Latest / SuinoCast · by PPGVET / LONGEVIDADE E DESEMPENHO DE MATRIZES - Dr. Bruno Silva | Ep. 363
Transcript
- 0:00Se eu tenho uma fêmea que tem 200 dias de idade e ela está
- 0:03pesando 160 kg, o que que significa isso?
- 0:05Ela cresceu demais e aí eu vou ter estrutura óssea dela
- 0:08comprometida, batata, essa fêmea não chega ao terceiro quarto,
- 0:12não chega. A probabilidade que ela seja
- 0:13descartada no final do segundo é muito grande.
- 0:16Ao mesmo tempo que eu posso ter uma fêmea que tem 200 dias e
- 0:19está com 120 kg, ou seja, ela não cresceu, então, ou seja, eu
- 0:22preciso buscar aí. O problema é que se o cara bota
- 0:24como meta idade, ele vai inseminar todo mundo ali, seja
- 0:27de 160 ou seja 120 ou. Por contrário, se eu boto como
- 0:31meta peso, se eu sei que fisiologicamente o ideal, hoje
- 0:34entre 230 e 250 dias, se eu estabeleço como peso a meta,
- 0:40como seja uma meta de peso, Ah, 150 kg e ela cresceu muito
- 0:43rápido, pode ser que eu estou inseminando ela com 190 dias.
- 0:46Então, fisiologicamente do ponto de vista reprodutivo, eu vou
- 0:48correr o risco de comprometer a vida reprodutiva subsequente a
- 0:51essa fêmea, então, ou seja, começa por ali.
- 1:03Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 93% de
- 1:08vocês que assistem nossos episódios com frequência ainda
- 1:12não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 1:16importante, então se você gosta do nosso conteúdo, inscreva.
- 1:20Se agora no canal isso faz uma grande diferença para o nosso
- 1:24trabalho, muito obrigado pelo apoio.
- 1:27E um ótimo episódio. Bruno se apresenta, da onde você
- 1:30veio? Conta um pouco da sua história
- 1:32aí pra gente já começar a abordar o tema.
- 1:34Até obrigado mais uma vez. Bom, mas obrigado a você,
- 1:37Vinícius. É um prazer estar aqui hoje.
- 1:40É é um sempre um prazer a gente poder estar estar discutindo,
- 1:45né? Conversando um pouquinho sobre,
- 1:47né? Os temas, né, que a gente lida
- 1:49no dia a dia, né, dentro da né, do âmbito da suinocultura.
- 1:53Bom, pra quem não não me conhece, né?
- 1:56É então meu nome é Bruno Silva, sou professor da Universidade
- 1:59Federal de Minas Gerais, é alocado aqui No No campus do
- 2:04instituto de ciências Agrárias, né, que é o é o campus dedicado
- 2:07pelos não em ciências Agrárias da UFMG, que fica em Montes
- 2:10Claros. E então aqui a gente tem, né, o
- 2:14nosso núcleo de estudos em produção de suínos, aonde
- 2:17ocordeiram esse núcleo? EE coordeno, né?
- 2:20A nossa unidade de produção dos suínos, unidade é essa hoje que
- 2:24é é talvez uma das unidades mais modernas em termos de
- 2:28tecnologia, em termos de desenvolvimento de pesquisa com
- 2:31suínos, né, a nível a nível de América Latina, né?
- 2:35Acho que até legal a gente a gente mencionar os feitos, né?
- 2:38Recentemente a gente obteve os selos certificações, compliance,
- 2:40bem-estar, então um pouquinho daquilo que a gente que a gente
- 2:43vem vem trabalhando, né, buscando entender.
- 2:46Né? Principalmente os aspectos de
- 2:48interação entre o ambiente, a nutrição, né, e a produção e a
- 2:52produção, né? De de suínos é, originalmente,
- 2:55eu sou zootecnista formado pela Universidade Federal de Viçosa.
- 2:59É, tenho mestrado, né, e doutorado em biofirmatologia
- 3:03animal e nutrição, né? De suínos é onde eu tive a
- 3:09oportunidade, é antes de de virar professor aqui da UFMG.
- 3:13Eu tive a oportunidade de trabalhar numa das maiores
- 3:15empresas de genética, né, do do mundo, fui nutricionista global
- 3:19dessa empresa, morei na Holanda alguns anos antes, tive
- 3:22oportunidade de fazer 11, grande parte do meu doutorado na
- 3:24França, no enrar. Então assim a gente rodou um
- 3:27pouquinho por por todas as partes.
- 3:29E aí como você mesmo comentou hoje, né, a gente tem a
- 3:33Felicidade de poder rodar o mundo, né?
- 3:35Mostrando um pouquinho daquilo que a gente faz, aquilo que a
- 3:37gente desenvolve, né, e mostrando também a importância,
- 3:40né? Da da sua cultura brasileira
- 3:43para o mundo como um todo, né? Que é um pouco a gente que a
- 3:45gente desenvolve, faz aqui. O swinocast só é possível
- 3:48através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 3:51educação continuada na suinocultura brasileira.
- 3:55Novos líder em soluções de nutrição inteligente para o
- 3:58crescimento dos negócios na produção de proteína animal.
- 4:03Cerva sempre com você, além da saúde animal.
- 4:09Dsm firmenish moldando o futuro dos cuidados com suínos, autec
- 4:16soluções nutricionais, eficientes e sustentáveis para
- 4:19fortalecer a suinocultura. PAC smart transformação digital
- 4:24para o campo novonesis, transformando o mundo através da
- 4:30biologia zoetes, líder global em saúde animal.
- 4:38PPG vet. O maior programa de
- 4:40especializações em medicina veterinária do Brasil,
- 4:46circunvent CML, maior conforto e conveniência para a sua.
- 4:50Granja muito bom, Bruno, antes da gente começar o assunto
- 4:57técnico que a gente propôs, eu, como professor universitário,
- 5:01também gostaria de parabenizá lo, porque o feito que você tem.
- 5:07É Oo projeto que você delineou e o que tem realmente acontecido é
- 5:13dentro do setor de ensino, cultura, junto com o núcleo de
- 5:16estudo que você orienta. É realmente fantástico.
- 5:19Tá dando um exemplo pra nós de que é possível fazer as coisas.
- 5:21Você sabe dos desafios? Nós sabemos dos desafios, mas eu
- 5:25gostaria de ir em público aqui parabenizá lo, porque realmente
- 5:28é algo que impacta positivamente quem tá passando ali,
- 5:32transformando estudantes em profissionais, né?
- 5:35E gerando valor pra cadeia. Então, muito bom mesmo, eu acho
- 5:38que foi muito bom você comentar isso daí.
- 5:40Todo mundo acompanha aí no LinkedIn, nas redes sociais, o
- 5:44movimento que vocês estão fazendo e que continue cada vez
- 5:46melhor. Mas vamos lá, vamos pro nosso
- 5:48assunto técnico. Eu sei que tem muito resultado
- 5:51sendo gerado aí na estrutura de vocês, né?
- 5:54E aí eu é o que a gente está aqui, ansioso pra você
- 5:57compartilhar parte desses resultados e tua experiência,
- 6:00tua vivência também, né? O Bruno, como disse, pessoal.
- 6:04Teve experiência de campo? É um baita de um pesquisador, um
- 6:07baita de um consultor, ministro da palestra no mundo inteiro.
- 6:11Então vou tentar fazer minha parte aqui como host de sugar o
- 6:15máximo de de conhecimento aqui do informação do do Bruno Bruno,
- 6:20vamos lá, cara. A suinocultura, hoje ela é 11,
- 6:23atividade muito dinâmica e muito desse dessa dinamicidade que
- 6:27acontece é por conta do melhoramento do genético, que
- 6:30vem principalmente nos últimos anos.
- 6:33É focado na hiperplicidade das matrizes.
- 6:37Isso é um resultado fantástico. A gente sabe que não tem volta
- 6:41mais, né? Mas dentro desse contexto
- 6:45existem desafios, né? E você tem trabalhado muito em
- 6:49cima disso, como nutricionista, seja na pesquisa, seja na
- 6:53consultoria, se a gente for pensar num tripé entre desafios,
- 6:59estratégias e, definitivamente, soluções.
- 7:02Como é que a gente poderia? Queria ouvir de você fazer 11
- 7:06contexto geral pra gente iniciar o que?
- 7:08Quais são os principais desafios, o que que a gente tem
- 7:11trabalhado com estratégias e realmente o que tem sido
- 7:13solução? É, vamos lá.
- 7:17Não, sem dúvidas. Eu acho que a do ponto de vista
- 7:20genético, né? OA velocidade com que a genética
- 7:23impõe as alterações é impressionante.
- 7:27Né? Se a gente considerar que eu
- 7:30tenho 20 anos de suinocultura, basicamente, né, há 20 anos
- 7:33atrás, e a gente tava discutindo aqui índices de produção
- 7:37associados com 2626 e ramados e minha 20 anos depois, a gente já
- 7:41tá discutindo 40, né? Então a gente tá quase batendo
- 7:4340 e é claro que né. Muitas vezes a gente tá muito
- 7:46focado em cima de né, de de nascidos em cima de desmamados
- 7:52é, mas AFM não se limita só a isso, né?
- 7:55É importante a gente entender que, né?
- 7:57Muito mais do que a gente garantir o número de de leitões
- 8:01nascidos a mais ou leitões desmamados, a gente precisa
- 8:04garantir que os animais cheguem até o né?
- 8:06Ou seja, até a ponta do sistema de produção, né?
- 8:10Então não é só sobre uma questão de número de desmamados, mas uma
- 8:14questão de número de de sevadas entregues e entregues com
- 8:18eficiência, que no final é aquilo que você fala muito, né?
- 8:21Né, Oo custo o retorno, né? Sobre o investimento, ele tá no
- 8:26cevado, é o cevado que vai dar esse retorno pra gente lá na
- 8:28frente. Então AAA gente não pode deixar
- 8:31de de de entender que pra que a gente alcance, né, esse
- 8:36potencial, né? A gente precisa primeiramente
- 8:40respeitar é os requerimentos desse animal, dessa fêmea, né,
- 8:44de alto mérito, alto potencial, né, produtivo.
- 8:48É é importante a gente entender que AA surocultura as as etapas
- 8:55de produção. Elas estão muito conectadas.
- 8:57Eu tenho trabalhos recentes mostrando para gente que se eu
- 9:00exponho uma porca a estresse por calor durante a gestação, isso
- 9:04pode impactar em até 30% a 40% o rendimento de carne magra da
- 9:08progene dela lá no abate. E não só se.
- 9:11Ou seja, tem mais, por exemplo, leitões de fêmeas que passaram
- 9:16por estresse gestacional. São animais mais agressivos na
- 9:19engorda. Trabalhos recentes mostrando pra
- 9:21gente. São animais que tem mais
- 9:23dificuldade de interação social. E se eu tenho mais dificuldade
- 9:25de interação social numa Baia, eu Gero mais desigualdade na
- 9:28dispersão, mais desafios imunológicos, então, ou seja, é,
- 9:32é, é mostrar que é, é, é o. O manejo como um todo, o
- 9:38programa como um todo, ele ele tem que contemplar essa
- 9:42integração entre as diferentes etapas, né, da vida do animal.
- 9:46E assim, e a fêmea hoje está nos mostrando isso.
- 9:48A fêmea está dizendo, olha, eu não consigo seguir produzindo o
- 9:53que eu posso produzir, o que eu tenho que produzir com esse
- 9:55manejo que vocês estão me adotando?
- 9:57E como a gente sabe disso, os índices de mortalidade de
- 10:00fêmeas, nós partimos de patamares de 43 por cento para
- 10:04patamares e ter 2022 por cento de mortalidade de portas ao ano.
- 10:09E aí obviamente que a gente fala de mortalidade de fêmeas, né?
- 10:11Se você categorizar isso aí, você tem aproximadamente 40%
- 10:15dessas mortes. Ou por morte súbita,
- 10:16simplesmente a porta morre do mar sem mais é menos.
- 10:20Aproximadamente 30% problemas de abrumos, né?
- 10:23Então, ou seja, aparelho locomotor, né?
- 10:26Estrutura óssea e aproximadamente 28% por
- 10:29prolapsos, prolapsos, retais ou prolapsos uterinos.
- 10:33E quando a gente analisa o entendimento desses problemas,
- 10:37praticamente 40% das mortalidades são desconhecidas.
- 10:40O pessoal não investiga na Granja no dia a dia, né?
- 10:43E os outros 60% dali é multifatorial, então, ou seja,
- 10:46tem uma série de fatores que podem estar envolvidos.
- 10:49É para você ter uma ideia da dimensão de importância do
- 10:51entendimento da exigência dessa fêmea, uma fêmea hoje para
- 10:55produzir aproximadamente 500, 60, 600 l de leite ao ano, que é
- 11:00o que uma fêmea desses é capaz de produzir hoje, no auge da da
- 11:03da capacidade produtiva dela. Equivale, né?
- 11:06Praticamente a quase 200%. Ou seja, a demanda de nutrientes
- 11:12para atender isso equivale a 200% da massa corporal dessa
- 11:15fêmea. Seja a porta, ela tem que se
- 11:17desmanchar 2 vezes por ano para produzir, né?
- 11:21E para entregar também fetos com né?
- 11:23Toda toda a parte é de desenvolvimento gestacional, né?
- 11:27Isso vai girar em torno ali de 60%.
- 11:30Então assim, a gente vê que tem uma exigência muito grande.
- 11:34Eu eu brinco que eu falo sempre que quando a gente discute hoje
- 11:38nutrição de fêmeas ou manejo aplicado a fêmeas, né?
- 11:43Sobra poesia e falta tecnologia. Né?
- 11:47Tem muito poeta no campo, aí tem um Monte, um Monte de poetas aí,
- 11:50né não, o que tem que fazer isso, tem que usar aquilo, mas
- 11:53na hora que você entra pra Granja, o cara mal consegue
- 11:57alimentar a porta, ele tem uma linha, ele não consegue
- 11:59diferenciar, uma fêmea jovem, uma fêmea adulta.
- 12:01Então assim, recentemente a gente publicou um trabalho com
- 12:04nutrição de precisão, onde a gente aplicou o conceito, né,
- 12:07dinâmica da exigência da fêmea, né?
- 12:11Ou seja, em cima da exigência diária dela, tanto na gestação
- 12:14como na lactação. É impressionante o resultado
- 12:17quando eu permito que a fêmea possa se, ou seja, que a fêmea
- 12:21receba a relação ideal de nutrientes diariamente em função
- 12:25do peso metabólico, em função do estágio produtivo dela.
- 12:29Isso me deu 2 leitões nascidos a mais, né, e não só 2 leitões
- 12:33nascidos a mais, mas reduziu em 8%, 8%.
- 12:36Coeficiente de dispersão da lei pegada?
- 12:38Ou seja, vai contra aquilo que todos os números mostram.
- 12:42Todos os gráficos tradicionais indicam, Ah, aumenta o número de
- 12:45leitões, aumenta a despersão, não é?
- 12:47Na realidade, não aumentou o número de leitões e não aumentou
- 12:50a despersão, baixou a despersão. Por quê?
- 12:52Porque você direciona a nutrição de uma forma mais funcional e
- 12:55mais efetiva, né? A mesma coisa na lactação.
- 12:58Acabamos agora a tese de doutorado na lactação, aonde a
- 13:01gente reduziu em 11% o quilo o custo do quilo do leitão
- 13:07produzido na maternidade, posição de 11%.
- 13:10Com nutrição de precisão, as porcas comeram 15 kg a menos.
- 13:14Ração para produzir a mesma coisa sem comprometer aspectos
- 13:17produtivos, reprodutivos, então assim, mostra que AA fêmea ela
- 13:21tem um grande potencial. Só que a gente precisa investir,
- 13:24a gente precisa, né, trazer novos conceitos, novas
- 13:29abordagens, novas metodologias para poder atender exigências
- 13:33desses animais. E o que eu falei?
- 13:35O animal está mostrando isso para a gente.
- 13:36Olha, a porca está morrendo. Né?
- 13:39A porta. Ela está subprodutiva em várias
- 13:41situações, então assim é EEEE por experiência, né?
- 13:45De, de, de vivência, de né, de de campo.
- 13:49Então visitando vários lugares, várias partes do mundo.
- 13:53Assim, AAA mentalidade, ela, ela, de certa forma, ela.
- 13:57Ela só muda quando há uma pressão muito grande, né?
- 14:02Em termos de. De necessidade de alterações ou
- 14:05de adequações, né? E a primeira delas é mão de
- 14:08obra. A hora que começa a faltar mão
- 14:09de obra, eu tenho que partir para a tecnologia, mas o cara
- 14:13não parte da tecnologia porque está pensando em melhorar o
- 14:15aspecto produtivo e produtivo da FMA rentabilidade dele ele passa
- 14:18porque por uma necessidade, né? Assim que foi, assim que foi a
- 14:21Europa assim, né, Estados Unidos, EEA, gente começa a ver
- 14:25também essa, esse, esse perfil de mudança aqui na América
- 14:27Latina e na Ásia também. Então assim é, é eu, eu, eu, eu
- 14:32acho que nós estamos engatinhando ainda, né, em em
- 14:36termos de entendimento do que AFM é preciso.
- 14:38Aliás, a gente sabe o que ela precisa em termos daquilo que a
- 14:41gente tem que aplicar, né? E como a gente tem que aplicar
- 14:44isso no campo, né? ADSM firminite pode ajudá lo a
- 14:48preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões,
- 14:52fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 14:56personalizadas para ajudá lo a concretizar a sua visão.
- 15:00A dsm firminite está moldando o futuro dos cuidados com os
- 15:03suínos. Excelente, excelente.
- 15:07Foi bom você ter abordado, não tava um pouco no nosso script.
- 15:11A questão de nutrição de precisão, que eu sei que você
- 15:13tem muito resultado. Nós vamos voltar a falar nisso
- 15:17nesse próximo tópico que eu vou levantar aqui.
- 15:21Você disse a é, você levantou. E a questão desgasta essas
- 15:25femes, né? Ou seja, 500 e 600 vezes ela se
- 15:28desmancha 2 vezes praticamente por ano, né?
- 15:33E isso é, a gente tem visto cada vez mais, principalmente agora
- 15:37com AA possibilidade da gente explorar mais nossos
- 15:41experimentos com estudos de processo inflamatório de
- 15:44biomarcadores de microbiota. Eu acho muito interessante, né,
- 15:48a gente. Até mesmo comparar com a saúde
- 15:51humana, com a fêmea, né, com a mulher quando está no processo
- 15:55de gestação, né? E vai ter o parto e tal, e o e o
- 16:00Peri parto, né? Ele desgasta muito a fêmea, a
- 16:04fêmea já vem no desgaste, né? Ela já é bastante explorada,
- 16:09vamos dizer assim, né? É, e dentro disso, né, você
- 16:13mostrou aí as causas de mortalidade ou de descarte,
- 16:17melhor dizendo, né? EOA questão óssea, né?
- 16:22Do desgaste. A saúde óssea dessa fêmea é
- 16:24muito importante por conta é da da estrutura que ela precisa de
- 16:29sustentar, né? É a imunidade dessa fêmea,
- 16:35porque você imagina o processo oxidativo e inflamatório,
- 16:40principalmente concentrado ali antes, durante e um pouco após o
- 16:45parto, né? A gente tem visto estudos aí.
- 16:47É com um processo inflamatório bastante acentuado, com casos de
- 16:51maioria dos casos de disbiose intestinal, não é?
- 16:54Nós temos, como você disse, que garantir retorno sobre o
- 16:58investimento. Então, se a gente for pensar
- 16:59nessa, nesse, nessa, nesse, não vou dizer nem tripé, mas nesses
- 17:043 pilares entre saúde e óssea, imunidade, longevidade, né?
- 17:09Pensando no desgaste dessas fêmeas.
- 17:11No que ela vai trazer uma qualidade do leitão na
- 17:14colonização microbiana, de imunidade, de colostro e de
- 17:19retorno sobre o investimento, né?
- 17:20Na longevidade dela? É, eu gostaria de levantar esses
- 17:263 pontos e a gente explorar alguns nutrientes específicos,
- 17:29tá? É, por exemplo, é se a gente for
- 17:34pensar na vitamina D, ela tá envolvida na questão da
- 17:38estrutura óssea, obviamente. Né?
- 17:41Mais recentemente tem a gente tem bastante estudo, não só
- 17:44consumidos, né, mas com várias espécies, mas diplomanos para a
- 17:47questão de de imunidade e longevidade, né?
- 17:51Dessas fêmeas, claro que, por favor, fica à vontade de
- 17:54explorar outros nutrientes, outras estratégias.
- 17:57Mas como é que vocês têm pensado?
- 17:59Quais têm sido os seus estudos nesse sentido, pensando em
- 18:03nutrientes, especificamente nesse, nesse, nesses 3 pilares?
- 18:08Vamos lá. Eu acho que quando a gente fala
- 18:10de longevidade fêmeas, tudo começa no desenvolvimento da
- 18:13Futura reprodutora barram começa tudo ali, né?
- 18:17É, aí é outra, é outra questão, né?
- 18:19Aí já também eu, eu é o mundo à parte.
- 18:22O pessoal esquece que o futuro do sistema de produção é marran.
- 18:26Se eu não desenvolver essa fêmea, se eu não trabalhar essa
- 18:28fêmea de forma adequada, não tenho longevidade.
- 18:31E tudo isso que você citou, problemas de estrutura óssea,
- 18:33problemas locomotores, dano oxidativo, tudo começa lá atrás,
- 18:40inclusive, inclusive o estabelecimento de uma alta
- 18:42diversidade, de uma meta diversidade saudável.
- 18:45Começa lá atrás, é, então é, é interessante, eu fico, eu fico
- 18:49abismado. É uma coisa que a gente vem
- 18:51trabalhando recentemente assim, de da forma bem mais simfática e
- 18:55com as granjas. É que quando a gente analisa,
- 18:58né, o manejo adotado com o futuro reprodutora, geralmente é
- 19:01a fêmea que é esquecida dentro do galpão.
- 19:04Tem um sistema de produção, só lembram dela.
- 19:06Na hora que eles tem que começar a preencher ou fazer reposição,
- 19:09o que acontece? Dizer que eles tratam essa
- 19:11fêmea, muitas vezes como a fêmea de engorda, submetem aos mesmos
- 19:15sistemas de alimentação de fêmea de engorda.
- 19:18Qual que é o problema disso? O problema é que do ponto de
- 19:20vista genético. Os animais hoje, né?
- 19:24Estão selecionados, estão selecionados geneticamente para
- 19:26maior eficiência de crescimento muscular.
- 19:29A prioridade hoje, luz de nutrientes, não é para
- 19:32estrutural, assim, é para crescimento muscular.
- 19:35Do ponto de vista genético, é um trabalho muito bacana, publicado
- 19:38pelo professor Alisson, da de Viçosa, mostrando a expressão
- 19:41mitocondrial correlação do uso de fósforos de vitaminas e tal,
- 19:44e mostra isso que é hoje a hoje AAA prioridade.
- 19:48É crescimento muscular, então, ou seja.
- 19:50Se eu desenvolvo uma Futura reprodutora, como uma fêmea de
- 19:53engorda, ela vai crescer. Ela vai expor o potencial
- 19:57genético dela, que ela está programado para crescer.
- 19:59O problema é que ela vai crescer o custo de sacrificar a
- 20:01estrutura óssea para pensar hoje que hoje hoje nós temos um alto
- 20:06índice de fraturas nas linhas Diamante.
- 20:10Né? Ou seja, principalmente que a
- 20:11gente está ainda a pesos mais elevados, 130 kg, 135 kg.
- 20:14E umas principais reclamações hoje que os animais estão
- 20:16fraturando as pernas, né? Na descida, no desembarque, no
- 20:19caminhão, no caminhar, dentro do frigorífico, então, ou seja,
- 20:23isso gera um impacto, isso gera um prejuízo.
- 20:25Então isso está mostrando pra gente, olha, o animal mudou e,
- 20:28portanto, a gente precisa começar a rever os conceitos.
- 20:31Então assim, antes, obviamente a gente abordar propriamente
- 20:33aditivos em si. A gente precisa entender que a
- 20:36formação primária da estrutura corporal do animal é essencial.
- 20:40Então, se eu quero ter longevidade, eu preciso
- 20:43trabalhar ao desenvolvimento da estrutura óssea da minha fêmea.
- 20:46Então, pra você ter uma ideia, quando a gente fala de relações
- 20:48cálcio e fósforo, se eu quero máxima deposição óssea ou
- 20:52resistência óssea, pensando em longevidade, estrutura óssea, eu
- 20:56preciso trabalhar uma relação de 2.7, cálcio, fósforo,
- 21:00digestível. Se eu quero buscar máximo
- 21:03crescimento muscular, eu vou trabalhar uma relação de 1.7.
- 21:08Olha como que é. São 2 mundos completamente
- 21:10distintos quando a gente aborda, né?
- 21:12A relação da exigência pra crescimento corporal e pra e pra
- 21:17estrutura óssea. Bom, então o que que acontece
- 21:20ali? Se eu permito um desenvolvimento
- 21:23até 4, ou seja, Oo equilíbrio entre idade reprodutiva, idade
- 21:29fisiológica e peso, eu consigo iniciar um processo adequado de
- 21:34formação dessa fêmea. O grande problema hoje nas
- 21:36granjas é que muitas vezes eles focam em uma única variável ou
- 21:41idade ou peso. E o problema é o seguinte, se eu
- 21:45tenho uma fêmea que tem 200 dias de idade e ela está pesando 160
- 21:49kg, o que que significa isso? Significa cresceu demais.
- 21:53E aí eu vou ter estrutura óssea dela comprometida, batata, essa
- 21:56fêmea não chega ao terceiro quarto, não chega.
- 21:59A probabilidade que ela seja descartada no final do segundo é
- 22:02muito grande. Ao mesmo tempo que eu posso ter
- 22:05uma fêmea que tem 200 dias e está com 120 kg, ou seja, não
- 22:09cresceu. Então, ou seja, eu preciso
- 22:11buscar aí. O problema é que se o cara bota
- 22:13como meta idade, ele vai inseminar todo mundo ali, seja
- 22:17de 160 ou seja 120, ou o contrário, se eu boto como meta
- 22:21peso, se eu sei que fisiologicamente o ideal, hoje
- 22:24entre 230 e 250 dias, se eu estabeleço como peso a meta,
- 22:30como seja uma meta de peso? Ah, 150 kg.
- 22:33E ela cresceu muito rápido. Quando sei que eu estou
- 22:35inseminando ela com 190 dias. Então, fisiologicamente, do
- 22:38ponto de vista reprodutivo, eu vou correr o risco de
- 22:41comprometer a vida reprodutiva subsequente dessa fêmea.
- 22:44Então, ou seja, começa por ali, tem trabalhos muito legais, tem
- 22:48um trabalho de bacana desenvolvido na federal do
- 22:50Paraná, em que eles correlacionaram a incidência de
- 22:54osteocondrose. Tá em maras com a nutrição na
- 22:59creche, então. Ou seja, mostra que uma
- 23:02subnutrição materna na fase de creche.
- 23:05Ou uma nutrição mineral e vitamínica inadequada compromete
- 23:10a estrutura óssea lá da maham, lá na frente e que depois vai
- 23:13comprometer a continuidade mantensa desse animal, né?
- 23:17Dentro, dentro, dentro do sistema.
- 23:19E aí quando a gente fala, né? De de nutrientes que estão
- 23:23associados com com esse ponto importante que é a estrutura
- 23:26óssea e tudo, a gente não pode deixar de falar da relação entre
- 23:29vitamina DE cálcio e fóssil. Né, é que muitas vezes a gente
- 23:32está sempre preocupado em falar de cálcio e fósforo.
- 23:34Cálcio e fósforo em relação ao cálcio, sim, é importante, só
- 23:36que se eu não tiver níveis adequados de vitamina D, eu não
- 23:39tenho absorção de cálcio e fósforo.
- 23:40Eu não tenho a eficiência no uso desse fósforo dentro do processo
- 23:44de mineralização, né? Assim como o próprio cálcio, né?
- 23:48Então, o que que acontece ali? Eu preciso começar lá atrás, eu
- 23:52preciso começar entendendo que a Futura reprodutora é um animal
- 23:55distinto. É um animal diferente de um
- 23:57animal de engorda e portanto, eu preciso trabalhar e respeitar a
- 24:00exigência desse animal para pra pensar o animal na engorda.
- 24:03O cara geralmente trabalha 5 programas ou num programa de 5
- 24:06rações, né? O que que a gente está fazendo
- 24:08tentando buscar modelar o animal, né?
- 24:11O mais próximo ali da da da possibilidade de logística do
- 24:14sistema. Quando eu analiso o Barracão de
- 24:16marrão, o que o cara faz? Eu trabalho em uma ração ou 2.
- 24:19Você força o animal a um desvio e uma tentativa de crescimento
- 24:24compensatório que sempre vai ser incompleto.
- 24:27É importante a gente frisar que o suíno não tem crescimento
- 24:29compensatório efetivo ou eficiente.
- 24:32Oo animal do ponto de vista genético e do ponto de vista da
- 24:35modelagem, o suíno, ele segue o padrão de crescimento
- 24:38compatents, né? Se a gente lembrar lá da
- 24:39modelagem matemática, o swing, todo swing, ele está programado
- 24:43para seguir 11 rua de crescimento segmente.
- 24:46Aonde ele está programado chegar no platô.
- 24:48Ele pode chegar nesse platô com máximo eficiência ou com muito
- 24:51pouca eficiência, mas ele vai fazer de tudo para chegar lá.
- 24:55É assim com a fêmea. Se eu trabalho com dietas
- 24:58restritivas ou eu trabalho com dietas que abrangem um período,
- 25:02ou seja, dietas médias que abrangem o período mais longo,
- 25:04eu vou forçar esse animal a esse desvio metabólico. 1 hora ele tá
- 25:09recebendo mais do que precisa, 1 hora tá recebendo menos.
- 25:12E aí quando recebe mais, ela tenta compensar o aumento em que
- 25:14ela tá recebendo menos. Isso leva um desvio do padrão
- 25:17metabólico desse animal. E aí como consequência disso, eu
- 25:21passo a ter muitas vezes uma deposição excessiva de gordura.
- 25:25Porque o animal vai crescer, ele vai tentar buscar o ponto, né,
- 25:28de de maturidade dele, metabólica, e muitas vezes é o
- 25:32custo de gordura. Esse é o grande problema.
- 25:35E aí eu sacrifico estrutura óssea, sacrifico aparelho
- 25:38mamário, porque a gordura ela ela tem um efeito cumulativo
- 25:42muito grande na linha mamária, né, né?
- 25:44EE, obviamente sacrifico a possibilidade e a longevidade
- 25:47desse animal dentro dentro, né? Dentro do sistema, então.
- 25:51Ou seja, tudo começa ali. Se eu conseguir arrancar bem com
- 25:54essa Futura reprodutora, se eu conseguir desenvolver ela, vem a
- 25:58hora que eu arranco com a gestação dela, né?
- 26:01Aí obviamente vem, né? O entendimento dos diferentes
- 26:05fenômenos metabólicos que ocorrem ao longo da gestação é o
- 26:09que eu comentei ali da da nutrição de precisão que a gente
- 26:11trabalhou, entendendo que a fêmea ela tem.
- 26:16É, ela passa por diferentes etapas metabólicas ao longo da
- 26:19gestação. Ou seja, eu tenho fenômenos
- 26:21distintos a correndo, tenho um período de crescimento corporal,
- 26:24eu tenho um período de desenvolvimento de estrutura
- 26:25óssea, eu tenho um período de desenvolvimento de aparelho
- 26:27mamário, eu tenho desenvolvimento de é de
- 26:29estrutura, né? De crescimento fetal.
- 26:32Então, ou seja, ela passa por por etapas muito dinâmicas ali e
- 26:36a gente precisa respeitar. O que acontece no campo é que é
- 26:40o que eu falei. Falta tecnologia?
- 26:42Não. Muitas vezes não tem estrutura
- 26:44para você respeitar essa, essa exigência dinâmica da fêmea, e
- 26:48aí você força a fêmea a buscar. É alternativas de compensação.
- 26:54Só pra você ter uma ideia o quão dinâmico isso é é quando eu
- 26:59falo, né, sobre a relação proteína, energia.
- 27:04No 1/3 inicial da gestação, a relação proteína energia, ela
- 27:07vai ser em torno de 2.1 2.3. Quando eu olho o 1/3 sinal da
- 27:11gestação, a gente vai a 3. Então mostra que um aumento de
- 27:14energia tem um papel fundamental e o outro aumento, a proteína
- 27:18tem um papel fundamental. O grande problema é que a gente
- 27:20trabalha com uma relação proteína energia fixa, né, ao
- 27:23longo de toda a gestação e vai tentando através de volume de
- 27:26ração, compensar. E associado a isso, eu ainda
- 27:30tenho dinâmica. De eficiência de aproveitamento
- 27:35de nutrientes distintos. Então, por exemplo, a fase em
- 27:38que a fêmea tem maior eficiência de aproveitamento de lisina é no
- 27:421/3 inicial. A fase que ela menos tem a
- 27:45aproveitar o que é eficiência e aproveitamento é mais baixo, é
- 27:47no 1/3 mediano e o final um pouco intermediário.
- 27:52Então até nisso você vê que varia e aí entra outro a jogar.
- 27:56Outro ponto nessa equação é o efeito individual.
- 28:00O efeito do indivíduo, a individualidade, cada fêmea e
- 28:03agora está cada vez mais clara por causa do sistema de gestação
- 28:06coletiva. Quando você parte para gestação
- 28:08coletiva com máquinas, você começa a entender o efeito da
- 28:11individualidade. Eu trabalho com modelagem.
- 28:14A gente implementa modelagem nas nossas máquinas de nutrição de
- 28:17precisão aqui na gestação, teoricamente através dos modelos
- 28:20matemáticos. Considerando AO peso dela,
- 28:23considerando aquilo que ela tem que produzir, ela recebe x.
- 28:27Só que aí depois de 51015 dias, o sistema está mostrando que
- 28:30está tendo um desvio, ela não está chegando, aquilo está
- 28:33programado e aí o sistema tem que corrigir.
- 28:36Mas por que que ela não está chegando?
- 28:37Porque é o efeito do indivíduo. Eu tenho porcas mesmo sendo a
- 28:41mesma genética, mesma ordem de parto.
- 28:43Eu tenho porcas que são socialmente mais ativas.
- 28:47Se ela anda mais, que se já gasta mais energia, ela se
- 28:49desgasta mais, né? Se ela anda menos ou se ela é a
- 28:53fêmea, que é a última na escala herárquica.
- 28:56Ela que vive mais estressada dentro do negócio, ela é a
- 28:58última e o fato dela estar, né, na escala heráfica ser a última,
- 29:03o que que acontece e se induza a fenômenos como dano oxidativo,
- 29:06estresse oxidativo, você mencionou, né?
- 29:09Ainda mais se a gente considerar que as fêmeas modernas, essas
- 29:12fêmeas atuais, eu não gosto muito do ter modernas, porque
- 29:14daqui a 10 anos, daqui moderno, né?
- 29:16Moderno vai ser daqui a 10 anos. Mas as fêmeas de hoje, vamos
- 29:19dizer assim, essas fêmeas, elas vivem em uma condição de
- 29:23estresse oxidativo e sistêmico. Por quê?
- 29:26Porque elas produzem muito, além de produzir muito, elas estão
- 29:29sujeitas, obviamente, né, a fator de desafio, né, a desafio
- 29:34de interação social, desafio ambiental, desafio nutricional.
- 29:37Então, ou seja, quando a gente fala de aditivos, né,
- 29:40nutricionais, eu eu fiz esse parênteses de todos os montarios
- 29:44de informação justamente pra justificar um pouquinho essa
- 29:46questão da nutrição funcional, que é justamente isso.
- 29:51Como muitas vezes há, há uma grande dificuldade do sistema se
- 29:55adequar à necessidade da fêmea através de tecnologias,
- 29:59adequação de galpão, linhas de silos e por aí vai.
- 30:03A nutrição funcional. Ela acaba sendo uma ferramenta
- 30:06essencial. E aí entram esses aditivos
- 30:10funcionais que tem essa funcionalidade, né?
- 30:13Que visam atender a demanda daquela fêmea de forma pontual,
- 30:16muitas vezes, mas também corrigir problemas.
- 30:19Corrigir problemas em decorrência, né, desse manejo.
- 30:22E aí foi que a gente falou, entra a vitamina D recentemente
- 30:25publicamos um trabalho. É acho que o ano passado com o
- 30:28vitamina D é um trabalho muito legal, porque, né, eu eu acho
- 30:32que assim, a gente sempre escutou que AA exposição
- 30:34radiação solar é um fator, né? De predisposição para ativar a
- 30:39síntese metabólica de vitamina D.
- 30:41Então, nossa, olha, se as porgas hoje estão enclausuradas dentro
- 30:45de galpões e não tem exposição à radiação solar, então
- 30:48provavelmente os índices de produção de vitamina D são mais
- 30:51baixos. Então nós fizemos um trabalho
- 30:54muito legal que a gente trabalhou 1!,
- 30:56em que um grupo de fêmeas eram expostos à radiação solar, o
- 31:00outro grupo seguindo a gestação convencional, e os 2 grupos
- 31:04suplementados ou não, com uma fonte de maior bio de
- 31:07disponibilidade, que é o 25 hidroxcólico alceferol, né?
- 31:10Que no caso ali, o nosso trabalho ali foi com o raid, né?
- 31:13A 50 microgramas de energia, que é a porta mais ou −1000 unidades
- 31:18internacionais. O legal foi ver o seguinte, as
- 31:21porcas que foram expostas à radiação solar, elas tiveram
- 31:24níveis cicloland de vitamina D mais alta.
- 31:27Do que aquelas que não foram expostas não mostra.
- 31:29Funciona? Realmente é verdade, viu aqui
- 31:31que você aprendeu lá na base, é verdade.
- 31:33O animal, ele realmente é a produção de vitamina D mas
- 31:36quando eu associei com a fonte adicional, exógena, né?
- 31:41De vitamina D, potencializou o resultado de desempenho de uma
- 31:45forma assim fantástica. Então isso mostra pra gente o
- 31:48quê que as nossas fêmeas, elas têm uma exigência mais alta de
- 31:51vitamina D. E quando eu pego e comparo com
- 31:54ANRC, comparo com as tabelas brasileiras, são muito baixos
- 31:58perto daquilo que esses animais precisam.
- 32:01Eu lembro quando a gente publicou esse trabalho, eu
- 32:03recebi uma ligação do John, do do Alan chickman, né?
- 32:06Ele me ligou e falou, eu acabei de ler seu arquivo, você está
- 32:09querendo dizer que as portas precisam de 1 t de vitamina?
- 32:11Eu falei, cara, precisa, preciso.
- 32:13A gente está mostrando que a exigência dessas fêmeas é muito
- 32:16mais alta do que aquilo que a gente está trabalhando hoje.
- 32:19Né? Então, ou seja, não é as 2000
- 32:20unidades internacionais, é 3000 e isso é uma condição normal.
- 32:24Se eu desafio essa fêmea, se eu estresso ela, se eu tenho
- 32:27problemas sanitários, aí provavelmente essa exigência vai
- 32:31ser mais alta. Por quê?
- 32:32Porque a gente sabe a importância da vitamina D quando
- 32:35a gente fala do sistema imune, né?
- 32:36A importância que ela tem, o papel que ela tem dentro da
- 32:39regulação da resposta, né? Imunológica do animal.
- 32:43E isso é interessante a gente mencionar isso dentro de um
- 32:46contexto aí, trazendo um pouco aqui o que você mencionou, a
- 32:48questão da mortalidade de fêmeas, o que acontece?
- 32:51A gente vem trabalhando, tentando investigar e entender
- 32:53um pouco o que que vem acontecendo com essas fêmeas.
- 32:55Acho que todo mundo, né? Passou a ser 11, fator de de
- 32:58atenção no mundo inteiro, entender essa mortalidade.
- 33:02Só que recentemente nós começamos a correlacionar essa
- 33:06mortalidade de fêmeas com níveis de constipação, principalmente a
- 33:09morte súbita. Por que que eu te falo isso?
- 33:13Nós já vimos em alguns trabalhos uma correlação direta entre
- 33:16trabalhos a campo, uma correlação direta entre a
- 33:17temperatura retal, da porta na hora do parto com os índices
- 33:23produtivos pós parto dela. E o que a gente percebe?
- 33:26Que fêmeas que apresentam um quadro de hipertermia no momento
- 33:28parto são fêmeas que apresentam um quadro de constipação durante
- 33:3234 dias pós parto. Como em menos ração, produz em
- 33:35menos leite, tem mais dificuldades e tem maiores
- 33:38probabilidade de mortalidade. Morte súbita no Peri parto.
- 33:42Então esse esse é um ponto. E mais recentemente, alguns
- 33:45trabalhos tem mostrado e a gente também detectou em em alguns
- 33:49aspectos, em alguns momentos em grandes comerciais, não só aqui
- 33:52no Brasil, mas afora uma correlação à prevalência de
- 33:55clostridionove a nível hepático nessas porcas que estão com
- 33:59morte súbita, por exemplo, os Estados Unidos recentemente
- 34:01conduziram uma pesquisa, um trabalho a campo e mostraram que
- 34:0540% das porcas que apresentavam morte súbita testaram positivas
- 34:10para clostridionove. Na Espanha, foi feito um
- 34:13trabalho também similar recentemente e demonstraram 72%
- 34:18das porcas soropositivas para crossrid o 9.
- 34:22Como o crossrid 9 funciona? Crossfit não é uma bactéria que
- 34:24todos os suínos têm. O negócio é que ela se manifesta
- 34:27diante de uma condição de imunossupressão ou de estresse
- 34:30catabólico intenso. O que que acontece?
- 34:33O momento do parto é um momento de estresse para para córrego, é
- 34:35um momento de catabolismo para fêmea.
- 34:38E aí é o momento que abre para que bactérias ou poltonistas
- 34:42como o crossgi nova se manifestem.
- 34:44E como o crossgi nova age, ele causa paralisação hepática, você
- 34:48abre o fígado da porca, ele parece que esse material
- 34:51esponjoso, cheio de de bolhas de ar, o costridio 9 causa isso,
- 34:55então ele causa uma paralisação hepática e é imediato.
- 34:58Você olha para a porca, está fantástica, no dia seguinte está
- 35:00morta lá. O que que aconteceu com esse
- 35:03bicho? E aí, quando eles analisam,
- 35:05começa a detetar a prevalência dessa bactéria.
- 35:08É interessante isso porque porque que a gente está
- 35:11correlacionando isso com constipação e com microbiota,
- 35:14né? Que aí entra um pouco aquilo que
- 35:15você comentou. AA fêmea, quando ela se encontra
- 35:18no quadro de constipação mais aguda, significa que as fezes
- 35:22estão presentes por mais tempo no trato intestinal.
- 35:25Então, fermentação, produção de endotoxinas, que tem uma
- 35:28permeabilidade em nível de critério muito grande, muito
- 35:30alto, leva um quadro de imunossupressão para essa fêmea.
- 35:33A gente não percebe, ela está bem, mas ela está com quadro de
- 35:36imunossupressão. Aqui tem sinal de gestação na
- 35:39hora que ela entra na lactação ou no parto, que é o momento de
- 35:43estresse e catabolismo. Ela já está imunossuprimida.
- 35:46E aí é o cenário perfeito para bactérias oportunistas, né?
- 35:52Pularem e começarem a fazer a festa delas então.
- 35:55Ou seja, o que que a gente está vendo que AAAAAO tratamento
- 36:01dessa fêmea. Mas eu não estou fazendo
- 36:02tratamento com medicação. Eu estou falando?
- 36:05A prevenção através da modulação da microbiota passa a ter um
- 36:09papel fundamental, mas fundamental para isso e nós
- 36:12nessa situação, nós resolvemos o problema, por exemplo, com ligue
- 36:15no celulose. Excelente, bom, excelente.
- 36:19Nós só na segunda etapa ainda tem a terceira etapa.
- 36:21Mas você já, você já já adiantou um pouco da terceira etapa, é,
- 36:27mas só voltando um pouco pra gente fazer uma conexão entre
- 36:32nutrição de precisão. E a nutrição funcional, vamos
- 36:37dizer assim, desses nutrientes específicos.
- 36:39E aí a gente tava esses dias num processo seletivo, nós 2, a
- 36:45gente abordou sobre a questão da cinética, cinética dos
- 36:49nutrientes. E aí eu queria colocar mais um
- 36:52ponto, que é o círculo circadiano.
- 36:55Dentro da multitrição de precisão.
- 36:57É possível a gente explorar o conceito de círculo circadiano.
- 37:03Pra nutrientes específicos, tipo a vitamina DE não só aminoácidos
- 37:08e pensando realmente nessa nessa é oportunidade que nós temos de
- 37:16nutrir a fêmea melhor em horário que ela vai aproveitar melhor só
- 37:21pra gente fechar esse assunto. E já ir para o terceiro e último
- 37:25ponto, que que você acha sobre isso?
- 37:27É uma oportunidade. Com certeza, eu acho que assim,
- 37:30a gente precisa entender que a resposta comportamental de
- 37:36ingestão, né comportamental alimentar é.
- 37:39Ela é resultado da interação entre O Mecanismo inato.
- 37:43E. Né?
- 37:45O Mecanismo associado com a digestão dos nutrientes, ou
- 37:48seja, perfil de formulação de dieta.
- 37:50Por que que eu te falo isso? Quando nós começamos a trabalhar
- 37:54com a nutrição de precisão, implementando conceitos e
- 37:57primeiro a gente buscou entender o comportamento alimentar inato
- 38:01da firma. Acho como que a fêmea quer
- 38:02comer, porque assim na Granja nós é que estamos impondo, né?
- 38:07O horário que ela tem que comer. Mas será que esse horário que
- 38:10ela quer comer mesmo, ou seja, se eu der a Liberdade para ela
- 38:12escolher, a forma é o tamanho da refeição, quantas refeições,
- 38:17como é que ela vai, né? Ou seja, manifestar esse tipo de
- 38:20de comportamento que tem muito com o comportamento inato, né,
- 38:24desse animal? E muda muito, né, Bruno?
- 38:26Muda muito com o período do ano, né?
- 38:28Se a gente for pensar. Mas não o período do ano, nem
- 38:31tanto. Eu vou te falar, eu vou te
- 38:32explicar, porque hoje, se o período do ano ele vai
- 38:34interferindo. Claro que em condições de
- 38:36estresse por calor no verão, o irmão vai buscar se alimentar no
- 38:39momento em que eu tenho uma amplitude térmica, ou onde eu
- 38:41tenho, né? Um quadro de de temperatura mais
- 38:44baixo dentro da zona de temperaturidade dela.
- 38:46Isso principalmente são maternidade.
- 38:48Mas de uma forma geral, o que que a gente observou?
- 38:51Né? As fêmeas recebiam uma
- 38:53quantidade programada por dia nas máquinas na gestação, ela IA
- 38:56lá, ela tinha um horário específico de consumo.
- 38:59Basicamente, 90% do consumo da porca ocorre entre meia-noite e
- 39:039 da manhã, tá? Esse é o padrão perfil de
- 39:06consumo dela na gestação. Praticamente todas consomem ali
- 39:10entre 4 e entre 7 horas da manhã, tá?
- 39:14Só que nós começamos a observar no final da tarde, às 4:00, as
- 39:18portas, visitando as máquinas de novo.
- 39:21Na gestação ou maternidade? Gestação, gestação, visitando as
- 39:25máquinas, inclusive brigando, porque a gente tem câmeras
- 39:28monitorando elas e tudo brigando para entrar nas máquinas e
- 39:31batendo as máquinas, eu comecei a pensar, espera lá, o que que
- 39:34tá acontecendo com isso? É um comportamento de forma.
- 39:36Se ela comeu tudo que estava programado para ela comer, né?
- 39:40Do ponto de vista matemático, ou seja, ou seja, a exigência dela
- 39:44foi atendida pelo aquilo que ela comeu, a exigência de energia,
- 39:47de proteína para o dia e tudo. Por que que essa porca está
- 39:49manifestando esse esse comportamento no final da tarde?
- 39:53Então a gente resolveu fazer uma análise, uma avaliação de
- 39:55glicemia dessas porcas. Para nossa surpresa, todas essas
- 40:00porcas estavam hipoglicêmicas no final da tarde todas e receberam
- 40:04aquilo. Elas comeram tudo que elas
- 40:06tinham que comer mais cedo, às 4 da manhã, às 5 da manhã, só que
- 40:08elas estavam hipoglicêmicas no final da tarde.
- 40:10Foi então que a gente começou a perceber o seguinte, espera lá,
- 40:12o problema não é não é atender exigência só de energia e
- 40:17proteína. É atender os níveis metabólicos,
- 40:22de glicemia, o que que a gente observou, as nossas dietas são a
- 40:25base de milho, soja, qual que é o problema?
- 40:28Mais de 50% da fonte primária de energia de uma dieta base de
- 40:31milho, soja vem da onde? Do amido, o amido, ele tem Picos
- 40:35glicencos altos, mais curtos de na Europa isso não passa por
- 40:39quê? Porque na Europa a dieta basal
- 40:41dos caras, tudo tem fibra. Né?
- 40:44Tudo é subproduto, é casca, aveia, é polpa de beterraba,
- 40:48então eles têm muito subproduto, é trigo.
- 40:50Então o animal não, não mostra esse comportamento, mas na hora
- 40:53que a gente passou para o mercado de milho e soja, que
- 40:56basicamente a gente não tem fonte de fibra adequada, né?
- 41:00A gente está muito dependente de casca de soja que tem.
- 41:02Isso aí é tema para gente discutir, outro evento, outra
- 41:05outra reunião. Mas a questão toda é que a dieta
- 41:09ela passa a ser um fator de limitação para a sociedade do
- 41:11animal. Então não é só, é, é o
- 41:15comportamento em si, mas também como você formula essa dieta?
- 41:18Uma Granja comercial, se eu puder.
- 41:22Se eu trabalho numa dieta base de meio estoja, a minha
- 41:24recomendação é que você faça 2 seguidas por dia, uma de manhã
- 41:28cedo e a outra no final da tarde, para que o animal, né,
- 41:32obviamente consiga quebrar esse ciclo de jejum, né, né?
- 41:36Mais mais prolongado. Agora, se eu tenho possibilidade
- 41:39de trabalhar com perfil de formulação distinto.
- 41:42Com ingredientes que estimula a enfermentação, imagina que 30%
- 41:46da energia ou do requerimento de energia da fêmea diário vem da
- 41:50fermentação do intestino grosso, vem da produção de artes grax
- 41:54voláteis. Então olha a importância que
- 41:56isso tem para esse animal. Se eu estou tendo
- 41:59hipoglicemento, não conseguir produzir essa quantidade que
- 42:01essa fêmea precisa, né? Desses ar, desses ácidos graxos.
- 42:04Então, assim, a cinética de comportamento alimentar da fêmea
- 42:07nos mostrou isso. Ela nos mostrou que se eu tenho
- 42:10ingredientes que tem uma cinética de digestão rápida e
- 42:14absorção rápida, afeta também a minha cinética de comportamento
- 42:17alimentar. Então está tudo interligado.
- 42:20Mesma coisa Na Na lactação, a lactação, 8085 por cento do
- 42:24consumo. Ele ocorre entre 4 e 6 da manhã.
- 42:29Natural, o comportamento inato da fêmea.
- 42:32Ela apresenta um pico intenso ali e um segundo pico por volta
- 42:36ali, das 67 horas da noite, sem interferência do ser humano.
- 42:40A gente registra assinante aqui, com as nossas máquinas.
- 42:42A gente tem as máquinas de destruição de precisão na
- 42:43maternidade. Então, assim, a fêmea, ela
- 42:46escolhe como é que é comigo, e ela nos mostra isso.
- 42:48Ela conserva aquele mecanismo inato, né, de comportamento.
- 42:52E aí eu perguntei, mas de onde que vem isso?
- 42:55De onde que vem esse, essa essa modulação?
- 42:58Obviamente tem relação com o ritmo circadiano, né?
- 43:01Isso tem relação direta com a ancestralidade do animal.
- 43:05Que horas que o javali sai para comer?
- 43:08Né, que eu acho que o SUS krofa sai para comer, você vai pra
- 43:10comer às 4 da manhã, 5 da manhã, porque é a hora que o predador
- 43:14não está ali, então até que o pessoal que adepta da moda de
- 43:18caça javali, ele sai para cassagem javali às 4:00 da
- 43:21manhã, é a hora que o bicho aparece, então, ou seja, é a
- 43:23hora que esses animais comem também, então é muito
- 43:25interessante, né? Como que isso muda muito?
- 43:28E aí o que acontece na grande comercial, o funcionário, ele
- 43:31vai impor o manejo dele e qual que é o manejo dele?
- 43:36Ah, eu, eu tenho que tomar café, eu tenho que almoçar, eu tenho
- 43:38que jantar. Ele alimenta a porca no café da
- 43:40manhã, no almoço e na janta. O problema é que ela come 60%
- 43:44daquilo que ela deveria comer, porque naturalmente ela não tem
- 43:47aptidão para consumir fora daqueles horários.
- 43:50Mas aí você fala, Ah, mas ela come, ela come pra não passar
- 43:52fome, né? Pra gente ir pra uma fase final.
- 43:55Eu queria te explorar um pouco. Agora pelo menos explorar não,
- 43:58né? Mas te provocar de vir
- 44:00compartilhar com a gente 2 pontos, recomendação de um
- 44:04livro. E um hobby, apesar que eu sei
- 44:06que você gosta de ler muito, né? E a gente tava falando disso no
- 44:09início da nossa conversa aqui, pessoal, antes nos bastidores, é
- 44:13compartilha com a gente uma recomendação de um livro, né?
- 44:17E um hobby aí que que você dentro dessa loucura que é a
- 44:22nossa vida, né, dessa agenda louca, como é que a gente
- 44:24consegue às vezes dar uma pitadinha aí de algumas coisas
- 44:27que não seja essencialmente trabalho?
- 44:30Em termos de leitura, né? Eu, eu, eu sou bem eclético em
- 44:35termos de escolhas de livro, né? Minha esposa que fala isso, eu
- 44:37gosto de ler de tudo e assim eu chamo atenção para 44 os 4
- 44:43últimos, né? 2 que já terminei, né?
- 44:46E 2 que eu eu tô em processo de leitura.
- 44:49Eu gosto de ficar intercalando livros, só que eu canso de um
- 44:51passo para o outro, depois volto de novo.
- 44:53Então assim, tem 2 livros que me chamam atenção, eu acho que.
- 44:56É um deles, é é de um autor que chama John carling, é um livro
- 45:01de 2009, é um livro é que chama plain lianaming, ou seja,
- 45:06conquistando o inimigo. É um livro muito bacana, muito
- 45:09legal. Remete a um acontecimento na
- 45:11história da África do Sul, que foi o campeonato, a Copa do
- 45:15Mundo de rugby, né? Em 95, a África do Sul, recém
- 45:18saindo do apartheid, recém saindo dos boicotes esportivos.
- 45:21Né? Quando?
- 45:21Então, Nelson Mandela utilizou o evento como uma forma de de unir
- 45:25o país. Então eu achei muito legal que
- 45:27você aprende muito a lidar com, né, com com o entendimento das
- 45:31da da diversidade, né? De pensamento, de conceitos, de
- 45:36de de ideologias. E nessa, nessa mesma linha, tem
- 45:40um que a gente, pelo que eu li recentemente, né, que chama rave
- 45:43i Lies. Né?
- 45:45Chamado Power da evers thanking, que é um livro de Matthew side,
- 45:48acho que é um livro muito legal, porque ele ele mostra pra gente
- 45:53que ninguém consegue evoluir, né?
- 45:56Em todos os aspectos, né? Se não houver, ou seja, nenhuma
- 46:00sociedade evolui, se não houver diversidade, né, ninguém
- 46:04consegue evoluir, nenhuma equipe consegue evoluir, nenhuma teoria
- 46:07consegue evoluir se não houver diversidade.
- 46:09E acho que é justamente isso que prega eu, eu.
- 46:12É, e eu acho muito interessante, porque a pandemia nos mostrou
- 46:15que o ser humano são o pior dela, né?
- 46:18Mais egoísta, mais egocêntrico, né, mais individualista.
- 46:23E o que a gente percebe? Que esse retrocesso ele está
- 46:25impactando na forma e nas coisas, nos acontecimentos
- 46:29globais a gente fez claramente, né?
- 46:31O mundo hoje, né? Atendendo muito mais a um
- 46:34patamar de guerras, de de de disputas, de egos, de brios.
- 46:39Do que propriamente pensando na sociedade como um todo, né?
- 46:41Deixou se de lado a consciência social é e o bem-estar do
- 46:45próximo pra pensar, né? Nos aspectos nacionalistas, nas
- 46:49ideias, né, nos interesses de cada um.
- 46:52E acho que o livro é legal, porque na realidade ele mostra
- 46:54isso pra gente. Ele ele mostra que EEO legal,
- 46:57porque ele cita acontecimentos, ele traz o 11 de de setembro.
- 47:01As Torres Gêmeas e traz situações com a Ku Klux Klan.
- 47:04Ele traz situações com é dieta, né?
- 47:07Conceitos de nutrição pra humanos e traz um caso muito
- 47:10interessante sobre acidentes com com caças norte americanos.
- 47:15Na década de 60 a 70, havia um o nível de acidentes com caças era
- 47:20exponencial em treinamento e foram descobrir o seguinte, que
- 47:24o cockpit era padrão, independente do tamanho do
- 47:27piloto. E aí o que acontece?
- 47:28Pilotos maiores tinham dificuldades para manobrar e
- 47:30estavam mais sujeitos a acidentes.
- 47:33Então, ou seja, quando eu tenho mais diversidade, eu preciso
- 47:35entender que essa diversidade ela vem para melhorar, ela vem
- 47:38pra pra trazer, né? Novas, novos conceitos, novas
- 47:42formas de enxergar, né? É o Silicon Valley, foi isso,
- 47:45por exemplo, né? O Silicon Valley é resultado de
- 47:47diversidade, tem um bairro boteco lá em Silicon Valley,
- 47:50onde todos os dias as grandes mentes, pensando das grandes
- 47:53empresas, se juntavam para tomar cerveja e trocar ideias.
- 47:56Então ali sentava o Steve Jobs com não sei quem com não sei o
- 47:58que, os caras trocavam ideias entre eles e eram concorrentes,
- 48:02né? Então, ou seja, é o poder da
- 48:04diversidade e é fundamental para qualquer crescimento, né?
- 48:08É como um todo. Então assim, esse de fato eu
- 48:11recomendo, esses 2 são são livros que eu, que eu gosto
- 48:13muito, adorei. Hoje eu estou lendo 2, né, um
- 48:16que chama uma Terra prometida, que é de autoria de Barack
- 48:20Obama. Então é é um pra quem gosta de
- 48:23ler um livro de 800 páginas, né? Você é um carnamaço e então é um
- 48:28livro bem legal, porque assim ele traz bastante, né, um pouco,
- 48:31ele traz muito da da história dele.
- 48:35A frente dos Estados Unidos é o primeiro valor, né, os desafios,
- 48:38entendeu? O entendimento de sociedade, né.
- 48:41Enfim, eu acho que é muito legal porque traz uma visão é muito
- 48:44abrangente de mundo, né, de alguém que teve um papel
- 48:47fundamental, né? É durante os anos que ele teve
- 48:50no poder, eu acho, acho bem legal o livro é.
- 48:55Tem um que eu tô que eu tô lendo simultaneamente com esse, né,
- 48:58que chama assim nasceu uma língua, esse já é um pouco
- 49:01diferente, um pouco distinto, mas é, eu acho que é a base EE,
- 49:05eu recomendaria que todo mundo lesse esse livro.
- 49:08Assim nasceu uma língua, é de um de um escritor renomado, é um
- 49:12investigador, ele foi pesquisador, que foi professor
- 49:15renomado no estado de Amsterdã, de linguística, chama Fernando
- 49:19Venâncio. Ele conta a história da origem
- 49:21da língua portuguesa, como é que surgiu o português?
- 49:24E o legal é que ele desmistifica e desmonta as teorias de que o
- 49:29português tem origem no latim Romano.
- 49:32Nada que ver o português vem do Galego, né?
- 49:36Da antiga, da antiga galécia que era, né?
- 49:39Era uma extensão, braço da comunidade romana, né?
- 49:43Então ali falava se o Galego gayego, né?
- 49:45Em espanhol, região da Galícia hoje, então o português vem de
- 49:48lá. Quem conhece a região, escuta,
- 49:50parece que. É, é um brasileiro e um Paraguai
- 49:53falando. É um portunhol misturado.
- 49:56Então é muito legal o livro, porque ele ele traz essa, essa,
- 50:00essa, essa visão de quem somos culturalmente, né, de como se
- 50:04formou o nosso idioma. E mostra a grande tendência, né?
- 50:08De diversificação dos idiomas, do idioma português.
- 50:12É, em breve nós não vamos falar mais de português.
- 50:15O nosso idioma vai se chamar brasileiro.
- 50:17Essa hoje já é um tratado que está sendo discutido a nível
- 50:21Internacional entre as academias de língua, pó de literatura
- 50:24portuguesa é que a gente não o nosso idioma, não vai ser
- 50:26português, português e Portugal nós vamos falar brasileiro,
- 50:30assim como moçambicano, assim como angolano.
- 50:32Porque houve essa, essa diversidade, nessa, o mais tem
- 50:36Unidos os os os dicionários de determinado momento.
- 50:38Ainda assim é muito diferente. Então é, eu acho, é bem legal, é
- 50:41um é um livro que pra quem quer conhecer um pouco mais da da
- 50:44nossa história, né? São, eu acho que é um livro, um
- 50:48livro, um livro bem interessante.
- 50:50Tem um último que eu me lembrei aqui agora que eu acho que pra
- 50:54quem aí entra dentro um pouco dentro do âmbito também é da da
- 50:58entendendo um pouco aspecto geopolítica Latino Americana,
- 51:01que chama uma ovelha negra no poder, que é o livro que conta é
- 51:05uma autobiografia de José Mojica, né, que foi o presidente
- 51:08do Uruguai. Né, bem legal, bem bacana.
- 51:11Então, obviamente tem todo o contexto político, entendimento
- 51:15das relações, né, com com países, com né, com governos
- 51:19Latino, americanos, então, inclusive até com países na
- 51:22Europa e mas eu acho que algum dia que traz uma visão de mundo
- 51:26e de vida muito interessante, né?
- 51:27Um conceito, né, de como a gente tem que enxergar, ou pelo menos
- 51:32a gente deveria valorizar as coisas, né?
- 51:34É eu, eu, eu, eu. Eu gosto sempre de apontar
- 51:38algumas coisas que eu aprendi com ele, né?
- 51:41Em que em que ele fala que a gente só é livre se a gente faz
- 51:44aquilo que a gente gosta, né? Se você se dedicar a trabalhar e
- 51:49fazer aquilo que você gosta, você tem Liberdade, né?
- 51:52Se você foca em cima do trabalho, obrigado a trabalhar
- 51:55uma coisa que você não gosta. Você é prisioneiro daquele
- 51:57sistema. Né, não adianta, né?
- 52:00EE, outra coisa que que ele comenta e que eu gosto muito,
- 52:03que ele sempre coloca, é que na realidade, né, o impacto
- 52:06consumismo tem nas nossas vidas, né?
- 52:08Tudo aquilo que a gente compra, a gente não compra com dinheiro,
- 52:11a gente compra com tempo de vida, né?
- 52:14Ou seja, é sua vida que você está gastando pra pra comprar as
- 52:17coisas, né? Então acho que é uma questão,
- 52:19uma chamada né, pra, pra valores, pra aquilo que você
- 52:22realmente né, tem como importante pra vida, né?
- 52:27Né? Então assim, nem tudo é
- 52:28trabalho, né? Acho que a gente tem que buscar
- 52:30também guardar um capítulo das nossas vidas pra pra ser eu acho
- 52:36que é isso, né? Pra explorar um pouquinho a
- 52:39loucura. Gostei do termo.
- 52:41Eu é. A gente fala muito mais
- 52:44recentemente, né? Nessa, nessas novas gerações,
- 52:47né, Bruno? Sobre os investimentos, quando a
- 52:49gente pensa em investimento, em investimento financeiro, pra ter
- 52:53dividendos financeiros. Mas e os dividendos de
- 52:57experiência de vida, né? A gente precisa de investir
- 53:01nosso tempo de vida, que se transforma em dinheiro para ter
- 53:04dividendos de experiência de vida.
- 53:07Bruno cara, excelente, excelente mesmo.
- 53:10Adorei esse bate-papo contigo, bastante dinâmico, pessoal,
- 53:15espero que vocês gostem. Nós tratamos aqui do tema
- 53:18central de nutrição de fêmeas com Bruno, que é um grande
- 53:21especialista reconhecido globalmente.
- 53:23A gente tratou dos desafios das fêmeas, né?
- 53:27Mas trouxemos aqui o Bruno trouxe é é direções de soluções
- 53:31baseado em nutrição funcional, principalmente nutrição de
- 53:34precisão, falamos de vitamina D, falando das fibras, tratando do
- 53:38assunto de imunidade, microbiota.
- 53:41Mas uma mensagem importante que eu acho que o Bruno deixou aqui
- 53:44é a gente manter, estar atento a visão holística do sistema, né?
- 53:49Não adianta ter, nós não vamos ter 11 aditivo ou um nutriente
- 53:53milagroso que vai resolver o problema.
- 53:55Então nós temos que estar atentos a equipe, o time como um
- 53:59todo. É lógico que um sistema tem os
- 54:01seus inputs e as tecnologias estão aí para isso, mas nós
- 54:04temos que fazer o dever de casa. Bruno, muito obrigado e espero
- 54:07que vocês gostem. Não eu que agradeço.
- 54:10É um prazer estar com vocês aqui hoje.
- 54:12É e bom. E a gente está aqui na UFMG
- 54:14precisando de qualquer coisa. A gente está à disposição.
- 54:16É sempre um prazer poder colaborar e poder ajudar.
- 54:21Lembrando mais uma vez, parabéns aí por tudo que você está
- 54:23fazendo, cara. Não, obrigado, agradeço.
- 54:28Até a próxima, pessoal.