Latest / RetinaPro / Live #174: Quando a cirurgia de mácula não deve ser feita? | Dr. Alexandre Rosa e Dra. Thaís Mendes
Transcript
- 0:00Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais uma live aqui
- 0:04da retina pro. Nós estamos nesse nosso projeto
- 0:07de trazer informação de qualidade para todas as pessoas
- 0:10que podem ter interesse em conhecer um pouco mais sobre
- 0:13saúde visual, sobre como manter sua saúde ocular em dia.
- 0:16Meu nome é Alexandre Rossi, sou médico oftalmologista, um dos
- 0:19sócios aqui da retina é o próprio professor da
- 0:21Universidade Federal do Pará e. Estamos aqui todas as
- 0:24quartas-feiras às 8:00, trazendo informações de qualidade de
- 0:28forma gratuita para você que pode ter interesse sobre esse
- 0:32assunto, porque a gente acredita que pessoas bem formadas podem
- 0:35tomar decisões mais consistentes.
- 0:38Então, os avisos de sempre pessoal que se você já ainda não
- 0:41está inscrito no canal. Inscreva se no canal só faz com
- 0:44que a gente consiga ter um maior alcance e compartilhe esse vídeo
- 0:47com pessoas que você pode ter interesse nesse tema.
- 0:52Tenha alguns links na descrição desse vídeo.
- 0:54Link para você participar da comunidade no Facebook.
- 0:56Link para você participar do grupo do WhatsApp para ser
- 1:00avisado um pouco antes sobre as Lives.
- 1:02Enfim, bastante coisa que a gente sempre traz para você.
- 1:05Toda quarta-feira é 20 horas. Então só mais lembrando, mais
- 1:08uma vez, quem está nos ouvindo em outras plataformas que está
- 1:11nos escutando aí no Instagram, no Facebook, a gente interage
- 1:16com o pessoal aqui no chat do YouTube, então entra aqui no
- 1:19nosso canal do YouTube, é arroba gente na pro e vem interagir com
- 1:23a gente aqui sobre o tema da live de hoje.
- 1:25Hoje a gente vai falar sobre. A doenças da mácula, doenças que
- 1:29afetam a região central do outro, chamado da mácula.
- 1:32E quando a gente não deve operar esses casos, né?
- 1:37Então a gente já falou a aqui no em em Lives interiores, quando a
- 1:42gente faz cirurgia, quais as doenças que podem cometer na
- 1:45mácula, a gente vai abordar. Pode ter 11 abordagem, um pouco
- 1:48diferente. Quais as contraindicações?
- 1:51Pra gente poder fazer é esse tipo de cirurgia.
- 1:55E aí pra pra trocar uma ideia sobre esse assunto, vou chamar a
- 1:59doutora Thaís Mendes, que também é professora aqui na
- 2:02universidade. Oi, Thaís, tudo bem?
- 2:05Bom. Dia bom dia, não.
- 2:06Boa noite, boa noite. Seja muito bem-vindo aí.
- 2:08Nosso terceiro período aí de toda quarta-feira às 20:00, que
- 2:11é muito gratificante é eu quero agradecer o convite mais uma vez
- 2:15e esse assunto é muito importante, então estejam
- 2:17atentos, encaminhem para as pessoas.
- 2:19Quando vai dar tempo de entrar na live?
- 2:21E pra quem não me conhece, sou doutora Thaís Mendes,
- 2:23especialista em retina vitro, EE, catarata e ultrassom, também
- 2:27dona da escola Paulista de medicina integro a equipe da
- 2:29etina pro e estou aqui à disposição para falar para vocês
- 2:32desse assunto super maravilhoso que a gente ama e esclarecer
- 2:36para vocês essas informações sobre o olho, que são muito
- 2:38importantes, bem vindos. Legal, bacana.
- 2:42Então espero pro pessoal quem tiver alguma dúvida sobre essa
- 2:45live de hoje, sobre o tema da live de hoje é que é.
- 2:50Doença da mácula você pode colocar aqui direto No No site
- 2:56do do YouTube, né? Você pode interagir com a gente
- 2:59aqui no YouTube que a gente vai falar sobre o tema da live de
- 3:02hoje. É a gente, geralmente.
- 3:05É, faz essa live por durar uns 40 minutos, 45 minutos, então no
- 3:09final a gente vai trocar um pouquinho com vocês, tá?
- 3:13Então vamos lá, eu vou colocar aqui, é a Thaís hoje preparou
- 3:17alguns slides pra gente poder acompanhar.
- 3:20Então galera que tá aí nos acompanhando pelo YouTube, pode
- 3:23ver os slides, deixa eu colocar aqui, tá vendo aí os slides, tá
- 3:27aí, você tá? Conseguindo ver?
- 3:29Legal? É bom.
- 3:32Eu acho que você consegue passar daí, mas eu consigo passar daqui
- 3:35também. Se você não conseguir passar,
- 3:36você só me avisa. Legal, legal, então assim, é um
- 3:39tema super importante, né? Quando não operar macro, né?
- 3:41Primeiramente, pode passar, vai passando.
- 3:44E aí eu queria mostrar para vocês um pouco, primeiro porque
- 3:47que a gente fala do do que que é a retina, né?
- 3:48O que que é o olho? Então o olho é essa, essa
- 3:50estrutura maravilhosa do nosso corpo humano que faz com que a
- 3:53gente enxergue, né, as pessoas consiga ler, veja as cores.
- 3:56Então nessa primeira foto, do lado esquerdo, vocês veem AA
- 3:59córnea, veem a menina dos olhos, que é a Íris, né?
- 4:02Que dá o cor dos olhos e no meio a pupila, que é onde passa o
- 4:06feixe de luz. E nessa dona da direita, vocês
- 4:08vão ver que tem as camadas do olho, né?
- 4:10Vindo vendo o olho pouco de lado, então a retina.
- 4:13Costumo dizer para meus pacientes, é como se fosse o
- 4:16filme da máquina. Então a luz entra no olho
- 4:18através da córnea, passa pela pupila, passa toda a cavidade do
- 4:22vidro do gel do olho, vai para lá na mácula, que é o centro da
- 4:25visão, e vai através do nervo ótico pro cérebro e volta a
- 4:29imagem que a gente enxerga esse milissegundos, né?
- 4:31Então, pra gente poder enxergar o mundo, conseguir ler, ver as
- 4:35pessoas, o rosto das pessoas, identificar as cores, a gente
- 4:38precisa de uma mácula funcionando, né?
- 4:41Pode passar. E aí vocês.
- 4:43Vão ver essa imagem. É interessante, Taís, que a
- 4:46gente a gente fazer essa analogia que você que você fez,
- 4:49né? Então o olho é como se realmente
- 4:52fosse 11 câmera fotográfica, e a gente tá olhando nessa imagem da
- 4:55esquerda é onde a gente vê essa. Esse olho é mais azulado, né?
- 5:00Com uma cor meio acesentado, né? Uma azul acesentado.
- 5:05O que é a Íris, né? Então AA gente vê só uma parte
- 5:08do olho quando a gente olha para o olho das pessoas, né?
- 5:10Agora toda a parte mais importante do olho está por trás
- 5:13disso, né? A gente tem que observar através
- 5:16daquele buraquinho preto, aquela rodinha preta ali que é a
- 5:18pupila, que é onde a gente consegue, através de alguns
- 5:21exames, poder acessar e olhar a retina, né, que como você bem
- 5:26falou, é o filme da câmera fotográfica, a parte que
- 5:29realmente enxerga do olho, né? Então toda resto do olho serve
- 5:33para gente poder. É acessar a retina, né?
- 5:36Beleza? Vamos passar aqui o próximo
- 5:38slide. Então esse slide aqui mostra pra
- 5:43vocês uma foto colorida do fundo do olho, que a gente chama de
- 5:46retinografia. É esse?
- 5:48Essa seta verde representa o nervo do olho que faz com que
- 5:51chegue a imagem no nosso cérebro e volte.
- 5:53E a mácula, esse centro, né? Essa seta vermelha que que
- 5:56realmente faz com que a gente veja os detalhes, veja a
- 5:59profundidade, né? A visão em 3D.
- 6:01Veja as cores e reconheça as letras, o rosto das pessoas.
- 6:07Então, qualquer doença que afete essa parte central da visão,
- 6:09onde está essa certa vermelha, pode trazer 11 dificuldade na
- 6:12leitura e na visão de central, né?
- 6:15Pode passar. E aí é, pode falar, é.
- 6:20É interessante Thaís, nessa, nessa.
- 6:22Nessa imagem, né, que é vocês observem que AA retina, que é
- 6:26toda essa parte alaranjada rosa, ela tem uma coloração bem
- 6:30uniforme, né? E a mácula, ela chama de mácula,
- 6:33porque ela parece uma mancha, né?
- 6:35Então parece uma manchinha que tem ali na parte mais à direita
- 6:39da imagem, né, que tem essa, essa, esse formato mais
- 6:41escurinho, por isso que ela chama mácula.
- 6:43E é quando é como você falou, né, quando a imagem cai na
- 6:46mácula que a gente consegue ter a visão.
- 6:48De detalhes, enxergar o rosto das pessoas, fazer leitura, ver
- 6:51televisão, é tudo. Quando AA imagem cai nesse ponto
- 6:55central da visão, então, a mácula é uma parte da retina,
- 6:58né? A gente tem tudo.
- 6:59Essa toda essa imagem é a retina, né?
- 7:02E aquela apenas aquela mancha ali na direita, que é a mácula.
- 7:07E aí é o nosso papel como oftalmologista, tanto geral
- 7:10quanto retinólogo, é a gente fazer exames pra avaliar essa
- 7:12macro, né? EOO, exame mais comum que a
- 7:14gente faz dentro do consultório é o mapeamento de retina.
- 7:17Então a gente pinga o colírio pra dilatação do dos olhos e
- 7:20consegue é avaliar esse fundo de olho.
- 7:23A gente sempre fala, porque qualquer paciente acima de 40
- 7:25anos é, é é preciso fazer esse exame periodicamente.
- 7:28A gente consegue diagnosticar várias doenças, inclusive
- 7:30diabetes, e os pacientes míopes pacientes com histórias de
- 7:33doença no olho. É crianças e com ostrabismo que
- 7:36usam óculos. Então, assim, basicamente, quase
- 7:38todas as pessoas precisam fazer exame de fundo, de olho,
- 7:41periodicamente. Isso vai variar de de casa em
- 7:44casa. Mas pra quem nunca fez exame de
- 7:46fundo, de olho, é importante fazer.
- 7:48E aí pode passar nesse exame. A gente avalia o quê?
- 7:53Uma coisa que é importante, né Thaís, assim você até colocou aí
- 7:56nesse no slide, né? É às vezes a quando a pessoa de
- 8:01lata pupila, né, como tá nessa imagem da da direita né, que é
- 8:04aquela preto do olho, tá bem grande né?
- 8:07Tá bem maior do que aquela primeira foto que você você
- 8:10mostrou, né? Então isso faz com que a visão
- 8:13fique um pouco mais borrada, né? Mais embaçado, paciente, queixa,
- 8:17depois que faz esse é essa dilatação de muita sensibilidade
- 8:20na luz, né? Então a gente.
- 8:22Traz essa recomendação, né, de evitar dirigir, trazer um
- 8:25acompanhante pra poder ajudar ele no após isso, né?
- 8:31E é esse é um exemplo. Até coloco o Edmundo como meu
- 8:34paciente aí, que sempre tá com é grande professor nosso também e
- 8:37nosso sócio é, a gente tá mostrando como é que faz o
- 8:40exame. Então a gente coloca esse
- 8:41aparelho na cabeça, que a gente chama de oftamoscópio binocular
- 8:44indireto, ou seja, ele vê a retina é ao vivo nos 2 olhos,
- 8:48né? Um de cada vez.
- 8:49E a gente usa essas lentes para poder verificar a retina.
- 8:54E aí dessa, dessa, dessa maneira, a gente consegue
- 8:56avaliar o olho 100% por dentro, né?
- 8:59Avalia a retina, avalia o nervo do olho, os cantinhos da retina
- 9:02e, às vezes, até a corogem. Se tiver alguma alteração que é
- 9:05parte de trás da retina, pode falar.
- 9:07Perfeito. E aí é é esse exame é feito com
- 9:10esse capacete que tá aí na mostrando a imagem e ele projeta
- 9:14uma luz, né? Como se fosse uma lanterna.
- 9:17Que atravessa essa essa lente que você está segurando ali com
- 9:20a sua mão direita, né? E aí você consegue, através
- 9:23daquela binocular ali que está na tua frente, enxergar a parte
- 9:28interna. Então só através desses exames
- 9:31que a gente consegue acessar a retina, né?
- 9:32A gente não consegue ver é a olho nu, né?
- 9:36Então é importante a gente ter essa.
- 9:38Esses Arsenal pra gente poder examinar os nossos pacientes.
- 9:42E aí só queria deixar mais um um recado pra quem está nos
- 9:45escutando aí em outras plataformas, no Facebook, no
- 9:48Instagram, que a gente está interagindo com as pessoas aqui
- 9:50no chat do YouTube. Se for necessário, entrem aqui e
- 9:54a gente vai esclarecer as dúvidas no final aqui da loja.
- 9:57Vamos lá, Thaís. Legal, e nessa parte que vocês
- 10:00conseguem ver que esse gel dentro do olho, que é o vidro
- 10:03posterior, que a partir dos 50 anos ele pode entrar no processo
- 10:06de mequefação natural? E é através disso ele pode
- 10:09apresentar algumas alterações tanto na retina quanto na
- 10:12mácula. E aí a gente precisa também
- 10:14avaliar isso no exame de mapeamento de retina.
- 10:17Pode passar o slide, que esse slide a gente vai é vai se
- 10:19complementar mais com o. Seguinte.
- 10:26E aí a gente vai ver na realidade o que a gente vai ver.
- 10:28Esse aparelho chamado oct. O que que é oct?
- 10:30Uma aparelho chamado é tomografia de coerência ótica.
- 10:34Que avalia a retina e suas camadas e é um aparelho super
- 10:37moderno que a gente tem lá na clínica, poucos tem no Brasil
- 10:39desse e a gente consegue avaliar a retina, tanto a parte central
- 10:43como até a periférica. Pode passar que agora nós temos
- 10:46até um aparelho mais novo, né? Deixando aqui até tem que mudar
- 10:48essa foto que a galera é o Dream OCT, que é a evolução do óleo do
- 10:51solix. E aí nessa imagem vocês
- 10:53conseguem ver as camadas da retina literalmente.
- 10:56A gente tá vendo aquelas camadas ao vivo, é pode passar o próximo
- 10:59que dá pra ver melhor. E aí a gente vai delinear essas
- 11:02camadas. É através da circulação das
- 11:04hemácias dentro dos vasos. Então ele vai fazer um exame de
- 11:07contraste sem contraste, vai avaliar o fluxo de sangue que
- 11:10essas pontinhos vermelhinhos que estão aí no meio dessa da
- 11:12imagem. E avalia também a espessura da
- 11:16retina, se tem alguma alteração Na Na camada da retina interna e
- 11:20externa e Na Na espessura completa da retina.
- 11:22Então é um exame super moderno que a gente consegue realmente
- 11:26avaliar ao vivo a retina, como se fosse um corte histológico.
- 11:30Né, pode passar. É é o que é o que é
- 11:32interessante. A gente é ensinar aqui pros
- 11:36nossos é internautas, né, Thaís? É a respeito desse corte aqui,
- 11:40né? Então eu costumo explicar pros
- 11:42pacientes que a gente tem nessa parte cinza.
- 11:45Aqui de cima, que está acima da farinha branca, né?
- 11:48E ela tem essa concavidade voltada para baixo, né, que
- 11:52parece uma lombada de cabeça para baixo, né?
- 11:55Eu, uma vez um paciente falou que parece um bigodinho, né?
- 11:58Parece um formato de um bigode, né?
- 12:00Então, esse é o aspecto normal de uma retina, ou pelo menos de
- 12:04uma mácula saudável. Nesse exame da tomografia de
- 12:08coerência ótica, né, ela ela tem essa depressão no centro, que é
- 12:11a depressão fluvial. Isso quando a gente vê esse
- 12:15aspecto, né? A gente sabe que é uma retina,
- 12:17que ela tá normal e ela tem que tá bem encostada, bem juntinha,
- 12:21aquela linha branca que é OA gente chama de epitélio
- 12:24pigmental da retina, que é o alicerce da retina, né?
- 12:27Então vamos lá, ok? E.
- 12:29Aí existem as doenças. Existem umas doenças da macro
- 12:33que a gente chama de síndrome de tração vitrimacular, que a gente
- 12:35é apelida de vmt, a membrana época etniana que a gente
- 12:38apelida de mer e o buraco de macro que a gente apelida de BM.
- 12:42Mas assim, a princípio, são doenças que acontecem na macro e
- 12:45que afetam o centro da visão dos pacientes.
- 12:47Então eu vou falar um pouquinho de cada uma e mostrar para vocês
- 12:50quando tem que fazer cirurgia e quando não tem.
- 12:52Então a gente vai focar mais no quando não fazer, mas também
- 12:55mostrar para vocês quando é que eu é.
- 12:56A gente tem que fazer, né? Para vocês verem bem a diferença
- 12:58de uma coisa para outra, pode passar.
- 13:05Aqui nessa primeira síndrome de tração vitro e macular, vocês
- 13:08veem que o gel do vitro está fazendo o tipo, como o Alexandre
- 13:11falou, o bigode. Mas aqui na parte de de cima,
- 13:13né? Então ele está puxando a retina
- 13:14no meio e causando uma tração Antero posterior, ou seja,
- 13:18basicamente a retina deveria estar assim e tem um gel puxando
- 13:22de cima para baixo ou coisa se esse posto.
- 13:25De baixo. Para cima e aí causa essa tração
- 13:28inicial na retina, pode falar? Então aí, olha então pra quem tá
- 13:34nos conseguindo nos nos acompanhar aqui na no YouTube,
- 13:37né? Então essas 2 linhas brancas que
- 13:39parecem 11 asa de gaivota, né? Então elas são aderidas naquela
- 13:45região central da imagem, né? É onde tinha aquela depressão
- 13:50fluvial que eu mostrei na naquele outro slide aí vocês
- 13:53veem que tem agora a depressão fluvial já não tá tão, tão
- 13:58perfeita, né? E a gente tem. 2 zonaszinhas
- 14:01escuras, né? Ali do lado da da região
- 14:04central, que são áreas onde você está tendo uma separação da
- 14:09retina, né? Então essa essa geleia aí que
- 14:11está na frente do olho, ela está aderida na região fluvial, na
- 14:15região da mácula, causando esse, esse, essa tração, né?
- 14:19Como se fosse um trampolim, né? Puxando ali a região central,
- 14:23aquilo ali demonstra que você está tendo uma tração na região
- 14:27macular, por isso que o nome da doença chama tração.
- 14:30Vitro macular o vitro são aquelas 2 cordinhas que parecem
- 14:33asas de gaivota que eu falei, né?
- 14:35Que estão ali aderidas no centro, causando essa distorção
- 14:39Na Na região central da mata. Vamos lá, Thaís.
- 14:44Legal, e aí aqui eu eu quero mostrar para vocês que quando
- 14:47essa atração da inicial, ou seja, ela não está causando um
- 14:50buraco de macro, ela não está causando uma piora grande da.
- 14:53No centro da da macro, da região da retina, a gente pode sim
- 14:57fazer. Tem 2 opções para esse
- 14:58tratamento dessa doença, que é a injeção de gás, que não é uma
- 15:01cirurgia, um procedimento e a cirurgia realmente de macro.
- 15:04E aí a cirurgia é muito mais invasiva.
- 15:06Então a gente vai selecionar alguns casos em que é necessário
- 15:09fazer a cirurgia, pode passar. Então quando a gente tem é.
- 15:15Essa essa opção de fazer a injeção de gás, que não é uma
- 15:17cirurgia, a gente pede pro paciente fazer algumas posições
- 15:20que a gente chama até de drinking Bird.
- 15:22É como se fosse um aquele passarinho bebendo água do copo
- 15:24e voltando, né? 2 a 3 dias fazendo essa posição
- 15:27com gás dentro do olho que a gente injetou na no
- 15:30procedimento. E esse gás vai, vai vai causar
- 15:33tipo uma pressão naquela região, movimentar aquela região pra que
- 15:36o gel se solte sem cirurgia, é uma das opções que existe, tá?
- 15:41E a gente é pede pro paciente fazer essa posição de cabeça,
- 15:45pede pra fazer essa movimentação e muitas vezes solta até acho
- 15:48que o próximo slide mostra um caso de sucesso que a gente teve
- 15:51vários casos, né, Alexandre? Então, o paciente com uma visão
- 15:54já alterada, a gente fez o gás e com menos de 30 dias, esse gel
- 15:57lá do centro que estava causando aquele puxamento, soltou e não
- 16:01formou nenhum tipo de alteração na visão do paciente.
- 16:05Então, quer dizer, foi uma recuperação completa do
- 16:07problema. Sem cirurgia foi um procedimento
- 16:10mais simples, que é uma injeção de gás.
- 16:12Não deixa de ser um procedimento, mas não é uma
- 16:14cirurgia que tem outros riscos maiores, né?
- 16:16Acho. Pode falar um pouquinho da tua
- 16:18experiência com esse, com esse gás.
- 16:20É é interessante a gente observar nessas 2 imagens, né,
- 16:23que você vê na parte de cima, na parte superior, né, aquela
- 16:27aquelas linhas brancas tracionando a região central da
- 16:30visão e depois você vê a linha branca embaixo, completamente
- 16:33solta, né? Que ela realmente é adesão, ela
- 16:37rompeu. E você vê aquela linha solta e a
- 16:40mácula já tendo 11 alteração mais próxima do normal, formato
- 16:46anatômico mais próximo do normal.
- 16:51Aqui, aqui eu gosto de mostrar para vocês como é que é o nosso
- 16:54aparelho de cirurgia, né? Que é o aparelho de vitrectomia.
- 16:57Eu gosto. Aí eu coloco Edmundo sempre para
- 16:58você mostrar para vocês que é uma coisa grande, né?
- 17:00Então. Quando a gente fala em cirurgia
- 17:02de retina, a gente fala, olha, a gente usa esse aparelho, usa
- 17:03essas pinças, usa essas coisas materiais, super é modernos.
- 17:07Hoje em dia a gente tem a cirurgia em 3D, então assim,
- 17:10para a gente escolher um tratamento cirúrgico, tem que
- 17:12valer a pena. Tem que realmente ser um caso
- 17:14que está alterando muito a visão do paciente, que a atração não
- 17:17tem chance de soltar com gás. Então, a princípio, se a gente
- 17:20perceber que dá para soltar com gás ou até mesmo esperar para
- 17:23ver se solta sozinho, a gente espera e a cirurgia seria só nos
- 17:27casos mais complicados, pode passar.
- 17:30E aí a gente vai vai passar pra membrana é perritiniana.
- 17:33Eu gosto muito de usar esse slide, Alexandre aí até pra
- 17:36explicar pros meus pacientes o que que é essa membrana, é
- 17:38perritiniana. Então com a nossa idade, a esse
- 17:41esse gel que tem dentro do olho, ele vai ali, quer fazendo e
- 17:43muitas vezes ele causa um processo inflamatório leve e que
- 17:46faz com que as células migrem pro centro da visão e cria esse,
- 17:50esse, essa película que a gente chama que é uma membrana, é
- 17:53perriginiana. E eu falo pra paciente que é
- 17:55como se fosse papel celofone é um, é um, é literalmente uma
- 17:58camada a mais em cima da retina. Que se forma com esse processo
- 18:01inflamatório e vai enrugando. Então o paciente começa a ter é
- 18:06distorção na imagem e principalmente para leitura.
- 18:09Às vezes tá lendo uma letra assim no, no, no, no WhatsApp ou
- 18:12no livro e pula uma letra, ele não consegue ver toda.
- 18:15Acho que no próximo slide você vai ver como é que o paciente vê
- 18:18a as linhas. Então a gente usa esse.
- 18:21Essa tela de amisler pode passar para mostrar para o paciente
- 18:24como é que ele enxerga, né? Como é que ele poderia enxergar
- 18:27se ele tivesse uma membrana? É 11.
- 18:30Um distorção da da visão dele, pode falar?
- 18:33É Oo que é interessante nessa imagem, né?
- 18:35É que essa imagem que você colocou na frente da retina, né?
- 18:39Teoricamente AAA retina, ela precisa ser 11, superfície bem
- 18:44homogênea, bem esticadinha lá dentro do olho.
- 18:47Então eu falo para o paciente, porque não imagina que a
- 18:49membrana é pertina, como se a sua retina tivesse amarrotada,
- 18:52né? A emenda ela tá.
- 18:54Vizinha, ela está toda enrugada, né?
- 18:56Que a gente você vai ver nesse nos próximos slides aí o essa
- 19:00imagem bem infeliz, né? Porque ela mostra isso mesmo,
- 19:02né? Que você mostrou aí, a gente vê
- 19:04nessa, nessa, obviamente não, não é assim que fica, né?
- 19:08A gente não vê essa parte cinza, mas é como se fosse 11
- 19:11empregamento na retina que a gente enxerga no paciente.
- 19:15E aí o paciente vê assim, ó o certo, a gente vê as linhas
- 19:18totalmente retas, né? A gente usa essa tela de amsler
- 19:21pra ver se o paciente consegue dizer como estão as linhas, né?
- 19:24Então a distorção, a metamorfopsia, que é esse
- 19:26sintoma muito comum, não lembrando, o paciente fala
- 19:28literalmente isso, que as superfícies retas estão
- 19:31distorcidas, tortas, né? Às vezes a gente fala assim, Ah,
- 19:34antigamente olhava pra janela da sala e via a linha preta da
- 19:37janela, agora eu vejo que está uma onda e aí isso fala a favor
- 19:41de cirurgia, né? A gente pensa em cirurgia quando
- 19:43realmente está atrapalhando a visão do paciente e aí pode
- 19:46passar esse gente. E aí, e aí, isso é interessante,
- 19:49Thaís, assim que o assim só exemplo vai ficar mais um
- 19:52pouquinho, né? Então no à esquerda, onde se vê
- 19:56essa, essa, esses quadriculados, né?
- 20:00É o exame normal, né? E A direita, onde essas linhas?
- 20:04Distorcidas, onduladas, é o que é o exame do paciente, a
- 20:08percepção do paciente com alteração, né?
- 20:10Porque ele olha para essa mesma tela que estão vendo à esquerda
- 20:14e ela vai parecer para ele que está com essa ondulação, né?
- 20:18A gente chama isso. Como a Thaís já falou de
- 20:19metamorfopsia, né? Ele vê a distorção da imagem,
- 20:24né? Então isso acontece num
- 20:26paciente, uma das causas que é essa doença que a Thaís falou,
- 20:29que a membrana é pirritiniana. E aí aqui é um caso bem clássico
- 20:34de um de uma membrana já avançada e que a gente vê que
- 20:37aquela lambadinha lá que o Alexandre falou não tá mais
- 20:40presente, né? AA atração é tão grande da
- 20:43membrana, tão tão OOO enrugamento da retina é tão
- 20:46grande que o paciente tem uma visão bem alterada e percebe
- 20:50muito claramente que aquele olho tá muito ruim.
- 20:52Então esses casos é cirurgia. Agora pode passar o próximo
- 20:55slide. Às vezes a gente no nas, no, no
- 20:59atendimento, a gente vê pacientes assim, ó, que tem uma
- 21:02membrana inicial que não está fazendo aquela atração muito
- 21:05forte como a outra, e o paciente enxerga quase 100%.
- 21:09Então a gente fala assim, time que está ganhando não se mexe,
- 21:11né, né? Não tem porque fazer cirurgia,
- 21:13uma membrana inicial que não está causando tração e o
- 21:15paciente enxerga 95 ou 98% da visão dele e está fazendo essas
- 21:19atividades normais. E não não ver de torção.
- 21:22Ele fala assim, olha, eu não estou vendo de torção.
- 21:24Eu fui fazer um exame de de de pra cirurgia de catarata e
- 21:27descobrir isso e o médico disse que eu não tenho que operar
- 21:29catarata e que agora eu tenho que operar retina.
- 21:32Muitas vezes não. Às vezes a gente vai acompanhar
- 21:35a catarata, acompanhar a membrana e o dia que for operar
- 21:37a catarata decidir o que vai fazer.
- 21:39Mas muitas vezes esses casos a gente consegue acompanhar no
- 21:42acompanhar no, no, no ambulatório, na no consultório e
- 21:45a gente faz assim esse exame de UOCT rapidamente.
- 21:49E pode repetir a cada 3 meses, a cada 6 meses, pra ver a evolução
- 21:52dessa membrana. Então, o que é importante dessa
- 21:54live? Nem sempre assim, Ah, o quando
- 21:56não operar é quando não operar e quando acompanhar também, porque
- 21:59a gente vai não operar, porém vamos ver de perto, né?
- 22:02A cada 6 meses, a cada 3 meses, independente de cada casa.
- 22:05E se a gente vê que essa membrana começou a causar
- 22:07distorção da imagem, causou piora da visão, alguma outra
- 22:10ação que o paciente não tinha antes, a gente começa a
- 22:13conversar sobre isso, se vai precisar de cirurgia ou não.
- 22:15Então não vou fazer cirurgia, não quer dizer que não precisa
- 22:18voltar no consultório, né? Perfeito, não?
- 22:22Acho que é isso mesmo, né, Thaís, assim a gente sabe que é
- 22:24estatisticamente é esses pacientes que têm essas
- 22:27membranas iniciais, apenas 30% deles vão evoluir pra poder
- 22:32necessidade de cirurgia. Mas a gente tem que acompanhar
- 22:35de perto, né? Fazer os exames periódicos
- 22:37desses pacientes pra se tiver qualquer sinal de piora.
- 22:42Essa AA visão tá piorando. Ou então ele começou a ter uma
- 22:47metamoropsia, né? Então a gente pode intervir
- 22:50nesse paciente, é o mais breve possível.
- 22:53E aí a só lembrando mais uma vez, né, Taís?
- 22:57Só deixar te aviso aqui que está nos escutando em outros locais,
- 23:01né? Que não seja.
- 23:02O Instagram interage aqui com a gente No No canal do YouTube,
- 23:06que a gente vai separar algumas perguntas para responder.
- 23:09É, tem umas perguntas legais aqui, se der tempo, a gente
- 23:11responde, senão a gente responde no chat.
- 23:14E aí o último, o último assunto da da live sobre mácula é o
- 23:17buraco de mácula. Então o buraco mácular, que é
- 23:20uma das coisas que eu opero bastante, tem muita, muita
- 23:23cirurgia que eu que eu gosto muito de fazer, né?
- 23:25Então assim é, é, é até interessante, Alexandre, né,
- 23:28você fazer uma live comigo falando quando eu não operar,
- 23:31sendo que eu gosto muito de cirurgia de mácula, que é uma
- 23:34das coisas que eu mais faço, né? Tanto para outro, para outros
- 23:37médicos que pedem um segundo opinião, quanto para pacientes
- 23:39que chegam comigo. Só para mácula, então.
- 23:41É uma coisa que assim, eu gosto muito de operar e já fiz muitas
- 23:44cirurgias de macro, mas eu também sou uma pessoa um pouco a
- 23:47seletiva, né? EEEE cuidadosa no sentido de se
- 23:51dizer quando pode operar e quando não pode, porque AA
- 23:54cirurgia de macro. O sucesso da cirurgia de macro
- 23:57vai depender da melhor indicação.
- 23:59Então, às vezes, você operar um buraco muito, muito
- 24:01precocemente, ou operar um buraco muito crônico, ou ou
- 24:05operar um buraco que tava muito. Muito menos chance de fechar do
- 24:09que outro buraco que é fácil de fechar.
- 24:11Isso tudo é falado na no consultório e a gente pode
- 24:13avaliar com exames. Então buraco de macro, se a
- 24:15gente for pegar assim, 10 médicos retinólogos
- 24:19especialistas em em cirurgia de retina, 5 vão operar alguns
- 24:23tipos de buracos e outros 5 vão operar outros tipos de buraco de
- 24:25cada jeito. Então é muito personalizada a
- 24:29cirurgia de buraco hoje em dia e pode passar.
- 24:32Então o buraco, ele é uma falha nas camadas da retina.
- 24:36E diferente da membrana, o paciente vai olhar para as para
- 24:38as coisas e vai uma mancha preta no centro da visão.
- 24:41Então, o paciente que tem buraco de mácula, ele realmente não vai
- 24:44conseguir ver o centro, ele vai ter uma mancha preta impedindo
- 24:47ele de ver as coisas no meio. E é bem debilitante.
- 24:50Quando o paciente está com um buraco mais um pouco mais
- 24:53avançado, ele realmente vai ter dificuldade pra leitura, vai ter
- 24:56dificuldade de ver o rosto das pessoas.
- 24:59E se ele tiver um buraco mais avançado, até com os 2 olhos
- 25:02abertos, ele vai perceber logo isso, não só quando ele fechar
- 25:04um dos olhos. E a cirurgia vai ser decidido
- 25:07basicamente pelo tamanho do buraco, pelo sintoma do
- 25:10paciente, o tempo de buraco e a causa.
- 25:13Então alguns casos realmente eu não opero, tá, gente?
- 25:16Então a gente vai falar sobre um pouquinho sobre isso, pode, pode
- 25:18passar. E aí aqui, só para mostrar para
- 25:23vocês a cirurgia que a gente faz com aquele aparelho que eu falei
- 25:26para vocês que é o vitriófago, a gente também usa pinças e
- 25:29corantes para para colorir a retina.
- 25:31Aí nessa foto também está desatualizada que eu estou
- 25:34usando OOOO microscópio no olho, né?
- 25:37Hoje em dia a gente vai aparecer 3 DA gente, não usa mais essa,
- 25:40essa, essa, esse microscópio. Dessa forma a gente já usa
- 25:43cirurgia em 3D, então é muito, muito melhor ainda de operar
- 25:46macro. Hoje em dia pode passar.
- 25:51E aí aqui é um exemplo de um paciente meu que eu tinha buraco
- 25:54de macro, dá pra ver aquela falha aí no OCT, bem no centro
- 25:57da do da imagem da esquerda. E depois que eu fiz a cirurgia,
- 26:01coloquei o gás dentro do olho, fez a vitractomia, e aí a gente
- 26:04viu o buraco fechado depois de 30 a 40 dias.
- 26:07E aí isso é uma cirurgia de sucesso de buraco, que é o nosso
- 26:09dia a dia. Mas existem casos que a gente
- 26:11não opera, então pode passar. Pode.
- 26:16Falar. Vou só tentar é explicar um
- 26:20pouquinho melhor essa imagem para o pessoal que está nos
- 26:22escutando aí. Então, na esquerda, pessoal,
- 26:24vocês estão vendo em cima aquela parte colorida, é uma
- 26:27retinografia, essa parte é laranja, né?
- 26:31É. E aí a gente vê a macro ali com
- 26:3311 círculozinho bem avermelhado, bem no centro, e logo abaixo da
- 26:38dessa imagem é superior esquerda.
- 26:42A gente tem uma tomografia, um ACT da macro.
- 26:45E aí a gente vê que a retina tá vindo, né?
- 26:48E faz uma como se fosse uma rampinha assim, né?
- 26:52E aí ela fica com aquela aquela zona escura bem no meio.
- 26:54O que que é isso? É que a mácula desculpa a retina
- 26:57desse paciente, tem uma interrupção, né?
- 26:59Ela tá unida, ela tem uma separação ali.
- 27:01A gente chama essa doença de buraco macular de espessura
- 27:05total, buraco macular completo, né?
- 27:07A gente tem uma falha de todas as camadas da retina ali no
- 27:10centro, na outra coluna, na coluna da.
- 27:13Está direita, A gente vê 11, outra etnografia, e aí vocês
- 27:17veem ali na parte de cima da etnografia que tem, tipo 11,
- 27:22segunda imagem, né, tem 11, linha preta, né?
- 27:24E aí formando uma, como se fosse uma imagem de um reflexo, a
- 27:29parte de cima, aquilo ali é o gás que está dentro do do
- 27:32paciente, né? Ele percebe esse gás dentro
- 27:35dele, como se fosse uma água balançando aqui na parte de
- 27:37baixo, tá? Porque a gente acaba enxergando
- 27:40tudo ao contrário. E aí no lado.
- 27:43Em baixo, à direita, A gente consegue ver 11 tomografia de
- 27:47coência ótica, um aspecto bem mais próximo do normal, onde eu
- 27:51já mostrei na nas anteriores de de tomografia de coência ótica,
- 27:56com a depressãozinha, com aquela curvatura, né, aquela lombada de
- 28:00cabeça dessa para baixo, que é a tomografia normal do paciente,
- 28:04sem lesão na rede. Então ele tinha essa imagem da
- 28:08da esquerda, né? E após a cirurgia, vejam que AA
- 28:11anatomia. O tom fica bem mais próxima do
- 28:14que é o considerado normal. Legal, eu estava respondendo
- 28:21umas perguntas aqui, então assim é nesse slide.
- 28:25Eu gosto muito de colocar essa imagem porque mostra os os casos
- 28:28que a gente não precisa operar inicialmente, né?
- 28:31Então esse primeiro aqui a gente tem um buraco maculado bem no
- 28:33estágio inicial, que é um estágio um em que tem uma
- 28:36aderência daquele gel no vidro, Na Na retina, sem uma atração
- 28:39muito grande. EAA, distância entre os 2 lados
- 28:42do buraco é pequena. Já vi casos assim, desse da
- 28:46parte desse de cima, em que o paciente sem cirurgia, sem gás,
- 28:49sem nada, ele fechou o buraco só com a soltura natural do vidro.
- 28:52Aí eu, eu, nesses casos, eu, se o paciente tiver uma visão boa,
- 28:55eu eu costumo acompanhar a cada 2 meses com com exame de OCTE,
- 28:59fundo de olho, mapeamento, e aí se eu ver uma atração 11,
- 29:03suspeita de que piorou a atração, uma piora da visão, uma
- 29:06retração da retina, alguma algum caso?
- 29:09Que possa ter piorado. A gente acaba fazendo cirurgia,
- 29:11mas a gente pode acompanhar assim a cada 2 meses.
- 29:14E esse buraco de baixo que está escrito macular, mas é macular?
- 29:18É ele. É um caso assim que a gente
- 29:22acaba não operando, porque já é um caso muito atrófico.
- 29:24O que seria a atrofia seria que o paciente já tem um buraco
- 29:27muito grande, antigo. É provavelmente às vezes causado
- 29:31por um trauma ou às vezes um por uma pós cirúrgico de
- 29:34descolamento de retina por uma doença degenerativa.
- 29:38É ou alguma coisa, alguma doença secundária.
- 29:41A gente vê que o paciente tem um buraco tão grande que uma visão
- 29:44tão já, tão já tão prejudicada aqui, se a gente for uma
- 29:47cirurgia, a gente pode até piorar o campo de visão do
- 29:49paciente e se for mexer, então, existem hoje técnicas de
- 29:53cirurgias para tentar recuperar alguma coisa nesses casos, mas
- 29:56são casos muito, muito mais. É delicados.
- 29:59E eu costumo não indicar cirurgia se eu vejo que não vai
- 30:01trazer um benefício visual de leitura de qualidade de vida
- 30:06para o paciente. Então eu também acho que o
- 30:08cirurgião de macro, ele tem que saber quando indicar e quando e
- 30:11quando também botar o pé no freio e dizer, paciente, olha,
- 30:15não vai trazer benefício visual. A gente vai fazer uma cirurgia
- 30:18para fechar o buraco. Só anatomicamente não trazer
- 30:20nenhum benefício visual. Então, a gente tem que pensar
- 30:23muito numa qualidade de vida do paciente.
- 30:25Às vezes o paciente fala assim, Ah, é?
- 30:27É possível não fechar um buraco? É possível 1520 por cento dos
- 30:31casos, algumas vezes até menos não fechar.
- 30:33Mas às vezes o paciente melhora a mancha, melhora a distorção da
- 30:36imagem, AA zona cinzenta em volta melhora.
- 30:42Então, às vezes a gente não consegue fechar o buraco
- 30:43totalmente, que é raro, mas melhor a visão.
- 30:46Mas nesses casos muito atróficos, muito grande o
- 30:48buraco, a gente não vai conseguir nem melhorar a mancha.
- 30:51Então a gente não pode também ser Exagerado e querer sair
- 30:54operando todo mundo porque sabe fechar o buraco.
- 30:57Muitas vezes é é também dizer para o paciente, olha, a
- 31:00medicina vai até aqui e a partir daqui a gente tá extrapolando.
- 31:04Tem que saber também dizer para o paciente que o mais importante
- 31:07é a qualidade de vida dele do que AO simples fechamento
- 31:10anatômico de um buraco. Legal o que eu costumo explicar
- 31:14para os pacientes é Thaís, é que a assim o buraco de mácula,
- 31:18quanto mais recente, quanto menor é o tamanho dele, né?
- 31:21A distância entre as borda maior a chance do paciente ter um
- 31:24sucesso. Aí eu faço a seguinte analogia
- 31:27para eles, então imagina que é naquela imagem anterior, até deu
- 31:31para ver um pouco isso, né? Então essa imagem do buraco de
- 31:33mácula que tá no na, na parte inferior da imagem à esquerda é,
- 31:38imagina que o buraco de macro como se fosse aquelas rampinhas,
- 31:40né, que é pula a mão. Completa, né?
- 31:42Quanto mais alto ele tiver e mais Estreito, né?
- 31:46Quanto mais é Estreito, maior chance de quando você fizer a
- 31:49cirurgia, eles se juntarem e fecharem o buraco.
- 31:53Assim, ele está muito afastado, né?
- 31:55Se essas 2 extremidades estão muito afastado, por mais que
- 31:58você faça a cirurgia, a chance delas se aproximarem.
- 32:01É muito grande, né? Como?
- 32:02Ou então como nessa imagem, que tem a parte inferior da imagem,
- 32:05a gente vê que as bordas do buraco não estão levantadas.
- 32:09Elas já estão bem planas e estão bem afastadas, né?
- 32:12Então a chance desse buraco fechar com a cirurgia
- 32:14convencional do buraco de máquina é muito pequeno, né?
- 32:19Vamos lá. Legal, eu acho que esse esse
- 32:23último slide ou penúltimo e. Acho que eu acho.
- 32:27Que vale a pena a gente falar aqui, tem uma mensagem aqui
- 32:29interessante, que eu até respondi, mas eu vou colocar
- 32:31aqui só pra gente discutir que a Cíntia escreveu assim, eu tenho
- 32:34uma membrana com buraco lamelar e tem distorção, né?
- 32:38Pode, posso perder a visão, a cirurgia pode melhorar?
- 32:41Quais são os riscos? EE, nada mais pode ser feito
- 32:44além de cirurgia. Então assim, Cíntia, esses casos
- 32:46de membrana com buraco lamelado, dependendo da visão da
- 32:48distorção, é o tratamento, é cirúrgico, mas não estou te
- 32:52examinando. A gente não está dando nenhum
- 32:54tipo de receita aqui, né? Nossa live, o importante é ser
- 32:57avaliado por um especialista em retina e assim posso posso
- 33:00perder a visão. Na realidade é assim, os riscos
- 33:02de cirurgia no olho são todos os riscos comuns para qualquer
- 33:04cirurgia do olho, então você pode ter minimamente, né, menos
- 33:08de um por cento, infecção, hemorragia de colagia de retina,
- 33:12piorar o buraco. É o buraco não fechar, é ter, é,
- 33:17eu falei hemorragia, né, hemorragias, enfim, se não tiver
- 33:20catarata, pode desenvolver a catarata.
- 33:22Então assim é, é uma cirurgia que tem riscos, como qualquer
- 33:25cirurgia do olho, não tem como a gente não ter riscos.
- 33:27E realmente, se tiver instrução da imagem, a membrana puxando a
- 33:30retina, onde a indicação é cirúrgica, não é, não tem
- 33:33tratamento de gás nem outro tratamento que não seja
- 33:36cirúrgico, mas de qualquer forma é preciso ser avaliado pelo
- 33:39médico de especialista em retina.
- 33:43Legal, bom, a gente acabou respondendo muitas perguntas já
- 33:45aqui no chat, né? Vou deixar só a última pergunta
- 33:48aqui do Luan falando. Cirurgia de mácula que se aplica
- 33:51a doença de estarget não uma doença de estarget é uma doença
- 33:55é congênita, né, uma distrofia. Eu costumo fazer a seguinte
- 33:59analogia com defeito de fábrica, ser meio com gene alterado EAA.
- 34:04Sua Argentina foi danificada por causa disso?
- 34:07E ela não é tratada com cirurgia.
- 34:11Aí estamos chegando aqui no nos finalmente a 35 minutos.
- 34:15A gente geralmente o século 3540 minutos, queria que deixasse
- 34:18suas recomendações finais aí pra galera que tá nos assistindo,
- 34:21que ficou até o final. É pra quem tá aqui pela primeira
- 34:24vez, bem vindos. Pra quem tá aqui todo toda
- 34:26semana. Valdecir sempre tá com a gente
- 34:28aí, muito obrigado. Acho que o mais importante dessa
- 34:30live é vocês entenderem que a informação precisa chegar na
- 34:33casa das pessoas. E sejam familiares, sejam
- 34:36amigos, compartilhe essa informação é a cirurgia de
- 34:39mácula. É muito comum no nosso
- 34:41consultório, porque a gente tem referência, mas não é só um só
- 34:44doença de macro. Então se a gente pudesse fazer
- 34:46exame de retina, exame periódico de retina, como mapeamento de
- 34:49retina, avaliação com retinólogo, pra evitar que essas
- 34:52doenças não sejam é sejam um diagnóstico pra poder conseguir
- 34:56um diagnóstico precoce dessas doenças é muito importante
- 34:58porque quando a gente consegue diagnosticar a doença de macro
- 35:01precocemente. Primeiro a gente vai saber se é
- 35:04cirúrgico ou não e se for cirúrgico, cooperar com com
- 35:06muita antecedência do problema. Então é, acho que hoje em dia a
- 35:10gente tem equipamentos que fazer exames até sem dilatação.
- 35:14Oct é uma delas, a retinografia panorâmica que a gente faz
- 35:18também o nosso próprio exame no consultório é muito completo.
- 35:21Então se você puder ter 11 retinólogo para chamar Dirceu, é
- 35:24acho que Oo maior recado desse é esse que se você tiver
- 35:27dificuldade de leitura, distorção na imagem, dificuldade
- 35:30para ver o rosto das pessoas. Manchas no centro da visão,
- 35:33procure o retinólogo para avaliar.
- 35:35EE esteja é fundido aí de de pessoas boas ao seu lado para
- 35:40lhe encaminhar e cuidar de uso dos seus olhos.
- 35:42Acho que é isso que é mais importante e até a próxima.
- 35:45Quarta-feira valeu, Thaís obrigadão super imagens, beijo.
- 35:53Tchau, tchau, tchau. Então, pessoal, obrigado a todos
- 35:57que ficaram até o final, né? Da live de hoje, hoje a gente
- 36:01trouxe um tema super importante, né, que é quando a gente não
- 36:05pode fazer, pelo menos quando a gente não deve fazer cirurgia.
- 36:08É de buraco, de máfia, né? Tem algumas situações que a
- 36:11gente acaba optando por não fazer essa cirurgia, né?
- 36:15E a gente abordou um tema que assim, para o médico que gosta
- 36:20de operar, ele precisa acabar sendo um tema até mais difícil,
- 36:23né? Quando ele não, não deve mexer,
- 36:25né? É como eu falei, né, no início,
- 36:27a gente está trazendo esse conteúdo de forma gratuita para
- 36:29suas pessoas. A gente tem bastante conteúdo no
- 36:33nosso canal, então se você tem alguma dúvida específica sobre
- 36:36alguma doença, procura lá no canal, eles tem lá desabordando.
- 36:40Praticamente cada um dos sistemas que a gente falou sobre
- 36:42hoje live sobre o buraco de macro, sabe?
- 36:44Live sobre membrana, é pietano, live sobre tração.
- 36:48Vitor mcculai, então dá 11, explorada lá no canal,
- 36:52compartilha esse vídeo com alguém que você acha que pode
- 36:55ter interesse e deixar o seu seu like que isso ajuda o canal a
- 36:58crescer EE enxergar mais pessoas.
- 37:01E a gente está todas as quartas-feiras às 20:00 trazendo
- 37:04informações pra vocês, muito obrigado e até a próxima.