Latest / Product Guru's : Produto | Negócios | Carreira / O potencial do uso de dados no dia a dia - Jose Borbolla
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- 0:00Não é falta de informação, não é falta de tecnologia, é o jeito
- 0:04de pensar. E aspectos da nossa natureza
- 0:08humana. Que criam os principais
- 0:11bloqueios e não se você usa o Excel ou Power BI.
- 0:13Oi, tudo bem com você? Meu nome é Paulo Jorge, você deu
- 0:17play no prot. Gurus, o podcast que a voz por
- 0:20trás dos produtos comigo nesse episódio, Ricardo tadashi, que
- 0:25arrumou um tempo em sua agenda corrida de GP ME Marcela Abreu,
- 0:29que hoje tem sua própria startup para ser um stake holders, olha
- 0:34só, em deixou de ser produtora para vocês ter que romi, tudo
- 0:39bem com vocês? Caraca, que moral, Hein?
- 0:43Fala Paulo. Obrigado demais pelo pelo
- 0:46convite e você viu, né? Agora eu fui de produto para
- 0:49produto. Stake holders marketing e tudo
- 0:51que você tem que fazer para se virar Na Na sua startup ele
- 0:54esteja, né? Acho que é a vida.
- 0:57Obrigado pelo convite aí de novo e por estar participando com
- 1:01anão é, não vou dar spoiler, né? Do do nome do nosso convidado,
- 1:04do apelido, nosso convidado, então eu vou deixar isso pra
- 1:06você, é por favor? Marcia valei já já ia ser
- 1:10excluído de futuros episódios. Se você é uma daquelas pessoas
- 1:15que gosta de aprender, trocando ideias com experts, colocando a
- 1:19mão na massa em projetos práticos e recebendo o mentoring
- 1:22de grandes nomes do mercado, e muitos desses nomes já passaram
- 1:26por aqui, a dica do PG para você dar o próximo passo na sua
- 1:30carreira são os custos da Terra. Eles são uma escola 100% online.
- 1:35Como a comunidade engajada de mais de 5000 estudantes voltaram
- 1:39a desenvolver as competências mais demandadas no mercado
- 1:42digital, no Brasil e no mundo das áreas de produtos.
- 1:46O hexa marketing digital, essência de dados aumentando
- 1:50assim muito suas oportunidades de trabalho em network.
- 1:54O método de aprendizagem da Terra foi reconhecido pelo World
- 1:58Economic Forum E pelo Google for startups.
- 2:01O certificado que você ganha um diferencial em processos
- 2:04seletivos de várias empresas digitais do país.
- 2:07As aulas são ao vivo e você pode estudar de onde estiver
- 2:11interagindo em sala de aula e tirando suas dúvidas na hora.
- 2:15Ao longo do curso você tem contato com profissionais das
- 2:18maiores empresas digitais do país?
- 2:21Como Nubank paid pesa e fugi, muitas outras.
- 2:24Dá uma olhada no site deles para saber mais sobre os cursos.
- 2:28O link está na descrição aqui do episódio.
- 2:30Com a parceria do projeto gurus, claro, você tem um incentivo de
- 2:34600 BRL usando o cupom product underline guru.
- 2:40Sem OS no final em preste muita atenção.
- 2:43Ocupou também estará na descrição desse episódio.
- 2:47Certo, Combinado, corre lá no site da tela e aproveite.
- 2:52Agora vamos pro papo muito se fala sobre a importância e o
- 2:58potencial do uso de dados no dia a dia, mas pouca gente sabe o
- 3:02que é como usar, por onde começar.
- 3:05Por isso, chamamos a maior referência no assunto no Brasil,
- 3:09ele, que é carinhosamente chamada como te usam dos dados
- 3:13para detalhar mais sobre as diferenças entre ter uma visão
- 3:16gerencial, estruturar e tomar decisões por meio de dados.
- 3:20Que tem uma ação mais prática, utilizando as ferramentas e
- 3:24saindo os dados que você tá ouvindo.
- 3:26Esse episódio precisa. Seja bem-vindo ao Porto Seguro.
- 3:30José borbolla neto. Eu eu falei, certo, o José, você
- 3:35está bem? Eu estou ótimo.
- 3:39Agradeço bastante pelo convite. É um prazer enorme poder estar
- 3:42aqui. Espero que eu possa contribuir,
- 3:45atender as expectativas. O nome você falou muito certo?
- 3:49Talvez a introdução ali é tem um pequeno exagero, né?
- 3:54É certamente existem pessoas muito mais referência do que eu,
- 3:59mas sou um militante aqui, é é dos dados, tanto na parte da
- 4:05educação quanto na parte mais prática, e estou torcendo aqui,
- 4:09eu tenho certeza que. O papo vai ser muito bom e
- 4:12espero que a gente consiga abordar todos os temas, enfim, e
- 4:15tirar as dúvidas todas. Aí é, estou muito feliz de poder
- 4:18contribuir de alguma forma aqui. Muito obrigado pelo convite,
- 4:22mais uma vez. Que é isso?
- 4:24A honra é minha de ter. Você inicia humilde podcast.
- 4:30Para começar o episódio, José. O te usam dos dados?
- 4:35Aí qual é a sua história? Boa.
- 4:40Pô, a minha história é meio longa, né?
- 4:42Porque te usam? A gente presume que já tem uma
- 4:44certa idade assim, né? Então eu eu comecei a trabalhar
- 4:50com tecnologia ainda no final dos anos 90.
- 4:53É, tive uma carreira não linear assim, então já fiz bastante
- 4:57coisa. Já trabalhei em lan House, já
- 4:59fui programador, já fui funcionário público, né?
- 5:03Me formei em educação física. É, e.
- 5:09Fiz uma pós em marketing, vim trabalhar é em agência de
- 5:13publicidade, a uns 1012 anos atrás.
- 5:17Para montar a operação digital de uma agência de publicidade.
- 5:21Então, foi meu primeiro contato com o digital.
- 5:24A gente já falava sobre a as vantagens dos dados que o
- 5:28digital dava, né? Naquele momento é AA.
- 5:32Comparando por exemplo, você tem a mídia tradicional off-line, em
- 5:35revista jornal é que você não tem tanto controle sobre quem
- 5:39interage, quem tá vendo aquela. Aquela mídia, enfim, quem foi
- 5:43impactado por aquilo? E o digital sempre trouxe essa
- 5:47vantagem, né? Em relação a ao offline que a
- 5:50gente estava mais acostumado ao a TV ou rádio, enfim.
- 5:54Então já falava um pouco sobre essas esses assuntos todos.
- 5:58Óbvio que numa complexidade muito melhor ainda.
- 6:01Talvez não tivesse nem os nomes que hoje as coisas têm é e, mas
- 6:05meu primeiro contato foi ali, a uns 1012 anos atrás.
- 6:08E a partir de 2000, e. 13, né? Quando eu fui para uma outra
- 6:14agência de publicidade, ali já com uma missão de fazer parte de
- 6:18um time que, a começar a construir uma metodologia de
- 6:22criação de conteúdo e tal, baseada em dados, então ali foi
- 6:26meu primeiro embarque oficial, entre aspas.
- 6:29É nessa área de dados que já começava a ter um pouco mais
- 6:32desse nome, um pouco mais da cara que tem hoje é em 2014 eu
- 6:36fui para uma consultoria. Aqui é uma consultoria que eu
- 6:40estou conectado até hoje, né? Que é a capa labial cappra
- 6:44Institute for the Science OK, pra uma grande referência aqui
- 6:48no mercado dos dados. Careca também te usam também
- 6:51para a gente deixar bem registrado aqui.
- 6:54É então, ali foi AAO mergulho oficial nessa área, né?
- 7:00Aí já a partir de 2015 eu comecei a trabalhar com a parte
- 7:05de educação nisso também. Eu tenho mais de 10 anos de
- 7:07experiência, com educação em todos os níveis e tal.
- 7:10Mas a partir do final de 2014, começo de 2015, que eu começo
- 7:14também a trabalhar na parte de educação, concursos de dados.
- 7:17EE aí dali em diante da consultoria, também tive perdas
- 7:21de trabalhar com um Monte de empresa diferente.
- 7:24A Unilever, Santander, Itaú, Gerdau, é Coca-Cola, enfim, a
- 7:30fazendo projetos de várias naturezas com várias empresas de
- 7:33segmentos diferentes. A no comecinho de 2018 eu recebi
- 7:38a proposta para ser o coordenador dos cursos de dados
- 7:41da digital House Brasil, né? Quando eles acabaram de chegar
- 7:44no Brasil. E no final de 2019, eu fui pra
- 7:48Tera também assumi ali a vertical dos cursos de dados e,
- 7:52no finalzinho de 2020 eu recebi a proposta para assumir uma área
- 7:57nova de dados que havia sido criada na Bayer.
- 8:00Então é onde eu estou hoje, então eu estou lá na Bayer a
- 8:03liderando essa nova área de dados aqui da América Latina,
- 8:06com um projeto incrível, enfim, com desafios incríveis também é
- 8:11e continuo na Terra, como membro do borde é e a ajudando ali,
- 8:16contribuindo de alguma forma. Para para que o time que que,
- 8:20que que ficou ali? Liderando os cursos de dados que
- 8:22a gente redesenhou a que a gente continua evoluindo, que a gente
- 8:26continue crescendo, então esse é o momento que eu estou hoje.
- 8:30Estou liderando essa área de dados na Bayer e tô ainda
- 8:34conectado com a Terra, né? Numa outra relação é num papel
- 8:38mais consultivo, enfim, tentando contribuir um pouco com com a
- 8:42evolução disso. Acho que tem 111 ajuda.
- 8:46Eu sou muito apaixonado por educação, tem uma ajuda muito
- 8:49legal que eu acho que a educação é um lugar muito mágico nesse
- 8:51sentido. De da gente conseguir é é trazer
- 8:55uma perspectiva para as pessoas, ajudar as pessoas a
- 8:57transformarem a sua própria vida, realizarem os seus sonhos
- 9:00e tal. Acho que a educação é uma coisa
- 9:02muito incrível nesse sentido. Eu sempre dou um jeito de
- 9:05continuar fazendo alguma coisa com educação, né?
- 9:08A nesses últimos anos tive curso na perestroika, na Sputnik, na
- 9:12casa do saber, né? Digital House, na Terra, enfim,
- 9:14eu estou sempre dando um jeito de fazer alguma coisa com
- 9:17educação, porque eu sou muito apaixonado por isso, e agora eu
- 9:20tenho esse outro chapéu, meu chapéu principal nesse momento
- 9:23da minha carreira. Que é a liderar essa nova área
- 9:26de dados lá na Bayer EE levar um pouco de vários vários temas.
- 9:30Aí que a gente vai discutir hoje, com certeza para a
- 9:33prática, né? Numa numa corporação do tamanho
- 9:35da bar, com 150 anos de história, 125 anos de Brasil,
- 9:39então é um. É uma missão bem interessante.
- 9:42Assim, um desafio bem interessante é, mas sem o resumo
- 9:45do resumo do resumo, é isso, esse sou eu, ô José.
- 9:49Você trabalha numa empresa de 125 anos, né?
- 9:51É, será que a empresa é tradicional?
- 9:55Suficiente? Não sei.
- 9:57O pergunta, a pergunta mais clichê das últimas dos últimos
- 10:0310 anos. Informação dados, ali é o novo
- 10:07petróleo. Essa é uma boa.
- 10:09Essa é uma boa questão. É só só fazendo um ajuste.
- 10:13São 150 anos de história, 125 de Brasil, né?
- 10:16Olha, então um pouquinho mais velho assim é mais nada, porque
- 10:21eu acho que é um é. É bem interessante.
- 10:24Eventualmente a gente vai até voltar a abordar um pouco dessa
- 10:27questão, quando a gente for falar, talvez uma perspectiva
- 10:30mais corporativa ou de uma startup, enfim, acho que tem
- 10:33vários olhares possíveis pra gente abordar esse tema.
- 10:36Mas especificamente sobre essa questão do petróleo, né?
- 10:38Teve essa matéria da wired em 2014, né?
- 10:42Que que falou? Deita aí, Daniel hoyle.
- 10:44EE começou toda essa discussão, né?
- 10:46Ser jogar ali no Google esse título você vai achar um Monte
- 10:49de gente falando que é um Monte de gente falando que não é.
- 10:52Mas. Eu acho que é.
- 10:55Existem vários olhares possíveis que nos permitem entender um
- 10:59pouco sobre a importância desse tema, né?
- 11:02É, eu tenho um jeito específico de olhar e aí eu vou até abrir
- 11:05um parênteses rápido para tentar dar um pouco desse contexto para
- 11:08justificar AO porquê que é esse é o meu jeito de olhar, né?
- 11:13Longe de mim, de querer ser o dono da verdade ou de querer,
- 11:17enfim, cagar uma regra que é aleatória, mas é uma perspectiva
- 11:20de quem vem estudando bastante esses temas nos últimos anos vem
- 11:23trabalhando com isso. Então eu gosto de olhar para os
- 11:27dados. É como um fenômeno que é um meio
- 11:31que um efeito colateral, entre aspas, ou uma externalidade
- 11:35desse processo de avanço tecnológico acelerado que a
- 11:37gente tem testemunhado aí nos últimos anos e décadas, né?
- 11:41Então, em especial ali dos anos 70 para cá é e é se se vê, a
- 11:47gente testemunhou, enfim, 11 fenômeno que tem vários nomes,
- 11:50né? Um deles, a explosão
- 11:51informacional é que começa a nascer a partir do momento em
- 11:55que as empresas começam a ter computadores e a digitalizar
- 11:58informações. Né?
- 12:00Claro que lá na década de 70 e início da década de 80 a gente
- 12:02está falando de lá sobre cartões perfurados ou, enfim, é o
- 12:05computador da época, né? A ainda assim começa esse
- 12:10processo de digitalização de coisas da nossa vida, né?
- 12:14Inicialmente, ela, dados bancários ou coisas desse tipo,
- 12:16coisas mais corporativas, né? Até agora aqui praticamente
- 12:20tudo, né? Até informações de dentro do
- 12:22nosso corpo já são digitalizadas, então é, é, é, eu
- 12:26acho importante a gente entender os dados, né?
- 12:29Aqui descritos de uma forma mais genérica, mais ampla.
- 12:32Como uma externalidade desse fenômeno do avanço tecnológico,
- 12:36né? Por que que eu acho importante
- 12:38entender isso? Porque primeiro que ajuda a
- 12:40gente a desmistificar algumas coisas, né?
- 12:43Por exemplo, uma visão meio ferramental que normalmente se
- 12:47tem a respeito disso. Que a gente depois pode
- 12:49explorar, se se se der tempo, enfim, mas principalmente para
- 12:54tentar ajudar com essa história do dado, é o novo petróleo num
- 12:57é, né? Então quando a gente olha para
- 13:00alguns dados que dados de dados a gente vai falar muito dados
- 13:04hoje, mas quando a gente olha para algumas informações, alguns
- 13:07estudos, algumas previsões, enfim, que a McKinsey ou Harvard
- 13:12Business review ou ou Fontes desse tipo fazem a respeito do
- 13:16impacto na economia que essas novas tecnologias vão ter.
- 13:21É, a gente vê que existe uma magnitude enorme do impacto, né?
- 13:25Então, por exemplo, McKinsey, Harvard, Harvard Business review
- 13:29estimam que, até 2030, a essas tecnologias de dados, no geral
- 13:35devem acrescentar até 15 trilhões de dólares de valor na
- 13:39economia global, né? Então se OA nossa comparação com
- 13:43o petróleo tem a ver com o impacto econômico e com a
- 13:47hegemonia econômica que o petróleo teve ao longo do século
- 13:4920, principalmente. A gente consegue.
- 13:53Tem tentar imaginar alguns paralelos?
- 13:55Claro que a forma como isso se materializa na economia e na
- 13:59vida das pessoas vai ser um tanto diferente, né?
- 14:02Então eu gosto de olhar para os dados, é como o meio que o novo
- 14:09sistema circulatório dessa economia do século 21 assim.
- 14:13E eu entendo que na medida em que a tecnologia segue avançando
- 14:16rapidamente, AAA predominância a hegemonia AAEE.
- 14:24A capilaridade de dados vão estar cada vez mais presentes em
- 14:28todas as dimensões da nossa vida.
- 14:30A gente já sente isso um pouco hoje, né?
- 14:32Praticamente tudo o que a gente faz hoje é mediado por algum
- 14:35algoritmo ou tem alguma algum tipo de aplicação desse tipo
- 14:39envolvida, né? Dos anúncios que a gente recebe
- 14:42na internet, a Waze que a gente usa A Rede Social de alguma
- 14:46maneira, já tem alguma camada ali algorítmica, né?
- 14:50Aqui descrita de uma maneira mais geral, é intermediando a
- 14:54nossa experiência, escolhendo coisas pra gente.
- 14:56É, eu entendo que isso deve se aprofundar ainda mais.
- 14:59EEE ocupar vários outros espaços que hoje talvez ainda não ocupem
- 15:04muito bem. Então eu acho que essa metáfora
- 15:07ou essa analogia do dado com o petróleo a pode pode ser
- 15:11ilustrativa. É para a gente imaginar o
- 15:13tamanho do impacto que isso possa até na economia é, eu
- 15:17arriscaria dizer é sem sem nenhuma vontade de acertar ou
- 15:21errar. Mas enfim, eu arriscaria dizer
- 15:23que a. Certamente, eu acho que vai ter
- 15:27um impacto muito mais amplo do que o petróleo teve em vários
- 15:31aspectos, né? Mas eu eu entendo que.
- 15:36Nada vai funcionar sem dados, então, se eu pudesse escolher
- 15:41uma metáfora, eu. Eu iria pelo caminho desse
- 15:43sistema circulatório, porque eu acho que cada vez mais tudo da
- 15:47nossa vida vai estar apoiado nesses fluxos de dados ou em
- 15:52aplicações de dados ou coisas do gênero.
- 15:57Cara, bem legal, José. Uma dúvida se comentou sobre
- 16:01dados, inserindo o valor na economia global, né?
- 16:04A qual que é a tua opinião sobre aí uma empresa os dá os dados
- 16:09como 11 diferencial competitivo, puramente e não, por exemplo, os
- 16:14dados como um meio pro fim, né? Porque da tua frase parte puta
- 16:18tem n empresas que se perguntam, mas qual que é o seu
- 16:20diferencial? A meu diferencial é que o uso
- 16:21dado para usar em algum algoritmo quer fazer alguma
- 16:24coisa, né? Então, o que eu vejo muito no
- 16:27mercado. É que as pessoas têm usado muito
- 16:29dado como um fim. E não como o meio, né?
- 16:32Talvez não como o sangue do sistema circulatório.
- 16:34Prazo de fato, levar ao fim mas qual que é a tua visão sobre
- 16:38isso? Assim, sobre o dado como um
- 16:39diferencial competitivo que as empresas estão usando hoje em
- 16:42dia, uma cara ótima, ótima pergunta é, e aí, eu vou usar de
- 16:46pano de fundo esse contexto que eu acabei de dar Na Na?
- 16:49Na resposta anterior, né, então? Se essa premissa de que os
- 16:54dados, inteligência artificial, big data, todos esses nomes
- 16:58bonitos que a gente vê por aí, se a premissa de que a isso
- 17:01surge como uma externalidade desse processo de avanço
- 17:04tecnológico, né? Se essa premissa está correta,
- 17:07de alguma maneira é a sua pergunta se encaixa
- 17:10perfeitamente bem EE esse descolamento que você descreveu
- 17:14na sua pergunta a ele, ele recebe uma explicação, né?
- 17:20De várias possíveis, mas uma explicação específica dentro
- 17:23desse contexto que a gente está discutindo.
- 17:25Qual que é essa explicação? É, e de novo, né?
- 17:28Partindo dessas mesmas premissas, é, você tem um
- 17:32processo de avanço muito rápido de tecnologia em específico.
- 17:36Agora, um recorte a de uma tecnologia de comunicação, né?
- 17:39Que na nossa época que a internet, descrita de uma
- 17:42maneira bem genérica. Por que que isso é importante?
- 17:45Sempre que houve algum alguma inovação de uma nova tecnologia
- 17:50de comunicação ao longo da história das sociedades.
- 17:53A você teve uma mudança importante na estrutura dessa
- 17:56sociedade EE várias coisas novas começaram a nascer, né?
- 18:00Então, se a gente volta lá para a prensa mecânica de tipos
- 18:03móveis, o finalzinho do século 15, comecinho do século 16, na
- 18:06Europa. Vários dos fenômenos
- 18:08subsequentes, né? Então, reforma a contrarreforma,
- 18:12a revolução gloriosa, iluminismo, revolução francesa,
- 18:15a revolução Americana e assim por diante.
- 18:18Vários desses fenômenos que a. De uma certa forma, pariram um
- 18:23mundo que a gente vive, não é a eles aconteceram a.
- 18:28Influência dos bastante por essa tecnologia nova de comunicação
- 18:32da época, né? Então, é como se a gente pudesse
- 18:35fazer um paralelo aqui, numa Liberdade poética, absurda, né?
- 18:38A prensa mecânica de tipos móveis estaria pro século 16,
- 18:42assim como a internet está pra esse começo do século 21, né?
- 18:46E, portanto. A gente pode esperar uma mudança
- 18:51importante. A gente já está testemunhando
- 18:52essa mudança acontecer, né? Em eleições, por exemplo, é na
- 18:57questão de fake news a na no modelo de negócio a gente já
- 19:00está vendo essas mudanças acontecerem.
- 19:02A diferença talvez tenha a ver também com a velocidade de como
- 19:07as coisas estão acontecendo agora, né?
- 19:09Lá atrás, em outras épocas, com outras tecnologias de
- 19:12comunicação, talvez houvesse mudanças, mas elas acontecessem
- 19:17num intervalo de tempo um pouco maior.
- 19:19O que, no nosso caso, parece que o tempo diminui porque a
- 19:23velocidade está aumentando, né? Essa é a percepção que vários
- 19:28estudiosos de vários de várias disciplinas tem, né?
- 19:32Então, eu estou partindo dessa premissa, dessa aceleração, né?
- 19:37O que que isso tem a ver com a pergunta que você me fez?
- 19:40Se isso está acontecendo, isso está mudando AA vou usar um
- 19:45termo que é mais usado em sociologia assim, mas é isso,
- 19:48está mudando a estrutura do tecido social, né?
- 19:50Que seria essa a base sobre a qual a sociedades constroem as
- 19:56suas instituições, os seus modelos, as empresas competem
- 19:59entre si e assim por diante, né? A base de tudo, né?
- 20:02Então, sempre que tem uma nova tecnologia de comunicação que
- 20:05ela escala na sociedade em qualquer época que a gente for
- 20:08pra trás, a gente vai ver uma mudança nesse tecido social.
- 20:11E uma série de mudanças advindas a da mudança da base, né?
- 20:15Muda a base, muda o que está em cima da base.
- 20:19Nesse sentido é, eu entendo, partindo desse dessa linha de
- 20:23raciocínio, né? É, eu entendo que a gente está
- 20:26testemunhando o nascimento de um Mundo Novo.
- 20:30Então a gente tem um o esse tecido social sendo transformado
- 20:34rapidamente pelas tecnologias e pela internet.
- 20:37Internet aqui entendida como tecnologia de comunicação.
- 20:40E várias coisas desse mundo, estamos as condições todas da
- 20:43vida estão mudando junto, né? Se isso está acontecendo, claro
- 20:48que é. Tem vários autores que falam
- 20:50sobre isso, de perspectivas diferentes.
- 20:52Então, por exemplo, quando o Bauman, o Zygmunt Bauman, aquele
- 20:55sociólogo super conhecido, é que usa aquela metáfora do mundo
- 20:59líquido, né? Essa ideia de liquidez do Bauman
- 21:02tem um pouco a ver com essa impermanência, né?
- 21:04Então você tem uma tecnologia de comunicação que avança tão
- 21:06rápido e que conecta pessoas de um jeito que a gente, numa
- 21:09escala que a gente nunca conseguiu conectar.
- 21:12Que isso vai tornando as coisas mais impermanentes.
- 21:15As mudanças são mudanças mais frequentes, né?
- 21:19Claro que essa é uma interpretação minha.
- 21:20Existem várias pessoas mais gabaritadas do que eu para
- 21:23interpretar a obra do Bauman, mas essa é a minha leitura.
- 21:27Se isso está acontecendo, né? É uma hipótese.
- 21:30Se isso está acontecendo, a natureza do desafio que a gente
- 21:33precisa enfrentar hoje é diferente, do tipo de desafio
- 21:37que a gente enfrentou na segunda metade do século 20.
- 21:41Então, todo esse modelo de gestão, o modelo da estrutura
- 21:45organizacional, a questão da cultura.
- 21:48Todo esse jeito de pensar que nos trouxe até aqui.
- 21:52Ele deixa de ser eficiente para resolver esses problemas que
- 21:56esse Mundo Novo, entre aspas, constantemente transformado pela
- 21:59tecnologia, está gerando. Então são problemas de uma
- 22:03natureza nova que vão demandar da gente indivíduo, empresa,
- 22:09governo, partido, escola, todas as instituições que a gente está
- 22:13acostumado a ver na nossa vida. Vão precisar é de novas maneiras
- 22:18de tentar enfrentar esses problemas.
- 22:21Se esse mundo, se a tecnologia segue avançando rapidamente,
- 22:25então, portanto, essa mudança vai ser uma condição cada vez
- 22:28mais frequente. Não é uma mudança que acontece
- 22:30agora. Aí a gente estabiliza de novo e
- 22:33passa a ser lá os próximos 100 anos do mesmo jeito, sem mudar
- 22:36nada. Não, a mudança parece ser uma
- 22:39característica, é presente e constante nesse nessa nova
- 22:44realidade que a gente está vivendo nesse momento histórico.
- 22:47Se isso é verdade, a as empresas vão precisar de algumas
- 22:52estratégias diferentes para conseguir sobreviver.
- 22:54Então, se lá no século 20 você pega essa lá montadoras de carro
- 22:58ou petroleiras, né que você tem aquelas grandes estruturas AA
- 23:02industriais com, com gerando economia de escala, né?
- 23:06Então você produz muito. Para ter uma economia de escala,
- 23:10para ter o seu lucro. Então, assim, todo aquele
- 23:12paradigma tradicional que a gente viu emergir,
- 23:16principalmente ali, depois da segunda metade do século 20.
- 23:19Claro que várias coisas nascem antes, né?
- 23:21Mas só pra gente pegar um recorte mais recente é esse
- 23:25jeito de se fazer as coisas. Ele não funciona mais pra você
- 23:28continuar vivo no século 21. Né?
- 23:31Pelo menos da nossa época em diante, né?
- 23:34Porque o comportamento das pessoas está mudando o papel do
- 23:37carro na para para a vida do indivíduo é diferente do que era
- 23:41para minha geração, né? Eu tenho quase 40 anos quando
- 23:44era moleque. Eu queria ter um carro porque
- 23:46aquilo era um status, era um símbolo de que eu tinha chegado
- 23:49a maior idade e tal. Quando você vai perguntar pra
- 23:51uma galera mais nova é esses essa simbologia por trás do
- 23:55carro e essas coisas todas já são completamente diferentes.
- 23:59A gente está andando por uma direção de um, de um mundo que
- 24:03vai funcionar sem motor a combustão.
- 24:05Né? Em 20 anos, 30 anos, enfim, a
- 24:08gente não sabe ainda, mas a gente está andando para uma
- 24:11direção em que você vai ter frota de carro autônomo andando
- 24:14nas cidades, o que deixa até de fazer sentido.
- 24:17Essa ideia do transporte individual, talvez o carro como
- 24:21a gente conhece hoje, ele vai, vai acontecer o que aconteceu
- 24:24com o cavalo? Na história você vai ter umas
- 24:26pistas e aí algumas pessoas vão ter uns carros e vão para essas
- 24:30pistas, correr com esse carro, porque se a gente for mais para
- 24:34frente no tempo e imaginar uma cidade.
- 24:36É uma frota totalmente é autônoma.
- 24:40A gente está falando até de da mudança, do paradigma do próprio
- 24:43transporte público, porque essa rede de carros que se desloca
- 24:47sozinha ela é 11 coisa que vai conseguir transportar todo mundo
- 24:51para qualquer lugar, a qualquer momento.
- 24:53Tenha você propriedade sobre um automóvel individual ou não.
- 24:56Então tem vários exemplos, né? Um outro exemplo que a gente
- 24:58pode falar sobre essa questão da velocidade, que eu acho
- 25:00importante, a gente colocar é, é, tem um isso da IBM que saiu
- 25:04no final de 2019. Se eu não me engano.
- 25:07Que uma das coisas que eles citam ali é uma habilidade
- 25:09técnica que uma pessoa aprende a na segunda metade do século 20
- 25:13tinha um tempo dividia vida média ali de 15 anos, o que
- 25:16significa que se eu, José fizesse um curso de datilografia
- 25:19em 1970, em 1985, 15 anos depois, essa habilidade
- 25:24datilografia ainda era importante para eu ser promovido
- 25:28ou para eu conseguir um emprego, aquilo era ainda era relevante
- 25:30para mim. Hoje a gente tem esse tempo de
- 25:34uma habilidade em tempo médio, é reduzido para 5 anos e se a
- 25:38gente está falando de uma habilidade a muito rica em
- 25:41tecnologia, a gente está falando de 2 a 3 anos, o que significa,
- 25:45arredondando os ponteiros aqui, que esse papo que a gente está
- 25:48tendo hoje em 2021, daqui a 34 anos, talvez ele já não seja o
- 25:53papo mais relevante para a gente falar sobre dados já vai ter
- 25:56mudado tanta coisa que a gente já vai estar discutindo as
- 25:59coisas sob uma outra perspectiva, talvez com
- 26:01tecnologias novas, estão nascendo agora.
- 26:03Enfim, então toda essa pressão que esse sistema que muda
- 26:08constantemente gera vai provocar por parte das empresas outras
- 26:13estratégias. EE talvez o surgimento de um
- 26:16outro paradigma de gestão, de estrutura organizacional e assim
- 26:19por diante. E aqui que entra a história do
- 26:22dado, como o sistema circulatório, porque o que te dá
- 26:26o que vai dar para as empresas essa capacidade adaptativa de
- 26:31entender o que está acontecendo no ecossistema que ela está
- 26:34inserida e conseguir se adaptar a essa pressão evolutiva para a
- 26:39gente roubar aqui? Uma analogia da teoria da
- 26:41evolução. Tem a ver com os dados.
- 26:43Quem conseguir transformar essa quantidade enorme de dados que é
- 26:46produzida incessantemente, né? Tem números dizendo ali que até
- 26:50em 2000 e em 2018 a gente já produzia mais de 2.5 quintilhões
- 26:55de bits por dia, né? 2.5 seguido de 18 zeros.
- 26:59É. Alguém vai ter que transformar
- 27:03isso em algum tipo de valor, né? Então, o que parece quando a
- 27:09gente olha daqui é que essa capacidade adaptativa ela está
- 27:12muito conectada a essa habilidade da empresa conseguir
- 27:16utilizar esses dados para entender o que está acontecendo
- 27:19e conseguir tomar melhores decisões, já que o fato de você
- 27:22ter 800 indústrias em todos os países do mundo produzindo
- 27:26carro, que que adianta você ter, se ninguém mais vai querer
- 27:29comprar carro, né? Então, há como que uma empresa
- 27:32fica viva no século 21? Ela vai precisar de estratégias
- 27:36diferentes daquelas que fizeram com que as do século 20 se
- 27:39mantivessem viva naquela época em que elas estavam inseridas.
- 27:43Então, essa ideia do dado, como o sistema circulatório, ela se
- 27:48encaixa um pouco com essa leitura desse mundo que muda
- 27:51cada vez mais rápido. Então você tem impressões sobre
- 27:54as companhias vindo de todos os lados, e não só dos concorrentes
- 27:57do segmento e da indústria ali. E o que parece ser o elemento
- 28:02que vai ajudar as empresas. AA se flexibilizarem a se
- 28:07adaptarem a. Entregarem mais valor para o seu
- 28:09usuário e assim por diante. Tem haver uma boa utilização dos
- 28:13dados. Caraca, para quem entrou achando
- 28:16que ia falar de como usar dados no Discovery é e começando por
- 28:20sociologia, foram para tecido social e acabamos com
- 28:23adaptabilidade das empresas usando dada em está vendo
- 28:27tadashi próximo? Eu achei que a gente já começar
- 28:29falando de si gear, amplitude ou mix pena ia ser a.
- 28:33O assunto? Mas aí até José pegando essas
- 28:36tudo que a gente está falando bastante de dados, a gente falou
- 28:39muita coisa bem interessante, até de assunto bem avançado.
- 28:42E aí falando um pouquinho assim, para quem também tem
- 28:45curiosidade, eu quer começar a trabalhar com dados, né?
- 28:48Acho que como você falou, poxa, daqui a 3 anos, acho que não vai
- 28:51ser uma discussão, trabalhar com dados hoje ainda é uma
- 28:53discussão, né? Por incrível que pareça,
- 28:55trabalhar com dados a gente utiliza não por onde que as
- 28:58pessoas podem começar a estudar essa parte de análise de dados
- 29:02em si, né? Acho que também tem muita gente
- 29:04da nossa área aqui que a gente acaba falando em data driven,
- 29:08enfim, mas como que a gente começa a estudar isso?
- 29:11Boa, é? Se talvez eu tenha me expressado
- 29:15mal assim, mas é, eu não acho necessariamente que dados daqui
- 29:18a 3 anos não vão ser tão relevantes.
- 29:21Talvez outras abordagens e outros assuntos relacionados a
- 29:24dados vão ser mais relevantes assim, e nesse sentido, eu acho
- 29:28que a sua pergunta também se encaixa muito bem, porque?
- 29:31A como eu enxergo, tá? É, e de novo, né?
- 29:36É são meus estudos. Enfim, é.
- 29:38É uma perspectiva de várias perspectivas possíveis assim,
- 29:42então. O que eu entendo é.
- 29:45O que provavelmente vai acontecer é pensando se todas
- 29:50essas minhas premissas anteriores, né é estiverem
- 29:53corretas, né? A se de fato, essa capacidade
- 29:56adaptativa da empresa depender da boa utilização de dados, a
- 30:00gente não tá falando mais da formação de sei lá.
- 30:02Analistas de dados, cientistas de dados em genes de dados.
- 30:05Claro que a é esse tipo de profissional, ele vai continuar
- 30:08sendo importante, mas a solução para uma empresa se tornar
- 30:12preparada para essa era dos dados entre muitas aspas.
- 30:16É, não é necessariamente contratar um batalhão.
- 30:20De profissionais com conhecimentos técnicos em dados.
- 30:23O que parece AA ser importante, e aí tem várias referências
- 30:29sobre isso. Eu vou citar 2, né?
- 30:32Tem matéria de capa da Harvard Business review de julho, agosto
- 30:36de 2019, né? Aquela de EAE Power
- 30:40organization? A organização é Power by
- 30:44inteligência artificial. E aí o subtítulo da matéria é ex
- 30:47nora beauty tecnologia hits about Culture, né?
- 30:50Então, não é sobre tecnologia, sobre cultura.
- 30:53O que parece, está claro, aí aí tem várias entrevistas com
- 30:58líderes, é com pessoas do mercado e assim por diante é
- 31:02que. Não é simplesmente você
- 31:06atualizar lá a sua ferramenta, então sei lá, meu time não vai
- 31:09mais usar o Excel agora, ele vai usar uma ferramenta de b aí mais
- 31:13famosa. É meu time agora eu não vou ter
- 31:16mais o banco de dados tradicional que eu tinha aqui eu
- 31:18vou montar um data Lake, sei lá, só pra usar uns termos que é
- 31:21bem, são bem comuns assim, no dia a dia é essa abordagem meio
- 31:27que assim, ó, eu vou atualizar a ferramenta e agora?
- 31:30Com uma ferramenta nova, a gente vai conseguir fazer tudo o que a
- 31:32gente não conseguiu fazer até hoje.
- 31:34Essa abordagem a gente já tem muito dado, muita informação, de
- 31:38que não adianta. Não é o caminho, né?
- 31:42Várias lideranças e altas lideranças nessas pesquisas, né?
- 31:46A falam muito sobre isso aí, tipo, eu entendo que isso é
- 31:49importante. Eu sei que isso vai ser
- 31:51fundamental cada vez mais fundamental para minha empresa,
- 31:54independente do segmento. Mas existem uma série de
- 31:58obstáculos organizacionais, culturais, de liderança e enfim,
- 32:05a desse jeito tradicional de se pensar a empresa.
- 32:09Que se revelam muros muito difíceis de serem superados.
- 32:14Na hora que você precisa fazer toda a transformação interna
- 32:17para que de fato a sua companhia seja uma companhia, é orientada
- 32:21por dados, né? Que é Oo termo genérico que se
- 32:24usa por aí é. E aqui eu sinto uma outra ideia
- 32:28que está num livro de 2 professores de Harvard, Marco e
- 32:31amp, City e carinho la Kane, que é compilem in the age of VE,
- 32:36numa tradução livre competindo na era da inteligência
- 32:38artificial. Eles trazem vários conceitos
- 32:41interessantes lá no livro. Um deles, eles falam que o
- 32:44desafio das empresas é que elas precisam se tornar o que eles
- 32:47chamam de ei factories, né? Usinas de inteligência
- 32:51artificial, numa tradução livre. Que nada mais é do que você ter
- 32:55todas as suas instâncias hierárquicas e todas as suas
- 32:59áreas de negócio de alguma maneira, tomando decisões
- 33:03baseadas em dados. Só que pra isso acontecer, a
- 33:07gente vai precisar mexer num outro ponteiros que está até
- 33:09agora. A gente talvez não tenha AA
- 33:11tocado, mas que tem tudo a ver com a pergunta que você acabou
- 33:14de fazer. Que é um termo que inglês é
- 33:17d'italie, ter-se ou se a gente puder traduzir livremente aqui
- 33:20para português. Alfabetização em dados a
- 33:23solução, portanto, não é que todo mundo vire um cientista de
- 33:26dados, mas que todo mundo aumente a sua capacidade de
- 33:29alfabetização de dados? Que que é alfabetização de dados
- 33:32é a capacidade de ler, interpretar, utilizar dado para
- 33:35tomar decisão. É é entender, né?
- 33:38O que você está vendo ali? Como que a gente chegou naquele
- 33:40resultado ou não? Por que que se aplicou uma
- 33:42análise XE, não uma técnica y ali, então tem todo um processo
- 33:46de letramento. De todas as pessoas, de todas as
- 33:50áreas do negócio, porque aqui que está o principal bloqueio.
- 33:54Eventualmente uma empresa que se ela tem muita grana, uma empresa
- 33:58grande, vai ter condição de ir pro mercado e buscar pessoas
- 34:01especialistas, só que em várias empresas é isso.
- 34:05Já se revelou insuficiente para você mudar de fato?
- 34:09Pontualmente você tem projetos incríveis, mas para que a
- 34:13corporação como um todo se transforme e consiga extrair
- 34:17dessas tecnologias tudo que se promete, né?
- 34:20A gente ouve muito essas promessas incríveis do que os
- 34:22dados podem fazer e tal. Para a gente destravar todo esse
- 34:25potencial, a gente vai precisar aumentar o nível de
- 34:28alfabetização em dados de todas as pessoas, de todas as áreas de
- 34:31negócio. Então não é que eu preciso pegar
- 34:33um cientista de dados, sei lá, um analista e colocar um em cada
- 34:36linha de negócio ali, porque essa pessoa vai fazer a
- 34:38matemática, o trabalho duro ali, o trabalho chato e entregar a
- 34:42decisão pronta para as pessoas tomarem, né?
- 34:45Isso não funcionou. O que a gente vai precisar é que
- 34:48todo mundo. Aprenda mais sobre isso.
- 34:51Entenda como essas pessoas de produto e o eks RH marketing,
- 34:57tudo, tudo, todo mundo vai precisar aumentar a sua, os seus
- 35:02níveis de alfabetização em dados.
- 35:03Ainda que não ocupem uma cadeira específica de dados.
- 35:07Quando isso acontecer e a gente já tem alguns dados de
- 35:10companhias ou, enfim, estudos que mostram que as companhias
- 35:13que têm índices maiores de alfabetização de dados em todos
- 35:16os estratos hierárquicos apresentam melhor performance,
- 35:19produtividade e assim por diante.
- 35:21Então, a forma como a gente destravar isso e por que que é
- 35:25tão importante a gente aprender sobre isso?
- 35:27Ainda que a gente não vai ocupar uma cadeira específica de dados,
- 35:30tem a ver com isso, porque de novo, né?
- 35:32Subtítulo da matéria da Harvard Business review, que eu citei
- 35:35num é sobre tecnologia, sobre cultura.
- 35:38Então a gente precisa fazer com que todo mundo entenda um pouco
- 35:41como essas coisas funcionam na prática.
- 35:43Quando que eu aplico uma coisa? Quando que eu aplico outra?
- 35:45Porque isso vai ajudar AA empresa como um todo a evoluir e
- 35:50aí acho que tem um outro ponto aqui nesse contexto, que é
- 35:53importante a gente pensar. E aqui eu vou fazer 11 paralelo
- 35:57com o que aconteceu com as pessoas que faziam site, né?
- 36:00Então, se você voltar lá pro final do da década de 90, começo
- 36:03dos anos 2000. Você tinha aquela galera que
- 36:05abriu o Bloco de Notas ali, mandava um HTML ali, ó Na Na
- 36:08unha e fazia o bagulho do zero ali, bá bá, bá bá e aí, se a
- 36:14gente avança 1015 anos pra frente, você tem plataforma, sei
- 36:17lá, tipo IX, quais passou qualquer coisa do gênero que
- 36:20você não sabe nada de como aquilo funciona.
- 36:22Só que se dá 7 cliques ali, paga aqui, paga ali, arrasta o
- 36:26quadradinho para cá e, puf. Você tem um site bonito,
- 36:28funcional, rodando ali, eventualmente, até plataformas
- 36:32de e-commerce, já mais mais prontas ali, né, que você não
- 36:35tem isso. Está com o técnico, não precisa
- 36:37achar o programador que sabe tudo e tal.
- 36:39Claro que essas funções continuam.
- 36:41AA importantes empresas de mais alta tecnologia que estão
- 36:45desenvolvendo suas próprias plataformas.
- 36:47Não é que isso sumiu, mas o quando você massifica o acesso,
- 36:52né? Quando você digitaliza isso,
- 36:53vira um serviço meio que um software as a service aqui entre
- 36:57aspas, AA uma pessoa comum, enfim, um cidadão médio consegue
- 37:02entrar lá num IX da vida e construir seu próprio site sem
- 37:05nenhum conhecimento técnico. De alguma maneira, alguns
- 37:08autores e autoras olham para uma evolução similar que está
- 37:13acontecendo hoje na área de dados.
- 37:14Então várias coisas que hoje eventualmente se precisaria de
- 37:18alguém que entendesse de Python ou de r, por exemplo, para
- 37:21escrever esse código, né, ou enfim, é colocar isso de pé a
- 37:26isso. A tendência que tem é de várias
- 37:28dessas aplicações de dados virarem serviço em plataformas,
- 37:32em plataformas de b, em plataformas do Google, enfim, da
- 37:35Amazon, né? O que traz aquela nossa reflexão
- 37:40a respeito da elevação do nível de alfabetização de dados ainda
- 37:43mais para o centro da conversa, porque a hora, se isso tudo vira
- 37:47software ou se uma parte a mais ampla de todas essas técnicas,
- 37:52né? A gente fala de dados
- 37:53inteligente, oficial, a gente tá falando de um guarda-chuva muito
- 37:56amplo, de um Monte de assunto específico, né?
- 37:59A hora que uma parte importante disso, que é o que a gente mais
- 38:02vai usar no dia a dia, por exemplo, a hora que isso virá,
- 38:04software aí que eu vou precisar de alguém do outro lado, que
- 38:08saiba o que está fazendo. Né?
- 38:10Então, AA reflexão sobre a necessidade da gente elevar os
- 38:14níveis de alfabetização de dados se torna ainda mais central
- 38:17nesse cenário que eu acabei de descrever.
- 38:19Então é é importante saber sobre dados.
- 38:22É mesmo se eu não for uma pessoa de dados, sim.
- 38:26Então é claro que todo mundo que quiser ir para a carreira de
- 38:30dados e, et cetera e tal, por importante é, não importa a sua
- 38:33área de formação é, você vai ter que aprender estatística, você
- 38:36vai ter que aprender álgebra linear, você vai ter que
- 38:38aprender essa lá. Econometria tem um Monte de
- 38:40coisa de matemática envolvida com isso, obviamente.
- 38:43Tem uma parte técnica de programação.
- 38:45A parte de banco de dados, então você tem uma camada técnica, né?
- 38:49Na natureza do trabalho de um profissional de dados.
- 38:53Mas o principal bloqueio que as empresas enfrentam hoje não é
- 38:56aqui na parte técnica, é na ponte, entre a parte técnica e a
- 39:01área de negócio. É essa ponte que ainda não está
- 39:05tão bem construída em tantas organizações pelo mundo.
- 39:09É é uma coisa tão importante que em 2018 é uma que se escreveu um
- 39:12papel dizendo assim, olha, olhando aqui para o mercado de
- 39:15dados, tem um analista ou engenheiro cientista de dados?
- 39:18Mas a gente tá vendo um quarto personagem nessa história que
- 39:22eles chamaram de deita translator.
- 39:24Ou o tradutor de dados numa, numa tradução livre, que seria
- 39:28essa pessoa que consegue fazer a ponte entre a parte mais técnica
- 39:32ou a parte mais estatística, matemática, de modelagem, enfim,
- 39:35e a área de negócio, que ainda é um é um?
- 39:38É um gap que existe dentro de várias organizações, de vários
- 39:41segmentos diferentes, então. O que está claro até aqui,
- 39:46olhando para várias experiências do mundo, estudos, pesquisas,
- 39:49matérias, livros, et cetera, é que você bombar, que a parte
- 39:54técnica e fazer um Monte de coisa e contratar um Monte de
- 39:56gente nanã, claro que isso pode te ajudar, pode ajudar.
- 40:00Mas se a tradução pra área de negócios e todo se toda essa
- 40:03robustez técnica não tiver de fato sendo traduzido e melhor
- 40:07decisão na ponta. Talvez você invista muito
- 40:12dinheiro, tem uma curva de aprendizagem muito mais longa e,
- 40:15sei lá, dependendo do segmento que você tiver, você pode ficar
- 40:17pelo caminho. Então AA eu diria que AA como
- 40:21começar? Eu eu, eu falaria que todas as
- 40:25as profissões, as atividades, precisam aumentar os seus níveis
- 40:29de alfabetização em dados. E, naturalmente, as pessoas que
- 40:33querem seguir carreiras mais específicas de atuação em dados
- 40:36vão precisar ampliar seus conhecimentos em matemática de
- 40:39uma maneira geral, a em programação em banco de dados.
- 40:42Uma parte de uma de tecnologia, mas nunca perdendo AA de vista
- 40:46essa tradução para uma melhor decisão de negócio, porque é
- 40:50aqui que a mágica vai acontecer. Não esta lá.
- 40:53Se você fez um bote, um assistente que manda flores para
- 40:56o seu usuário pelo WhatsApp e tal.
- 40:58Por isso é muito legal, mas isso é um projeto pontual.
- 41:01Se todo o resto da empresa tiver funcionando do jeito
- 41:03tradicional. Todo o potencial de escala, todo
- 41:07o potencial de escopo e todo o potencial de aprendizagem que
- 41:10seriam os 3 pilares, né? Que aqueles 2 autores de Harvard
- 41:13no livro competindo na era da inteligência artificial,
- 41:16destacam. A você não consegue destravar
- 41:19todo esse potencial? Então pontualmente você consegue
- 41:22fazer umas coisas muito legais, mas essa transformação, né,
- 41:25sobre a qual a gente está falando tanto aqui, ela fica
- 41:28cada vez mais difícil de acontecer.
- 41:29Então a parte técnica é importante?
- 41:31É, mas não necessariamente ela é Oo grande diferencial.
- 41:36Caso essa ponte, caso esse gap num esteja bem preenchido e bem
- 41:40conectado. Boa José e pensando nessa
- 41:44alfabetização que se comem, todos os dados é para empresas
- 41:47tradicionais ou até mesmo para startups.
- 41:49E é. Quando você acha que é o melhor
- 41:52momento para uma empresa investir em iniciar esse
- 41:55processo de transformação de dados EE de alfabetizar
- 41:58alfabetização de dados também e como você começaria esse
- 42:01processo? Assim, qual que seria um passo a
- 42:04passo para iniciar o processo de aumentar essa alfabetização de
- 42:08dados? Tá, é?
- 42:11Quando eu acho que deveria começar ontem?
- 42:15É, e de novo, não é. Não estou advogando em causa
- 42:18própria que eu estou. Se a gente olha para o que está
- 42:21acontecendo e olha pro para vários desafios de vários
- 42:24segmentos diferentes, a gente já falou da indústria
- 42:26automobilística, mas você tem, sei lá.
- 42:29Os bancos tradicionais e as fintech se e, enfim e.
- 42:34Toda essa perspectiva que a gente tem de como essas
- 42:37tecnologias novas vão transformar as áreas mais
- 42:40tradicionais, né? Incluindo medicina, direito EE,
- 42:45tudo o que a gente puder imaginar.
- 42:47A com antes você tiver AA sua estrutura, não é os seus
- 42:53colaboradores colaboradoras? Enfim, a avançando nesse
- 42:56processo você acaba ganhando até uma certa vantagem.
- 43:00É, é competitiva, né? Porque está todo mundo ainda
- 43:04entendendo como isso vai funcionar, como que eu resolvo
- 43:07isso dentro de casa? E assim por diante.
- 43:10Então, AA, eu acho que seria fundamental que todas as
- 43:13empresas começassem a olhar para isso.
- 43:14Agora é o mais rápido possível, né?
- 43:18Porque nesse mundo que muda cada vez mais rápido, um ano, 2 anos,
- 43:22a coisa pode virar radicalmente. E aí é tarde demais, né?
- 43:25Porque tem toda uma curva de adaptação, de aprendizagem e
- 43:28tal, então. Essa seria minha primeira
- 43:31observação. AA, minha segunda observação tem
- 43:35um pouco a ver com aquele exemplo que eu dei lá atrás de
- 43:39de quanto tempo dura em média uma habilidade técnica hoje, né?
- 43:43Então. Lá atrás era a sala 1015 anos.
- 43:47Hoje é 5 anos, 3 anos. A depender da habilidade que a
- 43:50gente tiver falando. Qual que é AO desafio que isso
- 43:53acarreta para as companhias? O desafio é como que uma empresa
- 43:58substituía a sua mão de obra. Tradicionalmente, as pessoas vão
- 44:02ficando mais velhas. Elas iam falar se aposentando ou
- 44:05sendo convidadas, a se retirar das empresas e a empresa ia lá
- 44:09na faculdade, buscava a galera mais nova, né, que já vinha com
- 44:12uma cabeça mais fresca, e assim por diante, né?
- 44:15Esse é essa foi a estratégia base básica da empresa.
- 44:19Historicamente falando, né? Claro que eu estou
- 44:21generalizando, né, pra gente poder ter tempo de falar sobre
- 44:25todos os temas que a gente vai falar.
- 44:27Qual curso tradicional que forma esse profissional que a gente
- 44:31precisa hoje e aqui eu não estou falando só sobre dados aqui eu
- 44:34tô falando sobre o produto. Eu estou falando sobre várias
- 44:36outras habilidades digitais mais recentes, né?
- 44:39É nenhum. Então essa estratégia de buscar
- 44:43a pessoa mais jovem, que acabou de se formar, ela já não
- 44:46funciona mais. Ou pelo menos, ela já não
- 44:49funciona com a velocidade necessária que precisaria ser,
- 44:52então a empresa já por si só já tem um desafio enorme de se
- 44:56tornar uma produtora de conhecimento também.
- 44:59Então vou citar uma referência aqui de um grande amigo, Thiago
- 45:01Matos, que ele fala muito que AA empresa vai se tornar uma
- 45:06universidade, né? No não vou entrar muito no
- 45:09detalhe do pensamento dele, que é Superinteressante, mas só pra
- 45:12gente ficar com essa ideia aqui. Mas qual que é a como que eu
- 45:14interpreto isso? Eu interpreto como um desafio
- 45:18enorme de um mundo que muda cada vez mais rápido.
- 45:20E todas as habilidades que eu vou precisar produzir para eu
- 45:24continuar sendo competitiva no meu mercado, no meu segmento,
- 45:27enfim, eu preciso começar a produzir porque não dá mais
- 45:30tempo de eu fazer aquilo que eu fazia antes, né?
- 45:32Essa, essa, esse exemplo. Ele corrobora aquela minha
- 45:36hipótese inicial de que o mundo está mudando muito rápido e as
- 45:39estratégias tradicionais que nos trouxeram até aqui já deixam de
- 45:43funcionar como funcionavam antes.
- 45:44Então essa. Esse é um exemplo claro desse
- 45:47tipo de estratégia, então é parte desse desafio.
- 45:51Vai ser. A alfabetizar as pessoas
- 45:54digitalmente, né? No sentido mais amplo em dados
- 45:57no sentido mais específico, porque você precisa produzir
- 46:00esse conhecimento dentro de casa.
- 46:02AA caso contrário, a sua capacidade adaptativa vai ficar
- 46:06reduzida e isso pode te expor a mais riscos, né?
- 46:09Então é. A ideia de que a empresa consiga
- 46:14reconhecer essa necessidade e esse contexto mais amplo de
- 46:18mudança no qual a gente está inserido, que não parece
- 46:21retroceder porque parece que o avanço tecnológico só acelera,
- 46:25né? Porque ele está sempre evoluindo
- 46:27em cima de uma base cada vez mais alta, né?
- 46:30Coloca a empresa num num lugar ali do Tabuleiro, que é meio que
- 46:33um xeque-mate. Ali, você vai precisar mudar
- 46:36radicalmente a sua estratégia para conseguir continuar viva.
- 46:39E como começar a fazer isso? Então, beleza, eu vou treinar
- 46:42todo mundo ao mesmo tempo. A gente sabe que não funciona
- 46:45desse jeito, que é inviável, que talvez existam áreas com mais ou
- 46:49com maior ou menor maturidade. Então, AA minha experiência em
- 46:53consultoria. Nos meus 67 anos de consultoria,
- 46:57o que eu vi da mais certo é você pegar uma área específica, um
- 47:02desafio de negócio específico e começar pequeno e expandir indo
- 47:08um pouco isso, né? Numa para toda in.
- 47:10Parem as máquinas, né? Tira todo mundo de lá, coloca
- 47:13todo mundo na escola, estuda, estuda, estuda, volta, e agora
- 47:17vamos. Isso não funciona, né?
- 47:20Então, talvez escolheu uma área específica, a começar com um
- 47:24projeto AA gera esse valor no projeto, transforma um pouquinho
- 47:28a área. E aí, vai, vai fazendo isso
- 47:30gradativamente. Então a na minha experiência de
- 47:33consultor a foi o tipo de abordagem que eu vi gerar mais
- 47:37resultado positivo. Claro que tem dificuldade.
- 47:40Claro que é um desafio enorme. Claro que tem obstáculo.
- 47:43Claro que se precisa contar muito com a liderança, em
- 47:46especial do topo da pirâmide, né?
- 47:49Porque se essa galera não tiver consciência do que precisa ser
- 47:52feito, a acaba gerando muito mais bloqueio e muito mais
- 47:55complexidade para esse processo funcionar.
- 47:58Existem uma série de contingências ao redor disso.
- 48:01Mas o que eu vi funcionar melhor foi esse caminho que eu acabei
- 48:03de descrever. E vi o Paulo me convidou aqui
- 48:06achando que Era pra Ser coxa. A verdade é que eu vim fazer uma
- 48:09consultoria gratuita aqui com José, né?
- 48:11Então, José, se fosse pegar numa startup, diríamos assim, uma
- 48:15startup. E aí eles taji.
- 48:17É como é que você lida com os dados nesse nesse momento?
- 48:21Que startup que você tem pouco cliente e você ainda está
- 48:25descobrindo qual é, qual o perfil do cliente ideal para
- 48:27você que de fato faz sentido você coletar mais dados para
- 48:32tomar uma decisão baseada nesse dado, né?
- 48:34Tá, é. Eu vou tentar responder por um
- 48:38outro caminho, e aí se eu não respondesse, mandando calar a
- 48:41boca aqui, que eu falo tudo de novo, eu não tenho problema
- 48:44nenhum. Isso é.
- 48:47Eu queria falar, eu vou, eu vou tentar falar um pouco sobre o
- 48:49processo, né? De de de tomada de decisão
- 48:52apoiada por dados é, e aí, a partir dessa estrutura do
- 48:56processo, a gente olha para o seu exemplo específico, tá?
- 49:00Então. O que geralmente se faz, né?
- 49:04Então você vai conversar com a pessoa?
- 49:06A pessoa fala não, mas ó, eu coletei um Monte de dado, eu
- 49:09tenho aqui um Monte de dado, vamos procurar alguma coisa ali
- 49:12no dado para ver se a gente acha algum site que nos diga para
- 49:16onde ir é essa AA, essa abordagem ou essa perspectiva?
- 49:21É uma perspectiva equivocada em vários aspectos, né?
- 49:24Alguns até bem filosóficos assim, né?
- 49:28Pensando em filosofia da matemática, filosofia da
- 49:31ciência, método científico. Enfim, então aqui, só que já tem
- 49:35uma janela enorme para a gente discutir, mas vamos ficar aqui
- 49:37numa coisa mais tangível, é mais próximo do que a gente enfrenta
- 49:41no dia a dia, então vou dar um exemplo bobo, né?
- 49:45Mas que ajuda a ilustrar o ponto, imagina que você vai no
- 49:47médico. E você entrou no consultório, o
- 49:52médico ou a médica fala assim, fulano ou fulana?
- 49:56Vem cá que eu vou tirar 5 tubos de sangue de você.
- 50:00Aí você vai parar, vou falar assim, mas calma, doutor ou
- 50:02doutora, é. É como assim você vai tirar
- 50:04sangue? Você não conversou comigo?
- 50:05Você não sabe o que eu estou sentindo, não é não?
- 50:08Eu vou ficar procurando coisas aqui no seu sangue enquanto a
- 50:10gente conversa. Né?
- 50:12Então, AA ideia do de coletar sangue é uma analogia para
- 50:17coletar dados, né? O médico coleta sangue para ver
- 50:20dados do seu sangue, né? Não são dados digitais,
- 50:23naturalmente, mas são dados também.
- 50:26Isso pode funcionar. Eventualmente, sei lá, o médico
- 50:30pode achar uma glicemia alterada.
- 50:32Mas como ele não tem conhecimento sobre o contexto?
- 50:37Ele não vai saber dizer, por exemplo, se aquilo, sei lá, uma
- 50:39diabetes ou se é o chocolate que você comeu na sala de espera.
- 50:43Então essa, como se fala muito sobre os dados sobre dados, AA
- 50:49expectativa que vai se construindo na cabeça de muita
- 50:52gente é que quanto mais dado eu tiver, melhor, quanto mais dado
- 50:56eu tiver, eu vou investigar e vou achar essas respostas dos
- 51:00desafios dos negócios, né? Então eu tenho o desafio de
- 51:04oferecer um produto para alguém, um serviço, enfim, para uma
- 51:07pessoa aqui é um ser humano, um ser humano complexo, que o
- 51:11comportamento é complexo, mas a gente de alguma maneira
- 51:14internalizou essa ideia de dados.
- 51:16Ou se ele fosse resolver toda essa complexidade e nos dá
- 51:19exatamente o caminho da das pedras ali.
- 51:23Para a gente dar aquele tiro certeiro.
- 51:26Só que se o médico fizesse isso, eventualmente ele achar alguma
- 51:30coisa no seu sangue e achar alguma coisa no seu sangue, só
- 51:33que o processo é muito menos eficiente é, nem não
- 51:36necessariamente achar uma enzima alterada.
- 51:40Vai conseguir falar pro médico o que que aquilo significa?
- 51:43Ele vai falar. A sua glicemia está alterada.
- 51:48Mas o te importa saber só se ela está alterada ou não, o que te
- 51:52importa é saber porquê. E o porque não necessariamente
- 51:56vem da análise fria do dado, o porque vem do seu entendimento
- 52:02do problema da natureza, do problema.
- 52:04Por isso, quando você vai no médico, o médico te faz um Monte
- 52:07de pergunta, né? Que a gente chama lá de
- 52:09anamnese? Ele está tentando o que explorar
- 52:11o problema, entendeu o problema? Analisar o seu histórico.
- 52:15A partir disso, ele cria uma hipótese diagnóstica que vai
- 52:19estar lá no seu pedido de exame. Inclusive, tem vários exames que
- 52:22você não faz se não tivesse hipótese diagnóstica.
- 52:25Por quê? Porque o radiologista, o
- 52:27bioquímico que está olhando o seu sangue, ele não vai saber
- 52:30interpretar o que ele viu. Se não tiver uma hipótese
- 52:33diagnóstica, então é AO jeito que um médico trabalha.
- 52:37Ele coleta os dados, te pede o exame, você volta ele olha
- 52:41aqueles dados e cruzando aqueles dados que ele está vendo com
- 52:45tudo que ele conversou com você, entendeu?
- 52:47Do que você precisava antes ele vai falar, então ó, você tem,
- 52:50sei lá, uma doença XE pra essa doença x você tem um tratamento
- 52:54y essa estrutura do processo decisório do médico.
- 52:58Claro que eu estou usando uma Liberdade poética para fazer uma
- 53:00analogia aqui, mas essa estrutura é uma estrutura muito
- 53:04similar ao que a gente entende por método científico com quem
- 53:07já fez um TCC ou quem já publicou alguma coisa, sabe que
- 53:10você tem lá a hipótese. Aí você testa a hipótese, aí
- 53:13você corrobora ou refuta a hipótese?
- 53:15E aí, né, pra cobrir uma vacina, né?
- 53:17A gente tá em época de pandemia, mas AA como que a vacina?
- 53:21Você sabe, essa vacina É Ou Não É eficiente para tratar alguma
- 53:24coisa? Porque você testou, você isolou,
- 53:27você criou os grupos, então assim, existe um método para
- 53:30você trabalhar. E com dados digitais aqui,
- 53:34voltando para o nosso mundo é se você não tiver essa mesma
- 53:38estrutura metodológica. Você talvez não consiga extrair
- 53:42os dados, tudo o que ele quer, tudo que eles podem te dar,
- 53:45então você precisa entender qual que é o problema?
- 53:47Você precisa entender o contexto.
- 53:48Você precisa formular perguntas ou hipóteses.
- 53:51A partir daí, você vai investigar o que que é a partir
- 53:55dessa sua pergunta da sua hipótese, do seu problema que
- 53:57você precisa resolver, você sabe, eventualmente qual tipo de
- 54:01técnica ou modelo é melhor você aplicar para aquele caso
- 54:04específico? Tudo o que você decide a ao
- 54:08longo desse processo, dessa camada mais técnica do trabalho
- 54:11com dados, está profundamente influenciada pelo contexto do
- 54:14problema e por todo esse exercício inicial que você
- 54:17precisou fazer. Só que não é todo mundo que anda
- 54:20por esse caminho. A ideia geral é que basta, você
- 54:24tá sentado num, num sei lá, num trilhão de dados ali, seja lá
- 54:27qual for a quantidade e que quanto mais dados você tiver,
- 54:31melhor vai ser a decisão que você vai tomar mais exato.
- 54:34Essa decisão, menos risco você corre para algumas coisas, isso
- 54:37funciona muito bem. Mas, para situações complexas,
- 54:40não adianta que é um exemplo clássico, que infelizmente tem
- 54:43muito a ver com esse contexto tão difícil que a gente está
- 54:46vivendo agora em pandemia. Está aí, AAA as evidências
- 54:50científicas, os dados a respeito da do não funcionamento de
- 54:55terapias preventivas. Está aí os dados sobre quais
- 54:59medidas são medidas melhores para mitigar o risco de contágio
- 55:04EE de espalhamento da da do vírus por um país por uma
- 55:07cidade. Enfim, taí os dados sobre a
- 55:09vacina e ainda assim você tem milhões de pessoas no mundo que
- 55:14tomam remédio que não funciona para proteger, que dizem que
- 55:17máscara não funciona pra nada, então.
- 55:19É. É uma das razões pelas quais a
- 55:22gente está entendendo que é. É quando quando nasceu essa
- 55:26história de dados, inteligência artificial e tal meio que a
- 55:29gente pensou assim é ótimo. Agora tem um Monte de dado
- 55:32digital que até pouco tempo atrás a gente não tinha
- 55:34disposição. A gente tem um poder de
- 55:36processamento que só cresce com o avanço da tecnologia, que a
- 55:39gente não tinha até lá atrás para conseguir processar essa
- 55:42quantidade enorme de dados e a hora que a gente juntar essas 2
- 55:45coisas, a gente tem a resposta para tudo.
- 55:48E isso foi super equivocado. EE coincidência ou não, é muito
- 55:52parecido com uma série de coisas que a gente fez com outras
- 55:54tecnologias no passado. Vários momentos com a
- 55:58eletricidade. Foi assim com a energia atômica.
- 56:01Foi assim, só para citar 2 exemplos.
- 56:03A gente olhou aquilo, falou pronto, isso vai resolver todo o
- 56:07problema da humanidade. A hora que todo mundo tiver
- 56:10energia elétrica, o mundo vai ser o Paraíso na Terra que a
- 56:14gente sempre sonhou. E então assim, talvez exista
- 56:17muito mais um aspecto da da nossa natureza humana de
- 56:21projetar numa tecnologia nova que promete mundos e fundos, mas
- 56:25que talvez a gente não entenda direito do que propriamente, o
- 56:28que isso consegue responder. Porque AA.
- 56:31Um problema complexo AA de um mundo cada vez mais
- 56:35hiperconectado com todos esses dados mudando o comportamento
- 56:39das pessoas, né? A gente já falou sobre algoritmo
- 56:42que media a nossa experiência. É, é muito complexo para você
- 56:46conseguir modelar matematicamente tudo isso.
- 56:49E conseguir dizer com certeza que uma coisa.
- 56:52Com alguns tipos de problemas, isso funciona.
- 56:55Se você tem, sei lá, uma linha de montagem de brinquedo, se
- 56:59você. Apertar Oo parafuso do brinquedo
- 57:025 segundos mais rápido por parafuso, você vai produzir mais
- 57:05brinquedo no final da linha de montagem.
- 57:08Isso funciona? Só que para resolver os
- 57:11problemas que a gente tem hoje nesse mundo que a gente vive
- 57:13hoje, com toda essa complexidade nova que essas tecnologias estão
- 57:18alimentando, é esse jeito de pensar.
- 57:21Não vai funcionar para resolver todos os problemas.
- 57:24Então é, eu diria que muito mais do que AA do que essas
- 57:28tecnologias nos darem as respostas mais exatas ou as
- 57:31verdades mais definitivas. O que essas tecnologias fazem é
- 57:36ampliar a nossa capacidade de análise, por exemplo, de
- 57:40cenários diferentes. Então, se eu fizer isso, isso,
- 57:43isso, o que que acontece aí? O modelo e faço, tenho muito
- 57:46poder de processamento, eu tenho muita informação, então eu
- 57:49consigo ter uma supervisão além do alcance aqui para olhar sobre
- 57:54várias óticas diferentes, sob várias óticas diferentes.
- 57:58Como que alguma coisa pode acontecer caso eu tome uma
- 58:01decisão x ou y, né? E uma outra coisa que acontece
- 58:04muito nesse contexto. É de empresa, seja ela
- 58:07tradicional, seja startup. Essa ideia do tipo não, mas
- 58:11espera, se não tiver o dado, eu não sei tomar decisão não, não é
- 58:15a lógica não funciona desse jeito.
- 58:17Você é um conhecedor da sua área de atuação e quem tiver ouvindo
- 58:20também entende sobre as os seus segmentos de atuação e o seu
- 58:24segmento de atuação já tem um grande repertório e aprendizado
- 58:28histórico sobre como as coisas funcionam.
- 58:30Então, AA como que a maneira, então assim eu vou fazer, vou
- 58:34rodar aqui o meus os meus analytics, vou analisar os
- 58:36dados. E vou tentar achar para saber
- 58:39exatamente o que eu vou oferecer para quem não, não
- 58:41necessariamente você precisa abordar dessa forma,
- 58:43especialmente quando for um problema complexo, vender coisa,
- 58:46comportamento das pessoas e assim por diante.
- 58:49Como que, como que eu penso na prática, né?
- 58:52Então, assim, a minha é em em método científico, a gente
- 58:55começa sempre um estudo com a hipótese nula, e aí eu vou
- 58:59tentar refutar ou corroborar essa hipótese nula com os meus
- 59:01experimentos com dados, né? É assim que funciona.
- 59:04Descrito de maneira simples, 11 estrutura de método científico,
- 59:08a minha hipótese nula aqui no nosso contexto corporativo,
- 59:11empresarial, enfim, é a minha decisão que eu tomaria se eu não
- 59:14tivesse nenhum outro dado para saber o que que eu faria se eu
- 59:18não tivesse essas informações, tá?
- 59:20Então, essa é a decisão que eu vou tomar.
- 59:22Caso todas essas análises que eu vou fazer não me façam mudar de
- 59:26opinião pronto, eu tenho uma lógica totalmente diferente para
- 59:29começar a operar a partir de agora.
- 59:31Porque essa é a união dessa expectativa irreal e dessa
- 59:36premissa equivocada de quanto mais dado tem, melhor a decisão
- 59:40se toma porque não é assim a natureza do nosso processo
- 59:43decisório está aí a economia comportamental, neurociência,
- 59:47psicologia. Com décadas de estudos,
- 59:50mostrando como a gente toma decisão, né?
- 59:52Nessa ideia da racionalidade pura, né?
- 59:54Isso é completamente equivocado, ainda que esteja na base de
- 59:58várias coisas da nossa sociedade.
- 1:00:00Mas é completamente equivocada, né?
- 1:00:02É, se eu. Se eu Uno essa premissa
- 1:00:06equivocada e essa expectativa equivocada, de quanto mais dado
- 1:00:09eu tenho, melhor decisão eu tomo.
- 1:00:11Eu vou ter um fenômeno que recebeu o nome recentemente de
- 1:00:15análises paralisia, a parálise da análise, sei lá, numa
- 1:00:18tradução livre, que muita informação no nosso cérebro ele
- 1:00:24não funciona muito bem, então você vai ter uma parálise pelo
- 1:00:27problema oposto. Se você achava que você não
- 1:00:29tomava boas decisões, porque tinha pouco dado, você também
- 1:00:33não vai tomar a decisão. Se tiver muito dado, então é.
- 1:00:37É o entende que o jeito de eu AA minha expectativa e o jeito de
- 1:00:42eu olhar para. Da aplicação dessas coisas pode
- 1:00:45me levar para um tipo de processo decisório que me ajuda.
- 1:00:51Ou pode me levar para um tipo de processo decisório que a
- 1:00:54expectativa está tão alta e é tão difícil de resolver aquele
- 1:00:57problema que eu preciso resolver e eu não sei dessa dificuldade.
- 1:01:00Eu ignoro essa complexidade que eu vou paralisar e mas aí, como
- 1:01:04que você explica você ter dado você ter ferramenta, você, ter
- 1:01:08as pessoas que saibam a matemática lá, seja lá o que for
- 1:01:11e você não conseguir tomar uma decisão, né?
- 1:01:14Então isso tem muito a ver com a nossa expectativa e a questão da
- 1:01:16alfabetização de dados. Eu acho que entra um pouco para
- 1:01:19ajustar um pouco esse olhar, é um problema mais de olhar.
- 1:01:22Do que de ferramenta? Sensacional então sentido também
- 1:01:27também. Acho que ficou brincando com o
- 1:01:28pessoal, que não adianta se dar um Painel de da nasa para uma
- 1:01:31pessoa que às vezes não consegue nem olhar o próprio velocímetro
- 1:01:34do carro ou da moto. Então muita desses muito dado eu
- 1:01:38também refuto isso muito. Quando a gente olha uma
- 1:01:40perspectiva de produto, né? Se a gente de fato não entende
- 1:01:43as hipóteses que a gente quer testar, aí o achismo é válido.
- 1:01:47Nesse cenário que é o que você falou, pelo nosso conhecimento
- 1:01:49empírico, nós temos conhecimentos empírica de
- 1:01:51determinadas áreas, né? E o que a gente precisa fazer de
- 1:01:54fato, é tentar e testar. E aí acho que um bom ponto que
- 1:01:57você falou, José, que? Acho que a enxergou que talvez
- 1:02:01hoje é um problema de grandes empresas.
- 1:02:04Acho que empresas maiores empresas querem fazer aquele
- 1:02:06famoso grupo mais cedo, né? Isso que você falou de testar em
- 1:02:09cima de uma base antes de testar em cima das pessoas.
- 1:02:12A gente acaba não falando isso, né?
- 1:02:13Então, eu, por exemplo, às vezes no dia a dia, acabou pedindo
- 1:02:16aquela vedado, mas a gente quer. Freneticamente, tomar a decisão
- 1:02:20em cima do dado para olhar e falar.
- 1:02:22Não estou me baseando em cima disso e eu também não paro para
- 1:02:25olhar essa perspectiva. Tá aí.
- 1:02:27Se eu testar em cima de alguns modelos de dados antes de eu
- 1:02:30fazer qualquer coisa, qual o resultado que vai me dar esse
- 1:02:32experimento, né? É, eu acho que vou ter a aí, eu.
- 1:02:36Eu só resgataria um pouco aquela questão da importância da gente
- 1:02:40entender a natureza do problema, porque, a depender do tipo de
- 1:02:44problema que a gente precisa resolver, talvez essa abordagem
- 1:02:47de testar com o que você já tem na base, por exemplo.
- 1:02:50Possa ser um algo que pelo menos te dê a uma ideia dos primeiros
- 1:02:55passos que você vai dar claro, se você vai lançar uma coisa
- 1:02:57completamente nova no mercado, a gente tá falando de uma
- 1:03:00complexidade muito maior, né? Como você vai testar alguma
- 1:03:03coisa que as pessoas nunca utilizaram, né?
- 1:03:06Tem aquela frase cérebro e lado Henry Ford, sei lá, há se eu
- 1:03:10perguntasse para as pessoas o que elas gostariam, elas diriam
- 1:03:12que queriam um cavalo mais rápido, né?
- 1:03:14E não o carro, então é, é tudo isso é muito contexto
- 1:03:19dependente, né? O tipo de problema não é.
- 1:03:22Deixa eu pegar uma técnica e sair aplicando essa técnica a
- 1:03:25torto e a direito, ela pode ajudar?
- 1:03:28Eventualmente pode, mas às vezes ela não vai ser o lugar mais
- 1:03:30eficiente para resolver aquele tipo de problema que você
- 1:03:33precisa resolver. Então é Oo, sei lá, usando o
- 1:03:36exemplo do médico, não é para tudo o que o médico vai pedir,
- 1:03:39sei lá, um ultrassom da sua e Office, sei lá ou do seu fígado.
- 1:03:45Dependendo do tipo de sintoma do seu histórico, das suas questões
- 1:03:49familiares, você tem tipos de exames diferentes que o médico
- 1:03:52vai pedir. A lógica é mais ou menos a
- 1:03:54mesma, dependendo do problema que você tem, você pode coletar
- 1:03:58algum tipo de dado e não outro, aplicar um tipo de técnica ou
- 1:04:01modelo ou seja lá o que for, e não outros modelos.
- 1:04:04Então quanto melhor você entender o tipo de problema que
- 1:04:08você precisa resolver, melhor você vai conseguir decidir o
- 1:04:12dado que você vai usar, porque às vezes nem precisa de muito
- 1:04:14dado. Às vezes ele vai precisar de
- 1:04:15muito data, tem muito, tem um outro termo, né?
- 1:04:17Ao lado de big data, que é o tal de do small data, então se você
- 1:04:22entende bem o problema. Às vezes você tem um jeito muito
- 1:04:27mais rápido de de de de resolver aquilo, né?
- 1:04:30Porque no fim do dia você precisa apoiar o qual que é Oo.
- 1:04:35A grande vantagem dos dados não é aplicado em contexto de
- 1:04:38negócio, é que você apoia um processo decisório.
- 1:04:44Então, às vezes você não precisa fazer todo o ciclo aplicar
- 1:04:471000000 de coisas super complexas e tal, não, às vezes é
- 1:04:51um problema tão mais simples que eu tenho algumas técnicas muito
- 1:04:54simples de se fazer e que vão ser muito mais rápidas, né?
- 1:04:59É então assim. É, eu quero só reforçar essa
- 1:05:02questão da importância do entendimento do problema, da
- 1:05:05formulação, dessas hipóteses. Mas não simplesmente para pegar
- 1:05:09dado e ficar testando e fazer um teste.
- 1:05:12Alguns testes AB meio safado que se fazem por aí.
- 1:05:15Não, não, não há. Se não fizer isso, não vai dar
- 1:05:18certo. Como que a gente chegou até
- 1:05:20aqui? Essa história tem muita lá.
- 1:05:23Em 2011, 2012, tinham vários papéis da da de uma área da
- 1:05:27bolha ali da matemática, da estatística e tal que se
- 1:05:30criticava muito essa história de ciência de dados.
- 1:05:32Falar isso não é ciência de dados, isso é estatística.
- 1:05:35Né? Inteligência artificial é um
- 1:05:37termo de 1956. A ideia de rede neural remonta à
- 1:05:41década de 40. Então, assim é é Oo que a gente
- 1:05:44tem agora é dado digital num volume surreal e muito poder de
- 1:05:47processamento AA os modelos AA matemática por trás disso não é
- 1:05:53nada de novo. Então eu acho que às vezes a
- 1:05:56gente tem um certo fetiche pela ferramenta, assim há, mas se eu
- 1:06:00não usar tal coisa, se eu não fizer tal coisa, quer dizer que
- 1:06:04não é não. Às vezes não precisa fazer.
- 1:06:08Dá para resolver de um jeito muito mais simples, mas quem vai
- 1:06:11determinar o caminho que você vai seguir para resolver aquele
- 1:06:15problema ou para apoiar aquela decisão é o seu entendimento bem
- 1:06:20feito, do tipo de problema que você precisa resolver.
- 1:06:24É, acho que até um ponto que você começou a falar bem da
- 1:06:27parte das ferramentas, queria puxar também 11 pergunta, bem?
- 1:06:33Um ponto de vista, né? A gente tá falando bastante que
- 1:06:35é isso que você falou muito de ferramenta.
- 1:06:36Até brinquei, né? Vamos falar de Gea, vamos falar
- 1:06:38de mix pena, vamos falar. Moda na área de produtos,
- 1:06:42principalmente. Acho que quando a gente fica
- 1:06:44falando de tomado decisão, né? E aí uma coisa também que o
- 1:06:47pessoal fica falando é ter uma dor, é?
- 1:06:51Que é como que eu tenho 111 base de dados confiáveis que hoje na
- 1:06:56moda tal deita Lake, né? Qual a empresa não está falando
- 1:06:59de ter projetos grandes, de deitar Lake, porque eu preciso
- 1:07:01higienizar a minha base, porque eu preciso ter aquilo como a
- 1:07:04melhor maneira possível, então? Até puxando, assim é OA sua
- 1:07:08perspectiva. Isso de fato, é uma dor.
- 1:07:10Se sim, como a gente resolve essa dor?
- 1:07:13Essa pergunta de um trilhão de dólares, né?
- 1:07:16Sim, é. Então só vou resgatar um pouco
- 1:07:19aquela questão do contexto que eu falei bem no começo da
- 1:07:21conversa, né? Dessas mudanças cada vez mais
- 1:07:24aceleradas e tal que estão mudando radicalmente o contexto,
- 1:07:27a natureza dos desafios que a gente precisa resolver enquanto
- 1:07:31sociedade, enquanto a empresa, enquanto escola, enquanto
- 1:07:33indivíduo, em todas as escalas, né?
- 1:07:35Em todos, zuin pro indivíduo zum alt para a sociedade.
- 1:07:39A gente está exposto aos mesmos novos problemas, né?
- 1:07:42A diferença é só a escala. Então, é.
- 1:07:48Claro, se você tem uma empresa que está nascendo agora, né?
- 1:07:52Como o caso das startups que a gente estava falando antes é, é
- 1:07:55natural que você vai começar já no novo paradigma, vai, vamos
- 1:08:00colocar dessa forma aqui, entre aspas, no sentido de que há, sei
- 1:08:03lá, eu vou fazer um aplicativo que vai prestar algum serviço
- 1:08:06para alguém ou um genérico. Eu vou ter ali a minha estrutura
- 1:08:10de dados, eu vou, isso daí vai estar rodando, sei lá, na nuvem
- 1:08:13algum, em algum lugar, enfim, a tudo aquilo já vai nascer AA
- 1:08:18estruturado. Desse jeito digital de pensar,
- 1:08:22tá? Quando a gente olha para uma
- 1:08:24empresa tradicional de qualquer segmento, o que você tem é uma
- 1:08:29estrutura gigante, pode ser banco, pode ser empresas de bens
- 1:08:33de consumo, o que for, uma estrutura gigante, a 1111
- 1:08:38paradigma organizacional e de gestão ali que não mudou tanto
- 1:08:42em relação a 2030 anos atrás. É tudo meio parecido, áreas
- 1:08:46super especializadas, em alguns casos, é tudo dividido em silos,
- 1:08:51né? Então você tem às vezes áreas
- 1:08:54com. Muita informação sobre aquele
- 1:08:56recorte específico do que a área faz, mas muito pouca
- 1:08:59transversalidade, né? As outras perspectivas as outras
- 1:09:02áreas estão fragmentadas na organização.
- 1:09:06Então a gente vem falar sobre AA customer centricity, né?
- 1:09:10Os o cliente no centro, ali e tal.
- 1:09:13E aí você tem um Monte de área que faz interface com o cliente,
- 1:09:16cada um com o seu próprio olhar e assim zero integração, né?
- 1:09:22Então, da onde vem isso? Há, mas isso é um problema?
- 1:09:25Não, não, não é. É, é, faz parte desse processo
- 1:09:28evolutivo pelo qual todos estamos passando.
- 1:09:31Nesse cenário que eu descrevi ali no começo do nosso papo.
- 1:09:35Dito isso, aonde que se encaixa essa história do data Lake, do
- 1:09:40dado organizado, limpo e tal? É a gente em geral, não é
- 1:09:47naquele livro que eu citei lado, competindo na era da
- 1:09:49inteligência artificial. Eles citam a 3 aspectos
- 1:09:54centrais, como é? É os grandes superpoderes que os
- 1:09:57dados, quando bem utilizados, né?
- 1:10:00O aí aqui, dados todas as tecnologias, e não só o dado por
- 1:10:03si só, é quando bem utilizados, quando bem aplicados podem dar
- 1:10:07para uma empresa capacidade de escala, capacidade de escopo e
- 1:10:11capacidade de aprendizagem. Tá, então vou usar AS.
- 1:10:15Esse framework desses autores para a gente explorar um pouco a
- 1:10:19pergunta que você fez. O que que uma estrutura de uma
- 1:10:25infra-estrutura bem construída, né?
- 1:10:29É? É tudo funcionando muito bem
- 1:10:30ali. Data, Lake bababá as ferramentas
- 1:10:33ali, todo mundo com alto nível de alfabetização de dados.
- 1:10:37Então pessoas das áreas de negócio não vão precisar ficar
- 1:10:41abrindo o pedido lá em TI ou na área de dados que está segregada
- 1:10:45para que essas pessoas façam as suas análises EE resolvam as
- 1:10:48coisas, não. Essas pessoas vão usar ali a sua
- 1:10:50ferramenta de b ou seja lá qual for AO software que eles usem
- 1:10:54naquela companhia. E vão conseguir acessar esse
- 1:10:56detalhe que tem acesso aos dados que precisem fazer algumas
- 1:11:00operações matemáticas mais básicas.
- 1:11:01Claro, não. Coisas super avançadas deixa.
- 1:11:04Para a especialista a fazer EE vão conseguir tomar decisão com
- 1:11:08base naquele tipo de coisa. Nesse sentido, uma
- 1:11:10infraestrutura garante esse acesso, garante.
- 1:11:14Essa é essa transversalidade na companhia, garante escala.
- 1:11:19Garante velocidade, né? Claro que essa nossa companhia
- 1:11:23ideal tem uma grande política de governança.
- 1:11:27Aqui tem um olhar para como cada área está gerando o seu dado.
- 1:11:30É para para que essas coisas sejam cruza vez depois ali, né?
- 1:11:35Porque não adianta ser lá, eu tenho uma frequência de coleta
- 1:11:37de dados na minha área aqui, uma vez por mês, e aí a sua área
- 1:11:41coleta a uma vez por minuto. Eu preciso pelo menos acertar
- 1:11:46essa questão temporal antes de fazer qualquer operação
- 1:11:48matemática, né? Então.
- 1:11:51Num, numa empresa com um nível de maturidade mais alto, com o
- 1:11:54nível de alfabetização mais altos.
- 1:11:56Todos esses ajustes são feitos. A parte Infra estrutural me
- 1:12:01garante escala para essas coisas.
- 1:12:04Me garante facilidade de acesso, né?
- 1:12:06Com uma boa política de governança, me garante a
- 1:12:08fidedignidade da informação que eu estou acessando.
- 1:12:11Então são esses os aspectos importantes da gente ter AA uma
- 1:12:17boa infraestrutura e assim por diante agora.
- 1:12:21Vamos voltar para a realidade. Saímos aqui do mundo ideal,
- 1:12:24voltando para a realidade, então você tem essa empresa.
- 1:12:27Que tem as áreas especializadas em silos, que não se conversam,
- 1:12:31visões fragmentadas, informação fragmentada, cada um faz de um
- 1:12:34jeito, às vezes, cada área tem uma ferramenta diferente.
- 1:12:37Cada área tem um olhar diferente.
- 1:12:39Cada área interpreta um indicador, uma métrica, sei lá,
- 1:12:42de uma maneira diferente. Tudo isso acontecendo junto, aí
- 1:12:46eu vou lá, eu sei lá site ou da empresa CEO da empresa, seja lá
- 1:12:50o que for e falou, não vamos fazer um data Lake porque o
- 1:12:53nosso problema é que a gente não tem um data Lake.
- 1:12:58Não mexi na alfabetização dos dados.
- 1:13:00Não mexi no jeito que as áreas estão olhando para suas próprias
- 1:13:03informações. anão não integrei as coisas que hoje estão
- 1:13:07fragmentadas, mas aí eu coloco uma infraestrutura lá no meio
- 1:13:11que eventualmente vai consumir essas informações do jeito que
- 1:13:14elas já são geradas há anos ou às vezes há décadas, a depender
- 1:13:17da empresa. E o fato dessas coisas estarem
- 1:13:21ali, acessíveis, não garante uma que as pessoas vão saber o que
- 1:13:25utilizar, como utilizar 2 que tipo de operação matemática eu
- 1:13:29vou saber porque sei lá, eu sou de supplier, tem a pessoa do
- 1:13:32marketing que tem um dado totalmente diferente do meu.
- 1:13:36Como que eu sei se eu posso cruzar a lá lé com cré, a com b,
- 1:13:39sei lá, entende? Então assim, a infra-estrutura é
- 1:13:42importante, é super importante agora, se todas essas condições
- 1:13:49anteriores. Não estiverem garantidas.
- 1:13:53Talvez você a às vezes até aumenta o problema, até porque
- 1:13:57você vai ter colocado uma grana para construir aquela
- 1:13:59infraestrutura ali. Então, voltando lá para uma das
- 1:14:02minhas primeiras respostas, quando eu falei, talvez seja
- 1:14:04melhor pegar uma área de negócio, fazer um experimento,
- 1:14:07começar pequeno e ir crescendo. É, é diferente de você.
- 1:14:12Vim numa estrutura de uma empresa muito grande.
- 1:14:14Colocar ali top. Não há data Lake, vamos fazer
- 1:14:17isso, vamos fazer aquilo. EE aí, como que eu sei que eu
- 1:14:22que estou numa área, eventualmente vou ter pessoas
- 1:14:24que vão saber responder sua organização, mas não tem escala,
- 1:14:28porque eu vou ter que ligar para TI para perguntar se eu posso?
- 1:14:31Se eu não posso? Mas aí isso vai ficar numa num
- 1:14:34backlog lá, sei lá, numa fila de TE até TE conseguir me
- 1:14:37responder? Não vai resolver, né?
- 1:14:40Eu, AO que essas novas tecnologias não só dados, né,
- 1:14:44mas o que essas novas tecnologias no geral podem nos
- 1:14:46oferecer de vantagem. Uma das vantagens é a questão da
- 1:14:49escala. Agora, se eu não tenho AA, se
- 1:14:52cada dado é com é, é coletado de um jeito, cada pessoa faz uma
- 1:14:56coisa, guarda informação de um jeito, coloca tudo ali no mesmo
- 1:15:00balaio. Quem me garante que o que eu
- 1:15:03estou fazendo ali faz sentido, não faz?
- 1:15:05Sabe? Então é.
- 1:15:08Tecnologia é importante. Mas tecnologia num sentido mais
- 1:15:12amplo, né? Infra estrutural, ferramenta,
- 1:15:15enfim, isso é importante. Claro que é importante, mas é
- 1:15:18importante. Se eu souber usar essa
- 1:15:21tecnologia nova, do jeito que ela pode ser usada.
- 1:15:25O problema das empresas hoje não é falta de tecnologia, não é
- 1:15:28falta de ferramenta, a empresa não toma a melhor decisão
- 1:15:32possível, porque ela tem pouco dado ou porque ela não tem a
- 1:15:35ferramenta x ou a tecnologia y não é esse obstáculo, pelo menos
- 1:15:40não é isso que a literatura especializada a mostra, tá?
- 1:15:42É o obstáculo de novo. Isso na hora baltic nology about
- 1:15:46cultura é o jeito da pessoa pensar às vezes, com pouca
- 1:15:50tecnologia, mas com um bom jeito de pensar você consegue resolver
- 1:15:55alguma coisa e provar um pouco daquele valor.
- 1:15:58E aí, talvez você vá crescendo escalando isso.
- 1:16:01Óbvio. Se você tem uma liderança super
- 1:16:04bem entendida sobre os processos e que consiga conduzir 11
- 1:16:08processo de transformação digital num sentido mais amplo e
- 1:16:12de dados no sentido mais específico, com várias áreas e
- 1:16:15com tudo funcionando muito bem, pô, é incrível, dá pra fazer, dá
- 1:16:19pra fazer. É um desafio enorme também.
- 1:16:21Claro, não estou dizendo que é impossível, não, não é que é
- 1:16:25impossível, é que, em geral, o que as empresas elas partem do
- 1:16:28pressuposto de que elas não são, entre aspas, orientadas por
- 1:16:32dados. Porque não tem um data Lake, o
- 1:16:34que você tem lá, sei lá, é um SQL à não é data Lake.
- 1:16:38O que eu tenho então eu não vou conseguir fazer EE esse jeito de
- 1:16:42pensar não tem se revelado o jeito mais eficiente de se
- 1:16:46resolver o problema e de AA, seguir essa jornada de
- 1:16:49transformação digital, analítica, enfim.
- 1:16:53Ao ler? Paula Paula, em menos de ou mais
- 1:16:58de 1 hora, é aí de podcast a aula.
- 1:17:02Claro que esse episódio será comercializado por 39 e 97
- 1:17:05centavos. Aceita Pix, tá bom que a gente
- 1:17:12começou numa visão macro, é, digamos assim, uma bem macro,
- 1:17:17né? De mundo ali de dados.
- 1:17:19Aí o novo petróleo para o José, não é?
- 1:17:23É, e começamos a entrar um pouco mais pro micro até chegar no
- 1:17:29contexto de de organização de empresas de startup.
- 1:17:33Marcelo, a Ted aproveitou o episódio para uma consultoria
- 1:17:38grátis do Zé. Depois cê manda o boleto para o
- 1:17:41Marcelo, tá bom? Já gerei o QR Code do Pix aqui
- 1:17:44pra mandar Pra Ele antes perfeito, já já, cobra ele.
- 1:17:49E assim. Pelo que eu entendi, da última
- 1:17:53da última resposta. Não falta ferramenta e não falta
- 1:17:58dados. Falta mais uma mentalidade ou
- 1:18:01uma cultura mais analítica de como como usar esses dados, né?
- 1:18:06E num e num papo seu lá na Terra?
- 1:18:11É você ter abordou. 11 ponto bem interessante que eu que eu
- 1:18:16gostaria de de de trazer aqui para para esse episódio como uma
- 1:18:19última pergunta antes da gente da gente encerrar que é, quais
- 1:18:24são os 3 pilares dessa transformação analítica?
- 1:18:28Não é? É assim.
- 1:18:31Eu sou de um contexto em que eu trabalhei numa, numa numa
- 1:18:35senhora empresa de mais de 70 anos de idade, em que a gente é
- 1:18:39o que, como na de produtos eu trabalhei muito com Excel, SAS e
- 1:18:46Power bi para visualização, né ali?
- 1:18:50E eu já era muito feliz com o Excel.
- 1:18:54Do Nada, apareceu umas ferramentas maluca aí.
- 1:18:57Que você precisa fazer uns códigos da nasa para você tirar
- 1:19:02o mesmo número, mesmo dado que você tira num PROC.
- 1:19:06Acontecer, ser o No No Excel. Ô José, é como que faz essa
- 1:19:12transformação analítica nas empresas?
- 1:19:16Quais são os pilares a nos passa a receita, José.
- 1:19:21É, eu acho que a gente abordou aqui os a talvez os pilares é
- 1:19:27potenciais que essas tecnologias de dados possam apoiar, né?
- 1:19:33Ou possam fomentar para que de fato as empresas consigam
- 1:19:37realizar essa jornada de transformação, analítica,
- 1:19:39transformação digital, né? Que é como essas tecnologias de
- 1:19:42dados apoiam, escala, escopo e aprendizagem dentro das
- 1:19:47companhias, né? Agora, o que você tem para o
- 1:19:50outro lado? Né?
- 1:19:52Como talvez alguns obstáculos principais para que esse
- 1:19:56processo ocorra em larga escala, dentro das organizações tem a
- 1:20:01ver com a questão da cultura. A questão da estrutura
- 1:20:05organizacional e a liderança, né?
- 1:20:09Então, esses 3. Outros pilares são tem se
- 1:20:15revelado a os principais obstáculos que impedem que as
- 1:20:20companhias consigam avançar no seu processo de transformação
- 1:20:24digital. E de novo, né?
- 1:20:25Eu entendo que essa história de dados, transformação analítica e
- 1:20:28tal, isso é meio que um capítulo aqui dessa temporada mais ampla
- 1:20:32que a gente chama de transformação digital, né?
- 1:20:34Eu acho que essas coisas estão interconectadas.
- 1:20:37E então? Como você falou no início da sua
- 1:20:42formulação da pergunta, é o fato de você ter a tecnologia x ou y
- 1:20:47se você usar o Excel ou Power b ou ábaco, sei lá, é a diferença
- 1:20:52que isso vai fazer é na sua capacidade de extrair alguma
- 1:20:56solução a partir daquilo, né? Então, não necessariamente
- 1:21:00porque uma ferramenta tem uma lista de atributos técnicos mais
- 1:21:04ampla e que pode fazer muito mais coisa.
- 1:21:08É se eu não souber usar aquilo. Não adianta ter, né?
- 1:21:13É, sei lá. Se eu tiver uma Ferrari No No
- 1:21:15trânsito de São Paulo, o que que eu vou fazer com a Ferrari?
- 1:21:18Eu vou andar 35 por hora, gastar gasolina pra cacete e ser visado
- 1:21:23num país tão desigual quanto nosso é.
- 1:21:26Eu estou usando tudo o que a Ferrari você quer, se é um
- 1:21:28exemplo bem ruim, inclusive, mas é, é um pouco da mesma lógica
- 1:21:32por trás, a da da desse desafio, assim, então, para uma empresa
- 1:21:37conseguir trilhar, ela tem que entender que AA vários aspectos
- 1:21:42da cultura vão precisar mudar. Por exemplo, a relação com um
- 1:21:46erro. Quando você tem uma tecnologia
- 1:21:50que te dá um poder de processamento e tão grande,
- 1:21:52tanta informação. Talvez o objetivo não seja não
- 1:21:56errar, mas seja errar mais rápido e aprender mais rápido,
- 1:21:59porque a tecnologia te dá essa capacidade de escala, de
- 1:22:02aprendizado, né? Lembra.
- 1:22:04Escala, escopo e aprendizagem, né é?
- 1:22:08E aqui eu estou dando um recorte específico para esses 3 termos
- 1:22:11que são muito mais amplos, obviamente.
- 1:22:15Se eu não, se eu tenho uma cultura que pune o erro, que,
- 1:22:19que, enfim, do jeito tradicional, né?
- 1:22:20Que muitos de nós aqui já vivemos bastante.
- 1:22:24É eu certamente estou criando um primeiro bloqueio para que todo
- 1:22:28aquele potencial que me prometem sobre os dados não se realize.
- 1:22:32Se eu tenho uma estrutura organizacional piramidal,
- 1:22:36rígida, baseado nesse paradigma do comando e controle, é
- 1:22:41totalmente fragmentado, sem nenhum tipo de integração, mas
- 1:22:45transversal na estrutura. Eu também tenho um problema.
- 1:22:50Porque ainda que eu possa ter em cada área uma quantidade de
- 1:22:53dados enorme, né? Se a gente está falando, sei lá
- 1:22:56de uma instituição financeira, né?
- 1:22:58Que em tese, o cliente está no centro, a área de conta corrente
- 1:23:02tem uma perspectiva sobre o cliente, a área do cartão de
- 1:23:04crédito tem uma outra perspectiva.
- 1:23:06E assim por diante, né? Então, a estrutura
- 1:23:10organizacional também é um obstáculo?
- 1:23:14Para que a gente consiga extrair dos dados e dessas tecnologias
- 1:23:17de dados de uma forma geral, todo o potencial que podem
- 1:23:21oferecer, né? E, claro, a questão da
- 1:23:24liderança, né? Então você tem um paradigma
- 1:23:27tradicional de liderança também está baseado nessa história de
- 1:23:30comando e controle que dificulta a circulação da informação
- 1:23:35dentro da companhia. Então que tem uma outra relação
- 1:23:38com um erro aqui que tem um processo decisório muito mais
- 1:23:43baseado ali no cargo ou na posição hierárquica que ocupa, a
- 1:23:47do que necessariamente você ter uma visão de cientista mesmo,
- 1:23:50né? Deixa eu experimentar aqui fazer
- 1:23:52vários experimentos, cara, aqui tem uma coisa legal, vamos
- 1:23:55tentar por aqui. Né?
- 1:23:56Se você tem um paradigma mais tradicional de liderança, esse
- 1:23:59tipo de cenário que eu descrevi brevemente é que nunca vai
- 1:24:02acontecer dentro da companhia. Pelo contrário, né?
- 1:24:05Expectativa vai ser, pô, te contratei aqui com o cenário de,
- 1:24:08com salário de jogador de futebol, enfim, não posso falar,
- 1:24:11jogadora de futebol porque jogadora ganha muito menos do
- 1:24:14que o jogador, né? Infelizmente, mas é.
- 1:24:18E aí você vem aqui para falar que a gente tem que fazer
- 1:24:20experimento. Cara, não estou te pagando o que
- 1:24:23eu estou te pagando para você me dar uma resposta dessa.
- 1:24:26Eu espero que você venha aqui com a solução para mim, né?
- 1:24:29Então esse é um exemplo, é, é, é meio caricato, mas é muito
- 1:24:34próximo do que todo mundo já viveu.
- 1:24:36Se trabalhou numa empresa mais tradicional, enfim, já tem um
- 1:24:39pouco mais da idade de idade, como é o meu caso, mas é se te
- 1:24:44isso não muda. Você pode ter toda a tecnologia
- 1:24:48do mundo à disposição ali que ela não vai estar no contexto AA
- 1:24:52necessário para que ela possa florescer, né?
- 1:24:56Ou ou ter o seu potencial mais bem explorado por todo mundo e
- 1:25:00até para fazer uma coisa meio curiosa assim no final.
- 1:25:04Se você vai estudar, da onde vem essa ideia da da, da?
- 1:25:08Como surgiu essa ideia de empresa Moderna, né?
- 1:25:11AAO conceito disso, a ideia da da de todas essas áreas
- 1:25:15especializadas dentro de uma mesma estrutura organizacional.
- 1:25:19Aí você volta lá para um pay per de 1937 de um economista chamado
- 1:25:25Ronald coze, que chama the fire of the firm.
- 1:25:28A teoria da firma numa numa tradução livre a um dos pontos
- 1:25:32que ele ressalta, porque a pergunta dele assim, ó?
- 1:25:35Por que que eu não posso ter as pessoas a cadeia produtiva, sei
- 1:25:39lá, da minha companhia de carro, por que que eu não posso ter
- 1:25:42todas as coisas sendo produzidas em algum outro local?
- 1:25:46A aí eu preciso ter toda essa cadeia produtiva dentro da mesma
- 1:25:49estrutura? Tô sendo super simplista, né?
- 1:25:53Na maneira como eu estou contando essa história, claro.
- 1:25:55Mas para caber aqui na nossa conversa a uma das coisas que
- 1:25:58ele destaca como ponto principal é meu, que escassez da
- 1:26:02informação, assimetria informacional.
- 1:26:04O custo disso, né? Então, se ela lá no começo da
- 1:26:07década de 20 e 30, né? No começo do século 20, se ela,
- 1:26:10se o meu fornecedor de borracha das Seringueiras lá do Amazonas
- 1:26:14tem uma peste, lá EE acaba com a borracha.
- 1:26:18Eu só vou ficar sabendo disso se ela, 3 meses depois, então.
- 1:26:22Existia um problema. É, é, sei lá, entre aspas, de
- 1:26:25escassez informacional, tem um custo isso, a informação demorar
- 1:26:29para chegar. Então eu vou ter menos custos se
- 1:26:32eu tiver toda essa estrutura produtiva mais controlada,
- 1:26:36dentro de um único ambiente, do que se isso tiver espalhado
- 1:26:40territorialmente no Brasil, por exemplo.
- 1:26:44Faz sentido quando você pensa em como era o mundo na década de 30
- 1:26:47do século passado. Só que hoje a gente tem um mundo
- 1:26:51diametralmente oposto, até, de certa forma você tem.
- 1:26:54Você não tem mais escassez de informação, você tem excesso,
- 1:26:57você não tem mais a simetria. Talvez você tenha uma super
- 1:27:00simetria, porque são vários fluxos de informação correndo
- 1:27:03simultaneamente. Paralelamente, a gente não sabe
- 1:27:06mais o que é verdade, o que é mentira, o que é Sério, que não
- 1:27:08é, tá tudo muito louco, né? E aí a gente tem essa mesma
- 1:27:12estrutura, lógica de estrutura organizacional.
- 1:27:16Recortada de uma época que ela nasceu para resolver um problema
- 1:27:19daquele contexto histórico, num contexto histórico
- 1:27:22diametralmente oposto. E a gente acha que o problema é
- 1:27:26tecnologia. Eu, eu, quando eu falo de dados,
- 1:27:30eu, José, eu gosto de trazer 11 experiência que antes da gente
- 1:27:34terminar de um evento do Spotify, então fui.
- 1:27:39Eu estive presente ali e aí um dos painéis era justamente sobre
- 1:27:44sobre dados, é a lei do Spotify, de podcast etc.
- 1:27:49E a chuva, lower do mamilo, sei lá.
- 1:27:51Ela citou uma frase do Emicida. Eu gosto de trazer muito pro pro
- 1:27:57papo de dados, que é, os números não mentem, mas eles também não
- 1:28:01sentem. É o excesso de dados.
- 1:28:06É, fez o que a gente olha só um número ali sem entender, né?
- 1:28:12Analisar, ver OOO que sente esse número ali, ali, ali por trás.
- 1:28:18Você acha que é isso ocorre? Muito hoje eu é apenas é.
- 1:28:27Coisa minha na minha cabeça de maluco.
- 1:28:29Beleza é se se se pensasse em significa ser maluco, então eu
- 1:28:34também sou porque. É, eu acho que tem várias
- 1:28:38questões aí, né? A gente abordou aqui rapidamente
- 1:28:41um pouco da premissa que a gente tem de que o nosso processo
- 1:28:44decisório é um processo puramente racional e tal que é
- 1:28:47absolutamente equivocado, é assim como AAA ideia de que
- 1:28:52atribuir um número para alguma coisa vai te permitir controlar
- 1:28:56aquilo ou a ou o fato daquilo. Está expresso numa linguagem
- 1:29:01numérica, significa que você está acessando uma verdade
- 1:29:04absoluta e definitiva AA sobre a natureza de alguma coisa, né?
- 1:29:08De um comportamento ou seja lá o que for, é isso também é super
- 1:29:13equivocado, né? A matemática é uma linguagem
- 1:29:15também a, é claro que, aplicada como método científico, com
- 1:29:20rigor, com tudo isso que a gente está falando ela, ela é
- 1:29:24extremamente, não precisa nem falar, cara, a gente está tendo
- 1:29:26essa conversa e gravando isso porque a matemática permitiu.
- 1:29:31Modelar circuito, entender como tudo isso funcionava e assim por
- 1:29:34diante. Mas.
- 1:29:37É o fato de ter um número atribuído a alguma coisa.
- 1:29:41Não significa que você descobriu a verdade absoluta sobre aquela
- 1:29:44coisa, né? É em especial.
- 1:29:48Quando a gente está falando, por exemplo, de comportamento
- 1:29:50humano, né? É, e aí eu quero resgatar 111,
- 1:29:55ideia de um economista, a chamado Charles Goodyear.
- 1:29:59Tire da década de 60. Ali aquele tem a Lady good
- 1:30:02heart, que diz a lei, digo, heart lá digo.
- 1:30:04Hart diz o seguinte, quando uma métrica vira uma meta, ela deixa
- 1:30:10de ser uma boa unidade de medida.
- 1:30:12Então, o que eu quero dizer com isso?
- 1:30:15Vamos pensar na escola tradicional.
- 1:30:19O que que é a nota na escola tradicional é uma métrica que te
- 1:30:23dá uma informação sobre uma dimensão do seu processo de
- 1:30:27aprendizado, certo? Quando uma métrica vira uma
- 1:30:31meta, ela deixa de ser uma boa unidade de medida.
- 1:30:34Então hoje você tem um Monte de gente que tira 10, isso não
- 1:30:37significa porcaria nenhuma. O que que se olha o mundo que a
- 1:30:42gente está vivendo? Então?
- 1:30:47Essa ideia de ter uma métrica, de ter um indicador há, mas
- 1:30:50agora eu sei o que está acontecendo.
- 1:30:52Isso não necessariamente é verdade.
- 1:30:54E o fato de ter um número de escrevendo alguma coisa também
- 1:30:58não significa que você acessou a verdade absoluta indiscutível
- 1:31:01sobre aquela coisa. Até porque a gente poderia abrir
- 1:31:04um parênteses gigante para falar sobre PES.
- 1:31:06Teologia aqui é, a gente tem que discutir.
- 1:31:09Até se existe uma verdade definitiva ou não.
- 1:31:12Sobre coisas da vida humana, né? Mas isso fica para um outro
- 1:31:16podcast, a questão toda é, é importante você usar a
- 1:31:21matemática, o método científico como uma ferramenta que te ajuda
- 1:31:25a acessar aspectos da realidade. E você entender como funciona
- 1:31:30isso para tomar uma melhor decisão, né?
- 1:31:32De maneira genérica, é exatamente isso que a ciência
- 1:31:35faz e é exatamente isso que as pessoas de que trabalham com
- 1:31:38dados deviam fazer. Aplicar o método científico um
- 1:31:43processo orientado por dados nada mais é do que uma certa
- 1:31:45releitura dessa ideia que a gente tem de método científico
- 1:31:49que nos acompanha e nos últimos, sei lá, 150 anos, 100 anos,
- 1:31:52enfim, para fazer um recorte mais redondo.
- 1:31:56O fato de ter um número não significa que aquilo é uma.
- 1:31:59É. É mais verdade do que outras
- 1:32:02formas de se entender o fato da pessoa tirar 10 na escola não
- 1:32:06significa ela. Saiba tudo ou que todo o
- 1:32:09processo de aprendizagem dela funcionou da melhor maneira
- 1:32:12possível, porque a antes de atribuir um número pra alguma
- 1:32:16coisa antes de criar uma métrica antes de avaliar um indicador,
- 1:32:20eu preciso parar e pensar, isso está medindo o que eu preciso
- 1:32:23medir. ONPS.
- 1:32:26Que é o é, é, é, é o grande fetiche da nossa época, né?
- 1:32:31Um dos grandes fetiches da nossa época, que que que mede o NPS?
- 1:32:35O que que de fato aquilo está sendo captado quando todo mundo
- 1:32:39conhece a escala do NPS e sabe que se você der 9 ou 10, é uma
- 1:32:43coisa, 7 ou 8, é outra coisa. Você está respondendo aquilo do
- 1:32:47jeito que você deveria responder.
- 1:32:49Se você não conhecesse. Então?
- 1:32:53Eu acho que por trás de toda essa formulação da pergunta
- 1:32:57super importante que você fez agora existe.
- 1:33:01Um certo processo de achatamento da complexidade da realidade.
- 1:33:07Simplesmente para alimentar essa nossa necessidade de achar que
- 1:33:11ter o controle sobre as coisas. E eu acho que pior do que é
- 1:33:17querer ter o controle. É achar que você tem só porque
- 1:33:21você atribuiu um número para aquilo.
- 1:33:24Sem ter certeza se de fato você está medindo o que você precisa
- 1:33:27medir mesmo. Então você tem um Monte de
- 1:33:30empresa que usa o NPS. Claro que tem suas aplicações.
- 1:33:34Claro, claro. Não estou dizendo que é
- 1:33:36totalmente errado, totalmente ruim, mas você tem um Monte de
- 1:33:40gente que usa o NPS. Como uma métrica de vaidade.
- 1:33:46Se aquilo funciona, se as pessoas estão indicando de fato
- 1:33:49se tá aumentando AA conversão ou não tá, ninguém sabe responder,
- 1:33:54mas. Uma coisa quando eu ouvi, né?
- 1:33:57É numa discussão ali, quando estava trabalhando com
- 1:33:59consultoria, AA pessoa virou e falou assim, mas o mercado
- 1:34:03inteiro sabe o que é o NPS? Tá falando?
- 1:34:05Então, calma, você está usando esse número para fazer com que o
- 1:34:09mercado entenda alguma coisa ou você está usando esse número
- 1:34:11para medir alguma coisa que é o que de fato ele foi criado?
- 1:34:15Né, pra pra quê? Então, eu acho que é o Emicida.
- 1:34:20Captou uma coisa na fala dele, né?
- 1:34:22Bom, quem sou eu pra falar do Emicida?
- 1:34:24Mas acho que tem 111 sabedoria nessa frase dele, né?
- 1:34:28É esse poder de concisão que o Emicida tem de falar coisas
- 1:34:31incríveis em 4 palavras, sei lá. É que é.
- 1:34:36Existem várias maneiras de saber coisas.
- 1:34:39Existem várias formas de você abordar a realidade para
- 1:34:42entender como ela funciona. E a gente está herdando 11
- 1:34:47herança filosófica aí é de algumas centenas de anos a com
- 1:34:51essa ideia equivocada de que essa matemática de que esse é o
- 1:34:57único jeito de se acessar conhecimento sobre as coisas, de
- 1:35:01ter uma nota para uma pessoa que tirou alguma coisa numa prova
- 1:35:04que que a que que a prova como ferramenta de coleta de
- 1:35:07informação serve para saber se eu armazeno informação na minha
- 1:35:10cabeça legal no mundo com escassez de informação, isso
- 1:35:14deve ser muito importante. No mundo que tem excesso de
- 1:35:16informação, eu preciso de uma habilidade totalmente diferente.
- 1:35:20Então o que que é a nota? Quem nunca colou?
- 1:35:23Quem nunca deu migué? Quem nunca?
- 1:35:25Por que você faz isso? Porque quando uma métrica vira
- 1:35:28uma meta, ela deixa de ser uma boa unidade de medida.
- 1:35:30Quando você sabe que a nota é o seu, a sua nota de corte ali,
- 1:35:35que é que que vai te dar um acesso ou não para uma
- 1:35:37faculdade, sei lá, não importa e está todo mundo cagando, você
- 1:35:41está aprendendo ou não está? Não importa o que você faça,
- 1:35:45você vai atrás de mexer a métrica.
- 1:35:49Então entendi como todo, toda a lógica da coisa se inverte e
- 1:35:53fica todo mundo com essa grande ilusão de que as coisas estão
- 1:35:56sendo medidas. Quando na verdade está todo
- 1:36:00mundo jogando para fazer a métrica, mexer e conseguir
- 1:36:02atingir aquele objetivo, porque você percebe que está todo mundo
- 1:36:05cagando pro seu aprendizado. Nesse exemplo específico do
- 1:36:07contexto de educação que a gente está falando, então é?
- 1:36:12Acho que a primeira coisa que a gente precisa saber é que é o
- 1:36:17nível de a gente não está tomando as decisões erradas que
- 1:36:20a gente toma na vida, na empresa, né?
- 1:36:22Na política ou seja lá onde for, por falta de informação.
- 1:36:27Não é falta de informação, não é falta de tecnologia.
- 1:36:31Se a gente quisesse pausar o mundo agora, pegar toda a
- 1:36:33tecnologia que a gente tem disponível e resolver o problema
- 1:36:36de toda a humanidade para ir começar de novo um pouco melhor,
- 1:36:40a gente conseguia fazer isso. Por que será que a gente não
- 1:36:43faz? Não é falta de informação, não é
- 1:36:47falta de tecnologia, é o jeito de pensar.
- 1:36:51E aspectos da nossa natureza humana.
- 1:36:54Que criam os principais bloqueios e não se você usa o
- 1:36:57Excel ou Power b. E com isso, encerramos esse
- 1:37:02episódio que foi uma aula, literalmente uma aula em formato
- 1:37:06de podcast, então, muito obrigado, Marcelo, por sua
- 1:37:09presença, por ter arrumado tempo nesta sua agenda concorrida e
- 1:37:14apertado, porque agora você é dono de startup, você é um stake
- 1:37:17holders. Então muito obrigada, viu?
- 1:37:20Agradeço demais de novo Paulo pela pelo convite.
- 1:37:22Aí é. Acho que foi muito podcast que
- 1:37:26eu mais aprendi assim de longe, do Power grouse.
- 1:37:30E olha que é difícil de falar isso no podcast do quadro então
- 1:37:34animal, uma aula, uma aula em formato de putz, conhecimento
- 1:37:40pesado aqui. Nem estou até sem palavras aqui
- 1:37:43agora, para explicar esse episódio, só só escutando mesmo
- 1:37:46ele inteiro pra pra conseguir descrever ele.
- 1:37:48Então o valor de mais e pode contar comigo nos próximos aí,
- 1:37:52sempre que tiver aulas assim quero estar presente.
- 1:37:55Pode contar comigo? E eu não poderia deixar de
- 1:37:58agradecer, porque seria falta de educação da minha parte, apesar
- 1:38:01de não gostar da presença. Muito obrigado, tadashi, espero
- 1:38:05que você tenha gostado de participar desse episódio,
- 1:38:08porque você arrumou um tempo nessa sua agenda concorrida,
- 1:38:11então, muito obrigado em. Com 2 mestres hoje, foi
- 1:38:15fenomenal. Anotei um Monte de coisa que eu
- 1:38:17já estou pensando assim, borbulhou da mente de ir atrás
- 1:38:20ou começar a seguir alguma coisa, mas muito obrigado por
- 1:38:24ter participado hoje. Foi realmente uma aula e eu
- 1:38:26estou com a minha cabeça 1000000 aqui e claro.
- 1:38:30Eu virei fã dele, eu espero que você também.
- 1:38:34Que tenha virado? José, muito obrigado, viu?
- 1:38:38Por pela presença, por dar uma aula, por compartilhar esse seu
- 1:38:41conhecimento. Com com a gente aqui do do
- 1:38:44episódio do projeto gurus e com o pessoal que tá ouvindo, então
- 1:38:49muito, muito, muito, muito, muito, muito obrigado.
- 1:38:52Espero que você volte mais vezes.
- 1:38:55É, espero que eu possa ter contribuído de alguma maneira
- 1:38:58para essa discussão. É Ela não se esgota aqui de
- 1:39:01forma alguma, né? Mas que seja, sei lá, uma
- 1:39:05fagulha, uma perspectiva de tantas outras possíveis, né?
- 1:39:08Acho que é não é importante nem concordar ou discordar com o que
- 1:39:11foi falado aqui, mas. A usar um pouco dessa discussão
- 1:39:16tão rica que a gente explorou juntos aqui para ir também
- 1:39:19buscar informação, buscar outras referências, formar suas
- 1:39:22próprias opiniões, né? Sobre o que está acontecendo,
- 1:39:25então, que seja pelo menos 11 gatilho, né?
- 1:39:29Para despertar um pouco mais de curiosidade e fazer com que todo
- 1:39:32mundo vai investigar, a gente fala muito sobre dados e a gente
- 1:39:35esquece da outra primeira palavra que vem antes ali, né?
- 1:39:37Ciência de dados, então é mais do que a gente falar sobre
- 1:39:40dados, ferramenta, vamos falar um pouco sobre essa mentalidade
- 1:39:43de cientista de investigar. De tentar AA ir buscar hipóteses
- 1:39:47diferentes, testar caminhos diferentes.
- 1:39:50É é, vem um pouco daí, né? Esse grande poder, entre aspas,
- 1:39:54que todas essas tecnologias prometem, aí é, eu acho que é
- 1:39:58importante também a gente ressaltar aqui essa visão
- 1:40:00puramente ferramental, ela traz um Monte de problema, um Monte
- 1:40:04de dificuldade e que a gente está falando, o que importa mais
- 1:40:07sobre a tecnologia ou sobre a ferramenta, seja ela qual for,
- 1:40:10não são os seus atributos técnicos, mas é o uso que se dá
- 1:40:14para ela, né? E o uso?
- 1:40:16A escolha sobre o uso. Humana a escolha sobre como um
- 1:40:20algoritmo vai ser escrito ou não é humana.
- 1:40:23A escolha sobre como eu vou interpretar os resultados de uma
- 1:40:26operação matemática, seja lá qual for, é humana.
- 1:40:30A maneira como eu vou traduzir o que eu interpretei para uma
- 1:40:32melhor decisão é humana. Então a questão toda é humana,
- 1:40:36não é tecnologia, não dá para falar de tecnologia sem falar do
- 1:40:39humano. AE gente, Paulo Marcelo Ricardo
- 1:40:44foi legal demais, ficaria aqui horas trocando ideia com vocês.
- 1:40:47Muito obrigado mesmo pelo convite.
- 1:40:50E aí eu quero terminar com uma frase é, é do Karl Popper, que é
- 1:40:54um cara super importante aí para o pensamento do século 20,
- 1:40:59enfim, EE para os séculos que ainda vão vir, né?
- 1:41:02É que ele falava algo do tipo, é impossível saber.
- 1:41:07A gente só pode conjecturar, né? Então a ele é pai de um
- 1:41:12movimento, ele não gostava de ser classificado dessa forma,
- 1:41:15mas ele é meio que pai de um movimento que se chama de
- 1:41:17racionalismo crítico, ali do comércio do século 20.
- 1:41:21E essa ideia do do do do Karl Popper é bem interessante,
- 1:41:24porque ela, ela mata um pouco aquela nossa expectativa de
- 1:41:28acessar uma verdade definitiva ou de usar essas tecnologias
- 1:41:31miraculosas, mágicas, modernas, para que que nos dê acesso a
- 1:41:35essa verdade definitiva, porque ele dizia o seguinte, não, não
- 1:41:38dá para a gente chegar numa verdade definitiva.
- 1:41:40Não dá para a gente confirmar de uma maneira inquestionável para
- 1:41:44todo o sempre, uma hipótese do nosso método científico.
- 1:41:48A única coisa que dá para a gente fazer é seguir tentando
- 1:41:51refutar ou corroborar essa hipótese seguidamente.
- 1:41:54Em algum momento, eventualmente a gente vai refutar, né?
- 1:41:58Aí e a e a ciência vai evoluir ou vai vir uma perspectiva
- 1:42:02totalmente diferente, né? Tem as a física newtoniana.
- 1:42:04Aí veio Einstein falou assim, não, amigo, não é bem assim.
- 1:42:07É um rolê totalmente diferente, olha a gravidade, não é uma
- 1:42:10força, a gravidade é uma deformação do espaço, é um jeito
- 1:42:14totalmente de olhar que abriu o leque de 1000000 de coisas para
- 1:42:18a gente fazer, então o próprio conhecimento humano tem esse
- 1:42:22processo de estar sendo constantemente criticado.
- 1:42:26Né? Não no sentido pejorativo,
- 1:42:27claro, mas no sentido metodológico, né?
- 1:42:30Aí e o poder que essas tecnologias nos dão é de tentar
- 1:42:33constantemente ficar refutando e testando outras hipóteses.
- 1:42:38Outros caminhos que podem nos levar por AA soluções, melhores
- 1:42:42decisões melhores, então é a na minha perspectiva, se a gente
- 1:42:47tem essa expectativa desse cientista, dessa cabeça de
- 1:42:50cientista, dessa mentalidade de cientista, de experimentar de re
- 1:42:54significar a nossa relação com erro, se a gente falar menos
- 1:42:56sobre menos sobre dados ferramenta.
- 1:42:59E mais sobre ciência nesse sentido de abordar as coisas, eu
- 1:43:03acho que a gente pode não só ajudar a nossa empresa.
- 1:43:06A nossa startup é como também construir um mundo melhor.
- 1:43:09Então obrigadão aí, gente, foi demais esse papo mesmo.
- 1:43:14Então é isso, muito obrigado você por ter ouvido até aqui.
- 1:43:18Não esqueça que a gente tem uma parceria com a Terra, onde o
- 1:43:23José faz parte e lá tem um curso de deita de dados, né?
- 1:43:28E a gente tem um incentivo de 600 BRL para que você possa
- 1:43:31fazer esse curso. Clique no link na descrição e
- 1:43:35use o cupom. Projete underline, guru sem OS
- 1:43:38no final e vá aprender a usar os dados de forma correta, tá bom?
- 1:43:46E também siga a gente nas nossas redes sociais.
- 1:43:49Instagram, LinkedIn, Telegram para você ficar a par de todos
- 1:43:55os conteúdos que a gente gera, cria, compartilha e também de
- 1:43:59novidades aí que estão por vim. Então ele é bem.
- 1:44:05Siga a todo mundo que participou desse episódio, Marcelo,
- 1:44:08tadashi, eu e, claro, José, o tiozão dos dados.
- 1:44:13Então, muito obrigado, tchau. Fui, fui.