Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / NA RAÇA #XII - A COMPRA DA AMERICAINVEST (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:06Senhoras e Senhores, vamos seguir aqui na leitura do quinto
- 0:09capítulo comigo, Bruno Maia Soares dá um oi, Bruno, vamos
- 0:11direto ao ponto. Simbora vamos nessa.
- 0:14Clube do livro na área, a compra da adora essa frase aqui ó a
- 0:18compra da América investe mudou o centro de gravidade da
- 0:22companhia, né? Aquele ponto de inflexão?
- 0:26Eu acho que é na psicologia financeira que o Morgan Hauser,
- 0:29fazendo aquelas analogias, não é dele, é ele conta.
- 0:32A história é nesse livro. Não sei se é nesse livro, talvez
- 0:35seja ele conta a história do do Branca de Neve do filme Branca
- 0:39de Neve. E o papel que ele teve para a
- 0:41história do Walt Disney. Não é que tipo o estúdio estava
- 0:44lá, quase quebrando, quase quebrando, quase quebrando e tal
- 0:47e tentando muitos anos. Então, pô o cara quase
- 0:49desistindo e ele lança um curta-metragem que é o Branca de
- 0:53Neve 7 anões e aquele curta-metragem aqueles 30
- 0:58minutos ali da primeira vez que ele passou, produziu uma
- 1:02quantidade de receita maior do que NOS últimos 7 anos e aquilo
- 1:05foi um ponto de inflexão. Que mudou a história da empresa?
- 1:10E aí. Tem empresas que começam e vão
- 1:13fazendo o que ela faz desde o dia um e o negócio vai
- 1:16melhorando, vai melhorando, vai melhorando e tal e vai
- 1:18aumentando. Bota mais uma loja, então assim
- 1:19eu comecei eu vendo açaí, eu vou vendendo mais açaí, eu vou
- 1:23tocando mais força de marca, eu precifico melhor meu açaí, eu
- 1:25tenho mais margem, eu abro outra loja, não sei o quê e tem
- 1:28empresas, não é que elas vão até resgatando o que a gente falou
- 1:31no fechamento do episódio anterior, não é encontrando
- 1:33modelo de negócios e tal e isso às vezes passa por encontrar, é
- 1:36ou um grande parceiro ou um grande fornecedor, uma mudança
- 1:38de posicionamento de Público ou um grande produto que diz assim.
- 1:43Mudei o centro de gravidade não é foi um grande ponto de
- 1:45inflexão. É e aqui não é?
- 1:49A autora do livro está a jornalista dizendo, Não é nessa
- 1:52narração da história que é a América investe não é a compra
- 1:55da América Invest mudou o centro de grave das da XP fazer a
- 1:59corretora dar certo. Era importante demais e
- 2:01Guilherme decidiu morar no Rio com Ana, deixar um apartamento
- 2:06de 3 quartos no bairro de Bonfim, em Porto Alegre, e se
- 2:10mudaram para um imóvel do mesmo tamanho em Ipanema.
- 2:13Há algumas quadras da América Invest.
- 2:16AO Aluguel deu um salto, passou de 1500 BRL mensais para 5000.
- 2:19Marcelo, que por sua, por sua vez, permaneceu em Porto Alegre
- 2:22tocando a rede de agentes autônomos da SP.
- 2:24Julho cumpria papel semelhante ao de Marcelo no Rio.
- 2:28Assim, o núcleo. De poder da XP migrou de Porto
- 2:33Alegre. Para Ipanema junto com o
- 2:36Guilherme em 2007. Na esteira da euforia da Bolsa
- 2:41AXP tradicional vivia numa bolha em Porto Alegre.
- 2:48Os 100 lugares da nova sede foram preenchidos em 6 meses e a
- 2:52empresa girava mais dinheiro que todas as corretoras tradicionais
- 2:56da região sul. Era uma Vitória do modelo de
- 2:59agentes autônomos, ainda visto com enorme existência por todos
- 3:02os competidores estabelecidos com um lucro superando os
- 3:0510000000 de reais por ano. Os sócios da XP já começavam a
- 3:09ter algum dinheiro para viver melhor.
- 3:12Mas agora que as coisas davam certo, era hora de mudar tudo.
- 3:17Virar corretora representava uma oportunidade e um risco.
- 3:21No melhor cenário, AXP extrairia muito mais dinheiro com sua base
- 3:26de clientes pelo simples fato de não ter de pagar as taxas que,
- 3:30como agentes autônomos, tinha de repassar para as corretoras.
- 3:34Além disso, poderia oferecer outros serviços como home
- 3:37broker, que estava ganhando cada vez mais importância.
- 3:41Por outro lado, a complexidade do negócio ficaria muito maior.
- 3:45Um escritório de agentes autônomos tem vida relativamente
- 3:48fácil. Não precisa investir em
- 3:50tecnologia, não tem obrigações de uso de capital, têm custos
- 3:53baixos. Numa corretora era tudo
- 3:55diferente. Agentes autônomos não quebram
- 3:58corretoras, sim. Não é sabendo disso, é Guilherme
- 4:04assumiu a América Invest entre eufórico e estressado, pendendo
- 4:09mais para o estresse. O que parentes meu é normal e é
- 4:13estranho falar isso saudável, não é, mas.
- 4:18No empreendedorismo assim funciona.
- 4:21A situação financeira da corretora era muito precária
- 4:24para mitigar riscos. Ele armou uma ofensiva para já
- 4:28dar a largada com um volume maior de clientes.
- 4:31Quanto negociavam com o clebinho?
- 4:33Os sócios da XP tinham iniciado conversas com os donos da
- 4:36Manchester, uma pequena corretora de Joinville, de olho
- 4:39na abertura de capital na bolsa, eles queriam embolsar aos
- 4:41milhões que seriam obtidos com a desmutalização e fechar as
- 4:44portas, mas para isso precisavam encontrar alguém interessado em
- 4:47assumir sua carteira de clientes, já que o Banco Central
- 4:50determinava que para uma corretora deixar de operar
- 4:53primeiro era necessário realocar seus clientes.
- 4:56Neto do fundador Henrique Loyola tinha ouvido falar da XP pela
- 4:59primeira vez em uma conversa com Augusto de Freitas, um dos donos
- 5:03da corretora ativa. Loyola havia tentado costurar
- 5:06uma fusão da ativa em Manchester, mas sua família
- 5:09vetou ao conhecer. AXP quis entrar para o negócio e
- 5:12a família bloqueou novamente quando decidiram finalmente
- 5:14encerrar a atividade da corretora, ele negociou com AXPA
- 5:17compra de 10% da American investe, que ainda seria
- 5:21renomeada XP corretora. Com o Guilherme, então negociou
- 5:26essa essa troca, né? Em troca, migraria sua clientela
- 5:29para lá, aumentando o volume de negócios.
- 5:32Em paralelo, Guilherme e Júlio já tinham feito o mesmo com
- 5:35marquette e chule. Eles haviam se tornado sócios do
- 5:39grupo XPE seus clientes passaram a operar na América.
- 5:42Invest. A intra, por sua vez, perderia
- 5:45ao mesmo tempo 2 importantes clientes.
- 5:47Guilherme esperava um contra-ataque e mandou todo
- 5:50mundo se preparar para segurar cada investidor que pudesse ser
- 5:53abordado pela intra. Mas quando chegou a corretora
- 5:55para comunicar pessoalmente aos donos que agora iria comandar a
- 5:57American? Eles estavam felizes da vida,
- 6:00tinham acabado de vender a Inter para o Citibank.
- 6:04Foi assim, juntando às pressas 3 operações diferentes, criando
- 6:07aquilo que o próprio Guilherme chamava de Frankenstein.
- 6:12Que nasceu em Julho de 2007, a Corretora XP, os sócios
- 6:17estouraram uma garrafa de champanhe no início da operação
- 6:21simbólica, mas o nome só seria efetivamente alterado 4 meses
- 6:25depois, o desafio era imenso. Pense aí nas complexidades, né?
- 6:31Eu falei um pouco de Taleb e aí essa história com um final
- 6:36feliz. Essa história precisou de um
- 6:38final feliz para ser contada no livro.
- 6:42Né é tem uma. Até a gente fala que Ah, não NOS
- 6:45os americanos, eles é respeitam mais o fracasso, então às vezes
- 6:50o cara lá tem 11 grande seminário empreendedorismo nos
- 6:52Estados Unidos que Eu Não lembro o nome que é.
- 6:55As palestras são sobre negócios que deram errado, não é?
- 6:59Eu Não sei até onde isso é tão forte quanto dizem, não é?
- 7:07Mas aqui no Brasil a gente não tem muito essa cultura, não é?
- 7:10Definitivamente a gente não tem essa cultura.
- 7:13Às vezes para você chegar. Numa proposta de valor que é
- 7:17mais única, você precisa, você não vai ter todas as habilidades
- 7:23dentro de casa. Precisa de uma habilidade, de um
- 7:24cara que está fora. Você vai precisar, né?
- 7:26Pegar a corretora do Clebinho com o cara que veio dali com
- 7:29tal? Não sei o que esse Frankenstein
- 7:31que ele está se remetendo aqui e costurar qualquer colcha de
- 7:35retalho era Presidente de muita costura.
- 7:37Essas costuras não são fáceis porque envolvem pessoas, é ego é
- 7:41a composição societária e tal. Mas é uma forma de fazer, está
- 7:45sobretudo para criar coisas. Novas disruptivas não é?
- 7:51Dificilmente você vai ter essas coisas com todas as habilidades
- 7:53para os seus recursos que você precisa para ter essa coisa
- 7:55dentro de casa, uma reflexão, uma provocação aqui para os
- 7:58amigos, empreendedores, que palavra ou não?
- 7:59É um outro trecho que é pouco explorado aqui no livro, mas eu
- 8:02imagino que tenha sido também 11 ponto de inflexão.
- 8:05É o fato de do momento que eles estavam fazendo essa transição
- 8:08aqui para a American investe. A intra foi vendida para o
- 8:11Citibank perfeito, porque imagino que eles estavam. 100%
- 8:15bagunçados e eles iam sofrer uma.
- 8:17Retaliação certamente sofrer é uma puta retaliação, certamente.
- 8:20Total total total. Seguindo o desafio, era imenso.
- 8:24A America Invest não tinha nada que uma corretora de primeira
- 8:26linda deveria ter e seus sistemas eram precários.
- 8:28Marquete e Ana Cláudia e Ana Clara assumiram o backoffice em
- 8:32Agosto e levaram um susto com o tamanho do problema que teriam
- 8:35de encarar. Ana Clarice estava havia 6 anos
- 8:39cuidando do back Office SP, porém nunca tinha lidado
- 8:41diretamente com conexões com a bolsa ou outros sistemas de
- 8:44mercado. Até então, a área administrativa
- 8:46das PPS só tinha que fazer seus controles e repassar ordens para
- 8:49as corretoras. Que se encarregavam dos links
- 8:52com a bolsa. Agora, essa conexão das ordens,
- 8:56checagem de imagens e controle de registros ficava na operação
- 9:00de retaguarda da própria XP com a precariedade herdada da era
- 9:04clebinho, ela não conseguia sequer localizar os recebimentos
- 9:08de depósitos de clientes nem acompanhar liquidação de ordens
- 9:12na Bovespa. Havia 8000 clientes para migrar
- 9:16e Ana convocou uma equipe de 4 estagiários freelancers que
- 9:21passavam o dia Digitando cadastros, inclusive sua irmã
- 9:24Marquete Expressionava a área e geria os riscos de exposição de
- 9:28clientes. Teve uma impressão desagradável.
- 9:31Ficou claro que para sobreviver, seria preciso começar a investir
- 9:34em tecnologia. EAXP foi pela primeira vez
- 9:37buscar alguém para tocar essa área.
- 9:39Assumiu como diretor de tecnologia Sérgio Cardoso, que
- 9:41tinha desenvolvido. Um sistema de operações para o
- 9:44Grupo CMAA Corretora movimentou a parte de chip.
- 9:48Pois era preciso levar a gente para assumir áreas que não
- 9:51existiam na fase anterior da SP. Quem entrava comprava 0.1% de
- 9:56participação e a partir dali, era uma briga a cada semestre.
- 9:59Para aumentar essa fatia. Além de Cardoso, os sócios
- 10:02convocavam. É uma coisa que tem no livro do
- 10:05BTG que eu estou lendo, né? Eu até trouxe aqui que eu estou
- 10:08lendo, não que eu já li concluí. A leitura é é uma constatação do
- 10:13óbvio, não é assim cada mudança na parte, né?
- 10:15Chip era uma confusão e sempre tinha jeito feliz e gente muito
- 10:19satisfeita, né, é? É óbvio, então, quem entrava
- 10:26comprava 0.1%. Voltando a leitura do livro
- 10:28aqui, a partir dali era uma briga a cada semestre.
- 10:32Além de Cardoso, os sócios convocaram reforços de amigos
- 10:36cariocas que estavam em outras áreas de negócios para
- 10:39complementar os papéis na Corretora Bruno Depaoli, um
- 10:42amigo de infância de Julho tinha aberto uma agência de
- 10:44publicidade que estava prestes a naufragar AXP começava pela
- 10:46primeira vez a pensar na possibilidade de ter uma
- 10:48estratégia de mídia e algum planejamento de marca, e paoli
- 10:52passaria a cuidar dessa área. Bernardo Amaral, amigo de
- 10:55Guilherme Júlio desde os jogos de Tênis no Jockey Club.
- 10:59Formara-se em direito como ele havia assumido o apartamento de
- 11:02Júlio no Leblon, quando este se mudou para Porto Alegre.
- 11:05Tinha notícias da XP nas idas e vindas do amigo ao Rio Amaral
- 11:09começou a prestar consultoria para AXP em Maio e em Dezembro
- 11:12de 2007. Já estava sido posto para
- 11:14dentro. Amaral tem um negócio que se
- 11:17chama compliance, que você precisa entender para fazer uns
- 11:20formulários aí para a gente, disse Guilherme.
- 11:22É um novo sócio compliance. Como é que escreve?
- 11:25Amaral não tinha a menor familiaridade com qualquer termo
- 11:28relacionado ao mercado financeiro e o tal compliance
- 11:31apenas começava a virar moda no universo jurídico.
- 11:35Você tem que fazer uns documentos de responsabilidade
- 11:37para as pessoas assinarem, alertando que se fizerem
- 11:40besteira, a responsabilidade é delas, que é preciso respeitar
- 11:42as regras do mercado de capitais e tal.
- 11:44Vai dar uma estudada, corre atrás as P começava a entrar em
- 11:47um mundo novo. É eu eu, eu, eu vou fazendo este
- 11:51reforços aqui, Bruno, que para algumas pessoas é meio óbvio,
- 11:55mas é ele tem que ser dito velho.
- 11:58Tem uma frase no livro do BTG que é tratavam os os líderes lá
- 12:02o Luiz César Fernandes, que foi fundador é do Pactual, que
- 12:06depois virou o banquinho e tu conhece que ele diz assim, tem
- 12:08que tratar a turma como lagartixa.
- 12:10Isso que é que é isso tem que jogar na Parede, não é?
- 12:12Se colar fica. Se não colar, o cara sai e vai
- 12:17tocar outra área. Sai da da da companhia, então
- 12:20para uma empresa que está nessa metamorfose, não é?
- 12:24É isso, então porra tem que ver se tem um negócio compliance
- 12:27aqui não tem nem vai tu não é? Estou dizendo isso porque isso
- 12:31vai na contramão do que as pessoas imaginam que é.
- 12:36Business Plan e faz uma formação e estuda e tal, isso é para
- 12:39qualquer nível. É um negócio grande.
- 12:41O negócio estava ficando grande como esse aqui e é.
- 12:44No, no, no para o autônomo velho pro ação liberal, para você que
- 12:50está começando o negócio, não é? Eu vejo aqui alguns consultores,
- 12:54é eu digo assim, meu irmão assim você Vai Ficar bom mesmo.
- 12:57No método de entrega da consultoria, quando você tiver
- 12:59seu primeiro cliente, você pode estudar à vontade antes.
- 13:01Não é porque quando estiver o frio na barriga de ter que
- 13:03sentar para poder fazer a consultoria com o cara Ali, você
- 13:06vai consumir a ferramenta que você vai utilizar de uma forma
- 13:10que você nunca consumiu antes. É como falar em Público, você
- 13:13pode treinar, treinar, treinar, treinar, mas na hora de falar dá
- 13:15um filho da barriga diferente, não é?
- 13:17E essas coisas que fazem você é se aproximar da sua melhor
- 13:20versão. Aí tem que dizer, Ah, mas isso
- 13:22aí é irresponsabilidade, não meu irmão.
- 13:23Isso aqui é a vida real, só hã, seguindo a leitura.
- 13:29Agora que era dono de uma corretora, Guilherme não
- 13:31conseguia tirar da cabeça uma conversa que havia tido complass
- 13:36enquanto negociavam a compra das P pela Ágora.
- 13:39Há 1 ano antes, Guilherme Corretora não pode ter agente
- 13:42autônomo, disse o plas aquela aquele era quase um lugar comum
- 13:48no mercado brasileiro. Na época, a base do raciocínio é
- 13:51que as corretoras usavam os agentes autônomos como força de
- 13:55trabalho disfarçada. Sem arcar com os custos
- 13:58trabalhistas de fato, algumas empresas corriam esse risco, já
- 14:02que os agentes davam expediente dentro das corretoras.
- 14:07Não era o modelo da XP que tinha uma rede de escritórios filiados
- 14:11e, portanto, um risco de passivo trabalhista que ao longo do
- 14:14tempo se provaria ínfimo ao longo do tempo.
- 14:18Mas Guilherme, ainda inexperiente e sempre com medo
- 14:21de quebrar, lembrava a regra de classe e pensava.
- 14:24E se isso aqui explodir por causa desse passivo trabalhista.
- 14:28É isso é isso? É insônia estresse, não é, é
- 14:33remédio. E aí o cara vai.
- 14:35E se isso aqui explodir por causa desse passivo trabalhista,
- 14:38a preocupação era tanta que ele decidiu dar uma guinada a 180°
- 14:42Galera não vai dar mais para trabalhar com a gente autônoma.
- 14:44É muito arriscado ou só se entre olharam buscando explicações?
- 14:49Ele reforçou sua tese com outros argumentos, AXP já tinha sofrido
- 14:52perdas de clientes em suas migrações para diferentes
- 14:54corretoras e aquela estava sendo a maior migração de todas.
- 14:57A corretora XP eles sabiam dependeria dessa conversão de
- 15:02clientes, a gente tem que criar uma prisão sem muros para esses
- 15:05Caras, se não eles vão embora e a gente fica largado.
- 15:09Repetir Guilherme. Eu quero todo mundo com a nossa
- 15:12marca, não era uma tarefa simples.
- 15:15Além do peso trabalhista que as contratações gerariam para AXP,
- 15:19virá funcionário não era uma decisão óbvia para os agentes
- 15:22autônomos comissionados. Eles ganhavam de 15 a 20000 BRL
- 15:26por mês no ritmo que a empresa vinha crescendo, era impossível
- 15:30pelos encargos sobre salário que AXP bancasse o mesmo valor
- 15:34benchimol e Amaral definiram que todos teriam um salário padrão
- 15:37de 5000 BRL. Sobre o qual incidiriam os
- 15:40custos trabalhistas e eles criaram um sistema de
- 15:42bonificação para que a remuneração variável ajudasse a
- 15:45chegar a um montante próximo ao que ganhava em comissões.
- 15:49Guilherme não dá cara, como é que eu vou sobreviver com 5
- 15:52contos? Saindo de uma renda de 20, Hoje
- 15:55gritava o chefe no escritório de Joinville.
- 15:57Ao telefone, Guilherme passou dias inteiros pendurados ao
- 16:00telefone e em reuniões, repetindo os mesmos argumentos
- 16:03para cada um. A gente não pode conviver com
- 16:05risco trabalhista desse tamanho. Conto com vocês, dizia.
- 16:09A cada conversa, foram mais de 200 reuniões.
- 16:12No fim das contas, acabou convencendo quase todo mundo, só
- 16:17um agente autônomo abandonou o barco.
- 16:19O processo de contratação de todo o pessoal durou 2 meses.
- 16:23A empresa continuava se tornando mais complexa, mais burocrática
- 16:27e muito mais pesada. Se aquele era o preço a pagar
- 16:30para ter uma corretora decente, eles pagariam.
- 16:34E aí entra no capítulo decisões difíceis aqui que eu acho que
- 16:37merece um próximo episódio. Não é porque de novo eu estou
- 16:39pensando muito no empreendedor aqui não é?
- 16:41É assim quando você tem um movimento que você está muito
- 16:43convicto, mas que ele vai ser difícil, a relação com algum
- 16:47stakeholder não é nesse caso aqui os Caras que já estavam com
- 16:50eles, o modelo de agente autônomo velho.
- 16:53É o momento de sentar a bunda na cadeira e ligar pegar a porra do
- 16:56telefone na primeira pessoa e falar com a turma, não é?
- 16:59Às vezes precisa disso, então. Muito bom, brunão, muito bom,
- 17:03não é? Tem um mix aqui em é aproveitar
- 17:08por gostar do mercado financeiro ou atuar no mercado financeiro.
- 17:12E um outro lado de você aproveitar por ser um candidato
- 17:16a empreender ou ser um empreendedor não é?
- 17:18Acho que tem 2 grandes públicos que se beneficiam dessa leitura.
- 17:21Estou gostando bastante, temos mais um episódio, mas antes
- 17:24obviamente vamos deixar aqui o brunão fechar com frase Diogo
- 17:27fechar com chave de ouro ou com sua reflexão.
- 17:30Ou com a frase do episódio Brunão bola contigo.
- 17:32Não é isso é é cada vez mais que a gente vai lendo aqui, mas eu,
- 17:37eu. Tenho a convicção de que o nome
- 17:40do do livro ele foi perfeito, não tinha 11 outro nome
- 17:45possível. Melhor para esse livro aqui na
- 17:47raça. É isso sim, é realmente é o
- 17:49resumo do do do que a história dos Caras porque?
- 17:52É vinho da transição ali da da da American investe para XP
- 17:57corretora e aí é cara bancar 111 mudança dessa assim. 2 meses o
- 18:04processo de contratação do pessoal imagina a complexidade
- 18:08que estava essa empresa no dia a dia.
- 18:10Ali é Oo nível de estresse do do dos sócios do todo mundo
- 18:14envolvido. Então é só só reforçando mesmo
- 18:17assim que realmente o na raça é é um título perfeito para esse
- 18:20livro. Muito bom, muito bom, muito bom,
- 18:24muito bom, muito bom. Temos mais um episódio.
- 18:26Muito obrigado pelo seu tempo. Espero encontrar com você no
- 18:29próximo aqui no clube do livro. Um forte abraço.