Latest / SuinoCast · by PPGVET / OS MAIORES DESAFIOS VIRAIS NA SUINOCULTURA - Dra. Janice Zanella | Ep. 333
Transcript
- 0:07Olá, tudo bom? Você está no suinocast, aquele
- 0:10podcast onde você aprende as últimas novidades da área da
- 0:14ciência da produção de suinocultura para trazer de
- 0:18forma realista para o seu dia a dia.
- 0:20E hoje nós estamos com uma convidada muito especial aqui.
- 0:23Eu tenho certeza que vocês estavam ansiosos por esse
- 0:26episódio, mas antes deixe me apresentar.
- 0:28Para quem não me conhece, meu nome é Letícia.
- 0:31Sou professora aqui na USP de Pirassununga e trabalho
- 0:34principalmente com bio seguridade.
- 0:36E o tema hoje é uma das minhas paixões.
- 0:39Nós vamos falar sobre virologia, sobre doenças virais na
- 0:43suinocultura, o que que a gente tem de importante acontecendo?
- 0:47E ninguém melhor para conversar com a gente do que a doutora
- 0:51Janice reisseiates zanela nem precisava fazer apresentação
- 0:55dela, né? Mas mesmo assim vou apresentar,
- 0:57de repente você aí é um recém ingresso nesse mundo, ainda não
- 1:00sabe quem é a doutora Janice? Então vamos lá.
- 1:02Ela é médica veterinária, trabalha como pesquisadora na.
- 1:06Embrapa, suíinos e aves, na área de virologia há um bom tempo.
- 1:10Foi chefe ali, vou até ler direitinho aqui, chefe geral da
- 1:14Embrapa suíinos e aves de 2014 2021.
- 1:18Mulher poderosa, Hein? Ela que estava mandando em tudo
- 1:20lá. E ela participa de muitos
- 1:22comitês nacionais e internacionais que vão trabalhar
- 1:26com doenças extremamente importantes para nossa produção.
- 1:29E recentemente ela esteve lá nos Estados Unidos trabalhando como
- 1:33pesquisadora visitante, tanto no USGA.
- 1:36Que é como se fosse o Ministério da agricultura lá deles e na
- 1:38Iowa state University. Então muito bem-vinda, doutora
- 1:43Janice, eu acho que o nosso papo hoje vai ser muito legal.
- 1:47Legal, Letícia é. Obrigada aí pela apresentação,
- 1:51obrigada pelo convite. Muito feliz de estar aqui.
- 1:55Vamos lá conversar, né? Sobre doenças virais,
- 1:58importância para suinocultura, fazer uma abordagem aí no
- 2:02tempinho que a gente tem sobre esse tema que é tão importante
- 2:06aí, principalmente nos últimos, nos últimos anos, né, porque a
- 2:10gente percebe uma mudança, tem percebido uma mudança Na Na,
- 2:15tanto na apresentação das doenças como também na
- 2:18emergência de novas doenças, né? Que.
- 2:22Quando? E quando eu fiz veterinária,
- 2:24quando falava de doenças virais, e tinham algumas doenças virais
- 2:27que a gente estudava, que era a peste suína clássica.
- 2:31Peste suína africana é doença de algesk, assim até raiva eram
- 2:37algumas doenças de suínos, aftosa que a gente estudava,
- 2:41então eram doenças que eram controladas difíceis.
- 2:44Controle difícil controle. Mas existiam vacinas, existiam
- 2:48planos de controle, é governamentais.
- 2:53É. E com isso a gente, de uma certa
- 2:57maneira, as doenças virais, elas eram doenças de um agente ou,
- 3:02digamos, é muitas vezes com sinais clínicos e apresentação
- 3:07clínica, muito é consistente. E hoje o que a gente tem visto
- 3:12são doenças. É muito voltadas, muito, muito
- 3:16sistêmicas. São doenças.
- 3:19É muito voltadas AAA prejudicar o sistema imune, né?
- 3:25Dá uma certa Imuno a supressão a como um exemplo.
- 3:30Assim que a gente pode dizer é ciclovírus, ciclovirose a
- 3:34doença. Piers, né, assim, produtiva e
- 3:36respiratória. Então são doenças que são muito
- 3:40que complicam as outras. Né?
- 3:43Infecções, então é uma infecção. A influenza, por exemplo, são
- 3:48doenças complexas, são doenças de complexos, então a gente tem
- 3:52visto isso e, consequentemente, de difícil controle.
- 3:56Então, por um lado, você controla aquele agente, mas os
- 3:59outros talvez você não consiga controlar e às vezes você tenta
- 4:03controlar os outros, digamos assim, as bactérias.
- 4:05Você tem que usar antimicrobianos e.
- 4:09Que que seriam facilmente, digamos, evitados se você
- 4:13tivesse controle daquela doença viral, então, mas é o que a
- 4:18gente tem visto hoje, então o teu, a tua área da bioseguridade
- 4:21você, né? A gente tem muito isso aí, então
- 4:25você não controlar de um lado você acaba é, né?
- 4:29Transmitindo e atingindo é outras fases da produção que
- 4:34antes também não não afetavam. Então regiões onde não tinham
- 4:38aquela doença, de repente elas. Começam a aparecer doenças que
- 4:41você controlou por um tempo, por exemplo, a rota, virose, ela tá
- 4:44hoje é um problema. Então assim, existem.
- 4:47É situações que estão apresentando hoje no campo.
- 4:52É o que pode ser um problema em Santa Catarina.
- 4:56De repente, não é um problema em São Paulo ou um problema lá em
- 4:59no Piauí, que a pestina clássica não é um problema na zona livre,
- 5:03ou seja, é um problema para todo país.
- 5:05Mas assim não é aquela o que está acontecendo.
- 5:10Há uma infecção ativa. Um prejuízo imediato, né?
- 5:15Exatamente me falando isso, me vem algumas coisas na cabeça que
- 5:18assim fica, que nem aquele novelo de lã que caiu no chão de
- 5:22uma casa que tem gato, né? Virou aquela negócio cheio de nó
- 5:26que você não sabe por onde começa, onde é que termina.
- 5:29E aí me fala, pela tua experiência assim recente, que
- 5:33que tá acontecendo assim nos Estados Unidos e que que tá
- 5:36acontecendo no Brasil. A gente tem os mesmos problemas.
- 5:39Os nossos problemas são diferentes pensando em doenças
- 5:41virais. Doenças virais da sonocultura é
- 5:45realmente nos Estados Unidos. Um grande problema que eles têm
- 5:48e que felizmente nós não temos, é a é a infecção pelo vírus da
- 5:52Pierce, né? Que é a síndrome reprodutiva e
- 5:55respiratória dos suínos. É um problema que já dura
- 5:59décadas lá e dá prejuízos imensos, prejuízos de bilhões de
- 6:05dólares por ano. E que no Brasil nós não temos um
- 6:09diagnóstico para essa doença, apesar de que nós de termos é em
- 6:14países vizinhos. Por exemplo, o Chile teve 2
- 6:17vezes, conseguiu erradicar a primeira vez lá perto dos anos
- 6:202000 e agora 2013. Teve novamente países como
- 6:26Colômbia, Peru, Venezuela. Tempers é e o Brasil por ser o
- 6:31quarto produtor de suínos e o quarto exportador?
- 6:35É 11 rebanho suino significativo no mundo.
- 6:39É, nós não temos essa doença que causa até uma certa descrença.
- 6:44É de algumas, é de alguns profissionais da suinocultura
- 6:48mundial. Como que vocês não têm, se vocês
- 6:51têm outras doenças que da produção, digamos, como
- 6:55influenza, circovirose, micoplasma, etcetera, né?
- 6:59É como que vocês não têm a pirce.
- 7:02Até porque na década no final da década de 90, quando a doença
- 7:06começou a surgir na Europa, nos Estados Unidos, nós tivemos os
- 7:10os importadores da genética já foram muito responsáveis, né?
- 7:15E eles já de cara já testava os animais e consequentemente,
- 7:20normativas foram surgindo para evitar que a doença entrasse no
- 7:25Brasil. Então, a gente vê que nos
- 7:27Estados Unidos, uma doença muito importante como a peerce.
- 7:30Aqui no Brasil, nós não temos essa, eu diria a número 1.
- 7:35A número 2 seria a influenza. O comportamento da influenza nos
- 7:38Estados Unidos e o comportamento da influenza aqui no Brasil é
- 7:42nos Estados Unidos. A gente, se a gente olhar pelo
- 7:45lado da influenza viária que o amazonose, que eu acho difícil a
- 7:49gente dividir ou separar as 2 cadeias, é a influenza viária
- 7:53endêmica nos Estados Unidos. Eles já bateram.
- 7:56É centenas de milhares de aves, milhões de aves.
- 8:00E realmente a em em mais de 1000 rebanhos bovinos infectados.
- 8:07Então, assim, é uma situação que a gente tem visto, é complicada
- 8:13e está complicando cada vez mais, inclusive com relação a
- 8:16biodiversidade, morte de animais silvestres, mamíferos marinhos.
- 8:21É um vírus que tá em todos os continentes pela primeira vez na
- 8:24história, né? Chegou na Antártica, então.
- 8:27Ou seja, é uma catástrofe ecológica, né?
- 8:29Né que está acontecendo pelo pela influenza.
- 8:33Outra doença que tem nos Estados Unidos que é um problema grave é
- 8:36a PAD a síndrome AA, diarreia epidêmica dos suínos, a PED a
- 8:43que realmente também 2013 2014 é infectou rebanhos norte
- 8:52americanos e em alguns países da América do sul também e que
- 8:56felizmente não chegou no Brasil. Por outro lado, nós temos
- 9:01problemas, que é comparativamente doenças virais,
- 9:06comparativamente com os Estados Unidos e outros países do mundo,
- 9:10não tem como a peça suína clássica que é como eu tava
- 9:14comentando. Nos estados do nordeste, alguns
- 9:17estados já já vacinaram, mas alguns deles ainda nós não temos
- 9:21a zona não livre, é então com vários focos, inclusive no
- 9:26estado do Piauí. Então dessa forma a gente tem
- 9:30que ter muita atenção, principalmente por causa da da
- 9:35produção. É de subsistência, onde essa
- 9:38essa doença está a pra não atingir também regonhas
- 9:42comerciais. Essa zona é não livre.
- 9:45Ela é importante, ela é importante pra produção, ela é
- 9:48importante pra pra economia do dos estados, ela é importante
- 9:52como fonte de proteína pra aquela região.
- 9:57E a gente vê que realmente precisa alguma coisa a ser
- 10:00feita. É para que não não tome conta,
- 10:04digamos assim, e não tenha que a gente não corra o risco na área
- 10:08livre para que essa doença retorne.
- 10:11Tem um prejuízo. Enorme, tudo isso que você está
- 10:13me falando assim, está passando um filme na minha cabeça?
- 10:17Que eu estou pensando na importância, né?
- 10:19Claro, da biosseguridade externa, né?
- 10:20Que é, é uma das coisas que eu também sou apaixonada.
- 10:23Mas a questão da vigilância ativa, né, que o Ministério, que
- 10:27as defesas agropecuárias fazem. Porque a gente tem sim esse
- 10:30problema crônico, né? Da peça suína clássica aqui
- 10:33desde a década. Acho que de 30, quando
- 10:35detectaram, confirmaram a presença pela primeira vez.
- 10:38Foi a década que descobriram os vírus, né?
- 10:41E começaram a conseguir comprovar a presença de vírus.
- 10:43Na década de 30, já comprovaram peça suína clássica aqui no
- 10:45Brasil, então não é de hoje. E ela nunca foi realmente
- 10:49erradicada do país inteiro, né? Então é uma coisa que tá crônica
- 10:52aí e que agora, agora não, né? 2018 o Ministério da agricultura
- 10:56pegou não boi na unha, né, porque tão falando de suíno, mas
- 10:59suíno na unha pra conseguir tirar e tá fazendo um pente fino
- 11:03lá no nordeste, tá indo quase que de casa em casa pra
- 11:06conseguir debelar esse vírus. Então é um trabalho de
- 11:09vigilância ativa, magnífico, e quando a gente pensa nessas 2
- 11:13bombas também que acontecem lá nos Estados Unidos, que é a
- 11:16pirce e a PED. Que a gente não tem no Brasil e
- 11:19que tem muito estrangeiro duvidando da gente.
- 11:22É vigilância ativa também, tanto para evitar entrar.
- 11:25E na época que eu tava na Secretaria da agricultura, a
- 11:28gente chegou a ajudar o Ministério a fazer alguns
- 11:30levantamentos aqui no estado de São Paulo.
- 11:32Para acolher material e testar para Peers e para PED, e deu
- 11:37tudo negativo. Então assim, realmente o pessoal
- 11:39procura e não acha, porque às vezes vem alguém do exterior.
- 11:43Eu já vi isso acontecer na área de bovino, já vi acontecer na
- 11:45área de aves também, falar é, o Brasil diz que não tem, mas não
- 11:49prova, e aí o brasileiro vai lá e prova.
- 11:53Então é a encefalites postiforme bovina, né?
- 11:56A doença da vaca louca. Há uns anos atrás a gente teve
- 11:59aí uma rusga com o país, colega aí, aí.
- 12:02Eles falaram, Ah, quem disse, não é possível que vocês têm
- 12:04tanto do boi e não tem vaca louca.
- 12:07E aí o Ministério foi lá e provou Por A Mais B, com
- 12:10amostragem insana de encéfalos testados que não tinha.
- 12:15Então é isso que o Brasil tá fazendo, né?
- 12:17É com a pede, com a pirce, a gente prova que não tem, né?
- 12:20Como é que é? Mata a cobra e mostra o pau.
- 12:23O pessoal. Tá fazendo isso, EE?
- 12:26Peço ir na clássica é pente fino mesmo, né?
- 12:29Porque lá no nordeste, como a. Da produção de subsistência,
- 12:34como você colocou, né? Esse pessoal não tá nem
- 12:35registrado. O as defesas eram que eles
- 12:39existem, então você tem que ir de quase de porta em porta.
- 12:43Conheço gente lá do Ministério que que esteve nas equipes, né?
- 12:46E gente da defesa agropecuária de São Paulo, que ajudou as
- 12:49equipes federais. Gente, é um trabalho assim de.
- 12:56É um trabalho, o trabalho custa Letícia, porque muitas vezes a
- 13:04gente, por exemplo, nós estamos mais acostumados com a produção
- 13:08comercial em regiões densamente popular, né?
- 13:12Muitos animais, propriedades próximas ou não no centro Oeste
- 13:18são são mais distantes, mas com muitos animais.
- 13:22É, no nordeste é diferente, né? Em algumas regiões, alguns
- 13:25estados, é o colega veterinário, leva um dia para chegar numa
- 13:30propriedade para fazer a vigilância ou, né, fazer o
- 13:34trabalho dele com uma dúzia de animais.
- 13:38Então, essa esse é o principal desafio.
- 13:43E as maiores dificuldades são as distâncias, é a dificuldade de
- 13:47acesso, a dificuldade de como você comentou o cadastro, não
- 13:50sabe quantos animais tem? Então até para fazer um trabalho
- 13:54epidemiológico para saber, né, quantos animais, vacinar, qual
- 13:59é, qual o risco, tudo isso na proximidade de uma produção para
- 14:04outra, porque são é o básico da epidemiologia.
- 14:08Quantos animais, qual que é a densidade de uma distância de
- 14:11uma propriedade para outra? Qual que é o contato desses
- 14:14animais, digamos assim, é vai animal de um lado para o outro.
- 14:18Como fazer esse rastreamento? Então, dessa forma, para eles é
- 14:22muito mais complicado, né? Então é o que a gente é, não
- 14:26pensa, é, às vezes nós queremos a gente mediatista e quer é que
- 14:32Ah não, mas são poucos animais, imagina que seja uma coisa fácil
- 14:35de fazer, mas não é bem assim. Mas quando a gente pega?
- 14:39Os dados do Ministério agora eu vou falar de cabeça ainda,
- 14:42depois alguém me corrige, aí eu acho que são, é, é, acho que 85%
- 14:49da produção suína está dentro da área livre para suína clássica,
- 14:5315% está dentro da área endêmica, você fala 15% está
- 14:57fácil de resolver, mas é isso que você falou, é numa área que
- 15:00é praticamente metade da da área territorial brasileira, essa
- 15:04área chamada de zona não livre, né?
- 15:06Então você imagina. 35% em metade do Brasil e os outros 15%
- 15:11espalhados na outra metade? E a gente tá falando de Sertão,
- 15:14de caatinga, de Amazônia, e assim acesso, né?
- 15:18Como é que? Você chega, é, são esses são
- 15:21estados que tem que pegar barco. Muitas vezes as produções são é
- 15:28em cima de rios, né? A produção de suínos, então pro
- 15:31pro colega chegar às áreas inundadas.
- 15:34Então tem todas essas essas nuances que fazem do nosso país
- 15:39continental tão desafiador, mas ao mesmo tempo tão lindo, né?
- 15:44Tão diverso. E.
- 15:45É por isso que o Brasil, fazendo AA lição de casa direitinho,
- 15:48pode ser um modelo pro mundo, né?
- 15:50Porque aqui a gente tem de tudo. A gente tem cidades ultra
- 15:55urbanas mesmo, né? A gente tem uma área rural, às
- 15:58vezes totalmente isolada, em área seca, em área úmida
- 16:01alagada, em área mais fria, em área mais quente, com uma
- 16:05biodiversidade diferente, com aves migratórias diferentes.
- 16:08Quando a gente pensa lá no influenza.
- 16:11Então, se a gente conseguir fazer a lição de casa direito, o
- 16:13nosso modelo pode ser aplicado. Em qualquer lugar do mundo, né?
- 16:16É o exemplo, como você comentou, aí é a questão da influenza
- 16:20viária mesmo, esse surto que teve em em na avicultura
- 16:24comercial no Rio Grande do Sul. Então essa o Brasil deu um show,
- 16:29porque como os os colegas comentaram em algumas, é em
- 16:35algumas Lives, em eventos, eles estavam se preparando.
- 16:41Eles estavam se preparando desde 2013, né?
- 16:44Há mais de 10 anos. Se preparando pra que?
- 16:47Porque realmente esse, esse vírus IA uma certa maneira, IA
- 16:50chegar no Brasil. Porque as aves migratórias, você
- 16:52não tem como botar uma rede, impedir elas de chegarem no
- 16:56país. Elas vão chegando.
- 16:58O que você pode. Impedir realmente é o teu
- 17:02trabalho, né? A questão que você estuda, a
- 17:05questão da bioseguridade, você pode evitar, sim.
- 17:08Tem métodos que você pode evitar da entrada desses animais ou do
- 17:13contato desses animais com os animais que estão nos rebanhos,
- 17:18dentro das propriedades de suínos ou de aves e tudo mais.
- 17:22Ou bovinos. Então tudo isso aí você pode.
- 17:25Então essa forma de você controlar AA entrada de doenças
- 17:30através é então Oo país deu um show e eu vejo assim, todos os
- 17:35setores. É tanto os oficiais, os
- 17:39privados, todo mundo deu um show porque já estava preparado e
- 17:43realmente foi em 1 mês. A situação estava sob controle.
- 17:47Todos os acordos comerciais estão retornando, o Brasil está
- 17:50continuando a. É exportar, produzir, com
- 17:54certeza vai conseguir escoar. Essas é essa produção que ficou
- 17:58um pouquinho parada aí, então dessa maneira.
- 18:00AA, mas é uma lição, né, uma lição pra todos que que
- 18:06realmente o trabalho tem que se continuar a ser feito.
- 18:10É como eu sempre disse, né? A gente marcou um gol, mas a
- 18:14gente não quer tomar uma virada. Então vamos, vamos continuar
- 18:18fazendo AO nosso trabalho. EE não.
- 18:22E uma coisa que eu falo muito para os colegas veterinários,
- 18:26quando me pergunta, acho que a gente tem que abrir um pouco a
- 18:28cabeça é aquela aquela conversa do começo da da minha fala.
- 18:33Eu acho que muita gente aprende é acha que as coisas que as
- 18:37doenças vão se apresentar como no livro.
- 18:40Então não é bem assim. Então, quem diria, se me
- 18:43perguntasse um tempo atrás qual que seria a próxima pandemia, eu
- 18:47IA dizer a influenza. Nunca IA imaginar que seria um
- 18:51coronavirus. E a maior parte que Eu Acredito
- 18:53dos cientistas no mundo, ele IA dizer a mesma coisa.
- 18:56Mas hoje a gente vê que o vírus da influenza, por exemplo, ele
- 19:00mudou muito e tem mudado. E o que tem acontecido é,
- 19:04inclusive, não só mudado geneticamente, mas também mudado
- 19:10os hospedeiros que ele pode, né? Que ele pode infectar.
- 19:14Então, por exemplo, bovinos, mesmo bovinos, se infectar com
- 19:16influenza DE esse vírus que está aí é o influenza a eles não, não
- 19:21recombinam, eles não rearranjam, são vírus diferentes.
- 19:24Mas o vírus aprendeu a infectar as células da glândula mamária.
- 19:30Então, assim é, não? Pior do que infectar os animais
- 19:33é causar sinal clínico, porque eu falo com meus alunos aqui
- 19:36porque só infecção em um certo nível, tá ok?
- 19:40Não estamos tendo prejuízos para a saúde, seja das pessoas ou dos
- 19:43animais. Agora, quando aquele agente
- 19:46causa um prejuízo, uma lesão tecidual ou na pessoa ou no
- 19:50animal, a gente tá falando agora de sinal clínico, de doença em
- 19:54animal, mais ainda, prejuízo. Então, a hora que eu comecei a
- 19:58ver as primeiras vezes que eu vi alguma.
- 20:00Notícia sobre influenza em em bovinos.
- 20:03Agora, no começo dessa, dessa primeira, desse surto que teve,
- 20:06agora eu falei, Ah, é fake news. Imagina que bobeira aí é o que
- 20:10eu fui ver. Aí eu falei, AI, AI, AI, não é
- 20:12fake news. Fake news, inclusive os gatos
- 20:16gatos domésticos que se alimentavam do leite porque o
- 20:20leite estragava então? Assim, às vezes até EE uma
- 20:25questão que me lembro também muito.
- 20:27É um outro ponto que eu gostaria de trazer aqui é o circovírus
- 20:31suíno, o circovírus suíno. A gente começou a trabalhar com
- 20:35ele na virada dos anos 2099, 2000.
- 20:39Começaram a surgir problemas aqui no Brasil.
- 20:42Então, por um tempo relativamente grande, por uns,
- 20:46pelo menos uns 5 anos, o vírus não mudou muito.
- 20:50Depois começou a. AA sofrer alguns algumas
- 20:53mutações e aqueles novos vírus começaram a dominar, então o que
- 20:59era circovírus tipo 2 passou a se chamar circovírus tipo 2 ou
- 21:05pcv 2. AE, esse novo que surgiu foi o
- 21:08pcv 2 b, aí descobriram que na verdade não eram só esses e mais
- 21:14um tempinho depois, lá para 2012, surgiu o pcv 2 b mutante.
- 21:20Que história é essa? Não porque eram de propriedades
- 21:24que se vacinavam. Então a vacina está falhando e o
- 21:27produtor preocupado, vamos trocar vacina?
- 21:31Mas na verdade foram fazer análise genética e viram que na
- 21:34verdade era um b mutante, mas que se foi denominado PCV 2 DE
- 21:40hoje. O que a gente tem visto nos
- 21:42trabalhos que a gente tem feito aqui, tanto aqui na Embrapa como
- 21:45em vários outros lugares no mundo, inclusive todo, é que
- 21:49OPCV 2 d toma conta. Então, a maior parte das vacinas
- 21:53que a gente tem hoje é comerciais, são por PCV 2 a.
- 21:58Elas ainda ajudam a controlar, mas ela controla muito bem.
- 22:02OPCV 2 a tanto que os levantamentos que a gente tem
- 22:05feito nas em amostras, muitas amostras que a gente tem
- 22:09testado, é que vem para diagnóstico.
- 22:14Pra justamente pra granjas que vacinam que estão com problemas
- 22:18clínicos. Então o que que a gente tem
- 22:20visto? Infecção subclínica e infecção
- 22:24clínica também, né? Inclusive em rebanhos vacinados
- 22:28são aqueles animais que são o que a gente chama a ponta do
- 22:31iceberg, né, porque estão ali, está acontecendo alguma coisa.
- 22:35Por que que aqueles animais não a vacina não digamos não fazer
- 22:39efeito, né? Porque justamente o vírus está
- 22:42evoluindo, então. Por isso que eu digo, vamos
- 22:44abrir a cabeça e vamos começar a pensar, tá acontecendo alguma
- 22:47coisa? É o que que pode ser.
- 22:50Pode ser a vacina, o teu manejo? Pode ser, podem ser, pode ser
- 22:56problemas também. Mas também a gente tem que ver
- 23:00que tudo nesse planeta evolui e os vírus, pra eles, eles não tem
- 23:04Nada a Perder. Olha, é importantíssimo isso que
- 23:07você falou, agora que tudo nesse planeta evolui, todo, todo o
- 23:11episódio que eu gravo acabo arranjando, nem que nemca com os
- 23:13ouvintes. Sabe que eu falo as coisas que
- 23:15eles não gostam de ouvir, mas vou falar.
- 23:17Então tudo evolui, gente, inclusive o manejo da sua
- 23:20Granja, tá? Se você está fazendo seu manejo
- 23:22igual você fazia 1020 anos atrás, tá na hora de evoluir,
- 23:26porque os vírus evoluíram. Então, assim, as vacinas
- 23:29evoluem, os vírus evoluem, nós precisamos evoluir também,
- 23:33porque o que a doutora Janice falou é super importante.
- 23:36A gente tem que primeiro fazer o arroz e feijão direito, então
- 23:39assim o manejo tá certo, o fluxo de produção tá certo, a nutrição
- 23:43tá certa. Isso aqui tá bem feito, porque
- 23:46às vezes a gente, como é o boni, alguma coisa que a gente tá
- 23:49fazendo sempre tudo tão igual, que às vezes vai passando um
- 23:52errinho ali crônico nosso, do nosso manejo no dia a dia, que
- 23:56isso vai acumulando ao longo dos anos, ó pessoal que entende de
- 23:59juros compostos, aí me ajuda. Então assim vai, vai enrolando
- 24:04isso a longo tempo, então volta lá na.
- 24:06Coisa com o feijão, deixa tudo bem afinadinho.
- 24:08Vê se não tem microtoxina na tua ração, vê se o balanceamento de
- 24:12micro mineral tá certo, ajeita tudo bonitinho.
- 24:15Aí você vai começar a ver o que que tá acontecendo dentro da da
- 24:17sua Granja. Você sabe o que que tá
- 24:19circulando? Ah, eu fiz um exame em 2014 e
- 24:22deu micoplasma. Amigo 2025, tipo, já passou 1000
- 24:26coisas aí pra tua grande desde 2014, então tem que fazer
- 24:30diagnóstico rotineiro pra saber o que que está acontecendo.
- 24:34Aí você sabe o que tá acontecendo, você tem a figura
- 24:36do momento, ok, agora tem alguma coisa dando errado realmente a
- 24:40gente tá olhando, tá fazendo tudo certinho e realmente tá
- 24:43alguma coisa estranha aí que você vai procurar se teve um
- 24:46vírus que sofreu mutação, se a vacina, não sei o que, porque às
- 24:50vezes a pessoa ela quer resolver lá na injeção mágica, né?
- 24:54Só que ela não sabe o que que tá circulando na Granja, tá com
- 24:57micro toxina lá na ração, a temperatura ambiental tá ruim, a
- 25:01qualidade do ar tá ruim, não tá fazendo manejo, dejetos.
- 25:05E aí a vacina que não tá funcionando?
- 25:07Ah, amigo, para né? Vai ver o resto de quando você
- 25:10olha a vacina. Mas sim, tem vez que a vacina tá
- 25:13funcionando porque o vírus mutou e agora já estamos falando de
- 25:16PCV 3, que não é nem o 2 d. E será que essa vacina do 2 a
- 25:21funciona? Sim, temos que questionar a
- 25:23vacina, mas olha lá o risco. Feijão antes de.
- 25:26Fazer com certeza. Você falou.
- 25:28Uma coisa que eu concordo é, não existe o que é a bala de prata.
- 25:33Ela não vai realmente uma solução para um problema tão
- 25:38complexo. É como eu falei, as doenças hoje
- 25:42elas não se apresentam mais. A gente tem que pensar Na Na
- 25:45teoria do microbismo. Não existe só, por exemplo, OK,
- 25:49Ah, me dá licença que agora só circo, vírus vai, vai infectar
- 25:54esses animais. Não é assim, existem.
- 25:57É tudo muito aqui, nem falam aqui no sul, muito junto e
- 26:00misturado, tudo junto, as coisas estão acontecendo.
- 26:05Por isso que tem que ser uma abordagem integrada.
- 26:08É de de sanidade, né? De buscar então uma outro ponto
- 26:14que você levantou que eu concordo assim plenamente, a
- 26:16questão da limpeza, da limpeza e da desinfecção.
- 26:20Então, por exemplo, o vírus, ele ele fora da célula, ele não, ele
- 26:24é inerte como se fosse um cristal, digamos assim, mas ele
- 26:29precisa entrar na célula para replicar.
- 26:32Tudo bem, mas como que ele preserva ali fora?
- 26:34Como que ele se transmite? Alguns deles se transmitem pelo
- 26:37ar. Alguns deles se transmitem e se
- 26:40preservam na matéria orgânica e a maior parte deles entram
- 26:43através de animais. É animais que introduzem ou
- 26:48pessoas, no caso de mais uma vez, doenças zoonóticas como
- 26:53influenza, que além do mais é transmitido pelo ar EE.
- 26:57Dessa forma, se é feito uma boa limpeza e uma desinfecção, lavar
- 27:01mesmo é uma lavação. Às vezes, o produtor está
- 27:05fazendo tudo certinho, está diluindo o desinfetante da forma
- 27:08correta. Mas ainda tem matéria orgânica.
- 27:12Não foi feita uma limpeza? É, não foi feito uma boa
- 27:15varreção. É então esse tipo de varreção
- 27:19com desinfetante, detergente para tirar aquele meu filme,
- 27:24aquele limo que for. É tudo isso aí, eu vou te.
- 27:27Falar uma coisa que antes de eu ser host aqui eu era
- 27:30entrevistada também, né? Tem um episódio que eu fui
- 27:32entrevistada que eu falo sobre isso, vai lá gente, deve ser de
- 27:35uns 2 anos atrás. Procura aí que eu falo de
- 27:38higiene e desinfecção e aí explico na verdade, né, o que
- 27:42que é higiene, o que que é desinfecção, o que que é limpeza
- 27:45e o que que faz em cada etapa. Ó, tá atualizado, aquilo lá
- 27:48ainda não mudou nada nesses últimos 2 anos, tá?
- 27:51Os produtos podem ter evoluído, mas AA forma de limpar continua
- 27:55a mesma. Vai lá.
- 27:56Com. Certeza é, com certeza.
- 27:59Essa parte é inclusive muita coisa que é feita nos Estados
- 28:03Unidos hoje pra via seguridade é feito com ar filtrado.
- 28:09Então existe todo 11 área de estudo, principalmente é de
- 28:13professores da universidade de Minnesota, que eles fazem muito
- 28:17trabalho com ar filtrado. Então é estudar a transmissão.
- 28:23Então eles tem alguns modelos que eles utilizam.
- 28:26A colocar filtro a toda a parte. Estudo da inclusive para fazer
- 28:31monitoria, para fazer monitoria de alguns agentes através desses
- 28:36filtros de ar. Então eles conseguem ver através
- 28:40da do desses agentes que estão no ar, na poeira.
- 28:45É então de uma certa maneira eles conseguem estudar EE para
- 28:50ajudar no controle. Nessas, nesses principais,
- 28:53nesses agentes. E aqui no Brasil a gente não
- 28:55tem, porque a gente tem um tempo, um clima maravilhoso.
- 28:58Então pode deixar as instalações abertas?
- 29:01É, mas ainda é um problema dentro da da da transmissão
- 29:06entre entre fases da produção. Então tudo isso ainda é,
- 29:12principalmente alguns, alguns agentes, como, por exemplo, o
- 29:14vírus da influenza novamente, que é um vírus que é grudento.
- 29:18Né? Então, e também é transmitido
- 29:20pelo ser humano. Então não existem meios aí que
- 29:25de controle da doença. É de de recomendações,
- 29:30principalmente a questão da vacinação, não deixar Oo
- 29:35camarada entrar lá, né? Com a gripado, com febre, ter
- 29:39contato com os animais. Então tem toda essa essa
- 29:42situação também. Acho que isso que você tá
- 29:45falando é perfeito pra gente já ir fechando aqui o nosso
- 29:49episódio com a ideia do do tal do one health, uma só saúde.
- 29:54Ou às vezes o pessoal traduz com saúde única, que assim as
- 29:57pessoas acham que é uma coisa muito teórica.
- 29:59É uma coisa lá, talvez pro primeiro mundo é só lá no
- 30:03exterior, é só pra com foco em saúde humana e não é.
- 30:08Esse one health, essa uma sua saúde, é exatamente o que a
- 30:11doutora Janice acabou de falar, é, você está preocupado lá você
- 30:15tem uma Granja no Brasil que ela não é fechada, ela não é vedada
- 30:19em relação ao meio ambiente exterior, porque a gente tem um
- 30:21clima ótimo, então dá pra gente fazer manejo de cortina,
- 30:24ventilação natural. Só que com essa ventilação
- 30:27natural, o que que vem junto? Pode vim passarinho, pode vim
- 30:30mosquito, pode vim rato, né? Dependendo de como é que está o
- 30:34controle de de pragas e vetores da tua Granja e as.
- 30:38Há pessoas também que vão entrar lá e vão interagir com esses
- 30:41animais. Então olha só a interação do one
- 30:43health, né? Que é a saúde dos animais, a
- 30:46saúde humana e do meio ambiente. Você ter essas aves silvestres,
- 30:50migratórias, passando perto da Granja, pousando por ali,
- 30:54interagindo com as aves locais, porque de repente, não é que a
- 30:57ave migratória vai entrar lá na tua Granja, vai ser o pardal do
- 31:00dia a dia, vai ser aquela Pombinha do dia a dia.
- 31:03Só que esse pardal, essa Pombinha, conversou com a ave
- 31:06migratória, falou, ô. Aquela ave famosa que viaja o
- 31:09mundo inteiro, me conta como é que está as coisas, tira uma
- 31:11selfie aqui para o Instagram e aí depois ela vai lá contar para
- 31:14as amigas dentro da da Granja, falou, você viu lá?
- 31:17Quem que eu estava conversando? Estava conversando com a ave
- 31:18migratória e dá um espirro na cara do teu suíno.
- 31:21Pronto, pegou. Ou o teu funcionário, né, que
- 31:24foi levar criança na escola, né? Eu sei porque meu filho tá na
- 31:28escola, volta sempre, tudo remelento, né?
- 31:30Sempre pega alguma doença respiratória na escola e
- 31:32eventualmente eu pego. Aí eu não posso ir numa Granja
- 31:35porque senão eu posso estar levando aquilo.
- 31:37Eu não sei que a gente que tá pode ser alguma coisa boa que só
- 31:40pegue em humano, mas pode ser influenza.
- 31:42Eu não testei. Então assim, eu preciso estar
- 31:45vacinada. Se eu tiver sinal clínico, eu
- 31:47não posso ir na Granja, eu tenho que usar máscara, tenho que me
- 31:51preocupar em eu não transmitir pros suínos e também se eu tiver
- 31:54saudável for numa Granja que tem sinal respiratório, aí é que
- 31:58tira o bacilos, aí microplasma, não é nada que pega em mim, pode
- 32:02ser que seja alguma coisa que pega assim, então toma cuidado,
- 32:05isso é uma só saúde é todo mundo junto, misturado.
- 32:09É isso aí. A gente tem que lembrar que a
- 32:11saúde única, muitas vezes a gente pensa que é mais zoonoses,
- 32:17né? Saúde única não é só zoonose,
- 32:19mas tem vários pilares. É, é a interação, né?
- 32:24A multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade, tem
- 32:28várias coisas, mas basicamente é você pensar em 4 pilares, que é
- 32:32a saúde humana, saúde animal, saúde ambiental e saúde vegetal.
- 32:38Porque AAA saúde única ou na sua saúde que envolve todos esses
- 32:45pilares? São, é.
- 32:48São vários eixos que a organização mundial de saúde tem
- 32:51trazido para trabalhar os seus planos de de ação.
- 32:54Inclusive o Brasil tá implementando esse plano de
- 32:57ação, tá em consulta pública, que é muito interessante.
- 33:01Então são 7 pilares. Então basicamente é isso, é
- 33:04você, é, são doenças, claro que doenças zoonóticas estão indo.
- 33:08Então é um dos pilares, né? Eu não vou falar todos aqui pra
- 33:12gente por causa do tempo, que nós não temos muito tempo, mas
- 33:15as as doenças vetoriais, então, por exemplo, principalmente as
- 33:18mudanças climáticas, então tá dando dengue na Itália, entende?
- 33:21Regiões onde não tinham certas doenças, porque por causa
- 33:24diretores, né? Não só a gente viu essa, a COVID
- 33:29mesmo, provavelmente era 11 vírus de morcego, eles não sabem
- 33:33ainda qual que era o hospedeiro intermediário até chegar no
- 33:35Mano, então tem todas essas. Essas questões tem a questão do
- 33:39antimicrobiano, que é muito importante, que é uma pandemia
- 33:42silenciosa, é com muitas, é com com muito risco aí pra pra
- 33:48questão da de doenças futuras e do e bactérias resistentes,
- 33:54surgimento e né? De doenças que possam se tornar
- 33:58até pandemias então assim a então AA saúde única.
- 34:03Em resumo, ela é interação de todos esses pilares.
- 34:06E a gente pensar de uma forma mais holística, porque se a
- 34:09gente pensar, nós estamos, a gente está tudo no mesmo
- 34:12planeta, né? Nós e esses agentes infecciosos.
- 34:16E a comida, a gente precisa tirar daqui a água.
- 34:19A gente precisa tirar daqui. Se tem problema de resíduo na
- 34:22água, se tem problema de resíduo no meio ambiente, vai chegar na
- 34:26tua comida, vai chegar na tua verdura, né?
- 34:28Não só somente na tua carne. Mas vai chegar ali e vai afetar
- 34:34o meio ambiente. Tem bactérias resistentes
- 34:38antimicrobianos nas nuvens. Então assim, se você começar a
- 34:40pensar, é, não é para ser alarmista, mas tudo está
- 34:44conectado. E outra coisa, lembra da tabela
- 34:47periódica? Todos os elementos que estão ali
- 34:50são os elementos que tem nesse planeta e muitos deles nós temos
- 34:54em nós. Não só olhar no lado do
- 34:57antropocentrismo, mas no cosmocentrismo tudo não é só o
- 35:01homem, não é só a saúde do homem, mas a saúde de tudo,
- 35:05porque não tem planeta b basicamente é isso.
- 35:08E assim como uma, talvez uma mensagem final que eu gostaria
- 35:11de deixar é que o veterinário é o profissional da saúde que ele
- 35:18interage com, todas essas, todas essas saúdes.
- 35:22Porque ele está atendendo 11 animal de companhia, ele está
- 35:25atendendo um animal de produção, ele está atendendo, falando com
- 35:28o produtor, ele está falando com o tutor, com a criança, né?
- 35:32Então essa parte da ele está na linha de frente.
- 35:37Tem que se proteger também, usar equipamentos de proteção.
- 35:41E se informar, né? Aprender é saber o que que tá
- 35:47acontecendo no mundo, saber das novas Apresentações, de repente,
- 35:51das doenças, novos hospedeiros, o que pode tá acontecendo?
- 35:55Aquele agente é importante, mas tem outro que tá aí que tá
- 36:01acontecendo mais. Ou será que aquela vacina que eu
- 36:04tô recomendando aquele antimicrobiano?
- 36:07Ele é realmente é para aquela, para aquele quadro, vamos fazer
- 36:12diagnóstico, vamos comprovar, vamos ter dados, né?
- 36:16Vamos ter dados, porque a partir de que você tem dados bons,
- 36:19dados boas, você vai ter vai poder controlar aquela doença,
- 36:24né? E principalmente, se basear em
- 36:26ciência. Eu acho que muitas vezes o que a
- 36:29gente tem visto também, né, professor, é que tem muita
- 36:33questão da da falsa informação. Das fake news é então assim,
- 36:39muita coisa dizendo, Ah, é tal alimento não deve ser consumido.
- 36:44Então tem pessoas, principalmente às vezes
- 36:46crianças, né, adolescentes, que são sensíveis ao certo tipo de
- 36:50informação que acaba, né? Não é não consumindo aquele
- 36:56alimento que de repente é essencial para ele e para ela e
- 36:59no e acaba se sendo vítima de uma, de uma desinformação.
- 37:04Então assim, muitas vezes é até nós.
- 37:07Se a gente não falar, quem que vai falar?
- 37:09Vai vir alguém aí falar e vai falar sem conhecimento.
- 37:13Então é então chamado aí para para todos os profissionais aí
- 37:18da da saúde animal, que que tragam, que levem informação
- 37:22também para que não existam algumas.
- 37:25É desinformações e que possa prejudicar, né?
- 37:28A população na sociedade, de uma certa forma.
- 37:32Nossa, maravilhoso. Eu não tenho nem como fechar
- 37:35esse episódio depois dessa. Fala é ó, vou avisar o pessoal
- 37:39do seu noquestro que a gente vai passar mais umas 5 horas
- 37:41gravando aqui, porque eu não posso encerrar esse assunto.
- 37:44Eu tô brincando, pessoal. É, sabe que a gente tem um tempo
- 37:48aqui pra pra manter os episódios dentro do que a galera gosta de
- 37:52ouvir, mas eu fiquei com muita vontade de continuar esses
- 37:56assuntos aqui porque dá margem pra mais uns 5 ou 6 episódios
- 38:00tranquilamente. Super, super.
- 38:03Te agradeço, doutora Janice, por tudo que você compartilhou com a
- 38:07gente, pelas suas experiências, por tudo que você pode trazer de
- 38:10novidade que está acontecendo por aí.
- 38:11EEA tua visão sobre saúde única e sobre o papel tão importante
- 38:16aí dos profissionais para ajudar a manter esse planeta saudável.
- 38:20Super agradeço. Certo?
- 38:22Eu que agradeço. Foi ótimo.
- 38:23Foi muito agradável a conversa e estou aí à disposição.
- 38:26Quando quiserem, aí entram em contato.
- 38:29A gente tá aí à disposição, tá bom?
- 38:31Muito obrigada. Maravilha, obrigado e espero
- 38:34vocês no próximo episódio. Até mais.
- 38:36Tchau, tchau.