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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Meio ambiente. Coreanos criam aparelho que tira carbono da água do mar e o transforma em mineral. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 5 de outubro de 2026. O oceano é o maior depósito de carbono do planeta. Ele absorve cerca de trinta por cento do dióxido de carbono lançado pela atividade humana. Agora, pesquisadores sul-coreanos mostraram um jeito de reforçar esse trabalho: tirar o gás da água do mar e transformá-lo em pedra. O estudo é do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia, conhecido como KAIST. Entre os autores está o professor Dong-Yeun Koh. Os resultados saíram na revista científica Advanced Energy Materials. A lógica lembra uma caixa d'água. Quando você tira parte da água, sobra espaço para encher de novo. Com o mar acontece algo parecido. Ao remover o carbono que já está dissolvido, o oceano fica livre para absorver mais gás da atmosfera. O sistema usa eletricidade para provocar reações químicas na água. Com isso, o dióxido de carbono vira carbonato de cálcio, o mineral que forma o calcário. É uma forma sólida e estável, que praticamente não devolve o carbono para o ar. A ideia não é nova. Mas as tentativas anteriores esbarravam num problema bem conhecido de quem tem chaleira em casa: a crosta. O mineral gruda nos eletrodos, que são as peças que levam a corrente elétrica para dentro da água. Com o tempo, o sistema entope. O rendimento cai, o gasto de energia sobe, e é preciso limpar ou trocar peças com frequência. A equipe resolveu isso mudando o formato dos eletrodos. Eles viraram fios ocos e finos, reunidos em feixes. Nesse arranjo, o mineral se forma um pouco afastado da superfície, e não colado nela. Além disso, a própria reação produz bolhas de hidrogênio. Essas bolhas agem como uma escova e limpam a superfície o tempo todo. Nos testes com água do mar de verdade, o aparelho funcionou sem parar e de forma estável por mais de cento e vinte horas, ou seja, mais de cinco dias. Ele retirou de oitenta a noventa por cento do carbono inorgânico dissolvido, que inclui o próprio dióxido de carbono e compostos derivados dele. E gastou até cinquenta e quatro por cento menos eletricidade do que as tecnologias existentes. Há ainda um bônus. O processo produz, ao mesmo tempo, hidrogênio de alta pureza e hidróxido de magnésio, um material usado em produtos ecológicos e na indústria. Isso pode tornar a captura de carbono mais atraente do ponto de vista econômico. Segundo os pesquisadores, o equipamento pode ser fabricado em módulos compactos. Eles poderiam ser instalados em navios, em plataformas em alto-mar e em outras instalações industriais no oceano. O próximo passo, na visão da equipe, é levar a tecnologia para sistemas de grande escala. O professor Koh diz esperar que o trabalho acelere a chegada dessas soluções ao mercado e ajude a construir uma sociedade neutra em carbono. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.