Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões T02E02: Luiz Vicente | Os desafios e as soluções da mobilidade urbana
Transcript
- 0:00ABC cast conexões com podcast do portal ABC do ABC, onde as
- 0:06conversas sobre os mais variados assuntos se conectam com você.
- 0:16Olá você que nos visita mais essa vez para OABC cast
- 0:19conexões. Este aqui é o podcast de
- 0:22entrevistas do portal ABC do ABCE.
- 0:25É um grande prazer receber você hoje aqui.
- 0:27Para mais uma conversa. Estamos assim no início dessa
- 0:31segunda temporada. Nós temos muitos assuntos para
- 0:33tratar daqui para frente. Nós tentamos fazer uma seleção
- 0:37de temas que nós não tratamos na temporada passada.
- 0:40E olha que temporada passada nós falamos sobre cada coisa, né?
- 0:44Falamos de pneu a empreendedorismo feminino,
- 0:46falamos de direito, falamos de é direito autoral, né?
- 0:50Falamos também de ancestralidade de enfim.
- 0:54Foram muitas coisas. Sugiro que você, assim que
- 0:57terminar esse episódio, revisite os episódios passados, porque
- 1:01tem muita história legal. E assim como fizemos no ano
- 1:03passado, este ano nós temos aí uma lista de assuntos para
- 1:07tratar. O tema de hoje diz respeito a
- 1:10mobilidade. Mas veja só, o nosso grande
- 1:13desafio é mostrar como que os temas dos mais variados se
- 1:17conectam a sua vida de alguma forma.
- 1:19Então nós vamos provar hoje que a sua vida está totalmente
- 1:23conectada. Com o tema de mobilidade e pra
- 1:26poder me ajudar no processo de conversar sobre isso, eu trouxe
- 1:31um jornalista que entende tudo de mobilidade.
- 1:34Ou talvez não, né? Eu trouxe comigo aqui o grande,
- 1:37né? Ele gosta de me apresentar
- 1:38assim, então eu vou apresentar assim ele também, o grande, o
- 1:41mito, Oo magnífico João Pedro Melo, bem-vindo JP.
- 1:47Obrigado, obrigado. Tudo bom, Tiago?
- 1:50Tudo bom, professor? É um prazer estar aqui.
- 1:53Nessa segunda temporada, então, vamos lá, eu, eu já, eu já
- 1:58queria perguntar assim que a gente começar, mas pode tocar?
- 2:01Não deixa eu. Deixa eu apresentar o nosso
- 2:02convidado. Vai lá comigo aqui, né?
- 2:06Está é o convidado. Deixa eu até pegar uma fichinha
- 2:10aqui para eu apresentar melhor, porque o nosso convidado é
- 2:14talvez uma. Uma boa característica dele é
- 2:17que ele é um colunista já há algum tempo, do próprio Porto
- 2:20ABC, do ABC, falando sobre mobilidade, né?
- 2:23A gente tá falando aqui do Luiz Vicente figueira de Melo filho,
- 2:27apesar de Melo com 2 eles, não é parente do João Pedro Melo, que
- 2:32é o nosso jornalista aqui. Mas vocês têm alguma conexão na
- 2:35árvore familiar aí no passado? Mas é interessante, o nosso é o
- 2:41nosso convidado. Por que ele é pesquisador?
- 2:45Ele é professor, é credenciado da Unicamp, mas ele tem uma
- 2:48formação multidisciplinar que vai de um extremo a outro.
- 2:52Assim, então ele, engenharia mecânica, administração,
- 2:55comunicação e marketing, engenharia automotiva,
- 2:58engenharia elétrica, enfim, ele está nos ramos da engenharia,
- 3:02mas também ele está com pé na administração, um pé na
- 3:04comunicação. Enfim, este é Luiz Vicente que
- 3:08nós estamos trazendo para conversar com você então,
- 3:10professor Luiz Vicente. Colunista, jornalista, enfim,
- 3:14tudo o que você é bem-vindo a este episódio do ABC cast
- 3:17conexões. Obrigado, obrigado pelo convite
- 3:21aí, uma satisfação estar com vocês aí nesse momento aí tão
- 3:24prazeroso de falar sobre mobilidade urbana.
- 3:28É isso aí, é, professor. Antes da gente entrar no assunto
- 3:32principal, eu queria saber se você, como um grande
- 3:34especialista em mobilidade, sofre do mesmo que a gente aqui,
- 3:38reles mortais sofremos, né? Quando a gente pega um carro por
- 3:41aplicativo andando numa cidade como São Paulo, né, você confia
- 3:46que o motorista, ele vai usar o GPS pra chegar ao destino final?
- 3:50Que é, ele tem que fazer isso, né?
- 3:52Ele usa o aplicativo pra isso, né?
- 3:54E aí, por alguma razão, esse aplicativo faz ele pegar cada
- 3:58caminho que ele corta aqui, cruza ali, sobe, desce, entra no
- 4:01bairro, passa pela viela tal, tudo isso pra economizar 2
- 4:05minutos ou talvez assim um minuto, é.
- 4:09É esse é um bom exemplo de como hoje a mobilidade e a tecnologia
- 4:14tem ajudado os processos de mobilidade no Brasil ou no
- 4:18mundo, né? É assim mesmo que a gente tem
- 4:19que conviver com a mobilidade. Bom, a tecnologia ela veio para
- 4:24agregar valor e muitas vezes a mobilidade não acontece numa
- 4:30velocidade, como poderia acontecer.
- 4:34Se nós pegarmos é esse exemplo do dos aplicativos, é fica
- 4:40sempre aquela questão relacionada a dúvida, por que
- 4:43que os aplicativos são feitos para transporte individual?
- 4:48E por que os aplicativos não são feitos para o transporte
- 4:51coletivo? Uma reflexão, na verdade, porque
- 4:54se uma coisa funciona de certa forma, né?
- 4:57Mesmo desses meandros andando para lá e para cá, que não é o
- 5:01correto, vou deixar claro. Vias locais não são vias, é para
- 5:07andar, porque aumenta se obviamente o risco relacionado a
- 5:10acidentes. Mas pensando desse outro lado,
- 5:15como é importante a tecnologia estar a tecnologia estar aliada
- 5:21ao transporte coletivo, e é um ponto que você vê que claramente
- 5:27é, você não toca nesse assunto, né?
- 5:30Então, a tecnologia, ela está muito focada.
- 5:33Na questão individual, mas você não vê nada muito relacionado à
- 5:38questão coletiva, já parou para pensar nisso?
- 5:41É um, é um, é um ponto curioso, né?
- 5:45Agora, se você trouxer isso pro macro, né, olhando o Brasil, né,
- 5:49qual que é o Panorama hoje da mobilidade no Brasil?
- 5:52Falta política pública, tem muita política pública, falta
- 5:55regulamentação, tem muita, enfim, que Panorama você traz
- 5:58pra gente? Até.
- 5:59Por meio da sua resposta, eu já trago OJP também para o meio
- 6:02dessa conversa, para a gente iniciar.
- 6:04Esse machucado perfeito, a regulamentação, a política
- 6:08nacional de mobilidade urbana, a própria Constituição, no artigo
- 6:12quinto, falando do direito de ir e vir, do direito ao transporte,
- 6:18é se nós pegarmos os planos de mobilidade das cidades acima de
- 6:2220000 habitantes, se nós pegarmos.
- 6:25Tudo que nós temos de leis é uma coisa assustadora, quer dizer,
- 6:29então é uma quantidade enorme. Só que na prática, que que
- 6:35acontece na prática nós não estamos vendo isso, né?
- 6:40E o que nós presenciamos muito o que que é uma série histórica de
- 6:44congestionamentos cada ano que passa pós pandemia, esse aumento
- 6:49cada vez maior. Por quê?
- 6:51Porque é aquela questão, o individual.
- 6:55Prevalecendo muitas vezes do coletivo.
- 6:58E aí não há mágica, não há infraestrutura viária, não há
- 7:02construção que você possa fazer para resolver isso. anão ser
- 7:06quando nós estamos falando do transporte público.
- 7:09Mas como fazer com que a pessoa que anda no transporte
- 7:13individual migrar para o transporte público?
- 7:16O que nós vemos é exatamente o oposto.
- 7:20E esse é a série da questão. É quando nós vamos a um outro
- 7:25país, né? Do hemisfério norte, nossa,
- 7:29ficamos vislumbrados. Nossa, como funciona o
- 7:33transporte público? É maravilhoso.
- 7:35E por que que aqui não funciona? Por que que a gente não tem essa
- 7:39satisfação? Porque dinheiro, legislação nós
- 7:42temos, mas nós não temos a questão relacionada que muito
- 7:48vem a ver na segurança pública. Que é um ponto que vai
- 7:54interagindo. E nesse individualismo, nessa
- 7:57blindagem, ele acaba, na verdade, muitas vezes o
- 8:02contrário, migrando para o transporte individual, morando
- 8:08em locais que você tem o muro. Dali, você ao invés de ir para a
- 8:13praça, você vai para um shopping, outro muro.
- 8:18O individualismo dentro desse protecionismo.
- 8:21Acaba, na verdade, inviabilizando o coletivismo.
- 8:26Então são reflexões dentro da nossa sociedade que acaba, ao
- 8:31invés da mobilidade urbana ser democrática, ela acaba, na
- 8:36verdade, sendo segmentada em função do poder econômico de
- 8:42cada pessoa. EEOE como você está falando aí,
- 8:46a. Segurança pública causa um
- 8:48impacto, então, direto na questão da mobilidade, isso é
- 8:51curioso. Ô, ô, JP, você já tem uma
- 8:53pergunta inicial para o nosso convidado ou podemos seguir?
- 8:58Eu queria pegar, na verdade 111 gancho, né?
- 9:02É em alguns pontinhos que foram tratados, por exemplo, quando
- 9:08foi falado sobre política pública, né?
- 9:11A engenharia projeta a cidade ideal, mas.
- 9:14A demografia meio que atropela, né?
- 9:17Então, a sensação que a gente tem, até acompanhando a nossa
- 9:21reportagem diária, é que as prefeituras brasileiras, elas
- 9:24meio que estão correndo atrás do próprio rabo.
- 9:27Então, quando rola alguma inauguração de avenida ou ou
- 9:31corredor, a frota de veículos até já dobrou.
- 9:34Então meio que ela nunca consegue de alguma maneira
- 9:38acompanhar o planejamento urbano, né?
- 9:40Que hoje no Brasil é meio que só uma gestão de danos é.
- 9:44É isso mesmo, professor, é por aí.
- 9:47João, é por aí. E aí tem um ponto bem
- 9:50interessante que nós pegarmos aí, historicamente, o século
- 9:53retrasado, quando o automóvel ainda não fazia parte do
- 9:58urbanismo das cidades. É, você tinha uma.
- 10:03Prevalecia sempre o que os arquitetos urbanistas planejavam
- 10:08no momento em que nós tivemos AA produção em massa.
- 10:12No No em Detroit, né? No No estado, no Michigan, nos
- 10:16Estados Unidos, isso mudou radicalmente.
- 10:19EEE. Os urbanistas foram deixados de
- 10:22lado, né? EE, todos os projetos no mundo
- 10:26todo acabaram sendo focados na solução da mobilidade, o
- 10:32automóvel. Algo, na verdade revolucionário,
- 10:35algo que pudesse mudar nossa vida e muitos países,
- 10:39principalmente do hemisfério norte.
- 10:42Viram que isso estava errado e já começaram a consertar isso no
- 10:45final do século passado. Nós aqui da América do sul, e
- 10:49não vou colocar somente o Brasil deixa claro isso, né?
- 10:53E até da América do norte, né? Os países latinos, eles
- 10:59persistem na questão relacionada de um projeto do século passado,
- 11:06que é construir vias focadas para os automóveis.
- 11:12E isso acaba é, de certa forma, EE.
- 11:17Nós vemos hoje, naturalmente, dentro de um contexto que eu já
- 11:22acabei comentando, principalmente conforto e
- 11:25segurança pública. Acaba, na verdade, tendo 111, a
- 11:31questão segmentada por poder econômico na condução.
- 11:35E isso vai, né? É, ele vai na contramão de tudo
- 11:42que nós precisamos pensar na mobilidade.
- 11:44A mobilidade. Ela está totalmente relacionada
- 11:48ao coletivismo, principalmente quando nós estamos nos grandes
- 11:52centros, né? Se nós falarmos de uma cidade de
- 11:5515000 habitantes que nem sequer tem um semáforo, as pessoas se
- 11:59locomovem a pé de bicicleta, alguns de uma motinha, um carro
- 12:04é, mas assim não tem nem ônibus passando.
- 12:08Por outro lado, quando nós pegamos a região metropolitana
- 12:12de São Paulo, o próprio grande ABC, que que acontece, tem aí
- 12:17milhões e milhões de pessoas se locomovendo.
- 12:20Só a região da zona leste da cidade de São Paulo, que vai
- 12:24para o centro e volta para AA. Sua residência é uma quantidade
- 12:32de pessoas que representa o país, Uruguai inteiro, então
- 12:36assim. É algo extraordinário se você
- 12:41for pensar em toda essa logística.
- 12:43Por outro lado, você tem consequências drásticas, que são
- 12:47esse número infinito de congestionamento que segundo os
- 12:53dados que foram passados, é a semana passada.
- 12:57Foi na semana passada. São Paulo, né?
- 13:01São Paulo a cidade de São Paulo, no primeiro trimestre de 2025
- 13:06para o primeiro trimestre de 2026, o congestionamento
- 13:09aumentou em 36%. Nós não estamos falando aumentou
- 13:1512 não. Na verdade, a cidade está
- 13:18parada, congestionada e você não tem essa mobilidade que você
- 13:25deveria ter, que impacta diretamente na produtividade das
- 13:29pessoas. Se você chega estressado no seu
- 13:32trabalho, se você já chega cansado no seu trabalho, o que
- 13:36que você vai produzir? Lembrando, você tem que voltar
- 13:38ainda para casa. Então tudo isso tem uma
- 13:40consequência alarmante No No plano, no planejamento de
- 13:48mobilidade. E não é falta de legislação
- 13:50uhum, é falta, na verdade, da questão de nós pensarmos de
- 13:55forma coletiva. Ô, ô, ô, Luiz, deixa eu
- 13:58aproveitar esse seu gancho. E trazer, e você até citou aqui
- 14:02as regiões de São Paulo, né? A região metropolitana aqui vou
- 14:05trazer a conversa para dentro do ABC, porque está aqui no nosso
- 14:08quintal, né? É, é.
- 14:11Por exemplo, você citou cidade de 15000 habitantes que não tem
- 14:14um semáforo. Na verdade, aqui no nosso
- 14:15quintal a gente tem Rio Grande da Serra, que tem perto de 50000
- 14:20habitantes, também não tem semáforo nenhum, né?
- 14:22Talvez a única sinaleira que tem na cidade é o que fica na linha
- 14:26do trem. Que fecha a hora que o trem vai
- 14:29passar e abre a hora que o trem saiu, né?
- 14:32Mas assim é, existe. Existe algumas coisas que eu
- 14:36fico pensando, São Bernardo do Campo, em Diadema são 2 cidades,
- 14:40uma tem a maior quantidade de habitantes e a outra ela tem uma
- 14:44quantidade elevada de habitantes.
- 14:45Mas um território pequeno, então AAO habitante por metro quadrado
- 14:49em Diadema é maior do que a de São Bernardo, embora São
- 14:52Bernardo do Campo você tenha uma quantidade expressiva de
- 14:55habitantes. Só que eles não são conectados
- 14:58com uma rede viária de trilhos, né?
- 15:01Então, quem vai de São Caetano, Santo André, Mauá, Ribeirão
- 15:06Pires até Rio Grande da Serra consegue fazer um trajeto de
- 15:09trilhos rápido. Em questão de 30 minutos, você
- 15:12corta essas cidades. Agora, quem mora numa ponta de
- 15:15Diadema e precisa chegar a São Paulo ou numa ponta de São
- 15:18Bernardo, precisa chegar a São Paulo.
- 15:20O trajeto dessa pessoa é muito mais difícil, porque ela tem que
- 15:23depender exclusivamente. Ou do do ônibus, que não é 11.
- 15:28Qualidade não é, não tem a qualidade absurda, né?
- 15:31Ou então ele vai depender de aplicativos ou do carro
- 15:34particular, né? É olhando assim e acho que a
- 15:38região metropolitana inteira tem esse desafio, né?
- 15:42Mas olhando esses desafios, como a gente pode melhorar?
- 15:46Qual é o qual o tipo de solução que a gente poderia propor?
- 15:50É na mesa aqui. Que traria mais agilidade e
- 15:55benefício, seja para esses que já tem o benefício do do trilho,
- 15:59quanto para esses que não tem. EE cara, tem um território
- 16:02gigantesco ou uma população muito grande por metro quadrado,
- 16:06né? Qual as dicas que a gente
- 16:08poderia dar nesse cenário? Não perfeito, Tiago, é a questão
- 16:12relacionada a ao transporte público por trilhos.
- 16:17Ele é fundamental para ter o maior adesão.
- 16:21E por que que tem maior adesão quando nós temos trilhos?
- 16:25Principalmente por causa do conforto que você tem quando
- 16:29você faz o trilho. O projeto da engenharia civil
- 16:34coincide com o projeto na engenharia mecânica e as
- 16:38tolerâncias quer dizer, o quanto você tem que pedir desvios.
- 16:42Esses desvios na construção é em milímetros, milímetros, porque
- 16:47você está falando de uma ferrovia.
- 16:49Quando você faz 11 rodovia, né? Uma ferrovia em comparada a uma
- 16:55rodovia, o engenheiro civil, ele vai procurar esses desvios em
- 17:00centímetros. Então só aí você vê aquele
- 17:04Balanço, aquele solavanco, você andando no ônibus e o trem, ele
- 17:10muda essa concepção relacionada ao conforto e você não compete
- 17:15com as vias. Relacionados ao transporte
- 17:18individual com o coletivo. Ali é totalmente coletivo.
- 17:22Se nós pegarmos o metrô, né, que agora tá chegando no grande ABC,
- 17:28né? Ele sempre chega bem no limite
- 17:30ali, mas não vai, não continua, por mais que seja do governo do
- 17:33estado de São Paulo e não algo relacionado à cidade de São
- 17:37Paulo. Ele acaba, na verdade,
- 17:40transportando até 60000 pessoas por hora por sentido.
- 17:45Quer dizer, você enche um estádio de futebol em 40
- 17:52minutos. É algo que o carro jamais
- 17:56conseguiria fazer algo parecido. Quer dizer, é o transporte que
- 18:00nós chamamos de transporte de massa.
- 18:03Por outro lado, pegando os valores hoje.
- 18:07De uma construção do de de linha férrea.
- 18:11Hoje ainda está em torno de 1.1 bilhão de reais por quilômetro,
- 18:18quer dizer, ela é um pouco superior a um bilhão de reais a
- 18:23cada quilômetro que se faz. E se nós pegarmos o contexto do
- 18:28grande ABCO grande ABC foi a Detroit do Brasil.
- 18:33Então, o que acontece culturalmente?
- 18:36É a cidade dos carros que prevalece em relação ao
- 18:41transporte por trilhos. E isso acaba.
- 18:45Assim como o Detroit, que tem meramente um monotrilho e um
- 18:51investimento. É focado exatamente o quê?
- 18:54Nas rodovias, nas vias, para os automóveis.
- 18:59Por quê? Porque ali nasceu toda essa
- 19:02industrialização que nós temos hoje, que depois foi migrando.
- 19:06Para cada estados diferentes e no interior agora de São Paulo.
- 19:12Mas tem culturalmente um algo que hoje tem um preço muito caro
- 19:19em função dessa falta de investimento ao longo do tempo.
- 19:22E hoje, sem dúvida, o metrô, que tá em vias de de começar agora
- 19:28aí para o grande ABC, saindo ali da Lapa, na cidade de São Paulo.
- 19:34Vai fazer com que você tenha um deslocamento mais coerente,
- 19:38compatível e coletivo. Porque por mais que você tenha
- 19:42os ônibus, por mais que você tenha os ônibus maiores, os
- 19:46brps, as vias, elas já estão construídas, já está
- 19:51constituído. E o que nós vemos muitas vezes
- 19:55no grande ABC é que, como as cidades são extremamente
- 19:59conectadas, na mesma rua pode ter.
- 20:02A municípios diferentes, essa gestão pública aumenta ainda
- 20:08mais o desafio que você tem para equilibrar a questão do
- 20:12transporte público, né? Já entrando, como é que alguns
- 20:16algum município pode oferecer tarifa zero e o outro, na
- 20:22verdade, acima de 5, BRL a tarifa.
- 20:26Então, o que que você faz? Você faz um deslocamento em
- 20:30massa. Dentro dos municípios que fica
- 20:34saturando um ponto em em relação ao outro e essas decisões tem
- 20:39que ser, na verdade, coletivas. Mas isso tem outro impacto.
- 20:43Agora, agora, isso agora falando assim de realidade do dia de
- 20:47hoje aqui no ABC, São Caetano, que oferecia essa tarifa zero, é
- 20:52como o sistema dele sobrecarregou e estava gerando
- 20:55um certo colapso. Agora eles querem proibir a
- 20:58tarifa zero para quem não é da cidade.
- 21:00Só o morador local vai poder. Ter a gratuidade no transporte,
- 21:04então você acaba tirando um benefício porque por falta de
- 21:08planejamento das cidades do entorno, né?
- 21:11É, o professor falou bastante sobre a parte das pessoas, né?
- 21:17E eu acho é bem curioso, porque eu já trabalhei na assessoria do
- 21:24cal, né? E na época que eu atuei com
- 21:26eles, eu tive a honra de entrevistar Oo janguel.
- 21:31Né? Que legal o autor de cidade para
- 21:34pessoas que é, sim. Incrível.
- 21:35Assim foi. Foi incrível.
- 21:37E até me recordo de quando eu conversei com ele.
- 21:42Eu até retomei um ponto que ele tocava quando falavam sobre
- 21:47cidades planejadas, né? Ele dizia que, por exemplo, é
- 21:51traziam para ele bastante Brasília, né?
- 21:54E ele falava que Brasília é uma espécie de cidade maravilhosa em
- 22:00termos de planejamento. Para se observar, é no seu
- 22:03jatinho luxuoso dentro do ar-condicionado, né?
- 22:07Então foi uma crítica, é, é, é curiosa.
- 22:10E aí, pegando esse gancho, a gente vive uma febre de smart
- 22:14City e aplicativo que promete resolver tudo, né?
- 22:18Mas de novo, como o professor falou, né, a escala humana, né?
- 22:22E como Oo Jean leal defendia quando eu entrevistei ele, o
- 22:26problema é de comportamento, então adiantaria.
- 22:30Né, é a nós temos um sistema mais tecnológico do mundo, sei
- 22:34lá, aqui no ABCEA nossa cultura ainda enxergar o ônibus como a
- 22:38cultura com uma coisa que não deu certo e como OOO professor
- 22:43deixou bem claro, né, nós somos ainda AAA Detroit, então carro é
- 22:49a nossa religião, como é que como é que funcionaria isso?
- 22:53A tecnologia é não é só uma maquiagem, pra que nos de
- 22:58repente? Pra nossa falta de coragem de
- 23:00mudar os nossos hábitos. Exatamente essa.
- 23:04Esse é o grande desafio e uma coisa que tenho estudado.
- 23:10Tem alguns alunos que gostam muito desse tema e a gente tem
- 23:14muito trabalhado nisso. É, foi algo que em 2014
- 23:20aconteceu, mas depois rapidamente foi.
- 23:24Na verdade é. Foi bloqueado pela pelas
- 23:30prefeituras de São Bernardo e de São Paulo, que era um ônibus
- 23:34coletivo que fazia esse trajeto. É de São Bernardo até a Berrini,
- 23:42na cidade de São Paulo, porque tem um número muito grande de
- 23:45pessoas que moram no grande ABC e vão trabalhar na Berrini, que
- 23:50acaba sendo um centro empresarial e isso foi uma forma
- 23:55uberizada. Do transporte coletivo e no
- 23:59momento que recolheu todas as taxas e começou a acontecer, é
- 24:04rapidamente as prefeituras cortaram, cortaram essa forma,
- 24:09que era uma nova tecnologia que estava chegando, uma tecnologia
- 24:13que você escolhia o seu assento dentro do ônibus.
- 24:17Que você podia ver o local onde queria parar, dentro de uma
- 24:22previsibilidade tando de chegar no ponto aonde você está, até a
- 24:26previsibilidade de chegar até a questão relacionada ao centro
- 24:32empresarial, mas enfim, é, foram alternativas voltadas as
- 24:37pessoas, né? Quando a gente fala de Angel,
- 24:40fantástico o comentário, porque? A cidade tem que ser feita para
- 24:44as pessoas e não para os veículos.
- 24:47Deixar claro isso e isso. A gente tá engatinhando ainda,
- 24:51mas foi uma alternativa que isso acabou ficando somente em
- 24:56cidades mais distantes. Hoje nós temos entre São Paulo e
- 24:59Campinas essa forma uberizada, mas ela não ganhou força como
- 25:05poderia ganhar por uma questão de conflito contratual, por
- 25:09licitações, por concessões. De ônibus que já percorriam essa
- 25:14determinada via. Mas quando nós começamos a
- 25:18pensar na questão, vamos pensar num avião?
- 25:21Avião? Ela tem a classe executiva, tem
- 25:24a classe econômica no mesmo avião.
- 25:27Quando nós tivermos essa, esse estudo e aplicação de um ônibus
- 25:32uberizado, ele acabou, na verdade, não concorrendo com um
- 25:38ônibus tradicional. Ele foi de uma forma de tirar
- 25:42pessoas relacionadas ao automóvel e buscar uma
- 25:45alternativa, que é uma dor que as pessoas tinham, dentro dessa
- 25:50possível segurança. Como eu falo do conforto
- 25:53relacionado e acabou sendo cortado.
- 25:55Isso já foi há 12 anos atrás. É um ponto aí que poderia ter
- 25:59crescido muito, né? Dentro dessas regulamentações
- 26:03que poderiam ser adicionadas pra.
- 26:06Reduzir essa essa quantidade e quando de pessoas utilizando
- 26:11automóvel. E quando nós falamos da
- 26:13tecnologia, é se eu pegar qualquer empresa de olho e
- 26:16falar, olha, eu preciso saber qual é a quantidade de pessoas
- 26:19que estão circulando, é no último mês, Ah, eu vou fazer um
- 26:23relatório para você, tá? Esse relatório, ele pode levar
- 26:27tanto, um dia, uma semana, vai depender de da organização dessa
- 26:31empresa. Se eu chegar para uma empresa de
- 26:34tecnologia. Por aplicativo de transporte, eu
- 26:37quero saber em tempo real quantas pessoas estão deslocando
- 26:41neste momento e por onde elas estão passando.
- 26:44Esse dado já está pronto. Então essa diferença que nós
- 26:49temos de tecnologia compartilhando o mesmo espaço
- 26:53físico, ela é, é, é tão distante uma da outra que.
- 26:59Ao invés de nós pegarmos esses esforços tecnológicos voltados à
- 27:04tecnologia, buscando comportamento para as pessoas se
- 27:08sentirem seguras, confortáveis nesse deslocamento, nós estamos
- 27:13cada vez mais o quê? Segregando essa, esse, essas
- 27:17diferenças e aumentando consecutivamente a quantidade do
- 27:24transporte individualizado. Então esse é o ponto.
- 27:29Crucial quando nós falamos de mobilidade e pegando esse gancho
- 27:34que foi uma outra sacada bem interessante, que foi muito
- 27:37utilizado no nordeste desde o século passado e agora vem com
- 27:41uma intensidade muito maior aqui na região sul, que são AA
- 27:46questão dos mototaxistas que tem um público feminino que utiliza
- 27:53a maior parte do tempo. E ela está voltada ao que a essa
- 27:58segurança na última etapa ou em algum trajeto que ela não se
- 28:03sinta segura aonde no transporte público?
- 28:08Olha que interessante que um está concorrendo direto
- 28:13diretamente, sendo que a máquina tecnológica, por mais perigosa
- 28:19que seja, motocicleta. Elas, ela muitas vezes está
- 28:24prevalecendo em relação ao transporte público com valor
- 28:27tarifado menor No No no percurso que a pessoa está é procurando
- 28:33fazer isso na verdade quebra, porque o transporte público ele
- 28:39tem que ser acene para o deslocamento.
- 28:42Mas essa deficiência que nós temos atualmente acaba
- 28:47prevalecendo o transporte individual.
- 28:51Que está totalmente digitalizado, seja para o
- 28:55transporte de pessoas, seja para o transporte de mercadoria.
- 29:00Isso mudou radicalmente. Quer dizer, você vê uma empresa
- 29:03centenária como correio quebrada e, por outro lado, você vê uma
- 29:08empresa por aplicativo de entrega ganhando, tendo lucros
- 29:13extraordinários em função, na verdade, da tecnologia aplicada.
- 29:18Que deve ser sempre voltada na questão coletiva para as
- 29:24pessoas, mas como nós temos um planejamento?
- 29:30É de transporte público, principalmente na questão dos
- 29:35ônibus, que você tem um rito muito bem estabelecido.
- 29:40Vou abrir um edital, depois vai ter a licitação, vamos abrir as
- 29:45cartinhas. Olha, Oo percurso já está
- 29:48definido perfeitamente, os pontos já estão definidos
- 29:51perfeitamente. Vai ter um fiscal no terminal de
- 29:55ônibus que vai ver se aquele ônibus está chegando certinho,
- 29:58mas esqueceram? Que o transporte público, o
- 30:02transporte coletivo tem que ser para as pessoas.
- 30:05E aquele momento de horário de pico tem que ser maior.
- 30:09E aquele período à noite, quando você está ali na via pública e
- 30:12você passa um ônibus totalmente vazio, circulando para nada.
- 30:17Significa que estamos rasgando dinheiro para fazer o quê?
- 30:21Para que a gente tenha esse rito bonitinho, tudo certinho,
- 30:26relacionado ao que o transporte público rege.
- 30:30Dentro de um planejamento do século passado, as coisas
- 30:34mudaram. Não dá mais para você ficar
- 30:37pensando nessa forma. Posso aproveitar?
- 30:39Aí já colocar mais uma observação aqui, até vou trazer
- 30:42alguns dados para justificar essa minha pergunta, né?
- 30:45Porque você toca no assunto, é da questão da segurança, né?
- 30:49Você citou agora há pouco a questão da segurança da mulher.
- 30:51No começo da da conversa falou disso também.
- 30:54E agora falando de transporte público, acho que isso volta a
- 30:56voga, só que eu queria trazer um outro lado da segurança, tá?
- 31:00Não a segurança necessariamente da violência, mas é um outro
- 31:04lado. Por exemplo, hoje motoristas de
- 31:07aplicativo no Brasil é, se eu não me engano, tá aí, vocês
- 31:10podem me corrigir, o Ed está aí pra me corrigir depois também.
- 31:14É, temos quase 2000000 de motoristas de aplicativo
- 31:18espalhados pelo Brasil. Destes, quase 600000 estão na
- 31:23cidade de São Paulo. Então eu imagino, conforme você
- 31:27aumenta a quantidade de motoristas na rua, a quantidade
- 31:30de acidentes ou de riscos, a vida por conta da quantidade de
- 31:35de circulação aumenta, né? Aí você tem num outro, num outro
- 31:41ponto, uma guerra acontecendo no Oriente médio.
- 31:44Que mexe com o preço dos combustíveis.
- 31:45Aí esse cara que participou da burocracia, da contratação da
- 31:50empresa de ônibus, então ele foi lá com a cartinha dele, estipula
- 31:53a quilometragem e tudo mais. O custo dele vai ficar mais
- 31:57alto, porque o combustível subiu 3040 por cento, né?
- 32:00Só que aí, Como Ele É um empresário e ele não gosta de
- 32:03perder dinheiro, ele vai fazer a manobra interna dele pra que ele
- 32:07possa não perder a margem de lucro.
- 32:09Logo ele vai diminuir a qualidade.
- 32:12A quantidade de carros na rua, ele vai fazer acomodação pra que
- 32:15aqueles 40% não não pese nos rendimentos finais, né?
- 32:20E isso tudo impacta, né? É, o transporte público fica
- 32:25mais lerdo, porque tem mais gente na rua, mais pessoas se
- 32:29acidentando na rua. Por outro lado, você vai ter
- 32:31menos ônibus nos horários importantes porque tá
- 32:35economizando combustível, enfim, não fica.
- 32:40Não é tudo muito confuso ou talvez complexo demais pra se
- 32:43resolver, existem soluções simples pra pra esses tipos de
- 32:46problemas. Você tem uma questão totalmente
- 32:50desigual, então, na mesma via pública, você tem formas
- 32:54tecnológicas para transportar as pessoas de uma de, de maneiras
- 32:58totalmente diferentes, e isso acaba é prevalecendo a questão
- 33:04relacionada aos transportes por aplicativo, que aqui é o maior
- 33:08mercado do mundo. Olha só que interessante que vai
- 33:12e encontra o que você disse aí de 600000 pessoas atuando nesse
- 33:18nesse meio, sem dúvida, isso é tem que ter é questões
- 33:25relacionadas AAA, mudar a forma de pensar dos contratos atuais
- 33:33do transporte público, você vê que OOA questão metroviária.
- 33:38Né? A própria, a própria CPTM também
- 33:42é. Você não tem esse, esse rigor.
- 33:45Quer dizer, você consegue é nos horários de pico, é frequência
- 33:52de de trens, a cada 2 minutos ou menos de intervalo, chegando na
- 33:57estação, quando está trabalhando redondinho, e no na questão
- 34:02Rodoviária, quando você tem um número muito grande de
- 34:06aplicativo e de transporte. E você não tem as faixas
- 34:10exclusivas integralmente por onde os ônibus passam.
- 34:15Eles concorrem em alguns gargalos no mesmo espaço e isso
- 34:21acarreta o que nós falamos, dos congestionamentos e que acarreta
- 34:24exatamente naquilo que foi falado na questão dos acidentes.
- 34:29E os acidentes são feitos prioritariamente, acontecem,
- 34:33melhor dizendo. Com os motociclistas que como
- 34:36congestionado a cidade está, as motos vão passando entre os
- 34:41ônibus, carros e nos cruzamentos, acabam sendo ali as
- 34:46maiores vítimas e algumas até fatais em função desse trânsito,
- 34:52dessa cobrança, dessa questão relacionada a entregas, porque
- 34:57você também tem que pensar que os aplicativos motivam um
- 35:01recebimento que a gamificação. Que é algo, na verdade, que você
- 35:05vai recebendo conforme você vai entregando.
- 35:08E um dado bem interessante que nós nunca presenciamos Oo um
- 35:14número de infrações tão relevantes a qualquer momento,
- 35:18visualmente nas vias públicas, né?
- 35:22Principalmente no caso dos motociclistas, né?
- 35:25Andando na calçada, contramão, não respeitando nenhuma
- 35:28sinalização em função. Do que ele está tendo sido
- 35:33premiado em relação o que ele está ganhando ali No No dia a
- 35:38dia? Então, tudo isso, essa
- 35:40complexidade da mobilidade, essa desigualdade tecnológica, essa
- 35:46bonificação para alguns em relação a outros, tudo isso
- 35:52acarreta esse esse dano é econômico.
- 35:57Pensando nas vítimas é de acidentes e na questão das
- 36:03pessoas que procuram se locomover de uma forma mais
- 36:07segura, tranquila, confortável, mas que de fato isso acaba se
- 36:11estendendo muito tempo de deslocamento.
- 36:15Muito bem. Com isso.
- 36:16Vamos fazer um rápido intervalo agora só para dar uma respirada.
- 36:19O quem está nos ouvindo precisa ouvir esse recado que vai vir na
- 36:22sequência e a gente já volta. É um minutinho só.
- 36:26Olá. Essa é para vocês que estão
- 36:28assistindo OABC conexões. Sim, vocês, nossos ouvintes.
- 36:33Eu sou o João Pedro Melo e agora eu estou na bancada do ABC cast.
- 36:37Sala pessoal, você já deve ter ouvido a minha voz.
- 36:40Se você não ouviu, eu sou a Susana Rezende, a apresentadora
- 36:43do ABC cast e eu venho aqui para te fazer um convite muito
- 36:46especial. O nosso encontro está marcado de
- 36:49segunda a sexta às 18:00 lá no ABC cast e lá nós falamos sobre
- 36:54tudo que impacta o seu dia a dia.
- 36:56Desde o grande ABC até a região metropolitana de São Paulo, a
- 37:00gente fala sobre o Brasil, sobre o mundo, pra te manter sempre
- 37:03bem informado. Sem Rodeio, sem drama e sem
- 37:06perder mais o seu tempo bom, talvez só um pouquinho de drama.
- 37:11Não, não tem desculpa. Nos siga na sua plataforma
- 37:14preferida. Então tem o Deezer, o Spotify, o
- 37:17Apple botcast, o Amazon Music, até o YouTube.
- 37:20É só escolher a sua preferida nos seguir e dar o play.
- 37:23Então já nem perde tempo. E segue a gente lá no Instagram,
- 37:26é arroba ABC do ABC, underline oficial, porque é lá que a gente
- 37:32avisa, provoca, comenta, ri e chora e às vezes até descola uma
- 37:38treta. Então Bora lá.
- 37:41Então pode dar o play. Obrigado por acompanhar esse
- 37:44recado. Vamos agora continuar a nossa
- 37:46conversa aqui porque temos muito assunto para conversar em pouco
- 37:49tempo, né? Então eu quero começar logo
- 37:51chamando o Nosso Quadro contraponto.
- 37:55Contraponto. Esse quadro é aquele que você
- 38:00conhece. É o motivo pelo qual eu convido
- 38:01um jornalista a participar, para que ele possa fazer as perguntas
- 38:05que ele quiser. Não teve planejamento.
- 38:07A gente não, não roteirizou essa parte, então eu não sei o que
- 38:11vem por aí. É, é, Luiz.
- 38:13Eu também não sei de fato o que vem por aí, tá tranquilo?
- 38:16Mas. Não espero que OJP pegue leve
- 38:17com você. Então JPO tempo é todo seu.
- 38:20Eu vou me silenciar aqui. Tá bom, professor?
- 38:27Chegou então aquele momento que Thiago me liberou da coleira.
- 38:30Então, a gente costuma transformar as pautas do ABC,
- 38:33conexões e também do portal numa visão um pouquinho mais realista
- 38:37e sem chapa branca, é? E eu queria voltar AA ao Oo
- 38:44cidade para as pessoas, né? Mas assim como a gente fala
- 38:48bastante, é tu falas bastante sobre tecnologia e inovação.
- 38:53É dentro dessa tese do do janguel AAA, cidade que só
- 38:59funciona quando é projetada na escala humana para pedestre.
- 39:03É, mas olhando para o Brasil, especificamente aqui, para o
- 39:06nosso ABC, que cresceu. Idolatrando o asfalto, como foi
- 39:10dito, isso ainda parece distante.
- 39:13E aí eu lhe pergunto, de uma forma bem direta, a mobilidade
- 39:17sustentável dessas cidades pra pessoas dele é do janguiel?
- 39:23Tem alguma chance de acontecer de fato dentro dessa nossa
- 39:26realidade metropolitana? Ou o senhor acha que a gente
- 39:30falhou tanto no planejamento como nessa questão de tecnologia
- 39:35verde do carro? Perfeito é entra no ponto
- 39:41relacionado ao uso e ocupação do solo.
- 39:44Se nós tivermos locais na no grande ABC onde a pessoa tem um
- 39:52nível de serviço tão grande, e aí o nível de serviço é emprego,
- 39:56escola, é serviços públicos, né? O que nós chamamos hoje de
- 40:02cidade de 15 minutos é isso, né? Que veio.
- 40:08Da França, em Paris, que hoje é aplicada diretamente nesse
- 40:11ponto, você consegue fazer com que as pessoas se desloquem
- 40:17menos. Esse é o ponto chave.
- 40:19Uso e ocupação do solo é o ponto crucial para que nós tenhamos,
- 40:25na verdade, um menor deslocamento ou não
- 40:29deslocamento, como nós estamos fazendo exatamente agora.
- 40:33Que é o melhor dos mundos. Quer dizer, ninguém se deslocou,
- 40:36mas estamos falando sobre mobilidade.
- 40:38Então, quando nós planejamos a cidade em locais que eu posso
- 40:45oferecer esse número de serviço tão grande, e isso favorece o
- 40:50não deslocamento. E aí não precisa ter um
- 40:52investimento viário, nem metroviário ou de uma forma
- 40:58muito mais sutil. Mas quando nós?
- 41:02Temos a questão relacionada a polos, que são os polos
- 41:07geradores de tráfego. As regiões é que nós temos nas
- 41:12cidades onde a pessoa precisa se deslocar muito e por muito
- 41:17tempo, e isso acaba dando um transtorno exatamente é
- 41:23irreparável, como nós estamos vendo hoje.
- 41:26Mas aí, professor, como é que eu convenço, por exemplo, um
- 41:28morador de São Bernardo a deixar o carro em casa se de repente o
- 41:32ônibus não passa na hora que deveria?
- 41:35Por quê? Porque a distância que ele tem
- 41:37para o seu trabalho, ele precisa de uma locomoção por um, por um
- 41:41veículo motorizado, né? Um transporte motorizado.
- 41:46Então, no momento que ele tem esse transporte motorizado, ele
- 41:49vai optar e essa opção é o quê? Quanto tempo eu levo?
- 41:53Quanto vai me custar? E qual o modo de transporte eu
- 41:57vou utilizar dentro dessa transversal da segurança?
- 42:01E realmente neste momento você tem aí o automóvel como
- 42:06prevalecendo em relação aos demais, principalmente por causa
- 42:10da previsibilidade que você precisa e pelo rito do
- 42:15transporte público dentro daquela frequência que nós
- 42:17falamos em relação a algo muito engessado.
- 42:22Então, essa desigualdade que nós temos hoje prevalece, né?
- 42:27E aí nós vamos na contramão em relação ao transporte público?
- 42:32Muito bem. Tem mais?
- 42:32Pergunta JP que se. O professor tivesse a
- 42:34oportunidade de projetar 11 veículo ou apenas pelo prazer do
- 42:41deslocamento, sem ter que se preocupar com o consumo ou o
- 42:45tráfego? Como é que ele seria?
- 42:47Ele teria roda asa, enfim. Ou ou a gente está falando algo
- 42:52que se é que resgate AA sensação de Liberdade que o trânsito de
- 42:57alguma maneira tirou da gente? Exatamente OOA forma como nós
- 43:02vivemos. A gente criou um problema que
- 43:04nós não tínhamos, né, que é o deslocamento.
- 43:08AA possibilidade que a gente tem é é um ponto muito interessante.
- 43:13O que você disse? E eu estudei muito a questão de
- 43:17motores, eficiência de motores, no meu início da carreira como
- 43:21engenheiro mecânico, como mestre, engenharia automotiva e
- 43:27quando quanto mais eu estudava, mais eu via que eu estava longe
- 43:31de de uma resposta. Porque o ponto chave não é o
- 43:35deslocamento, é o que você pode fazer próximo de onde você está.
- 43:40Né? Então, pensando no, no na
- 43:43questão de qualquer veículo que eu possa falar de, né, que seja
- 43:47um drone voador que em breve nós já teremos.
- 43:50Aí a Embraer já está, né? Em uma das das empresas que está
- 43:55aí dentro dessa dessa linha de transportar pessoas por drone,
- 43:59né? Um drone obviamente maior,
- 44:01elétrico e autônomo. É isso não justifica
- 44:05absolutamente nada. O que nós precisamos é sempre
- 44:08pensar em como não nos deslocarmos.
- 44:12É com tanta frequência e deslocarmos, obviamente, no
- 44:15momento de recreação, lazer, que é o melhor dos mundos dentro de
- 44:21um tempo, é que não seja os horários que tenham essa
- 44:26intensificação, porque. Um ponto relacionado ao trânsito
- 44:30fugindo um pouquinho, Jô dessa pergunta e a gente não falou
- 44:33aqui, mas são os horários, né? São Paulo, né?
- 44:39A região metropolitana de São Paulo acaba sendo constante o
- 44:43número de congestionamentos, mas muitas cidades elas têm um
- 44:47determinado horário de congestionamento.
- 44:49Você fugir desses horários é o ponto chave.
- 44:53E aqui? Na região metropolitana de
- 44:55Campinas é a mesma coisa. A dependência do automóvel é a
- 44:58mesma coisa. Essa mudança de hábito de
- 45:03horário dentro, obviamente, do que você consegue, do que você
- 45:07trabalha, do que você atua, ela facilita muito a questão do
- 45:11deslocamento. E é uma política pública que não
- 45:14é muito lembrada, que são, na verdade, essas diferenças de
- 45:18horários de entrada e saída que poderia favorecer e diluir.
- 45:22Esse congestionamento que a gente vê nas grandes metrópoles.
- 45:26Ou seja, né, professor, a gente sempre volta para essa questão
- 45:29do é a prerrogativa do Walking Distance.
- 45:32Sempre vai acabar sendo Oo planejamento mesmo, né?
- 45:36Para quem tem essa chance de como o professor falou, tudo
- 45:39próximo, né? Já tá tudo ali, é melhor, é tão,
- 45:42tão melhor, é tão qualidade de vida, né?
- 45:43Professor, exato, essa proximidade e você poder
- 45:48conhecer as pessoas. É fantástico, eu tive um amigo,
- 45:52colega, professor, que que mora em Barueri e ele IA para o
- 45:58centro de São Paulo, é na lecionar, ele falava, não
- 46:03aguento mais Oo carro. Eu falei, você já pensou em ir
- 46:06de trem? Não, não pensei, o que que você
- 46:09acha? Tem ponto de ônibus perto da sua
- 46:11casa? Você falou, na frente de casa
- 46:12tem um ponto, falei, você já fez?
- 46:15E depois de 6 meses, eu conversei com ele.
- 46:17Ele falou, Luís, você mudou minha vida.
- 46:19O que que foi? Eu nem lembrava o que eu tinha
- 46:21falado e falou, gente, eu comecei a conversar e conhecer
- 46:25as pessoas que moram no meu prédio.
- 46:27Eu não conhecia as pessoas que moravam no meu prédio e comecei
- 46:31a conhecê las pelo fato de estar no ponto de ônibus.
- 46:35Olha que fantástico. Né?
- 46:38A cidade tem que ser feita para as pessoas e não pela blindagem
- 46:43dos veículos. Vocês ultraprotegido para ir no
- 46:46local? Então assim isso mudou a
- 46:48conceção de convívio. Dentro da cidade que ele tá e
- 46:54nessa migração que ele tinha de ir e voltar todos os dias, quer
- 46:58dizer, ele começou a ver o comportamento, o convívio, o
- 47:02hábito das pessoas. Isso é gratificante.
- 47:05Você tem eu como professor e como eu analiso.
- 47:09Eu fico o tempo todo analisando, seja no trânsito, seja andando
- 47:13em todos os locais, exatamente nisso.
- 47:15Como é o comportamento? Como é difícil.
- 47:18Né, como o João me provocou aqui?
- 47:20Como é difícil quebrar essa Barreira, porque assim tá tão
- 47:23intrínseca a dependência de uma blindagem de 4 rodas que a
- 47:29pessoa nem sequer pensa numa outra possibilidade, né?
- 47:34E os aplicativos de transporte acabam, muitas vezes, ocupando
- 47:38esse espaço que deveria ser o transporte público.
- 47:42Ô, ô, JP, eu acho que de tudo que a gente conversou aqui, eu
- 47:46posso presumir, tá? Se a gente fosse colocar o
- 47:49veículo favorito aqui do Luiz Vicente, né, que vamos colocar
- 47:55uma regra, né? Que ele não tivesse que andar a
- 47:58pé. Porque eu já sei que a pé o
- 48:00veículo favorito dele é a sola do do pé, né?
- 48:03Mas talvez o veículo que ele pudesse substituir por andar a
- 48:06pé seria aquele overboard, né? Você só sobe e vai andando
- 48:10devagarinho assim, porque você pode chegar ali na praça.
- 48:13Dá tempo de você conversar e cumprimentar a vizinha.
- 48:16Tá tudo. Tá tudo certo, né?
- 48:17É um veículo mais simples, né? Mas um.
- 48:20Teleférico não, não. Rolaria também não, professor.
- 48:24O quê? Nem o teleférico, não, não.
- 48:26Não tem um chance. O teleférico é o teleférico já é
- 48:29algo já usado na América Latina, ali Bolívia, Colômbia já tem
- 48:33teleférico. Tem essa proposta, inclusive.
- 48:37Na cidade de São Paulo. Mas é aquela questão sempre
- 48:40relacionada à gestão, né? Não pode virar o que virou no
- 48:44morro do alemão, no Rio de Janeiro, né, que fez um baita
- 48:47investimento e hoje está parado. Mas é uma alternativa, sem
- 48:52dúvida. É, né.
- 48:54E os trilhos, né? Os trilhos.
- 48:56Eu estou ansioso para chegar. Não que eu queira que chegue em
- 49:002031, mas que tenha essa estação de trem que vai ter aqui em
- 49:04Campinas, que eu vou para São Paulo, né?
- 49:06O trem intensidades vai ser fabuloso, porque aí eu não vou
- 49:11precisar do automóvel para ir para São Paulo.
- 49:13Isso vai ser maravilhoso. Não.
- 49:15E o projeto Rio São Paulo também, né?
- 49:17Naquele trem de alta? Velocidade, é.
- 49:20Maravilha, né? É esse, mas esse realmente ainda
- 49:23tá só no papel. Esse o intensidade já começou,
- 49:27já tá em valindo. Essas obras começaram o mês
- 49:29passado, mas assim, tem muito tempo ainda tem alguns
- 49:33percalços. Mas olha só, e é algo, né?
- 49:37E aí entra também o grande ABC. Nós tínhamos trens do litoral.
- 49:44Para o grande ABC, para a região metropolitana de São Paulo e
- 49:49para a região tratado. Descendo pela linha do trem.
- 49:52Perfeito. Olha só o quanto nós teríamos,
- 49:55né? De não congestionamento em
- 49:58função de trem EEEO outro detalhe, você sentado no vagão,
- 50:04tendo um vagão de um café, você podendo trabalhar ou um lazer
- 50:09com aquela vista maravilhosa da Serra do mar.
- 50:12Serra do Marco, Cachoeira, você via isso?
- 50:14Nossa, fantástico, e hoje você está preso no seu automóvel
- 50:20junto lá com as pessoas que mal sequer você nem conhece as
- 50:23pessoas que estão do seu lado, né?
- 50:25Você não tem essa convivência, o transporte público, ele favorece
- 50:29tudo isso, né? Você melhora como pessoa,
- 50:33melhora como qualidade de vida e a gentileza gera gentileza.
- 50:38É um jargão, mas eu falo direto. Mas é A Pura Verdade.
- 50:42Se você dá espaço pra uma pessoa passar do seu automóvel, a
- 50:46pessoa também vai ficar sensibilizada e vai vai deixar a
- 50:49outra passar. Agora, se você faz o contrário
- 50:52dessa blindagem de 4 rodas, você só cria um ambiente extremamente
- 50:58hostil, né? E predatório.
- 51:01Na Na Na mobilidade, locomoção, que é pública, né?
- 51:05Todo mundo precisa locomover e a gente precisa fazer isso de uma
- 51:09forma uniforme, coletiva e juntas, né?
- 51:13E não de uma coisa individual. Nós precisamos deixar de
- 51:17individualistas. E eu já faço eco nesse otimismo
- 51:20de vocês aí já vendo a manchete no ABC do ABC, imagina, prefeito
- 51:24promete teleférico na Lions. JP, não sei.
- 51:29Acho que é porque você não conheceu essa história aqui.
- 51:31Mas aqui no ABC a gente teve um prefeito um tempo atrás que teve
- 51:35o plano do teleférico. O teleférico IA sair do centro
- 51:39da cidade, IA para um ponto turístico e desse ponto
- 51:42turístico, ele IA para um dos bairros distantes que beira a
- 51:44represa. E o objetivo dele era trazer
- 51:48turistas para conhecer isso, mas também fazer a mobilidade
- 51:51daquele pessoal que morava naquele extremo.
- 51:53Pro centro em questão de 15 minutos, ao invés de demorar
- 51:56mais de 40 circulando pela linha do ônibus, né?
- 52:00Só que as pessoas assim olharam o projeto e acharam tão absurdo,
- 52:05tão bizarro colocar um teleférico no meio da cidade que
- 52:09afundaram o projeto dele. O cara tentou uma reeleição, ele
- 52:13ficou. Ele teve menos votos que os
- 52:15vereadores. De tão impopular que ele ficou
- 52:19porque ele defendeu esse projeto no teleférico.
- 52:21Mas aconteceu já aqui. Eu vi, eu vi, tá?
- 52:24Tá. Estava no meu estudo de pauta.
- 52:26Ah. E o essa foi a piada é que eu.
- 52:29Eu eu lembrei dele porque eu fui secretário de comunicação nessa
- 52:32época desse prefeito. Nossa porradaria foi minha.
- 52:35Você sabe do detalhe? Eu sei do detalhe, é, a gente
- 52:39fez bastante perguntas. Ah, desculpa, desculpa.
- 52:41Luiz, não só só a questão do teleférico, o teleférico, ele só
- 52:44dá certo se tiver o urbanismo chamado urbanismo social.
- 52:50Que foi feito na cidade de Medellín, na Colômbia,
- 52:53exatamente por um local que era rodeado do narcotráfico.
- 53:00E você deu AA questão de parques, a questão de de
- 53:05serviços associados às pessoas que moravam naquela região.
- 53:10E, claro, com o teleférico. Então, assim, o teleférico por
- 53:14si só, ele não funciona. Você precisa ter um urbanismo
- 53:18voltado àquela região, que favoreça as pessoas, terem valor
- 53:24do local onde vivem, e isso reduz drasticamente a
- 53:28criminalidade que foi o ponto chave é na cidade de Medellín,
- 53:32com urbanismo social. Talvez esse foi o nosso erro, o
- 53:35nosso prefeito lá queria que a nossa cidade fosse igual.
- 53:39Gramanha. Depois ele olhou e queria que
- 53:41fosse igual outra cidade que tivesse.
- 53:42Eles IA nas cidades que tinha teleférica e falava, quero minha
- 53:45cidade igual essa aqui. Não tinha esse estudo mais
- 53:48detalhado. É sempre, é sempre isso, né?
- 53:50É, é querido. A gente, a gente cita os as
- 53:54pessoas citam bastante Copenhague ou Amsterdã, mas é
- 53:58olhando para a pele do brasileiro e para nossa
- 54:01realidade tropical e muito desigual, né?
- 54:03É, é qual de fato seria uma cidade realmente que faz a gente
- 54:08pensar. Dentro do nosso sentido que
- 54:10trouxesse vontade política, né, professor?
- 54:13Exato, exato. É.
- 54:15Nós temos 2 exemplos de cidades aqui.
- 54:17Aqui no sul, a cidade de Curitiba, que sempre está
- 54:20inovando no transporte coletivo, é algo maravilhoso, né?
- 54:25Está muito alinhada com com a cidade para as pessoas.
- 54:29E a outra cidade é Fortaleza também.
- 54:33Na região, no nordeste, ali que sempre está pensando na forma
- 54:37coletiva, inclusive de tamanhos de transporte público maior ou
- 54:42menor, em função da demanda. Se vocês verem algo maravilhoso,
- 54:46não precisa ir longe, não precisa ir para Copenhague, só
- 54:50precisa ter humildade, visitar, entender.
- 54:53E atrás e fazer o acontecer, porque nós temos exemplos aqui
- 54:58no Brasil, fantástico, dentro dessa dessa, dessa visão voltada
- 55:03para as pessoas. Professor, olha só, é é quando é
- 55:07Na Na tua profissão, né? Quando a gente apresenta, é
- 55:11resultado. Os dados estão por lá e os
- 55:14políticos às vezes ouvem, né? E às vezes não ouvem, né?
- 55:19Então, assim, são meio que boas perguntas, né?
- 55:22Como é o sentimento de ver, às vezes, uma pesquisa acadêmica de
- 55:25alto nível ser ignorada pela gestão pública por causa de uma
- 55:31conveniência eleitoral, tá? Esse é um ponto chave e, assim,
- 55:38o que eu mais fico frustrado é quando nós temos dados,
- 55:43principalmente na emissão de poluentes.
- 55:46Que tem uma quantidade enorme de material particulado que reduz a
- 55:51vida das pessoas que estão expostas a essa, essa essa forma
- 55:56e nada é feito ou é ignorada. Então é um trabalho sensacional.
- 56:01Que laboratório de patologia da Universidade de São Paulo faz da
- 56:05faculdade de medicina? E isso acaba assim, muitas
- 56:08vezes, com essa intensificação do transporte motorizado, acaba
- 56:13afetando a saúde das pessoas. Que elas não estão enxergando e
- 56:19o e o nosso país é um país que eles simplesmente desprezam
- 56:24todos os tudo o que nós temos de publicações, tudo o que nós
- 56:30fazemos. Ao contrário, na verdade, né, de
- 56:33muitos países do hemisfério norte, de novo hemisfério norte.
- 56:36Mas eu não poder pegar a Austrália também, que está no
- 56:38hemisfério sul, que também faz acontecer, que é levar a Sério o
- 56:44que o mundo acadêmico faz. E o que deve ser feito e não
- 56:49questões muitas vezes demagógicas que na percepção da
- 56:53população está maravilhosamente bem, mas isso vai ter
- 56:57consequências drásticas. Então muitas vezes é frustrante
- 57:00para mim nesse nesse ponto é mais um desabafo aqui na nessa
- 57:04pergunta. E por último, e para encerrar,
- 57:07tá o ultimo.eu prometo pro pro Quirino, é, é.
- 57:13Uma dica é professor para quem está começando, porque é 1111.
- 57:17Tema que eu adoro, né? E como eu falei, é tendo atuado
- 57:22no cal, na assessoria. É, eu peguei muito gosto e a
- 57:25minha esposa é arquiteta e urbanista também.
- 57:28Então eu queria lhe perguntar para quem está começando na
- 57:31engenharia de transporte, muito embora eu é consiga imaginar AO
- 57:35viés da resposta. E eu tenho certeza que o Quirino
- 57:38também deve permear pelo humano, mas.
- 57:42Mesmo assim é pra quem tá começando na engenharia de
- 57:44transporte, qual a lição mais valiosa que o senhor aprendeu?
- 57:49É, é e que não tá em nenhum livro técnico da USP ou da
- 57:53Unicamp. Acho que é otimização de
- 57:55recursos, né? Então, assim, é de uma forma
- 57:59integradora. Não existe um transporte que
- 58:02seja melhor que o outro. Existe uma condição naquele
- 58:06momento que um pode prevalecer em relação ao outro.
- 58:11Então, quando nós temos uma integração é dos transportes,
- 58:18independentemente se ele é individual ou se ele é coletivo.
- 58:23Essa integração, ela deve ser feita de uma forma que as
- 58:27pessoas consigam enxergar, estejam na Palma da mão e isso
- 58:31não acontece. Então acho que esse esse é o
- 58:34ponto. E o que eu estou falando?
- 58:36Os países nórdicos, extremo norte.
- 58:39Né, pegando a Finlândia como exemplo, é algo assustador.
- 58:43Eles conseguiram dentro da capital, na Finlândia, ficar em
- 58:4812 meses sem qualquer acidente com vítima fatal.
- 58:54Em função desta integração, então, soluções existem, não
- 59:00está escrito nos livros. Mas essa ação relacionada do
- 59:05poder público junto com a sociedade consegue sim, de fato,
- 59:10fazer com que a vida das pessoas seja melhor.
- 59:16Fora da zona? Né?
- 59:19Nesse quadro, a gente tenta entender assim, até conectar o
- 59:23assunto com algo mais pessoal da da vida, do nosso entrevistado,
- 59:26né? E eu tava pensando numa pergunta
- 59:29pro nosso fora da zona. E me me veio na cabeça o
- 59:32seguinte, professor, é, você é um especialista em mobilidade,
- 59:37né? Você pensa mobilidade grande
- 59:40parte do seu dia, o seu trabalho está muito ligado a isso.
- 59:44Você inclusive escreve colunas, né?
- 59:46Como no nosso caso, falando sobre isso, ou seja, esse
- 59:49assunto te domina Oo seu dia a dia.
- 59:52Agora, quando o Luiz Vicente está em casa, quando ele está
- 59:56planejando 11. Um momento de lazer.
- 59:59Sabe quando você desconecta de tudo?
- 1:00:02Como que você planeja sua locomoção?
- 1:00:05É, é como é que funciona. Aí quando quando tudo tá, é hora
- 1:00:10de descansar. É o carro que você prioriza.
- 1:00:14Não, não é o carro que eu priorizo.
- 1:00:16Eu moro na cidade de Campinas, numa cidade é.
- 1:00:19Aqui também. É o é o centro de uma região
- 1:00:22metropolitana. E eu tenho a satisfação de
- 1:00:26morar. É num local onde a escola dos
- 1:00:31meus filhos é muito próximo. Eu posso ir a pé, vou pegar o
- 1:00:34veículo rapidamente, levar sem trânsito algum.
- 1:00:38Eu tenho os supermercados próximo de casa, que eu também
- 1:00:41faço muitas vezes a pé, uma compra simples.
- 1:00:45Tenho 2 parques aqui perto de casa também, que usufruo no
- 1:00:49final de semana a pé. Então assim é a cidade para as
- 1:00:53pessoas. Para mim é o é o termo chave, é
- 1:00:57pra, pra, pra. Essa vida é local.
- 1:01:01E eu escolhi muito bem, né? E tive essa grata satisfação de
- 1:01:05ter um local onde eu posso fazer sem a dependência de um veículo.
- 1:01:10E é interessante que algumas pessoas perguntam para mim, você
- 1:01:14não tem vontade de morar num condomínio fechado?
- 1:01:17Eu falei, eu tenho um horror. Desculpa as pessoas, mas porque
- 1:01:21o pé tem uma dependência total do automóvel.
- 1:01:24E eu não quero ter dependência do automóvel, porque quando você
- 1:01:28anda a pé, você conhece a cidade, você vê as pessoas, você
- 1:01:34sente. Até eu moro num edifício e eu
- 1:01:37estou num terceiro andar e jangel fala exatamente isso.
- 1:01:42Até o terceiro quarto andar você consegue sentir a cidade.
- 1:01:46Acima desses andares, você fica isolado do mundo, você não sente
- 1:01:51a cidade. O que que é sentir?
- 1:01:52A cidade é sentir o comportamento das pessoas, como
- 1:01:56elas estão agindo, né? Eu vou andando, eu olho no
- 1:02:00semáforo, vejo as pessoas digitando no celular lá tá
- 1:02:02aquela coisa louca e falo, gente, né?
- 1:02:06Se nós tivéssemos o transporte público, essa pessoa estaria
- 1:02:10digitando. Com segurança, não com a
- 1:02:13insegurança, com a distração e aumentando os riscos de
- 1:02:16acidentes. Mas nesse contexto todo, é
- 1:02:20exatamente o inverso. Então, assim, a escolha que eu
- 1:02:23fiz é, foi baseado, não assim, Ah, eu quero o edifício x, não,
- 1:02:29o que que nós temos no entorno que favorece eu viver neste
- 1:02:34local? Esse foi o ponto chave para
- 1:02:37responder essa pergunta, Thiago. Muito bem.
- 1:02:41Selo é de verdade? Fizemos muitas perguntas, ainda
- 1:02:47existem outras a serem feitas, e eu gostaria de convidar aqui o
- 1:02:51nosso mestre Edvaldo baroni, nosso produtor, diretor, enfim,
- 1:02:56ele é a alma desse desse programa, para ele nos atestar
- 1:02:59se essa nossa conversa aqui foi validada, ele, durante a nossa
- 1:03:04entrevista, ele ficou avaliando todos os dados que foram
- 1:03:08citados, as informações que foram ditas.
- 1:03:10E fazendo o fact checking em tempo real aqui pra depois
- 1:03:14atestar se essa conversa foi de verdade ou não.
- 1:03:17Então eu e o Ed pergunto pra você agora temos o selo é de
- 1:03:21verdade hoje? Bom, é realmente foi uma
- 1:03:24conversa muito proveitosa, extremamente importante.
- 1:03:28É permeada por muitos dados que em muitos momentos a gente
- 1:03:32consegue fazer esse fact checking na rua, né?
- 1:03:35Na nossa própria vivência. É, mas em relação a tudo que foi
- 1:03:40dito aqui, quanto a dados, está tudo checado, está tudo
- 1:03:42validado, inclusive menção honrosa pros dados que o Thiago
- 1:03:46trouxe sobre o número de motoristas de aplicativo, tanto
- 1:03:50no Brasil, que já em 2004 estava próximo da casa dos 2000000,
- 1:03:55sendo 570000 deles só aqui em São Paulo.
- 1:03:58E aproveitando o ensejo, até falando sobre essa questão mesmo
- 1:04:01de motoristas de aplicativo. Essa semana foi caótica, né?
- 1:04:06Nesse sentido, pra esse segmento que a gente teve muitos
- 1:04:09motoristas de aplicativo EE entregadores protestando em
- 1:04:13diversas partes do país contra a proposta de regulamentação que
- 1:04:17está em tramitação no Congresso. E o Luiz já trouxe em algum
- 1:04:22momento? É essa discussão pro pros, pros
- 1:04:26textos dele, daqui, do portal, e eu queria aproveitar esse
- 1:04:29momento pra te questionar também, Luiz.
- 1:04:32Qual que é? Qual que seria o melhor caminho,
- 1:04:34o caminho mais equilibrado para resolução dessa regulamentação?
- 1:04:38Agora, uma regulamentação que não inviabilize o serviço, mas
- 1:04:42que também não deixa os trabalhadores desprotegidos.
- 1:04:47Esse é o ponto chave e esse distanciamento que nós temos dos
- 1:04:51aplicativos individuais em relação ao transporte público.
- 1:04:54Ele está cada vez aumentando mais essa, essa diferença, essa
- 1:05:00competitividade, vamos chamar de competitividade, essa busca de
- 1:05:04um de um melhor serviço pra nós nos locomovermos, né?
- 1:05:09Então eu eu vejo sempre na questão do equilíbrio, né?
- 1:05:12Nem pra um lado, nem pro outro, eu acho que.
- 1:05:15Você pode sim é entender quais são os pontos primordiais
- 1:05:21relacionados AAA do transporte individual por aplicativo, mas o
- 1:05:25que nós podemos utilizar para o transporte coletivo?
- 1:05:29E isso não está sendo feito. Então não adianta você pegar EE,
- 1:05:33restringir mais e mais e regulamentar.
- 1:05:36Nosso país é um país de maior número de regulamentações e
- 1:05:40leis. Então não é por falta de lei que
- 1:05:43a gente. Precisa?
- 1:05:45É, é, é por uma forma, na verdade, de se nós não estamos
- 1:05:50conseguindo competir com os aplicativos, o que nós podemos
- 1:05:54fazer para que o transporte público seja próximo do
- 1:05:58transporte por aplicativo? E essa questão do da uberização
- 1:06:02do transporte coletivo é, eu acabei deixando de falar, mas na
- 1:06:07cidade de Las Vegas, pelo aplicativo.
- 1:06:10Você consegue, que é particular. Você faz o contrato do ônibus,
- 1:06:15que é um ônibus uberizado, e você consegue comprar passagem
- 1:06:20do metrô dentro da plataforma uberizada.
- 1:06:24Olha só que dinamismo que você tem num país dos automóveis.
- 1:06:29E isso é o que nós precisamos, é ter alternativas.
- 1:06:32Não é que eu estou falando para fazer a mesma coisa, longe
- 1:06:35disso, mas alternativas. Que essa competição, essa
- 1:06:40concorrência seja complementar, deixe de ser concorrente.
- 1:06:45E complemente, você não precisa de um único transporte do ponto
- 1:06:50a ao ponto b você precisa, na verdade, ter uma conjunção de
- 1:06:55modos que você possa na verdade, e de uma forma mais agradável,
- 1:07:00segura e confortável. Muito bem, obrigado Ed pela
- 1:07:05participação. É, a gente precisa caminhar aqui
- 1:07:09pro encerramento, porque nosso tempo tá tá estourando, então eu
- 1:07:13gostaria de chamar só o último quadro antes da gente se
- 1:07:15despedir, que esse é um quadro que a gente gosta bastante,
- 1:07:18porque é o entrevista reversa, né?
- 1:07:21Entrevista reversa a. Gente, vai inverter os polos
- 1:07:26aqui Oo Luiz Vicente a gente quer colocar você agora como
- 1:07:30perguntador e vamos deixar OJPE eu pra te responder.
- 1:07:34E a gente vai tentar te responder com a mesma habilidade
- 1:07:38que você teve em encarar as nossas perguntas, né?
- 1:07:42É como OOOJP é nosso convidado, jornalista convidado.
- 1:07:49Eu vou tomar a Liberdade de deixar ele responder caso a
- 1:07:52pergunta for muito difícil. Se a pergunta for mais fácil, aí
- 1:07:55eu tento responder, tá? Então se você pudesse fazer
- 1:07:58alguma pergunta para nós aí dentro do universo da mobilidade
- 1:08:01que nós conversamos aqui. O que que a gente poderia
- 1:08:05responder para você? Bom, é, eu vou.
- 1:08:08Mas Tiago, você pode também contribuir aí, porque a pergunta
- 1:08:12é para o grande ABC, existe algum local do grande ABC que eu
- 1:08:16tenha uma microcidade de 15 minutos?
- 1:08:22Olha. E aí eu vou ter que responder,
- 1:08:24tá, JP? Vai lá por favor, né?
- 1:08:28Não importa, sim. Existem aqui, por incrível que
- 1:08:31pareça, nós temos. Eu vou usar a cidade de Santo
- 1:08:33André como exemplo. É, nós temos pequenas ilhas
- 1:08:37dessas de 15 minutos, né? Aqui onde eu estou mesmo, né?
- 1:08:40Eu moro num prédio, numa região aqui da cidade.
- 1:08:44Se eu saio da minha casa e atravesso a rua, eu tenho um
- 1:08:47shopping center, eu tenho um supermercado, daqueles grandes,
- 1:08:50né? Hipermercado, eu tenho uma
- 1:08:52feira. É a única coisa que eu não tenho
- 1:08:55próxima é um hospital, mas assim, escola, escola infantil e
- 1:09:00tudo próximo. Se eu for no bairro ao lado é e
- 1:09:04até gozado isso. Muitos bairros que tem aqui,
- 1:09:07eles parecem que tem o seu próprio centrinho do bairro, né?
- 1:09:10Que tem é aquela rua cheia de banco, comércio que vende
- 1:09:14capinha de celular, a sapato, roupa, enfim, tem tudo.
- 1:09:18Então isso funciona bem, porque as pessoas acabam se
- 1:09:20centralizando. Naqueles bairros.
- 1:09:23E elas só saem mesmo do bairro porque elas vão trabalhar,
- 1:09:26porque o que falta no bairro é o emprego para que ela se mantenha
- 1:09:30ali naquela região. Mas é, é é engraçado notar que
- 1:09:34quando você tem tudo perto, você se desloca menos, né?
- 1:09:38E aí você pode acessar qualquer coisa do serviço próximo.
- 1:09:41EE, aí eu vou aproveitar para gente poder caminhar para o
- 1:09:44encerramento e até as despedidas.
- 1:09:46E vou dar um outro exemplo que talvez OOO.
- 1:09:49O professor, se você não conheceu esse exemplo ainda, é
- 1:09:52um local legal de se avaliar, tá?
- 1:09:55Eu fiz uma viagem uma vez pra Salt Lake City, que é a capital
- 1:09:58do estado de Utah, né, nos Estados Unidos, e eles têm um
- 1:10:02meio de transporte lá que é como se fosse esse monotrilho novo
- 1:10:06que estão instalando em São Paulo, sabe?
- 1:10:07É um trenzinho que corta a cidade.
- 1:10:09Ele conecta um campus universitário com outro numa,
- 1:10:13num outro extremo, então ele atravessa a cidade inteira.
- 1:10:17Ele custa barato, então você chega, paga no cartão de crédito
- 1:10:20ali e entra nele. Só que dentro de 11 quantidade
- 1:10:23de quarteirões que liga a rede hoteleira até o centro mesmo,
- 1:10:26onde tem todas as os principais pontos turísticos, é totalmente
- 1:10:30gratuito. Então a pessoa, ela entra, ela
- 1:10:32sai e se locomove até determinado lugar e ela pode
- 1:10:36aproveitar e voltar para o seu hotel, voltar para, enfim, é
- 1:10:39muito útil, útil para o turista. Eu achei tão curioso e eu estava
- 1:10:43lá com um morador local e perguntei para ele assim.
- 1:10:47Cara, e não tem assim fraude, sei lá a pessoa, porque não tem
- 1:10:51um cobrador, né? Ninguém vê se você tá pagando ou
- 1:10:55não. Como é que funciona isso aí?
- 1:10:57Aí ele falou, a gente aqui tem que confiar também na
- 1:10:59honestidade das pessoas. O que me faz pensar é, é
- 1:11:04professor, que a questão da mobilidade, envolve o
- 1:11:07planejamento, envolve o poder público, envolve essa
- 1:11:11organização, é nossa, do dia a dia.
- 1:11:15Mas envolve muito o indivíduo, né?
- 1:11:17É AAA decisão do indivíduo de fazer a coisa certa, ser gentil
- 1:11:22no trânsito, dar passagem, evitar aquela confusão, mas
- 1:11:26também ser muito honesto na hora de fazer as coisas, né?
- 1:11:29Ser mais humano, né? Acho que isso tudo resume bem a
- 1:11:33nossa conversa é com isso. Eu gostaria de me de agradecer a
- 1:11:37participação desses nossos 2 brilhantes convidados, JPEE Luiz
- 1:11:41Vicente. Queria abrir um minutinho pra
- 1:11:44cada um de vocês pra se despedir, passar os seus recados
- 1:11:46finais é indicar onde as pessoas te encontram, redes sociais,
- 1:11:50aquelas coisas todas. Então vou me despedir primeiro
- 1:11:53do nosso ilustre convidado Luiz Vicente.
- 1:11:56Já agradeço por todas as informações.
- 1:11:58Eu acho que faltou muita coisa pra gente falar, o que dá gancho
- 1:12:01pra um próximo episódio, né? Pra gente poder continuar essa
- 1:12:04conversa. Mas o tempo é seu, despeça se
- 1:12:08como você achar melhor. Maravilha, obrigado mais uma vez
- 1:12:12pelo convite. É o que nós falamos aqui, nada
- 1:12:16mais é do que cidadania. Então, todos os exemplos que nós
- 1:12:19falamos aqui é cidadania, que nós aprendemos isso na escola,
- 1:12:24na família e na sociedade. Esse é o ponto chave.
- 1:12:28Educação que a gente nem falou aqui, mas é o que torna, na
- 1:12:32verdade, o ponto primordial para nós crescermos.
- 1:12:37Como cidadãos, um abraço aí. Obrigado mais uma vez pela
- 1:12:40oportunidade. Muito obrigado EJP, meu parceiro
- 1:12:45de longas entrevistas. É o momento de você se despedir,
- 1:12:48meu caro. O tempo é seu.
- 1:12:52Olha, é primeiro para o professor, é agradecer pela
- 1:12:57aula, né? EEE tirar um urbanista é que eu
- 1:13:02consegui entrevistar dos livros pra pra pra vida real assim foi
- 1:13:07foi incrível. Então obrigado Luiz.
- 1:13:10Obrigado por aguentar esse bombardeio e descer da academia
- 1:13:13e vir para o asfalto quente que é pra gente conseguir debater o
- 1:13:16mundo real. Obrigado.
- 1:13:18Um abraço e até a próxima. Obrigado, obrigado com isso.
- 1:13:21Então a gente se despede é, você já sabe o que precisa fazer
- 1:13:24agora, né? Aquele recado básico, se você já
- 1:13:26acompanhou até aqui, por que não curta esse vídeo é compartilhe
- 1:13:30nas redes sociais. Lembrando que nós teremos agora
- 1:13:33uma matéria especial produzida pelo Ed, é falando inclusive
- 1:13:37mais informações que talvez não vão entrar na edição desse desse
- 1:13:41episódio, então confiere lá, tem muita informação legal EE você
- 1:13:46vai se surpreender com o conteúdo.
- 1:13:47Compartilha com seus amigos. Faça esse podcast chegar
- 1:13:50naqueles que precisam, inclusive nos tomadores de opinião, no nos
- 1:13:54tomadores de decisão, formadores de opiniões que discutem o meio
- 1:13:59que nós vivemos, né? Então é importante essas pessoas
- 1:14:02saberem AO nível dessa conversa e as dicas que nós entregamos
- 1:14:07aqui, eu espero. Como o seu host aqui encontrá lo
- 1:14:12no próximo sábado com um novo tema e a gente tem muito assunto
- 1:14:16para tratar, viu esse? Essa temporada a gente tá
- 1:14:19falando de mobilidade, mas falamos também de bastidores da
- 1:14:22TV. Estamos falando de inteligência
- 1:14:25artificial, marketing, a gente tá indo longe aí, são todos os
- 1:14:30assuntos que conectam com a sua vida.
- 1:14:32Então muito obrigado. A gente se vê no próximo sábado
- 1:14:36e até mais. Apresentação, Thiago Quirino.
- 1:14:40Jornalista convidado, João Pedro Melo entrevistado, Luiz Vicente
- 1:14:45filho edição, Rodrigo Rodrigues produção, Ed baroni direção,
- 1:14:51Tiago Quirino direção geral, Alex faria.
- 1:14:55Este programa é um produto do portal ABC do ABC.
- 1:14:59As opiniões manifestadas pelo entrevistado não refletem
- 1:15:01necessariamente o posicionamento do portal ABC do ABC.
- 1:15:05Para se manter informado sobre tudo o que acontece na região,
- 1:15:08acesse. Www.abcdoabc.com.br.