Latest / Café com Dungeon / Biergotten Segundo Blorb #0053
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- 0:00Eu confesso que quando eu li o Blob Principles, essa coisa toda
- 0:04que ele já começa falando de ter que seguir a preparação à risca
- 0:07e não poder abandonar a preparação em momento algum, de
- 0:11existir um certo compromisso do mestre em seguir à risca o que
- 0:14está preparado e o que está escrito no módulo de jogo, isso
- 0:18tudo me afastou um pouco do Blob Principles. e desse estilo todo
- 0:23que ele propõe. Eu já olhei para ele com uma
- 0:25certa antipatia, porque eu já sabia que eu não gostava dessa
- 0:28proposta da preparação como uma documentação, como um
- 0:32compromisso. Eu não consigo entender como
- 0:35isso pode funcionar. E até agora eu duvido que
- 0:38funcione dessa forma. Parece muito mais uma
- 0:41expectativa do que uma possibilidade real de jogo.
- 0:46E acabei adotando um certo distanciamento do material.
- 0:50E quando eu fiz a análise desse material, há dois episódios
- 0:53atrás aqui, olhando ali mais ou menos sobre a preparação dentro
- 0:59de um jogo de mistério, que era o que eu estava abordando ali
- 1:03naquele momento, junto com a questão do ogro quântico e etc.,
- 1:11Eu entendo que eu pude fazer algumas críticas interessantes
- 1:15ao Blob, mas eu deixei um pouco de lado alguns valores
- 1:17interessantes que eu vi nele. Como um manual de estilo, ele
- 1:21tem alguns pontos, algumas discussões que eu acho legais,
- 1:24que eu queria trazer aqui num segundo episódio.
- 1:28Bom, eu acho que, ainda que essas ideias talvez não estejam
- 1:31muito bem encaixadas no texto, parece que falta aquele momento
- 1:36que faz um... e as coisas encaixam, sabe?
- 1:40Eu acho que falta um pouco esse momento em que as ideias vão
- 1:44passar a trazer alguma coisa, um sentido, para além da soma das
- 1:49partes, sabe? Para além de cada ideia
- 1:52individualmente tomada. Eu queria ver justamente o
- 1:56potencial disso virar uma proposta maior, e não somente
- 2:00uma amarração ali, uma coisa meio, sei lá, meio inocente até,
- 2:05né? eu comecei a dar uma olhada
- 2:08novamente nesse texto. Eu voltei lá no blog, no Diálogo
- 2:10Ficcional, que é o blog do Icaro, onde a Nicole traduziu
- 2:13esse material, e eu pude analisar de novo o que a autora
- 2:16chama de gloráculo. E gloráculo, nas palavras dela,
- 2:20seria o glorioso oráculo de dados e preparação, do qual
- 2:25fazem parte três camadas de verdade e o relevo no papel de
- 2:30parede. E isso tudo levaria a gente a um
- 2:33rascunho rico de um mundo para se explorar.
- 2:37Esse tal relevo no papel de parede é um conceito meio solto.
- 2:42Ele mirou mais ou menos ali no momento zen do Quick Primer,
- 2:45sabe? Só que ficou mais abstrato
- 2:47ainda. Acho que acabou acertando uma
- 2:50analogia meio ruim. Me parece que o que ela quer
- 2:53dizer com essa ideia de papel de parede é que você deve se
- 2:57preparar para o que é mais importante e basal para o seu
- 3:00jogo. Você deve preparar as verdades
- 3:02que são mais relevantes para o seu jogo como um todo.
- 3:05Por exemplo, a ficha de um NPC importante.
- 3:10E aí você guarda ali alguns recursos como tabelas e oráculos
- 3:14e regras gerais para você aplicar onde importa um pouco
- 3:19menos para o jogo. Isso parece ser essa ideia de
- 3:22papel de parede, que quando fizer alguma importância você
- 3:28desenvolve melhor aquilo, mas que você vai recorrer
- 3:30normalmente a estruturas de jogo para poder trazer esses detalhes
- 3:35quando for necessário. E caso você não tenha uma
- 3:37estrutura para gerar essa emergência desses detalhes, aí
- 3:41você decide ali do jeito que der.
- 3:45Nesse ponto, me parece muito mais sentido a gente trabalhar
- 3:49justamente com as estruturas que ela propõe do que exatamente com
- 3:53esse relevo do papel de parede, né?
- 3:56Eu gosto mais da analogia que ela faz com ossos de aço.
- 4:00Ossos de aço são essas estruturas que sustentam uma
- 4:03aventura, uma campanha, né? E acaba combinando melhor com as
- 4:07três camadas de verdade que ela trabalha, né?
- 4:09Que é a C-I, que é a camada especificamente preparada por
- 4:14você, é a ficção já... detalhada, né?
- 4:19Que é a resposta pronta do mestre pro que ocorre em jogo,
- 4:23né? Se alguém pergunta quantos
- 4:25habitantes tem essa cidade, o mestre sabe dizer.
- 4:27Se alguém pergunta quantos HD tem esse monstro, o mestre sabe
- 4:31dizer, porque ele vai seguir a risca isso.
- 4:33Ainda que não necessariamente ele precise revelar quantos HD a
- 4:36criatura tem, ele tem que se compromissar com esses números
- 4:39de HDs que a criatura tem e com essa verdade que esses elementos
- 4:42principais vão trazer pro mundo. Isso seria o C-I.
- 4:47Então, se uma sala tem três mil moedas de ouro, isso é uma
- 4:51verdade daquele mundo e isso é C-I, é a camada de verdade I.
- 4:55Na camada de verdade II, é uma camada das coisas que ainda não
- 4:58estão prontas, não estão ainda resolvidas, mas elas vêm
- 5:03informadas no jogo. como por exemplo, uma sala onde o tesouro
- 5:08ainda tem que ser sorteado, mas você sabe que lá tem um de seis
- 5:12vezes mil moedas de ouro, mais dois itens mágicos que você
- 5:15precisa sortear. Bom, nesse ponto você tem ali
- 5:19uma estrutura, você tem ali alguns parâmetros que vão
- 5:24informar essa emergência de ficção dessa verdade dois, e que
- 5:30eventualmente vai se tornar uma verdade um quando você souber
- 5:33Quando você rolar um DC de vez em mil e descobrir, sei lá, que
- 5:35tem duas mil moedas nessa sala. E que os itens mágicos são uma
- 5:39poção e um pergaminho, sei lá. E aí tem C-III, a camada três de
- 5:45verdade, né? Que é o que você não tem
- 5:47preparado. E aí você tá vendido e tem que
- 5:50improvisar numa zona árida, né? Meio assim, uma parte que não
- 5:54tem no trabalho da autora. A arbitrariedade do mestre fica
- 5:58num limbo de agir ao mesmo tempo sem beneficiar, mas também sem
- 6:02prejudicar o grupo. Uma coisa meio solta, meio sem
- 6:05agenda, sem um registro de atuação, que eu acho uma parte
- 6:09meio ruim desse manual. É onde eu achei que ele peca
- 6:12mais e comentei. no episódio sobre o Blorb.
- 6:16E aí eu volto aqui a ler esse texto, só que agora trabalhando
- 6:19um pouco com o Oil Fantasy, misturando um pouquinho de óleo
- 6:23nessa engrenagem do Blorb, com uma curiosidade para analisar o
- 6:28que efetivamente eu gostei mais nessa proposta, onde eu acho que
- 6:32ela brilha mais Mas pra isso, eu vou fazer o que é um clássico
- 6:36nos estudos que a gente faz em oil fantasy, que é desmontar
- 6:39tudo pra ver como funciona cada parte e depois montar isso,
- 6:44aproveitar as coisas como módulos e montar isso a nossa
- 6:48maneira. para ver no que dá, tentando montar dando um sentido
- 6:53para além das peças, tentando dar uma amarração às ideias do
- 6:58Bloorb que tragam essa gestalt para a proposta, algo que ligue
- 7:04seus pontos em um todo coerente cuja utilidade vai além da soma
- 7:10das partes. E para fazer essa análise eu vou
- 7:13botar para jogo a minha campanha aberta, Vamos analisar
- 7:17Biergotten à luz do Blore Principles.
- 7:22Ou quem sabe o contrário. Quando a hora é certa é dado o
- 7:27último gole em uma cerveja cerimonial conhecida como
- 7:31Biergotten. Bom dia, amigos do Café com
- 7:40Dungeon. Estamos aqui para mais um
- 7:42episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 7:45RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje
- 7:47eu bebo um café coado num papel de parede cheio de relevo.
- 7:52Ficou bom. Um gostinho de cola, um
- 7:55retrogosto de ossos de aço. E umas notas da cerveja
- 8:01Biergotten, uma mistura de velas interessante.
- 8:05Mas por trás disso tudo, o que sustenta de verdade essa bebida
- 8:08aqui é o delicioso café Ovelha Negra, que deixa tudo gostoso.
- 8:14Então chega lá no site deles, ovelha.café, e utiliza o cupom
- 8:19CCD para você comprar um café especial, delicioso.
- 8:23Não é caro, você consegue ali ainda um abatimento usando o
- 8:27cupom CCD, então fica mais barato ainda.
- 8:30E você consegue beber um café especial como esse que eu estou
- 8:32bebendo nessa manhã. Além disso, você pode conseguir
- 8:37cupons melhores, cupons progressivos, de acordo com o
- 8:40seu nível de apoio, caso você se torne um assinante do Café com
- 8:43Dungeon. Então considere se tornar um
- 8:45assinante lá em apoia.se barra Café com Dungeon.
- 8:49E além de você conseguir cupons melhores para o Vila Negra, você
- 8:53consegue cupons com os nossos outros parceiros, com a
- 8:56Retropunk, com a Caramelo Jogos. A gente consegue cupons para
- 9:00você, caso você vá comprar os produtos deles.
- 9:03E ainda participa de sorteios de material dessa galera.
- 9:07Fora isso também, recebe conteúdo extra e participa de um
- 9:11grupo muito maneiro de Telegram, onde a gente debate RPG com
- 9:15profundidade. Então, vai lá no site da Ovelha
- 9:20Negra, que é o ovelha.café, utiliza o cupom CCD, e depois
- 9:25vai lá no nosso apoia.se barra café com dungeon e torne-se um
- 9:29assinante, que de repente é sorteado, que a gente faz
- 9:33sorteio de quase dois quilos de café por mês.
- 9:35Então, aproveite. E, bom, vamos para o episódio,
- 9:40mas antes fazer a leitura da enquete.
- 9:42O episódio anterior foi Mistério Cthulhu e Malditas Cores.
- 9:47Foi um episódio sobre essa campanha, o making of dessa
- 9:51campanha do Márcio Moreira no Perdedor Juno Play de Cthulhu
- 9:55praiano no Rio de Janeiro dos anos oitenta.
- 9:57Muito interessante, uma conversa muito agradável que eu tive com
- 10:00o Márcio Moreira. Adoro conversar com ele.
- 10:03Eu perguntei lá se você assiste stream de RPG, ou seja, você
- 10:08gosta de live de RPG, e cara, ficou dividido demais, ficou
- 10:12cravadíssimo, assim, cinquenta por cento da galera diz que sim,
- 10:15cinquenta por cento da galera diz que não, e eu entendo, né,
- 10:18stream de RPG é uma coisa que todo mundo vai gostar, que nem
- 10:21futebol, tem gente que gosta de jogar, tem gente que gosta de
- 10:23assistir, tem gente que gosta das duas coisas, né.
- 10:26Até agora, ninguém comentou, né? Falando qual stream que assiste.
- 10:31Então, aproveitando aqui que ninguém comentou ainda, o
- 10:34episódio veio ao ar terça-feira, eu tô gravando na quarta, né?
- 10:37Então não deu muito tempo também.
- 10:39Eu vou deixar aqui a recomendação que vocês assistam,
- 10:41pra quem curte, né? Live de RPG.
- 10:44Vocês assistam o Birgotem lá no YouTube, do Perdidos no Play,
- 10:47porque a gente desafiou a DM's Party, a gente fez o desafio aí
- 10:52do Em Busca do Lagarto Basáltico, E o Edu, da DMS
- 10:58Party, topou e juntou com a Nina, juntou com o Ramon, juntou
- 11:03com o Igor, do Petit Junior Play, e a galera foi lá
- 11:06investigar esse lagarto basáltico.
- 11:09Foi até o covil, voltou e deixou ali um caminho desbravado pra
- 11:13quem quiser seguir. Então, se você... quiser seguir,
- 11:16inclusive, aí, você pode não só ver a stream, mas jogar a
- 11:19Birgotem e ir atrás dos passos do Dr. Panarevi.
- 11:23Fora isso, deixar aí também o link, vou deixar o link do
- 11:27Birgotem live lá no adjetivo do episódio, e recomendar também
- 11:31que vocês assistam o Malditas Cores, que foi o tema do
- 11:33episódio anterior, que foi muito interessante, então vocês podem
- 11:36ver já essa stream lá no Pedidos no Play completinha, é uma
- 11:39stream de cutulo, beleza? Vamos pro episódio?
- 11:49Ih, rapaz, eu tava bebendo aqui com os soldados, com o
- 11:53dinheirinho que aquela elfa lá, Carissa, botou, a herbalista,
- 11:57né? E olha o que eu fiquei sabendo,
- 11:59cara. Já ouviu falar do fantasma do
- 12:03arsenal lá no Burgo? Então, ali no Burgo, tinha uma
- 12:09oficininha ali daquele cara chamado Vagabondo, que era um
- 12:13inventor, né? E parece que ele morreu já há um
- 12:18tempo. E a oficina dele foi incorporada
- 12:20na oficina dos soldados ali na rua principal.
- 12:24E ali na casa dele, a alma dele parece que tá presa lá, porra.
- 12:29E parece que a alma dele ainda pode drenar a vida de quem
- 12:33entrar lá no lugar. Principalmente se for entrar lá
- 12:38pra tentar mexer naquela extractana dele.
- 12:41Então, se tu tiver vontade de ir lá...
- 12:45Ó, vai, tu é aventureiro, tu encara esses negócios.
- 12:49Mas se você for, vai acompanhado de alguém de muita fé, tá
- 12:54entendendo? Esse e tantos outros são rumores
- 13:01vindos do jogo do mundo aberto de Bear Gotham.
- 13:05Se você quiser explorar aventuras como essa... pode
- 13:09entrar inteiramente de graça no nosso grupo.
- 13:12Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue Biergoden com a
- 13:17gente. Vamos explorar Biergoden!
- 13:34Os Dazigos dos Titãs Começando aqui o episódio, eu vou começar
- 13:44a desmontar o fuzil e entender as suas partes, como eu prometi.
- 13:49E eu vou começar desmontando ali o que o Bloorb chama de camadas
- 13:54de verdade. Descrevi pra vocês na introdução
- 13:57o que seria a camada um, o que seria a camada dois, o que seria
- 14:00a camada três, né? De forma geral.
- 14:03Camada um é uma verdade melhor estabelecida, é a verdade que é
- 14:08onde está o ouro do estilo segundo Blorb, onde tem mais
- 14:12qualidade de jogo, que é essa ficção que a gente conhece a
- 14:15respeito de que determinada sala tem duzentas e trinta moedas de
- 14:19ouro no chão, uma caveira com tantos HD e está tudo
- 14:23estabelecido. Já C-II tem um pouco menos de
- 14:27qualidade, e C-III seria onde tem menos qualidade de jogo ali.
- 14:31C-II seria aquela zona onde a gente tem umas estruturas que
- 14:34vão informar essa emergência da ficção, e C-III é onde a gente
- 14:39não tem nenhuma estrutura, a gente tá meio que vendido, a
- 14:41gente vai ter que improvisar, e no caso do Blob ele não indica
- 14:46muito esse como improvisar, né. O que importa aqui, que eu vou
- 14:50trazer, é que nessa camada III, que é onde a gente não tem nada
- 14:55preparado nem informado de forma geral, é onde grande parte do
- 15:00jogo, fora de uma masmorra pelo menos, ou dentro de um módulo
- 15:04muito linear, é onde o jogo acontece, o grosso do jogo
- 15:07acontece. Até neles, na verdade, até num
- 15:09jogo de masmorra, num módulo, a gente tem aí muito jogo
- 15:15acontecendo improvisado, construído na hora, criado na
- 15:19hora. O que a autora chama de papel de
- 15:23parede, que vai ser isso que a gente vai construir naquele
- 15:27momento ali, que a gente vai dar cor para o jogo através dele, a
- 15:32gente considera, dentro de Joel Fantasy pelo menos, que é
- 15:36justamente o material cuja importância vai surgir da
- 15:41criatividade do mestre e dos jogadores.
- 15:43Não quer dizer que ele seja um material menor.
- 15:47O papel de parede não é insignificante.
- 15:49Normalmente ele aparece em jogo dentro do RPG porque ele pode
- 15:52ser utilizado. No relevo do papel de parede,
- 15:57onde a gente tem a sacada de antecipar uma armadilha para dar
- 16:01oportunidade para os jogadores lidarem com ela, por exemplo.
- 16:05Muitas vezes é justo no relevo do papel de parede que também os
- 16:09jogadores vão desarmar essa armadilha.
- 16:12O relevo do papel de parede é informação não menos importante
- 16:18dentro da ficção, porque é ficção emergente, porque não
- 16:21está na preparação. Ela é tão importante, ou
- 16:25certamente mais importante do que a preparação, porque é o que
- 16:28está no espaço comum de jogo. De modo geral, no RPG, salvo
- 16:33alguns participantes da linha mais rococó de descrição, com
- 16:37mania de Tolkien, cheios de floreios descritivos, A ficção
- 16:41que aparece passa a ser repertório de jogo e pode ser
- 16:44usada tanto para imprimir um conflito pelo mestre ou até para
- 16:47solucioná-lo pelos jogadores. Então é muito importante esse
- 16:51papel de parede. Ele vai sendo trazido, ele vai
- 16:54sendo pintado de forma geral de maneira funcional de quem está
- 16:58jogando. Essa camada três, que o Blorb
- 17:02coloca como a terceira camada de realidade, camada de verdade, eu
- 17:07associaria ao processo de reivindicação ficcional, se a
- 17:09gente fosse olhar através de oil fantasy.
- 17:14Diferente do que o autor entende para C-III, essas sucessivas
- 17:18reivindicações ficcionais que acontecem no diálogo, enquanto a
- 17:22gente joga, Esse diálogo, essas reivindicações, elas valem tanto
- 17:28para o que ela entende ser mais fundamental para o jogo, quanto
- 17:33para o que a autora entende ser papel de parede.
- 17:35O que eu quero dizer com isso? Se você tem anotado no seu papel
- 17:40que uma sala tem duas mil moedas de ouro, até que essa sala com
- 17:44essas duas mil moedas de ouro não passe pelo momento em que a
- 17:49ficção é concretizada, essa ficção aparece em jogo, ela não
- 17:52existe. Ela é quântica. isso vale tanto
- 17:58para isso que a autora considera C-I, quanto que ela considera
- 18:02C-III, que é, por exemplo, você inventar na hora que o piso
- 18:07dessa sala da masmorra é tomado por limo, por exemplo.
- 18:11Então ele tem uma coloração esverdeada.
- 18:14Tanto esses dois tipos de ficção, um que você pode dizer
- 18:18que é mais básico para o jogo, mais elementar para o jogo, e
- 18:23outro que é mais floreio, talvez, ainda que a gente possa
- 18:26discutir isso, esses dois tipos de verdade vão passar pelo mesmo
- 18:30processo, que é ter de ser verdadeiro. e vindicado, ele tem
- 18:34que aparecer na ficção, ele tem que aparecer ali citado, tem que
- 18:39aparecer descrito para poder fazer parte do jogo, porque
- 18:42antes disso não faz parte do jogo.
- 18:45Então o C-III é um ponto muito importante do jogo e que
- 18:49acontece em termos de sintaxe, independente da importância que
- 18:57você possa enxergar num primeiro momento para essa ficção, seja
- 19:02vindo diretamente de uma prep, influenciada por uma prep, ou
- 19:06não. Eu dissocio, então, as camadas
- 19:10de verdade da preparação. Eu prefiro desmontar isso aqui e
- 19:16dissociar essa porca desse parafuso.
- 19:21Eu acho que as camadas de verdade não são relativas
- 19:24necessariamente à preparação. Afinal de contas, não importa
- 19:28tanto para o jogo um compromisso meu como mestre comigo mesmo.
- 19:33Me importa mais o compromisso que a gente assume dentro do
- 19:35jogo e isso acontece justo com o repertório da ficção que a gente
- 19:39reivindicou. E nisso, o C-III vai ser o
- 19:43processo pelo qual todas as verdades do jogo vão ser
- 19:47estabelecidas. Toda a verdade do jogo vai ser
- 19:51papel de parede. Mas será que não tem nada um
- 19:54pouco mais estruturado que não seja só papel de parede?
- 19:58Bom, a autora traz o C-II. C-II seria essa camada II de
- 20:05verdade, que é menos importante do que a primeira camada.
- 20:10E para ela são as mecânicas, tabelas e regras gerais que
- 20:13informam o jogo. Aqui, a autora do blog, ela
- 20:17coloca tabelas de encontro aleatório, oráculos,
- 20:20estatísticas gerais de tesouro, número de HDs de uma criatura
- 20:23que precisa ser sorteado, né? Mas não quanto HP ela tem
- 20:28efetivamente, porque isso é C₁. Quanto de tesouro existe na sala
- 20:32é C₁, né? Se tem duzentas moedas.
- 20:35Mas se tem um D₆ vezes mil moedas, essa informação é C₂,
- 20:39ela é uma estrutura, né? Se um, curiosamente, é o que ela
- 20:46entende, a autora entende, a Sandra, é o que a Sandra entende
- 20:51como estrutura. Ela entende que a camada um, de
- 20:55verdade, é o que ela chama de ossos de aço.
- 21:00Para ela, essa camada um de verdade são essas verdades
- 21:05específicas que já estão estabelecidas desde a preparação
- 21:09no módulo de jogo, ou no bestiário, ou no livro de regras
- 21:13e tal que você está usando, que seja uma ficha de um NPC, ou de
- 21:17monstro, um tesouro já estabelecido.
- 21:22Isso tudo para ela, isso que é a estrutura.
- 21:25E C-I também é o que vem ali, não só da prep, mas é o que vem
- 21:29também dos momentos C-II e C-III, ou seja, das camadas II e
- 21:34III que quando elas são estabelecidas elas viram C-I,
- 21:36porque passa a ser uma verdade mais sólida do teu jogo.
- 21:41Então nem só prep também é C-I, também é C-I o que passa a ser
- 21:46verdade jogada. passa a ser bagagem ficcional e lúdica.
- 21:50E eu discordo muito que a estrutura esteja em C-I, olhando
- 21:56por essa classificação dela. C-I, de acordo com o que ela
- 22:00coloca, para mim, é muito mais o repertório lúdico e ficcional
- 22:05efetivo. É o que é verdade para o mundo,
- 22:08é o que já foi transformado em verdade. o que não é mais
- 22:12passível de reivindicação de outra forma.
- 22:15Se eu disse que esse sujeito tem oitenta anos, então ele tem
- 22:19oitenta anos, salvo algum engano possível ou alguma maquinação,
- 22:24alguma coisa assim, ele tem oitenta anos.
- 22:26A gente confirmou isso, a gente pôde ver na ficção, isso foi
- 22:29trabalhado ali. Então essa é uma verdade do
- 22:31mundo. Se a gente disse que a cidade
- 22:33tem um templo imenso, salvo ilusão, é verdade que esse
- 22:38templo está ali, isso é parte da verdade do mundo.
- 22:41Então, C-I para mim é o que, se eu for botar num termo mais
- 22:46simples, ele é o que foi criado. C-I é o paradigma, é o status
- 22:52quo, é o repertório que constrói verossimilhança, é o que os
- 22:58participantes têm a mesa para usar.
- 23:01Se a gente descobre que o xerife da vila é ganancioso, a gente
- 23:04pode usar esse fato a nosso favor.
- 23:07O mestre também pode usar isso para gerar conflitos, mas o fato
- 23:10é que isso é bagagem para os participantes usarem.
- 23:15E isso, eu não entendo que isso seja estrutura.
- 23:19Isso, na melhor das hipóteses, isso organiza a verossimilhança.
- 23:22O sentido que a gente enxerga nisso tudo, esse repertório, é o
- 23:26que gera a verossimilhança. Mas isso não é exatamente
- 23:28estrutura. Eu vejo estrutura justamente em
- 23:31C-II, na camada II de verdade que ela coloca, e não C-I.
- 23:35Eu entendo que na camada II de verdade, que é onde a gente tem
- 23:39o que efetivamente organiza ali, agendas de jogo, o que organiza
- 23:44a mídia do jogo, provocando e sistematizando a campanha no RPG
- 23:48clássico, por exemplo, tabelas de encontros aleatórios, os
- 23:54papéis dos participantes, o espaço de agência, a
- 23:56arbitrariedade de cada participante, tabela de reação,
- 24:01rolagem de moral. a quanto cada criatura tem de moral, tabela de
- 24:06encontro aleatório um grid hexagonal as tabelas geradoras o
- 24:10oráculo que você vai ter pra usar isso tudo pra mim é CII e é
- 24:16estrutura Agora, entendendo que a preparação, como eu já trouxe
- 24:22algumas vezes aqui no café, ela não gera compromisso de jogo, na
- 24:26melhor das hipóteses ela gera um compromisso do mestre com ele
- 24:28mesmo, porque não tem como os jogadores utilizarem disso em
- 24:34jogo, né? A gente sabe que a ficção
- 24:37precisa ser reivindicada para gerar compromisso dentro do
- 24:39jogo, compromisso na relação lúdica.
- 24:43Então o jogador não pode se fiar na prep, ele não pode se fiar na
- 24:46preparação do mestre e pouco importa se o mestre garante que
- 24:50vai seguir a sua preparação a risco ou não, ela não é
- 24:53documento. Não tem nem por que a gente
- 24:56encarar isso como documento, porque seria se limitar muito.
- 25:00Se o RPG acontece no diálogo ficcional, nessa dialética entre
- 25:04os participantes, estabelecendo a ficção, cada um na sua vez, a
- 25:10estrutura do jogo não está em C-I, que é o seu repertório já
- 25:15estabelecido. A estrutura está em C-II, que é
- 25:18a sintaxe dessa conversa. Ou seja, está no que estrutura
- 25:24essa conversa. Aqui se forma a dinâmica do
- 25:27jogo, principalmente. Logo, eu enxergo as três camadas
- 25:32de verdade de uma outra forma. E aí eu desmontei, agora que eu
- 25:37desmontei essas três camadas de verdade, eu vou montar ela ao
- 25:41meu jeito, com um pouquinho de óleo.
- 25:45Para mim, C-I, a camada I de verdade, é o repertório da
- 25:48ficção, como eu botei ali. Então eu vou chamar assim,
- 25:52camada I de verdade é repertório da ficção.
- 25:55Ela constrói verossimilhança, que é o sentido interno desse
- 25:58repertório. Ela não é preparação.
- 26:01Na melhor das hipóteses, é algo planejado na preparação, mas que
- 26:05ainda assim precisa ser reivindicado para valer no jogo.
- 26:08Então o repertório da ficção é o que foi jogado efetivamente, não
- 26:12importa se foi improvisado ou se veio da preparação, não importa.
- 26:16É o que foi efetivamente jogado e agora é bagagem comum daquele
- 26:20mundo imaginário, coletivo. Então pode vir igualmente, tanto
- 26:25do improviso solto quanto derivando da preparação ou
- 26:29também das estruturas do jogo. Quando a gente fala o rei está
- 26:33doente, possivelmente ele vem sendo envenenado porque acharam
- 26:39ervas suspeitas na cozinha. Isso é uma coisa que está
- 26:44colocada na ficção, uma verdade da ficção agora e a gente tem
- 26:48que entender como lidar com isso e isso vai ser utilizado pelos
- 26:51jogadores em jogo e pelo mestre também.
- 26:54Agora, a camada dois, que é onde tem ali tabelas e mecânicas e
- 26:59essas coisas assim, segundo a autora do Blob, é onde eu
- 27:03enxergo que há estrutura e ossos de aço e não C₁.
- 27:08Para mim, então, eu chamaria essa segunda camada de verdade
- 27:10de estrutura ou de ossos de aço. Para mim, aqui é onde a gente
- 27:15organiza as agências e os espaços de decisão dos
- 27:19participantes. Então, aqui tem a ver com as
- 27:22mecânicas, tem mais a ver com as mecânicas e com os aspectos mais
- 27:25duros do jogo. Aqui, esses elementos ajudam a
- 27:31perceber a relação lúdica num nível cognitivo mais básico até,
- 27:36para os participantes. Então, quando a gente tem, por
- 27:40exemplo, a criação de loops de jogo, Essa relação lúdica, esse
- 27:44jogo, a gente internaliza ele de uma forma mais simples.
- 27:48A gente lida bem, nós somos seres humanos e lidamos bem com
- 27:50estruturas, com padrões. Então, loops de jogo e certas
- 27:55estruturas ajudam a gente a pegar o jogo, a sacar a cueca do
- 27:58jogo. Então, essas estruturas de C-II,
- 28:01elas informam a emergência ficcional do jogo, por assim
- 28:05dizer. A gente tem aí regras como XP
- 28:08por ouro, estatísticas de jogo, como o número de criaturas que
- 28:12saem num encontro. o tipo de tesouro que ela tem que precisa
- 28:16ser rolado, recursos criativos ali como tabelas, grid hexagonal
- 28:21para os ermos, grid quadriculado para dungeon, tabela de reação,
- 28:25clocks, frente de campanha, isso tudo eu coloco ali como
- 28:28artefatos, como estruturas de jogo.
- 28:32Na camada três eu coloco o próprio diálogo ficcional. que é
- 28:37essa conversa criativa, que é onde tem essa dialética entre,
- 28:40pelo menos em Oil Fantasy, entre o desafiado e o desafiante, que
- 28:44vai construindo, que é o momento onde se dá a construção do
- 28:48repertório de fato, onde acontecem as reivindicações.
- 28:52E aí nesse ponto a gente pode botar aí que as três camadas, se
- 28:55a gente pegar da camada... A camada um é uma camada que é
- 28:59muito atrelada à verossimilhança, à construção da
- 29:02verossimilhança, porque é a bagagem cujo sentido é o que a
- 29:05gente percebe como real. A camada dois, ela junta a
- 29:11verossimilhança, porque as estruturas também trazem
- 29:14verossimilhança, mas também trazem agência.
- 29:18A camada dois é uma camada muito ligada à agência.
- 29:21Por quê? Porque é onde os jogadores vão
- 29:22perceber a relação lúdica, onde eles vão perceber onde eles
- 29:25podem dançar, onde eles vão dançar mais, onde eles vão
- 29:28dançar menos, onde o jogo favorece determinadas atitudes,
- 29:31etc. e também como as coisas são construídas no nível de sintaxe
- 29:38mesmo. E aí no nível três, na camada
- 29:42três de verdade, a gente tem o diálogo ficcional que acontece
- 29:46interface, agência e verossimilhança.
- 29:49Então seria uma pirâmide em que C um a gente tem ali a
- 29:53verossimilhança, o que já aconteceu no jogo, é a parte
- 29:55mais estável do jogo. A gente tem C dois, onde a gente
- 30:00tem a estrutura disso tudo, que é a agência e verossimilhança
- 30:04atreladas, onde vai indicar a emergência ficcional, e C-III,
- 30:08onde a coisa é mais fluida, e nesse ponto, nessa pirâmide eu
- 30:11até concordo com o Blob, mas que é onde acontece a sintaxe, onde
- 30:16acontece ali onde a sintaxe se dá, onde a gente tem ali não
- 30:20somente a agência e verossimilhança, mas a interface
- 30:23em si do jogo. Então nesse ponto, eu entendo
- 30:27que nessa piramidezinha, a gente tem ali um crescendo de momento
- 30:34de jogo. O diálogo ficcional se aproxima
- 30:36mais do jogo jogado. O C-II tem até um pouco mais de
- 30:41preparação, um pouco mais de emergência também.
- 30:44E C-III é onde a coisa está mais cristalizada, onde a coisa já
- 30:48está mais estabelecida, é a verdade do mundo ali.
- 30:54Dentro disso, a gente trabalhando isso a partir daí,
- 30:58eu começo a montar novamente esse fuzil.
- 31:01E aí eu vou trazer que C-III, essa camada III de verdade, que
- 31:06é a camada do diálogo, ela tem a ver mais com as interações do
- 31:10estilo oil fantasy, que a gente tem um mestre que é o
- 31:14desafiante, dos jogadores que são desafiados e a dialética dos
- 31:18dois lados reivindicando a ficção e batalhando pela verdade
- 31:22da mesa para conseguirem seus objetivos.
- 31:25Essa batalha vai gerando a ficção que vira ser um.
- 31:30As boas práticas de reivindicação, no IO Fantasy a
- 31:35gente organiza em posturas. Então, por exemplo, a gente tem
- 31:38a postura descritiva minimalista, que a maior parte
- 31:42do tempo é o que o mestre vai estar fazendo.
- 31:44Ele vai descrever minimamente. É uma boa prática que a gente
- 31:47entende no IO Fantasy e que informa diretamente esse diálogo
- 31:51de C-III. Ele é uma boa prática de C-III
- 31:54para esse momento da emergência da ficção.
- 31:57A gente tem também essa questão de que a postura minimalista,
- 32:02ela coroa o fato de que tudo que vai aparecer em jogo, alguma
- 32:07importância tem. Toda ficção que for trazida para
- 32:10o jogo, alguma importância ela teve.
- 32:12Ela gerou algum interesse, ela virou repertório, né?
- 32:15No mínimo, o jogador gastou tempo, eventualmente algum
- 32:18recurso, para trazer para jogo, para pedir mais informações
- 32:21sobre aquilo. Então, quanto mais detalhe a
- 32:23gente traz, é porque aquilo provavelmente foi fazer sentido
- 32:27dentro do jogo. Salvo, claro, as posturas mais
- 32:30rococós de quem gosta de passar a aventura inteira descrevendo
- 32:34uma parede. A gente tem outras posturas
- 32:37também no Oil Fantasy. A postura do desafiante, que é
- 32:40todo esse proceder do mestre em aplicar o melhor desafio
- 32:44possível. Quando ele tem o desafio em
- 32:47mãos, pronto, e os jogadores morderam a isca.
- 32:52Que é diferente da postura do mestre quando ele não tem um
- 32:54desafio em mão, que ele vira o provocador.
- 32:56Então ele vai provocar os jogadores para que eles
- 33:00enriqueçam a ficção a ponto de que ele perceba ali que tem o
- 33:05suficiente para imprimir um novo desafio.
- 33:07Então a gente tem ali algumas ideias que organizam esse
- 33:11diálogo ficcional que é uma parte muito fluida do jogo em
- 33:14Oil Fantasy. é uma parte que tem muita dinâmica de jogo também né
- 33:19mas além de dinâmica ali a gente tem a interface né e a gente tem
- 33:24a verossimilhança tudo isso acontece muito forte ali em
- 33:27C-III é uma zona de muita ebulição já C-II tem a ver com
- 33:32as estruturas da campanha talvez eu abandone essa ideia dos ossos
- 33:37de aço e tal Porque eu entendo que nesse ponto, a autora quando
- 33:41traz ossos de aço, ela traz porque ela enxerga que é a parte
- 33:45mais estável, talvez, que está em C-I.
- 33:47A parte que é mais estável mesmo.
- 33:50Então, eu prefiro botar que as estruturas, por mais que os
- 33:53ossos sejam a estrutura do nosso corpo, eu prefiro botar que as
- 33:57estruturas da campanha estão em C-II, ainda que elas sejam um
- 34:01pouco mais maleáveis, elas sejam mais...
- 34:05Elas não precisam ser tão estanques quanto C-I.
- 34:08Então a gente tem, por exemplo, na campanha de Birgotem, a gente
- 34:13tem ali o esquema de bate-volta. Eu analisei C-III de acordo com
- 34:19a Hell Fantasy, porque na campanha de Birgotem a gente usa
- 34:22o estilo Hell Fantasy, mas agora eu vou analisar Birgotem olhando
- 34:26por C-II. A gente tem o esquema de
- 34:29bate-volta, que você tem que sair... da cidade, da vila, ir
- 34:33para os ermos e voltar. Se você não voltar até o fim da
- 34:36sessão de três horas, você perde o personagem ou acontece alguma
- 34:39desgraça. Então isso aí, que é uma regra
- 34:42da campanha, não é uma regra do sistema, é uma regra da
- 34:45campanha. Mas é uma regra que já começa a
- 34:48estruturar o jogo. Ele começa a girar, isso gera um
- 34:51loop de jogo. A gente tem também um grid
- 34:55hexagonal em cima do mapa, distribuindo os desafios
- 35:00prontos. Então, para cada hexágono eu
- 35:02coloco um feature, um elemento. E esse elemento, esse marco, é o
- 35:07marco onde eu imprimo um desafio, um desafio pronto.
- 35:09Tem uma oportunidade, normalmente, e um desafio que os
- 35:12jogadores podem encarar se eles forem até lá.
- 35:15E eu, com uma malha hexagonal, consigo estruturar esses
- 35:18desafios com mais ou menos ali uma distância bem distribuída
- 35:23pelo mapa, com uma certa relação lúdica que vai se percebendo em
- 35:28cima daquilo. E também eu não sufoco tanto os
- 35:30jogadores porque eu estou entendendo a densidade do meu
- 35:32desafio. E aí sufocar no mau sentido, de
- 35:36não deixar espaço de emergência para os jogadores.
- 35:39Eles precisam desse espaço. Se você constrange muito esse
- 35:42espaço com muito desafio o tempo todo, a tendência é que você
- 35:46quebre a agência por não dar liberdade para eles agirem.
- 35:49Eles ficam sem ter material ficcional para trabalhar.
- 35:52Então é legal você poder utilizar essas estruturas para
- 35:55entender a densidade do desafio que você está colocando.
- 35:58Nem sempre... Você exagerar na densidade do
- 36:01desafio vai trazer uma qualidade de desafio melhor.
- 36:04O melhor desafio, o pior desafio, como a gente costuma
- 36:08falar. Outra coisa, a gente tem o grid
- 36:12hexagonal também servindo junto com a tabela de ritmo de viagem,
- 36:16as duas coisas associadas a peso e ouro, eles informam a chance
- 36:20de encontro aleatório. Então quando acontece um
- 36:25encontro aleatório, essa estrutura chama o mestre a
- 36:29imprimir um desafio. Um desafio com base numa tabela
- 36:32de encontro aleatório de acordo com a região, então isso imprime
- 36:35verossimilhança. A gente vê aí que o grid junto
- 36:39com a tabela de ritmo de viagem, junto com a tabela de encontro
- 36:41aleatório, isso organiza a agenda do desafio, porque diz
- 36:47quando eu devo desafiar, distribui o desafio
- 36:51espacialmente no mapa... E imprime verossimilhança,
- 36:55porque está fazendo com que o desafio não seja inverossímil.
- 36:59Uma vez que eu vou estar, quando tiver encontro aleatório, eu não
- 37:02vou necessariamente encontrar o pior desafio da região.
- 37:05Eu vou encontrar algum desafio que faça sentido dentro da
- 37:07região. Então eu sorteio para garantir
- 37:10essa verossimilhança. É uma ferramenta criativa minha
- 37:13para impedir que eu quebre essa verossimilhança, que é essencial
- 37:17para o jogo. E que a gente pode parar o jogo
- 37:19e falar, espera aí, isso não é verossímil e a gente tem que
- 37:22parar o jogo. Outra coisa, tabela de reação.
- 37:26Seria inverossímil se toda criatura que a gente encontra
- 37:29viesse querendo matar a gente. Então a gente usa uma tabela de
- 37:32reação para entender como a criatura reage.
- 37:36Isso também chamo de... instrumento de verossimilhança,
- 37:40tabela de tesouro, a gente pode dizer que é uma tabela que
- 37:43informa o desafio, porque ela fala das oportunidades, então a
- 37:47gente tem várias tabelas aí que de forma geral eu entendo que
- 37:50constroem estruturas ligadas à verossimilhança, e estruturas
- 37:57ligadas à agência do jogo, ligadas a questões de agência do
- 38:02jogo, de desafio, principalmente de desafio, mas tudo que cerca o
- 38:09desafio, no caso do Wild Fantasy, que é a verossimilhança
- 38:12e a agência do jogador. Mais de mil episódios na
- 38:20primeira temporada. Um podcast premiado por suas
- 38:24reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados.
- 38:28Em uma nova temporada com muito a oferecer à comunidade do RPG.
- 38:38Aventureiros numa busca por mais episódios na semana te convidam
- 38:42a fazer parte do grupo de Telegram, participar de sorteios
- 38:46e enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 38:54pegue os dados. apoia.se barra café com danjo.
- 39:07Contamos com você. Os jazigos dos titãs.
- 39:28Agora vamos para estruturas de verossimilhança e estruturas de
- 39:32desafio. Eu quero cair um pouco mais
- 39:34nisso e abordar um pouco mais isso.
- 39:38Estrutura de verossimilhança seria tudo que você constrói
- 39:43previamente ao jogo. Isso é prep mesmo. para
- 39:46organizar a emergência ficcional.
- 39:49Então vamos dizer que a gente está passando por uma região.
- 39:53E sempre que o grupo passa pela região, o grupo está passando
- 39:56dezenas de vezes durante a campanha.
- 39:58Mas sempre que o grupo passa pela região, ele encontra lobos
- 40:04famintos. Toda vez.
- 40:06Aí eu vou ver, é porque na minha preparação está escrito lá que
- 40:09nessa região tem lobos famintos. Então toda vez que o grupo passa
- 40:12ali, eu descrevo o que tem na região, que são lobos famintos.
- 40:16Nesse caso, eu não tenho nada que gere verossimilhança.
- 40:21Na verdade, a própria preparação ali está indo contra uma
- 40:26verossimilhança, ou ele está construindo uma verossimilhança
- 40:29meio estranha, que é de se estranhar.
- 40:32Então, o que a gente faz? A gente constrói uma estrutura
- 40:34de verossimilhança, tanto para que eu possa improvisar em paz,
- 40:37sem medo de quebrar a verossimilhança, quanto para não
- 40:40ficar, nesse caso, de uma preparação muito...
- 40:43Muito unicelular, por assim dizer.
- 40:46Então o que a gente faz? A gente constrói uma tabela com
- 40:48as criaturas que são perigo naquela região.
- 40:52E quando sair um contrato, a gente rola nessa tabela e pode
- 40:55ser qualquer um desses desafios. Isso é uma estrutura de
- 40:59verossimilhança. É a mesma coisa que eu falei da
- 41:01tabela de reação. Se sai um lobo, pode ser que ele
- 41:04esteja amistoso. De repente ele tá ferido, tá
- 41:06precisando de ajuda. Ou tá carregando os filhotes,
- 41:08fugindo de um incêndio, tá precisando...
- 41:10Enfim, pode ser que essa criatura esteja pacífica.
- 41:15Ou pode ser que uma criatura pacífica, a princípio, esteja
- 41:17hostil. Tipo, uma vez a gente tava
- 41:20jogando no deserto e o camelo veio cheio de hostilidade atacar
- 41:22a gente. A gente não entendeu o porquê,
- 41:24mas tinha um motivo lá, uma questão de...
- 41:27Estava morrendo de sede, tinha uma água, a gente estava catando
- 41:29água e ele simplesmente atropelou a gente.
- 41:34Então, existem ferramentas que a gente usa para garantir a
- 41:40emergência da ficção, para informar a emergência da ficção
- 41:44de forma verossímil. Tem outras estruturas, porém,
- 41:48que a gente utiliza em Bergotem, Para organizar o desafio, como
- 41:52eu falei ali atrás, eu pego uma malha hexagonal, coloco sobre o
- 41:57mapa e entendo que em cada hexágono eu tenho distribuído um
- 42:01ponto de desafio. Os jogadores entram ali, eu
- 42:04provavelmente tenho preparado esse desafio ali, então eu vou
- 42:09imprimir esse desafio que eu já preparei, eu vou...
- 42:12Eu vou trazer para a ficção, vou botando esse desafio, onde a oil
- 42:16fantasy brilha mais, inclusive, é onde a gente tem esse desafio
- 42:19preparado e imprime ele com bastante força.
- 42:23Então é uma tumba, uma dungeon, é um marco mágico, um lugar todo
- 42:28estranho, sei lá. Enfim, são pontos que é um ponto
- 42:32por hexágono de seis milhas que a gente distribui esse desafio.
- 42:35Então isso distribui o desafio geograficamente no mapa e dar
- 42:40uma densidade se eu quiser, se eu de repente estou jogando esse
- 42:43jogo e falo, cara, tem muito desafio, estou sentindo que esse
- 42:46desafio está se embolando sabe, um desafio está amarrando no
- 42:50outro não está dando um espaço de respiro para eu imprimir
- 42:53contraste nesse desafio nesses desafios Eu posso falar, cara,
- 42:57eu vou botar hexágros maiores de doze milhas em vez de seis, ou
- 43:02de oito milhas em vez de seis, porque espaça mais esses marcos
- 43:08onde eu imprimo o desafio, onde eu distribuo esse desafio.
- 43:10Então eu distribuo espacialmente mais para diminuir a densidade.
- 43:15Então isso é uma estrutura de desafio.
- 43:20Outra estrutura de desafio que a gente pode botar é justamente de
- 43:23encontros aleatórios. Os jogadores, sempre que eles
- 43:28passam de um hexágono para o outro, eles ativam um encontro
- 43:31aleatório e a chance, eles rolam o dado e a chance é baseada no
- 43:36ritmo de viagem deles, que tem a ver com o tanto de peso que eles
- 43:39estão carregando. e tem a ver com o terreno que eles estão
- 43:44caminhando. Então, isso gera toda uma
- 43:46estrutura que amarra o que é mais importante dentro do D&D BX
- 43:50e do Caves Hacks, que é o ouro, o peso e essa gestão para o
- 43:54grupo navegar. E conforme o grupo navega, ele
- 43:57se expõe às chances de encontro aleatório.
- 43:59E se sai um encontro aleatório, eu, o mestre, sou acionado a
- 44:03imprimir um desafio com base na tabela de encontro aleatório que
- 44:06a gente vai girar. Então, nesse ponto, eu como
- 44:10mestre, eu estou direcionando a minha atuação de desafio para os
- 44:15momentos em que o grupo entra nos desafios prontos, nas
- 44:20regiões de desafio pronto, ou quando o grupo está navegando e
- 44:26aí ocorre um encontro aleatório que eu sou chamado a imprimir
- 44:29desafio. Existe um terceiro desafio que
- 44:32ocorre muito ali em C-III, no diálogo ficcional mesmo, que
- 44:37ocorre espontaneamente quando o grupo vai dialogando, vai
- 44:40enriquecendo a ficção, e eu vejo ali que já tem uma antecipação,
- 44:45já tem os requisitos ali de agência do jogador e de
- 44:50verossimilhança, com amplitude de soluções e tudo, e os
- 44:53jogadores ali já me enriqueceram a ficção a ponto de eu me sentir
- 44:57seguro de imprimir um desafio novamente.
- 45:00E aí eu sou autorizado a fazer isso, por assim dizer.
- 45:04Então são as três formas de desafiar dentro de Bear Gotham.
- 45:08Ou por encontro aleatório, ou porque o grupo entrou num
- 45:11feature, num marco do hexágono, ou porque o grupo enriqueceu a
- 45:15ficção a ponto de trazer um desafio.
- 45:18Um exemplo disso é quando a gente jogou Day Day Moleque, o
- 45:21grupo chegou cheio de tesouro numa cidade, espalhou a notícia
- 45:24pra todo mundo, ficou ostentando, e aí eu fui fazendo
- 45:27com que bandidos e E o dono da cidade e mercenários começassem
- 45:35a crescer o olho pra cima e querer roubar deles esse
- 45:37dinheiro, né? Então, esse desafio foi sendo
- 45:40construído ali pelos próprios jogadores, enquanto eu tava só
- 45:43provocando eles, dizendo onde é que vocês querem ir?
- 45:46O que vocês querem fazer? Me diz aí o que você vai fazer
- 45:49com o seu dinheiro? Você quer comprar o quê?
- 45:52E aí eles foram fazendo isso e enriquecendo a ficção até que eu
- 45:55pude imprimir um desafio, porque esse desafio tava claro já na
- 45:58ficção, né? Acontece esse movimento da
- 46:00mordida. Mas são essas três coisas que
- 46:03vêm dessa camada de estrutura, de verossimilhança e de desafio.
- 46:09Então eu não chamaria talvez isso ossos de aço, porque talvez
- 46:12eu prefira, para confluir com a autora, chamar ossos de aço
- 46:17justamente o C-I, que é o repertório da ficção, o
- 46:19reivindicado, que gera a verossimilhança.
- 46:21Então a gente pode associar os ossos de aço à verossimilhança.
- 46:26Agora, como eu construí essas estruturas de verossimilhança e
- 46:30essas estruturas de desafio? Aqui eu vou falar um pouco de
- 46:34preparação, de manutenção e de cristalização, para usar um
- 46:38termo que eu vi o Samuka usar uma vez, eu acho que citando o
- 46:42Bernardo lá da campanha de Southborg, que é uma campanha
- 46:46aberta. Preparação foi quando eu peguei
- 46:51a campanha, olhei e falei, bom, eu vou preparar essa campanha.
- 46:55E aí peguei o mapa, fiz o mapa hexagonal e comecei a preparar
- 47:00as regiões, dentro das regiões os hexágonos, então descrevi o
- 47:05que tem na região e dentro de cada hexágono descrevi a
- 47:09particularidade de cada hexágono.
- 47:11Cada particularidade tem um feature, tem um elemento, tem um
- 47:14marco e esse marco é um desafio. Então eu fui construindo esses
- 47:19desafios, fui anotando esse tipo de coisa e fiz uma preparação em
- 47:23cima do ambiente. Outra coisa que eu preparei
- 47:29também foram justamente as regiões, entender o que é cada
- 47:34conjunto de hexágono e isso facilitou a minha preparação.
- 47:39Então, existe muita coisa que a gente vai preparar para poder
- 47:44informar legal essas estruturas. Como eu falei ali, se você pega,
- 47:49de repente, um povo goblin, esse povo goblin pode ter toda uma
- 47:54diversidade de reações. Então, de repente, você pode
- 47:59querer customizar a sua tabela de reação para aquele povo
- 48:02goblin ali, porque ele tem todo um jeito de se comunicar, enfim,
- 48:07eles têm toda uma variedade que você pode refletir na sua
- 48:11tabela, porque, de repente, usar a tabela entre agressivo...
- 48:15atacar o grupo e ser pacífico, friendly pode ser muito limitado
- 48:22pra esse tipo de criatura que você tá querendo retratar no seu
- 48:24jogo. Por outro lado, se você tem
- 48:26lobos famintos, ou lobos que são afetados por um fungo que deixa
- 48:30eles meio zumbis, pode ser que a tabela de reação seja especial
- 48:35pra isso. Então você constrói isso ali
- 48:39justamente pra facilitar essa verossimilhança Particular
- 48:43daquela criatura Daquilo ali Então, eventualmente você pode
- 48:46preparar isso Uma preparação que eu faço também É que a gente tem
- 48:51a cidade Tem a vila, que é onde o grupo começa Que é a vila da
- 48:55frasqueta E ali, cada dia que passa Eu rolo um D-IV Se sair um
- 49:00tem um evento social, alguma coisa.
- 49:03Eu rolo uma tabela de eventos da vila.
- 49:07Isso não somente faz a vila andar, faz a vila evoluir, mas
- 49:11também me permite avançar algumas frentes de campanha que
- 49:16estão em curso ali dentro. Então isso estrutura também o
- 49:20avanço das frentes. O passar do tempo faz isso.
- 49:25Conforme o tempo passa, cada dia que passa eu rolo esse dado e
- 49:27vejo se alguma coisa avançou. Então isso é uma estrutura de
- 49:30campanha que eu preparei. Algumas frentes eu já tinha
- 49:33preparado previamente no jogo. Como por exemplo os bandidos da
- 49:36navalha. Eles tinham um empreendimento e
- 49:38esse empreendimento tinha um tempo. tinha um fim, e aí eu fiz
- 49:43um clock para aquilo, a gente veio trabalhando esse clock ao
- 49:45longo das temporadas, mas isso foi preparado.
- 49:49Então tem muita coisa interessante que a gente pode
- 49:51preparar. A Vila da Frasqueta, por
- 49:53exemplo, por outro lado, precisou ser feita uma
- 49:56manutenção. Por quê?
- 49:57Porque da segunda temporada para frente, aquela vila já não era
- 50:01mais uma vilazinha. Na campanha, conforme centenas
- 50:05de aventureiros foram passando pela Vila da Frasqueta, muitos
- 50:08deles trazendo recursos... passou a rolar muito dinheiro,
- 50:12muito capital, a economia local mudou, a cidade cresceu, as
- 50:17pessoas começaram a investir, fazer seus puxadinhos,
- 50:21mercantilizar as coisas. Então, antigamente era um
- 50:25D-seis, era uma chance um D-seis, ou até um D-oito de sair
- 50:29um evento especial na frasqueta. Hoje em dia é um D-quatro,
- 50:35porque houve uma evolução disso. Então, há uma certa manutenção
- 50:40dessa preparação que a gente tem que estabelece algumas
- 50:44estruturas. Outras estruturas, por outro
- 50:47lado, elas são emergentes. Como, por exemplo, vamos dizer
- 50:52que o grupo está entrando numa região que eu não tenho nada
- 50:54preparado. É muito difícil você ter tudo
- 50:57absolutamente preparado. Então é importante que a gente
- 51:01se habitue a ter esse tipo de coisa.
- 51:03E aí, o que acontece? Eu cheguei ali e resolvi que, de
- 51:08forma emergente, eu falei, vou botar aqui lobos, um exemplo só.
- 51:11Vou botar lobos aqui. Então botei lobos e a partir
- 51:15desse momento aquela região tem lobos.
- 51:18E aí agora, como é que eu construo legal esses lobos aqui?
- 51:21Eu posso pegar esses lobos e dizer, bom, é legal eu saber a
- 51:24população desses lobos. Então eu vou lá no Caves and
- 51:27Hexes, vejo quanto que tem num lar de lobos, marco no mapa onde
- 51:33tem esse lar e vejo qual a população de lobos ali.
- 51:36De forma que se o grupo eliminar dois lobos atrozes desse... você
- 51:42tem menos dois naquela população.
- 51:44Eventualmente você pode até fazer uma manutenção mais
- 51:49caprichada, comportar aí uma proliferação dos lobos, sei lá.
- 51:55Mas de forma geral, eu acho que isso aí vai variar de mesa pra
- 51:58mesa, de mestre pra mestre, mas o fato é que você pode, a partir
- 52:02do momento que emergiu espontaneamente no jogo, você
- 52:05pode Trazer ele para estruturar ele, então nesse caso acontece a
- 52:11tal da cristalização, que é quando você passa a pegar uma
- 52:17coisa que emergiu e incluir ela, reivindicar ela na ficção a
- 52:22ponto dela se tornar uma estrutura de jogo.
- 52:24Então, a partir desse momento, você tem ali um countdown de
- 52:29zumbis que tem naquela região. Conforme o grupo for matando,
- 52:32eventualmente o grupo consegue zerar o número de zumbis naquela
- 52:35região e, de repente, até ocupar, levar povo para ocupar a
- 52:40região, para morar ali, para fugir da pobreza, etc.
- 52:43Que, de repente, é uma região... de plantio interessante, mas que
- 52:46tem muitos zumbis ali que a gente precisa eliminar eles.
- 52:49Então, esse tipo de coisa é muito interessante da gente ver,
- 52:52porque a gente estrutura a nossa campanha em cima dessas coisas.
- 52:59Então, acho que essas estruturas, tanto de velho
- 53:03semelhança, mas principalmente de desafio, elas passam por
- 53:07preparação, por manutenção e cristalização.
- 53:11Já o C-I... Agora eu vou abordar um C-I...
- 53:15O C-I é essa coisa que... Já existe...
- 53:19É o repertório jogado... É o que virou...
- 53:23Verdade no mundo... É a bagagem que a gente pode
- 53:27utilizar... No jogo...
- 53:28Isso é C-I... E C-I é uma coisa que a gente
- 53:32precisa lembrar... De forma geral...
- 53:35Os jogadores lembram... Das coisas...
- 53:38Quando é de interesse deles... É tipo o banco que nunca erra
- 53:42pra menos, sabe? Ele sempre erra...
- 53:43Quer dizer, nunca erra pra mais, ele sempre erra pra menos.
- 53:46Você sai sempre com menos dinheiro dos erros do banco.
- 53:49Então, é assim que são os jogadores.
- 53:51Os jogadores vão lembrar do que é interessante para eles.
- 53:54Do que não é, naturalmente, eles esquecem.
- 53:57Então, é interessante que você tenha algum controle sobre o que
- 54:00eles esquecem, eventualmente. Ou não, também.
- 54:04Pode ser que eles esqueçam e você fale...
- 54:06Cara, lembra aí. Vamos tentar lembrar, porque é
- 54:09do jogo. Não quero me importar com isso.
- 54:12Beleza, é respeitável também. Mas, de qualquer forma, tem
- 54:16ficção que, às vezes... Não interessa imediatamente ao
- 54:20mestre, não interessa imediatamente ao jogador, aquele
- 54:24repertório. E a gente esquece, pô, qual era
- 54:26o nome daquele NPC que era dono da arena?
- 54:29Sei lá, esse tema da arena esfriou na campanha, né?
- 54:32Então não lembro quem é esse NPC, não lembro qual era dele,
- 54:36não lembro com quem ele era associado.
- 54:38Se ninguém mais lembra... Pô, vamos ser sinceros, né,
- 54:41cara, se ninguém mais lembra disso, talvez, sei lá, inventa
- 54:45outra coisa em cima e toca o jogo.
- 54:47Se no futuro aparecer alguma inconsistência, você para e vê o
- 54:50que faz, mas, sabe, eventualmente essa verdade de
- 54:55ser um, ela não é tão sólida quanto parece, né, por isso que
- 55:00eu falo que a gente não tem, o seu mundo de jogo não existe.
- 55:04Ele é um repertório, e esse repertório a gente vai
- 55:06esquecendo também. Então por isso é bom a gente
- 55:08documentar ele. É legal a gente ter registro.
- 55:11Eu lembro que aprendi uma lição muito importante com um mestre
- 55:15das antigas que eu jogava com ele, que era o Vicente.
- 55:19Se você por acaso estiver ouvindo isso, um abraço,
- 55:21Vicente. O velho comedor de bolacha creme
- 55:24cracker, VCBC. O Vicente era o melhor mestre de
- 55:28D&D que eu já joguei, né? Pra mim, acho que é em contexto,
- 55:32assim, o melhor mestre de D&D, de AD&D, segunda edição, com
- 55:35quem eu já joguei. E uma coisa que ele fazia é o
- 55:38seguinte, cara, ele começava a aventura com um caderno em
- 55:41branco, ou com folhas em branco ali.
- 55:44E ele ia anotando. Ele deixava que as coisas
- 55:46aparecessem e ele anotava. E tudo que ele anotava, ele
- 55:50anotava de um jeito eficiente, para consultar rápido, e ele não
- 55:53costumava esquecer das coisas. E isso fazia um mundo muito
- 55:56interessante. Por quê?
- 55:58Porque a bagagem era muito rica e ele sabia aproveitar muito bem
- 56:02essa bagagem ficcional que estava estabelecida ali.
- 56:06Então, preparar é uma coisa muito importante.
- 56:11Mas muito mais importante que preparar é você anotar as
- 56:15coisas. Por quê?
- 56:16Porque preparação pode nem entrar em jogo.
- 56:19Mas anotação é você fazer valer o que efetivamente já entrou em
- 56:24jogo. E quando eu falo em anotação,
- 56:27obviamente, eu estou falando do mestre em primeiro lugar aqui,
- 56:29porque é normalmente quem é mais cobrado por isso, mas os
- 56:33jogadores também podem anotar. Por quê?
- 56:35Porque nunca se sabe quando determinada coisa que você está
- 56:38anotando vai ser útil. De repente aquilo não é útil
- 56:41agora, mas é útil para frente. E você vai ser essa pessoa que
- 56:45vai lembrar, pô cara, mas lembra que aquele dono da arena tinha
- 56:49um acordo com o dono do boteco? vamos tentar tirar proveito
- 56:55disso. De repente, se demorou um ano de
- 56:58campanha para lembrar disso, mas quando você lembrou, você foi lá
- 57:01e usou. Isso é uma coisa muito
- 57:03importante. Em Biergotten mesmo, teve um
- 57:06caso agora recente, numa mesa em que o Cobb estava jogando com a
- 57:10elfa dele, a Kaliup, e ele lembrou que tinha um inventor na
- 57:15cidade que tinha um plano ali para construir uma balista uma
- 57:23pequena balista, e eles estavam esperando enfrentar criaturas
- 57:28aladas, então ele falou, vamos buscar essa balista lá, ele deve
- 57:31ter alguma balista lá na oficina dele.
- 57:33Então eles foram até lá, mas eu lembrava desse cara, eu tinha
- 57:36anotado o que aconteceu com esse sujeito, e ele tinha virado um
- 57:40fantasma, uma aparição. Então ele estava guardando esses
- 57:45elementos ali, ele não queria que ninguém tirasse aquilo dali.
- 57:48Então a oficina dele já tinha sido incorporada numa oficina
- 57:53maior de soldados ali do Burgo e tal.
- 57:57E quando o grupo foi lá, eu pude descrever o ambiente lúgubre,
- 58:01pude descrever a galera se benzendo quando eles iam para
- 58:03lá, porque a galera já tinha superstição em relação àquele
- 58:06ambiente. E eu antecipei isso e acabou que
- 58:10eu pude construir muito bem esse desafio naquele momento, porque
- 58:14eu tinha notado. Eu fui rapidamente ali, busquei
- 58:17quem era esse sujeito, vi ali o que tinha rolado e imprimi esse
- 58:22desafio. Então você ter as coisas
- 58:24anotadas é muito mais importante do que você ter a sua
- 58:28preparação. Por quê?
- 58:31Porque a preparação inclusive pode versar sobre alguma coisa
- 58:34que apareceu em jogo diferente efetivamente.
- 58:36Então, de repente, se eu fosse buscar a minha preparação sobre
- 58:40esse fantasma, de repente eu não tinha acessado as verdades que o
- 58:44mundo experimentou. Eu tinha acessado as verdades da
- 58:47minha preparação que não entraram em jogo.
- 58:50Por isso eu digo que em C.U.M., a natureza de C.U.M. não é de
- 58:55preparação. C.U.M. é de documentação do que
- 58:58já entrou em jogo. E aí nesse ponto vale a pena
- 59:02você lançar a mão de um Notion, por exemplo.
- 59:04Hoje em dia eu já tenho uma evolução bem aguda do uso do
- 59:10Notion. Eu cheguei a fazer um workshop,
- 59:13nesse workshop eu tenho... uma estrutura de página para você
- 59:18utilizar ali o Notion, com banco de dados e tudo mais, eu ensinei
- 59:22a fazer isso, mas agora eu tenho já um dashboard, que é uma
- 59:25página só, eu boto o meu monitor grande aqui, e basicamente eu
- 59:29tenho mestrado o Bear Gotham inteira sem sair dessa página.
- 59:33Inclusive eu vou compartilhar com a galera que fez o workshop,
- 59:35eu vou compartilhar esse dashboard, eu só preciso dar uma
- 59:38limpada das coisas de Bear Gotham para poder transformar em
- 59:41modelo. E estou testando um pouquinho
- 59:43ainda, mas eu estou sentindo que...
- 59:45Hoje em dia eu cheguei no que para mim é o ideal.
- 59:47Eu tenho basicamente um escudo do mestre customizado da
- 59:50campanha. Em que eu tenho algumas janelas
- 59:53ali, alguns bancos de dados que eu consulto facilmente.
- 59:57Todos os mapas que eu preciso estão na tela.
- 59:59Então está muito simples fazer isso.
- 1:00:01Então você organizar um jeito de você acessar esse material...
- 1:00:06vai fazer com que a sua campanha ganhe força.
- 1:00:09Por quê? Porque é ali, nessa ficção, onde
- 1:00:12estão os tais dos ossos de aço. E aí, nesse caso, juntando esses
- 1:00:17ossos de aço com as estruturas de verossimilhança e as
- 1:00:20estruturas de desafio, você consegue ter uma campanha muito
- 1:00:25bem organizada e funcional que vai evoluir durante anos e que
- 1:00:28você vai fazer a manutenção dela de um jeito muito interessante.
- 1:00:33Ela vai construindo esse sentimento de que o grupo está
- 1:00:38vivenciando um mundo vivo, real, permanente, etc, etc.
- 1:00:49Um fanzine ou zine, para os mais íntimos, é um produto de uma
- 1:00:55única pessoa ou de um grupo muito pequeno relativo a um
- 1:00:59nicho cultural e são popularmente fotocopiadas em
- 1:01:03impressões físicas para circulação.
- 1:01:07Um fanzine ou zine é uma publicação não profissional de
- 1:01:11forma geral e não oficial, produzida por entusiastas de um
- 1:01:17gênero específico de literatura ou de música, ou no caso, até de
- 1:01:23jogos de RPG. Inclusive, estou em mãos aqui
- 1:01:28com um Zee feito por um cachorro caramelo.
- 1:01:35É isso aí. Você ouviu falar aí do
- 1:01:38lançamento da Caramelo Jogos? A Caramelo Zine número um?
- 1:01:43Então, por menos de cinquenta reais você consegue aí o formato
- 1:01:47físico e o digital. O digital enviado até vinte e
- 1:01:50quatro horas por e-mail. E o físico, saindo aí na segunda
- 1:01:54quinzena de novembro. É a zinha de Halloween da
- 1:01:57Caromelo Jogos. Então, vem com três aventuras e
- 1:01:59um sistema minimalista. É o From the Mud, do Felipe
- 1:02:03Silva, do Melodia Perdida. Inclusive, da Comunidade do
- 1:02:06Café. E é um sistema minimalista
- 1:02:09souls-like, né? Pra você jogar jogos tipo souls.
- 1:02:12E ele é um hack de cair. Então, cara, o material de
- 1:02:15primeira... Fora isso, tem três aventuras
- 1:02:17aí. Uma do Damasceno, com aqueles
- 1:02:19mapas maravilhosos lá, que é inspirada no Ravenloft, que é o
- 1:02:23castelo de Copenhalla. Tem também o Cemitério Maldito,
- 1:02:28do Aquiles Fraga, que é uma aventura para Maus Ritter num
- 1:02:31cemitério amaldiçoado. E também o Último Refúgio, do
- 1:02:34Lucas Rolim, grande Lucas Rolim, do Templo das Dunas do Tempo.
- 1:02:39E é uma aventura para entudioide, com os mortos estão
- 1:02:42chegando. E é uma aventura de apocalipse
- 1:02:46zumbi. Por incrível que pareça, esse
- 1:02:48zine foi editado por um cachorro caramelo.
- 1:02:53Garanta logo seu antes que acabe, por interesse RPGístico
- 1:02:57ou zoológico. Os Dazigos dos Titãs Bom,
- 1:03:14concluindo aqui, eu acho que o Blob Principles, os princípios
- 1:03:18Blob, tem seus furos. Principalmente em relação ao
- 1:03:23compromisso da preparação, a natureza da preparação quase
- 1:03:26como um documento a ser seguido, uma lei a ser seguida, e a falta
- 1:03:30de estrutura das suas partes para montar estilo, como eu
- 1:03:35falei lá atrás. E eu acho que há muitas formas
- 1:03:38de resolver isso. A gente pode abordar essas
- 1:03:42questões por muitos vieses diferentes, mas o fato é que eu
- 1:03:45resolvi aproveitar o Blob para olhar a minha campanha de oil
- 1:03:50fantasy e nesse ponto poder entender melhor a minha campanha
- 1:03:54de oil fantasy, que é a Beer Gotham, e também... dá uma
- 1:03:58trabalhada, dá uma garibada aí no Blob.
- 1:04:01Então, assim, eu reformatei as três camadas de verdade.
- 1:04:05A camada um sendo o repertório da ficção, reivindicado, aí sim
- 1:04:09documentação e compromisso. A camada dois, que são as
- 1:04:13estruturas de verossimilhança e desafio.
- 1:04:15E a camada três, que é onde ocorre a batalha pela ficção, a
- 1:04:19dialética entre desafiante e desafiados, que segue os
- 1:04:23princípios ali de oil fantasy. Bom, foi assim que eu fiz, foi
- 1:04:28assim que eu cheguei na minha versão aqui adaptada do Blorb
- 1:04:31para usar em Oil Fantasy, para entender um pouco mais de Oil
- 1:04:35Fantasy, entender um pouco mais da minha campanha e também
- 1:04:39montar novamente um pouco o Blorb e tentar fazer ele
- 1:04:41funcionar pelo menos para o que eu acho mais interessante.
- 1:04:45Espero que tenha curtido, eu vou deixar aqui uma enquete para
- 1:04:47você perguntando o seguinte, o que você achou?
- 1:04:50Dessa mudança do Blob. Você achou legal?
- 1:04:52Sim ou não? Vou deixar aí para você
- 1:04:54responder. E vou perguntar se você tem
- 1:04:56alguma dúvida. Sobre essa disputa pela ficção.
- 1:04:59Como a gente vê em Wild Fantasy. Então deixa aí sua pergunta.
- 1:05:03Beleza? Então é isso.
- 1:05:05Agradecer você que ficou ouvindo até agora.
- 1:05:07E lembrar que eu vou deixar os links.
- 1:05:10Citados aí no descritivo do episódio.
- 1:05:12Então vou deixar o link do anúncio.
- 1:05:15Do nosso spot. Vou deixar também os links
- 1:05:18citados aí, os princípios Blorb, né, no blog Dialogo Ficcional, o
- 1:05:23episódio em que eu falei sobre o Blorb aqui no Café com o Danjo,
- 1:05:26segunda temporada, em que eu falo do Hugo de Schrödinger, né.
- 1:05:31Vou deixar também o link para a stream no Perdidos no Play de
- 1:05:35Birgotem, que é o Birgotem ao vivo desafiando a Dame's Party
- 1:05:39com a aventura Em Busca do Lagarto Basáltico.
- 1:05:43Então se você quiser conferir um gameplay de Birgotem, pode ir lá
- 1:05:47no Perdidos no Play. Vou deixar um link também para o
- 1:05:50blog de Oil Fantasy, onde tem as bases desse estilo que eu
- 1:05:53proponho. E um link pra você jogar a Beer
- 1:05:56Gotham, fora o link do Apoia-se do Café com Dungeon, beleza?
- 1:06:00No mais, lembra que você pode se tornar um apoiador do Café com
- 1:06:03Dungeon, né? Se você quer o Café com Dungeon
- 1:06:06voltando a ter cinco episódios semanais, já pensou?
- 1:06:09Considere apoiar a gente e a expansão do projeto lá em
- 1:06:12apoia.se barra café com dungeon. Se você gostou especialmente do
- 1:06:16Café com Dungeon de hoje, deixa uma gorjeta pra gente.
- 1:06:18Manda o seu pix em qualquer valor pra cafécomdungeon.com A
- 1:06:23gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma
- 1:06:26marca e quer ter um dia da semana no Café com Dungeon, você
- 1:06:29pode financiar um episódio semanal do podcast e fazer a
- 1:06:31alegria da massa RPGista. Consulta a gente em
- 1:06:34cafécomdungeon.com que a gente tem uma proposta especial pra
- 1:06:37você. Você pode consultar também a
- 1:06:40gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:06:42A gente trabalha com marcas de RPG, mas também de outros ramos,
- 1:06:44como café, jogos, tecnologia, mídia, etc.
- 1:06:48Se você é um produtor de conteúdo, game designer
- 1:06:50dependente, acadêmico ou fã e quer participar do nosso projeto
- 1:06:53de alguma forma, contribuir ou colaborar aí no episódio,
- 1:06:58contate a gente aí no mesmo e-mail, cafécomdanja.gmail.com e
- 1:07:02conta pra gente sobre você. No mais, agradecer aí os nossos
- 1:07:05assinantes, a galera que torna possível essa aventura.
- 1:07:08Então, obrigado ao pessoal que apoia no nível incentivo,
- 1:07:11incluindo aí o Enéas e o Zaburo Suzuki.
- 1:07:14Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo o
- 1:07:17Caio Palma Fernandes, o Augusto Rickert e o Gustavo Muradi.
- 1:07:22Um salve especial para os assinantes do nível RPG Dojo,
- 1:07:25dentre eles o Felipe Escosteg, Rafael de Lima, Pedro Obliziner,
- 1:07:28Marcos Vinícius Ornelas e Vinícius Caldas.
- 1:07:31Lembrando aí que a galera do RPG Dojo financia as terças-feiras
- 1:07:36do Café com Danjo durante esses três meses vindouros.
- 1:07:40Então, muito obrigado, galera do RPG Dojo, de forma geral.
- 1:07:43Um abraço aos membros do treinamento Oil Fantasy.
- 1:07:45Eles são Abílio Júnior, César Machado, Daniel Aydar, Diego
- 1:07:49Sextito, Douglas Baiense, Léo Gasparuto, Marcos Gonçalves,
- 1:07:53Matheus Piqueira, Rafael Bardal, Bruno Cobb, João Burlamac e Gui
- 1:07:58Providello. E um imenso agradecimento aos
- 1:08:00membros do... café com balbe. No caso, é o meu camarada Tiago
- 1:08:06Augusto. Valeuzaço, Tiago.
- 1:08:08Enfim, galera, é isso. Um abraço e até a próxima.
- 1:08:54é degustada para os bons presságios na exploração da
- 1:08:58região que leva o mesmo nome, Biergau.