Latest / Elas na Escrita / #32 Ganhar dinheiro na escrita
Transcript
- 0:04É, oi gente, bom dia, boa tarde, boa noite.
- 0:07A gente está aqui mais episódios delas na escrita.
- 0:09E hoje o tema é muito bacana porque a gente vai falar de uma
- 0:12das coisas que eu acho que mais guiam o podcast e guiam elas na
- 0:15escrita também. Desde que eu comecei, a gente
- 0:17vai tentar conversar um pouco, então sobre mulheres, coletivo,
- 0:20criação e a escrita, a partir desse ponto da coletividade.
- 0:24E para falar um pouquinho sobre esse tema, eu estou aqui com 4
- 0:27mulheres, autoras e mulheres que trabalham com a escrita.
- 0:30De diferentes formas, que eu admiro muito.
- 0:32Eu vou apresentar um pouquinho delas para vocês antes da gente
- 0:34começar a conversar. Eu estou aqui com a Larissa
- 0:37Saran, a Larissa. Ela é jornalista,
- 0:39entrevistadora, sócia da agência púrpura.
- 0:42E é uma consultoria de estúdio e criação de conteúdo.
- 0:45Ela é investigadora sobre a relação entre mulheres e a
- 0:48cidade. No mulhereseacidade.com, a gente
- 0:50vai conhecer um pouquinho mais o projeto hoje e seja bem-vinda,
- 0:53Lari. Obrigada, obrigada pelo convite,
- 0:54Isa. Vamos lá também com a Maria
- 0:57Carolina cassatti, que ela é uma mulher negra, professora,
- 1:00escritora, ela é doutora em ciência pela EACH USP, no
- 1:04programa de pós graduação em mudança social e participação
- 1:07política. É membro do gente, muitas
- 1:09siglas. Eu não sou de São Paulo.
- 1:11G gpon, USP, curador e mediadora de leitura, é idealizadora do
- 1:16encruz e linhas, um projeto de leitura e debate de texto sobre
- 1:19negrititude, gênero, feminismo e militância.
- 1:22Seja bem-vinda, Maria Carol. Eu que agradeço.
- 1:25Finalmente deu certo. Que bom, não é?
- 1:27Conseguimos nos encontrar e aí também para fechar mesa.
- 1:30Hoje nós estamos em 4. Aqui estou com a mãe de Castro,
- 1:32que ela é sócio, diretora financeira e produtora executiva
- 1:35da lobaproduções. Possui formação em.
- 1:38Contábeis pela USP e rádio TV internet pela Cásper líbero,
- 1:42além de ter uma pós graduação em roteiro para audiovisual, em
- 1:45gestão de projetos e negócios para audiovisual pela FAAP.
- 1:48No ramo literário, ela é autores de 3 livros e ficção, 3 livros
- 1:52de ficção e vencedora do ProAC editais na linha de literatura,
- 1:56além de prêmios literários como a Odisseia fantástica, prêmio
- 1:58minuano de literatura, prêmio literatura já e Brasil entre
- 2:02palavras. Hoje, ela atua também como
- 2:04presidente do Loba festival é Loba festival ou Loba festival?
- 2:08Eu falo Loba festival, mas fale do jeito que você preferir.
- 2:11Tem gente que fala Loba Fest? Ah, olha que.
- 2:14Fofa. Ela tem um pouco isso.
- 2:15Eu olho, eu falo, Loba festival. Olha, eu tentando incrementar
- 2:18desse jeito, gente, eu tenho pensado muito aqui nelas, na
- 2:21escrita. Eu tava conversando com vocês um
- 2:22pouco e antes da gente começar a gravar, em reunir autoras e
- 2:25mulheres que de alguma forma tem algo em comum, trazem algo ali
- 2:29muito parecido na sua criação, por mais que sejam também
- 2:31totalmente diferentes na tragédia.
- 2:33E eu acho que algo que eu vejo em como entre vocês 4 é que
- 2:36vocês têm projetos que reúnem mulheres.
- 2:39São projetos que incentivam a escrita, a literatura e a
- 2:42criação. E também projetos que colocam
- 2:45mulheres no espaço de acreditar em si mesmas e acreditar ali na
- 2:48força do coletivo. São projetos que tem essa
- 2:51coletividade, acho que como ponto de partida mesmo, para
- 2:54poder fortalecer esse espaço criativo, né?
- 2:56E de formas muito diferentes. A gente tem, por exemplo, AA
- 2:59posso chamar de Maria Carol. Pode chamar de Carol, Maria
- 3:02Carol. A gente tem então a Carol, que
- 3:04tem uma potência maior ali enquanto mediadora, né?
- 3:07E fala e tem muita mediação, tem muita fala, reúne muitas
- 3:10mulheres através desse espaço da curadoria e da mediação de
- 3:12leitura e escrita. A gente tem a Larissa, que veio
- 3:15com mulheres e a cidade como representante.
- 3:17Acho que depois você pode contar um pouquinho mais da sua dupla
- 3:19também, né? Que soma com você.
- 3:21E a gente tem a mandi, que veio com o Loba festival, que também
- 3:23vem com diversas ações. Então eu queria que vocês me
- 3:26contassem um pouquinho o ponto de partida para criação desses
- 3:29projetos, porque acho que quando a gente pensa nesse.
- 3:31Ponto de começo, né? Nessa fagulha que fez a gente
- 3:34querer criar um projeto, ele já conta muito sobre ele.
- 3:36Então se vocês puderem contar um pouquinho mais para quem está
- 3:38ouvindo dos projetos de vocês, quais são esses projetos que
- 3:41vocês estão encabeçando hoje e por que que vocês decidiram
- 3:44começar? Podem não.
- 3:47Acho que a Carol deve começar porque ela é especialista,
- 3:51especialista em muitas coisas, né?
- 3:54Quem me dera, não isso vê que interessante, porque eu
- 3:56participo do mulheres da cidade. E quase, quase participei do
- 4:00lobo ano passado. Sério, sim, por.
- 4:02Que não participou? Porque eu não IA estar aqui, mas
- 4:04quem sabe esse ano rola? Com certeza.
- 4:07Esse ano foi massa, então assim, eu também estou muito envolvida
- 4:10com elas. Muito legal assim.
- 4:11Foi bom esse encontro. Gente, só um adendo para quem
- 4:14não está assistindo, a gente está com as cores muito
- 4:16parecidas aqui, quem puder ver em vídeo depois.
- 4:18Isso Carol, a gente. Está atrás de uma composição
- 4:20visual aqui, que eu acho que vocês têm que.
- 4:22Conferir foi de propósito? É bom.
- 4:25Eu, eu, eu acho que esse tema que você falou também tem tudo a
- 4:28ver com. Com o próprio encruzilinhas, né?
- 4:30Eu sempre o conto essa história que o encruzilinhas começou por
- 4:34conta do coletivo. Ele começou na coletividade.
- 4:38Eu tinha entrado no doutorado e começou a pandemia e eu tinha
- 4:44depositado muitas fichas nesse doutorado.
- 4:47E aí foi isso, eu tive uma aula e o meu programa fechou e é onde
- 4:53tinha que fazer da minha vida e as minhas amigas, né?
- 4:56A rede de amigas. Ficavam falando para mim, não.
- 4:59Você tem que dar um jeito de fazer alguma coisa.
- 5:02Faz um perfil, um negócio, para você falar desses textos que
- 5:05você está lendo, porque a gente não entende muito bem.
- 5:09Eu falava, gente, vocês estão loucas, ninguém vai parar para
- 5:13me ouvir. Vocês me escutam que vocês são
- 5:15minhas, minhas amigas? E as minhas alunas, né?
- 5:19Eu tinha dava aula numa universidade privada, tinha sido
- 5:22demitido, inclusive até antes de prestar o doutorado.
- 5:25Falei, minhas amigas, minhas alunas me escutavam porque elas
- 5:27eram obrigadas, então não vai rolar.
- 5:31E aí as minhas amigas montaram meu perfil, olha só que legal.
- 5:35Uma falou, não vamos, dá aqui que eu monto esse perfil.
- 5:38A outra falou, vamos pensar no nome.
- 5:41E de verdade, ele só aconteceu por conta da coletividade, né?
- 5:44Eu lembro que eu eu sempre conto isso.
- 5:46Eu passei um tempo sem a senha do perfil, porque eu não, eu não
- 5:50sabia nada, nada, nada, nada, e aí eu só escrevia, né?
- 5:54Então, Ah, Carol, me manda um texto que eu vou publicar, né?
- 5:58Que eu falei, gente, esse perfil é nosso, mas ele é meu, né?
- 6:02Não tem condição, esse projeto é um projeto meu, não tem condição
- 6:04de eu ficar assim, bonitona e elas postando para mim.
- 6:09Até que a gente então eu assumi a senha e aí eu assumi o perfil
- 6:14EE. Aí ele foi se constituindo cada
- 6:17vez mais num perfil que de fato só trabalha e só funciona graças
- 6:22a rede de mulheres que suportam esse perfil.
- 6:25Por várias razões. Assim, né?
- 6:27Então as as mulheres começaram a me chamar para fazer mediação ou
- 6:31para ler texto e fazer prefácio pós fácil.
- 6:35É elas que começaram a falar uma para outra.
- 6:39O doutorado voltou, eu comecei a falar do meu doutorado, ele se
- 6:43misturou demais, né? É muito simbiótica a relação
- 6:45entre o encruzilinhas e o doutorado.
- 6:47E aí muita gente começou a acompanhar o doutorado.
- 6:51Eu já tava querendo desistir, e aí era uma galera que falava
- 6:54não, porque eu virei. Eu percebi que o doutorado já
- 6:56não era mais meu, ele era de uma galera.
- 6:58Eu chorei quando você me mandou uma mensagem falando que você
- 7:01tinha terminado o doutorado. As pessoas choraram, eu fiquei
- 7:04emocionada porque foi maluca. Foi muito louco isso.
- 7:08Assim, eu mobilizei muito a gente é especialmente mulheres,
- 7:12é isso. As pessoas choravam.
- 7:13Gente que eu não conheço me mandava mensagem.
- 7:17Chorando ou falando assim, eu agora prestei mestrado ou eu
- 7:24escrevi um conto. Graças aquela mediação, graças
- 7:27aquela conversa, você não quer ler, sabe?
- 7:30Assim virou um negócio que é muito para além do que eu tinha
- 7:35pensado, que eu brinco que era um perfil egoísta para eu poder
- 7:41falar sobre os livros que eu tava lendo para minha pesquisa.
- 7:44Isso virou uma plataforma de verdade, no qual várias pessoas
- 7:49se comunicam. EE contam da vida, né?
- 7:53Se entendem pela palavra e aí também me dão força para eu
- 7:58continuar? É os meus anseios, os meus
- 8:00desejos, graças a essa rede que se formou, é muito bonito assim.
- 8:05E eu acho legal que o seu mostra como a gente às vezes pensa
- 8:08muito no espaço digital, só no digital, mas você cria uma
- 8:10potência muito fora dele também, né?
- 8:12Mais ainda, exatamente muito nesse espaço de estar nas
- 8:15livrarias, estar nos eventos, estar como mediadora, curadora,
- 8:18e é muito engraçado. Só que eu acho que o seu perfil
- 8:20tem um nome tão forte. O projeto tem um nome tão forte
- 8:22que no início eu falava, olha a encruzilinhas ali.
- 8:25Não. Mas as pessoas até hoje me
- 8:26chamam de encruzilinhas. É muito engraçado.
- 8:28Eu tô andando na rua. E aí às vezes eu escuto a
- 8:30encruzilinhas e eu e assim é isso, você também começa a
- 8:34acostumar, é isso que eu estou te falando.
- 8:36Eu não, eu nunca imaginei que isso IA acontecer desse jeito.
- 8:39De fato, eu achei que eu só IA conversar com alguém.
- 8:42Estudantes que estavam lendo os textos que eu estava lendo e que
- 8:45nem eram esses, né? Porque os textos que entraram
- 8:48para bibliografia do doutorado vieram por conta do
- 8:51encruzilinhas, mas que estavam lendo os textos e iam conversar
- 8:55com essas pessoas. Acadêmico IA virar um negócio
- 8:58acadêmico e de repente virou de um tudo assim, né?
- 9:02É um projeto mesmo. E que ele se né, se desemboca em
- 9:08várias frentes. Como você falou, tem a coisa de
- 9:11produzir texto, mas tem aula, tem mediação, tem curadoria, tem
- 9:15encontro, tem de um tudo ali, gente.
- 9:18Isso é legal, ver como ele foi se fortalecendo justamente.
- 9:20Com essa troca, né? Foi.
- 9:22É bonito. Eu fiquei feliz assim.
- 9:24É, eu fico e eu fico legitimamente.
- 9:27Com as coisas que ainda acontecem graças a um cruzinho.
- 9:30AI, que legal. E para você, Lari, quer
- 9:32continuar? Vou contar como foi o mulheres
- 9:34da cidade. É mulheres da cidade.
- 9:37É. Nasceu também num período meio
- 9:40da pandemia. É, eu tenho uma sócia, que é a
- 9:44Grazi, que é minha parceira. É meu braço direito esquerdo,
- 9:48meu cérebro. E aí a gente, nós somos
- 9:52jornalistas, eu e a Grazi. A gente trabalhou junto muito
- 9:54tempo na Marie Claire, então tinha essa bagagem de é fazer
- 9:58muita reportagem com recorte de gênero, né?
- 10:01E é uma coisa que a gente amava muito, mas aí a gente é, enfim,
- 10:05saímos da editora e abrimos uma agência que funcionou até 2019 e
- 10:11no fim de 2019 nós encerramos. A gente tinha uma outra pessoa,
- 10:14ela saiu e aí a gente é. Enfim, abrimos a agência
- 10:18púrpura, né, que é uma agência de produção de conteúdo, é pra
- 10:23conteúdo, pra marca também, também fazemos computador
- 10:25editorial e tal. A gente assinou muita coisa
- 10:27também, é na Marie Claire, no UOL e tal, mas aí a gente é
- 10:30jornalista, né? E a gente ama muito esse
- 10:34repórter, e a gente sentia muita falta assim de de ter um projeto
- 10:37editorial, sabe? E ficamos naquela de Ah, o que
- 10:41que a gente vai fazer, que que a gente vai criar, mas aquilo tava
- 10:44dormindo. Aí na pandemia ficamos reclusos,
- 10:48né? A gente teve o privilégio de
- 10:49poder ficar em casa e aí quando deu uma sentada na coisa que
- 10:53eles começaram a reabrir e a gente marcou de se encontrar, Eu
- 10:56e Ela é na livraria da tarde, porque a gente, 11 amiga minha,
- 11:00tava lançando um livro lá. Eu falei, Ah, vamos lá, a gente
- 11:02sai de casa um pouco, faz tanto tempo trabalhando com ela, né?
- 11:05Só no digital a gente se encontra e a gente se encontra
- 11:09na livraria da tarde e fomos andando por Pinheiros, aí de
- 11:12repente a gente foi parar no centro, a gente tava no copan.
- 11:15A gente deu um super rolê pela cidade e aquilo bateu muito
- 11:19forte na gente de caiu uma ficha mesmo, que não era tão claro
- 11:22para mim, do quanto a cidade dependia da gente e o quanto a
- 11:27gente dependia da cidade, o quanto aquilo era importante,
- 11:29quanto aquilo construia quem a gente era de uma maneira muito
- 11:33específica para mulher, porque a cidade não.
- 11:36Não foi construída pra gente nem pela gente, não é gerenciada por
- 11:39mulher, então assim, é uma luta, é mesmo assim, aquilo enriquece
- 11:43tanto, né? E também, se a gente não tá na
- 11:45rua, não funciona, né? Rua não tem vida.
- 11:48E aí ficamos pensando nisso e a Grazi tá valendo o flaneus, que
- 11:52é o livro da Lauren melking, que é uma estadulidense que que fala
- 11:56justamente sobre isso, assim, sobre a relação com a cidade,
- 11:59né? Ela faz um recorte muito dos
- 12:00Estados Unidos, que é o lugar Onde Ela Mora, mas também ela
- 12:03passa por outros países. É França, Japão e enfim, ficamos
- 12:08trocando ideia, eu e a Grazi assim, mas um lugar muito
- 12:10pessoal. E aí eu falei, Grazi, vamos
- 12:14procurar ver se tem alguma coisa.
- 12:16E não tinha. Tinha muita, muito conteúdo
- 12:20falando sobre a relação da mulher com a cidade, do ponto de
- 12:23vista da arquitetura, do urbanismo, mas desse lugar um
- 12:27pouco mais humano é até um pouco, né?
- 12:31Das questões da violência. Não tinha matéria, mas não tinha
- 12:35um perfil que falasse sobre isso.
- 12:37E eu até brinquei com ela, falei, pô, a gente podia muito
- 12:39criar mulheres da cidade. Ela falou, deve ter uns 30, né?
- 12:44Não tente, né? Aí eu falei, vai ser isso, é
- 12:48isso que a gente precisa, nossa, isso deu um gás na gente, porque
- 12:52era isso, a gente precisava falar sobre isso, porque era uma
- 12:55coisa nossa, pessoal. E mobilizou muitas pessoas,
- 12:59porque a gente tá na rua todo dia você sai da sua casa, você
- 13:02bota que vai na rua, você já tá se relacionando com com o espaço
- 13:05público, né? De infinitas maneiras.
- 13:08Então a gente viu que também a coisa era muito grande, tinha
- 13:11muito assunto, é, e aí a gente decidiu dar uma recortada.
- 13:15Então a gente fala sobre a relação da mulher com o espaço
- 13:17público, a partir da cultura, dos direitos, da história.
- 13:21E é do lifestyle, estilo de vida, porque a gente também
- 13:24gosta muito de falar sobre viagem.
- 13:26A gente entendeu que tinha muita mulher que é, queria muito
- 13:29viajar sozinha, por exemplo, e tinha muito medo.
- 13:32É a coisa do assédio, a coisa do transporte.
- 13:35E aí é, foi isso. Assim, era um projeto nosso, meu
- 13:40e da Grazi, que começou a mobilizar muita gente, a ponto
- 13:43da de formar uma comunidade. Que se conversa sozinha, assim a
- 13:49gente nem às vezes nem participa da ideia que elas estão trocando
- 13:52ali nos comentários e tal. E ele cresceu rápido, né, Lara?
- 13:55Cresceu. Muito.
- 13:57É, foi muito rápido, porque é um assunto que mexe com todo mundo
- 13:59de alguma forma. Não importa a classe social, não
- 14:02importa a raça, não importa aonde você mora, país que você
- 14:06mora sempre vai ter uma coisa muito específica do que você
- 14:09passa na cidade, né? E aí a gente criou o clube
- 14:12secreto, que é um encontro que a Carol participou.
- 14:16É que é o encontro pra no presencial, é pra gente reunir
- 14:21essa galera mesmo, pra pra trocar uma ideia.
- 14:23Então é uma coisa bem específica.
- 14:24A gente fez o primeiro clube secreto de leitura, então as
- 14:28convidadas é, a gente marcou num lugar que era o topo de uma
- 14:31Galeria de arte é que já é um lugar que é mais diferentão e
- 14:35tal é, elas chegaram pro encontro, elas não sabiam o que
- 14:39que IA rolar, e aí elas receberam, metade do grupo
- 14:44recebeu. Um livro, a outra metade recebeu
- 14:47outro, um recebeu flanelos e outro recebeu é misses down.
- 14:50Aí. A gente fez o momento de todo
- 14:53mundo ler junto, tipo meia horinha, cada um com seu livro,
- 14:56que é super gostoso também. Experiência deliciosa de você
- 14:58ficar ali, mas está acompanhada, é.
- 15:01E depois a gente trocou ideia tanto sobre as obras e sobre
- 15:03como essas obras. Dialogavam com o que a gente
- 15:06vivia na aí, minha filha. Aí foi, foi.
- 15:08Embora, porque a gente tinha, por exemplo, a Carol, que morou
- 15:11na Itália há muito tempo, e a gente tinha a Milo, que é uma
- 15:15diretora de arte que é lidera um grupo de pessoas que andam de
- 15:19bike que chama malongada, então ela, elas tinham pontos de vista
- 15:24muito diferentes, mas que em algum momento aquilo teve uma
- 15:27intersecção, sabe? E foi isso assim.
- 15:29Então, mulheres é hoje é uma plataforma de conteúdo.
- 15:32A gente chama, na verdade, de veículo independente.
- 15:35É de jornalismo, né? Porque a gente faz entrevistas
- 15:38com mulheres toda semana. Tem uma entrevista que.
- 15:40Sim, acho que esse é o mais legal.
- 15:41Quando você coloca, parece que é só ali, tá, né?
- 15:44É, é. A Lari tá apresentando o
- 15:46projeto, mas o que eu acho mais legal também tem as histórias,
- 15:48né? Tem.
- 15:49O que deixa a gente mais legal de acompanhar são as histórias
- 15:51das mulheres, chegam pra gente ali no e-mail, chega por
- 15:53newsletter, chega no perfil. São entrevistas muito boas
- 15:56assim. Temos entrevistas e textos muito
- 16:01bons assim, são umas histórias bem legais de acompanhar, que
- 16:03acho que coloca a gente nesse contato mais próximo com a
- 16:06cidade e com esse espaço, seja da leitura, da criação, do estar
- 16:10presente na cidade, que influencia tanto o processo
- 16:12criativo, né? Eu acho legal que se conecta.
- 16:14Então pra gente lembrar também que isso de escrever, criar é
- 16:19seja roteiro, audiovisual, jornalismo, livro, às vezes a
- 16:22gente aqui tá muito no livro das autoras, ele sai um pouco desse
- 16:25espaço, do estar sozinho, né? Tá fechado?
- 16:26Nossa. Casa é muito esse espaço
- 16:28coletivo do se encontrar na livraria, fazer um clube
- 16:30secreto, se encontrar em cima do prédio para falar de arte, então
- 16:34acho que é o que é o de mais legal que vocês tem para estão
- 16:36trazendo para cá. É muito, muito legal.
- 16:38As entrevistas, é. Acho que é a parte mais gostosa
- 16:41que a gente mais ama fazer, porque tem a coisa de você
- 16:43descobrir mulheres. Bom, toda mulher tem uma
- 16:45história com espaço público, né? De alguma forma, mas a gente.
- 16:48Sempre buscar personagens que sejam muito diferentes.
- 16:50Então, Ah, teve uma menina que largou tudo, pegou a bike e foi
- 16:54para o Alasca e desceu do Alasca até a América do sul, sabe?
- 16:57É até uma outra menina que é, transformou as paredes da
- 17:01Rocinha numa Galeria de arte aberta, porque ela mora lá e ela
- 17:06acha que aquilo registra a identidade das pessoas.
- 17:08Então tem a gente sempre vai buscando essas essas mulheres
- 17:11que vão se conectando entre elas também, né?
- 17:14É, e acho que é isso também. Tem um lance de você ler e como
- 17:18a gente é mulher. Acho que principalmente, né, é,
- 17:20a gente consegue se colocar um pouco no lugar delas, que eu
- 17:22acho que também isso diz muito do coletivo, né?
- 17:24A gente é tá junta assim, nunca vai ter uma história ali que a
- 17:28gente vai ler e vai falar, não faço ideia do que é isso assim,
- 17:31pelo menos um pouquinho, sabe? A gente vai entender e acho que
- 17:34cria essa identificação assim. Então é isso, estamos estamos
- 17:39muito felizes com o nosso projeto.
- 17:41Mais conhecer? Obrigada.
- 17:43E você, mãe, quer cantar um pouquinho para gente do Loba
- 17:46festival? Loba festival, Loba festival?
- 17:48Loba festival. Como preferir, né, Loba Fest?
- 17:50Loba Fest é bom. Primeiro eu queria falar um
- 17:54parabéns para as mulheres aqui na minha frente.
- 17:56Os projetos são lindíssimos e uma coisa assim que eu tava
- 18:00escutando vocês falarem e me veio muita cabeça à tona, que a
- 18:03mulher, eu acho isso assim. A gente tem 111 veia ali,
- 18:06empreendedora, EE de força de comunidade feminina muito forte.
- 18:12E eu fui entendendo isso conforme a gente foi avançando
- 18:14no Loba festival. É bom é para comentar um pouco
- 18:20sobre como que o projeto começou a gente lá em 2023, eu li uma
- 18:26pesquisa que falava que era da até da Universidade de Brasília.
- 18:29Falava que a maior parte dos livros editados e publicados no
- 18:33mundo eram de homens. E isso IA muito a contraponto a
- 18:38outra pesquisa que a gente tinha visto também, que falava que as
- 18:41mulheres eram leitoras vorazes, é, e escritoras também.
- 18:47Então a gente percebeu ali que existia 1111 espaço do mercado
- 18:53que tava faltando ali para as mulheres.
- 18:55Com certeza na parte da literatura.
- 18:57E eu, por ser uma autora, é, eu sei de todos os desafios que as
- 19:01mulheres enfrentam para desde desde a escrita até a
- 19:04publicação. Distribuição, você tem um.
- 19:06Na livraria, você ter um alcance no público final, né?
- 19:10Então eu percebi que provavelmente existiria uma
- 19:13certa demanda de mulheres querendo serem vistas,
- 19:17escreverem mais, serem encorajadas.
- 19:19E aí a gente criou o projeto, que teve a sua primeira edição
- 19:22ano passado, e tá tendo a segunda edição agora.
- 19:24E eu acho que algo que vai muito assim no, no, no espaço similar
- 19:30que eu ouvi vocês falando aqui hoje, é que eu recebo muitas
- 19:33mensagens de autoras agradecendo pelo festival, porque quando a
- 19:38gente começou a pesquisar, tá bom, vamos criar um projeto,
- 19:40vamos, queremos fomentar a escrita feminina, isso já era
- 19:42extremamente claro, mas como, né, como que a gente faz, a
- 19:45gente faz. Será um clube de leitura, a
- 19:46gente faz um encontro semanal, a gente cria uma festa, a gente
- 19:49cria uma feira, e aí fomos moldando o Loba festival que é
- 19:52hoje. E algo que a gente sempre
- 19:56percebeu assim, dessas respostas que a gente foi recebendo depois
- 19:59que o projeto já estava sendo produzido e pronto, é que as
- 20:02autoras agradeciam assim, do fundo do coração, assim,
- 20:04obrigada. É o projeto.
- 20:06Ele me traz uma coragem de escrever.
- 20:09E aí eu percebi que uma boa parte do Loba festival desse
- 20:13projeto e acredito que vários projetos de fomento à escrita
- 20:16feminina. Ele não é só pra autora
- 20:19conseguir publicar o livro, é pra autora conseguir escrever.
- 20:22O livro é pra aquela história, né?
- 20:24Como como a Lari falou assim, toda mulher tem uma história e
- 20:27tem mesmo. Então como que eu tiro essa
- 20:29história da mulher que está ansiosa para que isso saia?
- 20:32E a gente coloca no papel, coloca no computador, edite.
- 20:35Então assim, um dos nossos grandes desafios do projeto.
- 20:39Ele sempre sai de uma base de vamos comentar a escrita
- 20:41feminina, vamos trazer mais mulheres.
- 20:43Então, na nossa primeira edição, a gente recebeu mais de 600
- 20:46inscrições no nosso concurso literário, o que a gente ficou
- 20:49muito assim, surpresa. Não achamos que a gente receber
- 20:51tantas inscrições de mulheres, querendo que os textos sejam
- 20:54lidos, querendo feedback, querendo estar no festival.
- 20:57A gente teve 300, 400 pessoas no festival presencial, que também
- 21:01foi lindíssimo. É, mas AA ideia também do
- 21:05projeto. É que não só elas consigam
- 21:09escrever, as mulheres consigam escrever, mas também consigam
- 21:12fazer toda a cadeia produtiva da do editorial de um livro, né?
- 21:16Então, assim, no ano passado, a gente conseguiu até criar 11
- 21:21workshop, que a gente chamou de autoras.
- 21:23Conhecem editoras. Então a gente colocou um Monte
- 21:26de editora num. E foi muito legal, gente, eu
- 21:28participei, eu estava lá no lobo.
- 21:30Final Isa foi uma das nossas finalistas.
- 21:33Que. Chique hoje, eu?
- 21:36Não. Eu trouxe, geralmente eu deixo o
- 21:37livro aqui atrás, na estante, foi finalista, a gente olha só
- 21:39do Loba, e eu achei muito legal porque eu fui com o Cris, meu
- 21:43companheiro, No No dia do presencial, tiveram 2 encontros,
- 21:46né, um menorzinho maior, e ele saiu falando, nossa, desses
- 21:49eventos literários que você me levou, isso foi um dos mais
- 21:51organizados. EE, realmente trouxe um
- 21:54profissionalismo muito bacana, porque a gente esquece que o
- 21:56livro tem essa cadeia, né? Produtiva a gente às vezes.
- 21:59Falta acho que a gente até falar um pouco mais da parte
- 22:02profissional, do processo de produzir, do processo de editar
- 22:05e de todo o processo que envolve atrás ali, além da criação.
- 22:09E a gente viu muito isso no Loba e teve essa parte das editoras,
- 22:12que é algo que, enquanto escritora, a gente fica super
- 22:14perdida, né? Como que eu vou falar com uma
- 22:15editora grande? Isso eu vejo, é o que eu mais
- 22:18vejo aqui quando eu tô conversando com autoras, e aí no
- 22:20dia do lobo eu sentei, fiquei ali com a editora da intrínseca,
- 22:23olha só, cara, cara, foi muito legal.
- 22:25E eu vi outras autoras todas ali na rodinha, cada um falando,
- 22:28então tirando dúvidas, num espaço muito aberto.
- 22:29Então foi bem bacana isso, foi muito legal.
- 22:32Foi muito legal assim quando a gente trouxe essa ideia para
- 22:34produzir mesmo, porque a gente falava com as editoras e elas
- 22:37nunca fizeram assim, nada igual assim, achavam até estranho,
- 22:40como assim eu vou falar com uma autora?
- 22:42Eu falei, você vai falar com uma autora e você vai explicar como
- 22:45é que funciona para editar o livro e todo mundo acatou,
- 22:49entrou na nisso e foi muito bacana assim.
- 22:51Então a nossa ideia com o projeto é também trazer assim
- 22:54esse ano a gente tá tentando trazer agentes literários, por
- 22:56exemplo, para para conseguir fazer mesmo que com que?
- 22:59Aquele livro, aquela ideia, saia do papel e seja fomentado de uma
- 23:03forma assim que reúna todas as cadeias.
- 23:05Então é o que eu falei, não adianta a gente só fomentar que
- 23:08a mulher escreva ou só fomentar que a mulher edite.
- 23:10A gente tem que conseguir 111 jeito de encaixar tudo isso,
- 23:14andar, isso andar e ser sustentável também pra autora,
- 23:17né? Ela entender quem que é, o
- 23:18público dela, como que ela, qual editora, não são todos os livros
- 23:21publicados por todo tipo de editora, então depende do
- 23:23perfil, do da narrativa. Entre outras questões.
- 23:26Então isso é muito legal, que desmistifica muito, né?
- 23:28A gente às vezes quando fica nesse espaço do livro e de
- 23:31autores que já publicaram por editoras grandes ou que ganharam
- 23:34prêmios ou tem festival, você fica parece uma coisa tão
- 23:36distante. E a gente vê aqui então 3
- 23:39mulheres super jovens, com projetos andando, projeto
- 23:41caminhando, gente. Acho que Carol principalmente já
- 23:44participou de vários eventos grandes, né?
- 23:46Um dos maiores eventos literários que a gente tem,
- 23:48mande trazendo editoras pra pra conversar com atores, Eli cara a
- 23:51cara, a Larissa criando um projeto que escalonou muito
- 23:54rápido, acho que a gente. Sai então um pouco desse espaço
- 23:56de achar que é impossível, né? E entende que ali a gente vai se
- 23:59juntando nesse coletivo pra poder ter mais força.
- 24:02E aí pensando nisso, então da escrita e da criação dentro
- 24:05desse projeto de vocês e vocês que tão muito presente nesse
- 24:08espaço coletivo, a Larissa, enquanto jornalista, acho que
- 24:10escutando muitas histórias, entrevistando é a Carol,
- 24:14escutando muita gente, enquanto vai mediar, enquanto tá no
- 24:16espaço, enquanto lê, enquanto vai compartilhar a leitura.
- 24:19Mande escutando muito essas autoras que trouxeram, acho que
- 24:22esses anseios no festival, né? Muita mensagem, trazendo muita.
- 24:25Coisa, como vocês veem que esse espaço da escrita tem dialogado
- 24:29nesses projetos coletivos de vocês e como essa coletividade
- 24:32tem é ido de encontro essas autoras?
- 24:35Como vocês acham que está essa troca?
- 24:37O que que vocês enxergam no nesse espaço coletivo em relação
- 24:40ao projeto de vocês? Por exemplo?
- 24:41O que que vocês recebem assim, de mais potente, de mais
- 24:45importante? É.
- 24:49Mulheres, a newsletter de mulheres da cidade de
- 24:52entrevistas. Elas são entrevistas muito
- 24:53longas e é uma escolha nossa que essa entrevista seja longa,
- 24:58apesar de todos os dados dizerem que as pessoas não estão lendo,
- 25:01porque eu acho que a gente precisa de tempo para ouvir a
- 25:04história de alguém, né? E a história de alguém não é
- 25:07curta, né? Tem todo um contexto, então a
- 25:10gente deixa sempre A Entrevista, dá muito à vontade e as
- 25:13entrevistas são bem longas. E é muito doido como a gente
- 25:17recebe. E eu acho que por isso a gente
- 25:18continuou até hoje é com a newsletter desse tamanhão, EE
- 25:23semanal, que que é um trabalhão, né?
- 25:25Porque a gente recebe muito retorno das pessoas, dizendo o
- 25:29quanto elas amaram aquela entrevista, o quanto elas estão
- 25:31seguindo aquela mulher, o quanto aquilo inspirou ela de alguma
- 25:34forma. É forma, forma, se uma rede
- 25:37mesmo, sabe a partir daquilo assim, então acho que às vezes.
- 25:41A gente se pega um pouco em fórmulas, né?
- 25:43Talvez, por exemplo, no seu caso, Ah, imagina, vai fazer 11
- 25:47festival de literatura. Ah, mulher, não vai chegar onde,
- 25:52né não? E aí você quebra essa regra e
- 25:55você bota bota de pé, né? E eu acho que o que mantém de pé
- 26:00justamente é essa comunidade, são essas pessoas, esse coletivo
- 26:04que vai lá e te diz, olha, isso foi muito importante para mim.
- 26:08Olha, é graças ao festival. Eu estou escrevendo um livro ou
- 26:12escutei você falando, me inspirou e eu vou publicar,
- 26:15sabe? Então acho que é isso, assim é.
- 26:18Escrever não é fácil, todo mundo né, sabe disso.
- 26:22Quem fala que sentar e escrever é fácil tem que me contar como é
- 26:26isso aí, porque eu não faço criação literária, né?
- 26:29Eu, eu atuo como jornalista, como repórter, e mesmo assim é
- 26:33difícil, né? É, e aí é isso, assim, pra você
- 26:37manter essa rotina, você manter o negócio de pé, você manter a
- 26:40criatividade ali rodando, né? Porque isso vira um negócio,
- 26:44querendo ou não é, só se mantém de pra mim, só se mantém de pé
- 26:47porque tem uma comunidade ali. E que se fortalece com isso e
- 26:50acaba fortalecendo a gente, o projeto.
- 26:52Então, se a minha newsletter é lida por muita gente, por
- 26:55exemplo, eu posso pegar aí sim uma métrica e falar aqui para
- 26:57uma marca. Olha só que legal essa essa
- 27:00métrica aqui você pode patrocinar esse conteúdo, por
- 27:02exemplo, sabe? Então acho que é nesse lugar que
- 27:04se encontra a força do coletivo, com a criatividade, com a
- 27:08criação. E claro, né, acho que também com
- 27:11coisa dos negócios. Sim, AI não.
- 27:13Que legal, gente. A gente ouvir mulheres falando
- 27:15de negócios também, que. Temos que pagar as nossas, os
- 27:18nossos doentes. Tem boleto para pagar?
- 27:20Exato. Exato, mulheres empreendedoras,
- 27:22né, que é? E você, Carol, o que que você
- 27:24nota de justamente nessas trocas?
- 27:27Por exemplo, nesses eventos que você tá, o que que chega para
- 27:29você e que te atravessa também? O que que te atravessa enquanto
- 27:32jornalista, nessas histórias que você tem recebido e tem
- 27:36entrevistado e tem tido de mensagem?
- 27:38O que que te atravessa enquanto pesquisadora, mediadora, uma
- 27:41mulher que estuda também, que lê muito o que que isso tem te
- 27:44atravessado e te influenciado? Tá nesse espaço de troca e
- 27:46coletivo. Eu acho que são 22 caminhos
- 27:49assim, 2 facetas, vamos dizer assim, porque como eu disse, é.
- 27:53É muito difícil separar AA pesquisadora da mediadora da
- 27:58curadora, né? Por as coisas começaram a
- 28:01desenvolver juntas assim, então eu não sou jornalista, mas eu
- 28:06faço desde muito tempo. É entrevista de história oral,
- 28:09né? De mulheres.
- 28:11Então tem isso de você ou é o que você falou de você ouvir
- 28:14essas mulheres é e poder aí escrever essas histórias EE
- 28:20devolver para elas. E muitas delas vão falar, né?
- 28:24Nossa, eu falei isso não, isso aqui foi sim, você que falou
- 28:30isso, nossa, que interessante, que bonito, né?
- 28:35EE, aí isso é muito bom de acontecer e isso acontece
- 28:39também. Como você está dizendo, é com as
- 28:41mediações, né? Muitas autoras, eu acho isso
- 28:44muito interessante. Assim, às vezes elas chegam e
- 28:46falam assim, nossa, eu não pensei nisso.
- 28:51Né? Quando você interpreta o texto e
- 28:52fala assim, não. Mas o que que você acha de tal
- 28:54coisa? Ele faz uma pergunta.
- 28:55Ela fala assim, olha. Nem eu tinha chegado nessa, eu
- 28:59não. Pensei nisso, muito obrigada por
- 29:01isso assim, né? Eu fico brincando que a Aline
- 29:03bei vira e vira e mexe fala isso pra mim, né?
- 29:05Ela fala assim, nossa, eu falo a Aline para, mas é muito
- 29:10interessante isso assim. Acho que então de de acho que 2
- 29:14coisas, né? Pensar como que você?
- 29:19Organiza, narrativamente uma narrativa oral que você ouviu e
- 29:25que você construiu junto com essa pessoa, que acho que isso
- 29:28tem tudo a ver com a ideia do do jornalismo também, né?
- 29:31É na história oral, essa pessoa não chegou Do Nada.
- 29:37Um Belo dia acordou e falou assim, Ah, vou contar a minha
- 29:42vida. Isso só aconteceu porque eu
- 29:44estava lá, né? Perguntando, incentivando,
- 29:48então. Essa versão da realidade que ela
- 29:51escolheu contar também é, é que eu vou trabalhar, que é isso que
- 29:56faz sentido, porque que ela escolheu isso?
- 29:57Então essa faceta, vamos dizer assim, de você pegar essa, esse
- 30:01texto EE organizar ele de uma forma com base no que ela te
- 30:08deu, e aí ela olhar e ela se reconhecer nisso.
- 30:11Isso é lindíssimo. E por outro lado, um texto que
- 30:14já foi escrito já tá Na Na mão da galera.
- 30:18Né? Vamos dizer assim, o livro já
- 30:20foi publicado e você possibilitar que não só a
- 30:23autora, quem também tá assistindo a mediação, mas a
- 30:26escritora, ela olhar para esse texto dela a partir de outros
- 30:30pontos de vista. Eu acho isso super lindo assim
- 30:33dela conseguir falar, olha. Que interessante dela ver Oo
- 30:37tanto de potência que esse texto traz, né?
- 30:40E como as pessoas se identificam com isso, né?
- 30:43É? Muito legal ver esse de vocês
- 30:44trazerem essa construção também desses textos.
- 30:47É não ficcionais, que às vezes a gente conversa muito sobre a
- 30:50escrita, né? De ficção, a gente fala aqui
- 30:51muito aqui, de poesia, romance. Então, que é esse outro processo
- 30:54de personagem. Então, acho muito legal vocês
- 30:56trazerem essas histórias de mulheres reais que é essa
- 30:58construção também, né? Não é, é, não é dado, não é
- 31:01pronto. A pessoa, como você falou,
- 31:02Carol, não vai sair falando Do Nada, alguma coisa.
- 31:05Vocês têm uma construção para trazer essa história das
- 31:07mulheres, uma construção, uma pesquisa para conseguir trazer
- 31:11essa fala. E até aproveitando um pouco
- 31:13isso, eu queria entender como que isso atravessa elite,
- 31:16atravessa Lari enquanto jornalista, quando você está
- 31:18fazendo uma entrevista, né? Como que isso vai te afetar de
- 31:21alguma forma? É e vai até influenciar seu
- 31:25trabalho. De alguma forma, enquanto
- 31:26jornalista, pesquisadora, e para vocês, como que isso incentiva e
- 31:30influencia o projeto de vocês? Quando essas mulheres trazem
- 31:33essas histórias também? Depois de um processo de
- 31:35construção de vocês, onde vocês foram buscar?
- 31:38Vocês foram perguntar, vocês foram criar essa rede para
- 31:41trazer a história delas? Como que isso influencia vocês
- 31:43também na prática? Olha, é, eu sou eu sou
- 31:49canceriana, gente. Eu sou muito impactada pelas
- 31:51histórias que eu ouço assim. Não tem uma história que não
- 31:55tenha chegado, a gente é, é uma busca ativa, né?
- 31:58Então a gente faz uma curadoria mesmo de personagens, é e não
- 32:03tem nenhuma história que a gente tenha, é escrito que a gente
- 32:08tenha ouvido, que não tenha nos emocionado de alguma forma, e eu
- 32:12acho que é por isso. Assim eu acho que é porque somos
- 32:14mulheres EEA, gente se vai se identificar em algum ponto
- 32:18assim, por mais que seja um contexto muito diferente do meu.
- 32:23É, vai vai gerar 11 identificação de alguma forma.
- 32:26E eu sempre fico muito emocionada, é me colocando mesmo
- 32:29no lugar daquela mulher pra entender como que ela vive
- 32:32aquilo, sabe? É então assim, quem disse que o
- 32:37entrevistador tem que ser neutro?
- 32:39Pra mim é impossível. E eu acho que a gente tem essa
- 32:42Liberdade, né? O bom de de ter o próprio
- 32:45veículo jornalístico é que a gente pode seguir as nossas
- 32:48próprias regras. E a nossa regra é, a gente vai
- 32:52se emocionar e a gente vai se envolver.
- 32:54Agora, se falar uma coisa que é sobre a escrita de não ficção,
- 32:58mas eu acho que a Carol disse uma coisa que a pessoa vai
- 33:00escolher aquilo que ela vai contar, né?
- 33:03É muito tênue essa linha. É muito tênue, porque ninguém me
- 33:07garante que aquilo que aquela entrevistada tá me contando.
- 33:10É, de fato, real? Mas não tem como, né?
- 33:12Não é nem porque ela escolheu, exato, a memória, não tem como
- 33:16ela saber. Tem um filme que eu sempre cito,
- 33:18que chama a vida em si, né? Que a menina é uma doutoranda
- 33:23também em letras e escritora. E ela vai é estudar o Narrador,
- 33:30né? A tese dela é sobre o Narrador.
- 33:32E ela vai dizer, a única forma da gente ter um Narrador de fato
- 33:36imparcial e de ter um texto que vai contar o que aconteceu de
- 33:40verdade é só se a vida em si narrar um texto.
- 33:45Olha só, porque senão não tem como isso acontecer.
- 33:48Porque a nossa interpretação mesma do que aconteceu, já é
- 33:52pautada por muitas outras coisas.
- 33:54Outras pessoas estavam com a gente.
- 33:55A gente não estava numa caverna. Mesmo que a gente estivesse numa
- 33:58caverna, nossa percepção na caverna IA ser de outras coisas.
- 34:01Não por isso que. Livros de história não são não é
- 34:04uma versão. É.
- 34:06Não são imparciais. Não tem como, né?
- 34:09Tá bom que a academia é, especialmente ainda a academia,
- 34:13muito eurocêntrica, né? Pautada no norte global, vai
- 34:16dizer que ciência só acontece na imparcialidade, né?
- 34:20Se você se distancia do seu objeto, isso não existe.
- 34:23Oo simples fato de você escolher fazer aquela pesquisa já é
- 34:27parcial, né? Essas coisas não aconteceram Do
- 34:29Nada, você resolveu fazer esse esse curso?
- 34:32Você resolveu fazer essa pesquisa, você resolveu produzir
- 34:35esse conhecimento. Então isso não tem como ser
- 34:36imparcial. E eu acho que a gente a parte
- 34:38desse princípio, e por isso que os textos são tão bons, porque a
- 34:42gente não tem nenhuma ilusão de que vai ser a verdade, porque a
- 34:46gente não quer que seja. A gente quer justamente entender
- 34:49qual é essa versão da realidade que ela tá contando.
- 34:52Porque que ela tá contando assim?
- 34:54É isso. E aí é me atravessa sempre
- 34:59assim, toda semana a gente. É, eu assino uma semana e a
- 35:02Grazi assina a outra, né? Então pra gente é revezar,
- 35:07porque acho que a gente tem estilos diferentes, né?
- 35:10E acho legal pra dar também um frescor pra pra newsletter.
- 35:13Mas eu acho que a gente, eu e a Grazi posso falar Por Ela
- 35:16também, que a gente sempre se emociona.
- 35:18É por isso, assim, pelas histórias que elas contam, pela.
- 35:22É. Ah, pedaço mais legal.
- 35:25É muito legal, é muito legal. E é isso.
- 35:27A gente tem o cuidado de fazer uma curadoria muito diversa.
- 35:30Então, se a gente falou com uma Imigrante russa numa semana, na
- 35:34outra semana eu vou falar com a Rafaela abegória, que é do Rio
- 35:38de Janeiro e tem um projeto lá importante de.
- 35:41É trem, porque a prima dela morreu no acidente de trem.
- 35:44Ela criou um projeto super importante sobre mobilidade, daí
- 35:47ela vai dar uma aula sobre mobilidade no Brasil, sabe?
- 35:50Então são coisas é muito diferentes, mas que é isso, se
- 35:54encontram em algum lugar. Eu acho que o lugar da emoção
- 35:56também é um lugar, sabe? É isso, não é 11 demérito, a
- 36:00gente acha que tem, tem essa construção, né?
- 36:03Do patriarcado de dizer que se emocionar é ruim.
- 36:06EEE obviamente não é. E eu acho que a gente também
- 36:10traz essa carga de emoção para as entrevistas, porque eu acho
- 36:12que isso é muito bonito e faz parte da história de todo mundo,
- 36:14né? É muito.
- 36:15Legal e queria até te falar. O mulheres da cidade até me
- 36:17incentivou. Eu estou aqui porque eu estou no
- 36:18podcast por enquanto. Eu estou mais na parte de
- 36:20entrevistas e eu quero criar um quadro que chama histórias de
- 36:23quem conta. AI, que legal que eu.
- 36:24Estou gostando tanto de ler essas histórias, de trazer um
- 36:26pouco a história das mulheres que contam histórias também, que
- 36:29é a. Parte maior nossa a lá.
- 36:32É por isso que a gente continua. Tipo de coisa, sabe?
- 36:35Você vai construir uma coisa nova a partir de algo que a
- 36:37gente faz. Isso é muito legal e acho que
- 36:39isso diz muito do coletivo também.
- 36:41Né? Exato.
- 36:41E uma de acho que seria legal te ouvir, você enquanto autora
- 36:44também. Você também tem esse lugar da de
- 36:46escritora. É como foi para você ver essas
- 36:49mulheres que escrevem depois no festival, como isso talvez mudou
- 36:52alguma coisa em você de tá nesse espaço primeiro, que era ali só
- 36:55da criação da escrita para tá nesse espaço de mulher de
- 36:58negócios. Colocou um festival de pé e tava
- 37:00ali reunindo tantas mulheres. É eu o que me surpreende muito
- 37:06fazendo esse projeto. E ainda me surpreende é essa
- 37:08força que as mulheres têm e essa demanda que elas têm em relação
- 37:12à literatura, que eu acho lindo. Então, assim, no projeto a gente
- 37:16recebe WhatsApp, a gente recebe e-mail a gente recebe comentário
- 37:19no Instagram. Então a gente tem um canal muito
- 37:21aberto e a gente responde todo mundo.
- 37:22E eu leio todas as mensagens, tudo a gente lê, passa pela
- 37:25gente, a gente responde, conversa e.
- 37:28É difícil não me sentir emocionada?
- 37:31É. E é difícil também.
- 37:33Às vezes eu pensar na seriedade do festival, porque assim é
- 37:37muito gostoso ver as mensagens, ver as histórias.
- 37:40A gente recebe muita mensagem de autoras falando obrigada pelo
- 37:43pelo evento, obrigada pela ideia.
- 37:45É, comecei a escrever aqui, estou escrevendo um conto ali,
- 37:47vou escrever no próximo concurso.
- 37:49Então a gente tem 11 força de encorajar as mulheres.
- 37:52E a gente percebe que a gente também recebe isso de volta.
- 37:54Assim delas também nos encorajaram.
- 37:56Então a gente recebe muita mensagem de feedback, desde o
- 38:00negativo até o positivo, que eu acho muito bacana, porque a
- 38:03gente começa a aprimorar, a entender.
- 38:05E eu sinto também que a gente deixa um canal tão aberto com as
- 38:08autoras que elas não sentem. Vou botar entre aspas, medo de
- 38:13falar o que elas acharam do festival.
- 38:15Então porque elas querem crescer com a gente, elas querem que a
- 38:17gente cresça. Então, assim, tendo essa minha
- 38:20posição de autora e agora como AR já falou, é mulher de
- 38:23negócios, é. Do Lula festival.
- 38:28Festival. Nunca mais.
- 38:31Mas é indo para esse lado agora, é eu, eu ainda me sinto.
- 38:38Como uma autora? EE, eu sinto as dores que as
- 38:41autoras passam. Então assim, é muito importante
- 38:44eu. Assim, modéstia parte, eu estou
- 38:46na posição que eu estou sendo uma autora, porque eu estou
- 38:48trabalhando com uma equipe e não necessariamente elas são
- 38:51autoras. Também é se são da parte
- 38:53criativa. Então, muitas vezes a gente
- 38:55esbarra em decisões de produção, decisões criativas, decisões até
- 39:00de estrutura, curadoria do evento.
- 39:02E aí volta sempre a falar, gente.
- 39:04Nosso objetivo é fomentar a escrita.
- 39:06O que que a gente vai fazer para fazer mulheres escreverem, serem
- 39:08publicadas, estarem aí em livrarias?
- 39:10Então, acho que voltou ao início.
- 39:13O coletivo é muito forte. EE, eu sinto isso não só do meu
- 39:17projeto, mas projeto aqui, das mulheres que estão conversando
- 39:19comigo é. Tem essa força feminina sempre e
- 39:24eu sempre vou deixar isso atravessar, me atravessar,
- 39:26porque é muito gostoso, é muito. Bom, sabe o que eu acho que
- 39:29seria legal a gente falar também?
- 39:30Eu tô aqui brincando, chamando toda hora vocês de mulheres, né?
- 39:32Mulheres de negócios, mas é uma brincadeira, gente, é porque é
- 39:34verdade. E eu acho, eu acho ele legal,
- 39:36vocês contarem um pouquinho de como é a parte mais prática
- 39:39desses projetos, tanto da da parte prática individual quanto
- 39:42coletiva, porque muita gente tem vontade.
- 39:44Eu vejo muitas mulheres que e autores têm vontade de colocar
- 39:46projetos em prática, mas isso fica como um sonho, sabe?
- 39:50É aquela coisa, Ah, eu escrevo, putz.
- 39:52Tinha vontade de fazer tal coisa, tinha vontade de criar um
- 39:54projeto assim, tinha vontade até de criar uma newsletter e não
- 39:57crio. E como é da parte prática para
- 39:59vocês que trabalham, estudam, é, estão aí tocando a vida, tem
- 40:03família, tem outras, é, é outras tantas demandas e conseguirem
- 40:07organizar e colocar esses projetos em andamento.
- 40:10Vocês tem aí alguma organização, como, que fica de parte mais
- 40:13prática mesmo, para a gente conseguir pensar em como colocar
- 40:16então esses sonhos em andamento, sair do papel?
- 40:20É bom, falando de uma parte cultural, produtora cultural, eu
- 40:25acho que eu eu sinto assim, sempre que você tem uma ideia, é
- 40:29muito importante você estruturar ela e pensar em como realmente
- 40:33fazê la acontecer, né? Todo mundo acha que que eu falei
- 40:36são mulheres empreendedoras, mas também tem um pouquinho de
- 40:38produção em si, né? E a gente já tem mulheres, já
- 40:41temos, já cuidamos da casa. Isso em si é uma produção
- 40:43gigantesca. Porque não tem outra escolha, né
- 40:45não? Tem, não tem.
- 40:46Então a gente meio que já nasce e vive e cresce ali sendo
- 40:50produtora, é. Então é um skill que a gente tem
- 40:53muito forte, então. Se você está escutando isso
- 40:57agora, é alguns passos que eu vou dar bem importantes assim,
- 41:01se você quer tirar uma ideia cultural do papel, né?
- 41:04Enfim, primeiro pensar na ideia, trazer um resumo, pensar em
- 41:08público alvo, quem você vai impactar e sempre pensar em
- 41:11questão de orçamento. Hoje a gente não faz nada sem
- 41:13dinheiro, obviamente. Então sempre pensar quanto que
- 41:16custa essa ideia, né? Quanto que custa esse projeto?
- 41:19E aí olhando para um lado de produção cultural, é onde eu
- 41:23posso inscrever o meu projeto. Para que eu receba um recurso
- 41:26para conseguir executá lo, né? Então hoje aqui em São Paulo a
- 41:28gente tem muitos editais assim que ajudam é produtores
- 41:32iniciantes, ajudam em 10 iniciantes.
- 41:35Provavelmente mês que vem vai abrir o ProAC editais, que é um
- 41:38edital muito bacana, que acho que todo mundo ali que quer
- 41:40tirar uma ideia do papel tem que se inscrever.
- 41:42E você vai ver várias linhas dos editais e você percebe qual que
- 41:46é, qual que é a sua ideia, ela se encaixa melhor em qual
- 41:49edital? Então acho que primeiro assim,
- 41:51desenhar a ideia e entender ela numa parte estrutural de
- 41:55orçamentária e escolher um edital para inscrever o projeto.
- 41:59Então, essa seria a minha minha dica.
- 42:01E não deixem ideias morrer assim.
- 42:03Eu eu vejo muita ideia. As pessoas vem falar bastante
- 42:06comigo sobre isso, sobre como tirar a vida do papel, e acabam
- 42:09não fazendo, é. Eu brinco também que quando eu
- 42:12comecei a publicar meus livros. Perguntavam assim pra mim, AI,
- 42:16gente, várias pessoas faziam isso.
- 42:19AI, como é que você faz pra publicar um livro?
- 42:20Eu quero publicar meu livro. Aí eu parar e falava, você já
- 42:23escreveu o livro, aí a pessoa não.
- 42:26Nossa, mãe, eu me identifico muito que eu já falei.
- 42:29Eu já falei uma frase exatamente igual ao que você disse agora,
- 42:32que tinha muito isso quando eu comecei a escrever meu primeiro
- 42:35livrinho lá no início assim, e aí como você fez?
- 42:38Eu falava exatamente, você já escreveu não.
- 42:40Então como é que a gente pensa, né?
- 42:42Já tá querendo chegar lá. No final, não pensou nem no
- 42:44passo a passo. Mas achei muito importante que
- 42:46você traz também isso, de entender Como Ele É viável, né?
- 42:48Pensar ali nos cursos, pensar em orçamento, pensar no dinheiro,
- 42:51que senão a gente vai só sobrecarregar cada vez mais, né?
- 42:54E a gente pensa, às vezes que escrever, ou a parte criativa,
- 42:58ou o jornalismo, a escrita, tudo isso não, não, não, não precisa
- 43:02ser viável, não, tem que ser só uma paixão, um sonho, e não
- 43:05gente custa dinheiro, custa tempo, né?
- 43:07Então, se custa tempo para gente, é viável a gente pensar
- 43:11em em no retorno também, né? Né, porque eu acho que tem muito
- 43:14uma coisa de Ah, é da inspiração, né, é vocação e não
- 43:19é, é o sonho. Isso tudo bem que você pode
- 43:22trabalhar com as coisas que você se inspirava ainda bem, né?
- 43:25Tomara que dê para fazer isso, é e com as coisas que você
- 43:29sonhava, mas isso é trabalho, né?
- 43:32É o que você falou. Isso demanda tempo, demanda
- 43:35planejamento, demanda muita coisa mesmo para escrever um
- 43:40livro, não tem uma inspiração. Né?
- 43:42Não é só inspiração, é muito trabalho.
- 43:44Você tem que ter todo um procedimento.
- 43:46É, existe a inspiração, mas é como a mãe de falou, se você não
- 43:49fizer. Nada é uma verdade em você e
- 43:52você psicografa o livro, né? Precisa de muita coisa.
- 43:55Então acho que quando a gente fala isso também, além de
- 43:59desmistificar, mostra, né, que as coisas demandam outras coisas
- 44:03que não apenas o glamour, né? Acho que o encruzilianas assim,
- 44:09o encruzilian, foi orgânico. Cresceu orgânico e meio sem isso
- 44:14assim, e agora a gente começou a perceber que não dá para
- 44:18continuar desse jeito, porque de fato, isso está virando muito
- 44:22mais do que eu imaginava do que que IA virar.
- 44:24Deve vir mais COVID, você começa a ter que organizar.
- 44:27Um tempo tem que começar a organizar essas coisas, ler de
- 44:29outra maneira, produzir os textos, pensar em prazo.
- 44:32E aí eu fico brincando que agora eu tenho uma equipe ninguém.
- 44:36E agora eu tenho uma equipe que vem me ajudar a pensar essas
- 44:40coisas também, porque eu também. Também tenho uma tendência a
- 44:43ficar muito na onda do vou fazer, porque eu gosto dessa
- 44:47autora, porque eu gosto desse evento e às vezes não tem a
- 44:49menor condição prática disso fazer.
- 44:52Não dá para tudo ser por um beijo e um abraço, né?
- 44:56Porque os boletos não são pagos assim.
- 44:59Então eu tô eu tô me aprendendo agora com a equipe, a equipe, a
- 45:05equipe, o tum tum que deu esse nome é eu tô aprendendo com a
- 45:08equipe como é que faz pra. Organizar as coisas melhor e
- 45:12isso de fato me possibilitar fazer o que eu gosto.
- 45:16Mas também pagar boleto com isso, né?
- 45:18Acho. Que tem uma coisa que é
- 45:20importante também, que é a consistência, é, às vezes no
- 45:26começo não vai entrar, vai entrar pouquíssima grana, sabe?
- 45:30E aí é pensar se isso cabe na sua rotina de algum jeito.
- 45:34E aí pensar nisso de uma maneira até um pouco profissional mesmo,
- 45:37sabe? Ó, isso aqui tem que entrar na
- 45:38minha rotina de alguma forma. Uma vez na semana eu vou
- 45:41produzir um post para o Instagram.
- 45:43Uma semana tem que se colocar um pouco essa regra, sabe?
- 45:47É porque isso também acho que constrói não só a própria marca,
- 45:52o projeto, mas constrói para você mesmo.
- 45:54O projeto dentro de você, sabe, é as chances dele morrer, por
- 45:58exemplo, vão ser menores, eu acho, se você tiver aquela.
- 46:01E as coisas demoram, gente, tem que ter paciência.
- 46:04Acho. Que nós todas aqui é sabemos o
- 46:08quanto precisa ter paciência, o quanto não é fácil, o quanto tem
- 46:11que ir lá, batalhar é. É muito fácil de existir assim.
- 46:15Eu entendo quem desiste de fato, porque não é, não é, não é
- 46:20fácil, né? E as pessoas acham que olham,
- 46:22fazem um olhar para as coisas, para os projetos culturais, com
- 46:24uma coisa muito do tipo, Ah, isso daí é cultura isso aí.
- 46:28Um valor baixo, né? Isso aí imagina entretenimento e
- 46:31não é. Isso é muito valoroso, né?
- 46:34Então acho que pra quem tá pensando num projeto, eu acho
- 46:37que é o lance da consistência também.
- 46:39É bem importante. É não tanto que e é legal que
- 46:42vocês tenham trajetórias muito diferentes.
- 46:43A Carol que veio desse lugar, um pouco foi acontecendo, mas
- 46:46inclusive agora tá vendo que se não tivesse organização prática,
- 46:49é difícil continuar. Tem a área que começou, talvez.
- 46:52Eu não sei se tanto com esse planejamento da mandi, mas foi
- 46:54com essa consistência muito forte.
- 46:56Que acho que fez o projeto crescer e ter a mãe de que tem
- 46:58um lado muito produtora, vem ali de não fazer acontecer, pegar
- 47:02edital, pegar orçamento e que a gente tem que ficar muito de
- 47:04olho, né? Pra ideia.
- 47:05Sair desse campo das ideias, é acho que é uma das.
- 47:07Só um comentário é que a Lari falou do demora, né?
- 47:11As coisas demoram desde o momento que a gente teve a
- 47:13ideia. Eu me reuni com colegas minhas,
- 47:16falei, vamos fazer o lobo festival aí?
- 47:19A. A gente demorou mais de 2 anos
- 47:22para conseguir começar a produzir.
- 47:25Você falou que foi em 24 primeiro?
- 47:29Mas foram 2 anos, então, da ideia até conseguir começar.
- 47:32Gestando esse nenê? Gestando neném vendo quanto que
- 47:35demoraria para fazer, quanto custaria.
- 47:37Vamos conseguir um engenheiro ali, um engenharia, enfim.
- 47:39Então tem toda essa parte de viabilizar um projeto cultural.
- 47:42Imagina, a gente faz um festival gratuito, aberto, com autoras
- 47:47pagando e muito bem colocado aqui pagando.
- 47:50Todo mundo, então, assim é caro e é cultura.
- 47:54É valioso, né? Muito valioso?
- 47:57Muito. E eu acho que agora vou fazer
- 47:59aqui um momento, é mulher de negócio.
- 48:04As marcas precisam fazer um olhar sobre isso.
- 48:08Marcas fiquem de olho nesse episódio.
- 48:10Por favor e patrocinem nossos projetos.
- 48:12Exato. Saiam desse lugar de patrocinar
- 48:16sempre os mesmos projetos. Gente, tem muita coisa legal
- 48:19acontecendo. Tem muito projeto.
- 48:20Legal tem muita iniciativa legal.
- 48:22Nossa, cria esse vício, né, Lari?
- 48:24Não não só de Patrocínio, mas quando a gente pensa até em
- 48:25convite, a gente sai de convidar só as mesmas pessoas.
- 48:31Se eu? For pensar em mediação, criando
- 48:32sempre as mesmas. Pessoas.
- 48:34Muito ruim. E aí quando você falou, né, que
- 48:36não é fácil, é isso, né? Acho que vira e mexe também, dia
- 48:40sim, dia não eu fico pensando, o que eu estou fazendo isso aqui
- 48:42não é pra que que eu estou fazendo isso?
- 48:44Porque. É muito fácil você cair nessa de
- 48:47isso aqui não está servindo pra nada, porque demora, né?
- 48:52E aí você recebe uma mensagem, não sei o que, aí você fala não
- 48:55exato, é muito de eu acho que eu tô ainda nessa constante crise,
- 49:00assim disso, de continua não continua, né?
- 49:03E é o que você está dizendo. Por exemplo, vamos fazer 11
- 49:07curso de literatura, vai é 4 aulas, às vezes as pessoas.
- 49:14Que querem participar, elas não têm o dinheiro para pagar.
- 49:18A gente não fecha a turma, e a turma geralmente é tipo 10
- 49:22pessoas. Você não fecha a turma de 10
- 49:24pessoas. Se isso fosse patrocinado, não
- 49:29é, porque aí eu também, se eu também não consigo, eu também
- 49:31não consigo. Não é isso?
- 49:33Não tenho um horário para fazer isso, né?
- 49:36Oo trabalho que demanda não compensa.
- 49:39É porque você tem muitos pratinhos para equilibrar, você
- 49:41tem? Muitos pratinhos para
- 49:42equilibrar. Então, às vezes você fala, cara,
- 49:44se uma empresa fala assim não, eu vou patrocinar esse clube,
- 49:47né? No meu caso, ou em outras
- 49:49produtoras de conteúdo que eu não, eu não sou a única.
- 49:51Tem muita mulher, gente. Desculpa, mulher?
- 49:53Tosse, segurou. Até agora, imagina também?
- 49:55Experiência, viu, né? E a vida real acontecendo é,
- 49:59então, se eu vou patrocinar esse clube, eu vou patrocinar esse
- 50:01curso. Além de a gente poder divulgar
- 50:04para mais pessoas e mais pessoas terem acesso, a gente garante
- 50:07que as coisas aconteçam. É o que você falou.
- 50:09É muito caro, um Monte de coisa, né?
- 50:11Tem coisa que não é tão caro assim.
- 50:13Mas a gente nem nem sabe assim, aí vai fazer a conta, a gente
- 50:16vai vendo como é caro fazer as coisas.
- 50:17Claro, porque você vai chamar em são.
- 50:19Paulo em. São Paulo você vai chamar as
- 50:20pessoas, não vai pagar as pessoas.
- 50:22Não tem condição de? Você fazer, vai dar comida você?
- 50:24Não vai dar comida para as pessoas, não?
- 50:25No caso do festival, você tem que ter é segurança, você tem
- 50:29que ter a ambulância. Caso são estrutura é muita,
- 50:34muita coisa. E o que eu acho é que para as
- 50:36marcas também é muito relevante apoiar projetos como esses,
- 50:40porque isso constrói para a marca num lugar muito positivo
- 50:44nossa. Quantas marcas poucas a gente
- 50:47pode citar aqui, mas que resolveram investir em projetos
- 50:51é diferentes e tudo mais. E que tiveram um retorno de
- 50:54comunidade muito forte de né? De enxergar, enxergar naquela
- 50:57marca um valor. Pô, se a marca está apoiando um
- 50:59projeto como Loba, como pros linhas, é aquilo, constrói pra
- 51:03marca também muito, sabe? Então.
- 51:06Marcas chegou meu momento de olhar para a câmera, olhar para.
- 51:09A câmera, todos olhar para a câmera.
- 51:11Marcas, por favor, saiam desse lugar preguiçoso de patrocinar
- 51:16as mesmas coisas. Vamos patrocinar projetos
- 51:18legais. E mandem DM para o Loba fash é
- 51:21para ajudar no Patrocínio e mandem DM para encruzil linhas
- 51:24que está precisando. Para mulheres da cidade também.
- 51:26Mulheres da cidade também. Também estamos entre a
- 51:29expectativa. Já tem 4 possibilidades de
- 51:32Patrocínio nessa mesa com aglomerado de.
- 51:35De inclusive, isso é também da. A gente não pensar nesse ponto é
- 51:38lembrando até do próprio na escrita, na numa temporada
- 51:41passada que eu tava gravando num estúdio que a gente tinha
- 51:43conseguido o edital e tal, eu e a Tati lazarotto, e a gente tava
- 51:47gravando um estúdio mais longe, era lá no parque Villa-Lobos,
- 51:49aliás, longe, dependendo de de onde a pessoa mora.
- 51:51Pra mim era longe, e aí como a gente não pensa em tudo, aí eu
- 51:55comecei a convidar algumas autoras e como era mais longe,
- 51:57às vezes do centro, o filho mexe alguma autora e perguntava, a
- 51:59Raíssa tem alguma ajuda de custo pra poder ir?
- 52:02Tem alguma ajuda de deslocamento?
- 52:04Eu ficava. Putz, não tem só a sócio, né?
- 52:06Tirar aqui do do meu bolso e ajudar de alguma forma, mas ao
- 52:09mesmo tempo, entendo, enquanto ela, enquanto autora, pessoa que
- 52:12vai se deslocar, vai levar ele às vezes 1 hora para chegar no
- 52:14lugar, mais 1 hora para participar do projeto, e a gente
- 52:17não não coloca esses custos. Então pensar nesse Patrocínio
- 52:20ajuda muito e acho que é legal pensar, então vocês que estão
- 52:23com esses projetos já em andamento, o que que vocês
- 52:25pensam deles daqui para frente, o que que vocês planejam com
- 52:29esses projetos? Acho que todo mundo já passou
- 52:30ali por um momento de crise. A Lari você falando, eu até
- 52:34lembrei, acho que. Teve um período até recente que
- 52:36você estava AI, meu Deus, continua, não continuo com essa
- 52:38newsletter, demanda tempo, né, demanda muito esforço da gente,
- 52:41então a gente vê esse retorno, é muito importante para seguir.
- 52:45Mas o que que vocês pretendem com os próximos passos desse
- 52:47projeto de vocês? E acho que é legal então pensar
- 52:49para outras mulheres que estão ouvindo, como a gente até então,
- 52:52tornar esses projetos um pouco mais legais para as marcas que
- 52:55que a gente pode fazer, até para atrair marcas.
- 52:57Vocês tem alguma ideia de como a gente se organiza, como a gente
- 53:00organiza o projeto, como a gente dá uma carinha mais?
- 53:03É profissional para alguma coisa, sabe?
- 53:05Para sair um pouco desse espaço, só do da ideia do sonho e do da
- 53:10cultura e da arte. Como às vezes a gente estava
- 53:12conversando aqui, que parece tão às vezes não profissional, como
- 53:15profissionalizar vocês que já estão, acho que com esse caminho
- 53:17um pouco mais andado. Não, eu acho que é isso.
- 53:22É pensar. É como a amante estava falando a
- 53:26médio e longo prazo, né? E se é viável, o que eu estou
- 53:30pensando? Assim, o que eu espero é que o
- 53:33encruzilinha se sustente e não dependa apenas de coisas
- 53:39sazonais. Eu acho que o que o que falta,
- 53:41no meu caso é algo que seja, como você falou, constante.
- 53:46Então, por exemplo, tem 1 mês que vai rolar um Monte de coisa
- 53:50e aí depois passa 5 meses sem nada.
- 53:53Então o que eu preciso é de constância.
- 53:56Tanto para, né? Dar os cursos, quanto para poder
- 54:00fazer as mediações e fazer as curadorias.
- 54:03Então é isso que eu espero assim, que tenha uma
- 54:05possibilidade de a médio e longo prazo é você não ficar o tempo
- 54:10todo empilhando 1000 pratinhos. E dependendo às vezes de de
- 54:14Milagres assim, né? Acho que é isso.
- 54:17Então que que agora AA encruz equipe, né?
- 54:20A encruz equipe fez meu media kit profissional a.
- 54:24Gente cada vez maior AA. Gente, é, atualizou o media kit?
- 54:30Aí agora manda. Quando as pessoas pedem, tem um
- 54:33portfólio, né? A gente conseguiu organizar
- 54:36porque assim, de verdade, eu escrevi muita coisa, participei
- 54:38de muitos eventos nesses anos, né?
- 54:41Então. Organizamos isso, então você
- 54:44olha, você tá vendo, dá para fazer isso, né?
- 54:46E acho que as os textos é e como você falou, participações, por
- 54:51exemplo, na Flip, participação da bienal, isso cresce um pouco,
- 54:56as pessoas se animam e aí é isso, é talvez divulgar de forma
- 55:01como você disse para profissional que você tá
- 55:03fazendo, né? Legal.
- 55:06E para vocês, quais são os próximos passos?
- 55:07Sei que o lobafest vai ser na segunda edição, na.
- 55:11Segunda edição agora em dezembro, dezembro deste ano,
- 55:14mas a gente vai fazer em novembro o pocket, que é o
- 55:16evento pequenininho, que a ezka aumentou.
- 55:18É bom. Acho que eu posso fazer um pouco
- 55:21com mais propriedade em relação a procurar marcas.
- 55:24Acho que é algo que posso até dar de conselho assim.
- 55:27Eu a gente tem bastante falado bastante com empresas, empresas
- 55:31privadas, marcas aí para tentar um Patrocínio para o Loba 3.
- 55:35É para essa edição, mas principalmente para edição do
- 55:38ano que vem e muito curioso assim.
- 55:41Eu falo com as marcas e elas respondem, nossa, é, a gente
- 55:45nunca viu um projeto assim. Nossa, é é meio assim diferentão
- 55:49eu sinto, quando eu apresento um projeto desse para eles, o Loba
- 55:53festival é muito legal, mas não é nada diferentão.
- 55:57E aí o que eu sinto assim, conversando com eles, é que.
- 56:00Poucos projetos são apresentados, então eu acho que
- 56:03eu que eu diria assim de um conselho é que profissionalizem
- 56:07o projeto, que nem a Maria Carol falou, mas é, joguem os
- 56:13projetos, apresentem os projetos assim.
- 56:17Eu e eu escuto muito isso. Ah, mas é, mas o meu projeto
- 56:19ainda está muito cru. Eu falei, não importa, escreve
- 56:22ele lindamente, bota um PowerPoint maravilhoso, bota um
- 56:25desenhinho e no pacote ele e cara.
- 56:29Ele vai ficar lindo um dia, mas assim apresenta o que você quer
- 56:32que ele seja, né? Então é, a gente tá nesse
- 56:35caminho de apresentar para as marcas, falar, e eu sinto isso
- 56:37assim, que faltam mais projetos serem apresentados para para
- 56:40eles terem essa, esses repertórios de projetos
- 56:42culturais, projetos sociais, que sejam de impacto mesmo.
- 56:45Então, falando do do nosso projeto, a gente tá procurando
- 56:49captação para conseguir. Crescer ainda mais.
- 56:51A gente quer que o projeto ele fique muito maior, a gente tenha
- 56:54mais recurso, a gente consiga pagar mais gente, consiga ter
- 56:56uma equipe maior, consiga fazer mais workshops.
- 56:59Assim é o nosso sonho. Que a gente consiga fazer vários
- 57:01workshops, que a gente consiga ensinar mais coisa para as
- 57:03mulheres, que a gente consiga publicar livro de mulheres, tá?
- 57:06Isso está muito no nosso radar, é.
- 57:08Careca, fico de olho. É, mas assim é algo que a gente,
- 57:12e eu digo com toda a propriedade do mundo, a gente vai fazer um
- 57:15dia. Então acho que é isso, eu deixar
- 57:17o projeto mais profissional, bonito possível, passar uma
- 57:21segurança e bater na porta das empresas, né?
- 57:24E olha só, né, colocar pra saber que existe, né?
- 57:26Como que que uma empresa, uma marca, alguém vai saber se que
- 57:29que o projeto existe se ele não chega lá?
- 57:31Mas isso na publicação é legal. Acho que eu imaginei que era um
- 57:33caminho possível, porque é quando vocês fazem a premiação,
- 57:36não é só de livros publicados, tem de livros não publicados,
- 57:39tem de é que tem uma parte audiovisual também, então tem de
- 57:42roteiro não feito, tem de curta, então acho que é um caminho bem
- 57:45bacana. É um sonho.
- 57:47Então é um dos nossos grandes objetivos.
- 57:48Que a gente consiga fazer um concurso literário, que obras
- 57:51não publicadas no final sejam publicadas.
- 57:54Então seria um grande fomento aí da escrita, mas hoje publicar
- 57:57uma obra bem. Caro.
- 57:59Bem caro. E aí?
- 58:00Eu não, não quero fazer isso com uma autora.
- 58:02Quero fazer isso com 1520-3040. Que é ser Loba?
- 58:06Publica, mas que nome maravilhoso, né?
- 58:12Uma editora Loba nossa. Olha aí.
- 58:15Eu gosto traz uma força feminina muito grande, não é?
- 58:19Eu acho que complementando uma coisa que a amante falou é de
- 58:23apresentar para as marcas e insistir, porque pode ser que no
- 58:28primeiro momento dela não te conhece, ela não conhece seu
- 58:31projeto, não vai ser de cara que ela fala, não vou apostar nisso
- 58:34aqui, sabe? Vai criando uma relação.
- 58:37Acho que criar uma relação não é fácil, mas acho que é um lugar
- 58:41que a gente precisa insistir, sabe?
- 58:44Eventualmente mandar. Eu lembrei de você pensar em
- 58:46marcas que dialoguem com o seu projeto, não mandar para
- 58:49qualquer marca, né? Ah, eu gosto muito dessa marca,
- 58:52então eu vou mandar, mas pode ser que não tenha nada a ver,
- 58:54sabe? Então vê se tem alguma coisinha
- 58:56ali que que se assemelha, dá uma olhada que a marca tá, tá?
- 59:00Produzindo no Instagram, por exemplo, ou às vezes até uma
- 59:04marca pequena, mas que não, não vai dialogar, sabe?
- 59:08Não tem ali a visão da marca, não tem a ver com o que você tá
- 59:11produzindo. Então acho que fazer esse
- 59:12mapeamento é e criar uma relação.
- 59:16É quem sabe, algum momento, role, alguma coisa.
- 59:19Mas eu acho que essa é a parte mais difícil de manter um
- 59:23projeto em pé, você fazer essa parte dos e não tem gente, muita
- 59:27gente no mercado que faz isso, sim.
- 59:29É que faz esse trabalho legal, sabe?
- 59:31De poder olhar pro teu projeto e conseguir vender para as marcas
- 59:33também. É bem difícil mesmo.
- 59:34Exatamente com esse lado mais profissional é, eu acho muito
- 59:37legal a gente entrar nesse, nesses espaços.
- 59:39Hoje, às vezes a gente fica num num, num lugar muito aéreo,
- 59:42muito etéreo só da criação, então é legal a gente ter também
- 59:45esse pezinho um pouco mais no chão, muito legal estar com
- 59:48vocês aqui, acredito que não. Já passou 1 hora, olha ali, é o
- 59:51meu Cronômetro, olha, eu fico de olho nele, pronome perder, e aí
- 59:55queria agradecer muito a participação de vocês, é, acho
- 59:59que a gente trouxe. Não sei que alguns insights
- 1:00:00muito legal é muito legais para as mulheres que escrevem, mas
- 1:00:03mulheres que também querem trabalhar com a criação querem
- 1:00:05ocupar esse espaço de forma mais profissional, né?
- 1:00:08Acho que falta, muitas vezes é falta confiança, falta essa,
- 1:00:12esse exemplo de de ter outras mulheres fazendo isso de forma
- 1:00:14bacana e profissional, que acho que vocês estão trazendo muito.
- 1:00:17Então quando eu pensei em vocês, foi muito para a gente reunir
- 1:00:19esse espaço, então obrigada por estarem aqui e antes da gente
- 1:00:22encerrar, conta um pouquinho, então onde a gente acha vocês,
- 1:00:25na rede, nas redes, aí cada um pode colocar site arroba, onde a
- 1:00:28gente encontra vocês. Os projetos que a gente
- 1:00:30conversou aqui hoje. É bom.
- 1:00:32Queria agradecer o convite de novo mais uma vez.
- 1:00:35Um prazer estar com essas mulheres maravilhosas que eu
- 1:00:38admiro muito, com projetos belíssimos, inclusive elas na
- 1:00:42escrita aqui eu acompanho há muito tempo.
- 1:00:44É para falar, encontrar mulheres da cidade muito simples, arroba
- 1:00:48mulheres da cidade no Instagram. É e não a gente.
- 1:00:52Onde as entrevistas estão alocadas também a gente.
- 1:00:54Você pode receber pela newsletter?
- 1:00:56Para receber a newsletter entra no site mulheres da cidade.com.
- 1:01:00Não tem como não achar. Obrigada, Isa, obrigada mesmo.
- 1:01:03Tá obrigada você, Lari. Isa, queria te agradecer aí pelo
- 1:01:06convite. Muito bom estar aqui falando
- 1:01:08sobre projetos culturais, projetos sociais de mulheres.
- 1:01:12É lindíssimo e é muito gostoso ouvir vocês falando.
- 1:01:15Parabéns aí pelos projetos. Fico muito feliz de ver essa
- 1:01:17força feminina. É para vocês encontrarem o lobo
- 1:01:21festival? É arroba lobo festival também.
- 1:01:23A gente tem o site www.lobofestival.com.br e eu sou
- 1:01:29underline, mãe de Castro. Sei nos vemos no lobo festival
- 1:01:332000. E por favor, estamos com
- 1:01:34inscrições abertas no concurso até dia 13 de julho, tá?
- 1:01:37Então, quem puder se inscrever, não deixe quem não for se
- 1:01:40inscrever, mas se for no evento, vai ser uma parte em novembro e
- 1:01:44uma parte em dezembro. Eventos são gratuitos e espero
- 1:01:47vocês lá. E até aproveitando a chamada, a
- 1:01:50gente eu vi que esse ano tem várias categorias novas.
- 1:01:52Então quem quiser dar uma espiadinha que tem de conto, tem
- 1:01:54de conto é tem de romance não publicado.
- 1:01:57Então é bem legal para tirar projetos da gaveta.
- 1:01:58É, a gente tem agora a literatura de cordel, a gente
- 1:02:01tem histórias em quadrinhos. É, a gente continua com as os
- 1:02:06formatos não publicados. Então todos os formatos.
- 1:02:09Romance, né? É poesia, conto.
- 1:02:12A gente tem a parte dos não publicados também, que é para
- 1:02:15justamente esse fomento da escrita que ainda não está
- 1:02:17editada. Aí, bom demais.
- 1:02:19Nossa, eu queria agradecer demais.
- 1:02:21Que coisa, né? Que delícia bater papo assim.
- 1:02:24É e não está no lugar de mediação, né?
- 1:02:26Gosto de mediar. Vai ser legal ficar desse outro
- 1:02:29lado também, né? É?
- 1:02:30Então você também vai me encontrar no Instagram, arroba
- 1:02:33encruzili, que é lá que tudo acontece.
- 1:02:36E eu também respondo, tudo não é em Cruz, equipe que responde é
- 1:02:40Maria Carolina, que responde, tudo.
- 1:02:42E se você chamar por encruzilianas, ela também vai.
- 1:02:44Olhar e se chamar encruzilianas, eu também respondo.
- 1:02:47Obrigada, gente, obrigada. Quem escutou até aqui?
- 1:02:49Espero que vocês procurem esses projetos online aí, que são
- 1:02:52todos muito bacanas. Tchau, gente.
- 1:02:55Até o próximo episódio. Foi AI, que legal.
- 1:03:00Ó, gente, é verdade. Adorei, porque geralmente a
- 1:03:02gente tem falado muitas, muito da parte mais de.