Latest / Helena, o podcast tá pronto / A magia do bar #98
Transcript
- 0:00Helena, o podcast tá pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena.
- 0:09A senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe.
- 0:15Pobretona. Olá, ouvintes.
- 0:29Eu sou a Lana Azevedo e hoje eu não estou sozinha porque tamo na
- 0:34presença dele, Reginaldo Rossi. Com licença, meninas.
- 0:40Garçom. Aqui.
- 0:44Nessa mesa de bar. Você já cansou de escutar
- 0:50centenas de casos de amor. E esse foi o Reginaldo Rossi
- 0:55depois de ter comido o Roberto Carlos.
- 1:00Porque todas as suas imitações... elas têm um quê de
- 1:04Roberto Carlos? Eu não posso dizer nada.
- 1:07É aquele negócio. A veia artística, ela segue por
- 1:09um caminho. A minha vai no rei.
- 1:10Ô, Pri, antes de começar, só deixar um recadinho aqui.
- 1:14Perguntar para os nossos ouvintes, a nossa audiência, as
- 1:17nossas Pris e os nossos Pris, se eles já estão apoiando o Dona
- 1:21Helena. E aí, gente?
- 1:22Pri que é Pri, tem que apoiar esse podcast.
- 1:25É claro que se você tiver aí na condição de fazer esse
- 1:29investimento no valor de quanto? Pela bagatela de dez reais.
- 1:33É a partir, você pode começar com dez, mas se quiser também
- 1:36dar mil, a gente tá de braços abertos.
- 1:39Olha que quem dá, recebe em dobro, hein?
- 1:41Você faz esse investimento, lá no alto, o universo tá
- 1:45conspirando até o favor. Nossa voz de anjo, ó, tô cana
- 1:47aí, ó, na casa de vocês, na academia, chama.
- 1:50É uma coisa boa. Só clicar no link que tá na
- 1:53descrição desse episódio, você consegue apoiar pela Orelo ou
- 1:57pelo Apoia-se, o que for da sua preferência.
- 2:00E como que funciona? A partir de dez reais, você tem
- 2:03acesso a conteúdos exclusivos. Não só o que a gente fez dessa
- 2:07semana pra frente. Tudo.
- 2:08Tudo. Todos os episódios extras, e já
- 2:12são mais de noventa, estão disponíveis.
- 2:15Estamos chegando no cem. Estamos caminhando pra isso,
- 2:17hein? Fora os que a gente faz e sai
- 2:20todas as quintas-feiras. Faz um bem bolado aí, ó.
- 2:25Né, filha? Isso daí é presente de fim de
- 2:29ano. Que você tá se dando...
- 2:31Pra si mesma. Se mima.
- 2:33Vai lá agora e assina. É isso.
- 2:36A gente. Recado dado, né, Pri?
- 2:38Recado dadíssimo. Vamos continuar?
- 2:39Puxa a cadeira de plástico aí. Essa cadeira amarela.
- 2:42Bota aí. Zeca a pagodinha pra tocar.
- 2:44Entra no clima. Aproveita que o verão chegou.
- 2:47Você tá naquela calçada. Aquela agitação.
- 2:51Você está num bar raiz. Num boteco do Brasil.
- 2:55É. Entre amigos, aqui, ó.
- 2:57E o que que tá passando ali, ó, pra já ficar no pique de noite
- 3:02de bar? O homem do amendoinzinho.
- 3:05Verdade. Amendoim.
- 3:08Jogando ali uns cinco amendoinzinhos na tua mesa pra
- 3:10você degustar. É.
- 3:12Eu acho que isso é o segredo do vendedor de amendoim.
- 3:17Ele te dá... Ele quer que você prove, né, do
- 3:22produto dele. Sim, um petisquinho ali pra você
- 3:25tomar sua cervejita. Só que às vezes eu fico
- 3:28pensando, tem vezes que eu fico com vergonha de comer quando eu
- 3:31não vou comprar. Aí eu fico assim, do cara falar
- 3:34assim, ah, safada, do meu amendoim você come.
- 3:37Mas na hora de pagar cinco reais ali, aí ele vira e fala assim
- 3:41pra você, é, na hora de você chegar lá no seu podcast e pedir
- 3:44dez reais pra apoiar, você pede. Mas na hora de comprar meu
- 3:48amendoim de cinco reais, você não pede.
- 3:50Mas muitas vezes eu tô ali só no cartão de crédito no Pix, eles
- 3:53não têm, entendeu? É, mas agora todo mundo tem, tá?
- 3:56Aí como que eu vou ter dinheiro vivo?
- 3:57Agora todo mundo tá sentindo isso, meu amor.
- 3:58É, mas agora que todo mundo tem, não passou nenhum amendoim
- 4:01ainda. pra me defender. E a Raila tá falando aqui, ó, e
- 4:04vai gesticulando, meu amor. Daqui a pouco eu tô batendo aqui
- 4:08no microfone. A gente tá citando o vendedor de
- 4:11amendoim, eu não sei se isso faz parte, é típico em todas as
- 4:15cidades do nosso Brasilzão, mas não acho que é algo específico
- 4:20de Volta Redonda ou do Estado do Rio, né?
- 4:21Não, é... Não, eu sei que na Lapa, o dia
- 4:24que a gente foi lá, passaram muitos, né?
- 4:27Muitos, os vendedores ambulantes.
- 4:28Portaleza também, quando a gente foi, tinha muitos vendedores
- 4:30ambulantes. Essa é a magia do bar.
- 4:32Outra coisa que vende. Gente, juro, sempre vai passar
- 4:36alguém vendendo uma trufa, um bombonzinho, um brisadeiro.
- 4:41O brisadeiro nunca me pararam. Nunca comi também, brisadeiro.
- 4:45Mas a trufa, aqui em Volta Redondo tem um menininho tão
- 4:49fofo. Tem muito tempo que eu não saio,
- 4:51né? Então, assim, não tô vendo mais
- 4:54ele. Mas ele passava todo bonitinho.
- 4:57Sabe o cabelinho penteadinho de mamãe?
- 4:59Quando mamãe penteia. E ele falava, tia, eu matei.
- 5:03Ah, mas era criança. Criança.
- 5:04Aí me pega. E ele aceitava cartão de
- 5:07crédito. A criança, o cartão de crédito.
- 5:10Aí aquilo me pegava, entendeu? Igual o dia que a menina falou
- 5:16pra mim, posso mostrar minha arte?
- 5:18Que ela falou que tinha um filho.
- 5:19Ela falou que tinha um filho. A Raíla, bem lembrada.
- 5:22E eu tava sem dinheiro, ainda pedi pro meu irmão dois reais.
- 5:26Deixa eu falar disso. Eu tinha esquecido.
- 5:29Foi no dia que o Lula ganhou a eleição.
- 5:32A gente foi ali pro Beco da Gordura.
- 5:35Tava lotado. E sentamos na mesa.
- 5:36E a Raila já foi assim, ó. Eu não tenho dinheiro nenhum,
- 5:38hein. Eu não tenho dez centavos.
- 5:39Eu falei, vamos. Uma cervejinha, a gente bebe.
- 5:42Fica por minha conta. Tô dura, hein.
- 5:45Aproximou uma moça, tava ela, acho que era o marido, né?
- 5:50Não lembro, mas eu sei que ela não tava sozinha.
- 5:51E tinha um bebezinho. Não, mas aí ela virou e falou
- 5:54assim, Oi, gente, posso mostrar a minha arte?
- 5:57Aí eu logo falei assim, Oi, amiga, hoje não, obrigada.
- 6:01Aí a Raíla já com aquela cara assim, ó.
- 6:04Aqui, ó. Olhando pra ela.
- 6:05Aí ela viu que ela tinha uma potencial ali, pessoa, pra
- 6:08mostrar a arte dela. Ela virou… Não sei como que ela
- 6:11falou com a Raíla. Mas posso te mostrar a minha
- 6:13arte, Raíla? Pode sim.
- 6:14Aí eu virei pra ela e falei assim, você vai comprar?
- 6:17Mas eu não sabia. Porque o tipo da arte que ela
- 6:19tava fazendo, ela não queria só mostrar.
- 6:21Sabe aquelas pessoas que vão fazendo?
- 6:22É um anelzinho. E ela foi fazendo o anel.
- 6:25E eu falei, você tem dinheiro pra pagar ela?
- 6:27E a pessoa ficou nervosa. Eu falei, ela tá fazendo o anel
- 6:30pra você. E ela conversando, falando da
- 6:33vida. E a Raila, aham, aham.
- 6:34E aí terminou, olha aqui o meu anel, que lindo.
- 6:37Nossa, gente. Meu amor, ó.
- 6:38E aí a querida foi… Eu pedi emprestado pra alguém.
- 6:41Cinco reais. E aí teve que pagar ali o anel.
- 6:43E não tinha o dinheiro. Pedi dinheiro.
- 6:46Eu sei que às vezes é difícil. Mas eu não sabia.
- 6:47Mas se você não tem grana, se a pessoa vira e fala assim, posso
- 6:50mostrar. Mas depois desse dia eu aprendi.
- 6:53Eu acho que depende da arte. Porque tem gente que vai
- 6:55mostrar, por exemplo, ah, livro. E aí é mais de boa.
- 6:59Agora, quando a pessoa… Aí eu acho… Eu também fico sem graça.
- 7:03Quando ela começa a fazer… Que ela vira e fala, ó, fiz, e aí?
- 7:07E aí, como que vai ficar? Mas ela tava com um nenenzinho,
- 7:10um carrinho. Aí isso daí te tocou, né, Pri?
- 7:11Aí me pegou, mas aqui, ó. Eu não sabia que você tinha que
- 7:14pagar, mas agora eu vivendo e aprendendo.
- 7:16Lá em São Paulo, eu falei o lance do livro, tem uma galera
- 7:20que passa vendendo livrinhos e eles fazem parte de uma seita,
- 7:26uma coisa aí de orgia, menina. Que isso?
- 7:29E aí eu não lembro. Ai, eu odeio ser a pessoa que
- 7:31traz a informação e não traz ela com o livro.
- 7:33Não lembro direito, só podia olhar por alto aqui.
- 7:36É, mas vendiam esses livrinhos. Eu acho que Chico Feliz, que é o
- 7:41jornalista aí, ó, que sai atrás de tudo que a gente não sabia
- 7:45que precisava saber e fica sabendo, eu acho que tem dedo
- 7:48dele nessa história, que ele descobriu que essa galerinha de
- 7:52vender os livrinhos, na verdade, eles participavam de uma seita
- 7:55de orgia, papapá, pipipopopó. E aí, toda vez que alguém vem
- 7:59vender livrinho agora, eu fico pensando, hum...
- 8:01Será que você tá envolvido com...
- 8:04Com a orgia? Aí eu fico com isso na cabeça.
- 8:07Você não fala assim, vou mandar agora, ó, mensagem Chico Felice
- 8:09agora, pra ver se é você. Ô Pri, mas agora uma pergunta.
- 8:14Pra você, o que que faz um bar, um bar raiz brasileiro, ser um
- 8:21bar raiz brasileiro? Primeiro, a mesa.
- 8:24A mesa. Tem que ser de plástico.
- 8:27No máximo, uma de ferro e enferrujada.
- 8:30Com novinha, não. Entendeu?
- 8:32Porque já me bota aquela mesa de madeira, pra mim já é bistrô.
- 8:37Entendi. E também, aquele… Não sei como é
- 8:42que chama, que é o casco. Que você bota o litrão lá
- 8:45dentro, pra ficar geladinho. E um ponto bem pontuado, litrão.
- 8:50Litrão. Porque bar Nutella não vende
- 8:53litrão, meu amor. Vende Heineken, seiscentos ml,
- 8:57por não sei quantos reais. O bar não, ele tá ali, ó.
- 9:01É o litrão aqui, ó. Você quer Antártica?
- 9:04Você quer Brahma? Você quer não sei o que lá?
- 9:07Sabe o que eu lembrei, você falando de litrão e tal?
- 9:09Vou fugir só um pouquinho de bar.
- 9:11É que alguém me falou uma vez, foi num restaurante super
- 9:15chique. E aí foi e pediu pro garçom.
- 9:17Restaurante super chique. Aí foi e perguntou pro garçom.
- 9:20Tava em mais gente, né? Tem refrigerante dois litros?
- 9:25Mantisqueira. Porque tipo assim, abre uma
- 9:28disqueira, vai servindo pra todo mundo.
- 9:30Aí eu tava contando isso pra um amigo nosso, pro Matheus, e ele
- 9:34tava com o Glauber, que é um amigo dele junto.
- 9:36Aí o Matheus falando, o Glauber fez isso.
- 9:38Num restaurante que a gente foi, perguntou se tinha refrigerante
- 9:41dois litros. E o restaurante era o fino do
- 9:43fino. Eu fiquei com a cara lá no chão.
- 9:45O garçom já deve ter... mundo. Então, mas é isso.
- 9:48O bar, dependendo, não vai ter litrão, né, Pri?
- 9:51Não vai, não tem. Se você for num barzinho mais
- 9:54assim, pelo menos os que eu já fui, não tem litrão.
- 9:58Agora, vai no boteco. Vai no bar do Faustão.
- 10:01O bar do Faustão tem, né. Lá no meu bairro tem o bar do
- 10:03Faustão. Também nunca fui no bar do
- 10:05Faustão. Mas o meu pai que fala que lá,
- 10:08minha filha, tem uma porção de sardinha e de cavalinha.
- 10:12Tá vendo? É uma delícia.
- 10:14Eu acho que as porções também são diferenciadas.
- 10:17São diferentes, exato. Você encontra uma sardinha, uma
- 10:19cavalinha, uma batata frita. Tudo bem, com uma linguiça.
- 10:22Uma calabresa cebolada. É, agora o bar de Nutella já é
- 10:27mais do que… Ah, você provou aquele… Você provou aquele steak
- 10:33tartar? É uma delícia.
- 10:34Não que a gente não goste, mas a gente só tá falando das
- 10:37diferenças. Casquinha de siri.
- 10:39É. Agora, pra mim, uma outra parada
- 10:41que tem naquele fundo do bar é a mesa de sinuca.
- 10:45Tem uma mesa de sinuca ali, ó. Inclusive...
- 10:48Gente, eu não sei. Às vezes eu acho que eu tenho
- 10:50uns talentos muito ocultos e que eles estão esperando para serem
- 10:54aflorados. Tipo, eu com a pescaria, no dia
- 10:57que eu já falei, né? Que eu pesquei vários peixes e
- 10:59era a primeira vez que eu estava fazendo isso na minha vida.
- 11:02Esses dias, já faz um tempinho, na verdade.
- 11:04Eu fui jogar sinuca com os amigos e eu encaçapei, meu amor,
- 11:09quatro bolas seguidas. E não foi essa bolinha, tipo, tá
- 11:12na boca. Não, foi aquela.
- 11:14Aquela coisa… Baianinho… Como que era o nome dele?
- 11:18Baianinho de Mauá, Rui Chapéu. Minha filha… O que é isso?
- 11:22São jogadores de sinuca. O alto nível da sinuca
- 11:25brasileira, tá? E eu acertei que a gente entrou
- 11:28numa crise de riso. De tão assim… Tipo assim,
- 11:31caraca, essa fudida… Não, todo mundo tava achando absurdo eu
- 11:35acertar. Eu ia falar, tem um imã aí,
- 11:37alguma coisa. É alguma entidade que tá aqui,
- 11:40ó. Igual quando fui pescar e
- 11:43pesquei vários peixes e na semana seguinte eu falei, eu
- 11:46quero pescar, eu quero pescar todas as semanas, eu tô assim
- 11:49com a sinuca. Falei, ai, eu quero jogar mais
- 11:51sinuca pra ver se isso, na verdade, foi uma bela de uma
- 11:54cagada. Ou se eu mando bem.
- 11:56Realmente você tem um talento e tá aí uma nova profissão.
- 11:59Talentos ocultos, né, Pri? Talentos ocultos.
- 12:01Você fez sucesso, né, no bar. Fiz sucesso.
- 12:03Eu, assim, nunca… Na verdade, só tinha gente no bar.
- 12:05Então, assim… Mas fiz sucesso com os meus amigos.
- 12:08Eu já fiz sucesso também no bar. Uma vez, tá?
- 12:11Num bar da Foa. Mas não foi jogando sinuca, não
- 12:14foi fazer nada. Foi apenas pela minha beleza.
- 12:16Seu carisma e a sua beleza. Não, mas é sério.
- 12:19Esse dia é um bar que tem, né… Pé sujo, que chama, né?
- 12:23E aí, ficava os universitários. Só que esse dia… Eu não sei o
- 12:27que aconteceu. Que eu fui pra parte de cima,
- 12:29que tinha o banheiro. Eu não lembro direito.
- 12:32Mas tinha uma parte. Você subia e ficava… E eu fiquei
- 12:34na janela. O mezanino.
- 12:35O mezanino do bar. E eu fiquei na janela.
- 12:37E eu me sentia rapunzel. Porque o tanto de garotinhos lá
- 12:42embaixo. Tipo assim, desce.
- 12:44Vamos conversar. Me chamando.
- 12:46É. Eu até olhei pro lado pra falar
- 12:48assim… Sou eu. It's me.
- 12:51Why? Aí eu fiquei assim, ó.
- 12:54Falei, nossa. E a Raila tem uma coisa que é
- 12:57muito diferente de mim, gente. É completamente oposta nesse
- 12:59sentido. Que você, nessa situação, você
- 13:03estava triunfante e radiante, né?
- 13:07E eu ia, minha filha, arrumar. o que eu ia dizer desse sentido
- 13:13você tava lá na janela você sair da janela, jamais continuou ali
- 13:19eu fiquei meio sem graça porque primeiro eu falei assim, como
- 13:24uma boa pessoa com autoestima baixa, eu falei, não é comigo Aí
- 13:27depois eu olhei e falei, não tem ninguém.
- 13:29Então, ou é um amiguinho que tá aqui do lado, modelo, se
- 13:34materializou, ou… E era eu. Deixa eu puxar.
- 13:37E eu falei assim, que isso? Vou até adiantar aqui uma
- 13:39história, que você falou isso de fazer sucesso em bar, garotinhos
- 13:42e tal. Lembrei de uma amiga nossa, não
- 13:45vou citar o nome pra não expor nessa situação.
- 13:48Mas ela saía com um cara que ele tinha um bar.
- 13:51E aí, gente, olha o nível do tesão da pessoa… Porque ela saía
- 13:57com esse cara que ele tinha um bar.
- 13:59E aí ela ficava lá, né, bebendo e tal.
- 14:02Quando o bar fechava, olha, em vez de ir pra algum lugar, não.
- 14:07Minha filha, era no chão do bar. Já era, já tava ali, ó.
- 14:11E aí colocava o TNT de coberta. Um barzinho pirocão.
- 14:17Um barzinho pirocão. O que Jesus acharia disso?
- 14:20Mas era isso. E aí ela fazia no chão do bar.
- 14:24Caramba! Ó, a gordura da cozinha, ó, tudo
- 14:27assim na parede. Cheio, todo pisado, hein?
- 14:30E virava tudo uma coisa só. E eu gosto muito do detalhe, que
- 14:33era o TNT tampando assim, ó, a janela.
- 14:38Mas essa era a história. Vamos continuar?
- 14:41Vamos, Pri. Assim como essa história que foi
- 14:43um tanto quanto peculiar, a gente recebeu algumas outras que
- 14:47aconteceram ali, né? Foram ambientadas no bar.
- 14:50Então, bora conhecer e compartilhar esses momentos no
- 14:54nosso... Cafezinho com a audiência.
- 15:04Vamos abrir com a do João Ribeiro.
- 15:06Minha primeira vez na Bahia, eu tava visitando um amigo e a
- 15:10gente foi num bar na praia. Aparentemente, o garçom tava
- 15:13sendo rude e meu amigo e os amigos dele começaram a ficar
- 15:17revoltados e começaram a me pedir desculpa pela má educação
- 15:21do cara. Só que pra mim, ele tava agindo
- 15:24normal e eu não entendi nada. Uma pausa.
- 15:27Agora eu quero que você pense e chute.
- 15:32De onde que o João é? Adivinha o DDD do João pra ele
- 15:37tá achando o atendimento natural.
- 15:39O que tá acontecendo? Aí vem o detalhe.
- 15:43A cereja do bolo. Sou do Rio de Janeiro.
- 15:48Talvez seja por isso que eu achei o atendimento normal.
- 15:51Mas sério mesmo agora. Eu não acho o atendimento do Rio
- 15:54ruim. Eu acho que as pessoas são muito
- 15:56frescas e esperam ser atendidas com um tapete vermelho.
- 16:00Se você não trata o garçom mal, dificilmente ele vai te tratar
- 16:03mal. João, a última vez que estive no
- 16:07Rio, a gente foi num bar, né? E assim, o garçom parecia que
- 16:11ele já tava puto. Eu não falei nada.
- 16:13Eu não falei nada. Ele já tava… Você não sabe o
- 16:17histórico do que ele passou. Eu acho que quando ele viu que a
- 16:20gente ia sentar, acho que ele já fez aquela...
- 16:22Puta, que pariu. Aí a gente sentou.
- 16:25Aí tinha. Eu só tinha visto, assim,
- 16:27promoção de drink. Mas tava.
- 16:31A nenete lezeira já vai perguntar coisa.
- 16:34Não, mas vai na mesa que eu sentei.
- 16:35A gente sentou meio longe do negócio que tava na calçada.
- 16:38Sim. E eu não lembrava, porque eu li,
- 16:42mas aí na hora que eu estava lá, não dava pra eu ficar.
- 16:45Ah, peraí, vou lá andar até a calçada de novo pra ver quais
- 16:48drinks. Aí eu só perguntei.
- 16:51Falei assim, moço, quais são os drinks da promoção?
- 16:54Ele falou, ah, o que tá ali na calçada, aqueles lá da calçada.
- 16:57Ou seja, comunicação direta. Aí eu falei, tá.
- 17:00Aí ele, ah, tem caipirinha. Aí eu falei, não.
- 17:03Aí eu só lembrei, falei, caipirinha.
- 17:05Nem pensei. Aí ele ficava meio assim, tipo,
- 17:08vai fechar, vai pedir mais alguma coisa, a cozinha vai
- 17:10fechar. Mas num tom assim, meio… Mas eu
- 17:13não queria que ele botasse um tapete vermelho pra mim.
- 17:16Mas eles estão sempre, né, numa situação assim, ó… Acho que já
- 17:20tá… Não me estressa. Não vem não, pede, faz a sua
- 17:24parte que eu faço a minha. É isso, Pri.
- 17:26Faça a sua parte que eu faço a minha.
- 17:28Acho que você definiu bem. Porque tem outros lugares que o
- 17:31atendimento é muito do tipo, com licença, e aí, estão gostando?
- 17:35O que estão achando da comida? Tá tudo certinho?
- 17:38Dependendo do lugar do Rio, você não vai comprar isso.
- 17:40Aquele dia que a gente foi no Outback, eu, você e Jace… Eu me
- 17:45senti dentro daquele Hotel Lotus do Percy Jackson.
- 17:48Você quer mais alguma coisa? Que foi um tratamento tão bom.
- 17:53Eu falava assim, gente, eu vou ser amiga dessa menina.
- 17:56Aí no finalzinho, dei uma pontinha, né?
- 17:59A taxinha de noventa e nove por cento em cima da conta.
- 18:03Mas aí, assim, tive essa experiência.
- 18:07Mas voltarei. Não, mas eu vejo muita gente
- 18:10falando mesmo que o atendimento do Rio é um pouco mais selvagem,
- 18:14eu diria. Um atendimento selvagem.
- 18:16Vem quem quer. Muita coisa na cabeça do
- 18:19carioca, minha filha. Vem quem quer.
- 18:22Né? Aí acontece isso.
- 18:23Eu vou agora pra do Cadu a Azevedo.
- 18:26Meu pai era vendedor da Coca há uns vinte anos.
- 18:29Um dia, ele foi atender um bar em Valença.
- 18:32Já gostei que é aqui na região. É pertinho.
- 18:34É São Fluminense, tá em casa. E chegou uma pessoa pra comprar…
- 18:38Eu quero que você adivinhe o quê, Pri?
- 18:40Foi um croqueros? Um croqueros.
- 18:43Ah, eu quero comprar uma Coca KS.
- 18:45Um Ativi Plus, um Guaravita. Não, meu amor.
- 18:47Pra comprar um caixão. o cara realmente tinha o mais curioso é
- 18:53que tipo se ele pediu, você teve oferta é porque tem demanda, meu
- 18:57amor e o cara tinha o caixão e efetuou a venda, recentemente o
- 19:02pai do Cadu, né levou ele nesse bar e o moço muito simpático
- 19:07mostrou os caixões, ou seja ele ainda vende até hoje por
- 19:13trezentos reais cada caixão Caraca.
- 19:16Olha só, isso eu achei curioso. Já juntou, né?
- 19:19Como é que chama as coisas que vêm de caixão, sabe?
- 19:23É... Produção?
- 19:24Lugar que vende caixão? Cachoteria.
- 19:27O cachoteria me lembrou uma coisa meio gourmet de caixão,
- 19:31sabe? A cachoteria.
- 19:33Cachoteria e não sei o quê. Não, chama funerária.
- 19:37Imagina, bar e funerária do seu Zé.
- 19:41Eu acho que juntou duas coisas. Eu achei que ele foi meio
- 19:45visionário. Porque ele sabe que as pessoas
- 19:47vão no bar, bebe, bebe, bebe, bebe.
- 19:49E depois, ó, já vou comprar. Não sei.
- 19:52Tem um bar lá em São Paulo que chama Vivos.
- 19:55Só de curiosidade, né? O bar chama Vivos porque fica de
- 19:58frente pra um cemitério. Engraçado, né?
- 20:00Mortos. Mortos?
- 20:02É mortos, né, que fala? Eu fico imaginando tantos
- 20:04obsessores sugando a essência das bebidas.
- 20:07Os mortos e os vivos, entendeu? Um de frente pro outro ali, né,
- 20:11o embate. Foi boa, jogada boa.
- 20:13Sacada genial, né, Pri? Vamos pra da Aurélia.
- 20:17Minha amiga tinha torcido tornozelo, tava de botinha com o
- 20:21pé imobilizado, muletas e ficou assim por um tempo.
- 20:24Como ela é totalmente hiperativa, ela não parava de
- 20:28reclamar. Era basicamente o assunto que
- 20:31ela tinha, reclamar do pé. Monotemática.
- 20:34Daria aí ser um bom exemplo daquele… episódio que a gente
- 20:38fez, né, de pessoas que ficam presas em um único assunto.
- 20:41Um dia a gente se encontrou no bar e ela tava reclamando e
- 20:44reclamando, falando do pé. Até que um sujeito que tava
- 20:49perto da nossa mesa levanta, vem até ela e joga a prótese de
- 20:54perna dele em cima da mesa do boteco.
- 20:57Olha pra ela e fala, reclama, vai, reclama mais, quero ver
- 21:01você reclamar agora. Como ela não tem nenhuma
- 21:04vergonha na cara, ela riu bastante enquanto a gente tava
- 21:07morrendo de vergonha. O moço falou sobre a dificuldade
- 21:11dele e como a dela ia passar e pipipi, popopó.
- 21:15Quando ele foi embora, ela continuou reclamando, gente.
- 21:18Porque ela só queria reclamar. Mas eu achei ele audacioso.
- 21:22Porque ela tava ali na mesa dela reclamando da dela, ué.
- 21:25O que ele tinha que chegar e falar assim?
- 21:27É, né, Pri? Eu acho que eu ia ficar, assim,
- 21:30sem reação. Eu também acho que eu ficaria
- 21:32sem reação. Eu não sei se eu ia rir de
- 21:33nervoso. Ou se eu ia pedir desculpa, né?
- 21:35Desculpa por estar reclamando. É verdade.
- 21:38Mas eu gostei. Sabe o que eu gostei?
- 21:40Que ela simplesmente ignorou. Aqui, ó.
- 21:43Voltando, pessoal. Falando aqui, ó.
- 21:46Do meu gesso. Olha como que coça aqui da
- 21:49lateral. Ela foi assim.
- 21:50Ah, mas eu acho que ela tinha o direito de reclamar.
- 21:53Coitado dos amigos dela, né? Porque ela só tava nesse tema
- 21:56sem parar. Vamos continuar?
- 21:58Vamos pra da Bruna Cruz. oi Pris, o moço tava bebendo no
- 22:02bar, puxou um saco de calcinhas e começou a convencer todos de
- 22:07comprar comprei uma calcinha verde neon fio dental, vendo que
- 22:12eu gostei, detalhe que ela tava bêbada, ele me presenteou com
- 22:17outra calcinha amarela de veludo fio dental ele era tão bom
- 22:21vendedor que zeraram o estoque dele a maioria dos homens
- 22:25comprando as calcinhas, nunca usei olha só gente Eu nunca
- 22:29passei por isso de vendedor vendendo coisa assim, de roupa.
- 22:34Roupa. Calcinha é mais trabalho.
- 22:37Não me lembro. Aí chega a pessoa, bota aquela…
- 22:40Ah, tô vendendo semi-joia, calcinha.
- 22:42Aí você fica sem graça de não comprar.
- 22:44Agora você até levantou uma questão.
- 22:45Qual foi a coisa mais aleatória que vocês já te ofereceram assim
- 22:49no bar? Sabe, de vender?
- 22:51Além de cocaína. Nada. não, aquela teve o lance,
- 22:55não era ofereceu pra mim não, pro rapazinho que eu estava, né,
- 23:00que o cara pediu ajuda pra fazer o corre é, não, mas isso daí é
- 23:04totalmente comum, gente, oferecer drogas mas eu não sabia
- 23:09não, eu tô falando no geral vamos assim, pensa aí no incomum
- 23:13de fato, igual vender uma calcinha fio dental verde neon
- 23:16Nunca teve. É, eu também tô lembrando.
- 23:18Acho que é mais trufa, brisadeiro, livrinho.
- 23:21Nem brisadeiro pra mim. Brisadeiro?
- 23:23Nunca te ofereceram um brisadeiro?
- 23:25Nunca. Nunca.
- 23:26Nunca me ofereceram. Ou então é isso.
- 23:29Amendoizinho, colar já ofereceram.
- 23:32Mas nada surreal. É, só assim, mostrando a arte.
- 23:36Mas nada demais. Será?
- 23:39Agora eu fiquei me sentindo meio excluída.
- 23:41Queria que alguém me oferecesse algo muito diferentão, assim,
- 23:44num bar. Mas até agora nada no momento.
- 23:46Fica esse apelo aí pros ouvintes.
- 23:48Os vendedores ambulantes também. Eu vou agora pra da Laura
- 23:52Cardoso. Minha irmã ficou bêbada e saiu
- 23:55convidando as mesas do lado pra ir num after na nossa casa.
- 23:59Uma mesa aceitou. E no fim ficamos muito amigos.
- 24:03E minha irmã namorou um deles por um ano.
- 24:06Achei muito legal. Eu achei meio assim, tipo filme.
- 24:10Achei maluco. É, porque graças a Deus eram
- 24:12pessoas de boa... De boa índole, né?
- 24:16Porque você botar, tipo, ah, vamos lá em casa.
- 24:18Mas foi um desfecho interessante, né?
- 24:20Ela ficou amiga da galera e a irmã ainda namorou.
- 24:24Aí, às vezes, eu fico pensando assim, ai, tem que ter cautela e
- 24:27barra, só se vive uma vez. É uma história pra contar.
- 24:30É, tem que ter cautela, mas o meu anjo da guarda, ele vai
- 24:32entender isso daqui. Eu não faria isso, porque eu ia
- 24:35pensar assim, ah, não, minha casa não deve estar arrumada,
- 24:37vai chamar gente, visita, tem que...
- 24:40Arrumar aonde? Eu já fui do bar pra casa de
- 24:43alguém, mas era na época da faculdade.
- 24:46Pra casa da minha colega lá da faculdade.
- 24:49Aí foi todo mundo, entendeu? Mas é conhecido agora de gente
- 24:52que você... Mas ela chamou.
- 24:54Ela chamou. Pessoal, vai rolar aqui uma
- 24:57festinha. Quem quer vem.
- 24:58Quem topa. Quem tá querendo, bota o dedo
- 25:00aqui que já vai fechar. Nossa, quanto tempo eu não via.
- 25:03Bota o dedo aqui que já vai fechar, Pri.
- 25:05Eu faço às vezes com o Eduardo. Pra brincadeira, né?
- 25:07A gente brincava muito nisso, né?
- 25:10Já vai fechar? Não adianta chorar nem berrar.
- 25:15E aí tinha a galerinha da rua que estendia a musiquinha, né?
- 25:18Se não você não vai não sei o que, naná.
- 25:22E aí continuava. Eu vou agora pra do Caco.
- 25:26Uma amiga foi comemorar o aniversário no bar e estávamos
- 25:29lá num grande grupo curtindo. Até que vimos, em outra mesa, o
- 25:34namorado da prima dela num clima de romance com uma mulher
- 25:39diferente. Hum... ela já estava bêbada, a
- 25:43amiga, né, decidiu ir até lá cumprimentar o cara.
- 25:47Assim que ela chegou na mesa, o cara ficou pálido e sem reação.
- 25:53Ele não só não cumprimentou a garota de volta, como
- 25:58simplesmente levantou e foi embora, deixando a amante no
- 26:03bar. Minha amiga não teve coragem de
- 26:06falar pra prima dela sobre o namorado e soube que eles
- 26:09terminaram um tempo depois. Será que elas não eram primas
- 26:12tão próximas assim? De não falar.
- 26:15Porque se fosse comigo e com você, na hora.
- 26:16Na hora. Ainda pegava o celular e
- 26:18gravava. Nossa, você não tem vergonha.
- 26:20Primeiro que eu ia falar, nossa, você não tem vergonha na cara.
- 26:22Nossa, eu não tô acreditando. Que ridículo.
- 26:24Sério, você é patético. Eu ia fazer só isso e isso aí.
- 26:27Você tá ficando nervosa. Eu fico nervosa.
- 26:28Você tá ficando nervosa. Sabe o que na minha cabeça eu já
- 26:31tava imaginando? O Pedro sentado com uma menina
- 26:33ali no beco da gordura. E eu encontrando ele falando
- 26:35isso na cara. Nossa senhora.
- 26:37Aí ó, te aguarda. Não.
- 26:40E ele deixou... Às vezes a menina nem sabia que
- 26:42ele tinha namorada. Porque ele simplesmente levantou
- 26:45e deixou ela... Ela deve ter ficado assim.
- 26:47Plantada ali no bar. E outra coisa.
- 26:49E se ela tivesse... Agora o pensamento voa.
- 26:52E se ela... Se eles já tivessem pedido
- 26:55várias coisas, ela tava sem dinheiro.
- 26:57E aí? Você se preocupando com tudo,
- 27:00né, Pri? E aí?
- 27:01Como é que paga a conta? E ela ainda ia ter que pagar a
- 27:04conta. Nossa, ainda bem que terminou.
- 27:05Ainda bem. Vou ler agora, do Lucas.
- 27:08Eu fui pra um bar encontrar uns amigos.
- 27:10Fui de Uber. Cheguei, desci do carro e fiquei
- 27:13procurando alguém conhecido. Do nada, o que aconteceu?
- 27:17Do nada ele sente uma dedada no cu.
- 27:20Olha só, foi pro bar, sentiu uma dedada no cu.
- 27:23Isso mesmo, alguém veio por trás e meteu o dedo em mim.
- 27:27Pulei pra frente assustado e nesse milésimo de segundo só
- 27:30passava na minha cabeça qual amigo poderia ter feito isso.
- 27:34Porque eu… Aí ele botou até aqui, ó.
- 27:36Letra maiúscula, minha filha. Porque eu não tenho costume
- 27:40dessas brincadeiras. Tal qual você, que não dá esse
- 27:42tipo de intimidade. Aí, quando ele olhou pra trás, o
- 27:47cara tava assustadíssimo. Ele me confundiu com um amigo
- 27:50dele. Tomei enganado.
- 27:52Gente, eu acho que eu ia ficar muito… O cara errou, né.
- 27:56Mas eu falei, que brincadeira de terceirão do posto segundo.
- 27:59Tô! Ai, eu ia ficar puta.
- 28:03Eu ia também. Primeiro que se um amigo meu
- 28:05fizesse isso, você já ia levar. Já ia levar.
- 28:08Já ia levar aqui, ó. Toma lá da cá.
- 28:10Sabe o que eu lembrei uma vez que aconteceu?
- 28:12Muitos anos atrás, quando eu estudava lá na Rural, em dois
- 28:15mil e dez, eu tava andando pela rua, passou um carro e uma
- 28:18menina, um carro que tinha umas pessoas, uma menina simplesmente
- 28:21foi e me deu um tapa na bunda e deu um tchauzinho.
- 28:23Aí eu ainda virei Primeiro que eu também fui igual ele.
- 28:27Não dou esse tipo de brincadeira.
- 28:28Não tem ninguém aqui que eu tenha um nível de amizade pra
- 28:31isso. Só que eu achei que era uma
- 28:33veterana, uma menina que era veterana.
- 28:36Ainda virei, já achei absurdo, mas virei no outro dia e falei
- 28:39assim, vocês passaram lá pela rua, nem lembro qual, ontem, se
- 28:42era você que tava de carro? Não, a gente não foi não.
- 28:45Ou seja, uma pessoa aleatória achou de bom tom de dar um tapa.
- 28:49na minha boca. Ai, eu não gosto.
- 28:51Era igual aquela brincadeira de tapa na jaca.
- 28:53Tapa na jaca. Que vinha na nossa lombar,
- 28:54gente. Dava uma alapada na nossa
- 28:56lombar. Brincadeira de colégio.
- 28:57Eu não gostava. Negócio daquele...
- 28:59Hoje não. Lembra do hoje não também?
- 29:01Hoje não, que saía dando, batendo na gente.
- 29:04Hoje não era... Alguém também te dava um tapa
- 29:06nas costas, só que antes, pra você não levar, você tinha que
- 29:09falar hoje não. Não, e aquele corredor que você
- 29:11passar, vai ter que passar no corredor.
- 29:12Ai, eu também não gostava. Ai, não gosto, não gosto.
- 29:15Não dou esse tipo de intimidade. Não dou esse tipo de confiança
- 29:18nem de brincadeira. Eu vou encerrar o nosso
- 29:20cafezinho com a do Gabriel Igor. Esse eu vou deixar aqui em
- 29:24homenagem ao meu falecido amigo Eric, que era muito fã da Alana,
- 29:28desde a era da Globo. Ai, gente, essa daqui eu achei
- 29:32até assim, nossa, uma história de amizade deles legal e eu
- 29:36estar aí nesse meio de alguma maneira.
- 29:38Uma vez saímos do trabalho e nos encontramos para tomar uma
- 29:42coisinha. Mas éramos jovens e pobres.
- 29:45Tínhamos dinheiro para umas duas cervejas apenas.
- 29:49Tinha um bar na minha cidade chamado Bar Que Nunca Fecha.
- 29:52Sim, ele fechou. Chegamos lá, o bar, como sempre,
- 29:57rodeado de cachaceiros. Eu não me recordo como
- 29:59aconteceu, mas Eric era um cara que tinha uma lábia terrível.
- 30:03Fez amizade com uns dos cachaceiros que estavam por lá
- 30:06e... E o cara desafiou ele em uma
- 30:09partida de sinuca. Caso o Eric ganhasse, ele
- 30:12pagaria a noite toda de bebidas pra nós.
- 30:16Se ele perdesse, o Eric pagaria do velho, né?
- 30:20E foram momentos de tensão, porque o Eric era péssimo.
- 30:24E tava sem dinheiro, né? Mas a magia do bar aconteceu.
- 30:29E não sei como o Eric ganhou. Acho que o velho deixou.
- 30:32Ou pode ter acontecido igual foi comigo.
- 30:35De repente ali, ó. a sócia tá do seu lado sim baixou o Rui Chapéu
- 30:40e o Eric ganhou né por magia do bar resumindo ficamos muito
- 30:45loucos nesse dia a ponto de ver o sol nascer caídos e faltar no
- 30:50trabalho no dia seguinte de tanta ressaca bônus Um dia,
- 30:54neste mesmo bar, Eric foi expulso a vassouradas pela dona
- 30:58porque subiu em cima do balcão de bebidas porque minha amiga
- 31:01estava passando mal e ele queria pedir sal.
- 31:04Fica aqui minha homenagem ao meu melhor amigo que partiu tão cedo
- 31:07e essas são umas das lembranças gostosas que tenho dele.
- 31:10Eu achei, eu queria muito ter a oportunidade de um dia no bar
- 31:15com o Eric. Então, assim, eu acho que dessa
- 31:18história, Gabriel, o que é mais legal são essas lembranças que
- 31:22ficam, né? Sim, o momento que passaram
- 31:25juntos. Eu falo isso muito assim que eu
- 31:27penso, né? Tipo, do podcast aqui.
- 31:29É um verdadeiro acervo das nossas histórias.
- 31:33Pra gente manter viva várias lembranças que às vezes a gente
- 31:36acaba esquecendo. Vamos supor, eu e a Raila, a
- 31:39gente já é duas desmemoriadas. Daqui a vinte anos, a gente pode
- 31:43voltar. Vou ouvir pra poder lembrar
- 31:45minhas histórias. então eu achei muito legal que bom que você tem
- 31:49essas memórias com o Eric o André também tem um amigo que
- 31:53aconteceu a exata mesma coisa do Eric jogando a sinuca foi com um
- 31:57amigo do André o Bernardo que também o cara lá o dono do bar
- 32:01desafiou o Bernardo ganhou e ele deixou eles beberem não foi só o
- 32:06Bernardo os amigos todos ficaram bebendo de graça que delícia
- 32:10gente Isso é a magia do bar. Fechamos o nosso cafezinho, Pri?
- 32:15Fechamos, Pri. Chegou a hora dele, o nosso…
- 32:18Momento refletindo enquanto ouve o Tony Ramos tocar sax numa
- 32:22livraria do Leblon. Posso começar?
- 32:30Vai. Tá na minha cabeça.
- 32:32Que eu olhei o seu crocs de novo e lembrei de um negócio que
- 32:36aconteceu. Que, gente, Eduardo, ele tem o
- 32:40crocsinho dele. Só que não é original, né?
- 32:44Mas pra mim é tudo crocs. E aí eu virei e falei assim,
- 32:48Eduardo, vamos colocar o seu sapato pra você passear com o
- 32:53seu dindo. Aí ele virou, mamãe, não é
- 32:56sapato, é crocs. E apontou ainda… Tipo assim,
- 33:01você não sabe o que é isso? É um Crocs, meu amor.
- 33:05E pontuando que até sete anos, eu acho ok usar Crocs.
- 33:11Depois disso, fica ao critério de cada um.
- 33:14Entendi, peguei a indireta. O meu momento é que hoje é
- 33:18aquele dia quando eu tô em volta redonda e que eu já passei
- 33:21avisando. Quem quiser que eu faça a
- 33:23sobrancelha, já avisa lá, vou estar lá na minha mãe.
- 33:26Quem pegar, pegou. E aí na fila tem você, tia
- 33:29Valéria e eu acho que eu vou dar uma limpadinha na da minha mãe
- 33:32também. E a tia Cláudia que vai hoje.
- 33:33A tia Cláudia vai estar lá e com certeza vai querer que eu limpe
- 33:36a sobrancelha dela. Então a Lana, designer de
- 33:39sobrancelha vai atacar novamente.
- 33:41De repente não, tipo, ah, chega gente.
- 33:43Não, minha coluna dói, mas eu gosto de verdade de fazer.
- 33:45Então assim, só vou. Finalizamos, Pri?
- 33:47Finalizamos. Obrigada você, Pri, que nos
- 33:50acompanhou até aqui. Se gostou desse episódio,
- 33:53compartilha, marca a gente quando compartilhar, arroba Dona
- 33:56Helena Podcast. Também comento o que você achou
- 34:00aqui, pra quem ouve pelo Spotify, a gente tem uma
- 34:02caixinha que pode deixar ali um comentário ou então você
- 34:07compartilha ali na sua rede social preferida manda mensagem
- 34:12pra gente também no Instagram conversa por DM estamos aqui, as
- 34:16suas prisas estão aqui pra socializar, pra se divertir
- 34:19junto às vezes a gente demora um pouquinho demora, mas responde
- 34:24tudo tem sua hora é isso, um beijo e até a próxima um beijo,
- 34:29um queijo e uma manteiga