Latest / MDA - Mundo dos Animes / MDA #155 - DUNGEON MESHI
Transcript
- 0:05Seja bem vindo ao MDA, coloque seu cone de ouvido
- 0:08e viaje com a gente no mundo dos animes. Estamos
- 0:18no ar com o MDA, seja um novio pirata ou uma nova
- 0:22invadora, viaje com a gente no mundo dos animes. E
- 0:25nessa semana vamos reajar no apetitoso e perigoso
- 0:28mundo de Dungeon Mesh. Eu sou o Bruno e Dungeon
- 0:36Mesh. Ah, Dungeon Mesh. Caralho,
- 0:38tu realmente mandou isso. Nossa,
- 0:40vou te mandar, né, prazo narrador, cara? Obrigado
- 0:42a mandar isso, né, meu. Caramba,
- 0:44mano. Aqui é o Carlos e como a gente
- 0:46já tava falando no nosso backstage, todas as pessoas
- 0:49que tentaram traduzir essa porcaria pro português, ou
- 0:52nem tentaram perder a chance de botar monstros e
- 0:54marmitas. É meio confuso, né, o Netflix
- 0:56mete Dungeon Mesh, que é o nome japonês, aí vem a
- 0:59panínico nome internacional em inglês, delicious in
- 1:02dungeon. Dois pontos, calabouço se
- 1:04delícia, sabe? Parece que não se decidiu, ninguém
- 1:06se decidiu em nada aqui. E fica assim, se eu não me
- 1:09engano na dublagem, quando o narrador fala, eles
- 1:11falam, ah, calabouço, ah, delícia, não conhece esse
- 1:16tipo comer no calabouço, então fica meio, não
- 1:19sabemos. A questão é que depende de
- 1:21onde tu lê, onde tu assiste, tu escolha o nome
- 1:23e é isso aí, mas Mousse e marmitas é o único no meu
- 1:26coração. E aí galera, eu sou o
- 1:27Christian, e eu tenho a dizer pra vocês que essa
- 1:29obra é sobre Dungeons & Dragons, RPGs eletrônicos
- 1:34antigos dos anos 80 e canibalismo, e às vezes um
- 1:38pouco de cozinha. Se você quiser ouvir sobre
- 1:40canibalismo, cozinha, isso é um nome melhor, é marmitas
- 1:44e delícias, ou calabouços e delícias, vamos descobrir
- 1:46depois dos e -mails. Gente,
- 2:15o patrão ficou maluco no anime Hunter, sim, nossos
- 2:19parceiros agora estão com 15 % de desconto no Pixie
- 2:23no Dinheiro e 5 % de desconto no Cartão com o
- 2:26cupom MDA. Também somos parceiros da Crunch
- 2:29Hall, o maior streaming focado em animes no Brasil,
- 2:33e Rádio J.
- 3:09E aí, o nome que todos
- 3:12queríamos que era marmitas e delícias, mas infelizmente
- 3:14isso fica no nosso coração mesmo. O
- 3:18gênero fantasia, aventura comédia e gourmeu
- 3:21barraculinaria, streaming é ele famoso Netflix, com 24
- 3:27episódios sendo o primeiro lançado em 4 de janeiro de
- 3:302024 e o último sendo lançado em 13 de junho de
- 3:332024. O estúdio é o Trigger, fez a
- 3:36Ikyu Laquille, Cyberpunk, Edge Runner, Star Wars
- 3:39Visions e direção do Miajima Yoshihiro, que fez
- 3:43o Heroic Academy, participou de hoje, Xniver e Darling
- 3:46the Franks. Aí aqui tem aquela coisa, você
- 3:49te bota várias obras que o cara participou e tal, boa,
- 3:52e no final vem uma meta -metsa. Mas
- 3:54aí é isso, eu falo da moda da Darling the Franks
- 3:56e a gente vai mexer com ela pra sempre esse
- 3:57podcast. Mas é bom, fica aí. Ele
- 3:59trabalhou com Storyboards também, ele é um cara que
- 4:03tem experiência com Storyboards, ele também já
- 4:06trabalhava muito com direção de episódios específicos,
- 4:10ele tinha esse estilo mais escraixado. É
- 4:12interessante que no Dungeon Meshis não apareceu muito,
- 4:15parece que ele foi meio cometido, assim, meio se
- 4:19controlando, mas em alguns momentos dá pra ver que
- 4:23principalmente no momento de batalha aquela parte mais
- 4:26espalhada da Trigger clássica, né? Acaba
- 4:28aparecendo. Tinha falta do brilhinho, que tem
- 4:30o Ikyu Laquille, que tem o Brilha a cada cinco cenas,
- 4:32tá ligado? Faltou uma Esperal Verde no olho
- 4:34do Laius. Mas realmente, pra primeiro
- 4:38trabalho dele como diretor principal, pô, achei que tá
- 4:41bacana, achei que tá ok, gostei. Eu
- 4:43achei interessante como eles conseguiram usar os design
- 4:46tradicional das coisas, tá ligado? Desde
- 4:48Slime até, tudo que a gente conhece de essas
- 4:50porra de fantasia, né, de Dungeon, essas coisas assim,
- 4:52mas eles aproveitaram meio que tudo, né, não sei se
- 4:54é do manga já. Totalmente o manga. Mas
- 4:57assim, fizeram uma nova animação, cara, as lutinhas
- 5:00tão legais, o jeito que eles animam, pô, acho que
- 5:03comida dá vontade de comer, mano. Bem
- 5:05feito, bem feito. Bom, a dublagem é do famoso som
- 5:07de Veracruz com a direção de dublagem do Eric
- 5:10Bouglot, desculpa, Eric, eu nunca selecio o nome
- 5:12Bouglot. Bouglot. Desculpa, não sei ler. A
- 5:15fonte é o Bangar, com 14 volumes já finalizado,
- 5:18demografia Sainem, inclusive isso é algo que eu achei
- 5:21surpreso quando tava vendo, né? Sainem
- 5:23imaginava que não seria isso, mas é Sainem Remesso.
- 5:25E a revista é a revista
- 5:27Harta, que é Dark Interbrane, que é uma
- 5:29subsidiária da Kadokawa, e no Brasil é publicado pela
- 5:32Fanini, tendo a autora Ariokokui. No
- 5:35momento que nós estamos gravando aqui, tem cinco
- 5:38volumes disponíveis já de Dungeon Meshih, nas bancas,
- 5:41as esivarias e tudo mais, mas logo logo vai chegando
- 5:44pela Fanini. Chris, fala um pouco pra gente aí
- 5:46sobre o que é a sinopse do mundo aí de Dungeon
- 5:49Meshih. Como eu posso dizer, né? Eu
- 5:51conheci Dungeon Meshih a muito, tempo atrás, por
- 5:54águas, ou obscuras, desconhecidas. Quando
- 5:58eu digo muito tempo atrás, pessoal, o mangá vai se
- 6:00sair há dez anos atrás, sabe? Vocês
- 6:02estão entendendo? E aí, putz, eu fiquei
- 6:04apaixonado por Dungeon Meshih, porque eu gosto
- 6:07muito de fantasia Dungeons and Dragons e eu percebi
- 6:10que tinha muito disso lá. Como
- 6:11isso é expressado, né? Ariokokui,
- 6:13que é autora desse mangá, ele conta basicamente que o
- 6:16mundo dela de Dungeon Meshih é um mundo de
- 6:18fantasia tradicional, típico dos antigos RPGs de mesa,
- 6:22né? Como Dungeons and Dragons e os
- 6:24RPGs erotrônicos, como Dragon Quest, Wizardry.
- 6:26Essencialmente existem calabouços nesse
- 6:29mundo que são basicamente mesmo ruínas, né? E
- 6:32as pessoas vão lá, investigam, procuram
- 6:34tesouros, pilham e é isso. Então,
- 6:36aventureiros são organizados para atrás dessas masmorras.
- 6:40No caso da nossa masmorra do
- 6:42título, ela seria uma masmorra que surgiu há um
- 6:45tempo, próximo de um vilarejo, né? Porque
- 6:47essa história acontece numa ilha, especificamente. E
- 6:50nesse calabouço aí tem a história de quem dominasse
- 6:53ele, quem vencesse o mago louco do seu interior, se
- 6:56tornaria o herdeiro de todo o poder e toda a riqueza
- 6:59que um antigo império esquecido teria. E
- 7:02aí os nossos aventureiros vão lá, vão explorar, até
- 7:05que eles tomam um pau para um dragão vermelho. Nada
- 7:09surpreendente, um dragão vermelho é um cantor
- 7:10extremamente poderoso. Um dos personagens que está
- 7:12lutando lá, que é a Fallen, que é uma maga
- 7:15clérida ali, né? No que ela aparenta, ela é
- 7:19atacada e devorada pelo dragão vermelho. Só
- 7:22que antes desse golpe fatal, ela teletransporta
- 7:26toda a equipe, né? Toda a pare para a superfície.
- 7:28A galera ficando desanimada
- 7:30por terem deixado todo o equipamento deles, tudo que
- 7:32eles cataram lá no calabouço. É
- 7:34alguns deles abandono a equipe, outros como o
- 7:37Laisus, que é o espadachinho guerreiro e
- 7:39irmão da Fallen. Ele decide não, a gente tem
- 7:41que entrar no escalabouço e quem sabe a gente consegue
- 7:43salvar a minha irmã. Porque,
- 7:44pô, dragão digere devagar, a gente pode abrir a
- 7:47barreira dele, tirar, mesmo que ela é morta, a gente
- 7:49ressuscita ela, uma coisa bem típica de aventura
- 7:51medieval, né? Tipo, Dwarves e Dragos. Laisus,
- 7:53então, consegue convencer Chuchuk, que é um
- 7:56pequenino, né? O Ralfling, Lajin e Marcely,
- 7:59uma elfa feiticeira. Acionirem
- 8:00ele para buscar a Fallen. Só
- 8:03que, sem recursos, como é que eles vão sobreviver? Aí
- 8:05o Laisus traz o conceito por trás de Dungeon Mexie.
- 8:09Vamos devorar monstros. Essa
- 8:11cada é muito genial, né? Você
- 8:13parece falar, nossa, cara, um anime sobre comer
- 8:16monstros da Masboa. Aí você é muito genial, né?
- 8:18Você parece falar, nossa, cara,
- 8:20um anime sobre comer monstros da Masboa. Aí
- 8:22você dá, ok. A primeira vez que eu vi
- 8:24falar, eu também fiquei, ok. Mas,
- 8:26pô, é muito louco isso, né? A
- 8:27Tana fez sua experiência, Carlos. Mas,
- 8:29tipo, cara, para mim foi muito louco, assim, quando
- 8:31eu parei para ver, falei, cara, isso aqui é muito
- 8:34fora da caixinha, tá ligado? É
- 8:35muito, muito diferente. É muito vivo, mundo. Eu
- 8:38não sei vocês, mas eu... Uma
- 8:39das coisas que depois que a gente vê tanto o anime,
- 8:42né? Uma das coisas que nos abraçam,
- 8:45a calentam nosso coraçãozinho, é conseguir
- 8:47perceber como os japoneses têm uma imaginação bizarra
- 8:49para criar coisas bizarras, né? E
- 8:51aí a gente tem aquelas coisas que, tipo, é uma
- 8:53ideia que só surge em anime. Essa
- 8:55temporada agora tem uns animes assim. E
- 8:57Dungeon Master, eu acho que é muito isso. O
- 8:59cara pegou uma estrutura que já existe, como o...
- 9:02Tris falou já de... Dei
- 9:04-deia, trouxe a estruturação que a gente já conhece de
- 9:06fantasia, dungeon, essas coisas assim, que já é até
- 9:08usada para outros mangais. E
- 9:10ele foi para um caminho que, tipo, nunca vi igual.
- 9:13Ele fez o torico de dungeon,
- 9:16tá ligado? É nessa... Que
- 9:17é verdade, né, mano? Só que é muito melhor do que
- 9:20o torico, né? Muito melhor. E
- 9:22aí o... O que eu acho mais
- 9:24interessante nessa construção de rota e ouro dele é que
- 9:28ele consegue explorar o mundo da dungeon, ele
- 9:30consegue até expandir o mundo da dungeon para os
- 9:32atos finais, né? Que a gente consegue perceber
- 9:34isso. Porque a gente vai achando que a
- 9:36dungeon é uma coisa, aquela estruturação básica de ir
- 9:38até o finalzinho, lá embaixo enfrentar o boys, e
- 9:40quando chega no boys, literalmente existe um fundo
- 9:43abaixo do boys, né? É tipo, existe um buraco
- 9:45dentro do... Fundo do poço, né? E
- 9:48ele consegue explorar toda essa natureza, todo esse
- 9:51mundo que ele construiu ali em volta, faz arquétipos
- 9:54até políticos nessa construção, sem perder o
- 9:57que é a estrutura principal que diferencia a obra, que
- 10:02é o negócio de, tipo assim, fazer comida com o
- 10:04monstro de dungeon, tá ligado? Eu
- 10:06acho isso o mais interessante, o como ele
- 10:08tem o domínio da arte do roteiro, que é uma coisa
- 10:11que você aprende nas primeiras aulas de roteiro,
- 10:14desenvolvimento assim, que é... Pô,
- 10:15mano, você tem uma ideia, a partir dessa ideia você
- 10:17tem que desenvolver um tema, e isso, a tua ideia
- 10:20vai base -la como é que tu vai construir o teu
- 10:22roteiro, e o teu tema vai amarrar o teu roteiro do
- 10:25início ao fim, tá ligado? E
- 10:26ele não é esse processo, coisa que em certo sentido,
- 10:28em vários mangais e animes, vira em mais como são
- 10:31obras muito longas, meio que os autores acabam se
- 10:35perdendo nesse processo, até pela estrutura de como é
- 10:37que é feita a editoração de mangá no Japão e tal,
- 10:40e no dele não, você consegue ver... É
- 10:43muito facilmente percebido isso, tá ali a questão da
- 10:45comida, de como você explorar a comida, de como
- 10:47a comida é importante, cara, tipo, ele explora a
- 10:50questão logo no início, tipo, nós perdemos pro
- 10:52Dragão Vermelho porque a gente tava com fome. Então,
- 10:54tipo assim, você consegue perceber o quanto que a
- 10:56questão da comida é essencial, é a ideia
- 10:59principal, e é a narrativa que amarra todo esse
- 11:02processo, né? Eu tô querido que a pouco a
- 11:03gente vai entrar na questão do escanimbalismo da vida
- 11:05aí, que é... Meu... Que conviquei, né? Que
- 11:08que é isso? Vocês me permitem fazer um... Um
- 11:11comento de contextualização? Caso
- 11:12alguém esteja ouvindo não saiba, né? Eu,
- 11:14Christian, eu sou um dos fundadores do Grading
- 11:16Castle, né? Somos o maior podcast de RPG
- 11:19eletrônico da galáxia. Eu nem dez minutos de casting
- 11:22mandam propaganda aí, fica vendo. Já
- 11:24tem já agora. Não, não, não. Não
- 11:26só para propaganda, mas é pelo contextualização, porque
- 11:28é o seguinte, né? Olha que curioso, alguma pessoa
- 11:30falando, ah, mais uma aventura de danja, uma
- 11:32fantasia genérica. Gente, todas essas fantasias
- 11:36genéricas que envolvem entrar em um calabouço,
- 11:38sejam japonesas, ou sejam coreanas, pega o solo
- 11:41leveling, por exemplo, que é abrir um portal, entrar
- 11:43na dungeon, matar monstros e sai, né? Todas
- 11:45elas bebem da mesma fonte. Então,
- 11:47você tem dungeons em dragons, eles surgiram em
- 11:49Estados Unidos no final dos anos 70, né? E
- 11:51aí eles confundam o conceito de RPG, né? O
- 11:54conceito do jogo RPG. Até então eram Wargames, né?
- 11:57Jogos de tabuleiro com peças de
- 11:59guerra para simular guerras e tal. Antes
- 12:00de D &D, os conceitos haviam dado folclore da
- 12:04mitologia e de livros de fantasia como o Senhor dos
- 12:06Anéis, The School World, Conan, o Bárbaro, por
- 12:11exemplo, né? Dying Earth, também que do Vance,
- 12:15né? Que influenciou demais o sistema
- 12:17de magia de Dungeons & Dragons. E
- 12:18aí, Dungeons & Dragons influenciou uma outra
- 12:20geração que são dos jogos eletrônicos. Então,
- 12:22os RPGs eletrônicos, eles vieram filhos do RPG de
- 12:25mesa e dois deles são extremamente importantes,
- 12:28Ultima e o Wizardry. Wizardry
- 12:29é um dos nossos objetos mais importantes aqui para
- 12:32analisar o dungeon mexi, a origem do dungeon mexi, né?
- 12:35Porque o Wizardry saiu em 80, né?
- 12:38Ele saiu, na verdade, em 81,
- 12:39ele foi como se fosse constituído ali, a beta
- 12:41dele saiu em 80. E esse jogo foi extremamente
- 12:45popular no Japão. Juntos ali com a segunda edição
- 12:48de Advance Dungeons & Dragons e do D &D básico,
- 12:51né? As caixas básicas do D &D. Nós
- 12:53temos então um monte de conceitos de fantasia que
- 12:56acabaram sendo assimilados pela cultura pop japonesa.
- 13:00Então, tem esses conceitos que
- 13:01eram do Wizardry de D &D misturados com a visão
- 13:04xintuísta, talista japonesa, com conceito ali animista,
- 13:07né? De kami, de okai, etc. Então,
- 13:11por exemplo, Kobolds. Kobolds
- 13:12são cachorros em dungeon mexi, pessoas cães. Eles
- 13:15eram pessoas cachorros em Advance Dungeons & Dragons
- 13:172 e Wizardry. Kobolds, a partir da terceira edição
- 13:20de D &D, são pessoas lagartas. A
- 13:22quinta edição, que é a atual que surgiu em 2014,
- 13:25eles voltaram a ter características de cachorro,
- 13:27porém eles têm muita, muita proximidade dos dragões.
- 13:31Algumas outras características que
- 13:32são típicas de Wizardry e D &D antigos são os orques
- 13:35como porcos. Então, em muita fantasia japonesa,
- 13:38a gente vê Kobolds, cachorro, orques, porco e
- 13:41um monte de coisas assim. Já
- 13:42estão no imaginário coletivo, né? Perfeito.
- 13:44E sabe por que eu digo que é mais Wizardry
- 13:47extremamente importante para dungeon mexi? É
- 13:48porque os arquétipos de personagens de dungeon mexi
- 13:51são as classes básicas de Wizardry. A
- 13:54autora de dungeon mexi disse que ela pesquisou
- 13:56muito os bestiários, os livros de D &D, apesar de
- 13:58nunca ter jogado, e ela acompanhava o irmão dela,
- 14:01jogando Wizardry 4. Então, vê que a influência dela,
- 14:05como autora, veio dessas obras, né? No
- 14:07Wizardry 4, de anos 90, a autora, ela bastante foi de
- 14:10outros jogos ostentais de RPG. Ela
- 14:12já fez até fanarts de Baldur's Gate, Baldur's Gate
- 14:142, o próprio Perfinder Kingmaker, por exemplo. Ela
- 14:18já tinha uma influência bem clara da fantasia
- 14:20tradicional típica dos RPGs. E
- 14:22a gente costuma ver que esse imaginário de Luido,
- 14:25né, nos japoneses, como bem... Certo,
- 14:27hein? Ele influencia a nossa visão, a
- 14:29visão deles, no caso. E tu vê que tem um monte de
- 14:31obra de fantasia com um monte de tropos, parecidos,
- 14:34né, como o Fred Work, Porco, etc. Só
- 14:36que eles são muito mal utilizados, extremamente mal
- 14:38utilizados. Uma coisa que dungeon mexi faz
- 14:40é pegar o conceito RPG de mesa e apresentar como se,
- 14:44de fato, a autora fosse um mestre de campanha trazendo
- 14:47pra gente o quão esse mundo é vivo, que não são
- 14:50só personagens matando monstros e um calabouço,
- 14:53mas sim personagens inseridos no mundo real.
- 14:55Tanto que uma das primeiras
- 14:57coisas que acontece quando Laios, a Marcele e o
- 14:59Chuchuck eles descem no calabouço e encontraram um
- 15:03autoposto de vários aventureiros comerciantes que
- 15:05se estabeleceram naquela masmorra. E
- 15:07aí eles conhecem o Seix, que é o anão do grupo. E
- 15:09aí fecha o grupo clássico, humano, elfanão e halfling,
- 15:12né, pequenino. O Seix é a melhor personagem
- 15:14da obra, né? Então achei muito interessante
- 15:16essa relação do dungeon mexi com os RPGs antigos,
- 15:20seja Dandres e Dragons, e o próprio Wizardry, né?
- 15:22Vocês falaram bem do ponto assim,
- 15:23né, cara? Eu senti isso quando comecei a
- 15:25vida de um anjo mexe. Existe
- 15:26a figura do narrador e a história vai sendo contada
- 15:28de uma forma que você não se sente igual você vê
- 15:32alguns animes que eu sou solo Levening. Que
- 15:34jogo no começo você tem já uma grande aventura, uma
- 15:36épica, aventura. Você no começo assim, ó, você
- 15:39tem a Alia, eles vão caçar um monstro tal pra comer.
- 15:41Aí eles vão conhecer Seix
- 15:42nessa aventura, que é o anão. Então
- 15:44tudo vai acontecer de forma orgânica, entendeu? De
- 15:46forma muito gradual pra você não ter esse impacto
- 15:49igual a de ter outros animes que fala, e ter uma
- 15:51grande aventura épica vai ser, por, é, enfrentada,
- 15:55anjo alta, entendeu? Ele vai contando essas aventuras
- 15:57e usando esse fundo mais lúdico, né? Que
- 15:59é o da comida, né? A comida de certa forma é
- 16:01tratada de forma mais lúdica ainda. Tem
- 16:03aqui a seriedade, mas, por, toda a parte do anime tá
- 16:05te ensinando pra dar uma receita, né? Toda
- 16:07episódio que tem uma receita. Então
- 16:08tem um pouco disso e aí salve engana, acho que no
- 16:10anime todo episódio, o título dele é uma receita,
- 16:13não é? Acho que é o nome de uma
- 16:14receita. Salvo do Dragão, né? Acho
- 16:16que o Dragão Único que é realmente o nome de uma
- 16:18luta. Não é exatamente, cada episódio
- 16:20é o nome de um alimento que eles criam. Por
- 16:22exemplo, vamos pra cá aqui. O
- 16:23episódio 1, Calderada, Barra Torta. Episódio
- 16:262, Basilisco Assado, Omelete e Ka -Kyag. Alguns
- 16:29deles tem o nome do monstro, assim, sabe?
- 16:31Geralmente é como eles são feitos,
- 16:33né? Isso, isso vai entre meia ano, é
- 16:35o roteiro como vai explicando, né? Então,
- 16:37ah, esse episódio vai encontrar lá o... Teu
- 16:38episódio lá é igual a dos soldados armaduras vivas
- 16:40também, né? Então o horizão, todo esse
- 16:41episódio vai contando algo com a história. E,
- 16:43por, é, a Eiji tem que falar agora também do
- 16:46Senchi, né? Que eu acho que é o personagem
- 16:47talvez mais nesse começo, né? Nessa
- 16:49primeira parte, esse primeiro ato da aventura de
- 16:52Dragão Mestre. Eu acho que é o personagem
- 16:53mais icônico, assim, né? Assim,
- 16:55cario Anão, que ele basicamente é o Masterchef
- 16:58da Parada, né, mano? É o Jakado Dragão Mestre,
- 17:00velho. E o cara manja muito, velho.
- 17:02Tá ligado? É
- 17:02muito boa, cara, personagem. Eu
- 17:03acho legal, cara, que tipo assim, ele aparece na obra
- 17:06e ele já manja muito de como cozinhar, já manja
- 17:09muito dos monstros. Inclusive,
- 17:11mais pra frente, ele vai... Uma
- 17:13coisa muito interessante é que como ele vão
- 17:15construindo esse mundo e eles vão falando muito
- 17:17detalhadamente de como funciona o mundo, esse tipo
- 17:20de coisa. Em certo momento, o Dengi, até
- 17:24ele fica bolado com o nosso filho do
- 17:27Carvalhozinho, né? Ele fala, po, a gente não pode
- 17:29desequilibrar o ecossistema do local, tá legal? Tipo,
- 17:34se você abusar de um processo, você vai
- 17:36desequilibrar todo esse ecossistema que existe aqui
- 17:38dentro, né? E é uma coisa que o Senchi
- 17:40respeita, ele respeita esse processo. É
- 17:42bem legal, porque ele vai de encontro a uma tendência
- 17:47que tava tendo um tempo atrás nessa área da
- 17:48culinária, né? Quem já viu aqueles chef tables
- 17:50da Netflix, o que eles estão falando um pouquinho
- 17:53disso, né? Que é inclusive esse aqui, os
- 17:55chef tables dos animes, né? Aí
- 17:56a gente vai ouvir eles falando disso, que essa é
- 17:59a questão do desperdício de a gente... A
- 18:01gente sabe que a gente tá fazendo uma coisa que, em
- 18:03certa medida, desequilibram o certo parte do meio
- 18:07ambiente, tal. Então não tem desperdício de
- 18:09saber como utilizar todas as partes de, por exemplo,
- 18:11de um animal que foi morto pra fazer alimentação geral,
- 18:14né? Não usar as coisas em excesso,
- 18:16isso é uma coisa que é uma tendência que tava
- 18:17acontecendo na culinária mundial. E
- 18:18eles falam isso aqui, né? E,
- 18:20cara, o mais interessante é que a obra sempre vai
- 18:25deixando, meio que em subentendido, uma dúvida pra
- 18:30gente, tipo, caralho, como é que você esmange tanto
- 18:32disso, tá ligado? Aí, tipo assim, meio que fica
- 18:34sumimplícito, porque o Lifestyle também manja, mas
- 18:36ele tem um livrinho, né? Mas
- 18:37o Sentimenta já não esmagulha muito absurdo,
- 18:39assim. E é um mistério que, no
- 18:41início, você pode sacar, mas no jeito que ele vão
- 18:43construindo, sacar não, tipo, você pode ficar em
- 18:45dúvida, você pode querer imaginar, você esquece, é
- 18:47legal, tipo assim, tu só aceita, não, mano, ele... é
- 18:50o jacã, tá ligado? Tu só aceita, e tal. E
- 18:52no final, ele consegue amarrar esse processo todo
- 18:55com... mostrando o passado do Sentimenta. E
- 18:58aí a gente tem toda a história de como o
- 19:00Sentimenta chegou na Nadan, de um coelho, a construção,
- 19:02tudo o que tá acontecendo ali. Como
- 19:03é que ele sabe tanto da história, das coisas que
- 19:06estão ali, dos próprios anões e tal, e amarra de
- 19:09um jeito espetacular, cara. É
- 19:11um dos melhores episódios da série inteira, assim,
- 19:14quando ele vai contar o passado deles, trauma, esse
- 19:16tipo de coisa. Eu acho isso muito
- 19:17interessante, cara, porque, tipo, parece ser um anime,
- 19:20em certo momento, eu acho que o anime demora um
- 19:21pouquinho pra engrenar, se a gente vivesse um
- 19:22pouquinho de crítica, assim. Eu
- 19:24acho que, alguns primeiros episódios, ele repete muito
- 19:26esse processo de, tipo, a ação, o... Mato
- 19:31o monstro do dia, e aí tem o que fazer com... é,
- 19:33com a média, aí tem o que fazer comida, com o
- 19:35monstro, e aí acaba, tá legal? Ele
- 19:37vai mandando. Eu acho que, sei lá, até a
- 19:39alma engrenada mesmo na história demora um
- 19:41pouquinho, se não é um 6, 7 episódio, mas é legal.
- 19:43Mas eu acho que a autora, ela
- 19:45é extremamente hábil, lidando com isso. Porque
- 19:47eu sinto que a proposta da obra de fato é falar sobre
- 19:50comida, é uma daqueles mangás que falam sobre
- 19:51comida, mostra, de fato, a receita sendo feita, e a
- 19:54receita é dita pelo Sentimenta. Aí
- 19:55tu corta tal coisa da seguinte forma, e aí tu
- 19:58faz refogado. Aí tu faz o pão, basta
- 20:00bastante a massa, sabe? Ele passa exatamente a receita,
- 20:04só que são de coisas que não existem. Mesmo
- 20:06que nós, que algum dia pensamos em fazer isso, que
- 20:08não vai ter como, não vai existir mandrágora pra gente
- 20:11fazer, sabe? Então isso é bem interessante,
- 20:13mas o que eu quero dizer? A
- 20:14autora é extremamente hábil, porque essa brincadeira,
- 20:17tipo, o monstro da semana, o prato da semana, aí que,
- 20:19né, vamos colocar entre aspas, ele dura por um
- 20:22tempinho, só que aos poucos a gente vai percebendo que
- 20:24esse calabouço ele é bizarro. E
- 20:27o próprio Senche, ele já é uma marca disso, porque o
- 20:30cara tá lá, a gente saca que ele tá um tempão lá,
- 20:32ele conhece os orques, ele tá plantando nas costas de
- 20:35Gollum, ele tá, ele parece que ele sabe cada coisa, e
- 20:37isso torna o mundo mais vivo ainda, porque esse
- 20:40cara é um membro desse ecossistema também, é parte
- 20:43disso. E aí tu tem uma transição
- 20:45natural, até mesmo com os gags, até mesmo com a
- 20:48comédia, porque a Marcille, no começo, a Elfa, a
- 20:51conjuradora mágica, Magic User, que era chamada
- 20:53antigamente, um D &D, porque aqui que era o Magic User,
- 20:56não tinha mago, clérigo, essas coisas, Magic User
- 20:58era o usuário de magia, tanto que ela usa magia de
- 21:00cura, magia, não sei o que, tudo misturado. Então
- 21:02a Marcille tinha nojo de tudo isso, só que ao longo
- 21:04tempo ela foi aceitando e ela nem começou a enculcar,
- 21:07aquela piada morreu já, já foi, não faz sentido a
- 21:09Marcille ter nojo de cada prato, ela acha gostoso,
- 21:11nojo acha gostoso, não faz sentido. A
- 21:13autora seguiu adiante e foi mudando as características,
- 21:17tornando os personagens mais maduros com base em como
- 21:21eles iam vivendo, tendo suas vivências, e é isso
- 21:23que eu quero dizer quando é pra mim, ela é muito
- 21:25hábil, muito madura, em como tornar o mundo
- 21:28extremamente vivo e extremamente verossímil mesmo
- 21:31nessas circunstâncias de fantasia, alta fantasia. A
- 21:34minha perspectiva só nisso é que tipo assim, é uma
- 21:36projeção de ritmo, tá ligado? Eu
- 21:38acho que pensando em um roteiro de série, que é o
- 21:42que acontece com o mangá, ela vai bem, tipo, eu
- 21:44prefiro muito mais que a autora, se tenha o tempo
- 21:49natural de ela construir e tal, a partir do momento
- 21:51que sabe fazer esse processo, né, como ela faz
- 21:53de se desenvolver e implementando pequenas coisas
- 21:57narrativas que ela vai aproveitar lá na frente,
- 21:59tudo mais e tal, e que ela demora esse tempo, mas
- 22:01depois ela recompensa esse processo no futuro e você
- 22:03consegue perceber gradualmente a construção do
- 22:06roteiro, né, do que necessariamente uma coisa
- 22:08que é muito, que acontece muito hoje em dia no
- 22:11roteiro mais moderno, né, que é feito, que você pode
- 22:14ver em filme, que você pode ver em animes, você
- 22:16pode ver que é o que, tipo, você já introduziu
- 22:19uma ação desinfreada louca pra você atrair o carato,
- 22:22mas tal, e depois o roteiro não se mantém,
- 22:25sabe, isso acontece muito costumeramente hoje em dia,
- 22:27em vários outros processos, então você vai ver vários
- 22:29animes, por exemplo, que o primeiro episódio tem que
- 22:31acontecer com essa pra caramba, uma ação
- 22:32mirabolante, o caramba 4 assim, e os, sei lá, os,
- 22:35os, os 4 próximos episódios não acontece nada muito
- 22:38interessante, o anime fica meio insouço, né, então, se
- 22:40o teste não acontece isso, a minha questão só é que,
- 22:42tipo, eu acho que é um processo que ele é bom,
- 22:46ele te recompensa, mas eu não sei se, se não é uma
- 22:49questão de ritmo para anime, não poderia ter sido
- 22:51um pouquinho acelerado, porque talvez no manga,
- 22:54como a história é baseada no manga, talvez esse
- 22:55processo aconteça até mais rápido, pega um tanco bom
- 22:58fechado de manga, e eles controlam essa, essa, essa
- 23:01sequência meio, meio, meio repetível, mas mais
- 23:04legalzinha por capítulo, isso passa rápido, você nem
- 23:07vê, entende, então, depende, pode ter sido um problema
- 23:09de adaptação da mídia, como é que eles estruturaram
- 23:11esse proanímito, mas tal, foi uma coisa que eu senti
- 23:13no início, mas depois, sei lá, acho que o episódio 6
- 23:16assim, ele já engrena e, e aí, tipo, a história ganha
- 23:20muito mais força, eu acho que a história ganha muito
- 23:21mais força quando acontece exatamente, que se tu
- 23:23falou, o Chris, que é a troca do personagem da
- 23:27Marcell, porque ela, ela sai de um personagem que
- 23:29ela só o gague, pra ter uma narrativa, ter uma
- 23:32construção, principalmente junto com a Fallen, né,
- 23:36que é a garota que eles estão indo buscar, que é a
- 23:37irmã do, do Lyos, e, é muito, porra, é muito foda
- 23:42assim, tipo, como ele, como ele dá esse, pra, pra
- 23:45Marcell, né, como ele dá esse peso pra personagem
- 23:47dela, né, de como ela, é, é, é a amiga mais próxima
- 23:51da, da Fallen, como é que ela, a Fallen é importante
- 23:53na vida da Marcell nesse sentido, essa construção da
- 23:56personagem que ele consegue apresentar, eu acho muito
- 23:58interessante, sabe, tipo, como ele conseguiu dar
- 24:00densidade pra, principalmente pra, pra Marcell e pro
- 24:03Senche, é, sem a gente esperar, e eu acho que é
- 24:05interessante, tipo assim, em certo sentido isso que você
- 24:07falou, é, como foi que eu falei, ele, ele tem a
- 24:10recompensa no processo, entendeu, tipo, ele constrói
- 24:13a Marcell como, como esse, como esse, esse gag de,
- 24:15de, de, de comédia pra depois virar ela e
- 24:17surpreender a gente falando, porra, olha esse aqui é o
- 24:19passado, tá ligado, e ele depois ele vai surpreender
- 24:21mais ainda, mostrando que na verdade a Marcell é
- 24:23uma, é uma, uma maga de, de, de parte proibidas, tá
- 24:27ligado, então ali ele surpreende mais ainda, então
- 24:29você tem essas recompensas pra frente que fazem
- 24:32sentido na questão do roteiro, entende, a minha
- 24:34questão só de ritmo mesmo. Sobre
- 24:35o ritmo né, pra fechar esse parênteses aqui, a
- 24:38publicação do mangá, tu tinha citado da In Anime,
- 24:40mas não sabe mangá, a revista é a Haruta, que é
- 24:43uma revista da Interbrain mesmo, né, e eu lance o
- 24:46seguinte, ela não é mensal, saem 10 revistas Haruta por
- 24:50ano, então ela sai de fevereiro a agosto e depois
- 24:52de outubro a dezembro e termina, e se tu pegou uma
- 24:55angada pra ler né, do Dérgio Amesci, os capítulos
- 24:58eles são gordinhos, eles são bastante recheados, sem
- 25:00piada com comida né, mas o que já fazendo, acidente,
- 25:02são recheados né, com bastante conteúdo, eles são
- 25:05relativamente longos, então tem conteúdo legal, mesmo
- 25:07no episódio da semana, tem aquela construção, tanto da
- 25:10ecologia do monstro né, quanto dos personagens,
- 25:13então aí eu concordo contigo também, a gente tá
- 25:15na mesma página aqui né, mandou bem, a outra manda
- 25:18bem, oh Cris, eu só discordo de ser de uma
- 25:19coisa tá, você falou que em receita aqui não dá pra
- 25:22replicar, mas cara, eu conheço umas receitas aí de
- 25:25sopa de cogumelo, que vou te falar, eu não tenho
- 25:28anel de fada de troca, mas dá pra mano, dá pra trocar
- 25:31ali o sabor, se tu voa uma vez troca o sabor, tu
- 25:34voa duas vezes troca a paresta, entendeu, antes de
- 25:36tomar, mas depois que tu tomo chá, ele começa a
- 25:38caminhar né, dependendo da sopa de cogumelo que você
- 25:40conseguir pegar aí, ele, tu também consegue fazer
- 25:44aquelas viagens lá, que o Laios vai fazer pra comer
- 25:46em outro lugar do Rio, tem outro no universo tá, entra
- 25:48no quadro, várias coisas né, o Laios veio todo o
- 25:52espectro das cores ali, quando ele tá acessa a
- 25:54magia né, tipo aquilo ali né cara, é irmão, o melhor
- 25:56é quando ele vai comer um negócio cruta, que o Sêncio
- 25:59fala, não come essa porra crua, ele vai lá e come,
- 26:00ele tem, eu tô com esse caçao alimentar, tá ligado,
- 26:03né, mas as cenas do Laios provando as comidas, a
- 26:06melhor coisa que tem nesse anime cara, ele sabe que
- 26:08eu vou comer, é marcelinante, não é
- 26:09possível, é o tchutcha que a gente vai ter que matar
- 26:10esse cara, não vai ter jeito, tá ligado, bom cara,
- 26:14tem umas piadinhas no anime, que eu acho
- 26:16sensacional, que é um negócio do, ah o tchutcha
- 26:18que tem três filhos, tá ligado, criança tá ligado,
- 26:21esposa, aí a marceli olha tá ligado, e ele tá
- 26:24divorciado né, pô, é, é, é, é, o que aconteceu, vai
- 26:27ser inchoque, tá ligado, é, não, mas tu acha que todo
- 26:29mundo sabe, tá do nada, então vivo esse mundo do
- 26:34dojumechi que as interrelações raciais, as
- 26:38interrelações das raças, das espécies que vivem nesse
- 26:41mundo, são sensacionais, elas realmente como se
- 26:44existissem, então o senchipo ser um anão, porque eles
- 26:47vivem muito, eles acreditam que os, o povo alto né,
- 26:51que são os humanos, e o, o tchutcha que é um
- 26:55rauflinho pequenino, eles são crianças, eles são
- 26:57garotos, ele trata de tchutcha com criança, o
- 26:59anime inteiro praticamente, tá ligado, é dito que eles
- 27:02não conseguem identificar mais ou menos a idade dos
- 27:04humanos, porque eles são muito altos, então eles não
- 27:07sabem se tá velho ou não, então tem essas coisas, pô,
- 27:10chacara, é muito interessante que isso vem à
- 27:12tona, quando eles trocam de raça né, com efeito mágico
- 27:14lá do, do cogumelo, exatamente, cogumelo que não
- 27:18é o cogumelo que tá falando da sope, mas é
- 27:20tipo parecida, cogumelo mágico hein, cogumelo
- 27:22mágico, cogumelo mágico, mas dependendo do lugar você
- 27:25consegue o cogumelo mágico aí também, enfim. Pô,
- 27:31eu estava comentando aí sobre, nesse pace, eu acho
- 27:33que também vão pouco assim, da habilidade do mangaka
- 27:36né, eu acho que ela também como mangaka ela foi
- 27:38evoluindo né, conforme o editor foi dando dicas, ele
- 27:40foi publicando, e aí a gente percebe que tem
- 27:42alguns momentos que entra um drama a mais né, na
- 27:46série, então você fala lá, por exemplo, cara, o
- 27:48passado da marcilha com a Fallen, ele é contado de
- 27:51uma forma mais dramática, né, o que passou, aí as
- 27:53questões que eles enfrentaram, a questão que
- 27:55a marcilha enfrentou, de pô, ela não se encontrava
- 27:58com todo o grupo, ela era alguém mais isolada,
- 27:59encontrava na marcilha uma amiga, né, que ela não
- 28:02encontrava outras pessoas, e depois a questão da luta
- 28:05com o Undine, acho que aquele espírito da água, a
- 28:07primeira vez que acho que a série tova um tom mais
- 28:09sério, vamos dizer assim, porque afinal de contas
- 28:12essa luta, primeiro eles se perdem, eles são derrotados
- 28:15de uma forma mais cômica, mas são, e aí tem as
- 28:16consequências disso. E tem gente que morre também
- 28:19nesse processo né. É, não, assim, é que a vorte
- 28:21lá tem a cor e tem a hora que eles começam a
- 28:23dizer sério e depois vira meme, né, porque aí chega
- 28:25o velho lá que você está andando todo mundo, trocando
- 28:27por moeda né, ele cobra o preço pra você visitar,
- 28:30enfim, tem o velho tanço né, que entra na maria,
- 28:32que é apresentada a pressão de na maria, mas tipo, a
- 28:35série tem esses momentos né, que ela vai pegando
- 28:37essa, esse drama, ele vai inserindo em doses bem
- 28:39legais, mas acho que foi um pouco da habilidade da
- 28:41mangaka que vai evoluindo também. E
- 28:43é bem louco quando tu parar pra pensar aqui, pra
- 28:45quem não lembra né, o Calabocas ele tem uma magia
- 28:48tão forte nele, que quando alguém morre a alma fica
- 28:51próxima do corpo, então basta uma magia de cura,
- 28:54alguma coisa que recupera o corpo e a alma volta pro
- 28:56corpo, só volta a vida. Exatamente,
- 28:58acho que é, tem uma regra né, enquanto a carne não
- 29:00for desmanchada, você pode ressuscitar, não gosta
- 29:02assim. É, quando tem corpo ainda,
- 29:04você puder organizar o corpo de volta na forma
- 29:06básica, lá e curar as feridas, funciona, se
- 29:09estiver muito comprometido já era, né, então o lance
- 29:12é que isso é tão estabelecido nesse mundo,
- 29:14que existem pessoas que o trabalho era só procurar,
- 29:17navegar pelos andares em busca de aventureiros que
- 29:20morreram, eles devolvem os corpos, trazem os caras de
- 29:22volta a vida e recebem um trocado de aventureiro,
- 29:24então olha que, sabe, em que obra de fantasia,
- 29:28alguém pensaria nisso, significa que ela, ela
- 29:31manja bem, ela compreende os mundos de fantasia, da
- 29:34Juzia Dragon e esse tipo de coisa, ela tem uma boa,
- 29:37uma boa mestra, né, de D &D aqui. É,
- 29:39no fim é isso, né, legislamente ela tá sendo
- 29:40uma mestra de uma aventura, né, e ela faz até o Link
- 29:43depois, por exemplo, que são do Daimortariedade, você
- 29:45bem comentou, ela vai ser o Mote pra apresentar um
- 29:48outro grupo de personagens que são os Elfos
- 29:50Ocidentais, né, que ficou traduzido como Elfos
- 29:52Ocidentais, que é o grupo de chão de Canário, né,
- 29:54que é um grupo lá de Elfos que eles querem
- 29:56controlar a masmorra, porque eles entendem que é
- 29:58perigosa, que esse fetiça é muito perigoso pra quem
- 30:01qualquer mão, né, por isso que essa masmorra também é
- 30:03tão especial em relação às outras, né, porque ela tem
- 30:06todo esse fetiço, eu não preciso na obra ficar claro
- 30:09que todas as masmorras têm isso ou não, é só aquela
- 30:11mesmo? Não, é que é essa aí, é isso
- 30:13diferente, né, é dito também que, é que sim,
- 30:15masmorras são umas ruínas amaldiçoadas por alguma
- 30:18magia, é dito que masmorras no passado, que não foram
- 30:22tratadas com seriedade, levou a alguma merda
- 30:25federal acontecer, né, o Chuchuck comenta que o
- 30:27verdadeiro dele foi destruído pra algo assim,
- 30:29não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
- 30:30não, não, não, é um menino moreninho lá, como é que é
- 30:31o nome dele? O Cabro. O
- 30:32Cabro, o Cabro comenta isso, mas eu acho que o
- 30:34Chuchuck comenta algo parecido também, né, eu tô
- 30:37relacionando, mas eu lembro que o Cabro com certeza
- 30:39ele comenta isso. Isso aí, ele comenta que deu
- 30:42algum BO de questão mais, na verdade ele comenta que
- 30:45na verdade o local onde que ele morava, né, que
- 30:48ele nasceu, foi destruído quando os Elfos chegaram,
- 30:50né. Isso, pra tentar controlar a
- 30:52parada. Isso, é que os Elfos meio que
- 30:53são, sei lá, tropa de choque, tá ligado, eles
- 30:55chegam e... Eles são tipo os esterminadores
- 30:57de pragas, né. É, é, é, a polícia chegando
- 30:59no estádio de futebol, tá legal, você aí vai dar
- 31:01merda. Ah, braço e segue, é isso
- 31:03cara, tem que discutir não. Pô,
- 31:04e é isso, mas eu gosto muito desses links que ela
- 31:07faz, né, porque, por exemplo, essa questão da
- 31:09Amaz -Morra, né, vai falar sobre ter a sua noção de
- 31:13civilizações mais avançadas, vai linkar com o final da
- 31:15obra igual o Carlos falou, né, lá dos últimos
- 31:17episódios. Então, assim, ela consegue fazer
- 31:19links muito bem feitos, né. E
- 31:20a habilidade que ela tem, mas cara, vocês falaram
- 31:23muito bem, assim, ela é uma Mestra Izimia, né,
- 31:25seria uma ótima Mestra de RPG, por exemplo. E
- 31:27ela vai abordando esses temas mais políticos, mais
- 31:30sérios, mas sem perder a essência da obra, né. Que
- 31:32afinal, uma obra sobre comida e divertida, né, não
- 31:35vira uma obra sobre uma aventura dramática e épica,
- 31:38vira uma aventura sobre um grupo se divertindo. É,
- 31:41é legal até com o... O... Cês podem falar melhor
- 31:43disso, né, que como ela tem o controle do roteiro,
- 31:46ela parece ter muito estudado o processo mesmo
- 31:48de RPG, talvez D &D mesmo, que certas coisas, certas
- 31:51regras que ela acabou construindo pra D &D, então
- 31:53é D &D mesmo, tá ligado, é como as coisas acontecem, e
- 31:55as regras não são quebradas nesse processo, tipo, ela
- 31:58não... ela não quebra a regra por
- 31:59alguma coisa, na verdade o que ela faz no final é
- 32:01expandir o mundo pra... Não ia apresentar, mas pra
- 32:04justificar algumas coisas que ela que acontecem no
- 32:07meio desse caminho, né. Então,
- 32:08tipo, ela vai lá, ela expande o mundo, ela faz
- 32:10um processo que o Togashi faz um pouco, né, com
- 32:11um... com um novo mundo de Hunter,
- 32:13né, ela expande o mundo pra dizer, ó, por que
- 32:16essas coisas acontecem? Porque
- 32:18tem mais coisa ainda pra frente, entendeu, né, só
- 32:20chegar lá embaixo, derrotar o dragão e tal coisa, né.
- 32:22Então, com isso ela consegue dar
- 32:25mais tempo de obra, né, consegue desenvolver mais
- 32:27tempo, e também apresentar motivos de outras coisas
- 32:30aconteceram na própria D &D, né. Eu
- 32:32acho que o... o tropo, por exemplo, de as
- 32:35pessoas não morreram na D &D, é... É
- 32:38um tropo muito... muito interessante, da gente, como
- 32:40as coisas acontecem, esse tipo de coisa, e é um
- 32:42tropo que já... meio que fica subentendido, mas
- 32:46a gente não pega na primeira... na
- 32:47primeira aparição da obra, né, que é quando eles
- 32:49estão enfrentando o dragão e eles não... eles
- 32:51não morreram, assim, por causa disso, esse tipo de
- 32:53coisa, né. Sim. As coisas vão meio que se
- 32:55explicando nesse processo, e naturalmente, né, cara,
- 32:57tipo, ela não tem que ficar... É...
- 32:59Forçando o roteiro, é. É, eu não gosto muito da
- 33:01palavra, mas, tipo, vai ficar meio que fazendo a
- 33:03hatch count, tipo assim, ah, aconteceu tal coisa,
- 33:04por que aconteceu tal coisa? Fica
- 33:05explicando o bagulho, tá legal? Não
- 33:07precisa meio que a coisa vai funcionando naturalmente,
- 33:08tipo, um, ela ter esse controle do mundo que ela
- 33:11tá formando ali. Bem, agora tu falou comparando
- 33:13com o D &D, cara, as magias que ela... Marci
- 33:16lhe usa são magias bem diretas de D &D. Então,
- 33:18por exemplo, tu cai no lugar escuro e ela ativa
- 33:20Dancing Lights, sabe, as luzes dançantes, aí
- 33:22ilumina... ilumina a sala toda. Até
- 33:25alguns efeitos, assim, pra aquecer panela, umas coisas
- 33:27bem interessantes, os elementos, né, como o
- 33:30mitreo, que é a panela de ser enchefeita, um mineral
- 33:34extremamente caro, e poderoso, por exemplo, a
- 33:36faca dele. A faca de cozinha que ele
- 33:39usa, é. D &D, sabe? Sim,
- 33:41tem uma origem folclórica e tal, mas isso foi
- 33:43instituído, institucionalizado, assim, na
- 33:45fantasia, como um tropo em D &D, e aí veio Wizardry,
- 33:49última e Dragon Quest, que é a versão RPG eletrônico
- 33:52do Japão, né, que, aliás, quase todas as fantasias
- 33:55japonesas bebem muito Dragon Quest, né. Mas
- 33:57aqui eu vejo que não é tanto Dragon Quest, aqui eu
- 33:59vejo mais Wizardry mesmo, né, e D &D. Uma
- 34:01coisa interessante sobre as magias é a caça magia
- 34:03proibida, né, antiga, que é Marci lhe estuda, porque dá
- 34:06a entender que, pô, tem um monte de questões políticas
- 34:08ali sobre como isso é proibida, a gente não sabe
- 34:10as implicâncias disso, mas a gente sabe que isso é
- 34:12um troço muito pesado, e a Marci lhe é uma pessoa
- 34:14que, na verdade, quer usar como uma ferramenta, para o
- 34:16bem maior. E é estabelecido algumas
- 34:17regras, sabe, que tem que pagar algum preço para
- 34:19fazer alguma coisa e tal, e até agora a autora é
- 34:23fiel as regras que ela está apresenta, sabe, então
- 34:24não volta atrás, é aquilo ali e acabou. E
- 34:27eu gosto bastante disso. Você
- 34:29está falando da questão da magia proibida, né, que a
- 34:31Marci lhe trata isso como magia antiga, e no
- 34:34Ressentment of the World, você trata de magia
- 34:35proibida, né. E acho que a gente tem que
- 34:37falar do momento da Fallen, né, porque para mim foi um
- 34:39choque, assim, para vocês. Mas
- 34:40quando entra aquela cena da Fallen deles, é, descobrir
- 34:43a morte dela, né. Ah, spoiler, spoiler. É,
- 34:46descobrir o que, de fato, ela estava morta, né, foi
- 34:48digerida pelo Dragon, e aí ressuscita ela, e depois
- 34:51disso, cara, muda muita tonalidade daquele episódio.
- 34:54Será pesada, né, cara? É,
- 34:56são cenas pesadas, sai de um episódio, que ele falava
- 34:58sobre o pessoal se reencontrar, sobre divertir
- 35:01pro episódio que ela está morta, que eles vão ter
- 35:02que cometer uma magia que era acusada por oibida, de
- 35:06um dragão, e depois disso, é a entrada do Mago Loco,
- 35:08né, o Tisto, né, que ele aparece, e meu, ele
- 35:11simplesmente vai lá e transforma ela, né. Eu
- 35:14achei que ia rolar uma parada meio, sabe, tipo,
- 35:16Nina do Fumetal, sabe, mas não rolou, ele saiu de uma
- 35:19forma ainda bem, e é sem sentido, só que é muito
- 35:23pesado, porque sai de uma cena de reencontro para uma
- 35:26cena de tortura mental e de transformação, a
- 35:28personagem, tipo, você pensa que nunca mais vai voltar
- 35:30a ser quem ela, né, ela virou uma vilã agora, e,
- 35:32não sei pra vocês, pra mim foi muito chocante, ver
- 35:34esse tipo de coisa, ver, caraca, eu estava esperando
- 35:35isso aqui na obra. E ela virou uma Monster Girl,
- 35:37né, para a felicidade de um monte de tarado por aí,
- 35:39né, que ela anda por aí, essencialmente, noa, a
- 35:42cintura pra cima. Pra você, foi a Monster Girl,
- 35:45tá aí, né, exatamente. A sua felicidade foi atingida
- 35:48nessa obra, é isso. E, cara, é muito louco, eles
- 35:50abrindo o bucho do dragão, e aí saindo do osso, tá
- 35:52entendendo, e pronto, crânio da Failing, ali, e aí a
- 35:55gente fica, caralho, e agora, e é muito
- 35:57interessante, mais uma vez, o mundo é vivo, tu
- 36:00acredita no momento que não é só ela que foi comida,
- 36:02tem Wargs, né, que são outra criatura da Dany
- 36:04Zindrava, que é, tipo, uma espécie de lobo, então eles
- 36:08vão montando os esqueletos, cara, é incrível, eu fiquei
- 36:11tenso nessa cena, aliás, a batalha toda com o dragão
- 36:14é o puro suco da atenção. E
- 36:15a animação, gostei muito da animação daquela cena
- 36:17também. Tira o chapéu pros caras aqui,
- 36:19bom trabalho. O mais interessante pra mim
- 36:20na batalha do dragão é o tropo final, tá legal, de
- 36:23como eles subvertem e juntam o dragão com a
- 36:26Failing, tá ligado, ali, ali tu nunca espera aquele
- 36:28negócio, tá ligado, aquele negócio daquela complexão, é
- 36:31algo bem fora da curva, como é que... E
- 36:34aí fica um mistério de como a Failing tá ligada
- 36:37ao mago e esse tipo de coisa, sei lá, eu acho
- 36:40interessante o mistério e tal, mas eu ainda não sei
- 36:43como é que estão as coisas, porque me é
- 36:45estranho, tipo, ela ter morrido e não morreu, eu
- 36:48achei meio confuso esse processo, mas eu achei
- 36:51interessante toda a ideia de como vai apresentar a
- 36:55ressurreição dela e tal, eu gosto, eu gosto bastante,
- 36:58cara, e eu acho que a direção da batalha é muito
- 37:01interessante, porque é uma direção que ela consegue,
- 37:04como o Chris falou, consegue dar atenção, né,
- 37:07ela tem a destreza de fazer todo o jogo de
- 37:12câmera passar pelo local, por mais que seja um local
- 37:15aparentemente pequeno, a região cristão, de forma a
- 37:20abarcar toda a ideia que eles têm de prender o
- 37:22dragão, como é que eles vão fazer e tal, sem
- 37:24perder o processo de ação, né, eu acho que ali a
- 37:28direção e a decupagem que eles fizeram pra fazer esse
- 37:32processo foi muito bem feito, assim, porque além
- 37:33de criar atenção, eles dão dinâmica pro processo da
- 37:36luta, né, e é uma luta de estratégia, né, assim, então
- 37:39normalmente esse tipo de processo não tem tanta
- 37:41dinâmica assim, mas funciona muito bem. E
- 37:43é peso também pro dragão, impacto, né? Sim,
- 37:45o dragão parece ser gigante, é... E
- 37:47é interessante que a autora é muito sagaz, eu não vou
- 37:50descontar o plano, a gente vê eles aplicando o plano,
- 37:52e eles falham, porque tem momentos que eles não
- 37:55conseguem fazer o que eles queriam, tipo quando o Cê
- 37:57enche é esmagado, a faca dele cai, sabe, e aí a
- 37:59galera fica desesperado, aí eles tem que dar um jeito
- 38:02de improvisar, mas a parte que acereja o do bolo é
- 38:05usar a tampa, a panela pra voar acima do dragão.
- 38:09Nossa, a parte é muito boa, cara.
- 38:10Se você não estiver esperando,
- 38:11tem uma quebra do que você está esperando assim,
- 38:13porque, pô, você está esperando que não, mas se
- 38:16ele vai lançar uma magia, uma fireball, né, clássico
- 38:19do D &D no dragão, mas não, ela usa a magia dela
- 38:22pra lançar o live no ar, e aí acontece uma cena bem
- 38:24mais tensa depois, né, o próprio Lyos, ele abdica da
- 38:28perna dele pra cozinhar o garganta do dragão, e aí
- 38:31no final ele cai, e enfim, tudo acontece depois, mas é
- 38:34legal esses mecanismos que ela usa dentro, e até te
- 38:37comentou, né, que estão por exemplo, os personagens, que
- 38:40em primeiro momento eles estão secundários, por
- 38:42exemplo, o Mago Loco, e eles ganham um lugar de
- 38:45protagonismo, né, porque o Tristan tinha visto ele
- 38:48dentro de um quadro, e era só alguém que, ó, ela
- 38:51falou, esse cara aqui parece diferente, né, deu a
- 38:53entender isso na obra, porque depois não, você
- 38:55percebe que ele está ali, ele é o personagem, ele
- 38:57vai ser o vilão da obra, e aí você, pô, você toma
- 38:59um choque, você fala, nossa, não, mas pera aí
- 39:01esse personagem, que ele faz, que ele é tão bom
- 39:03assim, porque ele é tão importante assim, e ganha
- 39:06outra connotação à obra, né, a quest muda, acho que
- 39:08é um pouco disso, assim, a quest mudou agora, sabe,
- 39:10ela passou do primeiro etapa, e aí ganha esse ar
- 39:13de RPG mesmo, e aí acho que é onde a obra engata
- 39:16o épico, né, acho que é a partir daí onde a gente
- 39:18realmente engata essa parte do épico de uma aventura
- 39:20mesmo, até lá era assim, a gente, a estamos indo atrás
- 39:22do Dragon Vermelho, agora é não, a gente tem uma
- 39:23missão que é parar a Falling, entendeu? E
- 39:26pensa comigo, pensa comigo, uma obra com roteirista,
- 39:30menos hábio, iria, por exemplo, juntar os
- 39:32personagens de uma cena bem típica, e eles explicaram o
- 39:35plano, passo a passo, e aí a gente faz isso, e depois
- 39:37a gente faz isso, vários animes, né, vários, aqui
- 39:39não, a gente, falando, vamos combinar, aí a gente
- 39:42não vê, e aí que mora a tensão, e aí que mora a
- 39:44chave, porque a gente não sabe o que eles falaram, e
- 39:46a gente não faz ideia o que pode acontecer aqui, e
- 39:49isso é muita RPG de mesa também, porque os planos
- 39:51dos jogadores nem sempre dão certo, e ter que
- 39:54reagir com base no que acabou de acontecer no
- 39:56turno ali anterior, é a parte da brincadeira, a
- 40:00parte da diversão, cara, se o RPG de mesa fosse um
- 40:02jogo, onde tudo o que acontece é aquilo que tu
- 40:04já espera, ninguém joga, ninguém joga sabe, então eu
- 40:07gostei bastante dessa questão aí, do Dajomichi em
- 40:10relação a como a batalha toda e o plano dele se
- 40:13desenrolando. Exatamente, e aí eu não sei se tem a
- 40:15mesma sensação, por exemplo, que tecnicamente pode estar
- 40:17errado, mas se olhando as expressões dos personagens,
- 40:20acho que depois desse episódio da Luta o Dragão
- 40:23para frente, tem um cuidado nas expressões e no olhar
- 40:26dos personagens, se você pôr o momento que o Laio
- 40:28encontra Falling depois, que é quando ele se encontra
- 40:31um churo novamente, você vê que a hora que ele vê,
- 40:33por exemplo, a Falling que ela transformada, o olhar
- 40:36dele é de regalado, assim, de medo, de preocupação,
- 40:39quando churo também, não é antes que era um olhar até
- 40:41meio bobo, sabe, se agora não é um olhar de quem
- 40:43realmente está com medo e preocupado. Acho
- 40:45que isso é uma coisa na direção muito sutil, mas
- 40:48muito boa, sabe, a E .T .F .E. o,
- 40:49por exemplo, Diário João Potecara, que falei da
- 40:51importância do olhar, que realmente fez uma diferença
- 40:54na obra, acho que aqui tem um pouquinho disso também.
- 40:56É necessário, né, porque
- 40:57quando você vai construir um roteiro que tenha uma
- 41:00reviravolta nesse processo, e a reviravolta não é um
- 41:02gancho para terminar o vídeo, algo parecido assim,
- 41:05né, o certo é que aquela reviravolta tenha um impacto
- 41:08em cima dos personagens, né, eu sou da linha,
- 41:11existem várias linhas para construir roteiro, mas eu
- 41:13sou da linha que é mais importante que o próprio
- 41:16andar do roteiro, o próprio roteiro em si, a história,
- 41:20vamos colocar em rede, mais importante que os roteiros
- 41:24são os personagens, os personagens são a vida da
- 41:26tua história, e quando você tem uma reviravolta nesse
- 41:28processo, você tem que ter impacto para os personagens,
- 41:31né, e em Dungeon Master você consegue ver isso,
- 41:33você consegue ver que antes a história era, vamos
- 41:36salvar a Fallen, e agora a história é, vamos parar a
- 41:39Fallen, né, vamos derrotar o mago, então se muda
- 41:44objetivos, e essa mudança de objetivos vem a partir
- 41:48de uma consequência, então ação e consequência é uma
- 41:51estrutura básica de roteiro, mas ela tem que caminhar
- 41:55com a mudança do próprio personagem, então tipo,
- 41:57qualquer história, qualquer roteiro básico que você
- 41:59podia manodre o roteiro básico, esse tipo de coisa,
- 42:02esses tropes de virada, eles têm que acompanhar
- 42:06esse processo acima do personagem, né, então o que
- 42:09tu acabou de apresentar, ele é necessário, é claro,
- 42:11existem obliques que erram isso, ou então o personagem
- 42:15não é pronto e não tem essas mudanças nesse
- 42:18caminho, existem obviamente numa reagra fixa, mas é
- 42:21por bom da história esse tipo de coisa acontece, e
- 42:24aí entra tanta direção no mangá, com a direção do
- 42:27anime, né, quer saber explorar esse processo,
- 42:29porque se no roteiro isso está entregue, se a gente
- 42:32consegue apresentar essa mudança em falas, em jeito
- 42:35de pensar dos personagens, isso também tem que estar
- 42:38visualmente descrito, então no ato dos personagens eu
- 42:43gosto muito de lembrar uma parte, eles estão discutindo
- 42:46o que fazendo, e você vê claramente, por exemplo, a
- 42:49Marcela é lá triste, tipo assim, cara, tipo, o que
- 42:51ele não vai fazer, porque eu não quero matar minha
- 42:52amiga, tá ligado, e aí como é que eu vou resolver
- 42:54esse processo, então você consegue ver que as
- 42:56mudanças de feições aconteceram, e aí você
- 42:59consegue também perceber isso claramente do que tu
- 43:01está falando, quando eles descobrem uma possibilidade
- 43:05de salvar a Fallen, naquele, nos negocinho que
- 43:08transformam, né, não lembro não, tem que colocar um
- 43:10nome que eles dão ali, não, é os cogumelos,
- 43:12cogumela aí, e aí quando o Light cria aquele plano
- 43:15meio maluco, e a galera fala, porra, isso pode dar
- 43:18certo, e você ver a transformação do grupo, né,
- 43:21tipo, o grupo ganha uma nova vida, né, de novo,
- 43:23vamos botar assim, e isso tem que ser assim, tipo, a
- 43:26direção, até a direção de dublagem tem que tratar
- 43:29disso, né, tem que tratar disso pra quem não vai
- 43:31fazer a dublagem, por dubladores, e dubladores
- 43:33sentirem esse peso, tipo, igual os atores também tem
- 43:35que passar isso quando está fazendo um filme de live
- 43:37action, os dubladores têm que entender esse processo
- 43:39de mudança dos personagens e tal, e eu acho que em
- 43:41Dungeon Master a gente consegue sentir isso, e
- 43:43vale a pena a gente recapitular o que a gente
- 43:45falou lá no início do podcast trazendo, que é a
- 43:47construção da esmandade que existe desses personagens,
- 43:50como a gente falou, né, que eu e o Cristalão
- 43:52falando no início de, tipo, ah, o tempo que se gacha
- 43:54lá no início, de eles entendendo, de eles
- 43:56passando, por algumas provações, esse tipo de
- 43:58coisa, como é que a autora vai construindo isso, isso
- 44:01não só fortifica, mostra pra gente a fortificação da
- 44:04esmandade deles, mas também faz com que a gente compre
- 44:07essa esmandade, e toda vez que tiver essa mudança de
- 44:10tropa, quando tiver essa mudança de personalidade
- 44:12deles, isso também seja vendido pra gente, a gente
- 44:15compra e não vê esse processo, né, então, tipo,
- 44:17ter um roteiro bem construído lá de trás faz,
- 44:19a gente acreditar no roteiro que vai ser
- 44:20apresentado na frente. E é que a coisa também, né,
- 44:22pensa comigo, porque no início tem a preparação da
- 44:25semana, mas eventualmente, como a gente já conversou
- 44:28aqui, começa a desenvolver um drama, começa a
- 44:30desenvolver um mistério, um suspense, e até mesmo uma
- 44:32trama política, então tem episódios que literalmente
- 44:34tem uma sala de reunião cheia de pessoas falando de
- 44:38política, só que o episódio não fica chato, porque na
- 44:40sequência a gente volta a ver eles fazendo comida, ou
- 44:42volta a ver esses dramas pessoais, volta aos debates
- 44:45internos deles, ah, será que eu faço isso, será que
- 44:48eu faço aquilo, e não só a questão envolvendo a
- 44:50falha, mas as próprias habilidades, então é um
- 44:52episódio do Chuchuck com as armadilhas, utilizando as
- 44:54armadilhas pra preparar. O legal disso é que, na
- 44:57verdade, ela vai meizclando processos narrativos, né,
- 44:59pra não cansar também o próprio eleitor, porque,
- 45:02tipo assim, se tu vai confluir tua narrativa em
- 45:05cima do mesmo tropo sempre, sempre da mesma estrutura,
- 45:07pô, tu pode ser um gênio disso, dá certo, sabe, mas
- 45:10a maior chance é disso, dá errado, então quando você
- 45:13sai da questão somente da exploração da d 'Angelo, e
- 45:17você vai pra uma sala cheia de gente, tá com uma
- 45:19política naquele contexto ali, tu muda totalmente o
- 45:22processo narrativo, entendeu, tu tem que abordar outras
- 45:23coisas, tu tem que introduzir novos personagens,
- 45:27e aí tu atrai a atenção do teu público pra aquilo,
- 45:31porque tu quebrou o processo narrativo natural
- 45:33que tava da obra, e aí quando você volta pro
- 45:35processo narrativo natural da obra, você ganha um
- 45:36frescor, entendeu, porque a pessoa meio que tipo assim,
- 45:38ah, já esqueci o que aconteceu antes, ou então
- 45:40desacostumei, e agora eu tô de volta, né, e aí dá pra
- 45:43explorar outras coisas de novo, aí você modifica ele
- 45:45trazendo o passado lá de trás do que era o reino e
- 45:48tal, a gente começa a apresentar esse mistério do
- 45:50que era o reino e tudo mais e tal, então você já
- 45:52começa a mudar novamente a narrativa, sem se perder,
- 45:54né, tudo faz parte do mesmo universo de forma
- 45:56natural, esse tipo de coisa, mas ela vai
- 45:58apresentando abordagens, e que vão diferenciar da
- 46:03abordagem tradicional que a gente se acostumou da obra,
- 46:06e isso enriquece o nosso processo, e aumenta o nosso
- 46:09processo de ter atenção pra obra, ter atenção pra
- 46:12diversos plots, né, uma coisa que novela, por
- 46:15exemplo, faz muito isso, é claro que novela tem um
- 46:16processo muito repetitivo, mas você vai ver que
- 46:18novela tem vários núcleos, pra que, pra isso, pra
- 46:20gente sempre estar atento, e também ter a proximidade
- 46:23com vários personagens diferentes, né. Eu
- 46:24acho que ela pega mesmo as pontas assim, né, a gente
- 46:26tava comentando aqui, pô, demografia é sem nem, né,
- 46:29então de certa forma, tanto que tá numa envisa sem
- 46:32nem, porque tem algumas piadas realmente, não podem
- 46:34estar ali pro público mais jovem, né, mas assim,
- 46:36dentro disso tem essa questão de você evoluir o
- 46:38personagem e essa mentalidade dele, e dá pra
- 46:41ver claramente que o Laios passa por esse ciclo da
- 46:43jornada, né, então ele entra, tem o chamado, tem
- 46:46o climax, ele vai ter o chamado novamente, que é
- 46:48aquela questão da profecia, né, mas você repara que a
- 46:51obra já tá indo naquele, sabe que você tá jogando
- 46:53RPG, que você acabou de passar pelo primeiro ato, e
- 46:57aí você vai ter aquele tempo de interlude até o
- 46:59próximo ato, né, então você vai ter um tempo ali, que
- 47:01os heróis talvez eles vão se fortalecer de novo,
- 47:04conversar sobre seu passado, e aí depois você vai pra
- 47:06próxima grande aventura, eu acho que esse é o momento
- 47:09que a gente começa a ver ali, e a partir mais ou
- 47:11menos do episódio 18, mais ou menos, né, e já começa
- 47:13a questão, depois que os elfos decidem investigar
- 47:16Dungeon, né, a partir disso, começa a falar do
- 47:18passado dos personagens, a todas as questões da
- 47:20Itzumi, por exemplo, né, Itzutsumi, e toda a questão
- 47:24até de chegarem na fortaleza dos anões que
- 47:25onde fecha a obra, né, eu acho que é muito esse
- 47:27processo de interlude da jornada, né, pra esperar o
- 47:29que vem na próxima temporada, que, enfim, já
- 47:32tá confirmada, mas não tem data, mas que provavelmente
- 47:34é a próxima mega -aventura, né. Eu
- 47:36só queria dizer que Itzutsumi é uma ótima
- 47:38personagem também, eu gosto muito dela. Os
- 47:41personagens todos tão legais, cara, como eles são
- 47:43diversos assim, você pode acabar gostando mais de um
- 47:46do que do outro, esse tipo de coisa, então é bem
- 47:49interessante nesse sentido dela, ela constrói
- 47:52personagens que assim, não diret que são profundos
- 47:54esse tipo de coisa, alguns são, eu acho que a Senche
- 47:57e a Marcille conseguem se aprofundar, conseguem ter um
- 48:00desenvolvimento, talvez os outros também tem no
- 48:02futuro, mas ela consegue dar o mínimo de camada
- 48:07pros personagens pra você ter interesse por eles. O
- 48:09Laos, por exemplo, é um personagem bem plano nesse
- 48:11sentido, mas ele é divertido. Ele
- 48:13é o Gag, né, é um Gagzinho. Ele
- 48:14com a espadinha dele é um mole de mole, mole de
- 48:16vertido. Quando a espada dele virou espada
- 48:17de demônio, cara, é muito engraçado. Quando
- 48:19ele vai, ele está na porta, como é que eu vou
- 48:21abrir a porta? Ele tira a espada e a espada
- 48:23começa a abrir a porta sozinha. E
- 48:24a Sssum, por si só também já é Monster Girl, bem
- 48:27feita, né, cara, é uma garota gato, monstro, bem
- 48:30feita, sabe? Nessa uma menininha com orelhinha
- 48:32de gatinho não, ela é amaldiçoada mesmo assim, a
- 48:35parte do corpo dela tem pelos, sacou? Ela
- 48:37tem presas, olhos de gato, tanto que ela quer voltar
- 48:40ao normal, né, ela foi transformada, então é uma
- 48:42verdadeira Monster Girl também, não só a Fali. E
- 48:44o Cocô e fazendo a alegria de se desvarecer de várias
- 48:46pessoas, né, é isso, mas basicamente é isso, pera
- 48:49aí. Que isso é mais! E
- 48:53o episódio de Senche? O Senche ele é um personagem
- 48:55que eu gosto muito, é, me identifico muito com o
- 48:57Centros Parts, mas tem toda essa questão do passado
- 49:00dele que vai ser explorado, né, do começo eu achei que
- 49:02ele tinha tipo, sei lá, um pobia grifo, tá ligado,
- 49:05porque ele não queria enfrentar o grifo de jeito
- 49:06nenhum, essa grifo aí dele tem todo um passado, mas é
- 49:09um brilho, né, é só um brilho, né, porque tem
- 49:11aquela questão da carne e tal, que nossa, mano, tipo,
- 49:13também é outra coisa que eu esperava na obra, sabe?
- 49:14A questão dele, né, porque
- 49:16ele se criou na Dungeon, prendeu a sobreviver lá,
- 49:19porque ele é o último sobrevente de um grupo de
- 49:22anões que estava minerando, até encontrar por acaso o
- 49:25Calabouço. E aí a galera acabou sendo
- 49:27atraída infinitamente dentro do Calabouço, porque o
- 49:31Maguloco faz isso, ele pode manipular a forma do
- 49:34Calabouço. Ao ponto que a galera, po, se
- 49:35transformar, aliás tem até umas células ali, né, os
- 49:38fascineiros que reconstroem até os tijolos do local.
- 49:42Isso é sensacional, um conceito
- 49:43bom, tá? Conceito ótimo. Vou
- 49:45até roubar para as meias aventuras de D &D. E
- 49:47aí, tu tem a galera do Sente ficando sem comida, e
- 49:50aí tem um monstro que está matando geral. E
- 49:53a questão é, sobra poucos deles e se cria um
- 49:56mistério de uma carne misteriosa que aparece, se
- 49:59o Sente, que ele come isso, velhê, uma criança na
- 50:01época, ele come, e fica o mistério, se a gente
- 50:03carrega isso para o resto da vida, né? Será
- 50:05que aquela carne era a carne de um dos meus
- 50:07queridos companheiros anões? Será
- 50:09que eu cometi o ato de Canibalismo para sobreviver?
- 50:12E aí, po, isso é pesado, né?
- 50:14Isso fica nesse episódio, até,
- 50:15aliás, até a galera da equipe fica chocada, né? E
- 50:19é bem interessante como isso é tratado, porque o
- 50:22Laos, o tempo todo, tratou isso da mesma jeito que
- 50:25tratou todas as outras coisas, tanto que ele é
- 50:27visto como insensível. Mas no fim, ele deu uma de
- 50:30detetive para buscar a solução, e eu achei muito
- 50:32inteligente. Muito inteligente o jeito que
- 50:34eles buscaram a solução através do conceito dos
- 50:38cogumelos que mudam de forma, né, dos seres e
- 50:40tal. E tem a cena maravilhosa da
- 50:43Marcely invocando o familiar. Ah,
- 50:45sensacional! As cenas maravilhosas de cada
- 50:47vez, né, cada vez que trocava o familiar, é mais
- 50:50nada diferente. É uma cena que qual o nome
- 50:51daquela última forma que o bicho toma, que é tipo uma
- 50:54enguia, quase. Que é guardião da luz, sei lá,
- 50:56uma coisa super espalha. É, ele vem com o nome e aí
- 51:00vai ver, tipo, ela tem que meio que fazer ação, né?
- 51:03Se é um familiar que voa, ela
- 51:04tem que voar para poder a conexão ficar mais forte. É
- 51:07uma enguia, tipo, pense que é uma enguia que nada,
- 51:09assim, no ar, ela vai começar a nadar no chão e
- 51:11o pessoal olha o meu, porque ela tá fazendo, tá
- 51:12ligado. E isso do Carinibalismo é
- 51:14algo que entra e, de certa forma, é forte, porque a
- 51:17gente tá falando de um anime sobre comida, né? E,
- 51:18pô, você tá comendo algo que é seu igual, é algo
- 51:21que pega forte naquele anime, né? Eu
- 51:23acho legal, eu vi o vídeo do Link lá, né, do Quase
- 51:27Nossa Ria, que ele falando, que a princípio, o mote do
- 51:30Carinibalismo estaria dentro do início da obra, né? De
- 51:32como é que você sobreviveria num ambiente
- 51:35como aquele, né? E aí ele vai tratando sobre
- 51:37isso. Mas ele joga essa ideia e...
- 51:40Eu não lembro se ele terminou
- 51:41de ver o anime ou não. Não,
- 51:43ele leu só uns três volumes do mangá para te
- 51:46ver, né? É, é isso, né? Então,
- 51:48ele não chegou na parte onde se fala a dúvida do
- 51:51Carinibalismo de fato, né? Mas,
- 51:54eu acho que é bem legal, porque ela vai brincando
- 51:57com essa perspectiva, aí fazendo o mérito lá pro
- 52:00Link mesmo, porque aí ele abriu a minha perspectiva
- 52:03pra isso aí. De quando a gente vai falando
- 52:04dos... dos... dos... Mostros
- 52:07que tem... são perspectivas humanoides, né?
- 52:09Se a gente vai... se
- 52:10eles vão comer ou não, né? Esse
- 52:12tipo de coisa. Que é a regra da Marciri, né?
- 52:14Essa regra, né? Ela
- 52:14não ia comer ninguém que fosse humanoide. Eu
- 52:16acho interessante essa perspectiva, porque o... o
- 52:19autor, ele consegue apresentar isso pra gente
- 52:22sutilmente, e depois ele vai discutir esse processo
- 52:24no futuro, né? Então, ele consegue perceber essa
- 52:26marra de roteiro que ele vai sempre construindo, né?
- 52:29De sempre sutilmente colocar
- 52:30alguma coisa no início e falar lá na frente,
- 52:32sutilmente fazer... Então, tipo, a gente demonstra que
- 52:33ele tem o controle da obra, né? E
- 52:35essa parte aí, cara, ela é muito... muito
- 52:39marcante, porque é uma coisa que eu acho que
- 52:41ficava no imaginário de... de
- 52:42muitas das pessoas, assim, que poderiam ficar mais
- 52:44atenta, como foi o caso do Link, de perceber, porra,
- 52:47mano, em algum momento tu vai ter que fazer uma
- 52:49merda dessa na longa, tão... tão
- 52:50ferrado, tá ligado? Como é que vai sobreviver a uma
- 52:52coisa dessa e tal, né? Mas...
- 52:54e eu acho que ele constrói bem a dúvida, porque é um
- 52:57lugar que não tem morte, né? A
- 52:58princípio. Sim. Então, necessariamente, não
- 53:01é... entre aspas, não é necessário.
- 53:03Mas ao mesmo tempo também é,
- 53:04né? Porque como é mostrado... desde
- 53:06o início, você precisa comer pra se manter vivo
- 53:08naquele local, né? Então, fica uma qualidade nessa
- 53:11construção, que eu acho que a... a...
- 53:13a autora vai... vai construindo muito bem, e
- 53:15ela surpreende a gente no final com a narrativa do
- 53:17Sanchi. Mas eu acho muito divertido
- 53:19essa perspectiva do... de brincar com essa questão do
- 53:21Carimbalismo. É um tabu muito grande, né?
- 53:24Como... como narrar esse tipo de
- 53:25coisa, né? Tem alguns filmes que tratam
- 53:27disso mais pesadamente, né? E
- 53:29eu acho que ela... ela aborda de uma forma muito
- 53:32interessante por uma obra que é comercial, né? No
- 53:34caso, como... como Dungeon Mesh. E
- 53:36consegue fazer isso de forma bem natural pra obra,
- 53:40né? E consegue introduzir numa
- 53:41linha narrativa que talvez seja a melhor da obra, né?
- 53:43Que é o passado do Sanchi,
- 53:44assim. Um passado que remete muito a
- 53:46Senhor dos Anéis, né? Aquela...
- 53:47aquele negócio de... os Anões terem escavando e
- 53:50achando a terra... terra prometido, né? E
- 53:53aí tá nesse mote, né? Que existia ali um rei... um
- 53:56reino, indica um onde combatia -se anões
- 53:58arcezélfos, né? Era isso, né? Com
- 53:59tecnologia, né? Com essa ideia. Vai
- 54:01trazer nesse... esse mote, assim, né? De
- 54:03que, pô, existe uma história por trás, né? Não
- 54:05é só Dungeon, não é só a Massimo. Existe
- 54:07o mundo, além disso. O professor Alexandre Link,
- 54:10né? Do... do quadrinho, nessa jeito,
- 54:11ele... Eu consigo compreender a visão
- 54:13dele, né? Que ele se fala da Carimbalismo
- 54:15do início. É pelo nojo que as pessoas
- 54:17têm doato de devorar monstros, né? Então,
- 54:19substitua a palavra monstros por pessoas. Porque,
- 54:22a princípio, eu não consegui entender muito o
- 54:25nojo que a galera tinha por comê -los, os monstros.
- 54:27Porque eles são tipo, animais,
- 54:28sabe? Ecologicamente, eles funcionam com animais.
- 54:31A grande parte deles, sabe?
- 54:32Mas essa análise, ela acaba
- 54:34fazendo muito mais sentido no momento que tem a
- 54:37história do Sanchi. Que ela é bastante...
- 54:40impactante. E o debate do final do
- 54:42anime. Porque o que acontece? A
- 54:44Failing, ela tá só o esqueleto, né? Tá
- 54:46só o pó, quando ela é tirada do estômago do
- 54:47dragão. E aí, a Marcela, ela diz,
- 54:49olha, eu consigo trazer ela de volta. Porém,
- 54:51eu preciso de tanto de... de
- 54:52proteína, assim, a sala e tal. Pra
- 54:54trazer ela de volta, pra poder transmutar na carne
- 54:57dela, né? Eles não tinham nenhuma carne,
- 54:59além de carne de monstro. Carne
- 55:01de dragão, uma criatura do Calabouço. Então,
- 55:03eles transmutam a carne do dragão na Failing de volta,
- 55:06ela volta à vida, sabe? Isso
- 55:07liga ela ao Calabouço e faz o Mago Louco
- 55:09transformar ela numa Monster Girl. E
- 55:12aí, pois então, a galera tem uma ideia. No
- 55:14final do... do Galista, ainda atrás da
- 55:15Failing, né? Eles têm uma ideia. Olha,
- 55:17é seguinte, o problema foi a gente ter colocado carne
- 55:20do dragão nela. O que acontece se a gente
- 55:21matar ela e devorar ela e depois fazer ela de volta?
- 55:24É, é exatamente esse ponto aí,
- 55:25né? Tipo, a obra não começa a
- 55:26discutir sobre... Ah, não, vou comer uma noide,
- 55:28porque lembra de certa forma, gente, pra no final
- 55:30tá sobre... Então, tem a Failing, que, ok,
- 55:33ela está numa forma diferente, mas ainda é a
- 55:35Failing. E o jeito de salvar ela
- 55:37também seja comer ela, né? Tipo,
- 55:39no sentido, não nesse sentido, seus quintacelos,
- 55:42caramba, devorá -la. Mas era no sentido de comer
- 55:44fisicamente ela, piorei a frase, decidiu devorá -la,
- 55:47ótimo. É, piorei a frase, mas devorá
- 55:51-la. E, é legal até de ver, tem
- 55:53uma cena que eu gostei bastante nesse finalzinho. E
- 55:56o Laios dá essa ideia e o pessoal, tipo, imediatamente
- 55:59refuta, fala assim, não imagina dele. Mas
- 56:01o que vocês estão refutando? Vocês
- 56:02têm outra ideia? E aí, todo mundo para pra
- 56:04pensar, é, realmente, parece ser o único caminho. E
- 56:06aí, eles até decidem falar, então, vamos fazer o que
- 56:08tem que ser feito, né? E eu acho que é o pouco
- 56:10dessa provocação, realmente, faz muito sentido isso.
- 56:12Talvez esse jogo que a autora
- 56:13queira confrontar, né, do imaginário coletivo que
- 56:16carece essa abominação que a gente tem pelo cabine
- 56:19caribalismo. E não é como se ela tivesse,
- 56:21sabe, fazendo um convite ao caribalismo de Atenção 1.
- 56:23Eu vejo muito mais como,
- 56:25realmente, um debate. É muito mais como trazer a
- 56:30questão à tona e desenvolver personagens por
- 56:33trás desse teor, que existe que o Carlos comentou ali,
- 56:38né, que o professor Alexandre que comentou. Que
- 56:40eu acho que é válido, uma análise válida, né? É
- 56:43importante lembrar que toda obra artística tem diversas
- 56:46análises. Não existe só uma verdade por
- 56:48trás de uma obra artística que vai jogar do mundo. E
- 56:50mesmo que o autor diga que não, isso não existe na
- 56:52obra, cara. Se tu consegue analisar com a
- 56:54tua visão de mundo e experiências aquilo na obra,
- 56:56a obra é aquilo, ponto, sabe? Então,
- 56:58é parte do processo. Aí aquilo, né, cara, vai falar
- 57:00pra ele tudo, um cavio Pokémon e fala, ''Pô,
- 57:02imagine esse Pokémon aqui assado, tá ligado, mano?''
- 57:05É, e aquela coisa, né? Algumas
- 57:07pessoas poderiam dizer, ''Não, pô, tá exagero falar
- 57:10de caribalismo até que os personagens, os bonecos
- 57:12falam, é realmente caribalismo.'' É,
- 57:15não sobrou isso, não tem mais o que fazer. É,
- 57:18não, tipo, gente, assim, como o Cristio falou, se
- 57:22você tem a leitura sobre a obra daquela perspectiva, é
- 57:25o que eu tenho, mano, não tenho o que fazer, tá
- 57:27ligado? Inclusive, se você tem uma leitura
- 57:28como Pokémon, se Pokémon é rinha de boneco, é rinha
- 57:31de monstrinho, é isso, mano, é rinha de galo, tá
- 57:33ligado? Mas é ótimo, tá ligado? Tem
- 57:36caribalismo, tem gente morrendo, tem aventura, tem
- 57:39cogumelos, tem muita droga. Tem
- 57:41tudo, né, senhor? Já bateu o pré -rack pra gente
- 57:43falar da MDA, né? É isso. E
- 57:45não é o Isecáe. E não é o Isecáe. Ótimo,
- 57:47bom, bem pontuado, chupa, Lucas. É
- 57:49isso. Anjo, mexe, amassa os Isecáes que
- 57:52tem pra ir, cara, amassa. É
- 57:54o que eu falo, mano, tipo assim, 90 % dos Isecáes,
- 57:56poderia ser só um Alim de Aventura e Goldene, da
- 57:59Jorneste. Mas não, tem que ser Isecáe, o
- 58:00cara tem que vir do outro mundo e tem que ser super
- 58:04poderoso, uma fantasia de poder devido às frustrações
- 58:07dos jovens, sabe? Ah, vai tomar um banho, sabe?
- 58:10Ou virar uma máquina de venda,
- 58:11né, com os dois. Ou maranha. Enfim,
- 58:13daranha eu não quero lembrar que existe. E
- 58:14em algum momento vai ter tempo de cacha, já teve ou
- 58:17não? Daranha ainda não, nem se esterar.
- 58:20Ah, eu estarei lá, eu estarei
- 58:22lá. Eu gosto e odeio ao mesmo
- 58:24tempo. E acho que depois de falar
- 58:26de podcast de Isecáes de Aranha, churrasquinho de
- 58:29Pokémon, cogumelos e outros pontos, está na hora de
- 58:32chegar nas considerações finais. Bom,
- 58:34e eu vou quebrar o protocolo, tá? Geralmente
- 58:36aí a galera pede sua, ah, dá consideração em nota,
- 58:38mas eu quero um Alim aqui. Então,
- 58:40vou pedir pra galera aí, além das considerações e da
- 58:43nota, por favor, fala em qual seu prato preferido de
- 58:46Dângel Mestre. Aquele que você viu no óbvio
- 58:47fala, cara, eu comeria, esse aqui acho que eu
- 58:50mandava. Tá ligado? Assim,
- 58:51um pós -jogo, acabei de sair do clássico, entendeu?
- 58:53Acabei de sair lá, viu meu, meio
- 58:55no santo táctico jogar? Mandaria
- 58:56esse aqui, tá ligado? Ah, eu já escuri o meu, já
- 58:58sei qual é o meu. O guiosezinho é brabo aí,
- 59:01mano. Eu quero falar, pão, pão do
- 59:03senche. Lá ele, véi. A
- 59:08torta das plantas depradoras de pessoas, pra mim essa
- 59:11aí. Essa aí, essa me deu muita
- 59:12vontade de comer. Não, essa aqui eu provaria,
- 59:14mano, o sorbete exorcismo. Nossa,
- 59:17isso é da hora. O sorbete fantasma. O
- 59:19nosso, cara. Isso é muito bom, cara, boa,
- 59:21boa, boa. Vamos lá. Dungeon
- 59:23Master. Um anime, cara, que eu acho
- 59:26que ele apresentou na temporada que ele saiu
- 59:28como... Talvez o grande anime, né? Ele
- 59:32já surgiu assim, né? Como um anime diferente. Pouco
- 59:34que eu falei no início. Eu vejo anime pra ver essas
- 59:36coisas malucas assim, que os japonês conseguem tirar
- 59:38as ideias, né? E eu acho que Dungeon Master
- 59:40chega nesses pontos assim. Recentemente,
- 59:42eu vi alguns outros que são bem legais e bem
- 59:45doidos, é, Space and Wolf, é... O
- 59:49mais doido do acanime que eu vi nos últimos tempos,
- 59:51que é o Trench the End of the World, cara, esse é...
- 59:53Esse é sortadaço, mano. Esse
- 59:54é muitas drogas. Nossa, assim, olha. E
- 59:56Dungeon Master chega nesses processos assim de... Pegar
- 1:00:01uma ideia que já existe, né? E
- 1:00:02refazê -la, né? É uma coisa que o ocidente
- 1:00:05tem, isso também. Mas eu acho que o Japão tem
- 1:00:08mais de buscar essas ideias diferentes, né? De
- 1:00:10ter essas ideias meio doidas. E
- 1:00:12brincar com o mundo de fantasia de um jeito
- 1:00:14diferente. Eu gosto que os japoneses
- 1:00:16buscam esse tipo de coisa. Eu
- 1:00:17gosto que... Me parece que os editores
- 1:00:19japoneses, as pessoas que estão por trás das revistas
- 1:00:21e tal, até de livros, buscam isso, extingam isso
- 1:00:24nos autores, né? E... Não dá pra não gostar de
- 1:00:30Dungeon Master numa perspectiva que a... A
- 1:00:34autora tem tanto recurso, assim, pra construir esse
- 1:00:36roteiro, tá legal? Ela tem tanto exmo pra fazer
- 1:00:39os tropos, pra fazer todas as viradas. Ela
- 1:00:42sabe muito bem o que parece o que tá fazendo,
- 1:00:44né? Então, espero que até o final a
- 1:00:46obra mantê a mesma ritmo, mesmo desenvolvimento. E
- 1:00:49eu acho que ela vai conseguir até o final, ela
- 1:00:51parece ter bem mais casca, vamos dizer assim, ou então
- 1:00:54estudo, né? Pode ser os dois. Pra
- 1:00:56fazer esse desenvolvimento do que o... A
- 1:00:59maioria dos meus casques tem normalmente. Pelo
- 1:01:01menos ela apresenta isso, né? Não
- 1:01:02sei se talvez mais experiência também, né? Não
- 1:01:04fui atrás da bibliografia da autora nesse processo.
- 1:01:07Mas o que ela fez até agora,
- 1:01:09ele não cida isso, apresenta isso, né? É...
- 1:01:14Eu acho que ele tem esse problema minha de ritmo no
- 1:01:16início. E me pega um pouco, no
- 1:01:17início do anime eu tava meio assim. Dei
- 1:01:20uma segunda chance e foi gratificamente recompensado.
- 1:01:23Gostei muito, engoliu o anime.
- 1:01:25Depois que já tinha alguns...
- 1:01:26vários episódios já lançados,
- 1:01:28assim. Eu acho que ele é um anime
- 1:01:29até que cresce se você maratonar ele, alguns
- 1:01:31episódios assim, tipo, seis, nove, está legal? Ah,
- 1:01:34e aí ele vai ver mais seis, e depois vai ver
- 1:01:36mais cinco. Eu acho que ele cresce mais
- 1:01:37nesse processo do que se você ver no semana -semana.
- 1:01:39Então bem que no ato final,
- 1:01:41semana -semana, é mais pesado, acho. Mas
- 1:01:42também bem legal. Mas o início ali eu acho que
- 1:01:45ele cresce nesse sentido. Para
- 1:01:46a nota, eu vou dar um... Nove...
- 1:01:50nove e meia, vai. Gostei, nove e meia, nove e meia.
- 1:01:53Nove e meia porque eu gosto das
- 1:01:54ideias malucas, assim. E o meu prato... Que
- 1:01:58a gente já tava falando, é o sorvete de exorcismo,
- 1:02:01cara. Fazer sorvete com fantasma é
- 1:02:03muito massa. Depois você vai conversar com
- 1:02:05fantasma que você fez exorcista. Mas
- 1:02:08ainda é algo bem doido, cara. Conceito,
- 1:02:10né, cara? E conceito doido, cara. Da
- 1:02:12onde que ela tirou essa ideia, cara? Porque
- 1:02:14as outras... As outras é tipo assim... Você
- 1:02:16tem um monstro e você adapta meio que um prato,
- 1:02:18que entre as, porque já existe pra isso. Mano,
- 1:02:20ela tirar exorcismo de sorvete. Velha
- 1:02:22muito doida isso, cara. Eu tenho essa experiência um
- 1:02:25pouco mais anterior, né, com a obra. Que
- 1:02:28eu acompanhei um pouco quando tava saindo, como eu
- 1:02:30disse. Eu não acompanhei até a
- 1:02:32batalha com o dragão, por exemplo. Então
- 1:02:34eu me surpreendi com tudo ali no anime. Eu
- 1:02:37acompanhei enquanto tava aquele monstro da semana,
- 1:02:39entendeu? E eu achei bem da hora,
- 1:02:41achei bem legal. Os círculos de D &D na
- 1:02:43internet que eu acompanhava, citavam o Volte Meia no
- 1:02:46mangá, que parecem que eu conheci. E
- 1:02:47gostei bastante. Aí veio o anime. Eu
- 1:02:49achei que seria um dos mangás que não teria
- 1:02:52adaptação animada, porque ele começou saindo em 2014
- 1:02:54e demorou um tempão, né? Vai
- 1:02:56ganhar um anime, ele foi ganhar um anime esse ano.
- 1:02:58Levando a consideração que o mangá
- 1:02:59terminou em setembro de 2023, setembro do ano
- 1:03:01passado, percebe -se que foi uma coisa meio planejada,
- 1:03:04né? Teve um estúdio, ficou esperando
- 1:03:05lá o trigger, ficou esperando, campado na frente
- 1:03:07da casa da... da autora, né? Da
- 1:03:10Ryoko Kui, pra ver se conseguia pegar os direitos
- 1:03:12pra poder fazer a obra inteira. E
- 1:03:14eu acho que estavam mais do que certos pra fazer
- 1:03:18isso. Porque combinou bastante com o
- 1:03:21diretor ali, o que o diretor conseguiu fazer,
- 1:03:23respeitando bastante a narrativa e as propostas de
- 1:03:26fantasia que a Ryoko Kui criou. No
- 1:03:28geral, eu vou ser bem direto aqui. Gosto
- 1:03:30bastante, extremamente eventivo, personagens
- 1:03:33cativantes, situações ilárias e também sensacionais,
- 1:03:38assim, que tu vê os personagens que acompanhamos
- 1:03:40ao longo de uma aventura crescendo como pessoas,
- 1:03:44encontrando dilemas, são tipo de coisa que só em
- 1:03:47uma verdadeira aventura de fantasia a gente encontra.
- 1:03:49Como eu disse, e repito, tratora
- 1:03:52a massa as obras de fantasia que a gente tem
- 1:03:55aí dos anos pra cá, sabe? Algumas
- 1:03:57poucas se salvam assim, mas no geral, tratora e amassa.
- 1:04:00Porque todas essas outras obras de
- 1:04:01fantasia, elas bebem do Dragon Quest e nem sabem
- 1:04:04usar os conceitos da hora do Dragon Quest. Não
- 1:04:07consegue, não consegue. Dungeon
- 1:04:08Meshih consegue. Dungeon Meshih bebe de Zadri, bebe
- 1:04:11de Dungeons & Dragons, pega todos os conceitos, amarra
- 1:04:14eles e entrega uma obra que fala sobre comida. Mais
- 1:04:17do que comida, sobre relações, sobre vínculos. E
- 1:04:19é o que eu gosto, gosto pra cacete nessa obra de
- 1:04:22verdade. Então a minha experiência com
- 1:04:24anime foi muito boa. Eu dou 9 ,5 para Dungeon
- 1:04:28Meshih. Ah, e o meu prato favorito é
- 1:04:32a torta de planta comedora de gente. Eu
- 1:04:35ouviu até planta como gente aqui. Você
- 1:04:37ia fazer canibalismo indireto, né? Eles
- 1:04:39até brincam, quando uma pessoa morre, vira nutriente
- 1:04:42para as plantas. Então uma fruta seria a mesma
- 1:04:44coisa que comer a fruta da planta comedora de gente.
- 1:04:46Uma fruta normal, né? De
- 1:04:47uma massa. Aí a galera, hum, faz sentido.
- 1:04:50E aceita. Porque
- 1:04:53a ideia da planta, não é devorar a pessoa, né? É
- 1:04:56matar a pessoa e deixar ela poder ser para virar
- 1:04:58uma espécie de adubo. Então ela não vai morder a
- 1:05:01pessoa, né? Por que é comedora de gente?
- 1:05:03Porque algumas delas engolem as
- 1:05:05pessoas e depois cospem. Ela
- 1:05:06não chama ofice, prendem ela com tentáculos ali. E
- 1:05:08aí vira adubo. E é isso aí. Então
- 1:05:09achei até isso legal, cara. Porque
- 1:05:11um escritor preguiçoso, coloca ali uma planta com
- 1:05:14dente e morde as pessoas. Tá
- 1:05:16entendendo? Olha só. 9 ,5 para Dungeon
- 1:05:18Meshih. Listos in Dungeon, masmorras e
- 1:05:21delícias e monstros de marmitas. Falar
- 1:05:23de Dungeon Meshih, né? De monstros e marmitas. É,
- 1:05:27o pessoal falou tudo. Eu vou acabar chovendo o
- 1:05:28morado nesse ponto. Realmente,
- 1:05:30cara, é uma obra que acho que foge do que a gente
- 1:05:32tem visto em questão de fantasia. Poucos
- 1:05:35animes de fato saem. Agora o pessoal com anúncio aí
- 1:05:38do Iti Hateliê. Tá falando que a trindade da
- 1:05:41fantasia finalmente está animada, né? Eu
- 1:05:42concordo em partes com isso. Mas
- 1:05:44é um refresco para um gênero que cada vez mais
- 1:05:49estava sendo socateado por coisas que era coprosação
- 1:05:51média para ruim. Então, realmente, é um alento
- 1:05:54poder ver uma obra dessa qualidade e que me trouxe
- 1:05:58tantos momentos de risada e momentos de apreensão. E
- 1:06:01momentos que eu falei, nossa, que legal que estou
- 1:06:03vendo essa aventura. Minha nota vai ser um 9 ,5
- 1:06:06porque eu compartilho um pouco do que o Carlos
- 1:06:08falou do pacing. E também algumas coisas
- 1:06:10relacionadas à direção sonora. Eu
- 1:06:11acho que poderia ser um pouquinho melhor. A
- 1:06:14qualidade visual é muito boa, de roteira é muito
- 1:06:16boa e a trilha sonora fica aqui em alguns momentos.
- 1:06:18Acho que esse é uns
- 1:06:20detalhezinhos que eles poderiam ter realmente
- 1:06:21melhorado. Mas que assim, não afeta a
- 1:06:23experiência geral. Por isso, o 9 ,5 é uma
- 1:06:25excelente nota. E o meu prato favorito seria
- 1:06:28aquele Tonkatsu que eles fazem de sapo gigante.
- 1:06:32Tonkatsu, sendo um cavio, é um
- 1:06:33empanado, né? Por exemplo, a gente faz um
- 1:06:35empanado de frango, mas eles fazem um empanado de
- 1:06:37um sapo gigante. E, cara, parece muito apetitoso
- 1:06:39para mim. Eu confesso que eu acho que
- 1:06:41uma setaria fácil, esse. O cara, eles testem o
- 1:06:43sapinho, cara. Pô, não, a parte do sapo é
- 1:06:46muito boa, né? Tá meio engraçado aquela parte
- 1:06:49do sapo, mano. O que mais se ele vestiria
- 1:06:51de sapinho na base do bullying da galera? Pessoal,
- 1:06:55vamos voltar. Só ela se vestir. Eles
- 1:06:57fazem ela vestir e ninguém veste nada, porque não tem
- 1:06:59mais coisa para se proteger. Adoro
- 1:07:02isso, cara. Eu lembro muito. Acho
- 1:07:04que colou. Acho que não solta mais, cara.
- 1:07:06Puts, achei que tinha secado a
- 1:07:07tempo. Tá ligado muito bom, cara. Pô,
- 1:07:09tem outro prato que eu achei mais ali, também que
- 1:07:11eu estou vendo aqui agora, é que é aquele... que
- 1:07:13eles fazem com... Mano, as minha quinha que
- 1:07:15reconstrói o mundo, sabe? Ah,
- 1:07:17é o tijolinho? O tijolinho. Ah,
- 1:07:20tijolassado de cocatrícia, era esse tempo. Uma
- 1:07:21parada assim. Meu Deus, eles caras comeram
- 1:07:22tijolo. Tijolo. Ele é feito de larva? Por
- 1:07:26que não? Esse foi bem doido, cara. Esse
- 1:07:28foi bem doido. Eles fizeram um tom -cato de
- 1:07:30dragão também, hein? Lembra disso, hein? Fizeram
- 1:07:32com o de dragão também. Fizeram
- 1:07:33uma sopa de tragão também, que eu estou vendo aqui. É
- 1:07:36um bifão de dragão, é um churrasco de dragão. Vocês
- 1:07:39lembram da sopa naquela babobra com o rosto?
- 1:07:42Lembro, nossa. É,
- 1:07:44do Jack O 'Lantern. Que churrasco de parasita, mano.
- 1:07:48Que ideia merda, hein? Lá,
- 1:07:50isso. Que ideia. É,
- 1:07:52é, é. E com um nove e meio, um
- 1:07:54nove e meio e outro nove e meio, a média não
- 1:07:57poderia ser outra do que nove e meio, né? Uma
- 1:07:59excelente nota aí para a primeira temporada de
- 1:08:02Dungeon Mesh. Anciosa para a segunda, né?
- 1:08:04Confirmada, mas ainda não tem data. Já
- 1:08:06tem teaser, mas não tem data. Toda
- 1:08:07que a pouco deve estar chegando. E
- 1:08:08você ouvinte, se você gostou do cast, e se você
- 1:08:11gostou de Dungeon Mesh, fala para a gente aí na
- 1:08:14caixa de comentários, é caixa de perguntinhas ali
- 1:08:16do Spotify, ou para o nosso e -mail,
- 1:08:19podcastarrobamundoosanimals .com, qual o seu prato
- 1:08:21favorito que você comeria de Dungeon Mesh? Eu
- 1:08:23quero ver qual que vai ser o gosto culinário da
- 1:08:24galera. Cara, eu tô curioso para ver
- 1:08:26isso aí, mano. E é isso aí, manda aí para
- 1:08:28a gente. E claro, se você quer que a
- 1:08:30gente continue falando sobre fantasia, sobre canibalismo
- 1:08:33e todos os assuntos que a gente falou, é, seja um
- 1:08:36dos nossos apoiadores. A partir de 5 reais, você
- 1:08:39pode ser um apoiador, um padrinho, vamos dizer assim,
- 1:08:42do nosso queridício programinha, e seja como
- 1:08:44eles, seja como Bruno Resend, Carlos Petrone,
- 1:08:47Graham Loores, Enriamaguti, Luca Vattista e Natan
- 1:08:49Clayman. É isso aí, pessoal. Até
- 1:08:51o próximo episódio, até a próxima semana, valeu!