Latest / Product Guru's : Produto | Negócios | Carreira / Conectando Métricas de Produto ao Negócio | Yas Avancini
Transcript
- 0:00Eu sou muito a favor, inclusive, de algo que eu gosto de chamar
- 0:03de negócio e produto, que é o produto que literalmente sai do
- 0:06business canvas. Tem isso num artigo que eu
- 0:11escrevi ali no Medium, um dos meus artigos fala exatamente
- 0:14sobre isso. Então, eu acredito muito na
- 0:16estratégia top-down, eu acho que ela é o caminho aqui para a
- 0:19gente seguir, mas eu citei a bottom-up porque eu já vi
- 0:22empresas fazendo, eu já vi times fazendo, não é o caminho que eu
- 0:25costumo indicar esse aqui. Então, quando a gente começa a
- 0:28fazer esse desdobramento, a gente sai do business canvas, e
- 0:32a gente vai efetivamente para como é que produto tangibiliza,
- 0:36por exemplo, minha proposta de valor, se a gente não tiver
- 0:40muito atrelado ao negócio, a gente pode estar, às vezes,
- 0:43mirando, por exemplo, num segmento errado.
- 0:45Se eu não souber qual é o meu customer segment ali, do meu
- 0:48business canvas, eu posso estar tentando... mirar ali, por
- 0:52exemplo, minha área de aquisição e trazer uma galera, às vezes,
- 0:55que não vai fazer sentido o meu modelo de negócio.
- 0:58Então, não vai adiantar a gente ficar fazendo growth hacking,
- 1:00experimentação e etc. Então, o grande ponto é que tudo
- 1:04tem que estar atrelado ao business no final do dia, ao
- 1:07negócio. A gente trabalha para o negócio.
- 1:09Música Oi, tudo bem com você?
- 1:27Meu nome é Paulo Schorr e seja bem-vindo ao ProdGurus, o
- 1:30podcast com a voz por trás de dois produtos e que também
- 1:33aborda negócio e tecnologia de peito aberto.
- 1:37Comigo hoje, uma das maiores referências quando o assunto é
- 1:40métricas no país, e quiçá no mundo, porque ela cuida de um
- 1:45produto global. Então ela é referência global,
- 1:49sim. Yas Avantini, tudo bem Yas?
- 1:52Tudo bem, Paulo, você? Bem também, eu estou muito
- 1:55feliz, é um privilégio para mim ter você aqui.
- 1:58Acompanho você e os seus conteúdos no LinkedIn.
- 2:02Então é uma honra. Antes da gente, recados e
- 2:07perguntas, eu já dei um spoiler, né?
- 2:10Falando do que você faz, você cuida de um produto global.
- 2:14Quer contar um pouquinho mais? Claro, com certeza.
- 2:18Primeiro de tudo, cara, prazer estar aqui.
- 2:21Obrigada aí pelo convite. Pra quem estiver assistindo,
- 2:24acho que é um prazer poder falar aí com vocês também através
- 2:27desse singelo PG. Como o Paulo já deu de spoiler
- 2:32aqui, eu trabalho hoje numa frente multinacional dentro do
- 2:37Grupo Boticário, então trabalho no internacional, cuidando
- 2:40especificamente de venda direta no papel de GPM. é uma coisa
- 2:46simples, a gente olha para alguns países, a gente olha para
- 2:49Colômbia, a gente olha para Portugal, a gente olha para
- 2:51alguns outros países de América Latina, a gente também olha para
- 2:54a expansão em Europa, então é um desafio bem, como eu posso
- 3:00dizer, acho que animador e ao mesmo tempo é um constante
- 3:05desafio, entre você lidar com culturas diferentes e
- 3:09stakeholders imersos em padrões e comportamentos diferentes e É
- 3:14como se fossem, no final das contas, empresas até diferentes
- 3:18que você precisa conseguir entender, se adequar e ler o
- 3:21contexto muito bem. Então, hoje eu estou nesse papel
- 3:25aí. No dia a dia da pessoa de
- 3:27produto, do product manager, PO, enfim, a gente meio que trabalha
- 3:33com três esferas de métricas, né?
- 3:35Então tem as métricas de negócio, estratégicas e tal, da
- 3:40empresa, tem as métricas do produto em si, e tem aquelas
- 3:44métricas do time, que é o de delivery, né?
- 3:46Então, lead time, throughput, ciclotime, enfim, vários outros
- 3:51lá que os agilistas adoram. É...
- 3:56A minha pergunta é, hoje você está num contexto global, né?
- 3:59E o consultor já trabalhou em outros contextos.
- 4:03Como que você conecta? Porque a gente não chega no
- 4:08terceiro nível, né? Ali, um pouco da discussão,
- 4:10quando a gente tem discussão de project managers, dados,
- 4:14métricas, enfim. E os project managers ainda têm
- 4:19uma certa dificuldade, aí não estou querendo generalizar, Mas
- 4:23tem alguns que ali conversando no dia a dia, você vê que tem
- 4:27uma certa dificuldade de conectar a métrica de produto
- 4:32com o negócio. Ou o que o time faz com produto
- 4:38e negócio. Como que você aborda essa
- 4:40conexão e qual é a importância dessa interligação para uma
- 4:46estratégia de produto? E aí na visão de uma liderança,
- 4:49né? Eu acho que tem dois formatos de
- 4:51você ir aqui. Quando você está falando de
- 4:53estratégia, você pode tentar uma estratégia bottom-up, que é bem
- 4:57complicado, porque você não estaria alinhado à estratégia da
- 5:00companhia. Você pode ir para um caminho
- 5:02top-down. Eu, normalmente, com os meus
- 5:06times, a gente segue um caminho top-down.
- 5:08Não é o top-down de demanda do stakeholder para o PM, galera.
- 5:12Estou falando aqui da estratégia ser top-down.
- 5:15Então, o que a gente está falando?
- 5:16A gente está falando que tudo começa com a missão da empresa.
- 5:20É até muito antes aqui da gente desdobrar isso, por exemplo,
- 5:23para o objetivo estratégico de uma área.
- 5:26Então, tudo começa com a missão da empresa e na missão da
- 5:31empresa a gente começa a ter tangibilizações no business
- 5:34canvas mesmo. Então, no business canvas é onde
- 5:36a gente começa a ter os nossos recortes de segmentos de
- 5:39usuário, qual é a nossa proposta de valor, qual é a nossa
- 5:41vantagem competitiva. Então, eu sou muito a favor,
- 5:46inclusive, de algo que eu gosto de chamar de negócio e produto
- 5:49que é o produto que literalmente sai do business canvas, tem isso
- 5:54num artigo que eu escrevi ali no Medium, um dos meus artigos fala
- 5:58exatamente sobre isso, então eu acredito muito na estratégia
- 6:01top-down, eu acho que ela é o caminho aqui para a gente
- 6:04seguir, Mas eu citei a bottom-up porque eu já vi empresas
- 6:08fazendo, já vi times fazendo, não é o caminho que eu costumo
- 6:10indicar esse aqui. Então, quando a gente começa a
- 6:13fazer esse desdobramento, a gente sai do business canvas e a
- 6:17gente vai efetivamente para como é que produto tangibiliza, por
- 6:21exemplo, minha proposta de valor.
- 6:24Se a gente não tiver muito atrelado ao negócio, a gente
- 6:26pode estar, às vezes, mirando, por exemplo, num segmento
- 6:30errado, né? Se eu não souber qual é o meu
- 6:32customer segment ali, do meu business canvas, eu posso estar
- 6:34tentando mirar ali, por exemplo, minha área de aquisição e trazer
- 6:39uma galera, às vezes, que não vai fazer sentido no meu modelo
- 6:41de negócio. Então, não vai adiantar a gente
- 6:44ficar fazendo growth hacking, experimentação e etc.
- 6:47Então... O grande ponto é que tudo tem
- 6:49que estar atrelado ao business no final do dia, ao negócio.
- 6:52A gente trabalha para o negócio. E eu acho que isso daí é um dos
- 6:56pontos que está bem alto agora, que é o quanto que o PM precisa
- 7:00entender sobre o negócio. Eu acho que é exatamente nesse
- 7:04momento que eu acho que é muito fundamental a gente ter o
- 7:08entendimento das métricas do negócio, dos goals do negócio,
- 7:11de como é que é o canvas. Eu gosto muito de usar o Lean
- 7:14Canvas. mas o Lean Canvas traduz bem.
- 7:16Então, cara, se você nunca parou para pensar como é o modelo de
- 7:20negócio da tua empresa que você está trabalhando, eu deixaria
- 7:23aqui essa dica. Pega um Lean Canvas, que eu acho
- 7:25que é uma ferramenta bem prática, que você tem problema,
- 7:28solução, proposta de valor, seu segmento de usuário, e tenta
- 7:33fazer para ver se será que eu consigo responder essas
- 7:35perguntas Porque, às vezes, é muito comum até você ter PMs que
- 7:39têm dificuldade de fazer o go-to-market ali, né?
- 7:42E aí tem toda essa discussão do Airbnb, de você ter mais um viés
- 7:46de product marketing, né? Que eu sou muito a favor,
- 7:49inclusive. E, muitas vezes, é por isso.
- 7:53Esse movimento é porque existe, às vezes, essa falta de conexão
- 7:56do PM com o entendimento de, efetivamente, o business model
- 8:00ali. Então, para mim, tudo parte do
- 8:02business model. Antes, inclusive, da gente estar
- 8:03falando de goals aqui de negócio.
- 8:06No grupo Boticário, a parte legal é que a gente usa o OKR,
- 8:09não estou fazendo propaganda, mas a gente usa o OKR lá, então,
- 8:12acho que toda empresa já utiliza o OKR.
- 8:15Então, a gente consegue ter um desdobramento da estratégia
- 8:19muito natural, muito fluido. Então, indo um pouco mais aqui a
- 8:22fundo na tua pergunta. Então, por exemplo, a gente tem
- 8:26ali a área do internacional que eu trabalho hoje, a gente tem os
- 8:30nossos OKRs, a gente tem o nosso objetivo estratégico, A gente
- 8:33tem os nossos Key Results, que conseguem quantificar os nossos
- 8:37objetivos estratégicos. Mas tem várias outras áreas da
- 8:41empresa, tem várias outras Value Streams, é uma empresa
- 8:44gigantesca. A grande magia é que tudo está
- 8:47conectado, no final das contas, à grande missão da empresa, ao
- 8:51grande resultado que todo mundo tem que alcançar.
- 8:55É pouco, eu diria, a gente parar em precisamos aumentar a
- 8:59receita. É importante a gente conseguir
- 9:01ir quebrando para a gente entender como a gente vai
- 9:03aumentar a receita. Então, com os times, normalmente
- 9:07o que eu costumo fazer é a gente monta uma árvore de métrica e eu
- 9:10sendo mais pragmática aqui, sei que tem uma galera que assiste
- 9:13que gosta também. Vamos falar como é que a gente
- 9:15faz o PPT sobre desdobrar aqui essa estratégia, mas eu gosto
- 9:19bastante, é um exercício normal, que normalmente eu faço com os
- 9:22times, da gente colocar, cara, qual é a minha business metric?
- 9:26Então, colocamos bem no topo ali, porque é uma coisa
- 9:30top-down, assim como a estratégia que a gente está
- 9:31falando. Depois da business metric, a
- 9:34gente começa a entrar numa camada, que é uma camada mais
- 9:36que a gente tem o acionável, que é o produto, o meio através do
- 9:41qual eu vou gerar resultado para o negócio.
- 9:44Por que isso é importante de frisar aqui?
- 9:47Porque se eu fosse da área de vendas, possivelmente eu ia ter
- 9:50outros meios para gerar, possivelmente, às vezes, o mesmo
- 9:53KR, o mesmo resultado. Então, se a gente não entra na
- 9:56camada de Product Matrix, a gente pode cair nessa armadilha.
- 10:01E, às vezes, eu já vi alguns PMs caindo um pouco nessa armadilha,
- 10:04que é, cara, e se eu gerar o resultado aqui fazendo, sei lá,
- 10:08não sei, eu gosto de um exemplo aqui, na verdade, que é meio
- 10:11bobo, que é Eu preciso gerar GMV.
- 10:14Se eu não entrar na camada de métrica de produto, pode ser que
- 10:17eu consiga gerar GMV se eu montar uma barraquinha na feira
- 10:20e colocar os produtos da empresa da qual trabalho e vender esses
- 10:23produtos. É a valor bruto de mercadoria
- 10:26transacionada. Estou fazendo GMV.
- 10:29Então, eu preciso entrar na esfera de produto para a gente
- 10:31medir o meio que a gente cuida hoje.
- 10:33A gente cuida de produto, galera.
- 10:34A gente não cuida do business. Esse é um alinhamento bom.
- 10:38A gente influencia o business e é retroalimentado.
- 10:42O produto alimenta o negócio, o negócio alimenta o produto.
- 10:44Essas análises são constantes e são muito ricas da gente ter
- 10:48essa troca, uma conversa constante.
- 10:51Mas normalmente o direcional vem sempre ali do negócio
- 10:54inicialmente. Depois a gente retroalimenta com
- 10:57os dados de produto. Então, nesse PowerPoint que eu
- 11:01estou falando que a gente costuma fazer, a gente desce da
- 11:03métrica de negócio para a camada de métrica de produto e ainda
- 11:07assim a gente tem uma terceira camada que eu gosto de descer,
- 11:09que é a camada de Product Input Metric, que é a métrica de
- 11:13produto que é de input, que é uma métrica acionável.
- 11:17Então, Para quem nunca ouviu falar em Product Input Metric ou
- 11:21Input Metrics, no geral, poderia ser uma Input Metric de negócio,
- 11:24isso existe. Leiam aí o Working Backwards,
- 11:28que é um livro falando muito sobre o Ways of Working da
- 11:31Amazon. A Amazon é muito adepta de Input
- 11:33Metrics. Essas são métricas que talvez
- 11:37tem uma analogia legal que eu gosto de usar para explicar um
- 11:40pouco o que é, o que efetivamente vai ser o botão
- 11:44para o teu LED acender. Quando eu estou olhando para uma
- 11:47métrica e eu quero que ela seja o máximo possível acionável, eu
- 11:50deveria ter já talvez uma quantificação de causa ali.
- 11:54Eu vou dar um exemplo aqui, talvez minha Product Metric seja
- 11:58a conversão, a minha Business Output Metric, com a métrica
- 12:03ali, mais de Output menos acionável, vai ser o GMV.
- 12:07E a minha input metric aqui poderia ser uma redução, uma
- 12:10taxa de erro. Esse aqui é um case bem comum.
- 12:13Então, uma taxa de erro específica numa etapa específica
- 12:17do login. Ela já é a causa.
- 12:20Então, eu sei que se eu reduzir essa causa, eu consigo aumentar
- 12:23minha conversão por consequência, que é aquilo que a
- 12:25gente gosta de falar de causalidade, Então, a minha
- 12:29input metric deveria ter uma causalidade direta e específica
- 12:34na minha product metric, que vai ter, por consequência, uma
- 12:37causalidade, às vezes direta, às vezes indireta, na minha
- 12:41business metric. E quando eu falo output metric
- 12:44aqui, é porque, diferente da input metric, a output metric a
- 12:48gente não vai ter ela de uma forma acionável.
- 12:52Então, a business output metric é muito ampla.
- 12:56Ela é muito pouco acionável. Ela é menos a causa, ela é mais
- 12:59a consequência. Então, eu preciso descobrir a
- 13:01causa, que é onde eu quero apertar para eu poder ter a
- 13:04consequência como resultado saindo do outro lado.
- 13:07Você deu uma aula, não? Agora você deu uma aula.
- 13:10Porque conversando com alguns POs, PMs, né?
- 13:14Eles têm essas dificuldades de conectar.
- 13:18Muitas das vezes... Às vezes é fácil conectar, né?
- 13:22Então, por exemplo, se você é de uma jornada de ativação, ou se
- 13:26você é de uma jornada de onboarding, enfim, checkout,
- 13:31enfim, você consegue conectar. É conectar, óbvio.
- 13:35Mas quando você é um PM, por exemplo, do produto, então, vou
- 13:39dar um exemplo aqui, que já aconteceu.
- 13:43Uma pessoa de produto chegou pra mim e falou assim, ah, Xode, eu
- 13:46não vou priorizar monitoramento. O monitoramento é um item
- 13:52técnico, não gera valor pro negócio nem pro usuário.
- 13:57Eu falei, ué, mas por quê? Não, porque é técnico, eu não
- 14:03vou. Falei, não, mas por que que
- 14:05querem fazer o monitoramento da aplicação?
- 14:08Ah, pra poder saber com antecedência os erros que
- 14:12acontecem. Ah, legal.
- 14:16Sabendo antes, o que a gente faz?
- 14:19A gente resolve antes, eu falei. Antes do cliente saber, né?
- 14:22Isso. Se o cliente não sabe do erro,
- 14:25ele não faz o quê? Ele não liga.
- 14:28Eu falei, isso. E se não liga...
- 14:32Ah, Shoddy, a gente... Não sei o que que acontece, não
- 14:36tem muita ligação. Eu falei, a gente já era um save
- 14:38de ligação. Quanto que é a ligação?
- 14:42Aí ele falou, ah, é doze reais. Eu falei, então faz a conta de
- 14:46multiplicação que você vai ver o quanto de save um item técnico
- 14:53está gerando para o negócio. E aí eu tenho umas dicas que é,
- 14:57muitas das vezes, engenharia nos ajuda.
- 15:00Só basta a gente interpretar e traduzir o rolê para uma
- 15:03linguagem de negócio e de produto.
- 15:07Poucas vezes a engenharia ajuda, só para deixar bem claro.
- 15:11A maioria das vezes é mais tiro, porrada e bomba com eles.
- 15:15Mas estamos juntos. Mas essa construção de
- 15:20pensamento é muito difícil encontrar, né?
- 15:26Enfim, você acha que essa conexão que eu fiz aqui parece
- 15:31ser óbvia para mim, para você, né?
- 15:35Mas que para muitos PMs que estão entrando ou que já estão
- 15:39aí e no dia a dia se perdem muito nos backlogs, etc., você
- 15:45enxerga qual é a dificuldade, o que essas pessoas precisam, eu
- 15:53entendi que precisam entender de negócio, mas tem gente que
- 15:56entende de negócio, mas não, a gente ganha dinheiro assim, mas
- 16:00ela tem um, quando você senta e fala assim, o objetivo, o OKR, o
- 16:05objetivo é esse, criar é esse, Vê aí no backlog, como conecta
- 16:11aqui. Ih, não sei.
- 16:15Como que é a sua leitura? Boa.
- 16:19Eu achei o teu exemplo excelente.
- 16:22Para início de conversa, eu já vi também PMs com quem eu
- 16:25trabalhei terem essa dificuldade.
- 16:28E é até algo que tem muitos estudos.
- 16:30A gente tem estudos aí na internet de, cara, se o teu
- 16:34response time, se a latência das tuas aplicações estiver acima de
- 16:38tantos segundos, você vai perder o usuário.
- 16:40Então, isso é algo sabido pelo mercado.
- 16:43Então, a conexão de você conseguir... fazer e conectar
- 16:49indicadores, tanto de engenharia, como você trouxe aí,
- 16:53de observabilidade, com o impacto no negócio, é muito,
- 16:57muito importante de fato. Então, estou frisando esse ponto
- 17:00aqui, porque isso é muito importante, e às vezes a gente
- 17:04acaba deixando no segundo lugar. Sobre o teu ponto, a sua
- 17:09pergunta de o que será que eu acho que falta, o que que Se eu
- 17:15pudesse falar assim, cara, para o PM dar de dica, o que você
- 17:18faria para você conseguir ter essa visão, para você conseguir
- 17:21fazer esse link, como é que a gente conseguiria chegar nesse
- 17:24lugar? Eu vejo que aqui tem alguns
- 17:29pontos, eu vou entrar num leve devaneio aqui, se você me
- 17:33permitir. isso é uma questão que eu me pergunto bastante, assim,
- 17:40isso foi inclusive um dos motivos pelos quais eu comecei
- 17:43alguns guidelines, sabe, alguns frameworks que eu criei, que era
- 17:48exatamente pra tentar ver se a gente começar por um pequeno
- 17:53espaço, por uma pequena etapa, né, e dessa etapa aqui, se eu
- 17:56conseguir avançar nessa etapa, será que isso é um primeiro
- 18:00degrau de vários outros degraus e depois eu consigo alavancar
- 18:02esse meu pensamento? Então, é me apegando aqui na
- 18:06parte da tua pergunta de como é que a gente deslancha isso num
- 18:09PM, né? Se você é um PM, você tá
- 18:11assistindo o PG aqui junto da IA, se você quer alavancar nesse
- 18:15ponto, eu acho que Assim como você falou, tem a importância de
- 18:20entender o negócio, não adianta só entender o negócio, até por
- 18:23isso, acho que aquela boa interseção de produto,
- 18:26tecnologia, experiência do usuário, das três bolinhas ali
- 18:29que hoje já são, já é muito mais fragmentado, mas é uma visão
- 18:34básica que diz a importância exatamente disso.
- 18:36Então, de você conseguir fazer a conexão porque você transita
- 18:40nesses três mundos. Eu acho que tem esse ponto que
- 18:45eu falei do devaneio, que é, eu estava no aeroporto, voltando de
- 18:47uma viagem, num dia desses que eu fui fazer em Floripa ali para
- 18:51a minha startup, bota entre parênteses que tem uma startup
- 18:54no part-time aqui, e eu fiquei pensando muito nisso, até assim,
- 18:58de cara, como é que eu consigo instigar isso, como é que eu
- 19:01consigo fazer as pessoas verem e criarem essa conexão, E assim,
- 19:05até lembrando da minha história aqui, Paula abrindo um pouco
- 19:08sobre IAIs aqui, eu acho que uma das coisas que me ajudou muito a
- 19:12conseguir criar essas conexões, seja com a métrica técnica
- 19:16embaixo de negócio, seja uma métrica de produto embaixo de
- 19:19negócio, produto eu digo aqui, mas não viés menos, uma métrica
- 19:23menos de observabilidade, de engenharia.
- 19:27Foi por incrível que pareça eu ter aulas de lógica de
- 19:29programação. E, cara, quando eu comecei a
- 19:33tela de lógica de programação, eu acho que a minha cabeça deu
- 19:36um estalo ali, virou e, cara, eu consegui enxergar o mundo mais
- 19:39binário, digamos assim, sabe? Foi quando eu fui ver, eu tava
- 19:42fazendo, escrevendo algoritmo, tipo, em Google Doc pra projeto
- 19:46final e, tipo, pô. Uma loucura.
- 19:49Então, eu acho que assim, da mesma forma que eu falei de
- 19:52entender o negócio, eu acho que você entender princípios de
- 19:57tecnologia, você entender princípios das áreas com as
- 20:01quais a gente tem interseção, vai ajudar você a conseguir ter
- 20:04essa visão. Porque pra mim a lógica de
- 20:06programação, ela é mais do que só eu vou aprender a programar.
- 20:09Ela não é sobre aprender a programar.
- 20:10Ela é aprender você a pensar. Como é que você pensa de uma
- 20:13maneira racional? Como é que você consegue
- 20:15estruturar? Eu acho que tem um ponto aqui
- 20:19que me ajudou muito também, assim, eu tenho um gosto muito
- 20:22grande por métricas, por números e etc.
- 20:27Mas uma coisa que me ajudou muito aqui também foi leitura,
- 20:30assim, né? E aí, beleza, isso aqui é uma
- 20:31forma como a IAES aprende. E aí, claro que você estiver
- 20:34assistindo o PG aqui também, cara, não vou falar.
- 20:37Chega lá e começa a ler um livro por semana.
- 20:39Às vezes não é assim que você aprende, não é assim que vai
- 20:41funcionar. Você tem que entender como é que
- 20:42a sua cabeça funciona. Eu gosto muito de aprender
- 20:45lendo, assim, então... Eu acho que tem alguns livros
- 20:49que talvez eu dou de dica aqui também.
- 20:51Vou dar um trabalho aqui para o Paulo, que na edição ele podia
- 20:53ir botando as imagens. Ele vai botando os livros, as
- 20:56referências que eu estou falando.
- 20:58Tem um livro aqui chamado Lean Analytics.
- 21:01Cara, se você tiver a chance, leia esse livro, porque isso
- 21:04tudo vai ajudando você a conseguir entender, cara, quais
- 21:08são os tipos de métrica que existem, como é que eu consigo
- 21:10fazer conexões, o que é uma métrica acionável, o que não é,
- 21:14o que é uma causalidade, o que é uma correlação, uma métrica
- 21:17qualitativa, uma métrica quantitativa, você entender
- 21:19sobre o mundo de métricas, além de você entender de negócio, de
- 21:23tecnologia, engenharia, você entender a experiência do
- 21:26usuário, que eu acho que é aqui o grande tchan da questão, né?
- 21:30Então eu falaria um pouco sobre isso...
- 21:33E eu digo mais ainda... Tem um exercício que eu venho
- 21:37testando aqui... Com alguns PMs...
- 21:39Que é um exercício muito louco...
- 21:40Um exercício que eu gostaria em algum momento...
- 21:43Inclusive de criar um workshop...
- 21:45Que são exercícios pegando coisas do nosso dia a dia...
- 21:48Tem uma das perguntas do exercício que é assim...
- 21:51Imagina que você frequenta o restaurante XYZ...
- 21:54Esse restaurante tem duas áreas...
- 21:56Uma área desse restaurante... A área de fazer pedido no
- 21:58restaurante... E uma das áreas do restaurante é
- 22:01a área da cozinha. Como é que você mediria o
- 22:04sucesso da área de pedido e da cozinha?
- 22:08E aí é uma loucura, porque às vezes quando a gente fica
- 22:10falando muito de produto digital, a gente esquece que na
- 22:12verdade é o pensamento de como é que você quantifica as coisas.
- 22:15Como é que você vê as coisas na perspectiva binária que eu
- 22:18estava falando. Então assim, aí não vou dar
- 22:20spoiler, mas tipo assim, tem uma imagenzinha com o número de
- 22:23mesas, aí você pode começar a viajar, né?
- 22:25Tipo assim, ó... Esse daqui é o meu addressable
- 22:28market, né? Tipo, é o meu tanque.
- 22:29Tipo, eu tenho, sei lá, vinte mesas dentro da minha área do
- 22:32restaurante. Beleza.
- 22:34Quantas dessas mesas ficam ocupadas a cada noite?
- 22:37E você começa de novo aí do... olhando do grande, né, do
- 22:42desafio que foi dado pelo acionável.
- 22:44Então, fazer esse tipo de exercício também, pensar como é
- 22:48que você quantifica as coisas ao seu redor, como é que você
- 22:50calcula o sucesso do teu fluxo. Imagina que você é um PM e você
- 22:55mora sozinho aí, você tá na tua casa.
- 22:56Eu imagino que você esteja num breve desespero de como é que
- 23:00você lida com todas as suas tarefas domésticas.
- 23:03Muito comum a gente ficar no meio de uma bagunça, porque,
- 23:05cara, esqueci de lavar a louça e etc., Como é que você calcula o
- 23:08sucesso, por exemplo, da tua cozinha?
- 23:12Essa pergunta é meio estranha, mas como é que você calcularia o
- 23:14sucesso para a tua cozinha estar sempre limpa?
- 23:15Ah, porque eu tenho que fazer isso, eu tenho que fazer aquilo.
- 23:18Quantas vezes? Qual a frequência que você tem
- 23:20que fazer isso? Então, eu acho também que no
- 23:22viés que eu falei que eu ia ter um leve devaneio e filosofar um
- 23:25pouco, É que precisa ser uma roupagem no olhar, sabe?
- 23:31Você precisa vestir seus olhos de lógica, de números.
- 23:34Você precisa praticar isso. Então, começa a tentar praticar
- 23:37isso. A gente calcula muito pouco no
- 23:39nosso dia a dia. Olhando aqui pra frente, eu
- 23:42olhei pra um copo de água. Você pensa, cara, quantos copos
- 23:44de água eu bebo por dia? Às vezes a gente só lembra disso
- 23:46quando a gente lê lá na revista que sentindo beber água vai dar
- 23:49ruim. E tá no nosso dia a dia. fazer
- 23:52esses cálculos, entender qual a frequência, né, quantos goles eu
- 23:56dou, isso aqui é boa, tá? Quantos goles eu dou se eu
- 23:59encher um copo de trezentos ml? E se você procurar em alguns
- 24:05livros até de aí do Zewa, né, dos Estados Unidos, de processo
- 24:09letivo, o Cracking the PM Career, mais fotos de livros
- 24:13aqui pra você vai conseguir ver muitos exercícios de estimativa,
- 24:17por exemplo. E para mim, exercício de
- 24:19estimativa está linkado com lógica de programação que eu
- 24:22falei e está linkado com você ver o mundo de um jeito mais
- 24:26lógico, um mundo mais numérico. Ah, é para tirar beleza?
- 24:30É para ficar só no quantitativo por isso?
- 24:32Não, não é. Não vai adiantar você ficar só
- 24:35no quantitativo. Muitas vezes você vai ter que
- 24:37perguntar. Pergunta para o usuário.
- 24:41Mas eu diria que é uma mistura de muito disso, Paulo, e não é
- 24:44do dia para a noite. Eu recomendaria as pessoas
- 24:46treinarem muito esse mindset, pensarem muito e trabalharem o
- 24:50máximo possível para elas conseguirem desenvolver esse
- 24:53lado mais analítico delas. Outra aula, hein?
- 24:56Você que está ouvindo o nosso episódio, esse episódio, já sabe
- 25:01que não é apenas mais um episódio do Project Gurus.
- 25:05Esse episódio ganha o selo de aula.
- 25:08Então, aproveite porque você vai ter uma aula sobre métricas aqui
- 25:14que vale por muitos cursos caros.
- 25:16Então, por favor. Antes da gente se aprofundar,
- 25:20porque tem uma questão de curto prazo e longo prazo também,
- 25:24porque a gente, diariamente, como pessoas de produtos, a
- 25:28gente tem que fritar o pastel do dia, mas também pensar...
- 25:35Na estratégia de longo prazo. Caso a empresa tenha.
- 25:38Tem que deixar bem claro. Caso a empresa tenha.
- 25:43Porque tem muita empresa. Que é meio a moda caralho.
- 25:46Vamos que vamos. Se tem uma vida.
- 25:50Vamos viver esse ano. Um ano que vem.
- 25:53Quem sabe. Mas antes de a gente se
- 25:56aprofundar nisso, recado. Você que está ouvindo esse
- 25:59podcast, clique no botão seguir e deixe suas cinco estrelas.
- 26:03Você que ouve a gente pelo Spotify e Apple Podcast, clique
- 26:05no botão seguir e deixe suas cinco estrelas.
- 26:08Cinco estrelas para mim? Não.
- 26:10Fala Yas, por favor. Menos de cinco inscritos, não
- 26:13precisa deixar, pode ir embora. Só ouve.
- 26:18Quer seguir a Yas no LinkedIn? Link tá na descrição.
- 26:22Vai lá, se inscreva e mande uma mensagem pra ela.
- 26:25Fala Yas. me dê mais dicas para eu entender métricas.
- 26:32Ela vai lá te dar a relação de livros, o link dos livros que
- 26:35ela acabou de mencionar vai estar na descrição também para
- 26:38você comprar, mas ela pode te dar mais recomendações.
- 26:42Você pode, não sei, tem vaga na Boti?
- 26:46Aí já vai, já cria um relacionamento, enfim, essas
- 26:48coisas, tá bom? Então siga a IAS, se conecte com
- 26:50a IAS, o link tá na descrição. Esse episódio é um oferecimento
- 26:54da Tera, a escola de carreira digital que te ajuda a alavancar
- 26:59a sua carreira. Tem um link na descrição e um
- 27:03desconto exclusivo pra você que tá ouvindo, então clica lá e vai
- 27:07lá alavancar a sua carreira ainda este ano.
- 27:10E também, já que a gente tá falando de métricas, A gente não
- 27:15pode deixar para lá o nosso segundo patrocinador, que é a
- 27:20Amplitude. A Amplitude está com a gente,
- 27:22está oferecendo esse episódio. A Amplitude é a maior e melhor
- 27:25plataforma de Product Analytics do mundo.
- 27:29Eu que estou falando? Não, é a Gartner.
- 27:31Se você pegar lá o quadrante mágico da Gartner, está lá a
- 27:34Amplitude. Lá na pontinha, lá em cima, no
- 27:37quadrante direito lá. Então, Link está na descrição de
- 27:42um e-book exclusivo traduzido para o português chamado Project
- 27:48Analytics for Dummies. Ótimo nome de e-book.
- 27:52É gratuito. Clica, faz o download, leia,
- 27:55compartilha e é isso. Tá bom?
- 27:58Vamos para o episódio aqui, né? Porque deu essa pausa de recado.
- 28:01Eu vou voltar agora porque eu tenho uma lista de perguntas.
- 28:04Porque a Yas foi falando e foi se abrindo caixinhas na minha
- 28:07cabeça. um alt tab rápido, a IaaS meio que aprendeu através
- 28:13da lógica de programação, eu aprendi através do Excel.
- 28:18E é isso. Porque o meu primeiro gestor,
- 28:22quando eu era analista de planejamento no call center, ele
- 28:25falava, você precisa exercitar sua lógica.
- 28:28O Excel é muito lógico. As fórmulas, basicamente, é
- 28:34lógica. E além de também fazer com que
- 28:40eu mexesse no Excel sem o mouse. É absurdo.
- 28:45É desumano. Mas enfim, vamos seguir aqui.
- 28:49Oh Yas, antes dos recados eu falei sobre equilibrar métricas
- 28:55de curto prazo com as métricas de longo prazo.
- 28:59Como que a gente equilibra isso? Como que você equilibra?
- 29:03Porque a gente ainda está nessa questão de eficiência, né?
- 29:10Fazer mais com menos, ser mais eficiente operacionalmente.
- 29:13E isso tende a ser a curto prazo.
- 29:17E a longo prazo são outras métricas, digamos assim.
- 29:23Como que você equilibra isso? E como que isso impacta no dia a
- 29:27dia dos times? Boa pergunta.
- 29:30Eu acho que o primeiro ponto para a gente refletir aqui, e aí
- 29:34eu trago também de uma experiência pessoal minha, eu já
- 29:37passei por startup, que era startup no momento de virar
- 29:41unicórnio, aquele fervor lindo da coisa, e já passei por big
- 29:47corps. Então, eu já estive em empresas
- 29:50onde a gente tinha o plano estratégico, onde a gente não
- 29:52tinha. Se a gente ler o contexto aqui,
- 29:56exatamente onde eu passei, que eram startups, tinha uma
- 29:59tendência a ter muito menos um plano longo prazo.
- 30:02Porque uma startup é aquilo que a gente costuma ouvir, muito
- 30:06mais assim, fazer o resultado agora, porque a gente precisa
- 30:10bater a meta agora. Inclusive, se a gente não bater
- 30:11a meta agora, daqui a pouco você não está mais aqui.
- 30:14Então, tem muita gente aí, PM, que trabalha em startup, vai
- 30:16entender, vai conseguir ter uma empatia, uma ligação aqui com o
- 30:20que eu estou falando. Então, assim, é claro que a
- 30:25gente cria em startups, né, visões de futuro, isso tudo é
- 30:28construído, mas a gente aprende muito no dia a dia e o presente
- 30:32é muito importante. Então, é muito comum, assim, às
- 30:35vezes, por isso que eu também não vou falar aqui, planejamento
- 30:37estratégico dos próximos dez anos, tipo, porra, tu tá numa
- 30:41startup que tá começando, assim, sabe, tipo, num momento ali,
- 30:45talvez, achou o PMF e começou a fracionar.
- 30:49É muito difícil você fazer uma projeção nesse nível.
- 30:52Assim como é difícil a gente fazer uma projeção de que o
- 30:54roadmap vai durar um ciclo inteiro, um semestre inteiro, um
- 30:57ano inteiro. É uma projeção.
- 31:00Muita coisa pode mudar. E no final das contas, quando a
- 31:04gente faz um paralelo, o roadmap pode mudar assim como e tão
- 31:08quanto o negócio pode mudar por fatores externos, fatores
- 31:13internos. O mercado é muito volátil.
- 31:16Então, a qualquer fator, a qualquer variação, você acabou
- 31:19de falar, estamos em um momento aqui, talvez, de olhar mais para
- 31:23margens, mais para bottom line ali.
- 31:26Então, quando a gente está nesse momento e nesse lugar, é comum a
- 31:30gente ter esse tipo aqui de comportamento.
- 31:34Então, eu acho que eu coloco isso aqui também para você que
- 31:37está ouvindo conseguir se conectar.
- 31:40Não entre em desespero se você não tiver um plano estratégico
- 31:43para os próximos três anos. Faz parte, muitas vezes, a gente
- 31:47precisa tirar, claro que às vezes a cabeça para dentro
- 31:50d'água para conseguir olhar para frente, mas muitas vezes estar
- 31:53na startup vai fazer parte disso.
- 31:56Vai ser parte do seu dia a dia exatamente você conseguir eu
- 31:59acho que gerar o resultado curto prazo, até você conseguir achar
- 32:03o que é o estável ali, quais são as linhas de receita estáveis, o
- 32:08que você consegue efetivamente crescer, impulsionar de uma
- 32:12forma constante e perene para você ganhar maturidade, e aí
- 32:15sim, no negócio maduro, você começar a falar de plano
- 32:18estratégico de, sei lá, os próximos três anos, cinco anos,
- 32:23mas já vi até de dez anos, eu acho.
- 32:26É ousado, né, assim, falar de próximos dez anos.
- 32:31E aí, falando de big corps aqui, muitas empresas que eu já
- 32:34passei, aí beleza, foi muito mais comum eu ver, de fato, um
- 32:38pensamento estratégico, uma visão estratégica mais de longo
- 32:42prazo. E por que eu estou falando isso?
- 32:46Porque o contexto impacta muito. Então, nesses momentos que você
- 32:49está numa big corp, você tem essa estratégia mais definida,
- 32:52aí você entra realmente no dilema de entender e até colocar
- 32:58um pouco a bola no chão no sentido de, cara, o que é isso
- 33:01daqui que eu vou trabalhar? Como é que eu vou fazer esse
- 33:05resultado ser alcançado agora versus daqui a pouco versus
- 33:08daqui a pouco? Então, de toda forma, mesmo aqui
- 33:13no grupo Boticário, a gente tem planos estratégicos desde três
- 33:17anos ou cinco anos ali, mas a gente quebra isso em business
- 33:21plans aqui. Então, quando a gente quebra
- 33:23isso nos business plans, a gente tem quebras por ano, a gente tem
- 33:28mensalização, que começa a dar pra gente um pouquinho uma
- 33:32quebra e a gente consegue ter a visão daquilo, ah, beleza, tal
- 33:35ano, esse aqui é o target, no outro ano esse aqui é o target.
- 33:39Ou nesse ano, tipo, o nosso foco é a gente conseguir, por
- 33:43exemplo, ah, eu tô mais embrionário, cara, eu tô com
- 33:46produto redondo, quero crescer em aquisição, então vamos focar
- 33:49muito em aquisição. Tô puto funil, vamos botar
- 33:51usuário pra dentro, vamos fechar ali esse funil, e aí beleza,
- 33:57quando a gente estiver falando de um produto que já está num
- 34:00lugar onde, cara, tem uma boa parcela de mercado, um bom
- 34:03market share, eu efetivamente não vou talvez mais ter tanta
- 34:07agressividade assim com as minhas metas de aquisição, eu
- 34:11vou focar mais em realmente conseguir reter na frequência,
- 34:15no engajamento e etc. Então acho que tem alguns pontos
- 34:19aqui da pergunta que você fez, que é como é que a gente combina
- 34:21o curto prazo, o médio prazo e o longo prazo.
- 34:25Eu, particularmente, gosto muito da gente conseguir fazer as
- 34:28quebras por acionável. Então, falando aqui de
- 34:32indicadores, de metrificações específicas.
- 34:34Então, como a gente falou no início, mesmo a gente tendo uma
- 34:37métrica que é uma... A gente poderia colocar que é
- 34:39uma core metric, que é uma métrica que vai ser perene.
- 34:42É uma métrica, por exemplo, de atingimento de receita.
- 34:45Talvez o target vai mudar, mas ela não vai mudar.
- 34:48Mas quando a gente desce ali, voltando para o início do nosso
- 34:52PG aqui, a gente fala da input metric, Eu acho que a input
- 34:56metric tende muito menos a ser perene.
- 34:59Porque a input metric muitas vezes é uma métrica de...
- 35:03Eu dei aquele exemplo, por exemplo, de taxa de erro.
- 35:07Taxa de erro é uma métrica muito acionável.
- 35:08Então, você vai lá e vai consertar, por exemplo, você vai
- 35:12conseguir reduzir a sua taxa de erro.
- 35:14Então, quando você reduzir a sua taxa de erro, Aí entra o outro
- 35:18ponto de métricas, que é um ponto do framework mesmo, aí
- 35:21você pode colocar o link na descrição aqui do PG também, que
- 35:24é o framework que eu desenvolvi ali, com muitas referências, é
- 35:28claro, mas que eu gosto muito de trazer, que é a gente
- 35:32normalmente precisa entender qual o potencial da nossa
- 35:36métrica e qual é a saturação da nossa métrica.
- 35:38Então, nesse caso, muitas vezes eu vou chegar numa saturação
- 35:41dessa métrica de input muito rápido.
- 35:44Então, pô, Paulo, A métrica de taxa de erro, é uma métrica
- 35:47que... O Paulo é ótimo, né?
- 35:50Pô, Iage, a métrica de taxa de erro, você acredita que ela vai
- 35:54ser perene por muitos semestres? Cara, eu acho que não, porque só
- 35:58se a gente estiver mirando muito errado ali, né?
- 36:00Porque a gente deveria achar a causa, conseguir reduzir a taxa
- 36:03de erro, e isso seria uma tratativa muito rápida.
- 36:07Ao contrário, a gente tem, por exemplo, receita, faturamento,
- 36:11né? A gente tem CAC, Lifetime Value,
- 36:14essas... business output metrics, elas são muito menos
- 36:19curto prazo. Elas são mais perene, elas vão
- 36:21estar no nosso negócio possivelmente hoje e para
- 36:25sempre. Então, eu acho que tem que ter
- 36:28um pouco esse olhar no sentido de como é que o produto entrega
- 36:32o resultado agora com essas métricas, mas como é que o
- 36:34produto precisa manter a métrica perene.
- 36:36Então, por exemplo, a conversão é algo que, mais que a tua taxa
- 36:40de erro tenha reduzido, você vai precisar continuar olhando para
- 36:44a tua conversão. Se você mexe com e-commerce aí,
- 36:46então, você está se sentindo uma empatia aqui com esse momento do
- 36:50PG também. Cara, dificilmente você vai
- 36:52conseguir parar de olhar para a conversão de produto.
- 36:54Então, a conversão de checkout. Então, provavelmente, a gente
- 36:59vai ter a conversão de checkout, que é uma product metric ali, de
- 37:02uma forma mais perene. Então, falando aqui muito de
- 37:06metrificação, Paulo, não estou entrando muito aqui em
- 37:08estratégia de produto curto, médio e longo prazo, mas pode
- 37:11ser um próximo tópico. Então, eu vejo muito essa
- 37:14correlação entre a gente ter métricas mais acionáveis e a
- 37:17gente ter métricas menos acionáveis e o quanto que isso é
- 37:19perene versus o quanto que isso é mais pontual.
- 37:22Oiás, a gente está falando muito ainda no aspecto de conexão de
- 37:30métricas, como que a gente entende essas métricas de
- 37:34produto e negócio, etc. Tem uma questão também que vem
- 37:41muito atrelada à dificuldade das pessoas de produtos a conectarem
- 37:46o backlog com as métricas de negócio, principalmente, né?
- 37:52Então, ela sabe, ah, eu vou mexer aqui na jornada aqui no
- 37:58checkout para diminuir o carrinho abandonado.
- 38:02É... Só que ela não consegue entender
- 38:06ou fazer o cálculo de quanto isso vai gerar de aumento de
- 38:13vendas e, consequentemente, aumento de receita, enfim, essas
- 38:18coisas. E não conseguir fazer isso afeta
- 38:24a comunicação e o alinhamento, principalmente com stakeholders.
- 38:30Qual é a sua abordagem para comunicar e alinhar o roadmap ou
- 38:36as métricas entre diferentes stakeholders?
- 38:40Considerando que cada área pode ter interesse em indicadores
- 38:46distintos, como o atendimento, que é redução de ligação e
- 38:52experiência do cliente, ou o onboarding. pessoal de vendas
- 38:57que é venda, óbvio. Então, como que você comunica e
- 39:03alinha? E aqui, vale também, acho que
- 39:07essa sua resposta vai valer não só para as pessoas de produto,
- 39:10como para as pessoas de design também, né?
- 39:13Porque muitas das pessoas de design, elas se comunicam bem,
- 39:18elas criam um racional, só que os stakeholders não entendem o
- 39:23lance de melhorar a experiência. Para eles, meio que tipo,
- 39:28caguei, por que eu vou melhorar a experiência?
- 39:31Então é meio que interpretar e traduzir aquilo ali.
- 39:35Mas como que você aborda isso? Boa.
- 39:39Eu vejo várias ramificações aí para a sua pergunta de novo, por
- 39:42isso que eu acho que o papo está bom aqui.
- 39:45Mas falando um pouco sobre isso de Diversos stakeholders
- 39:49acompanharem diferentes métricas.
- 39:52É comum, né? Assim como você falou ali, a
- 39:54gente pode ter a parte de operações e vão estar
- 39:57acompanhando indicadores operacionais.
- 39:59A gente pode ter a parte mais da ponta de comunicação, CRM, que
- 40:04vai estar acompanhando taxa de sucesso, CTR de anúncios ou de
- 40:08links colocados no e-mail, por exemplo.
- 40:11E para mim, eu acho que esse é um ponto de muita soft skill, de
- 40:16influência, comunicação, relacionamento interpessoal do
- 40:18PM, que é muito importante nesse momento, que é como é que eu
- 40:21falo a língua, como é que eu entendo o que é a cenourinha
- 40:27desse stakeholder, o que vai abrir o sorriso desse
- 40:31stakeholder. Então, eu acho que isso daqui é
- 40:35algo que às vezes a gente leva, e eu amo a toda a parte técnica
- 40:41e de metrificação, mas se você não conseguir vender, muito bem,
- 40:44se você não conseguir se comunicar, você vai encontrar
- 40:46essa dificuldade de fato. Então, eu falo muito assim para
- 40:49os meus times, cara, a gente precisa falar a língua desses
- 40:52stakeholders. Então, se é um cara de negócio,
- 40:54se é um cara de CRM, precisa falar a língua desse cara,
- 40:58precisa falar a língua desse stakeholder.
- 41:00Então, não adianta eu chegar lá com um technique de produto, não
- 41:03adianta eu chegar lá com um technique de engenharia. se você
- 41:07chegar talvez com técnicas que ele quer ouvir falar.
- 41:10O que ele quer ouvir falar? O que ele tem de expectativa?
- 41:14Parte muito dessa premissa. O cara está olhando para um set
- 41:18de indicadores que às vezes os PMs não estão olhando.
- 41:22E aí os PMs vão também com uma ideia que é uma coisa que os PMs
- 41:25estão olhando. Aí a área, por exemplo, do CRM
- 41:28não está olhando. A área do CRM está acompanhando
- 41:30alguns indicadores que não estão bons.
- 41:31Os PMs vão lá para fazer uma melhoria de experiência.
- 41:34Exemplo, parecido com o que você falou. cara, não vai dar match,
- 41:39porque a expectativa aqui está desalinhada.
- 41:42E as pessoas não estão se falando, não estão conversando.
- 41:45Então, eu acho que isso abre precedente aqui para a gente
- 41:48falar de não só você falar a língua do teu stakeholder, você
- 41:52entender o que motiva, que é a cenourinha do teu stakeholder,
- 41:54mas você também entender quais são os KPIs, quais são os
- 41:58indicadores que esse stakeholder acompanha.
- 42:00Porque na maioria das vezes, quando a gente leva algo que
- 42:03está desalinhada, porque a gente não está acompanhando esses
- 42:05indicadores também. E pra mim isso daqui é um dos
- 42:09pontos-chave pra você conseguir conquistar stakeholder.
- 42:12Tipo, antes do cara se preocupar porque a taxa, o CTR dele caiu,
- 42:16você já viu que o CTR caiu, você já tá pensando como resolver
- 42:19isso junto com ele. E pra mim isso muito tem a ver
- 42:22aqui também com aquilo que a gente falou no início de
- 42:24bottom-up versus top-down. Não é, de novo, um top-down de
- 42:28demanda de stakeholders, mas um top-down de...
- 42:30Isso é estratégico. Isso é a estratégia da área de
- 42:33CRM. Você, como meio, como produto,
- 42:35você precisa entender qual é a área da sua estratégia, os
- 42:38indicadores da estratégia da área de CRM, e você, como
- 42:42produto, como você consegue potencializar isso.
- 42:43Então, acho que sempre volta para o lugar também de você
- 42:46entender que o produto é o meio para gerar o resultado.
- 42:50Acho que, às vezes, os PMs e PDs e etc. também precisam evitar
- 42:55criar silos né, que é, vamos fazer o nosso discovery aqui,
- 42:59por exemplo, sem envolver ou sem entender quais são as principais
- 43:02oportunidades que essa área tem hoje, né, então, e aí acaba
- 43:06criando essas rixas, né, de, ah, o stakeholder, oi, stakeholder,
- 43:11será que deveria ser tão ruim o relacionamento assim, cara,
- 43:14tipo, vocês deveriam estar correndo atrás do mesmo
- 43:17propósito, vocês deveriam estar olhando os mesmos indicadores, e
- 43:21assim, se a tua experiência do usuário conseguir elevar uma das
- 43:28métricas ou os indicadores que o pessoal da área de CRM está
- 43:31olhando, eu tenho certeza que eles vão estar comprados com
- 43:33isso. E aí eu acho que entra a segunda
- 43:35esfera da tua pergunta, Paulo, que foi a dificuldade dos PMs de
- 43:40conseguirem fazer uma projeção de quanto que isso aqui vai
- 43:44levar de resultado. E aí entra de novo, acho que
- 43:46aqui um pouquinho no framework mesmo, se você me permitir
- 43:50explicar um pouquinho ele mais de detalhe, O framework mesmo,
- 43:54ele é composto basicamente por você entender uma premissa muito
- 43:58básica de produto, que é você saber onde você está e para onde
- 44:01você quer ir. É ir do ponto A para o B.
- 44:04Às vezes a gente esquece que é simples assim, é tipo, deveria
- 44:07ser simples assim. E às vezes se a gente pensasse
- 44:09que é simples assim, as coisas seriam mais fáceis.
- 44:12Porque não parte de uma ideia, parte de uma oportunidade, de um
- 44:16número. De um número que às vezes está
- 44:19bom ou não está bom, você vai precisar descobrir isso.
- 44:21Então, o framework mesmo, ele parte de onde você está hoje.
- 44:24Como é que você descobre onde você está hoje?
- 44:25Você precisa fazer uma análise, é isso.
- 44:27Então, como é que está o teu número hoje?
- 44:29O que é o teu baseline? Em métrica, a gente chama de
- 44:32baseline. E para onde você quer ir?
- 44:34Cara, qual o potencial dessa tua oportunidade?
- 44:37O quanto que você consegue extrair dessa tua oportunidade?
- 44:41E esse potencial... ele vai ser, no final das contas, ali a
- 44:46distância do teu baseline, do teu potencial, vai ser essa
- 44:48saturação. Então, se a gente colocar aqui
- 44:51aquele exemplo da taxa de erro, eu estava com, sei lá, trinta
- 44:55por cento de taxa de erro ali no meu funil, na minha conversão, e
- 44:58eu consegui chegar em vinte e oito por cento.
- 45:01Cara, tua oportunidade está saturada.
- 45:03Você vai continuar investindo em, talvez, virar dois por
- 45:05cento? Difícil, né?
- 45:08Então, assim, dando esse exemplo, a gente consegue ver
- 45:13nesse framework que eu coloco muito assim, cara, eu preciso
- 45:16sair desse baseline e eu tenho esse potencial.
- 45:19Às vezes os PMs têm uma grande dificuldade em calcular qual é o
- 45:22potencial. E aqui eu acho que entra um viés
- 45:27muito quantitativo mesmo, porque a gente precisa ter um viés
- 45:31quantitativo para a gente entender o potencial, o tamanho
- 45:34dessa oportunidade. Porque senão eu posso estar
- 45:37falando com um usuário, com cinco usuários, e mesmo que isso
- 45:39tenha a ressonância ali, a padronização que o Nielsen
- 45:43propõe para a gente, pode ser que isso não seja efetivamente
- 45:47refletido numa significância estatística.
- 45:49E aí isso me leva para um dos outros tópicos que eu acho que a
- 45:52gente abordaria aqui, que é o quantitativo versus qualitativo.
- 45:56Já adiantando um pouco esse tema aqui, e agregando um pouco aqui
- 46:02o framework mesmo, e por que a gente deveria olhar potencial de
- 46:04forma quantitativa, eu tive a oportunidade de trocar com uma
- 46:09diretora de produto digital da Meta, do Facebook.
- 46:12Uma vez eu estava fazendo um curso e ela falou algo que eu
- 46:14nunca me esqueci, que foi, cara, aqui no Facebook a gente tem uma
- 46:18base tão grande de usuários, são tantos usuários, que a gente não
- 46:22consegue começar pelo qualitativo.
- 46:24Porque se a gente começa, é como se a gente achasse uma agulha no
- 46:27palheiro e a gente depois precisa ir para o quantitativo
- 46:29para a gente entender se isso é grande o suficiente.
- 46:31Então, como isso dá trabalho, trabalho para o nosso...
- 46:35customer lead time, o cycle time de discovery, se a gente quiser
- 46:38colocar dessa forma. Então, eles começam pelo
- 46:41quantitativo, para eles entenderem logo os tamanhos dos
- 46:44problemas, qual o tamanho desse problema, qual o size desse
- 46:48problema, para efetivamente depois eles irem entender os
- 46:51porquês no qualitativo. Então, acho que tem um pouco
- 46:54disso também, dos PMs conseguirem entender qual o
- 46:57tamanho desse meu potencial. E eu dei o exemplo aqui da taxa
- 47:01de erro. Então, taxa de erro, a gente
- 47:02conseguiu... Como é que a gente conseguiu
- 47:04esse potencial? Cara, a gente começou a
- 47:06metrificar o nosso funil, a gente começou a logar métricas
- 47:10técnicas, como, por exemplo, erros, e a gente começou a ter o
- 47:14tipo de erro, que às vezes a gente chama de error type.
- 47:17Tipo de erro, a gente entendeu qual era o percentual por tipo
- 47:19de erro, a gente viu que tinha um tipo de erro que estava em
- 47:22trinta por cento, E esses trinta por cento estavam tirando, sei
- 47:25lá, dez por cento do meu funil. Eu tenho o tamanho dessa
- 47:29oportunidade. No meu funil é dez por cento.
- 47:31Na minha taxa de erro é trinta por cento.
- 47:33Eu quantifico. Então, acho que até pegando o
- 47:37gancho aí da tua chamada para amplitude, caso muito fã de
- 47:41Product Analytics, e eu acho que se a gente explora bem o Product
- 47:44Analytics, as ferramentas que a gente tem de Product Analytics,
- 47:47seja ela qual for que você usa, a gente consegue começar a ter
- 47:51essa visão mais quantitativa, a gente consegue começar a
- 47:54entender o potencial das coisas. Que, ah, beleza, estou deixando
- 47:58de conseguir isso daqui porque isso daqui está acontecendo,
- 48:00sabe? Então, acho que sintetizando um
- 48:03pouco, só um pouquinho disso tudo.
- 48:04Mais uma aula, né? Uma dica que eu sempre falo é
- 48:10sobre, é sempre o PM, sempre ir na operação e sempre ir no
- 48:15atendimento. No atendimento, principalmente,
- 48:18é um lugar em que você consegue quantificar o quanto do problema
- 48:25e até calcular o quanto que você vai resolver ali.
- 48:30Muitas vezes os teus stakeholders te ajudam também,
- 48:33né, Paulo? Às vezes você não sabe como
- 48:35medir, ele já está ali com a conta pronta.
- 48:38No SAC é muito comum isso. Quando o PM vai no SAC, ele
- 48:41muitas vezes já tem ali a... gráfico de pizza com os
- 48:45principais motivadores ali e já sabe que trinta por cento é
- 48:48porque tá com problema na parte tal do produto, né?
- 48:52A gente já consegue quantificar junto dos stakeholders.
- 48:55Isso é excelente. Então, sempre um PM quando entra
- 48:59numa empresa ou algo do tipo, eu sempre falo, pô, primeira coisa,
- 49:04não fica pedindo relatório difícil, não.
- 49:07Calma. Vai, bate lá no atendimento e
- 49:11fala assim, oi, poderia me colocar no loop?
- 49:14no relatório ou no painel de indicadores de atendimento,
- 49:18porque sempre vai ter o top dez motivos de ligação.
- 49:22Aí você vai, olha, aí você fala, pô, me vê o relatório de
- 49:28cancelamento, caso você trabalhe com esse modelo, você vai ter lá
- 49:33os dez motivos de cancelamento. Pronto.
- 49:34Você vai conseguir. Você tem o tamanho da sua
- 49:36oportunidade. Aí, desde que você tenha o
- 49:39desdobramento ali, você vai poder fazer o seu mesmo.
- 49:42É, e com certeza, Aí é muito mais uma questão de, você tendo
- 49:47isso, muito mais uma questão de relacionamento com os
- 49:49stakeholders, só para você ir entendendo ali, porque em uma
- 49:55conversa ele pode falar, poxa, a gente teve um aumento lá, não
- 49:59sei quantos por cento, no motivo tal.
- 50:02Você fala, pô, eu vi isso. Você não acredita.
- 50:07Eu priorizei algo pra essa sprint, pra trocar isso?
- 50:10Menino do céu. A gente vai reduzir em dez por
- 50:13cento isso. Fica tranquilo.
- 50:15Você que olha e fala assim, pô, sem eu precisar falar, ele já...
- 50:19Entendeu? Então, enfim.
- 50:22Só que, você deu um exemplo, esse caminhando pro final aqui
- 50:26do episódio, você deu um exemplo da meta.
- 50:30Mas nem todo mundo é a meta. Certo?
- 50:33Certo. Que é?
- 50:35Você falou, não. Porque a meta tem muitos dados.
- 50:38O grupo boticário também tem muitos dados.
- 50:40Então não dá pra gente fazer o quali.
- 50:44Mas tem contextos em que não tem dados.
- 50:48Ou os dados são limitados. E que tem muitas incertezas.
- 50:54Como que você utiliza essas situações de incertezas e dados
- 51:00limitados para tomar decisão de produto?
- 51:03Aí entra o feeling, né Yas ou não?
- 51:05Entra o feeling e o qualitativo ajuda bastante também, né?
- 51:10E a gente tem alguns caminhos aqui pra gente seguir.
- 51:14Eu sou uma pessoa que, eu acredito, tá?
- 51:16No gut feeling do empreendedor, eu acho que, cara, tem muita
- 51:19decisão que a gente toma ali, no final das contas, com a nossa
- 51:22experiência, com a nossa vivência, que vai dar certo.
- 51:25Mas eu também gosto de colocar a bola no chão, né?
- 51:28E falar assim, mas vamos... tentar debater um pouco aqui
- 51:31sobre quando que a gente deveria ir para esse caminho, quando não
- 51:34e etc. Então, voltando à nossa conversa
- 51:36do contexto, eu acho que principalmente quando a gente
- 51:40coloca empresas aqui em momentos diferentes, como por exemplo a
- 51:43gente estava falando às vezes de startups, que são mais early
- 51:45stage, que estão em momento de tração, essas startups vão ter
- 51:50uma tendência ali da gente efetivamente... estar falando de
- 51:55um cenário... onde a gente tem menos estruturação de fato...
- 51:58onde a gente tem menos métricas... na verdade a gente
- 52:00está num lugar muito qualitativo... e eu até defendo
- 52:04muito isso também... tem uns artigos que eu falo aqui...
- 52:08bastante sobre o... como é que eu consigo entender... que eu
- 52:11bati meu PMF... como é que é o meu estágio até lá... que é o
- 52:15pre-PMF ali... como é que é o lugar que eu atingi o PMF... e o
- 52:18pós-PMF... porque as coisas mudam muito... estão
- 52:21colocando... Eu acho que esse tempero aqui na
- 52:24nossa conversa, quando a gente está nesse lugar mais early
- 52:28stage, vai ser muito comum essa incerteza e vai ser muito comum
- 52:33a gente ainda não ter estruturado e nem vai fazer
- 52:35sentido, às vezes, a gente ter uma estruturação quantitativa
- 52:37porque eu não tenho uma base grande o suficiente para ter
- 52:41significância estatística. Então, nessas ocasiões, eu acho
- 52:46que tem esses dois caminhos. Tem o teu gut feeling, mas você
- 52:49também não pode deixar de ter algum input.
- 52:52Quais são os inputs de informação que você consegue ter
- 52:55para você gerar o conhecimento para você conseguir melhorar o
- 52:58teu produto? Então, acho que tem um ponto
- 53:01aqui grande até, que é quando a gente fala de qualitativo e
- 53:04quando a gente fala de early stage, a gente está falando
- 53:06muito de... daquele querido job to be done também, que eu sou
- 53:10muito fã e gosto muito, que é a gente conseguir efetivamente
- 53:14descobrir ali, cara, quais são essas necessidades, essas
- 53:17ansiedades, quais são essas forças que compelem o usuário a,
- 53:22de fato, aderir a uma solução. E é um viés e uma percepção
- 53:27muito qualitativa ali. Então, achar o job to be done
- 53:31que é o fundamento do porquê que você deveria estar fazendo algo,
- 53:36você estar próximo ao seu usuário, é muito importante,
- 53:38principalmente em empresas que estão nesse momento de muita
- 53:41incerteza. Então, de toda forma, Paulo, eu
- 53:44acho que apesar do gut feeling, eu nunca falaria assim, PM, se
- 53:48está sem dado nenhum, se tranca numa salinha, esquece mesmo que
- 53:52você não tem input nenhum e segue a vida.
- 53:54Então, eu acho que tem esse lado de, cara, o jobstube done é
- 53:58sensacional aqui, é a gente conseguir ter e estruturar
- 54:01inputs dos nossos usuários. E assim, cara, entender se faz
- 54:06sentido nesse momento você estar olhando para quantitativo.
- 54:10Faz sentido você já ter, inclusive, OKR rodando, porque
- 54:13você está no prepmf ali, Cara, eu não sou muito fã, não gosto,
- 54:18inclusive eu tenho, tenho minha startup, eu acho que é, antes de
- 54:21você achar o PMF, você deveria focar em mais nada, a não ser
- 54:23achar o PMF. Então, você deveria ter muito
- 54:26mais learning goals, que tipo, cara, eu preciso aprender isso,
- 54:28eu preciso aprender aquilo, que eu preciso botar meta, que eu
- 54:30preciso botar resultado. Então, mas tá muito no inicinho.
- 54:33não indicaria, não acho que faz sentido, se você já passou do
- 54:36inicinho e ainda assim a tua empresa não tem os dados
- 54:39estruturados, jobs to be done, ter qualitativo, você ouvir o
- 54:42teu usuário, Teresa Torres aqui vai ficar feliz, você fazer o
- 54:46seu discovery contínuo, você começa a também ter os seus user
- 54:49insights, e isso também soma muito para você tomar melhores
- 54:53decisões. Então, Não se tranquem numa
- 54:56salinha, acho que escutem seus usuários.
- 54:59E se você não tem ainda os seus dados estruturados e a tua
- 55:02empresa está na maturidade para você ter, acho que também faz
- 55:06parte aqui a gente estruturar os dados.
- 55:09E aí a gente entra numa seara que é...
- 55:11Eu deveria estruturar meus dados?
- 55:13Quais dados eu vou estruturar? Eu vou medir tudo?
- 55:16E aí entra aquelas preocupações de tipo, ah, quem mede tudo não
- 55:19mede nada, e aí entra um pouco dessas questões, então eu gosto
- 55:23muito de garantir que a gente tem a estratégia do negócio e do
- 55:26produto estruturada, eu sei para onde o meu produto quer
- 55:30caminhar, Eu descobri isso até agora e até então pelo meu
- 55:33qualitativo, mas a partir de agora a gente vai ter um
- 55:37desdobramento disso e a partir de agora a gente vai conseguir
- 55:41entender que eu preciso estruturar essa, essa e essa
- 55:45métrica porque elas estão atreladas à minha estratégia de
- 55:47produto. Então você também não precisa
- 55:49começar mensurando tudo, absolutamente tudo.
- 55:51Aí já dando um tutorial aqui se você está começando a estruturar
- 55:54suas métricas, define a sua estratégia antes para você saber
- 55:57o que focar posteriormente. porque senão realmente você pode
- 56:00ficar um pouco perdido, e cara, mas eu meço tudo, e tudo é muita
- 56:03coisa, e não tem recurso, às vezes tu não vai conseguir
- 56:06encaixar na tua sprint, medir isso tudo, então assim, seta a
- 56:09tua estratégia, você começa a olhar para uns sete pequenos
- 56:12indicadores, que é o que você quer influenciar, o que você
- 56:14quer medir, e depois dali você começa a pensar na
- 56:17escalabilidade, como é que você vai medindo mais e medindo mais.
- 56:21E tem um... Quem sou eu, né?
- 56:23Pra falar sobre. Mas em um dos contextos que eu
- 56:29trabalhei, não tinha dados. E aí meio que a gente seguia o
- 56:33feeling do stakeholder de, ah, não, tem que melhorar a etapa
- 56:38tal. Só que aí a gente colocava na
- 56:41sprint, a gente falava, não, claro, a gente vai fazer.
- 56:44Só que a gente colocava já dentro da história um
- 56:48tagueamento Então a gente falava pra ele que não, a gente vai
- 56:52fazer, vai ser assim a sala, a gente vai taguear, a gente já
- 56:56aproveitava e tagueava todo o fluxo e tal, porque quando a
- 57:00gente colocava na rua, a gente media.
- 57:03E devolvia pra ele, falando assim, ó, qual que era a
- 57:06expectativa aqui do resultado? Porque a gente mediu, gerou
- 57:09esse. E aí a gente começa, caso você
- 57:14esteja num ambiente em que os stakeholders cagam pra dados,
- 57:17vai no meu feeling, é uma forma de, ao invés de você se
- 57:23estressar, de querer justificar, querer negociar, você fala, não,
- 57:29tá bom, eu frito aqui o pastel, só que eu vou colocar aqui um
- 57:32adicional. aqui um pouco, aí você faz o tagueamento e
- 57:36pouquinho em pouquinho, quando você ver tagueou todo e aí de
- 57:40repente você tá numa conversa o jogo mudou ele vai falar, não,
- 57:45precisamos melhorar tal coisa pra aumentar não, não tá, porque
- 57:49eu fiz aqui o funil tá aqui, não é isso enfim, só uma não,
- 57:56excelente ponto de fato, assim, é bem comum na verdade, né, você
- 57:59se encontrar nessa armadilha e o que que eu faço?
- 58:02E é um ótimo caminho para você conseguir a entrada de fato em
- 58:06confiança do stakeholder, até para ele conseguir entender o
- 58:09processo de como é que a gente consegue efetivamente ter
- 58:12hipóteses mais assertivas de solução.
- 58:14É, porque em muitas empresas, a liderança ali, ela tem um mapa
- 58:20mental diferente, ela nunca sentou numa cadeia de produto,
- 58:23ela não sabe o que é a disciplina de gestão de produto,
- 58:26ela não sabe qual é o papel do PM.
- 58:28Então, dependendo do stakeholder, você precisa fazer
- 58:34sempre a pergunta que você deve fazer no âmbito pessoal, que
- 58:38é... Ser feliz ou ter razão?
- 58:42Com o stakeholder, muitas das vezes você só quer ser feliz,
- 58:45relaxa, não precisa ter razão sempre, só vai, joga o jogo,
- 58:49vamos embora, depois, na semana seguinte você vai ter os dados,
- 58:53aí você joga na cara dele, fica aquela coisa.
- 58:56É, o que eu acho que é importante nessa situação
- 58:58também, aproveitando aqui o gancho, É, Paulo, eu acho que é
- 59:01também, assim, o PM que estiver nessa situação, ele, no mínimo,
- 59:06entender. Beleza, qual o indicador aqui
- 59:08que a gente quer mexer? Qual é a aposta que a gente está
- 59:11fazendo? No que a gente acredita que isso
- 59:14aqui vai gerar resultado? Eu estou frisando aqui, é claro
- 59:17que o fato da gente taguear, possivelmente a gente já
- 59:19entendeu o que é a aposta, mas saiba qual é a aposta também.
- 59:24Porque, às vezes, quando você pergunta para o teu stakeholder
- 59:26o porquê, eu tenho alguns exemplos assim, recentes às
- 59:32vezes quebra já quebra porque às vezes não tem um racional
- 59:36estruturado o suficiente então você passa a usar técnicas como
- 59:39cinco porquês você passa a fazer também o teu trabalho de casa
- 59:44que o stakeholder colocou na minha bandeja, isso é uma coisa
- 59:47que eu costumo falar bastante aqui com o pessoal, o
- 59:49stakeholder colocou na tua bandeja, o que você vai fazer,
- 59:51você vai passar direto para o time ou você vai fazer o teu
- 59:53papel aqui, que é, beleza, deixa eu entender pelo menos o que
- 59:56isso daqui, no que isso aqui vai influenciar, qual é a aposta,
- 59:59por que eu estou fazendo isso, então faça um trabalho de casa
- 1:00:02aqui também, e criem essa estratégia que o Paulo falou mas
- 1:00:07de uma forma consciente a gente também não pode ter aqui uma
- 1:00:10bengala pra beleza, vamos pra pastelaria então em algum
- 1:00:13momento isso aqui vai mudar então cada vez mais vocês vão
- 1:00:16tendo insumo pra vocês entenderem as apostas e daqui a
- 1:00:20pouco vocês estão participando da formulação de novas apostas
- 1:00:23com os dados que vocês estão gerando isso, freitar pastel não
- 1:00:27é o problema, o problema é quando a dieta é só de pastel né
- 1:00:32Apertar um parcelzinho toda quarta-feira.
- 1:00:34Comer um parcelzinho com caldo de cana.
- 1:00:36Top. Todo dia.
- 1:00:39Isso vai afetar a sua saúde. Então tem que ter um
- 1:00:43entendimento ali. Bem.
- 1:00:46Uma aula com Yas. Apenas.
- 1:00:49Ela vai voltar mais vezes aqui no PG.
- 1:00:51Porque agora veio uma vez. Vai vir várias vezes.
- 1:00:54Agora abriu a porteira. E a gente vai fazer.
- 1:00:58Tentar ver na agenda Yas. pra gente fazer conteúdos sobre
- 1:01:03métricas aqui, um spin-off aqui em texto, carrossel, enfim,
- 1:01:08essas coisas, pra que você possa também aprender mais.
- 1:01:12Então, um texto sobre o framework dela, com exemplos,
- 1:01:17enfim, e um link pro download A gente pode fazer, quem sabe?
- 1:01:23E entender mais. Tem ainda muitas perguntas que
- 1:01:25eu gostaria de fazer para a Yas. E com certeza vou fazer aqui
- 1:01:29para um outro formato. Para você consumir, compartilhar
- 1:01:36e aprender. Yas, muito obrigado por seu
- 1:01:39tempo. Porque a sua agenda é concorrida
- 1:01:42e global. O Fuso é diferente.
- 1:01:45Então, muito obrigado. Obrigada a você, Paulo.
- 1:01:48Obrigada, pessoal. Então é isso, ouviu até aqui,
- 1:01:52siga a Yas, se conecte com ela, mande um oi, mande um...
- 1:01:56Yas, eu não sei nada de métrica, me ajuda, que ela vai te ajudar,
- 1:02:01tá bom? Compartilha, clique no botão
- 1:02:04seguir, deixe suas cinco estrelas, é isso, beijos, tchau,
- 1:02:07fui.