Latest / RetinaPro / Live #171: Doenças do corpo também afetam a visão: Descubra quais | Dra. Thaís Mendes e Dr. Edmundo Almeida
Transcript
- 0:00Boa noite a todos, bem vindos a mais uma live aqui da retina pro
- 0:05nessa quarta-feira. Hoje é um assunto
- 0:07Superinteressante, nós vamos compartilhar daqui a pouco.
- 0:11Pra quem não me conhece, eu sou doutora Thaís Mendes, da equipe
- 0:14da retina pro e especialista em retina ultrassom, também
- 0:18doutorando da escola Palestina medicina.
- 0:20E o assunto de hoje, né? Eles vão falar sobre doenças do
- 0:23corpo que podem afetar a visão. E antes da gente começar a falar
- 0:27e chamar o Edmundo para participar da live, eu gostaria
- 0:31de falar para vocês também, é de lembrar de acessar a nossa live
- 0:35toda quarta-feira, apertar aqui embaixo desse vídeo, no sininho,
- 0:38para que a gente possa é compartilhar esse live com o
- 0:41maior número de pessoas possíveis.
- 0:44E lembrando que nosso objetivo na live nunca, nunca vai ser
- 0:47passar pra vocês nenhum tipo de receita milagrosa, nenhum
- 0:52tratamento sempre. Tudo que a gente vai passar aqui
- 0:55na live pra vocês vai ser baseado em ciência e realmente é
- 0:59passar pra vocês como cuidar da saúde ocular e como cuidar dos
- 1:03olhos, tá? E pra isso a gente vai começar
- 1:06falando um pouquinho pra vocês, é sobre a as doenças podem
- 1:11afetar a visão? Então eu vou chamar aqui doutor
- 1:13Edmundo. Só enviando Pra Ele aqui.
- 1:15O link pra quem está aqui pela primeira vez é, eu quero
- 1:19agradecer a presença das pessoas que estão aqui pela primeira
- 1:21vez, lembrando que toda quarta-feira às 20:00 nós vamos
- 1:24estar aqui com vocês, então estejam atentos pros nossos
- 1:28nossas Lives e também lembre se que o objetivo é um maior número
- 1:33de pessoas, então encaminhe essa live maior número de pessoas
- 1:36possíveis pra que a gente possa é compartilhar com todo mundo.
- 1:41Deixa eu só falar aqui com o doutor Edmundo um minutinho.
- 1:47Pronto, enviei o link aqui para ele, estamos aguardando aqui
- 1:50você, doutor Edmundo, que a internet agora que voltou e é
- 1:55isso aí, gente ao vivo, é isso, a gente tá aqui para
- 1:58compartilhar com vocês o ao vivo, então assim, esperando
- 2:01doutor Edmundo entrar aqui com a gente, eu vou passar para vocês
- 2:04um pouquinho dessa do que é esse tema da nossa live, tá?
- 2:07Então a nossa live, ela vai falar para vocês quais são as
- 2:11doenças mais comuns. Que podem é afetar a visão
- 2:15daqui. Do do Edmundo já chegou.
- 2:18Alô, alô? Alô, alô.
- 2:23Falta a sua imagem, estou ouvindo, mas não estou ouvindo a
- 2:25sua imagem. Você já me colocou No No.
- 2:33Já. Ah, já sei que é espera.
- 2:35Aí. Tá então.
- 2:46Eu vou só deixar sem voz aqui só um pouquinho pra poder a gente
- 2:51isso. Então gente, o que que a gente
- 2:53vai falar pra você? Já voltou, apareceu, tá ouvindo?
- 3:04Tá ouvindo? Legal.
- 3:06Então eu tava falando pra eles aqui que ao vivo é assim mesmo,
- 3:09a gente vai, é? Pode acontecer essas coisas, mas
- 3:13vamos lá. Então, qual que é o objetivo da
- 3:15live de hoje, né? A gente vai primeiro pedir pro
- 3:18doutor Edmundo se apresentar aí para as pessoas que estão aqui
- 3:20pela primeira vez. Ainda não te conhecem.
- 3:22Pode se apresentar aí pra gente. Bom, eu sou Edmundo Almeida,
- 3:27médico formado na Universidade Federal do Pará.
- 3:30Eu fiz meu doutorado em Belo Horizonte, na UFMG.
- 3:33Depois foi meu pós doutorado na França, no hotel de em parre.
- 3:41Tá tirando sarro, né? Mas o forte mesmo, ó, eu sou
- 3:44professor da uepa e da federal, mas o forte mesmo é ser médico
- 3:48da retina. A prova?
- 3:53Legal como eu tava falando para eles aqui, né?
- 3:55Uma coisa que sempre falo para os meus alunos também é que a
- 3:58gente se impressiona. O quanto que o olho pode ser AA
- 4:02janela, né? Para os nossos, para as doenças
- 4:04que podem afetar o nosso corpo. Então, surpreendentemente, a
- 4:08gente tá atendendo às vezes um paciente pra exame de óculos e
- 4:11acaba a diagnosticando uma doença que ele nem sabia que
- 4:14tinha, né? Então essa essa importância
- 4:17dessa live de hoje é passar pra vocês que se o nosso corpo dá
- 4:21sinais de doença e muitas vezes os sinais de doença podem vir
- 4:25através da visão, não necessariamente da perda de
- 4:30visão, né? Mas de alguma outra ação
- 4:31estrutural da visão que só é vista pelo oftalmologista, né?
- 4:36Então eu queria que o senhor falasse um pouquinho assim, para
- 4:38gente é, qual é a doença do consultório mais comum que o
- 4:41senhor percebe que consegue diagnosticar para paciente que
- 4:45não sabia que tinha aquela doença e através do exame do da
- 4:47visão consegue perceber? Olha, você me deu a oportunidade
- 4:52de me lembrar de que 40 anos atrás, eu dei um diagnóstico no
- 4:56paciente de diabete, mas pelo uma retinopatia já avançada, ele
- 5:02é absolutamente sintomático e pasmem.
- 5:05Médico, né? Olhei o fundo de olho dele,
- 5:08rapaz, isso não é diabético, não, com certeza não, não sou.
- 5:12E aí na clínica a gente tem o hábito de, nesses casos, fazer a
- 5:16glicemia na hora, né, aquele do do aparelhinho, né?
- 5:20Aí chama a nossa secretária, vamos fazer o exame.
- 5:23Aqui estava 200 AA, diabética e não sabia, quer dizer, estava
- 5:27sem diagnóstico um tempão, ora para para aparecer lesões no
- 5:33fundo, de olho. Lesões vasculares na retina, no
- 5:36diabético, certamente ele já estava diabético há muito tempo.
- 5:41E aí o que que é importante que eu acho é deixar pra pro pessoal
- 5:46entender e eu estou muito preocupado com diabetes.
- 5:49Hoje mesmo eu vi paciente sexo com diabetes me me incomoda
- 5:53profundamente, porque no sistema público está absolutamente
- 5:56desassistido. Nós temos tratamentos eficazes,
- 6:00mas realmente no sistema público.
- 6:03Eu trabalho em 2 locais de sistema público e realmente não
- 6:07se faz nada, né? Atualmente é, então assim é, eu
- 6:12procuro sempre é passar para o paciente a gravidade, que é
- 6:17porque no início diabete é uma florzinha, Ah, sou a glicemia e
- 6:20tal, dei um diabete. Ainda tem uns que diz assim, eu
- 6:23sou pré diabético, né? Aí você toma remédio, toma.
- 6:26Então você é diabético, não é nada de pré diabético, já
- 6:29desfaço logo. E assim, Tatá, é, eu tô dando o
- 6:32exemplo prático que me ocorreu hoje, né?
- 6:35E que me incomodou de ver pelo menos 5 pessoas conseguiram, já
- 6:39unilateral, irreversível, que é pior no sistema público por
- 6:43conta de não ter um diagnóstico e não seguir o tratamento do
- 6:48diabete. Esse é um exemplo.
- 6:50Mas aí eu vou deixar você falar outro exemplo.
- 6:55É uma coisa muito interessante que eu tenho visto no
- 6:57consultório, porque assim, na verdade, a gente percebe cada
- 6:59vez mais. Os pacientes tendo a síndrome
- 7:01metabólica, né, então o paciente ter diabetes, ter hipertensão,
- 7:04ter epidemia, obesidade, e a gente vai observando que o nosso
- 7:09corpo ele vai sofrendo tudo junto, né?
- 7:11E a ansiedade, estresse, né, várias coisas assim e com esse
- 7:15uso de medicações assim a torto à direita, A gente percebe
- 7:18também que os pacientes vão se automedicando, enfim, mas o que,
- 7:22o que que eu vejo no dia a dia do consultório?
- 7:24Eu sou uma pessoa que muitas vezes o paciente vem pra fazer
- 7:26óculos, eu vou fazer fundo de olho, né?
- 7:28Isso aí é é o básico, eu não consigo.
- 7:30Atender um paciente, passar um óculos e no olhar a retina, o
- 7:32nervo ótico, eu fico meio nervosa se eu não fizer isso.
- 7:35E aí acaba que assim eu, eu, quando eu vejo o fundo de olho,
- 7:38às vezes eu percebo assim os sinais de hipertensão arterial,
- 7:42porque assim, um dos sinais de hipertensão arterial é aumento
- 7:46da tortuosidade, ou seja, os vasos sanguíneos da retina, que
- 7:48são tão finos quanto do cérebro, do coração.
- 7:51A gente percebe que eles ficam mais tortinhos do que o normal.
- 7:54É como se eles tivessem sofrendo um aumento de Pressão Arterial.
- 7:56E aí às vezes eu falo assim, mas você é hipertenso?
- 8:00Aí o paciente fala não, mas pretende hipertensão na sua
- 8:02família tem o senhor assim mesmo?
- 8:06Paciente é obeso, às vezes acima do peso, mas o senhor faz alguma
- 8:09dieta, faz algum exercício? Não, e aí muitas vezes eu peço
- 8:11exames preventivos de hipertensão, porque eu vi o
- 8:15fundo de olho e achei que parecia um olho de paciente que
- 8:18tem hipertensão. E muitas vezes eu me surpreendo,
- 8:22que eu falo assim, o paciente vai fazer óculos, aí ele não
- 8:24fala que não tem nenhum problema de saúde, aí eu vejo o fundo de
- 8:26olho e falo, meu Deus, esse paciente é hipertenso.
- 8:28Aí eu falo assim, mas se eu tomar algum remédio é a
- 8:30eutomolosartana. Como tipo assim o
- 8:34oftalmologista? Não, o oftalmologista não
- 8:36precisasse saber que é hipertenso, que assim mesmo
- 8:39achando a gente sendo oftalmologista e realmente
- 8:42prescrevendo óculos. Nós somos médicos em primeiro
- 8:45lugar, então às vezes são um pouco chato.
- 8:47Eu quero saber quanto é que tá a glicemia, qual é a dose da
- 8:49medicação, quando foi a última vez que foi no cardiologista, se
- 8:53toma anticoagulante. Então, assim, é uma consulta bem
- 8:56completa que a gente faz, né? Quando a gente vê a paciente
- 8:58pela primeira vez e muitas coisas acabam descobrindo, né?
- 9:02Uma depressão não diagnosticada, uma ansiedade que o paciente
- 9:05acha que é normal. E aí a gente tá conversando.
- 9:09Você me lembrou agora um caso. Eu estava dando aula na web, no
- 9:12consultório e eu estava atendendo.
- 9:14Eu tinha pedido permissão com paciente que ele veio me
- 9:17procurando. Eu tinha operado esse garoto com
- 9:1912 anos, de 11 trauma. Ele já estava assim com seus 30
- 9:24anos, né? E me achou, se não eu vim
- 9:27procurar que o senhor me operou e tal, tal o exame dei, como
- 9:30você falou, né, o exame não se resume a passar óculos, o exame
- 9:34tem que ser completo, tem que fazer a fundoscopia, olhar
- 9:37direitinho a retina, né, fazer o exame completo.
- 9:41E aí eu perguntei, eu vi o fundo de olho dele, eu vi essa
- 9:43alteração, as vasculares que você acabou de citar, as
- 9:46diminuição do calibre das artérias, cruzamento artério
- 9:49venoso e patológicos. Aí ele disse, você é hipertenso,
- 9:52disse não. Aí eu fiquei olhando pros pros,
- 9:56pros estudantes, sabe? Aí eu olhei Pra Ele de novo, o
- 10:00rapaz, eu não tenho nenhuma doença sistêmica não, não estou
- 10:03bem de saúde. Aí eu já mandei aqui pelo pelo
- 10:08pelo computador uma mensagem pra minha secretária trazer o
- 10:11aparelho de pressão. Ele estava com 18 por 11, é
- 10:15impressionante, 18 por 11, absolutamente assintomático e
- 10:20olha que curioso. Que aí quando ele sair, bom, eu
- 10:24dei um comprimido de losartanda que eu tinha no meu consultório,
- 10:27disse, agora você vai, você tem um Unimed, você vai aqui pra pra
- 10:30Unimed com a urgência, porque você precisa ser tratado com
- 10:33urgência. E aí quando ele saiu, você vê
- 10:36como é um aprendizado, a gente aprende com os alunos também,
- 10:39né? Um aluno se virou para mim e
- 10:41disse assim, o senhor viu o sinal de Frank que ele tem sinal
- 10:46de Frank, que sinal é esse? É um cortezinho que tem na
- 10:50orelha. Né?
- 10:52Um corte no lóbulo da orelha que esse, essas pessoas que têm esse
- 10:56corte numa pregazinha na eles são pessoas que estão.
- 11:01Tem possibilidade de ter vasculopatia, hipertensão e
- 11:06doença cardíaca. Aí eu fui rapidamente, já entrei
- 11:10aqui, já vi o sinal, né, que a gente escreveu o festival de
- 11:13Frank tem. Uma de Thaís, né?
- 11:15Tem uma de Thaís. Fui pesquisar rapidamente.
- 11:17Na hora, na hora, né? E aprendi, quer dizer.
- 11:20E aí assim, quando eu falo isso, os colegas, pouca gente sabe que
- 11:24é o sinal de Frank, né? Até clínicos mesmo, não, não,
- 11:27não sabe, né, mas é um sinal de escrito na literatura,
- 11:30inclusive, né? Então foi um aprendizado.
- 11:32Então, assim, resumindo, acho que você falou bem quando você
- 11:36falou da pesquisa como um todo do paciente olhar o paciente
- 11:40como um todo, né? Como ele entrou, você tem
- 11:42dificuldade de se deslocar para cadeira para sentar.
- 11:46É, às vezes vem com sandália, sobretudo as mulheres, eu olho
- 11:49os pés, já dou uma olhada nos pés, né?
- 11:52Às vezes vem com pacientes com micose que não, não sabe o que é
- 11:55micose, por exemplo, vê paciente com ferida no pé, digo, OPA,
- 11:59isso deve ser diabético, né? Então assim, a gente tem que
- 12:02olhar um paciente como um todo e aquilo que tu falaste, né, você
- 12:07tem doença não, mas você toma remédio, toma, toma resartando,
- 12:10entendeu? Não fosse não fosse doença, né?
- 12:15E quando a gente fala de doenças do corpo, não necessariamente
- 12:18uma doença grave, né? Não estou falando só de
- 12:20oncologia, nem nada. Às vezes, por exemplo, eu tive
- 12:22um caso recentemente de um paciente tinha nos 4
- 12:25oftalmologistas, geralmente é assim que vem pra gente, né?
- 12:28Passou em 4 oftalmologistas ninguém resolver, vai pra
- 12:30retina, pro e o ou pra Thaís e pro Edmundo, né?
- 12:33Geralmente aí esse paciente veio comigo, ele falou assim, é?
- 12:40Então eu fui no quarto oftalmologista, eu tô com uma
- 12:42conjuntivite que é uma inflamação Na Na conjuntiva
- 12:44nessa parte branca há uns 30 dias e ninguém resolve, passa no
- 12:49remédio de colírio e não resolve ba, ba, ba aí quando ele entrou
- 12:54ele não tinha nada assim, corporal a visível.
- 12:56Aí eu falei, ele sentou na cadeira, eu falei, mas me conta
- 12:58uma coisa, se nunca tiveste nenhum problema de saúde, não
- 13:01toma nenhum remédio pra nada, uma herpes.
- 13:04Aí ele falou assim, Ah, eu tenho herpes lá, herpes genital
- 13:06direto, aí o Jesus Cristo amado. Já veio o herpes na minha
- 13:11cabeça, aí eu falei, não vou falar que ele tem herpes sem
- 13:13examinar. Aí peguei o resto da história
- 13:15examinei quando eu pinguei o colírio, herpes.
- 13:18Então assim, às vezes uma conversa com o paciente dá o
- 13:20diagnóstico, entendeu? E aí, quer dizer, tinha uma
- 13:23informação na conjuntiva tinha, mas tinha uma lesão de herpes
- 13:25muito grave, e aí o colírio que passaram Pra Ele piorava porque
- 13:31era corticoide, né? Estava tirando a imunidade
- 13:33local. Então, quando eu falo de doenças
- 13:35do corpo, a gente tem que conversar com paciente como um
- 13:37todo, porque o próprio paciente não acha.
- 13:39Que a doença que ele tem no corpo vai afetar o olho, ele não
- 13:41tem obrigação de saber. Então uma outra doença muito
- 13:44comum é o herpes, então quem tem herpes labial, herpes GE tal,
- 13:47pode sim ter herpes ocular, então é, é, fica, fica essa dica
- 13:50aí pra vocês, então uma conjuntivite que não melhora uma
- 13:53coisa estranha no olho, tem que ir no oftal um, porque pode sim
- 13:56ser herpes no olho, tá? Então a herpes pode pegar no
- 13:59olho uma outra doença, eu queria que comentasses um pouquinho,
- 14:02que pode afetar também a visão, é a própria toxoplasmose, que é
- 14:07muito comum aqui, né? No nosso, na nossa região.
- 14:11Como é que a toxoplasmose pode afetar o olho?
- 14:13Ela afeta o corpo. E como é que ela pode afetar o
- 14:15olho? É.
- 14:17É raro a toxoplasmose, quando afeta o corpo, afetar o olho
- 14:22simultaneamente não é frequente, mas pode acontecer depois.
- 14:27Por quê? Porque a toxoplasmose é uma
- 14:29parasitose, né? É um protozoário que não tem
- 14:33cura. Ele se insista de uma certa
- 14:36forma nos tecidos musculares, é nas, na, na, na coreoide, né?
- 14:41Do olho, enfim, e aí quando a pessoa tem uma diminuição da
- 14:45resistência, e aí vai uma coisa que você falou logo no início,
- 14:48Thaís, que eu acho uma coisa super importante, né?
- 14:51O desequilíbrio emocional que a gente já passa, que diminui a
- 14:54nossa imunidade e propicia, é o aparecimento da toxoplasmose
- 15:00naquele momento no olho que eu tô falando, né?
- 15:02Eu tive um caso, uma vez uma amiga minha que jogava voleibol
- 15:05comigo, que Ela Foi comigo e eu olhei e disse, olha isso aqui,
- 15:08você está tendo uma toxoplasmosa no olho.
- 15:09Você teve toxoplasmose? Eu disse, não, não tive, mas os
- 15:13meus 3 filhos tiveram enchi, um gato em casa que contaminou meus
- 15:163 filhos, mas eu não tive. Quer dizer, ela teve uma forma
- 15:20assintomática provavelmente, né? E agora ela estava se separando
- 15:24do marido, estava no período depressivo, e aí a toxoplasmose
- 15:29apareceu no olho dela, né? Então, assim é, é uma doença da
- 15:33toxoplasmose, é uma doença, é um alveyte, né, que a gente chama
- 15:37uma retinocolodite, na verdade, né, que é, é a mais frequente no
- 15:43nosso meio, não é nosso meio de Belém, não é no Brasil todo, né?
- 15:47No Brasil todo, quer dizer, é uma é muito frequente a
- 15:49toxoplasmose. E é importante dizer, Thaís, que
- 15:53o diagnóstico é pelo fundo de olho.
- 15:56O diagnóstico, toxoplasmose do olho é você examinando o fundo,
- 15:59de olho, fazendo. Um mapeamento de retina.
- 16:03Os exames sorológicos servem pra gente embasar.
- 16:07Por exemplo, se vem um igg negativo e higiene negativo,
- 16:12seguramente aquela doença no olho não é toxapramose, então já
- 16:16é, já afasta, né? Mas se vem positivo, ela não,
- 16:20ela não, não, não fecha o diagnóstico.
- 16:22Diagnóstico é oftalmoscópio, a gente olha, dá o diagnóstico e
- 16:27aí pede exames, é. De retina, né?
- 16:30Exames OOCT que ele é muito típico nas doenças pela
- 16:34toxoplasmose. Então assim é, é, é
- 16:38interessante, é realmente encantador a Riqueza que o exame
- 16:44do olho dá em relação às doenças sistêmicas, né?
- 16:47Muito importante, acho. Que eu tava sem, sem, sem, sem
- 16:56microfone, então assim, uma outra coisa super importante que
- 16:59eu acho que vocês têm que saber também é que a nossa pele.
- 17:03É Oo maior órgão do corpo humano, é a pele, e a gente fica
- 17:06falando de doenças do corpo e acaba esquecendo da pele.
- 17:08Então, uma doença super comum que a gente vê no consultório,
- 17:11no dia a dia, é a blefarite, né? Que é uma inflamação da
- 17:14pálpebra, da borda da pálpebra que formam umas caspinhas e
- 17:17causas corseira. Irritação ocular, às vezes olho
- 17:20seco é corporativo e é uma coisa muito crônica para quem tem
- 17:23oleosidade da pele. É alterada para quem tá com
- 17:25contração hormonal, quem mora no norte do Brasil e nordeste.
- 17:29Então a blefarite é uma consequência de uma doença
- 17:32sistêmica da pele e que pode ser tratada muito facilmente no
- 17:36consultório do oftalmo, então é é uma doença comum?
- 17:41Tem a ver com essa questão? Não só da parte de oleosidade da
- 17:43pele. Pode ter a ver com a questão de
- 17:44hipovitaminoses, uso de fármacos, a parte da da da
- 17:49mudança hormonal acima dos 40 anos, a própria é rosácea, que é
- 17:53uma doença dermatológica que pode dar barbole, farite, muito
- 17:56piorada. E as alergias, né?
- 17:58Em geral. Então, às vezes paciente chegar
- 18:01assim no consultório para mim, Ah, meu olho está muito
- 18:03inflamado, dói cota com uma do atrás do olho e às vezes eu vou
- 18:07descobrir que na realidade. É a causa desse sintoma ocular,
- 18:10não é o olho, né? É um paciente com uma rinite
- 18:13crônica, maltratada, é um paciente com uma sinusite de
- 18:16repetição, que nunca tratou ou que tratou com antibiótico
- 18:18errado, nunca foi. No otorrino, é um paciente que
- 18:22tem 11 dermatite seborreica maltratada, é um paciente que
- 18:25tem um excesso de orosidade na pele, que não usa sabonete do
- 18:28corpo para lavar o rosto e às vezes umas mudanças tão simples
- 18:32na dieta, num nos hábitos de limpeza do higiene, do rosto, do
- 18:36olho, mudam a vida do paciente. Hoje mesmo eu estava conversando
- 18:40com uma paciente em que ela usava todas as as coisas que ela
- 18:44passa no rosto pra idade, etcetera, em volta do olho.
- 18:47E aí ela tem uma alergia crônica no olho, vive sofrendo uma olho
- 18:51seco, porque na realidade, ela está quimicamente afetando o
- 18:55olho dela com uso de medicações erradas, entendeu?
- 18:58É na área dos olhos. E aí eu queria que falasse um
- 19:00pouquinho sobre essa questão de como nosso rosto, né?
- 19:03Pode. As coisas que a gente usa no
- 19:05rosto podem afetar os olhos. É não só não só o que tu
- 19:09falaste, mas é é outras doenças, né?
- 19:14Eu tô lembrando agora que de ter trabalhei muito tempo com
- 19:18hanseníase, né? E às vezes é a gente encontra
- 19:22lesões no olho. Recentemente eu vi um caso lá na
- 19:25no, betina, eu disse, eu olhei aquela pupila, né, aquela
- 19:28discoria, uma alteração do formato pupilar, e ela tinha
- 19:32omitido, né? Porque até hoje ainda existe um
- 19:34preconceito contra a hanseníase, né?
- 19:37E ela tinha omitido isso. E aí eu perguntei, você já fez
- 19:41algum tratamento pra doença de hanseníase?
- 19:43Disse, eu estou em tratamento, doutor.
- 19:46Quer dizer, olha a sua dica. 11 exame da Íris, da menina dos
- 19:50olhos, né? Um exame que Ela Foi de lá, eu
- 19:53nem sei, nem não era a queixa dela, era uma outra queixa.
- 19:56Mas esse detalhe importante deu a dica de uma doença de pele,
- 20:01que é a doença, que é que é a hanseníase.
- 20:04A psoríase você vê outra também, a doença que que dá alteração no
- 20:09olho, né? É que mate que você lembra isso.
- 20:14É na realidade o estresse, né? A gente acha que na verdade 2
- 20:17sistêmicas. É assim, diabetes de
- 20:18hipertensão. Não sei o que na realidade o
- 20:20estresse na ansiedade podem dar as famosas its no nosso
- 20:23organismo, né? É a blefarite, a sinusite, a
- 20:27rinite, a dermatite. E uma coisa Superinteressante é
- 20:30a epitelite, ou seja. A retina tem várias camadas.
- 20:34Uma das camadas é o epitélio pigmentado, que é a parte mais
- 20:37Moreninha da retina, vamos dizer assim.
- 20:39E aí, o que acontece? O paciente que tem um estresse
- 20:42muito exacerbado, ele produz muito cortisol Na Na corrente
- 20:45sanguínea e aí ele pode ter uma inflamação 111 líquido na
- 20:51retina, central da visão. E ele pode ter relacionado ao
- 20:55estresse. Então, pacientes super
- 20:57estressados, ansiosos, é que não estão fazendo tratamento e
- 21:00acompanhamento, podem se desenvolver uma doença chamada
- 21:03serosa central é, a gente tem muita live sobre isso no nosso
- 21:07canal, mas assim é muito comum em homens a faixa etária de 40 a
- 21:1150 anos. Mas as mulheres já começaram a
- 21:13apresentar, porque a gente trabalha muito.
- 21:16Às vezes, na gravidez pode aparecer também.
- 21:18E a gente se surpreende o quanto que OAA qualidade de vida o
- 21:22estresse é, leva a esse problema e da mesma forma que você trata
- 21:25o estresse, melhora. E aí Oo que eu vejo no dia a
- 21:28dia, não sei se é isso que tu percebes no consultório, é que
- 21:31as pessoas confundem muito a palavra estresse com raiva.
- 21:34Então assim a gente fala assim, você tem uma doença no olho, na
- 21:37retina, chamada epitelite, que está cassando, causada por
- 21:40estresse. Aí o paciente fala assim, mas eu
- 21:42não sou estressado. Mas é que as pessoas confundem o
- 21:44estresse com raiva. Na realidade, o estresse pode
- 21:47ser uma preocupação excessiva com alguma coisa, é uma perda
- 21:50familiar recente, excesso de trabalho.
- 21:53Burnout é um paciente que na realidade não tem, não consegue
- 21:57colocar para fora os sentimentos.
- 21:58Dessa forma, ele fica com uma inflamação corporal, tá?
- 22:01Então a gente tem que cuidar sim do estresse e nomear ele.
- 22:06Eu estou. Estou estressado no momento
- 22:08porque eu estou passando por tal coisa e viver aquilo e cuidar
- 22:11daquilo. E eu lembro do Eduardo Braga a
- 22:13falar para gente na época da faculdade, que quem não tem
- 22:16estresse está no Max domine que é, ou seja, já morreu.
- 22:19Mas o estresse hoje em dia fala que não pode mais falar Max
- 22:23domine, porque na verdade agora é parque das Palmeiras, é mais
- 22:25chique. Então na realidade, assim, o
- 22:28paciente já morreu, não está com estresse.
- 22:29A gente vai ter estresse vivendo, a gente vivendo tem
- 22:32estresse. Então o que eu costumo falar
- 22:33para meus pacientes é, descubra o que está causando estresse
- 22:36para tentar diminuir. E descubra, pra balancear esse
- 22:39estresse o que tá? O que o senhor pode fazer pra
- 22:42diminuir? Então, por exemplo, o paciente
- 22:44meu fala assim, Ah, eu amo, amo escutar rock, então escute mais
- 22:47rock é, eu gosto de ir ali na praça tomar uma água de coco, vá
- 22:51tomar umas vezes na semana, mas alguma coisa que faça a pessoa
- 22:57diminuir o estresse, balancear, porque se você viver no viver,
- 23:01no cortisol, no sangue, 1 hora você não consegue dormir, 1 hora
- 23:05você não consegue, é? Vencer na vida porque está mais
- 23:08preocupado com amanhã do que com o hoje, né?
- 23:11Então a gente tem esse essa ansiedade de viver o amanhã e
- 23:15ficar naquele TikTok da vida 2 minutos e ficar o cérebro
- 23:18nascerotonina ali e a gente acaba esquecendo de viver o
- 23:21momento. Então é, fica essa dica na live
- 23:24aí de vocês também cuidarem do estresse, porque ele existe e
- 23:27todo mundo tem, cada um num nível, num nível diferente.
- 23:30Eu não sei se tu percebes hoje que os pacientes são mais
- 23:32estressados que há 20 anos atrás no teu dia a dia do consultório.
- 23:37Eu percebo, assim, mais jovens e mais estressados do que antes.
- 23:41Não sei se é isso que tu percebes também.
- 23:43A vida a vida ficou seguramente mais agitada, né, Thaís?
- 23:46A gente tinha 11 comportamento humano era totalmente diferente
- 23:50do que é hoje. Você não tinha.
- 23:52Primeiro você não tinha celular, né?
- 23:54Que já é um causador de estresse pelas notícias que às vezes você
- 23:58aborda, né? Então você já dormia mais cedo,
- 24:02né, hoje em dia? Você consegue dormir antes de 10
- 24:04e meia, 11 horas? Eu não consigo, quer dizer, eu
- 24:06vou, vou estudar porque, por que?
- 24:08Porque eu tenho um computador em casa, vou acessar minha, meus,
- 24:11meus exames, né, dos pacientes que eu fiz no durante o dia, né?
- 24:15Às vezes dá laudo que às vezes eu não consigo fazer na hora,
- 24:18entendeu? Então assim, a gente não, não
- 24:20tem uma vida hoje, a nossa vida hoje é muito mais estressante,
- 24:24não tem a menor dúvida, menor dúvida, e assim existe também o
- 24:29estresse por uma cobrança. Das pessoas em primeira vez, em
- 24:34do perfeccionismo, é um deles, né?
- 24:36O outro concurso público, né? Eu vejo os jovens, às vezes é
- 24:40com com essa doença, que não é uma doença comum de jovem, é uma
- 24:43com essa doença de 30 anos para cima, né?
- 24:46Mas eu já vi paciente menos de 30 anos, é com com serosa
- 24:50central, aí você vai investigar e a.
- 24:52Mãe de jovem, 40 é jovem, isso é jovem.
- 24:56Aí a mãe diz assim, doutor, tá trancado no quarto estudando
- 24:59para concurso? Aí tu olha, o cara tá obeso,
- 25:02entendeu? Certamente ele não tá fazendo
- 25:04nenhum tipo de de exercício físico, né?
- 25:07Eu me lembro de um deles que eu disse assim, rapaz, e a tua
- 25:10namorada disse, ih, doutor, terminou com a namorada também,
- 25:12só quer saber de estudar. Eu digo, rapaz, volta com a tua
- 25:15namorada, vai pra salinha, vai pra uma praia, anda descalço na
- 25:19praia, come um camarãozinho, né? Toma 11 drinkzinho com ela.
- 25:26E isso vai passar, e realmente ele fez isso, eu acho que tá
- 25:29esperando essa dica pra botar o namoro, sei lá, eu sei que sumiu
- 25:34AA central dele, quer dizer, é uma coisa que a gente tem que
- 25:37sempre abordar nesses casos, né? Como é que tá o psiquismo da
- 25:40pessoa e aquilo que tu falaste, né?
- 25:42Às vezes a perda de uma relação, né, perda do ente querido, né, a
- 25:46perda do emprego, né, então tudo isso tem reflexo, aliás, o nosso
- 25:52psiquismo tem reflexo em todos os nossos órgãos.
- 25:55Né, todos eles são afetados de maneira é mais ou menos, mas são
- 26:00afetados, né? Você vê a pessoa que tem
- 26:02problema cardíaco normalmente, o que que é a pessoa estressada,
- 26:05né? Hipertensa, né?
- 26:08E agitada. Então, assim, a gente tem que
- 26:11parar para olhar o paciente e entender que a doença acontece
- 26:17antes, né? De se manifestar no corpo, ela
- 26:21se manifesta no psiquismo da pessoa.
- 26:24Aquela pessoa que está dormindo mal à noite, né, que tem a
- 26:26apneia noturna, por exemplo. A Isabela vê casos aí, já
- 26:29mostrou casos de glaucoma avançando por a apneia noturna,
- 26:33entendeu? Quer dizer, a pessoa nem sabia
- 26:34que tinha e faz um exame. Né?
- 26:37Uma coisa Superinteressante é eu eu descobri na minha própria
- 26:40mãe. Ela tem glaucoma avançado e ela
- 26:43o campo visual estava piorando e ela usando medicação, pressão do
- 26:46olho dela, era 10. Entendeu?
- 26:48Perfeita. E eu discuti com a Isabela, aí
- 26:51aí a Isabela falou, Thaís, Bora medir a pressão da tua mãe 6
- 26:54horas da manhã Bora medir e é assim, batata, 6 e meia da
- 26:59manhã, meio-dia, a pressão tava tava 15, então ela meio-dia, a
- 27:03pressão, sabe, 8910, meio-dia, 1 hora da tarde fazer a curva
- 27:06tudo, 1010-1166 da manhã dava 14, aí a gente ajustou AO
- 27:09horário, assim ela acorda e já pinga e aí o campo visual dela
- 27:13estabilizou. Então assim é, é muito.
- 27:19E assim, já peguei paciente que é hipertenso, que fazia
- 27:21hipotensão noturna, ou seja, uma falta, uma baixa pressão à
- 27:25noite, e aí Oo bloco não avança porque falta oxigenação pro
- 27:30nervo ótico. Então não pode ter uma
- 27:32hipertensão muito alta, mas também não pode ser uma
- 27:34hipotensão. Então a gente a gente fica tendo
- 27:35que balancear o paciente pelo mapa de 24 horas e aí eu falo
- 27:39pro paciente ser hipertenso. Quando foi o seu último mapa?
- 27:41Ah, tem 2 anos que eu fiz mapa, mas o cardiologista não pediu,
- 27:43vamos pedir. Eu saio pedindo exame, aí o
- 27:45pessoal fala, mas não sei lá, oftalmo.
- 27:47Eu falo não, mas eu quero ver, porque aí a gente consegue
- 27:50também saber porque que não tá melhorando AA retinopatia
- 27:54hipertensiva. Porque que não tá melhorando
- 27:55porque o paciente tá com uma pressão alta?
- 27:57Eu não sabia, né? É, mas só pros pros internautas
- 28:01entenderem. Quando a gente dorme, a nossa
- 28:04pressão diminui e às vezes essa diminuição não é satisfatória.
- 28:08Eu sou um que eu tenho essa a meu descenso noturno que chama?
- 28:12Ele não é normal, eu faço o mapa, está lá, aí eu eu não
- 28:15tenho pico hipertensivo, anão ser quando eu estou é
- 28:18trabalhando, operando, que aumenta a minha pressão, mas
- 28:22quando à noite o meu descenso noturno não é normal, então eu
- 28:25tenho que fazer a medicação também pra ser usado na parte
- 28:29noturna, pra poder ficar a minha pressão controlada, porque
- 28:32sobrecarrego o coração, né? E daqui a pouco começa a ver as
- 28:37lesões cardíacas também, né? E uma outra coisa que eu gosto
- 28:40de falar de doenças do corpo que pode afetar a visão, são as
- 28:43doenças reumatológicas, né? Então assim, eu não sei se de
- 28:47uns tempos pra cá, alguns culpam o COVID, outros culpam a vacina,
- 28:50enfim, não vou entrar nesse ponto político da vida, mas eu
- 28:53percebo que de uns tempos pra cá, depois da da época da COVID,
- 28:57as pessoas têm apresentado muito mais doenças autoimunes do que
- 29:00eu via antes. Não sei se é porque aí de
- 29:02repente as pessoas procuraram mais ou médico, depois disso,
- 29:05enfim. É, mas eu eu percebo muito mais
- 29:08diagnósticos de lúpus, muito mais diagnóstico de artistas e
- 29:10reumatoide artistas psoriásica, coisas assim.
- 29:14Então, às vezes, OA manifestação da artriz das doenças
- 29:17reumatológicas é primeiro no olho.
- 29:20Então é uma conjuntivite que não melhora, é uma conjuntivite
- 29:24crônica que vai aparecendo e aí a gente vai pesquisando,
- 29:28conversando, pede exame, descobre que é uma frente
- 29:30reumatoide que não está tratada. Eu já já diagnostiquei a artrite
- 29:34reumatoide pelo olho. Assim, pelos sintomas oculares,
- 29:37não sei se já tivesse isso recentemente no teu consultório.
- 29:41Já você fazendo a pergunta, chega lá, né?
- 29:43Você tem doença? Não, não tenho, mas sinto só uma
- 29:46dorzinha aqui no joelho, na coluna, no, no meus dedos, às
- 29:52vezes na, na, nas articulações dos dedos doem, né?
- 29:55Você vai investigar, está lá, né?
- 29:57A causa da da uveyte, né, a causa reumática, né?
- 30:04Então assim, olha, nós já elencamos hipertensão, né?
- 30:08Diabete, doença reumática, doença da pele.
- 30:13Que que falta mais, Taís, que você lembra?
- 30:17Eu acho que a gente pode falar um pouquinho também é das
- 30:20doenças neurológicas, então às vezes a parte neurológica pode
- 30:23afetar a visão também. Então fala um pouquinho de
- 30:25neurites aí para eles. Pois é, AA gente tem várias
- 30:32doenças. É neurológicas que afetam o
- 30:36olho. Por quê?
- 30:37Porque o nosso nervo ótico, que é quem leva a mensagem captada
- 30:43pelo nosso olho, pelo nosso cérebro, ele pode ser afetado.
- 30:48Por exemplo, uma hipertensão craniana assintomática.
- 30:52Eu acho que foi você que teve um caso, não foi recente.
- 30:55Sim, uma paciente que teve eclampsia na eclampsia.
- 30:58Na gravidez a gente descobriu que tinha inchaço no nervo ótico
- 31:02bilateral e ela internou, fez o tratamento, está ótimo,
- 31:05enxergando. Mas foi assim através do exame
- 31:06de fundo de olho, que a gente descobriu que estava tendo.
- 31:09É uma doença neurológica não diagnosticada.
- 31:13Mas a gente vê isso também, essa, essa hipertensão
- 31:15itacraniana em pessoas obesas, né?
- 31:17Também não diagnosticadas, né? Que a gente vê o nervo ótico
- 31:21realmente inchado. E aí fecha o diagnóstico.
- 31:24Mas claro que a gente manda pneurologista acompanhada.
- 31:29Então é. Não é raro a gente.
- 31:31Ver a gente fosse listar aqui é, são muitas leucemia, tumores,
- 31:37muita coisa, mas assim, os mais comuns que a gente falou hoje na
- 31:39live são super importantes. Então a gente está com 32
- 31:42minutos aí. Eu queria que tu deixasse um
- 31:44recado para as pessoas sobre isso, que a gente precisa
- 31:47realmente de um acompanhamento periódico para a partir de certa
- 31:50idade, para a gente poder conseguir.
- 31:53Evitar, né? Doenças do corpo sendo mal
- 31:57diagnosticada ou não diagnosticados.
- 32:00Eu acho que é importante, Thaís, é que as pessoas entendam que o
- 32:06oftalmologista, ele não só passa óculos.
- 32:08Acho que é importantíssimo isso. Quantas vezes você, paciente,
- 32:12vai no consultório absolutamente assintomático, fazer os seus
- 32:15óculos, você dar um diagnóstico de gal coma, que é uma doença
- 32:18degenerativa, que é uma das grandes causas de seguida no
- 32:20mundo. Absolutamente assintomática, que
- 32:24a pessoa vai perdendo o campo visual de fora para dentro e aí
- 32:28não sente isso, né? Então acho que é interessante
- 32:32quando é for oftalmologista, às vezes a gente está fazendo a
- 32:36lista das doenças, as drogas que usam.
- 32:39A gente vê hoje interação medicamentosa.
- 32:42Eu vi até uma pergunta aqui, Thaís, é sobre um medicamento aí
- 32:45usado para se era usado para degenação macular?
- 32:49Eu me perdi aqui no, no, no, no chat.
- 32:52Eu acho que eu já respondi, eu já respondi no chat.
- 32:55Ah, você respondeu, então tá bom.
- 32:57Então assim, eu acho que a consulta tem que ser completa,
- 33:00você tem que ver o indivíduo, não é só o olhinho do que a
- 33:03gente vai ver a gente ver o indivíduo como um todo, né?
- 33:06Eu estou analisando o psiquismo dele, né?
- 33:08Eu estou analisando é como é OA relação ali entre marido e
- 33:12mulher. Eu estou percebendo que a mulher
- 33:14às vezes fala mais e o homem está meio caladinho.
- 33:18Aí de vez em quando ela dá um toque ou então eu estou
- 33:20examinando o pai. Eu já vejo a filha obeso, o pai
- 33:23diabético. Aí eu já fico olhando para ela
- 33:26até ter um espaço de zeperóia, cuidado, seu pai está assim, né?
- 33:30Você está com. Né, não pode chamar de de que a
- 33:33pessoa tá obesa, né? Mas assim, ó, você está um
- 33:35pouquinho acima do obesa, né, dedicadamente?
- 33:38Realista? Eu, eu, eu sou muito realista na
- 33:39consulta. Ela a gente sabe que não tem.
- 33:41Pessoas que não gostam desse realismo.
- 33:43Não, sim, mas eu acho que a gente tem que alertar.
- 33:45O nosso papel é esse, alertar. Acho que e aí?
- 33:48Eu quero que tu deixo um recado bem legal para os internautas
- 33:53aqui que estão assistindo. Que que recado que tu queres dar
- 33:56assim Pra Ele dessa live? O recado que eu quero dar é o
- 33:59seguinte, quando vocês forem a uma oftalmologista, faça uma
- 34:03relação do medicamento que você tá usando, das doenças que você
- 34:06já teve, das doenças da infância.
- 34:08Tudo isso é importante às vezes pro seu diagnóstico.
- 34:11Isso é um recado que eu queria dar e dizer a todos que nós
- 34:14estamos sempre lá na retina, pro disposição de todos.
- 34:17Um abraço. Obrigada, obrigada.
- 34:22Então é isso, gente, a nossa live é tem esse objetivo de
- 34:26sempre estar aqui com vocês, tirando dúvidas sobre doenças,
- 34:30não só o plágio, mas como do corpo inteiro, nunca com
- 34:33fórmulas nem receitas milagrosas.
- 34:35Aqui, objetivo é informação. Então, quanto mais pessoas
- 34:38tiverem acesso a nossa live, é muito importante que chegue nas
- 34:43casas das pessoas, no celular, no WhatsApp, nos grupos.
- 34:46Então lembre me de copiar o link dessa live e de compartilhar com
- 34:49o maior número de pessoas. Lembrar de de acessar o sininho
- 34:52aqui pra lembrar da live da quarta-feira que vem toda
- 34:54quarta-feira às 20:00. A gente está aqui com o maior
- 34:56prazer pra trazer pra vocês o melhor da medicina.
- 35:00E lembrando que aqui embaixo nós temos os links dos nossos
- 35:02canais, do da próprio, do do Instagram, do Telegram, do nosso
- 35:08chat. Tudo que vocês podem falar
- 35:10conosco através desses links, até mesmo escutar nossos
- 35:13podcasts No No Spotify e lembrando.
- 35:17Que na próxima quarta-feira teremos outra live às 20:00 e
- 35:20esperamos todos vocês aqui. Um grande abraço, boa noite e
- 35:24espero que vocês tenham aproveitado bastante essa live e
- 35:28consigam ter tirado o maior número de informação possível do
- 35:32que a gente falou hoje aqui. Muito obrigado a todos.