Latest / Café com Dungeon / Documentando o Inexistente #0090
Transcript
- 0:00Mestre, vou ativar o meu implante cibernético para ver no
- 0:05escuro e aí vou andar pelo corredor para investigar esse
- 0:09barulho que vem ali da saleta, ok, você vai se aproximando
- 0:16ainda sem ver nada relevante no escuro, mas quando você vai se
- 0:19aproximando da saleta ali. Você vê que a porta está entre
- 0:25aberta e que o barulho vem ali de dentro, junto com uma
- 0:28iluminação meio esquisita. Só que a porta de metal,
- 0:34aparentemente ela é bem pesada. Ela está entre aberta 2 palmos
- 0:38ali e o ângulo não permite a você ver exatamente de onde vem
- 0:42esse barulho. Mas vai ficando cada vez mais
- 0:45claro que alguém roncando muito alto, beleza?
- 0:50Vou tentar então me espremer pela fresta e entrar essa letra
- 0:56dentro, ok? Você ouve bem baixinho o barulho
- 1:00da porta quando você se enfia ali na fresta e você começa a
- 1:05perceber as dobradiças gemendo, mas ainda bem baixinho, até que
- 1:09você percebe que pra entrar de vez agora você tem que forçar a
- 1:14barra. Isso pode fazer um barulhão ou
- 1:18não quer tentar? Não, não.
- 1:23Eu vou me apressar em direção ao ronco para agir o mais rápido
- 1:27possível. Então vou fazer o contrário.
- 1:30Eu vou forçar a barra logo de vez contra essa porta, beleza?
- 1:35Você faz um esporro danado e você surpreende o guarda, mas
- 1:39ele toma um susto do caralho, arregala os olhos e você chega
- 1:43até ele antes dele reagir e ele já tá ali quase botando as mãos.
- 1:48Pro alto para se render, mas ele percebe que a você te reconhece.
- 1:53Ah, então eu conheço ele, né, mestre?
- 1:56Ah, é aquele guarda de bigode que adora uma rosquinha, é
- 2:00aquele cara. Como é que ele se chama mesmo,
- 2:03Hein? É Stanley, não é?
- 2:06Putz, cara, não lembro. Espera aí, deixa eu ver 2 ordens
- 2:13depois. Ah, achei cara e chama Fred.
- 2:19Boa noite, senhor. Chama Fred.
- 2:23Como está a ronda noturna? E para o resto da campanha, esse
- 2:29longevo personagem chamado Fred, segurança da portaria, passou a
- 2:35se chamar chama Fred e nunca mais ninguém esqueceu seu nome.
- 2:43E aqui eu boto uma abertura com alguma coisa relacionada ao
- 2:47episódio, não é? Bom dia, amigos do café com
- 2:59Danger. Estamos aqui para mais um
- 3:01episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 3:04RPG. Meu nome é Rafael balbi e esse é
- 3:07o café que representa a 1000ª. Do 100ª vez que eu bebo um
- 3:14ovelha negra e eu tô bebendo o café especial do tipo aqui de
- 3:20melaço, que apenas a quarta vez que eu bebo esse em específico,
- 3:24essa variação, esse sabor. Mas isso aqui é uma variação
- 3:28muito bem-vinda, inclusive do sabor magenta, que disparado foi
- 3:32o que eu mais bebi 920 vezes. Eu tenho tudo documentado ali
- 3:38certinho. Se eu bebi puro seu harmonizei,
- 3:42quantos gramas de café eu utilizei no preparo?
- 3:45Mas bom, você não precisa de nada disso, só pegar Oo café,
- 3:49ovelha negra ali e moer ele em casa ou pedir moído.
- 3:53Já ainda que eu prefira moer em casa, né?
- 3:56Esse café? Ovelha negra, cara, é delicioso
- 4:00e a qualidade de vida você pode beber ele em paz, tranquilo, que
- 4:03você vai ver que vai dar um up pro teu dia.
- 4:06Então chega lá em ovelha. Ponto café, né?
- 4:08Www.ovelha ponto café utiliza o cupom ccd tudo minúsculo que é o
- 4:13cupom pros ouvintes do café com dângelo, então você vai ter aí
- 4:15um desconto pra poder beber café especial.
- 4:18Olha que beleza é se você quiser um desconto ainda melhor.
- 4:22Você pode se tornar um assinante do café com dângel, aí você tem
- 4:25descontos progressivos de acordo com seu nível de apoio, né?
- 4:28Então vai lá em apoia.se barra, café com dângel e aí você
- 4:32escolhe o seu nível de apoio e isso vai te dar.
- 4:35É cupons melhores? Progressivamente.
- 4:37Aí é do café o velho negra, até 25% de de desconto.
- 4:42Bom, e você também recebe aí conteúdo extra.
- 4:46Participe de um grupo de Telegram, muito maneiro que a
- 4:48galera adora discutir RPG. Fora isso, recebe cupons de
- 4:52outros parceiros, participa de sorteios?
- 4:55Então é só vantagem. Gente apoia ponto vai ser barra,
- 4:59café com danjo. Bom, vamos começar o episódio,
- 5:02mas antes vamos para a leitura da enquete, né?
- 5:04O episódio anterior foi sobre controle narrativo, né?
- 5:07E aí eu fiz a pergunta, faz sentido ter mestre nos jogos em
- 5:12que a gente chama de narrativa compartilhada?
- 5:17No episódio defendi que não fazia sentido, né, de que os
- 5:20jogos são de narrativa compartilhada e que se todo
- 5:23mundo está com o mesmo objetivo de um jogo, não tem porque ter
- 5:26um participante com poderes assimétricos, né?
- 5:29Em relação aos demais, já que o vetor de atuação dele é o mesmo
- 5:33dos outros. Mas a galera discordou de mim
- 5:35aqui 55,6% das pessoas ouvintes disseram que sim, que faz
- 5:40sentido ter mestre mesmo em jogos de natureza de narrativa
- 5:44compartilhada 44,4 disseram que não, concordando comigo, então
- 5:48foi bem apertado aí, mas vocês venceram desgraçados e os
- 5:54comentários que teve aqui, a gente teve o Rafael Bacelar
- 5:56dizendo que ele acha que a figura do mestre.
- 5:59Tem papel útil em jogos de narrativa compartilhada, mesmo
- 6:02que possa ser opcional no momento que ele não tem um
- 6:05personagem próprio, ele pode ser mais neutro em prol da da
- 6:09conciliação, de vontades criativas e de apimentar os
- 6:12dilemas, ou alguém com palavra final em frente ao conflito de
- 6:16divisões sobre o sistema, ou, onde o sistema pode não ter
- 6:19resposta, retirar a figura do mestre e requerer adaptações nas
- 6:23regras de vários jogos nesse estilo.
- 6:26Fala bacilá. Beleza, cara?
- 6:27Olha, eu acho que utilidade a gente acaba encontrando, né?
- 6:31Uma vez que ele tá ali, mas não parece ser essencial, muito
- 6:35menos que tem uma grande utilidade, né?
- 6:38É, eu acho que a gente, mesmo quando atuando dentro do jogo,
- 6:42mesmo que a gente não tenha um personagem especificamente
- 6:45próprio ali como jogador, né? Ainda assim, a gente
- 6:48dificilmente vai ser neutro. É muito difícil ser neutro.
- 6:51Essa posição, inclusive, eu acho bem problemática no RPG.
- 6:54Normalmente a gente acha uma linha de ação ou uma linha
- 6:57narrativa mais interessante que outras.
- 6:59Nesse ponto, a gente acaba tomando o lado de alguém, né?
- 7:02É e essa coisa de apimentar os dilemas que, em teoria, seria a
- 7:07principal função. Desse desse participante, né?
- 7:10Eu acho que se a gente tá falando de dilemas e de e de
- 7:14coisas que vão construir um personagem, me parece que o dono
- 7:17do personagem é até mais indicado pra entender.
- 7:20Que dilema que ele deve enfrentar e como ele deve
- 7:23ressignificar isso dentro do jogo, né?
- 7:25A partir dos impulsos mecânicos, então me parece que.
- 7:28É a composição ali das das das vontades criativas e tudo mais.
- 7:35Esses conflitos, eles acabam sendo impulsionados pelo sistema
- 7:38já então eu não vejo muita, realmente muita vantagem em ter
- 7:42um mestre nesses jogos não, mas valeu, a discussão é boa, né,
- 7:44cara? Obrigado pela tua participação
- 7:46aí vamos pro episódio. Ih, rapaz, bebendo aqui com o
- 7:55soldado? Com o dinheirinho que a que
- 7:58aquela elfa lá, a Clarissa botou é herbalista, né?
- 8:02E é o que eu fiquei sabendo, cara.
- 8:05Já ouviu falar do fantasma do Arsenal lá no burgo?
- 8:10Então ali no burgo tinha uma oficininha ali, daquele cara
- 8:15chamado vagabundo, que era inventor, né?
- 8:19E parece que ele morreu já há um tempo.
- 8:23E a oficina dele foi incorporada na oficina do soldado, ali na
- 8:26Rua Principal e ali na casa dele, né?
- 8:30A alma dele parece que tá presa lá, porra.
- 8:33E parece que a alma dele ainda pode drenar a vida de quem
- 8:37entrar lá na no lugar, no lugar, principalmente se for entrar lá
- 8:41para tentar mexer naquela stractana dele.
- 8:45Então, se tiver. Se tu tiver vontade de ir lá, ó.
- 8:50Vai, tu é aventureiro, tu, tu encara esses negócios, mas se
- 8:54você for, vai acompanhado de alguém de muita fé, tá
- 8:58entendendo? Esse e tantos outros são rumores
- 9:05vindos do jogo do mundo aberto de beergoten.
- 9:09Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar
- 9:14inteiramente de graça no nosso grupo.
- 9:16Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue beergoden.
- 9:20Com a gente nessa parte aqui, eu boto uma
- 9:41vinhetinha com a brincadeira e um sonzinho de dado bom hoje o
- 9:51tema aqui, né? É, é um tema complicado, né?
- 9:55Que é documentação, né? A gente falar em documentar o
- 10:00nosso jogo e, na verdade, começar a analisar a natureza um
- 10:04pouco aí desse repertório ficcional que ORPG gera e que a
- 10:08gente documenta de alguma forma, né?
- 10:10Então, primeiro eu queria começar a trazer aqui aquele
- 10:14episódio que a gente analisou que o seu mundo de jogo não
- 10:17existe e o que a gente chama de mundo de forma geral, né?
- 10:22É que a gente tá dizendo que o mundo, na verdade, são as
- 10:26verdades que a gente cria conforme joga.
- 10:28As verdades sobre a ficção, né? Sobre esse espaço simulado que a
- 10:32gente encara como mundo. Mas no fundo é um repertório,
- 10:35esse repertório ficcional. Ele é coerente, essa coerência
- 10:39que leva a gente a perceber ele como um espaço simulado, como um
- 10:42mundo. De forma geral, a gente é como a
- 10:43gente assimila esse repertório, mas em essência, ele é um
- 10:48repertório coletivo. Né?
- 10:49Esse repertório ele se torna verdade no jogo, quando os
- 10:53participantes tomam conhecimento dele, experienciam o jogo e
- 10:57podem trazer esse repertório pro jogo jogando ele, né?
- 11:01Então é quando você fala a lembra daquele npc lá o chama
- 11:05Fred, é você tá invocando esse repertório, usando ele a seu
- 11:10favor dentro do jogo. Então ele é um repertório
- 11:12acordado, que todo mundo conhece ele em conjunto, né?
- 11:15Se você guarda ele só para você, se você não trouxe ele para
- 11:18mesa, esse repertório, ele não é válido ainda.
- 11:20Ele só vai ser válido quando todo mundo tiver ciência daquilo
- 11:24ali, quando aquilo for reivindicado, né?
- 11:26Nas palavras que a gente usa nos estudos.
- 11:29Joe ofensy e esse repertório é um repertório que está sempre em
- 11:33construção. Ele é de natureza lacunar.
- 11:36É mesmo que a gente considere preparação e background de
- 11:40personagem como parte do jogo, que é coisa que eu
- 11:42particularmente não considero, eu acho que.
- 11:44Só faz parte do jogo a partir do momento que é citado, né?
- 11:47É isso, tá dentro da lei da mesa que a gente já estudou aqui é me
- 11:51parece que mesmo que a gente jogue num cenário pronto, num
- 11:55cenário já publicado aí, sei lá, alguma coisa assim, há uma
- 11:59lacunaridade imensa e necessária no RPG que vai precisar ser
- 12:04preenchida durante o jogo. E é importante que exista isso,
- 12:07que haja espaço pra gente construir em cima, né?
- 12:11ORPG? Ele acontece na lacuna.
- 12:13É os jogadores, eles vão criar o tempo todo essa ficção.
- 12:17O Mestre também, né? E no fundo, essa ficção ela está
- 12:21em disputa, né? Tem até o episódio lá atrás
- 12:24também sobre a disputa da realidade, em que eu observo os
- 12:27papéis do jogo de RPG tradicional, né?
- 12:30E de como O Mestre e os jogadores são antagônicos ali na
- 12:33disputa dessa realidade. Mas em jogos que conta a
- 12:36história, jogos em que está todo mundo com o mesmo vetor
- 12:39criativo, ainda assim a gente vai ver que essa realidade está
- 12:42em disputa, porque toda? Toda toda reivindicação sobre a
- 12:45ficção, tudo que se diz sobre a ficção, toda a verdade que se
- 12:48constrói é também uma Renúncia de alguma coisa que deixa de
- 12:52poder ser, né? Então é esse repertório.
- 12:56Ele está sempre em construção. EE, ele tem essa natureza
- 13:00lacunar, né? E vai sendo preenchido.
- 13:04E esse repertório também. Ele é incongruente porque.
- 13:07Porque os detalhes dele são quânticos, né?
- 13:10Quando a gente descreve, por exemplo, um soldado com cara de
- 13:13idiota, por exemplo, a gente pode imaginar idiotas
- 13:17completamente diferentes na cabeça de cada jogador.
- 13:19Um pode imaginar com a cara do Bolsonaro, o outro pode imaginar
- 13:22o idiota com com a cara do do tio dele, o outro pode imaginar
- 13:26o idiota com a cara do. Sei lá daquele amigo que é, que
- 13:30é um parvo, né? A gente pode ter essas memórias
- 13:33associadas e é na nossa cabeça. O nosso repertório pessoal vai
- 13:36fazer com que a gente imagine a gente renderiza na nossa cabeça,
- 13:39idiotas, completamente diferentes.
- 13:41A gente só vai precisar saber, por exemplo, se esse idiota que
- 13:44a gente tá descrevendo, se ele tem olhos azuis ou castanhos
- 13:47nessa ficção. Se isso entrar em jogo, se isso
- 13:50fizer a diferença do jogo, se não, o jogo continua funcionando
- 13:54perfeitamente bem. Apesar dessas incongruências,
- 13:57então, esse repertório também é incongruente por natureza, e
- 14:01essas incongruências só precisam ser resolvidas quando entram no
- 14:04jogo, né? E também a gente pode dizer que
- 14:06esse repertório ele é impermanente, porque a gente
- 14:09pode esquecer desse repertório que o jogo continua normalmente,
- 14:13né? É um exemplo que eu costumo dar.
- 14:16É o contratado, né? Do grupo clássicos.
- 14:18DEDE esse contratado, ele pode ir com um grupo pela
- 14:21atravessando a floresta assombrada, até que ele entra
- 14:23numa danjo. É e do lado de dentro, de
- 14:28repente ninguém lembra dele, ninguém cita ele.
- 14:31O grupo passa por armadilha, passa por combate, ninguém nem
- 14:34lembra desse, desse contratado. Do lado de fora também.
- 14:37O grupo sai da Dan João carregante de Tesouro, ninguém
- 14:39lembra desse cara, mas quando o grupo chega na cidade, esse cara
- 14:43se materializa ali na vida, Na Na Vila, né?
- 14:46E o jogo segue as pessoas, o jogo tem que seguir, a gente não
- 14:50tem como voltar atrás, jogar de novo, aquilo tudo lá, né?
- 14:54É, o risco já foi corrido, as coisas já aconteceram, então a
- 14:58gente simplesmente finge que de bom, de alguma forma, ali ele
- 15:01ficou eclipsado. A gente não lembrou dele, sei
- 15:03lá, né? Mas o fato é que o esse
- 15:06repertório ele é impermanente ele, o jogo funciona,
- 15:09independente desse repertório ser completo a mesa, né?
- 15:14É, e aí nesse ponto a gente pode avaliar um pouquinho a questão
- 15:19da verossimilhança e essas inconsistências que aparecem no
- 15:23jogo, né? Por quê?
- 15:24Porque isso tudo é muito relevante pra forma com que a
- 15:27gente vai documentar o jogo e com os problemas que a gente
- 15:30pode enfrentar sobre documentação, né?
- 15:33E aqui eu tô falando de documentação no sentido de
- 15:34registrar o que você joga. Bom, falando de verossimilhança
- 15:39e inconsistências, né, como alega o Aristóteles quando a
- 15:42gente fala em verossimilhança, né, ele trata de verossimilhança
- 15:45como fundamento da mimesis, né, que é o que eu encaro, por
- 15:49exemplo, como o fundamento do jogo é.
- 15:52Ó eu fantasy, né? No estilo ó eu fantasy, ainda
- 15:54que muitos jogos de contar a história tenham naturezas
- 15:56diegéticas, né? No sentido aristotélico da
- 15:59coisa, é, Aristóteles fala em verossimilhança como fundamento
- 16:03da amimesis, né? EE, Pra Ele, AA verossimilhança
- 16:09é justamente esse sentimento de que aquilo é real, de que aquilo
- 16:12existe, de que aquilo tá acontecendo de fato, né?
- 16:15No caso, ele tá se referindo. AA tragédia, o teatro e tudo
- 16:18mais, mas a gente pode falar isso sobre ORPG, né?
- 16:21Essa encenação, essa Gregor, a gente sente que ela acontece de
- 16:24fato, e essa a verossimilhança é o que faz a gente entender isso
- 16:28como uma realidade, né? Como inclusive como um espaço
- 16:32válido, simulado como um mundo de aventura, né?
- 16:35E o que que faz a gente perceber, né?
- 16:38Essa essa realidade alternativa são essas, são as constâncias
- 16:42dela, são os parâmetros. Que ela tem e ela se associa ao
- 16:46realismo. Nesse ponto, ela não depende de
- 16:49realismo, mas ela entende as constâncias do mundo real, ela
- 16:52entende as estruturas do mundo real e é particularmente algumas
- 16:57coisas ali ela a gente toma como assumidas, como por exemplo, né,
- 17:01a gente encara ali a lei da gravidade, né?
- 17:04A gente encara é que os seres humanos têm. 2 braços e 2
- 17:08pernas. Isso tudo são constâncias do
- 17:11mundo real que a gente traz, né? Como bagagem pra nossa
- 17:14verossimilhança, ainda que a gente admita a fantasia no nosso
- 17:18mundo e que a gente permita incongruência em relação a ao
- 17:21realismo. Então não se trata de realismo.
- 17:23Se se trata de verossimilhança, de manter o sentimento de que
- 17:28aquilo é real, né? E ainda que a gente entenda esse
- 17:32espaço. Da ficção, esse repertório
- 17:35ficcional como um mundo de aventura na maioria dos jogos,
- 17:38né? Que, afinal de contas, é esse
- 17:41repertório de ficção? Ele segue esses parâmetros e
- 17:43estruturas e isso leva a gente a entender que isso é um espaço
- 17:47simulado, não é um espaço que é que que existe de alguma forma
- 17:51ali é. Ainda que, no fundo, esse
- 17:55repertório ficcional não seja exatamente um mundo.
- 17:59É só um sentimento de, de, de de um mundo, né?
- 18:02Ele, no fundo, tem uma natureza mais impermanente, né?
- 18:07E onírica, como a gente viu lá atrás.
- 18:08E essas inconsistências, elas estão encrustadas na mídia do
- 18:13jogo. No caso do RPG, né?
- 18:15Se a gente entender que a mídia do RPG tradicional é a sintaxe,
- 18:19né, que acontece ali no diálogo ficcional entre os
- 18:21participantes, né? Conforme eles dialogam, né?
- 18:24E o repertório que esse diálogo cria, a gente pode dizer que
- 18:27essa é a mídia do RPGE? Essa mídia, ela é, é
- 18:31impermanente, inconsistente e parece ser da natureza dessa
- 18:35mídia. É sobre a qual a gente joga.
- 18:37E ainda que a gente use battle, mep, grade recursos eletrônicos,
- 18:42né? É, me parece que se a gente não
- 18:45puder criar em cima. Né?
- 18:48Desses mapas, desses grids. Ou, se a gente não puder
- 18:51aprofundar, fractalizar os detalhes ali da realidade em
- 18:55cima do que se apresenta na nossa frente no primeiro.
- 18:58No primeiro momento, é, a gente não está falando de RPG.
- 19:02A gente está falando de algo que o videogame já cobre, por
- 19:05exemplo, né? O videogame tem suas limitações.
- 19:07Às vezes você vai ver um quarto desenhado ali, seu personagem
- 19:10entra naquele quarto, mas ele não tem interatividade com tudo,
- 19:13com absolutamente tudo que tem naquele quarto no RPG.
- 19:16É essencial, me parece dessa mídia que tenha que a gente
- 19:20possa investigar cada detalhe que a gente possa inclusive
- 19:23construir, né? Criar em cima das coisas que a
- 19:26gente vê ali, se a gente fala que tem uma escrivaninha no
- 19:30quarto. A gente tem que ser possível.
- 19:31Tem que ser possível a gente poder abrir essa ativaninha, ver
- 19:34o que tem dentro, e isso vai criando, né?
- 19:37Vai fractalizando esse mundo com de forma criativa.
- 19:40É um diálogo criativo que o videogame não cobre de forma
- 19:44geral, porque tem suas limitações de código, por assim
- 19:46dizer. Tudo que você faz no videogame
- 19:49tem que estar pré programado, mesmo que seja de maneira
- 19:52emergente, né? Ali, através de de de um
- 19:55procedural, ainda assim aquilo tem que estar programado.
- 19:58E no RPG, esse repertório, né, ele é tão amplo, EE pode
- 20:03fracterizar e pode é, a gente pode criar em cima, A gente pode
- 20:07criar Do Nada muita coisa. Então esse repertório ficcional
- 20:11no RPG, ao longo do tempo ele vai se tornando imenso, imenso,
- 20:15imenso, né? E acaba que é fica ele
- 20:18naturalmente, ele vai admitindo inconsistências, né?
- 20:22É, e também incongruências, e isso é intrínseco da nossa
- 20:25mídia. E isso me leva a pensar que isso
- 20:29pode ser, inclusive, um partido estético muito importante para o
- 20:34jogo que a gente joga. Tem um cara famoso na filosofia
- 20:39da comunicação chamado Marshall mcleurren, que ele é o autor do
- 20:43célebre postulado de que o meio é a mensagem quem estuda
- 20:47comunicação? Tá ligado nisso, né?
- 20:50Mas de forma geral, é ele diz que o meio de passar a mensagem
- 20:52ele também impacta na mensagem que você tá passando, né?
- 20:55Basicamente isso. Mas, para ele, as limitações e
- 20:58as propriedades intrínsecas de uma mídia moldam a maneira como
- 21:03percebemos o mundo e, consequentemente, ditam a
- 21:07estética das formas de arte que surgem a partir dessas visões.
- 21:12Olha que curioso. Se a gente for pro mundo aí da
- 21:16da música, tem o Brian Eno, que também diz que as limitações da
- 21:21mídia de hoje se tornam a gramática estética de amanhã.
- 21:27E isso ele tangencia muito no trabalho dele.
- 21:29É muito legal não somente ouvir o Brian Eno, que é um trabalho
- 21:33muito maneiro. Vou deixar.
- 21:34Inclusive aqui no dispositivo do episódio, ele falando sobre
- 21:37criatividade e ouvir o briano falar sobre criatividade e sobre
- 21:42mídia, sobre estética, é muito legal, esse cara é muito legal,
- 21:45e pro eno, né? Pro Brian Eno, as limitações de
- 21:49uma mídia, então, elas não são falhas a serem corrigidas, mas
- 21:54sim, elas são Fontes de uma nova e inesperada estética.
- 21:58Isso é muito interessante, né? É se você pegar o funk, por
- 22:02exemplo, né? O funk quando surge.
- 22:04No Rio de Janeiro é o funk carioca, ele pega ali Miami,
- 22:08beise, pega aquelas bases de uma mbs, aqueles batidões lá EEEO
- 22:13pessoal começa a gravar em fitinha mesmo, fitinha cassete,
- 22:16grava voz por cima, canta, bota letra ali, faz a melodia e tal.
- 22:20Mas é uma forma muito limitada de fazer isso, né?
- 22:23Então você fazia em fita cassete, é uma coisa muito low
- 22:25fi, por assim dizer, no sentido técnico da coisa, né, da da
- 22:28produção, é fonográfica ali, mas isso por outro lado.
- 22:32Acabou criando uma estética, né? E hoje em dia, mesmo tendo
- 22:35muito, é muito, muitos meios de produção caríssimos e a
- 22:39indústria fonográfica toda a seu favor.
- 22:41O funk ainda bebe de uma estética que surgiu dessas
- 22:45limitações lá atrás, né? Isso é muito curioso, me parece
- 22:48ser uma verdade muito grande que o que o praianeno trouxe nisso,
- 22:52e isso me traz muito para o RPG, né?
- 22:56Porque toda mídia tem suas limitações, inclusive por isso
- 23:00que eu defendi. É extrapolando a ideia de
- 23:03limitações e meios voluntariamente ineficientes de
- 23:08se vencer, né? Segundo Oo teórico de de jogos,
- 23:12aí o brasilds, né? Eu acho que todo jogo passa por
- 23:15essas limitações, né? Todo jogo passa por limite.
- 23:19A gente tem que driblar esses limites e isso faz o jogar.
- 23:23Mas de forma geral, é essas limitações.
- 23:26Elas não precisam vir de regras, muitas vezes elas vem da própria
- 23:29mídia. E a mídia do RPG é cheio de
- 23:31limitações, né? O diálogo ficcional e o
- 23:34repertório que ele cria traz muitas limitações.
- 23:37E essas limitações são muito interessantes, né?
- 23:40Como o Brian Eno coloca, elas geram uma nova e uma inesperada
- 23:45estética. Se a gente comparar com outras
- 23:47mídias, que a gente deposita muito, muitas vezes, muita,
- 23:50muitas expectativas ali, né? A gente, a gente muitas vezes
- 23:53quer levar ORPG pra séries de TV, pra filme, pra livro.
- 23:58Mas a gente esquece que ORPG tem suas próprias características,
- 24:02né? De mídia e que trazem limitações
- 24:04interessantes, que explodem em estéticas muito interessantes
- 24:08também é e autênticas, né? Eu acho que a autêntica é a
- 24:11palavra aqui é. Me parece então que a evolução
- 24:15estética do RPG ela ela vai vir não exatamente da convergência
- 24:19digital com table tops virtuais e plataformas que videogameizam
- 24:25ORPG. Né?
- 24:26Também me parece que essa evolução estética do RPG ela não
- 24:31vai vir de nenhuma stream ou live game play dessas aí, tipo
- 24:35Dimension twenty ou critical Rolling, né?
- 24:39É que muitas vezes ignoram as particularidades do RPG enquanto
- 24:44mídia, né? Pra poder apresentar show, né?
- 24:48Eu não estou dizendo que. Não haja, né, um espaço
- 24:51autêntico do RPG dentro dessa mídia show que eles propõem, e
- 24:55acho que é possível fazer um RPG show a partir da das limitações
- 25:00de mídia que ORPG traz. Entenda bem, é.
- 25:04Mas eu entendo que 11 evolução estética do RPG, ele ele, ele,
- 25:09ele, naturalmente ele vai comportar as limitações que a
- 25:13própria mídia do RPG traz, né? É, e eu acho que essas
- 25:18limitações passam. Né, por, por exemplo, por esse
- 25:22repertório impermanente em disputa e de natureza quase
- 25:27onírica ali, né, que a gente chama de mundo de aventuras, ou
- 25:31mundo de jogo, ou espaço simulado ou qualquer nome que
- 25:34você queira dar, mas ele tem essa coisa onírica dele que é é
- 25:38muito interessante, que pode ser muito bem explorada, né?
- 25:41E alguns de vocês podem estar já se perguntando aí, por que que
- 25:43eu não botei? Uma Bravata no título desse
- 25:46episódio, chamando isso aqui de quem?
- 25:48No seu repertório ou alguma coisa assim?
- 25:52E eu vou deixar você pensando um pouco nisso, enquanto você ouve
- 25:55aí os nossos reclames comerciais.
- 26:03Ô meu Santo gylex. Eu não aguento mais fazer
- 26:05preparação das aventuras que eu vou mostrar.
- 26:08Eu fico lendo blogs, mas blogs e acabo ficando paralisado pelo
- 26:11excesso de inspirações. Ô psiu, parece?
- 26:15Que você está precisando de mais dinheiro?
- 26:18Jesus das bicicletas, que você, cara baixinha de olhos
- 26:21vermelhos, que que são essas coisas vidradas suas cintas?
- 26:24O povo me chama de doente de seu padedo.
- 26:27Eu venho lá até o fulano de todo o começo de estação para fazer
- 26:29negócio. Eu tenho um negócio aqui para te
- 26:32oferecer, rapaz. Bom, eu acho que nada de mal
- 26:36nunca vem a te fazer negócio com duendes.
- 26:38Que que é que você tem para me oferecer aí?
- 26:40A península ancestral número 2 é um Zinho de Rex cauante colonial
- 26:45fechado com rexes, todos de interesse, mapas COVID de
- 26:48monstro, regra para jogar dele de velho com classe nova.
- 26:51Receita com efeito Sobrenatural, a Bela com origem interessante
- 26:55para os personagens, uma página só.
- 26:57Nossa, a preta está tudo feita, veio isso daí.
- 27:01Deve custar uma mão, um pé. Hum a, né?
- 27:06Infelizmente para mim é paga o que você quiser, inclusive
- 27:09quiser se você estiver sem. Grana, moça, então eu quero sim,
- 27:12cadê? Entra aqui nesse portal, o
- 27:15penis, o ancestral, ponto i, ponto IO lá você consegue as 2
- 27:19edições que já foram lançadas. Esse trabalho foi feito por
- 27:23humanos. Nenhum trabalho de a ou gerado
- 27:25por máquinas está incluído nesse projeto.
- 27:27Apoiar esse projeto significa que você está apoiando seres
- 27:31humanos reais que tem sonhos, paixões e contas.
- 27:34Obrigado aqui eu vou repetir a vinheta ou fazer uma nova
- 27:43relacionada, e daí vem um sonzinho de dado plaque.
- 27:50A gente precisa no RPGE. Isso me parece fundamental, que
- 27:53a gente tenha alguma consistência no repertório
- 27:56ficcional. Certamente é impossível a gente
- 27:59atingir a perfeição da coerência desse repertório, mas também
- 28:03impossível a gente jogar sem qualquer expectativa de
- 28:06coerência em cima desse repertório que a gente forma,
- 28:09né? Como vocês sabem, eu não gosto
- 28:11muito desses meio meio termos, né?
- 28:14E dessa vez não vai ser diferente, eu não acho que.
- 28:16Um meio termo vai resolver esse impasse que a gente está aqui.
- 28:20Mas eu devo. Eu acho que a gente deve é
- 28:23pensar de repente, entender o sentido dessa coerência em vez
- 28:28de tentar, em vez de tentar entender ali que a gente tem que
- 28:32buscar a coerência máxima ou abrir mão da coerência?
- 28:35Não, a gente tem que entender o sentido.
- 28:37Da coerência que a gente precisa ter no RPG, né?
- 28:41Então isso traz ali um mínimo de coerência.
- 28:43O que seria esse mínimo de coerência na minha cabeça?
- 28:46Eainesse.eu chamo aquele episódio lá do simulação,
- 28:49simulação e Philip k dzick eu vivo citando aqui um episódio
- 28:52dessa temporada do café, mas que ele traz essa ideia de que toda
- 28:56simulação é um recorte. Toda simulação é um recorte
- 28:59intencional, né? Toda simulação ela tem um
- 29:02sentido na escolha do que é simulado.
- 29:06E é, e o nosso repertório constrói, né?
- 29:09Esse mundo simulado no RPG, isso a gente viu aqui atrás, né?
- 29:13E como esse repertório constrói esse mundo simulado, né?
- 29:17Pelo menos ali na nossa, no Nosso Sentimento é, os
- 29:20participantes constroem esse repertório dentro de um sentido,
- 29:25né? Por quê?
- 29:26Porque é uma simulação e assim. Do mesmo jeito que na cabeça
- 29:31estranha ali do Philip k dzick, ele dizia que o sentido da
- 29:34simulação que a gente viveria, né?
- 29:36Na vida real, é o Reino de Deus, né?
- 29:39O do Reino do programador lá, como ele coloca, é esse seria o
- 29:45sentido da vida, o sentido da simulação.
- 29:48No RPG, a gente a gente normalmente vai é fazer recorte
- 29:52da simulação, né, em cima desse, desse sentido.
- 29:57Que a gente que a gente vê normalmente no jogo, né, que o
- 30:00jogo traz pra gente, né? Então, se toda simulação, né,
- 30:04ela pressupõe um recorte intencional.
- 30:08Os jogos também trazem esse recorte.
- 30:10No caso do RPG, eu costumo entender, na minha visão mesmo,
- 30:13que esse recorte que a gente faz da da simulação, normalmente ele
- 30:16passa ali por um sentido ou por outro, né?
- 30:20Eu enxergo 2. Sentidos principais ali, o jogo
- 30:23em torno de desafios e o jogo em torno de contar histórias.
- 30:26Me parece que os jogos, de forma geral, eles caminham para um
- 30:29desses 2 lados, ainda que alguns fiquem perdidos ali no meio e eu
- 30:33não acho a melhor opção. Mas de forma geral é bom quando
- 30:36a gente entende a proposta do jogo ali em cima dessa dicotomia
- 30:40aí que OOO RPG carrega desde as suas origens ali, como a gente
- 30:44pode ver no elosift shifts, né? Que é 11 bom livro documentando
- 30:49isso. E bom, é.
- 30:51É o que eu entendo por agenda de jogo, né?
- 30:54É, eu acho que essa agenda de jogo é é, é o norte que a gente
- 30:58tem ao jogar para tomar decisões.
- 31:00É um registro comum para atuação dos jogadores e do mestre,
- 31:04independente das suas agendas pessoais.
- 31:06É uma agenda que o jogo traz, ou seja, o que você precisa fazer.
- 31:09Pra andar nesse jogo, pra se dar bem nesse jogo, pra fruir esse
- 31:13jogo ODID clássico, por exemplo, me parece que faz sentido você
- 31:17jogar ODID clássico pensando em desafio, O Mestre em desafiar e
- 31:20os jogadores em superarem esse desafio.
- 31:23Já um PBTA, me parece muito claro que o objetivo é chegar
- 31:26numa narrativa, né? É construir uma narrativa em
- 31:29conjunto. E é com essa é é com essa agenda
- 31:35lúdica em mente. Né?
- 31:37É, ou seja, considerando é levando em consideração esse
- 31:40recorte inicial de como a gente deve tomar decisões em
- 31:44determinado RPG, né? Que a gente cria e invoca esse
- 31:48repertório da ficção, né? É em cima disso que a gente
- 31:51recorta a simulação em um jogo como ODED clássico, então, no
- 31:55estilo owell fantasy focada em desafio, pode ser que O Mestre
- 31:59aponte que o cavalo que o grupo está usando para transportar um
- 32:03guerreiro ferido. Esse cavalo, de repente ele já
- 32:05estava extenuado de carregar o Tesouro em sobrecarga, né?
- 32:09Que o grupo carregou é até aqui e que agora, né?
- 32:13É, esse cavalo pode estar fazendo corpo mole, pode
- 32:16diminuir o ritmo do grupo ou pode de repente, até se
- 32:19lesionar. Então o grupo passe a ter que
- 32:21lidar com esse risco o tempo todo.
- 32:23Porque é o desafio proposto pelo mestre em cima de um repertório
- 32:26que ele invocou. Por outro lado, num jogo estilo
- 32:29PBTA, né? Voltado a contar história, pode
- 32:31ser que. A possibilidade do cavalo
- 32:34extenuado se lesionar ou até morrer possa ser trazido como
- 32:37decorrência de uma falha do jogador.
- 32:39Depois da jornada, né? Mas depois do guerreiro ferido
- 32:43já ter sido transportado de volta à Vila.
- 32:47Porque essa é a história que o jogador que o grupo resolveu
- 32:50contar e que o sistema. Levou ele AA construir, né?
- 32:54É? Então foi ali o impulso
- 32:56mecânico, levando o jogador a ter que dizer um revés da
- 33:00viagem. E o revés que ele escolhe é que
- 33:02o cavalo extenuado morreu depois de de de trazer o guerreiro de
- 33:07volta, e isso na cabeça dele ficou bonito narrativamente.
- 33:11E se não houvesse nenhuma agenda guiando o nosso jogo?
- 33:15Se nada propusesse um recorte intencional a ser feito.
- 33:18Ficaria ainda mais difícil fazer o exercício de lembrar de tudo
- 33:22que dê coerência, as verdades que a gente invoca para o mundo.
- 33:27Ou seja, vai ficando cada vez mais difícil a gente lembrar,
- 33:30né? É do sentido interno dessa
- 33:33ficção que a gente está construindo enquanto joga.
- 33:37Então a gente não joga no fundo, né?
- 33:40É considerando a perfeição da mídia, porque ela é inatingível.
- 33:44A gente não joga também abraçando uma total falta de
- 33:47coerência desse repertório ficcional, porque isso torna aí
- 33:50O Jogo Impossível. A gente joga utilizando a
- 33:53coerência desse repertório como elemento de jogo, né?
- 33:57Usando essa sua, a congruência, né, os momentos de congruência
- 34:02desse repertório como um valor. Quando a gente jogar, né?
- 34:06Dentro do objetivo, mais básico que o jogo propõe, né?
- 34:10Porque, afinal de contas, é muito mais difícil do grupo
- 34:13esquecer daquele contratado quando tem um corredor
- 34:17possivelmente cheio de armadilhas à frente e ele vai
- 34:19funcionar como um bom boi de piranha.
- 34:22Né? Mais mais difícil o grupo
- 34:24esquecer desse cara agora, quando o cara tá só acompanhando
- 34:26o grupo E é um recurso que o grupo não tá pensando em
- 34:29utilizar ainda e tal, mais fácil o grupo esquecer e do mestre
- 34:32esquecer também. Agora é mais fácil O Mestre
- 34:34lembrar quando, por exemplo, ele tá pensando, que bom, naquele
- 34:38momento em que o grupo vai precisar de silêncio, pode ser
- 34:40que esse cara aqui que já deu indícios de ser histérico, que
- 34:44ele atrapalhe. E aí O Mestre lembra desse cara,
- 34:46usa esse cara a seu favor, né? Então, parece que.
- 34:50É o sentido do jogo. Ajuda a gente a lembrar do
- 34:54repertório de maneira funcional. E se eu defendi aqui que você
- 35:01queime sua preparação naquele episódio que ficou, ficou
- 35:04famoso, né? É porque a preparação ela cria
- 35:07uma expectativa de ficção que pode não se conformar no jogo ou
- 35:11pode nem fazer sentido mesmo durante o jogo, com a evolução
- 35:14que ele tem. Se o que emergir do jogo for
- 35:17mais interessante pra agenda lúdica, né?
- 35:20Pra agenda que o jogo propõe, não tem porque você se ater aos
- 35:23fatos que você é, botou em expectativa na sua preparação.
- 35:28E segundo a lei da mesa, né? Que a gente abordou naquele
- 35:30episódio lá do seu mundo do jogo não existe segundo a lei da
- 35:34mesa. É a sua preparação.
- 35:36Ela só passa a valer ludicamente quando ela passa por um canal
- 35:39comum a todos os jogadores, integrando assim o repertório da
- 35:43ficção em jogo. E aí, ela é válida?
- 35:47Me parece que anotar os acontecimentos do jogo é algo
- 35:52muito mais importante, portanto, do que fazer anotações sobre o
- 35:56background ou anotações de preparação de jogo que podem
- 36:00nunca vingar, né? E é bom até que a gente não.
- 36:03É que a gente abra a possibilidade delas não
- 36:06vingarem, né? É não porque OOO que se joga é
- 36:12agora passa a existir, porque não passa, né?
- 36:15O repertório continua sendo impermanente.
- 36:17Ele não existe por é por si só, né, como algo contratado lá que
- 36:22a gente pode esquecer e nunca mais lembrar dele.
- 36:25E o jogo segue, né? Então.
- 36:28A gente tem que lembrar que Oo repertório é impermanente e que
- 36:32o jogo continua, independente é dele se fazer existir ou não,
- 36:36né? É, ele não existe de fato, né?
- 36:42Por outro lado, agora ele tem essa validade lúdica a partir do
- 36:47momento que ele entrou em jogo. Então não é que ele agora
- 36:49exista, né? O mundo não passa a existir por
- 36:52conta disso, mas ele passa a ser um repertório válido da gente
- 36:56invocar no jogo. Né?
- 36:58Agora é repertório lúdico, válido de ser invocado em jogo,
- 37:02utilizado em jogo, dentro dos dos objetivos de cada um.
- 37:06Que invocar esse repertório, né? Seja O Mestre, seja os
- 37:09jogadores. E se você precisa lembrar de uma
- 37:11verdade da ficção para poder usar ela a seu favor no jogo, é
- 37:16importante que você possa não esquecer desse repertório, né?
- 37:20Dessa verdade da ficção. E aí, como é que faz?
- 37:25Bom. Não sei se você sabe o que que
- 37:27são recursos mnemônicos, né? É, são técnicas que a gente usa
- 37:33para lembrar das coisas. Você já deve ter passado por
- 37:36muitos momentos desses, de ter que lembrar de alguma coisa e
- 37:38ter que ficar inventando um jeito de lembrar daquilo no
- 37:41futuro, né? E por mais que eu conheça
- 37:44pessoas que são máquinas de trivia, né?
- 37:47Os reis do dito conhecimento inútil, tipo.
- 37:50Qual foi a primeira profissão do Renato Russo?
- 37:53Tipo foda se meu irmão, eu não quero saber qual foi a primeira
- 37:55profissão do Renato Russo. Mas se você tiver jogando, é
- 37:58aqueles jogos lá de de perguntas lá.
- 38:00Pode ser útil, né? Mas assim é.
- 38:03De forma geral, humanos costumam lembrar mais facilmente das
- 38:07coisas quando aquilo dá um sentido a elas, então.
- 38:12É você lembrar qual foi a primeira profissão do Renato
- 38:15Russo, né, que foi professor de inglês, por acaso.
- 38:18Não que eu seja fã, eu lembro disso por conta de trivia, mas
- 38:23de forma geral, você é quando você associa, pô, eu lembro que,
- 38:28pô, eu era professor de inglês, então você associa com isso,
- 38:31você dá um significado, você dá um sentido pra isso.
- 38:33Aí você não esquece que Renato Russo tinha a mesma profissão
- 38:36que você já teve, né? Caso eu não, eu nem curto Renato
- 38:39Russo, nem sou, nem fui professor de inglês, mas seria
- 38:4311 coisa interessante se eu tivesse essa conexão, né?
- 38:47Então isso seria um recurso mnemônico, porque assim, né, o
- 38:53manos costumam lembrar mais facilmente das coisas quando as
- 38:55coisas têm um sentido, quando ele dá um sentido as coisas.
- 38:59Então decorar uma fórmula, né? De física, sei lá pro
- 39:02vestibular, a gente sabe que é o conhecimento, que tem pernas
- 39:05curtas, você esquece mais facilmente.
- 39:08Mas se você entender o fundamento daquela fórmula, né,
- 39:11como é que se formou, como é que alguém, por que que alguém
- 39:14inventou aquela fórmula, né? Fica mais fácil você guardar
- 39:18aquilo, fica mais difícil de você esquecer.
- 39:20Por quê? Porque se você está decorando
- 39:22aquilo pro vestibular, quando passar o vestibular você
- 39:24esquece, né? Por quê?
- 39:26Porque a nossa memória, ela é muito ferramental também, né?
- 39:30E quando eu falo que jogos são simulações.
- 39:33E a agenda do jogo é o sentido que a gente dá ao recortar essa
- 39:37simulação. A gente pode pensar nisso.
- 39:39Ao entender que a gente é, a gente pode guardar simplesmente,
- 39:45né? É algumas coisas que que sejam
- 39:48importantes para o nosso jogo. A gente tem que selecionar bem
- 39:52as nossas memórias e entender bem o que guardar, né?
- 39:56Então, uma agenda de jogo no RPG, ela serve também de
- 40:00sentido. Né?
- 40:01Que a gente dá o recorte da ficção como a gente já viu desse
- 40:04mundo simulado. Então a gente pode olhar por
- 40:06essa lente, desse recorte para entender, né?
- 40:09É o que que a gente pode anotar. Né, desse jogo que que a gente
- 40:14pode registrar desse jogo? Por quê?
- 40:16Porque se a gente tiver olhando pela lente da agenda do jogo, a
- 40:19gente já tá é fazendo uma anotação, a gente tá fazendo um
- 40:23registro, uma documentação dessas verdades de maneira
- 40:27ferramental. Então fica mais fácil também da
- 40:29gente consultar, da gente lembrar da gente pegar uma
- 40:32anotação, uma palavra solta e lembrar do que se trata aquilo,
- 40:36alguns detalhes, né, que a gente possa utilizar mais tarde.
- 40:40Porque é impossível, no fim das contas, é anotar tudo.
- 40:43Se a gente anotar também, sem um recorte, acaba que a gente vai
- 40:47anotar um Monte de coisa aleatória, né?
- 40:49Coisas que a gente não vai lembrar.
- 40:50Coisas que vão às vezes nem fazer sentido elas estarem
- 40:53anotadas ali, né? E acaba que isso atrapalha a
- 40:57consulta, o uso desse repertório, né?
- 41:00Mesmo com recursos modernos como inteligência artificial ou ano,
- 41:03atuações em plataformas digitais, notion e tudo mais, é
- 41:07difícil a gente fazer isso quando a gente não tem um
- 41:09sentido atrelado àquelas coisas. É, a gente tem que lembrar que
- 41:14censura, né? De de conhecimento, ela não não
- 41:17acontece somente por trancafiar livros em locais em penetráveis,
- 41:22né? Em bibliotecas que ninguém usa.
- 41:25Né? Passa também a censura.
- 41:26Muitas vezes passa por soterrar um conhecimento com com uma
- 41:31série de conhecimentos por cima, conhecimentos muitas vezes
- 41:34inúteis. Então, se você pega um livro
- 41:35muito importante e só Terra ele com com livros é imbecis, você
- 41:41tá censurando aquele conhecimento também, porque
- 41:43dificilmente alguém vai entrar em contato com aquilo.
- 41:46Então, documentar de maneira funcionar o seu jogo ajuda a
- 41:50gente a ter informação resguardada.
- 41:52Prontinha para ser utilizada para quando couber dentro do
- 41:56jogo que a gente tá jogando. Anotar as informações de uma
- 41:59sessão, né? De um jogo de desafio, é
- 42:03essencialmente inclusive, diferente de fazer anotações
- 42:07para um jogo voltado para contar história.
- 42:10É documentar, por exemplo, um jogo de Rex Kroll.
- 42:13É completamente diferente de documentar um jogo de tretas e
- 42:16picuinhas entre adolescentes assanhados como o Monster hards
- 42:20faz, né? Então, se no jogo de Rex krall
- 42:23você vai anotar recursos, antecipações, perigos, nos ermos
- 42:28é quanto tempo o grupo gastou de um lugar ao outro.
- 42:31Qual o risco principal de um Hexágono, né?
- 42:33Já em Monster hards você vai anotar as rusgas que rolam entre
- 42:37os personagens. Que que significam aqueles
- 42:40pontos de vantagem que um tem sobre o outro?
- 42:42Né? Criar um mapa de relacionamentos
- 42:45de repente, né? Entender quem são os personagens
- 42:47relevantes que podem ser utilizados na rede de intrigas
- 42:51que eles formam no colégio, né? Bom, e falando nisso, deixa eu
- 42:55fazer um ataque de oportunidade aqui e falar um pouquinho de um
- 42:59tempete de notion eu criei pra beergotem.
- 43:04Conta para mim? Você sempre fica confuso ao ter
- 43:08que consultar todos os detalhes que você construiu para o seu
- 43:11Hexágono ou para uma região do seu mapa.
- 43:13Num Rex krall, você perde as suas anotações sobre npcs ou tem
- 43:18tanta anotação que fica difícil de pegar.
- 43:21A anotação, importante na hora certa, fica confuso às vezes
- 43:25sobre o caminho que um grupo percorreu em determinada sessão.
- 43:29Bom, se você tem uma campanha aberta, isso fica ainda mais
- 43:32difícil. Né?
- 43:33Mas os seus problemas se acabaram.
- 43:37Ao longo de 5 temporadas e muitos anos de campanha, eu
- 43:40cheguei a uma forma ideal de documentar minha campanha de Rex
- 43:44krall em beergotten, além de tabelas fáceis para documentar
- 43:48notícias np 6, mapas e trajetos, hexágonos, regiões, Marcos,
- 43:53rumores, eventos, facções, entidades, itens especiais,
- 43:59frente de campanha logo de sessão.
- 44:01Notícias e até mesmo House roots e feedback dos jogadores.
- 44:06Eu tenho também um dashboard que funciona como um escudo do
- 44:11mestre dinâmico. Ele é uma tela única que reúne
- 44:16todas essas informações mais importantes e atualizadas no
- 44:19espaço de pesquisa rápida. Então, depois que eu comecei a
- 44:23usar esse dashboard, raramente eu saio da mesma tela.
- 44:27Para qualquer consulta durante a campanha, tudo que eu preciso
- 44:29está ali na mesma tela, todas as pesquisas, todos os mapas.
- 44:34De forma geral, eu não saio dessa tela para nada.
- 44:37E se você quiser, eu disponibilizo para você o link
- 44:39do dashboard que eu uso em bergotten, só que zeradinho para
- 44:43você alimentar com as informações da sua campanha.
- 44:46É, e aí isso vai? Contém.
- 44:48Contei aí o templat de notion pra você usar, né?
- 44:51Pra você copiar e usar pra você. E também uma call, né?
- 44:54Uma chamada ali de 10 minutinhos mais ou menos no Google Meet pra
- 44:57eu mostrar, se você quiser. É como eu tenho usado isso em
- 45:01beergotem, então fica claro ali o uso caso você tenha alguma
- 45:04dúvida pontual que você queira tirar, né?
- 45:07Então pra você ter esse material, manda um Pix no valor
- 45:10de 50 BRL lá pra café comdanjo@gmail.com o seu e-mail
- 45:15na descrição do Pix. Que aí eu compartilho com você.
- 45:18Eu mando para esse e-mail o link, né?
- 45:20Mas não esquece de colocar seu e-mail, senão não vou ter como
- 45:23te ajudar. E se você for assinante do café
- 45:25com dângion do nível RPG do Jo ou superior, me manda um salve
- 45:29no Telegram que a gente acerta um desconto, beleza?
- 45:33Bom, é isso. Além do esquema de Rex krall, do
- 45:36case and rexes e das 10 joilfementes, eu posso dizer com
- 45:39segurança que a nossa tecnologia de notion foi, sem dúvida, uma
- 45:43das maiores responsáveis por difundir as campanhas abertas no
- 45:46estilo smart no Brasil, mas funciona também para campanhas
- 45:50domésticas fechadas, mais tradicionais e tudo mais.
- 45:53Então agora eu vou disponibilizar para vocês, né?
- 45:56Se vocês tiverem afim, essa versão última, né?
- 45:59A versão mais Moderna desse template de notion, beleza.
- 46:03É isso, se você tiver afim, dropa aquele Pix, valeu.
- 46:10E aqui eu vou repetir uma vinhatinha ou continuar alguma
- 46:14coisa aí. O dadinho claque bom,
- 46:18concluindo, voltando ao episódio aqui, né, anotar o que acontece
- 46:22na sessão é mais importante do que a própria preparação.
- 46:26Por quê? Porque é repertório dado,
- 46:29repertório possível de ser utilizado e validado em mesa.
- 46:33Porém, sai anotando tudo e qualquer coisa também é muito
- 46:37improdutivo. Todo RPG propõe um mundo
- 46:40simulado e, como toda simulação, isso passa por um recorte
- 46:44intencional dentro de um sentido dado pela agenda do jogo.
- 46:49Se o jogo é voltado ao desafio, é legal quando você pode focar
- 46:53as suas anotações no que pode dar um bom desafio.
- 46:57Escrever o npc de maneira objetiva, tendo em mente como
- 47:00eles podem construir bons desafios, bons riscos e tudo
- 47:04mais. É muito interessante escrever um
- 47:06ambiente de forma AA te ajudar a lembrar dos obstáculos dele, os
- 47:12perigos e os pontos de interesse.
- 47:13Vai ajudar a sua consulta, porém isso é um jogo voltado a contar
- 47:17história de repente, fazer anotações sobre personagens
- 47:20pensando em suas funções narrativas que que pode dar um
- 47:23bom gancho. Que pode ser uma antecipação de
- 47:26um fato à frente. É entender as possibilidades ali
- 47:30apontando pra Arcos de história interessantes, né?
- 47:33Características que apontem pra um possível arco de Redenção pra
- 47:37um personagem, o ponto de virada na trama.
- 47:40Isso tudo ajuda você a consultar e organizar a sua campanha.
- 47:45Isso vai fazer com que você não se perca num mar de dados e
- 47:48informações jogadas ao Léo. É sem um sentido próprio, né?
- 47:52Que ajude você a te lembrar e utilizar com com com
- 47:56intencionalidade o repertório da ficção, né?
- 47:59E que no fim, pode mais te confundir do que te ajudar.
- 48:04Mas é isso, é. Vou deixar uma enquete aqui, uma
- 48:07pergunta como tradicionalmente fazemos, né?
- 48:09Eu vou, o que eu vou perguntar para você o seguinte, em um
- 48:13episódio futuro, que que você quer que eu aborde primeiro
- 48:16sobre esse assunto? Né?
- 48:18Você quer que eu aborde o case de documentação de beergoten até
- 48:21aqui, né? Mostrando os desafios e as
- 48:24soluções que eu dei em beergoten.
- 48:26Você quer que eu faça um episódio abordando reflexões
- 48:29sobre a natureza da documentação do que foi jogado em jogo, né?
- 48:33Ou seja, é um episódio mais filosófico ali, abordando o que
- 48:38que é em jogo, o que que representa exatamente a
- 48:40documentação. Da mesma forma que eu fiz com
- 48:42PrEP. Ou você quer um episódio focado
- 48:45em ferramentas de documentação para RPG?
- 48:48Bom, vou deixar aí na enquete, responda uma das 3 respostas, aí
- 48:52vai ser o primeiro assunto que eu vou tocar, beleza?
- 48:55E comenta aí o que que você achou desse episódio, falou.
- 48:58Então é isso, vamos, vamos para o encerramento, mas uma vinheta
- 49:03que eu tenho que colocar pessoal.
- 49:05Muito obrigado pra quem ficou ouvindo a gente até agora, né?
- 49:08Eu vou deixar aqui os links citados no episódio, na
- 49:11descrição do episódio, né? Então o link dos anúncios pra
- 49:14você jogar em bergoting o link pra península ancestral no
- 49:17etoeoelembrarquevocepodepassar1pixaiprocafecomdanjo@gmail.com se você quiser, se você tiver
- 49:25interesse aí no dashboard né? Que a gente usa pra campanhas
- 49:30West marches no estilo Rex Kroll, similar é o que eu uso em
- 49:34bergoting. É, se você quiser seguir aí tem
- 49:38os links mencionados do episódio também, então o seu mundo de
- 49:40jogo não existe simulação emulação e Philip K.
- 49:44Dick e o episódio queime sua preparação.
- 49:46Além de tudo, eu vou deixar um vídeo muito interessante do
- 49:48Brian Eno em que ele mostra Oo, brics, straight, edis, né?
- 49:52Que ele fala do deck de cartões que ajudam a quebrar bloqueios
- 49:56criativos. Vale muito a pena engajar com o
- 49:58Brian Eno, então é isso lembrando também.
- 50:01Que você pode ajudar o café com dângel a ter a voltar a ter 5
- 50:05episódios semanais. Já pensou?
- 50:07Considera apoiar o projeto e a sua expansão lá no apoia.se
- 50:10barra café com dângel se você gostou especialmente do café de
- 50:14hoje, pode deixar pra gente uma gorjeta.
- 50:15Manda o seu Pix em qualquer valor para
- 50:17cafecomdangel@gmail.com a gente conta com você.
- 50:20Se você tem uma empresa ou uma marca que quer ter um dia na
- 50:23semana no café com dângel, você pode financiar um episódio extra
- 50:27semanal no podcast. E fazer a Alegria da massa
- 50:30rpgista consulta a gente em café comdanjo@gmail.com que a gente
- 50:34tem uma proposta especial para você.
- 50:36Pode também consultar gente sobre parcerias e anúncios, né?
- 50:39É, a gente trabalha não somente com marcas de RPG, mas também de
- 50:43outros ramos, como cafés, jogos, tecnologia, educação, mídia,
- 50:47tecnologia, et cetera. Se você é um produto de conteúdo
- 50:50game designer independente, acadêmico, quer participar do
- 50:53nosso projeto? Conta aí a sua ideia de
- 50:55colaboração. É, e aí fala a respeito de você
- 50:59lá no nosso e-mail, beleza, é por fim, um agradecimento aí a
- 51:03da galera que torna possível essa aventura os nossos
- 51:05assinantes. Então obrigado ao pessoal aí que
- 51:08apoiou com o nível incentivo, incluindo aí o Jefferson
- 51:11Antunes, valeu demais o pessoal do nível de apoio à comunidade,
- 51:14incluindo aí o Lucas dannes, o Lucas PC, né, apoio privado,
- 51:18então não vou falar seu sobrenome, o Vitor Garcia Garcia
- 51:22Simões, muito obrigado. Um salvo especial para os
- 51:25assinantes do nível RPG do Jô, dentre eles o André dotepegas, o
- 51:29benatti, o Felipe scostag, o Marcos Vinícius sornelos, o
- 51:32Rudolf Helmut e o Vinícius Caldas.
- 51:35Um abraço também aos membros do treinamento olfantasy.
- 51:38E eles são Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego
- 51:41seiscito, Leo gasparuto, o Marcos Gonçalves e o Pablo
- 51:45Rodrigues Lima. Por fim, um imenso agradecimento
- 51:47ao membro café com balbi, o Thiago Augusto.
- 51:51Um abraço, gente, muito obrigado.
- 51:53E até a próxima. Ah, lembrando, a gente se vê lá
- 51:57no DOF, né? Que sexta-feira tem bebedeira
- 52:00antes do evento, inclusive. Então é, fique de olho aí que eu
- 52:03vou dar o anúncio, vou dar o papo nessa quinta-feira no
- 52:05episódio, valeu. E aí a partir daqui, no final,
- 52:55eu boto um outro áudio ou uma vinheta inteira ou alguma outra
- 53:01coisa para fazer uma brincadeirinha com episódio para
- 53:04deixar alguma coisa para quem ouviu até agora.
- 53:09E é isso, acho que está tudo anotado.