Latest / Café com Dungeon / RPG vs Séries de TV em Urban Shadows #0124
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- 0:00Cara, Dungeon World é a melhor forma de você jogar o filme do
- 0:05dayd, não é? O dayd, você já deve ter ouvido
- 0:09esse papo, né? Eu acho muito louco isso, eu
- 0:13acho muito louco, sinceramente. Eu, eu, eu fico, cara, eu, eu
- 0:16fiquei em choque a primeira vez que eu vi isso, eu falei, cara,
- 0:20então deu a volta completa, né? Porque o dayd, ele nasce como um
- 0:24jogo específico. E que ele tem as suas
- 0:27propriedades, ele é sua autonomia enquanto jogo ali, ele
- 0:31traz um reflexo narrativo claro, você vai jogar aquilo e vai ser
- 0:35você vai ter narrativas que emergem daquilo.
- 0:38O cinema, agora ele ele passa a querer contar histórias típicas
- 0:42do dayd, né? O dayd como auto referencial,
- 0:45ali como narrativa, né? A narrativa que sai do jogo de
- 0:49dayd. E aí a gente quer que os jogos
- 0:53contemple a narrativa que. Outra mídia construiu a partir
- 0:57da mídia do DID, como se esse círculo, né?
- 1:02Ele fosse obrigatório pra aquilo funcionar, como se aquilo ali
- 1:05tivesse que ter uma certa fluidez toda, como se isso fosse
- 1:10um compromisso do jogo. Ele se contar depois dele passar
- 1:14por um caminho de contação de história.
- 1:16Isso pra mim mostra como a gente vem encarando ORPG por uma
- 1:22natureza que talvez não seja exatamente a dele.
- 1:27Como é que do ID? Vamos tentar dissecar isso.
- 1:30O epg, ele nasce no DID ali como uma composição de 2 comunidades,
- 1:33a do dos wargames, que é uma comunidade, por assim dizer,
- 1:36lúdica, né? Do do que que trabalha, o
- 1:38aspecto lúdico, né, lúdico no sentido mecânica, as regras do
- 1:42wargames e uma galera que vem da literatura fantástica de swarder
- 1:46sourcer, né? Espada e feitiçaria, sy fi né
- 1:50Pulp? A gente vê a fusão desses dessas
- 1:542 gangues aí no RPGE desde sempre.
- 1:57A gente vai ver que tem ali 111 galera querendo que ORPG seja um
- 2:01jogo de construção narrativa de que o de que se conte uma
- 2:06história. Mas ele não nasce assim, é ORPG.
- 2:09Nasce, nas palavras dos autores, como um problem soving, né?
- 2:12É, mas obviamente que é OORPG. Ele se tornou grande demais para
- 2:17o dungeons and Dragon se tornou grande demais para o gere
- 2:20gagins, né? Como se falava na época EE,
- 2:24esses objetivos passaram a pautar muito ORPGE conforme ORPG
- 2:28veio evoluindo, ele vem se entendendo como um jogo de
- 2:31contar história de fato. Eu já contei essa história aqui.
- 2:35É uma história que você vai ver no mercado, você vai ver no e
- 2:37Los of shift, que a gente tem estudado no, no grupo do café.
- 2:41E o que acontece de maneira geral é que Oo day dele começa a
- 2:45querer se entender como um jogo de contar a história apesar dele
- 2:47não, não se. É.
- 2:50Construir ludicamente, ou seja, nas mecânicas e nas regras dessa
- 2:53forma. Ele não te dá ferramentas pra
- 2:56contar história, ele te dá ferramentas pra superar
- 2:58desafios, problemas lógicos, os puzzles.
- 3:00É, é não puzzle no sentido estrito, mas no sentido geral,
- 3:04né? Puzzle dentro de uma lógica
- 3:05geral ou de jogo ali ficcional, né?
- 3:09E eu entendo essa confusão porque, ORPG ele, ele passa por
- 3:12momentos narrativos. A gente, quando é trabalha fatos
- 3:16da ficção, a gente coloca elas elas em esses fatos em
- 3:19perspectiva, e fazer isso é narrativa, né?
- 3:23Mas não é um fim em si do jogo. Como ele nasce, ainda que a
- 3:26gente veja que se torna, né? Quase, quase hegemônico de que
- 3:30ORPG é um jogo de contar histórias.
- 3:31Eu já abordei isso aqui no café com dângel, no episódio de
- 3:34ficção contra narrativa, e me parece uma distinção importante
- 3:37de fazer. Por quê?
- 3:40Porque se você pegar cinema, literatura e séries de TV, por
- 3:46exemplo, a gente está falando de arte.
- 3:49É que passa por um canal de contar histórias, de construir
- 3:53narrativamente mesmo, de fazer uma construção.
- 3:56É declaradamente narrativa. O objetivo daquela produção é
- 4:01essa, é terminar com uma narrativa.
- 4:04Isso envolve várias categorias próprias da narrativa, né?
- 4:09É. Uma dessas características que a
- 4:12gente vai ver é que como se exprimiu no cinema e que o RPG
- 4:16tenta. É reproduzir como se exprimiu
- 4:20numa série de TV, EORPG tenta reproduzir como se exprimiu na
- 4:23literatura. EORPG tenta reproduzir.
- 4:26A gente vai ver que essas artes que ORPG tenta reproduzir, elas
- 4:30são artes passivas de um lado. De que lado?
- 4:34Do espectador, do leitor, principalmente deles enquanto
- 4:39consumidores. Essas categorias dão muito certo
- 4:44como experiência vendável. Então, se você tem um filme,
- 4:48todo mundo vai ter um material muito claro para ver ali aquela
- 4:52experiência do filme. Ele é muito reprodutível,
- 4:56reproduzível, né? Ela se reproduz muito
- 4:59facilmente, claro, cada um vai ter sua interpretação, vai ter
- 5:02um espaço próprio de como assimila cada pessoa, assimila
- 5:05de um jeito, mas o produto está ali, um livro também.
- 5:11A gente pode trazer isso pra uma questão de eu estou contando uma
- 5:15história e a história passa a se entender como essa construção de
- 5:20experiência narrativa, né? É, não à toa eu trouxe essas 3
- 5:26formas, porque elas são formas que construam essa, essa essa
- 5:30categoria mais passiva, EORPG. Pelo contrário, ele é mais
- 5:34horizontal. Né?
- 5:36Ele tem os protagonistas em jogadores.
- 5:39Ele tem um espaço fictício, né? Ficcional, ele indisputa por
- 5:43todo mundo que tá jogando. Ele é uma experiência lacunar
- 5:48também que não tá pronta. Então ele quando se se ele se
- 5:54acopla a essas categorias, essas artes diegéticas, né?
- 5:58Eu estou falando de diagéticas porque são dentro do sentido
- 6:02aristotélico da coisa. Elas são de contar história.
- 6:05Diferente da música, por exemplo, que é mimética, né?
- 6:08Ou da poesia, que é mimética, né?
- 6:12Não é exatamente diagética, são artes que não dependem da
- 6:16diageses ORPG. Ele passa a se encarar como
- 6:20dependente da da diageses, né? Isso não é uma coisa exclusiva
- 6:26do RPG, né? É, a gente vai ver isso
- 6:29acontecendo ali no videogame também, porque, porque de certa
- 6:34forma, o videogame começa a aparecer como uma mídia
- 6:37interativa e a interatividade tem uma força muito grande
- 6:40também como produto. Vem interagir dentro disso aqui,
- 6:44ainda que não seja a reprodutibilidade da
- 6:47experiência, um grande 111 coisa?
- 6:50Muito. É muito fácil, assim como o
- 6:53cinema é mais fácil, né? Quando você tem interatividade,
- 6:56você depende de quem tá interagindo, então fica um pouco
- 6:58mais difícil construir uma experiência muito fechada.
- 7:02Por outro lado, é muito profundo porque você está interagindo.
- 7:07Então o videogame traz essa qualidade e logo você vê
- 7:10interesse narrativo na construção do RPGE tenta se
- 7:14acoplar no final dos anos 90 e início dos anos 2000.
- 7:17Tem toda essa discussão, né, esse cisma.
- 7:21Acadêmico aí que é a ludologia versus a narratologia, a
- 7:24narratologia, sendo uma galera mais Moderna, mais pós Moderna,
- 7:28né? Na verdade é argumentando que os
- 7:30jogos eles são a próxima Fronteira narrativa, porque eles
- 7:34trazem essa interação pra narrativa e eles analisam jogos
- 7:39como ciberdramas ou como literatura digital, mas eles são
- 7:43focados em enredo, personagem, arcodramático.
- 7:46A questão que os narratologistas, eles trazem as
- 7:48categorias da narrativa da diegeses pro mundo dos jogos, e
- 7:54aí tem uma reação dos ludologistas?
- 7:56Né, é? Que rejeitam isso veementemente.
- 7:59E eles argumentam que o jogo é, antes de tudo, regra, sistema,
- 8:05mecânica. Então eles dão um exemplo do
- 8:08xadrez do tetris, que se exprimem independente das
- 8:11categorias narrativas. E pra eles isso é prova.
- 8:15De que os jogos eles independem da narrativa.
- 8:19A gente chega num momento de síntese, em que a maioria dos
- 8:22game designers aceitam que as 2 coisas coexistem, né?
- 8:26É a narratologia Moderna. Ela se entende como uma
- 8:30narrativa construída em cima da em em cima do lodos, né?
- 8:34Das regras. E isso se entrelaça.
- 8:37Eu acho válido. Mas me parece muito hoje em dia
- 8:41é problemático quando você pega a higiene, por exemplo, e uma
- 8:43das categorias de análise de um jogo na higiene pra dar nota é
- 8:48narrativa. E qual a nota que você dá pra
- 8:51narrativa de tetris? Então quer dizer que se Oo
- 8:54padrão, né, que você vai analisar, né?
- 8:57O registro que você vai usar pra analisar um jogo passa
- 9:00necessariamente pela narrativa. Tetra está sempre prejudicado
- 9:03nessa análise, né? É, e eu acho isso complicado, eu
- 9:06acho isso problemático em algum ponto.
- 9:08Por quê? Porque talvez jogos, né?
- 9:12Eles se exprimem, eles possam se exprimir Na Na mimésis, como eu
- 9:17falei, aqui acontece com a música e tal, independente das
- 9:19categorias diaergéticas, né? Mas a narratologia vem tão forte
- 9:24que quando a coisa assenta um pouco, ela se entende como uma
- 9:28categoria necessária de análise dos jogos.
- 9:32E aí a gente vê um dos problemas de análise.
- 9:34É muito difícil, é muito complicado analisar DED.
- 9:37Como um jogo de contar história, quando as ferramentas de que ele
- 9:40constrói em seu design são ferramentas de desafio, elas são
- 9:45ferramentas que constroem uma experiência, na minha opinião,
- 9:48mimética e não diagética, mas eu não culpo quem analisa o daído
- 9:51dessa forma, porque ele se vende como um jogo de contar
- 9:55histórias. Por quê?
- 9:56Porque o mercado gosta disso e idealmente, você vendeu uma
- 10:01experiência quando você tem uma experiência fechada como uma
- 10:03história, né? Num livro.
- 10:05Num filme é mais fácil, então você vai ver ODED adotando
- 10:10técnicas de jogo que quebram a agência do jogador que quebram a
- 10:14interatividade é o menser em 84, sei lá falando, cara, se um
- 10:19goblin que não tiver um significado narrativo eliminar
- 10:23um personagem, matar um personagem, você finge que o
- 10:26dado sai outro valor. Então, em vez de sair um valor
- 10:29de dano que mate o personagem, sai um valor de dano que fere
- 10:32ele. E aí você não acaba com o
- 10:33protagonista. Como se protagonismo fosse
- 10:36importante pra todo RPG. Será que é?
- 10:41É uma pergunta válida. Por quê?
- 10:42Porque se porque se é válido pra tudo RPG de fato é uma categoria
- 10:47diagética, aí se imprimindo é na base do RPG enquanto arte, mas
- 10:52eu duvido um pouco disso. Eu acho que é o protagonismo,
- 10:55ele pode ser simplesmente incidental No No RPG, assim como
- 11:01eu já já já pude brincar em cima do War.
- 11:04Né, jogando War que sobrou um exércitozinho No No no na
- 11:08América do sul aqui, e eu fiquei com esse exércitozinho
- 11:11resistindo. Para mim, aquele aquele exército
- 11:13ali tinha nome, tinha tudo, e eu encarnei um personagem.
- 11:17Por quê? Porque aquilo é uma narrativa
- 11:19que eu fiz em cima daquela daquele jogo, mas não
- 11:21necessariamente Oo jogo era de construção narrativa, né?
- 11:25Eu acho que ARPG, ele tem um espectro mimético muito grande,
- 11:29então analisar ARPGE dizer que é, é.
- 11:33Ele precisa passar por categorias de narrativa.
- 11:36É. É tão fraco quanto dizer que
- 11:39música precisa ser analisado por categorias narrativas.
- 11:44E eu acho isso muito relevante, de se estudar, de se
- 11:47experimentar, principalmente. Mas eu?
- 11:49Acho que é. Natural que ORPG dialogue com
- 11:55outras formas de arte. Eu acho proveitoso também porque
- 11:59assim a gente consegue explorar diferenças.
- 12:01E aí às vezes é justamente no conflito, como me parece assim a
- 12:06metodologia do ronwedress, né? Um grande nome da Ford ao
- 12:10analisar as agendas de jogo na GNS, eu acho que ele percebe as
- 12:13agendas pelo conflito. Eu acho que trazer outros outras
- 12:15artes, né, e outras categorias, como diagéticas pra pro, pro
- 12:19RPG, permite que a gente entenda por contraste, onde ele brilha
- 12:24mais, onde talvez ele tenha mais autonomia, é uma coisa que a
- 12:27gente ainda vai descobrir. Eu tenho fé, então.
- 12:32É a gente vai ver aí No No no mundo de hoje, por conta do tipo
- 12:35de produtos do produto diagético que se consome hoje em dia, que
- 12:38é audiovisual ali com. É.
- 12:41Séries de TV, né? Que eu acho que EEE, jogos de
- 12:44videogame. A gente vai ver jogos como é
- 12:47como ali. Oo fábula última, né?
- 12:50É que é 11 jogo de videogame que tem entimulado.
- 12:53É simular uma experiência de videogame no RPG ou a gente vai
- 12:57ver as influências de séries de TV?
- 12:59Né? Então a gente vai ver aí o Prime
- 13:01time and ventures, os movie, o RPG do Firefly, arquivos
- 13:04paranormais do Jorge, que traz muito forte essa, essa ideia de
- 13:09série de TV, site of mists, vários jogos tentando fazer
- 13:12isso. E a gente vê que esses jogos
- 13:17eles abraçam um pouco essa ideia da narratologia Moderna de
- 13:21abraçar com as regras, né? Com a parte ludus, com a parte
- 13:25lúdica. Eles tentam abraçar a parte
- 13:28narrativa, a história, a diageis.
- 13:31Então eles colocam nas regras, né?
- 13:36As ideias do protagonismo, antagonismo, ponto de virada,
- 13:39né, et cetera. A gente vai ver nesse episódio
- 13:43de hoje algumas alguns desses jogos que eu citei aqui.
- 13:47É inclusive, a gente pode trazer sempre o fiasco como um bom
- 13:49exemplo de como isso acontece. Ele internaliza nas regras do
- 13:53jogo as categorias diagéticas. E dá um tratamento lúdico para
- 13:57construção narrativa. Isso é muito interessante.
- 14:01Mas isso de certa forma é colocar o jogo para dentro ali
- 14:07daquela daquela arte e daquelas categorias que ela encerra,
- 14:12daquela mídia. Então a gente está trazendo para
- 14:14o jogo. É uma categoria que o jogo não
- 14:17precisa profissional, mas pode funcionar legal.
- 14:19Eu eu adoro esses jogos. Eu acho que esses jogos que a
- 14:21gente aprendeu a chamar de story game de certa forma, e na
- 14:25comunidade tem parte dela que que como eu acho que é um bom
- 14:29nome, story game é um RPG story game, porque ele se volta a
- 14:33contar uma história, né? Ele game, fica isso, ele
- 14:35ludifica isso. Mas acho que é tão forte que
- 14:39cria essa miopia de análise, né, de que a gente passa a encarar
- 14:42ORPG como jogo que precisa da narrativa.
- 14:45EOO jogo que eu vou analisar hoje, ele se acopla a séries de
- 14:52TV. Ele traz isso como uma
- 14:54influência estética marcante, mas ele não ludifica tanto assim
- 14:59e ele ainda assim funciona como tal.
- 15:02Talvez seja um meio termo entre essas 2 coisas.
- 15:06Eu não costumo gostar de meio termos, né?
- 15:08Mas eu acho que nesse caso aqui a gente vai ver um jogo que.
- 15:12Talvez não seja nem uma questão de meio termo, mas que ele
- 15:15abraça ORPG nas suas qualidades mais básicas de de
- 15:19interatividade, do tipo de conflito que surge.
- 15:23E a partir disso ele dá um deságue estético que aí sim traz
- 15:28as séries de TV. Talvez ele faça o RPG brilhar
- 15:35num ponto onde talvez o RPG somente possa brilhar.
- 15:39É no conflito, inclusive na disputa da ficção.
- 15:42Eu falo disputa recentemente bebendo cerveja no NBA aqui em
- 15:47São Paulo, que é o encontro que a gente faz com a comunidade do
- 15:49café. Eu discuti com o Dani aida de
- 15:53que ele chamou isso de composição, mas eu chamei, eu eu
- 15:56insisti de que era um conflito. A gente disputa a ficção no RPG,
- 16:02né? E talvez fosse só composição se
- 16:04a gente tivesse falando somente numa construção diagética, mas
- 16:07não. Ele tem esse aspecto mimético,
- 16:10né, de a gente trabalhar uma experiência ali, né?
- 16:13E eu acho que é por isso, por esse aspecto lúdico, que sempre
- 16:18a ficção do RPG está em disputa mesmo.
- 16:21E o jogo de hoje que eu vou analisar, ele foca bastante
- 16:25nessa disputa, construindo uma cidade, e essa cidade exprimindo
- 16:29uma história e a gente vai acoplar a estética de uma série.
- 16:34Então ele constrói uma série de TV.
- 16:37Com ORPG de uma forma muito autêntica, que não é lá como um
- 16:41story game tradicionalmente faz, mas também não fica refém.
- 16:45Como fica ODEDA gente vai analisar hoje o Urban Shadows,
- 16:50que é um jogão, tá sendo trazido aí pela tri editora com catarse
- 16:54e recomeça hoje o financiamento coletivo.
- 16:58Vamos analisar ORPG enquanto série de TV.
- 17:04Vamos lá. Ué, hoje é terça, eu preciso de
- 17:09café lá na quinta. Café com grande porra.
- 17:20Bom dia amigos do café com danjo.
- 17:22Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 17:24favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 17:27Meu nome é Rafael balbi com edição majestosa do grande Tito
- 17:31Lino. E hoje?
- 17:34A gente está aqui no mais um episódio oferecido pelos nossos
- 17:37parceiros da tría editora rapaziada, muito obrigado.
- 17:42Estão fazendo Alegria da Marcia repejita com mais 1 dia no mês
- 17:46aqui no café com dânjon. Esse episódio é um episódio aqui
- 17:50que a gente vai falar do Urban Shadows, que é um jogo que está
- 17:53sendo lançado pela tri e que traz aqui toda uma discussão que
- 17:56eu achei muito interessante, né? Que o Urban Shadows acaba me
- 18:00trazendo uma coisa muito particular, mas que eu vou.
- 18:03Deu o prazer de dividir com vocês?
- 18:04Lembrando que o financiamento coletivo começa hoje, então já
- 18:08dá para chegar lá e conferir o que que tem de novo lá, né?
- 18:12Inclusive o que tem de exclusivo ali que você pode, você pode
- 18:15pegar. E lembrando também que tem aí
- 18:1811. Rolê especial para quem apoiou.
- 18:21É o Urban Shadows primeira edição, enquanto uma outra
- 18:23editora tentou trazer há tempos atrás.
- 18:26Aí não deu certo, ninguém, todo mundo ficou vendo navios.
- 18:29A tría vai dar um voucher de 30 ou 70 BRL, dependendo do do tipo
- 18:34de cópia que você pegar, você digital, física.
- 18:36Se você apoiar a segunda edição agora e mostrar no final, no
- 18:40final do financiamento, que você apoiou.
- 18:43Da primeira vez, aí você ganha um voucher daqui pra você gastar
- 18:45no site da tria. Então cara muito legal da parte
- 18:49da tria, valeuzaço pela parceria e vamos lá, vamos pro episódio.
- 18:54Mas antes eu queria dar uma leitura na enquete aqui do
- 18:57último episódio, né? A gente falou no último episódio
- 18:59aí do RPG show, né? Do do pessoal aí, do nerds Bond,
- 19:04né, do Marco dos dados também. E foi muito legal a gente
- 19:07conversar com a galera. E eu perguntei, é sabendo que
- 19:10haveria um show do RPG show lá na sua cidade, você iria ou não?
- 19:15E 66,7% das pessoas disseram que sim, que iriam.
- 19:19Achei muito interessante. 33,4% das pessoas dizendo que não são
- 19:23pessoas que provavelmente preferem jogar RPG do que
- 19:25assistir, mas de qualquer forma eu achei um número interessante
- 19:28aqui é e teve comentários aqui Oo cujo monalta falou que o jogo
- 19:33já gostava de todos os envolvidos no caso aqui o nerd
- 19:36Bond, maior dos dados provavelmente e saber aqui
- 19:39através das palavras do pessoal do nerd Bond que esse
- 19:42impedimento deu certo. Foi muito legal.
- 19:44Espero que eles continuem criando essas pontes e rompendo
- 19:47mais Barreiras levando nosso amado Rob.
- 19:50Lugares onde ORPG nacional ainda não chegou sucesso valeu pelo
- 19:54pelo comentário cosmonauta. A galera é muito gente boa, eu
- 19:57acho que é uma empreitada muito interessante e o sucesso mesmo,
- 20:00porque de fato tem tem talento aí para romper bolhas e levar
- 20:04ORPG para um público que pode engajar para jogar ou o público
- 20:08pode ficar confortável em ver RPG também que é 11 boa ORPG
- 20:13show, né? E o Carlos rentes também
- 20:16comentou aqui, RPG como espetáculo está para ORPG de
- 20:19fato. Tanto quanto a pornografia está
- 20:21para o sexo, de fato, parece que trata da mesma coisa, mas só
- 20:24parece é cara analisar a RPG como mídia tem dessas, né?
- 20:28A gente está analisando várias possibilidades e pontos de
- 20:31contato. Acho que é sempre bom a gente
- 20:33tentar entender onde o RPG funciona com com mais autonomia,
- 20:37né, com mais autenticidade, e onde ele se acopla a outras
- 20:41formas de arte de uma maneira interessante.
- 20:44É sobre isso, inclusive o episódio de hoje, então vamos
- 20:46lá. Ei, ei, curte pirataria?
- 20:54Curte, curte. Então sabe o que que está
- 20:58rolando aí, cara? Está rolando o financiamento
- 21:01coletivo do pairetboard e é um dos melhores bugs aí, segundo
- 21:07dizem e eu atesto, é um jogaço. É um jogo para você navegar,
- 21:12lutar, trair. Conquistar.
- 21:14Sobreviver e. No final, beber room, são 168
- 21:19páginas com mais de 80 monstros, mais de 90 tabelas com
- 21:23exploração de cidades, oceanos e ruínas.
- 21:26A diagramação tá linda. O material é vistoso demais,
- 21:30como tradicional. Aí dos Marcos Borges, né?
- 21:33É pelos descendentes do Marcos Borges.
- 21:35Você tem 8 classes de personagens relativas à
- 21:39pirataria. Aí o alma atormentada, o
- 21:41brutamontes, o bucaneiro, conto. De marinheiro, o espadachim do
- 21:44feiticeiro, o sacerdote. E.
- 21:47O vigarista, né? Com a tradução primorosa aí do
- 21:50tertolione, nosso grande amigo desde a época do regra da casa.
- 21:54Fora isso, tem relíquias ancestrais de rituais arcanos.
- 21:56Sorte dos diabos. Características notáveis,
- 22:00idiossincrasias, condições e incidentes infelizes.
- 22:02Defeitos. Únicos e antecedentes aí fora
- 22:06isso tem. Tabela de geração dinâmica,
- 22:08tabela de pirata de pnj, inimigo aleatório, mas morras de navios
- 22:13abandonados, eventos de viagens marítimas, cantigas de
- 22:17marinheiro, que eu acho um toque assim de cor fenomenal, navios
- 22:21em alto mar, serviços e missões, Poções vudu.
- 22:25Cara é bem maneiro. Ainda tem um módulo de aventura
- 22:28no estilo sandbox aí para você aproveitar bastante da sua mesa
- 22:31de mundo aberto. Então, cara, o conjunto completo
- 22:34é lindo e tem aí ainda a 12 metas aí para serem batidas.
- 22:39A gente tá na reta final aí do financiamento coletivo, mas ela
- 22:43dá tempo de você apoiar e garantir o seu.
- 22:45Recomendo demais. E é a galera que tá lançando, é
- 22:48a galera da laserhead press e já tem um material muito bem feito
- 22:52aí, inclusive com o trabalho primoroso aí em cima do dos
- 22:56salões do rei de sangue. Então tá recomendado aqui.
- 23:00Vamos lá, pirataria. RPG como forma de arte, né?
- 23:31E puxando para séries de TV é, esse é o foco de hoje.
- 23:37Bom, primeiro lugar, puxando aqui inclusive o comentários do
- 23:40Carlos, né? O comentário do Carlos, para mim
- 23:43é natural que ORPG ele se acople a outras formas de arte.
- 23:48Eu não sei dizer se isso é natural para as artes fazer, mas
- 23:51no mundo de hoje. Né?
- 23:53É, e da forma que surgiu ORPG, já disputado ali pela galera da
- 23:57literatura, eu acho que é natural que ORPG se acopre a
- 24:00outras artes. E me parece também que ele é uma
- 24:03arte tão é dividida em sua autoria, ali pelo mestre, pelos
- 24:07jogadores ou pelos jogadores, caso não tenha mestre, que cada
- 24:11um vai trazer a sua própria referência também.
- 24:13EE, ele acaba puxando muito facilmente essas referências de
- 24:15outras, de outras artes e mídias, né?
- 24:18Então. A gente vai ver que, da mesma
- 24:21forma que ORPG lá atrás, ele foi muito influenciado pela
- 24:25literatura Pulp acessível. A cultura pop naquela época IA
- 24:30muito pra literatura Pulp, então ARPG trouxe aquilo conforme ele
- 24:33foi se desenvolvendo nos anos 90.
- 24:35A gente vai ver que o mundo tava muito.
- 24:38O cinema era uma grande mídia daquela época, né?
- 24:40Então ORPG trouxe muito o cinema, o vampiro fazendo ideia
- 24:45de fazendo ideias de flashback, construção narrativa.
- 24:50O Mestre era quase um diretor, né?
- 24:52Ele tinha protagonismo ali com uma com muita claridade, né?
- 24:56É, então eu acho que é natural que ORPG, conforme ele vá é
- 25:02evoluindo, ele vai se acoplando as as artes que estão mais em
- 25:05voga ali no mercado, né? Hoje em dia a série de TV tá em
- 25:09voga, assim como o videogame, então a gente vai ver essas 2
- 25:12coisas se imprimindo no RPG. Ah, esse RPG aqui é um j rpd,
- 25:16esse RPG aqui ele é quase um jogo.
- 25:18Clássico de Nintendo dos anos dos anos 90.
- 25:21Ah, esse jogo aqui ele é uma série de TV, né?
- 25:24A gente analisou aqui com profundidade o arquivos
- 25:26paranormais na primeira temporada e ele tenta
- 25:29claramente, expressamente se comportar como uma série de TV e
- 25:33trazer como resultado uma narrativa típica dessa mídia.
- 25:39Porém, me parece extremamente pobre, né, dadas as várias
- 25:44possibilidades do RPG. Né?
- 25:47De e de análise do RPGA gente analisar ORPG como se ele fosse
- 25:52uma série de TV. Eu acho que é um erro que muita
- 25:56gente comete ao analisar ARPG, principalmente porque se acopla
- 25:59essas categorias diaejéticas que historicamente se acoplam tão
- 26:03facilmente ORPG como livro, né? Cinema séries de TVE.
- 26:07Muita gente analisa ORPG somente por essa lente.
- 26:10Eu acho isso muito pobre, porque ORPG traz potencialmente muitas
- 26:14outras lentes de análise, né? Não são as categorias
- 26:18diaegéticas e experimentar a partir das mídias que a gente
- 26:23conhece é natural. Mas me parece importante a gente
- 26:26buscar a partir disso uma certa autonomia, né?
- 26:30É de pensamento, uma autonomia interessante pra gente conhecer
- 26:34melhor do que a gente tá falando ali, pra gente entender onde
- 26:36ORPG brilha mais, independente de repente de outras artes ORPG
- 26:41como arte. Ele precisa se entender com
- 26:43autonomia. E se a gente se ancora muito a
- 26:48uma análise diaegética, talvez a gente esteja deixando de lado
- 26:52pontos onde ORPG. Brilha bastante, né?
- 26:55Eu vejo, inclusive, as pessoas falando no RPG de câmera.
- 26:58Ah, a câmera está aqui, a câmera está ali, cara.
- 27:01Será que a gente não tá limitando a nossa imaginação,
- 27:07uma categoria de audiovisual que a gente não precisa se limitar.
- 27:12Né? Quando você está fazendo isso,
- 27:13você está ancorando a visão toda de espectadores que não existem,
- 27:18de uma experiência que não existe, né?
- 27:21Mas eu entendo que se busque isso e que talvez isso traga
- 27:25algumas técnicas até interessantes para ORPG que
- 27:27possam ser utilizadas também. Mas a gente não pode se prender
- 27:30a isso, né? É então por isso que eu escolhi
- 27:34esse fio condutor hoje para a gente analisar o Urban Shadows,
- 27:39né? Que é um jogão.
- 27:41Sendo lançado aí pela tri editora e que eu acho que ele
- 27:46compõe muito bem essa ideia de se colocar como uma série de TV
- 27:51que ele faz expressamente, mas ele também não sofre dos mesmos
- 27:56maus que dei d porque ele não ele não te deixa desguarnecido
- 28:02ao fazer isso. Né?
- 28:04O dei d ele. Ele quer ser um jogo de contar a
- 28:06história, mas ele não te dá ferramentas para isso.
- 28:08O City of mist. Ele não se constitui como a
- 28:11maioria dos story games. Eu vou fazer esses comparativos
- 28:13aqui em que ele ludifica completamente as categorias
- 28:17diagéticas. Às vezes ele não faz isso.
- 28:19Ele ludifica bastante minesis, na minha concepção, porque ele
- 28:23ele, ele faz brilhar o conflito, ele faz brilhar a disputa da
- 28:28ficção, que é muito onde onde o RPG brilha para mim, na minha
- 28:32leitura, e acho que nisso ele acaba colocando ali o.
- 28:38A série de TV como 111, influência estética, né?
- 28:42Que vai influenciar. Como a gente vai lidar com
- 28:45esses, com esses dramas e com esses, principalmente com essas
- 28:48disputas, né, políticas que o jogo encerra.
- 28:52Mas a gente vai só dar um desague também de de narrativa,
- 28:56é de séries de TV. A partir disso, ele não se
- 29:00imprime tão forte, ludicamente sobre isso, mas ele faz com que
- 29:04o jogo seja tratado de uma forma que imprime bastante.
- 29:08Essa estética, eu achei isso muito interessante.
- 29:10Eu queria trazer esse fio condutor pra pra gente analisar
- 29:13Oo Urban Shadows em comparação a outros jogos, pra isso eu vou
- 29:19trazer aqui né, 111 alguns jogos que estruturam séries de TV nas
- 29:26suas regras, né? É, então eu vou trazer aqui, por
- 29:30exemplo, pro Prime time and ventures, pra ilustrar melhor o
- 29:32que eu tô querendo dizer, o Prime time and ventures é um
- 29:35jogo bem, bem clássico aí. De é que é um produto aí, dessa
- 29:40geração forj, que discute muito como modificar as narrativas, a
- 29:47construção narrativa, o Prime time Adventures.
- 29:50Ele coloca, por exemplo, o índice de protagonismo para cada
- 29:53cena, para cada personagem. Então, se determinada cena o meu
- 29:56personagem, ele tem um protagonismo 3.
- 29:59Isso é um índice de que ele é protagonista daquela cena e o
- 30:03jogo deve rodar em torno dele. E os conflitos que ele traz?
- 30:06Ele disse que o julgador que que controla esse personagem traz,
- 30:09et cetera. Se ele tem um protagonismo nível
- 30:13um, o índice um, quer dizer que ele é só 111 coadjuvante ali,
- 30:18né? Então, assim, a gente vai
- 30:20compondo o protagonismo do personagem.
- 30:24Isso é notificado, isso está na regra, assim como arquivos
- 30:28paranormais também. Ele cria uma economia de pontos
- 30:30de protagonismo e antagonismo. Que vai dizer quando um
- 30:33personagem sai de cena, por exemplo, né?
- 30:36Eles estão ludificando, né? Ou seja, é trazendo pra para as
- 30:41regras e pro sistema as categorias da narrativa, que é o
- 30:46protagonismo sair de cena, et cetera, et cetera.
- 30:50Ele traz as séries de TV como uma estrutura básica no próprio
- 30:55ludus, no próprio jogo, né? Muito mais do que uma referência
- 30:59estética. Né?
- 31:01Pra pra pro espaço decisório dos personagens, dos dos jogadores,
- 31:05ele traz ali como uma construção lúdica.
- 31:07Isso eu acho que é um ponto onde os os story games fazem muito
- 31:11bem. Eu acho que são lindos os jogos
- 31:13que trabalham muito bem isso, como fiasco, por exemplo, que
- 31:15tem um ponto de virada no meio do jogo, etc etc.
- 31:18Acho isso muito bem feito e acho que certamente RPGs podem
- 31:24funcionar reproduzindo categorias diagéticas.
- 31:27Isso eu concordo plenamente. O que eu acho é que RPG podem ir
- 31:31além disso. E aí, nesse caso, o Urban
- 31:35Shadows é um jogo dessa safra, ou pelo menos reflexo dessa
- 31:40safra. Ele ele ele traz a ideia de
- 31:43reproduzir uma série de TV por meio do RPG, mas ele não faz
- 31:49isso. Ludificando completamente as
- 31:51categorias narrativas. Ele ludifica, na verdade, os
- 31:57conflitos. Que tem dentro dele e eu achei
- 32:00isso muito interessante. Então ele traz as séries de TV
- 32:03como influência e uma estrutura bem solta, bem básica pro jogo,
- 32:09mas como uma referência mesmo estética, mais solta e não como
- 32:1211 obrigação mecânica do jogo. Então, o jogo mesmo.
- 32:17No Urban Shadows, ele transcorre pelo conflito e pelas agendas
- 32:21particulares da particulares dos personagens, né?
- 32:24Em cima de uma trama, é de influência política.
- 32:28Em é que que tem muitas, é muitas possibilidades de se
- 32:31imprimir, né? São muitas tramas ao mesmo
- 32:34tempo, acontecendo, possivelmente, e uma infinidade
- 32:37ali de narrativas que podem depender daquilo.
- 32:40Mas ele leva os jogadores a ter essa estética da série e de
- 32:44analisar, né? É os conflitos que eles vão
- 32:46abordar dentro disso. É voltando ao Prime time
- 32:52Adventures, por exemplo, né? Aqui falando de como o jogo se
- 32:54estrutura. O Prime time ventures ele tem.
- 32:58Ele dá um sentido específico para o framing das cenas, né?
- 33:02Com uma estrutura clara trazida das séries de TV.
- 33:07Então ele trabalha com unidades narrativas ali que tem tudo que
- 33:11tem todo 111 comunicação com o pacing do jogo, ou seja, com o
- 33:16ritmo do jogo e com o jeito que se faz o framing, ou seja, como
- 33:19você escolhe. O que que vai ser retratado, o
- 33:22que que vai ser trazido para o jogo, o que que vai ser
- 33:25recortado para o jogo? Em cada cena dentro que ele
- 33:27coloca, então, ele trabalha com episódios e cenas.
- 33:30Uma sessão é um episódio, né? Nesse ponto, o Hubert Shadows
- 33:34faz parecido, é o episódio, ele tem cenas puxadas, no caso aqui
- 33:38do do do Prime time Adventures, pelos jogadores, né?
- 33:43E cada cena ela tem ali descrito um local.
- 33:47E um objetivo, uma agenda de cada personagem.
- 33:50Então a gente vai falar, olha a gente, algum jogador vai chegar
- 33:53e vai falar, olha, eu vou puxar uma cena aqui, essa cena vai ser
- 33:56em tal local e a gente vai trabalhar tal personagem, que é
- 34:00o principal personagem nível 3 ali na sua, no seu protagonismo.
- 34:03E esses outros personagens aqui é.
- 34:06Então, por exemplo, olha, a gente vai retratar agora nessa
- 34:09série, a gente vai entrar numa cena na qual o funcionário vai é
- 34:14que é o. É o protagonista.
- 34:15Vai chantagear o chefe dele, né? É em torno de um segredo
- 34:20criminal que tem aqui e a gente decidiu isso e agora a gente vai
- 34:25fazer essa cena, rodar, e aí a gente mege um pouco mais Na Na
- 34:28mimesis da coisa ali, né? Que é o vivenciar esse conflito
- 34:32em si. E aí, Oo jogo oscila, ele sai do
- 34:35momento em que a gente tá pensando, diageticamente e cai
- 34:38para dentro da cena. Ali cada um é tentando fazer o
- 34:41seu melhor ali dentro do seu papel.
- 34:45E aí a gente tem ideia desses atos, né, que são é normalmente
- 34:49tipicamente 4 atos que a gente tem ali dentro do jogo, mas que
- 34:52eles têm uma coisa entre eles, né?
- 34:54Quando a gente termina um ato, alguém do jogo ali pode ser O
- 34:59Mestre, pode ser um jogador, ele traz o Narrador, né?
- 35:03Falei, mestre, mas pra esse jogo O Mestre tá mais para Narrador,
- 35:07ele traz ali, é um intervalo comercial.
- 35:11Olha que interessante é, ele chega e ele fala, não, a gente
- 35:16vai pontuar aqui com uma pausa, essa pausa.
- 35:18Ela tem funções ali, ela tem uma função de pacing, né, de
- 35:23entremear ali, os os recortes que se faz, né, o framing, né,
- 35:27que se faz Oo esse, esse, esse recorte que a gente fala, ó, a
- 35:33gente vai fazer essa cena tal, agora a gente vai passar pra
- 35:35outra cena no meio, tem esse intervalo comercial.
- 35:38E ele também serve pra gente ter uma consciência narrativa de
- 35:44que, olha, vamos encerrar essa cena aqui porque tá bom da gente
- 35:47fazer um cliffhanger aqui, a gente vai fazer que nem o João
- 35:51Kleber frisa, para, para, para, para e a gente para ali.
- 35:55Puxa outro personagem, com outra cena, e depois a gente volta pra
- 35:58essa, se for o caso, a gente vai mantendo o interesse, né, em
- 36:02torno daquilo ali, em torno daquela agenda.
- 36:05E também serve como pausa e reflexão para as pessoas
- 36:07discutirem, né? Voltando ali para aquele, para
- 36:10fora daquela experiência, voltando para uma mente mais
- 36:14diagética e discutindo o papel daquela cena de qual seria a
- 36:17próxima. Etcetera, né?
- 36:20EE ainda tem uma questão de que o último ato ele se encerra ali
- 36:24como uma cena dos próximos capítulos, já também levando
- 36:27você a pensar sobre a expressão narrativa daquele jogo.
- 36:32Ele te obriga a pausar. E colocar as coisas em
- 36:37perspectiva, que é justamente o que é a diferença entre
- 36:40narrativa e a ficção crua. Eu até trabalho no episódio do
- 36:44café com dângio aqui, né? Que é ficção e narrativa, em que
- 36:47ficção é uma coisa, que é o fato em si.
- 36:50Já a narrativa, quando pega esse, a gente pega esses fatos e
- 36:52coloca em perspectiva o jogo. Ele provoca momentos em que você
- 36:55tem oportunidade de fazer isso, parar e colocar as coisas em
- 36:58perspectiva para continuar ali, construindo uma narrativa.
- 37:03O arquivos paranormais também, que é um bom exemplo, né?
- 37:05Quando ele quando ele traz 11 temporada e a temporada acaba,
- 37:09você tem uma rolagem específica. Mecânica ali, né?
- 37:13Que você rola o dado de desfecho, né?
- 37:16Que é típico ali do do do sistema la venture e Ola
- 37:20venture. Eu não sei como é que chama, mas
- 37:24você pega todos os sucessos que que os personagens conseguiram
- 37:29ao longo da das sessões. EE abate das dos fracassos que
- 37:34você teve, aí você vai ver que quanto mais sucessos você teve,
- 37:37maior o dado que você vai jogar na cena de desfecho, né?
- 37:40Na mecânica de desfecho, aí se você tirar um Bom Sucesso, tudo
- 37:43deu certo e o episódio acabou bem.
- 37:46Senão você vai ter ali sucessos médios ou sucessos completos que
- 37:49trazem problemas ou trazem. É 11, completo desastre ali que
- 37:54na próxima temporada a gente vai ter que tratar.
- 37:57Ele dá um fechamento. Né?
- 37:59Para aquilo ali, muito possivelmente com um gancho para
- 38:02a próxima temporada. Então ele é mais fácil você ter
- 38:04meios sucessos ali do que você ter um sucesso completo, né?
- 38:09É. Mas o fato é que você pode ter
- 38:11mandado super bem numa investigação para normal e na
- 38:14hora de rolar o dado, você teve um resultado mediano e ainda
- 38:17assim vai ter um problema em em relação à tua conclusão.
- 38:21Nesse caso, ele está trazendo esse.
- 38:23Esse reflexo narrativo de ter um conflito que se alongue para a
- 38:28próxima temporada como uma coisa mais importante do que realmente
- 38:31o sucesso lúdico que os jogadores tiveram durante a
- 38:34temporada, né? Então a gente vê essa agenda,
- 38:38né? É é narrativa se imprimindo
- 38:41sobre uma agenda. É lúdica ali, né?
- 38:44Ou tentando fazer com que OA agenda lúdica.
- 38:48É no caso que eu acho que é mais acertado dizer, né?
- 38:51É a agenda lúdica impulsionando. AA agenda narrativa, ainda que
- 38:57tirando um pouquinho de um do eventual gosto do sucesso, né?
- 39:00Que os jogadores teriam, caso eles garantissem um sucesso,
- 39:03caso é fizessem um ace completo, tivessem todos os sucessos
- 39:08possível na investigação deles, né?
- 39:10Ainda assim, eles podem ter um fracasso.
- 39:13É o impacto deles. Está muito mais no dado que eles
- 39:16vão jogar do que no resultado, né?
- 39:18E é uma coisa que. Eu, particularmente, não gosto
- 39:21tanto, mas que eu acho que tem gente que se sente confortável
- 39:23com isso. Voltando, porque os paranormais
- 39:26como um todo. Ele trabalha com essa ideia de
- 39:28pontos de protagonismo, né? De que os jogadores, se eles
- 39:30comecem a gastar ali os pontos de protagonismo deles, ou eles é
- 39:34tenham que gastar por questão questões do do jogo ali, e eles
- 39:38ficarem 100 pontos de protagonismo, pessoas, a gente
- 39:40sai de cena. Então isso vai regulando o tempo
- 39:43de tela. E eles têm até que o que os
- 39:46antagonistas têm também, porque existe um ponto de antagonismo.
- 39:49Isso tudo gera uma economia de jogo, né?
- 39:52Então é ludicamente também. Você tenta trabalhar esse tipo
- 39:56de coisa. Já o Urban Shadows, ele também
- 39:59trabalha com a ideia de sessões como episódios, né?
- 40:02EEE. Por outro lado, ele não tem
- 40:06nenhuma economia gerindo o tempo de de destaque dos personagens
- 40:10no episódio. Né?
- 40:12Esse foco ele ele coloca pra ser alternado livremente entre os
- 40:16personagens, de acordo com os conflitos que eles trazem.
- 40:20Então isso é uma coisa que é uma responsabilidade geral ali.
- 40:22Não tá na responsabilidade de quem tem um personagem
- 40:25específico, ou assim, ou assado, ou desempenta o papel, não, isso
- 40:28é uma coisa comum a todos. A gente vai ver o que tá
- 40:31aparecendo de conflito ali e vai escolher de acordo com o
- 40:34conflito, o que trazer de Spotlight.
- 40:38E eu acho isso muito interessante, porque isso está
- 40:40colocando a questão lúdica em primeiro lugar, né?
- 40:43Essa questão da narrativa, ela vem como desagua, desses
- 40:47conflitos de jogo que estão aparecendo, né?
- 40:51Não tem uma mecânica regulando, né?
- 40:53A ribalta e. É o mesmo vale para temporada.
- 40:58Ela se encerra quando o grupo entender que alguns dos
- 41:00conflitos mais significativos ali foram resolvidos e que tem
- 41:03um gancho interessante para a próxima temporada, mas não há
- 41:06uma mecânica construindo muito claramente isso.
- 41:09Então, esses conflitos é é neles que está o coração do jogo, né?
- 41:15É. E eles são trabalhados ali
- 41:18enquanto conflitos mesmo, né? No nível individual, pelos
- 41:23personagens. Né?
- 41:25É os personagens dos jogadores. Eles são o filtro pelo qual os
- 41:29jogadores vão trabalhar, aquele aquilo ali.
- 41:31Esse filtro é o filtro lúdico, inclusive, não só o filtro de
- 41:35interface, ou seja, pelo qual os jogadores vão vão ver é aquele
- 41:40aquele jogo desenvolvendo, mas também pelas opções, pelos
- 41:43caminhos de agência que eles vão ter.
- 41:44Então, se tem um conflito específico acontecendo no meu
- 41:47personagem, é um vampiro. Eu vou me preocupar com meu
- 41:50rebanho de pessoas que eu posso tirar sangue, et cetera, et
- 41:53cetera, coisas que são pertinentes ao meu vampiro
- 41:55naquele ambiente, com aquelas tretas específicas.
- 41:59Então, esses conflitos, na verdade, que são o coração do
- 42:01jogo, né? E eles sim, são mecanizados.
- 42:06É principalmente em torno de uma evolução política bastante
- 42:09intrincada perante as facções que tem no jogo.
- 42:13Como eu falei, né, é no início esse esse jogo, o Urban Shadows.
- 42:18Ele trabalha com esse mundo das trevas, que é um mundo das
- 42:22trevas. E tem seus personagens ali
- 42:25diferentes, né? Não é o mundo das trevas só dos
- 42:27vampiros, ou o mundo das trevas só dos magros, não.
- 42:30Ele mistura mago, lobisomem, vampiro, espírito.
- 42:34Ele mistura isso tudo e ele constrói essas facções e coloca
- 42:39esses conflitos de um jeito muito interessante, né?
- 42:41Eu nunca vi o próprio storyteller, o mundo das trevas,
- 42:45entregando essa salada. Bem, normalmente acaba ficando
- 42:48um jogo meio meio estranho, ele meio capenga.
- 42:51Você pode ter uma participação especial ou outra de um
- 42:54personagem lobisomem, um personagem mago num jogo de
- 42:57vampiro, mas normalmente isso isso é um risco que se corre,
- 43:01porque o jogo começa a ficar meio estranho.
- 43:02Meio é a escala de poder, o tipo de assunto.
- 43:06É tudo muito diferente ali. Então esse jogo faz muito bem
- 43:10isso, ele conjuga muito bem esses conflitos desses seres
- 43:14sobrenaturais nas sombras de uma cidade que acaba sendo bastante
- 43:19protagonista do jogo. Né, é?
- 43:22Então o jogo faz você olhar para esses conflitos EE através
- 43:26dessas mecânicas de cada personagem, que são os play
- 43:29books. É um jogo PBTAO, Uber Shadows.
- 43:32Então ele faz você analisar os conflitos por esses playbooks.
- 43:35E esses playbooks de cada personagem, acaba trazendo
- 43:38evoluções de personagem ali que que vão fomentando ainda mais
- 43:43esses esses conflitos da cidade, né?
- 43:46Então é o sistema e o próprio Narrador.
- 43:50Ele é levado a potencializar isso tudo.
- 43:54Né ele, ele é. Potencializado a construir o
- 43:57jogo. Que que tem 11, que tem 11?
- 44:01Várias possibilidades de emergência a partir de uma
- 44:05dialética de poder e não a partir de uma dialética
- 44:08narrativa, né? Aqui, as disputas de poder, elas
- 44:14são disputas de poder, e a gente vai ler elas de uma forma
- 44:16narrativa, em vez de entender que elas são somente conflitos
- 44:20ali daqueles personagens. Não é mais do que isso, são
- 44:22conflitos que precisam ser resolvidos ali.
- 44:25Se no Prime time Adventures, né? A gente tem uma.
- 44:28Composição a respeito de quem traz o conflito do seu
- 44:31personagem, né? E quando é a partir de uma
- 44:35análise dos jogadores olhando de fora ali os seus personagens,
- 44:38olhando o tema, olhando tudo ali no Urban Shadows, a ficção traz
- 44:44os conflitos, né? Que chegam a se impor de tal
- 44:48maneira que, inclusive é tratados mecanicamente, né?
- 44:53Que fazer esse framing, né? Fazer esse recorte das cenas
- 44:56acaba emergindo das relações políticas do jogo da cidade, e
- 45:00não de um pensamento distanciado dos jogadores a respeito da
- 45:03narrativa, né? É, então vou trazer aqui, por
- 45:08exemplo, 111, momento em que o Ben Shadows faz isso com muita
- 45:13clareza. É, é.
- 45:16O Urban Shadows, ele vai se construindo em cima das dívidas
- 45:19que os personagens têm, uns com uns, com os outros e que eles
- 45:22têm com as suas facções, tá? É?
- 45:24Então imagino que eu sou um vampiro.
- 45:28Imagina no World of darkens, que é mais familiar para muita
- 45:30gente. Eu sou um vampiro.
- 45:33Tive que caçar no território de outro vampiro porque tava
- 45:36faminto, porque entrei num conflito.
- 45:39Aquele vampiro de repente me deixou caçar ali, ou ele
- 45:43descobriu o que eu passei ali, e agora?
- 45:45Eu estou devendo um favor para ele.
- 45:47Eu tenho uma dívida com aquele vampiro, ele tem leverd sobre
- 45:50mim Oo Urban Shadows, ele ele ludifica isso, ele mostrar um
- 45:55sistema para essa dívida. Então ele tem um sistema aqui
- 45:59chamado cobrando dívidas. Ele diz, as dívidas são usadas
- 46:03principalmente quando um personagem, seja ele personagem
- 46:06do jogador ou não ou não jogador, cobra a dívida para
- 46:10obrigar outro personagem a agir. Muitas vezes são os personagens
- 46:14dos jogadores que cobram as dívidas, mas os personagens não.
- 46:18Jogadores podem cobrar dívidas dos personagens dos jogadores,
- 46:22levando os personagens a agirem, ou até mesmo de outros
- 46:26personagens não jogadores também, se houver algo
- 46:29específico que eles precisem. Dito isso, cobrar uma dívida de
- 46:33um personagem jogador é diferente de cobrar de um
- 46:35personagem não jogador ou cobrar uma dívida de um personagem
- 46:39jogador, você pode fazê lo. Ou seja, você pode fazer esse
- 46:43jogador com seu personagem responder uma pergunta
- 46:47honestamente. Ou seja, você tem que ter
- 46:49compromisso com a verdade ali, fazer um favor a um custo
- 46:53moderado, ajudar em seus esforços, atrapalhar a outra
- 46:59pessoa a pagar uma dívida que ele tem com alguém ou passar
- 47:04para você uma dívida que outra pessoa lhe deve.
- 47:07Ou seja. Aqui o jogo, em vez de ficar
- 47:10pensando exatamente numa categoria narrativa, né?
- 47:12Por exemplo, aqui você vai ficar, você tá cobrando uma
- 47:16dívida. Então, quando aquele personagem
- 47:18estiver em destaque, você assume o destaque dele.
- 47:21Ou você tem direito a uma cena assim, assim, assado?
- 47:23Não, ele faz você mexer com a, com o poder do jogo, com o poder
- 47:28dentro da ficção, EEE, com o poder no sentido até de você,
- 47:33cara, obrigar aquele cara a responder com honestidade.
- 47:35O jogador, ele tem que responder com honestidade.
- 47:38O jogador tem que fazer um favor, ele pode ter que pagar
- 47:42uma dívida, ele pode passar uma dívida pra frente ou ele traz
- 47:46aqui. Ao cobrar uma dívida de um
- 47:48personagem não jogador, você pode fazê lo responder uma
- 47:51pergunta honestamente e marcar um encontro com um personagem
- 47:55não jogador do do do círculo dele.
- 47:57No caso, tem toda essa diferença de círculos, né?
- 48:00Ah, é o cara de um círculo maior.
- 48:02Você em teoria não tem acesso, mas aqui você pode conseguir um
- 48:05acesso ou. A pagar uma dívida que alguém
- 48:08tem com ele ou passar pra pra você uma dívida que outra pessoa
- 48:11ele deve. Então existe todo 111 jogo de
- 48:14poder aqui que acontece numa esfera que não é narrativa, é
- 48:18uma esfera mimética aqui, né, que eu acho muito interessante.
- 48:22É, inclusive, a gente pode trazer aqui um debate acerca do
- 48:27papel do mestre e do Narrador no Urban chadras, que eu acho muito
- 48:31interessante. Por quê?
- 48:33Porque O Mestre aqui. Você vai ver.
- 48:35Ele vai utilizar muito dessas. É dessas, desses conflitos
- 48:41específicos para ele, sim, dar esses esses tons, né?
- 48:46De de impulsionar ali uma narrativa, de impulsionar, de
- 48:51jogar uma pimenta no jogo. Enfim, a gente vai ver como O
- 48:54Mestre atua em cima disso. Como lá fora é enorme e perigoso
- 49:03e ele não vê com bons olhos um pequeno raquinho, mas se você
- 49:08for muito corajoso, muito esperto e tiver um pouco de
- 49:11sorte, talvez consiga sobreviver, e se sobreviver por
- 49:16tempo suficiente, poderá até se tornar um herói entre os ratos.
- 49:23Maljiter é um jogo de aventura e fantasia com regras leves, no
- 49:27qual os jogadores empunharão a espada e vestirão os bigodes de
- 49:31bravos ratinhos dos aventureiros.
- 49:33Em um mundo enorme e perigoso. A criação de personagens é
- 49:37brutalmente rápida e igualmente divertida, e permite que você
- 49:40jogue com seu Ratinho aventureiro.
- 49:42O mais rápido possível. O sistema de inventário é
- 49:45baseado em cartão físico e minimiza a contabilidade e
- 49:48maximiza as escolhas difíceis. O famoso sistema de slots e
- 49:53dominou a usr, sistema mágico perigoso e vocativo com 15
- 49:58feitiços para encontrar e lançar.
- 50:01Ainda vem uma generosa caixa de ferramentas de recursos e
- 50:04fornece ao mestre bastante suporte para criar suas próprias
- 50:07aventuras sandbox em escala de Ratinho.
- 50:11Fora isso, você tem ali um local de aventura pronto para você
- 50:15jogar na Villa toco e explorar mais ainda o Condado de eco.
- 50:20É um lugar muito legal. Então mazwitter é um jogo de RPG
- 50:23com regras simples e vencedor do n Gold de melhor jogo pra
- 50:27família em 2021, desenvolvido lá fora pela luzing games e chega
- 50:31aqui pela caramelo e botou tudo numa caixa linda aí com um livro
- 50:35de regras com 44 páginas, capadura, escudo do mestre,
- 50:39módulo de aventura, mel nas vigas, que eu recomendo um
- 50:42conjunto de cartões de inventário.
- 50:45Para facilitar, é ali o seu, o seu jogo de com o equipamento,
- 50:49né? É dentro desse sistema de slots
- 50:52mais o bloco de fichas de personagens, monitor de turnos e
- 50:56resumo de regras. Cara, é um material muito bom e
- 51:00é caramelo jogos fazendo história, trazendo esse material
- 51:04para o Brasil. Então chega lá no catarse e
- 51:07apoia o projeto do link, o descritivo do episódio boa.
- 51:25Bom, O Mestre atua em cima de princípios, que são muito
- 51:28interessante. As agendas, é.
- 51:31E aqui ele traz, tá, os princípios são esses, as agendas
- 51:34são seus objetivos, mas os princípios definem um caminho em
- 51:38direção a eles. Essas também são regras, assim
- 51:41como as agendas e os movimentos, mas mas funcionam como melhores
- 51:45práticas, diretrizes a serem seguidas para produzir a melhor
- 51:49ficção possível dentro do sistema.
- 51:52Faça essas coisas e você verá o sistema trabalhando a seu favor,
- 51:57mas não contra você. Quebre as por outro lado e seu
- 52:01jogo não vai sair como o esperado.
- 52:04E os princípios são, apresente a cidade dos arrenha céus, as
- 52:08favelas. Coloque os personagens no centro
- 52:11dos conflitos, tanto políticos quanto pessoais.
- 52:16Dirija se aos personagens, não aos jogadores.
- 52:20Una os personagens até mesmo através de Fronteiras.
- 52:24Esconda seus movimentos nas trevas e nas sombras.
- 52:27Detalhe os personagens não jogadores que importam para
- 52:31história. Trate a todos de acordo com a
- 52:34sua posição e status. Faça muitas perguntas e
- 52:38desenvolva as respostas. Seja fã dos personagens, dos
- 52:41jogadores, suje as mãos de todos os envolvidos, dê um preço a
- 52:46tudo, até mesmo a amizade. Dê aos jogadores a oportunidade
- 52:52de assumir a liderança. Interessante, né?
- 52:55E é legal. Como ele fala de ficção, ele não
- 52:58fala de narrativa em nenhum momento, quando ele fala desses
- 53:01princípios aqui. Me parece que aqui, de fato, ele
- 53:04tá fomentando o conflito da ficção de maneira que eles
- 53:08tenham um desague. Pode ser narrativo e
- 53:10interessante, mas o fato aqui é que ele tá trabalhando muito a
- 53:13ficção em si. Ele diz, faça um movimento
- 53:17quando movimenta, quando O Mestre atua, né?
- 53:20Então ele delimita quando O Mestre atua muito claramente,
- 53:23você faz um movimento tão impositivo ou suave quanto você
- 53:26quiser quando? A ação não está empolgante, aqui
- 53:30já é um problema, né? Eu vejo porque empolgante é
- 53:33foda. A gente coloca numa posição de
- 53:35você ficar de animador de festa pros jogadores, né?
- 53:39Empolgante o que que é empolgante pra mim?
- 53:41Será que tá empolgante pros jogadores?
- 53:43Será que às vezes você tá se preocupando demais e acha que os
- 53:47jogadores não estão empolgados quando eles estão?
- 53:49Isso aqui é meio problemático, tá, mas vamos continuar, um
- 53:52jogador falhou em um teste aqui, eu acho muito bom o jogador
- 53:55falhou em teste, você usa o movimento?
- 53:57Clássico do PBTA1 jogador deu a você uma oportunidade de ouro
- 54:01aqui eu acho lindo, inclusive é o que eu faço No No hall fantasy
- 54:05se baseia basicamente no jogador te dá uma oportunidade de ouro
- 54:08desafiar e aqui ele diz, quando o jogador te der uma
- 54:11oportunidade, que ele ficou ali na boca da caçapa para você
- 54:16imprimir ali. 11 conflito, você vai e mete bronca.
- 54:21Outra coisa é que tem os movimentos dos círculos, né?
- 54:23Que os personagens têm ali, o círculo linear, mortale de
- 54:26noite, poder. Cada tipo de personagem de um
- 54:28círculo de um círculo desse, funcionou como as facções ali.
- 54:32Você vai fazer essas facções gerando também, né?
- 54:35É movimentando as tramas. Então acho isso muito
- 54:38interessante, porque movimenta o jogo pela sua qualidade, é é
- 54:42mimética ali, lúdica, antes mesmo da narrativa.
- 54:45Né? E aqui ele fala sobre essa
- 54:48atitude do mestre, né? Então ele fala que ser OMC, que
- 54:52é O Mestre de cerimônia gerbel Shadows, é principalmente sobre
- 54:57seguir os seus princípios e fazer seu seus movimentos, tudo
- 55:01a serviço das suas agendas. Mas aqui estão algumas coisas
- 55:05para se concentrar na primeira sessão que você for mestrar que
- 55:08você for narrar. Um.
- 55:10Convoca as sombras. 2 use a criação de personagens como
- 55:13ponto de partida. 3 faça perguntas o tempo todo, 4 se
- 55:17concentre em relacionamentos e obrigações, 5 diga o nome dos
- 55:21dos movimentos quando eles ocorrerem, 6 ofereça movimentos
- 55:25quando os jogadores titubiarem, 7 enquadre cenas com vários
- 55:30personagens, 8 invoque todos os círculos e 9 faça a violência te
- 55:35faça a violência ter lugar. Acho que ele delimita bastante a
- 55:41atuação do mestre, que eu acho interessante, acho bom e coloca
- 55:44princípios. Acho que não.
- 55:45Não são os melhores aqui. Eu tenho algumas ressalvas em
- 55:49algum em alguns deles, mas como por exemplo, é você sempre é
- 55:58colocar aqui, dizer o nome dos movimentos, como eles ocorrerem,
- 56:02eu acho que talvez não precise. Dizer o novo, o novo dos
- 56:07movimentos quando eles ocorrerem, talvez.
- 56:09Oo objetivo é que você é possa perguntar um pouco mais pros
- 56:14jogadores, fazer perguntas, mas até que isso fique muito claro.
- 56:19E aí quando fica claro, você você talvez não precise nem
- 56:21falar como cerimônia. Sabe esse esse momento do do do
- 56:28movimento ser ser engatilhado. Por quê?
- 56:32Porque é isso, talvez do jeito que está colocado, talvez gere
- 56:35uma ansiedade e aí você vai tentar declarar logo, Ah, o
- 56:39movimento é tal, não deixa dar corda, dar corda.
- 56:42Quando acontecer e ficar claro que é o movimento, é acho que
- 56:46fica mais, mais fácil isso é mais fácil.
- 56:47Você é buscar que todo mundo se desaliene e entenda os
- 56:52movimentos legais para que eles percebam isso durante AAA,
- 56:56construção do jogo, mas enfim. É, faça a violência a ter lugar.
- 57:00Será que você precisa fazer também?
- 57:02Uma coisa que eu critico aqui, talvez ela aconteça
- 57:05naturalmente, você não precisa se preocupar em fazer ela ter
- 57:08lugar, né? A violência em sensível, mas,
- 57:10enfim, acho que são de forma geral, uma boa delimitação, e eu
- 57:13gosto disso aqui, mas na prática eu vou trazer uma anedota, uma
- 57:18coisa que a gente viveu jogando por bans, chellows, no caso, foi
- 57:21a primeira edição, a gente jogava num grupo que deu origem
- 57:24a uma regra da casa, inclusive, que é o meu primeiro projeto
- 57:27aqui. É onde nasceu o café com dângio.
- 57:30Era Eu, o Ramon, o chés, o Carlinhos, o malvadeza.
- 57:34A gente tava jogando os Ben Shadows e eu sentia que o Ramon
- 57:39ele tava ele que tava de mestre de cerimônias.
- 57:42Ele tava pautando muito os conflitos e o jogo, né?
- 57:47Ele tava inclusive com essa ansiedade de buscar os
- 57:50movimentos, de pautar o jogo, de pautar os conflitos, ele dizer
- 57:55quais são os conflitos que estavam vindo.
- 57:57ESIM, eu senti isso porque ele tava querendo garantir a
- 58:00empolgação do jogo, né? É, e nesse ponto a gente fez uma
- 58:07crítica no final da primeira sessão, né?
- 58:10É, a gente olhou eu, o César, o Carlinhos, a gente olhou e
- 58:12falou, cara, a gente sentiu que você tá tocando muito o jogo e
- 58:15que o jogo muitas vezes ele tava se impondo sozinho.
- 58:19Vamos experimentar na próxima sessão, você não não colocar
- 58:22tanto a mão pesando sobre sobre o jogo.
- 58:25E o Ramon fez assim, ele ficou mais discreto, ele ficou mais
- 58:29nessa disqueirinho jogando uma pimentinha ali nos conflitos.
- 58:33E o jogo rolou que foi uma beleza.
- 58:36Por quê? Porque os conflitos que os
- 58:38próprios jogadores trouxeram com as suas fichas, com seus
- 58:41personagens e com o próprio sistema do jogo, aquilo eclodia
- 58:45em jogo o tempo todo. Não precisava do mestre ficar
- 58:49ele imprimindo o jogo. Isso foi muito bonito de ver
- 58:53acontecer. Inclusive, foi muito, muito
- 58:55bonito de ver acontecer, porque parecia que é o jogo se bastava
- 59:00e a gente nem precisava ficar muito preocupado com qual
- 59:03narrativa viria dali. E nesse ponto em que a gente vê
- 59:09como a série, a ideia de esse jogo, ele conta uma série, né?
- 59:13Ele, ele, ele traz uma série. É muito mais numa estética que
- 59:17você vai buscar, é muito mais num.
- 59:19Uma pincelada. Ele não tá ali querendo contar
- 59:21uma história típica de uma série de TV.
- 59:24As ferramentas que ele traz são as ferramentas que vão fazer
- 59:27conflitos lúdicos ali mesmo, emergirem o tempo todo.
- 59:31E você que vai dar o tratamento de série ali, numa esfera
- 59:34estética mesmo e que tá ok, funciona, né?
- 59:38É AAA mimesis do jogo, se garante.
- 59:42E nesse ponto a gente começa a ver que o RPG mesmo quando ele
- 59:45tem esse refugo narrativo. Ele talvez não precise tanto da
- 59:49diagética para funcionar. Ele não precise tanto das
- 59:52categorias narrativas para se impor.
- 59:54Mas talvez a narrativa beba muito da mimesis.
- 59:57E isso traz muitas pistas de como pode ser ORPG autônomo, de
- 1:00:03como ORPG pode ser sem isso mesmo para sem sem a narrativa,
- 1:00:07mesmo para jogadores que são viciados em narrativa.
- 1:00:10Então eu convido viciados no sentido de é sempre jogou com
- 1:00:15esse olhar. Sempre olhou por essa lente?
- 1:00:19O seed of mist talvez seja um bom momento para você tentar
- 1:00:22descobrir Oo que o RPG traz para além da da narrativa.
- 1:00:29Isso inclusive trazendo essa questão do mestre, não sendo
- 1:00:33esse cara ativo, esse cara que é um escritor de um livro, é um
- 1:00:38diretor de cinema, que é um show Runner de uma série, não.
- 1:00:43Você é O Mestre provocador. É O Mestre que está ali
- 1:00:46cumprindo um papel junto com os demais, que é fazer emergir o
- 1:00:50jogo deles, emergir os conflitos dos personagens ali, né?
- 1:00:56E isso está muito mais próximo de uma mídia autêntica do que
- 1:00:59você, as mídias passivas que muitas vezes o RPG se acopla.
- 1:01:03Né, é? Então isso isso afasta um pouco
- 1:01:08o sírio of mis desse jogo que tem a intenção de contar
- 1:01:12histórias exatamente. Ele é um jogo que tem intenção
- 1:01:15de fazer energia em conflitos e tem uma dialética própria, né?
- 1:01:19Os jogadores ali, eles ainda tem ali seus é os seus personagens
- 1:01:24na regra do jogo, restritos ali, eles jogam através de seus
- 1:01:28personagens e eles são o seu centro de interface e eles têm
- 1:01:33as suas próprias disputas ali. É claro que isso vai vai rolar
- 1:01:37uma composição de que cena que a gente vai abordar e tudo mais,
- 1:01:40como acontece nos PBTA de forma geral, mas ainda assim.
- 1:01:43Ele não embarca tão fortemente pro para as categorias, é para
- 1:01:48as categorias narrativas aqui. E O Mestre tem poderes
- 1:01:52limitados, diferentes do que acontece no DID classic.
- 1:01:57Diferente do que acontece nos RPGs tradicionais como pet
- 1:02:00Friday, em que O Mestre ele tem, ele tem poderes ilimitados, os
- 1:02:05jogadores têm poderes muito limitados.
- 1:02:07Logo, se você quer contar uma história, quem é que fica
- 1:02:10responsável pra ser o diretor? Para divertir o grupo, para
- 1:02:15fazer isso, para fazer aquilo, para fazer Oo framing, para
- 1:02:18cortar as cenas, para falar quando que vai entrar 11 npc, 11
- 1:02:22antagonista, medir o Spotlight de cada um cabe ao mestre,
- 1:02:27porque O Mestre que não tem um desenho de papel mesmo, ele faz.
- 1:02:29Ele pode tudo. O jogador não pode quase nada,
- 1:02:32ou pode fazer o que é relativo a sua própria personagem, então é
- 1:02:36acaba caindo para O Mestre. E esse jogo ele talvez coloque O
- 1:02:40Mestre em uma posição. Que não é exatamente a posição
- 1:02:44desse desse cara que vai garantir a experiência, não.
- 1:02:48Ele tá muito claramente Na Na posição de fomentar aquela
- 1:02:51experiência de conflito, de problema, de de um problema
- 1:02:58político que os jogadores vão lidar ali dentro da ficção, né?
- 1:03:02É diferente dessa ideia de que ele é o cara que tem que
- 1:03:05garantir a experiência que a gente vai ver surgindo muito
- 1:03:07forte com os mestres pagos, não. Ele é um cara que tá ali, ele só
- 1:03:11mais um. Os outros são tão responsáveis
- 1:03:13por essa experiência quanto inclusive o jogo brilha mais
- 1:03:18quando faz isso. Como como a nossa experiência
- 1:03:21com com com Ramon e com o Carlinhos e com o chaz mostrou o
- 1:03:25jogo, brilhou. Quanto menos alguém se
- 1:03:28responsabilizou por essa experiência?
- 1:03:30Sozinho, o que é muito bonito é o que eu busco bastante explorar
- 1:03:35com el fantas, inclusive. É.
- 1:03:39Numa o fantasia, a gente coloca O Mestre numa posição
- 1:03:42essencialmente adversarial, mas que ele vai provocar os
- 1:03:46jogadores. A gente ele vai provocar os
- 1:03:48jogadores pra que eles assumam riscos.
- 1:03:50E quando eles assumem riscos, é que aí é a gente.
- 1:03:53A gente tem OOO as rolagens acontecendo, e ali a gente tem o
- 1:03:58os conflitos mais claro. É, é tourando, né?
- 1:04:02Mas de maneira geral, O Mestre, ele ele vai seguir o centro de
- 1:04:06interface do jogador com o seu personagem, a exploração do
- 1:04:08mundo que os jogadores vão propor, um framing que eles
- 1:04:11estão propondo, e O Mestre só vai ficar lhe dando corda pro
- 1:04:14pro pros jogadores se enforcarem nos próprios conflitos, que eu
- 1:04:17acho que é onde talvez ORPG brilhe mais.
- 1:04:20Na minha concepção, OOORPG ele brilha.
- 1:04:23Nessa horizontalidade OOORPG ele brilha.
- 1:04:28Como uma mídia própria, eu acho, nesses conflitos, nessa ficção
- 1:04:31disputa, né? É O Mestre dono da história, O
- 1:04:36Mestre Demi Hugo, O Mestre que acumula funções, que diverte,
- 1:04:40que dirige, que organiza. É ele.
- 1:04:42Ele acaba buscando também técnicas de contação de
- 1:04:46história, de cinema, de séries, de TV, de teatro.
- 1:04:49Ele acaba tendo que recorrer a outras coisas para poder
- 1:04:51garantir essas experiências, porque esse RPG.
- 1:04:55Que busca tanto essas outras mídias.
- 1:04:58Ele também vai depender desse cara, desse mestre fazendo isso.
- 1:05:02anão ser que você tenha muito controle mecânico sobre aquilo
- 1:05:05que é o que os story games fazem.
- 1:05:08E aí, no caso, os story games eu acho bem maduros, porque eles
- 1:05:10encontraram como acoplar de eges dentro dessa forma de arte que é
- 1:05:14o RPG. E tudo bem, mas será que tem
- 1:05:17alguma coisa além disso? Será que a gente pode explorar
- 1:05:20esse tipo de coisa? Eu acho que o Urban sheddels é
- 1:05:23uma ótima oportunidade para você se convidar a isso, para você
- 1:05:27explorar um jogo que passa pelos canais que os story games
- 1:05:30passam, mas que talvez ali tem um espaço, né?
- 1:05:34Onde ele se imprime, que não dialoga tanto com a narrativa,
- 1:05:38ainda que ele traga isso a série de TV como influência estética
- 1:05:41marcante, aliás. Se você quer uma experiência
- 1:05:46interessante, eu vou fazer um convite para você aqui hoje,
- 1:05:50terça-feira, tem na Taverna medieval aqui em São Paulo, um
- 1:05:55encontro da galera da dangeo of cards.
- 1:05:58É que é um jogo que eu fiz anúncio aqui, inclusive, é um
- 1:06:02jogo de cartas em que você vai montando uma dangeo, explorando
- 1:06:05uma dangeo com seus amigos. É é um jogo que não é exatamente
- 1:06:08RPG, mas que. É traz muito de RPG também,
- 1:06:12muita influência de RPG. Ele acaba sendo um board game de
- 1:06:14cartas ali e ele está sendo lançado aqui com 2 expansões
- 1:06:18novas. Cara, a galera da acopag vai
- 1:06:21botar vários promotores lá do jogo, né?
- 1:06:25Vários mediadores e vão ensinar e vão rodar mesas com essas
- 1:06:30expansões e com o próprio dungeons of cards ali.
- 1:06:33Que vai ser muito maneiro, nataveria medieval, que é um
- 1:06:35lugar inclusive que tem uma comida muito boa e toda uma
- 1:06:38experiência medieval ali, com trovadores, com Poções, com
- 1:06:43coisas ali bem típicas de fantasia medieval.
- 1:06:46Então tá feito convite, pinta lá, experimenta, é esses, é é
- 1:06:52esses grandes Jorge of cards aí com suas expansões, que é muito
- 1:06:55maneiro, cara. Então ótima oportunidade para
- 1:06:57quem tá numa terça-feira aí querendo a partir de 18 e 30.
- 1:07:01Colar num num eventinho em fazer uma social, conhecer um jogo
- 1:07:05novo e conhecer essa é esses jogos da copag que dialogam
- 1:07:10tanto ORPG. Aliás, o Edu que é autor do
- 1:07:13jogo, vai colar lá. Então, se você quiser conhecer
- 1:07:16também o autor e ouvir sobre o jogo, nas palavras dele, ótima
- 1:07:19oportunidade. Eu vou estar lá, eu vou chegar
- 1:07:21lá. É umas 7 horas mais ou menos.
- 1:07:24E vou dar uma moral aí pra galera, é que quiser aprender a
- 1:07:27jogar. Vou ver se eu se eu ajudo também
- 1:07:29ali. De repente jogo um pouquinho
- 1:07:30junto com a galera. Converso com a galera que tiver
- 1:07:33ali pra gente poder mostrar como esse jogo é maneiro, pessoal,
- 1:07:37beleza? Então vamos colar lá na Taverna
- 1:07:40medieval e experimentar esse dungeons of cards aí e suas
- 1:07:45expansões. Bom, voltando aqui pra concluir,
- 1:08:11eu acho que é bom a gente trazer que RPG é uma mídia autônoma,
- 1:08:16ela é plural e ela tem muito ainda a ser desenvolvida dessa
- 1:08:20forma. Não tem problema nenhum.
- 1:08:23A gente flanar para outras mídias, a gente trazer o teatro,
- 1:08:27a gente trazer o show, a gente trazer OORPG enquanto cinema
- 1:08:33cinematográfico, né? Buscar o cinematográfico, buscar
- 1:08:37é buscar uma série de TV, buscar um livro, buscar influências
- 1:08:42disso, né? É buscar técnicas, às vezes de
- 1:08:46um de outro, ressignificar essas técnicas numa realidade lúdica
- 1:08:49diferente, né? Acho que isso tudo é muito
- 1:08:51interessante. É, e a gente pode buscar é
- 1:08:56referências de outras mídias também.
- 1:08:58Mas eu digo, isso é sem querer buscar um purismo, né?
- 1:09:05Porque eu acho que cada arte ela tem seu barato.
- 1:09:09Eu não estou falando que a gente não tenha que buscar o RPG sem o
- 1:09:13estado bruto ou que exista mesmo o estado bruto do RPG.
- 1:09:16Eu não estou defendendo isso, eu não quero ser aqui purista.
- 1:09:20Mas eu acho que dentro dessa fluidez que as artes têm e todas
- 1:09:24elas são muito fluidas e se relacionam e se ligam
- 1:09:27intimamente, né? É?
- 1:09:30E elas se. Elas se fundem no campo da
- 1:09:32expressão do ser humano e admitem várias formas.
- 1:09:36Eu, eu, eu não acredito que haja uma forma ideal, mas por outro
- 1:09:39lado, eu acho que a gente consegue estressar um pouquinho,
- 1:09:42né? OOOO argumento de que cada.
- 1:09:46É mídia. Cada forma que ela, que cada
- 1:09:49arte vá, se é se exprimir, ela vai ter o seu brilho e em
- 1:09:56algumas, em algumas, algumas artes vão brilhar em algumas
- 1:09:59coisas que outras não brilham tanto às vezes, né?
- 1:10:02Então, eu acho que não me parece fazer sentido, como eu disse lá
- 1:10:06atrás, a gente analisar a música a partir das categorias do
- 1:10:10cinema, né? Ou melhor, das categorias
- 1:10:13diagéticas. Porque, sei lá, não faz sentido
- 1:10:17a gente finalizar a música com olhando pro, pra uma lente de
- 1:10:20protagonismo, arco narrativo e etcetera.
- 1:10:23Não quer dizer que não haja contato, né?
- 1:10:27Certamente é AA música, pode admitir narrativa, como
- 1:10:32acontece, sei lá, aquela música infinita do Legião Urbana, lá, o
- 1:10:35faroeste caboclo, né? A música pode trazer narrativa,
- 1:10:40ela ela pode se fazer também de narrativa, né?
- 1:10:44Mas ela. Mas me parece equivocado a gente
- 1:10:46querer entender música fundamentalmente por conta de
- 1:10:50categorias narrativas. Eu e às vezes eu sinto.
- 1:10:52Eu sinto que é um pouco o que a gente faz com RPG, né?
- 1:10:56Assim como a narrativa tem suas categorias, suas técnicas e suas
- 1:10:59ideias ORPG provavelmente também tem as suas ali, né?
- 1:11:04EE, como a gente traz, traz muitas, muitas influências de
- 1:11:07mídias mais hegemônicas do mercado.
- 1:11:10Pro RPG. Isso ainda cria certa
- 1:11:13dificuldade da gente entender o que que é próprio da mídia do
- 1:11:16RPGO Urban Shadows, ela, esse jogo explora isso muito bem.
- 1:11:22É, eu não acho que ele determina tão fortemente categorias
- 1:11:26narrativas, apesar de trazer essa influência estética.
- 1:11:30É então assim, talvez ele traga Oo Urban Charles, traga uma essa
- 1:11:34questão de série muito mais por uma referência.
- 1:11:38Mais Moderna, mais de de uma referência das pessoas que estão
- 1:11:42ali esteticamente, do que construir isso dentro do jogo,
- 1:11:46né? É dentro dentro do sistema do
- 1:11:50jogo, dentro das regras. Ele ele faz isso de algum nível,
- 1:11:53porque, afinal de contas, ele é um story game, ele é um PBTA,
- 1:11:56mas ele trata ali os conflitos bastante com o desafio dentro da
- 1:12:01ficção e não necessariamente como 11 necessidade narrativa,
- 1:12:06né? Mas ainda assim.
- 1:12:07Eles impulsionam as narrativas e tudo mais.
- 1:12:10Então é é o contrário em vez da da narrativa, né?
- 1:12:16Impulsionar ali Oo como a gente vai?
- 1:12:20É utilizar Oo sistema, o sistema ele impulsiona as as os
- 1:12:25conflitos, e os conflitos trazem a narrativa naturalmente.
- 1:12:29Eu acho muito interessante, então, então achei muito legal
- 1:12:35quando. Eu joguei Oo Urban Shadows, e
- 1:12:39ele coroou Oo mestre de cerimônias, o Narrador, o Ramon,
- 1:12:43no caso, quando ele se abriu a emergência, quando ele se abriu
- 1:12:48a essa, a esses conflitos dentro da ficção e não necessariamente
- 1:12:52como um aspecto somente, mas um aspecto da narrativa, ele coroou
- 1:12:57o jogo. O jogo brilhou bastante nesse
- 1:12:59ponto. Né?
- 1:13:01E ele botou O Mestre nessa figura mais reativa e menos
- 1:13:04responsável, né? Pelo pelo, pelo jogo, como fazem
- 1:13:08os PBTAS. Eu acho que é um mérito dos
- 1:13:10PBTAS nesse ponto, né? Ainda que muitas vezes ele ele,
- 1:13:14ele ludifique tão fortemente a narrativa a ponto de não
- 1:13:19construir um espaço como o gubhan chados constrói.
- 1:13:21E que a gente consiga perceber essa pequena oscilação.
- 1:13:26Eu estou dizendo que o manchetes permite.
- 1:13:29Então, se o cinema brilha em contar uma história enquanto a
- 1:13:32gente vivencia aquele espaço ali, né?
- 1:13:35Onde ele ocorre, a música, por exemplo, ele existe basicamente
- 1:13:39no tempo e ela não conta tanto com essa dimensão espacial da
- 1:13:44forma que outras mídias contam. Certamente tem Campos da música
- 1:13:49que que são distintas do que a gente vai ver em outras artes
- 1:13:54aí. E nesse ponto.
- 1:13:55Que eu deixo uma pergunta para você, onde você acha ORPGA mais
- 1:14:01autêntico como forma de arte e tem mais Independência em
- 1:14:04relação às outras? Comenta aí, faz um comentário e
- 1:14:07vou deixar também a enquete para você responder, você gosta de
- 1:14:11explorar ORPG mais autônomo ou você gosta de explorar ORPG, que
- 1:14:18lida muito com outras mídias? Conta aí pra mim, beleza?
- 1:14:23É. E também vamos encerrando aqui
- 1:14:26trazendo os links dos episódios mencionados hoje aqui no café
- 1:14:31com 2. No caso, o episódio é o episódio
- 1:14:34aqui do ficção e narrativa no RPG.
- 1:14:38E também deixar os links dos anúncios.
- 1:14:40Primeiro deles, o link da nossa parceira editora que a tria que
- 1:14:45tá com o Urban Shadows no ar. No catarse, acabou de entrar
- 1:14:49hoje, então corre lá para já garantir o seu e ver as
- 1:14:52condições lá que tem no dia de hoje.
- 1:14:55Então vai lá no catarse, inclusive é a tria, que é quem
- 1:14:58oferece esse episódio aqui. Então muito obrigado a tria por
- 1:15:03esse, por essa moral aqui que você traz aqui de um episódio
- 1:15:07extra no café com dângel uma vez por mês, inclusive hoje aqui a
- 1:15:11gente podendo abordar esse jogão aqui.
- 1:15:13O Ben Shadows é inclusive lembrar que a tria.
- 1:15:17Está abrindo uma oportunidade muito interessante pra quem
- 1:15:19apoiou pela da primeira vez o Urban Shadows, né?
- 1:15:23A galera que apoiou o financiamento coletivo, que não
- 1:15:26deu certo, que era de outra editora, vários problemas há
- 1:15:29muitos anos atrás. Se você apoiou e perdeu seu
- 1:15:32dinheiro naquela vez lá, agora você pode apoiar com a tría, a
- 1:15:35segunda edição do Urban Shadow. Se você apoiar na versão
- 1:15:38digital, você ainda ganha 30 BRL no site da tría pra gastar.
- 1:15:43Você só vai precisar mostrar o comprovante do apoio lá que você
- 1:15:46fez lá da outra vez para o pessoal da tría, e eles te dão
- 1:15:50esse voucher. E se você apoiar como físico,
- 1:15:52você ganha 70 BRL para gastar No No site da tría.
- 1:15:56Então vale muito a pena. Você manda ali, quando o
- 1:15:58financiamento coletivo acabar, você manda o seu apoio no
- 1:16:01catarse, o recibo para eles, que eles vão dar essa moral para
- 1:16:04quem é. Ficou a ver navios quando uma
- 1:16:07outra editora tentou trazer por Ben Shadows em outra
- 1:16:10oportunidade. Então é isso aí, galera,
- 1:16:12obrigado inclusive aí pelo pelo pelo apoio e por essa moral aí
- 1:16:17que você está dando para uma comunidade que aqui no café que
- 1:16:19apoiou bastante de forma geral, Oo manchado usa na sua primeira
- 1:16:23encarnação e também deixar aí o link para o mals reater, né?
- 1:16:28Que a gente anunciou aí da da caramelo jogos, que está no
- 1:16:31pensamento coletivo. E também o último dia para você
- 1:16:34apoiar o pirat board, né? Então hoje.
- 1:16:38Acaba o pirat board, gente, último dia é um jogaço, ele
- 1:16:42ainda não tinha batido a meta, então corre lá pra garantir,
- 1:16:45porque cara, é um jogaço mesmo assim.
- 1:16:48E pô, é, eu fiz até 11 resenha aqui no café, vale muito a pena
- 1:16:52correr atrás, beleza? É bom, fora isso, lembrar aqui e
- 1:16:58hoje tem o evento, né, lá na Taverna medieval.
- 1:17:02Um dungeons of cards, um autor inclusive pra você colar lá, ver
- 1:17:06a galera promovendo jogo, ensinando a jogar, jogando junto
- 1:17:09e comendo a deliciosa comida Taverna medieval dentro de uma
- 1:17:12experiência toda especial ali de fantasia, então cola lá que vai
- 1:17:16ser muito maneiro, beleza? E por último, lembrar que você,
- 1:17:21se você quiser que o café volte a ter 5 episódios semanais, você
- 1:17:25pode considerar apoiar a gente e ajudar a gente a bater nossas
- 1:17:29metas. Pra gente expandir pra mais dias
- 1:17:32na semana? Então vá lá em apoia.se barra
- 1:17:34café com dângel se você gostou especialmente do café de hoje,
- 1:17:38você pode deixar pra gente uma gorjeta.
- 1:17:40Aí você manda um Pix em qualquervalorpracafecomdangelo@gmail.com
- 1:17:44a gente conta com você. Você tem uma empresa ou uma
- 1:17:47marca que é ter um dia na semana no café com dângeno você pode
- 1:17:49financiar um episódio semanal do podcast e fazer a Alegria da
- 1:17:52massa rpegista consulta a gente em café comdangelo@gmail.com que
- 1:17:56a gente tem uma proposta especial pra você.
- 1:17:58Consulta aí também a gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:18:00A gente trabalha não somente com marcas de RPG, mas também com
- 1:18:03outros ramos como cafés, jogos, tecnologia, mídia, ensino,
- 1:18:07vestuário, etc. Quer colaborar com a gente?
- 1:18:10De repente você é um produtor de conteúdo, game designer,
- 1:18:12independente, acadêmico ou fã e quer participar do nosso
- 1:18:15projeto. Conta aí sobre você e fala a
- 1:18:18respeito de como a gente pode colaborar lá no nosso e-mail.
- 1:18:20Beleza, é. E por fim, agradecer a galera
- 1:18:23que torna possível essa aventura aos nossos assinantes, então.
- 1:18:26Agradecer aí o Lúcio Pimentel, né?
- 1:18:29Do nível de apoio, incentivo, muito obrigado.
- 1:18:32Dentre os demais do nível de apoio, incentivo é agradecer a
- 1:18:35galera do nível de apoio e comunidades, dentre eles o
- 1:18:38Vinícius Caldas, o Evaldo pontual e a Carolina Moraes.
- 1:18:41Vale usar se pelo apoio. É agradecer o pessoal do nível
- 1:18:44do do nível RPG do ojô, dentre eles aí o Rudolph Helm, o Cássio
- 1:18:48de Miguel Paiva, o Glauber catarino rocha, o Guilherme
- 1:18:51Fernandes Mendes e o Diego sexstito.
- 1:18:55Agradecer a galera do nível de apoio, treinamento ao el fantasy
- 1:18:58e eles são o Cleiton, o Daniel Haidar, o Leo gaspanto menini, o
- 1:19:02Marcos Gonçalves e o vice Lourenço.
- 1:19:04E por fim, um imenso agradecimento aos nossos
- 1:19:06membros. Café com baubo, no caso o Thiago
- 1:19:07Augusto, meu grande amigo. Valeuzaço pelo apoio.
- 1:19:10Cara, um abraço e até a próxima. Cara, você falou da vida dele
- 1:20:15hoje? Falei, falei.