Latest / Helena, o podcast tá pronto / Histórias de outro mundo #92
Transcript
- 0:00Helena, o podcast tá pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena.
- 0:09A senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe.
- 0:15Pobretona! Olá, ouvintes.
- 0:31Eu sou Alana Azevedo. E eu sou Raila Azevedo.
- 0:40Se você está escutando esse episódio, significa que você
- 0:47morreu. Brincadeira.
- 0:56Mas hoje a gente vai contar histórias de outro mundo.
- 1:00E antes de mais nada, que voz ridícula foi essa que você fez?
- 1:03Minha filha é minha voz pra esse episódio, que é um episódio
- 1:08especial de Dia das Bruxas. Foi uma voz de bruxa?
- 1:11Foi uma voz de bruxa. Você quer ouvir minha risada de
- 1:13bruxa? Ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha.
- 1:19Nossa! Foi uma voz boa de bruxa.
- 1:23Agora quer inglês? Quero.
- 1:29Por falar em bruxa, já vou começar, hein.
- 1:32Já vamos entrar aqui. Nunca vou esquecer de uma cena
- 1:35sobrenatural que nós vivenciamos.
- 1:38Já contamos em algum episódio aí envolvendo espírito.
- 1:41Mas não consigo entender como a Dindinha saiu voando… A janela.
- 1:48Porque todo mundo viu. Todo mundo viu.
- 1:50Entendeu? Não foi a imaginação de uma
- 1:52criança. Não foi a imaginação de uma
- 1:53criança. Eu vi dindinha voando.
- 1:55Eu vi duas dindinhas aparecerem. Você viu duas dindinhas?
- 1:58Duas dindinhas. E ela chegou falando, ela me
- 2:00jogou no rio. Foi doideira, minha filha.
- 2:01Foi doideira. E eu já vi também, eu de noite,
- 2:05dormindo, eu olhei pela janela, lua cheia, e eu vi a bruxa
- 2:11passando de rio com a vassoura voando.
- 2:13Eu vi só a sombra dela na lua cheia.
- 2:15Sabe uma coisa que a gente ficava fazendo?
- 2:18Que dava pra ver aquela casinha que era da rádio.
- 2:22Dava pra ver a rádio do Laranjal.
- 2:25E aí a gente ficava falando, lá mora um… Era um bairro, né?
- 2:30Não, a gente achava que ali era um castelinho e que morava uma
- 2:33princesa e uma bruxa. A mente de criança, né?
- 2:37Igual a Raíla viu a bruxa voando.
- 2:39Imagina mente de criança, uma criança pisciana ainda.
- 2:43Com ascendente em peixes. Eu e você que vimos Jindinha
- 2:47voando. Não, a Jindinha… Ó, vou ser
- 2:49honesta com você. Eu lembro que a Jindinha saiu
- 2:52pela janela. Eu vi, ela pulou.
- 2:54Ela saindo pela janela e de repente ela apareceu molhada no
- 2:57portão lá embaixo. Lá embaixo.
- 2:59Falando que a bruxa derrubou ela.
- 3:01É, eles fizeram alguma falcatrua com a gente.
- 3:03Não, foi algum chá de cogumelo. Foi algum jogo de imagens, um
- 3:07chá de cogumelo que eles deram, porque não faz sentido.
- 3:09Não faz, porque eu tava, eu fui. E no negócio de bruxa, eu lembro
- 3:13ainda também, que só porque onde a gente morava tinha, numa das
- 3:18transversais, uma rua no bairro, um bairro próximo… Que tinha uma
- 3:22senhora que a casa dela tinha muitas plantas.
- 3:25Era toda mística, sabe? Era uma casa mística.
- 3:27Cristal. Isso, cristal.
- 3:30Aquelas coisas que faz barulhinho.
- 3:32Cascata de água. É, era uma casa meio mística na
- 3:35nossa cabeça. E a gente já falava o quê?
- 3:38Ela é bruxa. Ela é bruxa.
- 3:39Ela é uma bruxa. E essa casa era a minha casa.
- 3:41Uma bruxa no sentido, assim, místico da coisa, né?
- 3:43É, tipo assim, ela é… Não é bruxa, a bruxa magra e pobre
- 3:48criança. Não, era aquela coisa assim, ela
- 3:50é bruxa, ela é enigmática. Eu sempre tive vontade de
- 3:53conhecer por dentro daquela casa.
- 3:55E essa casa era minha, que a gente tinha as nossas casas, né?
- 3:57Passava na rua e falava, essa é minha.
- 3:59Nossa, aí, tá vendo? Mais uma coisa que eu não sei se
- 4:01vocês faziam quando eram crianças, mas eu e Raíla, a
- 4:05gente era mestre nisso. Que a gente tinha as nossas
- 4:09casas. Tipo, tá andando pela vila.
- 4:12Aí a vila tinha umas casas que eram… né, mais bonitas casa
- 4:16grande, aquela ali é minha e a Raíla, essa é a minha e tinha
- 4:20vez que saia briga, que as duas queriam a mesma casa eu sinto,
- 4:24tenho na minha cabeça que tia Melinha já deve ter apaziguado
- 4:28várias brigas dessa porque ela levava a gente pra escola e a
- 4:32gente ficava, é essa Essa é minha.
- 4:34Mas, voltando pras histórias de outro mundo, esses dias eu
- 4:38passei um aperto, tá? Porque estava eu sozinha em
- 4:40casa. A André tinha saído pra ensaiar,
- 4:42eu acho. E aí, a Tatu, que é a minha
- 4:45gatinha, ela tem um brinquedinho que é tipo um túnel.
- 4:48Só que é um túnel pequenininho. E ele é muito leve.
- 4:50E tem uma bolinha que faz um barulhinho.
- 4:53E aí, menina, tava ventando. E aí, eu vou colocar a culpa no
- 4:57vento. Mas o túnel ficou assim, ó.
- 5:01A bolinha… Eu falei, que raio dessa bolinha tá balançando?
- 5:06Meu Deus do céu, tomara que não seja espírito, que eu tô
- 5:09sozinha, tô numa fase da minha vida que eu não quero ter que
- 5:12lidar com amiguinhos espirituais brincalhões.
- 5:15Aí eu fui fazer a graça de gravar um vídeo.
- 5:18Aí apareceu no fundo. Não.
- 5:20Eu vi. Jamais.
- 5:21Aqui. Aí eu tô assim, gente.
- 5:23Tô passando aqui, ó. Por quê?
- 5:25E eu contando, né? O brinquedo da Tatu, ele tá
- 5:29fazendo um barulhinho. O meu lado racional tá falando
- 5:33que é o quê? Ah, é vento, Alana.
- 5:35Porque a janela da cozinha tá aberta.
- 5:38Então, o vento tá entrando e tá batendo.
- 5:41Não lembro qual que foi o textinho certo que eu falei.
- 5:44Mas na hora que eu virei, eu falei assim… Ai, porque eu não
- 5:47quero que vocês… Espírito, não. A porta da cozinha.
- 5:52Foi, cê sabe. E aí a porta da cozinha bateu,
- 5:55que eu fiquei tão nervosa que o meu celular caiu.
- 5:57Aí eu voltei assim, ó. Ai, gente.
- 5:59Igual aquele filme de terror, que a menina que morre tá se
- 6:01filmando. Ai, estou com medo.
- 6:03Estou com medo, estou com medo. Ele está aqui em vez de correr.
- 6:06Aí eu passei um cagaço, nem fui na cozinha depois.
- 6:08Eu catava os gatos e ia embora. Esperava o André chegar.
- 6:12Mas eu acho que era vento mesmo. Que o vento estava forte e
- 6:15fechou a porta da cozinha. Não, você pode acreditar nisso,
- 6:17se você quiser. Mas eu fiquei muito assim, ó,
- 6:19encabulada. Porque foi logo na hora que eu
- 6:22falei assim… Ah, espero que não seja espírito.
- 6:24Pum! Mas Tatu e Vampirinho tiveram
- 6:28algum comportamento diferente? Não.
- 6:30Porque animais, eles enxergam, né?
- 6:32Animais sentem. E eles enxergam.
- 6:35Fica latindo pra um canto, fica miando pro outro.
- 6:38Falar em animal, já vou puxar aquela história do cachorro
- 6:42protegendo a casa da vovó. Vai, Pri.
- 6:45Eu, assim, não sei se eu tô falando certo.
- 6:48Mas me passaram na minha mente. Na sua mente?
- 6:53Ou essa informação chegou até você?
- 6:55Não, passaram até mim. Mas eu não sei se eu modifiquei
- 6:59na minha mente. Porque tem muito tempo que me
- 7:01falaram isso. Que quando você faz o seu
- 7:06evangelho no ar. Quem é espírita sabe o que é o
- 7:09evangelho no ar. Que depois de sete anos de
- 7:12evangelho no ar. Você ganha um presente da
- 7:16espiritualidade. Hum.
- 7:18Mas não é um presente. Ai, uma moto.
- 7:21Você ganha uma… Uma moto zero, né?
- 7:23E que houve essa história… O que é esse presente?
- 7:28Pode ser uma proteção. Você teve um livramento.
- 7:33Alguma coisa assim. É o que na minha cabeça tá.
- 7:36Que aí, lá na vovó… eu amo o espírita o espírita as vezes ele
- 7:44é criativo não é gente que não tinha portão na casa né não
- 7:49tinha e aí eles foram viajar e ficaram dias dias na casa dias
- 7:54fora é hum E que quando voltou, uma vizinha falou assim, nossa…
- 7:59Que acho que na época era o Tupi, não sei se eles… Eles não
- 8:02tinham cachorro ainda. Falou assim, nossa, vocês
- 8:06deixaram o cachorro aqui porque ficou um cachorro aqui na frente
- 8:10da casa de vocês e não deixava ninguém chegar perto.
- 8:13E ele ficou lá protegendo a casa durante todos os dias.
- 8:17Misteriosamente, o cachorro depois desapareceu quando eles
- 8:20voltaram de viagem. E detalhe, não existia cachorro
- 8:24lá, né? Não tinha… tinha um cachorro
- 8:25protegendo era um espírito do reino animal aí assim eu acho
- 8:31que a história foi essa pra depois as bocas de sacola lá de
- 8:34casa falar não foi assim você pode ter absoluta certeza que a
- 8:37minha mãe ouvindo ela vai falar nada disso na minha cabeça foi
- 8:42passada essa história se não foi isso no próximo episódio eu
- 8:45trago aí rata é Erramos. Venho com a blusa branca.
- 8:51É, sem maquiagem. Sem maquiagem, com a cara, sem
- 8:54falar que eu errei e assumo os meus erros.
- 8:57Ó, saindo do cachorro pra uma outra espécie de animal, teve
- 9:00uma época que o André era bem, acho que, início de quando a
- 9:03gente foi... Eu não lembro se a gente já
- 9:06morava junto ou se a gente ainda não tava morando junto.
- 9:10Produção, não estávamos morando juntos, mas a gente já tava...
- 9:13Nossa, mentinha ruim, a sua memória ruim, né, querida?
- 9:15Muito horrorosa. Mas continuando.
- 9:16O André, ele via, teve uma época que ele tava vendo umas
- 9:21animaiasadas lá na casa dele, quando ele morava ali nos fundos
- 9:24da casa do pai. E aí ele via barata andando
- 9:28assim, ó, passando na parede. Nossa.
- 9:29Eu vou começar a falar com voz de mistério.
- 9:30Ontem eu achei que eu vi um gato, lembra?
- 9:32É, mas era só a sombra, né, minha passando.
- 9:35Mas o André, eu vou começar a fazer voz misteriosa mais baixo
- 9:38pra combinar com esse episódio. Ele via besouro dentro da casa,
- 9:42animal passando, animalzinho assim, ó, inseto.
- 9:46E aí, nessa época do André, que ele via besouro, ele teve,
- 9:50assim, várias situações envolvendo o Sete Além, tá?
- 9:53Que era, além de besouro… O que é o Sete Além?
- 9:56Eu não sei. Eu não sei o que é o Sete Além
- 10:00na minha cabeça. Eu não sei como que eu descobri
- 10:02isso. Eu ouvi essa palavra de você
- 10:04falando, que Sete Além. O Sete Além é o sobrenatural.
- 10:09Eu tenho na minha cabeça que é isso.
- 10:11Então vocês tenham também na de vocês.
- 10:12E se eu estiver mentindo, vocês podem me corrigir.
- 10:15Que o Sete Além não tem nada a ver com isso.
- 10:17Mas ele teve várias situações assim.
- 10:19Teve uma vez que ele falou que estava dormindo.
- 10:22E aí, ele acordou. No que ele acordou, não era
- 10:25paralisia do sono, né, produção? Ah, era paralisia do sono.
- 10:29Nossa, tudo errado. Informação toda errada.
- 10:31Eu, hein. Mas durante a paralisia do sono
- 10:34dele, ele falou que ele olhou assim, ó.
- 10:36E no quarto dele, perto do guarda-roupa, ele viu uma figura
- 10:41sem forma. Ele não via forma, não era uma
- 10:44forma, tipo… Ele tá falando que não, então ele viu a forma.
- 10:47Ah! Ah, tá.
- 10:48Nossa, querida. Então vamos lá, corrigindo.
- 10:51A produção teve uma paralisia do sono.
- 10:54E aí olhou pra frente, viu uma forma de gente.
- 10:57Só que ele não via a silhueta. Tipo, ah, estava usando calça
- 11:00jeans e crópede. Não via isso.
- 11:03E só via os olhos amarelos. Fixos, olhando na direção dele.
- 11:07Sabe quem que é? Azazel.
- 11:09Quem que é Azazel? Os irmãos Winchester com certeza
- 11:13arrumariam essa situação. Azazel foi o demônio que Mari
- 11:17Winchester fez um pacto com ele por causa de John Winchester e
- 11:22aí ele matou a Mari. O Azazel.
- 11:25O Azazel, o demônio do olho amarelo.
- 11:27O demônio do olho amarelo. O que esse Azazel tá fazendo em
- 11:29Walter Roche? Vai caçar seu rumo.
- 11:33Mas aí o André teve essa paralisia do sono.
- 11:36Uma vez ele viu também uma pessoa dentro do carro do pai
- 11:40dele, eu acho, ou do carro dele, não lembro.
- 11:42Enfim, dentro de um carro, ele viu essa pessoa.
- 11:44E aí, meu amor, quando eu fui mudar pra lá, Haja Pai Nosso, ó.
- 11:48É aguinha fluidificada, é Pai Nosso.
- 11:51É, dá-lhe evangelho no lar ali, assim.
- 11:54E depois que eu comecei o meu ritual espiritualístico ali
- 11:58dentro daquela casa… Não teve mais.
- 12:02Eu, graças a Deus, não tô passando por situações
- 12:05sobrenaturais. A única que eu achei que era foi
- 12:09Eduardo, que ele apontou assim, ó, por conta da parede e falou,
- 12:12a menina, a menina, mamãe. Aí eu já aqui, ó… Já tranquei.
- 12:17Aí quando eu fui ver, era Maria Clara do JP, que tava na
- 12:20televisão. Falei, ai, graças a Deus.
- 12:22Maria Clara e JP é uma duplinha, né, infantil.
- 12:24De youtubers, muito bom. Maria Clara e JP, todo dia com
- 12:28você. Eles ensinaram. ensinam coisas
- 12:31eles ensinam minha filha Maria Clara JP e outra coisa muito bom
- 12:35esses dias eu botei a tia Melinha pra ver a gente ficou
- 12:37vendo a casa deles em Orlando que eles mudaram falei vamos tia
- 12:41Melinha ver a casa deles eles estão morando em Orlando meu
- 12:44amor se mudaram daqui eles moravam em algum lugar em algum
- 12:47bairro do Rio se mudaram lá pra Orlando um casão tá O que dizem
- 12:52aí, falando de outro mundo, que não devemos fazer… E teve uma
- 12:56época que eu tava ouvindo direto pessoas me chamando.
- 13:00Falam que não… Alana, e aí, se você ouvir alguém te chamando e
- 13:04não for uma pessoa… Não for ali a conta de luz chegando.
- 13:09Rael, não for ali pra cortar alguma coisa.
- 13:12Você não deve responder. Eu já ouvi dizer que é a morte.
- 13:15Que se você responder, você tá respondendo pra morte.
- 13:17Nossa! Acho que foi a vovó que me falou
- 13:20uma vez isso. Respondendo pra morte.
- 13:22A gente já contou muita história de espírito.
- 13:25Mas teve uma que eu não lembro se a gente já citou aqui.
- 13:27Que não era de espírito, mas era… Não sei se a física
- 13:31explica. Se tem uma razão científica pra
- 13:34isso. Mas a gente, quando era criança,
- 13:35fazia uma brincadeira. Que até hoje, não sei como que a
- 13:39gente acontecia. Não tem.
- 13:40E aí fomos até contar pro Pedro. Pedro, ah, é mole isso.
- 13:43Mole nada. Faça, Pedro, tudo cético.
- 13:46Cético. Tente fazer aí na tua casa.
- 13:48Gente, o Pedro é ceticíssimo. Você imagina uma pessoa que
- 13:52acredita em espírito com outra que é cética.
- 13:55Mas o que a gente fazia quando era criança?
- 13:58Uma pessoa, imagina aí, eu quero que você reproduza, se você não
- 14:01for criança, na tua casa. Eu quero que você adulto Falei,
- 14:06Alana, deu certo. Raíla, vocês tinham razão.
- 14:08Você ficava sentada numa cadeira.
- 14:11E aí, o que que acontecia? Uma pessoa sentada...
- 14:13Eram quatro amiguinhos em volta. E não amiguinhos espirituais,
- 14:16não. Quatro amigos de verdade.
- 14:18E aí, cada um com um dedo indicador...
- 14:21Esse dedo aqui, ó, o furabolo... A gente, cada um, ficava… Como
- 14:25se fosse levantar a cadeira, mas só com o indicador.
- 14:29E sem levantar. Em cada quininha da cadeira.
- 14:31Em cada extremo. E aí, cada um, embaixo da
- 14:35cadeira, assim. E aí, a gente mentalizava.
- 14:38Vai levantar, vai levantar. Todo mundo mentalizando junto.
- 14:41É, na hora. Vai levantar, vai levantar.
- 14:43Por alguns… Não lembro se era segundos, não lembro por quanto
- 14:45tempo era. Mas aí, na hora que a gente
- 14:48falava. Um, dois, três e… Já!
- 14:50A cadeira ficava… leve. A gente fez isso com o Fabrini,
- 14:53lembra? Foi.
- 14:54E a gente não era criança, mas já era.
- 14:56Vamos fazer lá em casa pra ver se funciona.
- 14:58Isso daí eu faço, só do brinco de brincadeira do compasso.
- 15:01Mas, gente, a cadeira ficava leve.
- 15:03Levinha, a pessoa ia lá no alto. Na minha cabeça, eu tenho que ir
- 15:07a cinco metros, mas eu acho que era trinta centímetros.
- 15:09E tinha que ter uma rede pra botar com a pessoa.
- 15:12E aí o Pedro falando, ah, aí é fácil quatro pessoas com um dedo
- 15:15indicador levantando uma cadeira.
- 15:17Então vai, pega e faz pra você ver se é fácil.
- 15:20E porque era cadeira grande, não era cadeirinha de plásticozinho,
- 15:25né? Vamos testar.
- 15:27Mas era uma história meio sobrenatural, né?
- 15:30Igual gente que… Tá vendo? Eu acho que isso daí é força do
- 15:33pensamento. Porque tem gente que entorta
- 15:35garfo. Mas falam que o nosso pensamento
- 15:38tem um poder gigante que a gente não sabe controlar.
- 15:41É porque a gente não usa a nossa capacidade cerebral.
- 15:44A gente usa muito pouco. Imagina se a gente usasse cem
- 15:47por cento do nosso cérebro. Nossa senhora.
- 15:51Era a gente voando aí. Eu já tava lá na galáxia.
- 15:53Já tava vendo os outros mundos. Já tava indo nos oceanos pra ver
- 15:57o que tem lá embaixo. Eu tava voando.
- 16:00Olha, o papo tá bom. Mas no episódio de hoje, a gente
- 16:04também quer ouvir as histórias de outro mundo.
- 16:07Das nossas fris, dos nossos fris.
- 16:09Sim. Então, bora pro nosso...
- 16:12Cafézinho com a audiência. Eu vou começar o nosso cafezinho
- 16:30com a da Rebeca. E se vocês não se chocarem com
- 16:34essa história, na moral, eu encerro por aqui a minha
- 16:38participação. Porque eu até arrepiei da
- 16:40primeira vez que eu ouvi. Nossa, e eu li, eu peguei o
- 16:43cafezinho, né? Fui vendo as histórias de noite.
- 16:46Eu li essa história… Teve Pri que eu até falei Gente, eu vou
- 16:51ler amanhã Não vou ler hoje não, porque eu fiquei com tanto medo
- 16:54O cu trancou, minha filha Vou começar, posso?
- 16:56Pode Pris, amo o podcast Porque assim como vocês, também cresci
- 17:01no Centro Espírita Me identifico muito Ficamos felizes com isso,
- 17:05Pri Um beijo E essa história eu já devo ter contado para todo
- 17:08mundo que me conhece, porque marcou muito minha vida e a dos
- 17:12meus irmãos. Vamos lá.
- 17:14Somos cinco filhos aqui em casa. Na época, meu irmão mais novo
- 17:18era bebezinho, devia ter uns dois anos e chupava chupeta.
- 17:22Ele tinha duas chupetas e, misteriosamente, elas
- 17:26desapareceram. Ficamos uns três dias procurando
- 17:30e nada de achar. O bichinho reclamava, mas minha
- 17:33mãe achava que já era a hora mesmo dele parar de usar.
- 17:36Um dia, estávamos eu, ele e mais dois irmãos no quarto assistindo
- 17:42TV e minha mãe chegou. Ela tinha acabado de sair do
- 17:46banho. Foi deitando na cama e falando
- 17:49pra gente... Se por acaso achar a
- 17:52C-H-U-P-E-T-A, ela soletrou assim pro irmãozinho não
- 17:57entender. E aí ela falou, se por acaso a
- 18:00chupeta, só que soletrando, né, aparecer, vocês me entreguem
- 18:05porque vou jogar fora. Foi ela acabar de falar isso e
- 18:10as duas chupetas caíram do teto no colo dela.
- 18:14Gente... Caíram do teto.
- 18:17Gente… Eu juro por tudo que existe nesse mundo que isso
- 18:21aconteceu. E meus irmãos são testemunhas.
- 18:24Foi só o caos depois disso. Meu irmãozinho ouviu o
- 18:27barulhinho e começou a pedir a pepeta.
- 18:29Enquanto eu e os outros dois chorávamos desesperados.
- 18:33Sem entender porra nenhuma. Criança espírito tem medo de
- 18:37espírito, né? Obviamente.
- 18:38Todas. E a mãe ficou assim, ó… Boca e
- 18:41aberta. Vale ressaltar, olha só, que não
- 18:45existia nada, absolutamente nada no teto onde a chupeta poderia
- 18:50estar presa. Era teto normal, sem aquele
- 18:53estranho de gesso, lustre, nada. Foi muito bizarro.
- 18:57E sempre que lembro disso, a mesma sensação de medo e
- 19:00confusão volta. Gente, eu fico imaginando eu
- 19:04nessa situação. Nossa Senhora, que medo!
- 19:08E aí eu fiquei pensando, será que era um herezinho ali, uma
- 19:10criança querendo a brincadeira? Um amiguinho espiritual?
- 19:14Tipo assim, chegou algum… Não! E explicando, ó… Algum amigo
- 19:20espiritual e falando, não, tinha aqui, a gente levou… O que
- 19:23aconteceu… Porque às vezes acontece, né, de falar.
- 19:27Eu lembrei de um meme, que agora eu não sei muita coisa.
- 19:30Mas eu só me recordo disso, das menininhas falando.
- 19:32Espírito Santo, você está aí! Aí eu acho que alguma coisa cai,
- 19:37assim. E elas cagam de medo.
- 19:39Eu fiquei em choque. Essa daí, da Rebeca, foi demais
- 19:44pra mim. Criança espírita pra sacar, não.
- 19:46A gente deveria, assim, vamos ter uma insalubridade aí pra
- 19:51gente. Porque o coração não aguenta,
- 19:52não. Vamos pra da Larissa.
- 19:54Pris, eu não lembro que ano foi, mas não tem muito tempo.
- 19:58O meu pai estava me contando que faleceu uma moça que trabalhava
- 20:01na área da saúde da cidade que ele mora.
- 20:04Logo após o falecimento, os colegas de trabalho dela
- 20:07começaram a vê-la durante as madrugadas onde ela fazia
- 20:10plantão. Foram muitos dias de
- 20:13avistamento, segundo meu pai. Depois de ouvir a história,
- 20:17brinquei com ele dizendo que tinha muita vontade de ver
- 20:20espírito. Na mesma noite, eu sonhei com a
- 20:23minha casa toda escura, mas tinha uma luz vindo da cozinha.
- 20:27Caminhei até lá e a moça estava lá, muito nervosa, dizendo...
- 20:32Você não queria me ver? Estou aqui.
- 20:35Não lembro o que aconteceu depois, mas nunca mais quis ver
- 20:38espírito. Primeiro, a pessoa morreu vai
- 20:40voltar pro serviço, gente. Vai ver um viver, vai ver o
- 20:44mundo, né. Nossa!
- 20:45Com todo respeito, com todo respeito.
- 20:47Você agora tocou no ponto, Pri. Voltou pro hospital.
- 20:51Pra trabalhar. Ah, nossa.
- 20:53Ah, meu amor. A não ser que você tinha alguma
- 20:57rusga ali no trabalho e vai ficar obsidiando um pouquinho.
- 21:01Aí tudo bem. Quer ver espírito?
- 21:03Então tome. Ela, né?
- 21:04Gente, eu não dá. Não dá que eu ia morrer.
- 21:07A gente tem a Dindinha, né? Que tem vários relatos
- 21:10sobrenaturais e hospital, né? Que a Dindinha é médium e
- 21:13trabalha em hospital. Mas tá em um lugar… Que tem
- 21:15muita história envolvendo espírito, né?
- 21:18Sim, porque é muita gente morrendo todo dia, muita...
- 21:22É energia, assim, né? Meio pesada, meio leve, não sei.
- 21:28É mista, né? Eu sei que Jesus me protege, eu
- 21:31não quero. Eu vou agora pra do Ike Mendes.
- 21:34Participei do exorcismo da criança possuída.
- 21:39Eu achei que já começou assim, ó, bombástico.
- 21:42Porque isso daí pra mim é muito filme, o exorcismo.
- 21:45Deixando claro que esse não foi o único que eu participei, mas
- 21:49foi o mais assustador. Tudo começou em dois mil e
- 21:52quinze. Minha avó materna estava acamada
- 21:56e eu ajudando nos cuidados. Até que adoeci.
- 21:59Tive chikungunya, o que resultou em uma parada
- 22:03cardiorrespiratória e uma longa internação hospitalar.
- 22:07Durante o período de internação, conheci a família do meu colega
- 22:10de quarto do hospital. Eles eram muito carentes,
- 22:14financeiramente falando. Passavam por muitos perrengues e
- 22:17minha mãe, que sempre foi muito caridosa, começou a acolher
- 22:21alguns dos dez irmãos desse rapaz na nossa casa.
- 22:24Uma dessas crianças era a Lara, um nome fictício aí, tá, gente?
- 22:29Que era irmã gêmea da Larissa. A Lara se apegou muito à minha
- 22:34avó e adorava ficar na casa da minha avó junto da cuidadora.
- 22:38Numa tarde qualquer, a Lara reclamou que estava se sentindo
- 22:42mal, porque o menino que estava brincando com ela não deixava
- 22:46ela pegar a boneca. E em seguida, ela entrou em uma
- 22:51espécie de transe, febre muito alta e rigidez corporal.
- 22:56Detalhe, não tinha ninguém brincando com ela, pelo menos
- 23:01ninguém ali encarnado, né? Os dias que se seguiram, isso
- 23:05começou a se repetir com ainda mais frequência.
- 23:08Lara ia ao hospital, era medicada e nada resolvia.
- 23:12Nenhum exame identificava o motivo da febre, nem das
- 23:16convulsões e da rigidez. até que eu vi ela acompanhada desse
- 23:21garoto e quando ela entrou no meu quarto ele não conseguiu
- 23:27entrar e ela me disse ele não tem permissão para entrar aqui é
- 23:32o único lugar que ele não consegue me pegar então eu
- 23:36decidi chamar a equipe de exorcismo da igreja que eu
- 23:39frequentava Esperei ela começar a entrar em transe mais uma vez
- 23:44e levei ela até a casa de um dos membros e começamos a fazer os
- 23:48ritos, canções, orações, perguntas e nada sustiu o
- 23:52efeito. As sessões duraram muito tempo e
- 23:56foram muitas. até que a última aconteceu na minha casa e foi a
- 24:01mais intensa. Nessa, descobrimos através de
- 24:06revelação espiritual que ela tinha sido oferecida em um
- 24:11ritual antes mesmo do seu nascimento e que a criança que
- 24:16acompanhava ela não era mais criança.
- 24:19Quando eu vi no canto da casa que ela me indicou, era um ser
- 24:25monstruoso. Detalhe que o Ike colocou aqui
- 24:28entre parênteses. Vou tentar mandar foto do lugar.
- 24:32Ike, tudo bem se você não mandar, tá bom?
- 24:34Eu tô de boa. Ou se for mandar, manda de dia.
- 24:37Exatamente. Também não faço questão.
- 24:41Eu vou continuar aqui. Nesse dia conseguimos libertar
- 24:44ela dessa possessão e nunca mais passou por isso até onde eu sei.
- 24:49Mas temo o que mais pode acontecer com a Lara, né?
- 24:53Essa história tem muito mais detalhes e nuances e é muito
- 24:57assustadora, mas estou escrevendo um livro sobre...
- 25:00Sobre essa experiência. E no livro estarão todos os
- 25:04detalhes. Obrigado por lerem.
- 25:06Amo vocês demais. Olha… Ai, que eu fiquei agora
- 25:10interessada aí no livro, tá? Assim, é um livro que eu leria
- 25:16de dia. E eu leria o livro e depois o
- 25:19Evangelho. Quantos anos ela… devia ser
- 25:21criança, né? Eu fico pensando, né?
- 25:23Criança, poxa… E eu fico… Aqui em Volta Redonda, acho que não
- 25:29tem… Ah, não que a gente saiba, né.
- 25:32Que não é muito da nossa… Como que fala?
- 25:36Do que a gente segue religiosamente falando, né.
- 25:40Mas cara, aí eu até perguntei pra ele se a Lara via esse
- 25:44espírito, a entidade, na forma só da criança ou do monstro.
- 25:50Ele falou que viu também no monstro.
- 25:52Hum. Porque eu já passei por uma
- 25:54situação que eu ficava sonhando com o espírito.
- 25:58E eu sabia que era um espírito obsessor, porque eu já fui numa…
- 26:01Uma obsessora. Mas aí, eu sabia que era um
- 26:06espírito que ele tava tentando, de qualquer forma, atingir.
- 26:11Teve uma vez que eu não sonhei. Eu senti a presença dele, só que
- 26:15ele não conseguia entrar no quarto… Mas eu sentia que ele
- 26:19sempre tentava me atingir com o Eduardo.
- 26:22Tipo assim, eu vou conseguir, eu vou pegar ele.
- 26:24Você vai ver o que eu vou fazer, o seu filho vai morrer.
- 26:27E assim, nesse dia, eu senti e eu falava assim, você não vai.
- 26:32E eu tentava proteger o Eduardo com o meu corpo.
- 26:35Eu não conseguia me mexer, eu ficava parada.
- 26:37Foi tipo uma paralisia. Aham.
- 26:39Só que eu não conseguia ver a forma verdadeira dele.
- 26:44Ele sempre aparecia na forma de uma pessoa, normal.
- 26:47E ele ainda falava assim, a tua sorte é que você não consegue me
- 26:51ver. Porque senão você ia morrer de
- 26:52medo, você não sabe como é que eu sou.
- 26:54Isso no sonho? Isso no sonho.
- 26:56Isso no sonho. E aí, no dia, eu fui e procurei
- 26:59pra fazer um tratamento espiritual.
- 27:01Espiritual. E aí, a senhorinha lá, ela
- 27:06falou, tem um que tá querendo entrar aqui, mas é uma coisa
- 27:09horrorosa. Aí a outra falando assim, não,
- 27:12pode mandar. E eu falando assim, deixa não,
- 27:14deixa. Ele, não, vamos entrar.
- 27:16E ele chegou… a manifestação dele teve a manifestação dele e
- 27:21ele falando que ele ia acabar era um espírito ali que tava com
- 27:24uma raiva eu sonhei e ele chegou que ele ia acabar comigo com a
- 27:28minha família que ele ia levar todo mundo mas não conseguiu não
- 27:32conseguiu e essa senhorinha ela falou que várias vezes ela via
- 27:37ele na porta da minha casa só que ele não conseguia entrar Ele
- 27:41não conseguia entrar em casa. Mas aí ele já foi para a luz,
- 27:44Elisabeth. Acredito que foi, graças a Deus.
- 27:46Ah, para a luz, Elisabeth! Depois eu nunca mais sonhei.
- 27:49Nossa! Nunca mais sonhei, mas até
- 27:50repita, tá? Vou dar um rupio aqui.
- 27:53Vamos pra mais uma, e essa daqui veio em anônimo.
- 27:56Quando eu era adolescente, minha mãe morava em uma cidade e eu em
- 27:59outra. Pra estudar numa escola pública
- 28:02melhor. Meu pai tinha falecido há mais
- 28:05ou menos um ano em um acidente na estrada entre as duas
- 28:08cidades. Uma noite muito chuvosa, eu tava
- 28:12na casa da minha mãe arrumando as malas pra voltar pra onde eu
- 28:15morava. O telefone dela tocou, eu atendi
- 28:18e ouvi um, Fátima? E disse, não, é a fulana, quem
- 28:24fala? E ele respondeu, seu pai.
- 28:27A ligação ficou muito ruim e desligou.
- 28:29Contei pra minha mãe e ela decidiu ligar de volta no
- 28:32número. Era o telefone da minha tia,
- 28:35irmã do meu pai, e ela disse que não ligou pra nós.
- 28:39Optei por não viajar no dia seguinte, com medo de ser um
- 28:42recado de que algo ruim ia acontecer.
- 28:44Lembro da voz dele no telefone até hoje.
- 28:47Nossa! Pode ser mesmo, assim, que foi
- 28:50uma forma… Cara, tem muita coisa.
- 28:52Tem uma frase, não sei se é… Não sei direito como é que é a
- 28:55frase. mas assim, existem muitas coisas além não tem um negócio
- 29:01desse entre o céu e a terra pera, vamos pesquisar aqui no
- 29:07nosso tem gente que pode não acreditar mas é cada situação
- 29:14sabe de quem é essa frase? eu quero ver que você adivinha
- 29:19há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa
- 29:24van filosofia quem disse isso? Aristóteles não, mais uma chance
- 29:29pode ser Marcelo Rosa William Shakespeare e se o Shakespeare
- 29:34disse isso mas é realmente é verdade porque tem muita coisa
- 29:39aí muito babado acontecendo no mundo e a gente nem sabe nem
- 29:42sabe e eu não quero saber também mas olha só esse recado né eu
- 29:46acho que foi um tipo assim minha filha é eu também ficaria assim
- 29:49de boa eu também não viajaria ficaria em casa Nossa, eu
- 29:53acabei... De soltar um pum.
- 29:55Não. Todos nós ouvimos aqui.
- 29:56Não, eu acabei de ver uma mão assim, ó, aqui, ó, no teu
- 30:00pescoço. Ai, que bom, foi uma massagem.
- 30:03Tô precisando aqui, ó, tá doendo.
- 30:05Embaixo do cupim aqui, por favor.
- 30:09Eu vou agora pra do Vitor. Já acordei de madrugada e a
- 30:13cadeira de balanço da sala da casa tava balançando.
- 30:17Detalhe um, era uma cadeira fixa e balançava quando a gente
- 30:22sentava e fazia o movimento de ir para frente e para trás.
- 30:27Detalhe dois, a cadeira não era nossa.
- 30:31Nós tínhamos nos mudado para essa casa fazia uns seis meses e
- 30:35a cadeira era do antigo dono que havia falecido na rua de trás
- 30:40por infarto. Hum...
- 30:42Já tava ali. Ele já tava ali se sacudindo.
- 30:45Eu nem preciso terminar de ler essa história pra saber.
- 30:48Mas continuando. Ele era um senhor muito gente
- 30:51boa e querido. Seu Ézio.
- 30:53A mulher dele não quis mais morar na casa e quando foi
- 30:57embora deixou os móveis e livros.
- 31:00Nos mudamos pro local, né, que era em frente à que morávamos,
- 31:05porque a casa que eles estavam antes havia sido vendida.
- 31:10Assim, gente, pra bom entendedor, meia palavra baixa.
- 31:13Seu Wesley tava ali se balançando. que eu jamais teria
- 31:16um tipo de cadeira dessa que é a cadeira do filme de terror é a
- 31:19cadeira de espírito essa cadeira serve pra espírito não, é a
- 31:22cadeira de espírito esses dias eu tava na internet todo filme
- 31:24de terror e aí eu vi uma cadeirinha vai você no bazar e
- 31:27que tem uma cadeira dessa você pode ter certeza você vai
- 31:29comprar a cadeira e o espírito junto Não compro cadeira.
- 31:33Esses dias eu tava num site, aí eu vi uma dessas assim, ó.
- 31:36E quando eu vi o pezinho, e era uma gracinha de balanço, eu
- 31:39falei… Eu não… Eu, sozinha, vamos supor um dia que o André
- 31:43não tá em casa de madrugada… O negócio começa… Ah!
- 31:46Ou então você vai pra tomar uma água, tá ela balançando.
- 31:49Nossa! Gente, pra que que vai comprar
- 31:52uma cadeira de balanço, né? Bem firme.
- 31:56Agora, o que eu tenho medo é os brinquedos do Eduardo começar a
- 32:01tocar do nada. Não aconteceu.
- 32:02Com todo respeito, aquele robozinho que ele ganhou de Dia
- 32:05das Crianças, né? O robozinho não cala a boca, né?
- 32:08E fica dançando e fica cantando. Porra!
- 32:12Eu não ligo, assim, durante o dia.
- 32:13Mas à noite, ele quer ficar… Tipo, meia-noite, ele quer ligar
- 32:18todos os brinquedos dele. É o volante, é o robô e a
- 32:20guitarra. Meu filho, amanhã… E tudo junto.
- 32:23Aí eu falo, o robô vai dormir, ele precisa descansar.
- 32:26Eu vou ler agora a do João Paulo.
- 32:29Quando minha tia mais velha era bebezinha, minha avó passou uma
- 32:32noite muito difícil com ela. A menina não parava de chorar e
- 32:37nada fazia ela ficar quieta e dormir.
- 32:39Minha avó, então, resolveu rezar pedindo para a menina relaxar.
- 32:44No exato momento que ela disse que assim seja, minha avó diz
- 32:48que sentiu um peso enorme cair no chão em frente a ela.
- 32:53Era uma casa na roça e, segundo ela, não dava para enxergar nada
- 32:58no quarto. Então, a avó ouviu como se um
- 33:02animal enorme estivesse lá dentro pisando no chão.
- 33:08Ela tremia enquanto aquele bicho, aparentemente, sapateava
- 33:13no escuro. De repente, a porta do quarto se
- 33:17abriu de uma vez e ela viu que não tinha nada ali.
- 33:21No chão, porém, viu marcas de patas parecidas com as de um
- 33:26cavalo. Tenso demais.
- 33:28Nossa. Mas aqui, ó.
- 33:30Oração de mãe, minha filha. Tem um poder que caiu por terra
- 33:34aí, ó. Olha só.
- 33:35Foi. Com certeza, né.
- 33:37Era alguma entidade que tava ali.
- 33:39Não sabemos. Mas assim, algo sobrenatural
- 33:43habitava ali. Não, você não sabe.
- 33:45Eu sei porque eu estava lá. Eu era.
- 33:48Eu era a cavala, eu era a égua. Tudo a respeito.
- 33:51Gente, mas ó, que medo. Eu sempre faço a oração pro
- 33:55Eduardo toda noite. O Eduardo, além da Maria Clara e
- 33:58o JP, ele já viu algum, sabe? Você falou que ele viu a menina
- 34:03e era a Maria Clara e o JP. Não, ele ficava antes rindo e
- 34:06tipo olhando pro alto quando ele ainda não falava.
- 34:09Como se ele estivesse brincando com alguém.
- 34:10Alguém fazendo alguma gracinha pra ele, que ele dava
- 34:13gargalhada. Isso de noite, e ele ficava com
- 34:16a mãozinha assim. Aí eu ficava assim, não, se tá
- 34:19rindo é porque é amigo. Se tá rindo é amigo, ó.
- 34:23Tem uma história de alguma criança lá de casa também, que
- 34:25quando era bebê, chorava de soluçar.
- 34:28Olhando pra cima do guarda-roupa, e aquilo ali
- 34:31assim, ó. Chorava, chorava, chorava.
- 34:34Aí depois… descobriram que era um amiguinho mais atrasadinho,
- 34:39né? Um amiguinho espiritual que tava
- 34:40ali, ó, tentando perturbar o juízo.
- 34:43Eu quero que a massa sensitiva falou que não tenha obsessor que
- 34:50aguente a mãe fazendo um salve rainha pro filho quando ele
- 34:53estiver dormindo. Só que eu não sei essa oração de
- 34:56salve rainha. Eu faço a mínima ideia.
- 34:57Eu não sei. Aí eu fui.
- 34:58O que eu tô fazendo? Eu tô colocando no Spotify salve
- 35:01rainha. Aí a mulher vai falando e eu vou
- 35:03fazendo a minha oração pro Eduardo. não, mas você tem que
- 35:06ler a oração, você tem que ler não, pode, acho que pode porque
- 35:11a mulher tá falando aí, eu vou mas acho que se você ler também
- 35:15tem essa efetividade então eu vou ler, eu vou fazer um
- 35:19papelzinho, vou deixar todo lá porque às vezes eu sinto assim
- 35:23vou ler no celular, aí passo o Instagram, mano tá igual quando
- 35:28eu vou fazer meu evangelho e vou pedir a explicação no youtube tá
- 35:31lá a propaganda senhores, senhores só um minutinho que tá
- 35:36na propaganda, vamos começar vai Pri vou terminar que ele não tem
- 35:41eu procurei e não tem o nome é o GLCSB GLCSB, você está aqui
- 35:49nessa sala entre nós? Qual que é o seu nome?
- 35:52Será que ele existe? Ele mandou assim...
- 36:10E tinha um menino na calçada, sujinho e descalço.
- 36:13Ele me pediu ajuda pra fazer a tarefa da escola.
- 36:16E eu falei, claro, porque eu sou o professor.
- 36:19Ele foi correndo pra dentro daquela casa velha, foi lá
- 36:23dentro e demorou um pouquinho e depois ele voltou correndo com
- 36:26um livro de matemática e um estojo.
- 36:29Ajudei ele a fazer os exercícios da tarefa, ele me agradeceu e
- 36:34apertou minha mão. Disse alegrinho pra que eu fosse
- 36:37com Deus e eu respondi pra que ele ficasse com Deus também.
- 36:40Liguei e contei pra minha mãe, que ficou emocionada e quis
- 36:44saber quem era o menino pobrinho pra ajudar.
- 36:47Acontece que não mora ninguém naquela casa dele.
- 36:51Que tá abandonada há mais de trinta anos.
- 36:55O menino que eu ajudei a fazer a tarefa e que tocou em mim,
- 37:00simplesmente não existe. Cara, eu fico pensando que eu
- 37:04fico, assim, com pena também desses espíritos que ficam
- 37:08presos, né? Pois é, né?
- 37:10Ainda fazendo exercício de escola.
- 37:12Porque, gente, assim, no meu entendimento… Todos nós, a gente
- 37:16merece, mesmo se os espíritos obsessores, os espíritos mais
- 37:20endurecidos, que fazem a maldade.
- 37:24Eles são pessoas… Pessoas não, né.
- 37:27Eles são espíritos que precisam de evolução e precisam do perdão
- 37:31também. Eles têm que aprender a perdoar
- 37:34pra seguir em frente. É isso.
- 37:36E assim, aí eu fico com pena. Porque pra um espírito chegar
- 37:39nessa situação, ele também deve estar num sofrimento.
- 37:43Pois é. Eu lembro de uma vez que eu fui
- 37:45assistir uma palestra e o palestrante virou, tava contando
- 37:48dos causos lá de mesa mediúnica. E aí ele falando, gente, uma vez
- 37:52na mesa mediúnica manifestou um espírito e ele tava assim...
- 37:55Eu quero ir atrás dela, não sei o quê.
- 37:57E ele assim, com aquele sentimento de vingança, né?
- 38:02De raiva e tal. E aí começa naquela conversa ali
- 38:07dos médiums, né? Com o espírito pra tentar
- 38:09entender, pra tentar auxiliar, né?
- 38:12E aí foram descobrir que o espírito dessa pessoa, ele
- 38:17simplesmente estava tentando vingança há trezentos anos, meu
- 38:22amor. Trezentos anos e ele preso numa
- 38:26situação imagina o sofrimento ele acompanhando a pessoa ali
- 38:32por reencarnações e sofrendo junto sabe o que eu quero?
- 38:37quando eu falecer, logicamente que eu vou ter que ter estudo
- 38:43para isso mas se me for permitido eu quero trabalhar com
- 38:48espíritos sofredores você vai ser o espírito sofredor eu vou
- 38:52estar a própria lá Você vai ser a própria.
- 38:55Mas assim, se me for permitido, eu vou querer.
- 38:57Você quer ser uma lanceira de Maria.
- 38:58Depois dos meus passeios, eu quero ver, né.
- 39:01Com o doceano, o universo. Comer o japa.
- 39:04Sugar muita essência de japa ainda.
- 39:07Mas também quero… Você, imagina você sendo uma lanceira de
- 39:12Maria. É, chegando só com um
- 39:14biquinizinho assim, ó. Falta de respeito.
- 39:17Ué, os lanceiros não andavam nus?
- 39:20Não andavam nus, eles andavam… Sem camisa?
- 39:23Então, você vai estar com só um biquíni assim, ó.
- 39:25E com a lança. Com a sua lança, você com a sua
- 39:27lança ali, ó. Cheguei!
- 39:29Cadê? Cadê?
- 39:30Eu tenho um pouco pra falar aqui com ele.
- 39:32Eu não quero ficar correndo atrás de coelhinho, não.
- 39:34Ah, coisa chata, coisa chata. Mas é sério, sabia que tem
- 39:38pessoas que são médiums e eles trabalham quando dormem?
- 39:42Se desligam e vão fazer trabalho com esses espíritos?
- 39:45Sim, desligamento. Minha mãe já fez muito
- 39:46desligamento, amor. E a minha mãe já fez
- 39:48desligamento, mas a Amélia Maria também já disse que já deu umas
- 39:51sonecas na mesa mediúnica. E aí falava, e aí, Amélia, como
- 39:55que foi? E ela falava, nossa, trabalhei
- 39:57muito. E na verdade, ela só tava
- 39:59dormindo. É.
- 40:00Olha aí a alma. A falsa profeta.
- 40:02Olha a alma. Olha o perfume aí, ó.
- 40:04Pri, fechamos o nosso cafezinho, né?
- 40:06Fechamos. Chegou a hora dele, o nosso...
- 40:09Momento refletindo enquanto ouve o Tony Ramos tocar sax numa
- 40:15livraria do Leblon. Vai, quem começa?
- 40:26Pode começar. Já sei o que eu vou falar.
- 40:28Cortei meu cabelo, né? E meu cabelo tava grande.
- 40:31Estava um pouco maior. Eu gostei da maneira que ela
- 40:34cortou a franja, ó. Tá vendo?
- 40:36Não é uma franjinha, mas não é um franjãozão.
- 40:38E deu um caimento. Só que agora, o comprimento, eu
- 40:41fiquei pensando. E eu falei com ela, pode cortar.
- 40:44Tira a vontade, tira. Eu quero aqui, ó, mais ou menos
- 40:47na altura do ombro. Só que aí eu tô assim, tá sujo
- 40:50também meu cabelo. Mas eu não sei se eu voltei um
- 40:53pouco pra fase Paulinha. Já estão sabendo da novidade.
- 40:57Não voltou, isso é coisa do seu pensamento.
- 41:00É, mas ontem eu falei com a Raíla.
- 41:01Ai, eu não sei se eu voltei pro cabelo da Paulinha.
- 41:04Aí ela, não voltou não. Aí na mesma hora ela falou
- 41:06assim, ah, mas pensa que seu cabelo cresce rápido.
- 41:09Ou seja… Não foi. Porque você falou que tava se
- 41:13sentindo assim. Eu falei, não está.
- 41:15Mas se você está se sentindo assim, o seu cabelo cresce
- 41:18rápido. E você vai deixar de se sentir
- 41:21assim. Porque não é porque você está se
- 41:23sentindo assim que tá, entendeu? E o meu, já que a gente tá
- 41:27falando de cabelo… Eu tô pensando, porque assim, a minha
- 41:30progressiva já tá vencida, né. Eu falo vencida.
- 41:34Porque eu não sei se eu marco agora ou se eu deixo pra fazer
- 41:37em dezembro. Ou eu seguro mais um pouquinho.
- 41:39Ah, mas você vai segurar por dois meses a progressiva?
- 41:43Eu tô achando. Porque se eu fizer agora, no
- 41:46meio de dezembro, já está voltando a minha raiz, entendeu?
- 41:50Nossa, o sovaco tá bonito. Ela levantou aqui o braço.
- 41:53Meu sovaco, você tá achando? Tô achando.
- 41:55É bíssimo. Nossa!
- 41:57Herbíssimo. Tá bonito.
- 41:59Eu tô seguindo uma blogueira agora.
- 42:01Eu esqueci o nome dela, mas ela chama todo mundo de gata garota.
- 42:04Eu acho que ela é carioca, porque ela tem o destaque
- 42:06carioca. E ela ensina várias dicas, mano.
- 42:08Nossa, tá bom, tá bom. Aí… Você gosta do herbíssimo?
- 42:11Eu gosto. Hashtag publi, herbíssimo.
- 42:13Eu gosto, eu gosto. Filho, se movimenta.
- 42:16Eu sou uma usadora de herbíssimo.
- 42:19É. Gata garota falou que não pode,
- 42:22que não é bom usar aquele que… Aerosol.
- 42:25Que o aerosol, ainda mais pra quem usa lâmina, ele escurece a
- 42:29axila. Então, minha filha é herbíssimo.
- 42:32E ele segura o CC, que é uma beleza.
- 42:35Finalizamos, Pri? Finalizamos.
- 42:38Bom, esse episódio foi um pouco mais longo.
- 42:39As histórias eram mais cabeludas, né, gente?
- 42:42Eram histórias maiores. Se você gostou, comenta.
- 42:46Tanto aqui na caixinha, ó, pra quem tá ouvindo no Spotify.
- 42:49Essa caixinha aqui de interatividade que você pode
- 42:51responder o que achou desse episódio.
- 42:53Ou você pode compartilhar na sua rede social preferida.
- 42:57E também escrever o que você achou utilizando a hashtag Dona
- 43:01Helena Podcast. ou marcando também o nosso perfil no
- 43:04Instagram, arroba Dona Helena Podcast é isso, beijo e até a
- 43:11próxima apoia o Dona Helena com dez reais apoia pra você ver
- 43:19olha o que vai acontecer o link está na descrição desse episódio