Latest / InovaTec Update / Baterias quânticas esbarram num limite: muita potência cobra estabilidade
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Energia. Baterias quânticas esbarram num limite: muita potência cobra estabilidade. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 16 de outubro de 2026. Imagine uma bateria que carrega muito rápido e entrega bastante energia de uma vez. Agora imagine que, justamente por ser tão potente, ela fica menos previsível. Esse é o dilema que um grupo de físicos encontrou nas chamadas baterias quânticas. Essas baterias ainda estão em fase de pesquisa e não funcionam como as pilhas químicas do dia a dia. Elas guardam e transferem energia em sistemas do tamanho de átomos ou moléculas. Esses sistemas seguem as regras da mecânica quântica, a física do mundo muito pequeno. Experimentos já mostraram que elas carregam rápido e oferecem alta potência. Por isso, são vistas como boas candidatas para alimentar processadores quânticos e outras tecnologias desse tipo. O novo estudo foi feito por Brij Mohan e colegas da Universidade de Oulu, na Finlândia, e publicado na revista científica PRX Quantum. A equipe mostrou que essas baterias têm um limite que vem da própria natureza. Esse limite nasce da incerteza, uma marca do mundo quântico. O exemplo mais famoso é o princípio da incerteza de Heisenberg. Segundo ele, não dá para conhecer ao mesmo tempo, com precisão total, a posição e o movimento de uma partícula. Os pesquisadores acharam algo parecido em duas grandezas da bateria. Uma é o trabalho, ou seja, a quantidade de energia entregue. A outra é a potência, a rapidez com que essa energia sai. As oscilações das duas não podem ficar mínimas ao mesmo tempo. Isso depende de como as várias células da bateria são carregadas. Cada célula pode carregar por conta própria, no chamado carregamento em paralelo. Todas podem carregar juntas, de forma coletiva. Ou podem formar grupos que interagem entre si, num meio-termo chamado carregamento híbrido. A análise mostrou que, quanto mais coletivo o carregamento, maior a potência. Só que as oscilações dessa potência também crescem, e a entrega de energia fica menos confiável. Para os autores, olhar apenas para a potência máxima não basta para avaliar uma bateria quântica. A boa notícia é que existe uma saída, ao menos parcial. Segundo Tanmoy Pandit, integrante da equipe, um esquema de carregamento com interações de alcance intermediário pode oferecer um equilíbrio útil entre potência alta e funcionamento estável. Ou seja, a incerteza quântica não desaparece, mas pode ser administrada. Quem projetar essas baterias vai precisar pensar não só em quanta força elas entregam, mas também em quão estável é essa entrega. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.