Latest / História pros brother / Os 10 lugares mais horripilantes do mundo
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- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Os dez lugares mais horripilantes do mundo.
- 0:08Vamos lá. Medo.
- 0:19É, Alexandre Nick. Põe uma trilha aí, Emerson.
- 0:22Põe uma trilha aí. O medo, ele é um sentimento que
- 0:26manifesta várias vezes durante a nossa vida.
- 0:31Só que ele, como você sabe, é um sentimento que pode manifestar
- 0:35de forma diferente e por razões diferentes.
- 0:39Tem pessoas que têm medo de sair à noite, porque moram num bairro
- 0:44perigoso. Tem pessoas que têm medo de ir
- 0:49lá e abrir o armário, porque pode ter um fantasma.
- 0:52Olha quanta variedade de medo. Uma situação real, fatídica, ou
- 1:01paranoica, porque às vezes o bairro é seguro, e um medo um
- 1:04pouco mais indo para o irracional, que mexe com coisas
- 1:08metafísicas, coisas que não existem no nosso mundo, pelo
- 1:12menos para muitas pessoas, mas também é medo.
- 1:15O medo, Alexandre, ele é muita coisa e ele tem algo em comum.
- 1:21Ele é uma resposta do seu organismo, em geral, para uma
- 1:30possibilidade de você ser ferido, ser morto ou algo do
- 1:34tipo. Você se dá mal.
- 1:37É um traço evolutivo que nos impede de olhar para um penhasco
- 1:41e falar ''Pô, vou dar um pulinho ali''.
- 1:43A gente precisa do medo pra conseguir sobreviver.
- 1:47E por isso, eu quero trazer hoje uma lista com dez lugares que
- 1:52dão muito medo. Dez lugares que tem muita
- 1:55história envolvida, vou falar brevemente sobre elas, é claro.
- 1:59E eu quero saber, antes de começarmos, qual é o lugar que
- 2:02você mais teve medo na tua vida? O pior lugar que tu já foi, um
- 2:07lugar mais escroto, que tu ficou mais...
- 2:10Cara, tem alguns... Mas uma vez eu tava fazendo um
- 2:14curso e aí tinha que... Meio que reformando uma ONG.
- 2:19É uma longa história, mas eu tava meio que ajudando uma
- 2:22galera a reformar uma ONG. Você ajudando uma galera a
- 2:26reformar uma ONG. Calma aqui, calma que eu já
- 2:28contextualizo. Daí eu saí pra comprar uma Coca.
- 2:30Ah, legal. Nunca mais voltou, velho.
- 2:33Tipo isso. Eu tô falando, velho.
- 2:38É verdade isso, eu juro que é verdade.
- 2:40Eu estava em Porto Alegre, num lugar que antigamente os velhos
- 2:45chamariam de Barra Pesadíssima. Olha, lugar violento.
- 2:50Muito violento. Digo mais, Vitinho, tinha
- 2:53tráfico de drogas. O que é isso?
- 2:54Tráfico de drogas, Vitinho. Muito tráfico.
- 2:56Nunca ouvi falar dessa prática. Tu não ia saber porque tu mora
- 2:59no Rio de Janeiro, né? Mas tinha gente com um fuzil,
- 3:02com arma na mão, assim. Foi as poucas vezes que eu vi
- 3:05esse tipo de situação ao vivo, de verdade.
- 3:09De criminosos com armas na mão. Aí eu saí pra comprar uma coca.
- 3:16Só que eu saí sem avisar ninguém.
- 3:17Eu só fui porque eu sou gaúcho. O que eu esqueci?
- 3:20Lá no Rio Grande do Sul, todo mundo é gaúcho.
- 3:26Aí eu saí e quando eu fui voltar, estavam as pessoas
- 3:30armadas, e eu fui voltar sozinho, tipo, ah, vou voltar
- 3:34lá. E aí a galera começou a subir um
- 3:36pro outro, fazer sinal e tipo... Ih, caralho!
- 3:39E com armas e tal, e aquelas vielinhas, e eu sozinho.
- 3:44Aí eu fiquei com medo, cara. Confesso que fiquei com medo.
- 3:47Medo por eles, né? Porque meus punhos...
- 3:49Se a gente quisesse começar alguma coisa, a gente não ia
- 3:51sair vivo. É que tá, meu.
- 3:53Fiquei com medo de ir preso depois.
- 3:54Os punhos mais rápidos do Rio Grande do Sul, né, cara?
- 3:57Perfeito. E aí temi pela vida deles.
- 4:00Temi pelos fuzis que estavam lá. Perfeito.
- 4:04Mas foi apavorante, cara. Eu achei...
- 4:09Eu tava com bastante medo. Mas não ao ponto de ficar
- 4:12tremendo, mas até porque eu sou gaúcho, como eu reforcei.
- 4:16Mas foi ruim, cara. E tu foi quando tomou os tiros
- 4:20aquela vez? É, mano, naquele dia...
- 4:24Bom que você lembrou. Teve um dia que eu tava no meio
- 4:26de um tiroteio em Angra, durante...
- 4:29Caralho, eu... Saiu até no jornal a minha foto.
- 4:32Que legal! É, no jornal local.
- 4:34Porque eu postei no Instagram... E aí, enfim...
- 4:38Mas foi uma situação muito de que eu tinha certeza que ia
- 4:41morrer e tal, né? Lá na Rua das Palmeiras, no
- 4:44centro de Angra dos Reis, quando a polícia e um monte de
- 4:48traficantes começaram a trocar tiro.
- 4:50E aí só tinha uma rua reta, então não tinha como correr pra
- 4:54um lado, pra um outro, tá ligado?
- 4:55E aí eu corri aí por uns, sei lá, duzentos, trezentos metros,
- 4:59que nem um frango com os braços moles.
- 5:02Pensa no braço caído mole e eu correndo, assim...
- 5:05Foi horroroso, assim. E eu e mais, sei lá, cinquenta.
- 5:08A que a gente tava falando da paralisia da cintura pra ciúmes,
- 5:10tá? Ih, olha aí, é verdade.
- 5:13É possível, sim. Tem que deixar claro.
- 5:16Mas, é... E aí, eu tinha certeza que eu ia
- 5:18morrer. E eu achei, assim...
- 5:22É um sentimento... Porque a morte, pelo menos... e
- 5:26eu acho que esse foi o momento mais próximo que eu cheguei, é
- 5:29porque o chão do meu lado tava sendo furado, assim.
- 5:33E era furado com um barulho grave, assim.
- 5:35Eu acho que era um explosão que vinha de cima.
- 5:39E não tinha como desviar das balas, né?
- 5:40Era muito rápido. Não, é...
- 5:42Eu acho que se eu quisesse, eu não ia conseguir.
- 5:45Eu só corri que nem um frango. E aí...
- 5:48Então, assim, a morte, ela vem primeiro como...
- 5:50Meu Deus, eu vou morrer, meu Deus!
- 5:51Aí depois você vai meio que, tipo assim, ah...
- 5:54Não tem o que fazer, né? Tipo...
- 5:56Eu fui meio que aceitando a morte, tá ligado?
- 5:59É louco pra caralho. Ah, mas assim, acho que falando
- 6:01mais do tema medo, eu já contei algumas vezes aqui no podcast,
- 6:06talvez que eu vi o filme Sinais sozinho e eu morava na frente de
- 6:10uma plantação. Maneiro.
- 6:12Aí eu tinha certeza que... E vai chegar um ET.
- 6:16É questão de tempo. Vai vir esse filho da puta, que
- 6:20eu não tenho Mel Gibson pra me defender.
- 6:22Mas tu era novo, né, que tu falou.
- 6:24Era, mas não o suficiente pra ter esse medo, assim.
- 6:28Uns vinte anos, quinze anos. Não sei, mas realmente não era,
- 6:31não cabia ali. Não tava adequado.
- 6:36Não tava adequado. Mas, cara, é uma plantação, tudo
- 6:39escuro, não tinha nada. Ah, beleza.
- 6:42É irracional, é irracional essas coisas.
- 6:44Não se preocupa, não. E eu não...
- 6:46Sei lá... O cara vai chorar.
- 6:49Imagina, começa a chorar uma caralho.
- 6:51E também teve um lugar que eu fui num evento chamado Morro do
- 6:56Rock. Olha ali.
- 6:58Lá em Belford Roxo. Um lugar bem ruim aqui no Rio de
- 7:01Janeiro. E um beijo pra galera de Belford
- 7:03Roxo. E eu tinha...
- 7:05Eu fui a maior quantidade de mosquito que eu vi na minha
- 7:07vida, assim. E aí eu tinha certeza que eu
- 7:09tinha pegado a doença, assim. E aí começou um lance meio
- 7:12hipocondríaco do nada. Eu não tenho isso, mas era tanto
- 7:15mosquito que eu fiquei desesperado.
- 7:17Uma coisa encostava em mim, começava a tremer, assim.
- 7:18Tipo, eu vou pegar a doença, você pega a doença.
- 7:21Tá ligado? E foi muito desesperador também.
- 7:23Mas... É, mas chegou até...
- 7:24Foi tipo uma crise de pânico também, talvez.
- 7:26É, uma crisinha de pânico. É, aí não conta, porque eu jogo
- 7:29umas dez aqui. Daí não...
- 7:32Ah, mas dá medo, né? É, não, pô, é certeza...
- 7:35É, quando eu usei medicamento de forma errônea...
- 7:39Errei sim. Errei sim.
- 7:41E tive certeza que eu ia morrer. Foi ruim, cara.
- 7:45Não foi, na real, não foi tão ruim quanto eu imaginava, depois
- 7:48que eu aceitei a morte, foi mais tranquilo.
- 7:51É, o lance de aceitar a morte, isso daí rola bastante, assim, é
- 7:54estranho pra caralho, né? Pô...
- 7:56Pra caralho. Vamos lá, então, né?
- 8:01Ah, velho, massa, hidratado, diga-se o que passar.
- 8:03Boa. Muito bem, Alexandre Níquel.
- 8:07A primeira... Ah, eu queria que você desse uma
- 8:09nota de zero a dez. Zero, não dá medo nenhum.
- 8:12Dez, que cagaço desesperado, tá ligado?
- 8:16Eu sou bem medroso. Beleza.
- 8:18O primeiro lugar, e eu vou tentar trazer medos diferentes,
- 8:21tá? Tentar não ser...
- 8:25Tipo, ah, coisa de terror. Ah, tu é fora da caixinha, né,
- 8:27Vitor? É, eu penso sempre um up, né?
- 8:30Ah, eu vou pro LinkedIn agora escrever sobre essa experiência
- 8:33contigo. Primeiro, Ilha das Cobras, em
- 8:38São Paulo. Te mandei aí a foto, Nuno.
- 8:40Eu tô ligado nesse lugar, velho. Eu vi um...
- 8:42Acho que eu não sei se é um documentário ou um vídeo sobre
- 8:45esse lugar. É um horror, cara.
- 8:47É um horror esse lugar, mano. Vai tomar no cu.
- 8:50Esse lugar é bizarro. Aqui em casa eu acho que eu
- 8:52tenho cobra, mano. E eu tenho medo.
- 8:54Mas não medo pra, né? Tipo...
- 8:57É... Mas medo pra, pô...
- 8:59Separar os bichos. Mas aí eu pego ela numa enxada,
- 9:03numa parada. E jogo...
- 9:04Eu tenho um negócio de catafruta.
- 9:06Que é bem grandão, assim. Aí eu pego ela e jogo ela lá
- 9:09longe, assim. Não, esse lugar é um horror
- 9:12real. É Indiana Jones esse lugar.
- 9:15É Indiana Jones, papo reto. Fica no litoral sul de São
- 9:18Paulo. O nome oficial do lugar, dessa
- 9:21ilha, é Ilha da Queimada Grande. Porque tentaram queimar várias
- 9:25vezes pra matar as cobras, pô. Tá ligado?
- 9:28E não conseguiram. Lá tem duas espécies de cobra,
- 9:33né? A jararaca ilhó e a jararaca
- 9:35dormideira. Sendo que a ilhó, ela é endêmica
- 9:39da ilha. Só é ali que tem ela.
- 9:42E a galera tentando tacar fogo, esse bicho não...
- 9:44Tentou muito. O nome da ilha é Ilha da
- 9:46Queimada Grande, pra matar as cobras, pô, de tanto...
- 9:50Enfim. E aí, né, uma coisa que é
- 9:52interessante é que o veneno pode matar você em cerca de seis
- 9:55horas. Eita, dá pra ver os três filmes.
- 9:58É legítimo e perigoso, assim, de você morrer.
- 10:03Não, é o mesmo cara. Era cobra...
- 10:05Era aquele emaranhado de cobra, né?
- 10:07Isso, é emaranhado. A quantidade é cerca de quinze
- 10:11mil cobras. Então, tipo assim, você vê
- 10:13cobras uma em cima da outra. No chão, em tudo quanto é canto.
- 10:17É pra tudo quanto é lado. É, esse lugar é um horror, cara.
- 10:20Eu dou uma nota... Oito e meio de medo desse lugar.
- 10:24Oito e meio? É.
- 10:25Porque eu acho que ele não chega no nove e meio, dez, porque
- 10:30tem... Como é uma ilha, eu acho que tem
- 10:32um... Deve ter uma faixa de areia ali
- 10:33que tu consegue ficar e... Pô, mas cobra, então, cobra
- 10:37primeiro, nada. É que tu vê a cobra, foda é se
- 10:40tu tá no mato. Não, não, e a cobra nada, e ela
- 10:43sobe em árvore. Essa cobra ilhó, ela sobe em
- 10:46árvore e nada, então meio que não tem muito como fugir.
- 10:49Se ela quer te comer, te morder, ela vai te morder, mano.
- 10:53Essa ilha, ela foi encontrada, o primeiro registro que a gente
- 10:56tem dela é de mil quinhentos e trinta e dois, muito tempo
- 10:59atrás, na expedição do Martim Afonso de Souza.
- 11:02E aí, lá no século XIX, que a marinha falou, não, vou botar um
- 11:05farol lá, né? Porque é um lugar bom pra ter um
- 11:07farol. Pra navegação, né?
- 11:09Bem bom pra ter, pra botar esse farol lá.
- 11:12Isso, e uma galera morreu, assim.
- 11:13Os faroleiros que ficavam lá morreram muito grandes.
- 11:16E aí, nesse momento, que a galera falou, não, vamos botar
- 11:18fogo aqui. E aí começou a botar queimada,
- 11:20queimada, queimada e nada. As cobras sobreviviam de boa,
- 11:23assim. Ah, galera é ruim de queimada
- 11:25também, né? Ah, sei lá, né, mano?
- 11:29Enfim, vai dar meio pena também dos bichos que eu gosto de...
- 11:32Maneiro, né? Um bicho maneiro, assim, quando
- 11:34não vai te matar. Tu não acha um bicho curioso?
- 11:37Pô, curioso, cara, mas assim... Eu não iria nesse lugar de jeito
- 11:42nenhum, cara. Não, nenhum valor?
- 11:45Não, não. Eu vi que tem umas expedições
- 11:48que os caras colocam umas roupas...
- 11:51É, que cobre tudo, assim. Pô, deve dar um medo, cara.
- 11:56Esse lugar dá medo. Muito bem, Alexandre.
- 11:59Nota oito e meio de medo. Uhum.
- 12:03Em segundo aqui eu quero falar sobre as catacumbas dos
- 12:08caputinhos. Isso eu não sei o que que é.
- 12:11Catacumba dos caputinhos fica em Palermo, na Itália.
- 12:16Palermo? Palermo.
- 12:18Vou te mandar aqui pelo WhatsApp.
- 12:20Mandare. Mandare.
- 12:25Ó, essas catacumbas elas são maneiras porque elas...
- 12:27Tomar no cu com esse lugar. Então...
- 12:31O que acontece? Elas são umas catacumbas que foi
- 12:38utilizada durante o século XVI, começou a ser usada, pra
- 12:41sepultar monge. Mas o lugar, ele mumifica
- 12:45naturalmente a galera e preserva os corpos.
- 12:48Vai te fuder Vai te fuder com esse lugar aqui, velho E aí
- 12:53muitos nobres Pessoal que tinha grana, né Na Itália Quando tava
- 12:58próximo a morrer, ela falava Pô, quero que me deixe lá, porque o
- 13:00corpo ficaria Preservado, tá ligado?
- 13:03Então tem oito mil corpos mumificados Bem preservados, tá
- 13:07ligado? E muitos deles, a maioria Tá de
- 13:10pé, tá ligado? Usando roupa da época, é isso
- 13:13Cara, pra quem não tá... É uma adega de cadáver, velho É
- 13:17uma adega de cadáver. E os bichos de pé, cara.
- 13:19E eles meio que bem, assim... Tu tá falando de coisas de
- 13:22centenas de anos morto, tá ligado?
- 13:24Não, é um... Puta, aí eu dou um nove, cara.
- 13:28Que isso, sério? Pô, tu é muito cagão mesmo.
- 13:31Tem uma... Pô, tu ia nessa adega de morto
- 13:33aí de boa? Eu adoraria ir, mano.
- 13:36Ah, vai te fuder, Vitinho. Cara, porra, tá de sacanagem.
- 13:40Tu iria? Eu iria...
- 13:41Pô, eu quero ir. Eu pensei que você ia ficar
- 13:44pilhado. Pô, a gente podia visitar, tá
- 13:45ligado? Esses papos otários que a gente
- 13:47tem. Não, pra quê?
- 13:47Pra quê? Porque é um lugar maneiro, pô.
- 13:49Não é, cara. Cara, inclusive tem uma
- 13:53menina... Não é legal, cara.
- 13:56Chamada Rosalia Lombardo. Mandei o nome pra você, joga aí
- 14:00no Google também. A Rosalia Lombardo, ela morreu
- 14:03em mil novecentos e vinte, e a preservação dela é incrível,
- 14:07assim. Parece que ela tá dormindo,
- 14:09real, assim. Ela é a múmia mais bem
- 14:11preservada do mundo pra muita gente.
- 14:14Deixa eu ver aqui. Coloca Rosalia Lombardo.
- 14:16Olha, cara, parece que ela tá dormindo, bonitinha.
- 14:18Ah, tu não mandou, deixa eu ver aqui.
- 14:22Não, manda o nome, pô. Aí é contra você e contra mim.
- 14:25Pá, ô, velho. Tá morta, menina.
- 14:28Cem anos morta. Pá, para com esse negócio, cara.
- 14:34Que horror, cara. A morte é um...
- 14:37É um presente, né, cara? É um presente da vida, pô.
- 14:41É o final do livro. Quarta-feira, às onze e
- 14:45cinquenta e sete, eu venho criança morta antes do almoço.
- 14:48Isso mesmo. Bem-vindo à Estrada do Puro
- 14:50Branco, galera. Vamos lá.
- 14:52Número três. Eu quero falar de um lugar nas
- 14:57Filipinas. Uma cidade chamada Sagada.
- 15:02Eu tô falando dele. Os caixões suspensos de Sagada.
- 15:08Vou te mandar aqui agora no Zap Zap.
- 15:12Esse lugar, que fica nas Filipinas, Ele é um lugar que,
- 15:17tipo assim, né? Você vai...
- 15:19Quando a pessoa morre, as pessoas enterram, né?
- 15:21Uma coisa até evolutiva. Algumas sociedades desenvolveram
- 15:26algumas características meio curiosas.
- 15:28Como, por exemplo, o povo de Sagada, nas Filipinas, que é uma
- 15:31cidade pequena. Tem, tipo, um pouco mais de dez
- 15:33mil habitantes. E eles não enterram os mortos.
- 15:37Eles suspendem ele em um penhasco e fica um paredão de
- 15:41caixão. Cheio de gente morta lá dentro.
- 15:45Então, esse aqui é um pouquinho mais de boa, eu acho.
- 15:48É, porque não mostra a pessoa, né?
- 15:49Só o caixão. É, na verdade tem umas fotos
- 15:51aqui que a galera tá meio que caindo dos caixões.
- 15:53É, porque a natureza, ela... É um filmezinho de terror e tal.
- 15:59Mas eu acho que por ser ao ar livre...
- 16:01Tu visita, tu visita esse aí. Não ter cobra, ser ao ar livre,
- 16:03eu consigo correr. As Filipinas são um lugar lindo.
- 16:08Tu gosta de Filipina, né? Sempre fala Eu acho foda Eu
- 16:12iria, dou uma nota seis aqui Ah, bem de boa, né?
- 16:16Bem de boa também não, mas seis Ah é?
- 16:19Tá bom então Essa é uma prática que tem há milhares de anos O
- 16:23próprio morador ele constrói O caixão Chega numa idade que tipo
- 16:29assim, tio Marlon, eu acho que tá chegando a hora de você
- 16:33construir o seu caixão. E aí ele vai lá e na hora que
- 16:36ele morre a galera leva até lá em cima.
- 16:38E deixa ele pendurado perto dos parentes.
- 16:42É louco isso, né? De tu construir o teu caixão,
- 16:44né? Alguém falar pra ti.
- 16:45Tem muita gente que faz isso, né?
- 16:46Que já compra o seu lugarzinho pra ser enterrado.
- 16:50É, muita gente que faz isso, bagulho de família.
- 16:52Tipo assim, todo mundo da família vai ser enterrado aqui,
- 16:54ó. Plano funerário.
- 16:56Isso. Isso rola bastante.
- 16:59É, eu quero ser enterrado aí, nas Filipinas.
- 17:02Ah, porra, deve ser. Porra, dá até vontade.
- 17:06E é porque eu não vou ter mais o que fazer, né?
- 17:08Vai ser a minha família que vai ter que fazer o corre, né?
- 17:10Ah, que pedido de filha da puta, né?
- 17:12Porra, pra caralho. Eu quero uma parte nas Filipinas
- 17:15e outra no anterior lado. Eu quero ser cortado ao meio,
- 17:20assim. E na vertical, né?
- 17:23Entendi, entendi. Muito bem.
- 17:28Agora eu quero falar do quarto lugar, que é um lugarzinho,
- 17:30Alexandre Henrique, que se esse parecer um filminho de terror, o
- 17:34que eu vou te mandar agora é sacanagem.
- 17:37Estou falando da Ilha das Bonecas, no México.
- 17:42Tá. Mas aí, me explica esse lugar.
- 17:46Cara... Quer dizer, visualmente, fala
- 17:48pro ouvinte como é que é. É uma ilha.
- 17:50E não é muito grande essa ilha. E ela tem centenas...
- 17:55O número tá aqui em algum lugar, mano.
- 17:56Eu esqueci qual que é o número. Mas tem, tipo, muitas...
- 17:59Milhares, na verdade. Milhares de bonecas toda fodida.
- 18:03Espalhadas pela ilha. É uma casa lá.
- 18:06E assim, a história desse lugar, que é o grande...
- 18:10Quando contextualiza que tu fica cagado, tá ligado?
- 18:13Porque ela... O que acontece?
- 18:14Um homem chamado Dom Julian Santana, ele construiu esse
- 18:18lugar, que inclusive o Guinness Book reconheceu como a maior
- 18:22coleção de bonecas assombradas do mundo.
- 18:26O Guinness tem um senso de humor.
- 18:27A galera faz tudo pra ganhar alguma coisa.
- 18:30Não, não. Ele não correu atrás.
- 18:31O Guinness que veio atrás e deu pra ele.
- 18:34Porque o Guinness quer dinheiro, né?
- 18:35A gente já aprovou aqui no podcast.
- 18:36A gente tentou fazer um recorde do Guinness.
- 18:39Tinha que pagar tipo vinte mil dólares, tá ligado?
- 18:41Toma no cu. Mas enfim, essa ilha, ela é o
- 18:44patrimônio mundial da Unesco, que é a ilha das bonecas.
- 18:47E a lenda local diz que esse cara, o Julian, ele foi
- 18:51assombrado por um espírito de uma menina que morreu afogada na
- 18:54região. E ela pedia boneca.
- 18:57E ele só ficava ouvindo ela pedir boneca, pedir boneca.
- 19:00E ele não conseguia fazer nada na vida dele, a não ser ficar
- 19:02rodando... Tudo quanto é canto, lixão,
- 19:06juntando dinheiro pra comprar boneca.
- 19:08E sempre levava boneca pra essa casa dele, que ele morava lá
- 19:11sozinho, tá ligado? E construiu essa espécie de
- 19:13templo e tal. E tem boneca desmembrada, boneca
- 19:17véia, boneca pendurada em árvore.
- 19:19É um bagulho de filme de terror legal, assim.
- 19:22É bem mesmo. Devia estar bem de cabeça esse
- 19:25cara, né? É, ele faleceu em dois mil e um.
- 19:27E alguns atribuem a esse espírito aí que deixou ele
- 19:32maluco. Então, olhando, eu não acho tão
- 19:36horrível assim. Mas dormir aí deve ser foda.
- 19:39Dormir aí... Tipo, se for num grupo de
- 19:44turistas, eu iria aí contigo. Eu também.
- 19:48Eu iria fácil. Agora, tem um Airbnb aqui.
- 19:51Passar uma noite. Pô, legal.
- 19:53O rolê é maneiro, pô. O que é isso?
- 19:55Ah, Vitinho. Por que tu gosta dessas coisas,
- 19:57cara? Não, não é que eu goste.
- 19:58É que seria legal por causa do medo.
- 20:00Você ia sentir um medinho, óbvio.
- 20:01Por que tu acha bom sentir medo? Não, eu não acho bom.
- 20:04Por que tu é fã do medo, cara? O fã do medo.
- 20:11Enfim, e aí essa maldição ou algo do tipo teria feito o cara
- 20:16ficar louco e teria feito ele morrer em dois mil e um.
- 20:19Tá ligado? E tu...
- 20:22Teu ceticismo ia te ajudar a ficar nesse lugar?
- 20:24É, cara. Por que que acontece?
- 20:26Vamos supor que eu tô lá. E aí uma dessas bonecas olha pra
- 20:30mim de noite e fala Vem, tio Vito.
- 20:33Vem aqui. Aí eu vou falar Olha.
- 20:38Vai te tomar no cu, Richard Dawkins.
- 20:40Seu merda. Tu tava errado.
- 20:42Ia ser incrível pra mim. Ia ser uma grande descoberta, tá
- 20:46ligado? Ah, eu achei que tu ia tentar
- 20:48ser racional na hora, né? Cem por cento.
- 20:50Não, é, por exemplo, aí isso acontece, aí eu abro o olho e eu
- 20:53acordo. Aí eu falo, ah, o espírito dela
- 20:55é o meu sonho? Não, eu sonhei porque eu tô no
- 20:58meio dessa porra. É tipo, quando eu tô vendo filme
- 21:00de terror, eu faço um binóculo com a mão.
- 21:02Porque aí eu lembro que eu tô em mim mesmo, que eu não tô na
- 21:07tela. Um binóculo assim.
- 21:12É fácil. Pra você ver a tua mão em volta.
- 21:15Eu vejo a minha mão e eu penso, não, é só um filme.
- 21:18Aí eu fico muito mais tranquilo, cara.
- 21:21Muito foda. É, foda que isso é verdade,
- 21:23cara. Que merda.
- 21:27Cara, do que você tem medo, assim, tipo, no sentido de...
- 21:29Cara, de tudo, cara. De tudo real, real.
- 21:33Não, não, por exemplo, eu tenho medo de fantasma, eu tenho medo
- 21:35de assombração. Eu não penso que eu tenho medo e
- 21:38tal. Cobra, né, por exemplo, cobra.
- 21:40É, eu não penso assim, ah, pô, eu tenho super medo de tal
- 21:43coisa, mas se tiver uma cobra aqui, eu vou ficar com medo.
- 21:45Se tiver alguém, se passar um barulho de fantasma e eu tiver
- 21:52visto um filme e eu estiver sozinho há muito tempo, eu acho
- 21:54que eu vou ter medo, saca? Eu tenho bastante medo, cara,
- 21:58de... Eu sei que eu pareço esse cara
- 22:00super corajoso, forte, um líder. Ninguém acha isso, cara.
- 22:06Todo mundo acha que eu não tenho medo, que eu tenho tudo na vida,
- 22:08que eu quero, né? Bem perfeito mesmo, mano.
- 22:14Tem, cara. Não, tem muito medo.
- 22:16Sei lá. Coisa que me dá medo é palhaço,
- 22:19mano. Palhaço é um troço que dá um...
- 22:21Tá ligado? Não que não consiga suportar.
- 22:25Suporto. Mas é que sempre que eu vejo um
- 22:27palhaço, não vem humor na minha cabeça, não vem um artista
- 22:32trabalhando. Não, não.
- 22:32Vem medo primeiro. E aí depois eu...
- 22:35É, eu tenho medo de vendedor e vendedoras muito bonitos em
- 22:39lojas de shopping que tem geralmente música eletrônica
- 22:42tocando. Que isso, cara?
- 22:45É, eu não gosto, não entro, não falo.
- 22:48Não, mas não é medo o nome disso, pô.
- 22:50Cara, é. É, não é.
- 22:53Eu tenho medo de entrar na loja. Por quê?
- 22:56Tu acha que vai cair a loja? Não, a gente não tá falando de
- 22:59racionalidade, né? Não, não, mas o medo ele tem,
- 23:02por exemplo, o medo de fantasma, pô, te matar, te levar pro...
- 23:05Pegar tua alma, foda-se. Qual que é o medo?
- 23:08Não tem medo. É, eu não gosto, cara.
- 23:13Eu não entro... Eu tenho medo.
- 23:15Tá bom. Tá bom.
- 23:17Tem medo de mulher bonita? Não, não.
- 23:19Se ela estiver nessa loja, se eu for vendedor.
- 23:24Tem galera que tem medo de mulher bonita, cara.
- 23:25Tem, tem. E bastante, né?
- 23:28É, bastante. Papo reto.
- 23:29De homem bonito... As pessoas não têm, eu acho.
- 23:34Pelo menos assim, muita gente fala comigo, sabe?
- 23:37Ah, entendi. Entendi.
- 23:39Era sobre você, né? Entendi.
- 23:41Era, o tempo todo. Era.
- 23:44Tudo é sobre mim o tempo todo. Muito foda.
- 23:47É aquele filme da A-XXI. Tudo é sobre mim o tempo todo.
- 23:50A-XXIV. A-XXIV.
- 23:52Muito bem, Alexandre. Em quinto lugar, na verdade não
- 23:56é um top, né? Então é o cinco, foda-se.
- 23:58Eu quero mostrar pra você um pouquinho sobre o Ossuário de
- 24:03Sedlec. O Ossuário de Sedlec, que eu tô
- 24:08te mandando aqui agora no Zip Zap, ele é um lugar que dá medo.
- 24:13É um lugar que dá medo, mas... Ele é um lugar que dá medo de
- 24:16osso. Então...
- 24:18Né? O osso, ele é menos...
- 24:19Quer dizer, sei lá, né? Cada um tem...
- 24:21Cara... Tem uma visão...
- 24:23Tu acha nada assustador o osso? Não, não.
- 24:26Pera aí, não. Tipo assim, não tô falando que é
- 24:29nada assustador. É que, de todos esses, esse
- 24:32lugar, pra mim, é o mais bosta. Porque o osso é um material, né,
- 24:37cara? Tipo...
- 24:38Tijolo. Cara, eu acho que eu tenho
- 24:40menos... Acho que eu tenho menos medo da
- 24:44Ilha das Bonecas do que esse lugar.
- 24:47Papo reto. Eu acho...
- 24:48Pô, a Ilha das Bonecas me dá marmedinho, porque é mais...
- 24:51É que aqui deve ter um monte de espírito com raiva de mim,
- 24:54velho. Tipo, tá muita caveira
- 24:57empilhada. A tua perspectiva religiosa é um
- 25:00mistério, né, cara? Como assim?
- 25:02Do nada... Tem várias espíritas, hein?
- 25:05Com base em quê? Cara, as coisas que eu fiz na
- 25:08outra vida, né, cara? Ah, você já viveu outras vidas?
- 25:11Sim, sim. E você lembra?
- 25:13Eu, como Gengis Khan, vacilei, cara.
- 25:17É você, então, né? Não, mas eu acho que...
- 25:22Eu não sei aqui. Ali também seria só um espírito,
- 25:24né? Só uma criança.
- 25:26Ali tem, cara, milhares de espíritos.
- 25:28Se é que existem, né? Mas são milhares.
- 25:31Então... Pô, e tu tá brincando...
- 25:33São quarenta mil restos humanos. Tu tá brincando com os restos
- 25:35dos caras. Não, tu tá exaltando.
- 25:38Não, tu empilhou um monte de cabeça, cara.
- 25:41Mas pra fazer um lustre, pra fazer um design.
- 25:43Porra, imagina, tu ia gostar, teu pai morreu, pegaram a cabeça
- 25:48dele e fizeram um lustre. Ah, é tão zoado assim, tipo...
- 25:51Ia ser uma prática interessante pra ter na casa das pessoas.
- 25:53E esse é Maju, é tia Leila. Ah, de repente...
- 25:59Ah, sei, cara. Se a Tokstok encostar e fizer
- 26:02uma collab... Olha aí, cara.
- 26:05Toxicook, né? Olha aí.
- 26:07Olha ali. Olha ali.
- 26:08Ah, eu sou assim, nem que eu invento.
- 26:10Eu puxo do nada. He did it again.
- 26:14Ah, é muito foda. Bem, esse lugar, ele fica numa
- 26:20capela, lá no cemitério de todos os santos, na República Tcheca,
- 26:25na cidade de Kutná Hora. Por que eles fazem isso, cara?
- 26:30Por que eles fazem essas coisas, cara?
- 26:33Cara, então o que acontece? No final do século XIII, um
- 26:39abade desse monastério, ele foi lá em Jerusalém, ele pegou o
- 26:44solo, um pouco do chão, no lugar que supostamente Jesus Cristo
- 26:47foi crucificado. E aí ele espalhou pelo terreno
- 26:50todo um pouco desse solo. Aí foi jogando e tudo mais.
- 26:53E aí geral falou, pô, eu quero ser enterrado com um pouco do
- 26:56solo sagrado, né? Enfim, algo do tipo.
- 26:59E aí o cemitério dele ficou muito popular.
- 27:02O cemitério desse lugar. E aí cresceu a população e tudo
- 27:05mais. E os corpos mais antigos
- 27:06começaram a ser exumados pra dar lugar pros mais novos.
- 27:09E o que você vai fazer com esses ossos, tá ligado?
- 27:15Não é... Então eles falaram, pô, vamos
- 27:17começar... decorar a capela. E aí é isso, cara.
- 27:21Desde mil oitocentos e setenta tá sendo decorado com os restos
- 27:24de pessoas. Basicamente é marketing,
- 27:27resumindo. É, ué.
- 27:28E, pô, maneiro. Tu acha zoado?
- 27:31Acho. Acho.
- 27:33Acho erradíssimo. Tu não teria um crânio humano na
- 27:37sua casa? É...
- 27:41Não, não. Não teria.
- 27:42Tipo, não é de respeito, tá ligado?
- 27:44Não, não, não. Não é por isso que eu acho.
- 27:45Ficar mandando dedo no meio pro crânio todo dia.
- 27:49Ah, não ia gostar, acho, cara, de ter um crânio em casa.
- 27:51Pô, eu super teria. É, isso nos diferencia, Vitor.
- 27:56Perfeito. E nos enriquece.
- 28:00É. Muito bem, Alexandre.
- 28:03O sexto lugar é um lugar que o Netflix até vai usar no Stranger
- 28:07Things, que é Hellfire Club. Tá ligado?
- 28:11Hellfire Club, do Stranger Things.
- 28:12Claro que não. Você não assistiu essa série?
- 28:14Não vi toda. Enfim, então não vou ficar
- 28:18desenvolvendo, vou dar spoiler. Mas um lugar chamado Hellfire
- 28:22Club, lá na Irlanda, ele é... O que significa, né?
- 28:25O clube do fogo do inferno. Ele é um lugar...
- 28:29Por que que acontece? Lá na Irlanda encontraram uma
- 28:33sepultura neolítica. Ou seja, milhares e milhares de
- 28:37anos que tinham pessoas enterradas ali.
- 28:40Beleza? Tinha umas pedras empilhadas e
- 28:42tudo mais. Tudo bem.
- 28:44E aí, em mil setecentos e vinte e cinco, um magnata comprou o
- 28:49lugar e construiu meio que um castelinho.
- 28:51Tá. Até aí tá tudo bem.
- 28:54Né? Ele pegou...
- 28:55Eu tenho que te mandar as fotos, cara.
- 28:57Não, eu tô vendo aqui, eu tô vendo aqui.
- 28:58Tá. É um castelinho, né?
- 29:00Tipo, um mini castelo. Não é...
- 29:01Meio cagado, na real, um castelinho.
- 29:03É, meio bobinho, assim. Meio...
- 29:05Enfim. Não é bonito.
- 29:07E aí, diz a lenda... Que rolou a construção e o cara
- 29:13morreu E aí quando o cara morreu Enquanto estava sendo construído
- 29:19Outras pessoas Um grupo chamado Hellfire Club Ele comprou o
- 29:23lugar E aí em mil setecentos e trinta e cinco Um homem chamado
- 29:26Richard Parsons Ele falou Esse aqui vai ser a sede do Hellfire
- 29:30Club E o Referee Club era um grupo satânico, tá ligado?
- 29:35Fazia festa, com muito álcool, com muito sexo.
- 29:37Eita! Sacrifício de animal, é só
- 29:40sacrifício de animal. Aí eu fiquei com medo.
- 29:43E aí a galera fala que o diabo aparecia lá, eventualmente.
- 29:47Na sua cidade, você é da cidade pequena também, né?
- 29:49Cachoeirinha. Tinha a lenda do diabo apareceu
- 29:52no baile funk? Claro que não, cara.
- 29:55Cara, porque... Isso é brincadeira.
- 29:56Eu acho que no Rio, aparentemente, em várias cidades
- 30:00do Rio, isso é muito comum de ser dito, assim.
- 30:03É meio que uma lenda urbana, bem tradicional.
- 30:05Cara, eu acho que tu já me mandou uma reportagem disso.
- 30:09Isso! Te mandei uma reportagem lá da
- 30:10minha cidade, que é o Baile do Vera, que era um clube, Vera
- 30:14Cruz. E aí lá no Vera, o Diabo
- 30:16apareceu também. E teve uma reportagem.
- 30:18Tá ligado? E...
- 30:20Um baile funk do diabo, saca? Luxúria, essas...
- 30:23Essas paradas aí que conservador otário fala, né?
- 30:25Tá, mas aí, esse é porque o diabo tá lá, resumindo.
- 30:28É, o diabo tá lá. Exatamente, é.
- 30:30E aí, em mil setecentos e quarenta e um, apenas seis anos
- 30:33de clube, o lugar pegou fogo e as pessoas morreram lá dentro.
- 30:37Hum... E aí dizem que as pessoas...
- 30:39A alma das pessoas que morreram lá dentro, os membros, tá lá até
- 30:42hoje. É isso.
- 30:43Fizeram um sexo lá, o que é pior, né?
- 30:45É, mano. Além de alma, deixaram...
- 30:49Deixaram com isso. Cheirão horrível.
- 30:52Pô, aqui parece lavanderia, mano.
- 30:57Lavanderia neolítica, pô. Muito bem, lavanderia neolítica.
- 31:02Eu quero também agora falar pra você de um lugar que ficou
- 31:04famoso nos últimos anos, porque um youtuber, ele desrespeitou o
- 31:09lugar e... Estou falando, você sabe do que,
- 31:12né? Sim, eu sei.
- 31:13Estou falando da floresta, o bosque, na verdade.
- 31:17O bosque dos suicidas. Um lugar chamado Aokigahara, lá
- 31:21no Japão. Esse lugar, Alexandre, ele fica
- 31:26na base do Monte Fuji, né? Que é bem famoso.
- 31:29E ele é um lugar onde as pessoas se suicidam, assim.
- 31:31É meio que um... Um point.
- 31:33É um point. Chega aí você, pô, vamos matar e
- 31:35tal. Então tem que ser lá naquele
- 31:36bosque, mano. Porque lá é onde geral resolve
- 31:39as coisas lá. E aí, o que acontece?
- 31:42Foi uma novela que popularizou. Mas a lenda, aliás, não é nem
- 31:46lenda, os relatos das pessoas se matando lá remetem a muito
- 31:52antes. Mas essa novela de mil
- 31:54novecentos e sessenta, pô, estourou o bagulho.
- 31:57Tá ligado? Fez com que geral que quisesse
- 31:59se matar fosse pra lá. Pô, vender papel e caneta lá na
- 32:02frente pra Alcarta deve dar dinheiro, né?
- 32:04Olha aí, cara. É bem parecido com a lógica dos
- 32:07caras que vendem em frente à prova do Enem, né?
- 32:10É. Parecida.
- 32:11Empreendedorismo. É verdade.
- 32:13Onde você vê suicídio, eu vejo oportunidade.
- 32:19Esse lugar eu teria medo, cara. Papo reto?
- 32:22Muito. Talvez mais do que todos.
- 32:26Ah, você não deu nota, né, pros outros?
- 32:28Ah, tudo bem. Eu teria medo porque é um fato
- 32:33ter um monte de gente se matando lá.
- 32:35E, pô, o cara tá ali nos últimos segundos, nos últimos minutos de
- 32:40vida. Pra ele tomar uma decisão idiota
- 32:42e querer me levar junto? Pra ele...
- 32:47Uma pessoa se matando ali. E aí ele fala assim, é aquele
- 32:50otário, eu vou matar também. Não, e qualquer coisa que tu
- 32:53faça... É mais estrangeiro.
- 32:54Chega o cara, fala o bagulho japonês, eu falo, sou gaúcho, o
- 32:58que que tem? E aí o cara me leva.
- 33:02O Logan Paul, né, que foi lá, né?
- 33:04Ou é outro? Não, o Logan Paul.
- 33:06Ele foi lá e... Pareceu piada, assim, quando
- 33:10veio a público, assim, mas realmente ele foi lá e uma
- 33:12pessoa tinha suicidado há poucos dias, ou algo assim, se eu não
- 33:15me engano. E ele filmou um corpo de uma
- 33:18pessoa ali, né? achando que esse é o vídeo esse
- 33:22vai estourar cara, ele tem que trabalhar nas nossas reuniões
- 33:26junto com a gente história pros brother agora vai, é essa
- 33:31encontrei galera, esse aqui vai trendar acho que vai dar uns
- 33:35seiscentos mil views ele tomou uma ruim por uns dois anos não,
- 33:40não, esses caras caem pra cima cara, pô, tá de boa ruim entre
- 33:46mil aspas Ele tomou uma ruim. Você acha que foi muito ruim?
- 33:51Perdeu muita coisa por um tempo aí, né?
- 33:54Mas depois recuperou com juros. O cara lutou com o Mayweather,
- 33:59né? Ah, é ele que lutou?
- 34:01É. Olha aí.
- 34:04O povo japonês torcendo muito o Mayweather, tá ligado?
- 34:07Tá maluco. Em dois mil e três foram
- 34:10encontrados mil e oito corpos no local.
- 34:13E o governo não divulgou os números e não divulgava porra
- 34:17nenhuma pra, né, desestimular a galera aí lá.
- 34:20É, inclusive, galera não vão lá. Boa, Alexandre.
- 34:24Você salvou uma vida agora. Ah, eu salvei vida agora.
- 34:26Você salvou uma vida, cara. Obrigado, Nico.
- 34:28Isso é muito necessário. Ah, vai tomar no cu.
- 34:34Muito bem. Até porque a gente não tá em
- 34:36condições de perder ouvinte, cara.
- 34:38Com essas coisas que a gente tem.
- 34:40Por isso, galera, não pode ir lá.
- 34:44Ai, cara. Mas muito bem, o oitavo lugar,
- 34:48na verdade, é um lugar chamado Ilha Gruinard.
- 34:52A Ilha Gruinard é o local mais mortal da Inglaterra toda.
- 34:57Por quê? O que acontece?
- 34:59O governo britânico estava na luta contra o exército nazista
- 35:04durante a Segunda Guerra Mundial e ele falou o seguinte, cara, a
- 35:07gente precisa de uma arma. Uma arma biológica.
- 35:11Uma arma biológica que mata muita gente.
- 35:16Ok. Mas eu tô falando da arma mais
- 35:19mortífera do mundo. E aí, vamos fazer então.
- 35:22Vamos pegar a Antrax e vamos criar uma arma biológica pra
- 35:27matar os alemães. Tá.
- 35:30Eles selecionaram essa ilha. o Winston Churchill, que ordenou
- 35:35os britânicos a procurar essa arma biológica e tal, e depois
- 35:40de meses de pesquisa, os cientistas descobriram uma forma
- 35:42de usar uma versão mais radical do antrax, dessa doença, contra
- 35:47os alemães. O antrax é uma bactéria, Uma
- 35:51matéria letal pra caralho. E se for inalada, a pessoa quase
- 35:54certa morre, assim. É bem, bem, bem possível dela
- 35:57morrer. O nome da operação era Operação
- 36:00Vegetariana. E eu não sei porquê, tem a ver.
- 36:03Mas é cena de humor militar, né? É um nicho muito específico.
- 36:10E aí essa ilha foi escolhida pra ser um ambiente de teste.
- 36:13Eles queriam pegar esse antrax, super antrax, né?
- 36:17E lançar sobre a ração dos alemães.
- 36:21E matar, né? A quantidade...
- 36:23Só que aí, né? Qual que é o problema?
- 36:25A galera começou a fazer uns testes, fizeram uns testes com
- 36:27umas ovelhas, né? Eles desenvolveram esse vírus,
- 36:31essa bactéria, né? E aí pegaram oitenta ovelhas e
- 36:34colocaram lá dentro da... Da ilha e jogaram, né, na ração
- 36:39delas e tal. E as ovelhas todas morreram em
- 36:42três... Não é, tipo, uma ração numa
- 36:44ilha, tá bom, né? Pô, que massa, nos levaram pra
- 36:47uma ilha. Finalmente, galera.
- 36:49Ah, achei que eu ia me matar pra comer.
- 36:52Não, me levaram pra uma ilha. É, me deram ração.
- 36:57E aí as ovelhas todas morreram em três dias.
- 37:00E aí eles falaram, pô, deu muito certo, né, tipo...
- 37:04Matamos rápido, só que aí a galera falou assim, cara, o
- 37:05problema é que... E se não parar, tá ligado?
- 37:09E se isso virar uma doença, uma epidemia, tá ligado?
- 37:12E aí não foi utilizada essa bactéria porque ela era poderosa
- 37:17demais. Poderia iniciar um surto e matar
- 37:21milhões de pessoas no mundo todo, tá ligado?
- 37:24E aí... Porque os esporos do vírus, né?
- 37:26Eles duram quarenta a cinquenta anos no solo.
- 37:30Então, tipo assim, se caiu no chão, em cinquenta anos vai ter
- 37:34super antrax ali. Então, a gente fala, pô, isso é
- 37:37perigoso, né? Então, não tem como.
- 37:39E aí, em mil novecentos e quarenta e quatro, o acesso à
- 37:42ilha foi proibido. Você tem que deixar bem em cima
- 37:44do armário da cozinha. É, bem, bem, rosquear bem,
- 37:48rosquear bem. E aí, vinte e quatro anos
- 37:52depois, começou a ter um cartaz falando, você não entra aqui que
- 37:55tem antraxas, corre! Tá ligado?
- 37:57Tem uns cartazes, eu mandei na foto aí, né?
- 37:59Tem uns cartazeszão. O lance é que durante muitas
- 38:03décadas ninguém sabia o que tinha ali, só sabia que era
- 38:06proibido, tá ligado? E aí é foda, você não pode falar
- 38:08pros outros, não pode ir pra aquela ilha, hein?
- 38:10Não pode, porra. Aí muita gente foi pra lá, e aí
- 38:14um grupo extremista, ele invadiu o lugar, pegou um montão de
- 38:19terra, fez uns testes e falou, é um montão de antrox, vários
- 38:22morreram, né, que estavam nisso daí.
- 38:24E aí depois, né, quando trataram a terra, e aí o que acontece?
- 38:28No dia vinte e quatro de abril, de mil novecentos e noventa,
- 38:32teoricamente a ilha foi declarada pelo Ministério da
- 38:35Defesa como livre dessa bactéria.
- 38:38Ah, vai fazer um piquenique lá então.
- 38:39Exatamente, só que ela ainda tá fechada porque vai quê?
- 38:42Tá ligado? Porque qual que é o grande
- 38:45lance? É que ela pode iniciar uma
- 38:47epidemia. Não é nem tipo matar quem foi lá
- 38:51e matou uma pessoa, duas pessoas, três pessoas.
- 38:52É começar uma pandemia aí, tá ligado?
- 38:56E por isso o lugar ainda é desértico e abandonado.
- 39:00Pô, imagina, a galera decidiu parar de usar arma química, todo
- 39:04mundo decidiu, né? Então deve ser...
- 39:07Deve ser iradíssimo. Quando acontece, deve ser um
- 39:10bagulho mais horrível. É, não, porque o lance é
- 39:12justamente a sua falta de controle e a chance de você
- 39:17estar fazendo algo ruim pra pessoas inocentes é muito
- 39:20grande. Você matar um montão de gente
- 39:22que não é pra uma coisa, matar o seu inimigo, né?
- 39:24Na guerra, que é uma merda, claro.
- 39:26Mas outra coisa, tipo assim, pra você matar o seu inimigo, você
- 39:29vai lá e... Começa uma pandemia, tá ligado?
- 39:32É tipo isso. Essa foi uma possibilidade aí.
- 39:35Parabéns, Inglaterra, por essa decisão.
- 39:38Bem, Alexandre Nikon, o nono lugar que eu quero falar hoje é
- 39:42um lugar que é bem conhecido, na real, que são as Catacumbas de
- 39:45Paris. Deixa eu ver isso aqui.
- 39:48Catacumbas de Paris. Estou te mandando uma foto.
- 39:51Aliás, várias fotos agora. Esse lugar, Alexandre, é um
- 39:56lugar que é bem conhecido em francês.
- 39:58É Les Catacumbas. E eles são uma vasta rede de
- 40:02túneis subterrâneos que abrigam, presta bem atenção, restos
- 40:07mortais de mais de seis milhões de parisienses.
- 40:10Cara, pra quê, cara? Pra quê, velho?
- 40:14Pra quê fazer isso, cara? Cara, esse é um lugar que geral
- 40:17visita, tá? Se eu não me engano tem um
- 40:18conhecido meu que foi lá. Ah não, turismo, tudo bem.
- 40:21Aí os espíritos não pegam, né? Não, turistas não pegam.
- 40:24Beleza, beleza. Mas aí o que acontece, cara?
- 40:27No final do século XVIII, os cemitérios estavam ficando super
- 40:32lotados, tá ligado? E aí existia uma rede de túneis,
- 40:36umas pedreiras subterrâneas embaixo da cidade, com
- 40:39quatrocentos quilômetros de extensão.
- 40:41Então, bem enorme mesmo. Bagulho que foi criado durante o
- 40:44Império Romano, assim. Bem antigo.
- 40:46E aí a galera começou a falar, ah, mano... tá superlotando os
- 40:50cemitérios, vão começar a colocar ali, né?
- 40:52E aí começou a colocar, começou a colocar, e aí o número que se
- 40:54estima é esse. Seis milhões de pessoas que
- 40:57estão ali enterradas. É ridículo, cara.
- 41:01É uma quantidade muito grande mesmo.
- 41:02São pessoas aleatórias, assim, tipo...
- 41:04Não, é, então, pessoas que eram dos cemitérios mais antigos e
- 41:07foram mandados pra lá. Tá ligado?
- 41:10Tipo assim... Ia chegando gente nova no
- 41:13cemitério e você zoomava quem tava lá e levava pra esses
- 41:17túneis subterrâneos. E aí o...
- 41:21O único grupo de pessoas que foi mandada direto pra essa...
- 41:26Pra essas catacumbas, né? Era a galera durante a Revolução
- 41:29Francesa. Que já ia direto.
- 41:31Que era muita gente morta e falava, cara, nem leva pro
- 41:33cemitério. Não vai caber nem fudendo.
- 41:35E aí o pessoal foi mandando tudo pra lá.
- 41:37Ah, mas daí era a pessoa carne mesmo, daí dava cheirão, né?
- 41:41É, ainda tem isso ainda. É, porque os ossos ali devem ser
- 41:45de boa, né? Como assim?
- 41:47Não, ali é cheio de osso, não dá nada, não deve ter cheiro.
- 41:49Não, não deve, eu acho que não, né?
- 41:52Mas é um número assustador, assim.
- 41:54É muita coisa, é muito crânio, é muito osso.
- 41:56Pai, que job, né? Que trabalhinho ser o cara que
- 42:00empilha a caveira no túnel. Ah, mano, mas muita gente faz
- 42:03isso, não liga, pô. Não, empilhar caveira no túnel?
- 42:06Não, o pessoal tem trampo de coveiro, essas paradas.
- 42:09É, mas o coveiro ele pega corpos humanos.
- 42:12Tá, mas empilhar caveira no túnel é diferente, cara.
- 42:16Tu acha, cara? É.
- 42:17Tão absurdo assim? Acho, acho.
- 42:20Acho um emprego que eu não... Não é o job que você quer.
- 42:24Teria dificuldade. Muito bem.
- 42:27Legal tu deixar isso claro. Vou cancelar o projetinho que eu
- 42:30tinha aqui. Muito bem.
- 42:33Alexandre, o décimo e último lugar é uma ilha fantasma do
- 42:36Japão, chamada Hashima. Como ilha fantasma?
- 42:41Ela não existe, a ilha? Não, cara.
- 42:43É só uma forma de se... Não, não, não.
- 42:47Só dizer que o lugar não existe de verdade.
- 42:49Não, o lugar existe. É o lugar que a Mitsubishi
- 42:51construiu meio que uma mini cidade, assim.
- 42:54Ah, que legal. Em mil oitocentos e oitenta e
- 42:56sete, quando começou a Revolução Meiji, que iniciou...
- 43:00A Revolução Industrial chegou meio que no Japão um pouco mais
- 43:03tarde, né? Nesse conceito aí.
- 43:05E aí, a galera que... Trabalhava pra Mitsubishi Morava
- 43:09nessa ilha E ali também eles exploravam Porque era muito
- 43:13utilizado pra você Explorar Carvão debaixo d'água E aí a
- 43:20ilha... É, pra você pegar carvão debaixo
- 43:21d'água, é. E aí o...
- 43:24A Mitsubishi criou esse... Essa mini cidade.
- 43:27E aí os japoneses moravam lá por muitos e muitos anos.
- 43:31Desde de mil oitocentos e oitenta e sete.
- 43:33Essa ilha, ela parece um navio de guerra visto de cima.
- 43:36Ó, vou te mandar uma foto aqui. Ela é bem maneira, velho.
- 43:39Parece realmente um naviozão. Ó, te mandei.
- 43:43Ah, é bem bonita. Muito foda, é.
- 43:45E... Só que o que acontece, né, cara?
- 43:48O lugar, ele foi utilizado... Você sabe que o Japão, durante a
- 43:51Segunda Guerra Mundial, era o demônio, né?
- 43:53Tipo, eles fizeram muita merda. E a mão de obra escrava chinesa
- 43:57e coreana foi utilizada aos montes aí.
- 44:00Tá ligado? Pra fazer mineração.
- 44:02E aí, em mil novecentos e setenta e quatro, a Mitsubishi
- 44:04falou, vamos desativar tudo, né? Até por conta desse passado de
- 44:08mão de obra escrava e tudo mais. E aí, só que os residentes
- 44:11tiveram que abandonar a ilha do nada.
- 44:13E os pertences deles estão tudo lá.
- 44:16Tá ligado? Mas, pô, os caras não falaram
- 44:18nem semana que vem tem que sair. Não, não, não.
- 44:20Não foi do nada. Foi de uma decisão muito em
- 44:22cima. E isso fez com que o lugar
- 44:25fosse... Ele tem esse clima de abandonado
- 44:27meio que em cima da hora, assim. E aí muitas pessoas falam que,
- 44:30né, por conta dessa mão de obra escrava, né, chinesa e coreana,
- 44:34muita gente morreu lá e os espíritos estão lá até hoje.
- 44:37É, eu acho que Cidade Fantástica, tipo, Chernobyl,
- 44:41assim, deve ser ruim. Deve ser treta de...
- 44:46Eu acho que depende muito da tua cabeça, né, cara?
- 44:49Mas se eu estiver feliz, eu vou gostar até.
- 44:51Tipo... Se eu estiver de bem com a vida,
- 44:54eu vou me divertir nesse lugar. Porque eu gosto de...
- 44:57Assim, eu acho legal o lugar abandonado.
- 44:58Se eu estiver com um pouco de medo e eu lembrar dessa
- 45:00história, eu vou ficar apavorado.
- 45:02Eu acho que eu não tenho meio termo.
- 45:05Ou vou ficar muito feliz chutando as coisas e jogando
- 45:08pedra, que existe essa possibilidade, ou querendo
- 45:11chorar, assim. Perfeito.
- 45:13Mas é lindo o lugar, né? Lindo.
- 45:15Tá maluco, você não iria. Olha as fotos aí.
- 45:19Tinha que pensar a minha cabeça no dia.
- 45:21Se eu estivesse passando na frente, acho que eu ia.
- 45:25De navio. Vamos parar ali rapidinho.
- 45:29Vamos ter um grau ali pra gente...
- 45:32Bom demais. O filme do James Bond, de dois
- 45:34mil e doze, ele... O zero zero set, Operação
- 45:39Skyfall, peguei o nome aqui. Ele foi gravado lá, tem cena lá.
- 45:44Bem maneiro. Pô, Davi, deve ser...
- 45:47Mas quem é esse lugar hoje em dia?
- 45:49Não, é da Mitsubishi, só abandonou.
- 45:51Tá ligado? Ah, que legal de fazer um...
- 45:54Um vlog. Fazer um vlog.
- 45:57Fala, galera! Tamanquinho na ilha é vantagem,
- 46:00mano. Maneirão, senão eu gosto pra
- 46:01caramba. E nenhum desse me dá medo, cara.
- 46:03Eu acho que o único que me dá medo é da cobra.
- 46:08E... Pô, mas a galera se matando, tu
- 46:09não ia ficar com medo, cara? Não, as pessoas já se mataram,
- 46:12pô. Não, mas tu não sabe se vai
- 46:14chegar alguém ali e se matar na tua frente, né?
- 46:16Ah, eu impeço a pessoa de se matar.
- 46:17Olha que legal. Ah, liberdades individuais.
- 46:21Não, mas tipo... Cala a boca.
- 46:22O que tu tá falando? Não, mas é muito perigoso, né,
- 46:25cara? Não acho.
- 46:27Eu iria. Eu iria.
- 46:29Eu pilha, hein? Quem quer bancar, galera?
- 46:33O molezinho da... Bosque dos Ciciê, né?
- 46:37Jake Paul II. Logan Paul II.
- 46:41Boba, caralho. Gostou, cara?
- 46:43Gostou? Aprendeu coisa nova?
- 46:44Se divertiu? Riu?
- 46:45Chorou? Ficou com medo?
- 46:46Aprendi que tu dá essa pagada de corajoso aí.
- 46:50Olha! Não tô comprando, velho.
- 46:53Eu não tô comprando real. Eu acho que...
- 46:55Não, assim, coisa de terror... Teu ceticismo vai pro caralho.
- 46:58Não, coisa de terror, não ligo...
- 46:59De terror de fantasma, mas, pô, não ligo muito realmente.
- 47:01Fala aí, né, do conforto do teu lar.
- 47:03Olha aí. Do teu colar de pérolas, né?
- 47:04Ah, que vida puta. Na tua cadeira de marfim.
- 47:11Aí é fácil, né, cara? Perfeito.
- 47:13Mas eu acho que na hora tu ia... Todos eles queriam ter medo pra
- 47:15caralho. É, algum medo, enfim.
- 47:17Todos não. Qual que tu não teria medo,
- 47:19cara? Nenhum medo...
- 47:21Eu acho que... Os caixões...
- 47:26Foda-se. Os caixões, tá ligado?
- 47:28Foda-se pra caralho. Foda-se.
- 47:29É, um monte de caixão. Chegando lá, um filipino...
- 47:32O filipino do olho branco, assim.
- 47:34Um olho branco, outro... Tipo, como um cajado na mão.
- 47:39Falando que... Sei lá.
- 47:41O espírito filipino do... Paquiarro.
- 47:45Nossa, é o único filipino que eu conheço.
- 47:47Paquiarro, aham. E vai te perseguir depois, cara,
- 47:51que já aconteceu várias. Tu acha que não ia afetar nada?
- 47:53Não, não, não. Real, assim.
- 47:57Essas capelas de osso, foda-se. Lê esse catacombs em Paris,
- 48:01adoraria. Meu sonho aí, deve ser muito
- 48:03foda aí. Caguei aqui, ó.
- 48:07Tu é cagão, mano. Tu é cagão pra caralho.
- 48:08Não, tu é hipócrita. A diferença é que tu é hipócrita
- 48:10e eu sou um homem de palavra. Perfeito.
- 48:13É uma forma de enxergar. É, o ouvinte concorda.
- 48:15O ouvinte vai comentar no Spotify quando ele der a quinta
- 48:18estrelinha, ele vai comentar também isso.
- 48:20Perfeito, então. Então é isso, Alexandre Nickel.
- 48:22Esses são os dez lugares mais horripilantes do mundo.
- 48:25Valeu, tchau, tchau. Beijo.
- 48:34Este episódio tem apoio de Cateó.
- 48:37Que coisa boa! Você poderia me explicar melhor
- 48:40o que é essa tal de Cateó, Alexandre?
- 48:43Vitor, que eles me trouxeram de alegria com as apostas que já
- 48:48fiz em minha vida. Quase curou a depressão.
- 48:54É, né? Não tinha luz no meu dia.
- 48:57Ah, entendi. KTO é o melhor set de apostas
- 48:59que tem. É bom demais.
- 49:00É bom demais porque eu gosto. Eu gosto porque tem muita
- 49:03modalidade. Sim.
- 49:04Eu, por exemplo, gosto de lutinha, né?
- 49:06Sim. Aí não tem só UFC.
- 49:08Não. Tem outras coisas lá.
- 49:09Outra lutinha? Tem Bellator.
- 49:11Não, eu tô dizendo dentro do MMA.
- 49:13Ah! Tem outras ligas também.
- 49:16Sim, legal. Isso é legal demais, cara.
- 49:17Sim, sim, muito legal. Não, de luta tem boxe, tem
- 49:19outras paradas ali, né? Fora futebol, que tem Série A,
- 49:22Série B, Campeonato Regional, Série C.
- 49:24Isso, até esporte, que eu gosto bastante, principalmente o
- 49:26lolzinho, é o esporte. É que tu falou muito rápido, daí
- 49:29não dá pra entender. Até esporte que eu...
- 49:30Ah, tá, desculpe, então. Esports.
- 49:33Eu gosto bastante do LoLzinho. E lá a gente sempre...
- 49:35E uma coisa que é legal é que durante o jogo...
- 49:37A coisa no LoL é uma coisa muito interessante.
- 49:40Que tem alguns personagens no LoL...
- 49:42Eu vou tentar não soar tão nerd. Que o começo do jogo eles são
- 49:46mais fracos. Entendeu?
- 49:48E no final do jogo, eles são mais fortes do que os outros
- 49:51personagens. E aí, o time que tá perdendo,
- 49:53mas tá com esses campeões que ficam mais fortes depois, se o
- 49:57jogo demorar, tem chance do time virar.
- 49:59Então, entender essas coisas de qualquer esporte, né?
- 50:03Essas lógicas, essa ciência de cada esporte, faz com que você
- 50:07consiga prever o resultado que, às vezes, um olhar mais
- 50:11ignorante não consegue perceber. Então, se você tiver isso
- 50:13aqui... Temporarquia, cara.
- 50:15Se você tiver inteligência, você consegue fazer um dinheirinho na
- 50:18Cate Homem. Se quem não fizer é porque é
- 50:20ignorante. É lógico.
- 50:22Não, tô brincando. Tem sorte um pouquinho também,
- 50:24né? Sempre tem a sortezinha ali pra
- 50:25dar aquela... O gameplay da palavra.
- 50:27Surgiu uma dúvida. Tem o Instagram do pessoal lá.
- 50:29Cate Underline Brasil. Pra trocar uma ideia, tirar
- 50:31dúvidas. É fácil de colocar o dinheiro.
- 50:34Bem fácil de tirar o dinheiro. Superciclopix, cara.
- 50:36Pix é rapidinho. Pix é molhento.
- 50:39E tem o cupomzinho, né? HPB, HPB de história para os
- 50:42brothers. HPB.
- 50:43Vai apostar pela primeira vez lá, vai botar seus cem reais,
- 50:46cinquenta reais, vai botar, vai ganhar vinte por cento de free
- 50:49bet. Bota o cupom HPB, ganha vinte
- 50:51por cento em cima do valor que você botou.
- 50:53Cinquenta reais, tu vai ganhar mais dez, vai ficar com sessenta
- 50:56reais. Você vai botar cem, vai ficar
- 50:58com cento e vinte. Entendi, Alexandre.
- 51:00KTO.com, KTO.com, KTO.com. O ripilante é o ouvinte que não
- 51:06dá um like. Bacanagem.
- 51:13Isso sim é o ripilante. E medo mesmo, eu sinto, do que
- 51:18vai acontecer com esse podcast se isso continuar desse jeito,
- 51:20cara. Olha só, eu tenho muito medo.
- 51:23Mas assim, medo que pode acontecer, muita coisa pode
- 51:26acontecer. Mas, fiquem de olho nos bosques
- 51:29perto dessa casa. Porque assim, Se não tiver
- 51:33compartilhamento aqui, talvez tenham dois corpinhos pendurados
- 51:37em breve lá. Eu tô cansado, Henrique.
- 51:40Enfim, ouvintes. Espalhem esse podcast por aí.
- 51:44Eu tô vendo que tem mais gente colocando nos stories e me
- 51:47marcando. Ah, obrigado, gente.
- 51:48Não, muito legal, muito legal. Mas não é o suficiente.
- 51:52Cara, será que vale a pena a gente começar a falar...
- 51:55O quê? O nome de alguma pessoa que
- 51:56compartilhou? Vamos...
- 51:58Não, o príncipe falasse que não compartilharam.
- 52:01Não, ó, deixa eu ver aqui, deixa eu ver aqui.
- 52:03Uma só, pode ser? E fala uma qualidade dessa
- 52:05pessoa também. Eu falo a qualidade.
- 52:06Paloma, cara, Paloma Gonzalez. Ela sempre compartilha.
- 52:10Sempre compartilha. A Paloma é de verdade, a Paloma
- 52:12é de verdade. Ela é de verdade.
- 52:13Muito obrigado, Paloma. Ela sempre compartilha.
- 52:16A volta dela é um lixo, cara, comparado à Paloma.
- 52:19Não, Paloma, putz, top três pessoas, Jesus Cristo em
- 52:22segundo, filho. Foda-se.
- 52:23É, então, Paloma, tamo junto. Obrigado.
- 52:27Uma pessoa por episódio, então. Eu não vou ficar pagando pau
- 52:29demais. É verdade, é verdade.
- 52:30Hoje a gente vai falar sobre a Paloma.
- 52:33Grande Paloma. O que que tu mais gosta da
- 52:37Paloma, Vitinho? Cara, eu gosto mais do Pá do que
- 52:39do Loma, tá? Que a gente nem tem o que falar.
- 52:41O que que tu acha que ela tem de mais especial?
- 52:45Ela é Gonzales, né? Ela corre muito rápido.
- 52:48Aqueles caras que não tem piada, te ajuda, cara.
- 52:50Ela é incrível, cara. Ela é incrível.
- 52:52Também não consigo mentir muito, não, cara.
- 52:54Paloma, a gente te ama. A gente te ama. pra gente, cara.
- 52:59Tudo. Se não fosse por ti, a gente não
- 53:01faria mais podcast. Perfeito.
- 53:03Tá bom? Muito obrigado pra todo mundo.
- 53:05Todo mundo não. Muito obrigado pra ti, Paloma.
- 53:07O resto... Aqui pra você.
- 53:11Que se foda. Tá?
- 53:12Beijo. Tchau, tchau.
- 53:13Beijo.