Latest / RetinaPro / #183 40 anos de cuidado com os olhos: O que mudou? | Dr. Edmundo Almeida e Dra. Izabela Almeida
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- 0:00Olá pessoal, bem vindos. A mais uma live aqui da retina
- 0:04pro. Toda quarta-feira estamos aqui
- 0:06para conversar com vocês sobre saúde ocular, sobre as dúvidas
- 0:11que vocês possam ter e que a gente pode tentar ajudar por
- 0:14aqui. É então a gente gosta sempre de
- 0:17dar algumas orientações aqui no início, né?
- 0:20Então eu sou a doutora Isabela Almeida, médico oftalmologista,
- 0:23especialista em catarata e glaucoma.
- 0:26O meu doutorado foi na escola Paulista de medicina em São
- 0:29Paulo, e sou professora da Universidade Federal do Pará
- 0:33aqui em Belém. Então pra mim é sempre um grande
- 0:36prazer estar aqui com vocês conversando, tirando dúvidas,
- 0:39falando de glaucoma, catarata e os diversos assuntos também que
- 0:42vão surgindo. É lembrar que as nossas
- 0:46orientações aqui, elas nunca são pra.
- 0:49É que você pare de fazer um tratamento pra seguir as
- 0:53recomendações, né? Na verdade a gente tentei
- 0:55esclarecer algumas dúvidas pra que você consiga, junto com o
- 0:59seu médico oftalmologista, fazer o seu tratamento.
- 1:03A gente não vai falar de nada milagroso.
- 1:06A gente sabe que a internet muitas vezes é utilizada, é
- 1:09nesse sentido, né? E algumas pessoas às vezes
- 1:13deixam de fazer o seu tratamento pra seguir algumas recomendações
- 1:16que. É, não são baseadas na ciência,
- 1:19então é muito perigoso, tá bem? Então tudo que a gente falar
- 1:22aqui vai ser baseado na ciência, em pesquisas, e aí pra isso a
- 1:28gente traz hoje é meu pai, né? O doutor Edmundo Almeida.
- 1:33Vocês vão ver durante essa live que a gente vai falar aqui.
- 1:36Eu vou falar, Ed, doutor Edmundo pai, sai todo junto aqui a
- 1:39conversa. Mas é um grande prazer estar
- 1:42nessa live hoje com ele. A gente pensou nessa live de
- 1:46conversar aí sobre esses anos de experiência dele, pra nos
- 1:50brindar aí com essas informações do que que mudou.
- 1:54O que que a gente pode é, né? Utilizar hoje que não tinha
- 1:59antes, essas mudanças que ele conseguiu acompanhar aí ao longo
- 2:03dos anos. Aí pai, bem-vindo e fala um
- 2:06pouquinho de ti pra aqui todos. É aqueles que não te conhecem,
- 2:10já, já comecem a te conhecer um pouquinho mais.
- 2:14Bom, eu sou Edmundo Almeida, sou formado na Universidade Federal
- 2:17do Pará. Eu fiz a minha pós graduação na
- 2:20Universidade Federal de Minas Gerais, onde eu completei meu
- 2:24doutorado e depois fiz meu pós doutorado na França, mas OE hoje
- 2:32sou professor da Universidade Federal do Pará e da estadual do
- 2:35Pará também, mas. Meu carinho é muito grande pela
- 2:38essa retina própria, é muito linda e eu sou cercado de tantos
- 2:41bons profissionais que normalmente quando eu tenho as
- 2:44minhas dúvidas, eu peço ajuda, né?
- 2:46A gente sempre trabalha em conjunto, então é isso, é.
- 2:53Estou aqui à disposição para o que vocês quiserem dar.
- 2:57E que a Isabela levanta o assunto que ela levantar.
- 3:01Bacana, eu acho que a gente podia começar falando um
- 3:04pouquinho. É de como era, né?
- 3:07A realidade da medicina e da oftalmologia.
- 3:11Quando você começou? Eu acho que essa é uma forma da
- 3:13gente começar a entender essas mudanças, de onde elas
- 3:17começaram, né? Porque quando tu começaram.
- 3:20Nessa linha de tempo eu vi, eu vi de tudo, viu minha filha?
- 3:28Eu vi meu professor Aracy Barreto, que era oftalmologista.
- 3:34Foi diretor da faculdade de medicina e depois foi reitor.
- 3:38Operar com as mãos. Ele molhava numa bacia com de
- 3:44álcool, iodado e operava com as mãos.
- 3:46Não existia luva nessa época, né?
- 3:49Curioso isso, né? E a gente tinha poucos casos de
- 3:52infecção, mesmo tentando dessa forma.
- 3:57Então esse esse início foi dessa forma que eu vi operar
- 4:00oftalmologia. E as técnicas mudaram
- 4:04absurdamente, né? Na minha, na minha época de
- 4:07residente, por exemplo, a gente operou, eu iniciei operando a
- 4:10olho nu, né? Olho nu.
- 4:12Depois tinha uma lupinha que a gente colocava aqui e depois,
- 4:16graças a Deus, veio o microscópio, né, que nos deu uma
- 4:19segurança muito grande. 11 forma é fantástica da gente operar com
- 4:26muita segurança, né, porque a visibilização era muito boa e
- 4:30por aí vai as técnicas, né? Mas vamos é iniciar pela pela
- 4:36técnica em si, nós, a técnica da cirurgia da catarata, né?
- 4:39A cirurgia da catarata é a cirurgia mais feita no mundo,
- 4:42né? Então, antigamente, o que que se
- 4:44fazia, né? Se a gente for um tempo bem
- 4:47remoto, a catarata era era feita pelos barbeiros, né?
- 4:51Os barbeiros pegavam canivetezinho, luxava, aquela
- 4:55catarata branca que tinha na pupila, e aí a pessoa começava a
- 4:59ver de novo. Mas evidentemente que aquela
- 5:01catarata luxada pra dentro da cavidade vítrea causava inúmeros
- 5:06problemas, glaucoma e no final cegueira.
- 5:10E depois nós começamos a aprender a fazer as incisões,
- 5:13né? É pra vocês terem ideia, meus
- 5:16queridos ouvintes, internautas, hoje a gente usa, hoje a gente
- 5:23usa uma incisão de 2.2 mm. Então eu comecei a operar com
- 5:30uma incisão de 10 11 mm, onde a gente tirava a catarata que é
- 5:37essa? Não sei se aparece meu pointer
- 5:39aí, né, essa lente que nós temos dentro do olho e não se colocava
- 5:45lente, não existia a lente introcolar, né?
- 5:49E a gente tirava a catarata como um todo.
- 5:52Depois vieram os pontos, né? Dava ponto, né, dava. 78 pontos
- 5:57na córnea, ali na escara, fechando a incisão que a gente
- 6:01já havia feito. Então depois vieram as lentes
- 6:06Inter oculares. E é interessante, Isabela, é é
- 6:10que a gente vê que toda boa ideia no início, ela é sempre
- 6:14combatida, né? A ciência caminhou desta forma,
- 6:18é no início. O pensamento de colocar uma
- 6:22lente dentro do olho para substituir o nosso cristalino na
- 6:25nossa catarata foi do inglês chamado Ridley.
- 6:30E como é que surgiu a ideia dele?
- 6:32Ele atendendo os aviadores da Segunda Guerra Mundial?
- 6:37Ele percebeu que alguns tinham pedaços de vidro dentro do olho,
- 6:43bem intolerados. Então ele imaginou fazer uma
- 6:47lente de vidro e colocar dentro do olho.
- 6:50Claro que naquela naquela época não havia tecnologia, naquela
- 6:54época não havia como fazer isso de uma forma bem bem bacana, né?
- 6:59E por isso ele teve um estrago muito grande em vários olhos,
- 7:03né? E foi condenado pela comunidade
- 7:06oftalmológica mundial. Mas aí depois essa técnica foi
- 7:10revivida nos anos 70 6070, e aí se mostrou profícua, né?
- 7:17Muito boa. E hoje, pra vocês terem ideia,
- 7:21academia Americana de catarata, ela tem um prêmio chamado Ridley
- 7:28em homenagem a esse homem que foi o grande, o grande
- 7:32incentivador, né? O grande idealizador, digamos
- 7:35assim, das lentes impopulares. Então, hoje é.
- 7:40Só pra aproveitar pra compartilhar aqui, é então
- 7:45compartilhando aqui o que o doutor Edmundo tá comentando com
- 7:48a gente. É aqui pessoal, é onde vai
- 7:52ficar, onde vai se desenvolver a catarata.
- 7:56E aí antigamente, muito antigamente é entravam com algum
- 8:02objeto pontiagudo e empurrava essa lente para cá, para trás.
- 8:09Aqui esse o mo vitro é uma gelatina que a gente tem aqui
- 8:12atrás do olho quando empurrava a catarata para cá, para trás.
- 8:18A luz conseguia passar, porque você tem que imaginar que a
- 8:22catarata é que nem cabelo branco.
- 8:24Todo mundo vai ter umas pessoas mais cedo, outras mais tarde.
- 8:27Mas conforme essa catarata vai aumentando, ela vai ficando,
- 8:31parece. Imagine aí o vidro da sua casa,
- 8:35que ele é transparente, aí imagine ele branco, daí você não
- 8:39consegue enxergar para fora da casa.
- 8:42E aí quando empurra isso aqui para trás, é como se tivesse,
- 8:46entre aspas, aí quebrando o vidro.
- 8:48Né? E aí a luz consegue passar.
- 8:51E aí OA técnica foi avançando pra conseguir retirar a
- 8:55catarata, mas por 11, abertura grande aqui na córnea, na sclera
- 9:03aqui, aí tirava a catarata e dava pontos aqui nessa região,
- 9:08né? E não colocava a lente
- 9:11introcular. Sabe o que foi interessante,
- 9:13Eddie teve uma paciente que eu operei recentemente.
- 9:17Que ela tem uma idade mais avançada e ela não queria
- 9:21colocar a lente introcular. Ela falava assim, eu não quero
- 9:25colocar essa lente. E aí a gente teve que conversar
- 9:28com calma, explicar que se a gente não coloca a lente
- 9:32introcular é o paciente fica com grau de óculos aqui para
- 9:37conseguir enxergar bem muito alto.
- 9:40Então, como antigamente não tinha a lente introcular.
- 9:43As pessoas, depois da cirurgia de catarata, ficavam usando
- 9:46aqueles óculos famoso fundo de garrafa, né?
- 9:50E aí, com o avanço da tecnologia, foi surgindo a opção
- 9:56de implante de lente introcular. E é interessante a história
- 10:00ainda do tom do ridler, né, Ridley?
- 10:03É o que é o que é curioso que você tá falando isso, Isabela.
- 10:08É que eu, na verdade, eu, quando cheguei no Brasil.
- 10:12Eu tinha um colega meu que tinha vindo dos Estados Unidos e ele
- 10:14disse, Edmundo, o boom nos Estados Unidos é implante de
- 10:17lente. Aí eu peguei um avião, fui ver
- 10:18lá ele fazer esse implante de lente, né?
- 10:21EE, aí voltei pra cá e comecei a implantar a fazer catarata com
- 10:26implante de lente e tinha pacientes assim mesmo.
- 10:28Como você falou, doutor, não quero que coloque nada No No meu
- 10:31olho, e aí eu me negava. Aí eu disse assim, olha, com
- 10:34todo carinho e com todo respeito, eu vou lhe dizer que
- 10:36eu não faço mais essa cirurgia é assim, porque o resultado é tão
- 10:39diferente. Que eu não não consigo mais
- 10:42fazer essa cirurgia sem implantar uma lente entrocular.
- 10:45Então essa experiência que você teve recente, eu tive muitas
- 10:49dessas, né? Que eu tinha que de uma certa
- 10:51forma é é induzir o paciente a colocar a lente entrocular,
- 10:56porque senão é como você falou, vai usar um fundo de garrafa que
- 10:59nem a sua avó usava fundo de garrafa de 16°, né?
- 11:04Pra poder ver bem. Então essa evolução da
- 11:07tecnologia agora, evidentemente. Isabela, olha só, eu falei que a
- 11:12gente operava olho nu. Falei que depois a gente veio
- 11:15pra lupa, depois nós vimos pro viemos no microscópio e hoje nós
- 11:20estamos lá na retina, pal, com 3D, né?
- 11:22A gente opera olhando a televisão, né, com a mão aqui,
- 11:27né, e olhando na televisão, quer dizer.
- 11:31Então é tem uma visão muito boa e uma visão.
- 11:35De terceira dimensão, né? Como é o meu próprio nome diz.
- 11:373D, né? E nos dá realmente uma segurança
- 11:40muito grande. E assim, nós não tínhamos
- 11:43aparelho pra fazer a cirurgia de catarata, né?
- 11:45A cirurgia de catarata foi sendo aprimorada graças aos aparelhos
- 11:50da tecnologia, né, que conseguiu através de um de uma sondazinha
- 11:55pequena, hoje de um e meio, 1 mm, 2 mm no máximo, entrar no
- 12:02olho e dissolver a catarata, né? Então é, o pessoal fala em
- 12:05laser, essa cirurgia não é laser, é ultrassom em alto alta
- 12:11frequência, né? Então ele vibra lá dentro, vai
- 12:15emussificando a catarata e aí a gente vai aspirando a catarata e
- 12:20depois deixa a cápsula dela para servir de anteparo e introduz
- 12:25uma lente. Então essa, essa evolução, eu
- 12:28estou falando só de cirurgia da catarata, Hein, gente?
- 12:30Olha só. Nós temos o pterígio que agora a
- 12:32gente não usa, aponta. Usa cola, nós temos o
- 12:35transplante de córnea que a gente faz agora por camadas, né?
- 12:38Quer dizer, usa camada, às vezes o transplante é só de uma
- 12:41camada, não é aquele transplante de córnea total, quer dizer,
- 12:45então assim é uma, é, é primoroso, aí a Isabela você
- 12:50colocou aí 13 d, né? Então é assim, a gente opera
- 12:53olhando pra ali, pra televisão, o paciente tá deitado, tem uma
- 12:56câmera no olho do paciente. E você põe um óculos 3 DE operar
- 13:01dessa forma, quer dizer, é tudo isso, gente, graças a
- 13:05tecnologia, né? Graças a aos pesquisadores, né,
- 13:09cada vez mais, né, evoluindo, evoluindo.
- 13:12Hoje a gente tem lentes que corrija a visão de longe, de
- 13:15perto, intermediário, né? Eu mesmo, vocês estão vendo aí
- 13:19sem óculos, é porque eu sou operado de catarata, né?
- 13:22Então eu coloquei um tipo de lente também que me dá essa
- 13:25possibilidade. De ver longe, de ver uma visão
- 13:28intermediária para perto, quer dizer, então é, essa evolução é
- 13:32fantástica e assim, e não é só na oftalmologia, né, Isabela?
- 13:36Em todas as áreas do conhecimento da medicina houve
- 13:39essa evolução, né? Se se eu voltar atrás um pouco,
- 13:44aí vamos descobrir a minha idade, né?
- 13:45Só tínhamos o raio x no passado, né?
- 13:48Aí veio tomografia, depois veio ressonância, ressonância com
- 13:53contraste, tomografia com contraste.
- 13:55Ah, então assim o negócio foi evoluído de uma forma.
- 13:59Vai avançando, né? E daqui está cada vez mais, né?
- 14:05Por é a gente acompanhar essa evolução por conta dos valores
- 14:07dos aparelhos. Mas a gente vai se virando, né?
- 14:10Vai se virando 11 ponto interessante sobre o que a gente
- 14:14está finalizando aqui sobre o assunto de de catarata que a
- 14:18gente começou com esse assunto é, são os vários tipos de lentes
- 14:22intraculares. E aí a gente entra num num
- 14:27cenário pessoal que é muito importante da atualidade, é da
- 14:32gente conseguir conversar com o paciente, se comunicar com o
- 14:36paciente. Porque a gente saiu de um
- 14:38cenário de não tem lente, não coloca lente nenhuma.
- 14:43Então o paciente está tão sofrido ali com uma catarata tão
- 14:46grande, que tira a catarata e está ok.
- 14:48É o que a medicina tem para oferecer.
- 14:51Para um cenário de a gente tem vários tipos de lentes.
- 14:54Agora, calma, vamos sentar e conversar, porque a gente tem
- 14:57que lutar aqui para entender qual lente o paciente vai se
- 15:02sentir mais confortável, né? Qual lente a gente vai conseguir
- 15:07melhores respostas. A gente tem aqui que sentar para
- 15:10conversar e explicar para o paciente que pode ficar um
- 15:14pouquinho de residual de grau. E a gente vem para o nível de
- 15:18exigência do paciente, né? Ed?
- 15:21Que eu imagino que isso mudou muito também, porque hoje em dia
- 15:25o paciente ele vem com uma exigência de querer um resultado
- 15:29e eu tenho que explicar isso para ele.
- 15:30Olha, a medicina não é uma ciência exata.
- 15:33A gente pode ficar com o residual, felizmente, com a
- 15:37tecnologia, e todos os cálculos que a gente faz é infrequente,
- 15:42né? É mais frequente que o paciente
- 15:44se sinta muito confortável para longe e para perto.
- 15:47Mas dependendo do tipo de lente que a gente vai implantar.
- 15:50Mas tem pacientes que, mesmo enxergando bem, de longe, de
- 15:53perto, ainda não ficam satisfeitos.
- 15:56Então a gente tem que conversar muito bem com esse paciente,
- 15:59porque de fato a medicina tem limitações.
- 16:02Então é, às vezes o paciente fica não, mas a bordinha do c tá
- 16:06meio irregular. Eu falei, gente, calma, né?
- 16:09Então é isso, a gente precisa orientar o paciente sobre esse
- 16:12resultado e aí eu vejo a nossa. A nossa atualidade com uma
- 16:17diferença muito grande de como era antes, porque de fato antes
- 16:22é o paciente só tinha aquela opção.
- 16:24Então quando você tem outras opções, isso acaba de alguma
- 16:28forma também, fazendo com que a gente tenha, que é ter bastante
- 16:32dessa conversa com o paciente pra explicar, né?
- 16:34Ed? Eu acho que isso mudou muito
- 16:36também, né? Sem dúvida, sem dúvida.
- 16:39Agora essa tecnologia ela também foi pra retina, né?
- 16:43Então a gente pegava na minha época de residente, por exemplo,
- 16:45uma retinopatia diabética proliferativa avançada.
- 16:49A gente não fazia nada, a gente dizia, olha, eu não tenho o que
- 16:51fazer mais por você, quer dizer, não tinha laser na época, né?
- 16:55Incrível, né? Não tinha laser na época, então
- 16:58hoje a gente tem laser, hoje a gente tem as injeções que a
- 17:02gente faz dentro do olho de fatores de anti vaso
- 17:05proliferativo, né? A gente tem cirurgias, a
- 17:09vitractomia altamente eficaz. Que recupera, agora vocês veem,
- 17:13né? Até eu fico assim impressionado,
- 17:15às vezes fico pensando, né? O primeiro vitteófago que eu
- 17:18tive, Isabela OA velocidade de corte dele era 600 cortes por
- 17:23minuto, hoje nós já estamos em 27000 cortes por minuto, qual é
- 17:28a diferença? Então?
- 17:29Assim, hoje a nossa sonda que entra no hoje é uma sonda igual
- 17:33uma agulha de injeção, né, dessas que estão Na Na farmácia,
- 17:36no, no músculo, né, então numa, numa.
- 17:39Numa cânula dessa, numa, numa, numa é agulha dessa.
- 17:43Os cara consegue fabricar 11 instrumento que aspira e corta
- 17:48como se fosse uma guilhotina, né?
- 17:50Numa velocidade espetacular. Então, assim.
- 17:55Aqui é o humor vitrio, é o vitro, tá só para localizar
- 17:58vocês. A gente já falou do cristalino,
- 18:00estamos falando agora do vitro e da retina.
- 18:03E aí, doutor Edmundo tá explicando que antes não tinha
- 18:05cirurgia. E com a evolução da tecnologia
- 18:09ao longo dos anos, surgiu. É como se fosse uma canetinha,
- 18:13só que muito fina, porque é da espessura de uma agulha, como
- 18:17ele está explicando para vocês que coloca aqui.
- 18:20E aí você consegue aspirar e cortar, porque o vidro aqui não
- 18:26é líquido, ele é um, é ele, como se fosse uma gelatina, né?
- 18:31Um material líquido é feito, mas gelatinoso.
- 18:34Então tem que cortar e aspirar. Não pode só aspirar, porque se
- 18:39você só aspirar o vitro, ele vai puxar a retina junto.
- 18:43E a gente quer que a retina fique coladinha aqui.
- 18:46Então faz a bitractomia, que é a retirada do vitro pra conseguir
- 18:52tratar essas doenças da retina. E não tinha também as injeções
- 19:00que tem hoje em dia, né? As medicações.
- 19:04Essas injeções servem tanto pra pro diabete como pra degeneração
- 19:09macular relacionada à idade de forma úmida, que é a maior causa
- 19:12de seguir a no mundo. Porque antigamente as pessoas
- 19:15não tinham degeneração macular relacionada à idade porque as
- 19:19pessoas morriam com 40 anos, 45 anos e 50 anos.
- 19:23Então agora a longevidade, né? As pessoas vão até 80 anos e,
- 19:27evidentemente. Que como todos os nossos órgãos,
- 19:30eles vão envelhecendo e a retina está dentre eles, né?
- 19:33Vai envelhecendo e desenvolve essa doença, né?
- 19:38Degeneração macular, né? A mácula é a principal, a área
- 19:41da retina. E aí nós temos a possibilidade
- 19:44de fazer as aplicações de medicamento, né?
- 19:46E isso aí realmente foi uma deu uma melhorada muito grande,
- 19:50porque não só alguns casos você tem uma melhora muito bacana,
- 19:53outros você pelo menos estabiliza a doença, que é a
- 19:56única terapia que a gente tem. Pra é efetivamente tratar esse
- 20:02tipo de de patologia e doença, né?
- 20:04De patologia? Tem uns pontos importantes aí
- 20:08que a gente pode aproveitar, que a gente tá falando de retina,
- 20:11né? E uma das nossas é grandes é
- 20:16amigas que já acompanham também aqui.
- 20:18A gente, a dona Augusta perguntou, é a questão de
- 20:21células tronco, né? Se tem alguma coisa aí,
- 20:24benefícios pra retina e pra córnea também.
- 20:28E aí tem alguns estudos nesse sentido pra algumas doenças
- 20:32específicas, então é algo que ainda está muito no início, mas
- 20:38a gente também está na torcida. Que de fato isso traga benefício
- 20:42pros nossos pacientes, né? É, hoje em dia tem alguns
- 20:46dispositivos até como se fossem chips, que estão sendo estudados
- 20:51também de implantar aqui na retina.
- 20:55Pra tentar de alguma forma melhorar a visão do paciente.
- 20:59E finalmente, chegando aqui pro nervo ótico, que é onde o
- 21:04glaucoma machuca. E aí a gente teve aqui é o
- 21:08Gabriel perguntando é como era o tratamento do glaucoma antes e
- 21:14como é agora, né? Então antes de falar do
- 21:17tratamento, é, acho que era bom a gente lembrar então que no
- 21:21glaucoma. Eu gosto de falar que aqui é
- 21:24como se fosse um cano, nervo ótico tá cheio de cabos dentro.
- 21:29No glaucoma esses cabos vão desaparecendo e, ou seja, vai
- 21:33perdendo esses cabos que conectam o olho com o cérebro.
- 21:37É como se o nervo ótico fosse o Cabo de Energia da TV, né?
- 21:41E aí o tratamento do glaucoma, ele mudou muito?
- 21:45Eu quero que tu conte isso aqui pra pra gente.
- 21:48Né que começou? Quantos colírios tinha quando tu
- 21:51começaste a fazer a oftalmologia?
- 21:54Um colírio saiu daí e IA pra cirurgia.
- 21:59E é uma cirurgia assim. Quando eu olho as cirurgias que
- 22:02a gente fazia, acho que ela está vergonha.
- 22:04Era a irida ingleses, é que era a única.
- 22:08Era a única cirurgia que tinha, né?
- 22:10Depois foram aparecendo as outras técnicas muito mais
- 22:13efetivas, muito mais elegantes. Menos agressiva, né?
- 22:17Então deu 11 sobrevida muito grande aos pacientes com
- 22:19glaucoma. Mas o colírio, a gente só tinha
- 22:21um aí depois de aparecer Oo timolol, nossa, foi um feito,
- 22:26né? E hoje nós temos quantas
- 22:28possibilidades, Isabela? Olha, a gente tem então de
- 22:32colírios. A gente tem 5 classes de
- 22:35colírios, mas aí cada uma dessas classes vão ter vários
- 22:39representantes, né? Várias empresas.
- 22:43E cada uma dessas classes também.
- 22:45Elas podem fazer junções. Então tem algumas empresas que
- 22:49juntam tipo shampoo e condicionador 2 em um, então é
- 22:53um colírio, digamos assim, mais potente.
- 22:56É, tem algumas até empresas que colocam 3 em um, então mais
- 23:01potente ainda. Então é foi avançando nesse
- 23:04sentido. A gente sabe que o tratamento do
- 23:06glaucoma ainda tem muito para avançar, né?
- 23:10Principalmente no nos estudos que a gente está começando a ter
- 23:14agora na literatura, que é de tentar regenerar de alguma forma
- 23:19essas células, essas fibras que a gente perde com glaucoma.
- 23:23Puxa, se conseguirem, isso vai ser maravilhoso.
- 23:27E realmente a medicina está avançando para algo assim.
- 23:30A gente sabe que ainda não está dando para fazer isso, mas que é
- 23:34como o doutor Edmundo falou, a gente está sempre de olho,
- 23:36sempre atento. E uma coisa que eu comento com
- 23:39os meus pacientes é isso, né? Como o nervo ótico tá aqui atrás
- 23:43e conecta o olho com o cérebro, eu falo assim, olha, eu não
- 23:47desisto, né, eu quero deixar o seu olho pronto, que é ter
- 23:50paciente que, poxa, já não tá mais enxergando nada, nem a luz,
- 23:54aí eu falo não, mas vamos continuar cuidando, tem que
- 23:56cuidar do seu olho, né? Porque vai que surge uma
- 23:59tecnologia igual foi colocada aqui, uma célula tronco, uma
- 24:03medicação, um chip, não sei, vamos continuar acompanhando.
- 24:08Deixa o teu olho pronto para receber essa tecnologia.
- 24:12A gente não sabe como vai ser o futuro, né?
- 24:14E de fato, tá avançando para isso, quando a gente vem aqui
- 24:18para frente do olho. Bom, mas antes de falar aqui da
- 24:22córnea, que eu acho que é o único que a gente ainda não
- 24:24falou, eu queria falar um pouquinho mais das cirurgias que
- 24:27realmente é. Surgiram muitas cirurgias para o
- 24:29glaucoma, né? Tem cirurgias que a gente entre
- 24:33aspas. Age aqui no ralinho do olho.
- 24:35Então o olho da gente é como se fosse a pia de casa, é, tem o
- 24:39local onde a gente produz o líquido, que é aqui.
- 24:43E esse líquido ele vem aqui para frente para ser drenado aqui
- 24:46nessa posição no seio, camerular o trabeculado.
- 24:50E aí tem cirurgias que hoje a gente faz uma raspagem aqui no
- 24:53trabeculado ou cirurgias minimamente invasivas.
- 24:58Tem cirurgias que, entre aspas, a gente cria um novo ralinho
- 25:01para o líquido passar e ser absorvido.
- 25:04Então, hoje em dia tem alguns dispositivos também que ajudam
- 25:07nisso e até a própria cirurgia tradicional, que é a
- 25:10trabeculectomia, que cria também aqui o novo ralin é, temos Oo
- 25:16laser de ciclofoto, que também ajuda, entre aspas.
- 25:19Aí fechando um pouco a torneirinha, né?
- 25:21Então a gente consegue aplicar o laser para diminuir um pouco a
- 25:24produção do líquido. Mas por que que eu quis falar um
- 25:27pouco disso para vocês? Porque de fato vai avançando.
- 25:31E os estudos vão trazendo para gente.
- 25:34Quando tem muita cirurgia assim para uma mesma doença, que é no
- 25:37caso do glaucoma, a gente costuma falar é porque nenhuma é
- 25:40boa, né? Assim, catarata tem uma cirurgia
- 25:43para catarata, pronto. Por quê?
- 25:46Porque ela é boa, funciona, tem uma cirurgia para catarata, para
- 25:49glaucoma, a gente tem tudo. Esse cirurgia que eu falei para
- 25:52vocês, porque infelizmente, mesmo fazendo a cirurgia, a
- 25:56pressão do olho pode não controlar e o glaucoma pode não
- 25:59controlar. Então a gente tem alguns tipos
- 26:02de cirurgias pra gente fazer no paciente até conseguir controlar
- 26:06o glaucoma. Então a gente vai fazendo as
- 26:08cirurgias e consegue em algum momento consegue controlar por
- 26:13123 anos, 5 anos. Caso a pressão volte a aumentar,
- 26:16a gente pode usar colírio, a gente pode fazer outra cirurgia
- 26:20e por aí vai. Então a gente sabe que ainda vai
- 26:22avançar bastante no glaucoma, não só o tratamento, mas também.
- 26:27É, quem sabe, no futuro, alguma forma de regenerar essas células
- 26:33que são perdidas aí com o glaucoma, né?
- 26:35Agora na córnea, que é aqui, entre aspas aqui, a Tampinha do
- 26:39olho, né? Essa parte aqui.
- 26:41Ed, o que que mudou? Aí me conta.
- 26:45Não, as técnicas mudaram muito, né?
- 26:47A técnica de você trocar uma córnea, bom, antes, por exemplo.
- 26:5111 doença que dá em jovem, né? O ceratocone.
- 26:56Que a gente colocava uma lente de contato e daqui a pouco olha,
- 26:59tem que operar, não tem jeito, tem que fazer um transplante.
- 27:02Hoje você tem a NES que você implanta na córnea, né?
- 27:05São anés de Ferrara, aqui chamados são aqueles, eles
- 27:09conseguem é colocar a córnea com 11, superfície bastante
- 27:14aceitável, né? Não bicuda como fica é, eu dou
- 27:18sempre um exemplo da córnea. Isabela é uma bola de futebol
- 27:22americano que tem aquele bicão, sabe aquele bico?
- 27:25E diferente de uma bola de futebol nossa, do nosso futebol,
- 27:28que ela é redondinha. Então quando essa córnea vai
- 27:30ficando bicuda? Antigamente não tinha outro
- 27:32jeito senão transplantar hoje você.
- 27:35Tem é, ó, esses. Anéis.
- 27:38Né, e aí a gente? Implanta os anéis pra corrigir a
- 27:47curvatura da córnea e fica muito legal.
- 27:50E esses anéis? Eles não tem rejeição, porque
- 27:52que não tem rejeição? Porque a córnea é uma estrutura,
- 27:55a vascular, ela não tem vasos, sabe?
- 27:57Então não dá rejeição. Então é legal por isso, né?
- 28:02E hoje nós temos quando precisa realmente de de transplante, nos
- 28:07casos de perda de transparência da córnea, nos casos de trauma,
- 28:11a gente pode fazer um transplante só do endotélio, que
- 28:15é a primeira camada da córnea vindo de de dentro para fora.
- 28:19Antigamente a gente só tinha um transplante total, né, das
- 28:22camadas, de todas as camadas da córnea.
- 28:24Hoje a gente pode fazer 11 transplante usando é alguma
- 28:30alguma parte da córnea, digamos assim, né?
- 28:33Pra poder é resolver o problema da pessoa e dar é essa técnica é
- 28:38boa, porque dá menos, muito menos rejeição, né?
- 28:42Porque a córnea, muito embora ela seja uma estrutura vascular,
- 28:44quando você faz um transplante, você também tem rejeição.
- 28:48Não é frequente, mas você tem, quer dizer, mas é o órgão
- 28:52transplantado pro pro corpo humano que menos tem rejeição,
- 28:56porque, vó, porque é uma estrutura a vascular.
- 29:00Mas de qualquer maneira, temos alguns casos de de transplante
- 29:04que que termina sendo rejeitado pelo próprio organismo, né?
- 29:08Daí porque a gente tem que acompanhar esses pacientes, né?
- 29:12Quando faz a cirurgia, é acompanhar de perto.
- 29:15Para não, porque nós temos. Hoje, graças a Deus, nós temos
- 29:18medicações eficazes para combater essa rejeição do
- 29:22transplante. Então já foi também um avanço,
- 29:26né? Eu eu adoro ver essa, essa essa
- 29:29evolução da medicina, né? Acho fantástico coisas que não
- 29:33tinham o que fazer no passado, hoje tem, né?
- 29:36Então a gente é salvando muitos olhos que antes eram fadados a
- 29:41cegueira, completa. Então é muito legal isso.
- 29:45Aqui o pterijo Ed, que tu tinhas comentado em algum momento.
- 29:48Né, o pterijo é a carne crescida, né?
- 29:50A gente tira essa carne crescida e tira um tecido, é lá do lado
- 29:56da conjuntiva e coloca no lugar onde a gente tirou essa carne
- 30:00crescida aí, né? A gente não deixa um buraco ali,
- 30:03a gente cobre como um tecido, são um tecido novo do próprio
- 30:08olho, do paciente. E antigamente a gente tava
- 30:10ponto, depois tinha que tirar ponto e tal.
- 30:12Hoje tem uma cola biológica. Então não dá ponto.
- 30:15É tão bacana porque a paciente se sai com o olho aberto assim,
- 30:20sem precisar ficar com o olho fechado.
- 30:22Então é muito legal. Quer dizer, dá uma reabilitação
- 30:25muito rápida para o paciente. Muito elegante, né?
- 30:29Porque o piterismo ele vai, vai, vai, vai até chegar na pupira.
- 30:33Quando chega na pupira, ele baixa muito a visão, então ele
- 30:36tem que ter muito, muito cuidado com a com a técnica atual, né?
- 30:43Essa técnica atual. 11 ponto importante aqui do pterígio é na
- 30:50nossa região principalmente, né? De aqui no norte do Brasil,
- 30:53nordeste, a gente tem muita exposição ao sol e os raios
- 30:58ultravioletas. Eles fazem realmente crescer
- 31:01essa carne, esse essa carne crescida.
- 31:05Então, a nossa recomendação é, sempre que você for se expor ao
- 31:08sol, usar os óculos escuros com é filtro ultravioleta.
- 31:13Tanto que o pterismo ele é mais comum é às vezes, pacientes que
- 31:17trabalham em locais em que tem muita exposição solar aí eles
- 31:22costumam ter esse crescimento dessa carne crescida aqui, desse
- 31:25pterígio, né? Então.
- 31:29Assim eu vejo que é toda essa mudança na tecnologia, é, trouxe
- 31:37pra gente, é? Muitas opções pro pros
- 31:42tratamentos. Isso nos conforta, né?
- 31:45Nos conforta como profissionais da saúde, como médicos, nos
- 31:49conforta ter uma forma de tratar os nossos pacientes e ao mesmo
- 31:54tempo a gente fica frustrado porque ainda tem muito pra
- 31:58avançar, né? Então é frustrante quando a
- 32:02gente chega numa situação de um paciente, por exemplo, que está
- 32:04com descolamento de retina, que você não consegue mais operar
- 32:07porque. Já tá com uma retina muito
- 32:10sofrida, né? Ed?
- 32:14É, eu queria aproveitar. Agora a gente já tá chegando
- 32:17aqui nos momentinhos finais da nossa live.
- 32:19Eu queria aproveitar pra pra saber um pouquinho de ti.
- 32:23Isso porque eu acho que é com tanta tecnologia.
- 32:30A gente às vezes é alguns médicos, alguns colegas da
- 32:35saúde. As EEEE, as pessoas de uma
- 32:38maneira geral, às vezes vão perdendo um pouco.
- 32:42AA questão da humanidade, sabe? Do do tratar o próximo, do
- 32:48cuidado com o próximo, de olhar para aquela pessoa ao invés de
- 32:53ficar olhando só exames. E só o né?
- 32:56O computador, o celular. A gente tá não só na nossa área,
- 33:00que é a área da saúde, mas a gente percebe nas outras áreas
- 33:03também. Que o mundo está evoluindo muito
- 33:06rápido. A tecnologia é tudo muito
- 33:07rápido, muito rápida. Aí todo mundo assim, gente,
- 33:11desliga um pouco, o celular, afasta, vamos conversar aqui
- 33:15olhando o olho no olho e, né, às vezes sente um pouco de falta
- 33:19disso. Então eu queria que tu falasse
- 33:21um pouquinho pra gente, porque isso está sendo uma mudança
- 33:25muito grande, né? É, eu aprendi com meu professor.
- 33:28Ele usava uma frase que é atribuída a Hipócrates e diz
- 33:32assim tratar. Curar às vezes, mas consolar
- 33:37sempre, então essa é a sua obrigação como médico, né?
- 33:41Então a gente tá junto e assim hoje, com essa tecnologia toda
- 33:45que nós falamos há pouco, é, eu sempre tenho uma Esperança,
- 33:50sabe? Eu eu falo honestamente com o
- 33:52paciente igual essa oportunidade é mínima, mas nesse mínimo eu
- 33:56quero tentar. Você topa, né?
- 33:59Porque eu já vi tantos casos assim que a gente achava que não
- 34:02tinha mais jeito e que. Que deu visão paciente
- 34:05recentemente tive um paciente que veio de fora, inclusive já
- 34:09cego de um lado, com escolamento de retina.
- 34:11Do outro. Eu acho que apresentei até na
- 34:13sessão clínica do nosso da retina pró, nesse caso, que ele
- 34:16tinha a visão de vultos e ele entrou essa semana no meu
- 34:19consultório andando. Eu fiquei muito feliz, né?
- 34:21Muito feliz. Quer dizer, ele veio com uma
- 34:24possibilidade remota de cirurgia.
- 34:27Eu achei que era o tratamento clínico e não precisava operar
- 34:29esse escolamento, que era um escolamento inflamatório que a
- 34:32gente. Trata clinicamente, nossa, e ele
- 34:35ficou, deu um resultado assim, Esplendor, olha, eu fiquei
- 34:38impressionado, eu não esperava isso, mas assim, por isso que eu
- 34:41digo, a gente tem que sempre tentar, sempre é procurar, né?
- 34:45Não, se há uma possibilidade, vamos tentar, né?
- 34:49É claro que a gente tem que colocar é bem claro pro
- 34:53paciente, sobretudo pra família, né, porque assim nós médicos aí
- 34:57sofremos também, não só com a dor do paciente.
- 35:00Mas às vezes com uma cobrança de resultados, né?
- 35:03E às vezes não está na nossa possibilidade, não está na nossa
- 35:07habilidade, não está na nossa tecnologia, está na
- 35:10impossibilidade que aquela doença tem ainda de não ter uma
- 35:13coisa efetiva. Então essa é uma coisa que a
- 35:17gente sofre junto, né? E às vezes o paciente descobre,
- 35:20puxa, mas, pois é, nós estamos numa nessa limitação.
- 35:24Chegamos nesse ponto aí, né? EAE, eu acho que você falou uma
- 35:28coisa muito importante, né, o acolhimento, né?
- 35:30Olhar um paciente como eu ensino os meus estudantes na
- 35:35residência, a mesma coisa, olho para o paciente e essa toda a
- 35:39sua idade, olho um irmão seu, você é uma jovem, você é um
- 35:45jovem bem mais jovem que você é um filho seu, você faria no seu
- 35:50filho? Eu me me pergunto assim, será
- 35:52que eu operava o Rafael ou não, né?
- 35:55Meu filho, e se for mais velho, é seu pai e sua mãe, né?
- 35:59O que que eu faria se fosse meu pai e minha mãe, eu trataria, eu
- 36:02faria esse procedimento ou não, eu arriscaria ou não.
- 36:05Enfim, que aí eu eu durmo tranquilo, que eu fiz o
- 36:09conscientemente o que eu achei que era de melhor.
- 36:11Posso não ter até bom resultado, mas eu fiz o que a minha
- 36:15consciência mandou. Então acho acho que esse
- 36:17parâmetro de você ver o outro, né, num princípio.
- 36:22Até ensinado por Jesus, né? De fazer aos outros que gostaria
- 36:25que fizesse com você. Eu acho que se a gente seguir
- 36:28isso, a gente é não erra no sentido de decisão, né?
- 36:33No sentido de decisão, mas a gente tem que entender que mesmo
- 36:36na medicina há limites, né? Tem hora que você tem que jogar
- 36:40a toalha, paciência, mas é mesmo assim.
- 36:44Hoje você tem recursos que não tinham antes, né?
- 36:46Você tem recursos de. De pra visão subnormal.
- 36:51Você tem óculos especiais? Quer dizer, você tem uma série
- 36:53de recursos hoje que não tinha antes.
- 36:56Então é isso. Eu acho que o recado é esse aí
- 36:59mesmo. Muito bom, Ed, muito obrigada.
- 37:03Acho que esse recado final é fica pra pra gente ter uma noite
- 37:07aqui abençoada, né, pessoal? Porque assim, no final das
- 37:10contas, a medicina evoluiu muito graças a muita pesquisa, graças
- 37:16a muitos pesquisadores. E a gente fica sempre na torcida
- 37:21dessa evolução que continue. E a gente fica sempre tentando
- 37:26se atualizar e trazer as novidades já comprovadas.
- 37:30Isso é uma coisa muito importante, porque às vezes
- 37:33também o paciente está tão sofrido que é se se alguém falar
- 37:39para ele, Ah, faz tal coisa, ele vai e faz, porque ele ele, ele
- 37:44quer alguma coisa para tentar fazer.
- 37:46Então assim. Não adianta também a gente
- 37:49tentar fazer coisas é sem que estejam comprovadas, porque de
- 37:53fato isso até prejudica o paciente.
- 37:56Mas foi interessante que tu falaste dessa tentativa.
- 37:59Nesses teus casos que eu falo para pacientes meus, às vezes eu
- 38:03examino. Eu falo assim, ô, Jesus,
- 38:05obrigada por mais esse milagre, porque é uma sensação de que foi
- 38:09um milagre, né? Foi um pequeno milagre naquela
- 38:11situação que você via, que era uma situação crítica.
- 38:16Que o paciente tinha poucas chances de é manter uma visão ou
- 38:21melhorar um pouco a visão. E a gente às vezes consegue é
- 38:26ver e presenciar esses pequenos Milagres.
- 38:29Então a gente agradece sempre, né?
- 38:31Sempre tendo essa certeza que nós somos só instrumento.
- 38:34Todos nós nesse planeta somos instrumentos, na verdade dele,
- 38:38né? De fazer o bem.
- 38:39Então é muito gratificante a gente conseguir presenciar esses
- 38:43pequenos Milagres no nosso dia a dia.
- 38:46Mas aí então é com mensagens finais aqui pra gente, Ed pra
- 38:49gente finalizar essa live super especial das últimas é 40 anos.
- 38:54Quantos anos já de oftalmologia? Conta aí pra gente, tá tá no
- 39:01mute, tá tá mutado o teu áudio. Ah, minha filha é a idade de
- 39:09quem é da Luciana, né? Então, meus 45 anos.
- 39:12Aí, né, eu já vi de tudo, já vi de tudo.
- 39:17Sabe o que é interessante? Um dia desses eu tava só pra pra
- 39:20dar esse exemplo que eu lembrei agora, eu tava examinando um
- 39:24paciente que era um caso muito delicado e é um paciente muito
- 39:28querido. E ele, né, confiava, confia
- 39:30muito em mim. EE aí e aí ele falou assim, teve
- 39:35um dos momentos que eu eu te chamei para examinar ele comigo,
- 39:38para pedir a tua opinião também. Eu acho que isso é importante,
- 39:41né, a gente pedir a opinião de outros colegas.
- 39:44Ainda mais é você com toda essa experiência que você tem.
- 39:48E aí você examinou, orientou, aí passou umas 23 semanas.
- 39:52Aí o meu paciente falou assim, ô, doutora, aquele aquele médico
- 39:56cabeça branca, tá aí, não quer pedir para ele me examinar,
- 40:00porque ele tem uma experiência. Ele não sabia que tu eras meu
- 40:03pai. Aí eu falei, é meu pai.
- 40:05E aí ele então assim, eu acho que é muito é.
- 40:11É muito gratificante para gente que trabalha contigo também ter
- 40:14essa oportunidade de é discutir casos e aprender com todos esses
- 40:20esses anos de experiência. Então, se tu quiseres deixar
- 40:22algumas mensagens finais aqui para as pessoas que estão nos
- 40:25assistindo. Eu acho que depois de tudo que
- 40:28nós falamos, minha filha, eu acho que o mais uma coisa
- 40:32importante também é o pensamento positivo, né?
- 40:36O pensamento positivo, aquela pessoa que.
- 40:38Que pensa positivamente, certamente vai dar certo.
- 40:42É orientar dentro da doutrina de cada um que ore, né?
- 40:46Que peça a Jesus, que abençoe, porque na verdade nós somos os
- 40:51braços, né? De Deus em serviço da
- 40:53humanidade. Nós só somos intermediários da
- 40:56bondade divina, né? Então eu acho legal, quando a
- 40:59gente tem essa, essa essa pegada com o paciente dizer Pra Ele é
- 41:04se concentrar, que pedir a Deus pra, por exemplo, pra operar.
- 41:08Eu sempre oriento. Olha, veja que o senhor onde
- 41:11guarda, lhe diz, no momento de de da sua prece, no momento da
- 41:15sua meditação, no momento do sonho, né, que às vezes é um
- 41:18sonho, né? Olha, vem, doutor, porque eu
- 41:21sonhei que IA dar certo minha cirurgia, porque às vezes o
- 41:23paciente fica muito em dúvida, né, porque a gente tem que falar
- 41:26a verdade. A gente não pode omitir a
- 41:28possibilidade de não ter êxito, né?
- 41:30Olha a sua cirurgia, a possibilidade de ter êxito é
- 41:32pequena, existe, mas é pequena. Não sei se há risco, não estou
- 41:36vendo, pois é, mas essa sua visão é igual, como a gente vê
- 41:38isso, né? Essa visão vai acabar se você
- 41:40não tratava você vai, é Questão de Tempo, então você tem que
- 41:44você que tem que pensar se vale a pena ou não, mas o risco tem,
- 41:49tem sempre, em qualquer procedimento na vida, é um
- 41:52eterno risco, né? Você sair de casa, você já está
- 41:54com risco, não tem como, em casa também não tem jeito, né?
- 41:58Então assim, eu acho que é importante a pessoa também estar
- 42:00centrada, procurar dentro da sua doutrina, é uma fazer uma prece,
- 42:04né, uma. Qualquer abordagem que seja pra
- 42:09ficar centrada, né? Pra pra ir bem, vir leve.
- 42:12Eu acho que aí Jesus vai nos ajudando, a gente vai, vai dando
- 42:16tudo certo. Boa noite a todos, muito.
- 42:20Obrigado pela então amigos, é isso?
- 42:2645 anos de oftalmologia em 40 e 40 e quase 45 minutos.
- 42:33Pronto. São 43 minutos e 36 segundos.
- 42:39É muito gratificante estar aqui com vocês.
- 42:41Então essa noite a gente espera que vocês tenham aproveitado
- 42:44bastante. É muito lindo ver o quanto que a
- 42:48ciência e a medicina tem avançado.
- 42:51É nos dá muita Esperança em continuar o nosso caminho aqui,
- 42:55tentando ajudar no tratamento de cada paciente.
- 42:58É, mas é muito importante também que a gente divulgue informações
- 43:02corretas. Então, se você acha que essas
- 43:05informações é te beneficiaram de alguma forma, tenta
- 43:09compartilhar, porque infelizmente, como a gente falou
- 43:13lá no início, né? A nossa internet tá cheia das
- 43:16fake news, dos tratamentos milagrosos.
- 43:19É o colírio que trata glaucoma de descolamento de retina.
- 43:22Catarata, né? Então assim, a gente sabe que
- 43:26não existe esse tipo de colírio e a gente como oftalmologista, a
- 43:30gente recebe propaganda. Vocês acreditam?
- 43:33Imagina o paciente que tá pesquisando ali na internet
- 43:37sobre uma doença e a gente sabe que a internet acaba.
- 43:41Criando o looping, né? Que aí joga a propaganda para o
- 43:44paciente, então divulguem essas informações que a gente tá
- 43:48colocando aqui. As nossas Lives estão todas
- 43:50gravadas no nosso canal do YouTube e quanto mais vocês
- 43:53divulgam, mais pessoas são informadas e as pessoas
- 43:57informadas conseguem fazer os tratamentos corretos.
- 44:00Tá bem então uma noite abençoada a todos. quarta-feira que vem
- 44:04tem mais mais live, mais informação sobre oftalmologia e
- 44:09sobre saúde visual. E aí, se vocês tiverem alguma
- 44:12dúvida é, coloquem lá pra gente nas nossas redes sociais pra
- 44:15gente tentar responder pra vocês.
- 44:17Se cuidem. Boa noite, abençoada a todos e
- 44:20até a próxima. Tchau, pessoal.