Latest / Café com Dungeon / Faz de conta no combate #0058
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- 0:00Vocês adentram a câmera subterrânea repleta de pequenas
- 0:04e caóticas criaturas zombando de vocês.
- 0:10Eles deixam apenas um caminho dentre a multidão obscura.
- 0:14E esse caminho é alvo de comida podre e tralhas mil atiradas
- 0:21sobre vocês, caminhantes. E é por esse caminho que vocês
- 0:26vão seguindo até o trono do rei acossado, que recebe vocês com a
- 0:31sua horda de seguranças e brutamontes.
- 0:35Ah, os traidores! A que devo sua ilustre presença?
- 0:42E por que acham que deveriam sair daqui com vida depois da
- 0:48nossa conversa? Mestre, eu quero fazer a ele uma
- 0:55oferta irrecusável com aquele cetro que a gente recuperou lá
- 1:01na outra aventura. Aproxime-se, ele diz.
- 1:07Parece que só vai ter negociação se vocês colocarem seus pescoços
- 1:12à mostra e ao alcance das alabardas monstruosas que
- 1:17protegem o rei, beleza? Abacuque, rola sua negociação.
- 1:22Como vocês acabaram de receber uma saraivada de comida podre na
- 1:25cara depois desse Walk of Shame, vocês vão rolar com menos três
- 1:29de penalidade pra tentar negociar esse cetro aí, beleza?
- 1:34Se vocês falharem, vocês vão direto pra execução.
- 1:37Uma coisa meio... Off with their heads!
- 1:41Beleza? Pô, mestre, mas tudo vai ser
- 1:46resolvido numa rolagem só? Sim, ué.
- 1:50A gente resolve isso num teste. Não faz sentido?
- 1:55Beleza. Então, pessoal... vamos se
- 1:59colocar nessa posição meio ingrato antes mesmo de
- 2:04começarmos a negociar com o pescoço ao alcance dessas
- 2:08lâminas eu vou começar então explodindo um orbe de luz nos
- 2:13olhos do rei porque pelo menos no combate a gente vai rolar uma
- 2:18série de vezes e se começar a dar merda nós fugimos porrada
- 2:27Ok. Rola aí.
- 2:28Surpresa. Beleza.
- 2:31Ninguém surpreso. Agora iniciativa.
- 2:34Beleza. Começa aí, Lucrécia.
- 2:38Eu ataco. Eu vou andar dois espaços e uso
- 2:41o giro vorpal aqui. Pego cinco, né?
- 2:45Sai aqui na rua, seu filho da puta!
- 2:47Pra quê? Porque eu vou te moer na
- 2:48porrada! Tá querendo que eu vá pra rua
- 2:50pra tu me bater aí? É, é isso.
- 2:52Exatamente isso. Então não vou não, é?
- 2:58Bom dia, amigos do Café com Danjo.
- 3:00Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 3:02favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 3:06Meu nome é Rafael Balbi e hoje o meu café está tão gostoso que
- 3:09parece até um faz de conta, mas é de verdade.
- 3:13Se você quiser beber um café gostoso como esse, que parece de
- 3:17mentira, cara, chega aí no ovelha.café na internet.
- 3:22E usa o site deles aí com o cupom CCD na hora de fazer a sua
- 3:25compra. CCD, tudo minúsculo, que você
- 3:28consegue um desconto especial pros ouvintes.
- 3:30Se você quiser um desconto ainda melhor, você pode se tornar um
- 3:34assinante do Café com Dungeon e aí você vai ter cupons
- 3:38progressivos. Lembra de me perguntar a
- 3:39respeito disso, beleza? Além de receber um cupom
- 3:43especial para o Café Ovelha Negra, você participa de
- 3:46sorteios que a gente tem aí de cafés especiais e também de
- 3:51publicações aí, de edituras parceiras e outros materiais.
- 3:54Então, cola com a gente aí no apoia.se barra café com dungeon.
- 3:59você pode se tornar um membro e participar do nosso grupo de
- 4:03Telegram, onde a gente troca muita ideia sobre RPG e ainda
- 4:07receber conteúdo extra. Beleza?
- 4:09Então, considere se tornar um assinante, um apoiador do
- 4:13podcast. Queria agradecer ao RPG Dojo,
- 4:16que está financiando esses episódios que têm saído às
- 4:19terças. Valeu, Cobb.
- 4:21Valeu, Nina. Valeu a galera toda que está no
- 4:23Dojo, dando esse incentivo para o café, para a comunidade, para
- 4:27a gente trazer mais conteúdo. Então eu queria lembrar todo
- 4:31mundo de que, cara, se você quer um lugar que te acolhe, que
- 4:36compre a tua briga ali para treinar RPG, pegar algumas
- 4:40práticas isoladas e entender melhor, fazer uma prática
- 4:44comunitária mesmo, bem um dojo, um lugar onde a gente aprende em
- 4:48conjunto, cara, vale muito a pena considerar entrar no dojo.
- 4:53O tema, o ciclo... que o Dojo está trabalhando atualmente, é o
- 4:57de mistério, galera entendendo como botar a mesa de mistério
- 5:01dos mais diferentes tipos, tem muitas influências ali, eu levo
- 5:05bastante do oil fantasy para lá, mas tem pessoas de outras
- 5:08vertentes do RPG que curtem e estão lá participando, Tem um
- 5:13material aberto, né, que você consegue no WhatsApp aberto do
- 5:17Dojo, mas tem também a parte de membros, né, que aí é mais
- 5:20profundo, a galera faz outros eventos especiais ali pra galera
- 5:24que é membro do Dojo. Então, considere se tornar
- 5:29membro também do RPG Dojo, beleza?
- 5:32Lembrando que eu tô lá também, trocando ideia de RPG, trocando
- 5:35ideia de oil fantasy, trocando ideia de tudo, né, e
- 5:37participando de algumas práticas também.
- 5:40Então é isso, valeu aí galera do RPG do Jô.
- 5:43Vamos pro episódio, mas antes da gente cair no episódio aí de faz
- 5:47de conta no combate, eu vou puxar a enquete do último
- 5:51episódio que foi o Perícia do Faz de Conta.
- 5:54Você gosta desse jogo mais pautado no diálogo ficcional?
- 5:59Cara, vencemos aqui, né? A gente defendendo um jogo mais
- 6:02pautado no diálogo ficcional. E oitenta e oito vírgula nove
- 6:05por cento das pessoas disseram que preferem.
- 6:07Onze vírgula um por cento disseram que não.
- 6:10Pô, muito legal. Muito legal saber que a galera
- 6:12tem interesse nisso. Porque é sobre isso o episódio
- 6:15de hoje, né? E aí eu vou ler os comentários
- 6:17que a galera deixou. O Arthur...
- 6:20Falou que, para ele, esse é o sweet spot da prática do hobby
- 6:25dentro do estilo pessoal dele. É onde a natureza do RPG,
- 6:28enquanto corolário do Free Kriegspiel, supera o mero design
- 6:32de jogo e se debruça sobre a prática da simulação diegética,
- 6:37aproveitando todo o potencial do diálogo criativo entre os
- 6:41participantes, que, para ele, é o fundamento existencial do
- 6:44jogar RPG. Interessante, cara.
- 6:48Eu acho que Free Crickspiel é uma influência que eu não curto
- 6:53não, para ser sincero. Eu acho que é muito de uma
- 6:56autoridade meio questionável no papel do Eumpire, que é esse
- 7:02juiz acima de tudo, e que, enfim, é um cara que vai decidir
- 7:06tudo meio que unilateralmente a respeito do que funciona ou não
- 7:10nesse mundo de simulação que você chama de diegética, né?
- 7:14Então, assim, eu acho que eu tô contigo, assim, eu acho que o
- 7:18meu estilo pessoal também flana por esse jogo pautado mais na
- 7:22ficção do que numa esfera mais abstrata e mecânica. mas eu não
- 7:28gosto muito desse caminho que a FKR faz, não, sabe?
- 7:32Eu acho que a Freak Xpeel certamente tem uma influência
- 7:34sobre o D&D, mas eu acho que tem outras inovações e outras
- 7:38tecnologias aí que aparecem na esteira do D&D que permitem a
- 7:42gente jogar sem, eu acho que esse espaço pouco transparente
- 7:51da Freak Xpeel, que na minha opinião prejudica um pouco a
- 7:55fruição dessa relação lúdica. Mas é isso aí, obrigado pelo
- 8:00comentário, o Pedro Ferreira falou, eu tento evitar a rolagem
- 8:04até o último momento, até, por exemplo, a posição do ladrão ser
- 8:08tão crítica que só a sorte o manteria escondido.
- 8:11Oriento os jogadores a usarem a ficha como lastro para a ficção
- 8:15que eles querem desenrolar, usar como moeda de troca na
- 8:18argumentação. Assim, o ladrão que é bom em se
- 8:21esconder não só rola com vantagem a torto e a direito,
- 8:24mas investiga principalmente a ficção de uma forma diferente."
- 8:27É, Pedro, é isso aí, cara. É isso aí que eu chamo de
- 8:28qualificar o diálogo, né? A gente vem trabalhando bastante
- 8:32isso com a IO Fantasy. A comunidade vem adotando isso
- 8:35há alguns anos como uma forma de trabalhar dentro disso.
- 8:40O Caves foi um pouco modelado em cima disso, então é legal ver
- 8:43que a gente vem confluindo com o que a comunidade, em alguma
- 8:49parte, vem fazendo. Muito interessante.
- 8:52O Carlos Henches falou que em Conflito, Conflito com C+, acho
- 8:56que é o jogo dele, a ficção é desenvolvida por jogadores e
- 9:01moderador. São eles que pedem rolagens
- 9:04quando há intenção de tomar controle narrativo.
- 9:07Os jogadores formam um argumento baseado nas características dos
- 9:09personagens contra a objeção do moderador.
- 9:12O resultado determina quem narra as consequências do conflito e
- 9:16se elas serão um avanço em direção ao objetivo, um desvio
- 9:19ou um recuo. Pelo compartilhamento da ficção
- 9:22e aplicação de mecânicas, conforme desejo dos jogadores,
- 9:25tem funcionado bem. É cara, parece bastante o que
- 9:28faz o Dungeon World, parece bastante o que faz também o
- 9:33Shotgun Tires e outros jogos assim que trabalham legal esse
- 9:37poder do controle narrativo ali, interessante maneiro cara,
- 9:42maneiro interessante também que você coloca aí bastante a
- 9:45disputa pela ficção né Que a gente fala bastante aqui nos
- 9:48episódios. Então legal ver isso aí
- 9:51funcionando, cara. Depois manda pra gente mais
- 9:53material. O Caio Kenji Mima falou que na
- 9:56mesa dele, onde ele mestra, as perícias funcionam semelhante
- 9:59aos jobs de Final Fantasy Tactics.
- 10:03Conforme o jogador pratica uma atividade, ele ganha mais
- 10:06prática nessa atividade. Aí trabalha com relação ao tempo
- 10:11gasto pra aquela atividade ser concluída no início. sei lá,
- 10:16demora uns dez minutos pra um iniciante a lockpick fazer tal
- 10:18atividade e um minuto pra um jogador que já tenha mais nível
- 10:21é uma regra da casa muito divertida possivelmente que o
- 10:24jogador faça, por exemplo um bárbaro com atuação é cara, é
- 10:28interessante a gente ver que não somente na chance de dar certo
- 10:32que a qualidade de um personagem pode se impactar no jogo, né ele
- 10:37pode qualificar o diálogo e as negociações a respeito da ficção
- 10:41como por exemplo você disse aí é o tempo que você leva para
- 10:45executar determinada tarefa. Ou de repente o silêncio que
- 10:50você consegue desempenhar isso, você quer dar um lockpick e de
- 10:52repente você faz mais em silêncio porque você é ladrão.
- 10:55Então usar esse tipo de coisa para negociar e talvez o jogo
- 10:59trazer um pouco de curioso, né? Então, se a gente pode dizer aí
- 11:04que, de forma geral, se o ladrão, ele tem o dobro de
- 11:10chance do que um personagem comum de ser bem sucedido em
- 11:14lockpick, isso pode ser um indício de que ele tem o dobro
- 11:17da competência, então, de repente, ele faz um lockpick com
- 11:20metade do barulho, né? A gente pode negociar em cima
- 11:22disso, em vez de necessariamente ter que rolar em cima de uma
- 11:25rolagem. Muito interessante, beleza?
- 11:33Ih, Juvenal, e essa cabeça de elfo petrificada aí, hein?
- 11:37Que beleza. Pô, parece aí um negócio
- 11:41realista mesmo. Quem esculpiu isso aí mandou
- 11:43muito bem, né? Meu Deus do céu.
- 11:46Dá pra ver agonia nos olhos do elfo.
- 11:49É, rapaz, não sei não, hein? Acho que isso não foi esculpido,
- 11:53não. Sabe quem trouxe?
- 11:55Quem trouxe pra cá, pra taverna, essa cabeça?
- 11:59Foi aquele maluco lá, o doutor Panarevi.
- 12:02Aquele cara que saía pros ermos pra incursionar e nunca voltava
- 12:08com os companheiros, mas voltava sempre com o tesouro.
- 12:10Sabe aquele papo? Então, esse cara voltou à ativa.
- 12:14Só que dessa vez ele foi e voltou com os amigos. doideira,
- 12:18né? E voltou com essa cabeça aí.
- 12:19Ele foi atrás de um tal de lagarto basáltico, pelo que eu
- 12:23fiquei sabendo. Eu acho que não é uma escultura,
- 12:25não. Acho que isso aí é um elfo
- 12:28petrificado, a cabeça de um elfo petrificado, né?
- 12:31Parece que só restou a cabeça mesmo.
- 12:33Mas enfim, ele falou que eles bordearam ali o Monte Kiber.
- 12:38entraram na floresta na encosta do Monte Kibbe mesmo na parte
- 12:43dos fundos ali da montanha e ali ele falou que cara, que eles
- 12:47viram umas luzes misteriosas matraqueantes ali e que eram
- 12:53características mágicas daquela região ali, que talvez isso
- 12:57indique a presença de elfos elfos selvagens ali, alguma
- 13:01coisa assim, uma região meio onírica.
- 13:04Não é elfo comum desses que você vê por aqui, não.
- 13:07É uma espécie diferente de elfo. Eles também encontraram a
- 13:12caverna com umas estátuas. Parece que é lá que mora o tal
- 13:15do lagarto basáltico. A luz que reflete na poça que
- 13:21tem na frente da caverna parece refletir nessas estátuas e dá a
- 13:25impressão que elas estão se movendo.
- 13:28Para chegar lá, eles marcaram, desse pedaço aí da caverna, eles
- 13:33marcaram tanto na rocha quanto na vegetação, com barbantes o
- 13:39caminho, para facilitar para quem chega lá.
- 13:41E parece que as cores dos barbantes são bem coloridas,
- 13:44assim, para poder atrair a atenção dos olhos.
- 13:47E eles fizeram umas setas também.
- 13:50E o caminho parece que é isso aí, pegando ali a encosta do
- 13:54Kibe, de repente mergulhando na mata e subindo em algumas
- 13:58agulhas que tem ali mais para frente.
- 14:01Parece que chega nessa região e vai contornando até encontrar um
- 14:05rio. Quando chega nesse rio, ele
- 14:07empossa ali nessa cachoeira. Foi ali que eles acharam a
- 14:11cabeça petrificada do elfo. Dá para ver até os poros, né
- 14:15cara? Doideira.
- 14:17Outra coisa que eles disseram que é para tomar cuidado ali,
- 14:20porque parece que na porção mais para cá do Monte Kibbe, onde tem
- 14:24um desabamento de pedra ali, sei lá, um escoamento de pedra ali,
- 14:29parece que tem umas estacas fincadas mostrando um caminho.
- 14:34Parece que de noite eles viram o pessoal fazendo uma movimentação
- 14:36ali, deve ser na vale, então é bom ficar de olho.
- 14:42Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo, do mundo aberto
- 14:47de Biergarten. Se você quiser explorar
- 14:50aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 14:54grupo. Siga o link lá no descritivo do
- 14:57episódio e jogue Biergarten com a gente.
- 15:03Vamos explorar Biergarten! Porrada!
- 15:27Vamos lá pro episódio, né? Faz de conta do combate.
- 15:31Bom, a gente no episódio anterior debateu bastante de
- 15:34como jogar com um personagem que é bom, por exemplo, um bom
- 15:36negociador, um bom investigador ou um bom mecânico.
- 15:40Como fazer quando você não tem esse personagem assim?
- 15:43Como traduzir a qualidade ou a falta de qualidade dentro do
- 15:47jogo? A gente passou por uma visão
- 15:50mais moderna do RPG que a gente tem ali normalmente... mecânicas
- 15:55centrais baseadas em atributos resolução de ficção baseada nos
- 16:00atributos dos personagens e a gente tem ali teste de atributo
- 16:04ou teste de perícia informando essas rolagens para simular
- 16:07essas competências então se você tem ali um cara chegando no
- 16:10carro um sujeito da idade média chegando num carro moderno que
- 16:15de repente viajou para o futuro e ele tenta entender as
- 16:18engrenagens desse carro então se ele tiver ali uma jogada de
- 16:22mecânica Ou uma perícia com o relato...
- 16:25Ou inteligência... Sei lá...
- 16:27Ele pode fazer um teste disso... E ele vai fazer esse teste...
- 16:30Com mais competência... Com mais chances de dar certo...
- 16:32Em relação... A um personagem que não tem
- 16:34essas coisas... Então isso é o jeito mais
- 16:36moderno... É...
- 16:37Moderno sim... Mas... o jeito que a gente vê se
- 16:40desenvolvendo o RPG nessa esteira.
- 16:43E de certa forma isso é interessante, mas conforme os
- 16:45jogos vão buscando essa forma um pouco mais abstrata, ou seja, a
- 16:51gente acaba investigando menos a ficção e pulando logo para a
- 16:56etapa mecânica. É natural que isso aconteça, que
- 16:59o jogador queira acionar a mecânica logo de cara.
- 17:03E acaba que a descrição dele acaba sendo mais curta, até para
- 17:07dar menos chance do mestre pedir mais rolagens e para ele acionar
- 17:11a rolagem que ele quer com mais controle.
- 17:13Mesmo que ele não possa pedir muito, o mestre não permite que
- 17:17o jogador peça a rolagem, muito jogo instrui que o jogador não
- 17:20peça a rolagem exatamente. Mas o jogador, de certa forma,
- 17:24tem como engajar com a ficção de uma forma muito objetiva,
- 17:29falando, ah, eu vou tentar me esgueirar, pois isso já é, em
- 17:31teoria, suficiente para rolar um stealth, para rolar uma rolagem
- 17:35de se esgueirar. Então, a gente vê que acaba
- 17:40prejudicando um pouco o posicionamento ficcional, ou
- 17:42seja, como o jogador engaja com a ficção antes da rolagem.
- 17:45Aí tem a rolagem e a rolagem informa como será o resultado.
- 17:48do teste né esse resultado assim se usa no faz de conta né se ele
- 17:53tentou mexer com a mecânica do carro a gente pode entender o
- 17:57que ele queria com isso de repente fazer o carro funcionar
- 18:00ou de repente né fazer pelo menos o motor do carro funcionar
- 18:04para gerar calor por exemplo e aí eles passam o grupo passa a
- 18:08noite ali em volta do carro numa noite fria mas sem sofreu os
- 18:12efeitos do frio pode por O efeito a gente pode imaginar, se
- 18:17o jogador for bem sucedido no teste, ele consegue o que ele
- 18:19queria. E aí a gente passou por uma
- 18:23crítica a isso. Porque para essa interação
- 18:26abstrata ser significativa no jogo, ela precisa em algum
- 18:30momento namorar, ela precisa em algum momento beijar a ficção,
- 18:34elas precisam se tocar mais intimamente.
- 18:37E os efeitos ficcionais acabam precisando ser um pouquinho mais
- 18:41concretos, mais pincelados nesse ponto.
- 18:44E aí isso normalmente aparece se traduzindo em benefícios e
- 18:48detalhes que o jogador quis trazer quando ele almejou aquele
- 18:51teste ou almejou aquela ação. E se a gente consegue fazer isso
- 18:57depois da rolagem, ou seja, trazer essa minúcia, entender
- 19:00esses benefícios no faz de conta, por que a gente não
- 19:03poderia fazer isso antes da rolagem e prolongar essa
- 19:08interação antes da abstração mecânica, antes da elisão que a
- 19:13mecânica costuma propor? A gente pode até fazer isso a
- 19:17ponto de evitar a rolagem, porque afinal de contas se o
- 19:19jogador der detalhes o suficiente de como ele está
- 19:22fazendo aquilo e aquilo não for gerar nenhum risco ou não tiver
- 19:25nada a ser testado, de repente não precisa fazer o teste.
- 19:30Então por que não fazer isso? Se a gente consegue usar esse
- 19:34faz de conta no momento posterior, a gente poderia
- 19:36também trazer no momento anterior.
- 19:40E aí, de fato, a gente não pode perguntar, mas como é que a
- 19:42gente simula a competência nesse ponto?
- 19:45Bom, você... pode ser um pouco mais leniente em relação à forma
- 19:50com que... com a eficiência desse personagem ao lidar com
- 19:54aquela ficção. De repente, dizendo que ele
- 19:57passa menos tempo investigando alguma coisa em relação a alguém
- 20:00que não conhece aquela matéria. Por exemplo, o carro.
- 20:03Se ele tem inteligência alta, uma perícia boa em engrenagens,
- 20:10pode ser que ele passe menos tempo fazendo isso do que outro
- 20:13que não tem. Ou pode ser que ele... que você
- 20:16descreva com mais detalhes as engrenagens e passe um pouco
- 20:19mais o sentido do que ele está vendo ali, porque ele entende
- 20:22mais de mecânica. E aí a gente faz isso, não faz
- 20:24de conta. A gente dá uma justificada
- 20:28geral, a gente não precisa entender de mecânica para isso.
- 20:32E aí isso leva a gente para a OSR, o jeito da OSR de resolver
- 20:35isso, em que se diz na OSR, um jargão da OSR, um jargão não, um
- 20:40ditado, uma máxima da OSR, de que o jogo se baseia mais em
- 20:44player skill, ou seja, na habilidade do jogador fazer
- 20:46isso, do jogador poder utilizar e se faz de conta essa ficção do
- 20:51jogo. Então o jogador interpreta essa
- 20:56interação que ele tem com o ambiente ou com outro personagem
- 20:59e tal, Se essa interpretação, se essa interação que ele tem com o
- 21:03mundo não der certo, aí você faz um teste de atributo que começa
- 21:08a aparecer ali no D&D BX, nos anos oitenta, como um direito do
- 21:13jogador. Então, se a gente trouxesse isso
- 21:16para o exemplo do carro, o jogador tentaria interagir com a
- 21:20ficção ali do carro, entender como ele poderia fazer aquilo
- 21:23funcionar, mas se de alguma forma ele não tem nenhuma ideia,
- 21:27ele não resolve não trabalhar muito aquilo, quer resolver
- 21:31logo, o mestre pode falar, não, então rola a sua inteligência,
- 21:34isso, você tira abaixo da sua inteligência. você consegue
- 21:37resolver, você consegue entender esse carro, você consegue
- 21:40resolver o que você precisa para botar esse carro para funcionar.
- 21:44E aí tem uma crítica a respeito disso também, que é a gente ter
- 21:47pouca ferramenta no jogo regulando qualquer coisa que não
- 21:50seja combate nesse ponto. No máximo, você tem algumas
- 21:53interações de dungeon, como arrebentar portas, você tem
- 21:57algumas coisas relativas a... a um pré-combate ali como reação,
- 22:03ou uma coisa de combate moral, para ver quando as criaturas
- 22:06fogem, mas uma coisa muito pontual, que se a gente levar ao
- 22:09pé da letra, de fato é pouca ferramenta que a gente tem para
- 22:11qualquer coisa extra combate e interação de dungeon.
- 22:15Então, perguntam com muita razão.
- 22:19Ora, se eu não preciso dizer como eu tô fazendo cada golpe
- 22:23que o meu guerreiro vai dar, por exemplo, com a espada dele, ou
- 22:27cada uso que cada arma vai ter num combate, se eu não preciso
- 22:31dizer cada golpe, cada giro que eu faço com a espada, cada passo
- 22:36que eu dou pra, sei lá, bater em retirada, se eu não preciso
- 22:40especificar esse tipo de coisa num combate, Se eu não preciso
- 22:43ser um esgrimista para usar a espada no jogo, por que eu
- 22:47preciso declarar como eu vou argumentar com o Rei Goblin ou
- 22:51como eu vou usar as engrenagens que estão dentro do carro?
- 22:54Por que eu não tenho um jeito de rolar como eu faço para um
- 22:58ataque? Bom, e aí a gente pode analisar
- 23:01aqui, a partir do D&D quinta edição, ou do Pathfinder, ou de
- 23:05outros sistemas também, que fazem isso, que tem mecanismos
- 23:11para isso, tem mecanismos para a gente resolver encontros
- 23:15sociais, negociar para, sei lá, para de repente fazer ali uma
- 23:20interação de convencimento, e resolve isso com rolagem, assim
- 23:24como se faz com combate também. Mas a gente tem aí uma crítica
- 23:28interessante também a esse tipo de coisa, que foi a interação
- 23:31que eu trouxe na introdução. Vocês lembram que na introdução
- 23:35os jogadores resolveram interpelar um goblin, rei, que
- 23:39eles eram perseguidos por esse goblin?
- 23:41Esse goblin resolveu botar eles com o pescoço na frente das
- 23:46lâminas antes de negociar. E aí a negociação ia ser feita
- 23:50rolando um dado de negociação. O jogador falou, pô cara, Se a
- 23:55gente vai resolver tudo numa rolagem de negociação, sendo que
- 23:59o nosso pescoço já vai estar ali à mostra para ser executado, é
- 24:04melhor a gente cair na porrada logo.
- 24:06Então a gente cai na porrada num momento de vantagem para a gente
- 24:09e na porrada a gente vai ter um monte de rolagens para fazer.
- 24:14E como a gente vai fazer várias rolagens, a gente pode, se a
- 24:17gente começar a se dar mal nessas rolagens, a gente tenta
- 24:19bater em retirada. O que parece ser um plano mais
- 24:22interessante do que depositar todas as suas chances de
- 24:26fracasso, inclusive ainda mais num momento de penalidade, numa
- 24:30rolagem só de negociação. Bom, isso é uma crítica que a
- 24:33gente pode fazer. E muita gente, eu acho que foi o
- 24:37fundamento do que muita gente acabou trabalhando, o que deu
- 24:41naquela tecnologia das Skill Challenges, que a quarta edição
- 24:45do D&D trouxe, a quinta, de certa forma, as pessoas usam, e
- 24:49outras interações também do que a gente vai ver no Pathfinder, a
- 24:51gente vai ver em outros sistemas e jogos aí.
- 24:55Que é basicamente a gente pegar uma... uma interação que não
- 25:00necessariamente é de combate, e colocar as etapas, os passos que
- 25:04a gente vai ter, os testes envolvidos nesses passos, nessas
- 25:08interações mais específicas da ficção para a gente chegar ao
- 25:11sucesso ou fracasso. E aí no caso dessa negociação,
- 25:14por exemplo, com o Goblin, a gente poderia botar num primeiro
- 25:17momento de negociação em que os jogadores não vão negociar
- 25:20exatamente, mas vão tentar impressionar o rei com elogios.
- 25:24Aí depois o bardo vai tentar tocar uma música para fazer
- 25:27aquilo ali amaciar o rei. Depois eles tentam fazer
- 25:30negociação. Enfim, a gente pode botar alguns
- 25:33passos nisso. E aí dentro disso a gente
- 25:36poderia dotar aquele teste com o mesmo número de...
- 25:42Aquele impasse com o mesmo número de testes que teria, por
- 25:45exemplo, um combate. Os jogadores poderiam tentar
- 25:47sair no meio se eles vissem que estivesse dando errado.
- 25:51E isso acaba que, de certa forma, o que a gente está
- 25:54propondo com isso? A gente está propondo que testes
- 25:57que não são de combate tenham também as suas etapas ali, né?
- 26:02Tenham também várias rolagens. Mas junto disso, quando a gente
- 26:04mistura isso com a ideia do Skill Challenge, a gente tem que
- 26:07pegar um problema geral, que é, por exemplo, negociar com o rei
- 26:11e... pulverizar ele em várias etapas menores, várias tarefas
- 26:16menores. E quando a gente faz isso, o que
- 26:18a gente está fazendo no fim das contas?
- 26:20A gente está entendendo o faz de conta da ficção mais concreta
- 26:25relativo àquele teste, que é justamente o que se critica a
- 26:29respeito do old school. Ora, Por que eu preciso entender
- 26:35como eu vou convencer o rei, como o Old School obriga, porque
- 26:39eu tenho um teste para resolver isso?
- 26:42E aí a gente pode ligar essa lâmpada que surgiu aqui e
- 26:47começar a pensar sobre esses Skill Challenges, fazer o
- 26:51caminho contrário. E se o combate, no fundo, fosse
- 26:55um Skill Challenge? E se o combate, em vez de ser
- 26:59uma troca muito genérica de golpes, fosse um caminho de
- 27:04interações mais pontuais, que a gente pudesse trabalhar num faz
- 27:09de conta, assim como o Skill Challenge no fundo é.
- 27:12Só que talvez de um jeito não tão mecânico.
- 27:15Porque afinal de contas, como a gente criticou lá atrás, se você
- 27:19consegue fazer essa construção ficcional depois da rolagem,
- 27:24você pode trazer isso também para o antes e qualificar de
- 27:27acordo com as capacidades dos personagens.
- 27:29Já pensou nisso? Vamos tentar então observar como
- 27:34seria esse combate se ele fosse um skill challenge.
- 27:37Vamos ver. A gente sabe que no D&D, a gente
- 27:42lutar, a gente brigar, a gente fazer uma luta, quer dizer que
- 27:44você vai jogar um dado, esse dado vai representar uma série
- 27:48de golpes e interações ali dentro da luta que a gente não
- 27:51sabe exatamente quais são, mas a gente sabe que o resultado é dar
- 27:54um dano específico ou se a gente estiver usando um poder
- 27:57específico, alguma coisa específica, a gente imprime o
- 28:00resultado disso. Mas é, de certa forma, uma
- 28:04interação que tem muitas rolagens e essas rolagens são
- 28:08bem abstratas. Se a gente for pela lógica do
- 28:12Scale Challenge, seria interessante a gente pensar no
- 28:14combate de uma forma mais criteriosa na ficção, mais
- 28:17concreta na ficção. Então a gente poderia dizer,
- 28:20olha só, eu tô com uma massa e o guerreiro que eu tô lutando tá
- 28:24com uma armadura pesada, então eu vou tentar punir a armadura
- 28:27dele na força bruta até ele não conseguir mais combater.
- 28:30E aí, aproveitando que ele... não vai estar se comportando bem
- 28:35dentro da armadura, de repente não vai estar vendo bem, não vai
- 28:38estar conseguindo executar bem os seus movimentos, aí eu vou
- 28:40tentar executar ele com a minha adaga em algum pedaço da
- 28:45armadura dele que ficou exposta. Não seria legal a gente tentar
- 28:50trazer essa interação para o Skill Challenge?
- 28:53Principalmente se a gente olhar pela parte do mestre também
- 28:55interagindo dentro disso, que ele vai tentar propor alguma
- 28:58coisa e falar, cara, se você chegar em X fracassos antes de
- 29:02ter o número que você precisa de sucessos nessas interações, de
- 29:07repente a sua arma pode quebrar. antes de você quebrar a armadura
- 29:11dele, já que você tá usando essa força bruta dessa forma, e aí
- 29:15você vai ter uma abertura aí na tua interação em que ele vai
- 29:18poder dar um contra-golpe em cima de você.
- 29:20E aí eu vou jogar o dano direto. Pode ser?
- 29:23Cara, olha como que a gente, de repente, entendeu uma sequência
- 29:27de combate com muito mais clareza da ficção e imprimiu
- 29:31isso. E a gente pode fazer ali o Skill
- 29:34Challenge. Mas será que a gente não pode
- 29:36fazer, como eu falei ali atrás, trazer... já que a gente está
- 29:40usando esse faz de conta, já que a gente está fazendo de conta
- 29:43que a gente sabe lutar, que a gente sabe combater.
- 29:45Por mais que eu nunca tenha lutado com uma massa na mão,
- 29:48punindo a armadura de alguém, mas eu estou imaginando que
- 29:50seria assim. Já que a gente consegue
- 29:52imaginar, será que a gente não consegue trazer isso para o
- 29:54momento anterior, a rolagem, necessariamente, e negociar, de
- 29:59repente, a rolagem, em vez de uma coisa tão abstrata como isso
- 30:01que o Challenges faz? A gente não consegue negociar
- 30:05toda essa interação com uma mecânica específica, rolada na
- 30:09hora, de acordo com o que a gente está negociando na ficção?
- 30:13Será que, de repente, a rolagem de a gente fazer não sei quantos
- 30:18ataques e fazer um countdown em relação a isso, será que essa é
- 30:21a melhor ferramenta para isso? Bom, se você se pergunta se eu
- 30:26não preciso descrever cada golpe do combate, por que eu preciso
- 30:29descrever as etapas da negociação?
- 30:33E eu te devolvo com outra pergunta.
- 30:35E que tal se a gente descrever os golpes?
- 30:37E em cima desses golpes a gente negocia o que a gente quer dessa
- 30:44ficção. Uma vez claro o que a gente quer
- 30:47em cima dessa ficção, a gente traduz isso em mecânica.
- 30:51Que tal? Se tem uma coisa que eu sei, é
- 31:07que subestimar o desconhecido pode ser fatal.
- 31:10A tempestade que viemos investigar no litoral de Santa
- 31:12Catarina não é nada do que eu imaginava.
- 31:15Naufragamos logo na primeira noite.
- 31:17Minha garganta queimava, o sal correndo cada gota de ar que eu
- 31:20tentava respirar. Eu tragava uma dor cruel a cada
- 31:24afogamento. Um desespero esmagador.
- 31:27Eu quase apaguei. Quase não saí dessa.
- 31:29Acordei na costa de um cemitério de naufrágios, debaixo de uma
- 31:33chuva torrencial, com a minha visão embaçada pela areia e pelo
- 31:36sol. O som do mar se misturando aos
- 31:39ecos e estralos dos destroços fantasmagóricos.
- 31:42Um aviso das profundezas que tentamos desafiar.
- 31:46Cada pedaço de fuselagem é uma história de desespero.
- 31:49Nesse lugar... Essa ilha perdida guarda
- 31:53mistérios que podem ser mais sombrios que qualquer coisa que
- 31:56eu já enfrentei. Aqui é Laura Muniz de Moura e
- 31:59esse é o relato do início da minha investigação dos mitos de
- 32:02Atlântida. E aí, sobrevivente, está
- 32:17preparado para o maior desafio de RPG que você já enfrentou na
- 32:21sua vida? Boas-vindas à temporada beta de
- 32:25Mythos de Atlântida, um jogo experimental de horror e
- 32:28sobrevivência em sessões episódicas, onde o foco aqui é o
- 32:32desafio e a imersão total. Você busca desafios intensos,
- 32:36né? Você acabou de encontrar o
- 32:37Everest do RPG. E a temporada beta chega com
- 32:41mudanças incríveis pra gente aí. Regras mais simples e ao mesmo
- 32:45tempo mais sofisticadas. A gente dá mais liberdade pra
- 32:48ficção sem se preocupar tanto com mecânica.
- 32:51Aplicação de arquétipos, que seriam as cartilhas de jogo, os
- 32:54playbooks. E a evolução dos personagens sem
- 32:57uso de nível de personagem. A gente tá fazendo evolução por
- 33:00fato ficcional. Pela primeira vez a gente vai
- 33:03ter Myths of Atlantis. A primeira campanha de Final
- 33:06Fantasy inteiramente mestrada e jogada em inglês.
- 33:08Um marco aí pra expandir a nossa comunidade, a nossa forma de
- 33:11jogar. E pra quem não tem tempo pras
- 33:14sessões de voz, né, não se preocupa não, porque a gente tá
- 33:16implementando um sistema assíncrono de jogo aí, via
- 33:19Telegram, você pode investigar os mitos, a aventura tá sempre
- 33:22ao seu alcance. A temporada beta de Mitos de
- 33:25Atlântida já começou, e eu quero saber se você tá pronta, se você
- 33:28tá pronto pra enfrentar o desconhecido.
- 33:31Junte-se a nós aí, prove que você é capaz de sobreviver ao
- 33:34maior desafio Wild Fantasy de todos.
- 33:37Investiga os mitos, venha pra Mitos de Atlântida.
- 34:11Porrada! Pra trazer um pouquinho de
- 34:12background pra essa discussão, eu vou trazer aqui o que o Finch
- 34:18falou com a gente. O Finch, pra quem não sabe, é o
- 34:21Matthew Finch, que é o criador ali do Swords and Wizardry, do
- 34:25Osric. São retroclones.
- 34:28E ele é o criador... do texto seminal de estilo no Oil
- 34:35Fantasy, que é o Quick Primary for Old School Gaming, em que
- 34:38ele propõe justamente uma interação mais concreta da
- 34:41ficção para resolver interações como armadilhas e coisa e tal.
- 34:46E a gente entrevistou o Finch aqui no Café com Dungeon na
- 34:49primeira temporada. E ali a gente resolveu conversar
- 34:52com ele sobre essa questão de a gente poder investigar mais a
- 34:56ficção e por que a gente não costuma ver isso acontecendo no
- 34:58combate. apesar dele ter um pedaço do manifesto dele, do
- 35:03Quick Primer Full School Game que a gente tem traduzido, eu
- 35:06vou deixar linkado no descritivo do episódio, apesar de lá
- 35:11existir a ideia do Combat Full, que é, em teoria, uma interação
- 35:16mais significativa do combate. E ali nessa conversa que a gente
- 35:20teve com ele, ele acabou falando, bom, o combate é uma
- 35:22parte muito nevrálgica, é uma parte muito perigosa, é onde
- 35:25costuma ter um risco de morte muito alto.
- 35:28Se a gente abre para interações menos mecânicas nesse ponto,
- 35:32essas interações são menos certas, principalmente em
- 35:35relação aos atributos que a gente tem, em relação às
- 35:38estatísticas que a gente tem no D&D clássico.
- 35:41Então é mais difícil a gente abrir essa ficção do combate no
- 35:47D&D. A gente acaba sendo mais
- 35:49conservador. E eu entendo, porque a gente
- 35:50estava experimentando com o Quick Primer na mesa aberta que
- 35:53a gente fez da Mega Dungeon do Forgotten Caverns of Arkaia.
- 35:58E ali a gente já estava experimentando com essa...
- 36:02Com essa investigação da ficção. Bem pormenorizada.
- 36:05Principalmente na exploração de dungeon.
- 36:07Mas a gente ainda não conseguia fazer isso tão bem.
- 36:10Dentro do combate. A gente não abria tanto isso no
- 36:13combate. A gente estava começando a
- 36:15experimentar. Esse combate full ali.
- 36:18É muito legal ver que isso veio evoluindo em cima disso.
- 36:22Por quê? Porque a gente deixa que a
- 36:23negociação ocorra dentro do combate na ficção, então a gente
- 36:29começou a tentar entender como fazer isso e como traduzir isso
- 36:33mecanicamente sem que o jogador se sinta prejudicado, sem que o
- 36:37mestre também não consiga imprimir seu desafio, então
- 36:41tentando compor essas duas forças que tentam se opor dentro
- 36:47de um combate de RPG Old School. E a gente vem entendendo que, de
- 36:53acordo com o Quick Primer for Old School Game, com a ideia que
- 36:57ele traz de Combat Full, ele é muito limitado.
- 37:00Limitado por querer mesmo, porque o que ele traz ali é que
- 37:05você não precisa simplesmente usar sempre... que o pessoal
- 37:08costuma fazer, que o vinte é um acerto crítico e um é uma falha
- 37:12crítica. Não, você pode entender o que
- 37:13está em jogo dentro daquele combate e reproduzir isso na
- 37:17rolagem. Então se você tirar um dezoito,
- 37:19aquilo pode ter um efeito na ficção para além do próprio
- 37:21combate. A ideia é trazer um pouco essa
- 37:25ideia do vaso Ming também, de que você pode ter um combate com
- 37:29um vaso Ming na cena e que você vai trazer esse vaso Ming para o
- 37:33combate. Inclusive quando não tiver um
- 37:35vinte ou um na cena, você pode inclusive aproveitar essas
- 37:39rolagens para trazer o perigo desse vaso quebrar, das pessoas
- 37:43estarem combatendo em volta dele.
- 37:45Só que isso é muito limitado ali, por quê?
- 37:47Porque ele só fala dessa granularidade, então dá um certo
- 37:50medo da gente utilizar isso logo no combate, porque o combate é
- 37:53onde os jogadores podem se sentir mais injustiçados caso a
- 37:56gente... Desamarre...
- 37:58Esse procedural... Que existe no combate do
- 38:01Day-Dead... Vamos rolar a surpresa...
- 38:03Vamos rolar a iniciativa... Vamos rolar a distância do
- 38:05encontro... Vamos rolar a chance de fuga...
- 38:10Agora vamos rolar o ataque... Agora você rola o ataque do
- 38:13inimigo... E assim a gente vai...
- 38:16A gente meio que... A partir desse ponto...
- 38:20A gente falou, cara, aqui tem. Vamos tentar entender como
- 38:24trabalhar o combate da mesma forma que a gente vem
- 38:28trabalhando as outras partes da ficção.
- 38:30E aí volta aquela pergunta. Se eu não preciso descrever cada
- 38:35golpe de um combate, por que eu preciso descrever as etapas da
- 38:40negociação? Aquilo que a galera pergunta
- 38:44para o cara do old school. E aí a resposta que a gente traz
- 38:47é... E que tal se a gente descrever
- 38:50os golpes também? E essa foi nossa busca ali com
- 38:54Oil Fantasy, com o que veio a ser chamado de Oil Fantasy no
- 38:57Day de Mulher e dali pra frente. Vem dessa pesquisa a partir do
- 39:02Primer e de como trazer tudo pra esse diálogo ficcional mais
- 39:06forte. Quando a gente terminou Arcaia,
- 39:10a gente já veio desenvolvendo bastante o estilo oil fantasy em
- 39:12várias ideias, principalmente aqui no Café, em várias mesas
- 39:15abertas que a gente já estava começando a trabalhar ali.
- 39:18Então, com o tempo, a gente veio entendendo certas tecnologias do
- 39:23estilo. E quando eu falo em tecnologias
- 39:25do estilo, é a gente entender ali como o jogo funciona na base
- 39:29do princípio lógico, e não necessariamente em cima de uma
- 39:32base de um princípio mecânico. A gente vai entendendo que a
- 39:37ficção que a gente joga, isso eu falo bastante aqui no Café com o
- 39:40Dungeon, a disputa pela ficção, a ficção é que está em disputa e
- 39:45começa por ali. O jogo do old school, que a
- 39:50gente propõe em On Air Fantasy, é o mestre contra o jogador.
- 39:55dentro de uma arena específica talhada para que isso funcione
- 40:00com um desenho melhor dos poderes do mestre e
- 40:05consequentemente um espaço mais claro para o jogador atuar
- 40:09dentro dessa disputa da ficção então a gente começa a entender
- 40:13que O jogador se posicionar dentro da ficção, o jogador
- 40:18trazer elementos para a ficção e o mestre também, é justamente
- 40:22onde os dois começam a negociar dentro desse xadrez, que é o
- 40:28jogo do Final Fantasy. O jogador tentando superar os
- 40:32desafios e o mestre tentando propor desafios dentro dele.
- 40:35dessa disputa da ficção. Então quando a gente fala em
- 40:38negociação dentro do All of Fantasy, a gente tá falando que
- 40:41ela começa aí, antes mesmo da gente ter qualquer ideia de
- 40:45negociação mecânica. Isso é uma tecnologia que a
- 40:48gente veio desenvolvendo, uma técnica que a gente vem
- 40:52desenvolvendo. É uma lógica de aplicação dessa
- 40:56técnica de como a gente divide os papéis dentro do jogo, etc.
- 41:02Então, a partir dessa negociação da ficção, a gente começa a
- 41:06olhar para o combate também. Se antes a gente olhava para a
- 41:09armadilha, o jogador falava que ele ia tentar romper o fio de
- 41:13pressão que faz a armadilha disparar, mas ele vai tentar
- 41:17prender esse fio em outro lugar para que ele não dispare a
- 41:20armadilha, e assim ele consegue evitar que a armadilha seja
- 41:23disparada, como é que a gente pode levar essa lógica de
- 41:27negociação para o combate também?
- 41:29Bom, vamos negociar, vamos trazer os golpes, vamos trazer
- 41:32as interações de combate. Então se o jogador fala que ele
- 41:36está vindo em carga nessa carga ele vai tentar fazer um ataque
- 41:41completamente voluntarioso e sem medo em cima do adversário,
- 41:46tentando subjugar o adversário ali, enfiando a lança dele na
- 41:52coxa do adversário que não tem armadura, a gente pode combinar,
- 41:56beleza, você vai tentar fazer isso, então você faz o seu
- 41:58ataque, mas se você falhar, O que vai acontecer é que você
- 42:01pode, de repente, enfiar essa lança, ela pode passar entre as
- 42:05pernas do cara ou do lado da perna e fincar no chão.
- 42:08E aí, se você falhar, então, é o que acontece, a tua lâmina finca
- 42:13no chão e o oponente vai ter uma abertura pra fazer o ataque dele
- 42:19em cima de você e você não vai ter muito como se defender,
- 42:22beleza? E aí a gente pode negociar em
- 42:24cima disso, né? A gente está negociando em
- 42:27primeiro lugar a ficção, o que a gente está colocando em jogo
- 42:30nessa interação de combate. E aí nesse caso, a gente vai
- 42:36tentar entender das mecânicas que a gente tem ali do jogo,
- 42:41qual delas a gente pode utilizar e como a gente pode utilizar
- 42:44para traduzir melhor essa interação que a gente está
- 42:48botando no jogo. Nesse caso desse ataque, a gente
- 42:53pode rolar o D-Vint, que é o dado de ataque mesmo, para ver
- 42:55se acerta. E se errar, não quer dizer que
- 42:59somente que errou. Nesse caso, a gente puxa o Finch
- 43:02do Quick Primer. não somente no um ou no vinte, a gente pode
- 43:05negociar, cara, se você errar, se você errar, você vai fincar
- 43:08no chão essa sua lança, aí o outro, o oponente vai poder
- 43:13atacar você livremente, então não conta a tua armadura, não
- 43:16conta esse bônus de destreza, então a gente negociou em cima
- 43:19disso e deu um tratamento mecânico pra isso.
- 43:22Não necessariamente essa abordagem precisaria ser a
- 43:27respeito de ataque. Deixa eu te dar um exemplo.
- 43:30Se a gente tem os dois... Se o jogador fala que vai partir
- 43:34de carga com a lança para cima do oponente e o oponente está
- 43:38indo, de repente, com uma espada para cima, o oponente declara
- 43:42que vai também fazer uma carga, ou seja, ele vai sair num ataque
- 43:46completamente... sem defesa, ele não vai tentar se defender, ele
- 43:51vai tentar partir pro ataque completo pra cima, a gente pode
- 43:54negociar, olha só, vamos tentar resolver isso numa iniciativa.
- 43:58Se o personagem aqui que tá com a lança ganhar a iniciativa, ele
- 44:04consegue fazer um ataque em você e te acertar direto, a gente não
- 44:08precisa nem fazer a rolagem de ataque.
- 44:10Por outro lado, se você perder a iniciativa com a lança, o
- 44:16jogador com a espada vai lá e te acerta beleza?
- 44:19beleza, aí o jogador pode falar beleza, mas na tradução mecânica
- 44:22da coisa me parece fazer sentido que eu que tenho uma arma de
- 44:25haste mais longa consiga de repente um bônus na iniciativa
- 44:30então beleza, vamos lá você rola a iniciativa, eu dê seis com
- 44:34mais dois ou mais três, beleza? e o jogador fala, beleza, então
- 44:38a gente faz dessa forma E aí a gente pode resolver essa
- 44:43interação de combate inteira com base num teste de iniciativa e
- 44:47não num teste de acerto. Por quê?
- 44:49Porque por mais que a gente possa entender que o erro
- 44:51pudesse fazer parte dessa ficção, a gente está negociando
- 44:54de não fazer, a gente está negociando aqui de resolver isso
- 44:57numa iniciativa. Por quê?
- 44:58Porque faz sentido dentro dessa ficção que a gente está tratando
- 45:01e a gente enxuga as rolagens para essa interação mais clara.
- 45:06A gente pode então utilizar para isso parâmetros outros que não
- 45:10somente o sistema de combate em seu procedural.
- 45:13A gente pode desamarrar o procedural, entender as
- 45:16ferramentas de combate e entender também a ficção do
- 45:19combate, em primeiro lugar. As armas, as suas
- 45:22características, os escudos, as armaduras, as condições de luta,
- 45:26o ambiente, a troca e os riscos envolvidos e tentar entender o
- 45:30que a gente quer apostar nessa interação e dar tratamento
- 45:35mecânico para isso. Nesse caso, a gente vai fazer
- 45:38uma troca de riscos, por assim dizer.
- 45:40E nesse ponto, a gente entra numa perspectiva de a gente
- 45:43entender qual o risco maior do combate e tentar concentrar a
- 45:47rolagem nisso, trazendo o máximo possível de informação para essa
- 45:51negociação, desde a ficção, estendendo ela até o momento
- 45:55mecânico. Principalmente porque, na
- 45:57mecânica, a gente vai tentar traduzir uma coisa E aí quando
- 46:00eu falo traduzir, é a gente botar nesse lugar comum pros
- 46:03envolvidos no jogo, né? Essa interação.
- 46:07E dar uma tradução mecânica pra isso, uma tradução numérica.
- 46:10Se a chance é tal, teria como eu ter mais chance?
- 46:14Aí o cara fala, bom, de repente se você... não partir pro ataque
- 46:18completo com a lança, você pode não se expor ao ataque tanto a
- 46:22ponto de ter um dano direto se você falhar na iniciativa.
- 46:25Aí o cara fala, não, beleza, então eu não vou fazer um ataque
- 46:28direto. Mas pro outro lado, aí eu falo,
- 46:30você pode ter que fazer o ataque também.
- 46:31Então beleza, a gente resolve dessa forma.
- 46:34Então a gente pode ir negociando em cima disso, a gente pode ir
- 46:37entendendo os nossos riscos e tentar voltar até na ficção pra
- 46:42gente poder entender direitinho o que a gente tá colocando em
- 46:45jogo. E aí nesse ponto a gente pode
- 46:48tentar entender o jogo e essa interação de combate pelo faz de
- 46:54conta, pelas suas boas práticas que decorrem dessas tecnologias
- 46:59que a gente vem desenvolvendo no Hell Fantasy.
- 47:01A primeira coisa que a gente pode botar é de você tentar
- 47:05anunciar a sua intenção dentro do combate, na ficção mesmo.
- 47:10Concretamente, o que você está querendo?
- 47:11Qual a vantagem que você está tentando tomar aqui?
- 47:14Qual o efeito que você está querendo causar?
- 47:16O que você está botando em jogo? O que você está abrindo mão na
- 47:22sua posição? Entender muito bem a ficção vai
- 47:25ajudar a gente a negociar em cima disso.
- 47:27Tanto o jogador tentando superar o desafio e o mestre tentando
- 47:30construir esse desafio. E a gente em cima começa a
- 47:33negociar antes da mecânica, a gente começa a negociar na
- 47:37ficção. E depois a gente tenta traduzir
- 47:40o que a gente negociou mecanicamente e aí uma última
- 47:43etapa de negociar dentro da mecânica se for necessário.
- 47:47Uma coisa interessante também, uma outra boa prática que eu vim
- 47:49pensando a respeito disso é é que essa negociação que a gente
- 47:53fala, ela é muito mais importante ser feita na ficção,
- 47:57antes mesmo da mecânica. Por quê?
- 48:00Porque a mecânica é uma tradução numérica, ou de chance,
- 48:05estatística, do que a gente está negociando na ficção.
- 48:09Então, se o jogador, de certa forma... tenta negociar uma
- 48:15proposta mecânica ali, faz sentido se ele tá vendo o mestre
- 48:20dar ali uma má interpretação pro que ele tá almejando, ou se ele
- 48:25tá vendo que, de repente, a proposta de arbitragem do mestre
- 48:28em cima daquela ficção tem algum erro claro.
- 48:32Eu vou dar um exemplo, né? Que não é de combate, mas que eu
- 48:35acho que faz sentido. É...
- 48:38Teve uma interação de um barqueiro que estava levando o
- 48:40grupo numa corredeira e tinha uma chance do grupo ali naquele
- 48:48rafting, do grupo cair do barco. E aí eu botei a chance, arbitrei
- 48:53a chance da galera, mas ia arbitrar uma chance melhor do
- 48:57ladrão não cair, porque afinal de contas o ladrão tem mais
- 48:59equilíbrio, ele tem essa ladinagem, ele tem esse senso de
- 49:02equilíbrio que os outros personagens não têm.
- 49:04E aí, no caso, eu tava botando ali duas chances em dez dele não
- 49:08fazer, enquanto os jogadores tinham uma chance em seis.
- 49:11A gente olhou ali, calculou as probabilidades, e aí um jogador
- 49:14falou, pô, tem um erro estatístico aqui.
- 49:16É melhor o jogador jogar a ladinagem dele, que é duas
- 49:18chances em seis. E de fato, eu parei e falei,
- 49:22não, você tem razão. Então nesse ponto, negociar a
- 49:24mecânica é importante. Ou quando você de repente vê que
- 49:28o mestre não entendeu o teu objetivo dentro da ficção.
- 49:32Mas uma vez que o mestre propõe aquele tratamento mecânico, por
- 49:38mais que você possa sugerir outras coisas, existe uma
- 49:41etiqueta dentro disso. Quando você só tá ali chorando,
- 49:44né? Ah, mas será que em vez de uma
- 49:46chance em dois não seria legal? Pô, não me dá duas chances em
- 49:49seis? Ou três chances em seis?
- 49:51Se você tá somente chorando ali, você tá apelando pra uma coisa
- 49:56que foge um pouco da ficção e que vai pra um senso de justiça
- 50:00ou até de... que é pior, né? Um senso de piedade do mestre,
- 50:05sei lá, é uma coisa que... Fica um pouco chata, é uma
- 50:09interação um pouco chata, Oil Fantasy não é sobre isso, Oil
- 50:13Fantasy a agenda principal é o risco, tratado dentro do
- 50:16desafio, porque a agenda principal é o desafio, então o
- 50:18risco faz parte disso, então a gente trata o risco, a gente
- 50:21tenta entender objetivamente o risco e negociar em cima disso.
- 50:25Se você tá ali chorando pro mestre, você tá apelando pra
- 50:29piedade dele ou pra alguma outra coisa.
- 50:31Ou você tentando, de repente, fazendo a descortesia de tentar
- 50:36simplesmente ganhar uma vantagem em cima do que ele achou
- 50:40razoável pela sua arbitragem ali.
- 50:42Então você tá propondo só uma... você não está discutindo, você
- 50:47não está negociando de fato, você só está propondo uma coisa
- 50:50em cima do que ele não é em cima, a despeito do que ele
- 50:53propôs então acho que é uma coisa um pouco fora da etiqueta
- 50:58a etiqueta seria você tentar entender o que ele está trazendo
- 51:01e construir em cima, negociar em cima ou fazer pequenos ajustes
- 51:04ali em cima da ficção, trazendo a ficção para isso, caso não for
- 51:09aqueles casos ali como eu trouxe de má interpretação ou erros
- 51:13estatísticos por exemplo Fora isso, dentro do Wild Fantasy,
- 51:16principalmente de mesas abertas, a gente tem uma questão de
- 51:18tempo. Existe um timer rolando, os
- 51:21jogadores têm que voltar para o ponto inicial antes do timer
- 51:25acabar, então pode ser interessante que você discuta
- 51:28rápido esse tipo de coisa, que você negocie rápido.
- 51:30Então tenta negociar na ficção, tenta botar alguma coisa ali,
- 51:33mas tenta não imprimir uma coisa muito fora do... do que está
- 51:38sendo proposto de tratamento mecânico.
- 51:41Claro, sempre você pode trazer uma alternativa.
- 51:44Estava pensando aqui que talvez fosse mais apropriado a gente,
- 51:48em vez de usar tal ferramenta para traduzir esse risco, que
- 51:52tal a gente usar essa outra ferramenta aqui?
- 51:55Eu acho muito legal. Você foge um pouco desse esquema
- 51:58meio piedade, meio choro, e entra numa questão de como você
- 52:02está tentando traduzir junto com o mestre aquilo ali.
- 52:06E normalmente, se a gente tiver essa ideia de que, olha, tudo
- 52:11bem, se isso parece traduzir melhor a sua intenção, eu topo.
- 52:15E aí o mestre passa a topar em cima daquilo, por quê?
- 52:18Porque a arbitragem não é papel exclusivo do mestre. deve se
- 52:21passar por essa negociação e não tem necessariamente uma palavra
- 52:24final ali. Ainda que o desafio seja do
- 52:27mestre nesse ponto, seja interessante a gente tentar
- 52:30entender como ele está tentando trazer essa tradução mecânica.
- 52:34Por exemplo, se ele fala que um buraco tem cinco chances em seis
- 52:39de ser pulado, é porque ele está dizendo que ele está versando
- 52:43ali sobre o tamanho do buraco e traduzindo isso mecanicamente
- 52:46para ficar claro para a mesa o quanto está se buscando.
- 52:50Se o jogador falar, não, mas a chance seria quatro em seis,
- 52:53cara, aí o que está acontecendo? O jogador está chorando, ele
- 52:57está simplesmente pedindo para o mestre que ele considere o
- 53:00buraco menor. Então, cumpre a gente, nesse
- 53:04caso, falar, não, beleza, eu vou aceitar o que o mestre está
- 53:07botando, e na melhor das hipóteses eu vou falar, cara, e
- 53:09se eu jogar a minha mochila fora e tentar pular sem ela, com
- 53:12menos peso, eu tenho um bônus? Então a gente pode, aí a gente
- 53:17está negociando a partir da ficção.
- 53:20Isso vale no combate também. Uma outra coisa interessante é a
- 53:24gente entender o toma lá da cá. Você entender que normalmente
- 53:30você pedir uma coisa, você pedir não, você sugerir uma coisa,
- 53:34você falar eu quero acertar o cara e dar o máximo de dano que
- 53:39eu consigo com esse golpe. Então eu vou mirar da melhor
- 53:42forma, não sei o que. Normalmente você tentar fazer o
- 53:47teu efeito específico dentro da ficção e dar uma tradução
- 53:50mecânica pra isso, é legal que você abre espaço para que haja
- 53:55um contraponto, para que haja ali um espaço para o mestre
- 53:59colocar o desafio. Não, beleza, se você quer fazer
- 54:02de tal forma, beleza, mas o risco que você está assumindo,
- 54:05vamos assumir que é tal, beleza? E aí você acorda, por quê?
- 54:08Porque é uma aposta e o mestre vai, obviamente, tentar imprimir
- 54:13o risco em relação àquilo. Então, Para o jogador, vamos
- 54:17evitar esse local onde você tenta somente obter vantagens e
- 54:23bloquear as desvantagens que o mestre coloca.
- 54:27Vamos entender que faz parte do mestre trazer a tradução
- 54:31dessa... desse desafio, desse risco para aquela interação e
- 54:38ele vai obviamente negociar em cima do que você está trazendo,
- 54:42do que você está propondo, ele vai construir em cima disso e
- 54:46ofertar o risco e aí cabe a você aceitar ou não e aí dentro disso
- 54:50também dentro desse toma lá da cá a gente tem algumas boas
- 54:54práticas que é a qualificação das classes no diálogo ficcional
- 54:59por exemplo, o guerreiro ele tem um taco melhor.
- 55:04Isso quer dizer que ele acerta com mais margem no dado, se ele
- 55:08for jogar um dado de acerto. Então isso quer dizer que ele
- 55:11pode usar essa margem com mais granularidade para negociar em
- 55:15cima de um efeito de combate. Então a gente vê que o guerreiro
- 55:21pode negociar em cima disso. O guerreiro também provavelmente
- 55:23vai negociar mais facilmente em cima das armaduras, porque ele
- 55:26tem armaduras melhores. Então, de repente, ele pode
- 55:28negociar, como o Cobb já fez no Birra Gothen, uma cabeçada com
- 55:33um elmo na cabeça de um cara que não está usando elmo.
- 55:36E pode machucar mais, isso pode dar um efeito mais claro.
- 55:40Então, a gente entender quem é o seu personagem e qualificar de
- 55:45acordo com as suas capacidades do diálogo ficcional é muito
- 55:47interessante. Assim como o ladrão pode tentar
- 55:49negociar melhor coisas sobre equilíbrio, sobre saltos, de
- 55:53repente sobre manobras que ele possa fazer ali.
- 55:56Já o mago, que não tem qualquer habilidade com armas, a não ser
- 56:00uma adaga inicialmente, mas que ele possa treinar isso de
- 56:03repente, você possa negociar esse tipo de coisa, Se ele for
- 56:07usar uma arma de duas mãos e estiver girando isso sobre a
- 56:10cabeça, em vez de você falar, não, magos são proibidos de
- 56:13utilizar armas de duas mãos, você pode falar, beleza, cara,
- 56:16mas você não sabe manusear isso e você pode, de repente, ampliar
- 56:20o risco que ele tem. Se você falhar, você se fere com
- 56:23essa arma, você não sabe usar isso.
- 56:25Ou, de repente, se o inimigo bloquear, pode ser que essa arma
- 56:28voe da tua mão porque você não conhece o recuo dela, beleza?
- 56:32Então, a gente poder entender esse risco, isso tudo é um
- 56:35exercício de verossimilhança dentro da mesa e de negociação
- 56:40em cima disso. Então, esse toma lá da K deve
- 56:43levar em conta as capacidades dos personagens, para bem e para
- 56:47mal. e também tem aqui uma questão interessante que é a
- 56:50emergência do estilo pessoal porque dentro dessa margem de
- 56:53negociação dentro dessa etiqueta e dentro dessa verossimilhança
- 57:00cada mestre vai ter ali o quanto que ele vai negociar e os
- 57:04jogadores também então isso vai gerando um diálogo muito
- 57:09particular dentro das pessoas que estão jogando e isso
- 57:12obviamente vai construindo um estilo pessoal de cada um mas
- 57:15também o estilo do grupo o que é muito interessante.
- 57:19Então vai ter diferenças de grupo para grupo, vai ter
- 57:21diferença de como as pessoas costumam buscar o auxílio das
- 57:24ferramentas ali e tudo mais. Bom, outra coisa interessante é
- 57:28a gente tentar, como boa prática, não inflacionar as
- 57:31rolagens, mas qualificá-las dentro da lição que o fim te
- 57:35trouxe. Então o que isso quer dizer?
- 57:37Quer dizer que se você quer acertar o pescoço do inimigo, de
- 57:41repente, em vez de você aumentar a armor class do inimigo ou dar
- 57:44uma penalidade no ataque, Joga o ataque normal, mas tenta falar,
- 57:49se você tirar de tanto a tanto, aí você consegue acertar ali
- 57:53exatamente, mas dentro da margem do acerto.
- 57:56Por isso que o guerreiro vai ter mais números para negociar ali
- 57:59em cima. Outra coisa interessante é que
- 58:01você evita o erra-erra, você negocia em cima do risco, em
- 58:06cima do sim. e aí você obviamente vai falar cara, você
- 58:11tá tentando acertar o pescoço dele num golpe muito certeiro e
- 58:15que você vai meio que entregar esse golpe, então o cara vai
- 58:18poder premeditar um pouco, se ele ganhar a iniciativa você não
- 58:23consegue fazer esse ataque nele, esse round, ele consegue acertar
- 58:26você, beleza? Então você vai apostar na tua
- 58:28iniciativa nesse ponto, a gente pode negociar em cima disso.
- 58:31Então, quando a gente começa a não inflacionar, a rolar, a
- 58:34gente começa a abrir outras portas de negociação, outros
- 58:38espaços de negociação e consegue também dar margem para essa
- 58:42negociação dentro da granularidade dos dados, como
- 58:45sugeriu o Fint. Outra coisa que a gente pode
- 58:48brincar também é de anunciar o uso da ferramenta.
- 58:52Por que você está buscando essa ferramenta e dizer se essa
- 58:55ferramenta está no uso primário dela ou se de repente você está
- 58:57buscando um uso paralelo dessa ferramenta.
- 58:59Por exemplo, você falar que vai fazer um ataque, você pode
- 59:04falar, olha, eu estou tentando fazer um ataque no cara aqui
- 59:07para tentar acertar ele. Beleza, eu vou utilizar... pra
- 59:11gente resolver esse impasse, uma rolagem de ataque.
- 59:14Beleza? Beleza, a gente usa uma rolagem
- 59:16de ataque. Agora, você pode, de repente,
- 59:18utilizar a rolagem de ataque pra outra coisa.
- 59:21Por exemplo, você pode falar, cara, olha só, você quer
- 59:24abalroar o inimigo e fazer ele cair no chão.
- 59:26Então, pode ser que a gente possa resolver isso com um
- 59:29ataque. Não é questão de acertar ou
- 59:31errar aqui. você poderia, de repente, utilizar outra
- 59:34ferramenta, como, por exemplo, abrir portas, que nem é uma
- 59:37ferramenta de combate, mas você poderia trazer.
- 59:39Mas é importante você dizer a ferramenta que você está
- 59:41buscando, a gente pode utilizar várias delas, e tentar dizer o
- 59:46que a gente está tentando negociar em cima dessa
- 59:47ferramenta para aquela situação da ficção.
- 59:50Esse é o uso que a gente costuma dizer, que é utilizar as
- 59:53ferramentas que existem no sistema e não fora dele, não
- 59:56construir novas, mas usar as ferramentas que tem, às vezes
- 1:00:00fora de sua função de maneira negocial.
- 1:00:03Isso a gente chama de uma abordagem derivada da caixa de
- 1:00:07ferramentas, que é a abordagem que a gente chama de canivete
- 1:00:10suíço, que tem um episódio no Café com Dungeon, a primeira
- 1:00:12temporada, sobre isso. Então, isso permite que a gente
- 1:00:15traga sempre a negociação mecânica a cargo do que a gente
- 1:00:21negociou na ficção, inclusive trazendo ali uma granularidade
- 1:00:24interessante pro jogo aí. A gente pode trazer também o
- 1:00:27dano, né? O dano, normalmente o dano é
- 1:00:30punição. O D&D...
- 1:00:33As ferramentas que o D&D traz, se a gente olhar a ficção que o
- 1:00:36combate do D&D traz, ela é uma ficção de punição.
- 1:00:40Um lado vai punir o outro com golpes sucessivos até que o
- 1:00:43outro lado não aguente mais e tome um golpe fatal.
- 1:00:48Como é que a gente pode trabalhar em cima disso?
- 1:00:51Como é que a gente pode pensar esse tipo de ferramenta?
- 1:00:55Será que sempre o ataque e o dano, principalmente o dano que
- 1:00:59eu vou observar, ele é uma ferramenta de punição?
- 1:01:03Olha, se a gente pegar como parâmetro o dano de uma espada
- 1:01:07longa, que é um D-VIII, e a gente olhar o rabo de uma serp,
- 1:01:12será que o jogador que fala que vai tentar decepar o rabo de uma
- 1:01:15serp, ele tá tentando um combate de punição?
- 1:01:18Não exatamente. Vamos entender que se a espada
- 1:01:21longa aqui seria uma arma apropriada, uma espada curta não
- 1:01:24seria, mas uma espada longa seria apropriada pra decepar o
- 1:01:27rabo da serp, então isso quer dizer que de repente nesse sete
- 1:01:31e oito de dano que a espada curta não teria ali, a gente
- 1:01:34pode dizer que esse seria o limiar.
- 1:01:36Então, Mas a gente fala, cara, faz um ataque.
- 1:01:38Se você acertar a serp e qualificar o seu dano em sete ou
- 1:01:44oito com a sua espada longa, você consegue decepar o rabo da
- 1:01:48serp. A gente está dando um parâmetro
- 1:01:51para essa negociação. Por outro lado, se você não
- 1:01:53conseguir arrebentar, arrebentar não, decepar o rabo da serp,
- 1:01:58você vai tomar um ataque de ferrão.
- 1:02:01E aí você pode ter ali... Em vez de fazer o ataque, eu vou
- 1:02:05acertar direto. Beleza?
- 1:02:07Por quê? Porque você tá se expondo ao
- 1:02:08rabo dela pra fazer esse ataque. O rabo dela é bem longo, né?
- 1:02:11Então o jogador fala, beleza, vamos fazer isso.
- 1:02:14E aí ele tenta a sorte. obviamente que isso é uma
- 1:02:18negociação, um risco que ele vai tentar, e é para ser arriscado
- 1:02:21mesmo, então pode ser que dê certo, e a gente viu se dá certo
- 1:02:24na prática, mas o lance da gente poder arbitrar o combate,
- 1:02:28anunciando que a gente está usando a ferramenta de dano,
- 1:02:31numa ficção que não é a de punição, que normalmente é o que
- 1:02:35acontece, A gente está usando ela como um limiar de dano para
- 1:02:38se decepar um pedaço do bicho. O que a gente está fazendo aqui
- 1:02:42é que a gente está anunciando o uso da ferramenta e dando
- 1:02:46granularidade para ela. E aí tem um experimento que a
- 1:02:51gente tem feito em Birgotten que é muito interessante.
- 1:02:53A gente resolveu trazer a ideia de dano normalizado lá do
- 1:02:56Holmes, do D&D do Holmes, o D&D azul. lá do pré-D&D BX, né?
- 1:03:04E ele utilizava um D-VI, também no D&D Zero, né?
- 1:03:07Um D-VI de dano normal pra todas as armas.
- 1:03:09E muita gente fala, mas que loucura!
- 1:03:11Se uma daga vai dar um D-VI de dano e uma espada longa também,
- 1:03:17então eu vou usar uma espada longa, pô.
- 1:03:19Beleza, em primeiro lugar tem a questão de, por default, por
- 1:03:23padrão, um mago não pode usar uma espada longa e um guerreiro
- 1:03:26pode. Mas aí você fala, porra, então
- 1:03:27todo mundo vai usar uma espada curva, vai usar uma daga em vez
- 1:03:30de uma espada longa. Inclusive o guerreiro, porque é
- 1:03:32menos peso, menos espaço, é mais fácil conduzir, é mais fácil
- 1:03:37portar. É, então o problema seria esse.
- 1:03:40O problema seria que todo mundo passaria a andar com uma daga e
- 1:03:44não com uma espada longa ou algo assim.
- 1:03:46Mas qual a diferença que a gente pode dar?
- 1:03:49Ora, se a gente tá abordando dentro do estilo oil fantasy,
- 1:03:51com combat full, com todas essas negociações, e entendendo que a
- 1:03:55ficção de uma espada longa é diferente da ficção de uma
- 1:03:58adaga, e que uma espada longa poderia, às vezes, decepar o
- 1:04:02rabo de uma serp, por outro lado, uma adaga poderia ser mais
- 1:04:05apropriada num combate corpo a corpo, pra acertar espaços entre
- 1:04:11as placas da armadura do oponente...
- 1:04:15A gente pode ver que, dependendo da situação e da negociação, a
- 1:04:19arma pode ter uma efetividade muito maior e ser muito mais
- 1:04:22letal. Uma espada de duas mãos pode não
- 1:04:26ser de grande valia num combate muito próximo corpo a corpo.
- 1:04:32E aí, se a gente normaliza o dano de todas elas em D-seis,
- 1:04:35por exemplo, a gente poderia dizer que uma espada longa
- 1:04:39contra o rabo de uma serp poderia dar D-oito ou D-dez de
- 1:04:42dano até, dependendo da situação, e ficar mais próxima
- 1:04:45de decepar esse rabo. Por outro lado, se a gente tem
- 1:04:50uma daga, essa daga tem um D-IV de dano, e contra o rabo da
- 1:04:53serpa ela não chegaria a esse D-VIII de dano que precisaria
- 1:04:58dar ali com uma arma apropriada. Então o fato de ser ou não
- 1:05:02apropriado já consegue informar pra gente alguns limiares,
- 1:05:06algumas granularidades que a gente pode negociar em cima.
- 1:05:10Logo, um guerreiro, se ele estiver muito próximo de um
- 1:05:14oponente, e esse oponente está com uma lança, E o cara tá com
- 1:05:18uma armadura de placas, por exemplo, que é facilmente
- 1:05:22perfurável se ele tá ali próximo, quase como num clinch.
- 1:05:27Cara, a tua daga pode não dar um D-seis de dano, mas um D-quatro
- 1:05:31como seria o padrão no BX. Ela é normalizada, é um D-seis,
- 1:05:37mas ela tá num uso ótimo dela. Então, de repente, vai pra D-dez
- 1:05:41ou até D-doze, dependendo da situação.
- 1:05:43Ou D-oito. Enfim, a gente pode negociar em
- 1:05:46cima disso. E pode negociar os efeitos,
- 1:05:48afinal de contas eu vou tentar dar um efeito aqui que é furar o
- 1:05:53bucho do cara pra ele ficar sangrando durante o combate e eu
- 1:05:56quero dar tal efeito. Com uma daga, se você tirar de
- 1:06:00repente ali seis ou mais com essa daga, você conseguiria, né?
- 1:06:03E você tava dando um D-Oito de dano com a daga, então você
- 1:06:06conseguiria fazer isso. Então dá pra gente começar a
- 1:06:09brincar com esses limiares, né? E utilizar essa granularidade e
- 1:06:13essa flexibilidade do parâmetro... que a princípio ele
- 1:06:18é mais engessado, porque a gente fala, mas qual o sentido de
- 1:06:20todas as armas terem o mesmo dano, ter o dano normalizado?
- 1:06:24E a gente entende que é justamente para facilitar a
- 1:06:26negociação e entender que no abstrato...
- 1:06:30Elas são armas, mas que na especificidade delas é onde elas
- 1:06:34brilham ou onde elas são menos úteis.
- 1:06:37E isso é muito legal de experimentar e tem sido muito
- 1:06:40proveitoso em Beer Gotham experimentar com isso.
- 1:06:42Tanto que a gente começou com playtest e agora esse playtest
- 1:06:46ele radiou para as sessões gerais, para fora das sessões de
- 1:06:49playtest que a gente costuma fazer em Beer Gotham.
- 1:06:52E tem sido muito legal. Enfim...
- 1:06:56Concluindo, essa lógica do faz de conta em órgão fêntese a
- 1:07:00gente vem buscando trazer de forma parametrizada através do
- 1:07:04sistema que a gente usa como base, que é o DDBX, para o jogo.
- 1:07:07Diferente do que, por exemplo, faz a FKR, que tem pouco
- 1:07:10parâmetro. Por quê?
- 1:07:11Porque ela encara que, o que eu acho errado, ela encara que os
- 1:07:15parâmetros mecânicos e os parâmetros que eles chamam de
- 1:07:19não-diegéticos, que são os parâmetros de fora da ficção,
- 1:07:24eles prejudicam a imersão e prejudicam o jogo.
- 1:07:27E na verdade eu acho que eles ajudam.
- 1:07:28Eles ajudam a gente a entender melhor essa ficção.
- 1:07:31Ajudam a gente a aprofundar a ficção.
- 1:07:35A gente usa então de forma parametrizada essa negociação e
- 1:07:38essa é a tecnologia que eu acho que vem permitindo a gente
- 1:07:42negociar melhor dentro do combate, fazendo o contrário do
- 1:07:46que o pessoal criticava a OSR, que é, ora, se você no combate
- 1:07:51você tem dado para rolar, por que você não vai rolar os dados
- 1:07:54numa negociação? Não, vamos deixar a negociação
- 1:07:58pro combate também. E a gente vem conseguindo fazer
- 1:08:01isso com bastante sucesso. Tem sido bem gostoso
- 1:08:04experimentar esse combate alternativo dentro do que a
- 1:08:10gente propõe de combate full dentro do IO Fantasy.
- 1:08:13E a gente tenta levar essa lógica pra tudo. para como fazer
- 1:08:17magia, como executar uma magia, quais são os ingredientes que
- 1:08:20você está usando, quais as pormenoras do uso dessa magia,
- 1:08:24da carga que você leva na sua mochila, como é que isso
- 1:08:26funciona, na navegação, no ritmo de viagem.
- 1:08:29Isso a gente tenta imprimir em todos os aspectos do jogo
- 1:08:32clássico. E aí, no caso, mecânicas e
- 1:08:35enrolagens aparecem de forma muito pontual, independente do
- 1:08:38combate até, independente dos procedimentos que o sistema traz
- 1:08:42originalmente, a gente desamarra tudo e tenta utilizar isso de
- 1:08:45forma solta, seja no combate, seja em uma interação social,
- 1:08:49seja em uma interação com o ambiente.
- 1:08:53Isso se expressa de uma forma muito interessante dentro do
- 1:08:55jogo, porque quem acaba sendo mais careta na abordagem do D&D
- 1:09:00e tenta utilizar as rolagens como o sistema propõe, acaba se
- 1:09:04sentindo até prejudicado em relação com quem usa, porque
- 1:09:08quem usa acaba dando mais potência para a sua própria
- 1:09:12ficção, acaba dando potência para o seu posicionamento
- 1:09:15ficcional e o jogo acaba brilhando nessa esfera antes de
- 1:09:18entrar para uma esfera mais abstrata e mecânica, as decisões
- 1:09:22passam a ser pautadas na ficção e não num nível mais matemático
- 1:09:29num nível mais, enfim num nível mais abstrato que a gente vê
- 1:09:34acontecendo, por exemplo no D&D quinta edição, no Pathfinder II
- 1:09:37o que é muito interessante então é isso, espero que tenha curtido
- 1:09:41o episódio de hoje, e eu vou fazer uma pergunta pra vocês
- 1:09:44aqui você já teve coragem de usar um combat full soltão e
- 1:09:48nervoso? Ou você ainda tá meio preso no
- 1:09:51procedimento do combate padrão por ter medo de ferir ali, de
- 1:09:56repente, o jogador injustamente, o personagem do jogador
- 1:10:00injustamente? Conta aí pra gente.
- 1:10:01Sim ou não? Você tem coragem de usar?
- 1:10:04Já teve coragem ou ainda não? E vou deixar uma pergunta aí pra
- 1:10:07você, caso você queira comentar, né?
- 1:10:08Então comenta aí pra gente o que você acha da ideia de Combat Fu,
- 1:10:12como eu descrevi aqui, feito pelo Oil Fantasy.
- 1:10:15Beleza? Bom, vou deixar no descritivo do
- 1:10:17episódio aí os links que eu mencionei, né, o episódio que eu
- 1:10:20fiz com o Quiral sobre Skill Challenge na primeira edição, a
- 1:10:23entrevista com o Matt Finch, né, um vídeo no YouTube que a gente
- 1:10:28fez aí numa live, eu, o João, uma galera falando de Combat Fu
- 1:10:32lá no YouTube do Café com Dungeon.
- 1:10:35Vou deixar também um episódio em que a gente fala sobre
- 1:10:39negociação. Enfim, vou deixar alguns outros
- 1:10:42episódios que eu acho que fazem sentido para esse episódio.
- 1:10:46Então cola lá para acompanhar o material extra, beleza?
- 1:10:50No mais... Vou deixar também os links dos
- 1:10:53anúncios, né? Então, se você curtiu aí os
- 1:10:56nossos anúncios, sigam eles. No mais, reforçar aí que esse
- 1:11:01episódio tá indo ao ar graças ao apoio da galera aí, né?
- 1:11:05A parceria que a gente tá fazendo com a RPG do Jô.
- 1:11:07Então, obrigado, Cóbio. Obrigado, Nina.
- 1:11:09Obrigado, Evaldo. Valeu aí o Rafael Bardal, valeu
- 1:11:13o Dunks, valeu o Sestito, valeu a galera toda aí que tá na
- 1:11:16comunidade. No mais, lembrar que você pode
- 1:11:20se tornar um apoiador do Café com Dungeon e ajudar a gente a
- 1:11:23ter cinco episódios semanais novamente.
- 1:11:26Considera apoiar o projeto aí, apoia.se barra Café com Dungeon.
- 1:11:31Se você gostou especialmente do café de hoje, deixa pra gente
- 1:11:34uma gorjeta. Ajuda a gente aí.
- 1:11:36Um pix em qualquer valor pra cafécomdanjo.com A gente conta
- 1:11:40com o teu apoio. Se você tem...
- 1:11:42Inclusive, você pode deixar uma caixinha de Natal aí pra gente.
- 1:11:47Se você deixar, a gente compartilha aí com o pessoal da
- 1:11:52edição também. No caso, o Tito, que é o meu
- 1:11:54editor. Então a gente compartilha com a
- 1:11:58equipe do Café com o Dungeon. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:12:02marca e quer ter um dia na semana no Café com o Dungeon,
- 1:12:04financia aí um episódio semanal do podcast Faça Alegria da Massa
- 1:12:09RPGista. Consulta a gente em
- 1:12:10cafécomdungeon.com porque a gente tem uma proposta especial
- 1:12:13para você. Consulte aí também a gente sobre
- 1:12:15parcerias e anúncios. A gente trabalha não só com
- 1:12:17marcas de RPG, mas também com outras marcas, como cafés,
- 1:12:22alimentação, jogos, tecnologia, mídia, etc.
- 1:12:26Se você é um produtor de conteúdo, game designer
- 1:12:27independente, acadêmico ou fã e quer participar do projeto,
- 1:12:31conta pra gente sobre você e fala a respeito de como a gente
- 1:12:33pode colaborar em cafécomdungeon.com.br Então,
- 1:12:37obrigado aí ao pessoal que apoia no nível incentivo, incluindo aí
- 1:12:41o Lúcio Pimentel. Obrigado.
- 1:12:43Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo
- 1:12:45aí o Lianquer Lopes, o Matheus e a Bolsa Silva.
- 1:12:48E um salve especial para os assinantes do RPG do Jô, dentre
- 1:12:51eles aí o Felipe Scosteg, o Pedro Obzini, Rafael de Lima,
- 1:12:54Matheus Coleto e Luiz Guilherme Dias.
- 1:12:56Um abraço aos membros do treinamento Oil Fantasy, o
- 1:12:58Abílio Júnior, César Machado, Daniel Aydar, Diego Sextito,
- 1:13:02Douglas Baiense, Léo Gasparotto, Matheus Piqueira, Rafael Bardal,
- 1:13:05Bruno Cobb, João Burlamacchi, Gui Providello e Marcos
- 1:13:09Gonçalves. E valeu também aí o nosso
- 1:13:13assinante Café com Balbe, Grande Tiago Augusto.
- 1:13:16Valeu, cara, e obrigado aí pelo rodízio de chopp.
- 1:13:19Um abração e até a próxima. Porrada!
- 1:14:24Mais de mil episódios na primeira temporada.
- 1:14:28Um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo,
- 1:14:32entrevistas e convidados. Em uma nova temporada com muito
- 1:14:36a oferecer à comunidade do RPG. Aventureiros numa busca por mais
- 1:14:46episódios na semana te convidam a fazer parte do grupo de
- 1:14:49Telegram, participar de sorteios e enriquecer seu jogo.
- 1:14:56Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados. apoia.se barra
- 1:15:07café com dungeon Contamos com você.