Latest / SuinoCast · by PPGVET / CIRCOVÍRUS SUÍNO TIPO 2 - Pedro Filsner | Ep. 368
Transcript
- 0:00Como que os animais se infectam com o circo vírus?
- 0:02Eles podem se infetar, obviamente da maneira mais
- 0:05clássica, né? Via oro nasal, então as
- 0:07secreções, um vai acabando disseminando isso para o outro,
- 0:11quando a nossa fêmea que está ali dentro do manejo reprodutivo
- 0:15acaba se infectando e esse leitãozinho acaba ficando doente
- 0:19ainda do ambiente intrauterino, tem mais vírus circulando, uma
- 0:23resposta imune maior, uma titulação maior.
- 0:26Bom, e eu consigo relacionar o que está no campo com a
- 0:29resposta. Passa do animal.
- 0:30Se eu tenho uma viremia baixa, então não tenho uma circulação
- 0:34grande de vírus e tenho uma resposta sorológica alta, Ah,
- 0:37então isso daqui é a minha vacina.
- 0:39Então, o que que a gente consegue ver dentro desses
- 0:41estudos? Uma vacina, uma variante de
- 0:43consegue estimular mais o sistema imune do animal,
- 0:46consegue diminuir a circulação de vírus dentro desses
- 0:50indivíduos e também consegue entregar o melhor resultado.
- 0:54Tudo isso a gente consegue correlacionar.
- 0:58Com diagnóstico clínico dentro da Granja, com diagnóstico
- 1:01laboratorial terminando com o desempenho dos animais, né a.
- 1:06Gente, tá com essa suspeita clínica.
- 1:07A gente colheu os materiais certos, mandamos pro
- 1:09laboratório, pedimos os exames corretos e a gente já sabe o que
- 1:13que tá acontecendo ali. E é circo, vírus mesmo, né?
- 1:16O que que a gente pode fazer? Pedro, tipo senta e chora.
- 1:20A gente tem alguma solução? Analisando os dados do canal,
- 1:35percebemos que cerca de 93% de vocês que assistem nossos
- 1:39episódios com frequência ainda não estão inscritos.
- 1:43A sua inscrição é muito importante, então se você gosta
- 1:48do nosso conteúdo, inscreva. Se agora no canal isso faz uma
- 1:52grande diferença para o nosso trabalho, muito obrigado pelo
- 1:55apoio. E um ótimo episódio.
- 1:58O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 2:01inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 2:04suinocultura brasileira. Cerva sempre com você, além da
- 2:08saúde animal. Circunvent CML maior conforto e
- 2:15conveniência para sua Granja. Novo anesis, transformando o
- 2:22mundo através da biologia. Novos líder em soluções de
- 2:27nutrição inteligente para o crescimento dos negócios na
- 2:30produção de proteína animal. PPG vet, o maior programa de
- 2:37especializações em medicina veterinária do Brasil.
- 2:42Zoetes, líder global em saúde. Animal pegas o Science
- 2:48micotoxinas em tempo real através do nirs para decisões
- 2:52mais seguras e eficientes na sua inocultura.
- 2:55Ao tech, soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para
- 2:59fortalecer a suínocultura. Olá, tudo bom?
- 3:02Você está no swinocast? Você veio aqui acompanhar mais
- 3:06um episódio com a gente para saber as últimas novidades da
- 3:09suinocultura, tanto na academia quanto na indústria?
- 3:12Seja muito bem-vindo. Mas eu vou sabendo que tem uma
- 3:14galera que está vindo de espiã aqui que não está inscrita no
- 3:17canal, Hein? Se inscreve, gente, porque daí
- 3:20você consegue receber tudo quentinho no momento que foi
- 3:22lançado, vai, se inscreve, aí não custa nada.
- 3:25Mas já que você está aqui nos assistindo, vou dar as boas
- 3:29vindas, independente de você ser inscrito ou não.
- 3:31Para quem não me conhece, meu nome é Letícia Ruiz.
- 3:33Sou professora na Universidade de São Paulo, aqui no campus de
- 3:36Pirassununga e atuo com a parte de bio seguridade.
- 3:40Na cadeia suinícola. Adoro essa parte e fico dando
- 3:43pitaco nas outras áreas também da suinocultura, mas a parte que
- 3:47eu sou apaixonado mesmo é a parte de sanidade.
- 3:50E aí o pessoal aqui do suinocast me mandou um grande colega pra
- 3:55gente vir conversar sobre circo, vírus, suíno tipo 2, que é um
- 3:58assunto que eu adoro desde a época do meu mestrado.
- 4:01E aí hoje a gente vai conversar com o Pedro fiusner.
- 4:04Ele é gerente nacional dos serviços técnicos da ceva.
- 4:08E eu não vou apresentar ele, sabe por quê?
- 4:11Porque ele já teve um episódio recente com a gente, foi lançado
- 4:15em janeiro. Você assistiu esse episódio,
- 4:17você não assistiu? Volta lá e assiste.
- 4:19Então porque foi muito legal, a gente falou de tecnologia
- 4:22aplicada na suinocultura e inteligência artificial, e assim
- 4:26foi bem, bem legal. E eu não vou tomar o tempo de
- 4:29vocês pra ficar apresentando o Pedro, que todo mundo já sabe
- 4:32que é extremamente competente e bem formado.
- 4:35Se você assistiu, você já sabe do que eu tô falando.
- 4:38Mas vamos direto pro assunto, circo vírus tipo 2.
- 4:41Ah, circo vírus tipo 2. Já sei tudo, já não preciso
- 4:44assistir esse episódio. Será?
- 4:47Eu acho que a gente tem informações que vocês não tem.
- 4:50Então é bom a gente assistir esse episódio até o final.
- 4:53Mas vamos lá. E aí, Pedro, tudo bom com você?
- 4:56Tudo bem, Letícia? E queria agradecer mais uma vez
- 4:59o convite e também dar as boas vindas ao pessoal aí que são os
- 5:04ouvintes constantes, né? Ah, o pessoal que está sempre
- 5:08com a gente. A gente até encontra o pessoal
- 5:11pela rua. É muito legal quando a gente vai
- 5:12em algum evento. EE conversa com o pessoal que
- 5:14está sempre ouvindo e assistindo a gente e quando a gente
- 5:17encontra a gente pergunta se está inscrito no canal, viu?
- 5:19Pergunta o mesmo, pode nem saber, mas que legal que você
- 5:23está de novo aqui com a gente. E você vai falar sobre um
- 5:25assunto diferente do que você falou lá em janeiro, né?
- 5:28Você vai falar agora sobre circovírus suíno tipo 2, que que
- 5:33está acontecendo com esse vírus recentemente?
- 5:37Bom, Letícia, então é como você comentou, né?
- 5:40O circovírus é é um assunto que o pessoal da da sinocultura
- 5:44gosta bastante. Inclusive você falou que
- 5:46acompanhou bastante esse tema No No teu mestrado.
- 5:49É o que que é o circovírus suínos, né?
- 5:53O circovírus suíno, ele entrou dentro do rebanho suíno de fato
- 5:59ali no começo da década de 90, né, com uma maior importância e
- 6:04esse? Vírus que começou a aparecer no
- 6:07rebanho suíno, na verdade, é como uma nota de curiosidade.
- 6:12A primeira vez que ele foi identificado não foi em animal
- 6:15doente. A primeira vez que ele foi
- 6:17identificado foi numa cultura celular dentro de um
- 6:19laboratório. Depois que é a casuística,
- 6:24começou a acontecer no campo, é? Os cientistas relacionaram então
- 6:30esse vírus novo que apareceu nos suínos.
- 6:32Como aquele vírus que eles já tinham visto dentro do
- 6:35laboratório e não sabiam o que era que estavam contaminando as
- 6:39culturas deles, né? E é no início da introdução do
- 6:45circovírus suínos no rebanho. É o circovírus.
- 6:49Ele tinha é características clínicas muito particulares, né?
- 6:55Então é a dermatite, é anão é afropatia suína, né?
- 6:59A síndrome da dermatite não é afropatia suína.
- 7:02São aquelas lesões hemorrágicas em pele, as petecas em rins e
- 7:07também um alto grau de morbidade, mortalidade com a
- 7:13evolução do vírus e a mudança da dinâmica dele dentro da
- 7:17suinocultura, com a vacinação com próprias mutações genéticas
- 7:23do vírus, que a gente vai comentar um pouquinho mais pra
- 7:25frente. Essa apresentação clínica foi se
- 7:29alterando com o tempo. Então, essa apresentação
- 7:31clínica, se nós formos nas nossas granjas hoje em dia,
- 7:35dificilmente nós vemos essa sintomatologia que eu já
- 7:39comentei, né? Das lesões de pele, é das lesões
- 7:43de rim. E normalmente, o que nós vemos
- 7:45mais com frequência é a síndrome do definhamento, né?
- 7:49Então, a famosa refugagem que nós temos é, o que que aconteceu
- 7:55com esse vírus? É o vírus?
- 7:57É. É o circovírus.
- 7:59Na verdade, ele é um vírus pequeno, né, de um DNA circular.
- 8:04E por ele ser um vírus pequeno, com pouco material genético, é o
- 8:09que nós temos ali. São 11 orfes, né?
- 8:12O que que são orfes? São open reading, Friends em
- 8:15inglês, que são, na verdade, segmentos genéticos que vão dar
- 8:20sinalização do que o vírus tem que fazer.
- 8:23Então é por ele ter um vírus pequeno.
- 8:27A facilidade dele multar é muito alta.
- 8:30No primeiro momento, quando ele entrou na sinocultura, o vírus
- 8:34mais prevalente, né? A variante mais prevalente era o
- 8:38pcv 2 a, né? Foi essa.
- 8:41A primeira variante que nós vimos no campo é depois de algum
- 8:46tempo ali, por meados de 2010, 2000 e até 2017, esse vírus
- 8:53sofreu uma mutação e a prevalência.
- 8:56Começou a ser mais alta dentro da variante b, então o pcv 2 b.
- 9:01Isso se estendeu por muitos anos e é nos últimos tempos a
- 9:09variante que se tornou a mais prevalente.
- 9:11Então foi a do pcv 2 d, sofrendo então mais uma mutação.
- 9:16E o que que acontece toda vez que eu tenho uma mutação?
- 9:20Esse vírus, ele vai ter uma afinidade por um tecido
- 9:23diferente. Ele vai ter uma apresentação
- 9:26clínica, um pouquinho mais intensa ou um pouquinho menos
- 9:31intensa, dependendo do perfil dos animais.
- 9:34E também, como eu já disse, as Apresentações clínicas, né.
- 9:38Então, o que que é importante a gente saber do circo vírus aí
- 9:41nessa primeira revisãozinha que a gente tá fazendo antes de
- 9:45entrar no assunto, de fato. Como que os animais se infectam
- 9:49com o circo vírus? Eles podem se infectar,
- 9:53obviamente da maneira mais clássica, né?
- 9:55Via oro nasal, então as secreções é e também as fezes,
- 10:00os leitões entrando em contato com esse material.
- 10:03Um vai acabando disseminando isso pro outro.
- 10:07É, a gente pode também ter uma infecção vertical, então é
- 10:11quando a nossa fêmea que tá ali. Dentro do manejo reprodutivo
- 10:16acaba se infectando e esse leitãozinho acaba ficando doente
- 10:20ainda no ambiente intrauterino, porque esse vírus por ele ser
- 10:25pequeno, ele consegue, ultrapassa a Barreira, é
- 10:28placentária da femin. Da mesma maneira o vírus pode
- 10:32chegar nos leitões através do leite e outra maneira que esse
- 10:36vírus pode se disseminar, então também é através do semi.
- 10:40Outro ponto importante que eu acho que é é legal nós
- 10:43comentarmos. É o diagnóstico diferencial para
- 10:47o circo vírus. Nós que estamos no campo é,
- 10:50somos o técnico de uma Granja, somos o veterinário, o
- 10:53extensionista de uma região. É a dificuldade que nós temos de
- 10:57fazer o diagnóstico do circo vírus apenas com o diagnóstico
- 11:02clínico do que está acontecendo na Granja.
- 11:05Por quê? Como eu comentei, o circo vírus,
- 11:08normalmente ele se apresenta com síndromes e que que são
- 11:11síndromes. São um conjunto de sinais que
- 11:15levam é a apresentação clínica, é de um agente.
- 11:21Então, como eu tenho vários sinais, é difícil eu identificar
- 11:24alguma coisa muito específica. Então, o que que eu posso
- 11:28confundir com o circo? Vírus, posso confundir uma
- 11:31salmonela colera SUS que ela tem uma sintomatologia é normalmente
- 11:38mais sistêmica. Posso confundir é com uma colhe.
- 11:43No caso de eu ter uma apresentação, é no caso mais
- 11:48entérica ou uma perda de desempenho inespecífica.
- 11:52Posso confundir com uma influenza se eu tiver uma
- 11:55manifestação mais respiratória ou até mesmo com uma peste suino
- 12:00africana que nós não temos no Brasil.
- 12:02Mas também é uma doença que tem algumas características
- 12:05hemorrágicas que podem confundir então aí com essas lesões de
- 12:09pele. Então, de maneira geral, o
- 12:12circo, vírus como apresentação clínica, infecção, seria isso?
- 12:17Outro ponto que eu acho que é importante nós comentarmos é de
- 12:22acordo com como que ele vai infectar o suíno de fato.
- 12:27Então ele tem. É uma afinidade muito grande com
- 12:32as células imunes do animal, né? Ele vai infectar então as
- 12:36células dendríticas, os monócitos e vai chegar através
- 12:40da circulação nos linfonodos onde ele fica albergado ali, né?
- 12:45Onde seria o reservatório dele? E qualquer desequilíbrio que
- 12:49funcione como gatilho é uma coinfecção, é um estresse
- 12:55térmico. Um lote de ração de uma
- 12:59qualidade menor ou com uma eventual é contaminação por
- 13:04microtoxina, faz com que o vírus é sofra uma sinalização pra que
- 13:12ele se prolifere, e é daí que nós vamos ter as eventuais
- 13:17sintomatologias clínicas. Então, Letícia, eu acho que pra
- 13:21gente trazer, né? Pro que está acontecendo no
- 13:25contexto no campo, nós temos que lembrar é o que que eu estou
- 13:29vendo de sintomatologia clínica na minha Granja, eu posso
- 13:33suspeitar do circovírus legal, posso?
- 13:36Eu vou precisar de um suporte laboratorial pra isso que aí
- 13:40mais pra frente a gente pode comentar.
- 13:43Outro ponto importante que eu já comentei seriam essas variantes,
- 13:47esses genótipos do pcv 2 a do pcv 2 DE do pcv 2 b.
- 13:53Por que que é importante a gente comentar sobre isso?
- 13:57Porque o meu protocolo vacinal vai determinar se eu vou ter uma
- 14:01resposta legal ou não pra eu proteger o meu animal ao
- 14:06circovírus e sempre lembrando que o circovírus por ele causar
- 14:11essa imunossupressão e às vezes até modular a resposta
- 14:16inflamatória do animal é, eu vou ter que pensar muito bem.
- 14:21Se ele está interagindo com outros agentes, com micoplasma,
- 14:25com uma influenza ou com outros agentes bacterianos é
- 14:30secundários a serva. É um dos principais players no
- 14:35mercado de saúde animal, atuando com inovação e responsabilidade.
- 14:40Buscando soluções de saúde inovadoras para todos os
- 14:43animais, contribuindo para o futuro de nosso diverso planeta,
- 14:46moldando cada solução de acordo com as necessidades e desafios
- 14:50do mercado consumidor e compartilhando conhecimentos de
- 14:53alta qualidade. Para não perder nenhuma
- 14:55novidade, siga a cerva saúde animal no Instagram arroba cerva
- 14:59suínos Brasil. Olha, Pedro, uma coisa acho que
- 15:06muito importante que você falou que eu quero reforçar pro
- 15:08pessoal que tá no campo é o seguinte, é AA questão do
- 15:12diagnóstico da suspeita clínica e da confirmação laboratorial.
- 15:17Vocês viram, pelo que o Pedro explicou, que assim não dá pra
- 15:20gente fechar diagnóstico pra suspeita clínica, porque aqueles
- 15:23sinais clínicos podem ser de qualquer coisa.
- 15:26E o que me deixa mais com a pulga atrás da orelha, na
- 15:28verdade, é o seguinte, pessoal que tá a campo, às vezes isso eu
- 15:31discuto muito com os meus alunos aqui na faculdade.
- 15:34O pessoal pega sinal clínico como aquele básico que a gente
- 15:37aprende lá nas aulas de semiologia, né?
- 15:39Então, tosse é sinal clínico, febre, diarreia, abortamento,
- 15:44essas são as coisas que chamam atenção como sinal clínico.
- 15:47Mas o pessoal esquece que é Oo não desenvolvimento desse animal
- 15:53anão ganhar o peso esperado ou até perder peso.
- 15:57Isso também é sinal clínico. Se aquela aquele animal tem uma
- 16:01expectativa genética de chegar a um certo tamanho, de chegar a um
- 16:05certo peso numa certa idade, e isso não acontece, alguma coisa
- 16:10impediu ele, porque ele tinha um potencial genético pra conseguir
- 16:14chegar e não chegou. O que que deu de errado?
- 16:17E a gente sabe que os controles é genéticos e nutricionais, eles
- 16:21são muito bem feitos na suinocultura Moderna, mas o
- 16:24pessoal às vezes peca um pouquinho na questão de
- 16:26sanidade, de fechar o olho. Pra algumas situações que estão
- 16:30circulando dentro da Granja e que não estão prestando atenção,
- 16:33então é essencial esse olhar atento pros animais que não se
- 16:37desenvolvem da forma que era esperada, que não entregam
- 16:42aquilo que era a promessa daquela genética ou daquela
- 16:45nutrição, porque aí a gente sabe que tem alguma coisa subliminar
- 16:48acontecendo e esse caso subclínico, ele vai precisar de
- 16:53um apoio laboratorial muito Sério.
- 16:55E aí pra complicar, o circo vírus ainda tem essa né?
- 16:58Porque ele tem as variantes. Então dependendo de como você
- 17:01fizer o exame, se você direcionar só pra por exemplo,
- 17:03pcv 2 a, mas foro d talvez dê negativo, então você tem que
- 17:08estar muito esperto no método diagnóstico que você vai usar
- 17:11pra conseguir pegar essas variantes.
- 17:13E ainda tem as questões das coinfecções que o circo vírus
- 17:16sozinho ele faz uma coisa, o circo vírus com os coleguinhas,
- 17:20sejam outros vírus ou outras bactérias.
- 17:22Vai dar outro tipo de quadro, outro tipo de complicação.
- 17:26Então o diagnóstico de laboratório é essencial nesse
- 17:29caso dessas suspeitas. Acho que é um ponto que a gente
- 17:31tem que reforçar muito pra pros nossos ouvintes.
- 17:35É e né? Um ponto importante, Letícia,
- 17:37que você acabou de comentar, são então das variantes que nós
- 17:41temos do circo vírus, né? E nós já temos várias
- 17:45publicações feitas. É por.
- 17:49Pesquisadores referência fora do Brasil ceigalês, nós temos
- 17:53alguns trabalhos publicados no Brasil também por colegas de é
- 17:58da área acadêmica e de outras empresas, e alguns também
- 18:02publicados por nós. É sobre a importância então que
- 18:06a variante d tá tendo no campo? Então hoje ela acaba sendo a
- 18:10mais prevalente e muitas vezes o pessoal pode ficar em dúvida,
- 18:14Ah, ela é a mais prevalente? Ela está causando uma
- 18:18sintomatologia mais grave, menos grave, ela é mais patogênica,
- 18:23menos patogênica. Se eu tenho um rebanho que está
- 18:26sendo vacinado para circo, vírus, independente da variante
- 18:31que eu tenho é essa vacina vai conseguir proteger os meus
- 18:35animais? Só que a proteção ela depende de
- 18:392 coisas. Ela tem uma proteção homóloga,
- 18:42que seria uma proteção igual para o que está circulando no
- 18:45campo. E uma proteção heteróloga, que é
- 18:48uma proteção diferente do que está ocorrendo no campo, mais
- 18:53ainda com uma efetividade maior ou menor, mas ela ainda é
- 18:57efetiva? O que que é importante a gente
- 19:00saber em relação às variantes? E como que eu posso saber se o
- 19:04que está causando problema no meu rebanho é o circo?
- 19:08Vírus de fato. Primeira coisa, a gente nunca
- 19:12vai trabalhar, como você disse, com apenas o sinal clínico.
- 19:16Do que está acontecendo na minha Granja.
- 19:17Por quê? Porque quando nós entramos na
- 19:20Granja, a gente vê um animal doente, normalmente ele está
- 19:23naquela by hospital, Bye, enfermaria, e se eu vou ali, eu
- 19:27vou coletar sangue, eu vou coletar uma amostra de tecido, é
- 19:32vou usar aquele animal como amostragem.
- 19:35Aquela amostragem não é a melhor, porque aquele animal já
- 19:37está doente. Ele vai ter tudo, ele vai ter
- 19:40mais circovírus do que o resto do rebanho ele vai ter.
- 19:44Um APP que eventualmente não estaria causando problema na
- 19:48minha Granja ele vai ter uma SoMo nela.
- 19:51Então ali aquele animal ele não é o animal, é é o melhor animal
- 19:57pra eu fazer 11 coleta pro laboratório pra enviar pra uma
- 20:01análise. Então que que a gente tem que
- 20:03pensar, eu trabalho com suinocultura e eu trabalho com
- 20:08rebanho, eu não trabalho com uma clínica de um animal, então meu
- 20:12diagnóstico. Tem que ser um diagnóstico do
- 20:15rebanho, então normalmente o que nós trabalhamos com uma
- 20:19sorologia de mais de um animal, né?
- 20:23Isso vai depender do tamanho da Granja.
- 20:25Mas eu tenho que pegar um n de animais é que vai me responder
- 20:30se eles estão tendo uma interação com o circo vírus ou
- 20:33não, né? Lembrando que o Elisa, ele é um
- 20:37método indireto, ele não vai ver ali o circo vírus, ele vai ver
- 20:41OA resposta do animal. Ao agente, então, ele vai me
- 20:45mostrar, ó, o circo. Vírus está interagindo com esse
- 20:48animal. Ele pode estar causando doença
- 20:51juntamente com Elisa. Seria muito importante a gente
- 20:53fazer uma viremia. O que que é a viremia é a
- 20:57contagem de unidades virais circulantes dentro do sangue do
- 21:01animal. Então ali eu realmente consigo
- 21:03contar através de um PCR quantitativo, quanto de vírus
- 21:07está circulando nesse animal. Então, OPA, já é um outro ponto.
- 21:11Então, se eu peguei vários animais, fiz a sorologia, peguei
- 21:15vários animais, fiz a viremia, esses 2 diagnósticos já começam
- 21:20a conversar. E o terceiro te.
- 21:22Interromper para falar um negócio que insight super
- 21:25importante que que você me deu, o que você estava falando?
- 21:28Que assim, para quem não é da área de laboratório, às vezes
- 21:30fica meio perdido assim nesses nesses exames tem que ser
- 21:34feitos. Mas isso que o Pedro falou da
- 21:36gente olhar por 2. Pontos diferentes, que seria um
- 21:40buscar a resposta imunológica do animal pra ver se ele reagiu
- 21:44imunologicamente à presença do antígeno do vírus, né?
- 21:48Então a gente vai ver se ele tem anticorpos.
- 21:50Eu não tenho certeza se o vírus tá lá.
- 21:52Pode ser que o vírus passou por ali e já foi embora, mas o
- 21:55anticorpo ficou, e aí você olha por essa outro, esse outro ponto
- 21:59de vista, que seria a detecção quantitativa da presença do
- 22:04vírus no sangue, que aí é a viremia.
- 22:07Então aquele negócio de você mata, cobra, mostra o pau, você
- 22:09fala assim, olha, está tendo reação imunológica e o vírus
- 22:12está circulando e está circulando nesta quantidade,
- 22:16porque aí você fala assim, mas por que viremia?
- 22:18Por que que eu vou ter que procurar o vírus no sangue?
- 22:21Lembra que o Pedro falou no comecinho do episódio sobre a
- 22:24circulação desse vírus nas células imunológicas, que vai
- 22:28estar ali circulando pela circulação sanguínea?
- 22:31Vai estar também vírus solto ali pela circulação linfática?
- 22:34Isso vai ficar. Armazenado meio que estacionado
- 22:37ali nos linfonodos. Então tem tudo a ver com isso.
- 22:40E se você tem um animal com uma viremia maior, é porque esse
- 22:44vírus está aprontando alguma coisa.
- 22:46Se a viremia está baixa ou nula é porque alguma coisa está
- 22:50combatendo que alguma coisa está segurando ali.
- 22:52Então é super importante o pessoal ter essa noção.
- 22:55E se você não é especialista em laboratório, não tem problema.
- 22:58Fale com seu coleguinha, veterinário que entende de
- 23:00laboratório, que ele vai te explicar.
- 23:02É, e assim é. Letícia, é o que você falou, né?
- 23:06A gente tem que tentar é ver o que está circulando no animal na
- 23:11viremia. A gente tem que ver a resposta
- 23:14do animal ao vírus que a seria a sorologia, né?
- 23:18E o outro ponto que foi o que eu comentei é ter um olho clínico,
- 23:23né? E o olho clínico não é só
- 23:25referente ao animal, é referente à situação da Granja.
- 23:29Um diagnóstico da situação, então.
- 23:33Nós temos que pensar, bom, eu estou tendo um desafio pra
- 23:35circo, vírus, o vírus se dissemina fácil, então eu vou
- 23:39fazer um diagnóstico do rebanho, né?
- 23:41Então, nós que trabalhamos com sinocultura, nós dificilmente
- 23:45fazemos clínica de um animal como os nossos colegas, que
- 23:49trabalham com animais de companhia, com equinos, que
- 23:52normalmente eles fazem diagnóstico daquele animal.
- 23:55A gente tem que pensar diferente.
- 23:57Nós temos que fazer o diagnóstico na população, né?
- 24:00E pra isso nós temos que usar mão, lançar mão dessas 3
- 24:05questões, diagnóstico clínico, um diagnóstico sorológico, né?
- 24:10E no caso da doença viral, que é o circo vírus, a viremia.
- 24:15E aí a gente consegue avaliar se o meu protocolo vacinal está
- 24:18funcionando, se eu estou tendo perda de desempenho pelo vírus,
- 24:23aonde que eu posso? É ter uma intervenção de acordo
- 24:27com a idade dos animais ou com protocolo vacinal em fêmeas ou
- 24:32nos próprios leitões de é de produção, né?
- 24:38Não, eu acho que assim é extremamente importante Oo
- 24:41pessoal ter essa visão, né? Que a gente tá falando de
- 24:44população, é medicina de rebanho.
- 24:46A gente sim, precisa olhar alguns indivíduos dentro do
- 24:49rebanho. A gente tem que ver.
- 24:51Que tá acontecendo ali num nível maior do que acontece naquela
- 24:54Baia, naquele galpão, naquela Granja, às vezes até naquela
- 24:58região. Então essa visão geral, ela é
- 25:01muito, muito importante. E aí, uma vez que assim tá, a
- 25:06gente tá com essa suspeita clínica, a gente colheu os
- 25:08materiais certos, mandamos pro laboratório, pedimos os exames
- 25:11corretos e a gente já sabe o que que tá acontecendo ali.
- 25:14E é circo, vírus mesmo, né? O que que a gente pode fazer?
- 25:18Pedro tipo senta e chora. A gente tem alguma solução?
- 25:22É a circovirose, assim como qualquer vírus é, nós não temos
- 25:29uma medicação ou um tratamento terapêutico para uma doença.
- 25:36Viral. Não, a gente dá um antibiótico
- 25:40para segurar os secundários que vão vir com essa abertura das
- 25:44portas, mas o antibiótico. Não vai ter uma ação pro vírus,
- 25:50né? Então vamos dar o exemplo da
- 25:52gripe, né? Então a gripe, quando nós
- 25:55ficamos doente, nós fazemos um tratamento pra febre que a gente
- 25:59tem é pra secreção nasal, mas dificilmente nós vamos tomar um
- 26:04remédio pro vírus em si, né? Então, pensando em doença viral,
- 26:08é isso, nós vamos fazer um tratamento do suporte.
- 26:11Provavelmente vamos. Como a gente trabalha com
- 26:14rebanho, vamos fazer um pulso de antibiótico naquela idade que a
- 26:17gente vê que tem um desafio, mas não para o circo, vírus em si,
- 26:22mas para evitar que os secundários sejam agravados por
- 26:26essa circulação viral. É, e o que que a gente tem que
- 26:30fazer primeiro? Biosseguridade é a primeira
- 26:34coisa para vírus, lógico. É uma coisa a longo prazo,
- 26:38lembrar dos 20 pontos de uma deck que hoje.
- 26:41Eles estão estão sendo esquecidos.
- 26:44E o principal, quando a gente fala de doença viral, são os
- 26:49protocolos vacinais, né? Os as ações preventivas para nós
- 26:55evitarmos que os animais fiquem doentes.
- 26:57Então, pensando em circo, vírus, a nossa melhor solução, que ela
- 27:02tem a maior efetividade. Se eu pensar é, vou decidir
- 27:07debelar o circo vírus. Aqui vai ser uma ação mais
- 27:10rápida e efetiva, vai ser a vacinação dos animais de fato,
- 27:14né? E aí uma coisa que também a
- 27:17pessoa tem que pensar é assim, é numa linha do tempo, né?
- 27:20A suinocultura, vamos colocar que seja uma produção semanal,
- 27:24né? Que você tem ciclo semanal de
- 27:26produção, mas se for também em bandas, se for em qualquer outra
- 27:29linha do tempo, não importa. Você está olhando hoje um lote
- 27:33que está com problema. Você não vai vacinar este lote
- 27:37que está com problemas. Tem que proteger os que estão
- 27:39vindo, que vão chegar ali. Esse lote.
- 27:42Assim, a gente tem muita coisa para fazer com ele para tentar
- 27:45minimizar as perdas, mas assim, o que está feito, está feito.
- 27:49Agora, quem está vindo, a gente tem que proteger para que quando
- 27:53chegar naquele ponto, não tenha o mesmo, a mesma consequência,
- 27:58né? O mesmo resultado.
- 28:00Então, se você quer resultados diferentes, você tem que fazer.
- 28:03Ações diferentes e lembrando, né, dessa questão temporal que
- 28:07às vezes Oo suinocultor, ele fala pra mim, Ah, Letícia, EE,
- 28:10tá bom, você tá me falando que eu tenho que fazer lá com os que
- 28:13estão vindo da maternidade, dos que vão nascer daqui, não sei
- 28:16quanto tempo, mas e os de hoje, o que que eu faço aí?
- 28:20Acho que é meio o sento e chora mesmo, né?
- 28:21Porque assim o animal já deixou de crescer, ele já deixou o de
- 28:25engordar, ele já deixou de se desenvolver.
- 28:27Você não vai conseguir. Infelizmente, hoje, com as
- 28:30ferramentas que a gente tem, você não vai conseguir fazer ele
- 28:32atingir o máximo do potencial dele.
- 28:34Você consegue manter ele vivo, né?
- 28:35Tentar diminuir o seu prejuízo, mas resolver resolver aquele
- 28:39lote lá. Aceita que dói menos.
- 28:42Agora foca nos próximos, porque você ainda tem como ajudar muito
- 28:45os lotes que estão chegando e acho que essa questão da
- 28:48prevenção cair bem nisso, da gente conseguir planejar a
- 28:52curto, médio e longo prazo. Mas então, Pedro, me fala uma
- 28:55coisa é, como que o suinocultor vai usar esses diagnósticos?
- 29:00É na rotina deles. Tanto Elisa quanto a PCR em
- 29:03tempo real que faz essa quantificação é o que que ele
- 29:06tem que olhar nesses resultados ou o que que esse veterinário
- 29:08que pediu esses exames tem que olhar nos resultados?
- 29:12Perfeito leite. Então, o que que eles têm que
- 29:13olhar se eu vou fazer uma sorologia?
- 29:16Eu tenho que pegar vários pontos diferentes de idade dos animais
- 29:20dentro da minha Granja pra ver onde o animal está tendo.
- 29:24A maior resposta imune dele. Lembrando que essa resposta
- 29:28imune a gente não consegue diferenciar se é o vírus que
- 29:31está circulando no campo ou se é uma resposta vacinal, dependendo
- 29:36da intensidade da resposta, né? Da minha soroconversão, né, que
- 29:41a gente chama de titulação. Se ela for muito alta, eu
- 29:45consigo inferir, bom, isso daqui.
- 29:47O vírus não consegue estimular tanto o sistema imune do do
- 29:51suíno. Isso também tem uma resposta
- 29:54vacinal. Isso eu tenho que combinar.
- 29:56Então, o que eu falei com a viremia que eu faço nesses
- 29:59mesmos pontos? Por quê?
- 30:01Porque se eu vejo quanto de vírus tá circulando ali, com PCR
- 30:05quantitativo, eu consigo relacionar com aquela viremia
- 30:09anterior. Então vejo se tem mais vírus
- 30:12circulando e 11 resposta imune maior, uma titulação maior.
- 30:17Bom, eu consigo relacionar o que tá no campo.
- 30:21Com a resposta do animal, se eu tenho uma viremia baixa, então
- 30:25não tenho uma circulação grande de vírus e tenho uma resposta
- 30:30sorológica alta a então isso daqui é a minha vacina, né?
- 30:34Se eu tenho uma viremia baixa e uma titulação baixa também, que
- 30:39seria o Elisa, então, ó. Então aqui eu não tenho nenhuma
- 30:42resposta vacinal importante, nenhuma circulação do vírus
- 30:46importante que eu recebi através da viremia, né?
- 30:51E como que eu uso isso? Importante a gente fazer os 2
- 30:54exames pra gente conseguir fazer essa correlação.
- 30:57Qual tá alto, qual tá baixo, os 2 estão baixos um né?
- 31:00Pra gente conseguir fazer esse jogo.
- 31:02E sempre conversa com o outro. E não são só os 2.
- 31:06A gente tem que sempre lembrar da clínica no campo também.
- 31:09Então, assim, a primeira coisa é a clínica, então é, quais são os
- 31:13sintomas clínicos que eu tô vendo?
- 31:15O segundo, vamos lá fazer uma sorologia e uma viremia, tá?
- 31:21Genotipal vírus, vê que variante que está acontecendo na minha
- 31:25Granja? Isso pra nós que estamos no
- 31:28campo, talvez ele entre num outro momento.
- 31:32Ele não vai ser imprescindível. Por que, como eu falei, as
- 31:35vacinas que estão no mercado vão funcionar.
- 31:38Mas se eu sei que hoje a variante d é a mais prevalente,
- 31:43talvez eu procure uma vacina que tem uma resposta.
- 31:46É homóloga. Melhor, né?
- 31:49Então ela vai responder melhor aquele específico tipo de vírus.
- 31:53E eu consigo também relacionar isso com a minha sorologia e com
- 31:57a minha viremia, né? Ah, sim, é.
- 32:00É super importante a gente ter todo esse raciocínio de forma
- 32:04mais completa para conseguir dar as melhores armas para esse
- 32:08suíno conseguir combater essa infecção.
- 32:11E o que eu falo para o pessoal que a galera tem que lembrar é
- 32:15que assim, se a gente. Da a melhor qualidade de de
- 32:19lutar pra esse suíno, mas lucro ele vai trazer lá no final,
- 32:24porque se esse animal ele consegue combater os desafios
- 32:27que ele está sendo colocado, você dá melhor bem-estar, melhor
- 32:31ambiência, melhor nutrição, melhor vacinação, melhor
- 32:36diagnóstico. Esse animal ele vai ter mais.
- 32:39É forças pra vencer esses desafios, atingir pesos melhores
- 32:45ao abate. E gerar mais dividendos pra essa
- 32:48empresa. Então é às vezes a pessoa fica
- 32:51às vezes com preguiça, né? De de fazer alguma investigação,
- 32:54de olhar com mais afim, com alguns detalhes.
- 32:57E às vezes assim uma questão de uma boa análise que você vai
- 33:01fazer ali, em 4 horas do teu dia, em cima de todas essas
- 33:04informações, você vai tomar uma decisão que vai resolver
- 33:07problema pelos próximos meses na tua grande.
- 33:10Perfeito. E isso aí que você comentou
- 33:12Letícia do desempenho dos animais é importantíssimo.
- 33:16Porque como já foi comentado No No início da da da nossa
- 33:21conversa é o circo. Vírus tem esse papel importante,
- 33:26né? De não manifestar muito
- 33:29claramente uma doença, porém, roubar o desempenho dos animais,
- 33:34né? Então nós fizemos um trabalho, é
- 33:37fazendo um comparativo. De diferentes protocolos
- 33:41vacinais pra circo, vírus, né? Que utilizavam plataformas
- 33:46vacinais diferentes e correlacionar com tudo isso que
- 33:49a gente já conversou. Então nós comparamos os
- 33:52protocolos vacinais. É vendo a resposta deles com
- 33:55Elisa, então mostrando que um protocolo ou outro IA ter uma
- 34:00resposta. A vacinação melhor
- 34:04correlacionamos com a viremia que isso vai mostrar se a
- 34:08vacina. Tá impedindo com que aquele
- 34:10vírus se multiplique e circule mais no rebanho?
- 34:14E por último, óbvio, com o desempenho zootécnico.
- 34:18E aí tivemos um trabalho gigantesco para pesar.
- 34:21A ração é das baias, então cada Baia era unidade experimental,
- 34:27então a gente pesou é cada Baia individualmente, né?
- 34:31O comedouro ali, então fazer a pesagem semanal da ração, antes
- 34:35de dar a ração para os animais. E depois o que sobrava no coxo
- 34:39pra até a conversão alimentar, que é o que paga a conta pra
- 34:43calcular OGPD dos animais. Os animais foram brincados
- 34:47individualmente. Então com isso a gente conseguiu
- 34:49ter uma resposta muito legal. Não só a diferença dos
- 34:53protocolos vacinais, mas também entender em que momento que
- 34:57aqueles animais sofriam um desafio pelo circo vírus, em que
- 35:02momento as vacinas davam uma melhor ou uma pior resposta.
- 35:06Então, essa é a importância de nós termos um diagnóstico
- 35:10robusto, não só com quem está no campo veterinário, técnico, está
- 35:15bem preparado, mas também correlacionar isso com o que a
- 35:19gente recebe do laboratório de fato, né?
- 35:23Sim, EE, assim, enquanto você está descrevendo todo esse
- 35:26cenário, desse trabalho que vocês fizeram, está passando
- 35:29pela minha cabeça a cadeia epidemiológica, né?
- 35:32Que é 11 dos principais pontos que eu amo dentro da
- 35:34epidemiologia. E eu estou enxergando assim, o
- 35:37suscetível, bem vacinado, ele vai estar com uma proteção
- 35:41imunológica alta. Ele tem mais armas para lutar.
- 35:45Se ele for desafiado e ainda assim sofra uma infecção, ele
- 35:49vai ter uma baixa replicação viral, porque ele tá com a
- 35:52imunidade dele legal e ele vai conseguir lutar contra aquele
- 35:56vírus. Ele vai ter pouco vírus dentro
- 35:58dele, uma viremia baixa, e aí esse pouco vírus dentro dele
- 36:01também significa que ele vai excretar menos vírus se ele tem
- 36:05for. Daí vai sair pouco dentro de pra
- 36:07pra pro ambiente. Se ele tiver muito vírus dentro
- 36:10dele, ele vai sair mais pro ambiente.
- 36:12Ele vai ser uma fonte de infecção mais eficaz.
- 36:14Como ele está com a viremia baixa, ele é uma fonte de
- 36:17infecção menos eficaz. Os outros suscetíveis que vão
- 36:21estar vacinados também vão ter um desafio menor.
- 36:23E aí a gente sai daquele ciclo vicioso onde a gente tem os
- 36:27problemas, né, acontecendo como uma bola de neve, e entra num
- 36:30círculo virtuoso onde a gente começa a ter.
- 36:34Uma solução engatada na outra e cada vez menos é replicação
- 36:38viral e cada vez mais rebanho protegido e cada vez mais
- 36:41resultados do técnico. Então, acho muito interessante
- 36:45como esses trabalhos que são feitos de pesquisa, eles têm
- 36:48total correlação com a vida real e que tem aplicação direta.
- 36:53Perfeito, EEO importante também. Letícia, é aqui, como eu
- 36:57comentei. É dessa nova dinâmica do
- 37:00circovírus que ele sofreu essas mutações e hoje é a variante de
- 37:06tem a maior prevalência. Nós já temos alguns estudos da
- 37:10interação não só do circovírus é com o animal, mas também com
- 37:15outros agentes que causam doença.
- 37:17Então tem um trabalho muito legal de um grupo da da Coreia
- 37:22que o pesquisador é o RO Oh. Que ele mostra animais que são
- 37:27infectados com micoplasma é em 2 momentos diferentes da vida e
- 37:34eles entram em contato com circo, vírus a com PCV 2 a
- 37:38desculpa PCV 2 BPCV2D. Dependendo da variante, ela vai
- 37:43ter um papel maior ou menor nas lesões pulmonares, que é o que
- 37:48eles estavam investigando no caso, porque era uma infecção
- 37:52com micoplasma. E nós vemos que a variante d tem
- 37:55um papel importante. É nessas lesões.
- 37:59Então, como eu comentei pra nós sabermos se as se o nosso
- 38:04protocolo vacinal tá protegendo os animais sanitariamente, tá
- 38:08fazendo com que eles é manifestem todo o potencial
- 38:12genético deles, seria legal nós avaliarmos como que esses
- 38:18protocolos vacinais estão respondendo.
- 38:21Como a gente fez esse estudo com é viremia, sorologia e os dados
- 38:27ou técnicos, nós conseguimos ver que é uma vacina.
- 38:31Com a variante d, ela conseguiu estimular o sistema imunológico
- 38:37do fino, né? 23 vezes mais, né?
- 38:41Não é diretamente isso. Ela teve uma resposta melhor no
- 38:45Elisa, 23% maior do que os outros protocolos.
- 38:50Nós conseguimos ver que em momentos críticos é em
- 38:55diferentes idades. A circulação viral no animal
- 38:58também foi menor, então com vários pontos, animais sendo
- 39:02negativos, né? Em só em um momento, a vacina é
- 39:09ainda deixando uma circulação dentro desses animais, o que é
- 39:12natural, né? Dificilmente a gente vai ter
- 39:15dentro de um rebanho o vírus não circulando.
- 39:18Né? Porque o circo vírus está
- 39:19presente em todas as granjas. Porém, nos protocolos de
- 39:22controle, a gente via que tinha uma circulação viral mais alta,
- 39:27inclusive em alguns momentos com uma viremia de 10 a sétima.
- 39:32O que que é uma viremia de 10 a sétima?
- 39:34São quantos zeros eu tenho é depois daquele 7.
- 39:39Então se eu tenho 10 a sétima, eu tenho 7 zeros ainda ali para
- 39:44serem contados, né? E essa viremia de 10 a sétima?
- 39:48O professor segaleis no trabalho de 2022.
- 39:51Ele sugere que os animais estão tendo uma perda de desempenho,
- 39:55porém sem sintomatologia clínica.
- 39:57Se eu tenho 11 animal com uma viremia de 10 a oitava, aí eu já
- 40:01começo a ver uma circulação viral.
- 40:05Característica também com é a sintomatologia clínica.
- 40:10Então o que que a gente consegue ver dentro desses estudos é uma
- 40:14vacina. Com uma variante de consegue
- 40:17estimular mais o sistema imune do animal, consegue diminuir a
- 40:21circulação de vírus dentro, né, desses indivíduos e também
- 40:27consegue entregar o melhor resultado.
- 40:29E qual que foi o resultado que nós tivemos?
- 40:33E um desses estudos nós tivemos ali é 1 kg e 31 g a mais de peso
- 40:38final nos animais na terminação. Uma melhora na eficiência
- 40:43alimentar de 41 g, então a conversão alimentar caiu 41 g,
- 40:49né? E diminuição de mortalidade é
- 40:53num segundo estudo, então uma diferença é de 1.6% de
- 40:57mortalidade. Uma melhora também de 756 g no
- 41:02peso final nesse segundo estudo. E é tudo isso, a gente consegue
- 41:08correlacionar. Com o diagnóstico clínico dentro
- 41:12da Granja, com o diagnóstico laboratorial terminando com o
- 41:16desempenho dos animais, né? Nossa, eu acho que fecha todo o
- 41:21raciocínio aqui, né? A gente entra ali com a parte
- 41:24clínica, com a suspeita, fecha com o diagnóstico laboratorial
- 41:28bem feito, olhando por diferentes focos, pra gente ter
- 41:3211 certeza do que que tá circulando, se a vacina tá
- 41:35funcionando, se o animal tá respondendo.
- 41:38Mensura, né? O que que tá acontecendo nesses
- 41:40animais do ponto de vista zootécnico?
- 41:43E aí chega lá no fim e enxerga, né, que tá morrendo menos, tá
- 41:46engordando mais e tá uma conversão alimentar é mais
- 41:51adequada. Então acho que fica um trabalho
- 41:53assim que que mostra realmente consistência dos resultados e
- 41:59que mostra a efetividade do protocolo.
- 42:01Muito bom, muito legal mesmo. Olha só, pra quem ficou
- 42:07traumatizado lá, com 10 a sétima e o 10.
- 42:09A oitava, tá que nem eu fico, que me dá até palpitação esses
- 42:12números, ó, 10 a sétima seriam 10000000 de partículas virais,
- 42:18tá? E 10, a oitava, seriam 100000000
- 42:21de partículas virais. 10 vezes mais.
- 42:24E é nesse ponto aí, entre o 10000000 e os 100000000, que o
- 42:27negócio vira e sai do subclínico e vai para o clínico.
- 42:30Então é é uma coisa que que às vezes a gente tem que estar
- 42:34atento quando a gente recebe o resultado lá e fala, e aí, isso
- 42:37aqui é muito, isso aqui é pouco, né?
- 42:39É o ponto de AI meu Deus, né? Sente chora ou então não, ainda
- 42:43dá para respirar, mas muito bom, nossa Pedro, super agradeço.
- 42:48A. A eu adoro os convites do do
- 42:51finocast pra gente poder conversar mais.
- 42:55Não, eu acho ótimo. Eu fiquei muito feliz quando eu
- 42:57vi lá Na Na agenda, eu falei, nossa, o Pedro de novo, que
- 43:00legal. Falei que que ele vai vim,
- 43:02porque daquele episódio lá que falou de inteligência
- 43:04artificial, eu fiquei assim, de queixo caído, e a galera que não
- 43:08assistiu vai lá assistir, Hein, não vai cair na prova.
- 43:10Ah, não, não sou professora de vocês, esquece, mas eu vou
- 43:13cobrar, se eu vou encontrar com vocês na rua, eu vou perguntar.
- 43:16Então aproveitem lá o canal pessoal, tem muito vídeo bom,
- 43:20tem os outros hosts também que estão com algumas coisas muito
- 43:24legais. Dá uma olhadinha lá que eu tenho
- 43:26certeza que vocês vão se divertir, vão aprender muito com
- 43:29o conteúdo do swinocast e agradeço aí vocês terem ficado
- 43:33com a gente até o final do episódio.
- 43:35E um super abraço pra você, Pedro.
- 43:36Espero vê lo novamente em breve. Um abraço pra você, Letícia, um
- 43:40abraço pra todo mundo que nos escutou aí e até a próxima.
- 43:44Até a próxima. Tchau, tchau.
- 43:46Tchau, tchau.