Latest / NABOA / Como ser FELIZ em um MUNDO em CRISE com Pedrinho Salomão | NABOA Podcast TP 02 EP 91
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- 0:03O iPod apresenta. Fala se muito sobre Felicidade,
- 0:11sobre propósito, sobre o que realmente faz a vida valer a
- 0:15pena. Mas eu queria começar esse
- 0:17episódio com algumas perguntas, é possível ser verdadeiramente
- 0:22feliz sendo indiferente ao que tá acontecendo no mundo?
- 0:26Em um planeta que enfrenta crises ambientais, desigualdades
- 0:29profundas e desafios sociais tão urgentes, dá para viver bem
- 0:34ignorando tudo isso? E ao mesmo tempo, será que não
- 0:38existe um outro caminho? Será que a Felicidade também
- 0:41pode estar justamente no contrário de tudo isso?
- 0:45Em se sentir parte de algo maior?
- 0:47Em perceber que nossas escolhas, nossas ações e até mesmo nosso
- 0:52trabalho? Pode contribuir para transformar
- 0:55realidades? Quando a gente fala de liderança
- 0:59e propósito, hoje, talvez seja impossível separar essas ideias
- 1:02das grandes questões, né? Do nosso tempo.
- 1:05Será que liderar também não significa desenvolver um olhar
- 1:08mais atento pros impactos que geramos nas pessoas, na
- 1:12sociedade e no planeta? E será que, no fim das contas,
- 1:16não existe uma forma de Felicidade ainda mais profunda
- 1:19quando deixamos de ser apenas espectadores?
- 1:22E passamos a ser agentes de transformação para conversar
- 1:26sobre tudo isso. Eu recebo hoje alguém que tem
- 1:29provocado muitas boas reflexões sobre Felicidade, propósito,
- 1:34liderança. Pedrinho Salomão.
- 1:37Que prazer ter você aqui no na boa, viu?
- 1:40Silvinha? Que que boa ideia.
- 1:43A gente tá aqui junto, né? Muito legal a gente que se
- 1:46acompanha. Obrigado pelo convite, obrigado
- 1:48pelo espaço. Vamos falar sobre tudo isso,
- 1:51sobre esse caldeirão de coisas boas que você até você quer?
- 1:55Pois é, eu já acompanho o seu trabalho há bastante tempo, né?
- 1:59Inclusive, eu te convidei para participar do programa de final
- 2:02de ano lá do aceleradores do bem, um quadro que eu tinha na
- 2:04rádio 98 e você prontamente me atendeu.
- 2:07Assim como agora, né? Com esse convite aqui no na boa.
- 2:10Obrigada por isso, viu você como sempre. 11 querido.
- 2:14E eu queria te apresentar, porque se é que ainda não existe
- 2:17alguém que te conheça, né? Eu queria que você contasse um
- 2:20pouquinho como é que foi essa construção para ser hoje um dos
- 2:23maiores pensadores aí da nossa atualidade e esse direcionamento
- 2:27para lideranças mais conscientes, mas, mais que isso,
- 2:30para o público em geral também, né Pedrinho?
- 2:34Bom, silvinha, obrigado, meu amor, é sempre um prazer.
- 2:36Todo o convite que você fizer eu vou atender prontamente.
- 2:39A gente precisa. Você sabe que o Yuval harari?
- 2:43Um grande historiador que virou esse grande best seller com 4
- 2:47livros incríveis, né? Sapiens, o mais conhecido deles
- 2:51diz que nós chegamos aqui por 2 nós, a espécie humana, chegamos
- 2:54aqui por 2 habilidades que nos diferenciam das outras espécies
- 2:58humanas, né? Uma é é a nossa capacidade de
- 3:01viver em bando, o que e bando Pra Ele acima de 50.
- 3:07E a outra característica é a nossa capacidade de fofocar, né?
- 3:10Então? Eu adoro essa conversa, ele fala
- 3:12que a gente é bom de de falar sobre essas histórias, enfim,
- 3:16sobre esses mitos EEA gente, tá na no momento de escassez de
- 3:19conversa, então todo espaço genuíno bom, assim de conversa é
- 3:24pra mim é sempre um prazer habitar.
- 3:26EE, essa e essa história começou se viu muito de forma muito
- 3:31natural e orgânica e segue assim, é habitar o pensamento, é
- 3:35um eu nunca imaginei que eu pudesse.
- 3:39Estabelecer minhas raízes assim, né?
- 3:41Agora, raízes no campo aqui, do pensamento público assim.
- 3:44Mas é um desafio diário. Eu comecei, é é legal assim,
- 3:49porque eu acho que a forma que eu comecei a compartilhar
- 3:53pensamento foi através do meu primeiro, acho que da primeira
- 3:56reflexão mais contundente que eu tive ainda na no final da
- 4:00adolescência, quando eu percebi que.
- 4:03Vamos lá, né? Vamos voltar 30 anos no tempo
- 4:06praticamente. Então a gente estava no começo
- 4:08da pós modernidade, dessa pós modernidade, né, que começa
- 4:12quase 40 anos atrás, com a chegada da internet, com tudo
- 4:15que veio depois de 1984, né, quando se cria o protocolo IP da
- 4:18internet, então 1015 anos depois, ali eu comecei AA pensar
- 4:23que eu, eu, o que eu tinha para oferecer para o mundo não era
- 4:28nada de extraordinário. É academicamente falando, né?
- 4:35Porque acho que a grande, a grande diretriz, assim, o grande
- 4:38parâmetro que a gente foi criando ao longo do tempo, era o
- 4:41acadêmico, né? Se você era um excelente aluno,
- 4:43se você tinha um QI elevado, você podia entregar mais coisas,
- 4:47né? Ou pelo menos se esperava de
- 4:48você mais entregas. E eu vi muito isso com as minhas
- 4:51irmãs. Eu sou temporão de uma família,
- 4:53minhas irmãs, minhas primas, todas geniais, todas acima da
- 4:55médica, todas da médica advogada, outra engenheira,
- 4:59todas com doutorado, e eu olhava aquilo.
- 5:03Como o mais novo de todos, né? Eu olhava aquilo e achava aquilo
- 5:06intangível, e a verdade assim é o seguinte, olha, eu achava
- 5:09aquilo, eu falava, meu Deus, como que uma pessoa pode fazer
- 5:11doutorado? Como que uma pessoa pode fazer
- 5:13medicina, né? Minha irmã mais velho na
- 5:15federal, como é que você IA? Como minha irmã pode estar em
- 5:17Columbia, em Nova Iorque? Eu achava tudo aquilo muito
- 5:20distante da minha realidade, mas eu percebi, em vez de tentar me
- 5:23enquadrar dentro de alguma coisa, que para mim era
- 5:26impossível, eu comecei a ver um valor ordinário e a partir daí.
- 5:32O que estava na ordem do dia, né?
- 5:33O que era o óbvio, que a gente teima, né, em não, em não
- 5:37acessar e não olhar e não ter contemplação para as coisas que
- 5:41acontecem muito novo ainda. Eu comecei a ver que isso tinha
- 5:43valor e aí eu comecei AAA pensar dessa forma, bom, faz um grande
- 5:48recorte. De lá para cá eu fui
- 5:51experimentando o valor do ordinário e é legal, porque
- 5:53quando você eu acho que no pensamento a minha Bandeira, né?
- 5:57Eu não gosto disso, mas se eu tivesse uma Bandeira.
- 6:01De filosofia seria uma filosofia do ordinário.
- 6:03Eu acho que a gente precisa resgatar o valor do ordinário,
- 6:05sobretudo nesse mundo que você começou na sua introdução,
- 6:08falando, né? Apresenta pra gente hoje, por
- 6:10conta da da facilidade da gente acessar as histórias, apresenta
- 6:16pra gente, às vezes, muitas coisas complexas.
- 6:18A gente fala, meu Deus, tá acontecendo tanta coisa no
- 6:20mundo, como é que eu posso viver o ordinário?
- 6:22Dá pra viver o simples? Dá pra gente simplificar essa
- 6:25nossa trajetória no mundo? Na minha opinião, dá.
- 6:27Então eu fui construindo toda essa narrativa, essa história,
- 6:30essa retórica em cima desse ordinário.
- 6:34Maravilhoso. Agora existem várias, vários
- 6:37caminhos pra isso, né? E pra também despertar esse
- 6:40olhar, né? Você fala muito em relações mais
- 6:43humanizadas, de afeto e empatia nos ambientes organizacionais,
- 6:47né? Você fala muito para as
- 6:49empresas, né? Quais ferramentas que você
- 6:52diria? Quais ferramentas e caminhos
- 6:53você sugere para que isso seja construído?
- 6:57EE, necessariamente, quando a gente está falando aqui de
- 6:59lideranças, tá, isso deve vim de cima, começar por elas, para
- 7:03que, aí sim, isso vá se espalhando ali por toda a
- 7:06organização. Bom.
- 7:07Você trouxe 2 coisas super interessantes para a gente
- 7:10começar a pimentar o papo assim, né?
- 7:12É primeiro eu. A gente criou esse default no
- 7:16mundo corporativo. De que o exemplo arrasta e que
- 7:19ele vem de cima. Eu, eu, eu não acho que
- 7:22necessariamente funciona assim, tá?
- 7:24Silvinho eu acho que hoje, primeiro, no meu segundo livro,
- 7:27líderes com YE, com z, é esse livro me deu a honra de ser
- 7:31finalista do Jabuti, esse aqui. Foi um dos 4, não é, Pedrinho?
- 7:37Esse livro aqui, um dos. 4. É um dos 4, eu estou lançando
- 7:41agora. É esse livro ele.
- 7:45Ele nasce com com a ideia de trazer uma visão explanativa de
- 7:49um novo, novo olhar para liderança.
- 7:51Não, não para virar um manual, não tinha nada disso.
- 7:53Mas nesse livro, a construção que eu faço é é de que a
- 7:57liderança não tem a ver com a hierarquia.
- 7:59Então é, a liderança não quer. Se você na verdade é o
- 8:02contrário, se você precisa do seu cargo, da sua patente, do
- 8:05seu título, do seu diploma, do seu crachá para liderar, você é
- 8:08tudo, menos um líder. Você pode ser um chefe, você
- 8:10pode ser um. Ditador você pode ser um
- 8:12autoritário, você pode ser 11, dono de alguma coisa, mas o
- 8:16líder é justamente quem não precisa de nada disso.
- 8:18E hoje é escrevendo agora, 10 anos depois desse livro, um
- 8:23outro livro sobre liderança, que se chama liderança silenciosa.
- 8:27É o livro que eu estou terminando de de escrever agora,
- 8:30que também é uma autocrítica, porque eu vejo o que eu trago,
- 8:34um outro livro. O subtítulo é sobre é sobre
- 8:38fazer mais e falar menos. Então lideranças silenciosas
- 8:40sobre fazer mais, falar menos. A minha percepção é de que a
- 8:43maior parte do mundo anda, caminha, porque a maior parte
- 8:47das pessoas fazem o que tem que fazer.
- 8:50Se a gente pensar no. Padeiro da padaria, no gari que
- 8:53tá limpando a rua da esquina, em quem tá abastecendo os nossos
- 8:56mercados com alimento, em quem tá fazendo a segurança da nossa
- 8:59rua, em quem tá no Plantão Médico.
- 9:01Essas pessoas se automotivam para fazer o que tem que fazer.
- 9:04A partir desse olhar, eu desconstruo essa ideia de que
- 9:07você precisa de alguém de cima para é claro que a partir da
- 9:10cultura, de de uma cultura. De de criação de uma cultura
- 9:15corporativa? Majoritariamente, ela vem de
- 9:17cima. Mas a liderança positiva,
- 9:20propositiva, pode vir de qualquer área.
- 9:23Você pode ter 11, alguém que passa o cafezinho da empresa,
- 9:27mas que ele passa o cafezinho com tanto amor e ele entrega
- 9:29aquele café com que aquilo vira um valor e ele passa a ser um
- 9:32exemplo. E ninguém mais abriu mão de
- 9:34encontrar. Ele virou mau motivador de um
- 9:36time, às vezes até de uma alta liderança, que precisa que ele
- 9:38esteja ali para que aquela coisa aconteça.
- 9:40Então é a primeira. A primeira ideia aqui que eu
- 9:43queria lançar é desconstruir essa ideia de que a gente
- 9:45precisa que venha de cima um bem-estar 111, proposição de
- 9:50bem-estar no modelo de liderança.
- 9:52Esse é o primeiro ponto, o segundo ponto.
- 9:54É que se eu pudesse dar uma dica é que você pergunta, né?
- 9:57Qual é a dica que a gente poderia dar pra liderança?
- 10:00Eu acho que a gente precisa investir é numa conversa, claro,
- 10:05mas informações humanizadas. É muito comum é você ver hoje na
- 10:11auto liderança alguém fazer, por exemplo, um atualmente, né?
- 10:15No tempo que a gente tá gravando aqui, você fazer uma habilitação
- 10:18pra utilizar o metododial ou você ir pra pros Estados Unidos
- 10:23pra participar, que tá acontecendo agora, inclusive
- 10:26nesse tempo que a gente tá gravando uma feira de
- 10:28tendências. Claro que tudo isso é
- 10:29importante, mas e a filosofia? E a Vitória e a sociologia?
- 10:35E a psicologia? Eu acho que quando você vai
- 10:38tendo essa responsabilidade de conduzir mais pessoas, barra
- 10:42vidas, né? Em humanizar ambientes, você
- 10:45precisa resgatar o que de humano existe em você.
- 10:48Se você lê é a técnica. Se você lê a última técnica ou a
- 10:52última metodologia, é associada ao modelo que você tá usando.
- 10:56Tá? Beleza, tudo bem, isso é
- 10:57necessário, mas e os grandes clássicos?
- 11:00EE, onde que você vai? EE, como é que você não vai ler
- 11:03um Shakespeare da vida e como é que você não vai ler um Palma na
- 11:06sociologia? E como é que você não vai ler
- 11:07111? Kirk pra falar de angústia, se a
- 11:10gente vive hoje tempos de angústia, então assim como é que
- 11:13você não vai ler um bens, por que que a gente não faz ciclo de
- 11:16leitura? E eu não estou falando de forma
- 11:18utópica não, nem é e nem aqui é, não estou flertando com uma
- 11:23ideia romântica, mas eu acho que a liderança precisa ler os
- 11:25planos, lê livros e fala, olha, cara, tá bom, se esse cara aqui
- 11:28pensou na sociedade do cansaço. Nós vamos entender que a
- 11:30sociedade do cansaço é essa. Tô citando aqui o bingo should
- 11:33ou se o Bauman pensou no mundo líquido e esse mundo tá perdendo
- 11:37sua forma, cara, vamos ler, vamos ler esse livro junto aqui.
- 11:40Eu acho que se a gente tivesse isso nas organizações.
- 11:42EE, que bom que hoje, pós muitas palestras que eu faço, eu sou
- 11:45chamado para conduzir esses espaços e dá certo.
- 11:49Então acho que a gente precisa investir nessas Humanidades.
- 11:52Maravilhoso, você falando. Aí eu me lembrei de uma
- 11:55experiência que eu tive recentemente de uma empresa aqui
- 11:57em BH. Mas que ela é é nacionalmente
- 12:00conhecida. E eu falo com muito orgulho
- 12:02mesmo, porque acho que bons exemplos tem que ser divulgados,
- 12:04né? Que é a Patrus transportes.
- 12:07É toda terça-feira. Eles têm o Patrus Talks e o dono
- 12:12da empresa entra. Eles entram no, no, no, no, no
- 12:15Google é é meet, uma coisa assim, e ele conversa com as 95
- 12:21filiais e ele fala sobre o que que a gente vai falar hoje.
- 12:24Às vezes eles já trazem alguns temas que legal, às vezes não.
- 12:27Como é que é o nome dele? Simples, né?
- 12:30Simples, Patrus transportes. Não, não do dos do senhor que
- 12:34você fala, que fala? Ah, é o Marcelo, o Marcelo
- 12:37Patrus é Marcelo Patrus. É muito bacana.
- 12:41Então assim, quando eu fui, a gente tava falando sobre
- 12:43voluntariado, por isso que eles me chamaram.
- 12:45Eles fizeram uma premiação pra enaltecer as iniciativas
- 12:49voluntárias dos próprios colaboradores.
- 12:52Quando os colaboradores percebem alguma dificuldade com o colega
- 12:56com quem tá ali do lado e eles mesmo encontram soluções pra pra
- 13:01pra resolver ali, aquela aquela questão ali do colaborador.
- 13:04E aí o senhor teve a ideia de fazer o prêmio?
- 13:06Provar. Que ele não tece essas
- 13:08iniciativas ali dentro da da, da da organização?
- 13:12Incrível, né, EE? Se você parar para pensar, só
- 13:16evoluindo aqui, né? É, fala se tanto de
- 13:18vulnerabilidade hoje, mas sobre um lado de você contar uma dor,
- 13:22essa é a melhor vulnerabilidade que tem.
- 13:24Quando você tem um CEO se humanizando num bate-papo que
- 13:26não necessariamente precisa ser de uma dificuldade, pode ser de
- 13:29uma trivialidade, pode ser do futebol, pode ser do que quer
- 13:31que seja. Você humanizou você
- 13:34vulnerabilizou no sentido de despir, de tirar essa carapuça
- 13:38de que ele é alguém temido ou alguém que pode estar.
- 13:40E aí você humanizou a empresa? Você sabe que tem você tava
- 13:44falando na introdução sobre como que a gente traz a Felicidade
- 13:47pra esses, né? Pra esse mundo complexo cheio de
- 13:50problema. Enquanto você tava falando eu
- 13:52resgatei bem aqui na prática, 2 livros de 2 autores que eu
- 13:54adoro. Um é do Hans rodman e o outro é
- 13:57do Rudi bragman, que são 2 autores, né?
- 14:00Oo Hans rodman já faleceu. É no médico.
- 14:03É que ele escreveu um fact fulness, né?
- 14:05É, esse livro é, é muito legal porque o árbitro libertador de
- 14:10só ter opinião baseado em fatos, e aí ele mostra que quando a
- 14:13gente está baseado em fato, a gente está vivendo o melhor
- 14:16mundo de todos os tempos. É um mundo que tem mais paz.
- 14:19E o Ruth bragma é uma história otimista do homem, é a mesma
- 14:22coisa, né? É um, quer dizer, é um viés
- 14:24parecido como historiador. E ele fala sobre como que se a
- 14:28gente olhar as coisas de fato, como elas são, a gente vai
- 14:31perceber que a gente vive no melhor mundo de todos os tempos.
- 14:34Então isso também vale para esse.
- 14:36É porque. Porque que eu trouxe esses 2
- 14:38exemplos aqui para você? Porque a gente, quando a gente
- 14:41começa a falar, nós todos nas mamas, eu, você, todo mundo.
- 14:44Quando a gente começa AA pensar nos problemas do mundo, a gente
- 14:49deixa de pensar que a gente vive a maior era de conveniência da
- 14:53história. Nunca foi tanto, a gente sabe, a
- 14:56gente acabou de viver isso aqui. A gente resolveu um problema
- 14:59técnico da plataforma em 10 minutos assim, foram 10 minutos
- 15:04para resolver um problema técnico.
- 15:06Nunca se teve tanta conveniência na vida.
- 15:07Quer dizer, em 10 minutos a gente ainda fica assim,
- 15:09desculpa, né? O pessoal da técnica eu falei,
- 15:11meu Deus, mas 10 minutos era nada, né?
- 15:14Quanto a gente já gastou com isso hoje a gente se tem que
- 15:17esperar 10 minutos pelo transporte.
- 15:19Chegar no aplicativo a gente já muda.
- 15:21A gente fala, cancela, porque a gente já não consegue mais
- 15:23esperar 10. Minutos demorou, demorou.
- 15:25O nosso parâmetro, né? Mudou muito.
- 15:28Então a gente precisa de novo olhar para o ordinário para
- 15:31perceber que o mundo não está tão ruim assim.
- 15:34E quando a gente começa a olhar para esse ordinário dentro do
- 15:37que está ao nosso alcance? Com algumas questões aí
- 15:41envolvendo, por exemplo, o social ou ambiental também, isso
- 15:46poderia também ser levado em conta.
- 15:47Porque eu que trato muito essas questões, você também é, é
- 15:50frequentemente aborda, né? Muita gente fala eu não vou
- 15:53resolver o problema do mundo todo ou a, mas isso não é um
- 15:56problema meu. Até que ponto que essas questões
- 15:59também elas entram no jogo também quando a gente passa a
- 16:02ter esse olhar. Para, para, para o ordinário,
- 16:06mas também para o que tá a nossa volta, sem ali cair naquela
- 16:08coisa do dia a dia com os nossos problemas, com a nossa rotina,
- 16:12né? Eu tive uma aula na minha última
- 16:15aula da da pós filosofia foi com com o ex ministro, é o ex
- 16:22ministro do Butão que enfim que implementou né?
- 16:25O famoso Felicidade? E.
- 16:29É um cara, enfim, diferenciado, né?
- 16:33Foram 4 aulas de 1 hora, então 4 horas com esse cara, né?
- 16:38É inspiradora assim. E ele fala sobre a abordagem
- 16:43dele. É exatamente a sua introdução.
- 16:45Ele fala que a gente é doutrinado pra pra pensar em
- 16:49universidades, em faculdades, em educação a partir do.
- 16:54Do conhecimento, né, e de adquirir mais conhecimento, mas
- 16:57ele fala sobre os afetos, né? Sobre as pessoas, ele fala, a
- 17:01gente esqueceu de de cuidar do outro, de cuidar do planeta, de
- 17:04cuidar das das pessoas, né? Ele usa a metáfora do green, né,
- 17:07do do pensamento verde, né, mas ele fala, é apenas uma metáfora,
- 17:11mas e a e a gente, né? O que que a gente faz pelo
- 17:14outro? Porque se você não tiver como
- 17:16propósito cuidar desse, desse grande planeta, dessa grande
- 17:19casa, né? Na verdade, você não tá cuidando
- 17:21de nada, porque os resvalem você.
- 17:24É, e aí tem 2 coisas que me vieram a cabeça com essa tua
- 17:27pergunta. A primeira é de um conceito, é
- 17:30da ecologia, que quando eu eu tenho 46 anos, né silvinha?
- 17:34Eu, eu, eu lembro que ecologia foi apresentado para mim na
- 17:37escola, só que era era uma preocupação Futura.
- 17:42Assim, a gente falava da ecologia pensando no futuro, e
- 17:45hoje a ecologia é uma preocupação presente.
- 17:48Então acho que isso responde uma parte dessa pergunta a gente.
- 17:54Caminhou de forma tão desordenada.
- 17:55Aí eu vou deixar o meu lado otimista, das dos 2 livros que
- 17:58eu te apresentei, a gente evoluiu de forma tão desordenada
- 18:02que virou alguma coisa emergencial.
- 18:04Esse é o primeiro ponto, um segundo, um segundo ponto para
- 18:07responder a sua. A sua questão é que no meu
- 18:10quarto livro, o naufrágio, os afetos, eu digo que a gente vive
- 18:15é uma espécie de analisesia coletiva.
- 18:19Eu acho que nós estamos anestesiados tanto para as dores
- 18:22quanto para os amores. Literalmente, no caso das dores,
- 18:25porque a gente procura fármacos pra resolver todas as dores.
- 18:28E metaforicamente, pros amores, porque quando a gente tá num
- 18:31momento feliz, a gente tá mais preocupado em contar, né?
- 18:34Em de agramar, em em registrar e não em viver, a gente deixa de
- 18:38viver aquilo que que tá acontecendo e que de fato é um
- 18:41afeto que nos transforma. Pegando essa analogia e jogando
- 18:45para o campo da da nossa participação com o outro.
- 18:49Eu acho muito difícil de um afeto ser pleno, de você
- 18:52construir. É um ser humano melhor ou de
- 18:55você é se perceber evoluindo. Se você não cuida de ninguém e
- 19:03se você não cuida do seu ambiente, a sua volta, a maior
- 19:06recompensa que nós temos, na minha opinião, na minha humilde
- 19:09opinião, tem gente que vai dizer que a maior recompensa é o
- 19:12dinheiro, mas para mim, a maior recompensa que que você tem é o
- 19:16gesto real, verdadeiro. De agradecimento de alguém,
- 19:20quando alguém chega e fala, cara, você me ajudou e pode ser
- 19:24com Caridade associada a compaixão, pode ser com a
- 19:28empatia, né, que você falou, pode ser com a empatia cordial,
- 19:32que é assim é se sensibilizar com o sentimento do outro, né?
- 19:36Então assim é tipo meu sente, pode ser, vou lá e né, e ajuda
- 19:39alguém que tá com fome e do agasalho, essa é a empatia, mas
- 19:42pode ser com a empatia cognitiva, pensar como outro
- 19:44pensa, né, me emprestar um pouco pro pensamento do outro.
- 19:48Ah, tá bom. A pessoa pensa assim, eu vou lhe
- 19:50ajudar. Eu, eu fico muito com o Luiz
- 19:52Felipe Pondé, que é um pensador muito ácido, né?
- 19:57Eu adoro o pondé porque eu penso muito diferente dele, então ele
- 20:01é muito genial. Acho que 80% das coisas que o
- 20:03pondé fala eu não concordo, e eu continuo lendo tudo que ele
- 20:06escreve. Vejo, vejo lendo as cruzadas,
- 20:09vejo o danci job agora que ele o Dani job que ele faz agora com a
- 20:12com a Gabi, porque eu acho ele incrível e ele pensa
- 20:14completamente diferente de mim. Ele fala, né, ele usa 11
- 20:17analogia, volta e meia ele usa essa analogia, ele diz que os
- 20:19nossos jovens querem mudar o mundo, mas não arrumam os seus
- 20:22quartos, né? É, e eu acho, eu também acho que
- 20:26é um pouco isso, às vezes a gente tá muito preocupado em
- 20:28resolver o planta da humanidade, então acontece uma tragédia, eu
- 20:31vou lá e a como donativos, né, pra fome da África, mas eu não
- 20:36sento para conversar com os meus filhos, eu, eu não erradico a
- 20:39fome de afeto que o meu filho tem dentro de casa, então eu
- 20:42acho que você começa aí, volta para o ordinário, você começa.
- 20:46Fazendo olha, você abre as suas mãos aí e levanta elas.
- 20:49Essa é a primeira zona de atuação que você tem que ter.
- 20:52Você abriu as suas mãos, você não consegue chegar nessas
- 20:54pessoas que estão aqui do seu lado.
- 20:56Não adianta você cuidar da humanidade agora se você
- 20:58consegue resolver o que está aqui.
- 21:01EEE resolvendo isso, você não transborda para fora também não
- 21:05adiantou de nada. Maravilhoso, adorei, adorei
- 21:09essas analogias todas aí. E fiquei pensando muito.
- 21:12Quando você fala é, eu achei incrível você falar que você não
- 21:15pensa como como ele, mas que você consome, que você continua,
- 21:20porque é muito fácil catequizar quem já está catequizado, né?
- 21:24Muitas vezes, quando a gente vai levantando algumas questões
- 21:27sociais, ambientais, a impressão que eu tenho às vezes é que eu
- 21:29estou sempre falando para as mesmas pessoas.
- 21:31E eu não quero falar para as mesmas pessoas, né?
- 21:33A gente tem que. É provocar, despertar,
- 21:36conscientizar, mobilizar, enfim, vários verbos aí cada vez mais
- 21:40pessoas, porque é uma questão urgente, como você também
- 21:43colocou aí. E aí quando você vai conversar
- 21:45com líderes ou até com as pessoas mesmo que ali não pensam
- 21:48como você ou eu aqui, que tento ali levantar essas questões do
- 21:52olhar a sua volta, o que que está ao seu alcance.
- 21:55Eu falo muito disso, né? De comece pelo que você já sabe
- 21:59fazer. Por exemplo, né?
- 22:00Vou dar um exemplo aqui da Patrus, é porque foi recente a
- 22:03minha visita lá. Mas eles queriam ajudar o
- 22:06pessoal das chuvas de Juiz de Fora, poxa, eles fazem
- 22:08transporte, não é? Foi assim que eles ajudaram.
- 22:11Então eu falo muito isso. Quer ajudar o que que você já
- 22:13sabe fazer o que que está dentro do seu alcance, né?
- 22:16É, é é assim que começa olhando a sua volta com as suas
- 22:20habilidades, mas e aí quando você lida ali com aqueles, com
- 22:24aquelas pessoas que são mais resistentes ao que você fala, ao
- 22:28que pensa diferente, como você? Será que é todo mundo que tem
- 22:32essa facilidade de pera aí, deixa eu escutar o que essa
- 22:35pessoa tá falando igual você faz?
- 22:37Então, silvinha? Esse é um desafio, mas você sabe
- 22:40que tem uma coisa que acontece de forma recorrente, sobretudo
- 22:45depois das palestras. A gente tem que tomar muito
- 22:48cuidado hoje, porque todo mundo se julga com acesso a
- 22:54conhecimentos diversos e múltiplos no mundo corporativo.
- 22:58É. Quando você não só no mundo
- 23:00corporativo, eu falo, por exemplo, às vezes para médicos,
- 23:04ou eu falo para alta liderança ou às vezes eu eu participo
- 23:07muito de centros acadêmicos, né? Então às vezes eu falo para pós
- 23:11DOC, às vezes sou convidado para terminar 11 tipo de mestrado,
- 23:15por exemplo, em em direito, né? Ou em pós doutorado em direito.
- 23:19E aí você sabe que aquelas pessoas tem um vasto repertório.
- 23:24Quando você chega querendo apresentar alguma forma, alguma
- 23:27coisa, num formato, é muito didático.
- 23:33As pessoas se desconectam. Quando você quer ensinar para as
- 23:36as pessoas hoje tem muita dificuldade de acharem que elas
- 23:38precisam aprender, porque a gente tem muito acesso à
- 23:40informação. Todo mundo acha que entende de
- 23:42tudo, mas a boa conversa é irresistível.
- 23:46É os os modelos que eu adoto, que eu adoto, né?
- 23:50Quando eu vou fazer esses encontros é transformar aquilo
- 23:52numa grande conversa. A maior parte dos exemplos que
- 23:55eu trago, eu belifico pouca coisa na literatura.
- 23:58Eu trago muitos exemplos que eu presenciei, que eu vivi para que
- 24:01eles tenham primeiro verdade, verdade, presencial, né?
- 24:06Factual, mas que eles tenham também AA interpretação, que eu
- 24:12possa gerar interpretações diferentes a partir daquilo.
- 24:15Se eu tenho 2 filhos hoje, né? Tem o Bento e a Maria.
- 24:18O Bento de 12, a Maria de nome. E todos os dias eu posso, eu
- 24:22tenho esse esse benefício, né, de conviver com eles.
- 24:26Eu tenho a gestão do meu tempo, me permite levar para escola,
- 24:29buscar na escola toda vez que eu tô ali, por exemplo, com um
- 24:32ciclo de amigos dos meus filhos. É mais fácil, por exemplo, eu
- 24:35fazer uma análise sobre Oo filme, que tá falando sobre a
- 24:37adolescência, por exemplo, que é um filme que foi super falado
- 24:40para mim, eu que tô vivendo naquele mundo ali e que
- 24:44participo, eu tenho mais, mais insumo, mais insumo é, é
- 24:49prático. Para falar sobre aquilo.
- 24:51Então, o que eu tento fazer é transformar essas reflexões em
- 24:55grandes conversas, na maior parte das vezes nascendo, porque
- 24:59de novo estamos carentes de boas conversas, né?
- 25:02O que nos fez chegar até aqui? A abertura do nosso papo foi
- 25:06essa nossa habilidade de conversar.
- 25:07E, você sabe, você vê que quando a gente desce um degrau.
- 25:11E quando a gente às vezes vai falar, por exemplo, com os
- 25:13jovens, né? A dificuldade dos jovens se
- 25:15conectarem de fato, né? Quem é eu e você?
- 25:17Qualquer um com o telefone na mão, a gente tá ali, né, fazendo
- 25:21um Monte de coisa, mas quando a conversa é legal, ela atrai ela,
- 25:26ela ela atrai e retém. Então eu às vezes eu tô com os
- 25:30amigos dos meus filhos e é muito legal isso porque é e não porque
- 25:35eu sou diferente, mas porque eu me permite aquele espaço de
- 25:38tempo ali. E às vezes eles vem e a gente
- 25:40quando vai ver até 1 hora conversando e batendo papo sobre
- 25:42coisas diversas. Então eu acho que esses formatos
- 25:46precisam ser restabelecidos, sobretudo tendo as organizações
- 25:50esses esses papos mais leves, que os conteúdos aparecem em
- 25:53forma de exemplo. É o que eu tento fazer e que, na
- 25:56maioria das vezes, dá certo sobre o diferente.
- 25:59Não é fácil. A gente vive um inferno
- 26:01desiguais. O próprio biukus tem aqui
- 26:04sociedade, o cansaço, ele fala isso que a gente é.
- 26:07Pleiteou sermos diferentes, né, que a gente quer o tempo, mas
- 26:11quando a gente vai ver, a gente tá seguindo o algoritmo dos
- 26:14iguais, a gente tá se reforçando nos iguais, a gente tá é é se
- 26:19respaldando em alguém que pensa igual a gente.
- 26:22E eu acho que isso é super complicado.
- 26:24Eu vou te dar um exemplo que é. Não é para ser polêmico, mas
- 26:29enfim, é um exemplo muito na época da das agora vai.
- 26:33Eu sei que vai acontecer isso de novo, mas na época das últimas
- 26:36eleições presidenciais, o que eu mais recebi nos meus inboxes de
- 26:40Instagram era pessoa dizendo, você não vai se posicionar, você
- 26:44não vai dizer, e você vota, né? E eu e eu respondo, todo mundo
- 26:48que me manda mensagem. E eu falava assim, eu falava,
- 26:51olha, eu, infelizmente eu não tenho candidato.
- 26:55Assim se tivesse, ou até talvez não posicionasse publicamente,
- 26:59mas diante de uma pergunta como a sua, e aí, aí vinha as
- 27:01condenações, né? Sem como que não tal, não sei o
- 27:05que. E o mais engraçado era que
- 27:08aconteceu isso umas 6 assim vezes assim, né?
- 27:12Com públicos diferentes, você vai entender o que eu IA
- 27:14explicar. As pessoas mandavam assim, tá,
- 27:17aí descobri, era um print. É, era um print dos de quem eu
- 27:22tava seguindo. Aí então eu tava lá seguindo,
- 27:24sei lá, o Bolsonaro. Aí a pessoa falava assim, olha
- 27:26aqui, você vai votar no Bolsonaro?
- 27:29E aí eu mandava pro print. Eu falava, olha, mas você não
- 27:31viu que eu também estou seguindo o Lula?
- 27:33E aí a pessoa ficava sem argumento e eu dizia, e olha, e
- 27:36eu não vou votar em nenhum dos 2 do tipo, eu tô seguindo porque
- 27:39se no meu país 45000000 de pessoas vão votar, em um desses
- 27:442, eu preciso pelo menos escutá Los mesmo que eu não vote.
- 27:49E aí fazia uma, o universo também.
- 27:51Eu sabia que você é filósofo, era de esquerda, e eu falava,
- 27:54gente, mas eu também estou seguindo o Bolsonaro.
- 27:57Aí o cara falava, mas como que você está seguindo os 2?
- 27:59Então eu falei, porque eles estão capitaneando quase 170% da
- 28:05população do votante do país. Então eu tenho que entender
- 28:08porque que então estabelecer conexão.
- 28:12Escuta entendimento, né? É necessário se você habita o
- 28:16pensamento público e você não tá nessa.
- 28:18Se eu tô passando batido, não tá.
- 28:20Eu tenho que escutar o que que as pessoas e aí vai.
- 28:22Às vezes lê o diferente, né? Sobretudo isso.
- 28:25Diferente é muito mais inteligente do que você.
- 28:28Perfeito não faz todo o sentido, mas realmente as pessoas não
- 28:32querem sair da zona de conforto e A Rede Social traz muito isso,
- 28:34né? Criou as tribos, criou as
- 28:37comunidades, e aí você só relaciona com quem fala o que
- 28:40você quer escutar, com quem acredita das mesmas coisas que
- 28:44você, né? E faz muito sentido o gancho com
- 28:47a pergunta que eu IA te fazer agora também.
- 28:50Aí no Rio tem uma coisa que eu amo muito.
- 28:52Eu morei 8 anos no Rio, né? E já voltei tem um tempo, mas eu
- 28:55falo que tem uma coisa no Rio de Janeiro que nenhum outro lugar
- 28:58tem essa mistura, todo mundo junto e misturado, e você vê
- 29:02várias realidades. Todo mundo ali junto, todo mundo
- 29:06é, é compartilhando o mesmo espaço, né?
- 29:10E você é, é vê isso muito frequentemente, é pessoas que
- 29:15vivem aparentemente simples, muito felizes.
- 29:19Elas têm esse olhar que você tá falando aí, né, essa coisa da
- 29:22família. Então a gente vê muito ali, as
- 29:25principalmente as mulheres, né? Dando conta ali de 500000
- 29:28papéis, sempre com os filhos ali, sempre presente.
- 29:32E eu, eu, eu, eu, eu sempre passo muito ali na frente.
- 29:35Por exemplo, ali do, do, do Vidigal, da Rocinha, eu gosto de
- 29:38olhar lá dentro, sabe? Eu sou daquelas que eu quero
- 29:40olhar lá dentro da casa. E geralmente a gente vê umas
- 29:44pessoas se for final de semana, então elas não dependem do que a
- 29:49gente muitas vezes depende pra ser feliz, né?
- 29:52Eu vejo, por exemplo, o os projetos sociais também, o que
- 29:55eu vejo de de empreendedores sociais que tiram água de Pedra.
- 30:00E que suam a camisa e que fazem mágica acontecer e eles vibram.
- 30:06É um amor no coração, uma missão que eles têm ali, né?
- 30:10Como é que a gente explica essas nuances?
- 30:12Pedrinho, né? Dessa Felicidade pegando o
- 30:15gancho aí, já no seu livro, né? Da da, da da Felicidade, do
- 30:18naufrágio, dos afetos também, né?
- 30:21Como é que a gente vê essa, essas, essas, esses contrastes
- 30:25que no Rio a gente tem muito ele explícito, né?
- 30:30Essa resposta porque toda vez que você mira ou que você
- 30:35projeta a sua Felicidade, somente no extraordinário, você
- 30:38reduz a possibilidade de ser feliz.
- 30:39Porque como não diz, é extraordinário.
- 30:41Alguma coisa aqui, com sorte vai aparecer na sua vida.
- 30:45E se você tem um grande final de semana e tá tudo certo, você
- 30:49buscar esse grande final de semana pra uma grande viagem
- 30:52quando ela acaba e a tua segunda-feira é sempre um lugar
- 30:56de tristeza ou de angústia. O seu extraordinário, na
- 30:59verdade, vai fazer o papel de infelicidade pra você.
- 31:02Agora, se você recebe esse extraordinário, então tudo que
- 31:06ele tem pra te dar. Mas quando você volta pro
- 31:08ordinário, ele é satisfatório, é.
- 31:10Você tá contente? Contente no sentido de de de ter
- 31:15contentação daquilo. Se você aceita que o
- 31:17extraordinário você vive ordinário, a maior parte das
- 31:20pessoas que experimentam essa Felicidade plena são as pessoas
- 31:23que precisam de pouco. Quer dizer, o extraordinário
- 31:25representa o que é extraordinário.
- 31:29É um pouquinho acima da média, né?
- 31:31É? E aí a gente percebe isso nas
- 31:33pessoas mais simples. Você sabe que eu acabei de de me
- 31:37separar da média dos meus filhos?
- 31:38É em setembro, a gente está gravando esse programa aqui, em
- 31:41março já tem 6 meses. A gente conseguiu ficar super
- 31:44amigo depois de 17 anos de de relação EE.
- 31:48Aí a gente tava, né, muito cuidadoso com as crianças, né?
- 31:52Porque é, é o meu, é a minha maior responsabilidade no mundo,
- 31:55são os meus filhos, né? De novo, não adianta cuidar da
- 31:58humanidade se eu tô cuidando dentro de casa deles, né?
- 32:01É, a gente ficou muito preocupado com isso.
- 32:03Separação é sempre muito complicado pra crianças, eu, eu.
- 32:06Eu sempre fui contra e sou contra, né?
- 32:08Acho que você tem que fazer de tudo pra não separar, porque
- 32:10nenhum filho quer os pais separados, enfim, mas é diante
- 32:15do posto, né? A gente tava cuidando, enfim, eu
- 32:18dialogando muito com os meus filhos e eu, Bento, meu filho é
- 32:21jogador de futebol, é, ele joga no, no Botafogo, é, então ele
- 32:26tem uma vida de de adulto, porque ele tem uma
- 32:29responsabilidade enorme, treina todos os dias, né?
- 32:33É. É a vida Como Ela É, o esporte
- 32:36traz isso né? Perde, ganha, você tem que
- 32:38conquistar o seu espaço, você lida com a dor, com o processo.
- 32:41O extraordinário é um, é o jogo do final de semana, mas o
- 32:44ordinário é extremamente. Eu adoro o esporte, por isso que
- 32:47eu incentivo as dores no esporte.
- 32:49E aí a gente tava conversando sobre casa, enfim, né, ainda não
- 32:53tinha decidido que eu ficaria no eu fiquei no apartamento, né?
- 32:56Marília foi pra um outro apartamento, enfim, e aí na
- 32:59conversa o Bento virou e falou assim, papai.
- 33:02É, a gente mora na zona sul do Rio com muito conforto, é tudo
- 33:08fruto de muito trabalho, né? Nem eu nem a mãe tivemos vida
- 33:11fácil, a gente construiu as nossas, a gente conseguiu aqui
- 33:14as nossas conquistas juntos, e aí quando dividimos, dividimos
- 33:17juntos também. Deu tudo certo, o Beto virou
- 33:19para mim e falou assim, papai, a gente pode morar numa comunidade
- 33:24ou a gente pode morar morar no suborno do pai.
- 33:29Aí eu falei, bena. O papai adora a vida suburbana,
- 33:34né? O papai, a honra do papai é
- 33:36essa, o papai adora o samba, né? O papai adora a rua, o papai eu
- 33:40adoraria, mas tem muita, tem muito conforto aqui na tua vida,
- 33:44né, e a forma que você, que você trabalha, teus amigos, enfim e
- 33:48tal tudo, mas a gente pode ter uma casa de final de semana, não
- 33:53sou eu adoraria uma ótima ideia, né?
- 33:55A gente EE eu falei, mas por que que você tá falando isso?
- 33:58Eu falei, papai, porque os meus amigos.
- 34:01Quase todos os meus amigos ali do futebol.
- 34:03Eles são muito felizes com a vida que eles têm.
- 34:07Eu acho que é tão bonito aquilo, né?
- 34:08E o Ben perceber isso, porque e aí ele me explicou, ele falou,
- 34:12papai, todo final de semana as portas estão abertas e eles se
- 34:16encontram. Eles não precisam marcar de ir
- 34:18para casa um do outro porque. Tudo e uso essa metade porque
- 34:22aqui na minha casa é de amigo, né?
- 34:23Então todo mundo vem todo final de semana, quer dormir 8, 10,
- 34:26dorme, eu adoro e só que a gente combina, né?
- 34:29E aí, e o Combinado talvez Pra Ele é mais complicado do que
- 34:33deveria ser, e ele falou, papai, naturalmente um vai pra casa do
- 34:38outro, essa coisa de se ajudar ali eu achei tão bonita essa
- 34:41visão do do ordinário, né, essa beleza do ordinário que ele tem.
- 34:44E aí a gente terminou essa conversa falando desse jeito,
- 34:47né? Então assim, eu acho que.
- 34:50Que madura essa visão também, né?
- 34:52É muito Maduro, ele sempre foi muito.
- 34:55Maduro. É nesse lugar assim, talvez
- 34:57porque desde cedo eu tenho conversado com ele sobre a vida,
- 34:59né? Assim, não dá para você esconder
- 35:01muito as coisas, né? De crianças, aliás, eu acho que
- 35:04infantiliza a gente, adultiza muitas vezes as crianças e a
- 35:08gente infantiliza os nossos adolescentes.
- 35:10Assim, eu acho que a vida Como Ela É a melhor, a melhor forma
- 35:14de de preparação, né? É, eu acho que é isso.
- 35:17Ele também tem uma referência aí de vida real, de mundo real,
- 35:21porque era muito fácil você morar onde mora, né?
- 35:24Com os privilégios que tem e eles viverem ali naquele mundo,
- 35:28né? É, é você falando.
- 35:30Me lembrou muito também essa semana, uma fala de uma juíza.
- 35:33Não sei se você viu, porque se tem algo que mexeu muito,
- 35:36comida. A Vanessa Cavalieri dizendo que
- 35:40a prática de crime está nos nos é essa.
- 35:42Fala ela, falando. Que as crianças é que roubam,
- 35:47elas tem que colocar comida na mesa, elas tem que levar
- 35:49dinheiro para dentro de casa. Não tô julgando aqui certo ou
- 35:52errado, tá? Mas diferente dos meninos que
- 35:54tem tudo e que eles não tem o afeto, ele não tem a escuta,
- 35:59porque Pedrinho eu tenho. Eu sou mãe de 2 meninos e eu me
- 36:02sinto muito responsável por criar 2 meninos diferentes.
- 36:07É, é uma visão diferente, eu acho que, né, as coisas chegaram
- 36:11para nós mulheres num ponto. Que alguma coisa.
- 36:14Aonde que tem que mudar aí? Eu tenho buscado muito essas
- 36:17respostas. Eu sei que não existe só uma.
- 36:19Então fiquei pensando muito nas mães desses meninos.
- 36:22Claro que na mãe dessa menina também, do que ocorreu aí é
- 36:26recentemente em Copacabana, com essa menina que sofreu esse
- 36:28estupro coletivo. Penso muito na mãe dessa menina,
- 36:31mas eu penso muito na mãe desses meninos.
- 36:34Né? Porque eu penso assim, é, eu sou
- 36:37mãe de menino, então como é que elas devem estar?
- 36:39E um pai que trabalha com direitos humanos, sabe?
- 36:42Quando me deu um nó na cabeça, me deu um nó EEE, escutar essa
- 36:46juíza me deu até um Alívio, porque eu pensei assim, poxa,
- 36:50nesse quesito, pelo menos eu acho que eu tô conseguindo
- 36:53cumprir o meu papel. EE, é mais simples do que a
- 36:55gente imagina, né? Eu tenho, eu tenho buscado
- 36:58perguntas que às vezes podem ser complexas demais.
- 37:01E ela me deu uma resposta que eu falei, epa, acalma seu coração,
- 37:05você está no caminho certo, sabe?
- 37:08Silvinha é essa história. Ela essa história que aconteceu
- 37:13agora é infelizmente, ela é muito mais comum do que a gente
- 37:19imagina. E os nossos filhos não estão
- 37:23livres de se meterem numa numa enrascada.
- 37:29Porque e assim, eu tô sendo polêmico, eu não quero, eu não
- 37:32quero ser polêmico aqui, mas eu posso acabar sendo, né?
- 37:35É, a gente vive hoje de novo, né?
- 37:38A gente falou aqui do inferno do igual, eu falei sobre isso, tem
- 37:41o livro do Gustavo le Bon, que é um livro maravilhoso, que chama
- 37:44psicologia das multidões, que diz como que o indivíduo se
- 37:47perde. E aí eu vou sair desse exemplo
- 37:49pra tentar ser menos polêmico numa coisa que causa muita dor,
- 37:53quando é falado. E vou, por exemplo, do futebol,
- 37:55o que se faz hoje torcendo por um clube.
- 37:58É EEE, de certa forma, é naturalizado, né?
- 38:03Porque quando as pessoas vão pro estágio pra brigar, e não é pra
- 38:07brigar, pra xingar, é pra pegar um pedaço de pau e bater na
- 38:11cabeça do outro assim, nem nas cavernas eu acho que a gente era
- 38:15capaz de por tão pouco brigar. A gente brigava, mas por mais
- 38:19motivo, né? Hoje, diante de uma metáfora, de
- 38:23uma narrativa que o futebol. Eu amo futebol.
- 38:26Vamos assim, né? É, é, eu adoro esse filho, mas é
- 38:30uma narrativa, né? O que que é um time?
- 38:32É uma convenção e por causa dessa convenção você mata
- 38:35alguém. O que aonde eu quero chegar é
- 38:40reforçar o indivíduo, criar 11 repertório cognitivo, emocional
- 38:45e moral numa criança. Hoje é muito difícil.
- 38:49Porque o mundo tá tão difuso, o mundo tá tão confuso, difuso e
- 38:53confuso e ao mesmo tempo te apresenta tantas possibilidades
- 38:57que se a criança, teus filhos, meus filhos, nossos filhos, meus
- 39:02filhos do mundo não tiverem essa presença, né?
- 39:06Essas muito bem de todos os lados.
- 39:08Não de novo, né? Eu comecei falando que a gente
- 39:11vive melhor mundo de todos os tempos, mas ao mesmo tempo a
- 39:14gente nunca teve tão exposto. Né?
- 39:16Então assim é, eu tive uma conversa com meu filho
- 39:18imediatamente, meu filho tem 12 anos, imediatamente de
- 39:21imediatamente do ocorrido, eu sentei para conversar com ele e
- 39:24a minha abordagem, eu não sei de outros pais, não sei a sua, mas
- 39:27a minha abordagem foi o seguinte, olha o que pode
- 39:29parecer distante para você, eu voltando na minha infância,
- 39:33mostra que era bem mais próximo do que da minha adolescência, da
- 39:36idade que o Bento tinha. É muito mais fácil ter
- 39:38acontecido. Por quê?
- 39:39Porque você pode ser levado a isso.
- 39:42Inclusive porque não se sabe mais limite, né?
- 39:44É, é a história. Eu adorei, né?
- 39:46Teve uma, teve uma metáfora muito legal assim, de alguém que
- 39:50trouxe na internet. Eu até compartilhei isso, que
- 39:52era de alguém dizendo o seguinte, olha, se eu tenho 5
- 39:54BRL e eu não quero te dar, e eu e eu saio andando, nesse serviu.
- 39:58É maravilhoso, né? E você?
- 40:00Toca 5, BRL. Meu, esse 5 BRL é meu.
- 40:03Mesmo que eu tivesse mostrando ele pra todo mundo, você não
- 40:05pode roubar. Se eu deixo ele na mesa e você
- 40:07toma, ele é meu, ele continua, você não é meu, você não pode
- 40:10pegar, é um pouco isso. Então assim hoje, né, os limites
- 40:13estão meio é o mundo líquido do Bauman, tu perdeu a forma, né?
- 40:17Então assim, eu ainda escuto as pessoas dizendo ali, né, Ah, mas
- 40:21Ela Foi pra tudo bem, mas cara, mesmo que ela tivesse ido com o
- 40:27consentimento e ela dissesse assim, gente, eu me arrependi,
- 40:29eu não quero mais, é o indivíduo, é a Liberdade do
- 40:32outro, então eu acho que é isso. Que a gente e de novo são
- 40:37conversas difíceis. Silvinha, que a gente está se
- 40:39esquivando, sabe o que que eu vejo hoje?
- 40:42Olha, vou te falar um negócio que me assustou, o Bento.
- 40:46E outra coisa boa, positiva, né? É quando a gente separou a
- 40:50primeira coisa que as pessoas falam, vocês já botaram o Bento
- 40:52na terapia? Mas mas quem disse que ele
- 40:55precisa de terapia agora? Porque assim, e aí a terapeuta
- 40:58da Marília não a né, não, a minha, eu não faço terapia.
- 41:01Mas a terapeuta da Maria falou, olha, ele não precisa de terapia
- 41:03porque ele já tá tendo essa conversa com vocês.
- 41:06E vocês tão bem, se vocês tivessem brigado, mas como vocês
- 41:08estão conversando muito e ele? Percebe.
- 41:11Cara, vamos continuar a conversar com eles.
- 41:13Então tudo a gente terceiriza hoje, né silvinha?
- 41:15Então, assim, o que que acontece?
- 41:17O que eu acho hoje é que a Maria dos pais pensam assim, ó, AI.
- 41:21Eu vou rezar, eu vou botar numa boa terapia, eu vou botar numa
- 41:24escola, né? Porque eu vou cobrar da eu, eu
- 41:27vi isso agora, Fernando, da escola do meu filho agora, e as
- 41:29pessoas estavam cobrando, olha isso, olha só, olha que olha que
- 41:33loucura. Uma das mães virou a reunião da
- 41:35escola e falou, olha, eu queria saber como é que vocês abordaram
- 41:38a reunião. Foi agora, a gente está gravando
- 41:40esse programa numa sexta. O caso ocorreu semana passada.
- 41:44É, é veio à tona, né? Na verdade, o que 2 semanas 2.
- 41:49Semanas, a reunião foi na dessa semana, ou seja, não tinha
- 41:52nenhuma semana que tinha vindo à tona.
- 41:53A escola, a reunião da escola que eu fui do meu filho, alunos
- 41:57de sétimo anos de ensino fundamental, e uma mãe falou, eu
- 41:59queria saber como é que foi abordado a história e a escola
- 42:01falou, olha, a gente ainda não abordou porque isso não não
- 42:04veio. A gente aborda sobre vários
- 42:06temas, mas como se eles trouxerem isso para gente, a
- 42:08gente vai achar que eles estão preparados, então tá tudo bem.
- 42:11Aí a escola falou, aí a mãe falou assim.
- 42:13Mas como que vocês não abordaram aí?
- 42:15A devolutiva de um dos pais foi, mas vocês abordaram dentro de
- 42:20casa para essa mãe? Não?
- 42:24Ou seja, ela não aborda dentro de casa, mas ela queria que a
- 42:29escola abordasse dentro de casa e ela ainda queria julgar como
- 42:32que tinha sido essa abordagem. E assim, eu não tô criticando
- 42:35essa mãe. O que eu tô dizendo é, a gente
- 42:38terceiriza tudo e a gente tá querendo terceirizar a educação
- 42:40de filho, mas tá bom. E isso vale pra tudo, né,
- 42:44Pedrinho? Quando a gente olha as questões
- 42:46sociais pra. Liderança.
- 42:47É, Ah, mas isso não é problema meu, mas isso é do poder
- 42:50público. Ah, não, mas isso é a empresa
- 42:51que tem que fazer. Ah, o ambiental não, isso não é
- 42:54problema meu. Ah, mas o produto já chegou
- 42:56assim pra mim. Ah, mas tudo, né?
- 42:59Tudo a gente tem, tem, essa é, é essa, essa.
- 43:04Não sei se é o automático, né? De, de.
- 43:06Essa mania, né? De, de, de.
- 43:07Terceirizar é de de terceirizar. Sabe que até é é pegando um
- 43:12gancho em tudo, que é que é que é que a gente tem mania de
- 43:15terceirizar? Se não me engano, é na França
- 43:17que agora eles colocaram o lixo como responsabilidade de cada
- 43:22um. Então você comprou, não é essa?
- 43:24Essa disponibilidade agora passou a ser sua.
- 43:27Então não é mais agora você quer descartar?
- 43:29Então você que se vire pra pra pra dar o descarte correto,
- 43:33porque esse produto agora é seu, você comprou, ele é seu, né?
- 43:36É o que ele chama de responsabilidade compartilhada.
- 43:38Quando a gente fala dessas questões, né?
- 43:40É isso, é a gente colocar, realmente é, é no colo.
- 43:46Mas distribuir, distribuir a responsabilidade, né?
- 43:49E que? Isso valha para os afetos
- 43:50também, né, Silvinho? Por medo é quando você fala da
- 43:53liderança, né? Mas isso não tem que vir da
- 43:55liderança. Qual é o peso que a gente tira
- 43:57desse líder de pera aí, não é tudo culpa sua, não, é tudo que
- 44:00tem que partir de você, né? Isso pode vir de qualquer um
- 44:04ali, né, presente. Então é, é, é, é realmente esse
- 44:09termo responsabilidade compartilhada, que a gente usa
- 44:11muito para as questões de sustentabilidade, serve para
- 44:13tudo, né, para tudo. Para tudo.
- 44:15E a gente tá fugindo disso, né? A gente não quer mais ser
- 44:18responsável por nada, né? Nem por ninguém.
- 44:21É, e aí? Como que a gente mantém então a
- 44:25fé, essa visão voltada para o lado cheio do copo e inspirar
- 44:29para que cada vez mais pessoas partam para ação, sejam agentes
- 44:33de transformação, tenham esse olhar mais humanizado, né?
- 44:37Que eu sei que que você tem, que eu tenho.
- 44:39A gente sabe dos problemas todos, mas a gente sempre tem
- 44:41esse olhar para aí, gente. Tem muita coisa boa acontecendo,
- 44:45pera aí, tem muita coisa, né? A gente acabou de dar 1111 caso
- 44:48aqui que deixou todo mundo assim, sem palavras.
- 44:51Mas pera aí, tem muita coisa boa acontecendo também, né?
- 44:54Tem gente que fala para mim, nossa, mas você vive no Mundo da
- 44:56Lua, né? Eu falo, mas eu só conheço gente
- 44:58boa. Eu só trabalho com gente boa,
- 45:00apresentando coisas boas. Como é que a gente mantém isso
- 45:03no dia a dia? Bom é os 2 livros que eu mostrei
- 45:07no começo. Eles são bons alicerces
- 45:09técnicos, né? É?
- 45:12E acadêmicos, pra que a gente entenda que a gente vive no
- 45:16melhor mundo de todos os tempos. Então acho que vale sempre o
- 45:19exercício de consciência. Silvinho pra gente perceber que
- 45:23a gente conquistou uma humanidade, né?
- 45:25Onde que a gente chegou? Só que também valeo ponto de
- 45:29equilíbrio, o peso e contrapeso. É a gente perceber que, mesmo
- 45:33diante de tudo isso, a gente ainda causa tanta dor, né?
- 45:38A gente é, pra mim é. É muito complexo imaginar que
- 45:42com tanta possibilidade de diplomacia e de comunicação, a
- 45:45gente viva tantas guerras, né? A gente vive, olha, a gente vive
- 45:49o maior tempo de guerra de todos os tempos, assim, do tempo
- 45:52recente, da história recente, na pós madenidade, com certeza, né,
- 45:55porque a gente tá com guerra em todos os Campos, em todas as
- 45:57partes, é, então eu acho que é é é ter consciência, viver o
- 46:03otimismo. Irremediável certa vez o Karnal
- 46:06foi falar de mim, escreveu um artigo sobre acho que na folha
- 46:10de São Paulo, sobre um dos meus livros, ele falou que eu era um
- 46:12otimismo, um otimista irremediável, eu, eu sou.
- 46:16Eu vejo sempre o lado bom da vida, mas você não pode, diante
- 46:20do lado bom, fechar os seus olhos para as possibilidades de
- 46:24escorregada que todos nós temos, né?
- 46:26Então é a visão otimista. Ela tá baseada nos fatos, você
- 46:30olha para o lado, você vive num mundo onde a gente.
- 46:32Erradica cada vez mais as doenças.
- 46:35A gente tem uma cientista brasileira na UFRJ que está
- 46:37conseguindo trabalhar em cima do acho que da maior, da maior, da
- 46:44maior imagem de dor que a gente tem como ser humano, né, que é a
- 46:49tetroplegia, né? Alguém não conseguir perder os
- 46:51movimentos. E acho que todo mundo isso causa
- 46:54porque você tá aprisionado dentro do corpo e ela tá
- 46:56conseguindo esse trabalho. Quer dizer, a gente evolui, né?
- 46:58Com vacina, a gente passou por uma pandemia e que o prognóstico
- 47:01era péssimo e a gente saiu disso.
- 47:03Quando você olha tudo que a gente tá vivendo, né?
- 47:06A gente tá experimentando a longevidade, né?
- 47:09A gente tá vivendo tempos em que a gente pode é é cuidar mais
- 47:14dessa dos nossos filhos, a gente tá erradicando a miséria
- 47:17absoluta, a gente quer dizer, é tanta coisa positiva, então a
- 47:20gente é só olhar para os fatos. Que a gente tem o positivo, mas
- 47:23o que que a gente tem que fazer? Qual é o exercício para
- 47:25continuar atuando? Você falou de protagonismo, você
- 47:29olhar aqui mesmo, diante disso tudo, do seu lado tem o
- 47:32feminicídio, do seu lado tem uma guerra, do seu lado tem uma
- 47:35desigualdade abrupta, né, de, de de condições, do seu lado tem um
- 47:40deslizamento, do seu lado tem a natureza atuando, né, e a
- 47:44natureza, a natureza é muito mais forte do que a gente, do
- 47:47seu lado tem um afogamento, do seu lado tem uma mãe que perde o
- 47:50filho, então. É, é a contingência.
- 47:52Pra quem tem fé, talvez não. Não se utilize do que em
- 47:56contingência, mas pra quem não tem fé, você pode ser um cético.
- 47:59Cara, qual é a contingência? É os niilistas, né?
- 48:02A visão dos dos dos niilistas. É essa, né?
- 48:06De que o mundo não vai para lugar nenhum, então mesmo eu
- 48:08sendo um cara de muita fé, fé, técnica de espiritual, né, eu
- 48:12sou um eu sou um católico praticante, eu vou a missa todo
- 48:15domingo, Eu Acredito em Deus, Eu Acredito na vida eterna, mesmo
- 48:18sendo esse cara a visão de lista você falou diferente, me
- 48:22abastece porque o mundo não tá em lugar nenhum se você se você
- 48:25beber nessa fonte, né? Você pode continuar tendo tua
- 48:28fé, mas é isso, se não continuar nascendo, morrendo, você vai
- 48:31embora e não vai ser tão importante se recolher a sua
- 48:34insignificância. É muito bom para desconectar com
- 48:38a sua humanidade, né? Porque quando você vê que você
- 48:41não é tão importante quanto você acha que você é, o que te sobra
- 48:43é ser maneiro, é ser legal enquanto você tá aqui, é ajudar
- 48:46quem você pode, né? Você fazer os pequenos gestos,
- 48:50né? De novo, é onde a mal alcança,
- 48:51estende o teu braço, aí você tem que atuar nessa tua primeira,
- 48:54esse é o teu primeiro compromisso.
- 48:56Então eu acho que você mantém esse otimismo quando você olha
- 48:59para o simples de novo. Maravilhoso, maravilhoso.
- 49:02Eu sabia que esse papo IA ser assim, ó.
- 49:05Cheio de boas reflexões, né? De mensagens, Esperança,
- 49:09maravilhoso. Eu só tenho agradecer Pedrinho.
- 49:12Acho que vem muito sobre isso agora, esse próximo livro, né,
- 49:15que vem falando desse escutar, desse pausar e espera aí, vamos
- 49:19ver a nossa volta, não é isso? É isso, contemplar.
- 49:22É ter o tempo ao nosso favor. A gente lutou tanto por esse
- 49:26tempo. A gente tem mais tempo, mais
- 49:28longevidade, mais facilidade. E o tempo não está com a gente,
- 49:32né? A gente não está contemplando.
- 49:35É maravilhoso. Ou seja, vem aí o quinto, né?
- 49:37O quinto tem então, líderes. Naufrágio de afetos, né?
- 49:41Valor presente que é o terceiro, sobre o tempo, o livro que que
- 49:45eu lancei na pandemia, o primeiro, empreendendo
- 49:47Felicidade e agora liderança silenciosa.
- 49:50Maravilhoso, não pare, não pare nunca.
- 49:54E quem quiser conhecer mais o Pedrinho arroba Pedrinho
- 49:57Salomão, não é isso? Maravilhoso, muito obrigada por
- 50:02mais uma vez aceitar o convite. Eu te agradeço.
- 50:05Pela troca por a gente compartilhar.
- 50:08Aí não só essas reflexões mesmo, mas eu já me sinto sua amiga,
- 50:11né? A gente nos conhece
- 50:12pessoalmente. Temos que resolver isso, né?
- 50:14Oo pão de queijo, aí eu com açaí aqui.
- 50:17É, por favor, bem, eu vou te avisar quando eu for.
- 50:22Quando eu for a BH, eu te aviso. Vem sim, vem sim que eu vou te
- 50:25apresentar o verdadeiro pão de queijo.
- 50:27Vou adorar. E olha, seguinte, a gente abriu
- 50:29agora para quem quiser seguir, né?
- 50:31Mais nessa parte corporativa, eu e o Igor que toca a escola de
- 50:35liderança com os workshops que eu dou.
- 50:36Após palestra ele dá da Eli Capitania, a gente abriu um
- 50:39perfil no Instagram que é o líderes com YE, com z, que é o
- 50:42nome do segundo livro que a gente traz muito conteúdo sobre
- 50:45liderança, enfim. Então quem quiser acompanhar lá
- 50:47também. Maravilhoso líderes com YE com
- 50:51z. Recomendo muitíssimo.
- 50:53Assim como todas as dicas que você deu, você deu.
- 50:55Você trouxe dicas maravilhosas aqui de livros também.
- 50:57Fora as do próprio Pedrinho, né? Um beijo.
- 51:02Beijão. E você, gostou desse episódio?
- 51:07Siga o nosso perfil e lembre se de classificar o nosso podcast
- 51:11com 5 estrelas e claro, compartilhe com os amigos.
- 51:14E tem mais conteúdo como esse também, não é?
- 51:16No meu Instagram, você me encontra no arroba.
- 51:18Sílvia Castro DC um beijo e até o próximo episódio.