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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Meio ambiente. Pequenos agricultores podem alimentar o mundo e recuperar a natureza, propõe pesquisador. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 28 de setembro de 2026. Quando se fala em produzir comida para o mundo, a imagem mais comum é a de plantações sem fim, com tratores gigantes e nenhuma árvore à vista. Mas uma boa parte do que chega à nossa mesa vem de sítios pequenos, cuidados por famílias. E é justamente nesses agricultores que um pesquisador vê uma das maiores chances de alimentar o planeta e, ao mesmo tempo, recuperar a natureza. A proposta é do professor Hugh Locke. Ele a apresenta no livro Whole Earth Farming, algo como cultivar pensando na Terra inteira. Locke chama sua ideia de agricultura integral. O ponto de partida são alguns números. O mundo tem cerca de quatrocentos e setenta e cinco milhões de pequenos agricultores. Em geral, cada um cultiva menos de dois hectares. Para ter uma ideia, um hectare é um quadrado com cem metros de lado. Mesmo com pouca terra, a agricultura familiar produz cerca de trinta por cento dos alimentos do mundo. Ainda assim, esses produtores estão entre os que menos recebem apoio e financiamento. Até 2050, a população mundial deve crescer em cerca de um bilhão e meio de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento. Segundo Locke, se apenas metade dos pequenos agricultores receber incentivo e orientação, eles poderiam produzir toda essa comida extra. O caminho seria a chamada agricultura regenerativa. Mas o que isso quer dizer? A ideia não é apenas causar menos estrago. É melhorar o solo, a água e os ecossistemas dos quais a própria lavoura depende. A proposta junta a ciência moderna, como os estudos sobre a vida no solo, com décadas de experiência em agricultura orgânica e agroecologia. E soma a isso as tradições agrícolas indígenas e ancestrais. Na prática, cada lugar escolhe as técnicas que fazem sentido. Uma delas é alternar as culturas plantadas a cada safra. Outra é cultivar espécies diferentes lado a lado. Também entram a compostagem, o plantio sem arar a terra e a agrofloresta, que mistura árvores com a lavoura. Para Locke, o que importa não é seguir uma lista de regras. A pergunta central é se a terra, o ambiente e a comunidade ficaram visivelmente melhores. O pesquisador compara sua proposta à Revolução Verde, que multiplicou a produção agrícola na segunda metade do século vinte. Aquela revolução apostou em sementes melhoradas, irrigação, adubos químicos, pesticidas e padronização. Agora, a ideia seria unir o saber tradicional à ciência ecológica, com formas modernas de medir os resultados. E por que os pequenos produtores? Porque muitos ainda guardam conhecimentos tradicionais e cultivam várias espécies ao mesmo tempo. Além disso, adotaram menos a agricultura industrial do que os produtores dos países ricos. Para Locke, eles deveriam ser vistos como arquitetos da próxima transformação agrícola, e não apenas como alvo de ajuda. Por enquanto, trata-se de uma proposta. Segundo o próprio autor, o desafio é dar a esses agricultores acesso a treinamento, crédito, pesquisa, mercados, dados e assistência técnica no campo. Só assim esse potencial poderia virar realidade. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.