Latest / Decantando Ideias / Decantando Ideias #2: Liderança antifrágil
Transcript
- Olá, boas-vindas a mais uma conversa aqui no Decantando Ideias A gente continua explorando as ideias instigantes do Alexandre de Sales sobre esse mundo dos negócios da gestão No nosso último papo, lembra? A gente falou sobre aquele mito da meritocracia O autor nos lembrou que, poxa, talento sem oportunidade às vezes não vinga, né? Ficou na cabeça isso Exato. E hoje a gente pega um caminho igualmente provocador vindo das reflexões dele. O tema é liderança em momentos de pressão. Sabe, quando tudo parece fora de controle, o que fazer? Pois é, e para começar, o autor nos apresenta um conceito que, nossa, está super em alta. A antifragilidade, que foi popularizada pelo Nassim Taleb, né? E o autor puxa isso para a liderança. E é legal porque não é só ser forte e resiliente, vai além, né? Sim, sim, essa diferença é chave, porque, tipo, ser resiliente pensa numa bola de borracha, ela leva o impacto e volta ao normal. Ser robusto é como uma rocha, aguenta firme. Agora, o antifrágil é outra coisa. Pensa no nosso sistema imunológico, por exemplo. Depois de uma doença, ele não só se recupera, ele aprende, fica mais forte para a próxima. É isso. É a capacidade de tirar proveito do estresse, da bagunça, do caos mesmo. E levar isso para a liderança? Nossa, faz todo sentido. Especialmente agora, né? Com tanta coisa mudando o tempo todo, o autor argumenta que essa deveria ser a meta, na verdade. Porque, assim, liderar com um mar calmo é uma coisa. Mas é na tempestade que a gente vê quem é quem, né? É ali que a capacidade de se adaptar rápido, de aprender e, principalmente, de crescer com a dificuldade, se torna essencial. Me lembro até aquela frase famosa do Churchill, que o autor também cita, nunca desperdice uma boa crise. É ver a crise não só como um perigo, mas, sei lá, como um terreno fértil para criar coisa nova, para se reinventar. Isso muda totalmente a perspectiva. Em vez de só tentar... Sobreviver, né? É tentar usar a força da crise a seu favor. Mas, espera aí, isso deve mexer com a forma como a gente lida com o erro, certo? O autor parece insistir bastante nisso. Com certeza. O líder que pensa de forma antifrágil, ele entende que para inovar no incerto, errar faz parte do jogo, sabe? Aquele medo que paralisa, o medo de errar, para essa visão, esse é o verdadeiro perigo. Ficar agarrado no modelo velho que já não funciona mais. Isso sim é arriscado. Muito mais do que tentar algo, errar, analisar rapidinho e ajustar o caminho. Faz sentido. O erro vira informação, né? Um jeito de aprender. Mas fico pensando, deve ter um limite aí, né? Entre experimentar e ser, sei lá, imprudente. Como é que essa liderança antifrágil lida com isso? Boa pergunta. Não é abraçar o caos por abraçar, entende? Ou sair correndo risco à toa. A antifragilidade está muito ligada a uma percepção aguçada do que está acontecendo, sabe? Tenta ler os sinais, mesmo na confusão. Precisa de flexibilidade para mudar o plano, intuição para sentir para onde o vento está soprando e, mais importante, um propósito bem claro para tomar decisão sobre pressão. É mais sobre fazer pequenas apostas, talvez, coisas que dá para reverter, para aprender rápido o que funciona e o que não. Entendi. É tipo uma dança, né? Com a incerteza, usando sustos, as surpresas como combustível. As empresas que a gente vê que não só passam pela crise, mas saem mais fortes, provavelmente tem isso na liderança. Elas não brigam com a mudança, elas... meio que pegam a onda. É uma boa imagem, sim. Elas usam a energia da onda a favor. Transformam o que seria um obstáculo num degrau para subir. Mas isso também exige uma cultura na empresa toda, que valorize isso, né? A flexibilidade, o aprendizado. Não adianta só o líder pensar assim. Antifragilidade pode permear tudo. E aí a gente chega naquela pergunta final que o autor deixa para a gente pensar, né? A liderança que a gente vê por aí, ou que a gente exerce, Está mais preocupada em manter as coisas como estão? Em proteger o que já existe a qualquer custo? Ou ela está buscando de verdade transformar, usar os desafios para ir para outro lugar para evoluir? É a questão que fica, né? Como que cada empresa, cada líder reage quando as coisas ficam turbulentas? que é inevitável, né? Fica rígido só tentando resistir, tenta ser resiliente querendo voltar logo para o normal ou usa antifragilidade para sair do outro lado mais forte, mais adaptado, mais capaz. É uma provocação forte mesmo. Fica o convite para a gente refletir, talvez com aquela imagem que o autor sugere, encontrar força justo onde tem rachadura, crescer onde parecia que ia quebrar. Bem, a gente continua decantando essas e outras ideias na semana que vem, olhando mais ângulos do que o autor nos traz. Combinado. Até lá!