Latest / Decantando Ideias / Decantando Ideias #16: O décimo homem e a dissidência que salva
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- Olá! Que bom ter a sua companhia para a gente mergulhar fundo em mais uma ideia. Olá! Hoje a gente vai, bom, decantar umas reflexões do Alexandre de Sales, lá da coluna Decantando Ideias. Ele traz um conceito que, olha, parece ir contra o fluxo, né? A figura do décimo homem. Exato. É uma ideia bem interessante, especialmente hoje, que todo mundo quer agilidade, consenso rápido. E o Salles nos convida a parar e pensar. Será que essa unanimidade é sempre boa? Ele pega essa história do décimo homem, que parece ter vindo lá da inteligência israelense, né? Uma prática para evitar justamente, bom, desastres que nascem do tal do pensamento de grupo. Pensamento de grupo? A ideia é até simples, mas olha, é poderosa. Se tem nove pessoas concordando numa sala, a décima pessoa tem o dever de discordar, de procurar a falha. O dever? Nossa, mas isso não soa um pouco como, sei lá, criar problema de propósito? Tipo, ser o teimoso oficial? É, pode parecer, né? Mas a lógica que o Salis traz é bem diferente. Não é teimosia, sabe? É mais um mecanismo de segurança ético e estratégico, como ele coloca. Segurança? Como assim? O ponto não é o conflito por si só, é usar essa atenção para achar os pontos cegos, entende? É uma forma de lutar contra essa coisa do pensamento de grupo, aquela situação onde todo mundo concorda para manter a harmonia ou por medo de ir contra, e aí acabam tomando decisões ruins, às vezes péssimas. O décimo homem, então, ele força o grupo a olhar para o impensável, a defender o que ninguém quer. Para quê? Para testar se a ideia original é forte mesmo. Faz sentido. Olhando assim, a unanimidade pode até ser um sinal de alerta. Os Salles até citam os exemplos históricos disso, onde essa falta de alguém para discordar de forma lúcida foi, bom, trágica. Sim, exatamente. Ele menciona o Titanic, por exemplo. Uhum. Vários avisos sobre iceberg, né? Mas o clima era de tanta confiança. Ah, o navio não afunda. Que os avisos foram meio que deixados de lado. Pois é, faltou essa voz discordante com força para ser ouvida, né? Faltou. E ele também fala da crise do subprime, lá de 2008. Mesma coisa, de certa forma. Muitos sinais de que a bolha imobiliária ia estourar, os riscos dos derivativos. Mas o consenso era otimista, né? Mercados, bancos... E quem avisava era visto como pessimista, talvez? Provavelmente. O décimo homem teria essa função, né? De gritar cuidado, mesmo quando todo mundo acha que está tudo bem. É a embriaguez coletiva que o Salles fala. Entendi. Mas, tá, na prática, implementar isso deve ser um desafio e tanto, né? Como é que a gente diferencia essa discordância útil do décimo homem de alguém que está só sendo negativo ou obstruindo por outros motivos? Ah, sem dúvida, é um desafio enorme. Cultural, principalmente. E o Salles bate muito nessa tecla. Não é para ser pessimista à toa, nem para criar atrito por criar. O que importa mesmo é a intenção e o método por trás da discordância. Método? É. A discordância tem que ser fundamentada, sabe? Baseada em análise, buscando de verdade os pontos fracos da ideia principal. É o que o Salles chama de uma forma bem bonita, eu acho, amor estratégico. Amor estratégico, gostei disso. Explica mais. É a ideia de que você se importa tanto com o resultado, com o projeto, com a equipe, que você tenha coragem de apontar os riscos, mesmo que seja desconfortável, mesmo que você vá ser o chato da vez. É um cuidado. Tira do pessoal e coloca no estratégico, no cuidado com o todo. Exatamente. E existem até metodologias que tentam incorporar isso. O Sales mesmo desenvolveu um framework, o STRONG, que busca justamente criar processos para isso. Identificar risco, avaliar alternativa, trazer outras perspectivas antes de batar o martelo. Formalizar um pouco essa busca pela visão mais ampla. O foco, então, não é evitar errar a qualquer custo, mas sim ampliar a visão antes de decidir. Isso. Perfeito. O foco é ampliar a visão. Muito interessante. Então, a grande reflexão que o Salles nos deixa é essa, né? Sobre a gente cultivar a coragem, coragem individual, mas também organizacional das empresas, dos grupos, de conseguir sustentar a dúvida com dignidade. E de criar um ambiente onde perguntar, e se a gente estiver completamente errado? Seja bem-vindo, sabe? Que seja parte do jogo. É, faz todo sentido. Deixa a gente pensando. Fica então essa provocação final, né? Inspirada aí pelo Alexandre de Sales. Nos lugares que a gente frequenta, trabalho, família, amigos, como é que o dissenso é tratado? Tem espaço real para essa voz que discorda, mas com cuidado? Ou será que a busca pela harmonia, pela rapidez, acaba calando quem poderia nos salvar de um erro grande? Exato. É uma pergunta importante para a gente levar, que essa reflexão continue aí decantando, afinal, a jornada para tomar decisões melhores passa por aí, por aceitar a complexidade e a dúvida que constrói. Verdade. E lembrando, essas ideias super instigantes são do Alexandre de Sales, lá da coluna Decantando Ideias, no Substack. Vale muito a pena dar uma olhada para aprofundar. E continue com a gente aqui, explorando mais ideias a fundo.