Latest / Black&CO / Overview #83 - PECADORES: BLUES, TERROR E VAMPIROS NO SUL DOS EUA!
Transcript
- 0:15E aí, pessoal, tudo bem? Como é que vocês estão?
- 0:18Está no ar mais um overview aqui na black company.
- 0:22E hoje, hoje nós vamos falar aqui, cara, aqui.
- 0:26Para mim, vai ser o melhor filme de 2025.
- 0:31É isso porque ainda não só quarteto fantástico e muito
- 0:34menos é super bem, né? Mas mesmo que lance, eu acho
- 0:38muito difícil, né, porque esse filme é maravilhoso.
- 0:42Então hoje vamos falar aqui de pecadores, cara siners, né?
- 0:48Esse filme aí. De Ryan kogler, estrelado por
- 0:51Michael B. Jordan.
- 0:52Q meu Deus do céu. Cara, eu não sei como as pessoas
- 0:56não estão falando mais desse filme, né?
- 0:59É? Mas eu e o Marcelo trouxe aqui a
- 1:02bancada mais vampiresca da fotosfera nacional, começando
- 1:07aqui as apreciações, está ele, o nosso e o jago, o nosso time do
- 1:11Tiago. E aí, meu querido, como é que
- 1:13você está hoje? E aí, pessoal, como é que vocês
- 1:16estão, cara? Como é bom pecar, né, cara, é
- 1:19bom, é bom, é. É bom a gente ir no cinema
- 1:23pecar, cara. E eu queria.
- 1:24Contar? Olha o que você está falando,
- 1:26né? Calma.
- 1:26Aí Manaus pecar no caso, porque é pecadores.
- 1:30Ah, bom, e? Quando você quando você for ao
- 1:33cinema, você não fala, pô, eu vou assistir pecar.
- 1:35Você fala, eu vou pecar. Vou pecar, é isso?
- 1:39É isso, fica bonitinho, pô. É bonitinho, é bonitinho e
- 1:42completando aqui a nossa bancada, a estreante da noite,
- 1:46ela que deixa esses podcasts aqui maravilhosos toda semana, é
- 1:51a nossa querida editora Beatriz estreando aqui, é como membro da
- 1:56bancada. E aí, Bia, como é que você está
- 1:58hoje nessa noite? Trevosa?
- 2:01Olá muito trevosa aqui em São Paulo, inclusive com uma
- 2:05chuvinha pra acompanhar o clima da noite.
- 2:07Mas eu gostaria de fazer eco ao Tiago e dizer, se vamos pegar,
- 2:12vamos pegar com o Michael bjordan, que é muito melhor, não
- 2:15é verdade? Exatamente em dose dupla, ainda
- 2:19por cima. Em dose dupla.
- 2:22Nossa, mas olha só, é antes, antes da gente, antes da gente
- 2:26seguir. Eu queria falar uma coisa para
- 2:28vocês. Vocês sabiam que existem lendas
- 2:31de pessoas com dom de poder trazer a romper o véu entre a
- 2:35vida e a morte, conjugando os espíritos do passado e do
- 2:39futuro? Caramba.
- 2:42Que que é isso, meu filho? Tá, tá, tá afogado.
- 2:47Pelo amor de Deus, tem que começar pra começar.
- 2:51Pra começar bonito, gente, pra começar bem.
- 2:55Mas é isso. Então, antes da gente ir aqui
- 2:58para o nosso bate-papo de hoje, meus queridos, vou pedir você,
- 3:00querido ouvinte, para ir lá nas nossas redes sociais, né?
- 3:03Lembrando que nós estamos lá no Instagram como arroba black
- 3:06company BR underline, nós estamos no Fred, nós estamos no
- 3:11X, nós estamos no blue Sky, né? Então os links dessas redes
- 3:15sociais vão todas aqui estar na descrição desse episódio.
- 3:18Mas também eu vou pedir para você, querido ouvinte, se você
- 3:21ainda não está escrito ou se você ouve a gente.
- 3:24Ou pelo YouTube ou pelo Spotify fazer inscrição desses canais,
- 3:29né? De distribuição, né?
- 3:30É importantíssimo que você se inscreva.
- 3:33Ative as notificações para você saber sempre que um podcast da
- 3:36casa entra com um episódio novo, né?
- 3:40Então não deixem de se inscrever, né?
- 3:42E se você estiver ouvindo a gente também por demais
- 3:44agregadores, não deixe de se inscrever, ativar as
- 3:47notificações, deixar um comentário, deixar uma notinha,
- 3:50se assim o seu agregador permitir, beleza.
- 3:54Então é isso, minha gente. Vamos deixar então de embromação
- 3:56e vamos pecar muito bem, galera.
- 4:17Então estamos aqui reunidos hoje pra gente poder falar sobre
- 4:20pecadores, né? Bulls, terror e vampiros no sul
- 4:24dos Estados Unidos, né? Eu vou passar aqui a ficha
- 4:26técnica bem rápida, né? Como eu disse, um filme dirigido
- 4:31por Ryan Coogler, né? Pra quem não se lembra do nome,
- 4:34ele dirigiu Creed, dirigiu os filmes de Pantera Negra, né?
- 4:38Nesse nessa dobradinha aí com o Michael B.
- 4:42Jordan, né, que inclusive é o ator principal, né?
- 4:46Desse elenco. Né, também temos ali high Lee
- 4:49scienfield, né? Pra quem não está ligado, não
- 4:52está associando o nome à pessoa, é a nossa querida Kate bishop,
- 4:55né? Da da série do Gavião Arqueiro,
- 4:58jackel connell e entre outros também, cara, inclusive eu
- 5:02fiquei muito feliz, né, com AAA escalação, né?
- 5:08Desse filme que trouxe gente muito bocada, nossa, eu não
- 5:12tenho que reclamar da atuação de ninguém desse filme, assim eu
- 5:15não vou. Eu não consigo dizer chegar pra
- 5:18você e falar, nossa, esse aqui não, cara.
- 5:22Todos atuaram assim, sublimes, sublimes, sublimes.
- 5:26Cara, eu. Queria dizer um ponto aqui, eu
- 5:28não quero dizer nada não. Mas gente, olhem o elenco no
- 5:31algum site letterbox e MDB, olhem o elenco e vejam um filme
- 5:36que esse ator ou atriz atuou. Sério, vocês vão ficar
- 5:40surpresos. Tem um ator em específico que é
- 5:43o ano. Não é um nome, mas o personagem
- 5:45dele é o corn bread. Ele faz um personagem num filme
- 5:49que ele é icônico. Pesquisem depois e vocês vão
- 5:52ficar surpresos com o resultado. Sim, não é, é, é incrível, cara,
- 5:56é incrível sim, né? É, é o que eu tô falando, a
- 5:59escalação dessa galera na pro filme, sabe?
- 6:03Pô, a produção toda do filme e tal, pô, nossa, que coisa
- 6:07maravilhosa, né? Então pra gente poder ir falando
- 6:09é logo, né, é. Pecadores, né?
- 6:13Ele foi um sucesso de bilheteria e crítica, né?
- 6:15Teve uma arrecadação global aí bem significativa, mas
- 6:19principalmente, cara, eu acho que pecadores, né?
- 6:22Ele trouxe OOO próprio Ryan Coogler, né?
- 6:26Ele pelo menos assim, a minha visão, ele queria trazer uma AA,
- 6:31talvez um novo sentido para filme trash.
- 6:34Cara, eu vi, eu vi muito de filme trash.
- 6:38Né? E assim, entendam o que eu estou
- 6:40falando como uma forma positiva de falar sobre filme trash,
- 6:43porque eu acho que filme trash tem muito material bom, né?
- 6:47Que que que é bem legal, que é bem significativo pra cultura
- 6:50pop. E eu acho que ele queria dar uma
- 6:52outra, uma outra visão pra filme trash assim na parte que Era pra
- 6:56Ser trash mesmo, onde apareciam os vampiros e tal.
- 6:59Lembrando que nós vamos aqui falar de bastante spoiler do
- 7:02filme, então se você ainda não ouviu.
- 7:04Pare agora, veja o filme, depois volte, né?
- 7:06E ele já deve estar chegando em streaming aí, bem breve, né?
- 7:09Se é que já não chegou na data de publicação aqui deste
- 7:12episódio. Já chegou, já está no Prime
- 7:15Video, Apple TV, Claro TV, mais vivo, play, YouTube.
- 7:22Pô, maravilha, maravilha. Então, pô, você pode ver em
- 7:24vídeo ou demand, tem streaming, cara.
- 7:26Então tem muito lugar que você pode ver esse filme, cara.
- 7:29E. Mas eu acho que AAA grande, a
- 7:33grande parada desse filme para mim é porque ele tentou fazer
- 7:36uma releitura de filme trash, né?
- 7:39Que ele conseguiu unir muita coisa de crítica sobre
- 7:43segregação racial, né? A importância cultural do blues
- 7:48também, né? Eu acho que ele ele usou muito
- 7:50da trilha sonora para poder fazer o enredo do filme andar e
- 7:53tudo mais. Então assim, cara, eu eu gostei
- 7:57muito de todas as nuances que Oo Ryan coodler.
- 8:01Conseguiu trazer para esse filme?
- 8:03É falando assim, mostrando um drama, mostrando.
- 8:08É um pouco de comédia também, mas principalmente cara, na
- 8:11parte que na parte que importa, não, né?
- 8:13Mas a parte é é principal do filme quando os vampiros
- 8:16aparecem, né? E tudo mais.
- 8:18Cara, ele trouxe muito de ambientação, trash e ele teve
- 8:21uma releitura muito, muito que eu gosto.
- 8:26Porque, cara, não tenho outra palavra para dizer que, pelo
- 8:28amor de Deus, cara, aí eu queria ouvir, ouvir de vocês, né?
- 8:32É o que que vocês acharam? Se assim, obviamente o que eu
- 8:35estou falando é uma percepção minha, tá?
- 8:37Não é um é. Ah, o raio cugler falou, não, eu
- 8:41não disse nada sobre isso, mas eu tive essa percepção, né, de
- 8:45ele ter feito uma releitura de filme trash ali, cara, que ficou
- 8:48muito bacana. É, eu concordo bastante com
- 8:51você. Marcelo, é quando eu saí do
- 8:53cinema, é a linguagem trash. Não foi exatamente a que eu
- 8:57usei. Eu fui ver com a minha irmã, né?
- 8:59Mas eu falei assim, engraçado, Oo filme é, é excelente.
- 9:04O. Os comentários que ele está
- 9:06fazendo são essenciais, mas na parte da ação, na parte que os
- 9:10vampiros aparecem. Fico um pouco, acho que foi
- 9:13piegas, uma farofinha, assim que que eu senti, sabe porque o.
- 9:21O. A própria encenação, né?
- 9:24Do do medo deles pelos vampiros. Oo tom que é dado.
- 9:29Eu concordo com você que tem esse resgate aí do vamos.
- 9:34Usar. Trash como como terminologia,
- 9:37mas não. EE não é e não empobrece o
- 9:42filme, muito pelo contrário. Ele é o filme que é pelos
- 9:45comentários que ele tá fazendo, só torna ele mais interessante
- 9:49porque ele mescla é gêneros ali, né?
- 9:53Então eu eu concordo bastante com essa sua observação e é como
- 9:57você falou, não é algo que o Ryan Cooper tenha falado
- 10:00exatamente que, Ah, estou fazendo aqui uma homenagem e
- 10:03tal. Mas eu acho que essa percepção é
- 10:05é bem interessante. Pra mim, o que o Ryan Coogler
- 10:09mais assim encanta é o quanto ele fez uma história, é original
- 10:16e principalmente, ele conseguiu criar 11 material.
- 10:21É com base nas histórias dele. Então, o os gêmeos, o smoking, o
- 10:26Stack. Eles são personagens que são
- 10:29baseados na vida de de amigos que eram na infância do Ryan
- 10:33Coogler. E isso deixa a trama muito mais
- 10:36imersiva, porque o run kruger se inspirou em muitos elementos da
- 10:40infância dele. Então, pra mim, eu acho que esse
- 10:42é um ponto que a gente pode continuar mais pra frente.
- 10:45Mas já adiantando aqui, pra mim, o que pecadores faz?
- 10:48Que é a melhor coisa que no momento a gente precisa no
- 10:51cinema, são histórias novas, histórias originais.
- 10:53A gente está numa fase que a gente está vivendo muita
- 10:56sequência, tanto de filme. Novo assim que saiu agora porque
- 11:00quanto filme é antigo, às vezes tinha nos anos 90, anos 2000.
- 11:03Sim, sim, sim. E eu acho que você ir no cinema
- 11:07pegar um filme que você não conhece absolutamente nada da
- 11:09história, você não tem noção de quem é o personagem, de como é a
- 11:12ambientação, do que está acontecendo.
- 11:14Você só tem a sinopse ou outra você assistiu e você tem a
- 11:18surpresa de você comprar uma história completamente nova.
- 11:21Eu acho que isso é o que cinema precisa no momento.
- 11:23E para mim, pecadores, entrega isso de maneira brilhante.
- 11:26Assim, eu virei fã de blues pessoalmente.
- 11:29Eu eu acho que eu inclusive era que o Ryan que queria fazer, né?
- 11:32Fazer a gente virar fãs do do blues.
- 11:35E eu acho que o que para mim, pelo menos o filme, mais uma das
- 11:40coisas mais regaradas no filme, é que ele dedica metade do filme
- 11:43para você conhecer os personagens, para você conhecer.
- 11:48É, pode, pode terminar. Desculpa, desculpa.
- 11:51Pra você conhecer. Cada personagem e mais ainda,
- 11:54você se simpatizar e se relacionar com eles.
- 11:57Eu acho que isso pra mim é uma das coisas mais legais de ver um
- 12:01filme. Você dá tempo pro pros
- 12:04personagens poderem serem construídos, serem apresentados,
- 12:07você se importar com eles pra no final virar um drama muito maior
- 12:11do que estava esperando. Pois é, EE, eu concordo muito
- 12:14com esse seu ponto de vista e, aliás, acho que não é nem o
- 12:16ponto de vista. Acho que é uma grande verdade no
- 12:18filme. Que ele dedica, né?
- 12:20De fato, uma boa parte do filme, né, sei lá, primeira 1 hora e 10
- 12:25minutos de filme pra poder você ter essa relação com os
- 12:28personagens, tanto principais quanto os personagens
- 12:30secundários do filme, né? Ele, ele dá importância pra todo
- 12:34mundo, ele dá tempo de tela, né? Obviamente pra uns, uns pra
- 12:38mais, outros pra menos, né? Obviamente, né, mas ele dá a
- 12:41importância de tela, ele dá tempo de tela pra todo mundo,
- 12:44sabe, pra todo mundo, você ter uma ligação e tudo mais
- 12:47exatamente pra poder fazer. Com que a parte final do filme
- 12:51sem querer a gente já pular pro final assim?
- 12:54AA, minha ideia também nunca é a gente fazer destrinchar o filme
- 12:57do começo ao fim, falando ponto por ponto de cada minuto do
- 13:00filme, né? Eu não gosto, eu, eu, eu gosto
- 13:02de deixar a discussão bem livre, até porque a gente pode pegar um
- 13:05ponto lá No No final pra gente voltar pro começo, pra voltar no
- 13:07meio do filme, pra voltar não sei lá.
- 13:09Então assim, eu acho muito, muito bacana isso, né, dele dar
- 13:13essa importância pra todo mundo, né?
- 13:16E não e não. É exatamente pra pra quando
- 13:23acontecerem as coisas que vão acontecer, né?
- 13:25Eventualmente, né, parte da matança, enfim, né, você não,
- 13:31não não se importar ou ficar, né?
- 13:33Dane, se sabe, é, é, é muito, é muito bacana a forma como ele
- 13:37trabalha esses personagens, né? EE, eu acho muito interessante
- 13:40também. Aí eu quero ouvir a opinião de
- 13:42vocês também, é? Principalmente como o Ryan
- 13:46cogler, né? Ele como diretor, né, ele como
- 13:49produtor e até o ele que escreveu o roteiro também, né, e
- 13:51tudo mais. Como AAA produtora, dá Liberdade
- 13:57para ele trabalhar. Olha, olha as obras que ele
- 14:01consegue fazer, né? É eu.
- 14:03Eu não falo nem muito de Pantera Negra, porque assim, Pantera
- 14:06Negra, ele tem muito controle da Marvel, ele teve muito controle
- 14:09da Marvel, né? Era uma obra muito importante, é
- 14:11na época. Pra poder sabe deixar na mão.
- 14:15É assim AA la voltei, né? Porque realmente é um personagem
- 14:21assim, importante e tudo mais e tal.
- 14:23Mas a como é que o Ray cogler sabe trabalhar com esses
- 14:27personagens? Como é que ele se deixar ele
- 14:29assim, solto, ele consegue trabalhar bem bastante coisa,
- 14:34com bastante elemento. Cara, eu eu penso o seguinte, é,
- 14:39não tinha sentido nenhum. Assim, sendo bem sincero, não
- 14:43tinha sentido nenhum do do Michael bjordan é ter um irmão
- 14:49gêmeo, né? No, no, no, no filme anão ser
- 14:53pra pra poder fazer uma história, né?
- 14:56Porque assim, se você olhar o todo o enredo, tudo o que
- 15:00aconteceu e tudo mais. Poderia muito bem ser qualquer
- 15:04outro personagem, ele não precisava ter colocado Oo
- 15:06Michael biddan assim, eu tô falando pra um sem sem me
- 15:10emocionar em relação ao Michael biddan, né?
- 15:11Porque quanto mais Michael biddan na tela pra gente melhor,
- 15:14né? Mas é, não tinha sentido nenhum
- 15:18gastar dinheiro, fazer efeito especial colocando Michael
- 15:22biddan 2 vezes na tela. É EE, aliás, por muito tempo,
- 15:27né? É, são poucas as vezes que você
- 15:30vê. O Michael B.
- 15:31Jordan sozinho, sem a cópia dele, né?
- 15:34Sem o irmão dele na tela e cara assim.
- 15:39Mas ele conseguiu fazer com que até isso essa não necessidade,
- 15:43porque poderia realmente ser qualquer outro ator ali, um
- 15:45irmão mais velho, um irmão mais novo, enfim, poderia.
- 15:48Não precisava necessariamente. Não tem sentido pra história ser
- 15:51um irmão gênio. Não tem assim algo que.
- 15:55Não é porque é gêmeo, não sabe, não tem uma ligação dentro do
- 15:58roteiro, sendo gêmeo, que vai acontecer alguma coisa.
- 16:02Tem uma ligação porque é gêmeo? Não, não, não é só porque é
- 16:05isso. Eu queria botar 2 macrob de
- 16:07horta na tela e acabou, mas é, mas é, é, é como que até até
- 16:13início, nesses Pequenos Detalhes, que às vezes a gente
- 16:16não tem tanta explicação também. Até isso ele conseguiu trabalhar
- 16:19bem, né, e fazer com que a gente se importasse, né?
- 16:22Acho isso muito, muito maneiro. A questão dos gêmeos eu eu já
- 16:27vejo um pouquinho diferente, ou talvez seja a minha disposição
- 16:31de aceitar o que o Google está oferecendo é.
- 16:35Olha aí, quanto mais, mais com BJ, melhor.
- 16:37Pode ser isso também, mas, por exemplo, e a gente já falou que
- 16:42vai ter spoiler. A questão de como eles se
- 16:45relacionam com a possível transformação em vampiro é
- 16:49bastante diferente, que é muito que diz muito sobre as
- 16:53personalidades distintas, apesar de gêmeos, eles têm quase um yin
- 16:58e Yang ali, né? Se.
- 17:02Equilibrando. Então eu eu acho que criou 11,
- 17:08situação única teu e gêmeos. E aí, claro, como você está
- 17:11falando, tem o custo de produção.
- 17:14Mas que talvez não fosse tão interessante para mim se fosse
- 17:18um irmão mais velho e um irmão mais novo.
- 17:20Não. Entendi, eu entendi, mas é
- 17:25porque eu fico pensando, né? E aí eu quero ouvir o jago
- 17:28também, né? O que que ele achou disso?
- 17:29Porque realmente não tem é não é 11, como é que se diz?
- 17:38Não é 11, necessidade real. Da do enredo, se não tiver
- 17:44irmãos gêmeos, dá, entendeu? Mas mesmo assim, EEE assim,
- 17:50obviamente que é uma percepção totalmente minha.
- 17:52Não estou aqui. É falando que Ah, o Ryan cooking
- 17:55falou, ô, a minha verdade é universal, mas é uma percepção
- 17:58minha que mesmo assim, mesmo com essas coisas não tão bem
- 18:01explicadas, ele consegue fazer uma obra tão bem elaborada.
- 18:06Né? E que tem certas coisas que
- 18:07realmente não precisa, cara. Ah, por que que tem uns gêmeos?
- 18:10Porque sim, acabou, sabe? Eu eu sinto muito que realmente
- 18:15assim é assim. Eu sinto muito engraçado, fui
- 18:17com a palavra errada, mas eu Eu Acredito bastante que realmente
- 18:22o pecadores. Pra mim, ele tem uma coisa aqui,
- 18:24você não tem que explicar tudo, e eu acho isso legal porque, por
- 18:28exemplo, o momento no filme. Quando eles falam sobre o que
- 18:32que o smol, que como é que o smol, que os tecos e aquilo é
- 18:35pilha de dinheiro, eles chegam lá, cidade Natal, com um Monte
- 18:38de dinheiro, dando dinheiro pra todo mundo e ou você é e bom
- 18:42dinheiro, pô. A reação da garota quando ela
- 18:44fala pra ganhar 10 casos a cada minuto é impressionante.
- 18:47Cara, isso foi muito legal e. E aí, cara?
- 18:50EE aí eles explicam, mas explicam uma maneira muito
- 18:53simples, porque esse não é o foco da trama.
- 18:56O foco da trama é a relação entre eles e, principalmente, a
- 19:00relação entre eles. Depois de se tornarem vampiros.
- 19:04Porque e sobre os gêmeos? Eu, Eu Acredito muito que são 2
- 19:08razões. Primeiro essas que eu falei
- 19:10agora, como o Marcelo e a Bia falaram, porque, cara, porque,
- 19:14porque assim, assim, às vezes as coisas é porque sempre que é
- 19:18segundo, eu, eu acho muito que é porque o cugler queria fazer é
- 19:22uma ele baseou muito pecadores numa história íntima.
- 19:25Eu pegava muita coisa da infância dele e não digo tipo a
- 19:29história, porra, não é como se fala, pô, não o cúmplis, viu
- 19:31vampiros não, pelo amor de Deus. Não é isso não, é pelo amor.
- 19:34De Deus. Mas é é dizendo que assim, cara,
- 19:36ele pegou elementos da infância, da vida dele e aplicou no filme.
- 19:41Então, os gêmeos vieram muito, porque ele tinha amizade muito
- 19:43forte com 2 gêmeos que eram igual.
- 19:45Não só eram idênticos, nem aparentes eram, mas eles eram
- 19:48muito irmão. Eles eram pessoas que faziam
- 19:52tudo junto, resolviam tudo junto, sempre estavam juntos,
- 19:55que é o que a gente vê com o smoking Stack.
- 19:57E eu acho que pra mim, o mais legal de ter sido o Michael bege
- 20:00ordan é como OG, mas é porque, cara, eu acho o Michael Jordan
- 20:04fantástico. Ele é um excelente ator, mas
- 20:08cara, às vezes ele pega uns papéis, não é?
- 20:10Nem são papéis ruins, são papéis fracos que não trazem Oo
- 20:14verdadeiro potencial do quão esse ator é gigante.
- 20:17E pecadores, para mim conseguiu trazer Oo verdadeiro Michael
- 20:21bijor. Tanto que eu ouvi até uma
- 20:22crítica no comentário. Falando assim, finalmente
- 20:24colocaram o Michael bijor num elenco decente, porque eu
- 20:27discordo. Porque para mim, ele ele, ele
- 20:29mata no papel de kmunger, eu acho ele fantástico.
- 20:32Tanto que ele é a melhor das melhores coisas do filme,
- 20:35inclusive. Tanto que assim eu quando eu fui
- 20:36ver o Pantera Negra doza, eu fui o único cara que aplaudiu quando
- 20:39eu vi o que Oo que o monger foi o cara que eu fiquei feliz, mas
- 20:44eu acho que você botar. 2 personagens e assim, é engraçado
- 20:48que você vê personagens diferentes, você não.
- 20:51Você olha, cara, você olha é o Michael bijoda, mas você não vê
- 20:55que é o mesmo ator. Você vê que é outro personagem,
- 20:58outra pessoa, completamente diferente.
- 21:01E Michael bijoda acerta em cheio isso eu acho que de verdade é.
- 21:06Eu acho que de verdade, para mim, o Ryan cookler, ele
- 21:09consegue entregar uma obra que não só conversa.
- 21:13Com você, mas 1 hora que também te faz sentir empatia com os
- 21:18personagens? Sim, sim, eu concordo, eu
- 21:20concordo. EE acho que isso está muito
- 21:22atrelado a como ele tomou o seu tempo, o que pra mim?
- 21:27Eu vou confessar que no começo foi muito estranho isso, mas
- 21:31depois eu eu entendi o porquê que ele estava tentando fazer
- 21:34isso. Acho que isso está muito
- 21:35atrelado a ao quanto tempo ele tomou pra poder fazer esse
- 21:39desenvolvimento dos personagens. Do little pritcher, né?
- 21:43Enfim, da, da, da galera toda, né e tal.
- 21:46É até dos personagens menos importantes, né, vamos dizer
- 21:51assim, vamos usar esse termo, né?
- 21:53É obviamente que todo mundo ali tem a sua importância para o
- 21:56desenrolar da história, né? Enfim, mas eu acho que até nos
- 21:59personagens que tem menos tempo de tela, né, ele conseguiu dar é
- 22:03dar tempo suficiente e linha de diálogo suficiente, né?
- 22:07E aliás, que escrita maravilhosa, né?
- 22:09O que ele filme? É porque tem que ser muito
- 22:13inteligente da escrita pra poder, com poucas palavras,
- 22:15poucas linhas de diálogo, você conseguir dar uma importância,
- 22:18né, pra cada pra cada personagem ali, enfim, né e tudo mais é,
- 22:23mas como ele conseguiu tomar esse tempo?
- 22:25EE, desenvolver bem os personagens, né?
- 22:28Acho que isso é uma grande lição, bem como você falou, né,
- 22:31jago que muitos tem muito filme que a gente vê, principalmente
- 22:37filme. Vamos lá colocar, né?
- 22:40É assim, eu não tô querendo colocar no mesmo balaio, é só
- 22:42pra pra efeito de comparação, né, muito filme de ação, né?
- 22:46É que tem a parte de de drama dentro dele e tal, é que foca
- 22:52muito mais na ação do que no desenvolvimento dos personagens,
- 22:54e aí no final das contas, você não se importa com nada, você só
- 22:56quer ver, tira porrada e bomba, sabe?
- 22:58Então é, é, é aqui já é muito diferente, né, é pouco tiro,
- 23:02porrada e bomba, mas o que tem também é maravilhoso, né?
- 23:05É muito bem feito, mas OOO toda. A toda a importância do filme tá
- 23:11no desenvolvimento dos personagens e no e na e não só
- 23:14personagens, mas acho que no desenvolvimento da trama, né, de
- 23:18toda a ambientação, né, do filme, né, porque vamos só para
- 23:23quem ainda não viu ou para quem não lembra esse filme, ele se
- 23:25passa em 1932, né? É no na Mississipi de 32, né?
- 23:29É na cidade de Delta, né? É, e aí tem toda essa questão.
- 23:38De que na época ainda tinha muito da segregação oficial nos
- 23:41Estados Unidos, né? A klu Klux Khan era um
- 23:45movimento, né? De supremacistas de brancos,
- 23:47era, não, ainda é infeliz. O movimento de supremacistas que
- 23:51estava muito, estava muito em voga, estava muito em alta, né?
- 23:55Enfim, então tinha, é, tem, tinha, é, tinha.
- 23:59É muito difícil, né, mas é porque ainda tem muito, ainda
- 24:04mais com assim, sem querer entrar em política nem nada,
- 24:07mas. Mas com a volta da da Extrema
- 24:09direita no mundo, né? Com a força da Extrema direita
- 24:11no mundo que a gente tem atualmente, esses caras
- 24:13começaram a ganhar mais voz novamente.
- 24:15Então é cara, mas é isso. Assim, é toda essa ambientação,
- 24:20né? De do Mississipi, de ter toda
- 24:22aquela coisa do ocultismo também, né?
- 24:24A gente vê muito da cultura voldu, não só do voldu, mas
- 24:27também do de música, né? A gente vê toda aquela cena do
- 24:31blues e tal. Como a música também era algo
- 24:35muito marginalizado também, né? É, e aí ele teve toda essa, esse
- 24:42tempo, né? Não só pra desenvolver isso, mas
- 24:44também AA essa ambientação que deu assim foi, foi primoroso da
- 24:50parte dele, né? Ele tomar esse tempo pra pra
- 24:55gente poder sabe, se relacionar muito com o lugar e as pessoas,
- 24:59né? Eu acho que para mim, o Marcelo,
- 25:04um ponto bom que você trouxe só a questão dos atores.
- 25:08Porque para mim, o que o Marcelo trouxe um pouco sobre os atores,
- 25:11né? Eu lembrei muito que OA
- 25:13personagem que é Oo personagem do semi do semi semi Moore, né?
- 25:18O nome dele inteiro que o ator se chama é malescaton isso e
- 25:25cara, é o primeiro papel que ele faz no cinema.
- 25:28Ele já chegou a atuar em algum? Em algumas séries musicais, mas
- 25:32ele é. Ele é músico em algum.
- 25:34É o primeiro momento que ele faz com ator atuando no cinema.
- 25:37E pra mim, cara, é uma coisa que é muito bom, porque assim ele é
- 25:41um ator excelente cara. Ele, ele age de uma maneira.
- 25:45Nas cenas, você vê a as emoções dele transbordando, você entende
- 25:50os pensamentos dele. Conhecendo o personagem, você
- 25:54entende como o como ele quer agir, você entende como é, Como
- 25:57Ele É, pretende agir. E assim, trazendo um pouco
- 26:02também sobre, né? O Miles que então tem que não
- 26:04tem como a gente fugir da cena incrível quando ele rompe o véu
- 26:08entre a entre a vida e a morte. Caraca cena.
- 26:12Eu é assim. Você vê num som aqueles sons
- 26:15potentes assim de sala IMAX, doube átomos.
- 26:20Cara, é uma. É uma cena que você sai surdo.
- 26:24Sim, porque é uma cena fantástica assim.
- 26:27Ela é praticamente uma cena de é de um on shot, né?
- 26:31Mas assim, obviamente que dá pra ver ali que tem os cortes.
- 26:34Enfim, né? Tem.
- 26:36Toda, toda uma forma de fazer isso.
- 26:38Mas cara, que cena fantástica, cara.
- 26:41Não espetacular, não é assim. Você sai arrepiado, porque o som
- 26:47ele vai, vai, vai crescendo, né? Os sons fundos para que a música
- 26:52em si dele é viciante. Eu não posso cantar porque o
- 26:54YouTube não deixa, mas se eu pudesse, cara, eu cantava essa
- 26:58música de assalteado e ela é muito boa.
- 27:03E eu acho que isso isso é isso, é isso é legal do filme, né?
- 27:06A gente traz vários pontos dele e sempre tem um ponto a discutir
- 27:10e elogiar isso. É muito carinho pelo pelo pelo
- 27:14filme, né, que o Google queria trazer roteiro é, eu acho que
- 27:18para mim é é uma coisa muito, muito boa do filme, você poder
- 27:22sempre puxar um assunto e sempre ter uma coisa alegre para
- 27:24comentar. Sim, concordo, concordo.
- 27:29E essa cena que você se refere, Tiago do?
- 27:33AO véu ali se rompendo, né? E passado O Presente e o futuro
- 27:37se encontrando. Eu eu acho ela assim, a poesia,
- 27:41né? Visual EE voltando um pouquinho
- 27:46que o Marcelo estava falando sobre questão de ambientação, eu
- 27:49achei muito interessante porque de de forma geral, tanto no
- 27:56Brasil quanto nos Estados Unidos, tem aquela coisa de Ah.
- 28:00Abolir a escravidão nós vivemos no período pós colonial, pós
- 28:04escravidão, como se as cicatrizes não ficassem.
- 28:08E muito pelo contrário. A gente vê logo no começo do
- 28:11filme que aquelas pessoas, elas continuam trabalhando nos Campos
- 28:15de algodão, agora sendo paga no próprio dinheiro, mas elas elas
- 28:20não romperam completamente com aquele sistema que veio antes.
- 28:24Então você tem essa ambientação? Esse é o dia a dia dessas
- 28:28pessoas. Pra você poder chegar no não,
- 28:33não é o clímax do filme, mas eu acho que é um ápice ali do dia
- 28:36deles, né? Você veio passar do presente e
- 28:40futuro tudo ao mesmo tempo. Nossa, isso é muito bonito.
- 28:44E eu gosto que trazendo um pouco dessa questão do do passar
- 28:48presente de futuro, tudo se passa em um único dia.
- 28:50EE eu, eu, eu gosto que só voltando um pouco aqui que algum
- 28:54ponto falando ele, ele começa no final do filme.
- 28:57O filme abre com encerramento e eu lembro até hoje da minha
- 29:01reação, porque eu ouvi isso de minha imex.
- 29:04E quando quando é isso? A gente já vai liberar a
- 29:08história. Então quando você abre a cena da
- 29:09igreja, cara, o take do semi, abrindo Oo portão da da igreja,
- 29:15e você vê ali as pessoas em branco e ele ali todo
- 29:18ensanguentado, e aí na hora que o pai dele vai falar o nome
- 29:22dele, você tem um Berro do vampiro, esqueci o nome dele
- 29:26agora. Mas é o é o Jack, é o remic,
- 29:29isso o remic e Na Na hora que o pai fala Sami, ele ouve o remic
- 29:33from Sena. Isso é.
- 29:37Muito legal, porque cara me pegou desprevenido.
- 29:40E você? EE, você já vai criando uma
- 29:43tensão, mostrando cenas assim de terror, e você vai falando,
- 29:47cara, aconteceu alguma coisa porque tá com uma marca na cara.
- 29:51E aí você volta pro passado, mas você não volta no momento que
- 29:55aconteceu. Você volta para o começo da
- 29:58história, antes mesmo dos vampiros aparecerem.
- 30:02E aí, você conhece os personagens, você conhece o Sam,
- 30:05você conhece os irmãos, você conhece todo mundo ao redor.
- 30:08E, cara, para mim é, é muito, é. Eu vou repita a mesma tecla,
- 30:13gente, mas eu sempre vou falar é, eu acho que Oo esse tempo de
- 30:17tela, esse tempo de tela que você dedica aos personagens que
- 30:20você dá. Você calma, presta atenção,
- 30:23olha, isso é eu gosto de dizer que o cuber fala assim, calma,
- 30:26amigo, calma, senta aqui, conhece o cara?
- 30:28Depois você vai ver a ação. Você vai me agradecer por ter
- 30:30gostado do canto do final, porque assim, Oo final do filme,
- 30:34que é aquele momento emblemático, eles estão lá No No
- 30:38no clube de blues enfrentando os vampiros.
- 30:41Cara, aquele final não, não seria igual se não fosse pelo
- 30:43começo dele, sim. Com certeza o impacto que ele
- 30:47traz, assim, as mortes são muito mais impactantes graças a esse
- 30:52essa interação que a gente teve com os personagens.
- 30:55Né? E não só os personagens
- 30:57principais, né? Porque assim, na hora que a
- 30:59gente vê AAAA Mary, né? A raines sainfeld, quando ela
- 31:04aquela aquele take, né, do vampiro começar a voar, ainda
- 31:07atrás dela, a gente não vê ela morrendo, mente.
- 31:10Mas depois a gente vê a Mary matando o steck, né?
- 31:13EE, ele morrendo No No colo do do smoke e tudo mais.
- 31:17É mesmo? É assim não só a as esses
- 31:21personagens principais, mas isso impacta pra caramba.
- 31:24Mas até os personagens não principais, né?
- 31:27O corn Brad por exemplo, né? Oo segurança quando ele morre e
- 31:31tal que ele fica com aquele machucadão Na Na Na.
- 31:34Machucadão a pouco. Cara, machucadão é pouco atrás,
- 31:39o mertiolate aí, cara, perdeu a parte da mandíbula, foi atrás, o
- 31:44mertiolate. Aí que eu acho que eu machuquei,
- 31:46espera aí, mas pô, mas todo mundo que morre, né?
- 31:51Depois, cara, a gente sente, cara, mesmo os os não, os não
- 31:55principais. E eu acho que isso é muito
- 31:57realmente e é a forma como ele construiu.
- 32:01Né? O Ryan cooler conseguiu
- 32:02construir cada um dos personagens é novamente até hoje
- 32:05não principais, porque no final, quando Oo smoke, ele atira aí
- 32:12todos aqueles racistas nossa que tá muito bom não, já que você
- 32:20já. Que você mencionou a cena, eu
- 32:24vou falar que eu agora é uma parte que se não vou esquecer,
- 32:27mas o final, na hora que a. Ele aparece com a filha e aí
- 32:32depois vem e vem e vem o líder falar, falar com ele, cara, na
- 32:36minha cabeça foi igual do smok. Eu falei, meu irmão, cala a
- 32:39boca, cara. Quase chora.
- 32:40Estou quase chorando aqui, cara, tu cala.
- 32:43A boca na hora que IA perder criança, né?
- 32:45O smoking fez exatamente o que eu queria fazer, cara, eu fiquei
- 32:49tão alegre. Vai dormir, vai?
- 32:52Vai, vai. Dá uma relaxada aí, Mano, cala a
- 32:55boca, meu filho. Aqui, pô, pelo amor de Deus.
- 32:59Essa cena é muito boa, toda essa sequência boa é.
- 33:02Linda, cara, assim de verdade. É, é, é.
- 33:06Eu. Eu acho legal porque essa cena
- 33:07inclusive o patuá, né, que ela deu, né?
- 33:10Pro pro pro smoke é o que protegia.
- 33:14E na hora, quando ele tava, quando ele tava tremendo, cara,
- 33:17sei uma fantástica de tremendo, cara.
- 33:18Mas é. E aí ele tira o pato.
- 33:20Ah, é como se você falasse, cara, pra mim, acabou sim.
- 33:23Eu não consigo mais viver com essas lembranças do que
- 33:26aconteceu. Então agora eu vou.
- 33:28Eu vou pro outro lado, porque minha mulher e minha filha
- 33:30estamos esperando. Mas antes ele tem que resolver
- 33:33umas Pendências. Onde a mulher, a filha e os a
- 33:39ancestralidade, que eu acho que é um ponto muito importante do
- 33:42filme, estão esperando ele, né? Sim, verdade.
- 33:46E a ancestralidade que ele mesmo não, não.
- 33:48Não conhece tanto ou pelo menos não deixou de acreditar, né?
- 33:51É, e aí a gente entende com poucas linhas de diálogo e sem
- 33:55explicar muito, né? Precisou tomar muito tempo pra
- 33:58pra gente entender, cara, e isso é escrita inteligente, a gente
- 34:02não precisou é sabe tomar muito tempo pra entender que eles é
- 34:07AAO smoke e a Anne né, que é AAA ex esposa, né do smoke.
- 34:12Eles eles tinham um relacionamento e aí eles tinham
- 34:16um filho que o filho morreu, era uma filha da guerra, era uma
- 34:19filha, né, e tal. Aí ele foi pra guerra, né, pra
- 34:21poder fugir disso, e ela acabou criando mais ainda Na Na
- 34:26espiritualidade dela, né, e tudo.
- 34:28Então, cara, ele não precisou muito pra gente entender tudo
- 34:31isso, sabe? E é uma e é muita coisa, cara, é
- 34:35muita coisa e. Isso é bom porque ele só a única
- 34:38coisa que ele fala é, o papai tá aqui.
- 34:41Nossa. Porque é é justamente é
- 34:43justamente a comparação entre a cena, porque quando ele vai no
- 34:46túmulo da filha, ele fala, o papai tá aqui.
- 34:50E quando ele e ele tá muito triste, e aí quando ele agarra a
- 34:53filha e fala, o papai tá aqui pela primeira vez, EEA, gente,
- 34:57mal vê isso, o boco dá um sorriso, genuíno Felicidade.
- 35:01Ele tá, ele carrega tanta coisa e quando ele vê a filha, ele vê,
- 35:05cara, eu tô em paz. Sim, é verdade, é verdade.
- 35:09Cara fantástico, nosso fantástico.
- 35:10Não, não nosso. Eu tenho que vir de doce de um.
- 35:14Inclusive, eu tenho que rever. Esse filme?
- 35:16Quinta vez, cara? Não.
- 35:17Então tem que pecar pela quinta vez, gente.
- 35:20Vamos pecar pela quinta vez exatamente.
- 35:33Cara, mas é isso assim, eu o essa toda, essa criação, toda
- 35:37essa discussão do da e eu quero tomar um tempo agora, né?
- 35:42Pra gente poder falar sobre a música, porque nada disso que a
- 35:46gente tá falando é também seria tão, tão, tão impactante se não
- 35:52fosse a importância que o ry Coogler dá pra música.
- 35:56E aqui a gente traduz a música como blues, né?
- 35:59É, poderia ser outra coisa, mas aqui é o blues, né?
- 36:02É como um dos pontos centrais desse filme, né?
- 36:08A gente tá falando aqui de um filme que é de terror, né?
- 36:12Ele é terror, um pouquinho de terror, fantasia e ação também,
- 36:15né? Mas ele tem a parte musical
- 36:18dele, é assim, algo fantástico, né?
- 36:24É Ludwig godern son que a gente ficou aqui treinando, como falar
- 36:29o nome desse desse sujeito, né? Ele é o responsável pela música
- 36:33do do filme, né? É toda essa essa parte musical,
- 36:37não só as músicas originais né, mas tudo que foi adaptado, né,
- 36:41do blues e tal, cara, eles trouxeram Buddy Guy, né, pra
- 36:44poder viver o semi mais velho, né?
- 36:46E Buddy Guy realmente é um. Um guitarrista encantor norte
- 36:50americano de blues rock, né? Ele ele servindo de inspiração
- 36:54para Jimi Hendrix, simplesmente e outras lendas dos anos 60.
- 36:57Então, cara, o cara é muito importante, né?
- 37:00Pra quem conhece um pouco de blues e tal, ele é um expoente
- 37:03muito importante pra pra pra esse estilo musical, né?
- 37:08É fantástico trazer o body Guy. Fantástico, né?
- 37:13E mas principalmente a forma como ele trabalha a música, né?
- 37:17E como a música é, além de ser um elemento de de motivo de
- 37:23preconceito, né, e de discriminação por muitas das
- 37:26pessoas que estão lá naquele naquele ambiente, né?
- 37:29E a gente sabe porque ele trabalhou bem, ambientação, mas
- 37:33a música também é responsável por trazer o mal, né?
- 37:36Por trazer o pecado, né? Por trazer, romper.
- 37:40A Barreira do véu entre a vida e a morte, né?
- 37:43Então toda, toda aqueles é toda aquela aquele começo, aquela
- 37:48explicação no começo pra fazer sentido, todo esse andamento
- 37:53depois, né? Principalmente nessa cena que a
- 37:55gente viu é desse wan shot, né? Que a gente viu semi tocando
- 37:59aquela música original dele, que ele compôs pro pai dele e tal.
- 38:03E aí toda aquela cena da do futuro e do passado se unindo,
- 38:08sabe do presente, se unindo. Cara, a forma como ele trabalha
- 38:12essa música é a música do filme, né?
- 38:15Oo ludwin godenson é surpreendente.
- 38:19Eu não me surpreenderia, né? Se o ludwin é receber algumas
- 38:27indicações, pelo menos aí nas próximas é premiações pelo
- 38:32trabalho que ele fez aqui nesse filme, porque é algo fantástico,
- 38:35cara, porque ele trabalhou quase ele.
- 38:40É só pra eu finalizar, ele basicamente trabalhou só com
- 38:43música, blues, ele não. Você não tem assim nada muito
- 38:46orquestrado, né? O que é comum de filme é você
- 38:50quase não vê nada orquestrado, você vê muito, muito blues, né,
- 38:56guitarra, violão, sabe aquela aqueles bandolinhos, enfim,
- 39:00então é é AO que ele fez aqui, cara, é algo fantástico assim,
- 39:05impressionante cara, como ele soube traduzir, né?
- 39:08Bem. Toda essa cultura do blues, né?
- 39:11Americana, né? Nesse filme, toda aquela cultura
- 39:15do Mississipi, também do do sul, dos Estados Unidos e tal.
- 39:19Cara, é algo fantástico que ele fez aqui.
- 39:22Eu eu concordo que o trabalho que ele faz musicalmente é como
- 39:28a gente tava falando, né? A cena do do presente, passado,
- 39:32futuro é é uma composição linda, viciante, mas eu fico um pouco
- 39:38receosa. Exatamente por por não ser um
- 39:42gênero tão valorizado dele, não ter a aclamação que ele merece
- 39:47com esse trabalho. Sabe o que eu tô falando?
- 39:49Mas. Espero estar errada, espero
- 39:52estar errada. Eu acho que pra mim, uma coisa
- 39:57que pega muito no filme é porque assim o Marcelo chegou a falar
- 40:01da cena de volta, do do rompendo, né?
- 40:04O véu e a morte. E eu e eu acho muito legal,
- 40:08porque é a primeira vez, quando eu assisti, eu falei, pô, cara,
- 40:11por que que tem um cara de guitarra?
- 40:12Tinha guitarra nessa época eu comecei a estrear.
- 40:15Eu falei, pô, que parada bizarra, um bocado do hip hop.
- 40:19E eu fiquei, ué, não tô entendendo aí.
- 40:22Depois, e não só da da mesma cultura musical, mas de outras
- 40:26culturas. É é de outras de outras etnias,
- 40:31né? Você vê ali é tudo, é.
- 40:34Da cultura chinesa também, né? Que adotou muito Oo próprio
- 40:39blues pra pra sua própria musicalidade atual também, né?
- 40:42E tal. Pô, eu achei.
- 40:43Fantástico? EE, eu gosto muito, porque
- 40:46depois que eu revi a cena, né? No cinema, eu eu falei, cara,
- 40:51isso é genial, porque você traz vários, é.
- 40:55É como se a música rompesse a linha do tempo e várias pessoas
- 41:00estavam naquele mesmo lugar, em uma época diferente.
- 41:03E estão conectadas pela música. E eu acho que cara vai com essa
- 41:07maneira brilhante, extremamente divertida, cativante, porque
- 41:11assim, eu não sei quem quem viu a imaxon, não, mas pra quem
- 41:14assistiu o IMAX, quando você ouve a música, o som ali vai
- 41:18elevando. E na hora, quando ele, quando
- 41:21ele, quando ele fala com delto, slem, EEO, delto, slem, fala
- 41:26não. A gente trouxe essa, essa música
- 41:27da nossa Terra. É magia o que a gente faz.
- 41:30É sagrada, grande. E na hora que ele fala isso, dá
- 41:33um boom e a e a câmera vai vai subindo, vai aumentando e o som
- 41:37vai elevando. O agudo vai ficando muito maior,
- 41:41vai ficando muitas presente. E cara, é, é, é uma é uma mágica
- 41:46do cinema. Isso porque ele vai te
- 41:49envolvendo aos poucos. Você nem vai perceber que você é
- 41:51amarrado, sim. Brilhante, brilhante.
- 41:55E eu tenho trazer até 11. Outra cena que eu acho que pouca
- 41:58gente fala que é pra mim uma das melhores cenas do filme, vocês
- 42:02vão, acho que vocês vão ficar surpresas, é a conversa da Mary
- 42:05e o steck antes dela sair da da casa de blues, que a Mary, que o
- 42:13steck quer tirar a Mary de lá. E a Mary fala, Ah, por que que
- 42:16você me abandonou? Eu, eu era quando eu era
- 42:19criança, eu acreditei que você me abandonou.
- 42:22Por que que você não fala que me ama?
- 42:24Aí eu esteco é que eu digo o quê que eu te amo que eu faria?
- 42:27Ele é, sei lá, ele fala, Ah, que eu sinto você alto pra isso
- 42:31outro dia eu só queria manter você protegida, só queria manter
- 42:34você no a distante dessa coisa toda, esse caos, todo cara assim
- 42:38falando, essa cena, ela parece ser muito, muito tradicional,
- 42:42mas quando você vê, quando você conhece o personagem, quando
- 42:45você vê o impacto que ela traz, cara, ela tinge, ela perfura o
- 42:49teu coração é uma madeira muito, muito íntima.
- 42:52Porque é um diálogo muito profundo e é um diálogo muito,
- 42:55muito legal, porque você conecta ainda mais aos personagens e é
- 43:00isso, são aqueles diálogozinhos que você, que eles vão falando
- 43:04sobre, o passado, que eles vão falando sobre.
- 43:06O que a vida dele já entre si e você vai entendendo.
- 43:10E você vai entrelaçando OA dupla ou o casal e você vai se
- 43:15importando com essa chegada. 1 hora aqui no final, cara, você
- 43:18simplesmente fica apaixonado pela pelo casal do Mary steck.
- 43:23Sim. E é uma e é uma construção que
- 43:26você vai criando aos poucos. Até porque OAO steck, né?
- 43:31Ele é muito mais visceral. Vamos assim, né?
- 43:34A forma como ele trata as. As pessoas.
- 43:38E não só a Mary, né? Todo mundo.
- 43:40Ele é muito mais é rude, né, do que o usmo, que o usmo, que ele
- 43:44é mais elegante. Ele fala, mas ele fala até de
- 43:48forma. Mas ele, apesar dele ser bruto
- 43:50também na hora que naquela cena, voltando um pouco pro começo do
- 43:53filme, né? Naquela cena lá que a gente vê
- 43:56ele voltando no caminhão, né, que estão roubando o caminhão
- 44:00dele, ele dá 2 tiros lá na galera e tal.
- 44:03É ele, ele é uma cena muito boa, cara, essa cena é maravilhosa,
- 44:07ele é muito resoluto, mas ele é mais elegante, né?
- 44:10O Stack não, ele já é mais bruto, né, ele já é mais
- 44:12visceral, ele já é mais, é cru na hora de falar, né?
- 44:16Tanto que assim corta muito o coração quando ele fala as
- 44:19coisas que ele fala pra pra Mary, né?
- 44:21Querendo afastar ela, pra proteger ela, eu entendo, mas
- 44:24não deixa de ser de ser algo brutal, né?
- 44:29Mas cara, é eu, eu. Realmente eles têm uma química
- 44:32assim. Fantástica, né?
- 44:34Não só AA, Mary e o steck, né, mas o mas Oo smoke e a Annie
- 44:44também, né, cara? Eles 2 também é, é, é um
- 44:50negócio. Fantástico que eles?
- 44:51Conseguem produzir ali de de emoção também, porque eles têm
- 44:55uma história muito profunda, né? De.
- 44:58É, pô, perderam uma filha juntos, né?
- 45:01E tudo mais. Foi pra guerra, pra poder
- 45:03esquecer de tudo isso aí. Marcelo fala mal, cara, fica.
- 45:07Mal o que? O que eu eu lembro.
- 45:11Eu lembro quando eles estão conversando e aí a Anne fala
- 45:14quando ele saiu, né? E tal, a guerra viveu muitas
- 45:17coisas. E aí e aí a Anne fala com raiva,
- 45:20como é que você acha que eu não fiquei orando e protegendo vocês
- 45:232 e engordando as minhas raízes o tempo todo?
- 45:26E aí OE aí o smoke fala. Porque as redes não puseram a
- 45:29nossa filha. Então e aí, cara, destrói
- 45:31completamente, destrói é você. Você fica, caraca, ok, isso isso
- 45:37é impactante. E você se pergunta, quem que é
- 45:39filha? O que que ela morreu?
- 45:41O que aconteceu? EE ele vai criando essas
- 45:44perguntas. E o melhor, você não fica
- 45:47martelão, porque assim muito filme no roteiro, ele costuma
- 45:50jogar muita pergunta e joga cenas necessárias.
- 45:52E não acaba que você acaba. Você acaba acumulando essas
- 45:55perguntas e você não consegue prestação no filme porque você
- 45:58quer, não tem ideia. De fato aconteceu.
- 46:00E aí quando você e aí quando você é, tem esse acompanhamento
- 46:04de entender os personagens, de de entender o inglês, falar
- 46:08black story, né? Em português, a gente queria o
- 46:11passado deles isso você entender esse caminho de por que que
- 46:15aconteceu aquilo, como é que chegou até o momento de agora?
- 46:18Cara, é uma jornada que você Oo filme, o filme ele tem 11
- 46:21roteiro que ele consegue fazer muito bem essa separação de
- 46:24deixar você acompanhando aos poucos e entendendo cada parte,
- 46:28sem precisar você ficar enrolando tudo.
- 46:30Sim, sim, sim, ele resolve muita.
- 46:32Coisa, né, Bia com poucas linhas de diálogo, né?
- 46:36É, ele dá esses questionamentos, mas não fica martelando em cima,
- 46:40né? Não fica fazendo 50 cenas e
- 46:42lembrando o tempo todo que, olha, eles 2 tinham um
- 46:45relacionamento, ele tinha uma filha e não sei o quê, porque
- 46:48isso é um saco, pô, isso é às vezes.
- 46:50Isso é um saco, cara, porque. E novamente escrita muito bem
- 46:55feita, cara. Tudo isso é uma escrita muito
- 46:57bem pensada, muito bem elaborada.
- 47:00Para poder exatamente com poucas linhas, você conhecer Oo back
- 47:04story Davis, você tomar tempo e aí ele conseguir ter tempo para
- 47:08desenvolver outros personagens sempre, sempre ficar exatamente
- 47:12precisar necessariamente ficar martelando um personagem e 2
- 47:15personagens sabe o tempo todo no filme, né?
- 47:17E pra mim assim eu odeio, eu odeio filme.
- 47:20Que você tem que ficar explicando tudo do roteiro da
- 47:22maneira mais é expositiva possível?
- 47:25Sim. E pra mim parece que o
- 47:26espectador, ou ele não quer presta atenção no filme ou não,
- 47:29não quer saber de nada, quer ver o filme que ele quer curtir.
- 47:32E eu gosto. Quando o filme você te intriga,
- 47:34você se pergunta o que aconteceu aquilo?
- 47:36Ele vai te explicando sem necessariamente ficar um diálogo
- 47:38expositivo. Cara, pra mim é.
- 47:40É por isso que eu digo que esse filme, pecadores, é um filme que
- 47:43pra mim é a aposta que Hollywood tem assim.
- 47:46Aposta que eu digo assim, não tem assim com esse filme, pelo
- 47:48amor de Jesus Cristo, esse filme tem que ter.
- 47:51Esse filme é esse, esse um tem que ser 11 sinal para mostrar
- 47:54que produto tem que investir em produção original, investir em
- 47:57produção de história. Assim feita do zero, é, eu não
- 48:00entendi direito o que você falou, Tiago.
- 48:02Tem que ter continuação ou não tem que ter?
- 48:05Não tem que ter, não tem que ter.
- 48:07Não, não, pelo amor de Deus. Não, não, não.
- 48:09Tem que ter, não faz o menor sentido.
- 48:11Pelo. Assim não faz, não só não faz.
- 48:13Sentido. Mas cara, pô, é, é a sequência.
- 48:17O Rain cogaller já falou que não quer.
- 48:18Não tem plano para fazer uma sequência do filme.
- 48:21E ele com com esse contrato? Maravilhoso que ele.
- 48:24Conseguiu não, né? Que ele?
- 48:27Mereceu, né? Ele ele deixou registrado que
- 48:31não vai ter continuação porque esse é o negócio do do bom.
- 48:35Esse é o negócio do cinema hoje em dia.
- 48:37É um problema do cinema hoje em dia, tá?
- 48:39Deu, deu o que falar. As pessoas querem voltar ali
- 48:44quando a gente precisa de histórias originais, na verdade.
- 48:48Então, ele muito brilhantemente já deixou.
- 48:50Ali não vai ter continuação, porque não faz sentido ter uma
- 48:53continuação. O homem, o homem, o homem
- 48:55chegou. Igual o Schwarzenegger com a
- 48:57foto pare. Não, perfeito.
- 49:00Cara chegou para Warner, pare, não, sem pare.
- 49:02Meu meu medo é meu medo era Warner falar, OK, wrner, não
- 49:07quero fazer a sequência, vamos pegar outro diretor aí que aí
- 49:11que acorda IA romper aí caia caminhão de dinheiro para outra
- 49:15galera. E aí nane se e vou fazer não.
- 49:18E pô, como é que tu, cara? Como é que você vai?
- 49:20Fazer um filme que foi roteirizado, dirigido por Ryan
- 49:23cugler, sem Ryan cugler, não tá mudando o filme inteiro, cara,
- 49:27porque eu fiquei com medo. Porque?
- 49:29Que eu estava acessando o letterbox.
- 49:30Você apareceu senhores em inglês, né?
- 49:32Pecadores, pecadores 2 aí apareceu Ron incluso na produção
- 49:37a esse lugar na esposa, né? Que também produtora do junto
- 49:40com googleler, né? Sim, é a esposa dele, a esposa
- 49:42dele, a. Esposa do próprio ludwin,
- 49:44goldenson também é produtora do filme e tal.
- 49:47E aí apareceu Ah, o produção. É do Ryan cogler.
- 49:51E ele não estava no roteiro nem direção.
- 49:53Aí eu falei, pô, cara, pelo amor de Deus.
- 49:55Aí eu pesquisei. Aí o Ryan cogle falou que não
- 49:57queria fazer você conhecer, cara.
- 49:59Pô, tô, tô. Tô torcendo muito para que esse
- 50:01contrato como a Bia disse. É um contrato que não.
- 50:05Ele tem direito de filme daqui alguns anos, se não me engano
- 50:08daqui. Acho que uns 10 anos por aí.
- 50:10Ele tem direito sobre total, não sobre o filme total aham tem
- 50:14jeito sobre o roteiro? A.
- 50:16História é dele. Então é ele, ele que fazer uma
- 50:21sequência ou não. Mas graças a Deus não, não vai
- 50:23ter não. Pelo amor de Deus, não tem
- 50:25porque, né, cara? Mas a gente chegando aqui já
- 50:46para a parte. Final do filme, né?
- 50:47É tudo que a gente falou assim, maravilhoso e tal.
- 50:50Mas eu quero falar um pouco aqui da sequência final, né?
- 50:53Que é aonde eu senti essa coisa do filme trash, né?
- 50:57Porque que? Porque que para mim?
- 51:00Né? E assim, aí cada um vai dar a
- 51:02sua visão, né? É como eu falei, foi uma coisa
- 51:06que eu interpretei, não foi nada que não é uma verdade universal
- 51:10e muito menos e o ry cuger falou sobre, pra mim é o que ele fez
- 51:16ali no nessa sequência final foi trabalhar 11 espécie de trash
- 51:20ali com obviamente com é no bom sentido da palavra, né?
- 51:25É no bom sentido do termo, né? Óbvio, eu sei que tem muita
- 51:29coisa de filme trash, que é que assim é realmente bem trash, é
- 51:33bem lixoso, mas tem coisa que é muito boa, né?
- 51:36E eu acho que ele pegou os elementos que são melhores assim
- 51:39do filme trash que conseguiu trazer e traduzir ali pra essa
- 51:43sequência final, porque era uma sequência muito mais fantasiosa,
- 51:46porque, pô, você está falando de vampiros, né?
- 51:48Então tem toda aquela coisa tal. Então toda essa sequência final,
- 51:54cara, é, foi algo tão espetacular.
- 51:57E ele não demora assim, ele não fica tipo, o filme inteiro sabe
- 52:00martelando ação na tua cara, sabe?
- 52:03Ele não precisa. Ele faz com que tudo que ele
- 52:07construiu durante toda a caminhada do filme se culminasse
- 52:10com isso aqui. E a gente se importasse com cada
- 52:13uma das mortes, né? Até com os figurantes.
- 52:17Eu me importei. Eu fiquei, cara, não, ele matou
- 52:20os figurantes também, cara, não é possível, cara.
- 52:23Eu. Eu fiz pior.
- 52:24Eu, eu. Relacionei, eu preciso da minha
- 52:27vida pessoal com os personagens do filme.
- 52:29Putz, aí, aí, aí, cara, cara, eu juro pra vocês, eu saí da
- 52:33sessão, cara, meu, eu estava vendo amigo que estavam comigo,
- 52:36cara, eu saí destruído, eu saí assim.
- 52:38Parecia que eu estava deprimido, cara, estava extremamente
- 52:43destruído. Eu falei, pô, eu não quero
- 52:46passar por isso. É, não vai, pelo amor de Deus,
- 52:50eu já. Eu entrei muito no filme.
- 52:54É, não, você entrou muito assim, você?
- 52:56Foi tipo de tibum mesmo, cara, é, exatamente é não bom, mas é,
- 53:02mas, mas toda essa construção cara que ele conseguiu fazer,
- 53:05ele culminou nessa cena final. E não é uma cena extremamente
- 53:09complexa. Não é uma sequência, né?
- 53:11Não é. Não é só uma cena, mas não é por
- 53:13uma sequência extremamente complexa com.
- 53:17Lutas super coreografadas e kung Fu sabe, pô, a galera sabe, new
- 53:25aprendeu, sabe? I Kong Fu sabe Do Nada, mas
- 53:29tipo, não é nada assim. Super coreografado, né?
- 53:33Ação assim, super sabe. Ah, Velozes e Furiosos não é são
- 53:38é uma coisa tão, tão trash, né? Nesse ponto do do de não ser
- 53:44algo super elaborado, né? E ficou tão incrível, ficou tão
- 53:49real para mim que funcionou para caramba, sabe?
- 53:53Porque, cara, se a gente parar para pensar que qualquer outra
- 53:57produtora para poder ganhar um trocado a mais, ela com certeza
- 54:01faria uma essa cena bem mais elaborada no sentido da ação.
- 54:05Vocês entendem o que eu quero dizer, né?
- 54:07Tipo é, sabe? Muito efeito especial, muita
- 54:12coreografia OGITGI na mirabolante, é?
- 54:17E assim não? Óbvio que tem essas coisas aqui,
- 54:20sim, porque tem que ter, né? Porque você tá tratando ali de
- 54:24vampiros, né? Então você tem que ter um pouco
- 54:26ali de de de ser Gi, tem que ter coreografia, né?
- 54:29Porque não pode ser algo assim, Ah, faz aí do seu jeito e vamos
- 54:32embora. Mas é, é, é muito menos, né?
- 54:37Elaborado nesse ponto, e eu estou falando aqui no melhor
- 54:40sentido da palavra, é e funcionou para caru.
- 54:44Ficou muito incrível para mim. A forma como eles é davam é, é
- 54:49pegavam os espetos EE, tacava no peito dos vampiros.
- 54:53Como é que cada um foi morrendo, pô?
- 54:57Fez sentido a morte de cada um e como cada um morreu, cara, me
- 55:01doeu muito quando o. O Stack o smoke teve que matar
- 55:05Ane tal nossa cara, nossa, não nem.
- 55:09Fala, cara, mas fez muito sentido tudo o que aconteceu.
- 55:15Ali, né? Então, aí eu.
- 55:18É por isso que eu falo que para mim é uma releitura assim.
- 55:22Obviamente, para mim, tá, gente, é nosso, muito pessoal meu.
- 55:25Para mim foi uma releitura tão fantástica que o Ryan cogle fez
- 55:28de filmes tresh, né? É?
- 55:31É nessa sequência final que cara ficou algo assim, só só ele
- 55:35levou o filme, a qualidade do filme que ele conseguiu
- 55:38trabalhar várias Vertentes de filme é dentro de um filme só.
- 55:42E todas elas se conectaram e todas elas fizeram sentido.
- 55:45Câmera abrindo, câmera fechando, plano de.
- 55:48Falando de tela, abrindo na hora que tem que abrir a tela,
- 55:54mudando de quadro, de enquadramento de tela.
- 55:56Cara, em alguns momentos. Cara, tudo isso fez muito
- 55:58sentido para mim. Foi algo fantástico.
- 56:00Cara, é com. Com o risco de?
- 56:04Desvirtuar um pouquinho esse comentário sobre o final que eu
- 56:07quero manter. Como você tá falando do é?
- 56:13É tudo muito incrível, né? São pessoas ali lutando pela
- 56:16vida. Mas eu acho que tem um lance na
- 56:19cena final também que bota o filme em outro lugar, porque a
- 56:24gente sabe é que o remic é irlandês por conta das músicas
- 56:29irlandesas que ele canta, né? Mas aí quando ele tá com o sêmen
- 56:34da água que ele ele fala, eu não vou lembrar a fala específica
- 56:38dele. Mas é basicamente assim, quando
- 56:41o colonizador chegou nas terras dele, eles também tiraram a
- 56:46herança dele. E ele agora tá nesse papel.
- 56:51Eu acho que isso deixa Oo da mesma forma aqui no Pantera
- 56:55Negra. O key monger é um vilão com
- 56:58muitas camadas, que acho que tem gente que torce para ele,
- 57:02inclusive. É, no caso, o dramin.
- 57:04É que a gente não torce por ele, mas ele vira um vilão muito mais
- 57:09complexo, ainda que esteja falando de racismo estrutural,
- 57:13né? Ele ele tá mostrando essa
- 57:17relação de poder que de subjugação de um grupo, né?
- 57:23Dentro do da dos próprios europeus ali, né?
- 57:29O irlandês sendo subjugado ao inglês.
- 57:32EE, ele herda isso, mas ele está repetindo porque ele se vale do
- 57:37grupo que ele acaba sendo nos Estados Unidos.
- 57:41Eu acho isso de uma complexidade, mas que traz uma
- 57:44dimensão para o filme muito interessante, que é o que mais
- 57:47fica para mim da cena final. Claro que a ação é interessante,
- 57:52mas essa mensagem acaba sendo para mim Oo principal dessa cena
- 57:56final. Eu gosto muito.
- 57:59Porque trazendo um ponto, né, que a Bia comentou que o sobre o
- 58:05remic, né? O próprio, o próprio Jack o
- 58:08connell, ele falou que perguntaram uma entrevista, Ah,
- 58:11você gosta de pessoas, não odeio ele, então assim, o próprio, o
- 58:15próprio ator não gosta do remic e eu acho que fica bem bem
- 58:19trínseco que ele é realmente um cara babaca, né?
- 58:23Tempo para não dizer pior. E eu eu gosto muito do final,
- 58:28porque é eu trazendo um pouco até antes do final.
- 58:31Eu acho extremamente válido a reação da da esposa, do do boas.
- 58:36Eu esqueci o nome dela. Agora é espera aí que eu vou
- 58:39pegar. Aqui, Grace.
- 58:41Grace. Que é?
- 58:43Para mim, a reação da Grace é extremamente plausível, porque o
- 58:47remic ele já tava de saco cheio, sabia que o só lança daqui a
- 58:50pouco? Então ele queria afetar o
- 58:53psicológico de alguém pra poder falar e convidar.
- 58:56E aí a Grace gritou, podem entrar seus filhos da mãe, e aí,
- 59:00e aí começou a briga e tal, e eu acho que e eu acho que esse
- 59:04ponto, o pessoal reclama e fala assim, porra, Ah, Grace é uma
- 59:06idiota, porra. Por que que a Grace falou,
- 59:09estariam vivo se não fosse por isso?
- 59:10Eu falei, cara, aí eu aí eu pensei, pô, imagina no teu
- 59:13lugar, pô, o cara ameaça o cara, ameaça sua filha de morrer.
- 59:17O pai vai matar ela, pô, tu vai ficar maluco.
- 59:20Vai ficar maluco, cara. Só vai ficar doido.
- 59:22Exatamente. Então assim faz total.
- 59:24Sentido. Exatamente.
- 59:26E eu gosto, e eu gosto muito da da luta, porque você, ela, ela é
- 59:31uma luta extremamente simples. Não tem assim, pô, Oo efeito de
- 59:35seja aí mirabolante e eu. E é legal porque ela é uma luta
- 59:40íntima. Tipo, eles estão.
- 59:42Eles estão brigando com pessoas que eles chamavam de amigos.
- 59:46Cara, a cena da Grace esfaqueando até pouco tempo
- 59:48atrás. Eles estavam dançando todo mundo
- 59:50junto, não? E assim, a cena da Grace.
- 59:52Esfaqueando o gol no peito, pegando fogo.
- 59:55É espetacular. Cara.
- 59:56Que roça isso é uma. É um take extraordinário, cara.
- 1:00:01E ela pegando fogo ainda e gritando, matando ele, cara,
- 1:00:04assim. EE, você vê que tipo, os 2 se
- 1:00:05amavam? Os 2 eles eles eram muito
- 1:00:08alegres um com o outro, e acontece isso.
- 1:00:11E aí você vê OE, cara, pra mim dói muito, porque o problema que
- 1:00:16dói mais pra mim, Marcelo, não é AN morrer, é quem matou AN sim
- 1:00:21que foi o Stack, cara, o Stack assim ela cobrando a promessa,
- 1:00:26né? Ela cobrando a.
- 1:00:27Promessa aí do tipo é, isso aconteceu comigo.
- 1:00:29Eu quero que você me mate antes de eu me transformar nesse
- 1:00:33monstro, né? Me dói porque OOO.
- 1:00:36Smoke, ele fala, né? Que assim não, por favor, cara,
- 1:00:39não faz isso. Pô, eu imploro e aí ele olha e
- 1:00:43fala, vai ficar tudo bem agora. E aí, caralho, cara, e você se
- 1:00:47destrói, porque esse não é o Stack, você sabe que esse não é
- 1:00:51o Stack. E aí, e aí, aí depois, né?
- 1:00:54Mais pra frente tem um momento, né, que ele tá brigando, né, com
- 1:00:57o Stack, e aí o Stack fica irritado, fala, pô, que que você
- 1:01:00matou ela, tá maluco? E pra mim, o ponto mais legal
- 1:01:04dessa cena é que eles estão brigando e eles não conseguem.
- 1:01:10Se matar um ao outro, porque tanto?
- 1:01:13Tanto que a cena, quando o stek vai conseguir devorar o ele meio
- 1:01:18que se bloqueia por alguma coisa.
- 1:01:20Ele se segura, ele fala. Cara, eu não consigo, as pessoas
- 1:01:25ficam em dúvida em 2 coisas. A primeira que Eu Acredito é que
- 1:01:29o stek não consegue. A irmandade é tão forte que nem
- 1:01:33sendo vampiro ele consegue fazer isso.
- 1:01:36Só que a segunda coisa que falam é que quem protegeu foi o patuá
- 1:01:39que AAN deu, porque o patuá manteve ele vivo durante muito
- 1:01:45tempo. EOO patuá ele.
- 1:01:48Ele protegia o smoking de não morrer.
- 1:01:52Mas eu eu vou ser sincero, eu gosto mais da ideia do Stack
- 1:01:55porque traz um drama maior, né? Traz aquela coisa tipo, cara,
- 1:01:58mesmo ele morto, ele não consegue transformar um irmão.
- 1:02:03E aí as 2. Fazem sentido, né?
- 1:02:06E as 2 são boas, mas eu, eu, eu prefiro ficar com ele.
- 1:02:09Não conseguiu. No final das contas, também é a
- 1:02:11boa, é melhor. E aí, e aí?
- 1:02:13Você tem, né? O momento que ele vai usar
- 1:02:15estaca do coração e ele fala. Desculpa se eu não conseguir
- 1:02:18proteger, aí o Stack. Não fique triste.
- 1:02:20Você sempre me protegeu. Cara.
- 1:02:22Nossa, acaba contigo. Velho, sabe?
- 1:02:25E nossa, assim eu eu fiquei também.
- 1:02:28Eu fiquei mal com a com anão, não gosto nem não gosto nem.
- 1:02:32Mas eu, eu eu fiquei. Mal falei, pô.
- 1:02:34Até a puerlin, cara, não. O Delta Slim também, cara, pô,
- 1:02:37nossa, adorava Delta Slim. E aí?
- 1:02:40E aí você vê? E aí é legal, porque, tipo,
- 1:02:42quando eles morrem, você vê eles como vampiros.
- 1:02:46Não o semi fazendo cantando, né? A oração.
- 1:02:51E aí, e aí? Depois ele, ele enfia o violão
- 1:02:56na cara do menino. Que eu.
- 1:02:57Caraca, cara, que bom essa essa. Assim a gente fica o tempo todo,
- 1:03:03né, porque lá no começo do filme a gente vê o semi.
- 1:03:06Com o violão quebrado, né? E aí a gente fica o tempo todo
- 1:03:09pensando, cara, como é que aconteceu?
- 1:03:10Quando é que vai acontecer nesse violão quebrado?
- 1:03:12Não sei o que. A forma que acontece também é
- 1:03:15maravilhoso, cara. E eu acho.
- 1:03:16Só finalizando aqui pra. Não ficar muito tenso o meu
- 1:03:19argumento eu acho que EE pra fechar tudo isso e aconteceu.
- 1:03:23Você tem Oo smoke falando com Oo caraca, você não esqueceu o nome
- 1:03:28dele agora do semi pra poder Pra Ele poder ir Pra Ele porque ele
- 1:03:32tem que resolver uma coisa antes.
- 1:03:34E aí o smoker, ele senta para fumar um cigarro e ele não,
- 1:03:37porque ele fica tremendo. E aí o filme volta para abertura
- 1:03:41do clube. Eles felizes, eles alegres, o
- 1:03:45stex sendo sendo respeitando, AN sendo que ele desrespeitou AN
- 1:03:49falando que ele era uma bruxa. E aí você vê ele se divertindo,
- 1:03:53ele se alegrando e você fala, caraca, cara, por que que isso
- 1:03:57aconteceu? E tudo e toda uma cena que a
- 1:04:00gente não. Tinha visto antes, né?
- 1:04:02Porque a gente só vê eles fazendo a busca, né, dessa
- 1:04:05galera. Mas a gente não vê eles
- 1:04:07organizando o clube, né? Sim.
- 1:04:09Então essa cena era uma cena. Deletada era pra ter uma cena
- 1:04:12desorganizando o clube, tanto que saiu agora, quando saiu um
- 1:04:14do streaming, saiu essa cena e aí.
- 1:04:17Mas eu, eu, eu não gosto. Eu acho que foi bom esse 60
- 1:04:20saído só parecido com o flashback, porque ela você cria
- 1:04:24essa conexão e você volta no passado e você fala, cara.
- 1:04:28Antes deles serem inimigos, eles eram irmãos, eles eram alguns,
- 1:04:32eram casal, eles se amavam, respeitavam um ao outro, e aí
- 1:04:36você vê que tudo foi destruído e o smoker lembrando de tudo e
- 1:04:40tremendo. Ele não consegue apertar o
- 1:04:43cigarro, ele está nervoso, ele perdeu todo mundo que ele ama.
- 1:04:46E aí cara, assim é difícil. Gente, desculpa se eu estou
- 1:04:52gaguejando, se eu estou falando mal, mas é porque é uma cena que
- 1:04:55você você não consegue explicar. Você consegue só sentir?
- 1:05:00Sim, sim. E eu acho.
- 1:05:01E é isso. Que fecha bem, cara.
- 1:05:03Nossa EE, faz todo sentido você conseguir.
- 1:05:06Sentir tudo isso, no final das contas, é pela construção toda
- 1:05:10que foi feito durante o filme. Ele tomar o tempo, o Ryan cogler
- 1:05:14tomar o tempo dele pra poder explorar todos os personagens,
- 1:05:18fazer com que a gente tenha, é. É, é a gente tenha envolvimento
- 1:05:23com todos eles, né? É menor pro maior e tal.
- 1:05:27Então isso isso fez com que a gente, no final das contas,
- 1:05:30sentisse tudo isso, sentisse AA morte de todo mundo a como
- 1:05:37certas cenas marcam pra caramba. Então tudo isso é, é, é, é, é
- 1:05:41essa construção, né? É, é esse eles.
- 1:05:46Vão aos poucos montando, né? E aí você vai, vai.
- 1:05:49Compreendo a cadela fantástica assim.
- 1:05:51Isso para mim é trabalho de montagem.
- 1:05:53Excelente, incrível, incrível, incrível, bom.
- 1:05:56Comentário, vou, vou abrir espaço então pra gente fazer
- 1:05:59comentários finais aqui, né? Sobre o filme, começando aqui
- 1:06:02pela nossa querida Bia. Comentários finais gostou?
- 1:06:04Não gostou, quer dizer, gostou? Eu sei que gostou, mas gostava.
- 1:06:08Eu achei, né? É, é, quer ver mais?
- 1:06:12Michael beed, ordem dose. Dupla ou em dose tripla, quem
- 1:06:15sabe? Dose quadrupla quinto dupla
- 1:06:18vamos lá falando, quanto mais Michael beed Jordan.
- 1:06:21Melhor, viu? Exatamente.
- 1:06:23O homem nasceu. Pra pro cinema, cara?
- 1:06:25É. Ele nasceu pra ser bonito mesmo.
- 1:06:27Ele é esse homem. Meu Deus, Marcelo está aqui
- 1:06:31cativante. Eu estou, estou, estou
- 1:06:34totalmente. Estou é?
- 1:06:36Meu crush pra caramba. Que que Tiago tinha mencionado
- 1:06:40lá atrás de? Ele, uma pessoa, outra pessoa
- 1:06:45falou, né, que que bom que ele. Ele tá no elenco a altura.
- 1:06:49Ele, na verdade, quando era garoto, ele fez The Wire.
- 1:06:52Eu não sei se vocês assistiram essa série que em termos
- 1:06:56temáticos é boa. Procurem em termos temáticos.
- 1:07:00Vai falar ali da da questão do racismo, entre outras coisas.
- 1:07:05É, e ele já mandava muito bem com, sei lá, 14 anos ou alguma
- 1:07:09coisa assim. É.
- 1:07:11Essa série é tipo dos anos. 2000, né?
- 1:07:14Mas uma. Coisa que eu queria?
- 1:07:16Ter comentado, mas eu tava tematicamente.
- 1:07:19Ela não se encaixava muito bem. Vou falar agora tem um momento
- 1:07:23da do filme. É no começo do filme que o Delta
- 1:07:26Slam, ele conta de um amigo que ganhou dinheiro, tá numa estação
- 1:07:32de trem e ele acaba mostrando que tá com muito dinheiro e ele
- 1:07:37acaba sendo linchado, né? É um é um momento bem forte,
- 1:07:41porque a gente não vê, mas a gente ouve aquela estação de
- 1:07:44trem. Então eu achei assim voltando,
- 1:07:46né? A questão da da composição
- 1:07:48sonora do filme é um momento bastante forte, né?
- 1:07:52Eu achei e eu não sei se vocês sabem, mas o Ryan cogler, na
- 1:07:56época da pandemia, ele foi detido num banco porque ele
- 1:08:01estava com muito dinheiro. É, ele já tinha, ele estava
- 1:08:05vindo da fama do Pantera negro, então ele tem um motivo para ele
- 1:08:09estar com aquele dinheiro. A bancária suspeitou e chamou a
- 1:08:13polícia. Então, nossa que?
- 1:08:16Horror, cara, tem filmagem dele sendo.
- 1:08:20Detido é pelo. Aí ele conversou e tal, mas uma.
- 1:08:29Constrangimento ridículo. O acontecimento aí, eu.
- 1:08:35Achei muito poderoso assim, ele colocar é esse, esse eco do
- 1:08:40passado, do que ele passou naquela época era era mais
- 1:08:45violento. Não quer dizer que hoje tá
- 1:08:47melhor, é. Então são são coisas que que a
- 1:08:54comunidade negra luta ainda. E é nosso trabalho lutar junto,
- 1:08:58né? É pra pra ter.
- 1:09:01Alguma mudança? E o pra mim, o comentário.
- 1:09:05Final é um filme espetacular, como o Marcelo falou lá no
- 1:09:07comecinho, na abertura do programa.
- 1:09:09Pra mim é o melhor fim do ano até então.
- 1:09:12Então eu acho difícil ultrapassar, porque o efeito que
- 1:09:16esse filme gerou em mim a primeira vez é um.
- 1:09:18Foi um efeito que, honestamente, não via no cinema há muitos
- 1:09:20anos. Então eu acho que muito.
- 1:09:23Provavelmente esse filme vai ser.
- 1:09:24O melhor filme que vem no ano, 2025.
- 1:09:27E assim, eu tô numa dispa Superman, fantástico.
- 1:09:30Mas eu acho que é legal. É, é.
- 1:09:32Eu não acho que vai dar, eu não acho.
- 1:09:34Que. Vai dar a mesma emoção, né?
- 1:09:35Porque assim, a primeira emoção, sempre muito icônica, eu acho
- 1:09:39que vai dar a mesma. Mas é, é diferente, é.
- 1:09:41E eu queria trazer aqui. Só.
- 1:09:43Uma última cena pra mim. É icônica.
- 1:09:49Que é a cena do. Dos mouke do perdão, do do ostec
- 1:09:54da Mary dos anos 90 em Chicago? Ah, sim, eles indo visitar o.
- 1:10:00Semin mais velho, eu gosto muito dessa.
- 1:10:03Cena, porque ela tem um detalhe que deixa entender que os
- 1:10:08humanos já tem ciência, que os vampiros vivem nesse mundo,
- 1:10:11porque tem um momento. Quando logo quando eles chegam a
- 1:10:15Mary, ela vai olhar para o barman e o barman dá uma
- 1:10:18carente, tipo querer querer bater um papo com ela e tal.
- 1:10:22Só que ela mostra os dentes. Na hora que ela mostra os
- 1:10:25dentes, ele só arregala o olho e vaza então e sai correndo.
- 1:10:29Então, para mim, isso. É isso.
- 1:10:31É um indício que nesse nos anos 90, os vampiros já são
- 1:10:35conhecidos, mas eles deviam escondidos as pessoas.
- 1:10:38Não tem noção de quem? De quem é vampiro e quem não é.
- 1:10:41Eu eu imagino que talvez por questão de entrar e tal, mas
- 1:10:44assim já sabem que eles existem. Então é um detalhe muito bacana
- 1:10:48que você consegue, né? A você consegue uma criar uma
- 1:10:53teoria, mas isso não te dá resposta, não te dá explicação.
- 1:10:56Sim, sim, sim, para mim. E o filme faz.
- 1:10:58Direto assim. Várias, várias cenas e é
- 1:11:02inteiramente teoria porque Oo próprio.
- 1:11:04Ryan cubler nunca falou nada sobre Ah não, beleza?
- 1:11:07E eles, sabe e tal. Não sei o que é, é uma, é um, é
- 1:11:09uma visão que você, eu, por exemplo, eu não tive essa visão
- 1:11:12coisa, mas faz sentido o que você tá falando?
- 1:11:15Não, não é algo absurdo de de não e existem.
- 1:11:19Existe aquele. Grupo também que caça os
- 1:11:21vampiros, mas ninguém explica nada de quem eles são.
- 1:11:24Sim, sim, sim, verdade. E é.
- 1:11:26E é tudo World building. É um é um World em inglês, é
- 1:11:31criação do do universo e é muito criativo, né essa?
- 1:11:35Maneira. Porque?
- 1:11:36Você não precisa ficar explicando tudo Tim, Tim, por
- 1:11:40Tim, Tim, cara, às vezes você só precisa ter o ter o elemento ali
- 1:11:45e você, beleza, ok, entendi isso aqui existe, isso aqui funciona?
- 1:11:48É isso sim, sim, concordo. É respeitar o público, exato.
- 1:11:53Exato, eu vou. Eu vou falar um detalhe.
- 1:11:55Assim é last time is say the Sun, que música cara e música.
- 1:12:01Quando eu? Trabalhava no centro da cidade.
- 1:12:03É só para a gente poder fechar, né?
- 1:12:05Porque já estão chegando aqui No No final do programa, quando eu
- 1:12:07trabalhava no centro da cidade, eu IA muito para clube de blues
- 1:12:10e jazz na centro, né? Então eu frequentava muito,
- 1:12:13porque eu sempre gostei muito, cara.
- 1:12:14Então assim, era algo que toda quarta-feira mais ou menos eu
- 1:12:17IA. Então é, pô, é muito.
- 1:12:20Bom poder ver. Essa essas coisas a gente se
- 1:12:22lembrar disso, principalmente de música cult pra caramba, é.
- 1:12:26Então assim é. É muito maneiro, muito maneiro,
- 1:12:29cara. Cara, parabéns para o I'm
- 1:12:31Coogler. Cara, eu sei que ele deve estar
- 1:12:33ouvindo a gente nesse i love you mesmo, your the love you, Ryan
- 1:12:37Coogler. Sei que ele está com certeza.
- 1:12:40Ouvindo a gente aqui, o Michael BID Jordan também, Michael, You
- 1:12:43Are the Bass, i love you, i want to leak your rabs AI mas é isso,
- 1:12:51o Michael beijola mandando o Den dele.
- 1:12:56Mas é isso, minha gente, vamos finalizar o programa hoje,
- 1:13:00agradecer aqui aos meus queridos, é Tiago e Beatriz, né,
- 1:13:05por estarem compondo aqui a mesa comigo é, quero avisar, né,
- 1:13:11porque vocês vão notar o que vai acontecer nas próximas semanas,
- 1:13:14que esse vai ser meu último programa, né?
- 1:13:17É, por um período, eu vou precisar tirar um períodozinho
- 1:13:21sabático aí. Não, sabático não é não é bem a
- 1:13:24palavra. Mas eu vou precisar tirar 11
- 1:13:26folga apresentando aqui o overview, porque eu preciso
- 1:13:32cuidar do meu papai, né? Meu papai, ele já tá bem
- 1:13:34dozinho, né? Então eu preciso dar essa
- 1:13:38atenção para o meu papai, é, mas eu volto muito em breve eu
- 1:13:42volto, é só um períodozinho de tirar esse esse Descanso aí para
- 1:13:46cuida dele, né, e tudo mais. Mas eu vou aparecer sim alguns
- 1:13:51programas, aí poucos, mas eu vou aparecer, né, para poder.
- 1:13:55É comentar, né? Sobre outras outros filmes,
- 1:13:59séries, enfim, né? Sobre outros tempos.
- 1:14:02Vocês ainda vão ouvir minha. Voz aí, e.
- 1:14:04Né? Eu ainda vou estar lá no missão
- 1:14:06secundária, eu ainda vou estar lá no conto gelora, né?
- 1:14:10Com meu personagem é, mas é isso.
- 1:14:13Então vamos finalizar aqui hoje, né?
- 1:14:15Quero agradecer também que a Audi que mais uma semana
- 1:14:18conosco, né? Lembrando a todos vocês que nós
- 1:14:21estamos lá no nas redes sociais, no Instagram.
- 1:14:24Nós estamos como arroba black company BR underline.
- 1:14:27Nós estamos também no Fred, no X, no blue Sky, né?
- 1:14:32Estamos nesses lugares aí. Se você acompanha a gente aí
- 1:14:36pelo YouTube ou pelo Spotify, não deixem de assinar o canal.
- 1:14:41Nesses é nesses streamings, né? Não deixem de ativar as
- 1:14:45notificações, porque com as notificações vocês vão ficar
- 1:14:48sabendo quando podcast da casa. É, tiverem episódios novos, né?
- 1:14:53Então é importantíssimo isso. Deixem um comentário também, né,
- 1:14:57é, além disso, se você estiver ouvindo a gente por qualquer
- 1:14:59outro agregador de também siga a gente nesse agregador, né?
- 1:15:03Ative notificação, deixa um comentário, deixa uma notinha,
- 1:15:06porque isso também ajuda a gente demais, beleza.
- 1:15:10Então é isso, minha gente, vamos ficando por aqui hoje um beijo
- 1:15:13no vampiro de vocês e eu vejo vocês numa próxima até lá.