Latest / Elas na Escrita / Piloto - Quem somos e para onde vamos
Transcript
- 0:09seja bem vindo ao elas na escrita um podcast para falar de
- 0:12escrita feita por mulheres aqui é isabela de andrade e eu sou a
- 0:17dia nobre pega a sua máquina de escrever e vem com a gente bom
- 0:27gente vamos começar pelo começo então antes de tudo eu vou me
- 0:30apresentar um pouquinho eu ia a gente vai se apresentar nos
- 0:33contar quem nós somos e falando de mulheres falando de
- 0:38literatura que eu acho que é um dos meus assuntos preferidos na
- 0:41vida eu sou jornalista escritora atriz e produtora de conteúdo
- 0:46parece um monte de coisa né eu fico esperando só eu terminar a
- 0:49frase quando eu sou o modelo da farinha seu bb mas na verdade
- 0:54todas essas quatro coisas que eu faço a comunicação teatro
- 0:57produção de conteúdo jornalismo está tudo conectado pelas
- 1:00palavras então entendi que dá para ir fazendo um pouquinho de
- 1:03cada paixões e eu fui descobrindo ao longo do tempo
- 1:09que inclusive dentro das palavras dessa relação muito
- 1:12próxima que eu tenho com a literatura o que eu mais gostava
- 1:15de falar era de literatura feita por mulheres de mulheres que
- 1:18trabalham com as palavras e isso porque eu fui notando um
- 1:21distanciamento muito grande até mesmo da minha parte teve um dia
- 1:27que eu olhei para a estante alguns anos atrás quantos livros
- 1:31escritos por homens e se alguém me perguntasse os grandes
- 1:34clássicos eu só lembrava dos homens porque era o que eu
- 1:36estava acostumada a ler na escola era as dicas de
- 1:39literatura que eu tinha que eu tinha acesso e aquilo me
- 1:42incomodou um pouco porque eu estava começando a escrever eu
- 1:45estava começando a me colocar como escritora e eu só tinha
- 1:48referências masculinas então comecei até como desafio pessoal
- 1:52falei vou falar isso por que eu quero ler mais mulheres então eu
- 1:58vou aproveitar esse momento que eu estou me encontrando outros
- 2:01livros para dividir isso com a gente e aos poucos eu fui
- 2:03entendendo também que o espaço que eu vou estar com muito
- 2:05paixao muito gostoso era de incentivar que outras mulheres
- 2:09escrevesse e para cinco surgiu então o projeto elas na escrita
- 2:13que é um projeto que eu tenho muito carinho que eu tô muito
- 2:16feliz agora de transformá-lo em podcast ele hoje em dia já
- 2:19ocupam instagram eu estou mais feliz ainda de ter a companhia
- 2:24de uma autora que eu super admiro que também é uma ótima
- 2:27produtora de conteúdo da poeta que é dia nove e a gente vai rir
- 2:31juntos então nessa empreitada nessa jornada eu acho que vai
- 2:35ser muito legal oi acho que foi o k então a gente é eu sou a dia
- 2:48e algumas pessoas já me conhecem do instagram inclusive isabela e
- 2:52eu nós nos conhecemos no instagram eu acho que hoje é uma
- 2:55grande plataforma né de encontro de autoras escritoras e por lá
- 3:02eu estou há uns dois anos quando eu comecei a pensar na
- 3:07publicação de textos literários não sou historiadora de formação
- 3:12trabalho na universidade do pernambuco sou professora e há
- 3:17uns dois anos eu comecei a ter muita vontade de publicar os
- 3:21meus textos literários que é algo que eu já produzi já desde
- 3:24muito muito jovem ou na minha adolescência eu participei de
- 3:28grupos literários eu publiquei antologias de poesia participei
- 3:34de concursos e dei uma parada por conta da carreira literária
- 3:38da carreira académica aliás e aí eu não vou passado fico no
- 3:43início no final de dois mil e nove e dois mil e vinte eu fiz
- 3:46uma mentore a com a jari de arrais e consegui colocar o meu
- 3:51primeiro livro que é o todos os meus amores foi publicado pela
- 3:55editora penalux consegui colocar ele para o mundo e isso me deu
- 4:00também muita vontade de começar a dialogar com outras escritoras
- 4:05então paralelo a publicação e a divulgação do meu livro eu
- 4:09comecei também a produzir conteúdo na pensando a escrita
- 4:12pensando também outros temas que eu gosto bastante eu sou muito
- 4:16ativista é nas questões do feminismo então comecei
- 4:21publicando textos sobre feminismo sobre lesbianidade e
- 4:26aí sobre escrita e foi nisso que eu fui entrando em contato com
- 4:29outras escritoras e forjando aí também uma rede né e ano passado
- 4:35conheci a isabela através do projeto elas na escrita e depois
- 4:38o o perfil pessoal e a gente começou a estreitar contatos a
- 4:44isabela me convidou para participar do projeto no final
- 4:47do ano e aí esse ano a gente teve essa idéia de fazermos
- 4:52juntos o podcast porque a gente chegou né esse essa conclusão de
- 4:55que a gente concorda e dialoga muito né e acho que é isso por
- 5:00enquanto não é você tem que falar dos seus livros que você
- 5:04não falou é verdade eu preciso completar a gente eu tô aqui num
- 5:08processo que eu estou tentando aprender me apresentar eu sempre
- 5:11vejo alguém se apresentando eu falo meu deus eu não sei me
- 5:14apresentar direito eu esqueci um monte de coisa então voltando um
- 5:18pouquinho eu falei muito é falei um pouco mais amizade como
- 5:21começou ela na escrita mas eu sou escritora também então eu
- 5:26tenho dois livros publicados ou veracidade fiquei pela editora
- 5:30patuá e dois mil e quinze e acho que eu liguei também pela fatura
- 5:35em dois mil e quinze e além disso eu participei de algumas
- 5:38coletâneas as mais especiais foram uma que chama casa do
- 5:42desejo literaturas que desejamos que foi também publicada pela
- 5:45atuar e ela foi lançada na flip em dois mil e dezoito então foi
- 5:49muito legal foi a primeira vez que eu fui para fugir e eu
- 5:52fiquei me sentindo maravilhosa mesmo que eu tivesse além de uma
- 5:57coletânea de ter um livro estava sendo lançado por lá foi um
- 6:00movimento muito bom e uma segunda foi muito especial
- 6:03também foi uma coletânea de contos feita no ano passado no
- 6:07passado em dois mil e vinte não sei que ano você está escutando
- 6:10isso mas é essa do ano passado dois mil e vinte anos e para
- 6:14peito e ela foi muito especial porque além de ter um conto
- 6:16publicado eu fui coordenador editorial coordenei antologia
- 6:22freire ela foi resultado de uma oficina que eu fiz com ele que
- 6:26eu estava com monitora então foi um projeto muito legal também
- 6:30foi bem bem especial para mim cheio de aprendizado de ver essa
- 6:33outra parte do livro é linda escrita fiquei na correria
- 6:36pegando o texto do pessoal para passar para revisou para
- 6:39diagramar e das dívidas do texto foi até bom para ver quanto
- 6:42escritora a gente ter um cuidado maior com nosso texto porque na
- 6:47hora de ir pro livro e passar pela diagramação pelo revisor
- 6:51pela mão de um monte de gente aqui ele vira um samba então é
- 6:54legal a gente já escreveu direitinho entendendo ali
- 6:57parágrafos espaços mas é isso acho que agora lembrei de falar
- 7:02dos meus livros direitinho e além delas na escrita eu tenho
- 7:05meu perfil pessoal no instagram também é um isabela gosto de
- 7:10também falar de dicas sobre escrita de literatura em outros
- 7:14processos pessoais a gente vai colocar para inscrição né do
- 7:20podcasts arrobas tanto o nosso pessoal quanto que na verdade o
- 7:24meu é o único só tem o meu eu uso para tudo pessoal
- 7:27profissional tudo e o da isabela e o do elas na escrita e a gente
- 7:33falando agora um pouquinho da proposta do podcast né inclusive
- 7:38é a gente resolveu deixar o mesmo nome do projeto da isabela
- 7:42que ela vai poder depois falar um pouco mais com detalhes ao
- 7:47longo também dos episódios a gente vai estar sempre
- 7:50mencionando o projeto né porque a gente primeiro porque eu acho
- 7:55que é um nome assim muito bom para marcar realmente o lugar
- 8:00das mulheres na escrita né somos nós na escrita então realmente é
- 8:05um programa de escritoras feita feito para escritoras o que não
- 8:09impedem que os homens não nos escutem eles podem escutar a
- 8:13vontade eles vão voltar aqui porque se ficar vai ser nosso né
- 8:18exatamente a gente até quer que os homens escutam porque
- 8:21inclusive a ideia que os livros escritos por mulheres chega cada
- 8:24vez mais gente e a ideia da gente trazer mais mulheres é
- 8:28justamente para poder servir de exemplo eu vi uma frase muito
- 8:31legal acho que da aline bei que ela deu uma entrevista esses
- 8:34dias estava sendo bem e compartilhar quando uma mulher
- 8:38escreve ela tira muitas outras da gaveta e acho que é isso né
- 8:42quando uma mulher pública coloca aí seu rosto para jogo coloca
- 8:45seu texto várias outras começa a ter coragem também eu acho que é
- 8:49muito também que acontece com esses diálogos que a gente tem
- 8:51então em rede social instagram podcasting canal sempre que a
- 8:55gente fala descrito eu sinto muito mulheres conversam a ter
- 9:00um olhar de olho então eu também posso fazer ai então eu também
- 9:04consigo publicar olha então se ela está fazendo eu vou pegar
- 9:07esse exemplo vou pegar essa dica e vou tentar também e eu acho
- 9:10que é essa que cada vez mais mulheres eu receio e coloque
- 9:16seus escritos para jogo nossa isso é muito real porque eu
- 9:21lembro que eu pensei que era possível hoje eu publicar um
- 9:26livro quando eu vi uma entrevista da jari de ela estava
- 9:30fazendo já fazendo uma propaganda da maioria né mas aí
- 9:35ela diz algo parecido né que o objetivo dela é fazer com que
- 9:39mais mulheres saiam do armário né e é essa coisa para mim que
- 9:45sou lésbica essa coisa de sair do armário é algo que está
- 9:48sempre muito presente vejo sempre é sempre uma tentativa
- 9:52mesmo de marcar lugar de marcar espaço né e aí é eu era muito
- 9:58crítica a essa ideia de uma literatura feminina no sentido
- 10:03de uma literatura que é tivesse essa característica
- 10:07estereotipada do que é ser uma literatura produzida por
- 10:10mulheres né tanto que hoje eu prefiro o termo eu nunca uso
- 10:14literatura feminina eu uso literatura feita por mulheres
- 10:18produzida por mulheres porque feminino é um conceito do
- 10:22patriarcado né que diz o que é feminino para gente para nós
- 10:27mesmos e ela fala nessa entrevista uma coisa assim né do
- 10:31tipo eu quero tirar essas mulheres do armário quero que
- 10:34elas pública eu não estou aqui para é aparecer sozinha e aí eu
- 10:39comecei a pensar nossa né é eu tinha tanto medo de publicar o
- 10:44que é uma coisa muito contraditório porque eu não
- 10:47tinha um medo esse medo no que diz respeito à carreira
- 10:50acadêmica o contrário na academia eu sempre fui muito
- 10:53segura mas na literatura tinha muito medo do que ai do que as
- 10:58pessoas vão achar esse isso é importante se isso é relevante
- 11:02se elas vão querer me ler e eu comecei a perceber que isso é
- 11:06muito comum a todas as mulheres não é essas nossas conversas
- 11:10iniciaram justamente para até incentivar tanto as mulheres têm
- 11:16esse esse medo de se publicar que é uma das coisas que eu noto
- 11:20mais constante nessas entrevistas que eu falo sempre
- 11:23tem alguém sempre sempre alguém fala nossa eu morria de medo de
- 11:26publicar morrer de vergonha achava tudo morro né isso que é
- 11:33uma coisa que a gente naturaliza e que tipo a gente eu só vim
- 11:37perceber mesmo que esse medo é muito uma coisa mesmo do do
- 11:43patriarcado sabe porque você vai vendo em tanta publicação ruim
- 11:48de homem por aí e eles essa coisa maravilhosa o ponto é esse
- 11:58é então é um problema que é estrutural é um problema da
- 12:01sociedade assim eles são desde muito pequenos tudo o que eles
- 12:04fazem é lindo tudo o que eles fazem é maravilhoso né que as
- 12:09meninas não as minas é pelo pela negativa não pode ir brincar
- 12:13fora na rua não pode sentar de perna aberta não pode sujar a
- 12:17roupa não pode né fazer escândalo aí a gente vai fica
- 12:23quietinha né não fica quieta é essa de mais de falar um
- 12:28pouquinho se não se mostra muito não precisa se mostrar né é
- 12:32justamente ela seja discreta né aí eu acho que nós todos os
- 12:38autores com quem eu converso tem esse mês a mesma questão também
- 12:43de ter muito medo de se colocar estou falando besteira em sabe
- 12:49são coisas que a gente vai tendo que lidar porque enfim é é uma
- 12:54questão social então a gente precisa realmente e metendo o pé
- 13:00e isso é muito presentes que desde que eu comecei a falar
- 13:02mais disse literatura com escritores eu comecei a prestar
- 13:05mais atenção e aí eu fui notando ainda mais o quando até eu
- 13:10passava por situações assim o quanto era comum reparando eu
- 13:13com a gente eles têm muita auto estima eles têm muita segurança
- 13:17eles não têm um receio de falar um medo uma é uma dúvida e as
- 13:22meninas sempre dez adulto uma coisa que eu nem sei se eu leio
- 13:27que está tão ruim então é uma loucura isso acho que é uma das
- 13:31coisas que mais tem me incentivado até a falar e
- 13:34escrever sobre isso sabe eu acho que a gente tem uma necessidade
- 13:38de justificar também muito grande eu já várias oficinas que
- 13:42eu participei as mulheres elas sempre começam justificando olha
- 13:46eu escrevi isso aqui mas não está muito bom não é só um
- 13:49rascunho eu mesmo já fiz isso várias vezes o pessoal rascunhos
- 13:53que eu fiz e não foi só um rascunho eu sei que tipo eu vou
- 13:57ter tempo ali não foi só um rascunho mas a gente sempre diz
- 14:03que é um rascunho que há estava no começo eu ainda vou revisar
- 14:07essa coisa toda não é para poder justificar em luto eu luto com
- 14:13isso comigo mesmo você vê e isso do tipo dos meus primeiros
- 14:16livros que eu tenho muito isso assim como eu comecei a fazer
- 14:19curso esse ano comecei a ter contato com outras pessoas sabe
- 14:24comecei até a a encontrar o lado mais legal da escrita mas
- 14:28belezas fazer parte do meu processo da minha caminhada só
- 14:31que eu comecei muito com essa relação com os meus livros que
- 14:34qualquer pessoa que leu ou que aí não dá muita atenção não fiz
- 14:39aí eu estava né começando ele não sabia direito o que estava
- 14:43fazendo aí saiu esse livrinho eu vi que eu tô curiosa essa mania
- 14:48muito presente é um outro exemplo que eu trago também que
- 14:52é meu e você falando desse você que se ressente roda por uma
- 14:56entrevista da jari de o meu ainda foi o caso mais legal
- 14:59ainda o que eu me senti me incentivando é alguns anos acaso
- 15:05assim eu já escrevi eu gostava de escrever comecei naquele
- 15:07esquema primeira nos caderninhos depois comecei a colocar nos
- 15:11blogs escondida e minha irmã é viu que eu estava escrevendo
- 15:14quando começa a colocar numa página eu comecei a colocar no
- 15:17facebook da época e comecei a escrever cada vez mais e aí no
- 15:22blog vasilha chama juliana motter ela é poeta também e eu
- 15:29vi que ela tinha publicado o livro pela editora patuá ela era
- 15:32mais ou menos da minha idade e ela tinha um perfil muito
- 15:34parecido com meu ela publicava os textos da página do facebook
- 15:37dela tinha idade parecida era de brasília aqui no blog ela
- 15:42publicando livros certinho já com a capa alguns textos que
- 15:45estavam nele eu olhei e falei ué se essa menina que é de brasília
- 15:50que tem a minha idade eu pensei brasil que eu pensava muito em
- 15:53são paulo rio do peixe era que está mais ou menos que nem eu se
- 15:57ela publicou porque que eu não posso e aí na época ainda
- 16:00totalmente por fora você sabe muito eu fui atrás da tatuar que
- 16:05era editora que eu vi no livro da juliana falei bom vou atrás
- 16:09dessa editora aqui já que eles publicaram uma mina de brasília
- 16:12e foi a partir daí que começou é o que eu mandei uns textos da
- 16:15época eduardo primeiro eu tentei mandar um livro de poesia que
- 16:18não tem muito certo e aí o eduardo pessoa vez depois me
- 16:22escrita em prosa na internet e falou ai tabela esse texto que
- 16:26são mais legais aí esses textos aqui que é cinquenta certo livre
- 16:31eu publiquei e depois desse primeiro acho que quando eu
- 16:35perdi um medo sabe eu coloquei de repente eu juntei tudo aqui
- 16:38outra sou meio livre publicado falei caramba então será que eu
- 16:43posso dizer que eu sou escritora porque até então nunca tinha
- 16:46dito que eu era jornalista escrevia para o jornal escrever
- 16:49reportagem então minha vida mudou a partir daquele primeiro
- 16:53livro que eu comecei a ter coragem de me dizer escritora
- 16:57assumir e que aquilo era realmente minha paixão era o meu
- 17:01número e comecei a investir muito mais nisso a participar de
- 17:05feira de evento que até então estava escondido eu morria de
- 17:08medo de mostrar para uma pessoa que eu escrevia tanto quando eu
- 17:12publiquei esse primeiro livro pessoal de cada falou é meu deus
- 17:15como é que foi isso quando é que você escreveu esse livro que
- 17:17estava escrevendo e foi muito legal porque começou por isso
- 17:20então eu lembrei eu vi esse livro da juliana e pensei que se
- 17:23ela pode eu também posso eu vou tentar eu acho que é o mais
- 17:26legal dessa rede é justamente essas possibilidades elas vão se
- 17:32abrindo e a gente vai acaba também estimulando outras
- 17:35meninas a publicarem né depois que eu publiquei ao várias de
- 17:39entrar em contato comigo eu encaminhei três para penalux que
- 17:43saíram saindo com os livros agora né é que para mim também
- 17:48tem isso a gente também tem que ter essa sorte de encontrar
- 17:52editores que valorize o nosso trabalho não é porque tem muitas
- 17:58editoras que só consideram o trabalho de mulheres depois que
- 18:00ela já vem que já tão famosos assim né e encontrar editoras
- 18:07que tem que tenham essa sensibilidade para trazer public
- 18:11ações que querendo ou não elas rompem com um cano ali né não
- 18:16não tem como a gente traz uma nova visão e aí uma coisa que me
- 18:20incomodava muito era justamente essa ideia desse cânone que é
- 18:25masculino que é branco que hétero né e que traz histórias
- 18:32com as quais eu não me identificava inclusive não é a
- 18:36gente não incluir puxando nisso há não pode terminar depois eu
- 18:40posto não era eu só ia completa isso dizer assim que também eu
- 18:44tinha muito medo de ser considerada literatura
- 18:47confessional muito medo é a gente pode falar sobre isso mais
- 18:52na frente mas essa coisa de à porque foi escrita por mulher
- 18:55confessional me dá muito nos nervos também assim ai porque é
- 19:00homem é universal mas porque a mulher confessional é do âmbito
- 19:04privado né outra coisa que eu ia dizer que também me incomodava
- 19:09muito era quando alguém me dizia todas as histórias já foram
- 19:14escritas então todo mundo que foi escrevendo agora nas
- 19:17histórias todas já foram contadas vocês não só pela
- 19:20recortar repetir uma história só que não porque justamente as
- 19:24histórias até hoje elas estavam sendo escritas por homens branco
- 19:27hétero então eram as mesmas histórias porque elas vão sendo
- 19:31contadas por um único olhar então hoje quando a gente amplia
- 19:34seu olhar a gente permite outras pessoas é coloque as suas
- 19:39narrativas seus pontos de vista sobre o mundo em milhares de
- 19:43histórias que não chegaram nem perto de ser contadas então eu
- 19:46comecei a pensar muito também nessa afirmação que é uma
- 19:48afirmação bem comum de gente tudo já foi dito só que não não
- 19:53vai até peguei aqui os dados de uma pesquisa né é da regina dal
- 19:58castanier da unb inclusive universidade de brasília ela
- 20:02estudou durante quinze anos a literatura brasileira e ela fez
- 20:07um mapa né do perfil do escritor brasileiro e ela fala que
- 20:13setenta e dois vírgula sete por cento dos escritores do brasil
- 20:16são homens e que sessenta e dois ponto um por cento dos
- 20:20personagens principais são do sexo masculino o escritor
- 20:24brasileiro tem em média cinquenta anos mora no eixo rio
- 20:28são paulo é branco e tem ensino superior sendo que trinta e seis
- 20:33ponto quatro por cento são jornalistas é e aí ela vai dizer
- 20:39que com relação aos personagens né não tem personagens muito
- 20:44variados geralmente é um dos personagens recorrentes é do
- 20:49próprio escritor o o personagem é idade e que segundo ela está
- 20:55em oito vírgula cinco por cento dos enredos oi lê jornalista em
- 21:00cinco vírgula seis por cento dos casos mas também são bandidos
- 21:05sete por cento artistas seis ponto três por cento e
- 21:09estudantes cinco ponto oito por cento e outro dado é importante
- 21:14aqui oitenta e dois vírgula seis por cento das histórias se
- 21:17passam em metrópoles brasileiras internacionais ou inventadas e
- 21:23oitenta e um vírgula três por cento da população mora em
- 21:26cidades né então a gente vai vendo aí que não tem leva-te
- 21:32idade é não tem representatividade nem pro
- 21:36escritor né no caso nem para escritora nem para a personagem
- 21:40também né a mulher enquanto personagem quando ela aparece é
- 21:47dona de casa vinte e um vinte e cinco vírgula um por cento ou
- 21:52elas são para é ou elas têm relação familiar com o
- 21:56protagonista como cônjuge ou filha é verdade cara é sobre
- 22:02essa pesquisa é tão certeira e ela foi é ainda mais escancarado
- 22:07acho que esse desequilíbrio que eu recebo que a gente vem
- 22:09buscando hoje em dia com essa literatura feita por mulheres
- 22:11que eu vi o quanto isso mudou a partir das minhas leituras
- 22:15quando eu comecei a ler mais mulheres eu comecei a falar
- 22:17nossa olha essa personagem olha essa história vai fazer aquilo
- 22:23que eram leituras que eu não tinha então o que a gente vê
- 22:26mais ainda o quanto a gente precisa realmente de ampliar
- 22:29esse olhar na entrada para a gente que aí sim essas outras
- 22:32histórias vão chegando e talvez a gente consiga mudar um
- 22:35pouquinho essas estatísticas é esse agente que nós né que somos
- 22:40mulheres que estamos numa classe média universitária né que temos
- 22:45um um certo estudo é que somos brancas né é se a gente se
- 22:50incomoda com isso né imagina uma grande parcela também na
- 22:54população de mulheres negras indígenas trans que também não
- 22:59não tem na realidade né a gente já aparece co essas outras essas
- 23:07outros grupos esses outros grupos aparecem menos ainda e aí
- 23:12quando se fala de representatividade acho que tem
- 23:14um uma coisa que é importante falar que muita gente confunde
- 23:18representação com representatividade não é porque
- 23:21tem uma mulher na no romance do grande autor fulano de tal que
- 23:27aquela mulher personagem dele me representa acho que aquela
- 23:32mulher na maioria das vezes é também uma criação muito
- 23:36estereotipada do que ele acha que é uma mulher né do que ele
- 23:41acha que uma mulher pensa do que ele acha que vão de como ele
- 23:45acha que uma mulher se comporta e muitas vezes essa
- 23:49representação ela não produz representatividade que é o ato
- 23:54de eu me identificar com essa com aquilo que está sendo
- 23:57produzido né então tem que fazer eu acho que é importante a gente
- 24:01separar um pouco dessas duas coisas né que a gente não é que
- 24:04a gente não está falando está falando aqui que não tem mulher
- 24:07escritora ou que as mulheres não eram personagens nas histórias
- 24:14ele está falando que esse esse o que estava posto até então não
- 24:19nos representa tem uma outra pesquisa é que é do harold bloom
- 24:25né que é um crítico aí super famoso ele tem um livro chamado
- 24:29kama em ocidental e aí nesse caminho ocidental ele ela entrou
- 24:34vinte e seis escritores do ocidente que a diferença no
- 24:38mundo e só tem três mulheres que é jane austen virgínia wolf
- 24:42emily dickinson todas namba europeias todas uma elite branca
- 24:50né e que são grandes escritoras sem dúvida nenhuma mas que está
- 24:56longe de serem representativas da das mulheres não é de uma
- 25:01forma mais certeza mais geral no brasil acho que outro ponto
- 25:07importante tadinho você falou de representatividade representação
- 25:12acho que isso é importante lembrar até mesmo para a
- 25:14literatura produzida criado por mulheres porque é justamente a
- 25:18gente tá falando de olhar esse olhar para que mais mulheres
- 25:20representadas porque até isso uma personagem que eu escrevo
- 25:24ela jamais vai representar todas as mulheres molhado que eu estou
- 25:29escrevendo coragem então ainda tem realmente essa essa
- 25:34diferença que é importante é por isso também a necessidade de a
- 25:38gente é ler mulheres de outras etnias mulheres racionalizadas
- 25:44mulheres trans porque são aspectos da sociedade que elas
- 25:49vão trazer né de forma é mais diversas justamente a gente
- 25:54pensar essa diversidade né e pensar aqui eu acho que isso é
- 26:00muito uma tarefa dessa nossa geração de escritoras que
- 26:04estamos nas redes hoje é de que estamos em contato com os nossos
- 26:09leitoras e leitores que estamos conversando com outras
- 26:13escritoras então acho que um ponto muito positivo essa
- 26:17cooperação sabe essa rede que a gente faz de se divulgar de
- 26:23compartilhar uma os posts da outra de comentar e dar uma
- 26:27força né porque eu acho que é isso que que traz esse também
- 26:32impulso para continuar né porque está tudo tão difícil e aí eu
- 26:37falo realmente em termos de cenário geral né tá cada dia que
- 26:41passa está tudo tão complicado e e a gente se desestimula
- 26:46bastante né com com essas coisas eu acho que puxando até pelas
- 26:53pelas redes sociais para fazer um apoiar o outro mas em
- 26:55cozinhas que é um dos pontos mais positivos que a gente nas
- 26:58redes por mais é que muita gente é demonize acha ruim se aquilo
- 27:03tem um lado complicado também mais um lado muito positivo é
- 27:06justamente dar espaço para mais mulheres eu acho que segundo
- 27:12para a moto eu tenho que entrar eu tenho visto que através das
- 27:20redes eu tenho conhecido mulheres de outros lugares em
- 27:23conta as trajetórias de outros caminhos que talvez também não
- 27:26conheceria de corpo alguns só não passei pela livraria só
- 27:29também mesmo que eu fosse na livraria procurar se ligou nas
- 27:32mulheres vou procurar mulheres acho que conseguir ampliar ainda
- 27:37mais as suas respectivas esse essas seis diálogos que eu tenho
- 27:43sim total acho que tem gente que demoniza as redes sociais porque
- 27:47eu acho que tudo tem os seus dois lados tudo pode ser bem
- 27:51usado ou não né aí realmente tem um lado da rede social que é bem
- 27:57tóxico e desse lado eu tenho que ficar o máximo distante e hoje
- 28:02mesmo eu uso a minha rede para ter contato com a coisas
- 28:07relacionadas à escrita as páginas que eu sigo as pessoas
- 28:11que eu sigo as notícias que eu vejo na eu tento filtrar na
- 28:16medida do possível para estar nesse universo nessa bolha
- 28:21infelizmente porque a gente precisa se proteger proteger
- 28:25nossa saúde mental então querendo ou não sim é querendo
- 28:29ou não está difícil manter a sanidade está eu acho que a
- 28:35escrita inclusive tem sido até um escape foi muito teve um
- 28:40momento da benicia da pandemia estamos em dois mil e vinte e
- 28:43dois mil e vinte e um e lá no início dois mil e vinte eu tive
- 28:46muita dificuldade por um tempo de continuar escrevendo e às
- 28:50vezes vivo né porque eu sou acho que eu estou um pouco mais
- 28:54tranquila por isso mas era por uma idéia de de pegar a gente
- 28:58porque eu estou sentada escrevendo no meio dessa loucura
- 29:03eu me sentia como se tivesse um prédio incendiado é meu redor eu
- 29:06pegasse meu computadorzinho falar se vou escrever a maioria
- 29:09da puta mete é mas eu vou começar a conhecer entendeu com
- 29:13a internet é isso né eu tenho que seguir a vida vai seguindo
- 29:17como pode então inclusive a escrita e literatura tem sido o
- 29:20meu refúgio para conseguir me manter em movimento de manter
- 29:25uma perspectiva boa é no meio dessa loucura que a gente tem
- 29:28vivido eu tenho me sentido muito assim né maestro do titanik
- 29:33mesmo assim tocando lá e tudo furando ao meu redor eu tenho
- 29:40sentido muito assim também tem dias que eu desconecto mais sabe
- 29:45ai viagem todas as minhas coisas mas tem dia que eu volto pouco
- 29:48para a realidade e a minha sessão sem pressa de eu falo meu
- 29:51deus eu estou aqui sentado no meu caderninho nem doida
- 29:54escrevendo e o mundo sei lá acabando meu redor inclusive
- 29:59citou ótimo para um podcasts maestros tonic nada mais atual
- 30:06super atual né assim vai ter um episódio de olha só só pra gente
- 30:10falar com tem sido a relação das escritoras com a escrita durante
- 30:14a pandemia durante a pandemia ótimo é mesmo porque porque para
- 30:19mim vai ser o nome do muito difícil é principalmente a
- 30:24leitura bloqueio bastante assim no ano passado ele pouquíssimo
- 30:28porque eu não conseguia não consegui me concentrar em nada
- 30:32as coisas que eu li eu fui lendo de pouquinho né é porque estava
- 30:38estava realmente muito pesado e esse ano que está sendo o rival
- 30:42do ano passado e tapete voltou no tempo né né mas vamos voltar
- 30:49para as alturas não a gente entra na pele que dá e eu
- 30:56voltando um pouquinho acho que você estava falando de um tema
- 30:58bem legal ele atrás falando né de um panorama que teve que eles
- 31:01divulgaram os maiores escritores que tinham só três mulheres isso
- 31:05me lembra muito trazendo para o brasil e querendo ou não por
- 31:08muito tempo acho que agora a gente está trazendo é mais
- 31:11autoras contemporâneas está mudando um pouco mas por muito
- 31:14tempo sempre que falava assim é a gente não conhece a literatura
- 31:20não tem clarice lispector lygia fagundes telles parece que só
- 31:24existiam as duas delas duas assim que eu sempre escutava
- 31:27sabe sempre que alguém me falar qualquer coisa que eu falava não
- 31:31tem uma mulher que você leu existia clarice lispector era
- 31:36representante de toda a literatura é no meu caso eu sou
- 31:39cearense é eu escutei muito rachel de queiroz né desde muito
- 31:44pequeno porque rachel de queiroz é meio que tipo a iniciarem se
- 31:50ouvem o quinze e não sei quê né eu não gosto muito da escrita da
- 31:55rachel de queiroz mas reconheço que para a época realmente ela
- 32:00também teve as condições porque ela era de uma família né bem
- 32:03abastada então ela tinha essas condições só que só muito
- 32:07recentemente eu vim descobrir autoras que estavam ali no meu
- 32:11nariz né e na carolina maria de jesus por exemplo que é
- 32:18nordestina também que que é do maranhão que publicou o primeiro
- 32:22foi a primeira mulher negra a publicar no brasil e engraçado
- 32:29então porque é eu também na minha adolescência era isso era
- 32:33clarice lispector mijar nos eles aí eu conheci a ana cristina
- 32:37césar porque a minha caminha meio que me iniciou também nesse
- 32:43mundo da literatura foi um bibliotecário do sesc e ela era
- 32:47lésbica então ela conhecia um pouco de literatura mas a
- 32:51alternativa e literatura ali se chama meu gráfica no final me
- 32:58apresentou ana cristina césar mas durante um tempo assim e só
- 33:03muito recentemente eu vim conhecer outros nomes né
- 33:07principalmente no que diz respeito a mulheres é negras e
- 33:11indígenas e lésbicas também que antes era meio que de um véu aí
- 33:17a gente não não tinha esse contato né no cenário
- 33:24educacional brasileiro é no que diz respeito a literatura que
- 33:30chega nas escolas né a gente só tem cinco mulheres que chegam
- 33:37nos livros didáticos que é rachel de queiroz clarice
- 33:40lispector a lídia e a cecília meireles elas verdade esquecer
- 33:45as mulheres não tá cecília também era eram os nomes que
- 33:49representavam e sim não são maravilhosas mas assim que a
- 33:54gente tá querendo dizer é que quando a gente pensa do outro
- 33:57lado atores de clássicos indicações de idade mulheres
- 34:02eram sempre essas né sempre assim eram três quatro mulheres
- 34:06representando décadas e décadas de literatura é não é isso a
- 34:12gente não tira o mérito mérito né dessas mulheres o que a gente
- 34:17está dizendo aqui elas naquele momento elas tiveram condição de
- 34:20tu não é de se tornarem lidas de publicarem seus livros né embora
- 34:27também não nem tudo foram flores porque eu estou lendo inclusive
- 34:31agora a coletânea de cartas da clarice né e ela foi recusado
- 34:35por várias editoras e aí nas cartas ela me disse desespera
- 34:39ela era bem dramática então ela colocava que o livro era uma
- 34:43porcaria que o livro não prestava e que não era de
- 34:47admirar que a editora não tinha querido livro ela faz todo um um
- 34:52drama a mulher sabia que era boa não tem não tem como não é mas
- 34:58assim ela tinha muito é assim que a estação né e a gente sabe
- 35:02que pode ter sido difícil assim porque elas eram mulheres afinal
- 35:06mas o que a gente tá dizendo aqui tinham muitas outras que
- 35:11infelizmente não conseguiram publicar não conseguiram tanta
- 35:14visibilidade e aí eu estou ando muito impressionada um caso da
- 35:21orides fontela que é uma autora que eu conheci muito
- 35:25recentemente e que eu estou apaixonada por ela pelo trabalho
- 35:30ela é poeta não estou muito apaixonada pelo trabalho dela e
- 35:34aí olha só que ela tem uma história louquíssima ela foi
- 35:38descoberto não é aos vinte e cinco anos ela publicou um poema
- 35:42no jornal local ela era de são joão da boa vista cidade de são
- 35:46paulo ela publicou um poema neste jornal que caiu nas mãos
- 35:51por acaso de um amigo do antônio cândido e aí é o davi arrebite
- 35:58ele pega esse poema nossa antônio cândido vai atrás da
- 36:02orides acaba que consegue promover a lore de publicar o
- 36:07ela fez um livro foi publicado chamado transposição ela fica
- 36:13bem famosa na época isso mil novecentos e sessenta e cinco e
- 36:18aí depois de um tempo ela ganha inclusive o jabuti por um livro
- 36:22chamado alba em mil novecentos e oitenta e quatro e aí ela some e
- 36:27ela cai no ostracismo total e aí quando você leva a biografia
- 36:32dela né vem dizendo que ela era muito difícil era uma pessoa
- 36:35muito difícil e que tinha depressão e que as pessoas não
- 36:41gostavam muito de estar perto dela que ela se isolou e tal né
- 36:46ela morreu em mil novecentos e noventa e três se eu não me
- 36:48engano mas o fato é que essa ideia de uma escritura que é
- 36:54muito difícil de lidar que é muito temperamental para ver tal
- 37:00é que é muito assertiva muito e para mim tal né isso é algo que
- 37:07é acaba colocando essas mulheres não é nesse ostracismo ninguém
- 37:12para para falar do josé saramago que segundo relatos era um ser
- 37:17humano insuportável de chato né de difícil também de lidar com o
- 37:24problema nenhum né mas é um homem não era exatamente difícil
- 37:30né e aí essa coisa das mulheres que são cai no ostracismo por
- 37:35conta de seus temperamentos difíceis acontece muito porque
- 37:40se você tem saúde descontrolada da mesma época da hilda hilt
- 37:46idade é prado adélia prado que é uma grande escritora mas que é é
- 37:53conhecida justamente por sua doçura e por sua amabilidade e
- 37:58hilda que era muito conhecida por por ser né mas é
- 38:05introvertida também né e mais tô nem aí porra louca e aí entra no
- 38:11na coisa de exótica entra no na nesse rótulo de exótica não é
- 38:16então sempre esses esses dois estereótipos mesmo da mulher
- 38:20mais boazinha cada ótima de convivência ou realmente essa
- 38:27não aquela ali é a porra louca não é legal também é porque é
- 38:30mas é doidona fica lá na dela doida sim e aí são só esses
- 38:35periódicos em mim complicados e ninguém abre o ponto é porque a
- 38:40gente é o ponto é que ninguém para para fazer uma biografia de
- 38:44saramago e dizer que ela era chato e difícil de lidar é
- 38:50verdade não é porque é que isso tem que estar na biografia da
- 38:54orides é isso que me incomodou entendeu é por exemplo tem uma
- 39:02entrevista com a clarice lispector na inclusive a única
- 39:06que foi televisado é que ela fez que o interessante assim mas
- 39:10clarice por que você é tão hermética e aí ela diz assim as
- 39:15pessoas dizem que eu sou mas eu não sou não né e é muito doido
- 39:23isso assim de como essas adjetivações são sempre
- 39:26negativas como diz respeito às mulheres sabem e sempre reduzem
- 39:31né eu vou sair só você aquilo é como se as mulheres geral já
- 39:36fosse mais na verdade nem ouvi falar as mulheres são
- 39:40complicadas e elas são muito difíceis demais quando você
- 39:43coloca nesses periódicos assim como se fosse uma chapada ou
- 39:46você é isso ou você é aquilo você está aqui você está lá se
- 39:49não pode transitar para os espaços diferentes e nem
- 39:54transitar personalidade diferente e quer dizer que eu
- 39:58também estou por tudo isso que a gente decidiu continuar esse
- 40:01papo em podcasts é gente e agora comigo já está chegando a quase
- 40:10uma hora a gente inclusive planejava falar trinta
- 40:13minutinhos mas eu e dia falamos bastante inclusive foi um pouco
- 40:18por isso que a gente decidiu fazer um podcast gente começou
- 40:22meio que muito naturalmente a conversar pelo instagram pelo
- 40:25instagram e a fazer sempre postagens inspiradas uma na
- 40:29outra três ou quatro posto que eu falava isso aqui foi a partir
- 40:33de uma conversa que eu tive com a dia e a gente sempre
- 40:36conversando sempre falando e começamos a mandar áudio e a
- 40:39gente foi ver o que a gente dialogava muito bem muitas
- 40:42coisas né concordava e tinha muitos pontos de vista legais
- 40:45para debater a gente falou bom bora levar essa conversa para
- 40:48frente vamos transformar um programa e acho que temos um
- 40:51episódio de nutels acho que temos um ótimo episódio
- 40:55inclusive é modéstia à parte não sem modéstia temos um ótimo
- 41:02episódio e a gente pretende que esses é programas eles sejam
- 41:06semanais sempre intercalando com entrevistas também que já estão
- 41:11programadas dentro do projeto elas elas na escrita mas vamos
- 41:17fazer umas possível né para estar sempre trazendo novidades
- 41:21e pessoas interessantes já temos aí autoras fiquem ligadas que já
- 41:25temos a aí uma uma listinha que a gente pretende convidar manda
- 41:31em questões mandem dúvidas mandem sugestões também pro pro
- 41:35nosso instagram é que vai estar aí na descrição nos sigam nas
- 41:40redes e até o próximo episódio até o próximo episódio inclusive
- 41:45mandem dúvidas mesmo porque a ideia gente conseguir quem sobre
- 41:50elas vai ser ótimo bater um papo com vocês ela até o próximo
- 41:53episódio tchau tchau tchau tchau a