Latest / Product Guru's : Produto | Negócios | Carreira / Como Políticas Organizacionais Impactam o Fluxo de Trabalho? | Raphael Albino - Staff Chief na Nubank
Transcript
- 0:00Se não existe uma política dizendo olha, o trabalho que
- 0:02precisa ser priorizado aqui é aquele que está conectado com o
- 0:06six pager, que é um descritivo da estratégia da organização
- 0:09para aquele período. Oi, tudo bem com você?
- 0:14Meu nome é Paulo chorg e sejam bem vindos ao Porto de guru, o
- 0:17podcast que é a voz por trás dos produtos.
- 0:19E comigo, nesse episódio, ele uma das pessoas mais
- 0:24inteligentes que eu conheço. E que eu passaria horas
- 0:28conversando com ele, tomando um meu leite de amêndoas com 2
- 0:33gotas de essência de baunilha, ali na faria Lima.
- 0:36Tudo bem, Rafa? Tudo ótimo, chiog um prazer
- 0:39estar aqui de novo no product, Gus.
- 0:42O Rafael Albino, se você não conhece, você deveria conhecer,
- 0:46siga ele na no LinkedIn, ele tem um livro chamado Dynamics flow,
- 0:50certo? É sucesso, baita livro.
- 0:54O link está aqui na descrição pra você adquirir.
- 0:56Ele trabalha na Nubank, então é um dos grandes nomes da nossa
- 1:01área, é. E hoje a gente vai falar sobre
- 1:04um assunto que a nossa área não está acostumada a saber, ovo.
- 1:11Falar ou consumir, que é sobre políticas e fluxo de trabalho.
- 1:17Mas calma, não é essa política. Calma, segura os comentários,
- 1:23não é esse tipo de política. Calma, vai devagar.
- 1:27Você que está ouvindo, você já apertou o botão comentário,
- 1:30calma, segura, não é aqui o lugar bem, é o Rafa no, no, no
- 1:37seu, no seu livro da Enem que. Da eramic flows, da inâmics
- 1:42flow, é, tem uma parte lá sobre política, né?
- 1:46Políticas explícitas o que seria o conceito de políticas
- 1:50explícitas? EE como a gente consegue ter um
- 1:54contexto assim de políticas explícitas?
- 1:57E existe diferença entre uma empresa grande e uma média e uma
- 2:02startup oarlistage? Total, total.
- 2:04E é. É interessante, né?
- 2:05Porque. No dynamic flow.
- 2:08E esse foi um projeto que eu acabei escrevendo em parceria
- 2:11com o Celso Martins, né? Que também é uma outra grande
- 2:13referência. Quando nós falamos sobre gestão
- 2:15de fluxo, é pensamento sistêmico, desenvolvimento de
- 2:18software e produto digital. É uma das coisas que a gente,
- 2:23assim acho que tem de comum e que a gente tentou documentar
- 2:26dentro do modelo. É AA ideia de que acordos quando
- 2:31eles estão explícitos, ou seja, quando eles estão registrados,
- 2:34quando eles estão socializados. Eles tornam o ambiente, de
- 2:38alguma maneira, um pouco mais estruturado.
- 2:42Aí, exemplos muito explícitos, né?
- 2:43Aí usando aqui até a ideia das políticas explícitas.
- 2:46Bom, existe aqui o acordo de termos reuniões, que elas
- 2:50acontecem a cada 15 dias para revisitarmos, por exemplo,
- 2:53métricas do produto, só um acordo foi estabelecido.
- 2:58E aí, qual é a intenção? E acho que aqui começam algumas
- 3:01particularidades, né? De de questionamento sobre as
- 3:03políticas. Qual é a intenção por trás desse
- 3:05acordo? Bom, aqui a intenção é avaliar a
- 3:08performance daquele produto, seja pensando em o quanto ele
- 3:12tem contribuído para os resultados dos negócios, seja
- 3:15pensando o quanto aqueles indicadores estão apontando para
- 3:19o atendimento, por exemplo, de alguns OKR, né?
- 3:22Os objetivos dos resultados chave.
- 3:23Então assim é, é é interessante também a gente ter essa
- 3:27consciência de que os acordos, eles são mutáveis, eles evoluem
- 3:31ao longo do tempo, porque qual é OOO contraponto aqui às vezes.
- 3:36As organizações e aí pegando, né?
- 3:37AO seu, a sua pergunta sobre herlstage empresas mais é
- 3:41maiores e assim por diante e dependendo do ambiente, esses
- 3:45acordos eles são tidos como sendo absolutos e eles não
- 3:50mudam. E aí a gente entra numa síndrome
- 3:53que ela existe, que é a síndrome do status quo, que eu costumo
- 3:56chamar de síndrome Gabriela, eu nasci assim, eu cresci assim.
- 3:59Gabriela, certo? Então eu é basicamente, Ah, não
- 4:02tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo, tenho que fazer
- 4:04aquilo. Aí AAAA devolutiva que eu faço
- 4:08para as pessoas é, temos que por quê, né?
- 4:11EEA? Partir do momento que nós temos
- 4:14uma clareza ou algo que nos ajude a construir esse racional
- 4:18do porquê. Aí assim a gente vai avaliar se
- 4:20aquela política ela se mantém ou não.
- 4:22Aí vamos imaginar o seguinte, né?
- 4:23Chiori, pô. Aí eu imagino que pode ter uma
- 4:25galera que está aqui escutando e falou assim, lá vem um burocrata
- 4:29falar que temos, né? Porque que não?
- 4:32Todo mundo acha que é burocracia, é péssimo e tudo
- 4:36mais, eu costumo dizer. E aí, principalmente para quem
- 4:39trabalha em empresas grandes, tente viver um dia numa empresa
- 4:43sem políticas, sem acordos, explícito.
- 4:46Tente um dia com um organismo de 8000 pessoas, 10000 pessoas,
- 4:4915000 pessoas sem política. Isso tende a levar aquele
- 4:53ambiente a ter uma atenção ou um excesso de tensões que vão
- 4:58drenando energia e tirando as pessoas de fazer o trabalho
- 5:01delas para porque elas ficam pensando, não, mas espera aí, é,
- 5:05será que deveríamos priorizar isso ou aquilo?
- 5:07Se não existe uma política dizendo olha, o trabalho que
- 5:10precisa ser priorizado aqui é aquele que está conectado com o
- 5:13six pager, que é um descritivo da estratégia da organização
- 5:16para aquele período. Né?
- 5:18E as pessoas ficam filosofando sobre a estratégia a todo
- 5:20momento. Sem essa política, é isso gera
- 5:24uma inércia dentro da companhia, né?
- 5:26Então, as políticas e as burocracias, elas estão aqui ao
- 5:30nosso benefício pra reduzir essa necessidade da gente ter que
- 5:34ficar refletindo sobre tudo a todo momento.
- 5:37E quanto maior é a empresa? O questionamento que a gente tem
- 5:41que se fazer é, será que essa política é se não existe uma
- 5:44política dizendo olha. O trabalho que precisa ser
- 5:46priorizado aqui é aquele que está conectado com o six pager,
- 5:50que é um descritivo da estratégia da organização para
- 5:52aquele período que a as políticas elas evoluam de forma
- 5:56mais dinâmica. Então, acho que esse, por
- 5:58exemplo, é um dos grandes questionamentos que né, eu venho
- 6:01tendo com as pessoas no ambiente do Nubank, que é mais ou menos
- 6:04assim. O Nubank não é mais a empresa de
- 6:0667 anos atrás, é uma empresa, né, pública e tudo mais.
- 6:11Então, mas ao mesmo tempo, nós não queremos perder elementos
- 6:14comportamentais como colaboração, a perspectiva de um
- 6:17objetivo compartilhado e tudo mais que fizeram a empresa
- 6:20chegar até aqui. Então, como adaptar as políticas
- 6:23para que elas sejam nutridas de colaboração, objetivos
- 6:28compartilhados, foco no cliente? É essa coisa de desafiar, né?
- 6:32O status quo, então, é, acho que essa é uma reflexão também
- 6:36importante, principalmente para quem tem uma empresa grande de.
- 6:39Avaliasse o versionamento da política.
- 6:41Ele não tá lá, datado de mais de 5 anos, 10 anos atrás.
- 6:45Eu vou. Eu vou fazer um comentário que
- 6:47longe de mim criticar as empresas grandes.
- 6:51Ainda mais no, né, não é? Quanto maior AA empresa, maior é
- 6:59o desafio de ter uma cultura de produto.
- 7:04É dado essas políticas porque. O.
- 7:09Quando a gente lê e pesquisa sobre cultura de produto, a
- 7:14gente tem um romantismo sobre a cultura de produtos que muitas
- 7:18das vezes choca com essas políticas.
- 7:22É organizacionais, que é normal. Eu costumo falar que toda toda
- 7:30startup sonha ser uma empresa grande.
- 7:34É então assim. Eu costumo até falar, toda a
- 7:38fintech sonha ser é a Nubank, sonha ser o Itaú é e é isso é.
- 7:48E pra chegar nisso você vai ter que ter mudanças políticas,
- 7:51mudanças de regras e comportamento.
- 7:54É só que e parece que quando a gente fala de cultura de produto
- 7:59dentro de organizações grandes, parece que tem um choque.
- 8:03Parece que você tá olhando para as políticas e todas as.
- 8:07Tudo que rege uma empresa grande.
- 8:10E a minha sensação, Rafa, é que quando a gente fala de cultura
- 8:13de produtos numa empresa grande, a empresa grande, olha como a
- 8:16gente fosse anarquistas, como se a gente fosse pegar todas as
- 8:22políticas, todas as regras, todos os processos, modelos, né?
- 8:25A gente vai amassar. E jogar fora você também tem
- 8:28essa sensação? Eu tenho, eu tenho.
- 8:30É como se fosse dentro de um organismo 11 antissistema, né?
- 8:36Então é é meio que aquela. Tanto é que, dependendo do da
- 8:39organização da empresa, ela tenta expurgar, certo de tão né
- 8:44conflituoso eco, aquele DNA que já está imposto dentro da
- 8:48daquela organização mais tida, entre aspas, como tradicional
- 8:51que o que que eu acho que fica aqui também como reflexão pra
- 8:54galera assim. Tem um conceito que eu gosto
- 8:56muito, que vem da economia, que ele chama dependência do
- 8:59caminho, é o pack dependent. Então é basicamente assim, a
- 9:03organização, ela chegou até aqui por algum motivo, certo?
- 9:06E esse e esse motivo foi 11 trilha que foi construída onde a
- 9:11organização conseguiu identificar um problema de
- 9:13mercado, ela conseguiu identificar um segmento muito
- 9:16bem ali, é carente, ela conseguiu prover um produto ou
- 9:20serviço que fez com que ela tivesse aquele sucesso.
- 9:22EE se mantivesse. E tivesse longevidade, né?
- 9:25Que acho que esse é um dos elementos também muito
- 9:27importantes aqui. Pensamos em sustentabilidade de
- 9:30negócio, né? Então, o modelo de negócio ele
- 9:32foi, em diferentes momentos se adaptando, ele foi se se
- 9:35remodelando. E aí, o que que acontece?
- 9:38Um dos problemas dessa construção de caminho é que uma
- 9:42série de crenças, elas são construídas durante esse
- 9:45caminho. Então é mais ou menos assim, Ah,
- 9:48nós sabemos o que as pessoas clientes querem.
- 9:50Nós sabemos como oferecer a melhor experiência para as
- 9:54pessoas que são clientes. Nós sabemos qual é o produto ou
- 9:57serviço que precisa ser, é oferecido, porque sabemos
- 10:00estruturar muito bem a proposta de valor.
- 10:02Nós sabemos. Então é essas crenças é que vão
- 10:05limitando ou vão é deixando né de lado qualquer outro tipo de
- 10:11possibilidade. E aí, o que que eu tenho
- 10:14recomendado para as pessoas? A primeira pergunta que eu gosto
- 10:16de fazer quando eu estou interagindo com um ambiente que,
- 10:19por exemplo, ele não bebe dessas referências que nós bebemos de
- 10:23poxa, Mark cagan, Teresa Torres, a própria Melissa Perry, né?
- 10:27Ou aqui no Brasil, Diego, Waze, ali produzindo Joca Torres,
- 10:31enfim, essa galera, né? Tem produzido conteúdo e tal que
- 10:34vai documentando, né? Sistematizando esses conteúdos
- 10:36assim, essas, esse, esse pensamento de produto é o
- 10:40primeiro passo é reconhecer qual é.
- 10:43O modelo mental, quais são os modelos mentais que estão ali
- 10:46dentro daquela empresa naquele momento?
- 10:48Então é é reconhecer a história, me conta a história da empresa,
- 10:51porque a partir do momento que a gente consegue se conectar com
- 10:54algum atributo dessa história, trazer a cultura de produto
- 10:58atrelado a esse atributo, aí então vamos pegar um exemplo
- 11:01aqui, né, do Itaú, que é uma empresa secular, certo?
- 11:04É. E a gente chega e diz o
- 11:06seguinte, olha, inovação, que é uma das coisas.
- 11:08Que tal vem sistematicamente nesses últimos pelo menos 40
- 11:11anos, trazendo como como experiência.
- 11:13Inovação se como nós pegamos, então esse atributo que para o
- 11:17Itaú é fundamental e conectamos com uma ideia que é repensar um
- 11:21canal digital que vá trazer ali uma otimização de experiência da
- 11:26jornada, pronto, se atrelou a atributo que é já do DNA e aí a
- 11:30resistência, ela tende a ser menor, porque isso de alguma
- 11:35maneira é é traduzível pelas pessoas que já vivem aquele
- 11:39aquela cultura, aquele ambiente, há muito mais tempo, né?
- 11:41Então. É esses choques.
- 11:43Eles acontecem quando a gente não se interessa por entender a
- 11:47outra pessoa, porque ou a organização, porque a partir do
- 11:50momento que a gente reconhece, aí a gente pode também tomar
- 11:53algumas decisões, que é dizer o seguinte, esse lugar aqui não
- 11:56tem nada a ver com aquilo que a gente entende do que é uma
- 11:59cultura de produto e talvez não tenha nada que conecte, nada que
- 12:03link. Então aí é o momento da gente
- 12:05pensar em em seguir adiante, né? E você que está ouvindo esse
- 12:08episódio? Calma, a gente vai continuar com
- 12:10ele. Mas neste mês, APM 3 completa 7
- 12:14anos. Para comemorar, eles liberaram
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- 12:37escaneie OQR code que aparece aqui na tela ou acesse o link
- 12:41aqui na descrição e garanta o seu lugar.
- 12:43Então, uma pessoa de produtos precisa exercitar a empatia, não
- 12:47é? É, é, tem.
- 12:49Tem uma tem uma coisa bacana no seu livro que é sobre o sistema,
- 12:54sistema puxado e o sistema empurrado.
- 12:58É o que seria esses 2 sistemas. O que diferencia é e quais são
- 13:06os impactos de cada um? É.
- 13:09Oo. Tem como definir tipo, o sistema
- 13:13puxado é a startup perlistage. O empurrado é tradicional, sabe?
- 13:21É porque porque que eu estou tentando sempre trazer essa,
- 13:26esses. Comparativos porque Eu Acredito
- 13:30que. E aí um desabafo pra você,
- 13:33menino? Rafa, é que é um é um pensador,
- 13:39um intelectual da nossa área tal não sei o que que é.
- 13:42Acredito que a nossa área é de produto, a comunidade, ela tem
- 13:46falado de produtos sobre um viés de startup e 1 e 1 viés de
- 13:53empreendedorismo. Só que quando você coloca uma
- 13:56pessoa de produto, é numa empresa tradicional ou numa
- 14:00empresa que vai crescendo, ela não aguenta.
- 14:05É então por isso que eu tento sempre, aqui na nossa conversa,
- 14:09sempre trazer esse tipo, tá o maior listage 11, empresa que tá
- 14:13com um negócio Maduro, mas tá no meio, e uma empresa já com um
- 14:16negócio estabelecido, tipo Nubank, Itaú, enfim, essas
- 14:20coisas que tipo? Com todo o respeito as demais
- 14:23empresas, mas. No bem que o Itaú é imorrível,
- 14:26já era, já foi, não tem como é, entendeu?
- 14:30É, então são, são sólidas? É.
- 14:34Então tem essas diferenças, né? Total EE.
- 14:37Olha só que coisa interessante, né?
- 14:38Porque os sistemas empurrados, eles tendem a ser aqueles onde
- 14:43você não avalia qual é a capacidade do seu sistema, o
- 14:47seu, o comportamento do seu sistema.
- 14:48Então é mais ou menos assim, eu tenho uma equipe que é
- 14:51responsável por manter. Um produto que é Oo, um canal
- 14:55digital que é OE Commerce da organização.
- 14:57E aí é simplesmente assim, a organização ignora o que?
- 15:01Como está o estado atual do e Commerce?
- 15:04Se ele está com qualidade na entrega do serviço, se ele está
- 15:06com uma qualidade de performance, se ele está com uma
- 15:08qualidade, ignora se isso. E se empurra trabalho para
- 15:13dentro desse sistema. Então diz assim, olha, agora,
- 15:15né, a moda e a temos que ter aqui um algoritmo de
- 15:18recomendação de produtos e é empurra eles, Ah, não, agora
- 15:21temos que ter uma assistente que é consuma os dados do nosso
- 15:27saque, do nosso serviço de atendimento cliente, né?
- 15:28Vai, vai empurrando coisas sem necessariamente observar qual é
- 15:32a capacidade daquele sistema de absorver isso.
- 15:35Num sistema puxado, ele vai ter a característica que é olha.
- 15:40A partir do momento que eu consigo ter consciência de qual
- 15:43é o meu, a minha capacidade, o que está acontecendo aqui dentro
- 15:46da minha dinâmica de estrutura de sistema, eu vou puxando
- 15:50coisas que fazem mais sentido. Então, exemplo muito claro, se
- 15:54eu consigo fazer 2 funcionalidades novas por
- 15:58quinzena e evoluir, né? Esse produto a cada 2, a cada
- 16:02quinzena, 2 funcionalidades, então eu não vou ficar
- 16:04empurrando 56 numa estratégia de planejamento.
- 16:08A partir do momento que eu estou terminando, aquela segunda,
- 16:10naquela quinzena, eu já começo a pensar em quais serão as
- 16:13próximas 2 que eu vou puxar pra aí seguir.
- 16:16Então é, é é muito interessante porque um sistema que ele é
- 16:19puxado, ele é mais orgânico, porque ele ele respeita o
- 16:23comportamento do sistema e ele também acaba sendo um tipo de
- 16:28ambiente organizacional onde as pessoas, elas são respeitadas,
- 16:32porque no final do dia, assim, se a gente está dizendo que é
- 16:35capaz de fazer isso. É isso, ponto EEEE.
- 16:39Por que que eu coloco atributo orgânico também?
- 16:41Porque no orgânico a qualidade é respeitada.
- 16:44No orgânico a perspectiva do monitoramento do resultado, né?
- 16:48Será que a gente tá aí atingindo mesmo aqueles indicadores lá de
- 16:51taxa de conversão, de aumento de vendas e tal?
- 16:54No orgânico a gente tem tempo pra pensar sobre isso.
- 16:58No empurrado é mais ou menos assim, próximo, próximo,
- 17:01próximo, próximo, próximo, sem necessariamente a gente se
- 17:04questionar. O que está chegando que está
- 17:07vindo porque a gente está sendo pressionado e pressionado a
- 17:09empurrar aquilo para dentro do do sistema e segundo, a gente
- 17:13não consegue ter banda o suficiente para avaliar se
- 17:17aquilo que já está no agora tem performado conforme a nossa
- 17:21expectativa, né? Então é EEE.
- 17:23Eu acho muito interessante porque aí você você traz aquilo
- 17:25é as empresas grandes, as empresas tradicionais, até mesmo
- 17:29pela dinâmica arquitetura organizacional delas com.
- 17:33Um excesso de níveis. E aí aqui podem ter organizações
- 17:36que não tenham excesso de níveis e sejam empresas mais
- 17:39tradicionais ou empresas mais experientes, digamos assim.
- 17:41Mas na sua maioria, as grandes organizações que elas têm muitos
- 17:45níveis, elas tendem a ir empurrando trabalho nível a
- 17:50nível. Quando a gente pensa na dinâmica
- 17:52entre departamentos, elas tendem a empurrar trabalho departamento
- 17:56para o departamento. Então, o trabalho em si, nessas
- 18:00organizações de arquitetura dela, não é feita pra pensar de
- 18:05forma fluida, uma forma de cadeia de valor, uma forma de
- 18:08entrega que seja conectada. Ela vai ser uma organização que
- 18:12fica empurrando trabalho pra um lado e pro outro.
- 18:15É mais fácil dentro de uma empresa irlstage de pensar em
- 18:18sistemas mais puxados é mais fácil.
- 18:20Mas eu já vi também startups em que a pessoa é dona fundadora.
- 18:25Ali ela ficava empurrando trabalho pro time.
- 18:28EE, né? E às vezes eram times
- 18:29pequeníssimos assim, 5, 10 pessoas e empurra empurra,
- 18:33empurra, empurra, empurra sem respeitar o sistema.
- 18:35E aí então é, é é bacana porque acho que, independentemente do
- 18:41tamanho da organização, o que fica aqui é uma reflexão para
- 18:45todas e todos, do quão fluido ou quão orgânico tem sido aquele
- 18:50modelo de trabalho. Porque se ele está sendo
- 18:52sintético, se ele está amarrado, se ele está naquela ideia do
- 18:56tipo assim, pô, está levando 12 meses pra gente conseguir
- 18:59colocar aquela melhoria, né? No, no carrinho de no e Commerce
- 19:03ali no carrinho de coas, the cores, assim, isso não é
- 19:05orgânico, isso, isso provavelmente está fazendo com
- 19:08que as pessoas lá do time se desligagens.
- 19:11Provavelmente vai fazer com que a empresa daqui 3 meses fala
- 19:14assim, nossa, colocamos dinheiro um ano nessa equipe, ela
- 19:18entregou uma melhoria dentro desse ano todo.
- 19:20Aí o que que, qual que é a cabeça da pessoa executiva?
- 19:23Corta, demite, pronto, né, reduz, terceiriza, porque aí vai
- 19:27ser mais barato, eu tiro isso do meu custo fixo, então é EE de
- 19:30novo, né? Qualquer tipo de poda, corte,
- 19:33essas coisas, isso é inorgânico, isso não é natural, o natural é.
- 19:36Eu tenho um tamanho de organização, eu tenho um fluxo
- 19:39que ele respeite aqui essas dinâmicas, e acho que é esse é
- 19:42um pouco até do do do que a gente tenta trazer no dainanic
- 19:45flow, né? É a gente enxergar essa cadeia.
- 19:48É de forma mais fluida e sistêmica possível.
- 19:51Isso é interessante porque na minha concepção aqui isso isso
- 19:58teria que ser ensinado é nos cursos de Price managers, né?
- 20:06Por isso que eu falei que a minha sensação é que a gente é
- 20:09tem desenvolvido ou a gente desenvolveu uma geração de de de
- 20:13pessoas, de produtos muito mais com um viés empreendedor.
- 20:18É do que um viés, é de negócio estratégico, é que consiga ler
- 20:25ambientes e é fazer esse esse entendimento do tipo, pera aí, o
- 20:31fluxo que eu tô, que a gente tá fazendo aqui, é um fluxo
- 20:34empurrado. Calma, não é isso, pera aí.
- 20:37Deixa eu me posicionar aqui de uma maneira diferente para eu
- 20:40tentar mudar esse fluxo. Do tipo calma, qual é o
- 20:43objetivo, qual que é esse? É calma.
- 20:46Então, para de ficar empurrando o trabalho, a gente sabe o que
- 20:49tem que fazer. É, mas aí vem a pergunta mais
- 20:54difícil, que é você, né? Responde que é como que a gente
- 21:00estabelece limites efetivos para o número de demandas em cada
- 21:06fase do processo? É, e que critérios devem ser
- 21:11considerados? Essas perguntas são tudo
- 21:13baseadas no seu livro. Então o que você responder?
- 21:19As pessoas vão ler o livro? É isso, é isso, é isso.
- 21:23EE, eu acho muito interessante essa questão, né?
- 21:25Dos limites, porque se nós não. Capturamos o comportamento do
- 21:31sistema para estabelecermos os limites.
- 21:33Ou seja, medir o sistema nessa o sistema, né?
- 21:36A comunidade de kanban fala isso há muito tempo.
- 21:38Mas não é só a comunidade de kanban.
- 21:40Se a gente se se nós discutirmos sobre Peter Drucker, que é um
- 21:43dos grandes pensadores sobre administração, se nós pegarmos o
- 21:47daming, que também é uma das grandes pessoas, quando a gente
- 21:49pensa em qualidade total século 20.
- 21:52É e esses pensadores e pensadores do nela medals
- 21:55também, né? Pra gente poder observar o
- 21:56comportamento do sistema, você precisa sentir o sistema, você
- 21:59precisa é o mapa, ele é só uma representação mais ou menos da
- 22:04realidade. Então se você modela o mapa,
- 22:06depois você vai viver o terreno para entender o que está
- 22:08acontecendo. EE, as métricas, especialmente
- 22:12pensando nessa ideia de cadeia, fluxos e tudo mais, elas são
- 22:15bons instrumentos para que estabeleçamos essas referências.
- 22:20Quanto trabalho a gente é capaz de conseguir entregar?
- 22:23É dentro de um ciclo mensal, nessa um mês.
- 22:27E aí você avalie, agora no mês 2, fomos melhores ou piores do
- 22:32que um mês um, né? Aí um mês 3 será?
- 22:34E aí a partir do momento que a gente começa a criar essas
- 22:37referências, a gente vai dizer lá e tal, é equipe aqui da área
- 22:41XYZ da organização. Estão pedindo 15 demandas por
- 22:44mês. Nós somos capazes de entregarmos
- 22:475 demandas por mês. Então assim, a gente vai ter que
- 22:50discutir sobre prioridade, porque não dá para fazer essas
- 22:5315 que vocês estão pedindo. EE, não sou eu, pessoa, gestora
- 22:58de produto que estou negociando contigo aqui o que entra, o que
- 23:01não entra, que que está tentando, né?
- 23:03Ser a chata da vez não é o comportamento desse sistema.
- 23:07A mesma coisa é quando nós pensamos nas etapas
- 23:09intermediárias, né? E aí eu acho que de novo, e é
- 23:12muito legal o charge essa essa sua provocação sobre o.
- 23:16Pensamento sistêmico dentro da comunidade de produto, porque eu
- 23:18realmente eu não vejo é esse tipo de debate acontecendo?
- 23:22É. Mas tem uma outra corrente
- 23:24também de pensamento, que é a corrente da teoria das
- 23:26restrições. Ele IA contra livro, a meta, né?
- 23:30Um dos grandes pensadores também do século passado, que ele dizia
- 23:34assim, se você não consegue identificar qual é o gargalo do
- 23:37seu sistema, qualquer tipo de otimização que você faça dentro
- 23:41do seu ambiente, em etapas que não são o gargalo.
- 23:45É desperdício. Então é mais ou menos assim, né?
- 23:48Aí vamos imaginar. Agora, trazendo para a limitação
- 23:50do trabalho, se você tem uma configuração de equipe que você
- 23:54tem uma pessoa especialista em uma determinada etapa do seu
- 23:57fluxo, aí um exemplo clássico, uma pessoa testadora humana ou
- 24:03uma pessoa que é a validadora do negócio, né?
- 24:06Então são especialidades que estão incluídas dentro desse
- 24:09fluxo e você identifica. Ao monitorar esse fluxo, que é
- 24:13essa etapa, onde essa pessoa especialista, ela interage, que
- 24:17é o gargalo do sistema, que que adianta você ficar codificando
- 24:21mais produtos? O que?
- 24:22Que adianta você ficar refinando mais produtos?
- 24:25Que que adianta você ficar rodando 255 discovers em
- 24:28paralelo? Porque quem vai ditar a sua
- 24:30capacidade de entregar aquela feature, aquela funcionalidade,
- 24:35aquela característica de produto, é o seu gargalo.
- 24:38Ele quem vai dizer, ó, putz, dá para entregar uma feature?
- 24:41Por quinzena, porque o gargalo só consegue processar uma fits
- 24:46por quinzena. Então é, é esse é um tipo também
- 24:49de pensamento, né? Que a gente tenta trazer o
- 24:51daneric flow, que é a partir do momento que você tem a
- 24:54consciência sobre o seu fluxo, sobre o seu sistema, você vai
- 24:59retroalimentando ele de um jeito mais estruturado.
- 25:03Então é mais ou menos assim, pô, eu estou sofrendo no delivery.
- 25:07Faz sentido eu ficar gastando uma puta energia no Discovery?
- 25:12Né, será que não vale a pena entregar?
- 25:15E aí eu vou trazer aqui clássico, aquela coisa clássica,
- 25:18né, Ah, eu sou eu sou progrit manager, eu não refino demanda,
- 25:22eu não, eu não chego é eu penso no problema, eu trago o
- 25:25problema, eu não penso na social, é clássico assim,
- 25:28clássico, clássico. E aí é muito interessante porque
- 25:31eu chego pra essa pessoa progrit manager, que traz esse tipo de
- 25:34de pensamento e falo Pra Ela o seguinte, olha, vamos pegar aqui
- 25:37um sistema. Da organização, chamado
- 25:40avaliação de performance individual.
- 25:42Se você trabalha numa empresa grande, é muito provável que
- 25:44você tenha lá e ela, e esse ciclo acontece anualmente.
- 25:47Aí eu pergunto pra pessoa assim, o que que você vai ser avaliada
- 25:50no final do ano? É sobre a quantidade de
- 25:53discovers que você fez e agora já o problemas que você é
- 25:57identificou ou pelo resultado dessa linha de produtos e
- 26:01serviços que você é responsável hoje.
- 26:04E essa linha de produtos e serviços, ela depende do
- 26:07delivery, né? Então você está dizendo para mim
- 26:09que você não vai se comprometer a tentar resolver um problema
- 26:14porque simplesmente você acha que não é o seu papel fazer
- 26:17isso, né? Então aí a gente começa também a
- 26:21lidar com uma síndrome que eu acho que é uma das síndromes
- 26:24que. Nós percebemos e eu achei.
- 26:26Adorei o seu episódio com o Paulo Silveira, né?
- 26:28É que vocês debateram lá sobre a pessoa especialista em agilidade
- 26:32e tal, não sei o que eu adorei assim, foi uma coisa que eu
- 26:35fiquei muito reflexiva. A gente tá vivendo uma síndrome
- 26:37de pessoas especialistas, a gente foi pra um extremo de
- 26:40especialistas. EE, eu acho que agora a gente
- 26:43precisa começar a voltar um pouquinho pro generalista, mas
- 26:46não é generalista por ser generalista, não é generalista
- 26:50pra poder perceber de forma sistêmica.
- 26:53Quais são os problemas dentro daquele ambiente organizacional?
- 26:56E não sobre? Estou usando o Triple Diamond,
- 27:01estou né? Enfim, então essa essa reflexão
- 27:05aí que fica. A árvore de oportunidade é de
- 27:10tanta árvore já já plantada de oportunidade já, meu Deus do
- 27:17céu. O já tem uma mata amazônica, só
- 27:19área de produtos. Tanto que a gente tratou é hoje
- 27:22a oportunidade, né? Agora, a pergunta a uma das
- 27:26perguntas difíceis aqui que que você foi falando até agora, eu
- 27:30fui anoquei legal. Acho que agora a gente tem um
- 27:33contexto, é bem bacana, então acho que todo mundo que tá
- 27:38ouvindo nesse episódio maravilhoso, incrível, é agora,
- 27:43entendeu? O assunto é agora a gente vai
- 27:47para um outro nível, que é como? Porque não tem como você
- 27:52eliminar, né? As políticas é de uma
- 27:56organização grande, enfim, de independente da da da empresa.
- 28:01Mas então, como equilibrar a rigidez das políticas explícitas
- 28:06com a necessidade de flexibilidade em sistemas
- 28:10complexos? É, e aí uma segunda parte aqui
- 28:14que ouvindo você falar é, me veio na cabeça.
- 28:20Não estou longe de mim culpando o indivíduo, mas será que esse
- 28:27essa leitura de sistema também ajudaria a pessoa a entender
- 28:35quanto ela pode se jogar mais ou menos ou evitar um burnout, por
- 28:42exemplo? É porque muitas das vezes a
- 28:45gente a gente conhece algumas histórias.
- 28:48De pessoas que é, se joga muito, ela quer mudar ela, ela acha que
- 28:55vai mudar todas essas políticas, tudo isso, todo o ambiente,
- 28:59porque se ela trabalhar mais, ela vai fazer o resultado.
- 29:04É um burnout. A empresa demitindo essa pessoa
- 29:08é também. Tem essa parte, né?
- 29:10De esse entendimento de leitura faz com que você entenda também
- 29:15o seu limite ali dentro. Com certeza.
- 29:18EE, olha só, né? Eu vou começar por essa porque
- 29:21ela ela vai vai levar a gente. AA primeira pergunta, Oo aspecto
- 29:26de de nós, como seres humanos, reconhecermos os mapas, os
- 29:30sistemas que estão em jogo dentro das organizações, eles
- 29:33nos permitem, principalmente, traduzirmos o porquê que aquela
- 29:38organização ela se comporta daquela maneira, certo?
- 29:40Então é mais ou menos assim, Ah, o porquê que essa organização
- 29:44ela não. Capta percepções de quem é
- 29:46cliente, porque às vezes tem uma dinâmica de sistema ali que Oo
- 29:51incentivo e o reconhecimento. Ele parte de uma entrega feita e
- 29:56não necessariamente de uma entrega que gere resultado.
- 29:58Mas perceba, você conseguiu entender que é esse incentivo e
- 30:02é esse o modelo de reconhecimento dentro daquele
- 30:04ambiente. Então não adianta você ficar
- 30:06sofrendo, empurrando lá que ó. Não temos que voice of costumer,
- 30:10temos que trazer a voz do. É tipo, né?
- 30:12Está ali, está dado, é regra, poxa.
- 30:15Isso pode estar prejudicando a organização.
- 30:17Isso pode estar começando a mexer nos indicadores de
- 30:20receita. Isso pode estar mexendo nos
- 30:22indicadores de clientes ativas e ativos.
- 30:25A partir do momento que você consegue costurar uma narrativa
- 30:28que vai mostrando esses efeitos de não estar a pessoa cliente
- 30:32sendo considerada ali no centro das ações.
- 30:35Talvez você tenha uma brecha de discussão e de mudança.
- 30:39Aí talvez faça sentido você pegar suas capinhas ali e se
- 30:42jogar e falar assim, olha, eu tenho meus argumentos, quero
- 30:45mostrar para vocês mais, principalmente tendo consciência
- 30:49daquele sistema, tendo consciência do sistema de
- 30:51incentivo e reconhecimento do ambiente.
- 30:53Porque o que que acontece a partir do momento que nós temos
- 30:55esse tipo de leitura? E esse tipo de leitura, gente,
- 30:58eu falo assim, é, ela vem com experiência, ela vem com muita
- 31:03frustração. Ela vem com muitas situações.
- 31:06De vez em que você fala assim, e essa pessoa não me escuta, era
- 31:09só ela me escutar, que eu ou essa minha chefe ou esse meu
- 31:12chefe, essa essa, né? Enfim, isso vem com muita EE,
- 31:15que eu acho que essa também é uma característica, né?
- 31:17A gente tem que dar Tempo Ao Tempo, o tempo é um grande
- 31:20saber. Assim ele consegue nos ajudar a
- 31:22amadurecer de um jeito maravilhoso assim.
- 31:25EEA, partir do momento que a gente começa a criar esse tipo
- 31:27de consciência, a gente não vai para qualquer Batalha, certo?
- 31:30A gente começa a escolher as batalhas, a gente vai com a
- 31:33capinha naquelas que a gente e aí tem um outro extremo, né,
- 31:36porque eu escuto isso de algumas pessoas executivas, porque elas
- 31:39chegam e falam assim, mas tá vendo?
- 31:40Albino, eu só quero gente que vai, que dá a cara e que não sei
- 31:44o que. Aí eu falo para pessoa executiva
- 31:45assim, mas você está no último nível da companhia, você pode
- 31:49ser quem você quiser ser, entre aspas, tá?
- 31:51Porque essa galera também joga uns jogos bem pesados às vezes.
- 31:54É, mas AAA pessoa que está ali tendo a primeira experiência
- 31:59dela como product, product manager, né?
- 32:01Desde a estrutura ela ela está idealizando.
- 32:04Ela está numa numa perspetiva de que ela veio cheia de de
- 32:08energia, só que o sistema está começando a expurgar ela, porque
- 32:12é a chefe dela que não está dando apoio.
- 32:14É a estrutura que não reconhece essa, esse, esse protagonismo,
- 32:19essa coisa de ser proativo e tal e tudo mais.
- 32:21Então eu acho que assim. Ter paciência, ter uma
- 32:24consciência sobre quais são os elementos que influenciam os
- 32:28comportamentos e regem aquele tipo de ambiente vai ajudar a
- 32:32gente a sofrer menos. Aí eu coloco também um aspecto
- 32:35que é mais ou menos. Assim, a gente não pode deixar
- 32:37de reconhecer, mesmo ouvindo todas essas pautas que tem sido
- 32:41debatidas nesses últimos tempos, que nós temos uma série de
- 32:45elementos também intrínsecos dentro da nossa sociedade, que
- 32:49vão criando Barreiras. Criando Barreiras para mulheres,
- 32:53criando Barreiras para pessoas negras, criando Barreiras para
- 32:56pessoas com deficiência, criando Barreiras, elas vão criando.
- 32:59A gente não pode falar assim, Ah, não, todo mundo joga o mesmo
- 33:02jogo e tal, então a gente tem que ter, né?
- 33:03Ainda mais pessoas que acabam fazendo parte desse grupo.
- 33:06E eu me considero um homem negro fazendo parte desse grupo, que
- 33:10eu preciso ter consciência qual é o jogo que eu estou jogando,
- 33:12porque por algum motivo ele vai ter algum artifício ali que vai
- 33:16tentar me jogar de lado. Então acho que dito isso, né,
- 33:19respondendo isso. E obviamente, com apoio
- 33:21terapêutico isso fica muito mais fácil.
- 33:24Terapia é vida isso, né? Especialmente pra nossa
- 33:27comunidade que tem um poder aquisitivo um pouco melhor do
- 33:29que é o resto da sociedade brasileira.
- 33:31Pague em terapia, né? Faça terapia, o
- 33:33autoconhecimento, ele acaba sendo libertador.
- 33:36Ele vai ajudar a gente a voltar lá Na Na pergunta sobre as
- 33:40políticas, né? E aí pensando nessa ideia da da
- 33:42adaptatividade EE, dessa ideia de como conseguir confrontar
- 33:47essas políticas de um jeito muito mais efetivo.
- 33:50Aí eu vou dar um exemplo bem explícito assim, né?
- 33:53Imagina só, eu trabalho dentro de uma instituição financeira
- 33:56que ela opera num mercado altamente regulado, certo?
- 34:00Então, assim, o que o banco central e os órgãos eles acabam
- 34:03trazendo, não tem discussão. Você tem que seguir.
- 34:05A política é a lei tá ali e a regulação, ela tá impondo aquela
- 34:09norma de um jeito que todas as todos os atores do sistema
- 34:13precisam é operar em cima. A grande discussão que a gente
- 34:17pode trazer. Para dentro desse tipo de
- 34:19situação é, será que o como nós atenderemos esse tipo de norma
- 34:25ou regra ou requisito precisa ser assim?
- 34:28Precisa ser, né? Dessa ou existem outras
- 34:31alternativas? Então, a partir do momento que a
- 34:34política Ela Foi dada, a forma como a gente implementa essa
- 34:37política, ela é debatível ela ela ela precisa ser debatível.
- 34:41E aí não é pra pra justamente a gente sair daquele tipo de
- 34:44pensamento que é, Ah, não é assim que OA empresa XYZ tá
- 34:49fazendo? Eu tenho que fazer também porque
- 34:51a empresa XYZ, talvez ela não tenha ou você não tenha todas as
- 34:55capacidades que essa empresa XYZE.
- 34:58Você como companhia talvez tenha tenha vantagens que a empresa
- 35:01XYZ não tenha. Então eu acho que reconhecer que
- 35:05as políticas, elas estão lá para serem seguidas.
- 35:08Mas elas estão também pra serem questionadas.
- 35:11Eu acho que esse pra mim é o grande segredo.
- 35:13Jorge. E aí, o que que eu tenho
- 35:15colocado muito como tão formas de de gerar esse tipo de choque
- 35:20quando a gente fala sobre segurança psicológica dentro dos
- 35:23ambientes, né? E acho que foi um tema que nos
- 35:25últimos 5 anos ele acabou ganhando uma certa notoriedade.
- 35:29Nós estamos falando das pessoas, elas de alguma maneira, poderem
- 35:31ser integrais dentro do ambiente corporativo.
- 35:34E essa integralidade, ela passa muito por você dividir o que
- 35:37você pensa, dividir OA forma como você está entendendo aquilo
- 35:40que está se passando. E todos esses elementos, eles
- 35:44ajudam a mudar o ambiente, mudar o sistema.
- 35:47Então a segurança psicológica acaba sendo um bom vetor para
- 35:51ajudar nessa, nessas, nesses questionamentos, para que a
- 35:54empresa ela não fique muito burocrata.
- 35:56E acho que o segundo ponto que eu IA trazer de vetor, muito
- 35:58explícito. É a perspetiva de uma liderança.
- 36:02E aí eu não quero dizer aqui, liderança ser daquela pessoa que
- 36:05é a gestora, diretora, CNO, né? Vice presidente e tudo mais.
- 36:10É ter lideranças distribuídas dentro da organização.
- 36:14É você poder garantir que uma pessoa que é product manager de
- 36:18um time, ela se sinta ali apta a ter um ato de de liderança,
- 36:23dizendo o seguinte, ó. Entregaremos essa norma do Bacen
- 36:25aqui, que precisa registrar esse dado sobre o empréstimo que a
- 36:29pessoa cliente fez. Mas a estratégia que eu comprove
- 36:32que manager e o time definimos é uma estratégia que emite esse
- 36:35tipo de relatório a cada 15 dias, seguindo a norma,
- 36:38cumprindo a norma e de um jeito assíncrono, porque a norma não
- 36:41falava se tinha que ser síncrono ou síncrono de jeito assim.
- 36:44E aí a organização é dizer o seguinte, né?
- 36:46Oo ambiente da organização é dizer o seguinte, pô, você é
- 36:49especialista, né? Você vai liberar isso aí junto
- 36:51com o seu time? Então é esses atos de liderança,
- 36:55eles sendo disseminados dentro da organização, eles vão
- 36:58garantir que as os ambientes eles sejam mais flexíveis e
- 37:02adaptativos. E aí eu fecho o meu comentário
- 37:04dizendo o seguinte, ato de liderança demanda também
- 37:07responsabilidade, certo? Então é só, Ah, só, só estou
- 37:12liderando isso aqui, mas você acalma, tá bom por aqui.
- 37:16Aí vem um ponto que. É, tem muitas perguntas pra te
- 37:20fazer sobre esse tema? É, é bem capaz que a gente
- 37:23divida esse episódio em um episódio aqui a gente faz só um
- 37:28segundo ou uma forma escrita. É pra galera consumir essa parte
- 37:33da liderança. É algo que eu venho batendo um
- 37:36pouco, é nos últimos tempos. Sobre a responsabilidade de uma
- 37:41liderança, é porque parece que as lideranças terceirizam.
- 37:47Responsabilidades, muitas das vezes que é, delas é.
- 37:51E a sensação é que as lideranças de produtos, elas são feitas ou
- 37:56por pessoas excelentes operacionais é.
- 38:00E quando tem curso sobre liderança de produto, a gente
- 38:04ensina liderança de produto a liderar produtos, não a liderar
- 38:08pessoas. É, na minha leitura de liderança
- 38:13de produto, o produto dessa liderança.
- 38:17É as pessoas, não é a jornada ou o aplicativo, é.
- 38:23E parece que muitas a gente meio que se perdeu.
- 38:27É a gente como comunidade, é área.
- 38:30A gente olhou muito para o topo do funil e o meio que é a
- 38:35liderança, a gente não está conseguindo desenvolver da
- 38:38maneira é. Não vou falar correta, porque
- 38:41não existe certo ou errado, mas de uma maneira mais humana.
- 38:45O que é liderança de produto? Você é gestor, você lidera, você
- 38:50tem uma responsabilidade com pessoas, é com carreiras, é com
- 38:57sonhos. Olha só, pra ser mais
- 38:59filosófico, é então você, você, porque assim, muitas lideranças
- 39:05de produto, elas estão tão focadas em produto.
- 39:08Ah, o aplicativo, a jornada, a etapa, o rodmap.
- 39:14Sendo que se elas focasse mais nos PMs é ou nos GPMS é.
- 39:22Todos esses problemas de produtos seria menos, menos
- 39:25tribulado. Faz sentido essa minha leitura?
- 39:28Ô Rafa. Então faz total sentido assim,
- 39:31né? E tem 2 pessoas que eu admiro
- 39:33muito, que são pessoas líderes de líderes de produto, que é a
- 39:36Marília Monteiro e o Lucas colucci e que assim.
- 39:41A ambas essas pessoas, elas têm um princípio que é o meu
- 39:46trabalho, ele acontece através das outras pessoas, certo?
- 39:49Então, o impacto que eu Gero ele é decorrente do quanto as
- 39:52pessoas que eu lidero, elas estão conseguindo gerar os seus
- 39:55resultados e assim por diante. Só que aí tem um elemento aqui
- 40:00que quem ajuda a guiar essas pessoas é essa pessoa líder.
- 40:04E eu acho que é além dessa, dessa responsabilidade, do
- 40:07desenvolvimento, né? Ter a responsabilidade de
- 40:10construir uma visão, construir uma projeção de futuro, que aí é
- 40:15uma outra coisa que eu acho muito engraçado assim, né?
- 40:18Eu perguntar para as pessoas assim, pô, você é líderes, líder
- 40:20de líderes, né? É, qual é a sua visão sobre
- 40:25aquele aplicativo, sobre aquele produto, sobre aquela é?
- 40:27Ah, não, eu lidera aqui uma não, não, não, não.
- 40:32Qual é a sua visão e como essa sua visão, ela se conecta com a
- 40:34estratégia da empresa? Como ela se conecta é e aí a
- 40:38pessoa ela não consegue responder porque ela assumiu o
- 40:41papel de líder de líderes, sem necessariamente ser exigida a
- 40:46construir essa visão. E aí é muito comum a gente
- 40:48perceber pessoas GPMS ou pessoas é diretoras de produto e tudo
- 40:54mais é que orientam. Outras pessoas de produto, mas
- 41:00não necessariamente conseguem garantir uma coerência entre
- 41:04aquilo que as pessoas que elas lideram estão fazendo.
- 41:06Assim é e aí que pra mim é a chave, né?
- 41:09A Marília e o Lucas são 2 exemplos, mas o Eduardo bemman
- 41:12também, que é uma pessoa que assim é.
- 41:14Ele é bem low profile dentro da comunidade de produto, mas eu
- 41:16tive a oportunidade de conhecê lo há mais de 10 anos atrás.
- 41:20É e ele assim é isso são são são pessoas que conseguiam vender a
- 41:24visão. E, ao mesmo tempo, suportar o
- 41:27desenvolvimento das das pessoas que elas liberavam.
- 41:29Isso é transformadora, assim. Eu falo isso porque eu tive a
- 41:32experiência de ser é gestor por 2 anos e é muito gratificante.
- 41:37Não é gratificante ver OA plataforma ou é o produto
- 41:44crescendo e tal? É muito mais gratificante.
- 41:47Quando você tem essa experiência, você fala, pô, isso
- 41:51é muito melhor. Essa droga é muito.
- 41:55Muito mais alucinógena e muito mais gostosa, que é você receber
- 41:59o elogio dos seus liderados, do tipo, poxa, obrigado, pô, eu
- 42:05estou aqui em uma outra empresa, mas os seus conselhos, os seus
- 42:09feedbacks, a forma que você me desenvolveu lá no, no, no
- 42:13passado, pô, tá me ajudando a enfrentar vários problemas,
- 42:17desafios, situações aqui que você lá atrás falava que eu IA
- 42:22acontecer caso eu. Eu fosse pra uma cadeira de
- 42:25cênia, bi, bi, bi. Popó, então, Oo Rafa, eu separei
- 42:30aqui 5 perguntas que a gente vai fazer um conteúdo extra com
- 42:35você. É aí a gente vê o melhor
- 42:39formato, se é escrito, se é em vídeo, é ali.
- 42:44É porque são perguntas que eu acho que são muito mais
- 42:48profundas e eu acho que dá pra gente trabalhar mais em uma
- 42:52questão, até trazendo o livro. Aqui com algumas imagens e você
- 42:57que está ouvindo esse episódio, ouviu até aqui o link do livro
- 43:00do Rafa, pelo amor de Deus, compre, está aqui na descrição,
- 43:04é senhor Jesus, compre, né? Vocês ficam comprando café com
- 43:08Deus pai, porra, comprando Albino, pô, é, é isso.
- 43:13Acabei com as vendas do café com Deus pai não, porque todo mundo
- 43:17já comprou, pô, todo mundo já comprou esse livro, não tem?
- 43:20Ah, não vou, não deu, já passou. Já foi, estamos em 2025.
- 43:24Não compre esse livro, é. Ouça o podcast café com Deus pai
- 43:29e leia o livro do Rafael Albino, Dynamics flow tá aqui na
- 43:33descrição. Rafa, muito obrigado por você
- 43:36ter arrumado um tempinho. É na agenda pra conversar com a
- 43:39gente sobre um tema tão é interessante, denso, mas de uma
- 43:45forma tão leve e prática. Boa, boa demais.
- 43:48Olha, é sempre um prazer estar aqui no produto, grows assim.
- 43:51Eu sou fã, né? Eu vou acompanhando, né?
- 43:52Como eu comentei aqui, consumindo todos os conteúdos,
- 43:55escutando podcast, enfim. E acho que quanto mais a gente
- 43:59vai circulando esse tipo de saber que ele, ele precisa ser
- 44:02mais profundo, porque se a gente fica, né?
- 44:04Nessa coisa da superficialidade, a gente corre um risco muito
- 44:07grande de ser levado e levado pela pelo ambiente.
- 44:11E aí, quando tem algum tipo de mudança dentro do ambiente, nós
- 44:15somos pegas e pegos de surpresa. Então eu acho que essa escola do
- 44:18pensamento sistêmico, essa escola da complexidade, são 2
- 44:22linhas de raciocínio. Que elas não são naturalizadas
- 44:25no jeito que nós somos educadas e educados, porque a gente foi
- 44:28educado no pensamento analítico, aquela coisa de blocos bem
- 44:32isolados de conhecimento que em algum, de alguma maneira, a
- 44:35gente tenta juntá Los lá na frente, né?
- 44:37Quando a gente está no ambiente corporativo é e então acho que
- 44:41expandir essa nossa perspetiva fará com que nós consigamos
- 44:46entregar melhores produtos e, principalmente, com que nós
- 44:49geremos ali dinâmicas dentro das organizações.
- 44:52De novo, que elas sejam mais orgânicas e menos sintéticas,
- 44:55porque, né, essa essa ideia de pô, aí a gente sempre Ah, é
- 44:59culpa da empresa? Então eu tenho que te falar que
- 45:04a partir do momento que você está dentro de um sistema, você
- 45:07é parte desse sistema, né? Não sou eu que estou falando
- 45:09isso, é do nela medals, não repensando sistema, né?
- 45:11Então, então pensando sistema, então é isso.
- 45:14Acho que obrigado pelo convite, foi um prazer.
- 45:17É isso, é por mim, você falaria diariamente.
- 45:22Sobre pêlas de Rafa Albino, é aqui no PG sobre esses temas,
- 45:29porque é importantíssimo. Então você que ouviu pelo
- 45:33Spotify, Apple podcast e nos assistiu pelo YouTube, muito
- 45:36obrigado. Não se esqueça, não se esqueça
- 45:39de clicar em seguir inscrever, deixar seu joinha é só 5
- 45:44estrelas. Menos de 5 estrelas.
- 45:45Não precisa deixar, é. Vai com Deus é comentários que
- 45:51eu vou ler e muito obrigado. Compartilha com a galera.
- 45:54E é isso. Beijos, tchau.