Latest / SuinoCast · by PPGVET / NECRÓPSIA E DIAGNÓSTICO EM SUÍNOS - MSc. Jean Menegatt | Ep. 337
Transcript
- 0:00Às vezes, quando a gente vai perante um problema clínico, a
- 0:02gente pensa, Ah, vou lá coletar material de um problema
- 0:05intérico, vou lá coletar material de um problema
- 0:07respiratório. E uma coisa que eu sempre penso
- 0:10assim é que a necropsia, de maneira geral, né?
- 0:15Ela não é coleta de material, ela é um procedimento.
- 0:19Ela é um exame que tem começo, meio e fim e que tem que ser
- 0:23feito de maneira sistematizada. O swinocast só é possível
- 0:37através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:40educação continuada na suinocultura brasileira.
- 0:43Polinutri nutrição animal. Juntos vamos mais longe paxmart
- 0:50transformação digital para o campo novos.
- 0:56Líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 0:59dos negócios na produção de proteína animal.
- 1:04Novo anesis, transformando o mundo através da biologia.
- 1:09Dsm firmeniche moldando o futuro dos cuidados com suínos, cerva
- 1:16sempre com você, além da saúde animal.
- 1:21Autec soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para
- 1:25fortalecer a sua inocultura zoetes, líder global em saúde
- 1:30animal. Olá, sejam todos muito bem
- 1:34vindos para mais uma edição do swinocast.
- 1:37O meu nome é Guilherme Brant, sou host do programa.
- 1:40Hoje temos um convidado bastante especial aqui, o Jean Carlo
- 1:44Olivo Menegatti, o Jean Carlo que é veterinário.
- 1:49Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, o
- 1:52mestrado e fazendo o doutorado agora na Universidade Federal do
- 1:57Rio Grande do Sul, na área de sanidade de patologia.
- 2:01Jean, seja muito bem-vindo para o nosso programa, eu sempre digo
- 2:05que é um programa leve, em um programa aberto EE, feito por
- 2:10uma gama bastante grande de profissionais.
- 2:14Quem quem já está na área, né? Na produção?
- 2:17Eu sempre falo dos nossos futuros produtores, de toda a
- 2:21academia, faz parte da academia, né?
- 2:24111 estudante aí EEE. Terminando o doutorado, pra quem
- 2:29está se decidindo No No em qual vamos fazer os estudantes,
- 2:33professores que tem utilizado essa plataforma nas suas aulas e
- 2:37importantíssimo também os nossos consumidores e os nossos não
- 2:41consumidores também, da nossa, da nossa casa, daquilo que a
- 2:45gente produz. Jean, seja bem-vindo.
- 2:48Eu sempre falo que é uma leitura fria aqui do currículo, né?
- 2:52Veterinário, mestrado e doutoran.
- 2:54Mas quem que é o Jean? Menegatti pelo próprio Jean, da
- 2:58onde veio, da onde que surgiu esse essa paixão aí pela Cine
- 3:02cultura, pela sanidade e como que chegou aí até a ao doutorado
- 3:07da na UFRGS? Seja bem-vindo, Jean.
- 3:11Então, uma boa tarde, né? Bom dia a todos, talvez boa
- 3:15noite pra quem vai assistir esse episódio futuramente.
- 3:19É ou ouvir né? É um prazer então Guilherme
- 3:23estar gravando contigo, conhecendo aqui hoje já conheci
- 3:26a sua carreira, um pouco de longa data, aí a gente acompanha
- 3:30também bastante, né? Bom, eu formei na Universidade
- 3:34Federal de Santa Catarina, como tu comentou, é, meus pais são
- 3:38produtores, então desde cedo já tive o contato.
- 3:43É com o sistema OPDEOPL também, né?
- 3:46Meus pais eram produtores e depois agora a gente migrou para
- 3:51fase determinação. Então, mesmo de longe a gente
- 3:54ainda tem um pezinho lá em casa. Ajuda bastante, né?
- 3:58Sempre nas decisões, alguma coisa a gente ajuda.
- 4:01E logo que eu entrei na faculdade eu entrei na
- 4:03patologia, especificamente no primeiro semestre já, né?
- 4:07Então trabalhei 4 anos na patologia na UFSC.
- 4:12Fiz vários estágios e após isso eu trabalhei ainda mais 1 ano
- 4:17num laboratório verta em Curitiba anos, né?
- 4:20Com especificamente com amostras de é principalmente voltado a
- 4:25suínos, né? Isolamento bacteriologia, PCR
- 4:28também, né? E istopatologia.
- 4:31Daí eu ingressei no meu mestrado aqui na UFRGS, né?
- 4:34Já conhecia o professor David dreemeyer, que é o meu
- 4:37orientador. Fiz o mestrado e agora ingressei
- 4:39no doutorado, né? Daí seguindo aí na numa paixão
- 4:43maior que é a suinocultura, né? Especificamente hoje trabalhando
- 4:49com mortalidade em suínos de creche.
- 4:53Legal, deixa eu te perguntar, Gean, tu falou aí do, do, do, do
- 4:58dos teus pais pra mim falar em menegat e suinocultura tem muito
- 5:03menegat Na Na suinocultura, né? É eu.
- 5:06Eu. Eu conheço o Menegatti de maral,
- 5:09né? Que tem uma central de ser e
- 5:10conheço outros menegattes. Mas quando eu era extensionista
- 5:13em Tangará, na curva do fogante, tinha um menegat produtor de
- 5:17leitão, eu. Não acredito.
- 5:20É isso o menegat? Do lado dos meus pais?
- 5:24Aí ó, na curva do foguete do é na curva do foguete.
- 5:29Isso aí era 9094. Não sei com com que idade que tu
- 5:33tá, mas nós íamos lá. Foi uma das primeiras granjas
- 5:36que eu fui com o krestani e o cair, o krestani.
- 5:39E seguramente a gente conheceu toda toda a família na época.
- 5:43Um prazer aí falar contigo. EE relembrar bons bons momentos
- 5:48da época. Não, com certeza.
- 5:50É o meus pais, com certeza. Então.
- 5:53Era eles e os meus tios ali, né? Trabalham, trabalhavam juntos
- 5:57agora, separados no momento, mas nessa nesse ano ainda não tava.
- 6:02Faltava 4 para eu nascer. Eu tava 4 anos para eu nascer,
- 6:05então não, provavelmente não se encontramos ali, mas meus pais
- 6:10continuam inclusive no mesmo local, né?
- 6:12Com produção e agora na terminação.
- 6:15Que legal quando a gente fala aí da sucessão e da, da, da, da,
- 6:19da. Da passagem, né, da da nossa
- 6:22cadeia. Aqui é um exemplo vivo, né, que
- 6:25que eram produtores na época, né?
- 6:27EE aí já veio, que Eu Acredito que é na segunda geração já já
- 6:30estamos aí em outras gerações e na academia, né?
- 6:34Então seguramente tu vai formar muita gente, então esse ciclo
- 6:38não para, né? Muito, muito legal isso aí já,
- 6:41mas vamos lá então, já já quebrou 11 quebra gelo aqui e
- 6:45nem a primeira aí deprimir. Mas vamos lá, o mortalidade de
- 6:51suínos na creche e necropsia de suínos, né?
- 6:56O eu nem vou te perguntar o que que temos de novidade mas mas
- 7:02vamos lá só pra pra quem está nos sintonizando agora aqui é,
- 7:07nós temos um grande desafio né na em relação a esse tema, né?
- 7:1211 transformação aí do. Tu comentou aí da tua própria
- 7:15família OPDOOOPLE depois OPD, né?
- 7:19A gente já teve a separação de ciclos e o e a creche continua
- 7:23sendo um desafio e de desempenho e de mortalidades.
- 7:28Só tô dando uma contextualizada aqui já nós temos hoje fêmeas
- 7:31hiper prolíferas 11, número grandíssimo de de nascidos, né?
- 7:37Essa semana, pra quem nos acompanha aqui, a gente teve a
- 7:40notícia aí de 45 nascidos, né? A gente tem o desafio de
- 7:44produção de leite, tem o desafio de colostro, tem o desafio de
- 7:47mão de obra e. Mas não é OOA maternidade que a
- 7:51gente vai falar é uma consequência, né?
- 7:53O que que tu tem a nos dizer? Primeiro, da sanidade da creche
- 7:57já, e depois entrando nas mortalidades, explicando um
- 8:01pouco do teu trabalho, do que foi feito aí e do que tu
- 8:04encontrou, é? Uma ótima colocação até que tu
- 8:08fez Guilherme assim é? Embora a gente não vai falar da
- 8:12maternidade, né? Mas é bom a gente ter em mente,
- 8:16antes de mais nada, que uma fase é consequência da outra.
- 8:20Então, se eu tenho uma maternidade que está com
- 8:23problema sanitário, talvez isso fique ali, eu consiga contornar
- 8:28e eu não tenha problema na creche.
- 8:30Mas o que a gente observe, inclusive o meu mestrado, que
- 8:34foi com mortalidade na creche, mas a gente tinha acesso a
- 8:37várias UPDS durante as coletas. É que muito problema da creche
- 8:43era refletido por um problema que estava instalado na
- 8:46maternidade, né? Então é mortalidade de creche de
- 8:51maneira geral, é desafiadora por si só, né?
- 8:55É a mesma coisa a gente fazer o comparativo pra humanos, né?
- 8:58A gente vai coloca nossos filhos, nossos né, afiliados na
- 9:03creche, começa a dar um Monte de problema respiratório que a
- 9:05pouco dá, inclusive a ficam doentes, né?
- 9:09Então a mesma coisa. Voltado pra suíno, né?
- 9:11EE, é justamente isso que a gente logo de cara, né?
- 9:1411 primeiro resultado do meu mestrado, né?
- 9:1779% das causas de morte eram infecciosas, então quase 80% das
- 9:23causas eram infecciosas, né? Logo de cara, assim que é.
- 9:27É um contraste bem grande quando a gente vai comparar, por
- 9:30exemplo, com matrizes, né, que é principalmente causas não
- 9:33infecciosas, então, por si só é desafiador e.
- 9:37Na época em que nós fizemos o trabalho, que foi em 2022, tava
- 9:43estourando, né? Estretocoxus em diversas
- 9:46localidades e inclusive nas proximidades, em algumas granjas
- 9:51que eu fiz coleta, né? Nós fizemos.
- 9:54Então, só pra introduzir um pouco do meu mestrado.
- 9:57Assim é. A gente queria fazer uma análise
- 10:01do Brasil, né? Queria fazer coletas em
- 10:04diferentes estados. No fim, por logística, e aí?
- 10:07Tempo nós não conseguimos, mas conseguimos fazer 22.
- 10:12É análises de 20 e do 22 creches, né?
- 10:16Em Santa Catarina e desses 22 crechares de diferentes regiões
- 10:20de Santa Catarina. Aí que a gente avaliou, né?
- 10:22A gente conseguiu pegar um perfil bem variado de
- 10:26casuística, mas estreptococossuis aí disparou,
- 10:29né? Despontou com inclusive surtos
- 10:31de 2025 por cento de mortalidade, né?
- 10:35Então tudo isso é desafiador. EE além de estreptococcus, né?
- 10:40O que que a gente observou é que desses trechários que a gente
- 10:45avaliou AA, metade deles estavam passando por um surto de
- 10:49mortalidade, seja estreptococcus, seja glacerella,
- 10:54outros era. 2 deles eram Salmonella, um era colibacilose.
- 10:59Então é uma fase curta. A creche, né?
- 11:02A gente tem ali 42 dias. Aí na média, mais ou menos que o
- 11:07leitão fica nessa fase, um surto de mortalidade e estraga um lote
- 11:10inteiro, tu perde, tu perde não só na mortalidade, na conversão,
- 11:16em qualquer, né? Medidor aí que tu vai mensurar
- 11:20posteriormente, se você incisou técnico, tu vai perder.
- 11:24Então isso é muito desafiador. E também, como tu havia
- 11:28comentado, mão de obra, né, embora.
- 11:31Nós não conseguimos fazer 11 análise mais robusta, mas a
- 11:36gente via muita escassez de mão de obra, né?
- 11:39O pessoal sempre é procurando pessoas pra trabalhar e essa
- 11:44escassez também. Depois reflete né, nas nas
- 11:47medidas de manejo e tudo mais, né?
- 11:49Então vários fatores aí que dá pra gente comentar.
- 11:55Empresa global de nutrição animal, a altech oferece
- 11:58soluções para enfrentar os principais desafios da
- 12:01suinocultura. Junte se a nós, para maximizar a
- 12:05qualidade de casco das matrizes, a imunidade das lei pegadas e a
- 12:09rentabilidade na terminação, com a altech, você não precisa
- 12:13escolher entre desempenho, bem-estar e sustentabilidade.
- 12:20Deixo, vamos, vamos, vamos estratificar melhor aqui pra pra
- 12:24quem nos escuta Jean é tu comenta aí de 22 crechários é
- 12:30exclusivamente é sítio 12 todo o sítio 12 só só crechários mesmo,
- 12:34né? Que, que que tamanho que que
- 12:38tinham esses crechários se tu se tu pudesse dar 111 explicada nos
- 12:43tamanhos que tu encontrou no nos tipos de.
- 12:48Possivelmente eram integradoras ou independentes, mas com
- 12:51trechários, né? EE, que e tamanho EEO que tu
- 12:56encontrou de origens, né? Quantas, quantas origens, né?
- 13:00É, tinham esses trechários. EE, tu fala de números aqui, nós
- 13:06acostumado aí com 22 e pouco por cento de de uma vida normal de
- 13:11creche, surto de 20 a 25%, não tem economia que que sustenta,
- 13:16né? E outra coisa importantíssima
- 13:19que tu falou, se a gente for tu, tu já começou com análise de
- 13:22pareto completa aqui, né? Exatamente no número dos 8020
- 13:26aqui, 79% infecciosos, então 11 desafio gigantesco, sanitário
- 13:32mesmo. Então eu vou te pedir isso, só
- 13:34dar uma explicada nesses crecháes e depois eu gostaria de
- 13:38entrar um pouquinho mais, né? A questão do do estresse em si,
- 13:41né? É uma boa pergunta, eu IA
- 13:44comentar também, é? Na sequência.
- 13:47Mas agora eu encaixo muito bem, porque a gente nós quando
- 13:52fizemos a é quando nós estruturamos o nosso trabalho,
- 13:56né? A gente quis diversificar Oo
- 14:01máximo possível. Diversificar em que sentido?
- 14:04Primeiro empresa, então a gente avaliou suínos de se eu não tô
- 14:10enganado, é, é ou é 7 ou são 8 empresas diferentes.
- 14:14Seja de produtor independente, ou seja de uma empresa
- 14:17específica, né? Então são sistemas que trabalham
- 14:19de formas um pouco diferentes, embora o padrão de criação seja
- 14:24similar, né? E variar no tamanho do crechário
- 14:27era uma dessas variáveis que a gente tentou.
- 14:29Ah, será que tem diferença? Um crechário menor, maior.
- 14:33Então, se eu não estou enganado, o menor crechário tinha em torno
- 14:37de 1200 animais alojados, enquanto maior tinha 44000.
- 14:42Suínos alojados, então a gente variou bastante.
- 14:46Teve outros com 18000, enfim, com vários.
- 14:49O que predominou era crechários ali, variando entre 3 a 6000
- 14:55animais, né? Mas a gente tentou pegar
- 14:57crechários maiores e crechários menores, e ainda bem que nós
- 15:00conseguimos, né? Que isso era esse.
- 15:03O objetivo, tentar ilustrar realmente a realidade do
- 15:06produtor, que tem um crechário menor e um produtor que tem um
- 15:09crechário maior. Então a gente conseguiu
- 15:11estratificar nesse sentido. E daí, qual que era o nosso foco
- 15:16do trabalho? A gente fazia.
- 15:19Nós nós fizemos visitas de 5 dias consecutivos em cada um
- 15:23desses crechários e todos os suínos que morriam, seja por
- 15:27causa natural ou eram eliminados no sistema, porque o suínos
- 15:32eliminado. A gente também tem que englobar
- 15:35ele na mortanidade, né? Nunca pode deixar de fora nós
- 15:38necroficiamos todos. Todos, todos, todos e durante 5
- 15:43dias, em todos esses trechários, o que totalizou 557 análises, ou
- 15:47557 necropsias, né? E desses 557 depois a gente se
- 15:52estratificou e a gente conseguiu quase 94% de conclusão do
- 15:57diagnóstico por meio de tecnologias que estão acessíveis
- 16:04em todos os laboratórios. Assim comerciais, né?
- 16:06Então, por meio de necropsia. Estopatologia, bacteriologia e
- 16:11PCR, a associação desses exames, a gente conseguiu 94% mesmo
- 16:17naquele suína, que estava um pouco mais autorizado, né?
- 16:20Que boa parte desses animais, né?
- 16:22Acabava morrendo durante a noite e a gente chegava fazendo a
- 16:26hipropsia pela manhã cedo pela manhã, por exemplo.
- 16:29Mesmo assim a gente conseguiu uma certividade muito grande.
- 16:33Então foi mais ou menos nesse sentido que a gente delineou o
- 16:35trabalho assim, Guilherme. Bom, a pergunta da origem única
- 16:40é, não, não precisa nem a resposta, né?
- 16:43É, Ah, é verdade? Eu tinha perguntado.
- 16:45Isso desse tamanho aí, não? Tinha, a gente conseguiu a
- 16:49gente, nós conseguimos fazer também.
- 16:50Isso é, teve os 3 primeiros crechários que a gente avaliou.
- 16:54Era uma origem única, né? Teve o crechário de origem
- 16:57única, mas a grande maioria era 67 origem e esses crechários
- 17:03maiores eram até mais de 30 origens, né?
- 17:06Então. A gente conseguiu também fazer
- 17:09essa avaliação de número de origens e inclusive, né?
- 17:13É a ideia agora do doutorado. Estratificar mais e fazer uma
- 17:17análise de cunho epidemiológico, né?
- 17:20Ah, número de de origem associado com as causas de
- 17:23mortalidade e tentar cruzar esses dados.
- 17:26Provavelmente, pelo que a gente já tem noção, a gente vai ter aí
- 17:30um quanto aumenta o número de origem.
- 17:33Aumenta também desafio, aumenta causa de mortalidade, então a
- 17:37gente está tentando fazer esse trabalho agora no doutorado
- 17:39também. Certo, quem que é o teu
- 17:42orientador do doutorado, o dreamaier?
- 17:45O dreamaier. Vou dar, vou dar umas dicas, não
- 17:50sei se eu vou te ajudar até a atrapalhar aqui, mas mas por
- 17:53curiosidade, Jean é tu, tu, tu chegou a coletar os dados, o
- 18:00técnicos das propriedades. EE vamos lá, vamos botar uma eco
- 18:04patologia aí é cortina automática, número de Bebedouro
- 18:11é densidade, essas questões todas.
- 18:14Tudo que chegou a levantar. É, é.
- 18:16A ideia é justamente essa. Guilherme tem algum que está
- 18:20faltante, mas a gente tem acesso aos trechários e ao ao ao
- 18:24sanitarista. Enfim, a gente consegue coletar
- 18:27isso. E a grande maioria das coisas
- 18:29estão anotadas já, né? Por exemplo.
- 18:31É número da leitão por Baia, número de origem, é o tamanho do
- 18:38pé direito de algumas creches. A gente tem tudo isso.
- 18:41A gente pensa em cruzar dados porque dá um trabalho assim
- 18:43fantástico, né? Pensando nacionalmente assim,
- 18:47tem pouca coisa nesse sentido e é o que a gente vê que os
- 18:52grandes centros, como por exemplo, ayua, né?
- 18:54O que o pessoal tá se direcionando, né?
- 18:57Esse estudo epidemiológico traz muita resposta que a gente às
- 19:00vezes nem espera, né? Então seria esse o objetivo do
- 19:04doutorado? Também?
- 19:06Já prepara? O uma roupinha aí que tu vai
- 19:10estar presente em vários congressos a partir de agora
- 19:14esse tema. Esse tema tá quente e deixa eu
- 19:16te perguntar, eu tô te fazendo perguntas aqui que tu se tu
- 19:20quiser pular elas. Mas é mais procuriosidade dentro
- 19:24da Granja e depois a gente entra Na Na sanidade.
- 19:27Nos agentes aí mas se se tu fosse classificar não sei se vou
- 19:33te pegar aí de de debate pronto. Mas se tu fosse classificar as
- 19:37granjas que tu que tu visitou nessas nessa imensidão aí de de
- 19:42grandes, o como que tu coloca ou é como que tu classificaria elas
- 19:48em termos das 20 e dos 20 pontos de madeq EEEE?
- 19:53Se fosse assim, qual que é o. Dos 20 pontos, ao qual que é a
- 19:57maior negligência, né? Se se tu lembrar tal assim, ó,
- 20:01se tu quer dizer, esse aí dá outra palestra, né?
- 20:05Sim, não é só isso. Dá não.
- 20:07Na verdade dá pra gente discutir muito disso daí.
- 20:10Só que assim, tentando abranger, é, eu acho que assim tem um
- 20:16contraste ainda muito grande das nossas granjas, né?
- 20:20Suinocultura? Principalmente comparando
- 20:22suinocultura e avicultura, né? Tentar comparar assim a
- 20:25avicultura, eu acho que tá uns 2 passos na nossa frente em meio
- 20:29em questão de padronização tanto de estrutura, enfim,
- 20:34padronização de diagnóstico, padronização de coleta de
- 20:37material para remessa laboratorial.
- 20:41Embora a gente tá alcançando, eu acho que a gente tá totalmente
- 20:44no caminho. Só que a gente, a gente acaba
- 20:48visitando muita Granja mais antiga, né?
- 20:50Muita Granja mais antiga, então, por exemplo, o pé direito baixo.
- 20:54É manejo de cortina, manual, que muitas vezes deixa a desejar,
- 20:59porque a gente sabe como que é. Às vezes o por exemplo, algumas
- 21:03grandes, o funcionário acabava é terminando o horário de serviço,
- 21:07por exemplo, 4 horas da tarde e aqueles dias louco que de tarde
- 21:11é super quente e de noite a temperatura cai para 10, 11°.
- 21:16Então é começa por aí já, né? E vários outros fatores,
- 21:20alimentação. Variava muito, desde automática
- 21:25pra manual. A gente pegou também nesses
- 21:27crechários e por incrível que pareça, olha só que curioso, né?
- 21:31AA creche com o melhor índice tanto de conversão que a gente
- 21:36teve acesso, né? Nós tivemos acesso a todos de
- 21:39conversão. Menor mortalidade, maior peso é
- 21:43do swing waldsmame. Era a creche que tinha a
- 21:45instalação mais antiga. Tipo, foi pra tu ver que tu
- 21:50consegue também trabalhar nesse sistema, né?
- 21:52Inclusive, né? Pensar nos meus pais, a gente,
- 21:55nós tínhamos tudo, a estrutura toda manual, EEO, negócio, tu
- 21:59faz acontecer. Mas pensando aí nos pontos de
- 22:02madeira, que eu acho que esse número de origem assim, a
- 22:05mistura de lotes e tudo mais, isso era nítido.
- 22:10Assim, tinha algumas creches, 2 delas que separavam.
- 22:16Assim, um galpão era uma origem só e os outros que davam um
- 22:20pouco mais de problema. Misturar umas 34 mortalidade é
- 22:23muito discrepante. Simples o manejo igual, tudo
- 22:27igual. Mistura de lote, por exemplo,
- 22:29né? EE ambientação.
- 22:32Eu acho que o ambiente ali, né, a quando a gente consegue
- 22:39comparar essas creches que eram climatizadas e é feito um manejo
- 22:44correto de. De do clima, né?
- 22:47Do da ambientação, do suína ali, tu vê também uma mortalidade um
- 22:50pouco mais, é um pouco menor. Só que, claro, esses dados que
- 22:54nem eu comentei contigo, a gente tem que ainda cruzar eles, né?
- 22:57A gente tem todos eles tabulados que cruzar pra fazer um
- 23:00trabalho, se não, eu estou aqui, estou te dizendo, talvez não vai
- 23:02ter diferença nenhuma, mas a gente via nitidamente sim o
- 23:07número de origem, EE também quando a gente é algumas creches
- 23:12que trabalhavam com o desmame um pouco mais precoce.
- 23:15Por exemplo, média de 21 dias. Assim a gente, nós observamos,
- 23:22observamos bem mais problemas. Assim é sanitário, né?
- 23:26Tanto o entérico quanto o respiratório, que são os
- 23:28principais ali, né? Então.
- 23:31EEEEAA mortalidade É Ela ela. OA data da mortalidade, tu
- 23:44chegou AA levantar 11 período. Claro, tem os períodos mais
- 23:48críticos. Tu acabou de falar da
- 23:50ambientação, da da ambientação do ambiente, né?
- 23:53Mas também da ambientação ao novo, ao novo, a tudo que é o
- 23:57novo na creche, né? Mas qual?
- 24:00Qual que é o período de maior desafio?
- 24:03Isso foi bem legal. É uma pergunta interessante.
- 24:06Guilherme, até aproveitando, é. Gostaria de comentar, né, que o
- 24:10trabalho do meu mestrado ele está disponível, né?
- 24:13É, está publicado na revista animos, é open access, então
- 24:17qualquer um pode é ter acesso. Só digitar lá causas de morte,
- 24:22insumos de creche, tu vai achar ele, né?
- 24:25Dá pra digitar em português que aparece.
- 24:27E a gente, nós cruzamos, nós cruzamos esses dados também e.
- 24:32Tem um pico bem assim, marcante no na bem no meio da creche ali,
- 24:37tipo quando o suíno está com uns 40 a 50 dias de vida ali, ali,
- 24:42aonde que tem o maior índice de mortalidade, seja para qualquer
- 24:46doença que tu está trabalhando. Só que o nosso trabalho teve um
- 24:51viés que nós trabalhamos com muito surto de mortalidade.
- 24:55Então o surto de mortalidade vai vai mudar um pouco esse.
- 25:00Essa curva é quase uma curva de distribuição normal.
- 25:03Se tu for pensar assim, é bem na metade da creche, assim no
- 25:07geral. E quando tirou a análise dos
- 25:10surtos, né? Tirou as os crechários que
- 25:12tiveram surto de mortalidade. E esse pico se manteve bem na
- 25:16mesma constante. Só que para cada agente a gente,
- 25:20nós conseguimos também avaliar e, por exemplo, o
- 25:23estreptococosus no nosso trabalho.
- 25:25A gente observou que entre 40 e 50 dias de vida.
- 25:30Maior probabilidade, né? Maior é maior frequência?
- 25:34No caso, não. Probabilidade, né?
- 25:35Maior frequência de diagnósticos outros, por exemplo, Salmonella
- 25:40também nessa faixa etária, enquanto por exemplo,
- 25:43colibacilose, assim como os livros trazem também início de
- 25:47creche. Início de creche, tu tem um pico
- 25:51bem elevado, assim de casos que a gente diagnosticou enquanto
- 25:55vai no transcorrer da fase. No fim da da fase de creche, tu
- 25:59tem uma casuística muito pequena de casos de colibacilose.
- 26:04Isso a gente fez para vários agentes.
- 26:06Os que deram diferença foi justamente esses estreptococos.
- 26:10Salmonella e colibacilose foram os 3 principais, os outros a
- 26:15gente não é. Nós não conseguimos observar a
- 26:18diferença estatística de ocorrência nos em períodos
- 26:23durante a creche que a gente avaliou, mas esses sim.
- 26:29Novos líder em soluções de nutrição inteligente para
- 26:32suinocultura, a novos traz 2 soluções de destaque, a linha
- 26:37mitrex de minerais orgânicos biquelatados, com estrutura
- 26:40molecular única no mercado, é fonte de maior
- 26:44biodisponibilidade de zinco, cobre ou manganês para melhorar
- 26:48o desempenho e a nutrição dos suínos durante todo o ciclo de
- 26:51produção. Também o aditivo enzimático
- 26:54sibenza. Fonte de enzima protease que
- 26:57aumenta a digestibilidade das proteínas e degrada os
- 27:00inibidores de tripsina, favorecendo o sistema
- 27:03imunológico, resposta e a integridade intestinal.
- 27:06Para mais informações, visite o site da novos www.novosint.com.
- 27:16E uma curiosidade, essas creches.
- 27:19É, tu foi atrás de creches? Problema ou ou te deram as
- 27:23creches. É pra tu fazer o diagnóstico?
- 27:26Foi o uma mistura das 2 coisas, porque no começo a gente nós
- 27:31começamos com creches, problema, por exemplo, do estreptococos
- 27:34SUS, que era o interesse também da empresa parceira nossa, mas a
- 27:39gente também não queria só pegar essa amostragem de creche
- 27:41problema. Então, a metade das creches,
- 27:44elas são creches assim com. Caso isso, fica normal.
- 27:47Mortalidade sem ter surto ocorrendo no período.
- 27:52Justamente pra gente desviar, senão IA ficar 11.
- 27:55Estudo muito, com muito viés. Então a gente tentou desviar.
- 28:00Certo? E tu?
- 28:00E o teu AA os teus índices de mortalidade?
- 28:06Qual? Qual que foi o menor índice?
- 28:07E o maior? Acredito que tenha sido esse do
- 28:10teu, dos surtos aí que comentou. Deixa eu ver.
- 28:14Eu até tinha anotado aqui, porque eu sabia que era uma
- 28:16pergunta que IA vim, mas é, teve um crechário com mortalidade por
- 28:22estreptococos SUS, né? Tá tudo isso no trabalho lá
- 28:24publicado, né? Tá foi próximo de 20%, se eu não
- 28:28me engano, foi 19.5%. E o menor foi um crechário
- 28:33menor, né, que tinha um ponto 17, se eu não ter enganado,
- 28:38inclusive, né, a gente. Considerando assim uma
- 28:42mortalidade que a gente considera ok, né, 2 a 3%, apenas
- 28:464 crechários tiveram assim uma mortalidade de 2 a 3%.
- 28:51Todos os outros superior. É isso.
- 28:54Eu acho que até provavelmente influenciado até pela época de
- 28:57coleta, esses surtos de mortalidade que a gente acabou
- 29:00pegando. E a média, né?
- 29:04Que a média nem sempre diz muita coisa, mas se tu for fazer uma
- 29:06média de todos os crechários que a gente que nós fizemos coleta.
- 29:10Deu 8% de mortalidade de todos eles, né?
- 29:16Só que daí tiveram esses Picos aí de 1819 por cento aí que com
- 29:20certeza, né? É, puxaram muito pra cima, né?
- 29:24E tu teve acesso ao a as médias das empresas nessas nessa época
- 29:29ou não? Nós temos de quase todas.
- 29:33Tem alguns dados que a gente tem que complementar, mas sim,
- 29:36aquelas ali que estavam disponível, conversa com o
- 29:39sanitarista. A gente tem justamente pra
- 29:40cruzar pra a gente tentar desviar desses.
- 29:44Provavelmente tem algumas granjas, por exemplo, que a
- 29:47gente sabe que naquele momento que foi avaliado estava passando
- 29:51por um surto, por exemplo, estreptococus SUS, mas que não
- 29:54tinha anteriormente que a mortalidade era basal 23 por
- 29:57cento e que se elevou nesse período.
- 30:01Mas a gente acompanhou produtores que fecharam as
- 30:05portas devido a casos de estreptococose também, né?
- 30:08Então teve esse contraste, mas a mortalidade assim do do, da
- 30:14empresa, daquela daquele crescer em específico, a gente tem
- 30:17também computado de vários, né? É mortalidade anual, semestral,
- 30:21enfim, como depende da empresa. E a ideia agora é cruzar o dado
- 30:25também, né? Vai dar um outro trabalho
- 30:28fantástico, né? Vai dar outro trabalho
- 30:30fantástico. Bom, eu eu IA.
- 30:33Eu IA citar aqui OE tu já e tu já comentou aqui de 500 e é 557
- 30:41mortes e aproximadamente isso. Ou é em relação a necropsia?
- 30:52O livro que foi lançado no agora não me lembro se era no sensu e
- 30:55ou na Brave lá em Porto Alegre Oo guia de necropsia que.
- 31:00Pra pra ti deve ter sido uma satisfação ou estar do lado dos
- 31:032 da vice e Eduardo plyton EE de todos os que participaram, eu
- 31:09tava nesse lançamento, achei muito interessante.
- 31:12EEE um livro não vou dizer livrinho, né?
- 31:15A gente não fala em livrinho, mas um livro com bastante
- 31:18conteúdo e muito acessível, né? Eu acho que é isso que a gente
- 31:21precisa e mas eu gostaria que tu comentasse um pouco, 2 trepos
- 31:27suys né? O pra pra quem?
- 31:30Ou imaginar um produtor que que esteja com algum desafio?
- 31:35EE tu se tu fosse falar em poucas palavras, o que que tu
- 31:38viu em relação ao não, ao não, não a necropsia, né?
- 31:42Mas ao ao surto, ao ao desempenho dos animais ou aos
- 31:45sintomas, nos dá uma aulinha aí de estrepe hoje.
- 31:50Olha, é. É difícil, né, Guilherme?
- 31:53Difícil a gente falar de estreptococos.
- 31:55Hoje tem. É uma gente que embora é tão
- 31:59antigo, a gente tem carência de tanto dado, principalmente
- 32:04relacionado a imunidade, né? A gente não tem bem certo perfil
- 32:08assim, enquanto que um animal precisa né de unidade de
- 32:12anticorpo aí pra ser protetivo pra um strato.
- 32:14Qual que suise tem tanto dado que está carente ainda, né, que
- 32:18a gente está tentando responder. E bom, outros professores, né?
- 32:22Poderiam falar muito melhor do que eu, né?
- 32:24Por exemplo, o professor frando Los, eu acompanho bem o trabalho
- 32:27dele. Assim, a gente vê quanto que ele
- 32:29empenha serviço nisso e quanto que mais perguntas surgem do que
- 32:35respostas. Essa que é a verdade, né?
- 32:38Assim, só complementando o trabalho só é fechando aquele
- 32:42gancho que tu falou do livro. O livro a gente lançou
- 32:46justamente nesse sentido, né? Pra é um livro, foi?
- 32:50É parte do doutorado da Manuela, a Manuela é professora lá em
- 32:55Palotina e o Clayton hoje ele é patologista do inata, né?
- 32:59E assim, 2 colegas e não só colegas, amigos incríveis, né?
- 33:03Inclusive fizemos uma reunião anteontem de 3 horas que a gente
- 33:07ficou só trocando ideia e tal e elaborando novos trabalhos
- 33:13futuros, né? Inclusive.
- 33:15Futuramente provavelmente vai ter uma segunda edição desse
- 33:18livro aí. E esse livro justamente foi
- 33:21feito com o objetivo do veterinário de campo ou que ou
- 33:24extensionista, até mesmo o produtor consiga, perante várias
- 33:29imagens, que é um livro muito ilustrativo, fazer o diagnóstico
- 33:32mais assertivo ou direcionar diagnóstico, né?
- 33:35Então são é casos assim, bem de campo e boa.
- 33:40Parte das fotos melhores que nós temos lá são desses surtos de
- 33:43estreptococs que foi parte do meu mestrado e infelizmente é um
- 33:48livro que é pra é. A gente não consegue falar muito
- 33:51de medidas de prevenção e tal, né?
- 33:55Só pra diagnóstico. E inclusive a gente até fala,
- 33:58né, tu quer uma é, tu quer fazer uma pesquisa rápida, tu consulta
- 34:04o nosso, mas se tu quer estratificar, tu pega a doença
- 34:07dos suínos, né? Porque daí lá tu vai ter todo o
- 34:10combo, mas o estrepitococos suis assim não, fugindo muito do tema
- 34:14era assim, chegava a ser até entristecedor assim, falar bem a
- 34:19verdade, quando tu está perante um surto de mortalidade, é muito
- 34:24difícil. Tu não só estrepitococos suis
- 34:27qualquer agente que ocasiona um surto desse tamanho aí de
- 34:30mortalidade. Tu conseguir confortar o
- 34:33produtor, né? Falar Pra Ele que vai ser um
- 34:36serviço. Quase de formiguinha, né?
- 34:39É pequenas medidas que vão dando resultado a longo prazo.
- 34:44E o estreptococossuis era isso, era a gente observava muita
- 34:48falha. É também de manejo, né, por
- 34:52exemplo, manejo de cortina, lotação de Baia, né?
- 34:56A qualidade do ar, a aumento de amônia, a gente chegou de
- 35:01mensurar amônia em alguns trechários amônia é lá em cima,
- 35:04então, indicando que a qualidade do ar não estava correta, enfim.
- 35:08Todas as medidas pontuais, mas nós pegávamos o surto também em
- 35:11granjas que tinham um manejo muito adequado e o agente, por
- 35:15si só, o estreptococos SUS, é, vamos falar especificamente do
- 35:19soro tipo 9. Ele se provou ser um agente
- 35:22patogênico, né? Esse surto de mortalidade não é
- 35:26somente por falha de manejo, não é somente por o agente, ele é
- 35:30patogênico. E a gente sabe pouco ainda sobre
- 35:33a questão imunitária, né? Pra gente conseguir.
- 35:37É ter uma resposta aí totalmente correta sobre o que ser feito.
- 35:43Mas o que a gente sempre recomenda?
- 35:45Assim? Voltar ao beabá os pontos de
- 35:48madeq, fazer tudo o negócio certo.
- 35:51Qualidade do ar às vezes é é as granjas, não tem funcionários
- 35:57que trabalham em período integral.
- 35:59Isso dificulta, principalmente pensando em qualidade do ar e
- 36:03tudo mais e manejos que possam ser feito.
- 36:06Medicação, né? Então revisar todo esse beabá é
- 36:11o é o primeiro ponto, revisar a qualidade do ar, revisar é
- 36:15separar animal doente em vai, hospital, tudo isso muita gente
- 36:19acaba não vendo sendo ser feito. Então isso é o primeiro antes de
- 36:23mais nada. Mas obviamente, quando está
- 36:26perante um surto de mortalidade tão acentuado assim, o caminho
- 36:31da vacina autógena também é um caminho que tem que ser.
- 36:34Mensurado, né? Dentro da empresa, a viabilidade
- 36:38e se sim né, se se a tua mortalidade está justificando o
- 36:42emprego numa vacina autógena, eu acho que assim, nos moldes
- 36:46atuais, é o melhor caminho AA ser seguido, né?
- 36:51Obviamente, perante um surto a gente vai ter que fazer
- 36:54isolamento bacteriano e nós temos que confirmar que essa
- 36:57mortalidade estreptococos. Então a coleta de material, a
- 37:01necropsia entra como o primeiro ponto.
- 37:04E a partir disso, né? O uso de de antibiótico que seja
- 37:09mais sensível pra eu controlar ou minimamente reduzir a perda
- 37:13desse miolote e pensando em curto, médio e longo prazo,
- 37:17talvez o emprego numa vacina autógena, por exemplo.
- 37:20A gente tem observado, né? Por é colegas de campo que fazem
- 37:25assistência, um bons resultados, né?
- 37:28Tu não consegue reduzir a zero, mas tu consegue fazer o
- 37:32controle. Então eu acabei falando bastante
- 37:35coisa e eu sei que a gente às vezes quer uma resposta
- 37:40concreta, Ah, faz isso, faz aquele outro, mas cada sistema é
- 37:43único, cada sistema tem medida que a gente vai ter que avaliar
- 37:46dentro dele que melhor se adapta e até mesmo pra mão de obra que
- 37:50a gente tem disponível pro que a empresa está disposta em
- 37:53investir, né? Em adaptações.
- 37:57Mas assim, o caminho da vacina autógena.
- 37:59Quando eu estou perante um surto, eu acho que é assim uma.
- 38:03É é algo que tem que ser bem visto EE ser empregado, né,
- 38:08quando possível. Certo, eu, eu IA.
- 38:12Eu IA te fazer uma pergunta, mas tu já englobou a resposta aqui.
- 38:16Eu IA te perguntar. O Jean, terminando o doutorado,
- 38:20foi contratado para ser OOO gerente da da sanidade de uma de
- 38:26uma empresa de uma grande empresa que que ele faria na
- 38:28creche? Mas acho que a tua resposta já.
- 38:31Já tá por aí. É, são, são, são grandes, são
- 38:35pequenos, mas completos passos é, esses dias eu fui até 111
- 38:43empresa também um desafio sanitário de creche e o velho
- 38:48madeck, ele continua muito, muito atual, né?
- 38:53EEE? Voltando lá, a nossa conversa
- 38:57anterior EEA tua primeira frase, né?
- 39:00Que todo esse teu trabalho é consequência de um leitão que
- 39:05veio da maternidade, né? De uma boa, de uma boa ou do de
- 39:10uma não boa? Preparação do do leitão, mas
- 39:14muito bom. Jean, eu eu tinha.
- 39:19Eu não sou sanitarista, eu não. A minha área não é
- 39:21especificamente a sanidade, mas é legal poder falar com alguém
- 39:25que está dentro do do. Da academia, de uma parte mais
- 39:29profunda, do de uma, de uma patologia ou de toda essa essa
- 39:34questão que tu comenta aí, de que tu fez necropsitologia,
- 39:37PCRE, todos os outros exames, né?
- 39:40EEE. Legal poder associar isso a
- 39:43realidade de de campo, né? Que tu falou, pô, precisa é AA
- 39:49mão de obra. Se ela não está ela,
- 39:51dificilmente ela vai estar tempo integral numa creche.
- 39:55Mas ela precisa ter os os os momentos específicos, né?
- 39:59Oo eventual investimento falou em em, em em concentração de
- 40:04gases, né? Ela precisa ser avaliada.
- 40:07É os investimentos, né? Ou ou de treinamento de mão de
- 40:10obra, ou de intensificação, ou de uma cortina.
- 40:13É automática, semi automática, a gente vê os diferenciais, é OOO
- 40:18tanto de movimento que uma cortina automática faz,
- 40:22diferente de quem chega de manhã, abre.
- 40:24Dá aquele susto No No leitão que se é verão ou inverno pode ser
- 40:28pior ainda, né? Depois ao meio-dia e depois no
- 40:30final da tarde, né? Então é isso que tu falou 4
- 40:33horas da tarde, fechar uma cortina ou deixar aberta pelo
- 40:37desafio que vem pela noite? O leitão também, né?
- 40:40Ele tem, tem seus limites, né? Mas é legal poder associar essa
- 40:45teoria e prática aí, certo? Que agradeço.
- 40:48É isso daí, é, é. A gente via que era nítido
- 40:52assim, né? É Guilherme e comentando assim,
- 40:58é terminando só um pouco o gancho do estreptococus ali, que
- 41:02tu comentaste ali também e que eu acabei comentando várias
- 41:06coisas, né? É, tu vê que pra cada gente não
- 41:10tem uma resposta correta, mas os pontos de madeq ali eles
- 41:14continuam sempre sendo válidos, né?
- 41:16Quanto se a se a gente entra num crechário e nós não estamos, é?
- 41:23É bem ali dentro, pensa o suíno, que às vezes está o dia, às
- 41:28vezes não, né? Ele está em tempo integral ali
- 41:30dentro, né? E muitas vezes, mesmo No No
- 41:33manejo automático, a gente vê falhas, né?
- 41:36Por exemplo, de Oo manejo de de cortina, por mais que ele seja
- 41:43seja automatizado, né? Quem faz os comandos, quem que
- 41:46diz os comandos somos nós, né? E a gente também via falhas e
- 41:50mesmo em sistemas automatizados, então.
- 41:53É ser um sanitarista de dessas empresas.
- 41:57Imagina o quanto que deve ser desafiador?
- 42:00Mas esses pontos, eles nunca vão ficar velhos, nunca vão ficar
- 42:04velhos porque tu tendo a gente visita também muitos crecháres
- 42:08que tem os sistemas todos bem padronizados, o pessoal né bem
- 42:13empenhado e tu vê que é nítido AAA mortalidade, é muito
- 42:19inferior o cuidado que eu. Que o pessoal tem perante os
- 42:23animais, assim, tudo isso influencia, né?
- 42:26E quando a gente tá com um problema clínico, né, falando um
- 42:29pouco de necropsia, é que tu puxou um gancho ali também que
- 42:32eu achei legal. É assim, a gente às vezes,
- 42:38quando a gente vai perante um problema clínico, a gente pensa,
- 42:41Ah, vou lá coletar material de um problema intérico, vou lá
- 42:44coletar material de um problema respiratório.
- 42:47E uma coisa que eu sempre penso assim é que.
- 42:51A necropsia de maneira geral, né?
- 42:53Ela não é coleta de material, ela é um procedimento, ela é um
- 42:58exame que tem começo, meio e fim e que tem que ser feito de
- 43:02maneira sistematizada. Porque veja, só eu dando um
- 43:07exemplo meu, um exemplo que eu né, No No começo dessas coletas
- 43:12e enfim, a gente fazia até hoje a gente faz assistências, né?
- 43:15Pra outros é colegas. E muitas vezes a gente vai lá no
- 43:20crechário animais em perda de desempenho, refugagem daí nossa
- 43:26daí é, é o antigo hemófilos, né? Glacerella e tudo mais.
- 43:30E às vezes a gente seleciona animal, tu tem certeza que é
- 43:33glacerella ou tu tem certeza que é um problema respiratório?
- 43:37Daí tu vai lá, coleta pulmão ou coleta só intestino e não coleta
- 43:41o resto. E às vezes tu tá errando o
- 43:43diagnóstico e realmente isso acontece, né?
- 43:46Esse exemplo que o. Que eu estava dando.
- 43:49A gente entrou num crechário com problema de refugage, parecia
- 43:53muito hemófilos assim muito tudo gradeado e tal.
- 43:56Não tinha sinal de diarreia nenhuma.
- 43:59Fizemos necropsia convicto que era hemófilos.
- 44:02E tu faz a necropsia pulmão limpo ou com umas visão muito
- 44:05discreta de influenza. Mas espera aí, isso daí não está
- 44:08justificando a minha refugagem? E daí a gente volta, aí a gente
- 44:12começa a fazer clínica, né? É fazer necropsia, ele fala
- 44:15também fazer clínica, tu vai lá, tu vê a clínica do suíno, ele
- 44:19está apresentando tal sinal, Ah, daí eu faço necropsia, eu
- 44:22confirmo, ou isso me dá um outro caminho?
- 44:26E muitas vezes a gente tem que mudar o caminho e quando eu vou
- 44:29lá pra fazer uma coleta de material, Ah, é respiratório,
- 44:32Ah, coleta do pulmão, mando pro laboratório, daí vem
- 44:35inconclusivo ou vem. Então quando a gente dentro da
- 44:39academia, aqui dentro da UFRGS, o que que a gente preconiza?
- 44:42Façam sempre uma necropsia sistemática, coletem os
- 44:46diferentes órgãos sempre da mesma forma, sempre seguindo uma
- 44:51regra específica, fazendo uma necropsia padronizada de uma
- 44:55forma que tu se sinta à vontade, mas que tu não deixe de avaliar
- 44:59nenhum órgão importante e colete e mande por exemplo, pra uma
- 45:02análise espatológica. Pra tu ter noção, uma análise
- 45:06espatológica se tu coletar um pulmão e mandar pra maioria dos
- 45:09laboratórios um fragmento outro. Coletar órgãos do suíno inteiro
- 45:13é o mesmo preço, mesmo preço. Então por que que eu vou perder
- 45:18a oportunidade de ver? Ah, vou descartar que tem 11
- 45:22circo virose concomitante, que tenha uma outra doença de base
- 45:26concomitante junto com esse problema pulmonar que o suíno
- 45:29está apresentando. Então, na verdade, quando a
- 45:33gente vai às vezes fazer esse serviço a campo apenas com esse.
- 45:38Análise que a gente sempre faz sistemática, a gente acaba
- 45:41pegando muito furo, muito problema que às vezes tá
- 45:44deixando de ser visto, justamente porque a gente às
- 45:48vezes direciona muito diagnóstico e acaba esquecendo,
- 45:52né, que o suíno, ele às vezes tu pode ter selecionado um animal
- 45:55errado. As doenças às vezes eu já vi
- 45:58caso de salmonelose que o principal sinal não era
- 46:03intérico. Os suínos tinham dificuldade
- 46:05respiratória devido um quadro de ceticemia.
- 46:08Olha só como que as coisas são circo.
- 46:10Verose é o melhor exemplo, né? O sinal o circo pode ter sinal
- 46:15desde neurológico, a locomotor, ao clássico, né, que é
- 46:19definhamento ou nefropatia, dermatite e nefropatia, né?
- 46:23Então, quando a gente trabalha com diagnóstico, a gente sempre
- 46:27tenta cultivar isso. Cultivem é padronizem a sua
- 46:31necropsia, façam sempre ela sistemática da medida do
- 46:35possível. Que quanto mais a gente faz,
- 46:37mais a gente se acostuma e mais a gente faz de uma maneira
- 46:41correta. Tu vai, às vezes, é conseguir o
- 46:45diagnóstico até mais rapidamente do que se tu tiver que voltar e
- 46:49coletar material de novo por causa de uma amostra que foi
- 46:53inconclusiva, por falta de material que tu coletou, né?
- 46:56Então, esse comentário a gente ultimamente vem trabalhado
- 47:02bastante com treinamento de equipes.
- 47:04Então isso eu acho que é bem importante, da gente começar a
- 47:08cultivar cada vez mais, né? A necropsia não é só uma coleta
- 47:11de material, é um exame sistemático, né?
- 47:14Cada suíno pode apresentar um problema totalmente diferente do
- 47:18outro, mesmo dentro de um problema clínico similar.
- 47:23Importante, 11 não é um é não é um passo a mais, é faz parte de
- 47:29todo Oo pacote aí do diagnóstico, né?
- 47:35Jean, 45 minutos aqui de conversa EEE pelo tema a gente
- 47:41teria muito mais né? Mas mas te agradeço.
- 47:45E agora 11 parte mais mais particular aí Oo que que tu tem
- 47:51feito mesmo durante Oo estudo aí do doutorado?
- 47:56O que que tu tem feito no teus momentos de lazer, teu teu
- 47:59momento de tuas paradas aí na tua folga já?
- 48:04É, é eu. Eu venho assistindo os podcasts
- 48:08de vocês. Até tava me tentando me preparar
- 48:10assim, o que que eu IA responder?
- 48:12Mas é assim, eu acho que todo mundo tem que ter um momento de
- 48:19descontração, assim tu fugir do teu trabalho, né?
- 48:23E ter um momento de distração que tu desconecta literalmente,
- 48:26que tu desconecta. E no último ano?
- 48:29O que me desconecta da patologia, me desconecta dos
- 48:33suínos e que me faz realmente relaxar.
- 48:36EE voltar renovado pro meu serviço é fazer Jiu Jitsu, eu
- 48:43passo Jiu Jitsu é uma, é uma luta, não tem nada a ver com
- 48:46suíno, não tem nada a ver com nada, né?
- 48:48É? E eu gosto muito também de jogar
- 48:50xadrez, então é um lado talvez mais nerd e outro totalmente
- 48:55diferente, né? Mas eu acho que todo mundo.
- 48:59Por exemplo, tem colegas que gostam de correr, tem colegas
- 49:02que gostam de jogar tênis. Enfim, eu acho que esse momento
- 49:06de desconexão e depois quando tu reconecta, tu volta renovado e
- 49:12as coisas tendem a fluir melhor. O Jiu Jitsu me desconecta.
- 49:16Ah. Que legal, que legal.
- 49:18Cada cada um com com as suas, com as suas habilidades EEEEE.
- 49:25Momentos de de desligar mesmo, né?
- 49:27Que são importantes, que é o. É um pouco do ócio criativo, né,
- 49:32Jean? Jean, te agradeço demais.
- 49:35Aí me deu um presentão aqui. Eu tava lembrando os anos 92
- 49:41mais ou menos que eu saí da da Granja São Roque, foi pro campo,
- 49:45são 33 anos aí. E é legal saber que aquela curva
- 49:50do fulgante lá não produziu só leitão, né?
- 49:53Então é legal que depois de todo esse tempo a gente tá aqui
- 49:57falando com. Com algum produto que saiu lá da
- 50:01daquela Granja, né? Graças aquela Granja que tanto
- 50:05produziu. Coisa boa.
- 50:06EE tu tá nesse pacote aí uma satisfação.
- 50:11Fiquei sinceramente muito contente e a gente nem combinou
- 50:13isso. Guilherme, tu comentando EEO
- 50:17negócio foi fluindo e é que bom, assim é.
- 50:21E por mais, né? Só terminando assim um ganchinho
- 50:25que tu deu aí, por mais que a gente é.
- 50:28Não esteja lá no dia a dia, né, Na Na criação né, de suínos, os
- 50:32meus pais ainda trabalham com isso até hoje, mas toda essa
- 50:36assessoria que a gente dá, eu vejo quanto que a gente consegue
- 50:39contribuir às vezes mesmo estando longe, né?
- 50:42Por exemplo, lá em casa, Ah, morre algum suino, eu estou em
- 50:45casa, minha mãe já não vai fazer necropsia, eu quero saber o que
- 50:48que é e assim a gente vai cultivando, né?
- 50:51Treinamento de equipes de Granja é algo que a gente vem fazendo e
- 50:55tu vê que. É muito mais fácil tu treinar o
- 51:00pessoal que tá todo dia ali na Granja até mesmo do que ensinar
- 51:04um aluno a fazer uma necropsia, né?
- 51:07Então olha só, né, EEO, tanto que a gente consegue ajudar
- 51:11conhecendo a cadeia, eu acho que é é mais maior ainda, né?
- 51:15Tipo, a gente conhece eu que me criei ali com suína e hoje
- 51:21podendo trazer o pouco que a gente aprende dentro da
- 51:24academia, né, e tentar. Quebrar um pouco desse abismo,
- 51:28né, que a gente ainda vê que é um abismo entre a faculdade e às
- 51:31vezes o campo. Tem um abismo aí que separa 2
- 51:34realidades diferentes, mas cada vez mais a gente vem construindo
- 51:39uma ponte pra quebrar esse abismo.
- 51:41Então é, eu acho que é justamente esse, né?
- 51:44Justamente isso, a gente tentar levar cada vez mais o que a
- 51:48gente pesquisa aqui no campo e empregar isso, pesquisa aqui na
- 51:52faculdade e empregar isso no campo, né?
- 51:54Então. Que bom, aí foi um prazer também
- 51:57é conversar contigo aí maior ainda.
- 52:01Vou comentar lá com meus pais, provavelmente vão lembrar do
- 52:03senhor, porque eles sempre tem um carinho por por pelos
- 52:09extensionistas que fazem assessoria, né?
- 52:11E é isso também que eles me ensinaram, né?
- 52:13Desde pequeno. Muito bom, já estamos chegando
- 52:18no fim é um recado aqui pros nossos, pra quem nos assiste
- 52:22também, né? A gente pede pra quem nos
- 52:25assiste aqui, ou por YouTube ou por pela Spotify, pra pra pra
- 52:31manifestar algum comentário, se se gostou, dá um joinha lá, se
- 52:35que a gente também tá, tá? Tá nesse aprendendo em conjunto,
- 52:41né? E se tiver alguma sugestão de
- 52:43nome ou de de temas? Manda um e-mail
- 52:47prahello@wiznetix.com.br. Bom, Jean, te agradeço demais e
- 52:55a gente se encontra aí no mundo da cirocultura.
- 52:57Um grande abraço. Um abraço, Guilherme.
- 52:59Até uma próxima aí, valeu?