Latest / InovaTec Update / Universidades dos EUA propõem alternativa ao transistor com ondas magnéticas e sonoras
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Eletrônica. Universidades dos EUA propõem alternativa ao transistor com ondas magnéticas e sonoras. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 22 de outubro de 2026. Praticamente todo computador funciona graças a um mesmo componente minúsculo, o transistor de silício. Só que ele está chegando perto dos limites impostos pela física. Por isso, cientistas procuram outros caminhos. Um deles troca a eletricidade por ondas de magnetismo e de som. A proposta vem de uma equipe das universidades de Michigan e de Wisconsin, nos Estados Unidos. Os pesquisadores criaram um componente que chamam de pós-transistor, batizado de M3BOLT. Segundo eles, a tecnologia poderá deixar os computadores de cem a mil vezes mais rápidos, além de gastar menos energia. O professor Roozbeh Tabrizian, da equipe, faz uma ressalva. Para ele, o transistor continua sendo a peça mais importante da era moderna, e a meta não é substituí-lo em todo lugar. A ideia é questionar algo que quase ninguém questiona mais: que os componentes precisam ser de silício e depender das propriedades elétricas dos semicondutores. Mas como funciona? O componente tem duas camadas. Embaixo fica um cristal de nome comprido, niobato de chumbo e magnésio-titanato de chumbo, conhecido pela sigla PMN-PT. Por cima vai uma película fina de uma liga magnética de ferro e gálio. O cristal de baixo é ferroelétrico. Isso quer dizer que as cargas elétricas dentro dele apontam naturalmente para um lado. Sob um campo elétrico, essa orientação se inverte. E continua invertida mesmo depois que o campo é desligado. Quando essa inversão acontece, os átomos do cristal se deslocam um pouquinho. Esse movimento sacode os polos magnéticos da película de ferro e gálio. Eles passam a oscilar em forma de onda. Os físicos chamam essa onda magnética de mágnon. Ela percorre o material com muito pouca resistência e, por isso, perde pouca energia na forma de calor. Aí entra o truque. Se a orientação magnética da película for invertida, os polos param de oscilar. O que sobra é só uma onda sonora comum. Onda magnética ou onda de som: esses dois estados fazem o papel do zero e do um, a linguagem básica dos computadores. No transistor tradicional, quem faz esse papel são dois níveis diferentes de voltagem. O ganho de velocidade vem da frequência. Nesses materiais, as ondas magnéticas podem vibrar na casa dos terahertz, ou seja, trilhões de vezes por segundo. Os processadores atuais trabalham na faixa dos gigahertz, que são bilhões de vezes por segundo. Na prática, uma conta que hoje ocuparia um computador por quarenta e dois dias, sem parar, poderia ser feita em uma hora. Há ainda outra vantagem. A orientação magnética continua gravada mesmo com o aparelho desligado. Assim, o mesmo material pode servir tanto para calcular quanto para guardar dados. Isso reduz o vaivém de informações entre partes diferentes do computador e economiza energia e espaço. É a chamada computação na memória. Mas é bom ter calma. O componente ainda está no começo do desenvolvimento. Vai levar um tempo até existirem processadores montados com essas peças. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.