Latest / RetinaPro / #186 Cirurgia de catarata: Como é a recuperação, o que pode ou não pode fazer | Dr. Gabriel Botelho e Dr. Edmundo Almeida
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- 0:00Salve meus amigos da retina pro boa noite.
- 0:04Meu nome é doutor Gabriel Botelho.
- 0:06Sou médico oftalmologista, especialista em retino e vitro,
- 0:10doutor em ciências visuais pela unifesp e sócio aqui da retina
- 0:14pro. Hoje eu convido aqui na nossa
- 0:18live Oo professor doutor Edmundo Almeida, pra gente conversar
- 0:22bastante, né? E a gente convida vocês também a
- 0:26entender melhor como cuidar a saúde dos seus olhos, né?
- 0:30Como a gente pode reconhecer, assinar dialeta e prevenir
- 0:34problemas graves, né? Então essas Lives, elas têm OA
- 0:37função de orientar, né? Porque pessoas bem esclarecidas,
- 0:40elas tomam sempre as melhores decisões.
- 0:44Então aqui a live é é de cunho educativo, né?
- 0:46É claro que aqui a gente não tá pra tomar nenhum tipo de
- 0:49conduta, né? Sobre o seu, seu caso clínico,
- 0:52sobre o seu diagnóstico, aqui a nossa live é é é de cunho
- 0:57construtivo, né, educacional. E aí, professor, quer se
- 1:01apresentar aí para os internautas?
- 1:05É boa noite a todos os internautas.
- 1:08Eu sou Edmundo Almeida, médico da retina pro, médico
- 1:11oftalmologista da retina pro, formei aqui na Universidade
- 1:14Federal do Pará, fiz meu é minha formação é acadêmica e
- 1:20complementar em Belo Horizonte, onde eu fui residência,
- 1:24doutorado e fiz pós doutorado na França depois.
- 1:29E mas o que eu gosto de dizer é que eu faço parte desse time
- 1:33bacana de amigos, de colegas altamente competentes.
- 1:38É que é a retina atual. Vamos lá?
- 1:41Então vamos lá, né? Então hoje a nossa live a gente
- 1:44vai falar sobre, né, a recuperação, a cirurgia de
- 1:46catarata, né? Como é essa recuperação e o que
- 1:50pode? O que não pode fazer é após a
- 1:54cirurgia. Então, primeiro eu vou só fazer
- 1:56uma introdução. E em seguida eu vou passar a
- 1:59palavra pro doutor Edmundo Pra Ele falar sobre a cirurgia de
- 2:01catarata, né? Então lembrando que o olho, ele
- 2:03é igual uma máquina fotográfica, né?
- 2:06Então a gente tem é a parte anterior do olho, que é a
- 2:10córnea, por onde entram os raios luminosos.
- 2:13Aí ela passa por 11 região chamada cristalino, que dá na
- 2:17mais eco que a lente dá na máquina fotográfica, e a partir
- 2:21daí ela vai chegar na retina, que é como se fosse o filme
- 2:25fotográfico, né? A região.
- 2:26Onde o estímulo luminoso é transformado, o estímulo nervoso
- 2:30pra ser levado pro cérebro através do nervo ótico e o
- 2:33cérebro interpretar como visão é.
- 2:35Então eu vou só compartilhar minha tela aqui, só pra mostrar
- 2:38111 figura pra vocês que eu acho interessante.
- 2:46Tá? Tá vendo AA imagem, né?
- 2:49Dá pra ver aí, professor. Então isso.
- 2:54É, isso aqui é uma figura de um olho, né?
- 2:57E a gente consegue ver os raios luminosos entrando pela córnea,
- 3:00passando pelo um cristalino transparente, normal.
- 3:03Então a luz, ela entra e vai uniformemente, né?
- 3:06Os raios vão corrigir por essa área central da mácula, que é
- 3:10uma área da retina, responsável aí pela nossa visão de detalhe,
- 3:14uma visão detalhada. E aí o paciente que ele vai ter
- 3:17a catarata seja por conta de umidade, né?
- 3:19Todo mundo vai ter catarata um dia, basta ter idade.
- 3:22Isso é um processo degenerativo. Natural a pessoa, ela não está
- 3:25doente, isso daí é esperado depois de uma certa idade ou
- 3:29existe também Cataratas secundárias, né?
- 3:31A doenças inflamatórias como veíts a trauma e tem diversas
- 3:35causas que não é Oo foco da live, e aí esse cristalino ele
- 3:39vai ficar o pacificado, causando baixa divisão.
- 3:42Distorção, né? É embaçamento da visão, fica
- 3:46mais escuro, né, o contraste das cores fica diferente também e a
- 3:51pessoa fica com uma visão, é. Debilitada e o tratamento da
- 3:55catarata é cirúrgico. Hoje a gente tem uma cirurgia
- 3:58chamada faca de massificação, com implante de introcular, né?
- 4:02É a cirurgia mais Moderna que a gente tem, né, uma cirurgia
- 4:05segura, né? E aí eu queria passar agora a
- 4:09palavra pro todo de mundo, né? Até porque ele tem é todo esse,
- 4:16ele passou por todo esse histórico, né, das cirurgias é
- 4:21de catarata. E eu queria que ele comentasse
- 4:23aí porque ele é uma pessoa bem experiente.
- 4:26Ele passou aí por toda a essa linha de evolução da cirurgia da
- 4:30catarata durante a vida profissional dele, né?
- 4:33Com bastante êxito. Comente aí, professor, a sua
- 4:36experiência com as cirurgias de catarata, né?
- 4:38Ao longo do tempo. AA minha experiência, Gabriel
- 4:43foi primeiro assistir um médico chamado odimar barata, que era
- 4:46Oo médico, que operava catarata na Beneficência portuguesa.
- 4:51E é curioso quando a gente compara com os dias de hoje, que
- 4:55é totalmente diferente, né? Então o paciente internava no
- 4:57hospital, ficava internado, é fazia uma lavagem intestinal,
- 5:04né? EE submetia a cirurgia, a
- 5:09cirurgia era uma incisão de 12 mm assim, né, 12 mm.
- 5:13Hoje a gente usa o quê? 2.2 mm de incisão, né?
- 5:17Porque a gente tem aparelhos que permitem isso, né?
- 5:21E aí tirava a catarata e não tinha ponto, sabe?
- 5:25Gabriel era deixava lá o que a gente chama em cirurgia,
- 5:29cicatrização por segunda intenção.
- 5:32Então, a pessoa ficava de repouso, deitada, sem levantar,
- 5:37porque podia vir. Todo o conteúdo é intercular
- 5:41para fora a pessoa perder a visão, né?
- 5:43Ficava durante 5 a 7 dias deitada numa cama, por isso que
- 5:47tomava lavagem intestinal para esvaziar o intestino.
- 5:51Pra pessoa não ter que levantar pra ir no banheiro.
- 5:53Você imagina um negócio desse, né?
- 5:56Eu vi o professor, o Edmar barato, fazer essa cirurgia.
- 6:01Quando eu fui pra residência lá em Belo Horizonte, a técnica
- 6:05mudou com a técnica intacapsular, que era uma
- 6:08técnica que a gente abria, aí os 10 mm, tirava a catarata com
- 6:13crio, né? Congelava o cristalino que você
- 6:16mostrou aí Na Na ilustração removia.
- 6:21E aí fechava, dava pontos, né? Na Na incisão que a gente fazia
- 6:26e portanto não tinha, não existia lente entocular na
- 6:29época. E aí quando a pessoa lá no pós
- 6:34operatório, como era saturado, já não precisava mais tomar essa
- 6:38lavagem. Já não precisava mais ficar
- 6:40internado, ficar no máximo 12 dias, né?
- 6:44E aí depois ela usava um óculos que era um fundo de garrafa, né?
- 6:48A minha sogra ainda foi operada por esse, por esse método e eu
- 6:52ainda presenciei essa cirurgia e depois nós passamos já por uma
- 6:58cirurgia mais avançada, pela cirurgia de fato e massificação,
- 7:02que é essa que você falou, mas também não existia implante de
- 7:07lente introcular. O implante vem depois, né?
- 7:10Quando um americano reviveu a ideia de Ridley, Ridley é só pra
- 7:16vocês entenderem. Foi o primeiro cara que imaginou
- 7:20implantar uma lente dentro do olho.
- 7:21Como foi que ele teve essa imaginação?
- 7:24Ele examinando é pilotos da força aérea inglesa, ele
- 7:28percebeu que o vidro era bem tolerado dentro do olho.
- 7:32Então ele imaginou fazer uma lente de vidro e implantar
- 7:36dentro do olho. Evidentemente foi um desastre
- 7:39por conta de que é não tinha tecnologia na época pra fazer
- 7:44essa lente, né? Então muitos olhos foram
- 7:47perdidos e aí se descontinuou essa ideia e ele foi crucificado
- 7:53durante o é o mundo, né? Que ele no mundo que ele viveu,
- 7:57né? Na época que ele viveu
- 7:59crucificado pelos oftalmologistas do mundo todo.
- 8:02Mas depois foi revivido essa técnica de implantar uma lente e
- 8:07hoje, só para vocês terem ideia, existe um prêmio na academia
- 8:10Americana de oftalmologia de cirurgia de catarata.
- 8:15É que é o prêmio Ridley em homenagem a ele, porque foi OEO
- 8:19primeiro cara que imaginou implantar uma lente no olho.
- 8:23E a partir daí, as lentes foram sendo cada vez mais
- 8:26sofisticadas, né? Então vieram as lentes.
- 8:31É multifocais, trifocais. Então hoje, hoje a gente tem uma
- 8:35quantidade imensa de lentes intoculares.
- 8:37E o que é bom? É que elas entram no olho, é é
- 8:41colocada no outro. Foi uma incisão muito pequena,
- 8:43de 2 ponto 25, 2 ponto 50, no máximo de milímetros, né?
- 8:49E essa lente, ela entra fechadinha e lá dentro ela abre,
- 8:52né? Ela abre.
- 8:54Então assim, a tecnologia evoluiu tanto que hoje como é
- 8:57que acontece hoje, né? Paciente de antigamente a gente
- 9:00fazia com a descesia geral, imagina só, né, mas cirurgia com
- 9:03a descesia geral, paciente não podia mexer, podia perder o
- 9:07olho, né? Hoje não é quando a estegia
- 9:09tópica, né? E uma leve sedação.
- 9:12A cirurgia da catarata é feita, né?
- 9:14E de uma forma é com a tecnologia nos ajudando,
- 9:18evidentemente uma forma bem mais rápida, né, 2020 minutos, 30
- 9:24minutos, entendeu? Então assim, essa evolução que
- 9:28eu vivi foi uma coisa espetacular, né, porque eu vivi
- 9:32toda essa época e aí assim, se a gente for um pouco mais pra
- 9:36trás, né, Gabriel? A catarata ela é operada pelo
- 9:38barbeiro, o barbeiro metia o canivete no olho assim e luxava
- 9:42a catarata lá para dentro do olho, aí saía aqui branco do da,
- 9:45da pupila, né? O pessoal começava a ver, mas aí
- 9:48tinha complicações, né? Do alcoma secundário, muitos
- 9:51olhos se perdiam, né? Mas hoje, graças a Deus, nós
- 9:55temos uma recuperação, você tá vendo aí eu já operado, né, sem
- 9:59óculos e feliz da vida, porque é um sucesso a cirurgia da
- 10:04catarata, ele é bastante previsível.
- 10:07Né? Então isso nos dá 11 satisfação
- 10:09profissional muito grande. E pro paciente idem, né?
- 10:14Então é essa que eu tenho assim, que é essa evolução que eu
- 10:17vivenciei na minha vida de oftalmologista.
- 10:20Exato. Então eu achei fantástico, né?
- 10:23O professor, o senhor colocou a evolução.
- 10:25Então a cirurgia hoje é a cirurgia Moderna de catarata,
- 10:27né? É a cirurgia de faca e
- 10:30mocificação com implante de lente ocular.
- 10:33E a gente tem também o é operada com microscópio, né?
- 10:36A gente tem o privilégio na clínica de fazer a cirurgia com
- 10:40um aparelho em 3D, né? A gente faz a cirurgia é com
- 10:45óculos 3D, né? Seminário aqueles do cinema mais
- 10:48um pouquinho mais, digamos assim, moderno.
- 10:52E aí, o que que acontece? A gente tem um aparelho chamado
- 10:54NG no it. E esse aparelho, ele acopla um
- 10:57sistema, um microscópio tradicional, e ele vai
- 10:59transmitir todas as imagens da cirurgia pra uma televisão de
- 11:03alta definição, de alta qualidade, e a gente utiliza um
- 11:06óculos 3D pra ver a pra pra fazer a cirurgia.
- 11:10Então assim a gente assiste tudo por essa TV, né?
- 11:12Então é algo fantástico que a gente tem.
- 11:14É 11 novidade aí dos últimos anos, que a gente tem esse
- 11:18privilégio de de ter essa tecnologia, o que dá a melhor
- 11:22segurança, né? Melhor visibilidade.
- 11:24Mais contraste é melhor é economia pro pro cirurgião, né?
- 11:30Ele fica numa posição mais confortável e consequentemente,
- 11:33mais seguro, né? O procedimento.
- 11:35Então isso daí é algo que veio pra ficar, uma novidade que a
- 11:38gente tem na clínica. Eu eu gosto muito, doutor
- 11:41Edmundo, gosto também de trabalhar, dá dá pra ver aí, né,
- 11:43professor, a imagem do. RG.
- 11:47E a e a cirurgia? Ela a gente pra poder fazer, né?
- 11:52AA faca mocificação, que em resumo é, a gente vai quebrar Oo
- 11:58cristalino com uma caneta, né? De faca mocificação.
- 12:01E esse, esse, essa, essa quebra, digamos assim, vai ser feita por
- 12:05essa, esse ultrassom, uma caneta que vai vibrar e vai quebrar
- 12:09esse cristalino em várias micropartículas e elas vão ser
- 12:13aspiradas, né? Então.
- 12:15É uma cirurgia Moderna e depende desse aparelho.
- 12:17Pra vocês terem uma ideia, esse aparelho é quase da altura do
- 12:20doutor Edmundo, né? Então é um aparelho super
- 12:22moderno, super fantástico. Mas vocês só pra vocês terem
- 12:26ideia, a quantidade de tecnologias que estão inseridos
- 12:29aí no procedimento, né? É um procedimento seguro,
- 12:33fantástico, tem recuperação da visão, mas por trás a gente tem
- 12:36muita tecnologia, muito treinamento cirúrgico do
- 12:39cirurgião, né? Todos os colegas aí que são
- 12:42especialistas em catarata faz cirurgia, eles passaram aí.
- 12:45Anos da vida deles, é no treinamento profissional, se
- 12:49atualizando, então tem muita, muito, muitas coisas aí por trás
- 12:53da cirurgia, né, muito planejamento.
- 12:56E aí a gente tem essa última imagem aí, né, OOA Isabela me
- 12:59mandou e aí eu quis colocar aí na live, porque é o doutor
- 13:04Edmundo, né? Realizando uma cirurgia, é só
- 13:07para vocês terem uma ideia, é essa parte aqui onde está no
- 13:11mouse, é o microscópio, né? Então essa estrutura.
- 13:14É que está aqui, ela está acoplada e a imagem captada pelo
- 13:19microscópio foi toda para essa TV.
- 13:21E o legal é que todo mundo da sala, né?
- 13:23Tanto do Edmundo quanto a nossa experimentadora, a Taiana, a
- 13:26enfermeira Leide. A gente acompanha a cirurgia em
- 13:29tempo real, então isso é fantástico também para todos que
- 13:32estão na sala. A gente precisa falar menos, né?
- 13:35Porque tá todo mundo ligado na cirurgia, a gente precisa abrir
- 13:37a lente, pegar um instrumento extra, tá todo mundo ali
- 13:40olhando, já tá prevendo o espaço da cirurgia, então é mais um.
- 13:44Uma lei, né? Pra gente ter.
- 13:47Então seria essa a cirurgia que a gente faz na clínica, né?
- 13:49A gente faz a cirurgia da catarata com A Forca de
- 13:53mocificação e a gente tem também o aparelho pra gente realizar a
- 13:57cirurgia em 3D, né? Quer comentar alguma coisa aí,
- 14:01professor dos aparelhos do 3. D, foi muito legal, muito legal
- 14:05o seu comentário, porque é quando a gente opera só com um
- 14:09microscópio aqui só a gente olhando, né?
- 14:11As pessoas do lado não estão vendo o que você está fazendo.
- 14:15Às vezes a gente transmite para uma televisão normal, mas não é
- 14:18a mesma coisa em 3D você vê, tem uma sensação de profundidade
- 14:21muito maior, né? Dá uma segurança muito grande.
- 14:25É, é claro que essa tecnologia toda é Gabriel.
- 14:30Tudo que é inventado em termos de tecnologia encarece também,
- 14:33né? São aparelhos caros, né?
- 14:36EE, nós não temos tecnologia nacional pra isso, infelizmente,
- 14:40né? Essas tecnologias todas são, é
- 14:43principalmente aí, Americana, alemã, é, enfim, mas não temos
- 14:49tecnologia, a gente tem que é importar, né?
- 14:54Então esse material também todo que alimenta o aparelho, ele é
- 14:58todo importado, então isso aí tem um custo, né?
- 15:00Por isso que às vezes é fica um pouco mais caro essa cirurgia,
- 15:04mas. É assim, nos trouxe uma
- 15:06segurança profissional muito grande.
- 15:08Dificilmente você tem algum problema, deve ser dificilmente
- 15:11você tem algum acidente, né? Então é claro que cirurgia é
- 15:16cirurgia, a gente nunca pode prometer resultado.
- 15:19Quando o paciente me pergunta assim, eu vou ficar muito bem,
- 15:21né, doutor? Eu digo, eu acho que sim, mas
- 15:24então eu achar e acontecer tem uma diferença, né, porque a
- 15:27gente tá lidando com várias variáveis, digamos assim, né?
- 15:32Não basta só a gente ter tecnologia, habilidade
- 15:35profissional, a gente tem é surpresas às vezes né, às vezes
- 15:39desagradáveis, né, então cirurgia é cirurgia, tem sempre
- 15:43risco, né? Às vezes até brinco com meu
- 15:45paciente assim, olho Pra Ele e digo assim, eu vou fazer uma
- 15:47pergunta pra você, eu vou chegar vivo em casa, né?
- 15:50Como assim, doutor, eu vou sair daqui, você, você acha que eu
- 15:53vou chegar vivo? Sério, eu acho, mas pois é, mas
- 15:56tem assim, de carro, bala perdida, assalto, enfim, uma
- 16:00série de condições. E posso não chegar, né?
- 16:03Agora, isso é muito raro acontecer, né, mas pode
- 16:07acontecer. Então, a cirurgia é bastante
- 16:09previsível, mas não isenta às vezes de complicações durante a
- 16:14cirurgia e após a cirurgia, né? A gente sempre atento a isso, a
- 16:18gente não pode prometer, o médico não pode prometer
- 16:21resultados, sabe quem promete, promete.
- 16:23Resultado é charlatão, na minha leitura, porque sempre vai.
- 16:27Você tá trabalhando com com riscos, né?
- 16:29E com risco, não tem jeito, você não entra no avião e me pergunta
- 16:32se o avião vai cair, né? Mas de vez em quando não cai.
- 16:34Enfim, faz uma mensagem forçada, porque porque você não pode, o
- 16:38piloto não pode prometer nada. Ele pode prometer da habilidade
- 16:41dele, a tecnologia que ele tem dentro do avião, manutenção do
- 16:45aparelho, uma série de coisas, mas menos, menos resultado, né?
- 16:49A gente não pode prometer resultado agora, como, digamos
- 16:53assim, vamos lá, 95% das cirurgias.
- 16:56Correm, lisa, que a gente chama, não acontece nada, né?
- 17:00O resultado é brilhante, né? Vocês estão vendo, eu sou o meu
- 17:02exemplo, né? Eu operei na retina pro, então
- 17:05está aqui sem óculos, né, porque tem uma lente que me deu 11
- 17:09visão boa pra longe, visão intermediária boa também, eu não
- 17:13estou usando óculos, né? É claro que isso tem uma tem,
- 17:17houve um investimento muito grande da indústria Na Na
- 17:21fabricação dessas lentes, né? Então tem cada tipo de lente.
- 17:25E aí a gente quando opta é por operar a catarata, a gente
- 17:29discute com o paciente qual é a sua realidade, o que que você
- 17:32quer, né? Então a gente é divide com o
- 17:35paciente a possibilidade de ver melhor para longe do que para
- 17:40perto, ver mais perto do que longe, enfim, ver.
- 17:43Teve uma visão intermedia, de área boa, que é essa visão mais
- 17:45ou menos de 40 cm para poder ler.
- 17:48Mas é, é é curioso essa evolução é assim, fantástica, né?
- 17:53Gabriel aliás, em todas as áreas da medicina em que a tecnologia
- 17:58entrou, né? Ela nos deu um suporte não só de
- 18:01resultados, como também de propedeu, acho que de você
- 18:04identificar doenças, né? Então hoje tem aparelhos que não
- 18:07isso é uma aparelho que custa mais de milhão de reais, né?
- 18:09Gabriel, né? Então assim, é um investimento
- 18:13alto, né? Investimento alto e se encarece
- 18:16a consulta, encarece os exames, quando a gente pede, né, mas.
- 18:20Mas dá uma segurança profissional muito grande isso
- 18:23aí, segurança pro paciente, né? Eu acho que investir em saúde é
- 18:27investir na vida, né? Você tem aqui 11 qualidade de
- 18:30vida boa, né? Então termina que que a gente
- 18:35sempre procura fazer dessa forma, né?
- 18:38Entregar a um paciente melhor que a gente pode, além do que
- 18:43esse atendimento profissional, né?
- 18:44Um anestesista que faz uma. Neste dia suave com o pessoal,
- 18:48eu não lembro de nada da minha cirurgia, né?
- 18:50Quer dizer, entrei e saí, senti nada, quer dizer, não tive
- 18:54nenhuma complicação pós operatório que às vezes pode
- 18:57acontecer, né, graças a Deus, mas não tá isento, né?
- 19:01Isso aí tem que ficar bem claro que a gente não pode prometer
- 19:04resultados, sabe que às vezes pode quebrar a cara, né?
- 19:07Ah, doutor, o senhor disse que eu não IA usar óco ou você disse
- 19:10que não tinha nada, agora eu tô com uma inflamação aí já tanto
- 19:13tempo, né? Então assim.
- 19:16É, eu digo, eu digo assim pros meus pacientes, cada um com seu
- 19:19merecimento, né? Você não pode, às vezes até uso,
- 19:22às vezes até escandalizo um pouco, né, Gabriel?
- 19:24Eu digo assim, olha, você já ouviu uma expressão, os mais
- 19:27velhos vão entender essa expressão morreu na Pedra, né?
- 19:30É uma expressão que os os antigos usavam.
- 19:33O cara vai fazer uma cirurgia de abdômen lá, uma pendicite 11,
- 19:38lesão qualquer de abdômen e teve um choque anestésico, enfim,
- 19:43teve uma complicação pós operatória e faleceu, né?
- 19:46Então assim é, é, a gente não pode prometer resultado, a gente
- 19:49pode prometer o melhor da tecnologia que a gente tem, da
- 19:53nossa habilidade, do nosso treinamento, do nosso pessoal,
- 19:56do bastante treinado, né? A equipe bastante treinada,
- 19:59nosso centro cirúrgico. É um brinco, né?
- 20:02Não dá prazer operar lá, né, porque todo mundo é muito legal
- 20:09isso. Então é assim, procurando fazer
- 20:12o máximo pra não ter nenhuma complicação, né?
- 20:14Mas. Não está isento.
- 20:16Isso que eu quero dizer, não está isento.
- 20:18Olha, e Gabriel está o Valdecir aqui.
- 20:21O Valdecir é nosso frequentador, nascido da proa.
- 20:26Eu acho que desde antes dela existir.
- 20:30Um abraço, Valdecir. Então, vamos lá.
- 20:36Como é que é a recuperação, né? Após a cirurgia de catarata,
- 20:39vamos dizer logo após a cirurgia, né?
- 20:41Lembrando que a cirurgia é feita com anestesia local, geralmente
- 20:44na forma de colírio, né? Um bloqueio anestésico e um
- 20:48sedativo que é injetado da veia para o paciente ficar sonolento.
- 20:52Então, doido, não vai sentir a cirurgia.
- 20:54Então acabou a cirurgia, né? O paciente já fez AO lanche.
- 20:58Dele lá No No no nossa cafeteria, né?
- 21:00O ver o café como aquele pão com queijo, um café com leite
- 21:04gostoso. Ele vai pra casa no mesmo dia,
- 21:07tá? Então é normal No No No No dia
- 21:11seguinte, no mesmo dia, ele sentiu uma sensação, como se
- 21:13tivesse Areia, alguma coisa incomodando olho.
- 21:16E uma dor muito leve e Acessibilidade aumentado a luz.
- 21:20Então vamos lembrar que a gente tirou a catarata, que é uma
- 21:24lente escura envelhecida, e colocou uma lente nova, né,
- 21:27transparente. Então o paciente vai ter
- 21:30sensibilidade à luz e a visão, ela já costuma melhorar já
- 21:34nesses primeiros dias, né? Mas depende do caso.
- 21:37Tem casos que a catarata às vezes é muito dura, né?
- 21:40Infelizmente Oo paciente. É, é deixou pra operar depois ou
- 21:44às vezes não teve acesso, né? A serious e a catarata é muito
- 21:48dura e a visão ela demora um pouquinho mais a ficar melhor,
- 21:53né? E aí, mas OA rotina, geralmente
- 21:56nesses primeiros dias o paciente ele já tem essa, essa essa
- 22:01melhora da visão, o retorno a atividades leves, né?
- 22:05É como caminhar, né? Dentro de casa ele.
- 22:09É, e essas outras coisas ele podem ser feitos no nos nesses
- 22:12dias. Então, caminhar dentro de casa,
- 22:13assistir TV, usar celular, pode tomar banho normalmente,
- 22:17lembrando que não pode deixar a água cair diretamente no olho,
- 22:20fechar os olhos na hora que cair a água dormir, de preferência do
- 22:24lado contrário ao olho operado, né?
- 22:26Ou seja, dormir do lado do olho não operado principal é usar os
- 22:29colírios no período correto. Colírios novos, Ah, mas tem 11
- 22:34colírio aqui da minha esposa, do meu esposo, da outra cirurgia,
- 22:37não colírios novos e lacrados, lavar muito as mãos na hora de
- 22:42pingar os colírios, né? Se tiver lacrimejamento, limpar
- 22:46com gaze estéreo, né? Não pegar aquele pano é, é de de
- 22:52pano ou de papel, sempre é coisa estéreo, o olho é uma das
- 22:55estruturas dos do corpo mais estéreo, né?
- 22:57Então, tudo o que que. For colocado, o olho deve ser
- 23:02estéril também, então são esses o os cuidados, nem as
- 23:05expectativas aí desse primeiro dia, o que que não pode coçar ou
- 23:10esfregar o olho muito forte, carregar peso, né?
- 23:12Você acabou de fazer uma cirurgia altamente delicada, uma
- 23:15cirurgia segura, não tem porque estragar o resultado de cirurgia
- 23:18fazendo o que não pode, então não pode carregar peso nessas
- 23:20primeiras semanas e forço físico muito forte como academia, né?
- 23:25Maquiagem nos olhos deixa essa maquiagem para lá, porque isso
- 23:28pode levar a bactéria para dentro do olho.
- 23:30Dormir do lado do olho operado, pressionando o olho e muito
- 23:33importante nessas primeiras 4 semanas, não pode entrar no mar
- 23:37ou na piscina porque a pressão hidrostática da água pode é
- 23:41danificar as incisões, né? Então todos esses cuidados eles
- 23:45devem ser tomados nessas primeiras semanas pra você ter
- 23:47aquele sucesso, né? Cirurgia de catarata vai ser
- 23:50geralmente feito uma vez em cada olho, né?
- 23:52Então não tem, porque a gente é fazer o que não deve, né?
- 23:56Eu imagino o seu cirurgião, ele fez um trabalho fantástico, teve
- 23:59todo que lado no planejamento da cirurgia e aí vai fazer o que
- 24:03não deve. Então isso é muito importante,
- 24:05né? Eu brinco com o paciente que é o
- 24:07primeiro tempo do jogo, a gente ganhou lá dentro do centro
- 24:10cirúrgico, né, alinhou toda equipe, escolheu uma lente legal
- 24:14Pra Ele, fez tudo direitinho. A cirurgia transcorreu bem, sem
- 24:17dor. Agora o segundo tempo é com ele,
- 24:19vai ser na casa dele, né? Tem os familiares para apoiar,
- 24:23né? Tem 11, coisa que eu faço muito.
- 24:25Geralmente quando vem para uma consulta um casal de idosos que
- 24:28quer operar catarata, eu peço para chamar um filho, um
- 24:31sobrinho, afilhado. Na segunda consulta, né?
- 24:34Que é quando volta com retorno para a gente conversar sobre as
- 24:37expectativas das cirurgias. Tem que ser realista, né?
- 24:41Sobre o pós operatório? Porque às vezes as pessoas acham
- 24:43que é só uma raspagem no olho, né?
- 24:45É uma cirurgia segura, mas é uma cirurgia introcular, né, que
- 24:49exige cuidados bem definidos no pós operatório.
- 24:54E agora eu vou falar também sobre o sinais de alerta, né?
- 24:57Isso é muito importante, né? É a gente na retina pro a gente
- 25:01tem toda essa orientação que os pacientes por escrito, né?
- 25:05E geralmente em vídeos ilustrativos no YouTube que você
- 25:08pode acessar. E aí, quais são os sinais de
- 25:10alerta? Dor forte não é normal sentir
- 25:12dor forte no olho, né? É normal sentir aquela sensação
- 25:15de Areia leve ou uma dor muito leve, mas dor forte não é
- 25:19normal, vermelhidão muito intensa, né, ou piora.
- 25:23Assunto da visão, você operou, está com a visão boa, né?
- 25:26Recuperando legal, da noite para o dia, a visão piorou, embaçou
- 25:30é, então tem alguma coisa errada, secreção muito forte ou
- 25:33uma assombra uma cortina preta tampando a visão.
- 25:37Se você sentir um desses sintomas, você deve procurar o
- 25:40seu oftalmologista ou se não encontrar ele, um serviço
- 25:43oftalmológico imediatamente, né? Eu falo com o paciente, meus
- 25:48pacientes, se eles sentirem isso aí ele corre pra clínica, porque
- 25:51eu posso não estar, ou sei lá, eu viajei ou estou doente em
- 25:54alguma coisa, mas vai ter sempre algum colega ali lá na Regina
- 25:57pro nós somos um time, né? Nós somos sempre muito alinhados
- 26:00e às vezes eu não posso. Está lá o Edmundo vê um paciente
- 26:03pra mim, vice versa, eu já vi o paciente pro doutor Edmundo, pro
- 26:06luxo pra todos os colegas, é sempre um prazer, né?
- 26:09A gente tá ali disponível pra ajudar o paciente que é ali.
- 26:12Ele é o primeiro lugar pra gente na saúde ocular dele, é a nossa,
- 26:17digamos assim, a nossa missão, né?
- 26:19É, tem até uma frase lá na clínica que a gente tem.
- 26:23É grudados locais, né? Atendimento com excelência, com
- 26:25resolutividade, então a gente tem que atender muito bem e
- 26:28sempre resolver o problema do paciente.
- 26:30Então eu falo, se o paciente ele tem esses esses problemas, ele
- 26:33tem que procurar urgentemente a gente, né?
- 26:36Independente se eu não estiver na clínica, alguém geralmente
- 26:39vai estar e esse paciente ele vai é geralmente ser atendido.
- 26:43O senhor quer comentar alguma coisa aí, professor, eu queria
- 26:45que o senhor contasse umas histórias aí, que o senhor
- 26:47geralmente tem umas histórias boas, de de força operatória.
- 26:52Disse não, eu lembrei agora de uma cirurgia refrativa que eu
- 26:54fiz numa paciente minha, disse para ela ficar em casa e tal,
- 26:58Ela Foi arrumar gaveta, imagina né, poeira fez uma infecção
- 27:03brutal, rapaz, fiquei muito triste porque infecção em
- 27:08córnea, né, que é uma estrutura que não tem vasos, é difícil
- 27:11tratar, né? Então a gente dá um conselho
- 27:13para o paciente, ele vai querer fazer atividade em casa, fica em
- 27:16casa em repouso, veja televisão, pode ver seu celular, se quiser
- 27:20ler alguma coisa, pode. Mas aí ele vai fazer outra coisa
- 27:23que ele estava precisando fazer há muito tempo, né, arrumar o
- 27:25guarda roupa e tal. Então assim, tem pessoas que
- 27:29realmente a gente tem que chamar atenção de igual, ele não vai
- 27:31fazer nada, deixa outro dia, daí você vai ter tempo pra fazer
- 27:34isso, né? Então assim é o cuidado, o
- 27:37cuidado é, primeiro a gente tem que ter uma excelente indicação
- 27:41da cirurgia em si, né? Vale a pena operar, vale a
- 27:45possibilidade de sucesso, é grande, é, então opera.
- 27:48Entendeu? Porque tem tem pessoas que
- 27:51operam catarata e tem lesão na retina, por exemplo, a gente
- 27:54sabe que vai melhorar um pouco, né?
- 27:57Então tem que avisar o paciente, olha, você tem uma lesão na
- 27:59retina, né? Então você não vai ficar com uma
- 28:02visão perfeita, vai melhorar, mas não vai ficar com a visão
- 28:05perfeita, porque ele começa logo a comparar com o vizinho.
- 28:08Ah, mas meu vizinho Peru tá até lendo já, né?
- 28:10Disse. Pois é, mas ele não tinha uma
- 28:12lesão na retina, então a gente precisa prevenir o paciente do
- 28:15resultado que ele espera. Né, isso é uma coisa muito
- 28:18importante, porque senão ele vai com uma expectativa e a
- 28:21expectativa não se cumpre, né? Por isso que é feito todos os
- 28:25exames, é pré operatórios de de exame oftalmológico em si, exame
- 28:30de fundo de ouro, medida da pressão do olho, exames para
- 28:33calcular o brabalente exato, medir e fazer as medidas da
- 28:37córnea, enfim, para entregar o melhor, né?
- 28:39Porque cada vez né, Gabriel? A essa tecnologia ela vai
- 28:43melhorando mais você mostrou agora aí o 3D, né?
- 28:46Que é uma coisa que tem o que, uns 5 anos?
- 28:48Isso mais ou menos. Deve ser 2018, 19 mais ou menos.
- 28:55Eu tava em São Paulo ainda quando chegou ao.
- 28:57Brasil veio, veio acrescentar. E principalmente pra cirurgia de
- 29:00retina também, né, que a gente utiliza, então são são upgrades,
- 29:05né, que a gente tem, são melhoramentos que a gente vai
- 29:08tendo ao longo do tempo, da tecnologia que vai nos ajudando,
- 29:11né? Então é, é isso é
- 29:14impressionante, porque a gente vê em toda a área da medicina,
- 29:16né? Você vê os.
- 29:18Na época eu lembrei de um caso um dia desses que eu operei,
- 29:22falei para os residentes lá no betina, uma paciente que tinha
- 29:26encravado aqui um pedaço de pau aqui, descendo do açaizeiro, e
- 29:32aí a gente não tinha nem nenhum, nenhum instrumento pra pra
- 29:36avaliar o tamanho desse pau, né? Imagina.
- 29:41A gente tinha um raio x mais um pau, não é radiopaco, né?
- 29:44E aí eu me lembro que ele disse, não, jovem, né?
- 29:46Jovem não tem medo de nada, né? Põe aí, põe aí que eu nesse
- 29:49desejo aí que eu tiro esse pau ali, Gabriel, quando eu fui
- 29:53tirando o pau, assim que o pau não terminava de sair, eu digo,
- 29:56putz, você está lá no cérebro do cara, esse cara vai morrer
- 29:58agora, né? Ah, graças a Deus, Deus me
- 30:01proteger e protepor ele sobretudo, né?
- 30:03Nada aconteceu, né? Mas a gente não tinha como
- 30:06saber, hoje você tinha ressonância magnética.
- 30:09Poderia ser o que é feito, né? E você vê qualquer estrutura, é
- 30:13de corpo estranho dentro da ó, até mesmo chegando no cérebro,
- 30:17enfim, que a gente não tinha antes, né?
- 30:20Então, acho que a tecnologia ela tem uma coisa muito boa que nos
- 30:23ajudou muito, os resultados melhorarem muito.
- 30:26No entanto, ela encareceu muito a medicina, todas as áreas de
- 30:29conhecimento, né? Elas encareceram por conta dessa
- 30:34tecnologia, né? Porque a tecnologia era
- 30:36inventada. E cada vez que a gente faz um
- 30:38upgrade de um aparelho, é, ele vem com assim, é do sistema
- 30:44capitalista, né? Então assim eles inventam um
- 30:47aparelho novo, fazem um upgrade daquele aparelho e assim, olha,
- 30:51doutor, daqui a 5 anos não vai ter mais pressa desse seu
- 30:54aparelho, a gente vai ter que migrar pro outro, mas a gente
- 30:57recebe o seu como parte do pagamento, né?
- 31:00Esse é o jogo, né? Mas tem que entrar no jogo,
- 31:02porque a gente sabe que a gente vai entregar coisa melhor.
- 31:06A gente sabe. É.
- 31:10Então é isso. É a vida, né?
- 31:12É a vida, né? Diga.
- 31:16Não pode falar, professor. Pode continuar.
- 31:18Desculpa. Não.
- 31:18Eu IA falar que, por exemplo, hoje as próteses de joelho, né?
- 31:23Antigamente não tinha, né? Então prótese de quadril, por
- 31:26exemplo, né? É a tecnologia avançando dentro
- 31:29da medicina e mostrando que você pode realmente.
- 31:32É melhorar, ter uma qualidade. Antigamente, o que que faria
- 31:35numa pessoa que tem uma doença de quadril?
- 31:37Enfim, faria nada, né, só não ficar tomando remédio a vida
- 31:40toda vai para uma cadeira de roda, né?
- 31:42Hoje não, você tem recurso, né, no joelho, né, prótese de joelho
- 31:46para a pessoa andar, né? Então assim é, é a bênção que
- 31:50Deus nos oferece através da da ciência, né?
- 31:54Na tecnologia, que é o progresso da ciência que vai nos ajudar, é
- 31:58o lado que é. Às vezes não é tão bom, é o lado
- 32:02financeiro, né, porque encarece, né, encarece o aparelho,
- 32:06obviamente encarece a cirurgia em si, né?
- 32:08A Entrega dessa, dessa tecnologia, ela não é, não é
- 32:13barata, né? Não é barata.
- 32:15Mas, enfim, é o que a gente tem e graças a Deus a gente tem,
- 32:19graças a Deus a gente tem eu, eu operei, a minha.
- 32:24A minha cunhada, ela tinha, acho que 32 anos de catarata e não
- 32:27existia essas lentes multifocar, não existia a lente que corrigia
- 32:31astigmatismo, né? Então quando eu olho a cirurgia
- 32:33dela hoje, ela deve estar com o quê, uns 60 anos?
- 32:36Hoje eu olho assim, a cirurgia de puxa vida, nós fomos, nós
- 32:40fogodendo muito, foi uma lente de 6 mm com 4 furos que não
- 32:44tinham corrigir astigmatismo. Ela tem uma astigmatismo, eu
- 32:46acho que de 4°, né, que não existia na época, né?
- 32:49Ela, a cirurgia da época Moderna era aquela, né?
- 32:52Hoje, quando eu olho aquela cirurgia, disse, puxa, rapaz, se
- 32:55fosse hoje, a gente não entregava um negócio melhor, né?
- 32:58Que a gente corrige a pessoa, né?
- 33:00Então tem, tem tem calculadoras que fornecem isso, a gente dá os
- 33:05dados, ela diz ó, coloca lá, entre XE tal, no eixo tal, pra
- 33:08corrigir o astigmatismo, enfim, então essa tecnologia toda é
- 33:13excelente, mas ela tem um preço, né?
- 33:16Tem um preço. Então por isso que a gente tem
- 33:17que viver. Nós oftalmologistas vivemos em
- 33:20equipe. Porque a gente não dá conta de
- 33:22ter cada um o seu aparelho, não, não tem como, é impensável isso,
- 33:26a gente tem que viver em equipe pra poder comprar um aparelho
- 33:29desse, desse porte, né? Mas nos dá uma segurança
- 33:32profissional muito grande, EE pro paciente, uma entrega de
- 33:35resultados muito bom, né? Isso aqui é animador, né?
- 33:38Dá uma Felicidade, né? Interna, a gente vê a pessoa
- 33:40aqui. Nossa senhora, doutor, eu tô
- 33:44feliz da vida, eu não imaginei que eu estava tão ruim.
- 33:48Porque a catarrata em si, né, Gabriel?
- 33:50A pessoa vai perdendo qualidade de de de visão e não percebe
- 33:54porque ela é muito lenta, né? Aconteceu comigo isso, eu tava
- 33:58perdendo visão de cores, né? Hoje eu falei para o paciente,
- 34:01disse assim, olha, estávamos comprando uma calça junto com a
- 34:04minha mulher e quando ela me disse não comprei essa aqui que
- 34:07fica boa em você, eu disse não, mas eu tenho calça preta, disse,
- 34:10não é preta, essa calça é um azul escuro.
- 34:13Aí eu olhei, OPA, quer dizer a minha catarata?
- 34:17A nossa senhora tá, tem que operar, né?
- 34:20Tava perdendo visão de cores, quer dizer, muito, embora a
- 34:22minha visão fosse normal. 2020 divisão, eu leio aquela letrinha
- 34:26lá, perfeito, né? Mas eu tava perdendo saturação,
- 34:30eu tava perdendo visão de cores, né?
- 34:32E assim como é um negócio muito lento, você não se dá conta, né,
- 34:35depois que opera, né? Pois que eu quero uma maravilha.
- 34:39Olha só, eu lembrei agora, Gabriel, quando a gente operava
- 34:42aquelas uma técnica antiga, que a gente tirava toda a catarata,
- 34:45né, e não implantava. Então a gente deixava a catarata
- 34:48ficar muito madura pra gente não ter acidente, né?
- 34:51E quando quando fosse tirar a catarata, ficar aquela catarata
- 34:54branca, né? Aquela pupila branca, né?
- 34:57Então quando a gente tirava e colocava o óculos.
- 34:59AA senhora disse assim, doutor, mas a minha pele está muito
- 35:02envelhecida, doutor, não tem? Eu não me dava conta disso, né?
- 35:07Eu fui olhar, me olhar no espelho, nossa, cheio de ruga,
- 35:11né? Porque ela não via, né?
- 35:13Ela é muito curiosa ser esses esses detalhes que ela me
- 35:16contava assim, eu digo, pois é, agora saber que está feliz, que
- 35:19esse negócio de de beleza, ele só está é vendo bem, vendo tudo,
- 35:23né? Ainda bem que a pele não é o
- 35:25marido, né, professor para. Mas aí vai ver o marido também
- 35:30engilhado, né? Então tá tudo igual, né?
- 35:33Tá tudo igual. Então é isso, está indo para os
- 35:37minutos finais da live. Vou deixar aqui umas perguntas a
- 35:41nossa amiga nizete prata, boa noite nizete.
- 35:45Seja bem-vinda a nossa live. Ela perguntou, como funciona a
- 35:49cirurgia de catarata no paciente que tem amplopia?
- 35:52Só lembrando, gente, amplopia é um termo que a gente dá.
- 35:56É uma, digamos assim, falha, né? Na no desenvolvimento da visão,
- 36:00geralmente quando a pessoa é criança e aquele olho que a
- 36:04gente chama amblíope, é o olho que ele não chega ao a uma visão
- 36:07100% normal geralmente, né? Então ele tem uma falha em
- 36:10relação geralmente ao outro olho, seja por um problema.
- 36:14É, digamos, motor, né? De estrabismo, seja por um. 11.
- 36:20Problema refracional, né? Falta de grau corrigido naquela
- 36:23época. E aí a pessoa, ela não
- 36:25desenvolve o cérebro, ele não aprende a enxergar, né?
- 36:27Com aquele olho também. E aí ela fica com aquela baixa
- 36:31divisão o resto da vida. E aí AA nizete, ela quer saber
- 36:33como é a cirurgia de catarata. Professor nesse olho o senhor
- 36:36quer comentar? A cirurgia de catarata não muda
- 36:39nada, né, Gabriel? Apenas.
- 36:41A gente precisa dizer pro paciente que se aquele olho
- 36:44amblíope, ele não vai enxergar mais do que ele enxergava.
- 36:47Quer dizer, vai melhorar. Mas nunca vai ficar igual ao
- 36:49outro olho, porque não houve desenvolvimento neuro sensorial
- 36:53daquele olho. Então eu tenho que prevenir o
- 36:56paciente. Olha esse seu olho seu aqui, a
- 36:58gente vai operar, mas não vai ficar tão bom quanto o outro
- 37:01olho, que não tem a briopia, né? Tem que explicar para o paciente
- 37:04isso tem que entender, né? Então essa é a briopia, conforme
- 37:08você falou, é pela essa diferença de grau entre o olho e
- 37:11o outro que não foi corrigido adequadamente na infância.
- 37:15Né? Então a pessoa não tem mais
- 37:17possibilidade de de ter uma visão normal, digamos assim, né?
- 37:21Então vai operar, mas não vai ficar 100% como dum dum dum olho
- 37:26que não tenha a miopia, né? Então tem que esclarecer, eu
- 37:29acho que tudo é Gabriel, é é questão da gente conversar na
- 37:33hora, sabe explicar pro paciente e você falou uma coisa
- 37:35importantíssima é sempre estar acompanhado, sabe?
- 37:39Eu nunca opero um paciente que não veio com o sobrinho, com o
- 37:42primo, com o irmão, com, enfim. Com o filho, entendeu?
- 37:46Pra explicar, né? Porque é.
- 37:48Eu digo que 4 ouvidos escutam melhor que 2, né?
- 37:51Porque às vezes o paciente, doutor, mas o senhor não me
- 37:53falou isso. Eu digo, falei, a senhora não
- 37:55lembra? Aí fica a tua palavra.
- 37:56Quanto do paciente, né? Então você sempre.
- 37:59Chama é você tem que chamar sempre uma venha com
- 38:02acompanhante, né? Venha com acompanhante pra gente
- 38:04conversar sobre o seu procedimento.
- 38:06O que que, o que que é previsível, o que que a gente tá
- 38:08buscando, né? Sempre e hoje até nós temos uma
- 38:12no nosso computador agora, né? A possibilidade também de
- 38:15gravar, né, Gabriel? Então olha, eu vou gravar e tudo
- 38:18que eu tô dizendo pra você, porque às vezes o paciente
- 38:20também esquece, aí fica a tua palavra, conta dele, né?
- 38:23Então eu gravo às vezes na frente do paciente, não faço
- 38:26tudo de rotina isso, mas enfim, às vezes eu faço de gravar e aí
- 38:30o próprio computador já escreve, tem uma Iana que já escreve, né?
- 38:35É o que eu conversei com o paciente, ó, eu tô explicando
- 38:37pra senhora e pro senhor, pro seu filho, que a sua cirurgia
- 38:41vai assim, assim, assim e tal, nós não vamos.
- 38:44Conseguir o êxito total por conta que a senhora já tem uma
- 38:46ambliopia, né? Então fica legal.
- 38:49Isso porque o paciente às vezes é doutor marciano me falou, eu
- 38:52falei olha aqui ó, até ela está no seu prontuário isso, né,
- 38:56porque é difícil isso. Por isso que é bom sempre ir
- 38:58acompanhado, acompanhar o papai, a mamãe, o tio, enfim, um
- 39:01sobrinho acompanhando, né? Pra poder a gente de 4 vidas,
- 39:05escuto melhor que 2. Exatamente, então os minutos de
- 39:09finais vou deixar aqui um uns digamos hoje.
- 39:13Take home Messenger, né? Então, pessoal, a cirurgia de
- 39:16Catar até uma cirurgia segura, né?
- 39:18Mas como qualquer outra cirurgia, ela exige cuidados pós
- 39:22operatórios. E esses cuidados devem ser
- 39:25respeitados, né? Por conta dos riscos inerentes
- 39:29de você não tomar esse cuidado e estragar a sua cirurgia.
- 39:33Ou ter algum tipo de problema quanto a isso, porque eu só
- 39:36quero deixar aí uma umas palavras finais professor pros
- 39:39internautas. Não, não, acho que é isso, acho
- 39:41que é isso mesmo que você falou, né?
- 39:43Uma coisa importante que eu acho também, sabe, Gabriel, tá me tá
- 39:46me vindo da cabeça. Agora é você se preparar
- 39:48espiritualmente, né? Não vai.
- 39:50Eu eu lembro, lembrei agora de um caso de uma pessoa que era
- 39:53uma psicóloga, ela veio operar comigo ainda.
- 39:55Era na época da intercapsular que a gente tirava todo, toda a
- 39:58catarata, né? Aquela catarata branca, né?
- 40:01Aquilo me despertou uma curiosidade, né?
- 40:03Disse assim, mas você já está conhecido há muito tempo, né?
- 40:06Por que que você deixou ficar assim?
- 40:07Por que que você veio agora? Disse não, então eu vou lhe
- 40:10falar, eu vou lhe explicar por que que eu vi agora é, eu já
- 40:15estava para operar, mas estou vendo em casa com meu filho
- 40:18mexendo com droga e ele foi preso.
- 40:21Eu tive que ir na delegacia corromper o delegado para soltá
- 40:24lo e me ficou muito chateado. Eu vi cuidar da minha vida
- 40:28agora, quer dizer, ela veio para operar, né?
- 40:30Uma situação dessa, eu disse Pra Ela assim, olha, não é o momento
- 40:34de você operar, você tem que estar bem espiritualmente, né?
- 40:37Harmonizada tranquila, você não pode operar não.
- 40:41Eu falei pro pai resolver o problema dele lá que eu não vou
- 40:44mais ficar, né? Ele disse, não, não, não vá
- 40:47cuidar do seu filho, você ficou tanto tempo com essa catarata,
- 40:50então mais um tempo que você fica não vai fazer diferença,
- 40:53então vai cuidar do seu filho, vai cuidar da sua família quando
- 40:56você estiver bem, né, espiritualmente.
- 40:59Né, mentalmente, né, psicologicamente, ver que vai
- 41:02dar tudo certo, porque se eu operar uma pessoa que não está
- 41:05espiritualmente bem ou mentalmente bem, o risco de de
- 41:09complicação é muito grande, eu percebo isso, né?
- 41:12Então eu sempre procuro ver esse lado, é também psíquico do
- 41:16paciente, como é que está, como é que está a vida, né?
- 41:19Então é quando eu perguntei para ela assim, por que que você não
- 41:21operou? Ela abaixou a cabeça e começou a
- 41:23chorar, né? E eu deixei ela chorar porque
- 41:26aprendi isso com umas. Alguns cursos de psicologia que
- 41:29eu fiz, quando a pessoa está chorando, a gente vai, corre com
- 41:32a criança, não chore, não chore, não deixe a criança chorar,
- 41:35aconteceu, ela está assistindo dor, deixa ela, deixa ela botar
- 41:38para fora, então assim, na minha relação com o paciente também,
- 41:41quando quando aconteceu isso, eu deixei ela chorar, chorar,
- 41:44chorar, eu fiquei só calado, quietinho, deixando ela chorar.
- 41:47Depois ela começou a falar, né, colocar para fora o que ela
- 41:50estava sentindo é o importante para ela isso, né?
- 41:53Botar para fora, aquela aquela dor grande que ela estava
- 41:56sentindo, né? Então é isso, eu acho que é o
- 41:59preparo psicológico também, a pessoa está preparada
- 42:02harmonicamente com a saúde bem, né, com higiene boa, tudo
- 42:06certinho, não, eu vou me preparar para operar, eu não vou
- 42:09fazer, não vou tirar um, não vou fazer uma obturação ali na
- 42:12esquina, não, eu vou tirar meu olho, né, que é extremamente
- 42:15importante. O mundo hoje é muito visual, né?
- 42:18A gente depende, a gente vai até 11 horas da noite, lendo,
- 42:21estudando, vendo televisão, sei lá.
- 42:23Então antigamente não, mas se é hoje, a visão é um órgão
- 42:27extremamente importante, então tem que dar, a gente tem que
- 42:30fazer tudo pra que dê certo, tudo né, pra que a gente não
- 42:34tenha é ocorrência. Então um abraço a todos os
- 42:38internautas. Estaremos aqui na próxima
- 42:41quarta-feira com outros colegas, um abraço a todos.
- 42:44É isso aí, pessoal, um abraço. E toda quarta às 8:00, né?
- 42:48Da noite, a gente está transmitindo aqui conteúdo de
- 42:50qualidade. Para vocês ficarem bem
- 42:53informados, não esqueçam de nos seguir nas redes sociais, né?
- 42:56No YouTube, no Instagram e Facebook.
- 42:59Se vocês tiverem qualquer dúvida, pode deixar lá na nossa
- 43:02caixa de perguntas do Instagram que a gente vai responder.
- 43:05Um abraço para o pessoal. Feliz 2026, né?
- 43:08A primeira live do ano que a gente já, já começou aí, o ano
- 43:12muito bem. Um abraço pessoal, até a
- 43:14próxima.