:22de madeca, né? Então era só o que a gente
- 9:25tinha. Tinha alguma coisa de vacina
- 9:27autógena, que eram os mascerados, mas que na verdade
- 9:30dava um pouco pouco resultado. Quando surgiram as vacinas, elas
- 9:36com pros pro genótipo é pcv 2 a, como você bem falou, resolveu o
- 9:42problema, entendeu? Resolve a vacina o animal
- 9:47vacinado. Ele tem uma vantagem muito
- 9:50grande na frente do animal não vacinado.
- 9:53Né? Porque a tanto que o que a gente
- 9:57tem visto no campo hoje, né? A gente fez um estudo de
- 10:01genotipagem de amostras é positivas para as PCV 2 e não
- 10:06achamos PCV 2 lá zero, né? Então estudamos é vários
- 10:12estados, 8 estados no Brasil. E o que que a gente achou?
- 10:17PCV 2B na creche EPCV 2 d. Na terminação em porcas, ou
- 10:24seja, animais adultos, né? Ou seja, a vacina funciona e
- 10:29funciona muito bem, né? Claro que existem vários
- 10:35trabalhos, tá? Muitos trabalhos assim que o
- 10:37pessoal usa. Por exemplo, vacina para pcv 2,
- 10:40BE desafia com d, então tem vacinas para pcv 2 a que desafia
- 10:46com BEDE. Assim tem várias, vários, vários
- 10:49trabalhos, inúmeros trabalhos, né?
- 10:52E o que que o pessoal chegou à conclusão que todas pra todos os
- 10:57animais vacinados com PCV 2 a eles levam vantagem frente a
- 11:03outros que não são vacinados. Agora, quando você vacina com o
- 11:08mesmo genótipo tá que tá desafiando?
- 11:14Ou seja, então você vacinou com PCV 2 BE jogou nesses animais
- 11:20PCV 2B. Ou seja, é muito melhor, tá?
- 11:26Quando é homólogo, os resultados são muito melhores,
- 11:30principalmente com relação a carga viral, né?
- 11:34Então, assim e. Mas toda maneira me perguntam a
- 11:39Janice, mas o pcv 2 b é muito mais virulento que o pcv 2 anão,
- 11:46não é? Porque você não viu no começo
- 11:49quando tinha só PCV 2, AO que é que o estrago que esse vírus
- 11:53fazia, né? Então assim, com certeza se o
- 11:56animal ele está protegido para PCV 2.
- 12:00Ah, e ele é, vamos supor que surge lá na Granja, né?
- 12:05Vai ter. As granjas não são estéreis e
- 12:08vacina não esteriliza o animal, né?
- 12:11Ela oferece uma maneira a mais, né, de proteção.
- 12:16Claro que você precisa todas aquelas medidas, de maneira que
- 12:19a gente tá, de maneira que a gente tá cansado de ouvir e de
- 12:23falar aí, mas a gente quer reforçar, né, que é o que?
- 12:26Limpeza, desinfecção, estresse, né?
- 12:29Misturas é estabilidade imunológica, isso tudo aí a
- 12:33gente sabe que são pontos chaves para controle de doenças na sua
- 12:37inocultura e para ser COVID é muito, muito importante, né?
- 12:42Então, assim, a vantagem. Da gente ter é a hoje uma vacina
- 12:48comercial e uma não, né? São várias vacinas comerciais
- 12:52muito boas, né? A gente tem hoje.
- 12:55Então a gente tem que aliar, pensar que a gente tem que
- 12:58sempre aliar a um bom manejo, inclusive um bom manejo de
- 13:02vacinas. Né, não fracionar a dose, não
- 13:06pular um lote, né? Então assim, uma boa conservação
- 13:10da vacina e tudo é isso. Mas né, também não vamos, não
- 13:15vamos é é também apertar né, o nosso sistema pra pra que esses
- 13:23que surjam, né? Animais é de uma certa maneira o
- 13:28que a gente fala de com uma infecção subclínica.
- 13:32Porque qualquer desvio, qualquer problema que possa haver, essa,
- 13:37esse subclínico, ele pode vir a tomar uma forma clínica.
- 13:42E aí quando aparece isso, aparece um ou outro.
- 13:45É a ponta do iceberg, né? Então, se você for procurar isso
- 13:50aí, pode estar começando um grande problema, né?
- 13:53Então existem formas de você identificar isso e continuar
- 13:57monitorando, né, Geraldo? Legal, então vamos lá.
- 14:03Mas só pra gente concluir com relação a essa questão, né?
- 14:06Como você apresentou, eu estou vacinando com o pcv 2 a uma
- 14:11suposição, a vacina que protege só pro a vamos vamos imaginar
- 14:15que ela proteja pro AE pro b mas então o vírus tá por lá
- 14:20circulando. O fato deste animal estar
- 14:23devidamente protegido para o estes 2 genótipos é um estímulo.
- 14:29Para o vírus fazer 11 mutação, ou ele faria?
- 14:34Independentemente disso, ele fala, bom, eu, já que eu não
- 14:37consigo infectar este indivíduo, então eu preciso fazer 11
- 14:42rearranjo aqui para me tornar infectivo.
- 14:44Isto acontece. Boa pergunta.
- 14:47Excelente pergunta. Sim, né?
- 14:49O cegalês já mostrou isso. Tem um trabalho dele que mostra
- 14:52que realmente em em populações vacinadas, né?
- 14:57Pode haver. Uma aceleração, digamos assim,
- 15:04né? Das das mutações ou das
- 15:08incorporações, ou das alterações do g norte?
- 15:11Porque, pensa bem, como eu falei desde o começo, é um vírus
- 15:14simples, é um vírus pequeno, tá? Então ele não tem muito, não é
- 15:20muito elaborado assim pra produzir cópias dele, tá?
- 15:23Então assim ele Pra Ele produzir bilhões de cópias.
- 15:29Algumas delas, defeituosas, acaba sendo fazendo uma seleção
- 15:33clonal, entendeu? Então, por exemplo, aqueles que
- 15:36vão com problema ali, eles vão achando um espaço para poder
- 15:40replicar. E a gente sabe, né, que o,
- 15:45digamos, o animal, ele não é estéril.
- 15:49Então existem trabalhos também daqueles trabalhos de vacinas,
- 15:54como eu tava falando, Ah, vacinei com a daí desafiei com
- 15:58b. Ou vacinei com ades.
- 16:00Eu é vacinei com ades, eu fiei com d, né?
- 16:04Então o que que o pessoal viu, né?
- 16:06Quando você vacina com d, se você coloca junto um micoplasma
- 16:11e se você ou você coloca junto um vírus da Pierce, vamos supor,
- 16:16é muito mais patogênico, entendeu?
- 16:19Então essa é muito mais fácil do vírus aquele que foi desafiado
- 16:24ali escapar a proteção. Porque vai ter outros cofatores.
- 16:28E a gente sabe que o circo vírus, ele é muito movido a
- 16:31isso, né? AA manifestação clínica da
- 16:35doença. Ela é muito movida a cofatores,
- 16:38infecciosos ou não infecciosos, né?
- 16:41Tanto que pra gente reproduzir a doença no campo, quando lá nos
- 16:45primórdios, lá no começo dos anos 2000, quando a gente
- 16:48começou a trabalhar com circo vírus, a primeira coisa foi o
- 16:52seguinte, Ah, postulados de cock.
- 16:55O que que é o coque? O coque era um pesquisador
- 16:58alemão que que falou o seguinte, não pra você descrever um caso,
- 17:03pra você realmente identificar que aquela doença tá
- 17:05acontecendo, você tem que isolar o agente, reproduzir a doença e
- 17:11reisolar ele de novo, daquele animal, no caso da pessoa se
- 17:15tivesse caso, né, daquele sujeito lá que foi infectado.
- 17:19Então a gente fez isso, pegamos material de camping no plano
- 17:22leitão, né? E observamos nada de lesão.
- 17:28Cadê, cadê lesão, né? Tinha o vírus, mas não tinha
- 17:31lesão. Então o que que a gente fez?
- 17:34Resolvemos dar parvovírus junto, então a gente deu parvovírus
- 17:38junto com o circovírus. Aí foi o espetáculo, né?
- 17:42Como diz o Davi. Foi o?
- 17:45Espetáculo que daí a gente começou a ver até lesão de pele.
- 17:49Né? Então assim é, hoje em dia a
- 17:52gente sabe que realmente é o que tá acontecendo, o que acontece
- 17:56no campo, né? Então assim é, são muitos os
- 17:59desafios, então a gente acaba tendo que muitas vezes é cercar
- 18:04de um lado, cercar de outro. A gente, claro, a gente faz
- 18:07vacinações, a gente trata com antimicrobiano, né?
- 18:10Vai tratando, vai tentando evitar é com infecções, é.
- 18:16Esse aí é o nosso trabalho, né? Então acho que a gente tem que
- 18:19pensar todas as outras questões. Por exemplo, a questão de
- 18:25misturas, né, as origens. É por que que é tão importante?
- 18:31Porque você traz animais com padrões imunológicos totalmente
- 18:35diferentes, né? Tu pode ter.
- 18:38Filhos ali de não crecharam, vamos supor, filhos de
- 18:41primíparas, né? Se pode ter animais com que lá
- 18:45Na Na origem tinha de uma certa maneira bem controlado, um
- 18:51problema de diarreia, mas chegou lá na creche, ele não consegue
- 18:54controlar, então vai ter EOE. Uma das coisas mais importantes
- 19:00que a gente sabe realmente é o contato, né?
- 19:03Contato de um animal com o outro é para Transmissão de doença.
- 19:06Então para a gente controlar uma doença, a gente tem que
- 19:09controlar a Transmissão, né? Então é um dos pontos mais
- 19:13importantes aí na é claro que tudo mais é importante, né?
- 19:18Mas assim, a estabilidade imunológica.
- 19:23Importantíssimo, né? Com a taxa de reposição que nós
- 19:26temos no Brasil. Que a taxa de mortalidade é até
- 19:29difícil de falar de estabilidade imunológica.
- 19:32Né, mas assim em todos os lugares, né, a suinocultura,
- 19:35hoje ela é assim, né? Então ela é tem esses desafios,
- 19:39né, né, Geraldo, acho que a gente tem que pensar que é e as
- 19:45doenças, eu vejo assim o padrão, principalmente a circo, virose,
- 19:49ela é muito semelhante no mundo inteiro, sabe?
- 19:52Então AO vírus é muito parecido. Né?
- 19:56Por mais assim que a gente fala assim, Ah, tá tendo mutação, tá
- 19:59parecendo vírus novo e tal. Mas eles são muito parecidos.
- 20:03Higienomicamente, eles são idênticos praticamente, porque
- 20:0596% de homologia é muito, né? Se você comparar, por exemplo,
- 20:11um pcv 2 com pcv 3 que são membros da mesma família, tem 40
- 20:16a 50% de identidade, só entendeu?
- 20:20Mesma coisa com o pcv 4, então são vírus bem diferentes.
- 20:23Né, mas são o mesmo, causam doenças parecidas.
- 20:29Estão trabalhando junto, né? Vieram um ajudar o outro ali.
- 20:33Não sei quem veio primeiro, o circo vírus 2 talvez é mais o
- 20:38circo vírus 3, tá? Ganhou espaço também, sabe?
- 20:41Uma certa maneira pra continuar, continuar aí fazendo fazendo
- 20:46estrago que ele tá fazendo, né? Então tá, Janice, quero colocar
- 20:50para você assim, uma situação corriqueira aqui de Brasil, né?
- 20:54Então você tem lá 11 empresa ou uma Granja vacinada.
- 20:59Aparentemente, tudo tranquilo. Eu digo, aparentemente, porque
- 21:05você não vê os casos clínicos, não é?
- 21:09Vê lá um os episódios reprodutivos que podem ser
- 21:12circunvidos ou pode ser outra coisa.
- 21:14Né? Mas clinicamente você não vê
- 21:16refugagem, você não vê aqueles problemas de dermatite, né?
- 21:21Porém, que é um grande desafio no Brasil, são os problemas
- 21:25respiratórios, principalmente na fase de engorda, né?
- 21:29Que é, ao invés de de de reduzirem, né?
- 21:33Com as melhorias que nós temos implantado na Cine cultura,
- 21:37quando a gente vai no frigorífico, a gente conclui que
- 21:40só cresce. Né, só cresce, né?
- 21:43Antes, quando falava em 10% de desvio de carcaça por pleurisia,
- 21:47ele falava, meu Deus, que absurdo, agora que saudade dos
- 21:5110%, né? Então tem, é, tem frigorífico aí
- 21:55que passa dos dos 25%, tá, então isso é assustador.
- 22:00E aí começou a surgir publicações relacionando o circo
- 22:04vírus com esses problemas respiratórios, achados de circo,
- 22:07vírus em frigorífico e aí a turma.
- 22:10E aí começa uma guerra um pouco comercial, sabe porque daí você
- 22:15vai lá bom, será que o circo vírus está sendo um problema?
- 22:19Bom, então vamos fazer viremia? Então vamos pegar aqui na
- 22:22entrada da creche, na metade da creche, saída da creche, na
- 22:25entrada da engorda, metade da engorda, saída da engorda, aí
- 22:28manda pra um, pra algum laboratório pra faz a carga
- 22:33virênica, daí vem lá tem x por cento dos animais da idade com.
- 22:39Que o próprio laboratório já arranqueia se é subclínico, se é
- 22:44clínico, né? EE, aí fica aquela guerra
- 22:50comercial, né não? Espera aí.
- 22:52Mas aí eu troquei a vacina e diminuiu.
- 22:54Aí o outro falou, não, mas não tem nada a ver essa carga
- 22:57virêmica não, não tá relacionado com o problema, né?
- 23:02E aí, às vezes as pessoas me perguntam, Geraldo.
- 23:04Você tem carga virêmica, tem problema pro animal, eu não é a
- 23:09minha maneira simples de pensar, eu falo, bom, esse vírus está se
- 23:12multiplicando em alguma célula, né?
- 23:14Então de graça não ficou. Agora, qual o impacto real?
- 23:17E eu preciso conversar com a pesquisadora lá da Embrapa, né?
- 23:23Esperar chegar o dia desse podcast para fazer essa pergunta
- 23:26para ela. E nós vamos começar com essa e
- 23:28depois nós vamos esmiuçar o resto dessa historinha que eu
- 23:31estou te contando. Vamos lá, a carga virêmica o
- 23:34quanto ela é segura, né? O quanto os nossos laboratórios
- 23:40estão preparados para informar essa, esse CT lá?
- 23:45EE relacionar isso com carga virêmica e o que que você tem
- 23:50visto aqui no Brasil e também aí nos Estados Unidos?
- 23:54É assim o. Você fez colocou vários pontos
- 24:00importantes aí, né, Geraldo? Porque assim ó, muitas vezes a
- 24:04gente, é claro, a gente tem um problema, a gente quer resolver
- 24:10ele, mas assim o que eu, o que eu vejo é assim.
- 24:13Por exemplo, claro, circovírus 234 não tem no Brasil, mas o 2 e
- 24:21o 3 sim, né? Causam problemas respiratórios,
- 24:25tá? Ou como outros agentes que nós
- 24:29temos aí no Brasil, que são grande, de grande desafio, que
- 24:33também causam problemas respiratórios.
- 24:35Eu acho que uma das coisas, é claro que Oo produtor, ele faz o
- 24:41investimento em indústria, faz o investimento grande na vacina,
- 24:45né? E claro que quer que o problema
- 24:48seja resolvido, mas eu, pelo que eu tô vendo é a vacina.
- 24:54Ela resolve muito. Muito grande parte do problema
- 25:01da circo virose. Mas não resolve totalmente os
- 25:04problemas respiratórios, né? E uma coisa que eu vejo é que
- 25:09muitas vezes essa proteção que o animal tinha logo que ele foi
- 25:14vacinado, né? Faz a entrada de creche,
- 25:19etcetera, essa proteção pra circo, virose, ela.
- 25:24Talvez não exista mais quando chega lá na frente.
- 25:27Um trabalho que eu vi da Coreia, inclusive da Coreia do Sul, é
- 25:32que eles acharam muito OPCV 2 d no abate, né?
- 25:38E foi uma coisa parecida que nós achamos também, animais de
- 25:42terminação e porcas, né? Com viremia, tá não só vírus no
- 25:50sangue, mas também em órgãos. Tá para circovírus d pcv 2 d,
- 26:00tá? O que eu penso é o seguinte,
- 26:03primeiro, a pergunta tua foi a fazer é PCR quantitativa
- 26:11detectar a viremia nesses animais que estão indo para o
- 26:15abate com problema respiratório. É resolve?
- 26:22Bom. A gente tem que lembrar que o
- 26:24diagnóstico de um de um caso clínico de ciclovírus, né?
- 26:30Ele tem 3 partes, né? Você tem que pensar primeiro
- 26:34clínica, né? Então olhar linfonodo que
- 26:38circovírus circo virose, sem depressão de linfócitos, tá?
- 26:44E sem redução tamanho ou de de linfonodo.
- 26:49É muito difícil de você fechar o diagnóstico sem esse, sem essa
- 26:52característica, né? Essa conversa com os
- 26:54patologistas, eles vão te falar isso, né?
- 26:56Então assim, parte clínica, 2 lesão, né, que eu já falei, e
- 27:03associar o agente nessas lesões, tá?
- 27:07Então, por exemplo, a imunistoquímica é um teste.
- 27:10Show de bola, né? PCR, ela vai te indicar que tem.
- 27:16O vírus ali, uma das coisas que eu não sou muito confortável com
- 27:22em fazer é PCR. É que, por exemplo, no caso do
- 27:28pcv 3, pcv 3, a carga viral do pcv 3 é gigante, é imensa, tá,
- 27:36mas ele tá causando problemas sozinho?
- 27:39Não, muitas vezes não. Tá, então, comparativamente, a
- 27:44carga viral de PCV 2 EPCV 3 são diferentes para causar doença,
- 27:48né? Então outra coisa a gente tem
- 27:53tem que caracterizar. É problema de campo causado por
- 27:59ciclovírus em animal vacinado, a gente tem que procurar aquela
- 28:05gene de outras para outras proteínas.
- 28:10Então a gente faz a maior parte dos nossos pcrs são para
- 28:14proteína do capsídeo, certo? Então o que a gente tem que
- 28:20fazer é para proteína da replicase da polimerase viral,
- 28:24que é a rap um ou a orfe um, porque daí você vai identificar
- 28:29vírus de campo, entendeu? Entendeu?
- 28:34Então, a maior parte das vezes a gente não faz isso.
- 28:37Então é aquela velha e boa necropsia, né?
- 28:40É você coletar material, coletar os órgãos alvo e fazer PCR ou
- 28:50imunitoquímica ou hibridização in situ.
- 28:53No caso. O pessoal tem feito muito para
- 28:55PCV 3, né? Então veja agora, com relação ao
- 28:59aos nossos laboratórios, estão preparados?
- 29:02Eu Acredito que sim, por questão de PCR sim, mas de repente
- 29:07deveria também, né? Fazer uma pesquisa, não colocar
- 29:12isso na rotina, mas pegar essas amostras que são positivas,
- 29:17fazer uma genotipagem, sabe, eu acho que é interessante é fazer
- 29:22uma genotipagem e fazer a carga viral dessa genotipagem, porque,
- 29:26por exemplo, pode ser, Ah, tá, eu identifiquei porque um
- 29:29animal, ele pode ter vários vírus circulando, entendeu?
- 29:32Podem estar replicando vários vírus nele, então pode ter b,
- 29:35pode ser d. Sabe?
- 29:37Então assim, pra você saber, então é importante você fazer
- 29:40isso e quantificar juntamente, né, com a replicase, se
- 29:44conseguir fazer uma PCR pra replicase também se tiver
- 29:47disponível, acho que seria fantástico.
- 29:52Mas é respondendo a tua pergunta, eu acho que assim,
- 29:55hipoteticamente, estou com problema respiratório.
- 29:58O que que eu faço, né? Eu acho que primeiro eu descarto
- 30:01os. E o João é os suspects, né?
- 30:05Não, mas aí deixa eu, talvez deixa eu te perguntar de outra
- 30:08forma, mais simples, né? Então vamos dizer, o problema
- 30:11respiratório todo mundo tem. Vamos imaginar que a Granja
- 30:13tenha a normalidade, mas há um, digamos, 11 suspeita que a
- 30:19vacina não está segurando o circo vírus.
- 30:22Ah, então vamos fazer uma verificar a carga virêmica em
- 30:26vários pontos, creche e engorda. E vou ver essa viremia, então só
- 30:32tô olhando o que tá no sangue, né, Mano?
- 30:34Pro laboratório pra fazer um qpcr lá, um PCR quantitativo sem
- 30:40especificar nada. Eu só quero um PCR quantitativo
- 30:43dpcv 2. Aí vem lá aquele resultado
- 30:48dizendo qual que era a faixa de viremia em cada uma dessas
- 30:52idades. Vamos imaginar que essa viremia
- 30:54esteja alta. Teja 10 a quinta, 10 a sexta.
- 30:58Em vários momentos, tá. É possível inferir a partir
- 31:04deste resultado, que é uma vacina.
- 31:06Está protegendo? Mais ou menos?
- 31:09Sim, não. Eu assim ó, sem conhecer bem o
- 31:14caso, tá? Eu diria que não.
- 31:16Primeiro porque você tem tá com problema clínico.
- 31:18Isso eu não me lembro que tu comentou.
- 31:20Tá com problema? Clínico independente se eu não,
- 31:23eu não sei o histórico. Então, o laboratório, na
- 31:25verdade, ele vai dar o resultado do PCR.
- 31:28Né? Então é importante o veterinário
- 31:31fechar o diagnóstico. Vai fechar o diagnóstico?
- 31:34Não vai vim só o resultado do laboratório, vai ter que fechar
- 31:37o diagnóstico com o que o laboratório forneceu mais, né?
- 31:42O que ele tem visto com o histórico lá do campo com e aí
- 31:46atrás que nem eu falei a velha e boa necropsia, né?
- 31:50Fazer e buscar e pegar mais materiais.
- 31:54Nesse caso, novamente mandar linfonodo.
- 31:57Né? Porque é uma das coisas.
- 32:00Viremia é um grande indicativo, sim, com certeza.
- 32:04É porque que ela vai te dizer que tem vírus replicando e esse
- 32:08vírus está circulando no animal, né?
- 32:10Então isso é muito importante, né?
- 32:13Mas, por outro, por outro lado, para fechar o diagnóstico, é
- 32:17importante fechar com a parte clínica e realmente ver uma
- 32:22porcentagem. Mortalidade, acompanhamento de
- 32:25lote, isso tudo aí que faz parte, né?
- 32:30Da do quadro clínico é a descrição de caso de de de uma
- 32:37ciclovirose, uma infecção por ciclovírus.
- 32:39Então tem que fechar o caso. Né?
- 32:42Então, acho que passar a, digamos, a acreditar no
- 32:49resultado baseado Na Na viremia, eu acho, é um pouco arriscado,
- 32:57né? De você pegar Ah, tá, porque é o
- 33:00seguinte, qual que é? Pelo menos o que é que as
- 33:03publicações, né? Que eu, que eu.
- 33:06A ciência tem dito pra nós. Acima de 10 a 7 por ml, cópias
- 33:11virais por ml no soro é indicativo de o iremia acima de
- 33:1710 a 7, tá? Tem que ser acima de 10 a 7,
- 33:21então tem que ser 10 a 8. É 10 a 7, digamos, 10 a 7 pra
- 33:26cima. 10 pra cima. Pra cima e se você consegue
- 33:30aliar sinal clínico, lesão? Fazer uma Imuno ali naqueles
- 33:36linfonodos, como eu comentei, né, ir de quebra, se você puder
- 33:41genotipar, é, eu acho que show de bola, né?
- 33:46Eu acho que você tá, tá tá indo por um caminho.
- 33:48Aí daí você vai ter o argumento de negociar com com teu colega
- 33:52lá que tá, né? Tá recomendando a vacina dele.
- 33:55Ele falou assim, ó, tô tendo problema e voltando, né, o tema
- 33:59das vacinas, né, Geraldo? Eu acho assim.
- 34:02As vacinas são maravilhosas, né? Eu não é ninguém.
- 34:05Ninguém me me faz mudar de ideia, né?
- 34:09Porque a gente que viveu antes da das vacinas, né?
- 34:14Realmente o que nós temos hoje, mas temos que entender também
- 34:20que tudo evolui muito rápido, né?
- 34:24Então a gente tem que lembrar também que pra.
- 34:30Pro vírus trabalhar, como a gente está comentando aqui, né?
- 34:34É principalmente o circo vírus. Ele trabalha de uma forma muito
- 34:39variada, tá? Ele não é um vírus, por exemplo,
- 34:43como o vírus da doença de algesk ou da persuina clássica que você
- 34:48consegue é. Ter um caso, fechar o caso
- 34:52clínico, né? Descrição do caso, animais
- 34:56contra os sintomas nervosos recém nascidos, problema
- 35:00respiratório na creche, crescimento, problemas
- 35:03reprodutivos nas portas, por exemplo, né?
- 35:07Aborto, mumificado, etcetera e tal.
- 35:11Então com o circo, vírus, você você tem uma síndrome, né?
- 35:16Você tem vários, são vários. É muito mais difícil.
- 35:19Pra você fechar um diagnóstico, é muito mais difícil você
- 35:22controlar, né? Então assim, porque você tem que
- 35:27trabalhar com toda essa variabilidade?
- 35:29O que eu chamo são 3 tipos, tá? Primeiro, a gente é como é como
- 35:35uma pessoa, digamos assim, né, AAA individualidade, o animal.
- 35:41Primeiro. Tá a genética dele, tá?
- 35:45Como que ele vai responder? Imunologicamente, a gente tem
- 35:48que lembrar que a nossa resposta imune, ela é muito dependente da
- 35:53nossa genética. Então, como eu falei, as coisas
- 35:57são muito dinâmicas, né? A gente tem observado isso na
- 36:01evolução dos vírus hoje em dia, né?
- 36:04Então a gente, de uma certa maneira, a gente tem selecionado
- 36:07animais, nada contra a genética. Tem feito Maravilhas assim pra
- 36:12parte zootécnica e tal, mas a gente tem selecionado animais
- 36:17muito parecidos, imunologicamente, né?
- 36:21Então isso também vai, vai influenciar.
- 36:24Então tá, então tem fatores individuais, tem fatores de lei,
- 36:28pegada e tem fatores de manejo, tá?
- 36:31O individual, já falei praticamente a questão da
- 36:33genética dele, né? Não tô falando de linhagem
- 36:36genética ABC ou DO que for. Mas é o que ele traz nele, como
- 36:43ele vai responder ao estresse, como que ele vai responder a
- 36:47tudo. 2 leitegada leitegada. Vai depender de quem?
- 36:51Da mãe dele, né? Vamos botar culpa da mãe, né?
- 36:55Culpa da porca, né? Dos irmãos dele que não deixaram
- 36:59ele mamar, ou do daquela de tudo que ele sofreu ali Na Na
- 37:03maternidade. É entrada da creche e tudo
- 37:07aquilo que ali que ele levou, que levou com ele, como que a
- 37:10mãe dele, a quantidade de vírus que a mãe dele passou para ele e
- 37:13também a quantidade de anticorpos que a mãe dele passou
- 37:15para ele. Tá então fator leitegado e o
- 37:19terceiro manejo, né, que não precisamos nem falar muito,
- 37:22porque é a questão de limpeza, densidade, mistura, estresse.
- 37:27E outros fatores, né? Infecciosos que podem possam
- 37:31estar influenciando ali. Então, esses 3 pontos, a gente
- 37:35tem que pensar em termos assim. Quando você me fala, Ah, estou
- 37:41com problema na Granja, estou com problema de problema
- 37:45respiratório, como você vendia esse problema respiratório?
- 37:48É um problema que. Tem de mais, né?
- 37:50Eu acho que é o mais é na suinocultura, digamos assim, dos
- 37:55dos problemas infecciosos, é o que mais pega mesmo, né?
- 37:58Porque pega de da da maternidade até lá no até lá no abate, né?
- 38:04Então, mas essa maneira eu vejo que a gente teria de pensar, né,
- 38:10de uma forma mais geral, assim, na no controle da circo, virose.
- 38:15Legal, nossa, foi super esclarecedor, né?
- 38:19É, é aquela velha, aquela velha lição de casa do do diagnóstico,
- 38:25né? E principalmente, quando se
- 38:27trata de diagnóstico de circo, vírus que lá atrás, né?
- 38:30Sempre a gente tinha que associar lesão, né?
- 38:34Presença do agente e. EEA clínica, né?
- 38:40E se puder marcar o agente ainda na lesão com a imune
- 38:43estoquímica. Ou seja, a viremia é importante,
- 38:47viremia alta acima 10 a 71 indica 11 viremia, mas sozinho é
- 38:54uma informação que fica um pouco estéril, não é legal, legal, é
- 39:01aí você falou bastante aí de manejo, né?
- 39:05Relembrando aqui o umadeck, né? Eita, como aquelas aqueles ponto
- 39:09de umadeck, né? São negligenciados, né?
- 39:14É interessante que quando começou AA circo virose, o
- 39:18pessoal falava que existia um fator x, né?
- 39:21Que era o fator que que que era alguma coisa misteriosa que
- 39:26ajudava o circo vírus. É causar doença.
- 39:29Por isso que alguns animais tinham o vírus, mas não tinham a
- 39:33doença, né? E depois alguns alguns artigos
- 39:37demonstraram que o fator x era o estresse, né?
- 39:40Então, submeter os animais a superlotação, estresse térmico,
- 39:44excesso, temperatura e reproduzir a doença.
- 39:48É, mas ainda a gente tem muitos fatores de estresse.
- 39:51Eu vejo em creche pensando. É creche como um momento
- 39:54crítico, pensando que está caindo.
- 39:56AA, imunidade passiva. A vacina ainda não está
- 40:00protegendo. O pessoal insiste em praticar no
- 40:03Brasil a uniformização. De leitegadas, de de baias, de
- 40:09bias, não mais leitegada, tem a de leitegada também, mas a de
- 40:13Baia é forma. O lote dali uns dias, 34 dias já
- 40:18está des uniforme, daí vai lá e troca.
- 40:20Daí dali uns dias está desiniforme, tipo, enxugar gelo,
- 40:24né? E são.
- 40:26Instalações gigantes, 5010 1000 leitões.
- 40:29Ou seja, os funcionários. A hora que terminou de
- 40:31uniformizar a última Baia, a primeira lá já já está des
- 40:35uniforme, pensando em circo, vírus, isso é um prato cheio,
- 40:39né? Circo, com certeza eu não gosto,
- 40:43sabe? Isso que é uma coisa que me tira
- 40:45o sono, sabe, Geraldo? Isso já me tirou o sono, essa
- 40:48questão da desinformidade desuniformidade de lote.
- 40:54Porque sempre é uma coisa assim que a gente vê.
- 40:57É como eu falei, né, cada um é cada um, né?
- 41:01Um animal, muitas vezes ele nasce, já nasce refugo, né,
- 41:05outros ficam refugo por causa de doença, etcetera, outros
- 41:08problemas. Mas, por exemplo, é de uma certa
- 41:12maneira é, você vai misturando, se você trabalha, entende um
- 41:17pouco de comportamento animal, você vê que.
- 41:21Isso até quando com relação a porcas, né?
- 41:26É gestação coletiva. Tudo isso aí, usando esse
- 41:30exemplo da das porcas, é de gestação coletiva, né?
- 41:35Sempre vai ter aquela mais tímida, aquela mais nova, aquela
- 41:39mais fraca. E sempre vão ter aquelas que
- 41:42realmente vão fazer bullying, né?
- 41:46Que vão? Ser aquelas que são dominantes,
- 41:48que vão querer, digamos, uma certa maneira ou comer mais.
- 41:52Mas claro que existem hoje maneiras de contornar essa essa
- 41:55situação, né? Mas, por exemplo, sempre vão ter
- 41:58aquelas que vão bater e, infelizmente, os que vão
- 42:02apanhar, né? E numa certa maneira como você
- 42:06bem disse, a questão do estresse.
- 42:09Né? Então assim é a mesma coisa,
- 42:11você é você chegar num ambiente de trabalho, né?
- 42:15Ou mudar de escola, né? Então os primeiros dias é super
- 42:20estressante, porque você tem que se defender e achar um lugar pra
- 42:24né, ficar tranquilo, poder se concentrar, estudar e tal, ter
- 42:27uma amizade. Vai fazendo amizade, mas deve
- 42:29ser sim. Se na semana seguinte já te
- 42:31trocam de novo de escola e ficam te trocando de novo, de novo, de
- 42:35novo, eu uso essa comparação, mas assim é o animal.
- 42:39Ele não é racional, né? Ele não vai, ele não vai
- 42:42entender muito bem o que que está acontecendo.
- 42:44Então ele aprende a comer depois de alguns dias, de beber água,
- 42:47depois de alguns dias também, né?
- 42:49Então vai se muda tudo isso aí. Então essas relações sociais e a
- 42:53gente sabe. Eu não entendo muito de de
- 42:56comportamento animal, mas uma coisa que eu aprendi foi isso
- 42:59que o suíno, ele é muito inteligente, ele é um ser muito
- 43:02sociável, né? Então ele forma também.
- 43:06É, é relações, né? E um dos pontos de uma Deca
- 43:11assim, dos 20 pontos, né, é. O que se a gente for resumir, é
- 43:18pros nossos colegas aí que estão nos ouvindo.
- 43:21É assim. O primeiro que é, é diminuição
- 43:24do estresse, estresse. Não só essa questão de briga de
- 43:29é, né, de competição, mas também a questão de sentir frio.
- 43:34Né? De não ter onde, não sabe onde
- 43:37que está a comida. É todas essas questões aí, né?
- 43:41Falta d'água é injeção, né? As vacinas e coisas que ele não
- 43:46vai entender muito bem o que que está rolando ali, que ele estava
- 43:48lá com a mãe dele, com os irmãos dele, apesar de serem de
- 43:51repente, né, uns uns chatos, mas era os irmãos dele que ele é o
- 43:56que ele conhecia, né? EEA questão depois, outro ponto
- 44:02importante que uma deck fortalecia muito isso é a
- 44:06questão dos do contato, né? Misturas, então assim, mistura,
- 44:10você misturou e aumentou aquelas baias gigantes com aquele Monte,
- 44:14com aquela, é aquela microbiota, ela tremenda, né?
- 44:19Com tudo que é mistura com um Monte de é micro organismos ali
- 44:25circulando, né? E se e pra piorar, a higiene é
- 44:29ruim, então a carga infecciosa ali vai ser enorme, né?
- 44:37De repente, uma nutrição não muito equilibrada, não muito boa
- 44:41também. A nutrição tem um papel muito
- 44:43importante, né? Nos, digamos, nos pontos de uma
- 44:46década. E a nutrição?
- 44:49Tanto que existe até pra questão de recuperação de leitões.
- 44:53O Nelson Moraes fez um trabalho muito legal com o pai ao
- 44:56hospital, né? Então a gente vê é a questão de
- 45:01do fornecimento de uma de vitaminas, né, de outros é de
- 45:07plasma e outras coisas assim que possam ajudar na recuperação
- 45:12desses animais, né? Então isso também é é um ponto
- 45:17muito importante. E como a gente já falou aqui, é
- 45:20a questão da estabilidade imunológica, né?
- 45:22Então eu acho que esses 5 pontos aí, desses 20, se a gente baixar
- 45:26para 5, que é a questão do estresse, do contato, das
- 45:30misturas da higiene, nutrição e estabilidade imunológica, eu
- 45:35acho que a gente consegue raciocinar de uma maneira assim,
- 45:39poxa. Vamos trazer um pouco de
- 45:41conforto, né? E que vai te ajudar lá na
- 45:45frente, né? Vai facilitar AAA um bom
- 45:49desempenho desses animais aí, né?
- 45:52Então acredito que mais ou menos seja seja por aí, né?
- 45:58Eu uma outra coisa que eu pensei com relação AA co fatores que
- 46:04você havia comentado antes, né? A gente x.
- 46:09Né? O agente x eu, na época eu fui
- 46:11No No IPVS, acho que foi na África do Sul.
- 46:15Foi quando surgiu muito negócio desvendamos, quem que é o chama
- 46:20Oo agente x, chama o agente x então, todas as as palestras lá
- 46:26foram dominadas pelo tal do agente x, que era OTTV,
- 46:32torqueteno vírus. Hoje ninguém mais fala desse
- 46:35vírus, né? Né, então assim era o agente x,
- 46:40então por que quiseram de repente botar a goela abaixo?
- 46:43O pessoal tinha identificado esse vírus aí minha opinião né,
- 46:47mas assim é, hoje ninguém mais fala dele.
- 46:51PCV 3 é o agente XPCV4, cadê, cadê OPCV 3, né?
- 46:56Por que que só em 2016 ele foi identificado?
- 46:59Por que Ah não, porque agora o povo tá fazendo muita
- 47:01metagenômica, o pessoal tá fazendo muito sequenciamento
- 47:04hoje, as técnicas. São muito melhores, tal, tá?
- 47:08Pode ser, mas conseguiram reproduzir a doença, né?
- 47:14Não reproduzem a doença quando infectam junto com o pcv 2.
- 47:19Então, meu é, acho que a gente meio que voltou a estaca zero,
- 47:24né? Mas assim é eu, eu gosto de.
- 47:31É que nem eles falam aqui nos Estados Unidos, né?
- 47:34Play safe, né? Eu gosto de grudar com aquilo
- 47:38que a ciência tem mostrado, né, e que realmente circo, vírus
- 47:43tipo 2 causa doença, né? E vacina protege, mas ela
- 47:47sozinha a gente precisa, né, é que não é a bala de prata, né?
- 47:52O que todo mundo fala não é a bala de prata.
- 47:55Ela não vai matar o lobisomem, então ela.
- 47:58Tem que agir junto com fatores de manejo, né?
- 48:02EEO nosso trabalho, né Geraldo, como veterinários aí de de
- 48:07acompanhar e monitorar, né não é virar a página.
- 48:10Esse capítulo já passou, né? Então eu acho que uma das coisas
- 48:13que a gente tem que botar nossa cabeça pra funcionar, né?
- 48:16E nós somos, né, inteligências é capazes de controlar isso aí,
- 48:22então eu acho que é AA minha mensagem.
- 48:26Praticamente final é essa aí, né, que realmente a gente tem
- 48:30que é unir o que temos de disponível, né?
- 48:36E também pensar um pouco safe, né?
- 48:38Eu acho que eu não sou muito de de gastar, sabe?
- 48:44Não sou muito gastona. Eu acho que se você consegue, é
- 48:49fazer uma novamente, fazer uma boa necropsia, uma muito
- 48:53ditoquímica. Confirmar ou uma estopatologia
- 48:57confirmar aquilo ali e daí vai em frente, né?
- 48:59Daí vai, faz outros testes mais moleculares, mais caros, né, que
- 49:04pra nós ainda é caro, né? Fazer.
- 49:08Eu sei que aqui nos Estados Unidos, por exemplo, é trabalho
- 49:12com influenza, né? Então assim, eu tenho muita
- 49:14curiosidade de saber os subtipos, ainda mais influenza,
- 49:17que é muito importante pra questão de controle de é para as
- 49:20vacinas, né? É, realmente tem problema se
- 49:24você vacina pra um subtipo e está outro circulando lá dá
- 49:29problemas de pneumonias, muito tremendas, né?
- 49:33E o pessoal não tem feito mais subtipagem.
- 49:35O pessoal parou, né, de fazer subtipagem e sequenciamento,
- 49:40porque é custo, né? É custo, né.
- 49:44Então, assim, se é dentro de um projeto de pesquisa, Eu Acredito
- 49:48que é que é que é interessante, mas.
- 49:53Parece que eu estou meio que dizendo uma coisa que eu é que
- 49:57eu falei o contrário anteriormente.
- 49:58Mas Eu Acredito que é importante fazer carga viral.
- 50:03Sim, é realmente muito importante.
- 50:04É importante fazer genotipagem? É importante, mas vamos fazer o
- 50:09básico. Primeiro, Ah, é muito legal esse
- 50:12resgate, Janice, interessante que você é virologista, né?
- 50:17Poderia jogar toda o mérito pro pro circo vírus, né?
- 50:22Ah, esse bichinho é o é só ele, né?
- 50:25E não é, né? Você fala muito dos pontos de
- 50:28uma deck. Eu, quando ainda estava na como
- 50:31professor na universidade, eu sempre é, falava nas minhas
- 50:36Apresentações, porque teve um tempo que a vacina não existia e
- 50:40nós tínhamos que controlar circo vírus.
- 50:43E dava certo. Moleza era um.
- 50:45Vocês da Embrapa demonstraram claramente que era possível
- 50:48reduzir mortalidade de 20% de creche pra 2% usando os pontos
- 50:55de madeg. Mas daí vem surgem as vacinas,
- 50:59surgem é os medicamentos e parece que tudo aquilo não
- 51:04precisa mais. Né?
- 51:06Pra que que eu vou reduzir taxa de, de de de reposição ser tão
- 51:12fácil comprar uma leitoa? Por que que eu que eu vou deixar
- 51:17de fazer uniformização se meus funcionários adoram fazer
- 51:21uniformização? Então a gente faz um Monte de
- 51:23absurdos e aí a vacina tem que tem que ser a bala de prata que
- 51:28vai ter que segurar o problema, porque eu não vou fazer Oo
- 51:32feijão com arroz, os pontos de uma deck.
- 51:35Muito legal. Porque a gente é humano também,
- 51:38né? A gente vai sempre procurar,
- 51:41digamos assim, um culpado, né? Então vamos quem que vai ser o
- 51:44culpado da vez, né? Então, assim, eu acho que a
- 51:48gente tem que pensar que é assim.
- 51:53Uma coisa que me preocupa, sabe Geraldo, é o seguinte, pra pode
- 51:58até me chamar um pouco de moda antiga, mas eu acho assim que às
- 52:02vezes a gente esquece do básico. Sabe, a gente esquece do básico,
- 52:07aquilo que a gente aprendeu lá atrás.
- 52:09E assim eu vejo que na é como se resgatou.
- 52:12Aí antes da vacina. Vejo a, por exemplo, Davi
- 52:15Barcelos mesmo. Ele era uma pessoa que
- 52:17trabalhava demais aplicando pontos de madeck madeck veio pro
- 52:22Brasil, né? Então.
- 52:24Pra pra trabalhar com isso também, né?
- 52:27Então tem colegas da agroindústria que aplicaram o
- 52:31ponto de madeca. Eles têm depoimentos assim, é
- 52:34muito bons, que era o seguinte a por exemplo, naquele tempo a
- 52:39gente monitorava muito por mortalidade na creche, né?
- 52:43Então, por exemplo, era um ponto que eles monitoravam demais,
- 52:46aplicava os pontos de madeca por um tempo, tá, beleza, a
- 52:49mortalidade caía. Depois é relaxava um pouco e
- 52:54eles têm. Então até eu lembro uma
- 52:56apresentação de um colega nosso, que ele falou assim que parecia
- 52:59a letra m, assim de uma DeX, sabe?
- 53:03Então assim a mortalidade tava indo, aplicava os pontos, caia.
- 53:06Aí quando eu dava uma relaxada, subia a outra partezinha do da
- 53:12letra m, sabe? Depois aplicava de novo, caia,
- 53:16então assim. É comprovado, né?
- 53:19A gente a gente tem experiências, é no Brasil que
- 53:23funcionar, mas é, como eu falei, fazer as coisas junto, né?
- 53:28Aplicar o que a gente tem de disponível e com certeza, né.
- 53:35Eu acho que uma das coisas que a gente tem que pensar é que a
- 53:40história da circo, virose, ela não acabou ainda, né?
- 53:44Eu acho que tem surgido. Outros vírus aí, né?
- 53:49Então além desses genótipos ABC são 9, tá?
- 53:54São 9 de ATI, só que tem um problema agora eles estão,
- 54:00estamos observando subgenótipos, tá?
- 54:04Então, por exemplo, PCV 2 a tem 5 subgenótipos, tá?
- 54:11EOB acho que 45 OD também 45323, sei lá, e o e o 3 PCB 23 também
- 54:20tem subgenótipos e o problema é que está tendo rearranjo entre
- 54:24eles, tá? Coisa que a gente não tinha
- 54:27visto antes, então. Ou seja, como eu falei, o animal
- 54:32está infectado, está infectado com mais de um genótipo e esses
- 54:37genótipos estão se. Reorganizando, se rearranjando,
- 54:41cruzando, né? De uma certa maneira, dizendo
- 54:44assim, então o que que vai sair disso é uma variação, né?
- 54:49Pode ser que as nossas vacinas vão segurar, né?
- 54:53Pode ser que não, que a gente vai ter que fazer uma
- 54:55revisitada, né? Dar uma revisitada em qual
- 54:58vacina utilizar, né? Quantas doses é que nem eu
- 55:05falei. Se a gente a gente tem que
- 55:08pensar na questão, são várias vacinas que existem aí
- 55:11comercialmente, com adjuvantes diferentes maneiras de
- 55:15aplicação. Estão modernizando muito, né,
- 55:20facilitando muito a vida de quem aplica.
- 55:22Então que continue assim, né? Tomara que que continue essa
- 55:27evolução. Continue aí, né?
- 55:29E que possamos ter vacinas aí para vários outros circo, vírus
- 55:34aí que a gente possa. Conseguir controlar de uma
- 55:37maneira bem eficaz. Legal, olha só 54 minutos do
- 55:44nosso bate-papo, Hein? Voou essa conversa, Hein?
- 55:47Uma informações importantíssimas e pra gente aproveitar aí esses
- 55:51últimos 5 minutos, né? Conte pra nós aí, você tá
- 55:56fazendo o teu postok, né? Isso aí que Os Americanos têm
- 56:00aí, esse sistema aí de monitoramento, diagnóstico, que
- 56:03é fantástico. Vai vir alguma coisa pro Brasil
- 56:07que você vai trazer pra nós aqui, pra pra gente ficar
- 56:11americanizado com relação a esse essa forma de de olhar EE,
- 56:17juntar os dados e aproveitar, né?
- 56:20Não só mandar as coisas pro laboratório, depois ninguém vê o
- 56:24que que vem de novo, o que que vem de novo.
- 56:27Que bom, que bom. Obrigada aí pela pergunta aí,
- 56:29Geraldo, olha, é que é uma coisa muito legal que a gente tem 11
- 56:33protagonismo muito grande do Brasil, né?
- 56:37Nisso, porque nós temos é aqui Na Na universidade estadual de
- 56:41highwa, né? Na eu state tem os professores
- 56:44Daniel Linhares, Gustavo Silva e o Giovanni Trevisan, né, que são
- 56:50os líderes desse projeto que é muito interessante, né?
- 56:54Que é. Que é um sistema de diagnóstico
- 56:58EE, né? De divulgação de doenças de
- 57:04suínos. Então são vários laboratórios
- 57:07nos Estados Unidos que enviam diariamente os resultados, né?
- 57:14De diagnóstico numa central que fica aqui Na Na universidade de
- 57:19de haio, né? Na cidade de enes.
- 57:23E a partir daí, através do a de um programa que eles
- 57:26desenvolveram aqui também, eles montam, né?
- 57:31A tem o Guilherme César, que é Oo responsável por esse projeto
- 57:35aqui, que é um estudante de PhD. Então eles montam relatórios
- 57:39mensais, né? Antes disso, passa por um comitê
- 57:44consultor, que são pessoas, é veterinários de campo.
- 57:49Que analisam esses resultados. Então, e depois disso é feito
- 57:53toda uma comunicação e a grande e assim pra Alegria nossa, né?
- 57:59A gente tem, eles nos receberam aqui muito bem e a gente já é
- 58:04parte desse projeto também desenvolvendo no Brasil.
- 58:09A gente tá começando. Com o laboratório do cedisa, que
- 58:13é lá na Embrapa suines e aves, né?
- 58:15Então a gente já tá com o piloto montado, é, a gente começou com
- 58:19micoplasma, né? E o micoplasma e o pneumonia,
- 58:24principalmente por causa da questão da casuística, né, que
- 58:27tem um número de de resultados bem legal.
- 58:29E a gente tá em parceria aí com a da Embrapa, com AUFMGEO,
- 58:34cedisa já com esse piloto. E a gente vai lançar o projeto
- 58:37aí, vai lançar? Fazer o lançamento do CD, né?
- 58:41Digamos assim. A gente vai lançar o projeto em
- 58:47nos insui em 2025, em maio. Então a gente vai fazer uma
- 58:50apresentação lá, é dá uma palhinha lá.
- 58:54Depois da apresentação do Giovani, a gente vai fazer essa
- 58:57apresentação aí do nosso projeto.
- 58:59Como que a gente tá rodando? E a gente quer muito a
- 59:03participação de mais laboratórios do Brasil.
- 59:06E também a participação de todos aí Na Na análise desses
- 59:10resultados. Por quê?
- 59:12Porque são resultados que já estão ali, como você disse, né?
- 59:17É, vão ser anônimos, então a gente vai ter um quadro da
- 59:22suinocultura no Brasil, né? Então invés de você fazer, por
- 59:25exemplo, Ah, vou fazer saber, eu quero saber.
- 59:29A ocorrência da influenza é em Santa Catarina, por exemplo.
- 59:33Né? Dessa maneira você vai saber o
- 59:36que que está acontecendo no Brasil inteiro, né?
- 59:39Como e de uma certa maneira ao longo do ano.
- 59:44Então você pode fazer, por exemplo, esses resultados de
- 59:48micoplasma. A gente tem desde que o sedisa
- 59:50começou a fazer PCR, né? De muitos anos atrás.
- 59:56Então, dessa maneira a gente consegue.
- 59:59Trabalhar com dados retrospectivos e, de uma certa
- 1:00:02maneira, a gente também pode prospectar o que é que está
- 1:00:05vindo aí para frente, né? Então, por exemplo, é bom para
- 1:00:09todo mundo, né? É bom para aqueles, para quem
- 1:00:13está no campo lidando diariamente.
- 1:00:16É bom para as farmacêuticas, que vão saber, por exemplo, qual que
- 1:00:20vão, como é que está. O desafio.
- 1:00:22É bom para as empresas que vendem material para
- 1:00:25diagnóstico, porque sabe a da demanda.
- 1:00:28Que tá ocorrendo bom pros laboratórios de diagnóstico, né?
- 1:00:32E pra sanidades suínos, né? Então, de uma certa.
- 1:00:35Maneira a gente vai ter 11 visão até pra questão de controle e
- 1:00:40erradicação de doenças, né? Sabe, eu quero erradicar, é,
- 1:00:45vamos supor, eu quero erradicar micoplasma, né?
- 1:00:47Então quando que é é sazonal, quando é que tá acontecendo
- 1:00:53mais, né? Então assim a gente sabe, por
- 1:00:55exemplo, influenza é muito sazonal.
- 1:00:58Né? Então assim, de uma certa
- 1:01:00maneira a gente vai saber é, vai ter informações, né, tem
- 1:01:04informações de onde tá vindo, qual o material, né, porque daí
- 1:01:08a gente vai saber, Ah, devo mandar órgãos, devo mandar soro,
- 1:01:13devo mandar fluido oral, sei lá, entendeu?
- 1:01:15Então dessa maneira, então assim fechando, né?
- 1:01:18É muito, a gente vai ter muita informação aí de graça, né,
- 1:01:23disponível. É online, através de também de
- 1:01:28Lives, podcast, reports, né? Tudo isso aí a gente vai vai
- 1:01:34estar disponibilizando. Meu Deus, que notícia boa Hein?
- 1:01:38Meu Deus, isso é fantástico. Eu certamente vou utilizar
- 1:01:42bastante esse sistema. Que legal janise.
- 1:01:45Que satisfação conversar contigo né?
- 1:01:48Sabe que é a suinocultura? Ela tem uma gratidão muito
- 1:01:54grande. É o trabalho que vocês executam
- 1:01:56na Embrapa swinus e aves, né? A Embrapa swinus e aves é a
- 1:01:59queridinha do Brasil pelo trabalho fantástico que faz e
- 1:02:03você representa aí muito bem esse time e com esse trabalho
- 1:02:07fantástico aí No No nos Estados Unidos, né?
- 1:02:10Tomara que dê certo e que esse projeto aí rode 100% no Brasil.
- 1:02:15Tá muito obrigado pela pela tua participação.
- 1:02:19Eu que agradeço Geraldo, agradeço aí ao convite né?
- 1:02:22AA, paciência aí né, porque eu sei que eu falo muito e obrigada
- 1:02:27aí pela gratidão mesmo pra pra toda equipe aí todo mundo que
- 1:02:31está nos escutando, que tiveram paciência pra ouvir até agora e
- 1:02:34sabe que a gente está à disposição e a gente trabalha
- 1:02:36pra isso mesmo, né? A tentar driblar e controlar
- 1:02:40essas doenças aí que acabam tirando AA sono da gente,
- 1:02:44causando prejuízo, né? Muitas perdas aí pra pra nossa
- 1:02:49cadeia. Muito obrigado, um grande abraço
- 1:02:54e a todos os nossos ouvintes um grande abraço e obrigado pela
- 1:02:59participação nesse mais um episódio do swinocast.