Latest / História pros brother / Pra quem é burro no assunto: Revolução francesa feat Daniel Gomes de Carvalho
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- 0:07Revolução francesa, te peguei a você, não tava preparado pra
- 0:11ouvir essa frase. Agora você vai hoje você vai
- 0:14tentar correr. Mas a revolução francesa vai te
- 0:17pegar, você vai ser daqui aprendendo alguma coisa nova
- 0:18porque trouxemos o especialista Alexandre e fazia tempo que a
- 0:22gente tem um episódio histórico, histórico, histórico, cão era
- 0:25mais como convidado. OPA, você convidado, é um
- 0:27negócio muito distante. Tudo isso a gente quis trazer um
- 0:30rapaz aí que está muito gabaritado para o tema que está
- 0:33pronto para o tema menino Daniel Daniel Gomes de Carvalho, grande
- 0:37menino, grande autor. E ele, por que que nós falamos
- 0:39sobre revolução francesa? Porque esse rapaz acabou de
- 0:42lançar um livrinho, mostra pra nós aí, por favor, tenho, meu
- 0:45querido, se apresenta, fala pra gente aí que você faz o pessoal
- 0:50primeiro, Victor Alexandre, muito obrigado por me convidar
- 0:53aqui pro programa, sou fã, pô, do trabalho de vocês, sou fã de
- 0:56história, meia hora já faz tempo, acompanho e muito
- 1:00obrigado pelo convite, estamos juntos, é meu nome é Daniel
- 1:02Gomes de Carvalho, eu sou doutor pela USP, estuda a revolução
- 1:06francesa, né? Evidentemente meu trabalho foi
- 1:08sobre o Thomas Paine na revolução francesa, né?
- 1:10O Thomas Paine foi o inglês. Que luta na revolução Americana,
- 1:14depois luta na revolução francesa e eu trabalhei um pouco
- 1:16os panfletos dele nesse período no meu doutorado e desde 2019, o
- 1:21seu professor da UnB, da Universidade de Brasília, é um
- 1:23lugar que eu, que eu amo, enfim, o lugar que hoje é minha casa,
- 1:26onde eu dou aula sobre esse assunto, meus alunos lá,
- 1:28inclusive, estão um pouquinho cansados de me escutar, falar de
- 1:31revolução francesa, né? No último curso de história
- 1:34contemporânea, lá que eu dei pra eles, foram 8 semanas de
- 1:36revolução francesa, caralho, então foi um pouco cansativo.
- 1:39Eles, a gente quer os outros temas também.
- 1:42Não, marido demais e você acabou de lançar o conjunto com a
- 1:46contexto. Esse livro aí mostra pra gente,
- 1:48por favor exatamente 2 em é todos os 2 aqui pro vai trocar
- 1:52os sais, aí sim. E enfim, aqui valeu, aqui, aí é
- 1:58o Jaime pinsky lá da da editora. Contexto convidou, né?
- 2:01Pra essa nova coleção que é a coleção dos temas fundamentais,
- 2:04né? O primeiro livro da coleção foi
- 2:05da Independência do Brasil, sim, do João Paulo pimenta, o
- 2:08excelente livro excelente pesquisador EE esse foi o
- 2:11segundo a coleção, né? Já saíram outros aí nos últimos
- 2:14meses sim, aconteceu. Inclusive sempre me envia beijo
- 2:16pra contexto, a gente boa pra caramba, pessoal, hã, eu quero
- 2:19já já começar pelo negócio aqui. Falou de um Brother que estava
- 2:23numa revolução. Qual é outra revolução que tá
- 2:25Thomas Penn Thomas Penn está nas 2 na Americana francesa, o cara
- 2:28freelon numa foi fazer um frila numa revolução.
- 2:31Colega, ele fez nas 2 que não tinha nada a fazer, estava
- 2:33entediado. O que que alguém faz exatamente
- 2:352 revoluções na já estou cansado, Garibaldi, da da
- 2:38Europa, não têm, outras não têm outras, mas aí errada.
- 2:41Mas é pior do que isso. Ele participou de outras
- 2:43revoluções, também não participou só das 2.
- 2:45Eita, né? Ele participou também dos
- 2:47levantes, os assim chamados levantes, jacobi, nista ingleses
- 2:50maneiro, Aline, os 790 e ele tem um papel importante na revolução
- 2:54holandesa, na nas outras revoluções é 11 da uma das
- 2:58grandes lideranças aqui da Independência.
- 3:00Da Venezuela trouxe as obras do Thomas Paine para cá.
- 3:03Não é para para América do sul, então é um é um personagem aí
- 3:07que participa de várias revoluções.
- 3:08A obra dele circula em várias revoluções.
- 3:10É ele mesmo, escreveu. Ele tem um texto, um panfleto
- 3:13dele, no qual ele diz que viver pela revolução é viver com algum
- 3:17propósito, que é isso, hã? É verdade, né?
- 3:20Sim, está sempre ocupado, sempre tem uma revolução pra fazer, é
- 3:22verdade, não para deixar o problema, não pode ficar quieto,
- 3:26que pensa besteira, conheço gente assim, mas ele, ele é de
- 3:28onde eu tomo as pé, ele é originalmente em inglês, hã é,
- 3:31hã, é ele, é 11 inglês, mas ele é interessante porque ele é 11
- 3:35pensador, filósofo, revolucionário da classe
- 3:37operária. Um, né?
- 3:39Ele era filho de um spa artilheiro, né?
- 3:41De alguém que fazia espartilhos. Ele trabalha com o pai, né?
- 3:45Como espartilho, eiro e aí conforme ele vai ficando mais
- 3:47velho, ele vai se envolvendo. EOO, turning points da vida
- 3:51dele, a virada da vida dele nunca foi conhecer o Benjamin
- 3:53Franklin um, né? O Benjamin Franklin, que ajuda
- 3:55ele a ir para os Estados Unidos, sim, inicialmente, para
- 3:58trabalhar como professor nos Estados Unidos, né, que ainda
- 4:01não era Estados Unidos, né? Na Pensilvânia da uma das 13,
- 4:04colônia e ali ele se envolve com o processo revolucionário e aí
- 4:07que ele fica conhecido, é legal, porque ele vai para a
- 4:09Pensilvânia, para Filadélfia com 36 anos, então ele começa essa
- 4:13vida aí, de trouble maker. Então como se dizia, né?
- 4:16Não era mais garoto? Já não era garoto.
- 4:18Eu tinha 36 anos, já tinha tido 2 divórcios. anão tinha nenhum
- 4:23filho. Olha aí e está explicado, aí era
- 4:26devagar, é devagar, era rápida. Evolução em boneco era devagar,
- 4:31mas não tem problema seu o Benjamin Franklin lá e curte o
- 4:34cara, curte o cara Dead o Benjamin Franklin curtiu ele, o
- 4:37Benjamin Franklin já era conhecido, já era admirado e o
- 4:40Benjamin Franklin o conhece, ele, o Thomas Paine, ele gostava
- 4:43de fazer cursos livres em Londres, cursos de física, de
- 4:46astronomia e vai estudar, gostava de estudar e fazer
- 4:49greve, né? Ele, ele conseguiu um emprego
- 4:51como agente do fisco. Lá na Inglaterra, antes de ir
- 4:54para os Estados Unidos, né? É só que a questão é que ele é
- 4:57na cervejarias e ele não fiscalizava coisa nenhuma.
- 5:00O que o dono da cervejaria dizia para ele fazer?
- 5:02Ele ia lá e anotava e declarava, isso cobrava imposto.
- 5:06A partir do caráter corrupto. Então ou alguém ali que tive a
- 5:10simpatia pelas pelos cervejeiros kn pro empresário, trabalhador
- 5:15de ganho, mas por conta disso, ele, ele perdeu esse emprego e
- 5:19aí ele consegue ser reintegrado, mas ele se envolve numa greve,
- 5:22aham, que é quando inclusive ele escreve o primeiro texto
- 5:25político dele e o texto dele tem uma passagem lindíssima, né?
- 5:29Que alguns até dizem que antecipa algumas reflexões do
- 5:31Marx. Ele disse que o pensamento é
- 5:33como uma Montanha, hã? Como o clima de uma Montanha,
- 5:37então, dependendo do lugar que você está na Montanha, o clima é
- 5:40diferente. Ele fala e o pensamento da mesma
- 5:42forma, o pensamento para quem está nas classes mais baixas no
- 5:46círculo polar da pobreza, diz ele.
- 5:48É diferente do pensamento de quem está nas classes mais altas
- 5:51e não consegue enxergar as nossas necessidades.
- 5:53One maravilhoso. Esse é o primeiro texto dele,
- 5:56né? Que ele escreve por conta dessa
- 5:57greve que ele participa e é derrotado, está e é nesse
- 6:00contexto aí da derrota que o Benjamin Franklin fala, Oh, que
- 6:02tal tentar a vida lá na Filadélfia?
- 6:04Sim, mas aí ele saiu de lá e foi para a revolução francesa que
- 6:08que ele foi foi na né é, não conseguiu fazer o bagulho do
- 6:12lado é Mano, porque lo lá nos estados.
- 6:15De 12, ele escreve o texto Calmon sense, aham não é
- 6:18traduzido às vezes no Brasil. Como o senso comum.
- 6:20Embora a tradução mais correta seja o bom senso.
- 6:22Um, né? Vai sair agora, pela editora
- 6:24maquinaria, 11. Tradução que eu participei e
- 6:26tal. A gente vai janeiro traduzir com
- 6:28bom senso, explicar o porquê, né, de bom senso ser mais
- 6:30correto você tem a ver com a filosofia escocesa do common
- 6:33sense o, mas ele escreve esse texto, o texto vende 400000
- 6:36cópias. Eita, quer dizer, era o maior
- 6:39best-seller da história ali da América do norte, né?
- 6:42O texto do Benjamin Franklin, um almanaque do do pobre Richard,
- 6:45tinha vendido 10000. Que isso, né?
- 6:46Então só pra gente fazer 11 comparação, então como você se
- 6:49vende muito, o Thomas pênis se recusa.
- 6:52Para receber qualquer dinheiro pelo pela coisa, ele poderia
- 6:55ficar rico, né? Com as 400000 cópias, mas se
- 6:57recusa a receber qualquer centavo por aquilo que, enfim e
- 7:01o texto tem um papel fundamental na Independência, então aí de
- 7:03fato ele fica conhecido ele partisse, mas ele era um
- 7:06trambolho maker, então, depois da Independência ele se envolve,
- 7:09critica. A corrupção lá do Silas de in,
- 7:12né? Enfim, participa de uma série de
- 7:13coisas. E aí, por que que ele vai pra
- 7:14França? Um é porque além de tudo, ele
- 7:17tinha estudos, autodidatas, porque ele não tinha nem a
- 7:20escola básica, aham, a grammer, skull, que era o nome da escola
- 7:23básica, né? Inglaterra dessa época e mas
- 7:26pelos seus estudos autodidatas, ele faz um projeto de uma ponte
- 7:28no Rio Sena. É um, e ele foi para Paris para
- 7:32fazer essa ponte, certo? Não tinha nada, não tinha uma
- 7:34ideia de fazer revolução, como quando ele foi para os Estados
- 7:37Unidos já pensando, Era pra Ser professor?
- 7:39Sim, e lá nos Estados Unidos, que começa o processo da
- 7:41Independência, ele participa. É aconteceu de novo.
- 7:44Na acontece de novo, na França, ele chega lá na França, estava
- 7:47vivendo uma convulsão sim, desde 1787, né?
- 7:51Com a chamada revolução aristocrática.
- 7:53O que é, o que dá origem a revolução francesa, e ele
- 7:55participou do processo. Ele participou do país ao longo
- 7:58da revolução francesa. Ele vai se candidatar a
- 8:00deputado, vai ser eleito por, se não me engano, agora, 16
- 8:03departamentos da França, o Rui, ele vai escolher esse deputado
- 8:06por pé de calais. Enfim, mas na França também, ele
- 8:09vai se envolver em vários problemas, né?
- 8:10Ele será um crítico dos jacobinos.
- 8:12Tal PN vai ser próximo aos girondinos, vai estar mais
- 8:16próximo do girondinos, será um crítico dos jacobinos e por isso
- 8:18ele é condenado à prisão. Calma, calma, que já era um de
- 8:21volta. Na verdade, nós estamos não é
- 8:24mais por isso é mais pra explicar pro pro ouvinte, é
- 8:26ouvinte, é sim, sim, é sim. Nico é Oo, nosso querido.
- 8:30Papo sobre revolução francesa vai envolver o Thomas?
- 8:33Penne com certeza, porque é um personagem que, que já está aqui
- 8:35no papo agora, mas algumas pessoas têm poucas informações
- 8:41sobre a revolução francesa, além de que aconteceu na França.
- 8:43Então você pode me dizer. Como que começou?
- 8:47É pra como que ela aconteceu, como foi em si, por que ela
- 8:50começou e principalmente né, pra onde que Ela Foi, né?
- 8:53Porque eu acho que o pra onde que Ela Foi a parte mais
- 8:56interessante na revolução francesa, né, que vai por
- 8:58desembocar Napoleão, por exemplo, perfeito e, aliás, uma
- 9:00das coisas que eu tento trazer nesse livro, que é uma visão dos
- 9:03historiadores do dia de hoje, aham, é que a revolução francesa
- 9:06não aconteceu na França, aham propriamente dito, apenas na
- 9:09França, sim, porque a França não era um país e o um erro dos
- 9:14historiadores do século passado é ao falar da revolução
- 9:17francesa, considerar que a França era um país, um Reino
- 9:19meramente que era a França, era o Império a falar de França, é
- 9:23falar também das colônias francesas.
- 9:25Vai falar também do Haiti? É também falar de algumas ilhas
- 9:28no oceano pacífico em todos esses lugares.
- 9:31A revolução francesa tem impacto.
- 9:32Haiti, então né Haiti e vice-versa?
- 9:34Não só a revolução francesa impacta esses lugares, mas esses
- 9:38lugares impactam a revolução francesa?
- 9:40Sim. Então, quando a revolução
- 9:41francesa acontece, já vou falar um pouco mais, tá?
- 9:44Só precisa tranquilo, mas só para dizer isso.
- 9:45Quando a revolução francesa acontece, há uma movimentação
- 9:48importantíssima no Haiti, a revolução haitiana é Na Na
- 9:51colônia de São Domingos, como era chamada na época, e a
- 9:54revolução haitiana, que obrigou a revolução francesa a discutir
- 9:57a escravidão. Porque no começo da revolução
- 10:00francesa se deixou a escravidão. Como estava Liberdade, igualdade
- 10:04e fraternidade para naquelas, naquela aqui na Europa, pra nós,
- 10:07q branco aqui é nós, claro. Dentro da revolução francesa,
- 10:10alguns personagens, desde o começo, eu queria uma visão
- 10:13abolicionista, sempre existiu, né?
- 10:14Sempre existiu. É, porém, a revolução, não a
- 10:17bola aí e pior, não abole. No começo o financiamento que os
- 10:21Bourbon tinham do tráfico de pessoas escravizadas, o tráfico
- 10:24de pessoas escravizadas era financiado pela coroa francesa,
- 10:26o rum tá e a revolução no começo não abole isso apesar do né,
- 10:30quer ter proposto o rumo essa abolição, mas quer dizer, é o
- 10:34próprio movimento nas colônias, não só o Haiti, também
- 10:37Guadalupe, Martinica. Que obriga a revolução francesa
- 10:40a lidar com isso, porque se a revolução francesa não fizesse
- 10:43nada com relação as pessoas escravizadas, as pessoas
- 10:46escravizadas vão ficar do lado da Inglaterra.
- 10:48E a França se ferrar, mas vamos lá.
- 10:50Tração numa time line aí cronologia, onde que tu marcaria
- 10:54o ponto inicial de você? Aqui nós temos o primeiro passo
- 10:57para revolução francesa. Em que momento da história do
- 10:59país não vem falar 1000 anos antes?
- 11:01Sempre tem sempre. Oh, não.
- 11:03Na verdade, foi se você começar da origem mesmo, é, já falou o
- 11:07bagulho de de sabia que é na França, o cara já meteu quando é
- 11:10na França, o caralho, Império francesa, então a gente não vem
- 11:13com essa é, é claro, é exatamente, a gente parece
- 11:17voltar sempre, é o tocqueville, por exemplo, volta lá pro século
- 11:2015, é não é isso da revolução francesa, podem pegar um pouco
- 11:23mais leve também, né? Vamos, vamos trazer um pouco
- 11:25mais pra factual, aí é a questão.
- 11:27A cronologia mais clássica, vamos dizer assim, aham.
- 11:30A gente pode começar o mais correto é em 1787.
- 11:33Perfeito e a revolução francesa foi em 1789, que é um dos
- 11:38aqueles Datas clássicas de história fácil de decorar 1789
- 11:42da revolução francesa. É fácil de decorar, é isso, mas
- 11:45a gente diz que 1787, certo? O movimento, liderado pela
- 11:49própria aristocracia francesa, é o que dá partida ao processo.
- 11:53Aham, então é a própria aristocracia francesa que começa
- 11:56a exigir que a coroa faça alguma coisa que a coroa se reforma a
- 12:00coroa francesa Luis XVI ur era um monarca.
- 12:02Isso é importante dizer era um monarca reformista.
- 12:06Tá, e na verdade, vários historiadores dizem que o
- 12:08próprio Thomas Paine, um que defendeu a revolução francesa,
- 12:10dizia ele, ele foi o menos despótico dos Bourbon, menos que
- 12:14o Luís XV, muito menos que o Luís XIV.
- 12:17É. É.
- 12:18Porém, ele foi um monarca que tentou fazer reformas na França
- 12:21e ele não consegue fazer essa reformas.
- 12:23E aí vem essa questão, por que que ele não consegue?
- 12:25Um porque o Luís XVI, ao mesmo tempo, que queria fazer
- 12:29reformas, então ele queria a Liberdade comercial.
- 12:32Ele, ele abole a tortura na França em 1787, mas ele queria
- 12:36fazer tudo isso sem desagradar a nobreza.
- 12:39Aham, então ele queria conciliar uma manutenção da nobreza.
- 12:43Com uma reforma, e é isso que ele não consegue e outros
- 12:46monarcas da Europa consegue sim. Então Frederico da prússia
- 12:50empreende uma série da de reformas.
- 12:52O duque da Toscana empreende uma série de reformas.
- 12:55O contexto tem um historiador chamado Alfred coban, que ele
- 12:58fala que é a era da reforma. Todos Os Monarcas estão fazendo
- 13:00reformas na França. Ele enfrenta a oposição da
- 13:04próprias tocasse AO Rui aristocracia, começa a exigir
- 13:08que ele convoque as tal da assembleia dos estados gerais.
- 13:11Na verdade, o nome assembleia dos estados gerais, eu não sabia
- 13:13disso, nem na época que eu escrevi o livro, descobri isso
- 13:15depois, um é não era o nome da época, um é o nome inventado
- 13:18pelos historiadores, então o nome correto era os estados do
- 13:21Reino. Olha, historiadores que
- 13:23inventaram esse negócio de estados gerais.
- 13:24Olha, é enfim, um detalhe, né? É sim.
- 13:26Mas o que que vamos lá? Ele falou porque por que que ele
- 13:29quis fazer essas reformas? Ele tinha essa mentalidade mais
- 13:33esclarecida. Ele era 1110 para ter mais
- 13:36cabeça aberta. Estava nessa sua influência do
- 13:39movimento iluminista da época. E ele falou, putz, quer saber
- 13:42isso aqui? Eu devia ser um pouco mais
- 13:44liberal ou algo do gênero assim, e ele decidiu fazer isso a
- 13:48legal. A gente não diz que foi uma
- 13:50questão individual, de uma decisão que vem dele, embora ele
- 13:54fosse um leitor de David Hill me coisa e tal, aham, mas era muito
- 13:57mais uma necessidade se ele não fizesse reformas.
- 13:59Era a banca rota do Reino, né? Era a falência do Reino
- 14:02perfeito. O Reino estava endividado, A
- 14:04Fila estava numa crise, só que isso é uma coisa que eu digo no
- 14:08livro. A dívida da Inglaterra era maior
- 14:11que a da França. Aham.
- 14:13Então por que que a revolução não acontece na Inglaterra?
- 14:15É porque na Inglaterra você teve uma revolução anterior também,
- 14:19que já estava acalmando os ânimos revolução inglesa, sim, e
- 14:23no tem uma treta da indústria francesa.
- 14:25A indústria britânica que isso tem o seu papel também, mas Oo
- 14:30que a gente diz é que a monarquia inglesa ela dispunha,
- 14:33na verdade, de mais meios de arrecadação.
- 14:36Um tá, você tem os atos de navegação?
- 14:38Sim, é a colonização também da da Jamaica.
- 14:42Por exemplo, a monarquia inglesa dispunha de mais meios para
- 14:44enfrentar, hã a monarquia francesa.
- 14:46Ela estava mais presa, né? A é mais dependente dessa list?
- 14:50Okra cia perfeito, mas depende aí.
- 14:52Aristocracia pede para o rei convocar esses estados do Reino,
- 14:55tá? Então a França tava ruim de
- 14:57grana e o rei falou o seguinte, ou nós muda ou regaçamos nós.
- 15:03Resumindo, resumindo, porém, é, é legal e eu escrevo aqui no
- 15:07livro a seguinte frase, falou, ó, se o rei não fizesse
- 15:10reformas, era falência. Mas e aí, diferente da
- 15:13Inglaterra, se ele fizesse, ele enfrentaria a oposição, dares
- 15:18tocasse a então, quais eram as reformas?
- 15:20E aí, por exemplo, então, ele de fato ele tem assessoria, né?
- 15:23De ministros, aham, que são grandes pensadores iluministas,
- 15:26como to né? Como né, quer é, é, é, e esses
- 15:30caras fazem coisas como Liberdade comercial, certo?
- 15:33Eles tentam taxar algumas propriedades, por exemplo, da
- 15:36nobreza, tá é um erro comum que tem livros didáticos, eu quando
- 15:40dava aula em escola, todos erros didáticos, tinha esse erro dizer
- 15:43que a nobreza francesa não pagava impostos, o rua nobreza
- 15:46francesa pagava impostos, Oo, ela tinha várias isenções, mas
- 15:49ela pagava a captação. Né?
- 15:51Que era imposto por cabeça. Ela pagava o dízimo, então tinha
- 15:53vários impostos, mas não pagavam o imposto, que é burguesia da
- 15:56época. Pagava, não é?
- 15:57É. Você tinha várias isenções em
- 15:59vários corpos. A burguesia, por sua vez, tinha
- 16:01isenção de alguns outros. Perfeito, né?
- 16:02Como por exemplo dos trabalhos manuais, o imposto sobre
- 16:05trabalhos manuais. Entendi, é, é a cor das
- 16:08corveias, et cetera, sim, é então, enfim, você tinha várias
- 16:10isenções no Reino, porque é verdade, isso é muito
- 16:13importante, isso é extremamente importante que no antigo regime,
- 16:17nesse mundo, antes da revolução francesa na França, cada lugar
- 16:21da França vivia um estatuto de leis e de impostos diferentes,
- 16:24um, então, se você passasse da Bretanha para a Normandia.
- 16:28Independente de onde você estivesse, os regimes de
- 16:31impostos estão em algumas regiões do Reino, por exemplo,
- 16:34os camponeses estavam isentos do imposto do sal.
- 16:37Isso é um privilégio também. Privilégio não é apenas dar
- 16:40nobreza. O privilégio estava espalhado
- 16:43pelo Reino. Saque é então, basicamente, o
- 16:45rei falou, vamos ter que reformar sim, e ele em 1800 e
- 16:511787, ele convocar a assembleia dos estados gerais, primeiro
- 16:55assembleia dos mutáveis 1737 sim, então a assembleia só com a
- 16:59alta aristocracia show e essa assembléia dos notáveis se
- 17:03rebela contra o rei, quer dizer, não aceita as reformas que o rei
- 17:05quer fazer, chamou, chamou ela pra conversar, pessoal não abre
- 17:08os nome, falaram que não gostei. Não gostei e aí eles exigem que
- 17:11o rei convocou os estados gerais.
- 17:13O que acontece em maio de 1789. O ruim e aí a pergunta é, por
- 17:17quê? Aham, né, porque queres tocasse
- 17:19a, queria que o rei convocação assembléia dos estados gerais
- 17:22que não era convocada, é há muitos anos, séculos não me
- 17:24engano isso há mais de um século.
- 17:26É. E aí o que OAA?
- 17:27Porque que eles pedem isso? A ideia da aristocracia era usar
- 17:31a assembleia do Reino dos estados gerais.
- 17:34Para retomar o seu poder, o rumo, para reforçar o seu poder
- 17:37local, urro para reforçar o poder das localidades, impedir a
- 17:41monarquia de solapar, de esmagar, de retirar os presa, o
- 17:45poder da das nobrezas locais, ser mais valorizado do que o
- 17:48poder do monarca sobre toda a França.
- 17:51Isso? Beleza?
- 17:51Mas qual é a questão? Um a questão é, não existe uma
- 17:54nobreza na França um existiam várias nobreza na França e essas
- 17:58nobreza tinham Ideas distintas, propósitos, distintos, noções de
- 18:03então. Por exemplo, a nobreza mais no
- 18:05norte da França, em geral, era mais empobrecida.
- 18:08Urro então eles eram mais apegados aos seus privilégios.
- 18:12Há outras nuvens estão, por exemplo, tá léran o bi fom.
- 18:16Essas famílias eram famílias que tinham investimentos na bolsa.
- 18:19Investimentos capitalistas, tinha uma grande setor da
- 18:21nobreza, que não dependia mais dos privilégios, um grande setor
- 18:24da nobreza, profundamente envolvido em atividades
- 18:26capitalistas. Quero dizer, tava indo pro pro
- 18:29futuro exatamente com ações et cetera.
- 18:32E você tinha outros setores da nobreza que queriam uma coisa,
- 18:35um meio termo, então você tinha uma nobreza profundamente
- 18:38dividida, tá? Tem um grande historiador, o
- 18:41François ferret, que ele fala ó, tinha uma nobreza mais inglesa,
- 18:44quer dizer mais modernizante. Você tinha uma nobreza mais
- 18:47prussiana que quer fortalecer o estado, tomar o estado.
- 18:51Você tinha uma nobreza mais polonesa, mas apegada a seus
- 18:54privilégios locais mais medieval, digamos assim.
- 18:57Então a nobreza é uma, é uma era um grupo dividido, perfeito, era
- 19:01uma ordem profundamente dividida.
- 19:02Sim, isso é fundamental para entender a revolução francesa.
- 19:05Oo, porque a questão é a nobreza convocou os estados gerais
- 19:09esperando se beneficiar. Mas a coisa sai do controle, por
- 19:13que que sai do controle? A coisa sai do como é que sai do
- 19:15controle que é? É pera aí, por vários burra, o
- 19:20Walter empurraram, trouxe uma cabra, quem trouxe uma cabra foi
- 19:24cheio de controle. A coisa sai do controle por
- 19:27vários motivos. Primeiro é o Reino vivia
- 19:30transformações, o rei, então você tinha uma transformação e
- 19:33aí eu tenho que voltar um pouquinho no tempo você tinha de
- 19:35fato um Reino que se enriqueciam rwe, essa Riqueza voltando ao
- 19:38que estávamos falando no começo vinha em grande parte das
- 19:40colônias, certo? Então a prosperidade de regiões
- 19:43como Bordeaux, né? Marcélia tal pro vinha muito das
- 19:47riquezas coloniais no Haiti. Né?
- 19:49Que são mimadas, São Domingos. À época, era colônia mais rica
- 19:51do mundo, produzia a maior parte do café do mundo, era plantado.
- 19:55É é no Haiti. Urro era plantado na conexão
- 19:58domingos e a partir do trabalho de pessoas escravizadas.
- 20:01Hur, né? Então você tinha uma sociedade
- 20:02que se enriqueciam de fato uma sociedade que se transformava,
- 20:06né? E aí, e aí o François ferret?
- 20:08Quando ele fala sobre isso, ele diz, é uma sociedade atravessada
- 20:10por contradiz, honra, atravessada.
- 20:13Quando a gente fala em burguesia, né?
- 20:14Esse é um ponto importante, né? Quando a gente fala em
- 20:16burguesia, na época da revolução francesa, é muito importante
- 20:19dizer que não tem nada a ver com a nossa burguesia de hoje, o
- 20:22Ruan, do agente fala burguesia, hoje, geralmente a gente quer
- 20:24dizer os industriais, os donos dos meios de produção.
- 20:28AA quantidade de industriais na França nessa época era muito
- 20:31pequena. A indústria na França dessa
- 20:33época era incipiente, era muito pequena.
- 20:35E na verdade, quando a gente fala de burguesia, no sentido da
- 20:38época, a gente tá se referindo, por exemplo, a professores,
- 20:42médicos, advogados, o que chamaríamos hoje, funcionais
- 20:45liberais de classe média. Então, essas grandes lideranças
- 20:48burguesas da revolução francesa eram sobretudo advogados.
- 20:52Letra 12, escritores é e acontece que quando você tem a
- 20:58convocação da assembleia dos estados gerais, você tem as
- 21:01eleições nas 3 ordens. Urro, então você tem a eleição
- 21:03no clero. A eleição no seio da nobreza e a
- 21:07eleição no terceiro estado, primeiro, segundo e terceiro
- 21:09estado, primeiro, segundo, terceiro estado, que são todos
- 21:12aqueles que fazem parte da Plebe que não são o clero nem a
- 21:14nobreza, o Roy, as diferentes já começam a acontecer.
- 21:17Aham, você tem vários estados gerais na história da França,
- 21:20mas esse de 1789 foi o primeiro que o baixo clero participa e
- 21:25lota, né? Inclusive aí, quando baixo clero
- 21:27participa, você tem vários eleitos do baixo clero, urro
- 21:30quer dizer, o alto clero geralmente eram aristocratas
- 21:33Nobres, aí você tem ali vigários, cura as pessoas mais
- 21:37identificadas com o terceiro estado, rum mais identificado ao
- 21:40mesmo tempo. É, acontece uma grande
- 21:44participação da população dos Campos.
- 21:46Nessas eleições estão todo homem com mais de 25 anos.
- 21:49O Rick tinha alguma renda, mesmo que pequena, nos Campos.
- 21:52Pôde participar das eleições? Um pode participar?
- 21:55É claro que isso é, isso é legal.
- 21:57Na França, a primeira vez que você tem voto em cabine é em
- 22:011914, lá na época da primeira guerra mundial, então, no século
- 22:041819, a votação não era uma atividade individual como é
- 22:07hoje. Então quando eu falo votação é
- 22:10votação em assembleia e por ser em assembleia, a gente entende
- 22:14que os letrados eram aqueles conseguiram ser eleitos.
- 22:17Né? Então o terceiro estado vai
- 22:18votar majoritariamente em advogados.
- 22:21Letra dos médicos, o Gui lho tão da guilhotina era um médico.
- 22:24Sim, é, né? E esse pessoal vai ser eleito no
- 22:27terceiro estado e vai chegar na assembleia dos estados gerais
- 22:30exigindo reformas, mas é muito importante dizer o Robespierre,
- 22:34por exemplo, que é eleito, né? Na região de ar, as que era de
- 22:37onde vinha Robespierre, Robespierre não era republicano
- 22:40nesse momento. Robespierre, nesse momento, era
- 22:41monarquista, o Rui nessa, nesse, nesses eleitos da assembleia dos
- 22:45estados gerais, quase não tem republicano o no sentido, né?
- 22:49Diante monarquista, é a maioria deles eram monarquistas, mas que
- 22:53exigiam reformas OOO esclarecidos na monarquia,
- 22:56esclarecidos, que, esclarecido, enxergavam o.
- 22:59Oo caminho, indo para um lugar menos Absolut, menos
- 23:02absolutista, ou seja, que queriam que o rei fosse limitado
- 23:04pela Constituição. E aí, Vitor, como você?
- 23:06Já falou muito bem, a maioria deles admiradores do modelo
- 23:09inglês, uma monarquia limitada, moderada um institucionalista.
- 23:14Mas a questão é o Thomas Paine, que era inglês, vai falar, ó,
- 23:17vocês não admira o modelo inglês, modelo inglês é uma
- 23:19porcaria que vocês não moram lá. Poder inglês é excludente, et
- 23:24cetera, o Thomas Paine. Ele é interessante porque ele
- 23:26dizia que é essa coisa do da monarquia constitucional, era
- 23:29uma farsa, e era mesmo sim, né? É de fato, a participação era
- 23:33muito pequena, et cetera, mas enfim.
- 23:36Nesse momento, não interessa o que a Inglaterra de fato era,
- 23:39interessa o que aqueles franceses achavam que era a
- 23:41Inglaterra. Sim, idealizavam.
- 23:43Então, quando é essa, é aberta a assembleia dos estados gerais,
- 23:47outros eleitos pelo terceiro estado chegam com essa
- 23:49expectativa. Aham.
- 23:51E claro, né? EEE muitos, como você já também
- 23:54apontou leitores de Voltaire, leitores de Rousseau, leitores
- 23:57dos iluministas, e aí tem uma questão interessante, a maioria
- 24:01dos iluministas eram contrários a uma revolução, o roter, nunca
- 24:05que apoiaria uma revolução. Montesquieu era um nobre Barão,
- 24:09então por isso a gente gosta de dizer que o iluminismo, isso
- 24:11quem disse, foi um historiador chamado Roger chartier, né?
- 24:15Que o iluminismo não é causa da revolução francesa?
- 24:18Que os revolucionários franceses se apropriam do iluminismo e
- 24:22fazem uma leitura. Então, Montesquieu era um
- 24:24revolucionário, não? Mas na revolução é feita uma
- 24:27leitura revolucionária de Montesquieu, certo?
- 24:29As ideias de Montesquieu são usados, por isso que o chat e
- 24:32diz a revolução francesa inventa o iluminismo.
- 24:35Sim, dá para iluminismo a coerência.
- 24:36Não é OA leitura revolucionária, é uma prática muito comum, né?
- 24:39Se você tem o que tem de marxista que lê e Spartacus isso
- 24:43perfeito, eu acho que é é coisa mais comum o cara da da da de
- 24:46Roma antiga, sabe? No não existe nenhum conceito
- 24:50aqui do eu digo depois, Marques daquela época existia, né?
- 24:53E mas mesmo assim, é uma interpretação revolucionária de
- 24:56um agitador, né? De um revolucionário ótimo.
- 25:00Então, maio de 1789, o Ho abre assembleia dos estados gerais.
- 25:04Perfeito, todo o ritual do antigo regime.
- 25:07Então primeiro entra nobreza com seus chapéus emplumados.
- 25:10Desculpa primeiro entre o clero. Primeiro esteve depois da
- 25:12nobreza, com seus chapéus emplumados.
- 25:14Aí chega o terceiro estado, todos vestidos de preto, como
- 25:17mandava a tradição. Rua questão é antes da
- 25:20assembleia convocada. Antes disso acontecer, o
- 25:24terceiro estado já estava exigindo que o voto não fosse
- 25:27por estado urro, mas se fosse por cabeça, o terceiro estado
- 25:30havia conseguido duplicar os seus representantes.
- 25:33Mas o voto, a princípio, era por estado um voto para o primeiro
- 25:36estado, claro, primeira ordem para o clero, um voto para o
- 25:39segundo para nobreza e um voto pro restante.
- 25:41Vale a pena lembrar também que a gente tá falando de 90 e.
- 25:44Tantos por cento da população deixa do estado.
- 25:47Era uma parcela muito menor, que tinha 2 votos e a parcela muito
- 25:51maior, que tinha um voto só. Então, tipo assim, com os olhos
- 25:55democráticos que nós temos hoje é algo inaceitável, sabe
- 25:58exatamente exato. E aí?
- 26:00Só pra vocês entenderem a questão das regiões, eu falei
- 26:02que a Bretanha era uma região com uma nobreza muito urro
- 26:05medieval, vamos dizer assim, né? Só pra gente entender é.
- 26:09Foi tanta briga durante as eleições dos estados gerais na
- 26:11Bretanha, que eles não conseguem eleger Nobres lá, né?
- 26:15Não conseguem fazer eleição. O terceiro estado da Bretanha
- 26:18consegue, e esse terceiro estado da Bretanha chega na assembleia
- 26:22com as posições para usar um termo que não era da época, que
- 26:24é nosso mais radicais urro mais e aí eles fundam o clube, o
- 26:28clube dos bretões. Um.
- 26:29Eles se reuniam num café que era o café Amauri, lá em versalles,
- 26:33e nesse café eles se reuniam para discutir a revolução.
- 26:36E aí outras pessoas começam a colar nesse café maneiro no
- 26:39clube dos bretões e aí o clube dos bretões vira a sociedade dos
- 26:42amigos da Constituição, que era a sociedade dos defensores, da
- 26:45Constituição, dos defensores, da revolução mais pra frente na
- 26:49economia, revolução francesa tiver mais para em outubro de
- 26:511069, eles se mudam para Paris. E aí eles passam a ser localizar
- 26:57no convento de Santiago de são jacobo e ele espaços e conhecido
- 27:01como os jacobinos. Tá, mas é legal que no começo,
- 27:04no clube do jacobinus tinha monarquista sim, tinha.
- 27:07A monarquia. É o clube de jacobinas.
- 27:09Era um clube que defendia a revolução francesa?
- 27:10Sim, mas quando pra gente como é que foi a assembleia dos estados
- 27:14gerais? Porque ela deu merda, deu merda
- 27:16assim, qual foi a merda que ou deu coisa boa?
- 27:18Dependendo do sim é é merda pra que se esperava dela, não foi
- 27:22bonito, né é, foi, foi, foi caótico, podemos assim dizer é,
- 27:26acontece que há ali e aí eu vou usar um termo de historiador
- 27:29clássico, né, que é Oo Jorge lefê ver ali uma revolução
- 27:33parlamentar. O roe, uma revolução burguesa,
- 27:35mas levando em conta o sentido que a palavra burguesia tinha na
- 27:38época, o runt é que era liderado por esses advogados, et cetera.
- 27:41Então primeiro, eles não aceitam, né?
- 27:44Que o rei que que a nobreza mande isso, começam a exigir o
- 27:48voto por o voto por cabeça e não voto por estado.
- 27:51Então a coisa começa. A degringolar e vários membros
- 27:56do primeiro estado lembra que no primeiro estado tinha gente do
- 27:58baixo clero? Sim, vários membros do primeiro
- 28:00estado se juntam a eles. Sim, e eu falei também que no
- 28:03segundo estado, na nobreza, você tinha monarcas.
- 28:06É você tinha Nobres, desculpa, monarcas, você tinha Nobres que
- 28:08eram reformistas, que é o caso do Taleban, que tinha lutado na
- 28:11imprensa, Estados Unidos, alguns Nobres reformistas se juntam ao
- 28:14terceiro estado, então o terceiro estado foi ganhando
- 28:16apoio dos outros 2. Isso o terceiro estado foi
- 28:18ganhando apoio de setores dos outros 2.
- 28:20O terceiro estado vai se engrandecendo, o terceiro estado
- 28:23começa a conseguir impor as suas coisas, né?
- 28:25O terceiro estado faz pra gente aqui bem resumido, né?
- 28:28É, faz um Juramento numa sala em versalhes que a sala do jogo da
- 28:31péla do Jô depondo. Né?
- 28:33Eles conseguem fazer um Juramento de que a França vai
- 28:35ter uma Constituição. O rei tenta bloquear isso.
- 28:39O rei tenta evitar que a França tem uma Constituição, mas
- 28:42acontece que, enquanto lá nos estados gerais e essa questão,
- 28:46enquanto lá nos estados gerais. Eles estavam tentando, eles vão
- 28:49conseguir transformar a assembleia dos estados gerais
- 28:52numa assembleia constituinte, numa assembleia que vai fazer
- 28:55uma Constituição, um modelo inglês, né?
- 28:57Como espelho no modelo inglês, como espelho, quer dizer,
- 28:59limitando o poder do rei. Portanto, sim, é começam a
- 29:03acontecer mobilizações nas cidades e nos Campos.
- 29:06E a questão é, são as mobilizações populares nas
- 29:10cidades e nos Campos que garantem um triunfo da revolução
- 29:14jurídico burguesa parlamentar e essas movimentações eram que era
- 29:18a invasão de propriedade, era o quê?
- 29:20Ótimo? Então chegam na fogo nas coisas
- 29:22é, chega na cidade um boato na cidade de Paris que era a maior
- 29:26cidade. Tinha mais ou menos uns 600000
- 29:28habitantes. Chega um boato que o rei a
- 29:30demitir, né? Quer, né?
- 29:32Quer era o ministro das finanças.
- 29:33O nome não era ministro, não era diretor-geral, mas só pra
- 29:36entender, nada mesmo. É esse boato chega e a população
- 29:39fica furiosa. Chegam boatos também esses mais
- 29:43perigosos de que a nobreza estava escondendo grãos um.
- 29:47Aí, a população. Toma o depósito de grãos em
- 29:51julho de 1789. Um que depois será um
- 29:55revolucionário importante, o Camille the mulan tem uma cena
- 29:57que deve ter sido linda, que foi descrita pelas Fontes na época
- 30:00do Camille demolay em cima de uma de uma mesa, atirando para
- 30:04cima com 2 pistolas. É começa a acontecer conflitos
- 30:08nas cidades e esses conflitos levam as pessoas a tomarem
- 30:12alguns Palácio, entre eles a Fortaleza da Bastilha, que era
- 30:15uma prisão. Só que a Bastilha, nesse
- 30:17momento, mal tinha prisioneiros. Eles tomam a Bastilha esperando
- 30:21tomar as armas que estavam ali. Sim, sim, isso em 14/07/1789, né
- 30:25sim, que é o Marco inicial. Oficialmente, exatamente, são
- 30:28francesas, historiadores realmente tratam a queda da
- 30:30Bastilha. Como revolução francesa,
- 30:32inclusive historiadores, mais ortodoxa até tratam como o
- 30:35início da idade contemporânea. Tipo é até uma parada tão
- 30:39grandioso assim, né? Da da historiografia mais
- 30:41tradicional que você tem a idade antiga, a idade média, idade
- 30:45Moderna e idade contemporânea, idade contemporânea começa
- 30:49quando, quando a Bastilha derrubada e a Bastilha,
- 30:52interessante porque ela é uma prisão, só que ela tem pouca
- 30:54gente, né? Só que ela é uma prisão
- 30:56particular do rei, né? Então ela meio que cria esse ou
- 30:59tem uma prisão particular, é tipo isso.
- 31:01E aí isso meio que queria, tipo assim, pô, é OOO espírito
- 31:05daquele momento, é Mano, o rei, não é?
- 31:08Não é? Tudo isso aí, tá ligado?
- 31:11Ele derrubou o lugar do cara, pô, invadir uma casa dele,
- 31:13tocamos, Arara, tá ligado, é outra, é outra.
- 31:16Pararia isso corrobora? Faz um q eu acho que é Bastilha
- 31:20ela, ela. A queda da Bastilha, né?
- 31:23Ela é um dos poucos momentos da história onde os contemporâneos
- 31:26se sentem fazendo algo revolucionário à isso, isso que
- 31:30você colocou, Victor, é um grande tema para quem estuda a
- 31:32revolução francesa. É um grande tema, porque de fato
- 31:36é as pessoas que viveram a revolução francesa diziam o
- 31:40estar rompendo com o passar, tanto que eles vão chamar o
- 31:42passado de antigo regime. Isso quem?
- 31:43Quem passa a chamar o que tinha antes da revolução para o antigo
- 31:46regime é a própria revolução francesa, falou.
- 31:48Tinha um antigo regime e nós trazemos um novo só pra você.
- 31:50Eu gosto de citar esse exemplo, que eu acho muito legal, teve um
- 31:53deputado na revolução francesa chamado Leon, que ele propôs a
- 31:57abolição da distinção entre o dia e a noite.
- 32:01Ele dizia que era uma distinção fútil, né?
- 32:04Se fosse no Twitter, ele faria que é uma distinção tóxico muito
- 32:07foda. Foi coisa calma aí.
- 32:10Como assim? O cara mandou?
- 32:11Não quero mais, entendi é ele dizia que essa distinção, uma
- 32:14invenção humana artificial, é claro que a lei que ele propõe
- 32:17não é aprovada, é é que não é aprovar, mas eu gosto desse
- 32:20exemplo porque mostra um pouco do oxigênio mental e aquele
- 32:24período o próprio calendário, né, cara, o calendário
- 32:26revolucionário é isso mesmo, o calendário mudou porque o
- 32:30calendário tradicional ele é do a coisa antiga, né?
- 32:32Ultrapassada e aí, como é que o referências à monarquia, julho
- 32:36de Júlio César, agosto, de Otávio Augusto, exato referência
- 32:40ao Santos, a superstição. Eles mudam, então o dia de Santa
- 32:43Catarina vai virar dia do nabo. Isso porque não vamos fazer uma
- 32:47refeição à Santa. Vamos fazer uma referência a
- 32:48natureza. Isso é a vida dos camponeses,
- 32:51estão os meses passam a ter nomes da natureza, então pro
- 32:53Mário o mês das brumas, quer dizer, da neblina, né?
- 32:57É o pluvioso o mês da chuva, né? Plus é, é, enfim, então as
- 33:01coisas passam a ter um outro, então essa ideia mesmo de
- 33:03recriar o mundo outra vez, sim, e aí, justamente historiadores
- 33:07como o tocqueville no século 19, que não era o historiador nosso
- 33:09sentido, né? Um é o fã software e no século
- 33:1220, vamos dizer que a gente tem que desconfiar do que os
- 33:15franceses diziam deles, próprios baianos, franceses diziam que
- 33:18eles estavam rompendo com o antigo regime.
- 33:20Mas na verdade, eles vão conseguir fazer todas aquelas
- 33:25reformas que Luís XVI não conseguiu, que já queria fazer
- 33:27antes. Já queria fazer antes, então
- 33:29eles vão fazer, vão aprofundar tendências de longo prazo.
- 33:32É por isso que eu toquei. Ele vai começar a revolução
- 33:33francesa pelo século 15. Aham e falou, ó, lá no século
- 33:3715, eles estavam fazendo a centralização e, por exemplo,
- 33:39uma das primeiras medidas da revolução francesa é acabar com
- 33:43esse negócio de cada região da França ter um imposto diferente,
- 33:46uma lei diferente exigia, e ele se põe uma lei única, é um
- 33:50regime único, uma Constituição única para o território, isso é
- 33:54muito importante porque veja, se eu falasse para vocês hoje
- 33:56assim, a no Pará. Tem uma lei no Rio Grande do
- 34:00Sul, outra, um em São Paulo. A gente paga o imposto em
- 34:02Brasília. Outro imagina uma pessoa que tem
- 34:04empresa para se eu falasse isso para vocês, vocês iam achar um
- 34:07absurdo você achar injusto. Eu não sei porque não tem, não
- 34:10temos os estados, Estados Unidos que são ameaças?
- 34:12Sim, sim, mas isso é uma característica do do dos Estados
- 34:15Unidos, justamente, tanto que o nome mas será que não é meio
- 34:17legal, por exemplo, assim ter ter um estado que pode fazer
- 34:21aborto e outro não? Não, não.
- 34:22Isso acontece nos Estados Unidos, acho que no Brasil não,
- 34:24não, não é eu, eu não, eu não sei o que que é melhor, o que é
- 34:27ruim Oo ponto é porque não é tipo pra historiador, não é
- 34:30interessante que é bom o que é ruim, o que o que é interessante
- 34:32é Oo quanto que essa perspectiva.
- 34:37De unificar a legislação e, principalmente, a tributação num
- 34:41país. Corroborou para a burguesia
- 34:44conseguir investir isso, ter os seus empreendimentos lucrando é
- 34:48muito melhor para um burguês, para o empresário da época, ele
- 34:51tem uma mesma tributação no norte da França do sul da
- 34:54França, no leste Oeste. Ele saber quanto que ele vai
- 34:56ganhar, quanto que ele vai perder, quanto que ele vai
- 34:58investir aquela moeda. Quando que vai converter agora,
- 35:00se cada lugar tiver uma moeda que aceita outra, essa aqui não
- 35:04aceita que essa aqui deve ser, que é tanto de imposto.
- 35:06O cara não vai conseguir se organizar para ter o seu
- 35:08empreendimento. Eu acho que tem uma coisa, isso
- 35:10é verdade e acho que tem uma coisa ainda mais profunda, que é
- 35:14uma ideia, isso que é o ponto do tocqueville, quando ele escreveu
- 35:16sobre revolução francesa, uma ideia de que justiça e
- 35:19igualdade. O ruim de que a justiça é a
- 35:22gente ser julgado pelas mesmas leis.
- 35:24Aham, tá, isso é uma ideia profundamente contemporânea.
- 35:27Está numa numa ideia de justiça do antigo regime.
- 35:30É justiça, é, cada um está no lugar que merece um lugar.
- 35:33Então, se você está dentro de uma igreja, se você está num
- 35:35outro espaço, as leis são diferentes para a gente.
- 35:38Isso hoje seria um absurdo eu ser julgado por uma lei aqui
- 35:41nesse prédio, por outra lei, no outro, o rum tá numa noção de
- 35:44justiça do antigo regime, é cada um diz onde merece, né?
- 35:47Cada um no seu estado, no seu estado, no seu lugar, né palavra
- 35:50estado vem de status, né? Cada um naquele lugar que lhe é
- 35:53devido, então a revolução francesa traz uma noção muito
- 35:56profunda, é que a noção de de que a justiça, a igualdade e aí
- 36:00justamente essa ideia de leis é igualitárias pro território,
- 36:03impostos igualitários. Que justamente precisamente, o
- 36:06fim dos privilégios, igualdade, Liberdade, igualdade,
- 36:09fraternidade. É legal, né?
- 36:10Porque Liberdade, igualdade, fraternidade.
- 36:13Nunca foi um lema oficial da revolução francesa.
- 36:15A primeira vez que foi lema oficial foi em 1848, na
- 36:18Primavera dos povos, mas Oo termo aparece na revolução
- 36:20francesa. Oo parece que o primeiro a
- 36:22utilizar até onde a gente sabe foi o Camilo.
- 36:24Ed mulan a é 1069 em 1790, o Robespierre propôs que esse lema
- 36:30liberté glitter prata MT fosse colocado no uniforme da guarda
- 36:33nacional. A maneirinha, né, né?
- 36:35E aí que o termo começa aparecer, é legal, é, é, mas ele
- 36:38só se torna o lema oficial em 1848, na Primavera dos povos,
- 36:41embora eu ter uma apareça. Na revolução, faço Liberdade.
- 36:44Eu entendi, é igualdade. Show agora, fraternidade é nada
- 36:48a ver né? Aqui, ó pá, é só tipo lance
- 36:51nacionalistas, precisa de unir. Vamos nos unir.
- 36:53Para Trindade, não sei se é verdade, porque os bares
- 36:56cervejinha o seu amigo abraçado, ó Liberdade, fraternidade, não é
- 37:00isso que vem na tua cabeça? Fraternidade, me lembra camisa
- 37:03polo e cuide faculdade me lembra talvez fraternidade da
- 37:06engenharia, é não sei, mas cervejinha é o é porque tipo
- 37:10assim é tipo é porque a Liberdade está muito claro na
- 37:13revolução francesa, igualdade está muito claro pra mim
- 37:16fraternidade eu acho que os caras não tinha é fraternidade
- 37:18que vem na tua cabeça eu acho que assim no caso da revolução
- 37:21francesa. Essa noção de fraternidade, hã?
- 37:24Ela vai ganhar muita força, por exemplo, naquilo que é um Marco
- 37:27da revolução francesa, que é quando começa a guerra.
- 37:29Putz, é faz sentido, é quando começa a guerra.
- 37:32Se externas, né? Os cara quer externas porque
- 37:34acho que a gente pode até voltar agora na cronologia, por favor
- 37:37quiserem. Aham, é porque veja, eu falei
- 37:39que em 1789 tava rolando lá assembleia dos estados gerais.
- 37:43E que aí acontece uma revolução na cidade, que é quando tem a
- 37:46cara da Bastilha, ia se várias revoluções no campo, entre elas
- 37:50aquilo que foi conhecido como o grande medo.
- 37:52E é no campo que morava mais de 80% da população, o vários
- 37:57castelos de Nobres que estavam lá nos estados gerais são
- 38:00Queimados. O grande medo é o grande medo da
- 38:03nobreza, né? A nobreza, com muito medo da do,
- 38:07do do do dos camponeses, né? Que os camponeses falaram, eu
- 38:09quero que se foda, começaram a virar ainda verdade, tem, tem
- 38:12um. Tem uns estudos sociológicos bem
- 38:14legais, disso começa a circular boatos nos Campos, hã, os
- 38:17próprios camponeses está estava na época do trigo verde, estava
- 38:20na época das colheitas. Os próprios camponeses começam a
- 38:23ouvir boatos de barrigão de de criminosos de bandidos.
- 38:28Aham que estariam ali indo roubar o trigo verde.
- 38:30Boatos de que Nobres estavam escolhendo e aí começam várias
- 38:33revoltas. Uma coisa interessante que eu
- 38:35acho que nesse contexto que não sei se anteriormente teve na
- 38:38história um movimento tão foda que é o panfleto, né?
- 38:42Isso nessa época o panfleto eu não sei se antes também era uma
- 38:44prática muito comum, mas eu sei que alguns jornais que tinham os
- 38:47panfleto ó mas fake news foda de uma raque, cara isso, isso,
- 38:52isso, você sabe, isso é muito legal.
- 38:53Eu queria um dinheiro até produzir algo sobre isso que
- 38:56surge um jornal de fake news, né, que é o lepi, né é isso,
- 38:59gente, tem um jornal mais forte que é o jornal ato do chamado.
- 39:02Ato dos apóstolos não conhece, era o jornal da direita francesa
- 39:05dos ante revolução francesa. Aham, que começa a difundir
- 39:08mentiras sobre a revolução. Começam a falar que a revolução
- 39:12é é e acabar com o casamento e a obrigar as pessoas a serem todas
- 39:16homossexuais. É é legal, porque de fato, a
- 39:19revolução francesa, ela descriminaliza a
- 39:21homossexualidade. Sim, eles retiram
- 39:23homossexualidade do código penal.
- 39:26Né? É, mas foi apenas isso, tá?
- 39:29E aí esse jornal, o ato dos apóstolos, começa a difundir o
- 39:32que chamaríamos hoje de pânico moral.
- 39:34Então, de fato, havia um jornal que dizia, falava de leis que a
- 39:37revolução aprovar essa lei, essa lei, coisas que eram falsos,
- 39:40Lula vai fechar, a igreja é, é, é a mesma coisa.
- 39:43Essa dinâmica aconteceu ali na revolução, no século 18, e de
- 39:46fato, quando começa a revolução, o rei tinha é, é, é aberto AA
- 39:51população tinha inclusive decretado uma lei permitindo a
- 39:53Liberdade de expressão para recolher opiniões do Reino ruim.
- 39:57Aí surgem, por exemplo, várias mulheres colocando as suas
- 39:59demandas, né? Essa esse também é um tema muito
- 40:02interessante, a relação da revolução francesa com as
- 40:04mulheres. Sim, você tem várias mulheres
- 40:06revolucionárias. Sim, no meu livro eu começo com
- 40:08a cler lacombe, né? Porque ela era uma mulher,
- 40:10enfim, do povo era uma era, uma atriz que participa das
- 40:14revoluções, depois se torna uma San culote.
- 40:15Importante. A gente pode, eu não sei se É
- 40:17Ela, eu não lembro do nome que matou o mahar, né?
- 40:19No na banheira lá há não, essa é uma moça da Normandia, confunde
- 40:24a Charlotte, cordel amp, simpático aos federalistas, sim,
- 40:27sim, né é, é, mas enfim, você tem várias mulheres
- 40:30protagonistas, sim, à direita, à esquerda, aham, tá lá na vendeia
- 40:35que vai ser a região contrária, a revolução francesa, você tem
- 40:37várias mulheres aliadas dos padres, maneiro, tá?
- 40:40Essa questão da vendeia acabou de sair um filme na França sobre
- 40:43a guerra da. A ideia faz algumas semanas, pô,
- 40:45em todos os jornais franceses estão falando desse filme, é
- 40:49porque havia ideia se torna um símbolo da direita francesa.
- 40:52Mês antirrevolucionários na época.
- 40:54Hoje ainda é meio até os dias de hoje.
- 40:56Tem um historiador de direita, aham, chamado Reinaldo c Cher,
- 41:00aham que ele escreve um livro chamado o genocídio francês,
- 41:04falando que a revolução francesa foi genocídio.
- 41:06É lógico que foi porque, por causa das mortes, aí outros
- 41:09historiadores hoje como Jean Cleomar, tanto que na minha
- 41:11opinião, o melhor historiador Gilson francesa dos dias de
- 41:13hoje, aham, é, ele também estuda a guerra da vendeia e fala, não
- 41:16espera aí, teve várias mortes, várias coisas horríveis, mas não
- 41:19é um genocídio. De um projeto revolucionário de
- 41:22matar as pessoas lá. Uma guerra, aham, né?
- 41:24Enfim, essa é muito legal, sim, mas é muito legal e mas, bom.
- 41:28Voltando a cronologia 1789, você tem revoltas nos Campos e nas
- 41:32cidades. Perfeito, e aí o rei é obrigado
- 41:35a aceitar a aqui a assembleia constituinte.
- 41:39O rei é obrigado aceitar. Aí você tem a declaração de
- 41:41direitos do homem do cidadão. No dia 26 de agosto, que não
- 41:44vale, que não vale para as colônias, né?
- 41:46Aí que a grande hipocrisia nisso isso é muito legal.
- 41:49Imediatamente, quando você tem a declaração direitos, nome do
- 41:51cidadão, não ficou claro se valia para as colônias ou não,
- 41:55que é basicamente fala que todos nós somos iguais, né?
- 41:58E sumindo todos os homens são livres e iguais isso, tanto que
- 42:00depois AA. Ao lamp deguste, vai escrever a
- 42:04declaração de direitos da mulher e da cidadã, falando todos os
- 42:07homens e mulheres são iguais? Aham, Maria, porque é isso a
- 42:10declaração. Ele abstratamente.
- 42:12Sim, ninguém sabia exatamente qual era a extensão daquilo que
- 42:16ele quer dizer, o que que ele quer justamente durante a
- 42:18própria assembleia. É um deputado chamado mirabeau,
- 42:20disse. Quando você, ele disse durante a
- 42:22assembleia dos estados gerais, quando ela virou assembleia
- 42:24constituinte, ele falou, ó, quando vocês declararam que os
- 42:26homens são livres, iguais vocês, abolir a escravidão, sim, aí
- 42:30outros deputados vão falar não. Então isso foi um debate, aham.
- 42:33E aí até que em 1790, o que o cara falou que não?
- 42:36Qual argumento será? Cara, não é porque o não é mesmo
- 42:40o escravo não é um igual um pária, tá ligado?
- 42:43Ele não é um homem, né? Não é um pelo menos não está no
- 42:46mesmo lugar que eu. A mentalidade da época.
- 42:49Ai não sei se ele tinha aquela ideia de proporcionalidade, não
- 42:52tinha de o cara não, acho que não, não tantos por cento de ser
- 42:55humano não, não, não é isso vai acontecendo, e esse argumento é
- 42:58forte nos Estados Unidos, é, não é assim, mas nesse mesmo
- 43:01período, mas o que acontece é o seguinte, depois de uma
- 43:03discussão que que eles definem e aqui é o argumento, né, que a
- 43:06sua pergunta em 1790 define que as assembleias coloniais.
- 43:11Tem autonomia para decidir? Quer se?
- 43:14E as assembléias coloniais eram controladas por homens brancos.
- 43:17Sim, né? Ou seja, se decidiu pela
- 43:19manutenção da escravidão, porém, a estratégicas que elas fizeram
- 43:23pra você, entendeu eles que decidem lá é só os brancos, com
- 43:26o poder, por favor, exatamente, é eu, porém, aí começa uma
- 43:30campanha dos homens negros livres sim, porque dentro das
- 43:33colônias a situação também, você tinha os negros do tiraram-me
- 43:35cobras negras livres, qual o Brasil é?
- 43:37E aí as pessoas negras livres vão conseguir os direitos dos
- 43:40homens negros livres, então, por exemplo, o Julian Reymond é um
- 43:43grande nome ali do Haiti, que discurso na assembleia certo,
- 43:47que discurso na assembleia é é então eles vão conseguir que o
- 43:51eram chamados na época de mulatos, né?
- 43:52De mulato. É que eles vão ter igualdade
- 43:55diante dos brancos. Então, num primeiro momento, em
- 43:571791, eles conseguem. Aham, tá?
- 44:00E aí, mais pra frente, vai conseguir abolição da
- 44:02escravidão? Se vocês querem que eu já
- 44:03cheguei lá ou que não, eu acho que volta, volte um pouco na
- 44:06cronologia. Eu acho que volta pra, pra, pra
- 44:08França, pra matar ali, bonitinho, porque pô, tem uns
- 44:11momentos muito impactante, não é muito legal, porque aí
- 44:13justamente 1789. Diante dessa manifestação, sim,
- 44:16declaração direitos do homem, do cidadão, isso assembleia
- 44:19constituinte, coisa e tal, e aí acontece que o rei se recusa a
- 44:26ratificar esses projetos perfeito que o rei o rei mantém
- 44:30a boa e velha ambiguidade que ele tinha que eu tava falando
- 44:32pra vocês, queria entrar 3 ali, queria fazer reforma de fazer.
- 44:35O rei mantém isso, e aí que em outubro de 1789 a gente tem um
- 44:39movimento capitaneado pelas mulheres de Paris, as mulheres
- 44:42de Paris marchando para versalhes, dadas dali.
- 44:45Bom, é uma marcha grande. Vocês podem aí no Google Maps
- 44:47quem não souber via distância entre Paris e versalhes, elas
- 44:51marcham para versalhes e ameaçam diretamente a monarquia.
- 44:54Aham, tá, já havia, isso é legal, já havia uma tradição das
- 44:57mulheres, as peixeiras marcharem para versalhes, mas nesse
- 45:01contexto essa tradição é investida de um caráter
- 45:04revolucionário maneiro. E aí o rei é obrigado a se mudar
- 45:07para Paris e o rei passa a morar em Paris.
- 45:10Só que a assembleia constituinte fala.
- 45:12Eu não vou ficar aqui em versalhes e deixar o recuo Paris
- 45:14com o povo. Aham.
- 45:15E aí a assembleia também se muda para Paris.
- 45:18Então, em outubro de 1789, de novo devido ao movimento
- 45:21popular. O Rui está é a população volta
- 45:24para Paris. Isso é legal, porque justamente
- 45:26o historiador Jorge lefebvre diz que dentro da revolução francesa
- 45:30existem várias revoluções, né? Isso que eu também tentando
- 45:33mostrar, então, tem uma revolução camponesa, uma
- 45:35revolução burguesa, popular, revolução popular é uma
- 45:38revolução burguesa, né? Você tem uma revolução
- 45:40nobiliárquica, quel que começa a revolução francesa, embora os
- 45:43próprios Nobres aham, uma boa parte deles, depois se ferra de
- 45:45fora, né? Então, em outubro de 89, o rei
- 45:49está em Paris. Que nós temos uma assembleia
- 45:51fazendo uma Constituição, e aí que nos meses que se seguem você
- 45:55tem uma série de direitos aprovados, então o que eu falei
- 45:58para vocês, né? Da descriminalização da da, da
- 46:00homossexualidade e da prostituição, sim, elas são
- 46:03retiradas do código penal. Você tem de novo.
- 46:06A revolução francesa faz o que? O Luís 16 não consegue.
- 46:09Aham, tá aprova a chamada lei alard e a leiloo chapelier.
- 46:13Em resumo, o livre comércio. Tá o fim das corporações de
- 46:17ofício? O fim dos monopólios consagra o
- 46:19individualismo econômico é, existe 11.
- 46:21Dependência, na verdade, nenhuma dependência exigiu muita uma
- 46:24legislação muito grande, que é é a França.
- 46:28Comprava muito produto industrializado da Inglaterra.
- 46:31Ele não sei se nesse momento eles abolem algumas, é esse foi
- 46:34o tratado de es. Escrevi em português, Eden
- 46:37Reinaldo, né? Sim, é contratado entre França e
- 46:39Inglaterra alguns anos antes. Isso nesse momento, ainda não.
- 46:42A então em 1790 1791, que são quando essas coisas são
- 46:47aprovadas, wuhan é ainda assim, alguns esperavam que na França
- 46:52se repetir o que aconteceu na Inglaterra, alguns ainda
- 46:55esperavam que 1789 seriam 1600. De 88 da França, França, que se
- 47:00monarquia parlamentar constitucional e coisa e tal.
- 47:03Muitos esperavam, isso sim, mas continuou.
- 47:06O negócio escalou escalou essa questão bom só pra são aprovadas
- 47:10outras coisas muito importantes, tipo o quê?
- 47:12Por exemplo, o fim da discriminação contra os judeus?
- 47:16Olha aí que maneiro. Então pra gente pensar que mais
- 47:18para frente a França vai invadir a Alemanha?
- 47:20Sim e na Oo Marx não tinha nascido ainda sim, mas o pai do
- 47:23Marx era judeu, então o pai do Max, o Ayres Marques, vai acabar
- 47:27com a as leis discriminatórias contra eles acabam ali na cidade
- 47:30de tria, aham, que é a cidade onde ele vivia na prússia, e
- 47:32devia acontecer os pogroms ainda na época, né?
- 47:35As persegue Sonnen, Mark pogrom tipo, as perseguições em massa
- 47:38judeu assim. Dona, e um dia assim era, era
- 47:41liberado pegar judeu e tal. É bizarro, cara, o diabo judeu
- 47:45mesmo. Então imagina o impacto disso,
- 47:47sobretudo quando a França conquistar outros territórios,
- 47:49né? Mas isso, mas essa mentalidade
- 47:51anticlerical que existia na época da revolução francesa, de
- 47:54não olhar para para a igreja enquanto uma autoridade, e sim
- 47:58como um traço cultural de algumas pessoas, algo do gênero
- 48:01é, é também é uma. É o reflexo disso, né?
- 48:04Isso é muito, isso é muito legal porque a revolução, a igreja
- 48:07francesa também estava dividida. A é eu falo bastante no livro,
- 48:10por exemplo, de um movimento anterior que era o jansenismo,
- 48:12hã, você tinha tido no século 18 a expulsão dos Jesuítas da
- 48:16França, então dentro da igreja católica você também tinha
- 48:20vários revolucionários, e isso é uma coisa que a histografia
- 48:22hoje, diz. Que antigamente a historiografia
- 48:24opunha a revolução francesa igreja católica, certo?
- 48:27Hoje a gente pensa que a coisa mais complexa, por exemplo, não
- 48:30tem separação. Estado, igreja.
- 48:31No começo sim. A separação estado igreja só em
- 48:331795. Nesse momento, o que que a
- 48:35revolução francesa faz entre aspas, nacionaliza a igreja se
- 48:39tornar funcionário público, né? Isso?
- 48:41O padre, isso o padre se torna funcionário público.
- 48:44E aí, como todo funcionário público, ele tem que fazer um
- 48:46Juramento à Constituição, como todo funcionário público, e aí
- 48:49que segundo o levantamento feito por um historiador chamado
- 48:51Michel vovelle, um mais ou menos ali, metade faz O Juramento e
- 48:55metade não faz muito, dividiu literalmente dividido
- 48:58literalmente, mas isso o clero em geral, aham, se você pegar os
- 49:01bispos. São só 7 que fazem Juramento,
- 49:05olha isso, tinham quantos mais ou menos?
- 49:06Sabe se eu tenho aqui o número certinho?
- 49:08Eu acho que é 138 pra guerra e política e elite não gostou
- 49:12mesmo. Posso ter errado esse número?
- 49:14Tá, mas no meu livro aqui tá bonitinho sim, já beleza, beleza
- 49:17você sensacional então a igreja também estava dividida,
- 49:19realmente isso daí, é um bagulho que eu não tava ligado, é?
- 49:21Então é uma coisa, tem um, tem um historiador da igreja na
- 49:24França chamado Bernard ploger on sim, que ele estudou isso e que
- 49:27ele mostra esse argumento, né? Mas de fato, porque a revolução
- 49:30francesa nacionaliza os bens da igreja católica, isso em 90,
- 49:33isso 1700, isso em 1790, beleza, Constituição, civil do clero e
- 49:38aí lá em Roma, começa a se a se a se discutir, qual vai ser a
- 49:41relação. Da igreja católica, uma
- 49:43revolução porque OOO padre francês, ele é padre, mas ele
- 49:48também agora é um funcionário público francês, e a igreja
- 49:52católica é a mesma, né? Aqui de Roma e de lá é isso.
- 49:54Mas não é ao mesmo tempo. E aí sai uma bula da igreja
- 49:58católica, que que a bula fala condenando a revolução francesa.
- 50:01Eita dizendo que esse argumento será o argumento da direita
- 50:05durante todo o século 19. Eu tenho um amigo meu, fez
- 50:07doutorado comigo, meu colega de doutorado, que é o José Miguel
- 50:10nanni Soares, que ele traduziu em português, faz pouco tempo
- 50:13acabou de sair. Aham, é um autor chamado Joseph
- 50:15de mestre tá EOD mestre, vai repetir esse argumento da igreja
- 50:19católica? Que a revolução francesa é uma
- 50:22consequência da reforma protestante.
- 50:24Olha aí. Quer dizer, lá no século 16, a
- 50:27reforma teria rompido com a autoridade da igreja amp Hunter,
- 50:31inaugurada a ideia do dissenso e a revolução francesa seria
- 50:34apenas e tão somente a reforma levada às suas últimas
- 50:37consequências. Caralho, que merda isso vai ser
- 50:39desenvolvido pela direita, não só francesa.
- 50:42Está aí até hoje. Pensadores de direita tratam
- 50:45dessa maneira uma aparição do discente é inspirado pela
- 50:48Inglaterra, né? Então, tipo, é, é interessante,
- 50:51mas a Inglaterra não passa por uma revolução assim e aí, nesse
- 50:53momento, justamente é legal, fala Inglaterra, porque tem um
- 50:55irlandês que tava como deputado na Inglaterra, que era o Edmund
- 50:58Burke. Sim, que vai publicar em 1790 as
- 51:01reflexões sobre a revolução na França?
- 51:02Sim, e justamente o argumento do Burke é, gente, vocês estão aí
- 51:05apoiando a revolução francesa. Vocês na Inglaterra, o que os
- 51:08franceses estão fazendo não é o que a gente fez em 1688.
- 51:11Sim, a gente derrubou um tirano. Eles derrubaram o rei moderador?
- 51:15Sim, a gente ao fazer a revolução gloriosa, recuperamos
- 51:19as tradições inglesas. Eles não é o que é o pro pra
- 51:23muita gente, o pai do movimento, que a gente chama de
- 51:26conservadorismo. É claro que ele não conhecia
- 51:28isso, sim, aliás, é eu até ele pode até conversar disso em
- 51:31outro programa se você quiser amas, quem inventou essa
- 51:34história de o do Burke ser conservador foi o Churchill.
- 51:37Olha aí, Sério de arte foi primeiro porque isso.
- 51:40Isso servia um pouco as ideias do Churchill, né, de tentar
- 51:42dizer que ele é um liberal conservador?
- 51:44Sim, tá. Ele é apropriado, mas é
- 51:46importante dizer que ele próprio Burke, não conhecia esses
- 51:48termos. Aí o termo conservadorismo ele é
- 51:51do século XIX, o primeiro a usar foi um cara chamado
- 51:54Chateaubriand, né, que a usar a expressão conservador no sentido
- 51:58político tão próprio. Burke não conhecia isso Oo
- 52:00conservador a própria palavra liberal no século 18 tinha outro
- 52:03sentido quando, quando ação era generoso é, né é, tem que jogar
- 52:07no contexto, é era a história de Maya história faz com a gente né
- 52:10era com certeza, mas enfim, aham e aí, beleza 1789 e 90, a
- 52:14revolução ainda está com a monarquia.
- 52:15Aí você tem alguns elementos de ruptura.
- 52:17Primeiro, o rei tenta fugir da França e se e tem uma lenda
- 52:21desse momento que provavelmente é mentira.
- 52:24Assim com várias anedotas da época, eu acho que assim, só que
- 52:26é queda da da da. Da fogueira, qual da fogueira
- 52:31que tem um momento esse aqui provavelmente anedótica, elite
- 52:33roso, mas eu quero acreditar que é verdade, porque é legal aquela
- 52:36regra que se é legal. É verdade que o rei estava
- 52:38tentando fugir e ele passou em frente a uma a 111 fogueira EOA
- 52:45fogueira, projetou a silhueta do rosto dele Na Na parede.
- 52:49E aí pela moeda esse verídico e pela moeda, as pessoas espera
- 52:53aí. Olhou a moeda, olhou a silueta
- 52:55moeda silueta moeda, falou, aquele ali é o regedor fugir ele
- 52:58tá ligado, aí há essa é então essa história eu sei, ela é uma
- 53:01mentira, é mentirosa, imaginei mas ela é mentira da época ãh, é
- 53:05que legal, eu esqueci o nome desse cara.
- 53:07A moeda, mas é um cara especifica o nome.
- 53:09Eu não lembro de cabeça, mas quem quiser está no livro o nome
- 53:12dele. Essa história está no livro da
- 53:13Mona ozouf. Aham, tá?
- 53:14Sobre a fuga de varennes, que é o nome dessa fuga do Reino, é
- 53:18esse cara. Ele inventa essa história depois
- 53:21para conseguir uma renda para conseguir posição, ele consegue
- 53:24sim, tá, depois ele vai, enfim, quando cair, o governo
- 53:27revolucionário, ele vai fugir, vai morar numa caverna, é 11
- 53:29figura muito interessante na área, mas é uma história
- 53:31construída depois por uma personagem específica para se
- 53:33beneficiar. Não tem um Monte de de de
- 53:35mentira da revolução francesa, tenha essa não é uma revolução,
- 53:38essa não é uma revolta, uma revolução é do do, que seria o
- 53:41quem teria dito supostamente isso foi o duque de la Roche.
- 53:44Foucault, sim, que era o grão-mestre do guarda-roupa de
- 53:46Luís 16, sim, também, muito provavelmente apócrifa.
- 53:49Provavelmente mentira é? Tirou, tenha Duda.
- 53:52E se eles não tem pão, comam brioches, que eu acho que é mais
- 53:54famosa é essa, com certeza é mentirosa.
- 53:56Maria Antonieta, Maria Antonieta teria dito, há quem não tem pão,
- 53:59come brioche faz, vocês foram conselheiro, né?
- 54:01Enfim, que falam assim, o rainha, o povo não tem pão, ela
- 54:04é se não tem pão, come brioche, mas é lógico que se por um lado
- 54:08é mentira, por outro explica AO espírito da época que é a
- 54:12relação do a Maria Antonieta rainha, ela é tão desconecta da
- 54:16realidade que para ela não ter pão, significa que às vezes a
- 54:21ela pode não ter pão no café da manhã e ela vai lá e come bolo é
- 54:24a verdade, Victor, é que o Rousseau menciona essa história
- 54:27um 50 anos antes da rainha nascer.
- 54:30Como assim, se o Rousseau dizia que essa tribo e essa história é
- 54:33uma rainha da Espanha? Então essa era uma história que
- 54:36circulava décadas antes da Maria Antonieta nascer, mas é verdade,
- 54:41o aquele historiador Robert darnton, muito lido no Brasil,
- 54:43hã? Ele estuda justamente como você
- 54:45tinha na época da revolução, panfletos que a gente chamaria
- 54:48hoje de pornográficos eróticos é contra a monarquia, então, que
- 54:53retratavam a rainha como lésbica.
- 54:55É a rainha. Ela era muito, especialmente até
- 54:58um lance bem machista. Você pensar que inflamou a
- 55:01população francesa para boa parte, é justamente esse ódio.
- 55:06É porque ela estrangeira, também estrangeira, àustria austríaca,
- 55:09né? A Maria Antonieta então,
- 55:10criou-se 11, que o leste europeu na vista diferente, né?
- 55:13Sim, é o branco europeu, não é tudo igual também, né?
- 55:16Tipo os lavo ele é, ele é menos branco do que o ocidental.
- 55:20Tem essa parada também lá e aí OOO essa existiu um papo sobre
- 55:25ela, fazia muito mais festa do que ela realmente fazia, falava
- 55:30que ela enfim, um montão de coisa absurda, é Oo Stefan Zweig
- 55:34na biografia dele da Maria Antonieta, ele fala assim, será
- 55:36que ela era o anjo da ruína ou sei lá que ela era uma dama
- 55:39Insubmissa? Porque de fato, aham, ela de
- 55:41fato ela ia em festas é, é a fantasia, a máscara tira, né?
- 55:45Mas a grande, ela ela desculpa desculpa, cara, é que o único
- 55:48gol, essas coisas ela ia pra pro, para as balada de da Plebe.
- 55:52Tá ligado com as máscaras? Assim, fingindo que não era a
- 55:54rainha e ela era tipo a mulher mais poderosa, ela leva não
- 55:58mascarada para dar uma chamada, tá ligado, legal e
- 56:00historicamente, para nós, para nós, ela não é nenhum anjo da
- 56:03ruína, nem adames o Billy para. Para nós historiadores, o que
- 56:06acontece com a Maria Antonieta é galera de uma corte que era a
- 56:09corte de Viena, que tinha costumes muito diferentes da
- 56:12corte parisiense, da corte de versalhes, né que agora está em
- 56:15Paris, da corte francesa, então que nesse choque.
- 56:19As coisas se transformam para ela, mas essa história de que
- 56:22ela teria um caso com a princesa lambe.
- 56:24Ele até me perguntaram esses dias se isso é verdade.
- 56:26Não sabemos. Aluna adora, né?
- 56:28Os alunos adoram isso, né? De fato, tem uma coisa, eu
- 56:31mencionou no final do livro, que é uma apropriação que é muito
- 56:34interessante, da Maria Antonieta pelo movimento gay, pelo
- 56:37movimento lésbico sim, até tem um amigo meu que estava falando
- 56:40do do hoople, né? Sim, aquele programa, então tem
- 56:43muitas Maria Antonieta nesses programas drag aham muito mais
- 56:47do que Cleópatra, isso é interessante, né?
- 56:49Essa história que é a história das apropriações,
- 56:52ressignificação, né, das ressignificações, que é uma
- 56:54outra história que é legal para caramba, mas.
- 56:57É a Maria Antonieta, em sua própria época, é uma outra
- 57:00discussão, né? Uma outra questão, enfim, e tudo
- 57:03de circulava, mas bom. 1791, você tem a suposta fuga do rei
- 57:07por que eu falei suposta? Vem, foge.
- 57:09Isso é verdade, mas ninguém sabia se ele queria mesmo fugir
- 57:12da França. É Oo que dizia, se na época, se
- 57:15não me engano, era ele, vai fugir para juntar lá outros
- 57:19nomes, o do exército branco tentar invadir e mas está
- 57:21recuperado, harmonioso. Fi que é uma grande
- 57:24historiadora. Aham, diz que muito
- 57:26provavelmente, pelo que ela tem de documentação tal, tem em
- 57:29português o livro dela pela companhia das letras.
- 57:31Maneiro é muito provavelmente não queria fugir da França, não.
- 57:34Ele queria ficar numa cidade mais favorável, uma cidade mais
- 57:37realista, mais pró rei, para negociar melhor com a
- 57:40assembleia. A era isso?
- 57:42Provavelmente que ele queria, mas enfim, não importa o que ele
- 57:45queria, pois aconteceu, né, porque ele é pego no caminho,
- 57:47não foi pelo cara da moeda, a gente não sabe exatamente como
- 57:50como ele foi pego, mas ele é trazido de volta para Paris.
- 57:53Eita e aí, o chefe da guarda nacional parisiense, quero
- 57:56Lafayette, sim, ele proibiu as pessoas de bater Palma para o
- 58:00rei e proibir as pessoas de vaiarem o rei.
- 58:03Aham, então ele obriga a pessoa ficar em silêncio, que não
- 58:05ficasse em silêncio. Era preso, aham, tá, tem um o
- 58:07melhor historiador da revolução francesa.
- 58:09Na minha modesta opinião, é foi Oo Michelle, no século XIX, o
- 58:13Michelle chama esse momento de a excomunhão do silêncio.
- 58:17Olha aí, ele é trazido de volta pra pra, pra Paris.
- 58:21E a questão é uma parte da assembleia dos deputados, porque
- 58:24muita gente fala e tentou fugir e foi preso.
- 58:26Agora, proclama a República. Não é não uma parte dos
- 58:30deputados tentou esconder da população que o refúgio aham e
- 58:34começou a difundir a ideia de que o rei foi sequestrador.
- 58:36Aí vocês me perguntam, por que que os deputados fizeram isso?
- 58:39Aham e aí a questão é, os deputados tinham medo?
- 58:42Alguns deputados tinham medo de que a revolução se radicaliza
- 58:46se. Que vai acontecer e que
- 58:48ameaçasse inclusive a propriedade privada, isso numa
- 58:50interpretação. Isso é dito, aham tá que
- 58:52ameaçasse a propriedade? Outros deputados começam a pedir
- 58:55a República. Sim e é aí, lembra do clube do
- 58:58jacobino? Sim, os amigos.
- 58:59Constituição que o clube se divide o ruim.
- 59:01Então algumas pessoas saem do clube, os monarquistas e fundam
- 59:05o clube dos fundenses onde estava o Lafayette e aí o clube
- 59:08dos jacobinos o vira, um clube mais republicano, olhe
- 59:12predominante, não tem ainda girondino, tá sim, é é, os
- 59:15girondinos, vão sair do estão aqui no clube dos jacobinos,
- 59:17ainda, aham tá tão girondinos jacobinos, todos republicanos
- 59:20nesse momento ruim tá, então há uma há uma divisão muito grande
- 59:24nas coisas bom. E aí?
- 59:26No ano de 1701, setembro de 1791, a Constituição fica
- 59:30pronta. A Constituição consagra o voto
- 59:33censitário. Vários protestam.
- 59:35Robespierre protesta, Robespierre diz, pô, você
- 59:38citaria por por dinheiro, por dinheiro?
- 59:40Tem uma renda para votar? Então só os mais ricos podiam
- 59:43votar. Mesmo assim, a quantidade de
- 59:45pessoas que podiam votar é maior do que na Inglaterra,
- 59:47proporcionalmente falando, é o voto censitário na história, em
- 59:50vários outros momentos, ele normalmente ele entrou com um
- 59:52avanço social, né gente, não podia nem com dinheiro nem com
- 59:55nada, é é isso. Nesse momento, ele é um, ele é
- 59:58um avanço baseado numa ideia leveler aham leve ninguém pra
- 1:00:01saber quem é ler, mas era um grupo do século 17, hã a ideia
- 1:00:05de que só quem tem alguma renda tem autonomia para votar sim,
- 1:00:09porque quem é muito pobre facilmente é comprado por outras
- 1:00:12pessoas. Esse era o argumento ruma so
- 1:00:14Robespierre, que era a favor do voto universal run nesse
- 1:00:16momento. Ele diz, vocês acabaram com a
- 1:00:18distinção dos brasões, quer dizer da nobreza, e agora vocês
- 1:00:21querem colocar distinção do ouro, um agora, um outro
- 1:00:25deputado pouco conhecido, mas que eu também estudei na minhas
- 1:00:27pesquisas, o chamado latinas um. Ele diz vocês tiraram
- 1:00:31aristocrata. Mas agora vocês querem submeter
- 1:00:34os artesãos. O quer dizer, é, eles dizem,
- 1:00:37vocês acabaram com uma desigualdade, criou outro.
- 1:00:39Então estão criando outro, então, estabelecendo, paradinho
- 1:00:41na revolução francesa, né? Você tirar Oo antigo regime e
- 1:00:45instaurar um regime que também não é muito novo, né?
- 1:00:47É o regime que que é é a burguesia, né?
- 1:00:50De forma bem genérica, é claro, né?
- 1:00:51E grossa é a burguesia entrando como a nova classe dominante é,
- 1:00:56e não acabar com classes dominantes, né?
- 1:00:59É esse é um debate extenso dos historiadores e a revolução
- 1:01:03francesa pode ou não, ser chamada de burguesa?
- 1:01:04Sim, eu não vou aqui retomar esse debate, né?
- 1:01:07Porque eu falo um pouco do livro, aham, mas eu vou dizer a
- 1:01:09minha posição sobre esse debate, aham, É Ela, eu acho que ela é
- 1:01:11burguesa. No sentido de que, no sentido
- 1:01:14específico, aham. Ela Foi importante para
- 1:01:16estabelecer as bases jurídico políticas do mundo capitalista,
- 1:01:21que é o sentido que você falou agora, Vítor, né, que eu estou?
- 1:01:23De acordo, então, no sentido de ajudar a estabelecer a
- 1:01:25propriedade privada, a Liberdade comercial, acabar com os
- 1:01:28privilégios. Nesse sentido, ela burguesa, ela
- 1:01:30não é burguesa no sentido de que ela não foi liderada pela
- 1:01:33burguesia, no sentido de hoje. EE na verdade, ela tem várias
- 1:01:36lideranças e dentro dela tem vários projetos e nem pela
- 1:01:39burguesia. No sentido da época, né?
- 1:01:40E nem isso e nem só pela burguesia, no sentido da época
- 1:01:43também pela burguesia. É, é, mas.
- 1:01:44Mas há momentos com lideranças distintas e há na revolução
- 1:01:47francesa projetos que superam o próprio projeto de estado
- 1:01:51burguês, de estado capitalista. Então, tem lá coisas que superam
- 1:01:55a própria. É, é o próprio estado burguês
- 1:01:58capitalista. Enfim, não pode dizer então
- 1:02:01nesse sentido, e ela e na verdade a revolução francesa
- 1:02:03prejudica a burguesia capitalista, a burguesia
- 1:02:05industrial, ela fica mais empobrecida depois da revolução
- 1:02:07do que antes. Sim, isso é legal, mas bom,
- 1:02:09depois que o rei foge. É embora a assembleia tem tenha
- 1:02:13tentado disfarçar, aham os problemas se avolumam.
- 1:02:16A inflação se avoluma quando eles abolem os privilégios dos
- 1:02:20senhores no campo. Alguns privilégios, os
- 1:02:24camponeses tinham que pagar uma indenização para o senhor, e o
- 1:02:26sequer o resgate, e vários camponeses não conseguem pagar.
- 1:02:29Se tem mais revoltas no campo, a coisa se avoluma.
- 1:02:32Aí quando chega. É abril de 1792, o RU, a França,
- 1:02:38declara guerra. Contra as potências estrangeiras
- 1:02:41é a França que declara Oo. Foi uma proposta comandada por
- 1:02:45aqueles que ficariam conhecidos como os girondinos.
- 1:02:47O rolan kla vier briçonnet húbris ou é?
- 1:02:52E por que? Que isso acontece alguns meses
- 1:02:55antes, lá Na Na. Na Áustria, as potências
- 1:02:59absolutistas tinham proclamado repulsa à revolução francesa.
- 1:03:03Elas proclamarão guerra a revolução francesa não ia mono
- 1:03:07zuffi. Nesse livro, ela fala essa
- 1:03:09declaração. A declaração de pillnitz.
- 1:03:11Ela Foi insignificante. Eles não iam declarar guerra.
- 1:03:14E por que que eles não iam? Porque a Áustria a prússia,
- 1:03:18Rússia tinha uma grande preocupação nesse momento
- 1:03:21chamada Polônia, a Polônia estava lá acontecendo várias
- 1:03:24coisas, até o historiador Jorge lefebvre, ele diz, quem salvou a
- 1:03:28revolução francesa foi a Polônia.
- 1:03:30Porque. Porque esses absolutistas estão
- 1:03:32preocupados com ela nesse momento ruim, com toda a guerra
- 1:03:35e a revolução que acontece ali na Polônia, inclusive, começa
- 1:03:37antes da revolução francesa. A Polônia tem uma Constituição
- 1:03:40antes da Constituição da França. O Ruan tá.
- 1:03:42Esse é um argumento novo que eu trago no livro, que tem várias
- 1:03:45outras revoluções importantes nesse momento.
- 1:03:47O runa, enfim, é, acontece que. E aí o Ju Cleomar Tam, aquele
- 1:03:52historiador que eu citei, diz a declaração de guerra diz
- 1:03:54respeito mais a questões internas da França.
- 1:03:56O argumento era consolidar a revolução dentro da França e
- 1:04:00exportar os seus princípios. O Robespierre, que não era
- 1:04:03deputado nesse momento, porque ele tinha sido antes nos estados
- 1:04:06gerais, ele não podia se reeleger.
- 1:04:08É Robespierre, foi contra isso. Robespierre falou, gente, vocês
- 1:04:10querem, vocês acham que vocês vão exportar a Liberdade fazendo
- 1:04:13guerra com as pessoas. Ninguém gosta de missionários
- 1:04:16armados, mas o Robespierre foi vencido.
- 1:04:18Nesse momento, a França declara guerra a partir de abril de
- 1:04:221792. Tá, e aí?
- 1:04:24Os historiadores falam que da guerra em diante é uma segunda
- 1:04:27revolução francesa. É hora de apostar e apostar,
- 1:04:33como na CA to.com, o melhor site de apostas que existe.
- 1:04:39E que patrocina este podcast, a CA to é um site onde tem tudo
- 1:04:44que é tipo de de esporte para postar o futebolzinho da
- 1:04:47primeira da segunda, da terceira divisão masculino feminino.
- 1:04:50Tem basquete tem m ou MMA? É tem, tem de tudo para
- 1:04:56protegê-la. Fácil colocar o dinheiro fácil,
- 1:04:57tirar a pizza resolve na hora não tem mistério, não e a gente
- 1:05:01tem um cupom. Zinho de fre bet, pãozinho de
- 1:05:03Beth funciona? Há se tiver qualquer outra
- 1:05:04dúvida, dá pra falar com o pessoal lá no Instagram, né?
- 1:05:06Qatar andava em Brasil, mas o cupom de frei Betto voltando
- 1:05:09cupom HPB 20 HPB 20 como é que você vai usar?
- 1:05:13Você vai entrar no cartel.com o var, botar sua primeira
- 1:05:16graninha, botar 50 BRL, por exemplo.
- 1:05:17É 20% em cima. Usando o cupom vai ficar com 60
- 1:05:21BRL para as suas apostas. Cara, o que você está esperando?
- 1:05:28Venha para a CA to catel.com catel.com catel.com.
- 1:05:34É que começa com o jacobinus ganhando força, né?
- 1:05:38É então, na verdade, nesse momento, mas eu sou.
- 1:05:41Eu sou uma coisa. Mataram o rei nesse momento não
- 1:05:43está lá, tá cheio. Rei aprova a guerra a é por um
- 1:05:47raciocínio que é que dá pra entender.
- 1:05:49Estava errado, mas dá pra entender, raciocino dele era se
- 1:05:52a gente perde a guerra. Os meus primos reis vão me
- 1:05:56recolocar tudo, torcer pro time inimigo, né?
- 1:05:59Mas se a gente ganhar a guerra, eu saio com toda a Glória do
- 1:06:01mundo é, eu saio com toda a Glória do mundo, então a guerra
- 1:06:04só vai beneficiar mais. Tinha uma guilhotina no caminho,
- 1:06:06ele não viu, mas acontece isso que durante a guerra ele chega a
- 1:06:11receber um duque prussiano, que era um chefe do exército
- 1:06:14prussiano para conversar, para tentar negociar.
- 1:06:17E alguns dias depois dele, recebeu do que é vazado uma
- 1:06:21carta do duque. Dizendo que ele ia colocar Luís
- 1:06:2416, não poderia matar todo mundo em Paris, o duque de brunswick,
- 1:06:28e aí, aí, quando essa carta vaza o rei é traidor?
- 1:06:31É a gota dágua, é a gota dágua, porque a fuga já tinha sido uma
- 1:06:35traição. Mas ou não, não é bem assim, não
- 1:06:38quis fugir, fugir. Aí vem a carta e falando
- 1:06:40pensando minha que quis fugir mesmo é o olhando aqui, aquele
- 1:06:43réveillon. E aí o que acontece é a popula
- 1:06:45Paris, ela é dividida em seções tipo nossos bairros sim, e as
- 1:06:49seções eram organizadas pelo voto.
- 1:06:51A população nas seções certa assembleia dos deputados e fala,
- 1:06:55ou 6 prendeu o rei. Ou a gente vai matar o rei,
- 1:06:57matar vocês também. E aí o rei foge para a
- 1:06:59assembleia dos deputados. E lá assembleia dos deputados
- 1:07:02prende o rei. E aí que você tem?
- 1:07:04A partir desse momento, uma população que elege seus
- 1:07:07próprios representantes, então você tem lá os deputados.
- 1:07:10Urro No No, no, no Palácio. E você tem também representantes
- 1:07:15da população que fala, a gente aqui é a comuna de Paris,
- 1:07:20comuna, não no nosso sentido de comunismo, né?
- 1:07:23Mas como é no sentido de dar autogestão do da, da gestão
- 1:07:26comum? E aí que você tem um
- 1:07:27protagonismo dessas populações, da cidade de Paris, que são
- 1:07:31conhecidas como o San culote, tá que é um termo que começa a ser
- 1:07:34usado nesse momento anão é usado antes, não é usar o mahar se
- 1:07:39refere a San culottes, num texto de 1739, mas é nesse momento que
- 1:07:43o termo é usado circulante é o cara 5 lote, né?
- 1:07:45Resumiu. OA palavra se refere ao cara 5
- 1:07:48lotes em calças não é porque ele andava sem calças.
- 1:07:50Tem uma casa de pano, mas que ele não tinha aquela calça
- 1:07:52coladinha da nobreza. Isso isso também.
- 1:07:54Pessoa que está pessoa que está assistindo, o pessoal que tá
- 1:07:56ouvindo é um puta debate entre os historiadores, a é o quê?
- 1:07:59Quem era o San culottes? Sim, porque lá no século
- 1:08:01passado, tinha historiadores que falavam que o San culottes eram
- 1:08:04um proletariado urbano. É o operário, é o operário e
- 1:08:07tal, aí um grande historiador marxista chamado Albert soboul,
- 1:08:11um foi lá, estudou a documentação e mostrou que não.
- 1:08:15Olha aqui, eles não eram proletário, tinha Sam culotte,
- 1:08:18que era pequeno burguês. Tá, tinha Sam culotte, que é, de
- 1:08:22fato, era um grupo mais popular. Tu não eram pessoas muito ricas,
- 1:08:25mas também não eram pessoas que moravam nas ruas.
- 1:08:28O Utah não eram. É.
- 1:08:30É pessoas sem casa porque Oo sem cu, o culote ele era 11 calça,
- 1:08:34uma espécie de calça que não necessariamente era da da elite,
- 1:08:38mas era mais que uma calça boa, tipo bem quista, uma calça é uma
- 1:08:44leve e aí se você tiver um Brother, por exemplo, que ele
- 1:08:46vai de. Sei lá, aí com uma blusa, 111
- 1:08:50calça que não é de qualidade, aham, uma calça mesinha de pano
- 1:08:54qualquer. Ele era meio que o Sam culotte,
- 1:08:56que ele não tinha culote, não tinha leves ou sem leves.
- 1:08:59Então, tipo assim, o lance é, ele é.
- 1:09:02É porque é louco pra gente, né? Porque eles descreveram como são
- 1:09:04culote, né? Só que, pô, o significado disso
- 1:09:06aí não, não. Você acha que não, não abre,
- 1:09:08claro, dentro do grupo do San culote, você tinha é pequeno, o
- 1:09:11cara, um cara que tinha, uma pequena oficina, tá e eu falo,
- 1:09:14cara, mas também muitas mulheres há um, há um documento da época
- 1:09:17que fala da cler lacombe, aquela artista, aham, como a grande San
- 1:09:20culottes, então não pessoas que não tinham condições para
- 1:09:22comprar um lote é e na verdade o que os unia?
- 1:09:26Era muito menos uma questão social, embora a questão social
- 1:09:28tem um peso importante. Aham, é muito mais uma questão
- 1:09:30política. Então eles tu, tea, vão uns aos
- 1:09:33outros, né? Que que é o tutear 11, coisa que
- 1:09:36vem do francês é te chamar de tio, dito em vez de voo um tá na
- 1:09:41França, você sabe que isso é muito importante, porque não tá
- 1:09:43se a gente tá na França e eu te chamo de tu eu tô, eu posso
- 1:09:47estar sendo desrespeitoso. Caso você não seja meu amigo
- 1:09:49informal, informal, eu tenho que chamar divulga, né?
- 1:09:52Inclusive quando estava lá uma amiga minha, ela tava andando na
- 1:09:55rua, uma menina passou de bicicleta e chamou ela de tu,
- 1:09:57ela ficou super brava. Me chamou de tu, e elas
- 1:10:01começaram a brigar na rua. As 2 caralho, é, é, é.
- 1:10:03Enfim, foi quando eu tava lá justamente fazendo até o Rio é
- 1:10:06menor você chega ou menor se porra tá maluco, que porra é
- 1:10:08essa? Menor o caralho seria algo
- 1:10:10assim. E aí o Sam culote, eles todos se
- 1:10:12chamavam dito, criam toda uma classe mais unida na
- 1:10:15fraternidade. Aí agora, agora eu tô agora tô
- 1:10:18respondendo, é AA pergunta de vocês, é verdade, ó
- 1:10:21fraternidade, aí aí você tinha um símbolos da revolução
- 1:10:24francesa, então mas tem uma historiadora maravilhosa,
- 1:10:27panamenha da aula nos Estados Unidos que é ali em hunts sim, e
- 1:10:31ela tem um livro, né? Política, cultura e classe na
- 1:10:32revolução francesa, em português companhia das letras é que ela
- 1:10:35fala desses símbolos da revolução francesa, é
- 1:10:37importante. Da cocar do chapéu vermelho, o
- 1:10:40gorro vermelho, boné Rouge, o rei usou isso mesmo ou é
- 1:10:43mentira? Também não.
- 1:10:44A história é que lá em outubro de de 1739, lá no comecinho, o
- 1:10:49rei foi pra Paris e ele começou a usar alguns símbolos da
- 1:10:53revolução para tentar apoio da população.
- 1:10:54Sim, está em vários momentos ele tentou fazer isso para conseguir
- 1:10:57algum apoio e no caso do boné vermelho é ele se chama barrete
- 1:11:01frígio. Um porque em referência aos
- 1:11:04escravos da frija, na Roma antiga, que quando se
- 1:11:07libertarão, usaram boné vermelho caralho, então boné vermelho é o
- 1:11:11símbolo do fim da escravidão. Caraca, não fazia a menor e
- 1:11:14conseguir ali é muito legal e a referência romântica é
- 1:11:17fundamental na revolução francesa, lógico.
- 1:11:19AA busca de na revolução Na Na Roma antiga, elementos ali de
- 1:11:23símbolos de Liberdade. É OA Plebe romana conquistou
- 1:11:27várias coisas, né? E uma e o Marco da parada, tipo
- 1:11:30assim, ó, rolou a revolução é quando mata o homem, não a
- 1:11:33Bastilha, a essencial, a revolução, está rolando matar o
- 1:11:36homem é só matar o réu. Brinde é e acontece que então
- 1:11:39vamos lá, setembro de setembro é, eles proclamam a República na
- 1:11:43França certo? E eles proclamam porque o rei
- 1:11:46realmente não dá o rei o rei não dá de Miguel o rei é preso é e
- 1:11:51aí no começo de 1793, de fato, o ré guilhotinado e é
- 1:11:55interessante, eu não quero público.
- 1:11:57Como é que é? Como é que essa é público é
- 1:11:59público? É, tem uma galera, 100 pessoas
- 1:12:01tem uma, você tem você, então é tipo, vamos falar agora da
- 1:12:03guilhotina um pouquinho né? Isso é porque a guilhotina ela
- 1:12:06nasce, isso é muito louco pra gente, assim como o voto
- 1:12:09censitário, é bizarro imaginá-lo como uma Conquista social, o
- 1:12:14voto, a história volta para quem tem grana, pode votar sim, mas
- 1:12:17na época nem quem tinha grana podia votar era só é, sabe, era
- 1:12:20uma coisa muito elitista mesmo, mais do que o voto censitário,
- 1:12:23já é elitista, a guilhotina também chegou com um algo meio
- 1:12:27humanístico, não é? EE subiram degraus, são degraus,
- 1:12:30são degraus, exatamente, é humanístico, a guilhotina, né,
- 1:12:34tem muita, é muito legal isso, gente, isso tem muitas camadas.
- 1:12:37Essa discussão tem muitas camadas.
- 1:12:39E que é isso hoje? Então vamos lá.
- 1:12:41A geralmente guilhotina associada à revolução francesa,
- 1:12:44né, vira violência. É primeiro que a maioria dos
- 1:12:46mortos na revolução francesa não foram mortos na guilhotina.
- 1:12:49Aham, podia ser uma mão do caralho, exatamente.
- 1:12:53Também é bonito, tal é um lance, é um pô, é uma parada, mas há
- 1:12:57botar prender. O cara deve ficar, se peniana, é
- 1:12:58isso? Só capuz da cara.
- 1:13:00A maioria são a Maria solteiro, cara se cagando pra merda.
- 1:13:03A maioria das mortes são por fuzilamento s começa por aí,
- 1:13:06segundo que é tem essa também visam construída pela direita no
- 1:13:09século 19 da revolução, como a violência e tal, e até hoje você
- 1:13:12vê aí no, no YouTube canais do YouTube de qualidade duvidosa
- 1:13:16reproduzindo essa visão, sim, eu só vou dizer uma coisa pra quem
- 1:13:19tá ouvindo aqui a gente do na época da revolução francesa.
- 1:13:22Tem uma revolta na Irlanda, Oo contra os ingleses.
- 1:13:26O cálculo é, 40000 irlandeses mortos pela monarquia inglesa.
- 1:13:30O cálculo de mortos No No assim chamado terror 17000 pessoas.
- 1:13:35A evolução francesa toda da o quê?
- 1:13:3620 e pouco na verdade, né? A gente não tem muito dados,
- 1:13:40porque assim a gente depende do que você está dizendo, porque
- 1:13:42tem as mortes na guerra. Um, se a gente incluir as
- 1:13:45guerras aí sobe muito. Se a gente inclui Napoleão, aí o
- 1:13:48número chega em milhões. Sim, sim, sim, né?
- 1:13:50Mas assim, os mortos no terror, no assim chamado terror, que é o
- 1:13:53período do terror. O período quando jacobinus vão
- 1:13:55estar no poder, mais ou menos, eu vou chegar, vou chegar lá é,
- 1:13:58mas eu quero mostrar um pouco algumas coisas, mas deixa só um
- 1:14:00pouquinho. Daqui a pouco a gente tem que
- 1:14:01encerrar, eu preciso saber parar da guilhotina, como é que foi?
- 1:14:05Essa é favor vai o tio, são 17000 mortos nesse no terror e
- 1:14:09na Irlanda nessa época são é mais que o dobro de 17000
- 1:14:12pessoas mortas é muita coisa sim, eu não estou aqui
- 1:14:14relativizando morte, já me já me acusaram disso você deu relativa
- 1:14:18não é isso que eu quero dizer, o que eu quero dizer é que não tem
- 1:14:20uma violência essencial na revolução sim, porque algumas
- 1:14:22pessoas colocam assim, hã? A monarquia inglesa era
- 1:14:25moderada, e a francesa e a França era era radical,
- 1:14:28violenta. Isso não sustenta pelas pelos
- 1:14:31fatos históricos. Sim, podia falar de outras
- 1:14:32monarquias? O número de mortes que a Rússia
- 1:14:34provoca na Polônia e também é maior do que o número de mortes
- 1:14:37nesse momento é demonizar o francesa, né?
- 1:14:39Existe um processo de demonização que você tem que
- 1:14:41tomar cuidado porque geralmente se demoniza com propósitos
- 1:14:44políticos perfeito, com propósito, a guilhotina Una a
- 1:14:48guilhotina. Ela é proposta pelo guilhoto
- 1:14:50para um que era um médico deputado, né?
- 1:14:52Um deputado, justamente com a ideia de uma morte rápida,
- 1:14:55limpa, barata, limpa, indolor e igual, porque ser decapitado era
- 1:15:01um privilégio, a nobreza. Um que é uma morte mais é, e
- 1:15:04você tinha no antigo regime o suplício que que era o suplício,
- 1:15:08era que sabe aquela coisa do Tiradentes?
- 1:15:10O cara é é esquartejado aí o seu corpo é colocado pela joga
- 1:15:15sauna, joga sal e joga em show dele isso esculhambar,
- 1:15:19esculhambar o cara, matar alguém assim é caro?
- 1:15:22O rum e a morte era assim porque o crime era visto como uma
- 1:15:25ofensa ao rei. Agora, o crime não é uma ofensa
- 1:15:27ao rei? Agora, o crime é uma ofensa à
- 1:15:29sociedade e como ofensa a sociedade, você começa a
- 1:15:32tipificar o crime. Tipificar as penas.
- 1:15:34Então, AA revolução francesa. Isso está lá no vigiar e punir
- 1:15:37do foucault. Ela também representa uma nova
- 1:15:39visão da lei e a ideia de uma lei igual e a ideia da
- 1:15:43tipificação dos crimes. Então, há bilhões, não, eu não
- 1:15:46tô aqui idealizando a guilhotina nem falando assim, eu quero
- 1:15:48matar pessoas na guilhotina, mas se eu tivesse recebendo uma
- 1:15:51pobrezinha vai na minha casa, uma guilhotina.
- 1:15:54Zinho agora negava o nego, é, é só que a guilhotina faz parte de
- 1:16:00um debate maior sobre a tortura, AA revolução francesa continua a
- 1:16:04abolição da tortura, que Luís XVI tinha feito alguns anos
- 1:16:06antes. Aham, a revolução francesa
- 1:16:08mantém então. A revolução francesa aboliu
- 1:16:10opróbio, um que recaía sobre os filhos.
- 1:16:13Claro que vou explicar o que que é isso no antigo regime, se você
- 1:16:16cometer um crime, toda sua família pagava também.
- 1:16:19Aham, parece correto, né? Quem no seu filho tem nada a ver
- 1:16:24que você fez a revolução francesa individualiza o crime?
- 1:16:28Sim, a família, anão ser que ela esteja envolvida de fato no
- 1:16:31crime. Ela não tem nada a ver com isso.
- 1:16:33É você que paga e acabou. Então a guilhotina, mas devia
- 1:16:35ser do caralho. Tu meteu um pavor no teu filho,
- 1:16:37assim vou assaltar os negócio, aí continua fazendo moleque, a
- 1:16:42mulher amarrando o que você fez, meu pai é foda, tomando, tiram é
- 1:16:47Bora Bora, então olha como assim como a revolução francesa,
- 1:16:51abolindo as corporações de ofício, sim, consagra o
- 1:16:54individualismo no campo econômico, ela também consagra o
- 1:16:56individualismo no campo jurídico.
- 1:16:58Olha como é importante para o mundo contemporâneo quanto.
- 1:17:00Olha como é importante, então, bom, só correção mesmo, né?
- 1:17:03Aconteceu mesmo. Elas são o rei é guilhotinado,
- 1:17:07certo? A República é proclamada, certo.
- 1:17:11Os monarquistas agora estão fora, alguns são mortos, alguns
- 1:17:14fogem, é o Lafayette, por exemplo, foge e tal.
- 1:17:17Então, agora você tem a predominância republicana,
- 1:17:20certo? É agora que a gente começa a ver
- 1:17:22uma divisão dentro dos republicanos entre os girondinos
- 1:17:25e os jacobinos. Perfeito, eu já vi canal aqui no
- 1:17:28YouTube, eu não vou citar para não fazer propaganda, falando
- 1:17:31que ao girondinos eram monarquistas nada a ver
- 1:17:34girondinos e jacobinos. Ambos eram predominantemente
- 1:17:37republicanos. Predominantemente a favor do
- 1:17:40voto universal, Rue predominantemente é é favoráveis
- 1:17:45a República? Sim, tá.
- 1:17:46E ao livre comércio e predominantemente pequenos
- 1:17:49burgueses advogados, médicos. Antigamente tinha historiadores
- 1:17:53que falavam que girondinos alta burguesia, jacobinos, pequena
- 1:17:56burguesia. Isso já caiu, já caiu.
- 1:17:58Pesquisas mais recentes mostram que não, você tinha alta
- 1:18:00burguesia igual nos 2 pequena questão da região mesmo é porque
- 1:18:04veja o de onde vem. Bom, quem era os girondinos,
- 1:18:08aham, primeira coisa importante é dizer, não existiam girondinos
- 1:18:10na revolução francesa. Quem começou a chamar aquele
- 1:18:13grupo de girondinos foram os historiadores.
- 1:18:15Perfeito, um historiador chamado o Alphonse de Lamartine ur, lá
- 1:18:19na década de 1840, fala, ó, esse grupo aqui são os girondinos.
- 1:18:23Aham, então esse grupo não existia na revolução francesa,
- 1:18:26na revolução francesa, os girondinos, inicialmente, eram
- 1:18:28pessoas que estão no clube jacobino também, sim, e que
- 1:18:30depois saíram do clube de jacobinas, depois serão
- 1:18:32expulsos. Mas o Brás ou que é a grande
- 1:18:34liderança girondina era do clube, tem historiador mais
- 1:18:37radical que fala que girondino nem existiu, que é só uma
- 1:18:40invenção dos historiadores. Eu não acho, eu acho que não, eu
- 1:18:42acho eu acho que o nome é inventado pelos historiadores,
- 1:18:45mas o grupo de fato existiu SIM 1 grupo um pouco mais eu não sei
- 1:18:49como é que você distinguiriam do outro e aí é legal essa
- 1:18:51distinção, ela vai. Ela vai se fazendo, né?
- 1:18:53Aham, então, a primeira coisa é, os girondinos eram mais
- 1:18:56favoráveis à guerra. Olha só que depois que a guerra
- 1:18:59começa, não tem mais discussão. O Robespierre entendeu que já
- 1:19:02começou, não tem o que fazer, certo?
- 1:19:04Não dá para parar agora é segunda coisa.
- 1:19:06O julgamento do rei. Tá?
- 1:19:08Os girondinos eram contra a matar o rei, o rei.
- 1:19:11Eles eram a favor de prender o rei e eventualmente exilar nos
- 1:19:14Estados Unidos e mataram a família do rei também.
- 1:19:17Então, inicialmente, girondinos eram contra a pena de morte para
- 1:19:20o rei, para a família, mas depois, quando guilhotinaram
- 1:19:23rei, levaram depois na família. Vai ser guilhotinada também à
- 1:19:26Marieta. Vai ser guilhotinada depois e
- 1:19:28tal. O jacobinos eram favoráveis ao
- 1:19:30matar o rei e como mostra o ja clean martel, historiador que
- 1:19:33escreveu um livro sobre isso. O ano retrasado sim, por que que
- 1:19:36os jacobinos queria matar o rei. O diesel já, claro, mmartan.
- 1:19:39O argumento era pragmático. Se o rei tiver vivo, você tem um
- 1:19:42aliado das potências estrangeiras no seio do seu
- 1:19:45território, queima semente, né? É que é isso?
- 1:19:48Quem? Mas é esse é o argumento do
- 1:19:49Robespierre, do São João. Justo é o que eu faria,
- 1:19:52bolchevique do meu lado é é e depois pra esse é o segundo, e
- 1:19:58aí o grande fator que vai distinguir eles é os jacobinos
- 1:20:01serão mais favoráveis, a Aliança com as seções de Paris, com San
- 1:20:06culottes, com a comuna de Paris, os girondinos serão mais
- 1:20:10críticos da comuna de Paris, e é aí que os girondinos vão cair.
- 1:20:13Um é aí que o Sam klotz vão cercar o.
- 1:20:18Na assembleia dos deputados, vários girondinos vão ser
- 1:20:20presos, alguns mortos, e aí em 1793?
- 1:20:26Os jacobinos vão vão ser a liderança na assembleia.
- 1:20:30Período do terror? Não, eles não serão.
- 1:20:32A maioria da assembleia sim. Os jacobi, nem os jacobinos, nem
- 1:20:35os girondinos, nunca foram maioria da assembleia.
- 1:20:36Aham, eles sempre eles foram a liderança.
- 1:20:39A maioria da assembleia sempre será o da Montanha pântano,
- 1:20:43pântano ou a planície. Sim, sim, que era o centram sim,
- 1:20:46que era o pessoal que a gente não sabia se era girondino
- 1:20:48jacobino, porque é uma coisa importante.
- 1:20:50Eu falei que os jacobinos era um clube, eles deram partido
- 1:20:53político, não existia a partido político na revolução francesa,
- 1:20:55partido político é uma invenção do século 19, então tinha
- 1:20:57carteirinha, então às vezes os historiadores não sabem quem a
- 1:21:00Lira jacobino, quem, a Lira, geraldino tá, às vezes os
- 1:21:03historiadores. Ficam lá?
- 1:21:04Dúvida então a maioria era meio indefinida e claro que alguns
- 1:21:07momentos fulano estava mais pro lado e depois ele foi para outro
- 1:21:11exatamente. Já aconteceu.
- 1:21:12E quem era a Montanha Montanha o nome que a gente dá pros
- 1:21:15jacobinus mais outros grupos de esquerda A então não tenho outro
- 1:21:20grupo, é outro. Meu orientador, o orientador,
- 1:21:22também era especialista. Evolução francesa hoje está
- 1:21:24aposentado, foi um italiano chamado Modesto florenzano.
- 1:21:27Ele tem até um livrinho lá dos anos 80 sobre a versão francesa
- 1:21:30e o e o Modesto sempre falava que o pessoal confunde muito,
- 1:21:33né? Acho que Montanha a mesma coisa
- 1:21:34que jacobinus é, mas Montanha é porque ele ficava na parte alta
- 1:21:37da assembleia, sim, é A esquerda em geral a jacobinos e outros
- 1:21:41grupos de esquerda. Tá, e você tem a planície à
- 1:21:44direita. Nesse momento praticamente não
- 1:21:46existe. Só que tá os os girondinos.
- 1:21:49Eles eram à esquerda antes que eram republicanos demais.
- 1:21:52Eles entram. Um novo paradigma, entram no
- 1:21:54Pará e eles vão pra direita. Eles, nesse novo posicionamento
- 1:21:59das peças, vão pra direita, eles vão pra direita, antes eram os
- 1:22:02monarquistas perfeitos, matou o rei, então não tem uma
- 1:22:04monarquista ótimo, é isso. E aí você, você coloca essa
- 1:22:07questão, Victor, muito bem do terror, aham, isso é isso é a
- 1:22:10grande questão. É, poderia, eu estou escrevendo
- 1:22:13um artigo sobre isso, especificamente período
- 1:22:15especificamente sobre o problema do terror, porque o problema, a
- 1:22:18questão, o terror, sim, a palavra terror.
- 1:22:20Vou tentar ser sucinto aqui. Perfeito.
- 1:22:22A palavra terror no século 18 era uma palavra positiva.
- 1:22:26Tipo assim, só pra posicionar o Nick na conversa tem Oo que se
- 1:22:29fala é o jacobinus agora, nesse momento, em 93 isso eles estavam
- 1:22:34predominantes e eles começaram a ficar.
- 1:22:36Isso é o que se diz, é a narrativa mais tradicional.
- 1:22:39Narrativa traz mais tradicional obrigadão que é que eles ficaram
- 1:22:41meio fanáticos? Isso e aí todo mundo que não
- 1:22:43vestia as cores da revolução francesa na morto pessoal falava
- 1:22:47ó, eu acho que se eu tenho um cara aqui do meu vizinho aqui.
- 1:22:50Que ele gosta tá lembrada? Fala muito bem do rei na época
- 1:22:52do rei que era bom. Aí, prendia.
- 1:22:54E aí muitas pessoas eram presas, muitas pessoas eram mortas e
- 1:22:56tudo mais e 17000 mortos aí nessa brincadeira, entendeu?
- 1:22:59EE essa narrativa, muito obrigado, Vítor, hã, que hoje
- 1:23:03esse programa está dizendo que não é bem assim.
- 1:23:04Aham. O jacobino são liderança, nunca
- 1:23:07a maioria na assembleia. Então, de junho de 1793 até
- 1:23:11julho de 1794, é uma primeira observação muito importante, é
- 1:23:14pouco tempo, um ano é é um 13 meses, mas deu pra fazer uma
- 1:23:18brincadeira, é depois de mais uma coisa nesse período que os
- 1:23:21jacobinos são liderança, a França está em guerra contra a
- 1:23:25Inglaterra, a Espanha, a prússia.
- 1:23:27A Áustria algumas cidades da Itália, a França está sendo
- 1:23:30invadida pelos 4 pontos cardeais.
- 1:23:33E não só uma invasão externa, uma guerra civil interna, a
- 1:23:37região da vendeia, no Oeste da França, então é quando eles
- 1:23:40estão são ali de liderança e não maioria.
- 1:23:42Essa situação que eles pegam sim, essa situação que eles
- 1:23:45encontram e beleza. O terror é uma palavra que vem
- 1:23:50de muito tempo e que no século 18, em francês, a palavra terror
- 1:23:54é uma palavra positiva. Como assim?
- 1:23:55Quem não acredita em mim vai ler o livro do Burke, ninguém vai
- 1:23:58ler o livro do burro, mas só quem souber confiar tu mandou
- 1:24:02essa. Mas é, eu vou começar a falar
- 1:24:04isso também não. 3 pessoas vão fazer isso é uns 3 es, chama as
- 1:24:08investigações sobre as origens do Belo e do sublime.
- 1:24:10Sim, o terror é um sentimento de sublime, como assim, de uma
- 1:24:15coisa que te impressiona muito? EE tal, na verdade,
- 1:24:18especificamente pressiona ié ié positivo é positivo a é uma
- 1:24:23sensação é um AO terror, é uma palavra que dizia respeito à
- 1:24:25filosofia estética. No século 18, está lá nesse
- 1:24:28nível do Burke, as investigações sobre você acha que o fato da
- 1:24:32palavra terror ter sido usada quando foi, se essas traduções
- 1:24:36foram pegando esse significado que nós damos hoje e isso mais?
- 1:24:41Outras características como a guerra, como as mortes, isso vai
- 1:24:44fazer, colocando como o período do terror e foi dando essa cara
- 1:24:48para pagar. Eu eu como estou escrevendo um
- 1:24:49artigo sobre isso. Sim, eu sei, bonitinho essa
- 1:24:51história, porque eu tô escrevendo sobre a história dos
- 1:24:53usos da palavra terror perfeito na revolução francesa.
- 1:24:56No começo se usava terror no sentido bom húbris ou tem um
- 1:24:59texto subir e sou líder do girondinos, tem um texto falando
- 1:25:02eu amo terror de estar numa Floresta, depois o pessoal vai
- 1:25:05seguir eu te nado. É, mas no começo ele diz que ama
- 1:25:08o terror. Aham e aí o próprio bris ou usa
- 1:25:11a palavra terror em sentido político?
- 1:25:13Aham, pela primeira vez, para criticar os monarquistas que
- 1:25:17estavam querendo esconder a fuga do Luís 16.
- 1:25:20Então, os primeiros a serem chamados de de pessoas do terror
- 1:25:23ainda não terroristas, mas já vocês fazem o terror, são
- 1:25:26monarquistas. Aham, tá?
- 1:25:28Então o terror é usado primeiro contra eles, beleza, aí os
- 1:25:31jacobinos assumem quando os jacobinos assumem entre essas,
- 1:25:35né? É são expulsos, girondinos, eles
- 1:25:36estão ali numa liderança, quando os jacobinos estão à frente da
- 1:25:40revolução, entre 93 e 94 é havia uma Constituição.
- 1:25:44Perfeita, que a Constituição mais democrática, mais
- 1:25:47democrática, mais tinha. Voto universal, abole a
- 1:25:50escravidão a depois em 1794. Em fevereiro, a bola, escravidão
- 1:25:55e aí, a revolução francesa começa a ter deputados negros.
- 1:25:57Pouca gente sabe disso. O rude 1700 pensa numa revolução
- 1:26:00francesa branca, mas até o Napoleão assumir até o Napoleão
- 1:26:04restaurar escravidão, você tem vários deputados negros na
- 1:26:07revolução francesa, haitiano, Jean tá e o primeiro deles é um
- 1:26:09senegalês, um que depois foi foi levado para o Caribe, chamado
- 1:26:13João Batista belait maneiro, um jacobino negro.
- 1:26:17Tá que é deputado que está propondo, faz voto da discurso,
- 1:26:20então depois eles vão abolir a escravidão em 1794.
- 1:26:23Fevereiro é tem projetos de educação pública gratuita,
- 1:26:27universal é. É só que eles fazem a
- 1:26:30Constituição democrática e eles próprios dizem legal é
- 1:26:33democrática, mas não dá para aplicar ela agora e até saber.
- 1:26:37Lamento de preços, né? Isso depois vai isso.
- 1:26:39Eram demandas do San culottes, acabamento de preços que eles
- 1:26:42aceitam um só que aí acontece que AAA Constituição que eles
- 1:26:47próprios fizeram, ela é suspensa, urro e por que que ela
- 1:26:50suspensa, porque estamos em guerra.
- 1:26:53Num dá pra gente fazer o julgamento tudo certinho.
- 1:26:55Letra da lei enquanto a gente está sendo invadido por todo
- 1:26:58lado, né? É que necessitar lá a gente
- 1:27:00invadindo por todo lado. Guerra civil não dá.
- 1:27:02Agora estamos num período do estado de exceção e aí o
- 1:27:06Robespierre escreve pela primeira vez na história, um
- 1:27:08texto que depois é um discurso dizendo o que que há um governo
- 1:27:12revolucionário? Olha ele fala, ó Ezio, ele diz.
- 1:27:15Montesquieu disse que há uma República ou monarquia, um
- 1:27:18despotismo, mas Montesquieu não disse o que é o governo
- 1:27:21revolucionário lá, né? E o governo revolucionário tem
- 1:27:23que usar elementos do defensor, otimismo do medo e depois vem
- 1:27:26ordem constitucional, ela é pós revolucionária, agora estamos no
- 1:27:30momento de exceção. Então a França é um estado de
- 1:27:32exceção. É o Robespierre também é outra
- 1:27:35questão. Ele nunca foi ditador da França.
- 1:27:38Ele era um deputado. Oo, está claro como ele falava
- 1:27:42bem com ele, ele era uma autoridade moral.
- 1:27:45Ele era advogado, era muito conhecido.
- 1:27:46Ele é advogado de arrasa, formado, enfim e também também
- 1:27:51juiz. Ele foi juiz por um período lá
- 1:27:52em aham. É ele se destaca, ele era uma
- 1:27:55autoridade moral, mas em vários momentos as propostas dele foram
- 1:27:58derrotadas porque o voto dele valia 11, tá?
- 1:28:01Ele entra no comitê de salvação pública, que que o comitê de
- 1:28:03salvação pública que nem a gente tem hoje na assembleia dos
- 1:28:05deputados, comitês, eles formam um comitê.
- 1:28:09Que depois vai ter 12 pessoas para tomar medidas excepcionais
- 1:28:13do contexto de guerra. E o Robespierre vai ser 11
- 1:28:15desses 12 no comitê e ao Comité que tinha grandes poderes.
- 1:28:18Nesse contexto, é um comitê que tinha grandes poderes e a
- 1:28:21questão é, não tem nenhuma lei nesse momento, é que estabelece
- 1:28:25o terror? Aham, mas você tem Sam colocci
- 1:28:28pedindo ou terror na ordem do dia.
- 1:28:30É melhor do de Ju é e a questão é, depois um deputado chamado
- 1:28:34mer Land do é. Vai, de fato propor uma lei que
- 1:28:38vai diminuir a possibilidade de defesa das pessoas nos tribunais
- 1:28:41revolucionários. Então podemos dizer Vitor,
- 1:28:44respondendo a sua pergunta, objetivamente que há é um estado
- 1:28:47de exceção, é isso que acontece. Esse é o termo usado na época,
- 1:28:50inclusive um estado de exceção. É com a Constituição suspensa,
- 1:28:54mas a verdade é que esse, como vocês podem imaginar, por tudo
- 1:28:58que eu disse até agora é que esse governo de Paris tinha
- 1:29:01pouco controle sobre o território como um todo.
- 1:29:04Tá, você tinha várias violências sendo feitas no território pelos
- 1:29:08inimigos do governo, pelo próprio governo e a despeito do
- 1:29:11governo. Então, por exemplo, quando são
- 1:29:13feitos massacres em Nancy, são feitos afogamentos em nantou,
- 1:29:17despesa que estava em Paris, se opõe e fala, o que que é isso?
- 1:29:20Estão louco? Ele falou, não tem nenhuma lei
- 1:29:23instituindo o terror o mas isso tem que essa posição da
- 1:29:26historiografia. Hoje você tem vários terrores
- 1:29:29exercidos em várias direções, numa situação de exceção de
- 1:29:32guerra. Tá?
- 1:29:34Então ninguém está aqui dizendo que o Robespierre era um Santo,
- 1:29:38que a revolução é é maravilhosa o que a gente está dizendo é que
- 1:29:41é errado uma imagem de que nesses parcos 13 meses existe um
- 1:29:46estado todo poderoso dos Jacobina, Nico, tirânico,
- 1:29:50perseguindo oposição e aí tinha historiadores que queiram
- 1:29:53comparar Stalin arrobas, Pierre senso que geralmente é uma
- 1:29:56imagem errada tanto do Stalin quanto Robespierre, é é na
- 1:29:59verdade, não. EE se faz isso, e é depois.
- 1:30:02Então o que acontece? Os jacobinos fazem coisas como
- 1:30:05por exemplo. Cria um exército revolucionário,
- 1:30:08que era uma demanda San culottes ur, um exército gigantesco,
- 1:30:10maior já visto na história da França.
- 1:30:12Eles começam a vencer as batalhas.
- 1:30:13O várias batalhas são vencidas, tanto que bate, desce.
- 1:30:16Tô grafia vai justificar o terror, falando que foi uma
- 1:30:19necessidade no contexto da guerra.
- 1:30:22Tá, eu acho que isso está parcialmente errado, porque,
- 1:30:25porque a maioria das mortes na guilhotina é quando a França já
- 1:30:29estava invadindo outros países. Mas é verdade, você tem um
- 1:30:32tabelamento dos preços, você tem a educação universal, você tem
- 1:30:35tudo isso. A França começa a vencer a
- 1:30:38guerra, os jacobinos perdem legitimidade.
- 1:30:40Robespierre começa a ser acusado de tirano e, em julho de 1794, a
- 1:30:46gente não fala que tem a queda dos jacobinus mais.
- 1:30:48A gente fala que tem a queda dos Robespierre.
- 1:30:50Sta que o Robespierre. Que ele tenta se matar, né?
- 1:30:56Não tem esse papo é ninguém sabia.
- 1:30:57Mentira é, ninguém sabe, não isso.
- 1:30:59Isso é uma questão que ele deu um tiro na própria ninguém sabe
- 1:31:02se ele deu um tiro na própria boca, aham, ou se ele tomou um
- 1:31:05tiro de um cara chamado Charles. Merda sim, né?
- 1:31:08Um cara do cara, Charles, merda é esta no fórum Shalom der merda
- 1:31:11maneira é, é, é ou se ele tomou um tiro, ninguém sabe
- 1:31:14exatamente, mas de fato ele aparece com a mandíbula, mas
- 1:31:16foi, é, foi bom, foi uma festa, não EEO mais interessante é que,
- 1:31:20pô, a fala era grande, arma, afasta e aí?
- 1:31:23Por isso, quando as pessoas falam assim, a Robespierre matou
- 1:31:25foi pouco, é é da galera, eu peço que o chaleira paneira não
- 1:31:29falaram isso esses dias o país quer e nunca foi lá na
- 1:31:31guilhotina matar as pessoas ele era um deputado, aham, é é
- 1:31:34coletar mas é. Eu então a questão é, não, não,
- 1:31:38eu não. Mato é a arma.
- 1:31:40Não, não, não é. Não é não, não é.
- 1:31:42Estou falando. Eu só puxo gatinha, é não, a
- 1:31:44questão é o seguinte, é que foi o seguinte, quando eu falo dessa
- 1:31:48jornada lá, a população em Paris, a população nos Campos e
- 1:31:50Robespierre não tava nenhuma delas, aham, ele é um deputado,
- 1:31:54é quando tem a votação, Danton deve morrer ou não?
- 1:31:58O Robespierre é o uni, são foda. É.
- 1:32:01É uma votação que lá, ô bispa, é o único que vai tentar convencer
- 1:32:04o Danton a pedir desculpas. Aham, então essa imagem de
- 1:32:07Robespierre Danton como grandes inimigos, sim, construção da
- 1:32:10historiografia não é uma coisa que existia na época.
- 1:32:12Ele tenta dissuadir o Danton, porém, e por isso que eu não tô
- 1:32:16pra usar um termo jovem passando pano para roubar esse cabo.
- 1:32:19Quando tem a votação. Obs PR volta com os outros pela
- 1:32:22morte, cara é, mas a questão é que é uma decisão colegiada,
- 1:32:25até, sabe, até vou até vale a pena olhar o livro, né essa
- 1:32:29intenção aqui da curiosidade para vocês a, mas aí beleza,
- 1:32:32cara, aí OOO jacobinos, vão acabar agora o governo dele,
- 1:32:36esse período de 3 meses que eles ficaram no poder vão, vai acabar
- 1:32:38agora? Porque o Robespierre, ou se
- 1:32:42matou, ou tentou se matar, tomou um tiro.
- 1:32:44A gente não tira na boca, não é tiro na boca.
- 1:32:46Ele é guilhotinado. Hobby sim, é, é primeiro é
- 1:32:48preso, ele é preso, fica por um tempo na Elias aparece, fica um
- 1:32:52dia um é ele aparece com a mandíbula quebrada, depois toda
- 1:32:55smilinguido é guilhotinado e a questão é entre as pessoas que
- 1:32:59prenderam ele, derrubaram ele, o Rui estavam vários jacobinas um
- 1:33:03e mais vários jacobinus que participaram de várias mortes
- 1:33:08diretamente. Tá?
- 1:33:10Então pessoas como barracas, que depois vai ser o patrono do
- 1:33:13Napoleão. Urro pessoas como ta li an,
- 1:33:16pessoas que a gente nunca ouviu falar tá que eram pessoas que
- 1:33:18estavam envolvidas no massacre de nanking massacre de Marcelo
- 1:33:21você acha que tem gente muito mais violenta do que se atribui
- 1:33:24a violência do Robespierre? A questão é, não que o
- 1:33:26Robespierre fosse um Santo, certo, eu vou repetir pra
- 1:33:28ninguém achar que eu estou dizendo isso certo, mas esse
- 1:33:30grupo usa Robespierre como um bode expiatório, um porque o
- 1:33:34governo é o governo, esse momento estava sofrendo uma
- 1:33:37oposição cada vez maior, perfeito, uma oposição cada vez
- 1:33:40maior e eles próprios tinham medo de perder a cabeça.
- 1:33:43Então Robespierre era um e era alguém que votou a favor de
- 1:33:46várias mortes. Mas Robespierre, por exemplo,
- 1:33:48salvou 83 girondinos da guilhotina.
- 1:33:51Olha aí, porque aí o que ele disse?
- 1:33:53Que está registrado em ata, foi, já matamos o suficiente.
- 1:33:56Agora é desnecessário. E o último discurso de
- 1:33:59Robespierre, alguns dias antes dele ser morto, foi criticando o
- 1:34:02sistema do terror. Olha aí está lá no discurso
- 1:34:05dele. Mataram, mataram, OK para dar
- 1:34:07uma acalmada, para dar uma acalmada e aí, depois que ele
- 1:34:09morre, aí sim, agora eu vou te responder, Victor.
- 1:34:13O talian urro dá um discurso dizendo, houve nesse período um
- 1:34:18sistema do terror, um é após a morte de Robespierre que surge
- 1:34:23aquilo que os historiadores franceses chamam de.
- 1:34:26A legião de no ar, AA lenda das trevas, a lenda de que houve um
- 1:34:30terror, um estado terrorista governado pelo megalomaníaco
- 1:34:34Robespierre. Agora serão.
- 1:34:37É terror, então é não só foi um terror, foi como é que foi?
- 1:34:40Foi, foi uma coisa terrível, tá, tá o que eu estou dizendo é só e
- 1:34:43até legal você falar isso pra pra eu ser claro nesse ponto que
- 1:34:48não é um estado terrorista governado por um ditador, certo
- 1:34:52que é uma situação de guerra civil e de guerra externa, na
- 1:34:56qual você tem violência sendo exercidas em muitas direções e
- 1:34:59vários outros deputados, além de Robespierre praticando essas
- 1:35:03violências votando a favor dessas darão ele como bote, foi
- 1:35:06tão planejado, sistêmico, formais.
- 1:35:08Feito é perfeito, ó aí ó, e aí, se você pegar.
- 1:35:13É você é, eu adoro primeira coisa certa que ele mandou, ele
- 1:35:16é foda. Eu sou foda certeza foda não
- 1:35:21cara e se vocês pegarem qualquer historiador dos dias de hoje que
- 1:35:24estuda o estado absolutista antes da revolução francesa, o
- 1:35:27que 100% de historiadores e historiadoras dizem que o estado
- 1:35:31absolutista não era absolutista, que o rei não tinha todos os
- 1:35:34poderes que o rei tinha vários limites?
- 1:35:36Então, pelo que a historiografia está dizendo hoje sobre o
- 1:35:39absolutismo, fica bizarro você pensar aqui no meio de uma
- 1:35:43guerra civil, numa situação caótica.
- 1:35:45Em 13 meses eles vão criar um estado totalitário.
- 1:35:49Isso é um absurdo e é o que nós, historiadores, chamamos de
- 1:35:51anacronismo. Oo, que é você projetar coisas
- 1:35:54do presente no passado, é você querer ver no Robespierre.
- 1:35:57Os estados totalitários do século 20, né?
- 1:35:59Perfeito e aí, né? O nosso querido Robinho, ele é
- 1:36:04foi de base e foi de base, indo de base, é o vai ter um período
- 1:36:08onde vai começar a se acalmar, porque as guerras vão diminuir
- 1:36:11também, né? É, elas vão continuar a é ainda
- 1:36:14continua normalmente até 1814 15, as guerras napoleônicas não
- 1:36:19diminuem a as guerras napoleônicas, continuação,
- 1:36:22continuação até então há período sim, Vitor, de fluxos e
- 1:36:25refluxos, sim, há períodos de fluxos e refluxos de paz e tal,
- 1:36:29mas o que que est orografia gosta de enfatizar hoje tem um
- 1:36:32historiador que estuda isso. Chamaram o David Bell quem
- 1:36:34quiser ler um livro dele em português, chamado a primeira
- 1:36:36guerra total que ele fala, é uma guerra dos 30 anos ali, entre
- 1:36:401792 e 1815, muita gente trata Napoleão revolução francesa e é
- 1:36:45faz todo o sentido, mesmo, movimento.
- 1:36:47Tudo é ver se faz 30 anos, né? Mas guerra, dos 2023 anos ali,
- 1:36:50né? Desse período não, não, total e
- 1:36:52aí Oo Robespierre morto, você entra nesse período novo aí da
- 1:36:56história da revolução francesa, onde as conquistas sociais
- 1:37:01anteriores, como começar? Várias delas vão ser canceladas,
- 1:37:05né? É, é legal essa questão, Victor,
- 1:37:07eu também abordo isso, então a gente chega num terceiro período
- 1:37:10da revolução francesa. Né?
- 1:37:11Não só para organizar quem tá escutando.
- 1:37:12A gente aqui teve no primeiro período em que você tinha a
- 1:37:15monarquia ainda perfeito, que é o período da monarquia
- 1:37:17constitucional de 89 até 90. Até até bom, ele pode pegar a
- 1:37:21morte do rei. 93 + 92 é a Proclamação da República, certo?
- 1:37:24É de 89 a 92, de 92 até a morte, Robespierre, a gente tem esse
- 1:37:29período da República, da convenção, que era o nome,
- 1:37:32porque ela era alto, convocada urro, né?
- 1:37:34Primeiro, com uma maior força dos girondinos, depois com a
- 1:37:38maior força do jacobinus perfeito e a figura do
- 1:37:40Robespierre. Aí julho de 1794, a queda dos
- 1:37:44Robespierre stasi, urro, clube dos jacobinos, é fechado, então
- 1:37:47mesmo pessoas que faziam parte do clube não são mais jacobinus,
- 1:37:49perfeito porque não tem mais o clube perfeito, tá e você tem um
- 1:37:52período. Em que você fica num interregno
- 1:37:55porque não tem Constituição ainda tal, e aí depois é feita
- 1:37:59uma Constituição em 1795 e ela dura até 1799.
- 1:38:03Corona, pô, leão acende o golpe. 18 Brumário essa Constituição de
- 1:38:0795 vai estabelecer que a França vai ter 5 diretores.
- 1:38:11Por isso que ela vai se, como se fosse 5 presidentes, urro tá?
- 1:38:14Então, a presidência colegiada, e não individual, tá?
- 1:38:17E aí que esse período será chamado de diretório inclusiva.
- 1:38:20Poliam vai ser um deles depois, né?
- 1:38:22EE bom, depois Napoleão vai, fica um consolo, né?
- 1:38:24Sim, é ali, 1700, 99 e de fato, assim, esse período ele é muito
- 1:38:28interessante, porque por muito tempo Victor se apresentou esse
- 1:38:31período dessa maneira, há um período de retrocesso, sim, nada
- 1:38:35acontece. É essa, essa é a visão
- 1:38:37tradicional, tradicional e de fato, de de novo, né?
- 1:38:40A pessoas que estão assistindo escutando, eu não estou negando
- 1:38:43essas coisas, eu estou acrescentando flexi, ficando em
- 1:38:47relativizando alguns alguns pontos, de fato, acaba o voto
- 1:38:49censitário. Não, desculpa, acaba o voto
- 1:38:51universal sim, retorna ao voto censitário, embora o voto
- 1:38:55universal nunca tenha sido muito bem aplicada.
- 1:38:57A educação universal também. Projetos de educação universal,
- 1:39:00sua abandonados, aqueles projetos de leis de assistência
- 1:39:03pública só abandonados. O Thomas Paine sai da prisão,
- 1:39:07volta a ser deputado e o Thomas penne propõe 2 coisas, o voto
- 1:39:11universal. É derrotado?
- 1:39:13E ele propõe, pela primeira vez na história, um.
- 1:39:16Por isso, aliás, que o Suplicy é super fã do Thomas pane, quando
- 1:39:19o Suplicy era senador, ele tinha um quadro do pânico.
- 1:39:21Olha aí. Gabinete dele, o Thomas Paine, e
- 1:39:23propunha a renda básica universal, nem fudendo ele
- 1:39:26propõem. É um texto dele que eu esqueço
- 1:39:29dele. Meu doutorado tem traduziu eu
- 1:39:30traduzir em português chamado a justiça agrária, o penne
- 1:39:34propondo imposto sobre herança, 10% sob herança de todo mundo,
- 1:39:38caralho. Isso criaria um fundo que todo
- 1:39:40mundo teria uma renda básica e aí pro penne tem que ser todo
- 1:39:43mundo rico ou pobre, não importa quanto dinheiro você tenha,
- 1:39:46todos terão dinheiro e homens ou mulheres todos terão direito a
- 1:39:49renda básica até o até outras propostas de renda básica eu
- 1:39:52via. A última que tinha o trio
- 1:39:54andrian candidato nos Estados Unidos.
- 1:39:55Sim, é. Era uma proposta de renda básica
- 1:39:58para todos. Não era para é bola pra que?
- 1:40:01E vários desses deputados americanos fazem referência ao
- 1:40:04Thomas Paine, então porque foi propósito uma coisa assim no
- 1:40:06Alasca, umas décadas atrás a é até pra e ter gente lá, né?
- 1:40:10É no Alasca, meio que já não rola alguma coisa semelhante é
- 1:40:14que só são rola, que era a partir do petróleo e aí nessas
- 1:40:17discussões que foram feitas, foram feitas referencial Thomas
- 1:40:20pane, mas essa proposta derrotada, urro, essa proposta é
- 1:40:23feita, mas é derrotado, lembra daquilo que eu falei antes que,
- 1:40:26embora a gente possa entender os limites da revolução francesa
- 1:40:28dentro dela, tem várias propostas interessantes, né?
- 1:40:31Sim, é que foram derrotadas, mas que foram feitas.
- 1:40:34Já já marcou, né, que estão ali? Colocado, então de fato, então,
- 1:40:37há vários retrocessos. Há várias coisas que a gente
- 1:40:39poderia pensar como retrocesso de alguma maneira, mas por outro
- 1:40:42lado, é no diretório, por exemplo, que se estabelecem
- 1:40:46alguns institutos de pesquisa na França.
- 1:40:48Olha aí, né? E aí as bases de várias, enfim,
- 1:40:52de vários institutos, hoje são colocados no diretório.
- 1:40:54Então há um deputado chamado la canalha que vai propor isso, é
- 1:40:57um diretório que se estabelece uma coisa que ninguém associa a
- 1:41:00revolução francesa, que são os leitos individuais nos
- 1:41:03hospitais, caralho. Tá, e a França começa a associar
- 1:41:07a dizer que o hospital tem que ser também um lugar de
- 1:41:10aprendizado. Então você tem ali na primeira
- 1:41:13metade do século XIX, hospitais escola na França.
- 1:41:16Isso vem muito da revolução francesa, então a revolução
- 1:41:18também individualiza a questão da saúde.
- 1:41:20Um além da questão jurídica, além da questão, olha que legal,
- 1:41:23vai nevar. É então o diretório Leo, período
- 1:41:25interessante e ele é um período em que as guerras continuam,
- 1:41:27certo é ir no bojo dessas guerras.
- 1:41:30Você tem ascensão justamente da figura de Bonaparte?
- 1:41:34Sim, porque de fato, politicamente o diretório será
- 1:41:38um período muito instável. A gente vai ter vários golpes,
- 1:41:41gente que cai e é. É.
- 1:41:43Lembro que até quando eu fiz Oo meu livro da revolução francesa,
- 1:41:45eu pedi pro meu orientador que já tá aposentado, ler o Modesto
- 1:41:48florenzano, ele leu. E ele falou, pô, Daniel, será
- 1:41:50que precisa falar de todos os golpes do diretório?
- 1:41:52Porque até confunde e não vai acrescentar muito.
- 1:41:54Aham, os historiadores chamam isso de politica de bascule é a
- 1:41:58política de gangorra sim, sempre que porque em alguns momentos do
- 1:42:02diretório os monarquistas conseguiram maioria estão
- 1:42:04monarquia, podia voltar. O Ruan tá é, é, e aí, enfim, o
- 1:42:08irmão do Luís XVI começa a se declarar, Luiz 18, urro 17, era
- 1:42:13o filho do Luís XVI que morreu e começa a reivindicar o trono EAA
- 1:42:16Inglaterra começa a financiar os monarquistas, é esse Luiz 18 que
- 1:42:21que depois vai ser rei? Vai ser essa frente é e ele já
- 1:42:23tava lá, era o duque de Verona, se autoproclama Luís 18 e
- 1:42:26guerras, e aí? E aí os ingleses financiando os
- 1:42:29monarquistas. Aham, é só que ao mesmo tempo,
- 1:42:31você tem os monarquistas. Você tem também néo jacobinus?
- 1:42:35Sim, você tem também os babu, vistas ligados ao graco babeuf.
- 1:42:38Caraca, fazia a menor ideia de segundo e siga goba bf começa a
- 1:42:41defender a propriedade comunal. E cara, fim da propriedade
- 1:42:46privada. Tá, e aí, você tem a conspiração
- 1:42:49de babesia. Conspiração, a conspiração é não
- 1:42:51acontece. Eles são presos, mas um dos
- 1:42:53caras da conspiração de babeuf, Bona wrote estava na Itália.
- 1:42:57E aí ele escreve a história da conspiração que depois vai ser
- 1:42:59traduzida, publicado na União Soviética.
- 1:43:01Caramba, e vai dizer, olha o fundamento ali, a história da
- 1:43:05mesma história do comunismo vai ser usado depois.
- 1:43:07É claro que ali foi um momento só na revolução francesa, mas
- 1:43:10uba Bowie será usado depois para pensar o comunismo.
- 1:43:12Então isso é um argumento do meu livro, assim como a revolução,
- 1:43:15ela desperta expectativas, esperanças, possibilidades não
- 1:43:19necessariamente converte, não necessariamente acontece ali,
- 1:43:22aham, mas elas permanecem no século.
- 1:43:23O mesmo vale para as mulheres. Sim, tá?
- 1:43:25Se tem várias mulheres que atuam na revolução francesa e as
- 1:43:28mulheres conquistam várias coisas importantes na revolução
- 1:43:30francesa. Um, por exemplo, o direito ao
- 1:43:31divórcio. Olha aí que para elas era mais
- 1:43:34importante que o direito ao volta.
- 1:43:35Nesse momento, sim, sim. A prioridade é a prioridade.
- 1:43:38Primeiro eu posso me divorciar de um marido violento?
- 1:43:40Sim. Então elas conquistam o direito
- 1:43:41ao voto. Outra coisa que vem antes do
- 1:43:43voto, elas conquistam a igualdade de heranças.
- 1:43:47OA herança não é igualitária. Se eu tenho um, é se eu tenho
- 1:43:50vários filhos, primeiro o filho mais velho ganha mais sim.
- 1:43:53Em segundo lugar, os filhos homens e por último as mulheres.
- 1:43:56Sim, a revolução francesa estabelece que todos os filhos
- 1:43:58são iguais. O individualismo também no campo
- 1:44:00da família pode criar. Todos são indivíduos com os
- 1:44:02mesmos direitos, então a mulher tem que herdar a mesma coisa é
- 1:44:05eu o direito ao voto. Não foi conseguido urro, porém,
- 1:44:08tem 111 grande história, Brasil, uma grande historiadora
- 1:44:10Brasileira chamada Tânia Machado Amorim, que escreveu um livro
- 1:44:14que é na verdade a dissertação de mestrado dela, as mulheres
- 1:44:17chama virtuosas e perigosas as mulheres na revolução francesa.
- 1:44:20Maneiro recomendo a leitura também dela e no livro ela, ela
- 1:44:23conta como os jacobinos. Quando eles não aprovam o voto
- 1:44:26feminino, eles têm que explicar porque o rum.
- 1:44:30Isso fala, pô, beleza o cara explicou porque excluiu as
- 1:44:32mulheres. Pois é, mas antes não precisava
- 1:44:35se explicar porque era visto. Como óbvio, entendi pra gente.
- 1:44:38Por exemplo, hoje é óbvio que um bebê não deve votar, porque para
- 1:44:41a gente hoje o bebê não tem condições de de tomar essa
- 1:44:43besteira. Tomar essa decisão pra vocês,
- 1:44:47né? Eu falo é porque a gente é
- 1:44:50óbvio, isso é é, quer dizer, começa a deixar de ser óbvio a
- 1:44:54exclusão das mulheres estão a revolução, ela abre
- 1:44:56possibilidades, uma fenda que permanece no século que é
- 1:45:00referência nos séculos seguintes.
- 1:45:02Isso tem um protesto, é claro, você tinha na França, na
- 1:45:05revolução francesa, mais de 60 clubes de mulheres
- 1:45:08revolucionárias. Caralho, os jacobinos fecham que
- 1:45:11isso, cara, alegando A esquerda fecha sim, alegando que eles
- 1:45:14trazem instabilidade, aquelas coisas que as mulheres são
- 1:45:17emocionais e não racionais. Visão machista na minha visão
- 1:45:20machista, Tony e vários desenhos da época mostram, retratam a
- 1:45:23mulher como é. É aquela que está no espaço da
- 1:45:25não racionalidade. Né, da não racionalidade
- 1:45:28crítica, que. Que que o iluminismo?
- 1:45:31Hoje ele sofre muito, né? Sim, o movimento iluminista como
- 1:45:34um todo, né? Dessa distinção de gênero muito
- 1:45:37Clara, que é puro machismo, só sabe, explicaria só só que esse
- 1:45:41mesmo é é legal isso que é muito legal isso que você falou,
- 1:45:43Victor, e vou tentar ser breve no que eu vou dizer agora,
- 1:45:45porque isso é um debate na historiografia feminista da
- 1:45:47revolução francesa. Aham, algumas historiadores da
- 1:45:50revolução francesa elas tendem a dizer que a revolução francesa
- 1:45:54foi uma derrota para as mulheres, um porque consolida o
- 1:45:56espaço da mulher como espaço privado, exclui a mulher do
- 1:45:59espaço público, outras historiadoras, como ali Ranch,
- 1:46:03que eu já citei, mas também é Dominique gode note.
- 1:46:05Dizer que não, elas falam, ó a revolução francesa de fato é,
- 1:46:09não dá para as mulheres todos os direitos que iguais aos homens.
- 1:46:13Porém, ela abre caminhos. Ela abre possibilidades, apesar
- 1:46:17das derrotas naquele momento, o que elas estão dizendo é, eu não
- 1:46:19posso ler a revolução apenas pelos seus resultados jurídicos
- 1:46:23imediatos e mediatos. Olha que legal isso aí, muito
- 1:46:25profundo que é o que você está falando, que o livro traz, a
- 1:46:28guilhotina, né? É um degrau, é um degrau tipo,
- 1:46:31plantou a sementinha e aí um dia a mulher começou a acolher, né?
- 1:46:35Vai ser a inspiração para, futuramente ter umas paradas,
- 1:46:38mas na época sabe quem escreve exatamente sobre isso?
- 1:46:40Eu termino o livro falando dele, o Kant um, o cante, diz é, é um
- 1:46:44texto que depois do foucault. Usa bastante que o mais
- 1:46:47importante da revolução é como a revolução é sentida por aqueles
- 1:46:51que não estão participando dela, porra, fodem porque eu não estou
- 1:46:56participando da revolução, estou assistindo, estou sabendo sim,
- 1:46:58se aquilo que está acontecendo na revolução corresponde.
- 1:47:01E as minhas necessidades, as minhas expectativas, mesmo com a
- 1:47:05revolução, seja derrotada, ela dura é tanto que depois de
- 1:47:08Napoleão, né? As ideia é isso, não são
- 1:47:12abafadas, né? Primavera dos povos, enfim.
- 1:47:13E aí o Hegel vai desenvolver essa ideia kantiana e vai trazer
- 1:47:17a ideia, inclusive, de que o terror foi uma necessidade.
- 1:47:20Aham, e o rei? Será que ele usava o termo
- 1:47:21terror tradicionalista ou se ele diz que é uma necessidade?
- 1:47:25É, é, é exatamente eu vou falar sobre isso lá Na Na, no encontro
- 1:47:29dos historiadores da anpuh lá em em São Luís do Maranhão, foda
- 1:47:32cara, vai lá, eu faço sobre isso exatamente é o Hegel, porque o
- 1:47:35italiano já falava há sistema de terror, mas é o Hegel que traz
- 1:47:38essa ideia do terror, com uma necessidade ele é culpado.
- 1:47:41É não dizia o culpado, mas ele tem um papel importante, porra,
- 1:47:44e eu e o argumento como historiador é que hoje os
- 1:47:47historiadores estão, diz regalia.
- 1:47:48Nizan 12 a sua leitura sobre o terror estão vendo um terror
- 1:47:52muito mais disperso e menos unificados.
- 1:47:54Aqui é menos necessário, mas é. É isso, é muito eu, eu amo essa,
- 1:47:58eu adoro essa discussão, não, mas ó só pra voltar, beleza?
- 1:48:01O período diretório é um período em ti diante de um parlamento
- 1:48:05corrupto, o exército vai ganhando força.
- 1:48:09De um parlamento com vários golpes, o exército vai se
- 1:48:12tornando o porta-voz da República, e o Napoleão.
- 1:48:14Ele é Oo exemplo máximo dali e o Napoleão vai ganhando força
- 1:48:18nesse porque ele está lutando pela nação e impedindo e
- 1:48:22garantindo a revolução de verdade, não essa revolução
- 1:48:25bagunçada é revolução de verdade, aquela coisa mais
- 1:48:29idealizada, né? E sabe o que Napoleão faz?
- 1:48:31Ele deixa os soldados dele chamarem ele.
- 1:48:34De de de menor, dito de menor, é.
- 1:48:38De igual, né? Igual dito e não de voo.
- 1:48:41E ele distribui é. É vinho, carne chama distribui
- 1:48:45comerciais. Já pro soldado cara que chega
- 1:48:48nessa, eu achei que chega, né? E ele era muito bom, eu tô
- 1:48:50pagando, então quando o Napoleão lidera a campanha na Itália.
- 1:48:54Ele faz um jornal da campanha, um jornal, assim que sem o menor
- 1:48:57escrúpulo de auto exaltação, sem o menor, lembrando que o
- 1:49:01Napoleão, nessa época ainda não se chamava Napoleão.
- 1:49:03Um o nome dele não é Napoleão, né?
- 1:49:06O napoleon francês, porque ele não é francês, sim daquele ano,
- 1:49:09né? É o Napoleão.
- 1:49:10Napoleão é curso. É.
- 1:49:12Então ele era napoleone. Se eu não me engano, é quando
- 1:49:14ele nasceu AA Costa tinha acabado de de se tornar
- 1:49:18francesa, não é isso e o pai dele eu tinha até um sotaque
- 1:49:21diferente, né? Ele tinha um sotaque diferente,
- 1:49:23italiano, e o pai do Napoleão, o Carlo, era o Carlo e a Letícia
- 1:49:27Bonaparte, né? O pai e a mãe de Napoleão, um.
- 1:49:29E acontece que o pai de Napoleão tinha participado da revolta
- 1:49:31Corsa contra. Contra gênova e depois contra a
- 1:49:34França, que de início, a córsega era parte de gênova.
- 1:49:37Aham, aí gênova vendia córsega para a França, o Rio pai de
- 1:49:41Napoleão. Embora tenha participado da
- 1:49:43revolta antígeno variante França, depois se alie aos
- 1:49:46franceses. Gênova é como se fosse a Itália,
- 1:49:49né? Tipo é, é, entendi bem nesse
- 1:49:51sentido, é hoje não está daí, tá?
- 1:49:53É geral, sim, é porque a Itália vai nascer depois não, não tinha
- 1:49:56Itália ainda, né? A Itália é 1871 time, né?
- 1:49:59Também gênova é verdade, mais importante, tá mais importante e
- 1:50:04aí OOEO Napoleão, ele, ele não era chamada como era chamada,
- 1:50:09então era napoleônica, era o nome era polion cara no thayane.
- 1:50:13Só que o pai do Napoleão se aliou aos dominadores franceses,
- 1:50:16perfeito e até uma história, aquele historiador, o do á,
- 1:50:19dançamos que diz, inclusive, que a mãe da podiam se torna amante
- 1:50:22da do dominador francês. Enfim, não sei, mas eu sei que
- 1:50:26por quanto tempo pra falar que a origem dele é francesa?
- 1:50:28Por conta disso, os irmãos Napoleão vão conseguir estudar
- 1:50:31na França. Olha, vou conseguir.
- 1:50:34Só que o Napoleão. Ele era, tinha uma pequena
- 1:50:37nobreza. Ele não pôde ascender aos altos
- 1:50:39cargos, assalto, patentes, mas aí quando vem a revolução
- 1:50:42francesa, se ele pode acender para as altas patentes, sim, tá
- 1:50:45e ele vai acabar se tornando general no período jacobino.
- 1:50:48Sim, tá. O Napoleão era próximo do irmão
- 1:50:50mais novo do Robespierre. Do augustão Robespierre.
- 1:50:53Portanto, quando cai Robespierre, Robespierre,
- 1:50:56guilhotinado, são justia, guilhotinado, que era 11, outro
- 1:50:59de Jacobina. Importante, o augustão,
- 1:51:01Robespierre, guilhotinado, Uno. Napoleão fica preso alguns dias
- 1:51:04sim, tá, e o Napoleão estava cogitando vender.
- 1:51:08Se trabalhar como mercenário para o sultão da Turquia, olha
- 1:51:11aí, já pensou esse plot twist foda?
- 1:51:13Que frio ele tava, ele é isso, queria fazer, era esse, era o
- 1:51:15plano Napoleão, ele tá ferrado, não tinha mais espaço, só que aí
- 1:51:18o bahasa era um apoiador do governo jacobino, sim que depois
- 1:51:23ajuda a matar OOO Robespierre sim, pois se volta contra
- 1:51:27Robespierre e o arrastava no diretório, ele era um dos
- 1:51:29diretores. Bahasa havia lutado ao lado de
- 1:51:31Napoleão. Ele lembrava com Napoleão era
- 1:51:33bom, e aí ele chama o Napoleão para atuar ali em Paris, como
- 1:51:38uma liderança militar no diretório, no diretório, e aí o
- 1:51:41Napoleão reprimir uma revolta monarquista mete a bomba na
- 1:51:44revolta a revolta do vendee Mário e o Napoleão atua para
- 1:51:48fechar os clubes nao jacobinus o isso é importante porque marca
- 1:51:51que Napoleão não é mais o jacobino e aí o Napoleão se casa
- 1:51:55com a amante do barrasso. O rock era uma ex-mulher de um
- 1:51:59aristocrata da Martinica. O cara tinha sido guilhotinado,
- 1:52:02ela se casou com ela, falou não, ela era amante do bahasa, une
- 1:52:05ela se casa com Napoleão, eles alteram a idade no casamento,
- 1:52:08porque ela era muito mais velha do que ele.
- 1:52:10Né? E aí o Napoleão aumenta um pouco
- 1:52:12a idade. Ela diminuiu, alterar a idade,
- 1:52:14ela diminui o pouco. Era a Josefina, né?
- 1:52:16Faltou um Brother ali. Não faltou irmão, vira tá
- 1:52:20falando, você é e será. A idade é, foi irmão, vai dar
- 1:52:23ruim, aí ele, se ele se casa, o Napoleão e a Josefina e alguns
- 1:52:29dias depois do casamento ele já tá na campanha da Itália, sim,
- 1:52:31alguns dias depois do casamento ele já tá na campanha da Itália
- 1:52:34véi, já tá um cara com 14 anos a mais puta da guerra já é muito
- 1:52:40forte, É Ela, ela era mais velha que ele, né não, não, ele não
- 1:52:43papel ele, 14 assim há 14 anos estou na guerra 13 já depois não
- 1:52:49valeu a pena. Tá belezinha?
- 1:52:51Mas aí o diretório, então ele tá com o Napoleão se ganhando o
- 1:52:55nome ganhei ganhando essa autoridade moral, moral sobre Oo
- 1:53:00diretório, né? Exatamente ele se candidata a
- 1:53:02deputado. Se ele e o irmão, o Luciano
- 1:53:05Bonaparte, aham, tá, e aí tem a campanha do Egito, têm um aluno
- 1:53:08meu lá na UnB que está terminando o mestrado sobre a
- 1:53:10campanha no Egito. E aí tá muito legal.
- 1:53:12O nome dele é Gino, é geno Gino, Pinóquio, o nome dele e ele tem
- 1:53:16analisado como AAO projeto francês, de dominar o Egito.
- 1:53:19Vinha lá 10, o século 17, o Ho e aí ele mostrou esse meu aluno no
- 1:53:23trabalho dele, uns textos do talleres, talleres voltou, aham
- 1:53:27é do talleres dizendo. Já que a gente está perdendo o
- 1:53:29Caribe devido à revolução haitiana.
- 1:53:32Vamos tomar África o negócio, ou seja, dentro da revolução
- 1:53:37francesa, além de tudo que eu já falei, tem também projetos
- 1:53:40imperialismo que vai desembocar no imperialismo, depois, no
- 1:53:44mesmo século. Olha só, tem um historiador
- 1:53:45chamado Christopher baile sim, que ele pensou o seguinte, como
- 1:53:49é a revolução do ponto de vista, por exemplo, do Egito?
- 1:53:52O rum é um novo imperialismo, é uma nova cruzada, né?
- 1:53:55Tá, então vão lá. Os franceses invadem o Egito,
- 1:53:58tá? AA justificativa, mais oficial,
- 1:54:00mais imediata é para barrar os ingleses ali, o rumo que a
- 1:54:03França está em guerra com a Inglaterra é que impedia o
- 1:54:05caminho inglês e tanto França quanto a Inglaterra era um era
- 1:54:08um impérios coloniais, então tá tendo guerra no mundo inteiro.
- 1:54:11Então, por exemplo, eu. Eu.
- 1:54:13Eu falei no meu livro da revolução francesa na ilha de
- 1:54:15Java, o rock era uma ilha de início na mão dos holandeses.
- 1:54:18Aí passa para os franceses, depois passa para os ingleses.
- 1:54:21Os habitantes da ilha de Java ficam é putos com as invasões
- 1:54:24estrangeiras. E aí que no começo do século 19
- 1:54:27você tem um puta movimento Islâmico na ilha de Java.
- 1:54:29Olha aí que entende a revolução francesa, como o imperialismo.
- 1:54:34Ou então olha o infectiva, olha o impacto global da revolução
- 1:54:37francesa. Sim.
- 1:54:38Na Índia os franceses dão armas e exércitos pro soltam, tipo o
- 1:54:43Roy Pra Ele combater o ataque inglês na Índia.
- 1:54:45Caramba, peraí que os ingleses já eram presentes na Índia nesse
- 1:54:49momento? Companhia das Índias da lá da
- 1:54:51Inglaterra, estão China em olha que interessante.
- 1:54:53Bom é o legal é que a invasão francesa no Egito vai fracassar.
- 1:54:56Sim, no final das contas e que na verdade, Napoleão Conquista
- 1:55:00ali. Invade, né?
- 1:55:00O Egito acabo por 9, vários massacre volta antes de terminar
- 1:55:04as batalhas e deixa pra pro seus sucessores que vão perder, tá?
- 1:55:08Na verdade Napoleão aí cometeu um crime na Constituição
- 1:55:10francesa, 11 general abandonar AO campo de Batalha era um
- 1:55:13crime, mas ele abandonou porque ele abandonou para assumir como
- 1:55:18deputado na França, deputado é consumo, ele ainda não, ainda
- 1:55:22estamos no diretório, certo? Tá, mas veja, mas quem é
- 1:55:25aprender Napoleão se nesse momento, então ele vem com uma
- 1:55:28autoridade moral? Tá, e há várias, vários outros
- 1:55:31casos de golpes e et cetera, e aí chega um momento que o abade
- 1:55:35disse aí e o abate? E era um cara que estava lá
- 1:55:37desde o começo da revolução francesa, participando.
- 1:55:39E o abate e é aquele que escreve um panfleto lá no começo da
- 1:55:42revolução francesa, dizendo que é o terceiro estado e ele diz
- 1:55:46tudo. E o que tem sido até agora, na
- 1:55:47ordem política, nada. Um panfleto importantíssimo pro
- 1:55:50começo da revolução francesa e o abate e diz, precisamos de um
- 1:55:53militar. De um braço militar para
- 1:55:56fazermos uma nova Constituição para a França, é sempre ao é que
- 1:56:00a gente tem que achar. Quem que falou isso
- 1:56:02recentemente. Cara que deu esse papo aí.
- 1:56:04Nós precisamos de um militar pra dar essa limpeza moral, é isso
- 1:56:07ai de novo, cara. Ele busca, ele busca o outro
- 1:56:10militar no começo, mas acaba indicando para ele, o Napoleão o
- 1:56:14ruim, enfim, a toda a trama desse, desse golpe.
- 1:56:17No final das contas, o golpe é dado em 1799, é o golpe, 18
- 1:56:21Brumário acaba com a Constituição, faz uma outra, e
- 1:56:24essa Constituição é feita de forma autoritária, depois ela é
- 1:56:27colocada para plebiscito, mas ela já é feito, já entra vigor
- 1:56:30antes da votação, sim. Antes da votação e dentro do
- 1:56:33consulado e os outros 2 contos que é, e aí essas 2?
- 1:56:36E essa nova Constituição estabelece agora o consulado,
- 1:56:38né? 3 cônsules e o Napoleão se torna
- 1:56:41o primeiro cônsul e em pouco tempo ele mesmo se torna.
- 1:56:45É são etapas, né? Ele se torna cônsul vitalício,
- 1:56:48cônsul vitalício, e aí depois ele vai acabar com o imperador,
- 1:56:51sim, tá usando como pretexto, é conspirações monarquistas
- 1:56:56sustentadas pelos ingleses que de fato estavam financiando a
- 1:56:58oposição sim, tá, mas veja que a revolução francesa teve várias
- 1:57:02constituições, né? Sim, essa daí é a quarta e essa
- 1:57:05do Napoleão, né? O 18 de Brumário é a data
- 1:57:07oficial do fim da revolução francesa, tradicionalmente
- 1:57:10falando nessa coisa mais tradicional, tem um, agora eu
- 1:57:12posso falar isso. Agora não.
- 1:57:13Não vou confundir ninguém falando isso, hã?
- 1:57:15Tem um historiador que diz que o François Pierre que diz que a
- 1:57:18revolução francesa só acaba em 1871, que é isso na comuna de
- 1:57:22Paris. O argumento é bom, hã, ele diz,
- 1:57:24ó, ao longo do século XIX, a grande disputa continua sendo a
- 1:57:28monarquia absolutista contra as revoluções liberais burguesas.
- 1:57:32Atleta, essa disputa no século 19 quer dizer o paradigma da
- 1:57:36revolução francesa ao comuna de país.
- 1:57:38Para ele, é um Marco do momento em que a luta não é mais contra
- 1:57:41a monarquia absoluta aristocrática, mas agora contra
- 1:57:44a burguesia capitalista, faz o sentido, faz muito sentido,
- 1:57:48então ele pensa nessa longa duração, então 1871.
- 1:57:51A chave muda. Do que AA luta de classes é
- 1:57:55outra luta de classes, é outra. O rock, agora, o hobsbawn lá Na
- 1:57:58Na, na era do capital, aham, coloca como Marco disso 1848.
- 1:58:02Sim, a Pantera dos portos. Para Vera dos povos, é o momento
- 1:58:05dessa transformação. É eu gosto muito de um
- 1:58:08historiador também marxista, mas de que pensa diferente do
- 1:58:11hobsbawn que é o Arno Mayer está hoje bem velhinho, Arno Mayer e
- 1:58:14o Arno Mayer fala que não, que o que destrói a monarquia
- 1:58:17absolutista na Europa, a primeira guerra mundial.
- 1:58:20Pô, mas vai. Lá na frente, lá na frente,
- 1:58:24porque veja a primeira guerra mundial não acaba com o Império
- 1:58:26russo, o Império Otomano com o Império austro-húngaro, EE
- 1:58:30alemão é ali é só. Na verdade, é a guerra dos 31
- 1:58:34anos, a primeira e a Segunda Guerra Mundial.
- 1:58:36Esse período todo vai ter mais um história.
- 1:58:38Daqui a pouco fala-se, na verdade, foi semana passada aí
- 1:58:40perto da minha casa não acabou, não acabou ainda vai acabar
- 1:58:44semana que vem, mas pior que tem Oo Robert dayton eu vou falar
- 1:58:49que tem é, tá, tá errado isso que eu tá eu discordo
- 1:58:51completamente disso que foi dito pelo Robert não, mas quando teve
- 1:58:54lembra a assim chamada Primavera árabe?
- 1:58:57Sim, lá em 2011 lembro do Robert Dale, estou falando o que eu
- 1:59:00acho um grande erro. É o Fim da revolução francesa,
- 1:59:02mas não. Ele falou que foi a revolução
- 1:59:04francesa chegando no mundo árabe, AO que é uma grande falta
- 1:59:08de conhecimento do que é. É.
- 1:59:11É o mundo árabe, sabe e nem revelou brasileiro é porque a
- 1:59:14cabeção estereótipa da garagem é uma frase de efeito, né?
- 1:59:17Ó. A partida única aconteceu.
- 1:59:19Alguma coisa? Eu vou dizer isso aí.
- 1:59:20A revolução foi chegando, chegando chegando é chegando na
- 1:59:25era da tecnologia, qualquer coisa velho é bom, é a versão
- 1:59:30francesa da inteligência artificial, velho Daniel, muito
- 1:59:33foda, cara, obrigado mesmo, rapaz.
- 1:59:36Primeiro, como que a rapaziada encontra?
- 1:59:39Esse livro que conta melhor mais detalhadamente o que você já
- 1:59:42contou para gente aqui hoje e como é que as pessoas se
- 1:59:44encontram nesse mundo da internet?
- 1:59:46Pô, gente boa, muito obrigado. O que é isso?
- 1:59:48Serem convidado pelo programa que eu também gostei, muito
- 1:59:51divertido, formato e tal e estou à disposição outras vezes que a
- 1:59:55gente quiser conversar, falar. Qual outro tema que quer fazer o
- 1:59:58próximo? Não.
- 1:59:59A gente pode aprofundar algumas coisas que a gente falou hoje.
- 2:00:01Como Robespierre pode falar mais de Napoleão?
- 2:00:04Rua, várias possibilidades aí que a gente tem várias coisas
- 2:00:06que a gente pode explorar poliam eu gosto de Napoleão, dá dá pra
- 2:00:08render Napoleão, a gente pode render Napoleão, a gente tem
- 2:00:10vários vários caminhos e aí eu tenho um podcast também tem, é
- 2:00:15ele se chama história pirata vocês encontram em qualquer
- 2:00:17lugar vocês encontram no muito bom, muito bom, muito obrigado,
- 2:00:20você encontrará no Spotify. A esses, e vocês podem procurar
- 2:00:23história pirata lá no Instagram. O arroba história é pirata e tem
- 2:00:25lá o meu próprio Instagram. O Instagram do Rafael verdasca.
- 2:00:28O Rafinha que é meu companheiro lá de podcast, gente, tem, a
- 2:00:31gente já fez uns 8 programas sobre revolução francesa.
- 2:00:33Era aí, gosta pouco, né? É o que eu sei falar, né?
- 2:00:36É claro que eu, o que eu estudo um pouco mais e o livro, a
- 2:00:39revolução francesa, vocês encontram em qualquer lugar, aí
- 2:00:41vocês podem fazer como ministro da economia e comprar na Amazon,
- 2:00:45mas vocês também podem comprar todo dia comprou comida todo
- 2:00:49dia, vocês podem comprar também, que eu acho mais interessante.
- 2:00:52No site da editora contexto, sim, é, ou em qualquer livraria
- 2:00:55aí de bairro que vocês que vocês conhecem na, nas livrarias em
- 2:00:58geral. É, eu encontro o livro lá, se
- 2:01:01não vocês encontram a estante virtual também é fácil achar o
- 2:01:05livro fácil de achar ali faz achar acontecido, faz, faz uma
- 2:01:07boa distribuição e acho que é isso, né, pessoal, só Vitória.
- 2:01:11Muito obrigado é nós, beijos, valeu.