Latest / História pros brother / Bruxaria
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- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Bruxaria. Vamos lá.
- 0:14Bruxa Alexandre. Você acredita em alguma coisa,
- 0:18tipo, não sei se é bruxaria, né? Mas, tipo, simpatia, tá ligado?
- 0:23Já conheci cada jararaca. A primeira frase dele do
- 0:30podcast. A gente te conhece, né?
- 0:34Olha, na noite o que eu conheci...
- 0:40A noite era a princesa, acordei do lado era o dragão.
- 0:43Ah, não. Essa piada...
- 0:45Cara, bruxaria... Não, tipo, simpatia.
- 0:47Todo mundo tem, tipo, sei lá, um amigo, uma tia...
- 0:50Ah, simpatia do ovo, né? Qual que é do ovo, cara?
- 0:52Do ovo, tem um amigo que fala simpatia do ovo e realmente
- 0:55funciona. Se ele coloca o ovo...
- 0:56Ah, realmente funciona. Não, isso é ciência.
- 0:59Ele coloca o ovo no telhado e para de ver.
- 1:02É real, é real. Um abraço, Fagner.
- 1:03Um abraço, Fagner. Grande amigo meu, eu gosto
- 1:08muito. Inclusive, ele escuta podcast,
- 1:09às vezes. Olha aí, um beijo pra ele então.
- 1:11Ele é real. Ele tem controles climáticos,
- 1:16assim, próximo ao cacique que cobra coral lá.
- 1:19Ah, olha aí. Será que esse é o segredo, né,
- 1:21do cacique que cobra coral? Cara, pior que tu coloca o ovo
- 1:23no telhado. Eles colocam o ovo em vários
- 1:25telhados, assim, secretamente, aí todo mundo pensa que é ele,
- 1:27mas é o ovo. Não, a simpatia do ovo funciona.
- 1:30Mas agora, fora a simpatia do ovo, nenhuma fé deve ser
- 1:33respeitada. Ah, entendi.
- 1:35Beleza. É só essa especificamente.
- 1:38Mas eu gosto de bruxa, assim. Eu não gosto do conceito de mina
- 1:42que fala que minha avó era uma bruxa.
- 1:45Tipo, a avó é da Assembleia de Deus, tá ligado?
- 1:48Do Morro da Fortaleza. Chata pra caralho.
- 1:52Não, não. Eu entendo o seu problema, mas
- 1:56eu acho que porque não é literal, né?
- 1:57Quando a mina fala isso, ela tá querendo dizer que, tipo...
- 2:00Ah, mano... Chapa a tua caralho!
- 2:04Tá bom, pera. Beleza, então.
- 2:06Vamos lá. Você sabe, né, que a figura da
- 2:10bruxa... Como é que você imagina uma
- 2:11bruxa? Tipo, você é uma bruxa.
- 2:13O que você imagina? Eu imagino que ela tem uma
- 2:15vassoura, que ela anda numa vassoura.
- 2:17Eu imagino que ela usa um vestido preto.
- 2:19Que ela usa aquele chapéu lá do cara do Harry Potter.
- 2:22Pontudo, né? É.
- 2:24Que ela tem o nariz muito grande.
- 2:26Nariz muito grande. Inclusive, eu acho ofensivo.
- 2:29Que ela tem uma... Berruga no nariz.
- 2:34E que ela tem um, assim, na casa dela, ela tem um, aquele negócio
- 2:40que fica girando. Caldeirão.
- 2:41Caldeirão. É, imagina, e um gato.
- 2:44Ela tem um gato preto. Gato preto.
- 2:46E ela é velha, né, também. É, velha, velha.
- 2:49Nesse clichê. Ela não é bonita, não é bonita.
- 2:51Tá, uma mulher feia. É, mas eu acho que ela tem o
- 2:53lance de... Eu não sei, na minha cabeça a
- 2:55bruxa se transforma também, né? Ah, tipo a metamorfa?
- 2:58Eu acho que sim. Eu não sei o conceito...
- 3:00Tipo, eu não sei de onde vem a bruxa.
- 3:02Eu sei que a galera achava que as mulheres eram bruxas lá e
- 3:04queimava as gurias antigamente. Mas eu não entendo muito bem
- 3:09quem inventou o lance da bruxaria.
- 3:11É, a gente vai navegar um pouquinho nessa hoje aqui.
- 3:14Pra debater, tipo... Porque, por exemplo, uma coisa
- 3:17que muita gente não sabe... É que o conceito de bruxa, não o
- 3:21nome, né? Mas essa figura dessa mulher que
- 3:24usa feitiçaria, magia, o que for, né?
- 3:28É um conceito bem antigo. Desde a Babilônia, o Egito,
- 3:31Grécia, Roma. Você já tem essas figuras que
- 3:35são associadas hoje à bruxaria. Quando você revisita, você fala,
- 3:38ah, é meio que as bruxas deles, assim.
- 3:40E o bruxo, o bruxo é uma bruxa macho?
- 3:43Só isso? É, feiticeiro, né?
- 3:45Um feiticeiro, um bruxo. Mas por que ele é um feiticeiro
- 3:48e ela é uma bruxa? É isso que eu tô dizendo.
- 3:49Não, eu acho que é só questão... Existe alguma diferença?
- 3:51É só gênero mesmo? É, então.
- 3:54Na prática, sim. Só gênero.
- 3:55Agora, o nome bruxa, que é o bruxa, né?
- 3:58Em espanhol também, que é famosão.
- 4:01Não se sabe exatamente a origem, mas sabe que não veio do latim.
- 4:05E não veio de Bruxelas? Não sei, realmente não faço a
- 4:08menor ideia. Mas os dialetos ibéricos, lá em
- 4:12Espanha, Portugal, os povos que existiam ali, provavelmente vêm
- 4:16de algum deles. Porque em Portugal é bruxa, em
- 4:19espanhol é bruxa. E aí a tradução nas línguas,
- 4:23tipo italiano, italiano é estrega.
- 4:25Estrega. Em francês é sorcier.
- 4:28Hum. Em inglês é sorcerer, tá ligado?
- 4:32Então é bem diferente morfologicamente falando, tá
- 4:34ligado? Então provavelmente é da lida...
- 4:37Na verdade, sorcerer vem de tipo fonte, é de...
- 4:41O que é de sorcerer? É tipo de...
- 4:43Não sei. Sorcerer.
- 4:45É, cara, é uma palavra que vem do... como é que é o nome?
- 4:48Em inglês, né, você tá falando. Sim, mas sorcerer...
- 4:51Achei que é feiticeiro agora. Não, não, mas tem...
- 4:54A etimologia, né, você tá falando.
- 4:55É, eu acho que tem uma etimologia de, tipo... porque eu
- 4:58acho que tem a ver com feiticeiro, de fazer, sabe?
- 5:02Eu acho que tem uma palavra, tem uma etimologia aí, não é
- 5:05etimologia, na verdade, mas tem um...
- 5:07A palavra latina source, S-O-R-S, vem de futuro, destino.
- 5:14Que é a base pra feiticeiro, pra sorcerer, né?
- 5:18Será que eu tô errado? É, é isso.
- 5:19Pelo menos é isso que eu vi aqui no site vocabulário,
- 5:23vocabulary.com. Tá, mas não vamos nos perder
- 5:25nisso, Victor. Vamos focar que o ouvinte tá
- 5:28ansioso. Hoje o ouvinte vem me cobrando.
- 5:32Ah, é? Vem falando que a tua entrega tá
- 5:33abaixo. Ih, rapaz.
- 5:35Falando que tu não tá brilhando, que eu tô carregando o bagulho
- 5:38nas costas. Entendi.
- 5:39Então fala pra ele pagar um pouco mais, né?
- 5:40Ah! Porque aí...
- 5:42Tá pagando pouco, né? Ah, esqueci!
- 5:45É de graça! Não for...
- 5:46Obrigado, gente. É humor, gente.
- 5:49Vamos lá. Não gostou, tira o fone.
- 5:51Vai pro pó de passo, otário. Não gostou?
- 5:54Pô, cancela no cartão de crédito.
- 5:55Bem, Alexandre, a gente... Essas bruxas antigas, elas
- 6:00normalmente são... Como é que eu posso dizer?
- 6:02Pessoas, clérigos, feiticeiros e tal, associados à religião,
- 6:07medicina. Tá ligado?
- 6:09É muito de medicina também. A medicina é a religião da cura,
- 6:12né? A medicina é a religião da cura.
- 6:14Tá bom. É uma frase aí que nem que ver.
- 6:17Mas eles são muito associados a meio que a um status acima,
- 6:22assim. Tá ligado?
- 6:23Nessas civilizações que eu citei, Babilônia, Grécia, Roma,
- 6:26Egito, eles estão meio que pra elite da sociedade.
- 6:29Então eles são valorizados. Tá ligado?
- 6:31É uma galera acima. Essa visão demonizada, podemos
- 6:36assim dizer, das bruxas, é uma visão que veio da Idade Média,
- 6:40na Europa. Então, antigamente, o teu primo
- 6:43virar bruxo era o equivalente ao teu primo estar estudando
- 6:46medicina? É, de certa forma, sim.
- 6:48Porque ele começou a estudar a bruxaria.
- 6:50Então, a tua mãe falava assim, ó, o filho da...
- 6:53É bruxo. É bruxo.
- 6:55E você aí, com essa espada o dia inteiro, não é capaz de...
- 7:00Ah, não, saquei, saquei. Enferrujada.
- 7:01É, exatamente. Ah, saquei.
- 7:03E aí, o que é o lance, né, cara? Na Idade Média, isso vai mudar
- 7:06pra um lance unicamente mau. Bruxaria é do demônio.
- 7:11Aí que eu gosto. Essa época é boa.
- 7:13Essa época é boa, né? Esse conceito de bruxa como algo
- 7:16puramente ruim, tipo, demoníaco, é da Idade Média, na Europa
- 7:21especificamente, por conta da Igreja Católica.
- 7:24Não só a Católica, tá? Mais tarde, com as igrejas de
- 7:27protestantes, a gente tem um episódio bem antigo aqui no
- 7:29podcast chamado Bruxas de Salém. E nesse episódio, eu contei a
- 7:34história lá na cidade de Salém, nos Estados Unidos, né?
- 7:36Na época, nas treze colônias, né?
- 7:39E é protestante, tá ligado? É evangélico.
- 7:42Não é católico. Então não é uma exclusividade
- 7:44católica, não. Mas também é, principalmente é.
- 7:47Muito bem, Alexandre. A Igreja Católica começou a
- 7:51olhar para qualquer tipo de paganismo... ou seja, qualquer
- 7:57tipo de religião que não fosse a cristã, como algo negativo, uma
- 8:01heresia, uma ameaça à igreja. E aí, vai ser durante essa
- 8:04época, mas principalmente para o final da Idade Média, no começo
- 8:07era um pouco mais misturado. No começo da Idade Média, tinha
- 8:10uma galera que meio que tinha as bruxas num pequeno vilarejo,
- 8:14Tipo, meio secreto, assim, tipo o jogo do bicho.
- 8:17A galera ia num cantinho, assim, pra falar com a bruxa.
- 8:19Mas rolava. E vai ser mais pro fim da Idade
- 8:22Média que, né, principalmente com a Inquisição, que houve a
- 8:25verdadeira caça às bruxas, né? Aí não é a expressão caça às
- 8:27bruxas. É literalmente procurar bruxa e
- 8:30matar. Será que era tão assim, cara?
- 8:33Não, como assim? Tão assim o quê, exatamente?
- 8:35Tão assim, sabe? Não, porque realmente as pessoas
- 8:38achavam, acham, na verdade, que é tipo assim, sair matando,
- 8:42dando um tiro de doze na boca da mulher.
- 8:43Não, não era. É, eu acho que tinha...
- 8:45Rolava um julgamento, rolava um julgamento.
- 8:47Então era justo, né, cara? Não era...
- 8:49Porque todos os julgamentos são justos, né, Nica?
- 8:52É, tipo, tinha justiça na época, assim.
- 8:55Tinha. Eu acho que...
- 8:57É muito fácil olhar... Nenhum inocente foi morto.
- 8:59É muito fácil olhar pro passado e dizer que a gente errou com o
- 9:02olhar de agora. Mas na época...
- 9:04Perfeito. Eu não sei, cara.
- 9:06Eu ia só aqui, ó. Culpada!
- 9:08Ai, cara. Carimbo níquel de culpa.
- 9:14O que deve ter de brother que tava de saco cheio da mina e...
- 9:18Não, eu vou contar uma história aqui depois da bruxa brasileira,
- 9:20mas depois eu chego lá. Ih!
- 9:21Ela tá fazendo uns negócios lá no caldeirão aí, ó.
- 9:24Calma aí, Alexandre. No caldeirão, bem.
- 9:27Alexandre, a gente teve muito caso de tortura, de execução de
- 9:33mulher sendo queimada e acusada de usar magia negra e, claro,
- 9:38fazer pacto com o diabo. É importante deixar bem claro
- 9:43que a figura do diabo, o cramunhão, coisa ruim, mochila
- 9:46de criança, essa figura aí, Capeta.
- 9:49Ele que era o... Como é que eu posso dizer?
- 9:52Ele era conectado pelo mundo dos vivos através da bruxa, muitas
- 9:56vezes. Tá ligado?
- 9:57Então, assim... Mas, assim, por que que não teve
- 10:00caça aos bruxos também? Era só um bagulho muito machista
- 10:03ou... Então, é um pouco...
- 10:05Pouco não. É pra caralho machista, mas o
- 10:08ponto é que vai... O Papa...
- 10:10Deixa eu ter aqui a data, mano. Eu tô...
- 10:12Só dificuldade de achar. Que o Papa, ele emitiu uma bula
- 10:15falando assim, tipo, cara, a maioria é mulher.
- 10:18A mulherada, tá ligado? A mulherada, ela não tem como.
- 10:23Ela se amarra. É muito foda.
- 10:26Claramente, ele te deu isso de nada.
- 10:28Ele é muito do caralho, esse Papa.
- 10:29Tipo, não, eu acho que a maioria...
- 10:32E é ruiva, hein? Sai de ruiva, tem que olhar das
- 10:35ruivinhas. Mas é, mas é.
- 10:38Pô, não tô achando aqui a data. Durante o roteiro eu vou achar.
- 10:40Mas o ponto é que o Papa falou, tipo assim, cara, mulher mais
- 10:43sexualizada... Tá ligado?
- 10:45Ela tem uma tendência, se eu não me engano, a aceitar a sedução
- 10:53do diabo porque ela é mais sexualizada.
- 10:55É verdade. Tá ligado?
- 10:56Você concorda? É verdade.
- 10:58Você acha que mulher... Sexualizada é do demônio.
- 11:02Ele recebeu essa mensagem de Deus, segundo ele?
- 11:05O Papa, né? Meio que sim, né?
- 11:07Tipo, eu acho que ele não... Ele mandou essa?
- 11:08Eu acho que o Papa nunca mete o papo, tipo assim, não, eu pensei
- 11:11aqui, tá ligado? Eu acho que sempre pressupõe que
- 11:14é relacionado a Deus, assim. Fica ruim de contrariar, né?
- 11:17O cara falou com Deus. Contrariar o quê?
- 11:19O Papa? O cara falou com Deus, né?
- 11:21Como assim ele falou com Deus? O Deus falou pra ele da ordem,
- 11:24né? De que as mulheres são bruxas.
- 11:26Ah, entendi. Bem, Alexandre, uma coisa que é
- 11:28importante é que essas caça-bruxas, em geral, assim,
- 11:31ela aconteceu em vários lugares do mundo todo.
- 11:34Mas depois da Idade Média, Chegando ali no iluminismo, na
- 11:37Idade Moderna, século XVIII, XIX...
- 11:40O pensamento racional, o científico, né?
- 11:43Esse papinho... Ele começou a menosprezar essas
- 11:48caças bruxas, tá ligado? E aí começou a cair o mesmo
- 11:51número de pessoas sendo perseguidas pela religião...
- 11:54E no século XX, vale a pena também citar, que rolou uma
- 11:57onda, e até hoje rola, de movimentos neopagãos.
- 12:01Como, por exemplo, o Ica. O que é isso?
- 12:03O Ica... Cara, o Ica é uma religião, é
- 12:07uma religião pagã, ou seja, que não era tratada como uma
- 12:11religião cristã, né? Não é cristã.
- 12:15E ela é uma forma de você ter uma conexão, de acordo com os
- 12:18seguidores, né? De você ter uma conexão com a
- 12:20natureza de antigas tradições lá da Europa.
- 12:23Tá ligado? Vitinho.
- 12:25Oi. Eu vou te mandar uma coisa que
- 12:27tu não vai acreditar em mim, tá? O quê, cara?
- 12:29Não, eu vou te mandar uma coisa...
- 12:31Tá, me manda, então. Porque tu não vai acreditar em
- 12:33mim. E aí tu vai falar pro ouvinte o
- 12:35que que tem na rua da minha casa.
- 12:37Tá bom? Eu não vou...
- 12:39Tu pode olhar o endereço, tu pode olhar o que que é.
- 12:41Tá bom. Olha aí.
- 12:43Manda um WhatsApp, tá? Mandei.
- 12:45Museu da bruxaria? Wicca, companhia de encontros,
- 12:48covem, cursos e atendimentos. Caralho, é do lado!
- 12:52Tem um curso de bruxa do lado da minha casa.
- 12:54Cara, é literalmente do lado da sua casa.
- 12:56É, é um curso de bruxaria do lado da minha casa.
- 12:58Olha, vai no Google e olha as fotos, cara.
- 13:00Não, eu tô vendo aqui no Instagram, Museu de Bruxaria.
- 13:03Pode crer, Santuário da Grande Mãe, Templo da Religião Ica.
- 13:07Do lado de casa. Caralho, um brother idealizado
- 13:11por um brother ainda, tá ligado? Muito foda.
- 13:13Que maneiro, cara. Tá aí um rolezinho maneiro pra
- 13:16gente fazer, tá? Cara...
- 13:17Mas o foda é acabar parecendo de respeitoso, né, mano?
- 13:20Ah, velho, acho que eles não têm problema com isso.
- 13:24Literalmente diz respeito, tá ligado?
- 13:27Cara, pior que é real na quadra da minha casa.
- 13:30É, não, é isso que eu tô rindo. Tipo, atravessar a rua, tu tá
- 13:33na... Do lado de uma padaria muito
- 13:35boa. É, do lado do Oxo ali, do lado
- 13:38do... Onde tem os idosos ali, tem
- 13:39um... Acho que tem um asilo, é ali,
- 13:41perto da igreja. Eu não sabia que era tão perto,
- 13:44mas eu sabia que era na rua. Muito maneiro, cara.
- 13:48Fica aí já a sugestão pra gente conhecer um pouquinho mais.
- 13:50Mas, né? Não, falando sério, não é ser
- 13:52desrespeitoso a gente lá, velho. Não, ir lá pra ver qual é, não.
- 13:56Agora, se a galera começar a falar latim pra fazer a coisa
- 14:00levitar, eu vou rir. E se eles fizerem a coisa
- 14:02levitar, e aí como é que fica? Não, aí eu vou calar a boquinha.
- 14:05Aí eles vão calar a minha boquinha.
- 14:07Não, é porque assim, Nick, eu realmente não sei o que esperar.
- 14:09E aí eu tô com medo de o que acontecer lá dentro ser um pouco
- 14:13engraçado. E aí eu, tá ligado, acabar
- 14:16rindo. Não, mas elas vão entender que
- 14:18não é desrespeito. As pessoas nunca acham que é
- 14:20desrespeito, Vitinho. Rir na cara delas?
- 14:22É, nunca. De algo que elas fizeram.
- 14:26Muito bem, Alexandre. A gente tem os primeiros
- 14:28registros de bruxa, de bruxaria, na história.
- 14:32Talvez o mais antigo, ele seja na Mesopotâmia, no Código de
- 14:36Hammurabi, que tem uma punição pras pessoas que praticarem
- 14:39bruxaria pra causar dano a outros.
- 14:42Então já existia... Isso tava no Código de
- 14:44Hammurabi. Então, tipo assim, existia um
- 14:46consenso que a feitiçaria existia e que poderia ser algo
- 14:49bom e algo ruim. E isso é um lance muito curioso,
- 14:52né? Tipo, tem uns amigos de
- 14:54religiões de matriz africana Que fala, tipo assim, não, pode
- 14:58fazer coisa errada, coisa do mal.
- 15:00O bagulho não é moral, tá ligado?
- 15:02É um bagulho. Tu pode fazer coisa errada com
- 15:04isso, pode fazer coisa boa com isso.
- 15:06Saca? Mas o código de Hammurabi não é
- 15:09aquele negócio de olho por olho, separado?
- 15:11É, são várias coisas. É um código de leis.
- 15:14Então, mas daí se eu fizer uma bruxaria, quer dizer que o outro
- 15:16pode fazer uma bruxaria comigo. Pelo código de Hammurabi, não?
- 15:19Não, pô, porque não é literal... E também não é só olho por olho,
- 15:22dente por dente. Se eu não me engano, essa frase
- 15:24acho que nem tá lá, tá ligado? É só um resumo que a galera diz
- 15:27pra... Tá ligado?
- 15:28Tipo assim, se alguém cortar um dedo teu, tu pode cortar dois da
- 15:32pessoa, tá ligado? Algo...
- 15:34É algo mais específico, assim. Ah, daí seria um olho por dois
- 15:37olhos, né? Ah, não.
- 15:39É olho por olho, dente por dente.
- 15:40É, olho por dois olhos, dente por dois dentes.
- 15:42Verdade. Eu não sei os números, né?
- 15:44De coisas pra serem cortadas. Código de Hammurabi.
- 15:47É, desculpa. Mas é, tipo, existiam várias
- 15:52leis lá dentro. E essas leis lá dentro, dentre
- 15:55elas, tinha uma falando... Não pode usar magia pra fazer
- 15:58mal pros outros. Tá ligado?
- 16:00No antigo Egito, tem um que é o Papiro de Ebers.
- 16:03Ele é de mil e quinhentos e cinquenta antes de Cristo.
- 16:05Então, quase quatro mil anos atrás.
- 16:07Ele é um texto médico, e um dos textos mais antigos, inclusive.
- 16:11E tem feitiço e encantamento pelos feiticeiros que os
- 16:15curandeiros usavam pra tratar doença de espírito maligno.
- 16:19Ah. Então tipo assim, isso daí no
- 16:21olho é espírito maligno. Aí é tipo ervas, essas coisas?
- 16:25É, enfim, tem vários feitiços diferentes.
- 16:27Erva, cânticos, tá ligado? São várias coisas diferentes.
- 16:30Na Grécia Antiga tem a Odisseia, né?
- 16:33O livro que o Homero escreveu. Tem algumas bruxas, mas tem a
- 16:38Circe, que é uma feiticeira que transforma os homens do Odisseu,
- 16:42que é o protagonista, em porcos. Então ela transforma ele em
- 16:45porco. E alguns escritores romanos,
- 16:49como o Ovidio, que escreveu As Metamorfoses, ele fala da
- 16:52Medéia, que era uma mulher que se transformava em várias coisas
- 16:55diferentes também. Olha a coisa transformada que
- 16:57você falou, né? Tem aí na Medéia.
- 16:59Lá na religião hebraica, o livro de Samuel, ele cita a feiticeira
- 17:03de Endor, que o rei Saul, ele pede pra ela invocar o espírito
- 17:08de um profeta. E na Idade Média...
- 17:10Endor, tá, isso aí, os judeus, né?
- 17:12Judeus, cristão, né? Cristão, muçulmano, é tudo aí.
- 17:14Religião hebraica, é a fonte dessas três grandes religiões aí
- 17:18que hoje predominam. Uhum.
- 17:20E na Idade Média, a gente tem um livro que é o Canon Episcopi, do
- 17:25ano novecentos, depois de Cristo.
- 17:27Ele menciona a crença de que mulheres poderiam se transformar
- 17:29em animais e sair voando. Hum, tem muito disso, né?
- 17:33Acho que é corvo, não é? É corvo, coruja.
- 17:36Eu não sei qual é a ave, mas é uma ave mais específica.
- 17:39É, o corvo é uma ave gótica, né? Eu acho que combina.
- 17:42É, mas não é tipo um João de Barro, sabe?
- 17:44Se transforma num passarinho mais maldoso, assim.
- 17:48Um look mais... Perfeito.
- 17:51Porra, os mais lindos. Tem um livro clássico de mil
- 17:54quatrocentos e oitenta e sete, chamado Maleus Maleficarum.
- 18:00Tudo em magia de Harry Potter, né?
- 18:02É um tratado escrito por dois inquisidores, o Heinrich Kramer
- 18:06e o Jacob Springer. Ele detalhava como identificar,
- 18:09como julgar e como punir bruxos. Hum, que isso é útil, né, cara?
- 18:13É, pô, tem que... Podia ser um app hoje em dia.
- 18:16Males malificaram, é verdade. E na África e na América
- 18:21pré-colombiana, né, muitas culturas tinham seus próprios
- 18:23curandeiros, xamãs e tal, e que mais tarde os colonizadores vão
- 18:27interpretar como bruxo, bruxa, tá ligado?
- 18:30É, meio que tudo ia pro mesmo saco, na real, né?
- 18:32Tipo assim, pô, é estranhão... É, é tudo que é pagão, é tudo
- 18:35que não é cristão, logo... E tem uma, de repente, uma
- 18:38metodologia mais alternativa, acho que é bruxo, né?
- 18:42Exatamente, bem, Nico, se você pudesse escolher uma magia de
- 18:45bruxa, qual que você teria? Cara, deixa eu pensar, as
- 18:48magias, voar numa vassoura deve ser uma loucura, assim, deve ser
- 18:53É, o foda é que ninguém nunca disse sobre a velocidade, porque
- 18:55já pensou que ia ser tipo cinco quilômetros por hora?
- 18:57Cara Dá pra não pensar? Só pra subidinha aqui que eu
- 19:01tenho aqui em casa pra fazer pra voltar Porra, essa subidinha é
- 19:03um saco mesmo Essa subidinha é muito chata É muito chata Eu
- 19:06andaria de vassoura porque eu acho...
- 19:08Assim, eu suponho que se eu pudesse fazer um pedido pra ter
- 19:12uma habilidade de um bruxo, eu não seria a única pessoa no
- 19:15mundo, sabe? Porque eu não sou o único,
- 19:17Vitinho. Então, outras pessoas iam pedir
- 19:19outras coisas. E ninguém ia focar em pedir pra
- 19:21andar de vassoura. E eu ia me destacar, entendeu?
- 19:24Eu ia, tipo, caralho... O teu poder é uma bosta?
- 19:28Não, o poder é mais diferentão. O pessoal ia pedir o quê?
- 19:31ser invisível, transformar-se. É foda que ninguém, ninguém,
- 19:36tipo, ninguém ia ter o poder de ser visível de novo, né?
- 19:40É uma vez só e não volta. É, tá ligado?
- 19:44Pode ser outro poder. Ou a pessoa ter só o poder de
- 19:47ficar visível e aí ela muda. É muito foda esse poder.
- 19:51É só o poder, pô. Tipo, o que eles fazem?
- 19:53É que bruxa faz tudo, né? Tipo, que nem o Harry Potter.
- 19:56Não, o Harry Potter é um bruxo, não é?
- 19:58É, tipo o Harry Potter, eu acho que sim.
- 19:59É, eles usam uma escola de bruxos.
- 20:01É, soltar raio. Acho que soltar raio tá de bola
- 20:03de fogo. Pô, bola de fogo na briga?
- 20:06Porra. Tu já jogou o joguinho do Harry
- 20:07Potter no videogame? Cara, eu vi, a Marina jogou,
- 20:11então eu só acompanhei, assim. E aí, ela entrou na pilha?
- 20:14Você amarrou. Você amarrou pra caralho.
- 20:17Você amarrou pra caralho. E aí eles mandam poçãozinha,
- 20:19eles mandam magiazinha, assim. É, e tem Leviosa, que faz as
- 20:24coisas flutuarem também. Aham.
- 20:26É, fazer coisa flutuar é interessante, cara.
- 20:30Mas eu não sei, porque é uma vida muito solitária, né?
- 20:33Tipo... O quê?
- 20:35A minha vida já é bem solitária. É, eu acho que não muda tanto,
- 20:38assim. Mas é que tu geralmente mora num
- 20:40bosque, né, cara? Não, não.
- 20:43Eu pensei em Bruxas Modernas, que é o nome do meu livro.
- 20:47Bruxas Modernas. O meu livro feminista.
- 20:50Bruxas Modernas. Que é, tipo assim, dentro de
- 20:53hoje em dia. Tipo, do nada, você ganha um
- 20:55poder, tá ligado? Ah, tá.
- 20:57Não, beleza. É que eu não queria o lifestyle
- 20:59da bruxa. Porque eu também não queria...
- 21:01Tipo, meu nariz já é grande, saca?
- 21:02Tipo, eu não queria ter o nariz ainda maior.
- 21:04Hum... Tipo, eu não queria ficar mais
- 21:07feio. E acho que ninguém gosta muito
- 21:09de bruxa, né, cara? Não.
- 21:11Se bem que nem até a mina que escreveu o Harry Potter, ninguém
- 21:14gosta mais. Então o Harry Potter...
- 21:15Não, é, porque ela não gosta de trans.
- 21:17É, tipo... Então eu acho que não quero ser
- 21:20bruxo. Perfeito.
- 21:21Falei. Tava guardado isso há muito
- 21:23tempo. Tava guardado.
- 21:24Joga pra fora, Nica. Joga pra fora.
- 21:25Em Bruxas Modernas, capítulo oito, eu deixo isso bem claro.
- 21:28Joga pra fora. Tu ia querer ficar invisível,
- 21:30Vitinho? Se eu fosse tu, eu ia querer.
- 21:34Ah, piada de aparência, né? É isso aí.
- 21:38De estética. Hum, que coisa da ofensa.
- 21:41É que tu é bem seguro com isso. Eu gosto de brincar.
- 21:45Ah, sou muito seguro. Vai lá, feião.
- 21:48Vai lá. Some, monstro.
- 21:52Dragão de comodo do caralho. Vamos lá.
- 21:55Muito bem, Alexandre. Não, mas tu não respondeu.
- 21:57Qual a feitiçaria que tu ia querer?
- 21:58Ah, eu acho que... É porque...
- 22:02Assim, é difícil saber, mas fazer poção é maneiro.
- 22:06Porque, tá ligado? Tipo assim, imagina...
- 22:07É porque eu não sei quais são as regras aí, né?
- 22:10Mas por ser um... Um barman.
- 22:12Rei das poção. É, mas o barman das poção
- 22:15mágica. O barman da magia.
- 22:17É, barbem da poção mágica. Imagina, tipo assim, porque...
- 22:19É bom o nome de stripper, né, cara?
- 22:20Podia ser o barbem da poção mágica.
- 22:23É bom, é bom. Mas, tipo assim, imagina você
- 22:26fazer a poção mágica que deixa a pessoa apaixonada.
- 22:29Que deixa a pessoa... Mas isso aí é só botar o ombri
- 22:33pra fora, né, tio? Ah, entendi.
- 22:36É só dropar o ombri. É, dropar um pouquinho.
- 22:39Dropar o ombri é muito válido. Vai, baixei uma oitava na voz.
- 22:45E aí... O voice crack que me pode ir aí.
- 22:51É bom demais. Muito bem, Alexandre.
- 22:53Como eu mencionei no começo do episódio, a gente tem essa
- 22:56imagem de bruxa como algo negativo por conta da idade
- 23:00média, tá ligado? E aí o...
- 23:03Os papos sobre bruxas, né, variavam, tipo assim, ah, elas
- 23:08bebem sangue de virgem pra rejuvenescer, sacrificam bebê,
- 23:12tá ligado? É sempre uma coisa muito
- 23:13negativa e, obviamente, eram os cristãos eles que colocaram isso
- 23:19na cabeça da galera. Uma coisa que é importante
- 23:21também deixar claro é que no início da Idade Média não era
- 23:23assim. As bruxas, elas meio que, tipo
- 23:26assim, não. Qualquer coisa, fala com a bruxa
- 23:28que ela vai nos ajudar. É meio que a curandeira, tá
- 23:30ligado? Do...
- 23:32Enfim, do... Da região ali, né?
- 23:35E uma coisa que é interessante, tem um historiador chamado
- 23:38Julius Michelet. Ele é do século...
- 23:41Comecei em século XIX. Ele coloca assim, a ela se pede
- 23:45a vida, a morte, remédios e venenos.
- 23:47Então ela também é essa figura amoral.
- 23:51Que não é do bem ou do mal, na prática, né?
- 23:53Não era uma figura do bem ou do mal.
- 23:54Ela era uma figura que sabia matar, mano.
- 23:56Mas sabia da vida, sabia, pô. O parto, era muito comum que
- 24:00parto era feito com bruxas. Uma doença, fala com ela.
- 24:04Só que também, tipo assim, um veneno fala com ela.
- 24:07Então ela também... Era uma pessoa muito poderosa,
- 24:10né? Muito poderosa.
- 24:11Algumas línguas chamam elas de mulheres sábias.
- 24:16Então é a Mulher Sábia, que é meu segundo livro de bruxas
- 24:20modernas. Muito bem!
- 24:22Um manifesto feminista. Da triologia, né?
- 24:25O poder feminino pelo homem. Isso, o poder feminino.
- 24:29Sou eu, da capa. Ia ser muito foda.
- 24:33Para um pouquinho, porque agora a gente vai falar de uma marca
- 24:36que a gente adora. Por isso eu trouxe o Fabio
- 24:37Fantasma. Fabio Fantasma?
- 24:41É o teu personagem. O que significa isso, cara?
- 24:46Você tá morto. Faz o Fabio Fantasma.
- 24:51É isso aí. É o melhor site de apostas.
- 24:58É fácil de colocar dinheiro. É fácil de tirar dinheiro.
- 25:02Dá pra postar em tudo que é coisa, tudo que é esporte.
- 25:04Futebol, basquete, vôlei. Né, Fábio?
- 25:09E a gente tem o cupom de... A gente tem o cupom...
- 25:14A gente tem o cupom de free bet. Cupom de free bet.
- 25:16De vinte por cento. HPB vinte.
- 25:18É. Você coloca lá, por exemplo, cem
- 25:20reais, vai ficar com cento e vinte pra apostar ali na sua
- 25:22primeira aposta. É...
- 25:24Se ficou com alguma dúvida, pode perguntar lá no Instagram, é
- 25:28Cateó Underline Brasil, que o pessoal responde.
- 25:30Ou o jogo do copo com o Fábio Fantasma.
- 25:32Né, Fábio? Cateó.com Cateó.com Cateó.com
- 25:40Muito bem, cara. O paganismo, né, que é toda
- 25:43religião que não era a cristã, o paganismo em geral vai ser
- 25:46perseguido, né? E aí, os inquisidores, eles
- 25:50achavam que, mesmo que elas não tivessem nenhuma conexão com o
- 25:55diabo, só de você mudar o curso divino das coisas já tava
- 25:59errado. Porque só Deus que podia mudar o
- 26:01curso divino, tá ligado? A pessoa vai morrer, tem que
- 26:04deixar morrer. É, é isso.
- 26:07É a opinião de boa parte da galera na época.
- 26:09Deixa morrer, foda. Pois é.
- 26:11Bem, uma coisa que... Olha aqui, o livro defendia esse
- 26:15maleus maleficarum, é isso que eu tava procurando.
- 26:19Que a mulher era sexualmente insaciável.
- 26:22Eita! Eita!
- 26:24Mulherada do século XV. Finalzinho do século XV, a
- 26:27mulherada torava. E isso que eles não te
- 26:28conheciam, né, Vitinho? Que aí é um bruxo, né?
- 26:31Isso. Vitinho de bruxo.
- 26:34Ó, Vitinho Britadeira é um horror.
- 26:37Vitinho Britadeira é foda. Meu terceiro é um livro do nada,
- 26:41né? Do livro feminista em Vitinho
- 26:44Britadeira. Que é pra fazer o...
- 26:48Os primeiros dois são pra seduzir, o terceiro é pra
- 26:51conquistar. No final, é tudo uma sedução,
- 26:54né? Muito bem.
- 26:56A mulher é mais frágil pro diabo por conta dessa...
- 26:59Enfim, né? Por gostar de meter, é isso.
- 27:01Eu vou ficar procurando palavra pra falar um negócio, tá ligado?
- 27:06A mulher se amarra. As mulheres se amarram.
- 27:10Elas gostam demais. Elas gostam.
- 27:13Elas gostam do seu odor. É, mas essa era a opinião, tá
- 27:17ligado? Na época, na Idade Média.
- 27:18Muito bem, né? Outra coisa também que vale a
- 27:20pena... Cara, a idade média devia ser...
- 27:22Muito foda. Tudo louco.
- 27:26É só ideia merda, velho. É ideia merda, trastito é merda.
- 27:29E a galera concordando e aumentando e...
- 27:32É, isso me parece fazer um pouquinho de sentido, tá ligado,
- 27:35galera? Só concordando.
- 27:36Não, e, porra, a galera é muito filha da puta, velho.
- 27:39Tá louco. Muito bem, cara.
- 27:40E aí uma coisa que também vale a pena citar é que não só bruxas
- 27:43eram perseguidas pela Inquisição por conta dessa suposta conexão
- 27:48com o diabo e tal. Minorias étnicas como judeus e
- 27:51ciganos também. Inclusive, né, vale a pena citar
- 27:54que teve um grande terremoto em Lisboa em mil e quinhentos e
- 27:57trinta e um. E o clero, a igreja, falou, sabe
- 27:59por que teve esse terremoto aí? Por quê?
- 28:01Muito judeu. Fala.
- 28:04Papo reto. E aí, faltei muito judeu aqui no
- 28:06reino, e aí proibiram os judeus em Portugal.
- 28:09E pra ficar em Portugal, você tinha que se converter.
- 28:11E aí, esses convertidos eram conhecidos como cristãos novos.
- 28:16E obviamente, né, cara, tipo assim, muitos só falavam, não,
- 28:19tá bom, sou cristão, mas na prática mesmo acreditava ainda
- 28:21no judaísmo normalmente. Então rolava essas perseguições,
- 28:24acusações, aí misturou, tá ligado?
- 28:27Acusar de judaísmo era também, de certa forma, acusar de
- 28:30bruxaria, entendeu? Sim, sim.
- 28:33Misturou ali essas coisas. Muito bem, Alexandre.
- 28:36Tá, mas você tá de boa na tua casa, galera, esse terremoto é
- 28:39tua culpa. É, porque tu é judeu, assim.
- 28:44É óbvio. Me parece plausível, tá ligado?
- 28:48Mas enfim, cara, uma coisa que é interessante é que uma das, uma
- 28:53das, dos julgamentos, uma das punições, na verdade, de um
- 28:57bruxo ou algo do tipo, uma bruxa, Era não necessariamente
- 29:01você ser morto na fogueira. Também rolava muito.
- 29:03Mas muita coisa que rolou era um negócio chamado desterro.
- 29:06O desterro é deportar por uma colônia de Portugal.
- 29:10Uma colônia, por exemplo, do Brasil.
- 29:12Então, muita gente veio pra cá porque foi como a punição de
- 29:16bruxaria. Então, aqui no Brasil deve ter a
- 29:18galerinha... Vários bruxos pica, espalhada.
- 29:21A mulher é foda. Só soltando magia.
- 29:24Por isso que o Brasil tem essas coisinhas.
- 29:25Mas eles matavam os que tinham certeza?
- 29:28Como é que é? Eles matavam quem?
- 29:29É, rolava um julgamento. E aí o julgamento, meu irmão,
- 29:32era coisa de maluco máximo, assim.
- 29:35Tem um inquisidor que ele... Eu vou até procurar aqui, cara,
- 29:40porque é muito foda, assim. É muito...
- 29:43Você não vai acreditar. Ele fala que um dos casos mais
- 29:48clássicos aí é você procurar a primeira marca da bruxa.
- 29:52A marca da bruxa, que era chamada de tetina, era uma
- 29:56marca. E aí, foda que variava pra
- 29:57caralho. Às vezes era tipo um X.
- 30:00Às vezes era tipo... Ah, isso aqui é uma cruz ao
- 30:02contrário. E aí, ó, isso aqui...
- 30:04Aí ficava variando, procurar a marca da bruxa.
- 30:06Porque, de acordo com esse inquisidor, o Matthew Hopkins,
- 30:09eu encontrei aqui. Ele é o mais famoso caçador de
- 30:12bruxa aí da história. Essa marca era por onde ela dava
- 30:15o sangue dela pros familiares dela.
- 30:18Mas não é familiar, tipo parente.
- 30:20Os familiares eram criaturas meio humano, meio demônio.
- 30:23Que acompanhavam, tá ligado? Os bruxos.
- 30:26E eles podiam ser, às vezes, animais.
- 30:28Um sapo, um gato, um inseto. E aí uma coisa que foi...
- 30:32Olha como é que a coisa vai escalando, né?
- 30:34Aí a mulher tinha três gatos em casa.
- 30:35Porra, fica de olho nela, tá ligado?
- 30:38Porque ela pode ser uma bruxa. É loucura, né?
- 30:40A marca era tipo uma cicatriz, geralmente?
- 30:43Uma cicatriz, uma marca de nascença, algo que desse a
- 30:46entender que você forçava ali uma narrativa e provava, entre
- 30:51aspas, que a pessoa não é uma bruxa.
- 30:53Irado, foda demais. Não, fora também o teste do
- 30:57nado, né? Você sabe o teste do nado, qual
- 30:59que era, né? Qual que era o teste do nado?
- 31:01Basicamente, a pessoa, a bruxa, era amarrada e você jogava na
- 31:05água. Bruxa flutua, porque a água, que
- 31:07é pura, rejeita. Agora, se ela fosse inocente,
- 31:11ela ia afundar. E aí ela não era bruxa
- 31:14realmente, não. Mas foi pro céu, tá ligado?
- 31:16Juro, eu juro. Era esse o synapse que rolava.
- 31:20É, de todo jeito ela sai ganhando, né?
- 31:22É, pô. No final tá no céu, pô.
- 31:24Não tem o que reclamar. Também tinha uma outra coisa que
- 31:27a Inquisição fez, que é deixar a pessoa ao lado de uma pilha de
- 31:30Bíblias. Se ela fosse mais pesada ou mais
- 31:33leve que essa pilha, pô, é um ser maligno.
- 31:36E aí, raramente, agora equilibrava, ela, pô, realmente
- 31:41não era. Ah, a galera se pesando todo dia
- 31:43ali pra ficar exatamente no peso das Bíblias.
- 31:47Não, e deve ser super, tipo, arbitrária a escolha das
- 31:50quantidades de Bíblia. Joga uma trinta aí, uma
- 31:51quarenta, cinquenta. Mas o teu próximo livro tem que
- 31:54ser A Dieta da Bíblia, cara. A Dieta da Bíblia.
- 31:58Quando eu voltar a tentar, quero quatro livros.
- 32:02Bom demais. Bem, Alexandre, né, eu acho que
- 32:06vale a pena falar também que aqui no Brasil a gente teve
- 32:10bruxa, tá? Tu fica aí já até um... abrir o
- 32:13olho. Tem um caso específico.
- 32:16A Dilma! A Dilma!
- 32:20Se meu tio... Meu tio ia mandar essa agora.
- 32:25Na hora ele ia largar essa. Brabo demais.
- 32:27Muito bem. Um beijo aí pro seu tio louco.
- 32:30Completamente desequilibrado. Completamente louco.
- 32:34Tem uma brasileira chamada Ursulina de Jesus.
- 32:38Ela casou com um cara chamado Sebastiano de Jesus, né?
- 32:41Pegou o nome dele, né? E em mil setecentos e cinquenta
- 32:44e quatro, ela foi condenada a... Foi julgada e queimada na
- 32:49fogueira. Lá em São Paulo, eles.
- 32:50E o motivo é porque o Sebastiano falou que ela deixou ele
- 32:54estéreo. Usando magia negra.
- 32:57E aí você pensa assim, pô, mas como é que...
- 32:59Né? Tipo, ok.
- 33:01Mas é só o cara falar? Não, porque teve uma testemunha.
- 33:04A amante dele. A amante dele.
- 33:07Eu juro, eu juro. Confirmou realmente ele e
- 33:10deixou. Porque ele empurra em mim e eu
- 33:12não me gravido. Logo.
- 33:15Caralho, velho. É.
- 33:17Pesquisa aí o caso da Ursulina de Jesus e Sebastiano de Jesus.
- 33:22É coisa maluca. É legal dar um alerta, porque a
- 33:24gente tem muitos ouvintes que não estão se dando conta, que aí
- 33:26tem um pouco de machismo, Vitinho.
- 33:28Será? Tem, tem.
- 33:30Tem pra caralho. E não o machismo do bem, que é o
- 33:33que vocês estão pensando. Machismo do bem, né?
- 33:36Aquele que salva vidas. Quando tem guerra, eles
- 33:40participavam, né? Quem é que vai pra guerra?
- 33:43Ai, tomar no cu. Muito foda.
- 33:45Bem, Alexandre, como eu tava falando com você, né, uma coisa
- 33:49que pouca gente sabe é que também muitas mulheres, muitas
- 33:53bruxas, né, entre aspas, eram mortas em forca e afogadas, né,
- 33:57como eu já expliquei, né. E tem alguns números, né, alguns
- 34:00dados variam, mas alguns dados dizem que entre mil e quinhentos
- 34:03e sessenta, mil e seiscentos e setenta, quarenta mil a cem mil
- 34:07mulheres, mulheres e homens, na verdade, foram mortas por
- 34:09bruxaria. Pô, mas é uma galerinha, hein.
- 34:11É, cento e dez anos e é em geral, espalhado em tudo quanto
- 34:14é canto. É, vale a pena falar também, né,
- 34:15novamente, do Matthew Hopkins e do assistente dele, o John
- 34:19Stearns. Eles vieram pra América, na
- 34:22Guerra Civil Inglesa. Não, na América não, desculpa,
- 34:25eles são da Europa. Em mil seiscentos e quarenta, e
- 34:27ele é o cara mais conhecido de caçador de bruxas.
- 34:30Ele era, pô, a galera pagava pra ele vir pra cá, pra resolver as
- 34:33coisas. Tipo assim, pô, eu acho que tem
- 34:36bruxa envolvida. E chama o Matthew Hopkins.
- 34:38Aí só cavava alguém ali... Aí falavam...
- 34:41Cadê a marca da Bruxa? Vira, procura a marca!
- 34:43Aí ficava procurando a marca da Bruxa...
- 34:45Procura as mulheres que estão incomodando aí...
- 34:47Quem tem gato aí? Levanta a mão!
- 34:49Pega elas! Tipo isso...
- 34:51E aí uma coisa que é interessante...
- 34:52É que ele... Uma coisa que aconteceu
- 34:54bastante... É que...
- 34:56Esse lance dos familiares... Que eu falei, né?
- 34:58De dar o sangue pra eles... Ele falava o seguinte, cara, de
- 35:01tempos em tempos os familiares vêm pra beber o sangue.
- 35:03Então, vão ficar vinte e quatro horas por dia vigiando essa
- 35:07mulher. E aí, era privação de sono,
- 35:09muitas vezes. Tá ligado?
- 35:10E aí, isso acabava forçando uma confissão.
- 35:13A mulher falou, tá bom, cara. Só me deixa em paz.
- 35:16Tá bom, é um gato preto alado do demônio que bebe meu sangue, tá
- 35:20bom. E aí, muita gente foi pro
- 35:22caralho nessa brincadeira. Esse cara deveria participar de
- 35:28um podcast, né? Esse aí.
- 35:30O que ele deve ter de história...
- 35:32É tipo o Pedrinho Matador no Flow, né?
- 35:35É! Imagina o que esse cara
- 35:36condenou. E ele, eu acho que se a gente
- 35:38conseguisse ressuscitar ele, ele ia defender, né?
- 35:41Ele não ia... Ele ia falar, não, era bruxa
- 35:43mesmo. Ele não ia aceitar...
- 35:45É... Não, não, não.
- 35:46Provavelmente ele acreditava, né?
- 35:47Galera... A galera é muito religiosa.
- 35:49Será que ele... Numa quantidade tão grande
- 35:51assim, será que ele acreditava? Porque ele tinha uma amostragem
- 35:54pra saber que não era real, né, cara?
- 35:56Não. É, cara.
- 35:57Tipo assim, ele matou muita mina.
- 35:58Não, porque não tem como... Não, mas ué, mas matou, não
- 36:01provou que é ou não é. Não quer dizer nada.
- 36:03Mas assim, nenhuma das bruxas... Não aconteceu nada sobrenatural
- 36:07pra ele... Não, cara, é esse que é o ponto.
- 36:09Por exemplo, tem uma parada que é interessante.
- 36:11Eu até anotei isso aqui. Que quando a mulher tava nessa
- 36:14privação, dentro de uma cela, e aí entrava um corvo, tá ligado?
- 36:18Fudeu, pô. Entrou um corvo, prova, entrou
- 36:20voando, tá ligado? Acontece.
- 36:22Pronto, é o motivo de que ela é realmente a bruxa oficial
- 36:25carimbada aqui. É, mas é porque era mesmo, né?
- 36:27Você procura, ô Nick, você procura essas explicações, esses
- 36:31sinais divinos. Você procura por eles.
- 36:34Então, qualquer coisa, você fala que é, pô.
- 36:36É, não sei, uma amostragem tão grande, eu acho foda.
- 36:39Cara, você tá realmente... Eu acho que ele sabia.
- 36:41Acreditando que esse cara era foda, inteligente?
- 36:44Não, não, eu tô dizendo que ele era...
- 36:45Não, inteligente. Ele sabia que não existiam
- 36:47bruxas. Então acho que ele achava que
- 36:49existiam bruxas. Acho mais provável.
- 36:51Que era o Zeitgeist, né, da época.
- 36:53Era o que as pessoas pensavam. Pô, e ele matava uma galera de
- 36:57graça, assim, tipo... Esse aqui eu sei que não é
- 36:59verdade, mas eu preciso garantir o pão de cada dia igual.
- 37:02É, dinheiro, fama, prazer, às vezes.
- 37:05Olha aí. Ser humano é louco.
- 37:08Perfeito, Nick. Que bom aí que deixamos claro.
- 37:10Pra terminarmos esse episódio, eu quero falar com você sobre a
- 37:15vassoura. A vassoura.
- 37:17Por que a mulher, né? Por que a bruxa é uma mulher em
- 37:19cima de uma vassoura que sai voando?
- 37:21Que nem você estava pensando, né?
- 37:22De acordo com um cara chamado John Mann...
- 37:25Ele investigou o caso de uma mulher chamada Leire Alice
- 37:28Kittler, de mil e trezentos e vinte e quatro.
- 37:31Ele afirmou o seguinte, eu abri aspas.
- 37:32Ao vasculhar o armário da moça, eles encontraram um cachimbo de
- 37:36unguento. Tipo uma pastinha, né?
- 37:39Tipo um creminho. Com o qual ela untou um cajado
- 37:42sobre o qual andou e galopou. A real, Nick, é que muitas vezes
- 37:48o cajado... A vassoura era usada como uma
- 37:53ferramenta pra passar pomada em várias...
- 37:58Às vezes na região vaginal, tá ligado?
- 37:59Ah, não! Ah, não, Vitinho.
- 38:00É bruxa. Aí...
- 38:03Volta atrás aí, Vitinho. Tá ligado?
- 38:05E aí ela usava pra passar um bagulho, tá ligado?
- 38:07Porque... É, mano.
- 38:09É uma área que precisa de tratamento.
- 38:11O que foi, cara? Eu tinha que gritar.
- 38:16Fala mais sobre a vagina, Vitinho.
- 38:19Essa frase é muito foda. Caralho, moleque, eu queria esse
- 38:23áudio separado. Fala mais sobre a vagina,
- 38:26Vitinha. Ah, alguém corta esse áudio aí
- 38:31pra mim, por favor. Eu quero que tu fale mais sobre
- 38:34vagina. Eu curto o que tu tá falando, eu
- 38:36curto o teu ouvido. Fala aí.
- 38:39Só deixa eu tirar a camisa. Ai, para, tá bom.
- 38:41Fala um pouquinho mais. O que custa, meu?
- 38:45Conta uma história. Muitas vezes, pra tratar alguma
- 38:50coisa, um corrimento, alguma coisa de vagina, você realmente
- 38:55ri, né? Você realmente é esse cara, né?
- 39:00Você realmente é, pô, legal. É, fazia, pegava umas plantas e
- 39:06tal, e às vezes usavam planta alucinógena que dava uma
- 39:10sensação sensorial, né, uma parada que fazia muitas mulheres
- 39:13acharem que, pô, tá meio que flutuando, tá ligado?
- 39:17E aí, esse papo foi se popularizando, as pessoas saem
- 39:21flutuando com a vassoura embaixo delas.
- 39:24Tá ligado? Sacou?
- 39:25Tá bom. Saquei, saquei.
- 39:26Adorei, adorei essa informação. Obrigado, Vitor.
- 39:30Você ainda vai querer o Cabo de Maçã em pé do seu corpo?
- 39:34Vai querer sair voando com um guento no rabo?
- 39:40Ah, Vitinha. Cara, você tem quarenta anos,
- 39:43cara. Eu acho que é sempre bom lembrar
- 39:45a galera. Mas é, cara, a gente nunca perde
- 39:48a alegria de criança. A gente nunca...
- 39:50É eterna criança, né, Nico? É, cara.
- 39:52Mas é louco, é louco isso, passar o cabo.
- 39:57É uma ferramenta, cara, tipo, às vezes pra...
- 39:59Sei lá, mano. É, acho legal, cara, acho legal.
- 40:02Acho legal pra caralho. Ah, Alexandre, então é isso,
- 40:05Alexandre. Essa é a história da bruxaria.
- 40:11Ouvinte, solta o cabo. Solta o cabo, ouvinte.
- 40:14Solta essa vassoura. Passa com o celular.
- 40:18E enquanto você passa, compartilha esse episódio.
- 40:23Por que a gente não consegue outros patrocínios?
- 40:25É, porque o podcast não cresce. Próxima pergunta.
- 40:30Enquanto você estiver passando o celular na religião genital,
- 40:33aproveita e espalha esse episódio.
- 40:35O episódio... Espalhe o episódio por aí pra
- 40:41todo mundo. No WhatsApp é importante.
- 40:44Eu tô vendo que tem bem mais gente compartilhando.
- 40:47Tem, realmente. Lê o nome de alguém aí, Vitinho.
- 40:50Ah, é boa, moleque. Lê o nome de alguém que é
- 40:52especial e vamos falar mal das outras pessoas.
- 40:55Ó, tem aqui a Isabela Nogueira. Isabela Nogueira.
- 41:00Tem uma foto junto com o marido dela, eu imagino.
- 41:03E acho que mora na Itália. Só pra ela saber que é ela
- 41:06mesmo. Só pra ela saber que é ela
- 41:07mesmo. Isabela, a gente...
- 41:09Ela compartilhou no episódio profissões que não existem mais.
- 41:12De que lâmpada saíram esses gênios?
- 41:14Ah, que fofinha! Vamos aqui, fofinha!
- 41:18Temos lugar na Itália pra ficar agora.
- 41:20É verdade, obrigado. Pronto, parabéns, Isabela.
- 41:23Obrigado. Isabela, tu é importante.
- 41:25Você é sagrado. O sagrado feminino.
- 41:31Você é tudo. Você é luz.
- 41:33Você é mãe. Você é gaia.
- 41:34Você é terra. Você é criadora.
- 41:36Você é a luz de tudo. Você é a semente.
- 41:39Você é a semente, a planta, a árvore e a terra.
- 41:42Isabela... Obrigado por tudo, Isabela.
- 41:45Você podia fazer um poema, né, pra todo mundo que compartilhar.
- 41:48Eu sou a favor, vai. Isabela, tem cheiro de terra,
- 41:52amendoim e canela. Olha quem está vindo, é ela mais
- 41:56bela. Parei de fazer poesia pra ela.
- 42:00Oh, Isabela. Tá bom, tá bom, tá bom.
- 42:02É que agora eu quero comer um almoço, talvez depois comer um
- 42:05pouco Nutella. Para, Gui, tá bom.
- 42:07Desculpa. Estamos encerrando isso agora
- 42:11por menos de uma bagatela. Beijo, gente.
- 42:16Obrigado. Tchau, tchau.