Latest / BrunetCast / BRUNETCAST #311 - SÍNDROME DE DOWN: QUEBRANDO MITOS E CELEBRANDO VIDAS! | BRUNETCAST
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- 0:00E quando eu descobri, quando eu tive diagnóstico, é, eu sentei
- 0:03assim na frente do meu obstetra na época, e eu falei Pra Ele
- 0:08assim, e agora? E ele disse, não sei, eu tenho
- 0:14um Monte. Eu tenho 2 embriões aqui com
- 0:16síndrome de down e ninguém quer, mas se você quiser abortar no
- 0:21Brasil, é proibido. Mas eu sei lugares que abortam.
- 0:26E a partir disso. Eu peguei as minhas coisas e
- 0:29levantei e fui embora e eu pensei, quantas mães em situação
- 0:34de vulnerabilidade que encontram um médico desse para dar 1 hora
- 0:38da notícia dessa forma? Meu Deus.
- 0:51Sejam bem vindos. Mais um brunecast hoje,
- 0:54sexta-feira é um dia especial. Primeiro porque nós estamos
- 0:57fazendo uma edição especial hoje, porque hoje é o dia
- 1:01Internacional da síndrome de down e nós estamos aqui com
- 1:05participantes super especiais para a gente levar consciência,
- 1:08responsabilidade, informação, conhecimento para você.
- 1:11E tem mais, tem muita coisa que você precisa saber para se
- 1:15preparar para o futuro, para ajudar as pessoas, para você ser
- 1:19uma pessoa melhor a cada dia. Então é com muito prazer que
- 1:22hoje a gente está recebendo aqui Adriana Araújo, ela é
- 1:25empresária, é mãe da modelo e criadora de conteúdo Maju
- 1:27Araújo. A Maju está aqui com a gente,
- 1:30né? Ela é a primeira modelo com
- 1:31síndrome de down a desfilar nas passarelas do Brasil Fashion
- 1:34Week. Ela é é embaixadora de grandes
- 1:37marcas, como a loreal, Paris, como a Renner.
- 1:39Então a gente está muito feliz. É de recebê las aqui e também a
- 1:43Pamela Galvão, né, que é a mãe, a típica da Melissa.
- 1:47E ela utiliza as suas redes sociais pra compartilhar
- 1:50informações sobre síndrome de down.
- 1:52Ela é fundadora do instituto da holândia, né?
- 1:55Uma organização sem fins lucrativos.
- 1:56Então hoje a gente tá com especialistas aqui pra gente
- 1:59falar sobre esse assunto é tão importante que é a
- 2:03responsabilidade que nós temos com todas as pessoas que tem
- 2:06algum tipo é de é, como é que é? Qual é a palavra certa?
- 2:10Deficiência. Né?
- 2:12É limitação. É uma palavra que pode usar?
- 2:14Não. Não é limitação nós, a gente
- 2:17sempre gosta de falar sobre as particularidades de cada.
- 2:19Criança ensina para a gente, Pamela ensina para a gente,
- 2:21rapidamente as palavras que se devem usar nesses casos.
- 2:25Claro, primeiro eu quero me apresentar.
- 2:27Eu sou a Pamela, uma das fundadoras do instituto da
- 2:29hollandia. Eu vou fazer minha
- 2:31autodescrição. Eu sou uma mulher de autora
- 2:33mediana, cabelos cacins claros, olhos pretos.
- 2:37EE aqui aproveitando aqui o gancho, né, que ele perguntou,
- 2:42tem algumas palavras? Na verdade, assim, a gente fala
- 2:44muito sobre as terminologias, né?
- 2:46O que deve ser usado, o que não deve ser usado?
- 2:49E muitas pessoas, elas ainda ficam muito com a palavra, com o
- 2:53especial, com coisas que não a gente.
- 2:56Nós, mães, atípicas. Né, eu até falo, gente, que eu
- 2:59eu aprendi porque eu vivo a síndrome de down, né?
- 3:02Então cabe a nós falar sobre. Então, muitas vezes as pessoas,
- 3:06elas têm receio de falar, né? As pessoas têm receio mesmo de
- 3:09falar deficiência e nós queremos que fale.
- 3:12É uma deficiência. A síndrome de down é uma
- 3:14deficiência intelectual e tá tudo bem.
- 3:17Quando você trata uma pessoa com síndrome de down ou com qualquer
- 3:21outra deficiência, com a deficiência que ela tem, ela
- 3:24gosta de ser reconhecida dessa forma.
- 3:26Né? Porque muitas vezes as pessoas
- 3:28acabam usando algumas palavras como probleminha, Ah, ela tem
- 3:33alguma coisinha? Ah, é doença.
- 3:36EEO nosso trabalho, né? Além de levar informação, é
- 3:39mudar um pouco mesmo esse pensamento, que é um pensamento
- 3:43antigo, para mostrar exatamente o que é a síndrome de down, o
- 3:47que é a pessoa com deficiência intelectual.
- 3:51Também porque nós não queremos esconder a síndrome de down, a
- 3:55síndrome de down. Ela é uma deficiência que tem,
- 3:57cara, então está tudo bem falar. Ela tem a síndrome de down, ela
- 4:02tem a deficiência intelectual e a gente sempre bate nisso porque
- 4:06muitas pessoas falam, Ah, realmente tem receio de falar?
- 4:09É difícil você verbalizar a deficiência parece ofensivo, mas
- 4:13não é ofensivo, então pode e deve ser usado como qualquer
- 4:17outra deficiência, não só na deficiência intelectual, mas.
- 4:21É qualquer outra deficiência auditiva.
- 4:24Enfim, a pessoa, ela precisa ser reconhecida pelo que ela é.
- 4:27Ninguém quer esconder, né? Apenas que tenha possibilidade e
- 4:32oportunidade de de mostrar que são capazes pra executar
- 4:35qualquer tarefa, enfim, que elas estejam dispostas a fazer.
- 4:38E muito importante discutir também.
- 4:40Eu acho que é uma pergunta mais pra Adriana, é sobre a questão
- 4:44de empregabilidade, né? É, você cuida mais da primeira
- 4:48infância lá no seu instituto, né?
- 4:51E a Adriana, ela tem um trabalho mais voltado para posicionamento
- 4:55de mercado, seria isso? Porque é é muito.
- 5:00É muito complicado para qualquer pessoa se posicionar hoje, né?
- 5:04Qualquer pessoa se posicionar. Tá difícil, né?
- 5:06OOAA concorrência do mercado é muito grande.
- 5:10As redes sociais hoje trouxeram um aperto maior, criaram, é uma
- 5:14nova possibilidade, mas também trouxeram um aperto no mercado
- 5:17de trabalho. Então, quais são as dicas que
- 5:19você dá aos conselhos que você dá?
- 5:20É como mãe da Maju, com a sua experiência é na sobre
- 5:24empregabilidade, sendo que ela já faz um trabalho lindo, né?
- 5:28Nas redes sociais e por onde passa.
- 5:31Verdade é pra olhar aqui. Qualquer, qualquer lugar,
- 5:35qualquer lugar é pode ser pra mim, pode ser olhando pra mim,
- 5:37pode ser pra lá. Tá qualquer lugar, eu, eu
- 5:40costumo dizer, né, que a gente vive um momento, né?
- 5:43Na nossa sociedade, muito importante e bastante
- 5:46significativo. Né?
- 5:48A gente sabe que a gente está vivendo um mundo de muitas
- 5:50oportunidades aham, mas a gente sabe que existe ainda assim o
- 5:55capacitismo, né? A gente sabe que existe ainda um
- 5:58preconceito velado em relação à pessoa com deficiência.
- 6:02Então o capacitismo seria isso isso, o preconceito velado
- 6:05contra pessoas com deficiência? É, tá, a gente entende que
- 6:08assim. Pessoas com deficiência, elas
- 6:11ela tem o potencial, cada pessoa tem o seu, o seu potencial.
- 6:16E o que a gente vê são pessoas rotulando, pessoas com
- 6:19deficiência. Elas têm que ser extraordinárias
- 6:22para serem aceitas em determinados lugares.
- 6:25Eu digo isso porque a gente sofreu muito, né?
- 6:28Maju? Sim, mamãe.
- 6:29Durante muitos anos as pessoas achavam que AA Maria Júlia não
- 6:33tinha merecimento de ocupar o espaço que ela estava.
- 6:37Porque ela não fala inglês, ela não fala francês, porque ela não
- 6:43se se alfabetizou totalmente, né, Maju?
- 6:48Agora você tá aprendendo a falar libras, né?
- 6:53Um pouquinho, só um pouquinho. Mas a gente tenta, né, mudar
- 7:00essa mentalidade da nossa sociedade, até dentro das
- 7:03empresas. Porque a Maju, ela nasceu.
- 7:06Com uma característica que foi Deus que criou ela.
- 7:09O propósito da Maju é um propósito que a gente descobriu
- 7:13através de Deus, porque assim o senhor ele foi plantando esse
- 7:17desejo, esse sonho no nosso coração, né?
- 7:20E ele veio testificar através da vida da Maju, né?
- 7:24Então assim é. É tão triste porque a gente
- 7:27ainda vê pessoas com deficiência que tem uma capacidade tão
- 7:32maravilhosa. Mas as famílias às vezes não
- 7:35conseguem enxergar esse potencial, isso que eu.
- 7:38IA te perguntar às vezes, o problema já não começa na
- 7:40família, a própria família limitando com?
- 7:42Certeza a maioria às. Vezes não é só o mercado de
- 7:45trabalho, é a própria família. Às vezes cria 11.
- 7:47Insegurança é. A família, porque ela rotulou?
- 7:51Ela acha que o filho dela vai ser só muito bom.
- 7:54Eu digo assim, extraordinário porque tem que ser
- 7:57extraordinário. Aham para você estar ocupando
- 8:00algum cargo no mercado de trabalho.
- 8:02E que, na verdade, não é isso. Ela só precisa ser a Maju com as
- 8:06características que Deus deu Pra Ela, que Deus desenhou ela do
- 8:11jeitinho que ela é. E ela tá fazendo o que ela ama,
- 8:15sabe? Ela não precisa aprender a
- 8:18dirigir. Se ela quiser aprender a
- 8:19dirigir, é algo dela, sabe? Então assim, uma coisa que a
- 8:23gente fala muito dentro das nossas plataformas é estimulando
- 8:29os pais. A ajudar esses seus filhos, a
- 8:33ver qual é o potencial dele, qual é o propósito de vida dele,
- 8:37que esse é o verdadeiro sentido da vida, qual é o seu propósito,
- 8:42né? Porque às vezes a pessoa fica
- 8:43tão perdida, fica triste. Às vezes você não consegue
- 8:48ajudar as famílias, porque a família potencializa algo que
- 8:52não era, sabe? Compara.
- 8:54Faz comparações que são comparações tão injustas as.
- 8:58Vezes. Cruéis, né?
- 9:00E eu através de de assim, de muita é sensibilidade em ouvir a
- 9:07palavra do senhor. Deus foi ministrando no meu
- 9:10coração para entender qual era o propósito da Maju aqui na né,
- 9:14nesse mundo. E foi onde tudo mudou, porque a
- 9:17Maju ela veio de uma família que não tinha muita estrutura
- 9:21financeira, veio de uma história bastante.
- 9:26É difícil assim aos olhos do mundo.
- 9:29Operou o coração, teve uma meningite bacteriana.
- 9:32E é como eu te falei aos olhos do mundo, para ela ocupar o
- 9:36espaço que ela ocupa hoje no mundo, porque ela tem através da
- 9:40vida dela. Deus usou ela para confundir os
- 9:44homens. A Maju entra em lugares que
- 9:47muitas pessoas não conseguem entrar.
- 9:49Ela ocupou a semana de moda de Milão.
- 9:52Ela Foi para Londres, Ela Foi para Itália, pessoal ruim foi
- 9:56para Paris, através da marca L'Oréal Paris.
- 10:01Então eu acho que essa sensibilidade nossa é muito
- 10:05importante como pais, né? Sim.
- 10:08E é muito importante a gente estar atento aos sinais.
- 10:12E vai fazer toda a diferença nessa trajetória EE.
- 10:14E impressionante o que você está falando, porque eu tenho 4
- 10:17filhos e eu acho que a função de um pai atípico ou não é guiar
- 10:23seus filhos ao seu propósito, ao propósito pelo qual já nasceram,
- 10:26independentemente é da da da deficiência ou não.
- 10:30Porque muitos pais estão nos assistindo.
- 10:31Agora é, às vezes nem tem essa responsabilidade de ser um pai
- 10:37atípico e não conseguem guiar seus filhos ao seu propósito.
- 10:40Ainda assim. Então é, é isso, é pra todo
- 10:43mundo que tá assistindo a gente, todo mundo que tá em casa hoje,
- 10:46hoje, lembrando que é o dia Internacional da síndrome de
- 10:49down, a gente não poderia deixar de entrar com vocês aqui e
- 10:53trazer essa conscientização, né? De como nós, como sociedade,
- 10:56podemos melhorar. Nós, como sociedade, podemos
- 10:59fazer melhor. Nós podemos amar uns aos outros,
- 11:02nós podemos cuidar um dos outros e assim trazer pra nós mesmos
- 11:06Felicidade. Porque quando a gente cuida com
- 11:07dos outros com responsabilidade. A Felicidade começa a ser
- 11:11possível agora é Pamela no seu instituto, qual é o principal
- 11:15objetivo lá? Então é, eu assisti até 11 corte
- 11:20seu de de um podcast que você falou sobre, é o lugar que é pra
- 11:26pra acolher, não acolhe o lugar que é.
- 11:29Foi recente, foi recente. E isso aconteceu comigo.
- 11:34Aconteceu provavelmente também com a Adriana em épocas
- 11:38diferentes. Eu estava gestante.
- 11:41Eu descobri na minha gestação a trissomia do 21, a síndrome de
- 11:45down. Hoje também é.
- 11:46Estamos tentando mudar um pouquinho da nomenclatura pra
- 11:49trissomia do 21, porque muitas pessoas associam a síndrome de
- 11:52down ao baixo, então acaba que usam de repente, inclusive pra
- 11:58como se fosse. É uma palavra ruim, né?
- 12:03E na verdade, é apenas sobrenome do médico do geneticista que
- 12:07estudou. A trícia medo 21.
- 12:09Então hoje tenho todo um trabalho também para mudar um
- 12:11pouquinho da nomenclatura, mas muito se usa ainda da síndrome
- 12:14de down. E quando eu descobri, quando eu
- 12:16tive diagnóstico é, eu sentei assim na frente do meu obstetra
- 12:21na época, e eu falei para ele assim, e agora?
- 12:25E ele disse, não sei, eu tenho um Monte, eu tenho 2 embriões
- 12:30aqui com síndrome de down e ninguém quer, mas se você quiser
- 12:35abortar no Brasil é proibido. Mas eu sei lugares que abortam e
- 12:42a partir disso eu peguei as minhas coisas e levantei e fui
- 12:46embora. E eu pensei, quantas mães em
- 12:49situação de vulnerabilidade que encontram um médico desse para
- 12:52dar 1 hora da notícia dessa forma?
- 12:56EE é e é tão desesperador. É tão desesperador que isso veio
- 13:00da área médica e infelizmente a gente vê isso acontecer.
- 13:05Recorrente assim, não é uma coisa, não foi, não é uma coisa
- 13:10rara, é exatamente existe. Muito na Europa, a gente nós
- 13:14estivemos a pouco tempo na Europa e quase não se vê pessoas
- 13:18com síndrome de down, porque lá existe uma lei que as famílias
- 13:22são instruídas a abortarem seus filhos com OT 21 é muito triste
- 13:28e até com 5 meses você pode fazer é.
- 13:35Pra abortar, porque eles é legalizado dentro da sociedade,
- 13:41sabe ter uma pessoa com deficiência e eu já levo isso
- 13:46pra outro âmbito, sabe? Pan?
- 13:49Quem somos nós que temos o direito de definir e determinar
- 13:53quem pode viver e quem não pode? Não somos nós.
- 13:57É Deus, né? Eles estão mexendo com algo
- 13:59muito Sério. Não algo ético, moral,
- 14:02espiritual, espiritual é e principalmente, é.
- 14:07A gente nunca sabe da onde virá a nossa Felicidade, a nossa AAA
- 14:13nossa, o nosso bem-estar aqui na Terra.
- 14:16Então Deus coloca pessoas na nossa vida, como a Maju.
- 14:19E com a mel que que trazem é o seu através do seu propósito, no
- 14:26sentido da e outra coisa é é, são histórias que inspiram
- 14:31outros tipos de dificuldades, de problema que as pessoas estão
- 14:36passando, porque não só existe esse problema, existem outros.
- 14:39A gente AA recentemente, agora a gente esteve lá na associação
- 14:42das crianças com deficiência, só que são crianças.
- 14:45É basicamente é que foram amputadas, tiveram algum
- 14:48problema com amputação. Então é um outro tipo de de de
- 14:51situação? É, mas os aqueles pais sofrem da
- 14:54mesma forma que qualquer outra dificuldade.
- 14:57Então, assim, nós precisamos é trazer a consciência de que o
- 15:02amor pela vida tem que ser o principal.
- 15:07Principal isso é uma coisa que a gente não pode negociar, né?
- 15:10É inegociável AO que aconteceu no caso do seu médico.
- 15:13Não foi só uma falta de ética, foi uma falta de preparo médico,
- 15:17inclusive. Totalmente eles, não.
- 15:18Têm esse direito, entendeu? Então é, nós precisamos alertar
- 15:22quem está em casa de que quanto mais vulnerável você tiver, mais
- 15:27protegido, mais protegida. Você está com as pessoas certas
- 15:30ao teu lado, porque você imagina você vulnerável, confusa
- 15:33emocionalmente, alguém. Que tem uma autoridade, que tem
- 15:36uma, que é uma hierarquia na sociedade, não te propor algo
- 15:39desse tipo. Então, cercar se de pessoas que
- 15:42te protegem, eu sei que não é fácil, principalmente de 1 dia
- 15:46para o outro, né? Porque você está assistindo
- 15:48podcast que amanhã você vai estar super protegido ou
- 15:50protegido. Mas isso tem que ser um objetivo
- 15:52de vida. Eu eu procuro me cercar de
- 15:55pessoas que em situações vulneráveis vão me proteger e
- 15:58não me expor. Exatamente, EOO instituto da
- 16:00Holanda. Ele veio a partir disso porque
- 16:03eu já fui. É entendendo.
- 16:06Fui estudar sobre a síndrome de down na minha gestação e eu fui
- 16:08aceitando na minha gestação. Então eu consegui curtir,
- 16:11consegui aproveitar toda a minha gestação e eu vejo que muitas
- 16:14mães não conseguem quando elas recebem esse diagnóstico por
- 16:17conta da hora da notícia. E quando eu eu eu pensei no
- 16:22instituto da holândia, eu pensei exatamente nisso, de levar
- 16:25informação pra onde não tem da gente mudar a hora da notícia.
- 16:30É AA informação, ela precisa ser pra todos.
- 16:34Né? O que a gente vê muito que não
- 16:37que tem, que as pessoas estão muito fechadas, por mais que tem
- 16:40internet, as vezes a informação às vezes não chega pra todo
- 16:42mundo. E informação de qualidade que eu
- 16:44digo, né? Então é através do instituto
- 16:46download, nós promovemos palestras com os médicos
- 16:49renomados na t 21. Então é o conteúdo que ele leva
- 16:53pra cada família é de qualidade, independente da situação
- 16:57financeira daquela família. EE também assim além disso.
- 17:02O acolhimento que a maior parte das pessoas que nos procuram são
- 17:07mães que acabam de receber a notícia, por isso que a gente
- 17:09cuida ali da primeira infância, então as mães que que acabam de
- 17:12receber a notícia não sabem há quem procurar.
- 17:14Então eu eu pensei, eu falei, preciso de um lugar onde, onde
- 17:18que essa mãe possa encontrar tudo isso, encontrar um abraço,
- 17:22um acolhimento, encontrar famílias felizes, né?
- 17:25Encontrar referências a Maju foi minha referência.
- 17:27Enquanto eu estava grávida eu encontrei elas assim, EE foi o
- 17:31que me deu força. Minha referência maravilhosa.
- 17:35E então é por rede de apoio. Então nós temos um grupo gigante
- 17:40de voluntários que fazem toda essa parte de rede de apoio e
- 17:44por incrível que pareça, não só de mães, tem muitos pais também
- 17:48que participam, tem muitos pais que nos procuram também, porque
- 17:52eles também precisam ser acolhidos.
- 17:54Então é então o nosso objetivo do instituto da Holanda é se
- 17:57levar informação, acolhimento. E também no que a gente puder
- 18:02ajudar uma criança com deficiência.
- 18:04Então, por exemplo, muitas crianças com síndrome de down,
- 18:07muitas pessoas com síndrome de down, tem algumas é patias
- 18:11associadas. A mel, por exemplo, também é uma
- 18:12cardiopata corrigida. A mel também é um milagre.
- 18:16Daí que vem o meu propósito também, que ela quase foi para
- 18:18transplante do coração e hoje o coração dela é 100% saudável.
- 18:24E daí que vem o meu propósito de ajudar mais cada família.
- 18:30Então, muitas pessoas nos procuram porque elas não
- 18:32conseguem, não tem condições de pagar por uma cirurgia e entra
- 18:37em fila. Só que a cardiopatia congênita
- 18:39delas tem até um determinado momento para fazer.
- 18:42Então você, a criança, precisa fazer atós os 4 meses.
- 18:46Passado disso, eles correm um risco maior de hipertensão
- 18:48pulmonar e tudo vai se complicando.
- 18:50E nem sempre você consegue de outra forma por filantropia.
- 18:54Uma entrada você precisa de entrar numa fila de espera.
- 18:58E muitos outros outras síndromes associadas, como síndrome de
- 19:02West, que também é uma síndrome que precisa de uma intervenção
- 19:05rápida. Então nós do instituto da onde
- 19:07conseguimos movimentar para pagar o tratamento dessa
- 19:10criança. Então, assim como todos têm a
- 19:12sua particularidade, a nossa, o nosso trabalho com as famílias
- 19:15também é muito particular de do que cada uma precisa naquele
- 19:18momento que. Fantástico, uma pergunta aqui,
- 19:20uma curiosidade é, você tava falando que os pais participam
- 19:24muito, mas também. É tem o caso do pai abandonar a
- 19:27família quando descobre o diagnóstico?
- 19:29Infelizmente a porcentagem é muito grande, a porcentagem é
- 19:34muito maior e não só de pais, tem muitas mães também que
- 19:38abandonam, mas obviamente é muito maior a paternidade a
- 19:42típica ter acontecesse abandono ou.
- 19:45Seja quem deveria cuidar é que tem.
- 19:47É o que você disse, quem deveria cuidar, mas.
- 19:50É falta, é mais por falta de informação, né?
- 19:53É o que? Quando a gente recebe, né, o
- 19:56diagnóstico, a gente recebe com muito pesar, como se fosse como
- 20:02se a gente estivesse recebendo uma notícia de de morte, né?
- 20:06De tristeza. E a gente quando por isso que Oo
- 20:10da holândia. A Maju hoje é embaixadora do
- 20:12instituto, porque a gente acredita muito, sabe?
- 20:16Nessa nessa abordagem na primeira infância, na hora que
- 20:20nasce. Porque é muito importante, sabe?
- 20:24Thiago, a gente vê famílias é por falta, né, pan de
- 20:28informação. Até porque os médicos, a gente
- 20:32vê hoje uma grande maioria. Hoje são 1000000 de pessoas com
- 20:37algum tipo de deficiência. Eles não estão preparados, sabe?
- 20:41Pra. Receber essa família sabe, pra
- 20:44humanizar esse tratamento, não é assim, por isso que a
- 20:48importância desse atendimento, né?
- 20:50Do da holândia. A gente entende que quando você
- 20:54é é recebe o diagnóstico e você recebe pessoas como a pan, como
- 20:59toda equipe, porque lá é uma equipe de famílias que estão
- 21:03dentro do instituto da holândia é se doam.
- 21:07Pra tá ali acolhendo o que? O que falta é esse acolhimento.
- 21:10Sabe que é um dos mais importantes nesse primeiro
- 21:13momento, porque é muito difícil. Você quando recebe a notícia,
- 21:17recebe com muito pesar. Eu falo muito, né?
- 21:20Como luto, né? E eu não tenho. 22 anos a 22
- 21:24anos. Foi muito triste.
- 21:27Quando eu recebi, falou, nossa, que pena.
- 21:29Eu é. Na verdade, eu achei que ela
- 21:31tinha chegado a óbito porque ninguém vinha falar comigo.
- 21:34Me levaram pro quarto e falou, olha.
- 21:37Eu só via as pessoas da família chorando e eu queria saber se o
- 21:41meu bebê tava bem. E isso para mim foi algo muito,
- 21:46muito é. É na hora ali muito angustiante,
- 21:50porque eu só queria saber notícia do meu bebê.
- 21:53E ali eles falaram, olha, eu tenho uma notícia não muito boa
- 21:56para lidar. OA neném, que nasceu, ela tem
- 22:00síndrome de down. Aí eu só perguntei uma coisa,
- 22:03ela tá viva? É, disse, tá, ela tá saudável,
- 22:06tá? Ah, então traz ela pra mim, por
- 22:08favor, porque era a única coisa que eu queria, né?
- 22:11Pra gente como mãe, né? E é muito triste, porque hoje
- 22:15você vê a gente tá em pleno século 21.
- 22:19Existe ainda um preconceito muito grande, sabe?
- 22:22Thiago? É triste de falar até dentro das
- 22:25famílias. É como você falou a um dos
- 22:29maiores preconceitos, é dentro da família.
- 22:31Qual é o que eu mais recebo de feedback?
- 22:34Eu não consigo posicionar o meu filho.
- 22:36Eu não consigo isso, poxa. Um indivíduo que foi
- 22:38alfabetizado, que estudou até o segundo grau, que tem um
- 22:41potencial incrível e a família não consegue enxergar essa
- 22:45potência. É uma das um dos motivos que a
- 22:49gente está fazendo esse especial hoje no dia Internacional da
- 22:52síndrome de down. É justamente pra gente trazer
- 22:54responsabilidade, conscientização a nossa.
- 22:57O nosso povo aqui nos escuta sobre a importância desses
- 23:01preconceitos serem quebrados, né?
- 23:03Da importância da inclusão, da gente conseguir abraçar,
- 23:07inclusive o abraçar. Aqui é emocionalmente, por
- 23:10exemplo, famílias que podem abraçar outras emocionalmente.
- 23:14Né? Famílias que podem apoiar
- 23:16emocionalmente, espiritualmente e outros que podem ajudar ao
- 23:19institutos como como o da Pamela, para fazer o trabalho,
- 23:23né? Então é muito importante que a
- 23:25gente quebre todo tipo de preconceito.
- 23:28E aí que a gente é, tem um eu tenho um método chamado método
- 23:32dash. E aí dentro do método dash são
- 23:33vários princípios que estão dando certo a milênios.
- 23:35Um deles é o princípio do amor. Você fala qual amor?
- 23:38Todo mundo sabe o que que é, não, as pessoas não sabem o que
- 23:40que é o amor, o amor, ele não é um sentimento, se não de Jesus
- 23:44não mandaria a gente amar o nosso inimigo, como é que eu vou
- 23:47ter um sentimento positivo para quem me persegue?
- 23:49Não tem como. Então o amor, ele não é um
- 23:51sentimento, ele é um mandamento, eu explico isso.
- 23:54EEO amor, ele não é gostar de uma pessoa, é você se colocar no
- 23:59lugar dela e falar, eu não consigo seguir minha vida vendo
- 24:02aquela pessoa passando aquela situação e não fazer nada
- 24:04positivamente. Então é interferir positivamente
- 24:07na vida do outro, né? Quando perguntam para Jesus o
- 24:09que é o amor, ele conta a história do bom samaritano.
- 24:12Ou seja, o bom samaritano não conhecia aquele homem que estava
- 24:15espancado no chão, não sabia quem era, não tinha como gostar
- 24:17dele, mas ele igual amor, porque ele parou e ajudou.
- 24:20Então isso é uma responsabilidade nossa.
- 24:22É, é aqui na sociedade o weli tem uma pergunta?
- 24:25Eu queria explorar uma dúvida, pode parecer básica, mas qual
- 24:29que é a diferença de síndrome de down e autismo?
- 24:34Você quer que eu fale? Pode falar, a síndrome de down?
- 24:37A trissomia do 21 é uma condição genética, né?
- 24:40Ela acontece porque nós temos 46 cromossomos.
- 24:44A pessoa com síndrome de down tem 47 cromossomos, ou seja, é
- 24:47uma trissomia no cromossomo 21 através dessa desse cromossomo.
- 24:52AA pessoa tem as características da síndrome de down e a síndrome
- 24:55de down. Ela tem 3 tipos, que é a
- 24:57trissomia livre, a da a da magia livre também, né?
- 25:00E que só Deus explica. E por isso que eu que a gente
- 25:04fala muito do propósito, né? Porque nem a medicina explica,
- 25:08tem a trissomia por translocação que sim, é é alguma coisa
- 25:12genética dos pais. Então muito provavelmente os
- 25:15pais que tem um filho com síndrome de down pode ter outros
- 25:18filhos com síndrome de down também.
- 25:20Que tem AA mosaico e a mosaico geralmente não tem muitas as
- 25:24características e é inclusive muito mais rara e muito mais
- 25:28difícil de um pai chegando no diagnóstico, porque geralmente
- 25:31com as características ali no parto é ou então em algum exame
- 25:35gestacional as pessoas já conseguem é receber o
- 25:39diagnóstico da trissomia do 21. Se a criança não nasce com
- 25:43nenhuma característica, então muito provavelmente os pais vão
- 25:46descobrir por conta de algum atraso.
- 25:49Alguma alguma questão relacionada ali ao filho na
- 25:53síndrome de down é, é uma deficiência intelectual, não é
- 25:56uma deficiência mental também, não é uma doença, é uma coisa
- 25:59que a gente precisa falar também, não é uma doença.
- 26:03Hoje eu fiz uma palestra e me falaram, eu perguntei, você sabe
- 26:06o que é síndrome de down? E eles responderam, uma doença e
- 26:09não é uma doença, é 11 doença, a gente cura, a síndrome de down,
- 26:13não tem cura. Né, então nossos filhos vão ter
- 26:16sempre a síndrome de down e por isso o nosso trabalho de fazer
- 26:18os pais aceitarem, né nosso as os filhos como são, porque você
- 26:23precisa amar. Eu amo a síndrome de down, eu
- 26:26amo as pessoas com síndrome de down.
- 26:27EEE. Então é voltando é a é a
- 26:32deficiência intelectual, né? O teatro é um transtorno OA
- 26:36síndrome é uma síndrome, é um conjunto de síndromes, nesse
- 26:39conjunto a pessoa com deficiência intelectual com a
- 26:43síndrome de down. Ela pode apresentar outras
- 26:45questões. Então nem sempre a mel, minha
- 26:48filha, vai ter as mesmas coisas que a Maju.
- 26:52Então, inclusive das características, a Maju tem uma
- 26:56linha só na mão, tem a Maju, a mel, ela tem as 3 linhas, a Maju
- 27:02tem, mas a Maju tem as 3, né? Tem as 3, mas tem algumas
- 27:06pessoas que tem uma linha só. Então, mesmo nas nas pessoas com
- 27:10a cristema do 21, mesmo assim eles têm cada uma a sua
- 27:13característica, nem sempre são iguais e inclusive na parte da
- 27:17saúde. Então as quando a gente recebe o
- 27:19diagnóstico da síndrome de down é a gente se assusta, porque
- 27:23quando você entra no Google, o Google fala de todas as fatias.
- 27:26Então você fala, meu Deus, a minha filha vai ter tudo, vai
- 27:28ter cardiopatia congênita, vai ter alguma coisa relacionada a
- 27:32tireoide, porque também é muito comum.
- 27:34Vai ter outras outras fatias em algum outro órgão, qualquer.
- 27:40Outra outra questão, as que as pessoas com síndrome de down
- 27:43também tem uma grande probabilidade de ter uma
- 27:46leucemia. Então, quando você recebe, e por
- 27:49isso que a gente fala que a falta de informação é o
- 27:50principal vilão dessa história, porque você recebe o
- 27:54diagnóstico, o médico fala isso, você entra no Google e o Google
- 27:57te dá isso. O que que o outro faz, né?
- 28:01E então a síndrome de down é esse conjunto, mas nem sempre AA
- 28:05pessoa vai vim com essas, com essas questões.
- 28:09Já a mel, a mel, ela tem a síndrome de down e ela é
- 28:12cardiopata, congênita, corrigida.
- 28:14Hoje ela fez a cirurgia no coração AO tea, que é o
- 28:18transtorno do espectro autista. Ele já é diferente porque ele é
- 28:21um transtorno, mas são vários estudos também que também tem
- 28:25alguma coisa genética e também tem algumas questões que parece
- 28:28muito da síndrome de down, como uma deficiência intelectual.
- 28:31Eles também podem ter uma deficiência intelectual na
- 28:34síndrome de down, que também é legal a gente falar.
- 28:37A síndrome de down não tem grau. Muitas pessoas falam, nossa, a
- 28:41Maju, Ah, o grau da Maju é legal, né?
- 28:44Porque ela tá aqui, ela te amo, Maju.
- 28:48E às vezes 11 pessoa com síndrome de down, às vezes tem
- 28:51alguma dificuldade em realizar algo que a Maju consegue fazer
- 28:55com maestria. E não, não tem grau.
- 28:58Ou porque essa criança, Ela Foi estimulada desde sempre.
- 29:03Porque o estímulo é essencial. E não só o estímulo de pegar e
- 29:07colocar a semana toda em terapia e encher a agenda.
- 29:11É o estímulo da família, de conversar, de acreditar, né?
- 29:14De dar oportunidades. Então ou então.
- 29:18Ela pode ter algum grau na deficiência intelectual, que aí
- 29:21sim. Então, por mais que essa criança
- 29:23é muito estimulada, às vezes as mães comparam, mas estimulam.
- 29:26O meu filho não vai, porque pode ser que ele tenha algum grau na
- 29:29deficiência intelectual. Mas isso é um estudo que só mais
- 29:35eu acho que com 56 anos eu não sei que dá para fazer o
- 29:38diagnóstico da deficiência intelectual.
- 29:40Já da síndrome medidoal, você descobre logo.
- 29:42Ali quando você sabe, Pamela? Que quando o diagnóstico da Maju
- 29:47foi fechado, dentro do diagnóstico o dela era o mais
- 29:53assim, mais comprometido com tudo que vinha dentro de uma
- 29:58síndrome. E quando eu recebi esse
- 30:00diagnóstico, eu falei assim, eu não vou aceitar esse
- 30:02diagnóstico. Tanto que quando o geneticista
- 30:06veio conversar comigo e falou, nossa mãe me bateu No No ombro e
- 30:10falou assim, meu Deus. Você veio assim?
- 30:15É? Parece.
- 30:16Ele até usou essa expressão, parece um kinder ovo, com muitas
- 30:19surpresas. Aí eu falei assim, nossa, mas a
- 30:23minha filha não vai estar dentro desse diagnóstico porque não é
- 30:26ele que vai. É dizer o que a minha filha pode
- 30:30ou não pode fazer. Assim.
- 30:31Eu não aceitei esse diagnóstico. Tanto que a Maju assim ela é
- 30:35claro que ela passou pela cirurgia, obrigada, também te
- 30:39amo. Ela teve, passou por um coma e
- 30:44ela enfrentou todas essas etapas, né?
- 30:47Uma montanha-russa. Mas o nosso papel como paz é
- 30:51acreditar, né? Na verdade, é acreditar que tudo
- 30:55pode ser diferente. Primeiro, por conta da nossa fé,
- 30:57que a gente crê muito em Jesus, então.
- 31:00Tudo fez diferença, sabe? É a Maju, é um milagre,
- 31:03definitivamente eu vejo ela. Quando eu vi ela na semana de
- 31:06moda da Itália, é, eu olhei ela, eu lembrei exatamente de um
- 31:11versículo que é de Davi e Golias.
- 31:14Deus preparou aquele momento para Maju, ela definitivamente
- 31:19parecia ser o Davi pequenininha diante de Golias, sabe?
- 31:23E ali foi uma emoção muito grande, até para muitas é, é
- 31:27muitos veículos lá. Porque ninguém entendia o que
- 31:31que ela tava fazendo ali. Ela era a filha de quem?
- 31:34Qual era a pessoa mais é importante que ela tava ali?
- 31:37Ela era a filha, é a filha da Adriana do Orlando, e a gente vê
- 31:42assim. Então eu acho que o importante é
- 31:46isso, a gente também não se não ficar presa, a diagnóstico,
- 31:50porque ele nos paralisa. Eu conheci uma história.
- 31:53De uma família que enquanto ela não sabia do diagnóstico, ela
- 31:58estava se desenvolvendo perfeitamente.
- 32:01Ela casou, ela teve, é cuidava da sua família.
- 32:08A família sempre percebeu algo diferente nela, mas ninguém
- 32:11sabia o que que era. E aí desde o momento que essa
- 32:15pessoa engravidou e levaram ela para o médico.
- 32:18O médico falou assim, ué? Como é que é o engravidou?
- 32:22Porque pessoa com síndrome de down não pode engravidar mais ou
- 32:25menos assim a história. E aí a família ficou assim,
- 32:29totalmente paralisada. É a sua filha mongoloide, que
- 32:32era a expressão que se usava antigamente, e ali tudo mudou.
- 32:37Você sabe que isso foi é esse. Essa palavra foi para dentro do
- 32:41coração dela e foi algo que paralisou.
- 32:45Ela tem diagnóstico que às vezes nos paralisam e é muito ruim.
- 32:49Você fica presa a um diagnóstico, né?
- 32:52E essa família começou a viver em cima desse diagnóstico.
- 32:57EE, isso é muito triste. Eu esqueci o nome dela, é.
- 33:02Eu sei de quem você está falando, que é que a filha dela
- 33:04escreveu um livro, né? É a Coisa Mais Linda, a filha.
- 33:06Dela, a filha dela escreveu um livro, é linda a história delas.
- 33:09Linda demais. E realmente porque ela fez tudo?
- 33:13Porque não? Porque ninguém falou que ela não
- 33:16podia. E quando você tem alguma
- 33:17deficiência, alguém vai falar, Ah, ela não vai poder, não pode.
- 33:20Então, então ela não saber. Nesse caso, foi o que fez ela
- 33:25fazer. Foi muito lindo ela.
- 33:28Fez a diferença? Né?
- 33:29E só voltando, as pessoas com síndrome de down, elas também
- 33:32podem ter, podem ter o autismo também, porque a deficiência
- 33:36intelectual nada mais que é um atraso.
- 33:38Então elas é apenas um atraso de aprendizado.
- 33:42Então pode ser que. É a Maju, a mel.
- 33:46Elas demoram um tempo maior para aprender algo que nós, né?
- 33:50E o autismo? Ele já tem alguma
- 33:51hipersensibilidade com barulho, com luz, e muitas crianças com
- 33:56síndrome dela às vezes apresentam Terra também.
- 33:59Como é que é? A gente, como sociedade, pode
- 34:01acolher melhor essa situação, além da empregabilidade?
- 34:04Isso é uma responsabilidade dos empresários, né?
- 34:07É, e muitos empresários assistem a gente aqui no brunecast.
- 34:10Então nós temos uma responsabilidade com a
- 34:11empregabilidade. Mas, como sociedade, o que que
- 34:15pode é o como a gente pode acolher melhor essa situação?
- 34:20Eu, eu costumo dizer que quando você é, não compara esse pra mim
- 34:27é um primeiro passo muito bom pra você conseguir fazer o
- 34:30indivíduo evoluir, porque eu, enquanto mãe, comparava minha
- 34:35filha com outras pessoas com síndrome de down.
- 34:39Isso atrapalhou o desenvolvimento da Maju?
- 34:42Então eu pra mim o primeiro ponto é não comparar o seu filho
- 34:46com outras pessoas com síndrome de down, porque cada um tem uma
- 34:49história, né? O pan, isso é muito ruim.
- 34:52Isso também paralisa e enquanto empresa, né?
- 34:57É o que eu vejo hoje até dentro da empresa que a gente atende.
- 35:02Hoje a gente tem uma empresa que é a for Boss, que a gente
- 35:04trabalha diretamente com pessoas com deficiência, a gente emprega
- 35:08pessoas com deficiência. E a gente entende que quando
- 35:13você leva esse indivíduo pra empresa, a gente tem uma
- 35:17responsabilidade de ajudar essa empresa, porque as pessoas elas
- 35:21estão abertas, né? Então assim, OOO primeiro ponto,
- 35:25quando a empresa recebe ela se adequar a pessoa com
- 35:28deficiência, não a pessoa com deficiência ter que se adequar
- 35:31ao espaço. E isso foi muito importante
- 35:34também, né? Hoje o presidente da L'Oréal tem
- 35:37uma secretária com síndrome de down.
- 35:39Foi uma coisa que ele quis desde que eles contrataram a Maju como
- 35:43modelo, embaixadora da marca, é, eles entenderam a necessidade de
- 35:48verdade de incluir, de inserir pessoas com deficiência.
- 35:52Então eles estavam com muito medo, sabe?
- 35:56Muito temerosos, mas eles falaram.
- 35:59Hoje existe um gráfico dentro da da empresa que a melhora foi
- 36:03assim significante dentro da empresa com essa pessoa com
- 36:07deficiência. E eles cresceram, né?
- 36:10Então a importância de você não ter medo, né?
- 36:14Eu acho que é isso, é. Isso como instituto eu vejo que
- 36:17a importância é um pouco do que a Adriana falou, né?
- 36:21Que é sobre Acessibilidade. Eu sinto muita falta de
- 36:25Acessibilidade em muitos lugares que eu vou, que antes eu não
- 36:30reparava, né? E por isso que aí que eu falo
- 36:32muito, é como a gente evolui como ser humano quando a gente
- 36:35convive. O nosso olhar muda.
- 36:38Então todos os lugares que eu entro, eu olho e vejo.
- 36:41Se tem Acessibilidade, então ainda não existe Acessibilidade.
- 36:45Tem até um case que eu acho muito legal, que eu sempre conto
- 36:48nas minhas palestras, que tem uma empresa que tinha algumas,
- 36:53tem 11 departamento, que é um departamento que era muito
- 36:56difícil o acesso para ele, porque é um departamento de
- 37:00segurança. De enfim, de de cartões, de
- 37:03crédito e cheque. Então você não podia.
- 37:05É pra pra você ter acesso, tem todo uma burocracia pra você
- 37:09conseguir entrar. E tinha muitos, muitos, muitas
- 37:14pessoas trabalhavam lá com deficiência e a maioria ou é
- 37:18alguma, é deficiência visual, deficiência auditiva.
- 37:21Eles trabalhavam na gráfica, né, nessa produção.
- 37:24E o que que eles pensaram? A empresa falou, poxa, a gente
- 37:27precisa fazer alguma coisa, é tão difícil entrar, então vamos
- 37:31criar uma porta, que essa porta eles vão ter um acesso mais
- 37:36fácil, né, para entrar e você fala, nossa, que incrível, né?
- 37:39A empresa pensando, as pessoas com deficiência e tal, mas eles
- 37:42não gostaram porque eles falaram, porque que vocês
- 37:45fizeram isso? Vocês acham que eu não sou capaz
- 37:47de atravessar por essa porta? Que isso?
- 37:50Para mim? Fala, meu Deus, é isso?
- 37:53Então o que que falta? A gente ouvia a necessidade de
- 37:55cada um. Por isso que eu sempre falo
- 37:56sobre nós sem. Nós.
- 37:57Nada sobre nós sem nós, nada sobre elas sem elas.
- 38:00Por isso que a gente faz questão sempre de trazer as meninas,
- 38:03porque a gente, às vezes a gente pensa que que está consumindo um
- 38:07ambiente acessível, mas nem sempre é.
- 38:09Então a gente precisa muito escutar aquela pessoa que é
- 38:12acessível para ela. Ou seja, Acessibilidade, cortar,
- 38:16comparação. Usar as nomenclaturas corretas,
- 38:19que falava de início, tudo isso é uma forma de acolhimento da
- 38:22sociedade, né? É com as pessoas com
- 38:25deficiência. Eu.
- 38:26Acho que também não ter medo de perguntar.
- 38:28Muitas pessoas têm medo de perguntar.
- 38:30E também eu falo até para informação é informação,
- 38:33informação. E eu até falo para as mães
- 38:34atípicas. As muitas mães atípicas também
- 38:37é. Elas ficam mais?
- 38:39É. É, é.
- 38:41Assim, elas são mais resistentes assim, porque elas estão
- 38:44cansadas de. Preconceito natural mas se nós
- 38:49nos fecharmos pra isso, quando uma pessoa usa alguma
- 38:52terminologia errada, se eu não for capaz de falar não, Tiago,
- 38:54não é dessa forma. EEE não, não de forma de
- 38:58questionar porque que você não foi estudar sobre, mas sim da
- 39:01forma de eu estou aqui pra te ensinar qualquer terminologia
- 39:03certa. Então nós, pais atípicos, também
- 39:06somos os principais instrumentos pra essa mudança, né?
- 39:09Drink a gente fala sobre dar ouvido e deixar com que eu.
- 39:12Vejo que existe ainda. E é algo que vem assim.
- 39:16É da esfera que a gente mais precisava de acolhimento, que é
- 39:20a escola. É fundamental.
- 39:24A Maju foi muito excluída da escola justamente Por Ela ser
- 39:27uma pessoa de uma classe média baixa.
- 39:31Ela Foi muito excluída porque a gente não tinha na época um
- 39:33poder aquisitivo. Hoje, a Maria Júlia emprega.
- 39:36Muitas pessoas, inclusive as irmãs, saíram do trabalho que
- 39:40estavam, porque hoje ela é uma empresária, ela tem empresa dela
- 39:43que ela emprega. Então assim, Ela Foi excluída da
- 39:48onde não era para ela ser excluída, né?
- 39:51Foi muito triste porque nós somos cariocas e a gente não
- 39:54teve assim a sorte de ter uma escola legal, muito pelo
- 39:59contrário. Eu, por ser mãe, dona de casa,
- 40:03eu trabalhava fora. Eu vivia uma jornada muito
- 40:07intensa de trabalho de dona de casa, das minhas tarefas, do dia
- 40:11a dia. Então eu precisava de confiar em
- 40:15algum lugar para deixar minha filha, porque eu simplesmente
- 40:17não podia, porque eu precisava levar o ganha.
- 40:20A loja é. A realidade da maioria é.
- 40:24E eu não tinha condições para pagar terapia, porque terapia é
- 40:27muito caro. Ela eu não tinha condições de
- 40:30pagar, porque hoje, graças a Deus, É Ela que banca todas as
- 40:35terapias dela, a escola dela. Se eu for falar o quanto ela
- 40:39utiliza para fazer tudo que ela precisava fazer no passado, eu
- 40:44olhando para o meu salário, eu falar, gente, nunca que eu IA
- 40:47conseguir. Então assim, a gente sabe que a
- 40:51gente vive um momento de uma transformação bastante
- 40:55significativa. Mas ela ainda ela é muito, muito
- 40:59tímida. Uhum, tá?
- 41:01Eu acho que ainda é. A gente está muito longe do
- 41:04ideal. Ou seja, nós falamos sobre o
- 41:06papel da sociedade e agora você entrou num num num assunto ainda
- 41:09mais complexo, que é o papel da escola.
- 41:11Sim, né? É tanto no instituto dashing, na
- 41:14nossa empresa, quanto a casa de destino, que é o nosso
- 41:17Ministério, por onde a gente ajuda pessoas.
- 41:19A gente valoriza muito a educação, inclusive estamos
- 41:22criando projetos educacionais. Para a primeira infância.
- 41:25E tudo isso baseado nos princípios milenares.
- 41:28E a gente percebe que a escola ela não está preparada para
- 41:33resolver a maioria das situações sim.
- 41:37Não só de de pessoas com deficiência, de outras
- 41:40situações, como por exemplo, a criança vem de uma família
- 41:43disfuncional? Sim, ou seja, é AAA.
- 41:47Escola não tem. 11 base não tem um preparo para lidar com
- 41:51aquilo, mas simplesmente se a se tiver um mau comportamento, vai
- 41:55dar advertência, vai mandar, vai dar suspensão e acabou
- 41:57exatamente. Não, não vai ter o cuidado de
- 42:00entender tudo que está acontecendo na vida daquela
- 42:02criança. Sim, ou seja bom o no seu
- 42:04instituto tem algum tipo de orientação?
- 42:06Você também é palestrante para as escolas, as escolas?
- 42:10Qual o papel, assim, que as escolas poderiam exercer para é
- 42:14servir melhor a sociedade? Então é nós palestramos hoje em
- 42:18escolas, levando realmente essa parte, principalmente do
- 42:22capacitismo, né? Mas do material adaptado, que é
- 42:26o que falta também. Geralmente uma criança, uma
- 42:28criança, ela a escola por lei, ela é obrigada a oferecer 11 at,
- 42:34que é uma companhia de terapêutica por lei, mas nem
- 42:37sempre a escola fornece. Essa tem, então fica uma briga
- 42:40entre a escola, Oo plano de saúde ou então os pais que podem
- 42:45pagar ano particular. E então a gente sempre leva isso
- 42:50para as escolas, que as escolas como lei, elas precisam é dar
- 42:54esse suporte para criança com deficiência.
- 42:57O material adaptado nós é obrigatório também.
- 43:00Eu falo para todos, os pais cobrem, porque é obrigatório o
- 43:02pay. Então o pay é um estudo
- 43:04individualizado de cada criança, porque nem sempre um material
- 43:07que é para Maju. De novo, na particularidade não
- 43:10vai ser a mesma. A forma de ensino para mel,
- 43:13então precisa de um estudo e junto deles um contato com a
- 43:17equipe multidisciplinar daquela criança.
- 43:19Então, o os, os professores, os diretores, eles precisam ter
- 43:23contato com a fono, com a fisio, com um pediatra, por que não?
- 43:27Porque geralmente algumas crianças têm alguma questão
- 43:31associada com a morbidade. Então, assim, todo mundo tem que
- 43:35estar alinhado, não é um trabalho só.
- 43:37É individual de cada um, sim. É literalmente um trabalho em
- 43:40grupo. Literalmente um trabalho em
- 43:41grupo é, é. Isso, Wesley.
- 43:43É quando não é Descoberto Na Na gravidez quais são os primeiros
- 43:47indícios que os pais podem ter? Quais são os primeiros sinais e
- 43:51que que eles podem fazer? É a quem recorrer?
- 43:54O quais são esses passos primeiros?
- 43:57Então, geralmente é na gestação do primeiro morfológico,
- 44:00geralmente já saem alguns marcadores e nesses marcadores é
- 44:03a translosencia no cal, que foi o quando eu descobri.
- 44:07Então a estava alterada. A da mel, então já é um indício.
- 44:10A cardiopatia congênita, então também é, já tinha alguns
- 44:14marcadores e o duquitovenoso e a ausência do osso nasal.
- 44:19Então, quando a mamãe vai pro seu primeiro exame morfológico e
- 44:23tem esses marcadores, já é um indício.
- 44:25Mas é um exame que é, é um exame de rastreio, não é um exame
- 44:29diagnóstico ainda. Não é definitivo.
- 44:30Não é definitivo. Hoje existe um exame que se
- 44:33chama nipti, que ele também é um exame de rastreio, mas ele é
- 44:35assim, 99%. É preciso?
- 44:38É. Mas mesmo assim, ele ainda não é
- 44:40um exame diagnóstico. O único exame diagnóstico que
- 44:43tem é um exame que chama amniosentese, que nem sempre as
- 44:50pessoas se submetem à minioscentese.
- 44:52É porque. Corre risco?
- 44:53Porque corre risco de aborto? Porque é uma agulha.
- 44:56Eu fiz esse exame porque como eles não sabiam o que a mel
- 45:00tinha é e vários exames. Deram algumas alterações que
- 45:03eles não sabiam se era síndrome original para mim, foi orientado
- 45:06que eu fizesse, mas eu fiz, eu fiz, eu fiz em um laboratório,
- 45:11que é um laboratório de confiança, e eu só fiz quando
- 45:14eles tiveram certeza de que é mais só uma posição que não
- 45:18colocasse ela em risco. Então, ao contrário disso, eu
- 45:20não faria. Então foi um exame, é 1% a
- 45:23chance, mas 1% é muito grande para uma mãe, lógico.
- 45:26Então eu só fiz nesse e esse sim é o exame.
- 45:29É o exame que realmente me trouxe diagnóstico certo.
- 45:32O exame diagnóstico quando, mas existem muitas, mas que fazem
- 45:37todo o processo, faz a morfológica, deu.
- 45:39Tudo negativo? Deu tudo negativo.
- 45:41Deu todos os exames que eu fiz da Maju.
- 45:44Deu como se ela fosse um bebê normal.
- 45:47E até porque a sociedade, a sociedade, ela fala assim, é,
- 45:51ué, nossa, mas você não fez os exames da sua filha?
- 45:54Como se fosse uma culpa, ou seja, a mãe acabou de ter o no
- 45:58parto, porque Eu Acredito que no parto deve ser mais difícil,
- 46:02porque eu me preparei, então meu parto foi lindo, eu estava
- 46:05encantada. Eu queria ver as características
- 46:07da síndrome de down e mas pra uma mãe que recebe na hora do
- 46:11parto, 1 hora da notícia de uma mãe, se preparo.
- 46:14Sinto muito, né? Que é como vai.
- 46:16Então quando acontece isso, os médicos, eles olham as
- 46:21características, então são os primeiros que tem um contato com
- 46:23o bebê, então provavelmente são os olhinhos amendoados.
- 46:27A orelha às vezes é menorzinha e também é posicionado um
- 46:30pouquinho abaixo a linguinha para fora por conta da linguinha
- 46:35mais grossa. Então eles vão observar todas
- 46:38essas características e também aquele risco na mão que algumas
- 46:41crianças. Mesmo assim, eles não podem
- 46:45dizer. Eles vão avisar os pais que
- 46:46provavelmente têm. E aí eles fazem o exame, o
- 46:52cariótipo, e aí o cariótipo é um exame de sangue que aí, depois
- 46:55de um tempo, saiu o resultado realmente da síndrome de lá.
- 46:58Agora é? E já caminhando assim pro pro
- 47:02pro fim da nossa entrevista, eu queria saber muito qual é a
- 47:05função da fé. Eu vi que você é uma pessoa de
- 47:07fé, qual é a função da fé pra enfrentar essas dificuldades?
- 47:10O que a fé serve pra qualquer dificuldade, né?
- 47:13Mas em especial, a gente tá tendo muito contato com a gente
- 47:16aqui, a nossa equipe tá tendo muito contato com pessoas com
- 47:19deficiência, múltiplas deficiência.
- 47:22Então a gente vê que é meio obrigatório ter fé, né, porque
- 47:26você não tem outro caminho anão se acreditar.
- 47:29Que vai vai melhorar a sua vida, que você vai amar mais por causa
- 47:33disso. E que tem um propósito acima de
- 47:36tudo isso. Então, qual é a função da fé?
- 47:39É em em tudo isso. Pra mim Ela Foi primordial,
- 47:45porque no momento que eu recebi que a minha filha estava entre a
- 47:49vida e a morte, eu naquele momento ali eu sabia qual era o
- 47:55propósito. Da minha vida, da vida da minha
- 47:58filha e de toda minha família. Porque com certeza, se eu não
- 48:03tivesse assim a fé de que Jesus tem o plano perfeito para as
- 48:08nossas vidas, eu de verdade, seja ele qual desfecho fosse de
- 48:14verdade. Eu tô falando isso assim, de
- 48:15todo meu coração, porque eu sei que o senhor ele faz tudo
- 48:19perfeito, né? É seja.
- 48:22Até a gente usou. É recentemente 11 comparação de
- 48:29uma coisa que aconteceu, porque hoje nós somos muito cobiçadas,
- 48:34né? Então eu rejeitei um trabalho e
- 48:37eu só pra falar um pouquinho sobre fé.
- 48:41E eu falei pra minha filha, falei assim, nossa, eu não vou
- 48:45aceitar esse trabalho. Era um valor bastante
- 48:47significativo, gente. Dava pra eu dar a metade de um
- 48:50apartamento. E eu falei pra minha filha, eu
- 48:54sei que Deus está no controle e ele vai suprir todas as nossas
- 48:58necessidades. E se for da vontade dele, ele
- 49:02vai dar um trabalho igual ou também se não for, ele também
- 49:07não vai dar. Resumindo, ele não deu, mas ele
- 49:10continua sendo Deus. Ele sabe de tudo, ele sabe de
- 49:14todas as coisas, ele sabe do que é melhor pra mim e pra minha
- 49:17família. Então, assim, com certeza a fé
- 49:20Ela Foi a base de tudo, porque a Maju ela só chegou aonde ela
- 49:25chegou, porque foi Deus que determinou ele que foi nos
- 49:30guiando. AA vida da Maju.
- 49:33Eu digo que é um milagre, porque foi num momento muito difícil da
- 49:37minha vida. A gente morava num chão de uma
- 49:39cozinha, sem perspectiva nenhuma de futuro.
- 49:44Eu sempre trabalhei em cozinha. Sempre fui chefe de cozinha e
- 49:50naquele momento me encontrava no momento de de muitas incertezas,
- 49:55sabe? Me sentindo a pessoa mais
- 49:59péssima, sabe que não podia suprir as necessidades básicas
- 50:03daquele momento da minha família.
- 50:05E nesse momento Deus começou a se revelar mim através de sonhos
- 50:11e que se eu contasse para o mundo, o mundo IA me chamar de
- 50:14louca. E Jesus me deu através de sonhos
- 50:20e ele falava para eu revelar para minha filha a Larissa,
- 50:24porque eu não sei dizer o porquê, mas talvez pudesse
- 50:28tivesse que ter uma testemunha. E eu fui cada madrugada falando
- 50:33para minha filha, filha, eu tive um sonho e Deus me revelou que
- 50:39ele vai fazer um milagre nas nossas vidas.
- 50:43Filha, você acredita? Sem perspectiva.
- 50:46Que daqui a tanto tempo nós vamos estar em outro país.
- 50:51E ela chorando, ela falava, mãe, Eu Acredito.
- 50:56E é isso. Deus poderia ter traçado outro
- 51:00desejo pra gente, mas eles ele escolheu as coisas improváveis
- 51:05desse mundo pra confundir os homens.
- 51:08Ele usou a minha filha Maju. Então, quando a Pamela falou do
- 51:12aborto, foi algo que me trouxe muita tristeza.
- 51:16Porque quantas famílias perdem a oportunidade de sentir a
- 51:21presença de Deus? Sentir o amor de.
- 51:24Sentir o amor verdadeiro porque desprezam, né?
- 51:28O amor de Deus despreza aquilo que que Deus plantou.
- 51:31Então, assim despreza. A vontade de Deus perde Deus
- 51:35com. Certeza e a vontade dele é
- 51:37perfeita. Então é a minha.
- 51:41A nossa fé fez toda a diferença, toda a.
- 51:43Diferença pra gente. Dá para perceber isso, dá para
- 51:46perceber isso. E você que está em casa, saiba
- 51:49que hoje é o dia Internacional da síndrome de down.
- 51:53Por isso nós estamos nesse episódio super especial nesse
- 51:57episódio, além né? Que nós a gente entra ao ar às
- 52:00terças feiras, mas hoje a gente está aqui na sexta porque nós
- 52:03não poderíamos deixar. De informar nosso público, de
- 52:07levar você a um nível de consciência maior sobre esse
- 52:10assunto que tá na nossa sociedade, que é uma realidade
- 52:13que a gente precisa abraçar com muito amor.
- 52:16É quais são as palavras finais sobre seu instituto?
- 52:19Sobre é tudo que nós falamos. Toda vez que eu pergunto, né?
- 52:24Que a gente faz essa pergunta para os pais é, os pais falam
- 52:28assim, acreditem, EE, eu falo além, eu falo, aceite.
- 52:34Aceite porque uma vez que você aceita, ninguém pode ir contra
- 52:39ninguém. Então aceitem seus filhos como
- 52:43lição. Nós não queremos ser aceitos
- 52:46como somos, então cabe a nós aceitar aceitá Los como lição.
- 52:51Então aceitem nossos filhos deem oportunidades porque falta muita
- 52:56oportunidade de Acessibilidade e acreditem, acreditem sobre a fé.
- 53:03Porque se já é difícil com Deus, imagina se a gente não tivesse?
- 53:06Exatamente. E sobre a aceitação, é, é.
- 53:11Eu Acredito muito em destino, né?
- 53:14Então, por acreditar em destino, é, Eu Acredito então que Deus
- 53:18não erra. E se ele providenciou isso na
- 53:21sua vida, é, tem um motivo e tem um propósito pelo qual só você
- 53:25poderia passar por isso e não outra pessoa.
- 53:27Então. É, a aceitação é muito
- 53:29importante e faz parte do nosso destino.
- 53:31Eu estou muito feliz de recebê las aqui.
- 53:33Receber Adriana Araújo, receber a Maju, né?
- 53:36Receber a Pamela Galvão do instituto da holândia é para mim
- 53:40é um privilégio, porque a gente levar informação, levar
- 53:43conhecimento para as pessoas, é abrir a mente das pessoas,
- 53:47quebrar o preconceito e num dia tão importante.
- 53:50Hoje eu vou repetir é o dia, porque muita gente entra depois.
- 53:54É o dia Internacional da síndrome de down, então nós
- 53:57estamos aqui com a Maju, que é uma modelo, é com síndrome de
- 54:00down, desfilou no Brasil Fashion Week é, já passou por vários
- 54:04países trabalhando, né? Como modelo.
- 54:07Então é é muito importante saber que inclusão até uma frase que
- 54:12está aqui, né? Inclusão não é moda, é
- 54:15cidadania. É verdade, né?
- 54:17É isso, é. Uma frase da Maju é.
- 54:18Uma frase da Maju, né, né? Então ela lançou essa campanha
- 54:22que inclusão não é moda, é cidadania.
- 54:24E nós temos que ser pessoas melhores a cada dia.
- 54:27É Adriana, suas palavras finais. Nossa, eu vim até engraçado que
- 54:33a gente vem se programando para falar tantas coisas e a gente a
- 54:37gente é surpreendido, né? Com com mudanças, né?
- 54:41Porque eu creio também que Deus ele vai direcionando o destino
- 54:44que tem que ser, né? AI a minha minhas palavras
- 54:48finais é que Deus, ele não erra nunca, né?
- 54:52Ele, tudo que ele faz é perfeito, né?
- 54:55E a minha mensagem é que as famílias seca.
- 55:03Meu pode, pode. Vem, Bebel, vem falar no
- 55:07microfone. Quer falar no microfone?
- 55:12Ó mel aí. Mel lembra minha linda,
- 55:28obrigada. Tá com?
- 55:35Vergonha. Então a minha frase final é que
- 55:41essas famílias estejam atentas aos sinais, porque eu enquanto
- 55:46mãe, é enquanto eu ficava comparando a Maju, eu atrapalhei
- 55:52bastante o desenvolvimento da minha filha e quando eu permiti
- 55:57que ela fosse do jeitinho que Deus criou para ela ser.
- 56:02Tudo aquilo foi assim, é todas as coisas que eu criei dentro da
- 56:06minha mente que a minha filha tinha aqui, ela falou, demorou a
- 56:11falar, né? Foi no tempo dela, não demorou
- 56:14né, para foi no tempo dela. Então eu comparava, eu falava
- 56:18assim, AI meu Deus, ela não vai andar, andou com 3 anos e meio,
- 56:22falou com 5 anos e pouquinho. Então assim, é muito ruim quando
- 56:26você usa uma régua de comparação, porque você começa
- 56:30a. AA paralisar o desenvolvimento
- 56:32desse indivíduo. Então a minha dica é, EE, eu
- 56:37acho que tudo que eu posso dizer pra pra essas famílias é que
- 56:41elas não comparem os seus filhos, que ela permitam que
- 56:44eles sejam aquilo que Deus sonhou pra eles serem, e tudo se
- 56:48torna mais leve que. Bom.
- 56:50Lindas palavras, lindas palavras.
- 56:52Eu quero agradecer muito Maju, obrigado por ter vindo, obrigado
- 56:55Adriana, obrigado Pamela, obrigada pela obrigado vocês que
- 56:58ficaram essa hora inteira escutando a gente aprendendo,
- 57:02crescendo é e eu quero te convidar a compartilhar, porque
- 57:07talvez você conheça uma família que precisa desse conteúdo que
- 57:10precisa agora é escutar essas palavras, né?
- 57:14Esses ensinamentos, esses direcionamentos foram dados por
- 57:16profissionais e também você pode dar o seu like.
- 57:20Apoiando essa causa hoje o dia Internacional da síndrome de
- 57:24down apoia essa causa. Dando o seu like aqui no nosso
- 57:27canal, se inscreva no brunecast que você não está escrito no
- 57:30brunecast e esteja com a gente também no próximo metododo dash,
- 57:34não é isso Helen? Vai ser de 27 a 29 de março,
- 57:37semana que vem já, então você pode estar com a gente.
- 57:40As informações vão estar aqui na link da descrição.
- 57:43Deus abençoe vocês até o próximo brunecast paz e prosperidade.
- 57:48Chegamos à 20ª turma do método décimo, o único método mundial
- 57:56100% baseados em princípios milenares que já mudou a vida de
- 58:00milhares de brasileiros. Eu quero te convidar para a
- 58:05próxima turma, de 27 a 29 de março, onde eu vou te colocar na
- 58:09rota para você se tornar uma raridade.
- 58:13Você vai aprender o desenvolvimento da inteligência,
- 58:15aquisição da sabedoria, vai colocar tua vida emocional em
- 58:18ordem, vai evoluir como pessoa e vai se tornar uma pessoa rara.
- 58:24Todo mundo vai querer comprar de você, todo mundo vai querer
- 58:26negociar com você, todo mundo vai querer estar perto de você
- 58:30para aprender com você. Chegou o tempo de fazer a
- 58:32diferença e o método décimo é o caminho para isso.
- 58:39Vem pro método décimo agora em março.