Latest / Café com Dungeon / Ritmo no RPG#0147
Transcript
- 0:00O RPG ritmo costuma ser um termo que eu considero bastante
- 0:05esvaziado ou talvez vazio, mesmo porque talvez nunca tenha estado
- 0:09cheio. Ele é muito usado, mas as
- 0:11pessoas parecem que não tem um consenso ou não tem uma
- 0:15consciência geral do que que se trata.
- 0:18As pessoas falam de ritmo às vezes querendo se referir a
- 0:21coisas diversas ou é um sentimento muito geral.
- 0:24Não parece ser um termo que vá muito profundamente ao descrever
- 0:28uma experiência no RPG. Eu, de forma geral, acabo
- 0:33entendendo que as pessoas se referem muito a ritmo do
- 0:36contexto de diversão da mesa ou talvez até de quem assiste o
- 0:41jogo, né? Então, quando você vai para um
- 0:43evento, há uma preocupação de que você consiga divertir
- 0:47aquelas pessoas que estão jogando com você, talvez pela
- 0:50primeira vez, e que elas possam. É fruir do jogo legal com você,
- 0:54então você tenta manter o ritmo para que ela se mantenha
- 0:56engajada naquela atividade e se mantenha divertindo e se
- 0:59divertindo com aquilo ou jogadores novos no RPG, né?
- 1:03Aquele compromisso de vender bem o jogo para aquela pessoa.
- 1:07Então, compromisso para que o ritmo do jogo não fique parado,
- 1:10não fica uma coisa meio monótona, para que os jogadores
- 1:13curtam aquela experiência. E quando a gente fala de RPG,
- 1:16show de stream, a gente tá falando isso, só que como um
- 1:20produto da mesa. Voltado para ouvintes ou para
- 1:24telespectadores, que vão vão ver a gente jogar e tem que se
- 1:28entreter com aquilo. O ritmo.
- 1:31Então me parece que entra nessa ideia de promover a diversão dos
- 1:34jogadores e do mestre também, né?
- 1:36O Mestre é ativo, o jogador passivo, mas O Mestre também, em
- 1:40algum nível, se divertindo com essa atividade dele, né?
- 1:44É muitas vezes o jogador como um polo mais passivo.
- 1:47Ou até um pouco mais responsável perante um público.
- 1:50Mas o fato é que normalmente essa ideia do do ritmo como algo
- 1:56dentro do contexto da diversão coloca O Mestre como quem vai
- 2:00tocar esse ritmo, né? Há uma consciência ali pautando
- 2:04esse ritmo. E quando se reclama de ritmo?
- 2:08Bom, me parece que se reclama de ritmo quando a sessão fica meio
- 2:12travada, quando ela não anda muito.
- 2:15É, na minha experiência, pelo menos é mais difícil ver as
- 2:18pessoas falarem de ritmo, quando foi tudo certo, quando tudo
- 2:21rodou bem. Então é aquela coisa meio
- 2:23discreta, o ritmo, se ele funciona, ninguém repara muito
- 2:27nele. Mas quando, quando ele quebra,
- 2:31quando ele, sei lá, não funciona muito bem, quando as pessoas
- 2:34sentem que alguma coisa não avançou ali, como alguma coisa
- 2:38não funcionou, aí falam do ritmo, e o que que é essa quebra
- 2:43de ritmo? É quando a narrativa.
- 2:45Produto do jogo não avança, ou as narrativas possíveis não
- 2:49avançam, ou quando o jogo em si ludicamente, ele não avança.
- 2:54É quando não tem rolagens de dado, é quando não tem uso de
- 2:58mecânicas, é quando não tem ninguém se colocando em risco,
- 3:02ou tu não tem nenhuma mudança significativa do estado das
- 3:05coisas ou quando não tem momentos épicos.
- 3:08O que que é e quebra o ritmo do jogo, na minha percepção.
- 3:14As pessoas falam isso quando elas têm um sentimento de que
- 3:16nada acontece e as coisas estão paradas.
- 3:21A gente tem 2 episódios de podcasts diferentes aqui, que eu
- 3:24vou citar agora na introdução e que eu acho que depois de ouvir
- 3:29o episódio, vocês podem ir lá ouvir que de alguma forma vão
- 3:31contribuir com esse debate. O primeiro é da primeira
- 3:35temporada do café com dângel, em que eu não participei, inclusive
- 3:38o episódio 69. Com Ramon e Carlinhos.
- 3:41O Ramon mineiro e o Carlinhos, eles falam de muito de ritmo
- 3:44como um time, né? É de como as coisas vão
- 3:47acontecendo e sendo conjugados ali.
- 3:50O ritmo como fruição, né? Dos grupos que vão se entendendo
- 3:53dentro do diálogo ficcional, né? Trabalham bastante o ritmo como
- 3:58fruição, né? Dentro disso que eu trouxe aqui.
- 4:01Falam das influências mecânicas no pacing do jogo, né?
- 4:04Na construção desse ritmo, o ritmo como domínio do tempo, né?
- 4:08E fazem paralelos com cinema e música que são, acho que muito
- 4:12naturais de se fazer. A gente tem também um episódio
- 4:16do caquetas, que eu vou deixar ele em casa também no objetivo
- 4:19do episódio em que em que elas falam ali, né?
- 4:23Que olha o exemplo que elas dão, né?
- 4:26Tu tá ali contando uma historinha.
- 4:27Todo mundo junto e às vezes dá umas travadas.
- 4:30Estou usando as palavras delas, né?
- 4:32Às vezes demora muito para resolver, às vezes alguma coisa
- 4:35resolvida rápido demais, uma dinâmica de como a história está
- 4:38evoluindo, de quanto tempo a gente está gastando, com quem
- 4:42está o holofote. Tudo isso é o ritmo da história
- 4:46e do próprio jogo, segundo elas. Eu senti que tem uma certa
- 4:50confusão em algumas coisas ali, né?
- 4:52O ritmo da sessão, um ritmo do jogo em si.
- 4:55O ritmo lúdico, né? E até com o ritmo da narrativa
- 4:59construída. E talvez sejam coisas
- 5:01diferentes, mas eu acho que elas fazem um bom trabalho nesse
- 5:04episódio delas, quando, principalmente quando elas não
- 5:06mapeiam muito bem as influências diversas sobre isso, seja lá o
- 5:12que for, que a gente pode chamar de ritmo, né?
- 5:15Então elas trazem. O comportamento dos
- 5:17participantes da mesa a bel questiona o papel do mestre
- 5:21dentro disso, né? A atuação do mestre, que teria
- 5:24mais ferramentas que os jogadores pra esse tipo de
- 5:26coisa, é, mas principalmente as mecânicas e estruturas do jogo,
- 5:30pautando o ritmo do jogo ali, né?
- 5:33E é isso. É muito interessante porque é a
- 5:35parte que eu vou trazer bastante pro episódio aqui, assim como é,
- 5:38eu vou trazer a ideia da dos paralelos com música, com
- 5:42cinema. EEO ritmo como o domínio do
- 5:45tempo que foi trazido na primeira temporada do café.
- 5:48Eu vou partir um pouco desses 2 episódios aqui para tentar
- 5:52trazer um estudo agora na segunda temporada do café com
- 5:55dângelo tentando entender mais exatamente o que que seria
- 5:59ritmo, primeiro de uma forma mais ampla e depois tentando
- 6:03trazer para ORPG numa definição funcional, tentando entender o
- 6:07que que diferiria o ritmo no RPG como experiência sentida.
- 6:13Né? E digo, do que construiria o
- 6:16ritmo no RPG de Como Ele É feito.
- 6:18Então vamos lá, vamos investigar o que que é ritmo no RPG, ou
- 6:21pelo menos buscar uma lente que dê alguma ideia sobre isso.
- 6:25Eu espero no fim do episódio trazer uma definição que
- 6:28provavelmente em breve eu vou botar ali no blog do café com
- 6:31dano. Então eu sugiro que vocês depois
- 6:33visitem lá pra dar uma olhada. Beleza, vão lá.
- 6:39Ó, pra começar o ódio aqui que é café ali no meio.
- 6:41Café com quê? E pra fechar, ó café com dânjo
- 6:44absoluto cinema. Bom dia, amigos do café com
- 6:52dânjo. Estamos aqui para mais um
- 6:53episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 6:56RPG. Meu nome é Rafael balbi, hoje o
- 6:59meu café é aqui ele ele tá mais fraco.
- 7:03Mas depois do almoço eu vou tomar um expresso mais
- 7:06concentradão para manter o ritmo do dia.
- 7:09Então, cara, não importa. Na verdade, se ele for forte,
- 7:13fraco na média, você pode preparar da forma que você
- 7:16quiser, mas o que importa é que o café seja bom para ele ser
- 7:20bom, é bom você não pegar um café da indústria que ele é todo
- 7:23torrado. É uma Torra escuríssima que fica
- 7:27muito amarga quando você quiser 11 café bom, e aí você pode
- 7:30preparar mais forte, mais fraco. Na média, já vai ficar gostoso.
- 7:33Independente disso, é o café ovelha negra, que é um café
- 7:37especial, né? Que são grãos ali, que tem uma
- 7:40Torra média normalmente, né? Então você vai pegar ali uma
- 7:43Torra que preserva o sabor do café e não carboniza tudo.
- 7:47Você quiser desconto na compra de café especial?
- 7:51Vale muito a pena você ir lá em ovelha, ponto café e usar o
- 7:54cupom pro ouvinte ccd, que tem um desconto para você.
- 7:57Se você quiser um desconto, melhor ainda.
- 8:00Você pode se tornar um assinante do café com dângelo que a gente
- 8:02tem cupons progressivos de acordo com o seu nível de apoio,
- 8:05então apoia ponto AC barra, café com dângelo, você chega lá, se
- 8:09torna um assinante, né? Então você além de ter descontos
- 8:12especiais pro ovelha negra, vai ter desconto pros nossos outros
- 8:15parceiros, né? Como as grandes editoras de de
- 8:17RPG aqui do do Brasil, né? Vários títulos aí que a gente
- 8:20consegue cupons. Além disso, participa de
- 8:24sorteios aí dos nossos parceiros todos, né?
- 8:27E além disso que recebo conteúdo extra, participe do nosso grupo
- 8:30de Telegram EE conhece uma galera que curte muito trocar
- 8:34ideia de RPG, joga junto e muito mais, então apoia ponto s barra
- 8:38da fé com Dancing. Torne se um assinante é vão pro
- 8:41episódio. Mas antes leitura da enquete,
- 8:44né? Sobre Oo último episódio foi
- 8:46sobre sobre o load Star to caro a musca né?
- 8:50Um Zine do Mateus grafe que é ilustrador de mão cheia aí do
- 8:54mercado Internacional de RPG. E que tá lançando aí o lud
- 8:58start, o cara é murcho, inclusive o cara, o cara tá
- 9:00fazendo uma promoção. Aí é pra quem?
- 9:03Pra quem vier do café com danjo aí querendo comprar uma cópia
- 9:06com assinada, inclusive por ele. Então é, ouve aí o episódio, o
- 9:11episódio da semana passada, que você vai ter a pista de como
- 9:15conseguir essa. É esse benefício aí de ouvinte
- 9:19do café com danjo, beleza? E aí nesse episódio, né?
- 9:22Sobre esse cenário, eu li eu perguntei, você prefere esse
- 9:25cenário em pílulas e em vibes ou um cenário apresentado rico em
- 9:30Lord no livro? E cara, 100% das pessoas até
- 9:34agora disseram que preferem o cenário apresentado em pílulas e
- 9:37vibes em vez de um cenário robusto in lore.
- 9:39Acho que a galera tá fugindo um pouco do lore dumping aí, que eu
- 9:42acho um bom sinal. Então aí mais um motivo para
- 9:45vocês adquirirem o low Star, tocar a musca do Mateus graf.
- 9:49Então valeu galera. Vamos lá, vamos para o episódio.
- 9:58Você viu que o blog do café com tanjo tá cheio de atualização?
- 10:02Então, cara, aproveita porque eu vim aqui só pra te dizer isso.
- 10:05Eu escapei dos tiras escapei de 2 monstrengos na rua 5 e cheguei
- 10:10aqui pra te falar isso, cara, aproveita porque o Denis grilo
- 10:13tá na área. O cara chegou arrebentando a
- 10:16boca do balão. Ele já trouxe aí o artigo de
- 10:19ratos da Riqueza, em que ele fala de.
- 10:21Ecologia de masmorra? Sei lá o que que isso quer
- 10:24dizer, mas dá uma olhada, parece interessante.
- 10:27Depois, ele pegou 3 artigos falando de point crowl.
- 10:30Primeiro, ele fala sobre o conceito de transformar uma
- 10:33masmorra numa sequência de pontos interligados.
- 10:37Depois de como você pode organizar isso?
- 10:40E por último, cara, ele fala de como você vai rodar isso
- 10:43efetivamente. Então olha, é muito artigo
- 10:46prontinho para a mesa. Se fosse você, eu não perdia
- 10:49não. E olha, acho que é bom você dar
- 10:52valor aí, porque essa mensagem vai se autodestruir em 3
- 10:55segundos. Café com danjo, ponto, Word para
- 10:58as ponto. O que é ritmo no RPG?
- 11:12Mas antes da gente cair no RPG, eu quero abordar o que que é
- 11:15ritmo de maneira geral, né? A gente fala muito, às vezes de
- 11:19ritmo no contexto do audiovisual, né?
- 11:21De de filme, de cinema, ou até a gente de repente, trazendo aí
- 11:25paralelos, né, do audiovisual. Então, o ritmo do audiovisual é
- 11:29a cadência e o fluxo de movimentos sonoros e visuais
- 11:33determinado pela duração dos planos montagem e intensidade da
- 11:38ação. Capaz de ditar a velocidade
- 11:40narrativa e criar sensações como tensão, calma ou euforia no
- 11:44espectador, ele é essencialmente controlado pela edição através
- 11:49de corte, movimentos de câmera e estrutura do roteiro.
- 11:53Bom, essa definição aqui. Peguei Na Na Wikipédia, né?
- 11:57E acho 11 definição interessante, porque ela traz
- 12:00aqui a ideia de de cadência, né? E de fluxo de movimentos sonoros
- 12:05e visuais, né? Então é.
- 12:08Coloca movimento, né, que é a posição no tempo, é e fala a
- 12:14mídia que constrói isso, né, que é a os planos.
- 12:18A montagem é o som, né? A velocidade narrativa, mas ele
- 12:22se relaciona muito com controle de sensações, né, e com essa
- 12:27questão de alterar a velocidade com que se constrói a narrativa.
- 12:31Então, o que a gente entende bem, qual a mídia que ele tá
- 12:33trabalhando e quais os canais que ele quer estimular, né?
- 12:36Que é. É atenção calmo, euforia no
- 12:39espectador, por exemplo, criando essas sensações pelo meio de
- 12:43mexer na velocidade narrativa, intensidade de ação e etcetera.
- 12:48Então aqui é um controle, né? Você tá ali no numa sala de
- 12:51cinema, por exemplo, você tá numa caixa preta escura, né?
- 12:55Com som muito alto. A única coisa que você vê na sua
- 12:58frente é a tela EEO, cinema, ele, eu acho que ele é um ótimo
- 13:03exemplo de como se. Constrói ritmo ali.
- 13:05É um ritmo que você vai pautar muito fortemente pela arte, pelo
- 13:10e pelo pela mídia que se usa ali já nas artes visuais, aí no
- 13:15caso, tirando a parte é do do audiovisual, trazendo aqui, por
- 13:19exemplo, pra um, pra uma pintura ou pra uma história em
- 13:22quadrinho, alguma coisa assim. O ritmo visual é um conceito
- 13:26fundamental do design gráfico, que se refere à maneira como os
- 13:29elementos visuais são organizados em uma composição.
- 13:32Para criar uma sensação de movimento e fluidez, assim como
- 13:35na música, onde o ritmo é repetição de sons e silêncios,
- 13:38no design, o ritmo visual é alcançado através da repetição
- 13:41de formas, cores, texturas e outros elementos gráficos.
- 13:45Essa repetição pode ser regular ou irregular, mas sempre tem
- 13:48como objetivo guiar o olhar do espectador pela peça visual.
- 13:53Aqui a gente tem uma coisa interessante, né?
- 13:55Que é essa essa questão de da gente.
- 13:59Construir uma experiência sensorial, né, que é guiar o
- 14:01olhar do do espectador. Mas no caso aqui a gente faz
- 14:05isso como estrutura, a gente não tem como pegar pela mão, a gente
- 14:08não tem como influenciar muito fortemente.
- 14:10A gente tenta ter um impacto cognitivo não tão não tão
- 14:14direto, uma coisa mais indireta, né?
- 14:16E você vai ver aí muitos estudiosos sobre isso.
- 14:19O pessoal da Bauhaus estudou muito sobre isso, é se tem o
- 14:22candins que falando com isso em anotações incríveis, ali falando
- 14:25desse ritmo. Dentro das artes visuais, mas o
- 14:28fato é que você constrói ali uma estrutura e essa estrutura guia,
- 14:31né? Um pouco.
- 14:32Ali É Ela constrói uma forma que a gente inconscientemente acaba
- 14:36percebendo aquelas formas, aquela aquilo que a gente
- 14:39colocou ali no papel, né? Ou no na mídia que a gente tá
- 14:41trabalhando, visualmente falando.
- 14:44Já na música, o ritmo consiste na estruturação da música em
- 14:48pulsações repetidas e sistematizadas, dentro de um
- 14:51compasso. Tais pulsações ou batidas
- 14:54possuem uma determinada velocidade ou tempo.
- 14:57O ritmo é basicamente o ELO essencial de conexão e
- 15:01comunicação entre os músicos, o que é muito interessante, porque
- 15:06aqui ele traz também a ideia da mídia, né?
- 15:08Da música com mídia que fala de pulsações repetidas e
- 15:11sistematizadas dentro de um compasso, que são questões
- 15:14particulares ali da música, né? É, traz o elemento da do, do
- 15:20tempo também, né? E.
- 15:22E fala desse do ritmo, no caso aqui, como era o essencial de
- 15:26conexão e comunicação entre os músicos, o que eu achei 11 visão
- 15:31muito interessante. A gente vai resgatar essas
- 15:34definições ao longo do episódio, tá, mas de maneira geral, eu
- 15:38resolvi sintetizar essas 3 definições numa só minha, né?
- 15:42Pra gente começar o debate sobre o que seria ritmo de maneira
- 15:45geral, pra gente poder, a partir dela, entender o RPG.
- 15:49Em todos os casos, né? A gente pode dizer aqui,
- 15:52definição geral é que são Oo ritmo.
- 15:57Ele é AA síntese entre a mídia e o tempo, impactando na cognição
- 16:03do receptor, seja de maneira mais direta, seja de maneira
- 16:05mais subconsciente. Então é como a mídia que a gente
- 16:10está usando, né? A gente usa essa mídia aí para
- 16:12se expressar, né, para trazer alguma alguma expressão.
- 16:17E a gente usa o tempo, né? A gente se expressa ao longo do
- 16:21tempo e impacta dessa, dessa maneira, o receptor, né?
- 16:23Acho que de maneira geral é isso, são os elementos que eu
- 16:26quero trazer, mídia, tempo, né, EOO receptor ali, as as pessoas
- 16:32envolvidas com aquela atividade ali, seja diretamente, né, você
- 16:36impactando de uma de uma maneira mais mais direta ou de uma
- 16:41maneira mais estrutural, subconsciente, mas é, não é não
- 16:45diretamente. Ligada ao que você está fazendo
- 16:48ativamente, né? Às vezes você está só sentindo o
- 16:50ritmo e aquilo ali, de alguma maneira está influenciando você
- 16:53sem que você perceba claramente aquilo.
- 16:58ORPG, né? Enquanto também ele tem sua
- 17:01mídia, né? E não é música, não é
- 17:03audiovisual e nem é arte visual. Então ORPG, talvez são uma
- 17:08análise própria. Mas talvez a gente consiga
- 17:10dialogar um pouco com essa definição geral, né?
- 17:13Então a gente tenta trazer mais um capítulo dentro dessa
- 17:16definição geral e abarca essas outras que eu trouxe antes.
- 17:20E por que que se fala tanto em ritmo do RPG?
- 17:22Na minha percepção, né? É, acho que se fala muito em
- 17:27RPG, porque a gente tem essa visão do RPG como uma peça de
- 17:32entretenimento a partir do mestre.
- 17:34Né ORPG, ele acontece muito com O Mestre, garantindo a diversão
- 17:39do grupo. Ele é quase um entertainer, é um
- 17:42papel ativo, uma responsabilidade, né?
- 17:45Uma saca de cimento que ele carrega nas costas, que é manter
- 17:48o público direto dele, que seriam os jogadores ali
- 17:51engajados com atividade. Isso é uma coisa muito
- 17:54difundida, assim, talvez hegemônica no RPG, que é essa
- 17:57responsabilidade do mestre em em manter Oo jogador engajado, né?
- 18:03Então isso se. Isso se comunica muito com a
- 18:06forma com que a gente é, descreveu.
- 18:08O ritmo do audiovisual, que é uma coisa muito ativa por parte
- 18:11do do artista ali, do do do criador do audiovisual, dos
- 18:15criadores envolvidos, é em tentar imprimir.
- 18:18É uma experiência, é de uma forma muito ativa sobre o
- 18:21espectador, que é muito passivo em relação a isso.
- 18:24Claro que no RPG é um pouco mais ativo do que no cinema e de
- 18:27crôtas mídias assim. É os videogames, eles misturam
- 18:30bastante isso, mas o fato é que a narrativa, a construção
- 18:33narrativa em torno disso passa muito por esse storytelling da
- 18:37gente dizer alguém contar essa história pra outro que recebe
- 18:41essa história e não à toa ORPG nesse ponto.
- 18:44Ele é muito visto como um jogo de contar história, né?
- 18:47É, e isso se relaciona bastante, eu acho, com esse papel, né?
- 18:51Ativo do mestre ainda que a partir dos story games O Mestre
- 18:55tenha sido colocado numa outra posição, né?
- 18:58É. E aqui no caso é o ritmo.
- 19:02Aqui ele ele é construído trazendo muitas técnicas de
- 19:05engajamento, da contação de história do audiovisual e tudo
- 19:08mais. Então a gente vai ver ideias de
- 19:10roteiro sendo muito utilizadas, ideias de da construção de ritmo
- 19:15dentro de uma ideia narrativa. A gente vai ver essa questão de
- 19:19de entonação, tom de voz, de criar sensações através da
- 19:25teatralidade e coisas assim. O acting que se traz em torno
- 19:30disso, e esse tipo de técnica é uma técnica relativa AAAA, uma
- 19:36construção de ritmo que não é exatamente da mídia do RPG por
- 19:41si só, né? Talvez seja do RPG quando ele
- 19:44busca esses paralelos com outras mídias, o que é muito natural,
- 19:47né? Mas me parece que é é uma, é um.
- 19:50São ferramentas de controle de estruturas narrativas.
- 19:54E também de controle de emoções, a partir de entonação, de
- 19:57teatralidade e de EE, do uso de dinâmicas que você pode usar
- 20:01para trazer o engajamento dos participantes.
- 20:04Você mestre de uma maneira ativa, né?
- 20:07Provavelmente ali utilizando OTF ferramentas que o jogo possa até
- 20:10trazer para você. Mas nesse ponto a gente fala
- 20:13muito em ritmo dentro de um desenho que, para ORPG, acho que
- 20:17tira pouco da mídia do RPG. Como ela pode brilhar mais?
- 20:21Que é justamente quando ela se torna.
- 20:23Mais colaborativa, mais cooperativa e mais distribuída
- 20:26entre todos os participantes, e não dentro do dentro da visão de
- 20:30uma pessoa. E vai ser a única responsável ou
- 20:33a principal responsável por isso.
- 20:35E que eu acho que o RPG sadiamente vem tentando de, em
- 20:38algumas frentes, vem tentando quebrar de uma, de uma forma ou
- 20:42de outra, essa essa percepção, né?
- 20:45Então a gente pode dizer aqui, eu acho que o canal, de maneira
- 20:48geral, a gente trabalha muito isso de que é importante que O
- 20:50Mestre não seja o único responsável pela, pela pela
- 20:54construção, né? Do ritmo do jogo, né?
- 20:57EE, principalmente pela diversão do grupo.
- 21:00Por quê? Porque ORPG, ele não funciona
- 21:03bem assim, você acaba tendo que trazer emprestado técnicas de
- 21:06outras, é de de outros tipos de construção, é de arte ali pra
- 21:11poder. Trazer esse tipo de engajamento
- 21:14para ORPG, no caso, isso se reflete no ritmo, na forma com
- 21:17que ele é construído. E aí acaba que O Mestre é o
- 21:20responsável pelo ritmo do jogo, quase como sozinho dentro dessa,
- 21:24dessa atividade. E no caso eu queria trazer um
- 21:29outro, uma outra visão, né, sobre o ritmo dentro do dentro
- 21:33do RPG, deixando essa visão de lado, tá essa visão do do, do da
- 21:39construção da diversão, de entreter.
- 21:42Oo um participante entretendo os demais?
- 21:45Eu quero trazer a dimensão lúdica do ritmo, né?
- 21:50E aí, no caso, a gente vai pegar uma lente pra olhar, um círculo
- 21:54mágico, ou seja, a parte interna do jogo pro que tem ali dentro é
- 21:59o jogo gerando o ritmo. Então a gente tá falando de
- 22:02mecânicas como iniciativa, como as caquitas trouxeram, né?
- 22:06Bastante. É a flutuação dos pontos de
- 22:08drama, por exemplo, em darg Heat, né?
- 22:10Como aqueles pontos é é que o que O Mestre vai utilizar contra
- 22:14os jogadores ou os pontos que os jogadores vão poder utilizar
- 22:16para pautar ação, né? EE são produzidos a partir das
- 22:21falhas e sucessos dos jogadores dentro do darg Heat.
- 22:24Ou no arquivos paranormais, por exemplo, que tem os pontos de
- 22:27protagonismo ou os pontos de antagonismo, né?
- 22:30Os jogadores vão usar ponto de protagonismo pra pra pra
- 22:33ocuparem, né? É Oo jogo com suas decisões.
- 22:37E o os mestres, né? Os diretores que eles chamam vão
- 22:40utilizar os pontos de antagonismo pra trazer vilões
- 22:42pra impactar OOOO sistema jogo, né?
- 22:45O ambiente do jogo ali, com esses pontos que eles têm, que
- 22:49também são, é gerados ali numa economia gerada por.
- 22:53É pela falha dos dos dos jogadores quando eles tentam com
- 22:56seus personagens fazerem alguma coisa, né?
- 22:58A gente tem também AA espiral de problemas do PBTA, por exemplo,
- 23:02que é um clássico, né? OPBTAA gente vai acumulando
- 23:05tretas ali conforme os jogadores vão falhando.
- 23:08Principalmente parcialmente ali. Isso vai dando munição pro
- 23:10mestre, que vai apimentando a situação.
- 23:13Aquilo vai gerando um ritmo. É mais intenso, né?
- 23:16O jogo vai ficando mais complexo, até que de repente,
- 23:18vem uma falha e a gente vê esse ciclo se renovando ali, a partir
- 23:22de um de tretas, se construindo como castelos de Areia, né?
- 23:25Isso traz um ritmo bem cinematográfico, normalmente pro
- 23:29PBTA. Né?
- 23:30É pros jogos PBTAS ali que e é uma coisa que eles ativamente
- 23:35construíram no entorno, né? Oo mega, mega Baker, o Vincent
- 23:38Baker trabalharam bastante em cima dessa, dessa construção,
- 23:42desse, desse ritmo a partir é dessas mecânicas do jogo, né?
- 23:46E de como elas acionam os participantes.
- 23:50A gente também tem estruturas, né?
- 23:51De jogo, construindo ritmo, como, por exemplo, Rex krall.
- 23:55Um Rex Kroll como a gente faz em um no caves and Rex, por
- 23:59exemplo, a gente bota aqui é a entrada no Hexágono, ela dispara
- 24:03a chance do encontro aleatório, né?
- 24:04É, então isso é uma estrutura, a gente tem uma estrutura de jogo
- 24:08que ela pauta um ritmo, porque toda vez que a gente entrar num
- 24:11num, num Hexágono novo, a gente vai jogar o dado pela chance de
- 24:14contra aleatório, né? De acordo com a velocidade dos
- 24:16participantes ali, isso vai impactar o jogo, porque é é vai
- 24:20trazer encontros ou não ali que vão ocupar o tempo do jogo
- 24:23efetivamente, né? Também silicrol como hoje, às
- 24:26vezes a gente vai ver uma estrutura de silicrol que é
- 24:28organizada em distritos. Normalmente é um jogador, quando
- 24:31passa de um distrito pro outro, de um distrito pro outro, ele
- 24:33pode é se deparar com encontros específicos ali por conta dessa
- 24:39mudança de engatilhou, isso. Então, esses gatilhos dentro de
- 24:41uma estrutura, isso também gera ritmo, né?
- 24:45É, isso tudo vai impactar nos chamados de game loops, né?
- 24:49Que é um game loop? É, é, são repetições do jogo que
- 24:52a gente vai ver é acontecendo normalmente, né?
- 24:55E elas são normalmente pautadas ali pelas estruturas e mecânicas
- 24:58do jogo e como os jogadores percebem ela e vão agindo, né,
- 25:02sempre dessa maneira cíclica em beergot tem, por exemplo, que é
- 25:06o meu x krall, né? É, normalmente jogadores
- 25:09começam, eles vão ali se preparar para uma aventura, que
- 25:12eles é que eles perceberam através de relatos.
- 25:16É, eles decidem qual aventura que eles querem ir, se preparem
- 25:19fazendo, se preparam, fazendo compras, precisando pra isso,
- 25:23vão trocar dinheiro na cidade e tal.
- 25:25Depois eles vão tomar uma cerveja cerimonial que vai
- 25:28trazer poderes especiais. Através dessa cerveja eles vão
- 25:32sair, né? Vai acontecer um ritual ali é
- 25:35popular. A partir disso eles saem da
- 25:37cidade, vão pros ermos. É incursionam, tentam chegar até
- 25:40o seu objetivo, vão explorar ali, de repente vão tentar
- 25:43conseguir um algum Tesouro naquele local e voltam trazendo
- 25:47informações. É, se possível, enfrentando o
- 25:50mínimo possível de de de problemas ali, de combates e
- 25:53coisas assim. Isso é um game loop de caça ao
- 25:55Tesouro clássico do DD clássico e do beargotten.
- 25:58Como a gente utiliza um Dungeon, krall também é muito pautado
- 26:02ali, se você tem. É tochas que se exaurem.
- 26:05Você tá ficando sem tochas, de repente você volta pra cidade e
- 26:08isso vai girando um loop, você sai pra pra uma, pra uma
- 26:11Taverna, pra 11 dângel, né? Pode ser uma caverna ou um lá,
- 26:15uma masmorra específica explora até acabarem seus recursos e
- 26:19traz o que você conseguir trazer de lá, né?
- 26:21Inclusive esse game loop do School, ele tá bem bem exposto
- 26:25ali num num artigo, ele tá traduzido no num blog.
- 26:32Eu vou deixar linkado pra vocês aqui e que fala bastante de como
- 26:37essa essas dinâmicas do old School acabam gerando um ritmo
- 26:40de jogo específico, né? Então é um é do é do maleselsky,
- 26:45né, que é Oo autor aqui do maleselsky, né?
- 26:49Que é autor de um blog clássico aí do glognard, né?
- 26:52Um blog clássico. De de de osr e tá trazido aqui
- 26:57no traduzido no blog this digger.blogspot.com que fala
- 27:02desse dessa construção do ritmo old School.
- 27:04Vou deixar no intuitivo do episódio é, mas aqui a gente já
- 27:08tem que já tem algo que comece a dialogar mais com o RPG.
- 27:11Na minha percepção, com essa coisa do RPG que vem sendo
- 27:16trazida pelas mecânicas desse desse jogo e que as pessoas ali.
- 27:20É em conjunto, vão, vão experimentar, independente de
- 27:23ter alguém que está imprimindo aquilo pra eles, né?
- 27:26É, quer dizer, não é tão independente assim, porque a
- 27:29gente vai precisar que o grupo faça isso acontecer.
- 27:31Mas aqui é, não há necessidade que uma pessoa, né
- 27:35necessariamente faça isso acontecer.
- 27:37A gente está falando de a gente está falando de regras, a gente
- 27:40está falando de estruturas e de propostas de jogo, que é podem
- 27:44ser seguidas ali. E isso por si só vai gerar algum
- 27:47ritmo, né? Então a gente pode dizer que
- 27:52esse espaço a gente vai experimentar não somente em RPG,
- 27:55mas em jogos de maneira geral. Por quê?
- 27:58Porque são essas é, é, são esses elementos que propõe agência
- 28:03pros jogadores, que propõe escolhas, que propõe decisões
- 28:07pros jogadores. São mecânicas, estruturas de
- 28:09jogo, tal gerando dinâmicas, né? Que é o espaço onde os
- 28:12jogadores, que são as decisões que os jogadores tomam, né?
- 28:16E que geram esses game loops aí, que são a parte sensível do
- 28:19jogo. Jogador, quando começa a
- 28:20experienciar esses loops, ele entende ali como é que o jogo
- 28:23funciona. Isso tem muito a ver com a ideia
- 28:25de que o que engaja a gente num jogo é aprender a jogar ele
- 28:30dentro dos seus funcionamentos e estruturas lógicas, que é a
- 28:33ideia do. Do do Ralph coster dentro do
- 28:37teorio a fun, que é um livro de game design que eu já citei aqui
- 28:40no café. Vou deixar no incentivo do
- 28:41episódio, mas acho que ele fala que isso a fruição do jogo
- 28:44acontece conforme a gente percebe como vencer ele, de como
- 28:48se dar bem dentro dele, de como a gente deve agir dentro desse
- 28:52jogo. Também tem a ver com a teoria do
- 28:54flow do mihail Chicken mihade, que que é um que é um psicólogo
- 28:58e fala muito desse estado de flow, né?
- 29:00Que muita gente associa a imersão, talvez.
- 29:03Mas que é um é um estado, né, em que a gente não vê o tempo
- 29:06passar e que a gente tem uma fruição completa.
- 29:08E que a gente fica muito engajado na naquele universo,
- 29:12né, naquele espaço simulado ali do do do círculo mágico que o
- 29:16jogo propõe. EE, é muito alcançado, né, pela
- 29:22nossa agência, enquanto jogadores.
- 29:24É a agência aplicado dentro dessas sequências que se sucedem
- 29:28ao longo do tempo e que se estruturam como ritmo, né?
- 29:31A gente percebe. Como ritmo, então, é dentro da
- 29:36de outras coisas. A gente pode dizer que tem
- 29:38elementos aqui que constroem esse sentimento de flor, né?
- 29:41Então, as tarefas com chance razoável de se de se
- 29:45completarem, objetivos claros, perseguidos, um feedback
- 29:49imediato das decisões dos jogadores e o sentimento de
- 29:53controle sobre suas ações, isso tudo acaba parecendo muito com a
- 29:58ideia de ritmo que a gente vê nas artes gráficas, né?
- 30:01Que. Tem menos a ver com o controle
- 30:04da emoção, do sentimento, né? Mas tem a ver mais com a
- 30:08percepção da sua experiência a partir de estruturas de
- 30:11contraste, de repetições que influenciam a forma do jogador
- 30:15perceber e atuar no jogo, né? Então a gente pode trazer aqui a
- 30:20definição do das artes visuais, que é Oo ritmo visual.
- 30:24É um conceito fundamental. Que se refere à maneira como os
- 30:28elementos visuais são organizados em uma composição
- 30:30pra criar uma sensação de movimento e fluidez.
- 30:34Assim como na música, é onde o ritmo é repetição de sons e
- 30:36silêncios. No design, ritmo visual é
- 30:38alcançado através da repetição de formas, cores de texturas e
- 30:41outros elementos gráficos. Trazendo isso pro pro pra jogos
- 30:44de uma maneira geral, a gente vai ver que são é que são é as
- 30:48mecânicas, estruturas do jogo organizadas de determinada forma
- 30:52que impactem. Né?
- 30:54O espaço ali onde os jogadores vão tomar suas decisões.
- 30:57E através dessa tomada de decisões, os jogadores vão
- 30:59percebendo esses loops, essas é essas repetições, EE, esses
- 31:04impactos que eles têm no jogo. Então é falando de jogos de
- 31:10maneira geral, a gente pode associar o ritmo a essa dimensão
- 31:14do do ritmo das artes gráficas, mas talvez o RPG ainda seja mais
- 31:21específico dentro do mundo dos jogos.
- 31:23Será mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast
- 31:32premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e
- 31:36convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a
- 31:40comunidade do RPG. Aventureiros?
- 31:48Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 31:52parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 31:55enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 32:03pegue os dados. Apoia.se barra café com Dancing.
- 32:16Contamos com você. Então, fazendo um contraste
- 32:29aqui, me parece que a gente começou por entender o ritmo do
- 32:33RPG como uma imposição do mestre ao tentar entreter o grupo com
- 32:38todos os seus sacos de cimento nas costas, né?
- 32:41Uma responsabilidade tremenda esse ritmo.
- 32:44Se conecta com uma experiência muito similar.
- 32:47A construção do ritmo é de uma maneira passiva, né?
- 32:51Sobre os jogadores, como acontece no audiovisual?
- 32:54Internamente, no círculo mágico do jogo, a gente viu, né?
- 32:59O ritmo, ele acontece também. Ludicamente os jogos tem ritmos
- 33:04pautados em estruturas, contrastes e repetições que
- 33:08influenciam a forma do jogador perceber e atuar no jogo, como
- 33:12acontece. É de maneira é de maneira de de
- 33:15construir um ritmo nas artes gráficas de maneira subliminar
- 33:19às vezes, né? É já no RPG.
- 33:23Agora aqui falando numa esfera diferente daquela, é daquela que
- 33:28a gente viu primeiro, né? De do, do mestre, impondo o
- 33:33ritmo. Acho que ORPG de maneira geral,
- 33:36a gente tem muitos outros fatores que influenciam o ritmo
- 33:39de jogo para além. É dessas 2 abordagens, tanto da
- 33:43abordagem do mestre imprimindo o ritmo, quanto do game designer
- 33:49imprimindo o ritmo, afetando a mesa com suas estruturas, com as
- 33:54as mecânicas que que usa, et cetera.
- 33:57Acho que isso tem muito a ver com a natureza artesanal do RPG
- 34:00que eu batalho aqui no café com dângion desde a primeira
- 34:03temporada, né? Pré pandemia até então vou
- 34:07deixar linkado aqui o episódio do café com dângion da.
- 34:10Da primeira temporada, que é o regras como marketing da
- 34:13primeira temporada e também o todo.
- 34:16Mestre é game designer da segunda temporada.
- 34:20Acho que esses 2, esses 2 episódios, eles vão complementar
- 34:23um pouco dessa construção do RPG como ele acontece na mesa, em
- 34:28contraste ao RPG, como ele acontece é no espaço da
- 34:32prancheta do game designer ou de como ele acontece na mente
- 34:35idealizada do mestre, né? É, e acho que isso é uma coisa
- 34:39importante. Por quê?
- 34:40Porque as mecânicas dentro do jogo, elas elas não vão se
- 34:45imprimir sozinhas. Eu acho que isso acontece em
- 34:47todos os jogos de maneira geral, né?
- 34:49Mas no RPG isso acontece de uma maneira mais marcante, porque
- 34:52diferentes grupos vão interpretar e usar as regras de
- 34:55maneira radicalmente diferente. Até as dinâmicas encontradas por
- 35:00esses grupos, então, vão ser muitas vezes divergentes pela
- 35:04própria natureza da mídia do RPG.
- 35:07É e o seu EE pelo pelo jeito que se dialoga em torno da ficção no
- 35:11RPG, que muitas vezes independe da da própria regra que está
- 35:15ali, independente do próprio sistema.
- 35:16Antes mesmo deles é é possível interagir dentro do espaço é do
- 35:22do espaço dinâmico que ORPG cria somente pelo seu espaço simulado
- 35:26identificado com um mundo, né? Então a gente pode dizer que a
- 35:33experiência no RP já vai depender de vai vai depender
- 35:36muito de como o grupo é entende que aquele que aquela estrutura,
- 35:41aquelas regras, aquelas mecânicas do game designer vai
- 35:44se imprimir em jogo. E também de como o próprio grupo
- 35:48poderia reagir a como O Mestre atua, mesmo que não seja um
- 35:51mestre e coloque toda a responsabilidade em cima de si
- 35:55mesmo, né? Outro episódio também que eu
- 35:58acho que vale a gente mencionar é o episódio da segunda
- 36:00temporada, que é o disputa pela ficção.
- 36:02Porque é isso que acontece, né? Se a gente tem um papel de
- 36:05mestre sadio, que não é O Mestre Demi Hugo, esse mestre somente o
- 36:09único responsável pela pela construção da diversão do grupo
- 36:13E pelo ritmo, é a gente pode dizer que essa essa ficção ela
- 36:17tem disputa por todos os participantes ali e que disso
- 36:21emana também da disputa em si, né?
- 36:24Vai emanar. É 11 percepção de ritmo dentro
- 36:28do jogo. Então essas estruturas,
- 36:31repetições e tudo mais que que vem, né?
- 36:34Na Na Na construção de um jogo, né?
- 36:37No caso do RPG, elas vão criar uma percepção do jogo, né?
- 36:41Mas que vai passar por uma curadoria dos participantes da
- 36:45mesa, né? Que vai passar por como o grupo
- 36:48entende e interpreta o jogo em sua proposta.
- 36:52E em como o grupo vai conjugar as agendas pessoais que cada
- 36:56participante traz, né? E seus estilos pessoais, sua
- 37:00forma de dialogar e tudo mais. É um exemplo que eu posso dar.
- 37:05Foi a percepção do do do Daniel Haidar, né?
- 37:07Que é Oo membro do do café, né? Também um cara lá da.
- 37:11Da agress opper games é um é um cara do enfim, participou do
- 37:14café aqui algumas vezes e ele experimentou bastante beergotten
- 37:18para poder experimentar o é o fantasy e entender mais ou menos
- 37:21a proposta de jogo. E quando ele tava jogando
- 37:23beergotten, ele tinha muito essa agenda pessoal de tentar é se
- 37:29sentir na pele do seu personagem, dentro das
- 37:31características que ele idealizou para o seu personagem.
- 37:34Ele queria representar isso em jogo.
- 37:35Ele queria trazer é essa essa sua interpretação e marcar ela
- 37:39durante o jogo ali. Só que em bergot tem um jogo de
- 37:42exploração que tem clock, tem relógio, ele tem.
- 37:45Você tem 3 horas pra sair e voltar, senão o seu personagem
- 37:48morre. Isso gera no grupo uma dinâmica
- 37:51de de de ser direto ao ponto de não perder tempo.
- 37:55Às vezes é trazendo, é. O que muitas vezes vão entender
- 38:01como o firula dentro dum dum dum jogo, desse que é o cara chegar
- 38:04e tentar, sei lá, contar um causo é ou sei lá, conversar com
- 38:10o npc meio que a troco de nada. Mesmo que ele não esteja em
- 38:13busca de uma informação específica, isso é uma função
- 38:16dele se conectar com o personagem dele.
- 38:18Mas nesse jogo específico do de bergotten com o timer, isso era
- 38:23mal visto pelos demais, né? É o tipo de interpretação que se
- 38:27busca, né? Logo em beergotem é muito
- 38:30pautado pela estrutura que o jogo traz.
- 38:32No caso, principalmente pela mecânica do clock, né?
- 38:35do Relógio que se esgota. E isso imprime um jogo em que o
- 38:39acordo ali dos jogadores e tudo mais parece ser pouco refratário
- 38:44a uma agenda pessoal que queira que queira usar o tempo do jogo
- 38:50pra poder ficar representando as características psicológicas de
- 38:53um personagem. Então talvez não seja o jogo
- 38:56ideal para isso. É um jogo que não se adequa bem
- 39:00a esse tipo de agenda, né? Outro exemplo que a gente pode
- 39:04ter é de é é do grupo que foi jogar Beer goten e deixou de
- 39:08lado completamente o klock, que acontece quando os jogadores
- 39:12saem do Porto Seguro, do da Vila inicial.
- 39:15Então o grupo falou, não, a gente nem vai sair para
- 39:17incursionar nos ermos. A gente nem vai explorar a
- 39:20natureza não. A gente vai se preparar para
- 39:23nossa aventura, que vem a gente vai fazer só na próxima sessão.
- 39:26Essa sessão agora a gente passa inteirinha só negociando os
- 39:30nossos itens, conversando com as pessoas e nesse caso, o grupo
- 39:34mesmo. A despeito da estrutura que o
- 39:36jogo trazia, ideia mecânica de clock, o grupo simplesmente não
- 39:39acionou o clock, não, não aderiu ao game loop ali que aquela
- 39:43estrutura traria e simplesmente pegou um pedacinho dela e focou
- 39:46nela, que era preparação. Para aventura dentro da cidade e
- 39:51aproveitou isso para trazer agendas pessoais do de alguns
- 39:55integrantes do grupo E puderam ter tempo hábil ali para poder
- 39:59representar seus personagens e trazer outras agendas pessoais
- 40:02que uma vez nos ermos, eles não conseguiriam, provavelmente
- 40:06porque eles estariam dialogando muito mais em torno de
- 40:09eficiência na incursão. É outro exemplo que eu posso
- 40:13trazer. É do grupo de as mágica, né?
- 40:15Do meu grupo pessoal, de as mágica que passava às vezes.
- 40:18Horas a fio pesquisando regras e debatendo uma regra específica,
- 40:23às vezes para entender como utilizar aquilo, como a gente
- 40:25passaria a utilizar aquilo ao longo do tempo, se aquilo seria
- 40:29uma House ruro, se a gente usaria a regra oficial, se
- 40:32aquilo faz sentido ou não, dentro do da nossa percepção, do
- 40:36do todo, das regras, do as mágica e às vezes até discutindo
- 40:39um aspecto filosófico da regra, né?
- 40:42Como por exemplo, as mágicas, às vezes.
- 40:45Botava limite da magia e a gente acabou discutindo a natureza do
- 40:49amor verdadeiro e isso seria simulável pela magia de um Lago
- 40:54específico lá. Então esses debates eles
- 40:57acontecem, o jogo parado, né? E aquilo ali era um debate dos
- 41:00jogadores mesmo. É de fato, eles estavam jogando?
- 41:03Talvez não, mas de alguma forma ali a gente tava impactando ali
- 41:09no nosso comportamento no jogo em si.
- 41:11Né? E por mais que a gente não
- 41:12desengajou, né, de certa forma a gente botou pausas ali, né,
- 41:16dentro daquele daquele jogo. Mas há quem diga que, nesse
- 41:19caso, é pensar na interpretação da regra aplicada pra situação
- 41:24concreta do jogo. Talvez isso seja um pouco jogar
- 41:26também no caso do RPG. Por quê?
- 41:29Porque ele passa por essa curadoria necessária da mesa,
- 41:33então realizar essa curadoria seria uma arbitragem, e a
- 41:37arbitragem faz parte do jogo de toda forma.
- 41:40Pela natureza colaborativa, o RPG ganha quando O Mestre
- 41:44abandona a responsabilidade sozinho dele mesmo imprimir o
- 41:47ritmo. E o grupo acaba criando o
- 41:50próprio ritmo, né? Consciente ou inconscientemente,
- 41:54a partir das estruturas regras que o jogo traz, mas não se
- 41:57encerrando nelas pra muitas vezes além delas, nesse.eu.
- 42:02Acredito que o RPG ele cresça muito ao entender o seu ritmo,
- 42:06como a música, entende? Né?
- 42:08Repetindo aqui, o ritmo da música consiste na estruturação
- 42:11musical impulsações repetidas e sistematizadas dentro de um
- 42:15compasso. Tais pulsações ou batidas
- 42:19possuem uma determinada velocidade ou tempo.
- 42:23O ritmo é basicamente o ELO essencial de conexão entre e
- 42:27comunicação entre os músicos. E aí no caso.
- 42:31A gente tem um aspecto tempo, tem um aspecto mídia e tem aqui
- 42:34uma coisa interessantíssima, que é o aspecto ELO entre os
- 42:38músicos, ou seja, essa conexão, né?
- 42:41Entre os participantes, o jogo no RPG, uma forma muito mais
- 42:45marcante eu vejo em outros jogos, de maneira geral, ele se
- 42:49imprime muito mais pela forma com que os participantes
- 42:52ativamente usam as estruturas de jogo até as mecânicas.
- 42:56No produto natural disso do que pelo jogo idealizado, por
- 43:00exemplo, na cabeça do mestre, ou pelo pelo game designer.
- 43:04Essas estruturas que que tem no RPG, portanto, elas acabam
- 43:08servindo mais para gerarem conexão e comunicação entre os
- 43:12participantes, como numa jam de jazz, sei lá do que ele sozinho
- 43:18pautando o jogo direto na prancheta ali do game designer,
- 43:21ou O Mestre na sua preparação. Isso conecta bastante.
- 43:26É a gente com a percepção de falta de ritmo que eu falei lá
- 43:30atrás, de quando o jogo emperra ou progride pouco, né?
- 43:34É as pessoas, elas, de maneira geral, elas não percebem mais
- 43:38OOO. Elas não percebem mais o ritmo
- 43:41quando tem inatividade no jogo ou quando tem largos períodos em
- 43:45que efetivamente elas não estão criando junto.
- 43:48Elas não, elas não se não se sentem tomando decisões.
- 43:52Significativas dentro do espaço lúdico, dentro do círculo
- 43:56mágico. Se a gente pegar o livro game
- 43:59design workshop do fullerton, ele trabalha muito a ideia de
- 44:03miniful play, né? Que é o jogo eivado, né?
- 44:06O jogo carregado de significado e ele foca bastante na agência
- 44:10do jogador. Nesse caso, como não podia
- 44:12deixar de ser, o jogo significativo, ele é construído
- 44:15através de escolhas. E não são nem óbvias, né, que
- 44:19não sejam uma estratégia dominante, nem aleatórias
- 44:23exatamente, né? Então, se houver apenas uma
- 44:25melhor opção, a escolha trivial e ela não gera um engajamento na
- 44:29gente. Se o resultado for puramente
- 44:31sorte também, ou seja, não, não importa a decisão do jogador, a
- 44:35escolha é vazia, mas o significado reside no espaço de
- 44:39possibilidade, onde o jogador deve deve deve pesar riscos e
- 44:43benefícios, né? É e recompensas.
- 44:47E se as estruturas de jogo estimularem, que os
- 44:49participantes tomem decisões e sintam e sintam, né, o impacto
- 44:53delas no estado do jogo, né? No estado da simulação, no
- 44:57estado do mundo de aventura, eles não sentem problema de
- 45:01ritmo, então provavelmente eles não vão reclamar de ritmo em
- 45:04momento algum, mas ainda tem o ritmo como um produto, né?
- 45:08Dessa curadoria da mesa ou, na verdade, uma ou ou como um
- 45:12elemento que permite essa própria curadoria, né?
- 45:17Então, uma vez que a gente tem o ritmo que ele está acontecendo,
- 45:20que as pessoas estão tomando decisões e o jogo está
- 45:22progredindo, a gente pode ter uma lente mais profunda e
- 45:26entender de como isso acontece, né?
- 45:28E é a percepção do ritmo em si e de como ele ocorre no RPG.
- 45:32Então, as estruturas que a gente usa e tudo mais a gente percebe,
- 45:35a gente interpreta, a gente ativamente usa elas.
- 45:39É de maneira intencional do no jogo, né?
- 45:42E. E isso cria uma conexão.
- 45:45E a gente seguia por essa conexão, né?
- 45:47É. E como reflexo disso, a gente
- 45:49atuando ao longo do tempo, a gente percebe um ritmo no RPG
- 45:54que é construído de maneira colaborativa e participativa por
- 45:57todos os participantes da mesa, né?
- 46:00É a partir de sua percepção, né? De de de como eles podem e
- 46:05querem utilizar o espaço dinâmico do jogo.
- 46:07É da forma que eles exercem a agência ao longo do tempo.
- 46:13Então isso tudo, né? É, é, é influenciado toda essa,
- 46:18essa percepção dos jogadores e tudo mais.
- 46:20Isso tudo é influenciado por tudo aquilo que constrói o
- 46:24espaço dinâmico do jogo que a gente viu no episódio é recente,
- 46:28agora na segunda temporada, que vou deixar ali em casa também,
- 46:30que é o buscando, uma definição de dinâmica, essa ideia do
- 46:33espaço dinâmico do jogo, que é que é pautado por mecânicas,
- 46:37ferramentas, agendas pessoais, agendas lúdicas e vários outros
- 46:41fatores. Que criam esse espaço onde
- 46:43jogadores vão exercer as suas escolhas, onde eles vão exercer
- 46:46agência, né? O ritmo, então é é é produto
- 46:52dessa maneira colaborativa de participar do jogo, né?
- 46:55No RPG, daí a gente pode tirar uma definição de ritmo no RPG.
- 47:01Ritmo no RPG talvez seja o sentido comum percebido pelos
- 47:07jogadores ao conjugarem suas decisões.
- 47:11No jogo, ao longo do tempo, a partir das estruturas propostas
- 47:15pelo próprio jogo, né? Pelas estruturas lúdicas, seria,
- 47:20em última análise, a agência e em movimento.
- 47:25Isso se conecta muito com a ideia de dinâmica.
- 47:27Só que a dinâmica é como isso é exercido praticamente ali
- 47:30naquele espaço, né? De como os jogadores.
- 47:33É, podem escolher dentro de todas as possibilidades.
- 47:36Eles acabam agrupando algumas delas, mas quando eles agrupam,
- 47:40eles precisam de tempo pra fazer isso acontecer.
- 47:43E o tempo em que essas decisões acontecem de maneira
- 47:46colaborativa e interpretada por aqueles participantes é a
- 47:51agência em movimento, que é o ritmo do RPG.
- 47:54Me parece interessante porque é uma lente, né?
- 47:57Que a gente traz aqui não é uma definição.
- 47:59Universal de RPG, mas me parece que a partir de uma lente da
- 48:03gente entender, né? É as influências disso e de que
- 48:07os jogadores é que usam isso ativamente, como na música, né?
- 48:11Pra perceber, né, o ritmo, esse ritmo, sendo o ELO deles, eu
- 48:15acho isso muito interessante e dialoga muito com a ideia de
- 48:18RPG, mas foge também um pouco daquelas definições originárias
- 48:21que a gente trouxe ali é, mas comunicando ainda dentro da
- 48:25definição geral que a gente trouxe.
- 48:27Que era a definição de de ritmo como um todo, que é síntese
- 48:32entre a mídia e o tempo, impactando na cognição do do
- 48:37receptor, né? Ou seja, os jogadores entendendo
- 48:40como se joga, né? O seu espectro cognitivo a
- 48:42partir da mídia do jogo, que é o diálogo ficcional é estimulado
- 48:47ali, né? EE?
- 48:48Influenciado por todos aqueles fatores que a gente viu é ao
- 48:52longo do tempo. Então acho que parece que a
- 48:54gente chegou uma definição interessante, e se você quiser é
- 48:57isso de uma maneira visual mais clara, é se prepare que já já no
- 49:02blog do café com dângio a gente bota isso aí por escrito,
- 49:05sintetizado e até de repente com esquemas visuais.
- 49:08Para facilitar mais uma vez é um estudo, não é uma definição
- 49:13concreta, final, muito menos uma definição universal.
- 49:16Acho que eu acho que contribui um pouco com a busca de uma
- 49:19ideia do que que seria o tal do ritmo no RPG.
- 49:23E aí, vou deixar aqui AA enquete pra vocês responderem, né?
- 49:28É, você se preocupa ativamente com o risco, com com com o ritmo
- 49:32na sua mesa. Ritmo é uma coisa que você se
- 49:35preocupa e também escreve aí, comenta pra gente como você
- 49:40enxerga ritmo no RPG. Fala pessoal, aqui é o Cássio.
- 49:50E hoje eu quero convidar vocês para conhecerem umas morras de
- 49:53garagem, que é um clube de jogos gratuito, dedicado a mesas
- 49:56abertas de RPG no chillow fantass.
- 49:58A proposta é bem simples, reunir pessoas e ter jogo sempre para
- 50:02que possamos testar nossas ideias e envolver campanhas,
- 50:05cada uma com a sua identidade própria.
- 50:07Você também consegue encontrar eu, o Marquinhos, o Artur, lá no
- 50:10YouTube. Toda semana nós trazemos
- 50:12discussões para colocar em prática os melhores ou piores
- 50:15desafios, então o convite está feito.
- 50:18Dê uma olhada nos links do MT g no descritivo do episódio.
- 50:20Entre para jogar, entre para mestrar.
- 50:23Só não deixe de entrar. Valeu, pessoal do café, valeu,
- 50:26balbi. Vamos deixar os links né?
- 50:39Do citados no episódio, então o link dos nossos anúncios então o
- 50:43link do ovelha negra cafés com um cupom CCDO link do blog do
- 50:46café com dângion no wordpress, o link proposice do café com
- 50:49dângion e o link do masmorras de garagem pra você jogar RPG
- 50:53ofendes com uma galera de peso em várias mesas abertas aí
- 50:57também né? Deixar os links mencionados no
- 50:59episódio então Oo ritmo node School do blog this digger blog,
- 51:03né? É com a tradução do do texto aí
- 51:07do do do mousievski o theer of fan do Ralph cooster, né?
- 51:13Do do livro de games IE também 11 link para o PDF aí do estudo
- 51:18do my high chicks em my high que ele fala sobre a teoria do flow,
- 51:21né? Flow dessay College of optimore
- 51:24experience e tem em PDF também deixar os links dos outros
- 51:29episódios do do café com dangel mencionados aqui.
- 51:32É tudo mestre é games, Heiner regras como marketing e disputa
- 51:35pela ficção e buscando uma definição dinâmica de RPG,
- 51:38deixar também o link pra primeira temporada do café
- 51:41condanjo, episódio sobre ritmo do Ramon mineiro e do Carlinhos
- 51:45malvadeza, e também pro episódio do caquetas, em que elas debatem
- 51:49em ritmo. No fim, lembrar que você pode
- 51:51apoiar o café com dângel e ajudar a gente a voltar a ter 5
- 51:54episódios semanais. Já pensou?
- 51:56Conforme a gente bate nossas metas no apóia, a gente vai
- 52:00liberando mais episódios por semana, então considera apoiar a
- 52:03nossa expansão aí em apoia ponto s barra café com dângel se você
- 52:08gostou especialmente do café de hoje, deixa pra gente uma
- 52:11gorjeta, manda o seu Pix em qualquer valor pra café
- 52:13comdangel@gmail.com a gente conta com você.
- 52:16Se você tem uma empresa ou uma marca, que é ter um dia na
- 52:19semana no café com dângelo, você pode financiar um episódio
- 52:21semanal aqui do nosso podcast e fazer a Alegria da massa rpgista
- 52:25consulta a gente em café comdangelo@gmail.com que a gente
- 52:28tem uma proposta especial para você.
- 52:30Você pode também consultar a gente sobre parcerias e
- 52:32anúncios. A gente trabalha com marca de
- 52:33RPG e também de outros ramos, como cafés, jogos, tecnologia,
- 52:36mídia, educação, opers é e tudo mais.
- 52:40Então conta aí com a gente, a gente pode combinar.
- 52:43Ou uma parceria, se você quer colaborar também um produto de
- 52:47conteúdo, game designer independente, acadêmico, fã e
- 52:50quer participar de alguma forma aqui do projeto, conta sobre
- 52:53você e de como a gente pode colaborar lá em café
- 52:55comdanjo@gmail.com beleza. No mais é vamos.
- 53:01Vamos agradecer aqui aos nossos assinantes a galera que torna
- 53:04possível essa aventura. Então obrigado a galera que
- 53:07apoiou com o nível, o incentivo, incluindo aí o Denis de
- 53:09Carvalho, valeu demais ao pessoal do nível de apoio,
- 53:11comunidade, incluindo aí o aldenor madeira neto, a Carol
- 53:15Moraes, valeu, Carol, o Lucas do uptown clave valeu o Lucas,
- 53:20aliás, uptown clave e do Grace só pra games, junto com o Dani,
- 53:24né? Que eu já citei no episódio
- 53:26moçava especial pros assinantes do do café do nível RPG do Jô,
- 53:30dentre eles o Caio Palmas Fernandes.
- 53:32O Gabriel Gomes, junger lombreras, o Pedro Borges, o
- 53:35Pedro Oliveira obliziner e o Rudolf Helmut, inclusive Pedro
- 53:39Borges. Gravei com ele aí um episódio
- 53:41sobre o World building, lá no podcast dele junto com a New
- 53:44Order. O legião de dados então tá aí.
- 53:46A recomendação é também um abraço aos membros do
- 53:49treinamento ao el fantasy. E eles são o abidjunior Clayton
- 53:52Fernandes, Daniel Haidar, Henrique Santos, Léo gasparuto
- 53:55menini, Marcos Alves, Gonçalves Júnior e o Weber metelaro, OK.
- 54:00Galera, muito obrigado. E por fim, um imenso
- 54:03agradecimento ao nosso membro café com balbi, meu grande amigo
- 54:07Tiago Augusto. Muito obrigado galera.
- 54:09Valeu um abraço e até a próxima.