Latest / Café com Dungeon / Centro de Interface #0105
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- 0:00Acho que todo mundo lembra do momento em que se deu conta que
- 0:03dá para mestrar RPG para além do que os olhos dos personagens dos
- 0:08jogadores enxergam. Sabe aquele mestre que começa a
- 0:12falar, bom, então a câmera está situada lá em cima, como se
- 0:16fosse uma câmera de segurança no castelo.
- 0:19E dali de cima você vê um ambiente, o seu guerreiro
- 0:22andando pelos corredores escuros, mas em volta, pequenas
- 0:26formas de vida ali se mexendo. Sabe, ele está dizendo aquilo
- 0:31mesmo que o personagem não esteja vendo necessariamente
- 0:34aquilo. Mas muitas vezes ele usa esse
- 0:36recurso pra trazer. É algum tipo de de criticine ou
- 0:41de, sei lá, algum suspense pra cena.
- 0:43Aquilo ali, muitas vezes é só 11 jeito de dar cor pro jogo, né?
- 0:49Outras formas que tem que eu lembro também é quando você de
- 0:52repente faz um corte, né? Você pega ali.
- 0:55O personagem jogador você fala, corta e muda a cena, você vai
- 0:59pra pra cena que às vezes aconteceu no passado, ou você
- 1:03pega e leva, né? Oo próprio personagem ali pra
- 1:06uma cena no futuro e pergunta pro jogador, e o que aconteceu
- 1:09nesse meio tempo pra você chegar até aqui?
- 1:11Sei lá, tem umas brincadeiras que a gente começa a fazer e que
- 1:14a gente muitas vezes se encanta com isso.
- 1:16A gente olha e fala, cara, que legal, eu consigo brincar com a
- 1:18linearidade do jogo, eu consigo brincar com ponto de vista, eu
- 1:22consigo sair. Dessa interface tão careta que
- 1:25às vezes parece ser a interface a partir somente do olho e dos
- 1:31sentidos dos personagens, dos jogadores.
- 1:34É, eu lembro que eu ouvi muito disso em stream principalmente,
- 1:38né? Parece que os mestres de stream
- 1:40é visando ali o que sei lá, o que a gente pode chamar de
- 1:43repente de quarta agenda, né? De divertir o pessoal fora da
- 1:47mesa que é jogar pra pensando no que pode ser mais divertido pra
- 1:52quem tá assistindo. Né?
- 1:54Traz muito desse tipo de recurso, faz flashback, faz um
- 1:57training com câmera, descreve as coisas ali com, sei lá como se
- 2:02fosse uma tomada de cinema, né? Isso me parece uma coisa muito
- 2:05interessante, porque vai misturando mídias por outro
- 2:08lado, né? Eu sou eu, sou meio.
- 2:10É nesse momento, né? Dentro da pesquisa que eu tenho
- 2:12feito com a partir de de RPG clássico, eu me deixo um pouco
- 2:16de lado disso, porque eu gosto de explorar o RPG como a mídia.
- 2:20É como uma mídia autônoma, né? Então eu não vejo problema em
- 2:23misturar mídias, mas de certa forma, eu gosto de entender onde
- 2:27o RPG fala por si só, sem precisar de outras mídias ou sem
- 2:31se infiltrar por outras mídias, né?
- 2:34Então eu acho que é interessante a gente explorar esse tipo de
- 2:37coisa, mas no momento não é o que vinha explorando.
- 2:39Mas olhando, por exemplo, uma das grandes influências que eu
- 2:43tenho em em em termos de provocação, né?
- 2:46Não em termos de respostas, mas em termos de provocação.
- 2:49Esse é o trabalho do room adords, né?
- 2:51Que é o cara que criou AGNS, essa teoria do gamismo, né?
- 2:54Ativismo simulacionismo eu fiz um episódio recentemente falando
- 2:58das extensas como ele, ele pregou Na Na teoria da GNS na
- 3:03parte 3, lá, que é o lado b da teoria da GNS que pouca gente
- 3:06conhece, ou pelo menos pouca gente cita, né?
- 3:09E que fala de de um pouco de interface, né?
- 3:12De do ponto de vista que a gente tá usando para jogar e também do
- 3:17poder criativo em torno disso. E normalmente ele desatrela.
- 3:23Ele traz algumas possibilidades da gente desatrelar a interface
- 3:26do olho, do personagem, do jogador.
- 3:28Não somente da gente conhecer o que tem em volta, mas também de
- 3:30criar o que tem em volta, né? E analisar a interface não é uma
- 3:36coisa simples, porque isso se liga intimamente, como eu falei,
- 3:40sobre a gestão, com a gestão de informação que se faz sobre o
- 3:43jogo e sobre o poder de criar e diferentes controles, como por
- 3:47exemplo, o controle ficcional. Ou até um controle um pouco mais
- 3:51amplo, que é o controle narrativo, né?
- 3:52Que é justamente o controle ficcional.
- 3:55É feito com vários pontos de ficção que você vai botar em
- 4:00perspectiva, né? E isso se relaciona também muito
- 4:03com a mídia, a mídia, no caso do RPG especificamente, sendo o
- 4:07diálogo a conversa, né? Ficcional, a conversa criativa.
- 4:11E quando a gente fala em interface, a gente pode analisar
- 4:15a interface de muitas formas. Tem muitas interfaces possíveis
- 4:20de sinalizar dentro da RPG, porque muitas coisas vão se
- 4:23conectar, se sobreporem vários sistemas, né?
- 4:26E eu não tô falando necessariamente do sistema de
- 4:27jogo, mas sistemas vão se sobrepor ali, como, por exemplo,
- 4:31o sistema social e o sistema lúdico, né?
- 4:34A gente pode analisar de várias formas, é, mas me parece que a
- 4:39gente pode falar, né, que é definir aqui que interface é o
- 4:44espaço físicológico. É, ou seja, um espaço que existe
- 4:49ali que a gente consegue observar ele ou um espaço
- 4:51lógico. Uma razão, né?
- 4:53Comum a 2 sistemas diferentes e que faz parte, ao mesmo tempo,
- 4:59de um e de outro, criando assim uma comunicação entre ambos.
- 5:03Isso é uma interface. Vou te dar um exemplo, né?
- 5:05A gente tem ali o sistema do computador rodando 11 banco de
- 5:09dados ou rodando é, sei lá, 11 sistema de cadastro, por
- 5:13exemplo. E a gente tem o sistema, eu,
- 5:15humano, ser humano na sociedade aqui usando o computador, quando
- 5:20eu pego meu mouse, né? E eu permito que um clique
- 5:23acesse determinada informação ali dentro daquele sistema é que
- 5:27tá tá rodando no computador. Eu tô criando uma interface, né?
- 5:31A tela que me permite ver exatamente onde eu tô clicando
- 5:34isso tudo é uma interface do usuário, eu?
- 5:38Né? Pessoa com o sistema interno ali
- 5:40do computador é EE. Esse mouse, né?
- 5:43Ele faz mais ao mesmo tempo, parte das minhas funções
- 5:46mecânicas e também do sistema que está reconhecendo, né?
- 5:49Essa minha, essa minha ação. Isso permite uma comunicação
- 5:52entre esses 2 sistemas, né? E a gente pode utilizar
- 5:56obviamente diversas lentes para analisar isso entre diversos
- 5:59sistemas possíveis, né? Sei lá o nosso sistema de de
- 6:03saúde pessoal aqui, como ser humano e sei lá o ambiente, a
- 6:07gente pode pensar em vários, várias interfaces possíveis aqui
- 6:12mesmo. Parece que falando de RPG, né?
- 6:14OA gente, tem um sistema que eu acho que é o principal.
- 6:17Ali é o é o é o é a interface que existe entre o sistema
- 6:21participante, no caso, jogador e mestre.
- 6:24E o sistema mundo simulado, né? Que é esse esse repertório que a
- 6:28gente vai construindo durante o jogo, né?
- 6:31E que faz parte da mídia que a nossa conversa ficcional
- 6:35constrói. Então é, é acaba sendo essa
- 6:38parte que vai se sedimentando ali, que a gente vai entendendo
- 6:41como o mundo, essa interface entre esse mundo simulado, né,
- 6:44esse esse repertório ficcional. E o sistema participante é uma
- 6:50interface muito rica e muito interessante, muito profunda.
- 6:53E tem muitos aspectos a serem analisados ali, muitas variações
- 6:57de jogo para jogo. Em jogos tradicionais, a coisa
- 7:00parece mais quadrada, né? Como eu falei, a gente só
- 7:02consegue é analisar o jogo, ver esse mundo ficcional,
- 7:07experimentar esse mundo ficcional ou mesmo construir
- 7:10esse repertório nos jogos tradicionais, quando a gente
- 7:14passa pela interface entre o jogador e o mundo de aventuras,
- 7:18que é o seu próprio personagem e os seus sentidos.
- 7:21Mas a gente não sai muito disso. Mas a gente vê que tem muitas
- 7:25iniciativas que começam a quebrar esse tipo de coisa, como
- 7:27por exemplo, a CUT sim, né, que o meu mestre começa a descrever
- 7:31uma coisa que nem o nem o personagem do jogador tá vendo,
- 7:34né? Mas ele escreve pros jogadores,
- 7:36ele de repente começa a falar sobre sei lá o que, Oo vilão,
- 7:40né? Ele descreve lá o vilão que é um
- 7:42homem caveira, o homem caveira tá com um cutelo na mão, tirando
- 7:46o escalpo de alguém que acabou de morrer e que tá banhando a
- 7:50sala de sangue. Ele fala isso de repente.
- 7:53Meu personagem não está presenciando isso, o personagem
- 7:55ninguém está presenciando isso. A gente não sabe o espaço onde
- 7:58isso está ocorrendo exatamente, a gente não sabe o tempo onde
- 8:01isso está ocorrendo exatamente, mas é uma informação que O
- 8:04Mestre está jogando na mesa ali e aquilo ali é uma interface,
- 8:08né? Mas é uma interface diferente, é
- 8:09uma interface que não passa pelos sentidos do personagem,
- 8:13dos personagens, dos jogadores. E a gente vê brincadeiras em
- 8:17relação a isso. A gente vê essa questão do
- 8:18framing, né? Do mestre poder de repente pegar
- 8:21e mudar a cena, mudar o escopo da cena, mudar o local.
- 8:25Jogadores eventualmente também. A gente vê jogos explorando
- 8:28isso, mas tem muitas coisas a sinalizar em torno disso, né?
- 8:31EE, como eu falei, o room Edwards estudou e isso provocou,
- 8:35e eu venho trazendo bastante isso para os estudos joil
- 8:38fantasy, então tem muita coisa vindo aí a respeito.
- 8:42E eu acho que no caso, a gente pode ver que mesmo nos jogos
- 8:47tradicionais, quando a gente começa a investigar, a gente vê
- 8:50que tem muito mais coisa vindo através dessa análise de
- 8:53interação, do que parece. E no caso eu vou utilizar a
- 8:57lente do your fantasy para de repente quebrar junto com vocês
- 9:01alguns sensus comuns aqui no episódio bem reflexivo, vamos
- 9:05refletir um pouquinho sobre interface central de jogo.
- 9:09Vamos lá, tem café? Café com quê?
- 9:24Bom dia, amigos do café com danjo.
- 9:26Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 9:29favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 9:32Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café é a interface perfeita
- 9:37entre o sistema eu com o mundo. De sublimes sabores e sensações.
- 9:43E essa interface é o café ovelha negra, como não podia deixar de
- 9:47ser, com seus grãos pulinhos sem as as impurezas da indústria.
- 9:51Qualidade de vida para você moer em casa ou para você pedir moído
- 9:54já, se você quiser, mas eu recomendo moer, então você vai
- 9:57moer, vai subir aquele cheirinho delicioso pela manhã.
- 10:00Você bota água ali para escaldar e cara.
- 10:04Qualidade de vida real, viu? Muito gostoso.
- 10:06Então você vai lá no site ovelha ponto café e utiliza o cupom CCD
- 10:11que você vai poder pedir 11 café ovelha negra pra você.
- 10:15Mais barato é o cupom dos ouvintes CCD.
- 10:18Se você for um assinante aí tem o cupom melhores progressivos de
- 10:21acordo com seu livro de apoio. Então apoia a gente lá em apoia
- 10:24ponto EC barra café com d'anjo e aí você tem vários benefícios,
- 10:28aí recebe conteúdo extra, participa do grupo de Telegram,
- 10:31muito legal. Tem outros sorteios de de
- 10:34material dos nossos parceiros também, outros cupons.
- 10:37Então cara, é só Vitória. Bora lá, ovelha, ponto café.
- 10:43Bom, vamos fazer a leitura da enquete aqui do último episódio,
- 10:46que foi o RPG Do Nada com o critical recards, que é um up,
- 10:51né? De rolagem de dado e de cartas
- 10:53aí que a Ana chermak e a Isa trouxeram.
- 10:55Denunciaram aqui é um app interessantíssimo, né, que
- 10:58permite a gente jogar, inclusive RPG Do Nada.
- 11:00É só sacar o celular e ter ali acesso ao material para jogar.
- 11:04E aí a galera comentou aqui o Marcos Gonçalves, grande
- 11:07Marquinhos. Ele falou o meu mais Do Nada.
- 11:10Foi uma festa de família em casa, em que meus primos queriam
- 11:13conhecer RPG e eu puxei os livros e dados com uma aventura
- 11:17feita 100% no improviso. Um dos 3 joga comigo até hoje.
- 11:22Muito bom Marquinhos passando a palavra do RPG aí pra galera,
- 11:25né? Eu já tive um momento de chegar
- 11:26em festa que a galera falou pô, mestra pra gente tal.
- 11:30Eu peguei minha mochila, enchi de livro, botei dado ali e tal.
- 11:33Cheguei Na Na casa lá que eles me indicaram que eu que a galera
- 11:36queria jogar, meus amigos estavam lá, mas tinha um Monte
- 11:39de gente ali no tipo uma festinha, galera bebendo, já
- 11:43curtindo, uma ouvindo um som. Eu cheguei ali com a mochila
- 11:47cheia de livro dado. Né, pô, eu falei, cara, quer
- 11:50saber? Aqui tem azeite social, a gente
- 11:52sabe que é que RPG é bom ter azeite, azeite social, mas eu
- 11:55acho que ali tinha azeite social demais.
- 11:57Aí eu abri uma cerveja e fiquei de boa também, não IA mestrar,
- 12:00né? Eu fiquei pensando, depois a
- 12:02galera ali, pô, numa Vibe ali eu chego e falo e oi, pessoal,
- 12:06todos preparados para uma aventura?
- 12:09Não, eu estou fora, é, mas é legal, é sempre legal a gente
- 12:12poder estar preparado para mestrar, né, cara?
- 12:14Tem ocasiões assim que pedem de fato, e normalmente são ocasiões
- 12:18ótimas para trazer gente nova para o hobby.
- 12:20Muito bom Marquinhos, é, e o Fernando Raposo falou, oi, traga
- 12:23mais diás mágica ou suas histórias de você jogando as
- 12:26mágica pra já, camarada. Valeu, um abraço, vamos lá pro
- 12:30episódio. É, cara, foi a gente que
- 12:37resolveu isso aí, tô te falando. A gente saiu da frasquenta,
- 12:40certo? E aí o Rio da viúva, aquele Rio
- 12:44grandão, ele tava seco, só tinha lama e um fiozinho de água, céu
- 12:48tava esquisitaço aquela tempestade girando lá no alto,
- 12:52sugando tudo todo mundo achava que era o fim do mundo é árvore,
- 12:57passarinho, até a luz do Sol parecer ser puxado lá pra dentro
- 13:01tava escuro de dia, pra ter uma ideia, a gente decidiu subir o
- 13:05Rio na direção daquela muralha. Tem lá no final, afinal.
- 13:09Já parecia que era o fim do mundo, então era melhor morrer
- 13:11se divertindo, não é verdade? E a gente seguiu, seguiu viagem,
- 13:15levamos dias, comida, foi acabando, até que a gente deu de
- 13:19cara com essa Montanha, eles chamam de Montanha docarina e
- 13:23tinha uma caverna na base, caverna grandona Funda, soprando
- 13:29um vento muito forte lá pra dentro, tudo era puxado lá pra
- 13:31dentro, o Rio seco tava indo pra lá, os animais estavam indo pra
- 13:36lá também. Quase levou o bigode junto.
- 13:39E aí, sei lá porque, me veio na cabeça uma música, uma música
- 13:44que eu tinha escutado na frascrita uns dias antes.
- 13:47Comecei a cantar assim, meio que no extinto cara, de repente o
- 13:51vento parou, parou mesmo. Silêncio, aquele silêncio que
- 13:55chega a ser pesado, sabe? Eu e meus amigos nos olhamos.
- 13:59E a gente entrou, cara, entrou para resolver isso de vez.
- 14:02E o que tinha lá dentro? Eu só te conto se tu vier mais
- 14:05uma caneca para cá e traz com espuma, Hein?
- 14:13Esse tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 14:19de beergotten. Se você quiser explorar
- 14:21aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 14:25grupo. Siga o link lá no descritivo do
- 14:28episódio e jogue Beer goden com a gente.
- 14:57Interface, né? De novo eu vou conceituar aqui.
- 15:00Interface, claro, é um conceito meio mandato que eu tô trazendo
- 15:03aqui você vai ver que ele tem eco em muitas definições de
- 15:06interface que você vai encontrar por aí.
- 15:08Interface é o espaço físicológico, né?
- 15:11Ou seja, um espaço que você consegue ver, pegar, enxergar
- 15:13ali existe Na Na vida real ou ou lógico, uma abstração, uma
- 15:18razão, né? É comum.
- 15:20Há 2 sistemas que faz parte ao mesmo tempo, de um e de outro, e
- 15:25que cria assim 11 comunicação entre ambos.
- 15:28Eu já dei alguns exemplos aqui de interface, né?
- 15:31É, mas de forma geral, acho que é legal a gente começar por aí.
- 15:34Se você tem uma definição diferente de interface, eu peço
- 15:36que use a minha, pelo menos pra tentar entender o que eu tô
- 15:38falando aqui, beleza? E bom, vamos lá, vamos, vamos
- 15:42começar a falar de interface. Quando a gente pegou ali OOO
- 15:46episódio que eu citei, né? O episódio de extensos da GNSE
- 15:50do Ron exel? Eu Acredito que o que ele
- 15:52estivesse estudando ali fosse justamente interface.
- 15:56Por quê? Porque a gente está vendo aqui,
- 15:57no caso. O que eu acho que é a principal
- 16:00interface que a gente tem no RPG, que é essa interface entre
- 16:04o sistema participante e o sistema mundo simulado, né?
- 16:08Esse mundo de aventuras que é esse repertório em construção,
- 16:11que tem uma coerência, um sentimento de realidade que a
- 16:13gente encara ali como verossimelhança, que a gente
- 16:16encara como mundo, né? Então, esse mundo simulado e o
- 16:19os jogadores, eles são 2 sistemas que precisam se
- 16:21comunicar e eles se comunicam de várias maneiras, né?
- 16:24Eu acho que 111 interface que a gente consegue perceber muito
- 16:28claramente. É o personagem dos jogadores no
- 16:30RPG tradicional em outros RP. GS, aí a gente pode botar, sei
- 16:34lá, este corpo mortal, por exemplo, tem outras interfaces
- 16:38que a gente pode analisar, como por exemplo, uma interface
- 16:41mecânica que existe ali de fichas, em que você vai de
- 16:45repente gastar fichas e aquilo vai permitir que você crie
- 16:47determinados elementos de jogo, ou amplie ou diminua alguns
- 16:51escopos de de personagem, poderes e coisas assim, e aquilo
- 16:56ali. É, é uma interface que não passa
- 16:58necessariamente pelo personagem, né?
- 17:00É você ali, com a sua vontade, atuando diretamente sobre a
- 17:03realidade daquele mundo, né? E tudo mais, sem passar
- 17:06necessariamente por esse canal que a gente vê no RPG
- 17:09tradicional, que são os sentidos dos personagens, dos jogadores.
- 17:13Então acho que tem muita investigação interessante em
- 17:16torno disso. E aí nesse caso, eu queria
- 17:18trazer essa ideia de ponto de interface.
- 17:21Porque no caso, a gente precisa construir alguma interface entre
- 17:25esse mundo de aventuras, entre esse mundo aberto, né?
- 17:28Esse mundo, lógico, sei lá que a gente pode dizer que é Oo mundo
- 17:31simulado dentro do RPG, essa realidade simulada e as decisões
- 17:36dos jogadores a as vontades dos jogadores e tudo mais.
- 17:40Se a gente olhar, né? Dentro do que o Ron adwards traz
- 17:45com as extenses da GNS, né? Como eu falei, a gente tem a
- 17:48extense do ator. Do diretor e a do EEA, do autor,
- 17:54né? Que são que são posturas, por
- 17:57assim dizer, como ele, nas palavras dele, são posturas
- 18:00diferentes entre si. A gente pode ver que me parece
- 18:03que o que a gente está analisando muito ali naquele
- 18:06naquele artigo junto com o Ron Edwards, é o ponto de interface,
- 18:10né? É onde está acontecendo essa
- 18:13interface. E aí, como eu falei, né?
- 18:15Este corpo mortal, por exemplo, é um jogo que amplia bastante
- 18:18isso. O room advers provavelmente
- 18:19chamaria essa extensa, essa extensa, essa postura do do este
- 18:24corpo mortal de directores tens, né?
- 18:27Que você tem acesso ali às informações do mundo do entorno
- 18:31todo. Você decide as coisas muito
- 18:34claro, levando em conta o seu personagem também, mas você pode
- 18:37decidir diretamente aspectos do mundo simplesmente por uma por
- 18:41uma, pelas mecânicas do jogo ali.
- 18:44Por exemplo, pelas decisões que se toma em relação a mecânica é
- 18:47que cria, é que cria dinâmicas de jogo muito interessantes e
- 18:51tal, mas que não passa necessariamente pelo ponto de
- 18:53interface, que é o jogador. Onde estaria esse ponto de
- 18:55interface, né? Acho que esse ponto de interface
- 18:58muitas vezes é feito pela mecânica ali mesmo, né?
- 19:00Você vai gastar determinados pontos é essa, essa.
- 19:04Essas possibilidades mecânicas constroem um espaço dinâmico no
- 19:07qual a gente toma decisões. E ali, dentro dessas decisões, a
- 19:11gente está usando uma interface realmente mecânica, né?
- 19:14É uma mecânica que impacta o mundo ficcional e que impacta
- 19:18também o sistema jogador, porque, afinal de contas, você
- 19:21pode tomar decisões a partir delas.
- 19:23Então é é uma interface diferente.
- 19:25Já o ponto de interface que a gente tem ali No No jogo
- 19:29tradicional é, seria mais ou menos o que o room webers chama
- 19:32de actor stensing que Oo jogador ele está tomando decisões de
- 19:36acordo com o. O que ele com que o personagem
- 19:39dele conhece, né? Com que o personagem dele sabe?
- 19:42EE, ele só pode tomar é decisões de poder, de de determinar
- 19:47coisas através também do seu personagem.
- 19:49Então ele só pode agir através do seu personagem.
- 19:51Ele não pode agir naquele mundo, impactar aquele mundo de outra
- 19:55forma, ele não pode, né? Segundo ali, o que o Ron Edward
- 19:58traz análise dele, ele não pode chegar e determinar que tem um,
- 20:02tem um, sei lá que tem um parente dele dentro do castelo
- 20:06que ele quer invadir. Mas isso é uma coisa que eu
- 20:09ponho bastante em discussão, porque a gente, no caso aqui é
- 20:13tá falando de efeitos que a gente vai ver dentro do jogo a
- 20:17partir dessa variação, desse, desse ponto de interação que a
- 20:21gente tem, né? Então, quando a gente tem um
- 20:24jogador que sabe de elementos do mundo fora do seu personagem.
- 20:28De um jeito, de outro, mesmo que a gente não, a princípio não dê
- 20:31poder para o jogador determinar certas coisas.
- 20:33Somente o conhecimento de coisas para além do seu personagem já
- 20:36dá ao jogador poderes por si só. E ele vai tomar decisões com o
- 20:40seu personagem e levando em conta coisas que o seu
- 20:43personagem não sabe, né? É.
- 20:45Então acho que isso tudo ali está descrito ali dentro da das
- 20:48divisões que o ronware dos faz. Mas eu não concordo muito
- 20:51exatamente com os poderes que ele cria a partir disso, porque
- 20:55eu acho que. Nesse caso, ele não leva em
- 20:58conta, por exemplo, algumas questões de interface que a
- 21:01gente sabe que não são exatamente daquela forma.
- 21:05Eu já até fiz essa crítica a respeito da noção de controle.
- 21:08É do modelo π, né? Que o Eduardo Caetano traz.
- 21:12Não pela construção que ele faz do modelo, mas pela leitura que
- 21:15ele faz a partir do modelo. Porque muitas vezes a gente vai
- 21:18olhar uma interação do jogador com o mundo ou do personagem.
- 21:22É, quer dizer, o do do mestre com o mundo.
- 21:25E a gente tem ideia de que o jogador, ele toma decisões
- 21:27somente em relação ao seu personagem.
- 21:29Ele só decide é os elementos do mundo, os elementos da ficção
- 21:34relativos a sua personagem, e O Mestre toma somente decisões
- 21:37relativas a npcs e mundo. Não é isso?
- 21:40Mas a gente sabe que o jogador quando pergunta se tem.
- 21:44Uma caneca de vidro em cima da mesa da Taverna e O Mestre fala
- 21:48que tem, porque é natural que tenha.
- 21:50O jogador, de certa forma, construiu a ficção, ele
- 21:53construiu o mundo, ele fez o Word building ali on the Sports,
- 21:56né? Naquele momento ali, e tudo bem,
- 21:59é uma coisa indireta, de certa forma, porque O Mestre poderia
- 22:02ter vetado meio que passa por um aval do mestre, mesmo que
- 22:05implícito, né? Mas de qualquer forma, o jogador
- 22:09cria também, né? Então eu não acredito que.
- 22:14Há uma relação tão clara direta da criação, né?
- 22:18Como o room Edwards coloca ou como aparece no modelo π, é da
- 22:21criação da ficção com a postura, né?
- 22:24Com a extense que o que o room edgers faz ou como poderia botar
- 22:28um ponto de interação que acontece.
- 22:30Então, na verdade, eu acho que essa questão de variar o ponto
- 22:34de vista, tem muitas questões envolvidas que a gente precisa
- 22:37analisar para além do que o room edgers trouxe, por exemplo.
- 22:40A gente vai variar o ponto de interação, beleza, a gente vai
- 22:43olhar agora a partir de uma outra ótica, a gente vai olhar
- 22:46esse, sei lá, esse combate aqui. Em vez da gente rodar esse
- 22:49teatro, no esse, esse combate, no teatro da mente, a gente vai
- 22:52rodar esse combate usando um mapa.
- 22:54Quem que decide isso é o jogador, é O Mestre, normalmente
- 22:57é O Mestre, mas e se de repente alguém chega e fala, não vamos,
- 23:01vamos, eu quero descrever, Oo jogador pega e fala, não, eu vou
- 23:04descrever de fora do castelo. Do pessoal ouvindo as
- 23:08barbaridades que meu personagem está fazendo, será que isso é
- 23:10possível? Vai variar de jogo para jogo, no
- 23:14day the clássico existe alguma coisa que impeça você de fazer
- 23:17isso e tem alguma coisa que impeça, por exemplo, O Mestre de
- 23:20fazer isso? Quem varia então, né?
- 23:22Quem toma decisão de variar esse ponto de interação e qual a
- 23:26Liberdade que você dá? O jogador pode, O Mestre pode,
- 23:29quem é que pode fazer isso é normalmente isso cai para o
- 23:32poder do mestre, normalmente o jogador ele fica confinado no
- 23:35seu personagem e O Mestre. Pode tomar essas decisões
- 23:39livremente, não tem nada que impeça, pelo menos pelo texto do
- 23:42livro, ali é também não tem nada que impeça o jogador.
- 23:45Mas de alguma forma parece, né, parece que é o jogo leva pra
- 23:50essa construção de poderes, né? Já que O Mestre, a princípio,
- 23:54controla o mundo e os npcs, o jogador já fica naturalmente
- 23:58mais enclausurado, ainda que não haja nenhuma.
- 24:01Nenhuma mecânica específica ou nenhum ponto é de regra ali que
- 24:05especifique muito claramente isso, então, em teoria, se não
- 24:08está especificado em mecânica, em regra é um pouco mais solto.
- 24:11E ainda tem essa questão do frame, como eu falei, pode, se
- 24:14você pegar alguns jogos que estimulam um pouco mais isso,
- 24:18né? Principalmente porque querem
- 24:19contar história, é querem construir ritmo.
- 24:23Você vai ver isso muito acontecendo, muito a partir do
- 24:25vampiro, né? E dali em diante no mundo do
- 24:28RPGs. A gente vai ver que tem muito
- 24:30essa ideia do framing, né? Do mestre fala não, vocês estão
- 24:33nessa cena agora, eu vou jogar vocês pra outra cena.
- 24:35Agora eu vou botar vocês numa cena em flashback e O Mestre vai
- 24:39recortando isso a livro de vontade, né?
- 24:41Isso é um poder muito forte, né, que a gente pode também analisar
- 24:45no episódio sobre controle narrativo recentemente também,
- 24:48que é uma outra elucubração que dialoga com isso tudo aqui.
- 24:52E aí nesse caso, eu fico perguntando.
- 24:55Como é que varia e quais efeitos de variados será que a gente
- 24:58consegue organizar isso é melhor do que de repente foi feito ali,
- 25:02nas na, na ideia de extensas da GNS, olha, eu acho que ali
- 25:07talvez o room Edwards tenha é pecado, talvez por querer
- 25:10construir um modelo geral disso, né?
- 25:13Eu. Gosto de ter uma abordagem um
- 25:16pouco mais, um pouco mais mais humilde.
- 25:18Assim, eu gosto de pegar uma lente e analisar determinado
- 25:21aspecto, determinada interação, determinada coisa específica,
- 25:24né? Então é, eu gostaria primeiro de
- 25:27analisar dentro do RPG clássico, né?
- 25:29Vamos pegar aqui não a partir de uma categoria geral de
- 25:33interação, mas vamos tentar entender a interatividade como é
- 25:36construída no RPG clássico? Como eu falei, no RPG clássico.
- 25:41Essa possibilidade de mudar os o ponto de interface do jogo, né?
- 25:46Se é pelos olhos do personagem do jogador, se é O Mestre
- 25:49colocando fazendo uma criticine, se é O Mestre descrevendo alguma
- 25:52coisa por outro ponto de vista, isso é desregulado.
- 25:56Você não tem mecânica, como eu falei, você não tem regra que
- 25:59estipule isso. Então esse poder criativo tende
- 26:02ao mestre por conta da divisão de papéis que naturalmente
- 26:06ocorre ali, né? De dizer.
- 26:08Claramente que O Mestre controla o mundo dos NPCSEO jogador
- 26:11controla o seu próprio personagem.
- 26:13Mas no fundo, o diálogo ficcional é criativo, né?
- 26:17É dentro desse jogo, como eu falei ali, né, a gente Oo
- 26:21jogador, e aí nesse caso aqui eu vou trazer 11.
- 26:23É alguns termos de owell fantasy que eu uso em owell fantasy.
- 26:27O jogador ele reivindica diretamente, ou seja, ele ele
- 26:32tem o poder de dizer. É com autonomia e diretamente
- 26:36coisas relativas sobre o personagem e o e O Mestre tem o
- 26:39poder de reivindicar diretamente coisas relativas ao mundo e aos
- 26:43npc. Isso a gente sabe.
- 26:45Porém, o tempo todo, reivindicações indiretas vão
- 26:49acontecer. Ou seja, os jogadores, através
- 26:51do mestre, né? Vão falar sobre as verdades do
- 26:53mundo. É, obviamente vão perguntar, né?
- 26:57Por exemplo, mestre, existe uma. É uma caneca de vidro, como eu
- 27:01falei, né? Existe uma caneca de vidro em
- 27:02cima da da mesa da Taverna. Às vezes ele quer fazer isso
- 27:06porque ele quer pegar essa caneca e dá na cabeça de de um
- 27:08personagem, sei lá, ou porque ele quer beber essa essa bebida
- 27:12aí sem pagar nada, né? Sobrou ali, eu vou beber.
- 27:16Às vezes vale a até a pena O Mestre perguntar por que que o
- 27:19jogador quer fazer isso e o e O Mestre falar, beleza, tá
- 27:21rolando, você pode, tem sim, tem ali em cima da mesa, o jogador
- 27:25vai e faz o que ele tem vontade de fazer, e pra fazer isso ele
- 27:29precisou construir ficção. Quando ele construiu ficção, ele
- 27:31fez isso de forma indireta, ele fez isso através, né, de um aval
- 27:35do mestre, a mesma coisa, o contrário, O Mestre pode
- 27:38construir alguma coisa a respeito do personagem, uma
- 27:41verdade do personagem, do jogador.
- 27:43Mas é óbvio, o jogador pode, em teoria, vetar, porque ele pode
- 27:45falar, não, O Mestre não foi nada disso que eu pensei pro meu
- 27:48personagem. Aí, nesse caso, você está
- 27:50invadindo meu espaço originário aqui, né?
- 27:52Então é, mas a gente sabe que AA ficção do jogo ela precisa
- 27:57enriquecer e que todo mundo vai enriquecer essa ficção de uma
- 28:00forma muito mais espontânea do que a gente pode botar em
- 28:03caixinhas dessa forma. Então, mesmo no RPG tradicional,
- 28:06a gente sabe que os jogadores vão fazer perguntas pro mestre,
- 28:09vão provocar O Mestre e O Mestre vai provocar os jogadores.
- 28:12De maneira que essa ficção vai ser criada mais livremente,
- 28:15ainda que a gente entenda, essas é reivindicações originárias,
- 28:19né? Dentro desse, dessa divisão de
- 28:22papéis que a gente costuma que a gente pode enxergar.
- 28:25E nesse caso é me parece que por mais que seja desregulado, né?
- 28:31A gente tende a manter a interface a partir do dos
- 28:35personagens, dos jogadores, ainda que O Mestre possa.
- 28:38Fazer diferente. E parece que nesse momento que a
- 28:41gente vê bastante stream, que a gente vê bastante mestre
- 28:45explorando possibilidades. A gente vê jogos diferentes,
- 28:47trazendo diferentes propostas. A gente vai ver é essa interface
- 28:51sendo quebrada, porque afinal de contas, ela é desregulada.
- 28:53Então O Mestre na no intuito de contar uma história melhor.
- 28:58É de direcionar os jogadores, ou de criar ritmo, ou de trazer
- 29:04diversão. Sei lá.
- 29:05Qualquer dessas responsabilidades que O Mestre
- 29:08moderno tem que aguentar no seu lombo é por conta do do senso
- 29:12comum, né? Me parece que ele muitas vezes
- 29:14vai lançar mão disso mesmo e vai fazer framing e vai fazer
- 29:18flashback e vai. Enfim, vai variar esse ponto de
- 29:22interação livremente. O jogador muito menos, né?
- 29:25De qualquer forma. Eu gostaria de analisar isso
- 29:28agora por um olhar de Joel fantasy, trazendo mais para a
- 29:31ofentase a questão das reivindicações do poder e do
- 29:35centro de de interação. Vamos lá?
- 29:42Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast
- 29:47premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e
- 29:51convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a
- 29:55comunidade do RPG. Aventureiros?
- 30:03Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 30:07parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 30:10enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 30:18pegue os dados. Apoia.se barra café com Dancing.
- 30:32Contamos com você. Bom, dentro da ofens, né?
- 30:49A gente tem essa ideia da reivindicação direta,
- 30:51reivindicação direta. Acho que isso já deu pra
- 30:53entender mais ou menos do que se trata, né?
- 30:55Mas a gente reconhece essa, essas reivindicações livres que
- 30:59acontecem durante o jogo. Inclusive as dos jogadores, né?
- 31:02Deles poderem dizer. É inclusive coisas para além do
- 31:06que o personagem está vendo ali. Num primeiro momento.
- 31:09É possível que isso aconteça, né?
- 31:12Só que a divisão natural, a divisão padrão dos papéis, ali
- 31:16diz que os jogadores, eles constroem a é coisas relativas a
- 31:20sua personagem e O Mestre, relativos a um mundo e um dos
- 31:23PCSA gente leva essa divisão tradicional de papéis, porque,
- 31:26afinal de contas, ó eu fentas, é um estilo criado.
- 31:29Sobre DED clássico, né? Então a gente mantém isso, só
- 31:32que a gente reconhece que é no diálogo criativo as coisas
- 31:36variam um pouco e resistem essas reivindicações indireta,
- 31:39indiretas para ambos os lados. Mas nesse caso, quando a gente
- 31:43fala do jogador, ele tá acostumado.
- 31:45Acho que é o costume natural do jogador tomar decisões, né?
- 31:49E construir coisas na ficção, trazer verdade da ficção
- 31:53passando, já que ele passa, né, pela interface primária.
- 31:57Dos sentidos, dos dos personagens que os jogadores
- 32:00controlam. Eles vão passar por um método
- 32:03criativo que passa por uma lógica indutiva, ou seja, do
- 32:07específico para o geral. O jogador sempre vai perguntar o
- 32:10que que ele está vendo a frente dele.
- 32:11De forma geral, é difícil que o jogador saia disso.
- 32:13O jogador fala não, eu vou abrir a porta, eu vou andar para
- 32:17dentro do castelo, eu vou levantar OOO, sei lá, vou
- 32:21levantar o tapete para ver o que tem embaixo, ou vou sair
- 32:24correndo é e vou tentar pegar um cavalo.
- 32:27Que tá longe. E essa interação, o jogador vai
- 32:30tomando muito a partir desse centro, desse ponto de interação
- 32:33do seu personagem. Então o método que que que ele
- 32:37vai criar é o método lógico, indutivo do específico pro
- 32:40geral. E com esse geral, o geral é o
- 32:43desafio de forma geral é o jogo de forma geral, é o mundo de
- 32:47forma geral, né? A narrativa de forma geral, sei
- 32:50lá, você pode botar todos esses, é esses, esses pensamentos mais
- 32:53amplos a respeito do jogo, o jogador, normalmente ele vale
- 32:55pelo pelo seu personagem, que é diferente do mestre.
- 32:58Muitas vezes O Mestre, normalmente ele está pensando
- 33:01não pelo olho do npc, né? Ou pelo é, sei lá, de repente
- 33:05ele não está vendo as coisas, sei lá como se ele tivesse
- 33:08posicionado, é sei lá da Taverna, como se ele tivesse
- 33:12olhando pela através da construção, né, que é Taverna,
- 33:15não é assim, normalmente O Mestre está pensando.
- 33:17Na, no ambiente geral, no desafio que ele vai empregar dos
- 33:21elementos da ficção, ele está tendo uma visão mais panorâmica
- 33:24das coisas, por assim dizer. Então, O Mestre, ele passa por
- 33:27um processo criativo, lógico, dedutivo, né?
- 33:30Que é do geral para o específico.
- 33:32E a partir disso ele vai trazendo os elementos que o
- 33:35jogador vai perguntando para ele.
- 33:36Ele vai concretizando ali a partir do do, do Panorama geral
- 33:40que ele tem na cabeça dele. É então quando rola essa
- 33:43confluência, né? Essa dialética criativa, o
- 33:46jogador tá vindo de um ponto de vista específico e O Mestre tá
- 33:49vindo de um ponto, de um ponto. É mais geral, né?
- 33:54E aí nesse, nesse, desse, dessa forma, né, desses processos
- 33:58lógicos, muitas vezes a gente vai ver que O Mestre, por ser
- 34:02desregulado, muitas vezes O Mestre vai provocar o jogador a
- 34:06fazer reivindicações que são diretas, ou seja.
- 34:11O Mestre vai delegar para o jogador a possibilidade dele
- 34:15fazer uma reivindicação que, em teoria, não é originária dele.
- 34:19Por exemplo, no day de moleque. No day de moleque, eu mesmo
- 34:22provoquei os jogadores a fazerem reivindicações de maneira
- 34:26direta, mas que no fundo eram indiretas.
- 34:29O exemplo prático é, os jogadores saíram da danjo.
- 34:32Quando eles saíram da danjo, eu falei, beleza, já me pegaram de
- 34:36calças curtas, porque eu não tenho nada preparado, então.
- 34:40O que que eu eu resolvi? Eu falei, cara, eu preciso
- 34:42trazer elementos para essa ficção, eu preciso trazer
- 34:45verdades para essa ficção. Eu sei que a ficção de forma
- 34:47geral é os jogadores atravessando um deserto,
- 34:50buscando uma cidade. Então é, eu vou perguntar para
- 34:55os jogadores ali algumas coisas para eles trazerem alguma
- 34:59Riqueza para essa ficção, porque de repente, em cima disso, eu
- 35:01construo algum desafio. Então eu fiz perguntas diretas,
- 35:04eu falei, que que vocês gostariam que tivesse que
- 35:06acontecesse no meio da viagem? Ou até falo assim.
- 35:09Que é uma técnica que eu aprendi no blog do Diogo Nogueira, né?
- 35:12Quando eu fazia parte do blog eu lia bastante ali.
- 35:15EE via essa técnica e eu passei a utilizar de vez em quando.
- 35:17E eu, a técnica é você fazer uma pergunta, como nessa viagem digo
- 35:21uma coisa boa que aconteceu. Agora nessa viagem digo uma
- 35:24coisa ruim que aconteceu. Os jogadores às vezes trazem.
- 35:28Esse tipo de coisa para o jogo, né?
- 35:30E aí os jogadores trouxeram uma caravana no meio do deserto,
- 35:33eles pararam ali em cima daquilo.
- 35:35Vim fazendo perguntas para eles, deixando que eles construíssem
- 35:39essa verdade da ficção naquele momento.
- 35:42E na primeira temporada do day da moleque, isso funcionou?
- 35:44Foi até ok, mas eu acho que, no caso, ali tem 11 ponto de
- 35:48melhora importante sobre isso, porque isso é uma coisa que eu
- 35:52vejo também em Dungeon road. A gente tem estimulado de forma
- 35:55geral esse interface do jogador através do olho do seu
- 35:57personagem. Os sentidos do seu personagem.
- 36:00E o jogador normalmente acaba buscando essa interação por esse
- 36:04canal, por esse ponto de interação.
- 36:08E aí, nesse caso, o jogador, ele tá acostumado com uma lógica de
- 36:12com uma lógica criativa, né, que passa ali pelo pelo, por um
- 36:16canal indutivo, ou seja, do específico pro geral, como eu
- 36:18falei, tá vendo do específico da ficção, do concreto, da ficção
- 36:22pro geral, pra como eu vou superar esse desafio?
- 36:24Como é que eu vou contar essa história?
- 36:26Depende do jogo. No Dungeon World, ele, de certa
- 36:30forma, ele muitas vezes estimula O Mestre a trazer de volta a
- 36:33pergunta, O Mestre pergunta, o jogador fala, eu quero é, eu
- 36:36quero encontrar uma Taverna, Oo mestre fala, mas como é a
- 36:40Taverna que você quer encontrar? Descreve.
- 36:43Essa Taverna pra gente. E aí, o que que o que que ele
- 36:46provoca? Assim como eu fiz no DD moleque,
- 36:48né? Essa pergunta que O Mestre
- 36:50devolve, não é? Nada difícil de pegar o jogador
- 36:55de calça curta e do jogador bloquear, dar uma tela azul, o
- 36:57jogador não saber o que ele escrever.
- 36:59Porque nesse momento você mudou a lógica de construção e a
- 37:04lógica de jogo pro jogador. Ele vai passar por uma
- 37:07construção, né? Uma criação não mais lógico,
- 37:11indutiva do específico pro geral, mas o contrário, dedutiva
- 37:15do geral pro específico. Nesse momento, o jogador vai
- 37:18parar e pensar, bom, onde é que eu tô, onde é que a gente tá,
- 37:21como é que essa cidade, como é que esse ambiente, quem são as
- 37:24pessoas que vivem ali, como é que seria essa Taverna?
- 37:26É mais falha nesse nesse ponto, a gente joga o jogador lá para
- 37:29cima, numa panorâmica. O jogador agora, agora vai ter
- 37:32que lidar com uma outra lógica, então é muito é, eu acho que é
- 37:35por isso que é natural que muitas vezes o jogador trave,
- 37:38pode ser que não aconteça e pode ser que o jogador ganhe traquejo
- 37:41nisso. Eu não acho que é um erro
- 37:43crasso, eu acho que é possível jogar dessa forma.
- 37:46Inclusive, em muitos momentos vai brilhar justamente nesse,
- 37:49nesse, nesses momentos assim. Mas e funcionou no dayd moleque
- 37:55de certa forma na primeira temporada, já na segunda
- 37:57temporada do dayd moleque EE, eu acho que bom, ela tá tá gravada,
- 38:01ela tá precisando editar, inclusive é bom dar esse sinal
- 38:04pra galera aí só tá precisando editar, mas tá com com bacinelo
- 38:07Pra Ele editar isso. Não sei como é que ele tá nesse
- 38:09momento. Eu vou até assuntar com ele
- 38:12isso, ver se a gente chega num, num, sei lá, de repente uma data
- 38:15ou algum plano pra resolver essa edição.
- 38:18Mas na segunda temporada dele de moleque, tem um spoiler aqui que
- 38:20eu uso novamente essa técnica. Eu tento provocar os jogadores e
- 38:25eles dão uma travada em certo momento ali, né?
- 38:27Eu acho que na primeira temporada aconteceu de uma forma
- 38:29mais natural e é natural que eu acho que tenha travado na
- 38:33segunda temporada nesse ponto, porque e aí eu senti, eles estão
- 38:36passando por um processo de construção lógico, dedutivo.
- 38:40Que contrasta muito com o que eles estavam fazendo antes, que
- 38:43era um processo mais indutivo do específico para o geral.
- 38:46Então, nesse caso eu vejo que é um problema quase de cerimônia
- 38:50ali, né? Porque porque a gente tá
- 38:52tratando, a gente tá levando o jogador a fazer uma
- 38:55reivindicação direta sobre uma coisa que ele estaria preparado
- 38:59para fazer de forma indireta, através de um ponto de interface
- 39:03que ele tá mais acostumado, que é o seu personagem e os sentidos
- 39:06do seu personagem. É, e aí essa mudança nessa é
- 39:10leva a gente AA ter que pensar as coisas por uma outra via é
- 39:14uma outra lógica, e isso é, é é mais facilmente quebra.
- 39:19A gente é um improviso de de muita dificuldade, porque porque
- 39:22você tem que mudar tua mentalidade naquele momento, né?
- 39:26E eu acho que ficar obrigando os jogadores a alternarem, no
- 39:30mínimo vai gerar um cansaço, uma fadiga, né, nesse ponto.
- 39:35E inclusive tira também o jogador desse seu centro de
- 39:38interface, ele meio que se perde, então é, fica uma coisa
- 39:41meio Gaspar Noé, né? Aquela câmera flanando pelo,
- 39:44pela cena, pelo ambiente e tal, a gente não sabe onde é que você
- 39:46tá, é trabalhando o seu centro de interação mais, né?
- 39:50E por isso eu queria trazer um pouco essa ideia do centro da
- 39:53interface, não mais o ponto de interface, mas o centro, ou
- 39:56seja, a gente começar a entender onde a gente pode estabelecer um
- 40:01ponto de interação. Mas de uma forma mais é.
- 40:05De uma forma mais mais estática, por assim dizer.
- 40:08De uma forma mais quadrada, talvez.
- 40:11Mas será que é quadrado mesmo? Vamos analisar agora.
- 40:20Estamos quase lá. A cidade infernal, as ruínas, o
- 40:25pé esquecida. Pelo menos quando?
- 40:28Chegarmos lá, as coisas devem ficar mais fáceis.
- 40:30É só a gente descobrir por. Essa fumaça verde tá saindo de
- 40:34lá, seu tolo. A nossa jornada malcoles lá
- 40:40dentro tem gente deformada, faminta, animais doentes,
- 40:45plantas mutantes. É a corrupção.
- 40:50É isso que tá vazando de lá. Vocês falam alto demais.
- 41:03Eu vou levar vocês até a cidade como Combinado, mas não tem
- 41:07volta. E lá dentro.
- 41:10Ah, lá. Dentro vocês vão conhecer o
- 41:12inferno, agora calem a boca e continuem seguindo.
- 41:24A cidade infernal é uma Mini mesa de RPG no mundo de
- 41:27robatunbas, mestrada por Daniel da rosa.
- 41:29Eu mesmo junte se a expedição segundas ou quintas no grupo do
- 41:33Telegram. Você vai encarar os horrores da
- 41:36corrupção ou vai deixar que ela devolve tudo?
- 41:52Olha. Eu sei que muita gente vai falar
- 41:54que é mais quadrado quando a gente só permite que o jogador,
- 41:57por exemplo, faça a interação do mundo através do seu personagem,
- 42:02né? Ele só pode interagir com o
- 42:04mundo através do seu personagem. Ele só pode criar nesse mundo se
- 42:07o seu personagem estiver vendo, né?
- 42:09Se ele puder fazer uma pergunta que passa pelos sentidos do seu
- 42:12personagem, por exemplo, mestre, eu vejo alguma a minha frente,
- 42:17né? Olhando os Campos, eu vejo
- 42:19alguma rocha que se destaca que eu possa subir.
- 42:23Né? Porque de repente está tendo uma
- 42:25infestação de, sei lá, de insetos.
- 42:27Ele de repente quer subir no lugar mais alto para poder fugir
- 42:30disso, olhar de cima. Então ele pergunta, mestre, tem
- 42:32algum Rochedo, alguma coisa assim, O Mestre vai, pô, pode
- 42:35dizer que sim. Quando ele fala que sim, o
- 42:37jogador criou, mas ele criou através de um ponto de interface
- 42:41do seu próprio personagem, né? Ele perguntou para O Mestre se
- 42:44ele vê. Alguma coisa assim.
- 42:47E por mais que seja uma vontade ali de criar, né, ele está
- 42:51criando esse mundo, né? Naquele, nesse momento,
- 42:54indiretamente. Ele fez isso pelo pelo que, pelo
- 42:58que o olho do seu personagem alcança, porque ele perguntou se
- 43:01ele vê, se ele enxerga, se ele tá, se ele vai olhar em volta,
- 43:04ele consegue ver isso. Podia até que é até ser que
- 43:08existisse alguma coisa assim, só que ele não tivesse vendo.
- 43:10E aí nesse caso, não importa, não é algo que será renderizado,
- 43:15né? Nesse mundo, nesse mundo de
- 43:16aventura, nesse momento é e pode ser que exista ou não nesse
- 43:20ponto, essa essa coisa que tá fora da visão do personagem
- 43:23jogador, ela é. É quântica, por assim dizer, né?
- 43:29Nada impede do jogador e do mestre combinarem, por exemplo.
- 43:32Olha lá longe tem. Ah, tem.
- 43:36A gente pode até combinar, deixar que o jogador clame, por
- 43:39isso que seja construído de qualquer forma, se a gente tomar
- 43:43como o centro da interface, a experiência do personagem só vai
- 43:48existir quando, de fato, o personagem.
- 43:50Presenciar aquilo, ou seja, quando a presença do personagem
- 43:54causar aquilo a ser renderizado em jogo, ou seja, aquilo a ser
- 43:59sacramentado, aquilo a ser reivindicado dentro do jogo, com
- 44:03um repertório, é lúdico, válido. E se você trabalha o ponto de
- 44:08interface no personagem do jogador e estabelece isso como
- 44:13um centro, ou seja, você não vai sair daí.
- 44:15Isso tem um efeito muito interessante que eu acho que
- 44:18ninguém se tocou muito até agora.
- 44:21Que é o seguinte, quando você estabelece que esse ponto de
- 44:24interação no personagem do jogador, ele é o centro de
- 44:27interação do jogo. E não, não sai daí, não flana.
- 44:32Daí não vai ser jogado por outro canto, não vai ser jogado por
- 44:35uma, por uma visão de cima, não vai ser jogado por uma câmera no
- 44:39chão, não vai ser colocado, enfim.
- 44:42Num flashback e com um framing diferente, ele é só pelo olho do
- 44:46personagem do jogador EE, obviamente sob controle do
- 44:50jogador, até O Mestre se vincula a isso.
- 44:53Isso é um efeito muito interessante da gente poder
- 44:56investigar e que é o que eu tenho investigado bastante com a
- 44:59ofense nesse momento. Por quê?
- 45:02Porque isso acaba vinculando também.
- 45:04Se a gente concordar dessa forma, isso acaba vinculando
- 45:07também O Mestre ao controle de interação do jogador.
- 45:11Ou seja, quem tá criando a interação básica de construção
- 45:16do mundo, renderização desse mundo e tudo mais é o jogador.
- 45:20Afinal de contas, se a gente vincula isso, por exemplo.
- 45:23A lei da mesa, né? Que é essa ideia de que só
- 45:26existem coisas. As verdades, né, só são
- 45:29construídas no mundo de acordo com a experiência do jogo.
- 45:34E nesse caso, aqui a experiência a gente botando no centro de
- 45:36interação do jogador, se a gente vincula essas ideias, em última
- 45:41análise, O Mestre também, ele fica, ele ele fica dependente da
- 45:45interface que o jogador é, de como o jogador vai é tocar essa
- 45:49interface. Então O Mestre pode ter
- 45:51construído. Nesse momento, nas suas
- 45:54anotações, uma imensa danjam dentro da Montanha, se o jogador
- 45:58ele ignora essa Montanha, ele vai para outro lado.
- 46:00O Mestre vai precisar renderizar outras coisas, né?
- 46:03E muita gente vai falar, Ah, mas isso é um problema, porque O
- 46:06Mestre, afinal de contas. Mas isso é uma outra questão.
- 46:08E Eu Acredito, inclusive, que é interessante que o jogo que a
- 46:12gente tá jogando e o estilo do jogo que a gente use, permita
- 46:16que o jogo que O Mestre, sem muita dor, consiga trabalhar.
- 46:20Com essa renderização e com essas verdades vindo à tona a
- 46:24partir da livre interação do jogador com o mundo de aventuras
- 46:28através do seu personagem. E que O Mestre não possa sair
- 46:30também desse centro de interação.
- 46:33E nesse caso, é bastante controle na mão do jogador,
- 46:36inclusive controle narrativo. Eu lembro quando eu fiz uma
- 46:40entrevista com o guilasp, né? O Greg guilasp aqui no café com
- 46:43Dungeon, que é o autor do arcaia e do rafel e outras mega dângeo.
- 46:49Muito interessante. E ele falou dessa questão do
- 46:52controle do controle narrativo do jogador, que se o jogador
- 46:57tiver fazendo gestão de riscos com seu personagem e em momento
- 47:00algum ele resolver correr riscos, ele não vai chamar O
- 47:03Mestre para para controlar a narrativa.
- 47:06Do ambiente eu falei, bom, mas O Mestre quer dizer o ambiente, a
- 47:09narrativa do jogo. Eu falei, mas O Mestre, ele pode
- 47:11trazer vários elementos de fora, ele pode, é, é ele, ele pode,
- 47:16sei lá, ele, ele pode mudar, né? O centro de interação, ele pode
- 47:19fazer um candicine, ele pode fazer várias coisas que ele pode
- 47:21criar para muito além da interação que o jogador tá tendo
- 47:24nesse momento. Mas se a gente trabalhar com a
- 47:27interface clássica, né, o ponto de interface clássico, o que
- 47:31acontece no jogo centrado, né? Ou seja, se inflanar sem sair.
- 47:36Do personagem, do jogador. De fato, o jogador consegue
- 47:39bastante criativo o controle criativo narrativo nesse ponto.
- 47:43Por quê? Porque ele tá vinculando o que
- 47:44acontece, a interação que ele mesmo causa no jogo, e aí O
- 47:49Mestre precisa utilizar, ele só precisa, ele só consegue decidir
- 47:52a partir dessa interação. Isso é muito legal, isso é muito
- 47:55interessante. Isso é algo muito pouco
- 47:57explorado, ou talvez não explorado, pelo que eu conheça.
- 48:00É nas, nas, nas investigações aí da usr ou dos jogos clássicos ou
- 48:05mesmo dos jogos modernos, né? Porque de forma geral, os jogos
- 48:09modernos, eles conseguem essa Liberdade, desamarrando o centro
- 48:12de interação, colocando esse centro de interação em outros
- 48:16lugares, possivelmente. Então a gente tem aqui uma
- 48:20configuração muito interessante. Né, do do tanto, do do ponto,
- 48:25né, central de interação quanto até de controles que a gente
- 48:29pode construir, inclusive o controle narrativo, né?
- 48:32E isso de certa forma é, é desafia um pouco ali até o que,
- 48:37o que, o que está colocado no modelo π lá que o Eduardo
- 48:39Caetano é, é, construiu o que eu costumo utilizar e referenciar,
- 48:43porque eu acho incrível ali aquela análise, mas eu acho que
- 48:46talvez tenha mais pontos, mais lentos para se trazer a partir
- 48:50desse desenho que se faz no modelo π, que eu vou deixar,
- 48:52inclusive. O artigo do Eduardo Caetano
- 48:54linkado no descritivo do episódio, porque de certa forma,
- 48:57O Mestre tá se a gente colocar né, o centro de interação do
- 49:01personagem jogador e não sair disso, até O Mestre tá vinculado
- 49:04a isso e nesse caso eu trago trazendo pra eu fico pensando em
- 49:09qual seria a cerimônia correta de jogo, ou seja, qual o
- 49:13procedimento de jogo, né? Correto, quando a gente tivesse
- 49:17trabalhando, por exemplo, a construção das verdades do
- 49:20mundo, as reivindicações. Uma coisa que acontece muito
- 49:23quando a gente começa a trabalhar o ofendas e os grupos
- 49:25começam a experimentar a possibilidade de fazer
- 49:28reivindicações sobre o mundo de aventura, né?
- 49:31Como por exemplo, é a gente coloca, olha, de forma geral,
- 49:36você pode, você pode fazer perguntas que provoquem O
- 49:39Mestre. Isso vai construir a realidade
- 49:41do mundo. O jogador muitas vezes encara
- 49:43isso como bom, eu posso livremente sair construindo
- 49:46elementos. Ficcionais do mundo.
- 49:48E isso acontece porque a gente não estabeleceu muito bem no
- 49:50estilo ainda essa construção do centro de interação do jogador.
- 49:56Eu lembro de uma live de perguntas e respostas que eu fiz
- 49:59pros assinantes do café, né? Do nível fentes e superiores.
- 50:02O Marquinhos participou e ele fez essa pergunta.
- 50:05Ele falou, cara, eu tava. Eu acho que a cena era mais ou
- 50:07menos essa, assim, a interação era mais ou menos essa.
- 50:11Ele tava com o personagem dele. É dentro de um furgão.
- 50:14Alguém tava andando em alta velocidade e tal, e ele resolveu
- 50:19reivindicar que os freios do furgão não tivessem funcionando
- 50:24ou alguma coisa. Assim que ele queria que o fogão
- 50:26batesse, ele pudesse sair livremente, de repente, do
- 50:29fogão, ou causar alguma situação que ele pudesse se ver livre.
- 50:32E o personagem, ele estava preso nos fundos do fogão, e aí ele
- 50:36falou, bom, por que não posso reivindicar isso?
- 50:38EE, naquele momento eu falei para ele, não, na verdade, você
- 50:41pode até perguntar para O Mestre, pode até provocar O
- 50:44Mestre e falar, mestre, esse é esses freios, aí eles estão, é,
- 50:48é, eles estão de repente corrompidos, eles não estão
- 50:53funcionando, e se eu fosse O Mestre, provavelmente eu IA
- 50:56perguntar, mas como é que você quer ver isso?
- 50:58Como é que você quer checar isso?
- 50:59Por quê? Porque eu estaria provocando.
- 51:01Ele a criar uma interação, né? É, é a partir do seu centro de
- 51:05interação com a sua personagem. Só que não tinha ainda analisado
- 51:08essa questão do do centro de interação a partir dos olhos do
- 51:11personagem e não tinha muito menos colocado isso de forma
- 51:15clara nas construções, nas construções de estilo Joel
- 51:18fantasy. E agora eu estou conseguindo
- 51:20colocar isso mais claramente, dizendo, você precisa.
- 51:23Construir uma interação do seu personagem com esse elemento,
- 51:27freios da van, pra que você possa de repente reivindicar
- 51:30isso. E aí pode ser até que O Mestre
- 51:32fale de fato é, os freios não estão funcionando.
- 51:35Se eu achar que isso é conveniente pro desafio que eu
- 51:37estou colocando, né? E de forma geral, vai ser.
- 51:40É interessante pro mestre construir canais de interação.
- 51:44É indireta pros jogadores, porque isso enriquece a ficção.
- 51:47Obviamente você vai tentar também recortar com risco, então
- 51:50você de repente fala, bom, a van de fato está sem freio, capotou
- 51:54e et cetera. Vamos ver OOO dano que isso pode
- 51:56causar em você. O risco pode ser que você aceite
- 51:59isso como mestre que você é, é que você permita essa
- 52:02reivindicação indireta por parte do jogador.
- 52:04Mas isso só acontece, né? Através dessa interface direta,
- 52:10né? Que acontece ali, centrada no
- 52:12personagem do jogador. E isso faz muita diferença.
- 52:15Por quê? Porque a gente passa a entender
- 52:17que se você mantém a interface criativa, ou seja, o jogador
- 52:23fazendo a reivindicação dele e sem necessariamente sair desse
- 52:28centro de interação no seu, no, no, nos, é nos sentidos do
- 52:33personagem. Que ele está controlando.
- 52:36Isso causa um efeito criativo muito interessante que você não
- 52:39leva o jogador a pensar do diferente, né?
- 52:43Nesse momento, a pensar do geral para o específico, ele continua
- 52:47criando do específico para o geral, você força o jogador.
- 52:51Quer dizer, você permite que o jogador ainda assim, crie
- 52:54indiretamente coisas sobre o cenário, verdade, sobre npcs,
- 52:58mas sem necessariamente que você jogue ele, que você provoque
- 53:01ele. Para vir dos do geral para o
- 53:04específico, ou seja, você não provoca que o jogador mude o
- 53:07processo lógico dele por um processo lógico dedutivo, você
- 53:10mantém ele num processo lógico indutivo, ou seja, do específico
- 53:15para o geral, e isso faz com que o jogador trave muito menos.
- 53:19Nesse caso, aqui a gente pode dizer que o que ó eu fantasy
- 53:23agora tem na sua próxima Fronteira é justamente
- 53:26investigar mais a fundo as boas práticas relativas a essa
- 53:30postura provocadora do mestre. Né?
- 53:33O Mestre provocando interações por parte do jogador que levem
- 53:37ele a pelo processo lógico, indutivo construir o mundo,
- 53:42construir as verdades do mundo, passando pelo esse centro de
- 53:45interação que é o seu jogador. Então o primeiro passo pra isso,
- 53:49né? E que eu vejo que o primeiro
- 53:50passo pra gente conseguir entender melhor essas boas
- 53:52práticas é justamente entender esse centro de interação, ou
- 53:56seja, o centro de interação nesse ponto.
- 54:00Interativo, que é o personagem do jogador.
- 54:02Isso valendo não somente para o jogador, mas também para O
- 54:05Mestre, o que é muito interessante.
- 54:07E isso realça inclusive esse. Qual o ponto de interação para
- 54:13lei da mesa também, porque, afinal de contas, a gente não
- 54:16vai, por meio de acordos, simplesmente que não passem por
- 54:20essa interação, determinar o que há no mundo.
- 54:23A gente ainda assim, vai precisar determinar no mundo
- 54:25somente o que for experienciado diretamente pelos jogadores.
- 54:28Se não é expectativa, é rumor, é reflexo, mas ainda não uma
- 54:33verdade. Essa verdade só vai passar a
- 54:35existir de fato. Quando aquilo ali foi, foi
- 54:38reivindicado e experienciado pelos personagens dos jogadores,
- 54:42o que é muito interessante e abre um espaço de jogo muito
- 54:46interessante e um espaço de teoria para a gente definir o
- 54:50que são boas práticas e experimentar essas boas práticas
- 54:53da postura provocadora do mestre, que se alterna com a
- 54:56postura do desafiante. Quando O Mestre já tem ali o
- 54:59desafio construído e ele vai simplesmente é reivindicando ali
- 55:02com mais de forma mais direta e o jogador reivindicamento.
- 55:06De forma geral, ali, porque ele respeita mais esse espaço do
- 55:11mestre, esse momento, ou pelo menos O Mestre é levado a ter
- 55:14mais coisas preparadas e que ele já tem vontade de colocar a
- 55:17mesa, ainda que a boa prática também seja provoque o jogador
- 55:20enriqueça a ficção o mais rápido possível, mas isso é um papo
- 55:24para outro episódio bom. Vamos encerrando aqui, né?
- 55:28Tem muita coisa para desenvolver a respeito dessa discussão de
- 55:31interação. Eu acho que é sempre empolgante
- 55:34quando a gente entende uma nova Fronteira do estilo e que a
- 55:37gente pode resolver e assentar muitas perguntas e muitas
- 55:41questões. É em torno disso, né?
- 55:44Acho que nem sempre as coisas. Funcionam do jeito que elas
- 55:48parecem, né? É, a gente tende a encarar essas
- 55:51interfaces do jogo clássico de uma como uma proposta careta.
- 55:55Mas se a gente parar para analisar mais a fundo, elas só
- 55:58são configurações diferentes. Elas não necessariamente
- 56:01constrangem os participantes, elas só colocam e organizam os
- 56:06poderes criativos de outra forma.
- 56:08E muitas vezes, essas limitações, elas são
- 56:10impulsionadoras da criatividade e eu acho isso muito
- 56:14interessante. Há muito poder.
- 56:17A gente manter o centro de interface no jogador, isso de
- 56:20certa forma vai empoderar o jogador também em relação ao
- 56:24mestre. E eu vejo isso com muita
- 56:26curiosidade e com muito entusiasmo, né?
- 56:28Então convido você a cair nessa reflexão comigo, comigo, né?
- 56:32Mesmo que o jogador não possa fazer uma reivindicação direta.
- 56:36Sobre o que não lhe cabe, né? Ele pode reivindicar
- 56:38indiretamente através dessa interface e também provocar O
- 56:42Mestre através através dessa interface, a renderizar as
- 56:45coisas sob a sua demanda e. Isso é muito legal.
- 56:49Então é isso. Eu vou deixar perguntas aqui
- 56:52para você responder na nossa enquete, você gosta de criar
- 56:55livremente o mundo como jogador ou você prefere criar o mundo
- 57:00indiretamente através dessa interface central do personagem?
- 57:04Como eu coloquei e responde aqui para mim, prefere livremente ou
- 57:07através da interface central? Cola aí na nossa enquete e
- 57:11comenta, o que que você achou do episódio de hoje?
- 57:13Beleza, é. No mais, eu vou lembrando aqui
- 57:16que eu vou deixar os links dos dos anúncios, né?
- 57:20No descritivo do episódio, então o link para você jogar beergotem
- 57:23com a gente e experimentar justamente esse tipo de coisa
- 57:27para você jogar cidade infernal aí com com o Daniel, com o
- 57:31Lucas, a galera aí do RPG do Jô e também da comunidade do café,
- 57:34né? Experimentando também ao air
- 57:35fantasy. É, eu vou deixar o link pra pro
- 57:38episódio de extenses, né? Na GNS em que eu comento é essas
- 57:4110 de extenses do Ron AdWords, vou deixar também o link pra
- 57:45própria GNS, né? O capítulo 3 da GNS, onde ele
- 57:48fala sobre isso e também o episódio sobre controle
- 57:50narrativo que eu vou deixar aqui também.
- 57:52Fora isso, eu vou deixar o link pro modelo π do Eduardo Caetano
- 57:55que eu vivo citando, que é um trabalho magnífico.
- 57:59E que eu adoro viajar em cima. É, no mais, lembrar que você
- 58:03pode se tornar assinante do café com dângel.
- 58:05Então, se você quer que a gente volte de repente a ter 5
- 58:08episódios semanais, você pode apoiar a gente é lá em apoia,
- 58:12ponto s barra, café com dângel e ajudar o projeto.
- 58:15E além disso, você recebe todos esses benefícios aí, como o
- 58:18grupo de Telegram para você trocar ideia, conteúdo extra.
- 58:22É desconto nos workshops do café?
- 58:24É. Você também recebe aí descontos
- 58:27dos nossos parceiros. Participa de sorteios, né?
- 58:30E tudo mais. Então, cara, cola aí com a gente
- 58:32é, se você tem uma empresa ou uma marca, que é ter um dia na
- 58:35semana no café com dângel, você pode financiar um episódio
- 58:38semanal aqui e fazer a Alegria da Marcia rpgista.
- 58:41Já pensou você oferecendo conteúdo de primeira para
- 58:44galeraentaoconsultaagenteaicafecomdanjo@gmail.com que a gente tem uma proposta
- 58:49especial para você? Você pode também consultar a
- 58:51gente sobre parcerias e anúncios.
- 58:53A gente trabalha é com marca de RPG, mas também com outros
- 58:56ramos, com cafés, jogos, alimentos, educação.
- 58:58Tecnologia, media, etc. Se você é um produtor de
- 59:02conteúdo, game designer independente, acadêmico ou funk
- 59:04e participar do nosso projeto de alguma forma, conta aí e que
- 59:07você tenha em mente, manda um e-mail lá pro café com danjo
- 59:10arroba gmailcom que a gente conta com você.
- 59:12No mais, queria agradecer aqui o pessoal que apoia o café com
- 59:16dângel que torna possível essa aventura.
- 59:18Então obrigado ao pessoal que apoia com o nível incentivo,
- 59:21incluindo aí o Denis Carvalho. Valeu, valeu demais.
- 59:24É o pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o Ian
- 59:27quer Lopes, o Rafael garotti e o Rogério Paiva de Lee Júnior.
- 59:31Valeu, galera, um salvo especial para os assinantes do nível RPG
- 59:34do Jô, dentre eles o. Pedro Borges, o Thiago da luz
- 59:38Gabriel, o Glauber catarino rocha, o Mateus coleto Vieira
- 59:42Silva e o Leo paixão. E um grande abraço aos membros
- 59:46do treinamento, ao e fenntasy e eles são Cleiton, o Daniel
- 59:49Haidar, o Leo gasparotto menini, o Marcos Gonçalves e o Vinícius
- 59:55Lourenço. E um imenso agradecimento ao
- 59:58nosso membro café com balby, meu grande amigo Thiago Augusto.
- 1:00:02Valeu thiagão. Um abraço e até a próxima,
- 1:00:05galera.