Latest / Café com Dungeon / Olhada rápida sobre Elusive Shift #0115
Transcript
- 0:00A gente começou a leitura do willus if shift, do café com
- 0:03dangeon. Eu já tinha conhecimento da obra
- 0:06do John Peterson, principalmente pelo plain and the World.
- 0:09Eu achei fenomenal, mas principalmente um trabalho de
- 0:13pesquisa, né? E de e um trabalho de de coleta
- 0:17de dados, né? De investigação maravilhoso em
- 0:20cima das bases do Dida partir da troca de correspondências entre
- 0:25os robistas da época, né? Inclusive da cena proto DID.
- 0:30Também pelos zines e publicações paralelas a as publicações
- 0:34oficiais da TSR. É é um material muito rico esse
- 0:39cara. Certamente ele tem um acervo,
- 0:41talvez o maior acervo do do gênero, né?
- 0:44Que deve ter por aí. E certamente ele é o maior
- 0:49referência nesse assunto, quando a gente vai pesquisar a respeito
- 0:52das origens do DIDE, da evolução do DID enquanto hobby, cultura,
- 0:56jogo, mercado e tudo mais. Quando saiu o elogio shift, eu
- 1:02sabia que eu não podia perder essa leitura e eu consegui uma
- 1:06cópia para mim e li mais de uma vez.
- 1:10Esse livro é ele me trouxe muitos insights de muitas
- 1:13naturezas para o meu jogo e também para o que eu penso sobre
- 1:18a história do hobby. Obviamente, porque ele nesse.eu,
- 1:22sinto que o elogio shift ele é tão forte quanto o plain at the
- 1:26World na documentação. Mas ele ele aqui, eu sinto que
- 1:29ele é uma obra um pouco mais insight fogo.
- 1:32Ele é mais mais cheio de insights por parte do John
- 1:35Peterson. E ele acaba dialogando comigo
- 1:37numa esfera prática, mais do que o plain and the World me trouxe.
- 1:42E eu posso dizer com segurança que parte do óle fantasy
- 1:46certamente se deve a insight que vieram com a obra do do
- 1:51Peterson, particularmente do luzes fifts.
- 1:55Não à toa eu resolvi fazer uma leitura coletiva desse livro no
- 1:59café com dângio e a gente tá a passos de cágado.
- 2:02A gente pegou o primeiro capítulo e debateu a respeito.
- 2:05A gente leu junto, conversou a respeito, mas a gente ainda não
- 2:09chegou no segundo capítulo. E eu comecei a pegar o segundo
- 2:12capítulo pra ler e cheguei à conclusão, que cara, vai ser uma
- 2:17leitura agradável. A gente pode ir fazendo isso com
- 2:20tempo e com bastante profundidade, mas eu resolvi.
- 2:23Dar uma pausa e fazer uma pincelada geral do elos de fift
- 2:26aqui no café com dângel, porque eu acho que realmente vale a
- 2:29pena. Então eu vou fazer um fichamento
- 2:32geral do livro aqui com vocês pra vocês conhecerem um pouco a
- 2:35obra e de repente se apaixonarem pelo pelos temas que ela traz e
- 2:40pelas discussões que o elos de fift traz pro pra comunidade e
- 2:46que eu acho que é tão cheio de. Estamos tão cheio de jogo, tão
- 2:51cheio de mesa, tão cheio de verdade, de RPG.
- 2:54Nele. Vamos lá, ilusive shifts do João
- 2:57Peterson, ei, quer café, café? Com quê café com cerimônia,
- 3:05transparência e muita verossimelhança.
- 3:13Bom dia amigos do café com danjo.
- 3:15Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 3:18favorito. Brasil não, sempre muito RPG.
- 3:21Meu nome é Rafael balbi, aqui com a edição maravilhosa do Tito
- 3:25Lima. E bom, hoje eu estou aqui
- 3:28bebendo meu café ovelha negra delicioso, com gosto de
- 3:31história. E para mim tem gosto de
- 3:33história, porque de certa forma marcou o tanto de tempo que eu
- 3:36passei lendo elos if shifts e bebendo café da ovelha negra,
- 3:40que é um café puro, né? Um café.
- 3:43Sem os os dejetos da indústria ali, sem casca, sem Pedra, sem
- 3:48inseto misturado. É café puro, é qualidade de
- 3:52vida. Eu recomendo você pegar o
- 3:54ilustre shift. Pegar uma cópia e ler com calma,
- 3:58bebendo um Belo de um café com uma ovelha negra.
- 4:01Então, se você quiser curtir essa onda aí vai lá em ovelha,
- 4:04ponto café e utiliza o cupom ccd, tudo minúsculo que você
- 4:07consegue um desconto especial aí pra ouvinte.
- 4:10Se você quiser um desconto melhor, ainda tem os nossos
- 4:13descontos pros assinantes do café com dângel, que aí são os
- 4:15descontos progressivos. De acordo com o seu nível de
- 4:18apoio, então. Apoia.se barra café com dângel.
- 4:21Você participa de um grupo de Telegram muito legal, participa
- 4:24de leituras coletivas inclusive, né?
- 4:26E leituras esporádicas aí, mas como essa do illusive shifts,
- 4:30que a gente vai para a leitura do segundo é capítulo agora.
- 4:34Também a gente já fez uma leitura coletiva de de um
- 4:37capítulo do gress hopper, do Bernd, Sud e algumas alguns
- 4:40outros estudos em conjunto, que é conteúdo extra para assinante.
- 4:44Fora isso, você participa de sorteios, recebe conteúdo extra
- 4:47e recebe outros cupons além desse aí.
- 4:50Beleza, então apoia ponto s barra, café com danjo.
- 4:55Vamos para o episódio, mas antes vamos passar aqui nas nossas
- 4:59enquetes, né? No episódio 113.
- 5:03Da dnel j kwei e o seu legado eu eu recebi 2 comentários aqui, o
- 5:08primeiro do nois man, dizendo muito legal o episódio, trazendo
- 5:11histórias da gênese do hobby ou valeu nós menos?
- 5:15Eu sempre fui muito curioso com a gênese do hobby.
- 5:18Fora ATSR, né? Em volta da TSREA jadus guild,
- 5:22certamente tem um material primoroso em muitos níveis.
- 5:26Aí tem outro material, outros materiais da.
- 5:28Da just the guild, que vale a pena a gente trazer, mas eu acho
- 5:33que passar por essa história realmente é é, é sempre muito
- 5:35engrandecedor. Valeu?
- 5:37E o Rafael chossi, que falou, eu sou fascinado por dângels no
- 5:41meio retorno ao robi anos atrás, escolho a tomba von na relation
- 5:44para mestrar. Para os meus amigos, a
- 5:46exploração de schulz e omo foram ótimas, mas a frustração foi
- 5:50enorme quando me vi fazendo malabarismos e ilusionismos na
- 5:53tumba dos novos deuses para manter a equipe viva e a
- 5:56história coesa. Isso levou um anti clímax no
- 5:59combate contra a sererac. É cara assim, eu acho que a
- 6:04possibilidade do anti clímax é o que torna o clímax no RPG tão
- 6:07importante. Por outro lado, a gente, quando
- 6:10se vê entrando, manter a equipe viva e a história coesa, me
- 6:13parece que a gente às vezes assume responsabilidade e assume
- 6:18é justamente ali um. É um peso das nossas decisões
- 6:23sobre a chegada do clímax anti climax e aí torna a coisa
- 6:26amarga, se não eu adoraria passar por um anti clímax,
- 6:30considerar que né? E acho que seria até natural pro
- 6:34pra natureza dessa criatura. Mas quando a gente tenta é é
- 6:39influenciar, né? No resultado das coisas ali é
- 6:43buscando 11 clima que sou, enfim, é.
- 6:45A gente acaba deixando de lado essa.
- 6:49Essa agência do jogador ou acaba deixando de lado a emergência,
- 6:53né? Natural do RPG, e aí as coisas
- 6:55acabam ficando amargas. Não sei se foi o seu caso, não
- 6:58sei se eu entendi bem, mas é isso, malabarismo e ilusionismo
- 7:01é uma coisa que de forma geral, acaba deixando o gosto mais
- 7:04amargo, né? Eu acho que na experiência
- 7:06geral, e é o que eu vejo muito na comunidade ainda que é, é uma
- 7:10coisa que né, depende muito do mestre e alguns mestres vão
- 7:14dizer que conseguem divertir o grupo assim.
- 7:17Mas é isso, valeu demais aí. E bom, vamos ler também OAO
- 7:22próprio a própria enquete, né? Que foi, a pergunta que eu
- 7:24trouxe pra galera é, perguntei o seguinte, você gosta mais de
- 7:29dângeon que quer contar história ou uma dângeon que puxa pro
- 7:32desafio? E ao contrário, da primeira vez
- 7:34que eu fiz a pergunta aqui, quem venceu dessa vez foi a galera
- 7:37que puxa pro desafio em vez de querer contar uma história.
- 7:40Olha que curioso, então, 75% das pessoas disseram que gostam da
- 7:45dângeon que puxa o desafio. Muito legal, gente.
- 7:49Vamos para o episódio, galera. Queria lembrar vocês que hoje no
- 8:00YouTube do café com Dancing tem o.
- 8:02O primeiro episódio depois do piloto do nosso formato Novo
- 8:06Mundo aberto. Nele vou falar como você pode
- 8:09construir a sua mesa de mundo aberto.
- 8:11Sua campanha aberta no estilo earslude de Rex krall, com
- 8:15vários jogadores, vários grupos rodando ali.
- 8:18E nesse episódio eu vou começar a abordar 2 dos dos primeiros
- 8:22pilares. Eu delinei No No episódio piloto
- 8:25para você construir a sua campanha.
- 8:27Primeiro o tema geral, depois ligando diretamente com o ponto
- 8:32inicial de aventura, né? O hub de aventuras ali.
- 8:36Então eu vou debater esses 2 pontos e vou esmiuçar bastante
- 8:39eles. E vai ser legal.
- 8:41É que vocês compareçam lá no lançamento a 1 da tarde
- 8:44quinta-feira, às 13:00. Lá no YouTube do café com dângel
- 8:49em premier, então já vai no descritivo do episódio, clica no
- 8:52link pra você apertar o sininho e garantir um alerta ali pra
- 8:57você acompanhar essa série quando ela sai muito legal e
- 9:00ainda ajuda muito o café com dângel, porque assim a gente vai
- 9:03poder é fazer vingar um pouquinho mais esses nossos
- 9:06formatos de YouTube que a gente tá postando um pouquinho.
- 9:09Principalmente por conta das parcerias que a gente tem e por
- 9:11conta da visibilidade que o YouTube dá.
- 9:14Então dá essa moral lá e clica no sininho e assina o canal.
- 9:18Se o sininho não assinou e dá like, já aproveita.
- 9:20Já sai dando like lá no YouTube do do café com Dungeon tem.
- 9:25Game play tem outras coisas lá também tem é Lives do DD
- 9:29soclopedia que já teve essa terça, agora é tem os episódios
- 9:33do café são lançados lá também, mas tem bastante conteúdo.
- 9:36Vamos, sugiro que você dê uma olhada, acho que você vai
- 9:38curtir, beleza? Então valeu, te espero lá,
- 9:53inclusive shifts. Esse livro do John Peterson, eu
- 9:57acho incrível, saiu pela MIT press, é, você consegue pegar
- 10:01ele em inglês, entendeu? Não tem tradução dele.
- 10:04Torço muito para que saia uma tradução dele, mas eu acho que é
- 10:10uma. É uma leitura fundamental para
- 10:12todo mundo que gosta de se aprofundar um pouco mais No No
- 10:15RPG, como hobby, como produto, como pensamento também, e como
- 10:19uma dialética, né, de de ideias que muitas vezes são divergentes
- 10:23e é natural que seja. Porque é o hobby veio de 2
- 10:28comunidades que pensavam diferente.
- 10:30A gênese dele já tinha a ordem e o caos.
- 10:33A gênese de a Gênesis dele já tinha ali o gaigax tentando
- 10:38regular tudo e o arnison jogando tudo num fichário completamente
- 10:42zoneado. Eu acho que.
- 10:45Essa dicotomia ordem e caos e também outras é, é, eu acho que
- 10:49dá origem a outras dicotomias que a gente vai ver ao longo do
- 10:53episódio aqui nesse fichamento do illuser fifts, né?
- 10:56É? E o livro do Peterson, né?
- 11:00O illuser fifts. Ele rastreia como a comunidade
- 11:03de jogadores lá de 75 a 80. 1975 a 1980 criou e definiu o próprio
- 11:07conceito de RPG que não nasceu com DID, né?
- 11:11Mas é mas que que foi proposto como jogo, né?
- 11:12Pelo DIDE que ganhou esse nome mais tarde e fez isso muitas
- 11:18vezes em em oposição, né? EE em cima de uma tensão.
- 11:28Um as intenções originais dos autores do DID quando criaram,
- 11:32né? Que se é que tinha 11 intenção
- 11:35assentada em cima, né? E parece que sempre houve uma
- 11:40tensão, né? E mas mesmo assim, se você pegar
- 11:44essas palavras dos autores, certamente a própria comunidade
- 11:47IA criar tensão em cima disso. E aí, OOOO edo, jiff shift
- 11:53começa a fazer uma investigação da identidade.
- 11:56Né, do do DIDE, do do RPG? Então ele começa a entender como
- 12:02o público percebeu e projetou, né?
- 12:04Essa questão do rode play no DID, né?
- 12:07EE, não necessariamente Na Na autoridade do texto fundacional
- 12:13do jogo, ou seja, eles depositaram como é, como era
- 12:18natural nessas comunidades, eles depositaram no próprio poder
- 12:22criativo e no próprio jeito de lidar com o jogo.
- 12:27Como eles iam experimentar isso em vez de depender das regras?
- 12:30Por quê? Porque era uma comunidade muito
- 12:33do yourself, uma comunidade que estava afim, estava acostumada a
- 12:36brincar com as regras, a mexer com as regras, a entender que as
- 12:39regras, elas eram muitas vezes ali, sugestões.
- 12:43Não é que não estavam ainda polidas necessariamente, ou que
- 12:46podiam ser adaptadas de caso a caso, né?
- 12:49EE, essa investigação dessa identidade passa muito por esse
- 12:54canal, né, que é dividido também, porque num de um lado
- 12:58tem os War gamers, né, que levam as regras de um jeito.
- 13:01E do outro lado tem pessoas envolvidas com fantasia, com
- 13:05literatura de fantasia, né? Com o pop Fiction, né?
- 13:08EE, com essa, com swarder sourcer e esses gêneros de sy.
- 13:12Fi também. Que levava muito pra pra como
- 13:16que a gente chama hoje de fanfic, né?
- 13:18Eles criavam muito em cima, isso gerava toda uma massa.
- 13:22É cultural ali que influenciou muito, ODED também e que pegava
- 13:26as regras de uma forma mais solta também, né?
- 13:29Então, Oo Peterson coloca como um problema fundamental, né,
- 13:34essa questão do DED ter 11 conjunto de diretrizes, né?
- 13:37De guidelines que. Deixavam muito, a critério dos
- 13:42jogadores, como o jogo seria jogado.
- 13:45E isso construiu essa tensão primordial, por assim dizer, que
- 13:49é a conversação entre o jogador e o e O Mestre, né?
- 13:53O árbitro ali ODMOO, enfim, o dangele master e permitia ou não
- 13:59os jogadores. É, é.
- 14:01Tentarem fazer alguma coisa, né? Então ele meio que regulava a
- 14:05agência dos jogadores. É ele que dizia se eles poderiam
- 14:08fazer alguma coisa ou se não poderiam, né?
- 14:11Mas é como O Mestre tinha as regras Pra Ele, né?
- 14:16E ele não necessariamente compartilhava as regras e era
- 14:18hábito em parte da comunidade não compartilhar as regras.
- 14:22Muito comumente você via relatos de que os jogadores sentiam que
- 14:25as ações deles não importavam, né?
- 14:28Então, ao mesmo tempo que você tem um espaço que pode ser
- 14:31muito, é muito frutífero, né? De de você ter diretrizes que
- 14:36impulsionam 11 energia criativa de cada mesa de jogo com uma
- 14:41autenticidade muito grande. Você tinha também esse problema
- 14:45do papel mal desenhado do mestre, que fica muito evidente
- 14:48na leitura do Eros Steve. O livro ele serve como um guia
- 14:53para as principais obras teóricas daquele período, né?
- 14:56De 75 a 80 e muitas vezes, muitas vezes, você vai ver que
- 15:00isso circula em periódicos extraoficiais, por assim dizer,
- 15:03né? Por fanzine mesmo, por Zine, por
- 15:06troca de correspondência, também e tal, mas principalmente Zine.
- 15:10Ele no capítulo um, que ele chama de 2 culturas, né?
- 15:12The to cultures, ele coloca, ele coloca primeiro ODED como uma
- 15:17interseção, né, dessas culturas, como eu falei.
- 15:20E então ele fala que ODED vem dessa fusão entre o wargaming,
- 15:24né? Simulação de conflitos, batalhas
- 15:27épicas, batalhas históricas e tal.
- 15:29EE, esse fandom de ficção científica e fantasia, né?
- 15:34De swird and sourcer e tudo mais.
- 15:35Tipo a galera que curtia Conan, Erick é.
- 15:39Lefts liber. E esse tipo de coisa é Jack
- 15:43Vance, né? Dy Earth e tudo mais e isso
- 15:49dessa esquina que vem ODED, né? Então ele aborda a herança do ar
- 15:54game né? Com os primeiros jogadores,
- 15:57grande parte vindo desse hobby e que trazem né?
- 16:01Seus hábitos, seu conhecimento é EE muito essa tradição.
- 16:07Do árbitro, né? Do do árbitro que tem poder para
- 16:11improvisar as regras, tomar decisões.
- 16:14É né que no wargame ele é um cara isento.
- 16:17Ele é um cara que não tá de um lado nem de outro.
- 16:20Ele arbitra aquele jogo de forma desinteressada, né?
- 16:24É. E esse árbitro?
- 16:26Ele mantém os jogadores isolados da mecânica do sistema muitas
- 16:29vezes, né, em algumas tradições dos wargames, e que isso em
- 16:34alguma para algumas é visões, era.
- 16:37Essencial para a simulação de guerra, porque porque os
- 16:40envolvidos ali naquelas batalhas tomariam decisões e os soldados
- 16:44tomariam, né? O que os generais tomariam
- 16:47quando movessem suas peças pelo pelo campo de Batalha e
- 16:51tentariam emergir naquela ficção simulada ali, naquele espaço
- 16:54simulado? É já o esse fandom de ficção
- 16:58científica, né? É, ele traz ali 11 atitude mais
- 17:03aberta para autoria coletiva, mais até do que o or game.
- 17:07Por mais que o or game tivesse muito debate de regra e de de
- 17:11arbitragem, né? No esse fandom de ficção
- 17:14científica abriu, né? Escancarou essa possibilidade de
- 17:18mexer com as regras como brinquedo mesmo, ou até ignorar
- 17:21as regras muitas vezes. Então o árbitro, ele não tinha
- 17:25um compromisso com. Uma arbitragem isenta, nem nem
- 17:28nada. Assim, ele, no fundo, ele era um
- 17:30colaborador ou um facilitador daquela história para para ela
- 17:34ser vivenciada ou para ser para ela ser contada ali.
- 17:38Então, o objetivo dele era proporcionar uma aventura, né?
- 17:41E aventura no sentido aventuresco da coisa, né?
- 17:43No sentido surden sourcer da coisa.
- 17:46Uma aventura agradável, né? Inclusive, ele cita aqui ali
- 17:49como um jogo, não um jogo de, de, de, de.
- 17:53De soma zero, né? Ele é uma, ele é uma coisa ali
- 17:57que é uma é. É uma dinâmica aditiva, né?
- 18:00As experiências vão se acumulando ali, que não é
- 18:02necessariamente uma questão matemática ou uma questão de
- 18:05equilíbrio, nem nada. Assim, ele é um jogo que a gente
- 18:08vai simplesmente experienciando aquela aquela narrativa e bom,
- 18:14é, acho que ele ele cita, né? Como o cisma inicial é, é
- 18:20justamente que. Longo de cara, né?
- 18:23Imediatamente surgiu essa divisão social entre o pessoal
- 18:27que se dizia os game games people, né?
- 18:29A galera que que gostava dos jogos em si e a galera que
- 18:32jogava que que jogava pela história, a galera que se
- 18:35chamava story people, né? E isso reflete expectativas bem
- 18:40conflitantes sobre o papel do mestre, né?
- 18:44Alguns esperando um mestre que fosse colaborativo.
- 18:49E outros esperando esse mestre que fosse ali de alguma forma,
- 18:53um árbitro, né? Para aquele, para aquele, para
- 18:55aquele jogo ali. Como Ele É lido no RPG, de
- 19:01alguma forma ele é lido como aquele cara que vai propor o
- 19:03desafio, né? Esse esse mestre que é um
- 19:06árbitro, não é game. Quando ele é transportado para
- 19:08ORPG, ele vira um cara que ao mesmo tempo vai trazer o
- 19:11desafio. Mas que não necessariamente ele,
- 19:14ele, ele é. Ele joga contra os jogadores,
- 19:16ele é um adversário, mas ele é isento.
- 19:17Ele é um árbitro. Mas ele recorta a ficção de
- 19:21forma a desafiar, né? Então a gente vê que na minha
- 19:25cabeça, pelo menos o meu insight de que Oo mestre, quando ele
- 19:30foi, quando ele foi sair do o game e entrar para o RPG.
- 19:33Nessa esfera do jogo é onde se complica mais, porque O Mestre,
- 19:36como facilitador de história, é um papel mais assentado.
- 19:40E talvez isso indique porque que ao longo da história do RPGO
- 19:43mestre foi se acoplando mais a essa ideia da da história, do do
- 19:46do do story people, né? Da galera que curte jogos de
- 19:50contar história parece mais assentado enquanto desenho de
- 19:54papel pro mestre, né? É.
- 19:56Aí entra no capítulo 2, né? Eu tô dando pinceladas bem
- 20:00rápidas aqui, viu, gente? É, e o capítulo 12 é o how to
- 20:03play, como jogar. Ele começa falando da estrutura,
- 20:08do diálogo ficcional, que eu acho um capítulo belíssimo em
- 20:10relação a isso, né? Ele fala dessa forma básica de
- 20:13participação no DED, né? De como se joga DEDE se passa
- 20:18muito na ausência de sequência de turnos rígidos, como no ar
- 20:23game. Então é uma coisa que muito
- 20:24jogador vai falar, não, pera aí, como assim tem que respeitar os
- 20:27turnos, tem que respeitar e tudo mais.
- 20:30Mas ele coloca ali. Eu concordo que OOO diálogo do
- 20:33DED. Ele passa por uma esfera muito
- 20:35menos mecanizada, muito menos objetiva.
- 20:39Ela é muito mais fluido, né? Ela ocorre através desse diálogo
- 20:42entre os jogadores, né? É ou um Collor, como eles
- 20:46botavam uma função do jogador que representava os demais
- 20:49jogadores, né? Que debatiam entre si, mas o
- 20:51Collor é que determinava qual ação seria executada pelo grupo.
- 20:55E o árbitro, né? O Mestre é o jogador submeteria
- 20:59a uma declaração de intenção, né?
- 21:01Ele chama o statement of intension, que eu acho inclusive
- 21:05uma parte muito, muito cheia de insights aí a respeito de
- 21:08melhores dinâmicas de jogo, melhores práticas, né?
- 21:11De de como. Tocar uma sessão de como tocar
- 21:14um diálogo criativo, mas isso é um papo para outro episódio, né?
- 21:17Mas eles botem esse jogador fazendo essa declaração de
- 21:21intenção e o árbitro descrevendo os resultados disso de forma
- 21:24desinteressada, uma vez que é, ele tá aplicando a regra nesse
- 21:29caso aí para resolver o impasse da ficção.
- 21:33É outra coisa que ele traz é a vantagem da versatilidade, né?
- 21:36De que o diálogo ficcional é versátil e confere ao jogo essa,
- 21:41essa, essa grande maleabilidade, esse grande jogo de cintura, que
- 21:45é uma coisa que a gente vê muito nitidamente nos RPGs, qualquer
- 21:48coisa que o jogador possa articular.
- 21:51Né? Poderia se traduzir numa ação
- 21:53diferente de um videogame, por exemplo, que tem que ter alguns
- 21:56botões a serem apertados, algumas mecânicas previamente
- 21:59concebidas no RPG virtualmente você pode tentar qualquer coisa,
- 22:03né? Ainda que algumas coisas sejam
- 22:04impossíveis, você pode declarar que você vai em vez de tentar
- 22:08arrombar a porta ou destrancar a porta ou deixar ela de lado.
- 22:13Só porque são 3 botões que você tem acesso, você pode tentar,
- 22:16sei lá, atacar fogo por debaixo da porta, você pode jogar ácido
- 22:19na maçaneta, você pode tentar, enfim, um número infinito
- 22:22praticamente de coisas você pode tentar a todo momento no RPGE
- 22:26essa versa atividade talvez seja uma particularidade muito grande
- 22:30da mídia particular do RPG, né? Ele fala também do da questão do
- 22:37desejo irrevogável, né? De que toda a declaração de
- 22:40intenção? É como um desejo desencantado é
- 22:45Oo árbitro tem que interpretar esse desejo e às vezes explorar
- 22:48as ambiguidades relativas a ele, né?
- 22:52Eainesse.com um papel adversarial, né?
- 22:55Ou ele vai rejeitar? Das ações inexequíveis dos
- 22:59jogadores, né, o que levariam muito tempo que não cabem nessa
- 23:02janela que o jogo propõe. Nesse caso aqui que ele que que
- 23:06eu acho que talvez seja a parte que ele me trouxe o maior
- 23:08insight de todos aqui casou perfeitamente com que eu é.
- 23:12Trabalhava em Royal fentis na época, né?
- 23:15É dessa coisa de associar a própria dinâmica criativa do RPG
- 23:20do DID clássico, do DID antigo, a magia Wish, né?
- 23:26É essa questão de você poder fazer um desejo, né?
- 23:30A mageo. Isso é quando o jogador ele cria
- 23:33a ficção, né? Só que ele tá construindo a
- 23:36ficção em cima de qualquer coisa que ele queira, em absoluto.
- 23:39E do jeito que nasce, a mageo Wish no day dela, nasce sem
- 23:43muitos limites mesmo. É só uma questão de fraseamento
- 23:46e de saber que O Mestre vai tentar usar aquele fraseamento
- 23:49contra você. Então, quanto maior você quiser
- 23:52ali, quanto mais ambicioso você for, de repente mais chance você
- 23:55dá pro pro mestre agir contra você em cima do que você
- 23:58desejou. É claro que isso tem ali algumas
- 24:01questões interessantes, porque a gente sabe, né?
- 24:04Isso muitas vezes passa por jogador querer formular quase
- 24:06juridicamente ali o seu desejo, quando ele tem um. 11 anel do
- 24:10desejo à mão ou tem um gênio pra quem ele vai fazer um pedido à
- 24:14mão? Mas o fato é que essa dinâmica,
- 24:18né? Essa dialética entre O Mestre
- 24:19tentando desafiar e o jogador é sendo desafiado e querendo
- 24:23alguma coisa, desejando alguma coisa da ficção, querendo
- 24:26construir alguma coisa na ficção, me parece ser o alicerce
- 24:30fundamental do do próprio diálogo ficcional do DED.
- 24:34Né, acho que esse insight é muito bonito do eusive shift,
- 24:37né? Que ele chama de de de direito
- 24:39irrevogável e que muitas vezes passa pelo jogador querer uma
- 24:44coisa e O Mestre construir é os desafios em cima disso.
- 24:47E essa dialética vai vai construindo esse desafio, que
- 24:50vai trazendo a experiência do jogo.
- 24:53É depois ele aborda um pouco a questão da visibilidade do
- 24:57sistema contra a imersão, né? Como se fossem 2 questões ali,
- 25:01como se fossem 2 questões oscilantes, né?
- 25:04É, a comunidade divergiu muito e debateu muito sobre se os
- 25:09jogadores deveriam ter acesso a como o sistema funciona em si,
- 25:15né? É, por exemplo, rolar os
- 25:17próprios dados, entender as próprias estatísticas, entender
- 25:20como funciona uma rolagem de moral, uma rolagem de é, sei lá,
- 25:26uma rolagem de reação dos inimigos ou se os jogadores
- 25:29deveriam ser isolados. Desse conhecimento para que eles
- 25:33pudessem viver o papel deles num contexto de imersão, sem se
- 25:37distrair com a mecânica do jogo, né?
- 25:40E aqui, mais uma vez, a gente vê ali uma vontade de emergir quase
- 25:44de uma maneira literária, ali de imaginação e et cetera.
- 25:48Encontra um desejo de você poder fazer, de você poder mergulhar
- 25:51em parâmetros também, né? Com a com mecânicas como é a
- 25:55tradição do ar game. Então a gente vê mais uma vez
- 25:57aquela aquele problema na gênese do RPG se manifestando aqui, né?
- 26:02Como ele deixa claro, é, e essa discussão é uma discussão muito
- 26:06rica que a gente vê que acontece desde os anos 70.
- 26:09Então, literalmente a gente vive essa essa discussão até hoje.
- 26:13Ela dura literalmente 50 anos, né?
- 26:16E eu acho isso muito interessante.
- 26:17Por quê? Porque se discute isso o tempo
- 26:19todo, né, e a gente vê isso. Recentemente teve a discussão
- 26:23toda levantada pelo pelo pessoal da FKR, né, da fric krigsplo
- 26:29Revolution, dizendo que não, os jogadores não têm que engajar
- 26:31com sistema, eles têm que engajar com ficção, né?
- 26:34Por outro lado, a gente vê é outras pessoas dizendo não a
- 26:37mecânica, ela tem que ajudar o jogo a chegar em seus objetivos,
- 26:41então a imersão, ela vai ser ajudada por uma boa mecânica.
- 26:45Tem, olha o fentise, né? A gente encara que você ter
- 26:48parâmetros, né? É numéricos, muitas vezes vão,
- 26:52vai ajudar é O Mestre e o jogador a chegarem no lugar
- 26:55comum, e isso vai dar agência para que se tente, né?
- 26:58É alguma coisa de maneira informada e que isso é a gênese,
- 27:02né, é o fundamento, é em primeiro lugar, da imersão,
- 27:06então as mecânicas de fato, elas podem atrapalhar.
- 27:09Mas usar estatística não quer dizer que sempre você está está
- 27:13sob o Império abstrato da mecânica.
- 27:15Muitas vezes você vai estar só é usando estatística para
- 27:18aprofundar a sua imersão a partir de de chegar no lugar
- 27:23comum a respeito daquela ficção. Por exemplo, qual o tamanho do
- 27:26buraco que eu que eu preciso pular?
- 27:28Você pode dizer a 300 m, mas será que 300 m é muito ou é
- 27:32pouco para eu pular? Quanto de força eu teria que ter
- 27:34para conseguir pular 300 m? E como isso se traduz em jogo?
- 27:39Bom é o fantasy diz que isso é um impasse da própria ficção,
- 27:42que traria problemas, né? De imersão, porque você teria
- 27:46que discutir isso, não é óbvio? Por outro lado, se a gente
- 27:51parametrizar isso e dizer, bom, vamos debater em cima de 5 em 6,
- 27:55eu acho sua chance de pular esse buraco é 5 em 6.
- 27:57Isso quer dizer que ele não é tão grande e se ele fosse
- 27:59realmente muito grande, de repente a chance seria uma em 10
- 28:02e a gente pode debater em cima disso.
- 28:06É bom. Eu acho que isso é um debate que
- 28:08acontece. EE, ele traz bastante luz em
- 28:11cima disso e é muito interessante como ele aborda no
- 28:13livro. Depois, no capítulo 3, é ele.
- 28:16Ele chama o capítulo de design infor role play, né?
- 28:18Que é projetando para o role play.
- 28:20E a gente tem ali uma parte que ele fala sobre restrições de
- 28:23personagem, né? A característica do personagem,
- 28:26como habilidades e alinhamento, né?
- 28:28Então é no caso das habilidades do as 6 habilidades padrão do do
- 28:33personagem, do DEDE, do alinhamento dele, né?
- 28:36Tipo, é ordeiro neutro, caótico ou, né?
- 28:40Aquele é aquela aquela matriz mais variada, né, do ADED, que
- 28:45tem o caótico neutro, enfim, o alfo Evil, né?
- 28:48Esse tipo de. De alinhamento, mas ele coloca
- 28:51isso como restrição do personagem, ou seja, o
- 28:54personagem ele está, o jogador está restrito a essas é é a
- 28:58essa, esses limites do personagem.
- 29:00E para interpretar ele tem que se limitar as habilidades.
- 29:03Então tem uma discussão até muito interessante, né?
- 29:05Dessa coisa de como você vai agir dentro do personagem se
- 29:08você for, por exemplo, mais inteligente que ele, inclusive
- 29:11no próprio grupo do café, isso foi 111 discussão muito feroz
- 29:15que a gente teve essa semana e me parece também uma discussão
- 29:17infinita, né, a respeito disso. E aí, como é que você finge
- 29:22desconhecer alguma coisa quando você está jogando, né?
- 29:25É qual o limite disso? Será que isso ajuda?
- 29:27Será que isso atrapalha? Tem gente que vai dizer que isso
- 29:30é fundamental, né, que você precisa agir de acordo com a com
- 29:33o seu alinhamento, senão isso aqui é anti jogo.
- 29:35Tem gente que fala cara, o alinhamento e como você reage ao
- 29:38seu alinhamento? É o que a gente vai descobrir
- 29:40durante o jogo, porque inclusive isso tem no DD clássico uma
- 29:44relação com o caos e a ordem na esfera celestial.
- 29:48Então você tem Liberdade para flanar dentro disso, né?
- 29:52É as habilidades também, você é, é, tem inteligência 5 não quer
- 29:57dizer que você seja estúpido e completamente burro, incapaz de
- 30:00raciocinar isso. Seria até difícil jogar com um
- 30:02personagem assim, muito, muito difícil.
- 30:05É o ideal é encarar a sua. Inteligência pelos aspectos
- 30:09mecânicos que ela traz ali e que são muito mais relativos a sua
- 30:13erudição, a sua capacidade de ler e escrever e tudo mais.
- 30:16E, por exemplo, ler um livro mágico e coisas assim e ler
- 30:20línguas, né? Então, essa discussão ela é
- 30:22muito rica e muito interessante como tem diferentes abordagens e
- 30:26como a gente é. Pode escolher uma abordagem
- 30:28dentro do que a gente acha mais apropriado e como jogos?
- 30:32Que se desdobram em cima disso. Vários títulos e várias outras
- 30:35possibilidades de jogo de RPG acabam derivando dessas ideias,
- 30:39né? Outra coisa que ele traz é é a
- 30:42discussão acerca da geração de personagens, né?
- 30:45De que houve um debate em dado momento na comunidade, que
- 30:48também parece perdurar, né? Sobre os personagens serem
- 30:52gerados aleatoriamente, né? É isso por uma questão de
- 30:56realismo ou de imparcialidade, né?
- 30:59De um equilíbrio presumido ali, pelo menos na hora de gerar.
- 31:02O personagem em relação às chances, né?
- 31:05Dando ainda ali, por mais que haja um equilíbrio.
- 31:08AA uma diferença, né? É é uma autenticidade entre os
- 31:13personagens ou se é melhor, de repente você ter uma
- 31:16autodeterminação dos seus atributos, né?
- 31:19Você podendo escolher os seus atributos usando o sistema de
- 31:22ponto de compra de pontos ou variantes de rolagem que
- 31:26permitam é aumentar ou diminuir Oo potencial do personagem ter
- 31:31atributos altos. Né?
- 31:33Isso também é uma questão que muita gente discute, inclusive
- 31:35com reflexos de será que é melhor eu determinar o conceito
- 31:38do meu personagem antes e depois tentar traduzir isso para o
- 31:42sistema de alguma forma? Ou é melhor eu gerar uma
- 31:46personagem no sistema e depois tentar traduzir ele?
- 31:50É enquanto uma ideia, enquanto um conceito.
- 31:53Acho que são também questões que não tem uma resposta clara e
- 31:56diferente. Jogos vão abordar de diferentes
- 31:58maneiras, não parece? No DID clássico é melhor você
- 32:02rolar os dados e depois escolher a sua classe.
- 32:04Mas a gente sabe que houve 1111 câmbio, né?
- 32:07Houve uma mudança ao longo do tempo sobre a visão a respeito
- 32:11disso. É depois a gente tem ali 11
- 32:16discussão muito interessante sobre o cálculo ético a acerca
- 32:19do alinhamento, né? Escolhido pelo jogador.
- 32:22Que o alinhamento acaba se tornando essa ferramenta de
- 32:25cálculo ético, de bússola moral, né?
- 32:27Ditando o comportamento esperado e muitas vezes sendo rastreado
- 32:31secretamente pelo árbitro. Ali, né?
- 32:34Que é? É que é Oo mestre, querendo
- 32:37forçar os jogadores a internalizarem, né?
- 32:40Determinado comportamento e determinado pensamento por conta
- 32:43dessa voz interior ética que existiria, o que é uma discussão
- 32:47muito doida. É e que eu acho também é uma
- 32:51questão interessante, porque lida com até com o livre
- 32:53arbítrio. É a agência do jogador, né?
- 32:55Do jogador poder decidir se os caminhos e poder interpretar, se
- 32:58o personagem jogo e entender como um alinhamento pode
- 33:01influenciar, mas não necessariamente determinar as
- 33:03coisas de de maneira a impedir o jogo, a se tornar um jogo.
- 33:07É um jogo mais árido, um jogo mais difícil de ser jogado, né?
- 33:11Mas certamente também tem a influência do mestre, tentando
- 33:14usar isso como um desafio, como dilema ou alguma coisa assim.
- 33:19Então é tem até uma discussão interessante a respeito de
- 33:22natureza do em relação a natureza do comportamento, não
- 33:26olha o vampiro Do Nada aparecendo é em relação a aos
- 33:30eixos do alinhamento, né? Que é o caótico neutro, ordeiro
- 33:35e o bom, né? É neutro e mal.
- 33:38Muita gente diz que o bom neutro e mal é como as pessoas veem em
- 33:42você. Então seria o teu um julgamento
- 33:44ético a respeito do teu personagem, enquanto.
- 33:49Enquanto leal neutro, EE ordeiro, na verdade, o
- 33:52contrário, né? Esse é esse é o é o eixo ético e
- 33:55o e o eixo moral. Como o personagem se vê que
- 33:58seria bom, neutro ou mau, né? Ou contrário, sei lá.
- 34:02Enfim, acho que você entendeu, né?
- 34:04É uma coisa como. Se vê o personagem de fora, né?
- 34:09Ou seja, as pessoas olham personagem e falam, não, ele é,
- 34:12ele é bom, não, ele é mau, não, ele é neutro, ou você se olha e
- 34:16fala, não, eu sou ordeiro porque eu sigo as ordens, eu falo, não,
- 34:20eu sou caótico, eu odeio seguir as ordens.
- 34:22Então, né, um eixo é o moral que é esse você com você mesmo, e
- 34:26outro é o eixo ético e é você perante os outros, eu acho, são
- 34:30são visões muito doidas e no caso aqui, eu que estou somando
- 34:34aqui a discussão. E o Peterson traz, né?
- 34:37Outra coisa também que ele traz é AO progresso como objetivo,
- 34:40né? O sistema de XP de pontos de
- 34:42experiência do DID, implicando a progressão como objetivo do
- 34:46jogo, como uma condição de Vitória do jogo, né?
- 34:48Ou pequenas condições de Vitória ali é.
- 34:51Não é exatamente uma Vitória por si só, mas é um objeto que se
- 34:55persegue, né? É de se tornar uma super pessoa,
- 34:58de se tornar um super Hero, como coloca ODID clássico DID mais
- 35:01antigo, né? Que essa ideia de você sair do
- 35:04zero to Hero e et cetera. E essa discussão é muito
- 35:08interessante também, porque coloca o jogo como uma coisa
- 35:11meio skinerbox, né? Como a gente vai tentar como
- 35:14jogador, sempre tentar chegar no ápice da nossa performance.
- 35:18E a gente vai ver é pessoas tentando trazer o aspecto
- 35:22interpretativo, de alinhamento, de atributos, dizendo, pera aí,
- 35:26você vai tentar o melhor. Mas dentro do que seu personagem
- 35:29tem de limite, né? Tanto ético e moral ou.
- 35:33Quanto suas capacidades ali, de acordo com seus atributos ou
- 35:37outros limites que se possa inventar.
- 35:38E essa discussão é muito acalorada até hoje também, né?
- 35:42Mas o fato é que a gente pode tentar entender isso aí.
- 35:45Como é. O fantasy faz tudo pela ótica do
- 35:47desafio, entender como esses elementos ressoam no desafio do
- 35:51jogo em si, que, de certa forma, também apazigua algumas
- 35:54discussões, pelo menos para esse estilo proposto.
- 35:58E aí deságua na questão das metas pessoais, né?
- 36:00Para incentivar o ruplen, como é que você faz para incentivar o
- 36:03ruplen nesse contexto do progresso como objetivo?
- 36:07E como é que você pode, de repente, interpretar o seu
- 36:11personagem para além do que o. O sistema recompensa, que é a
- 36:15agressão ou acumulação de recursos, ou essas ideias que
- 36:19são que resvalam bastante No No colonialismo, né?
- 36:23Na No No imperialismo de você é trazer o destino manifesto e
- 36:27civilizar Oo ambiente selvagem, todas essas ideias de progresso
- 36:31que são. Complicadas, né?
- 36:33Então como é que você, com as suas metas pessoais, lidaria com
- 36:37sistemas tão objetivos e enxutos como esse, esse sistema de
- 36:41recompensa de XP, que é o sistema central, o grande
- 36:45sistema central do DID antigo, né?
- 36:47E como é que ele gera comportamento também?
- 36:51Então ele ele bota na balança essas 2 coisas aí, inclusive
- 36:55traz considerações a respeito dos dos objetivos pessoais dos
- 36:59jogadores e da história ali, trazendo é a questão do Bush,
- 37:02do, da, do, do, enfim, questões ali paralelas a isso que eu
- 37:07achei muito interessante. Depois o capítulo 4, né, que é o
- 37:11papel do árbitro. The role of the russourre, né?
- 37:14Ele traz aqui questões sobre o desenho do mestre, né?
- 37:18As funções primárias dele. E aí ele diz que o árbitro tem 2
- 37:21tarefas, que é o desenvolvimento do mundo, que é o Word building,
- 37:23e a execução do sistema durante o jogo.
- 37:26É isso? É, é a compreensão da comunidade
- 37:29a respeito disso. É, e eu mesmo discordo bastante
- 37:33disso, né? Acho que tanto a execução do
- 37:34sistema quanto o desenvolvimento do mundo, isso trazendo uma
- 37:37lente de joil fantasy, são 2 coisas que, irrevogavelmente,
- 37:41inegavelmente, vai acontecer de maneira mais fluida no diálogo
- 37:44criativo. Muito mais do que você pode
- 37:46supor, né, num primeiro momento, mas isso é uma outra questão e é
- 37:50debatida lá de uma maneira interessante que essas funções
- 37:53primárias do mestre. É legal ver como flana trazem
- 37:56ali a ideia de buraco Dourado, né?
- 37:58De guild the role no início, né? Muitos árbitros, eles limitavam
- 38:02os seus mundos simplesmente a mais morras, cheias de monstros
- 38:07e tesoura. Aquele ali é um mundo de jogo,
- 38:08né? O espaço simulado era aquele.
- 38:10O Tim wetdell, ele propôs 4 níveis de sofisticação de
- 38:14campanha quando ele começou a olhar isso, e sendo nível 41,
- 38:18mundo de fantasia total com história, npcs detalhados e a
- 38:23aventura não se limitava ao calabouço.
- 38:26É muito legal ele ver essa divisão que ele faz e como isso
- 38:29se se desdobra ali e de como isso é uma ideia.
- 38:32É é uma noção muito idealista, né?
- 38:35Do que que deve ser uma campanha de RPG, né?
- 38:37E a gente sabe que hoje em dia a gente tem experiências.
- 38:40Fechadinhas que vão ocorrer somente dentro da dângela, que
- 38:43são maravilhosas e que não necessariamente isso é tem a ver
- 38:46com qualidade de jogo, mas tem muito a ver com AA ideia de com
- 38:50a com a ideia de. Qualidade de campanha, porque a
- 38:54ideia de campanha em si é uma ideia bem old School daquela
- 38:58época que vem, né? Das campanhas militares lá é é
- 39:01herdado das campanhas militares do ar game, só que numa outra
- 39:04expressão, numa expressão desse desiero to Hero, dessa narrativa
- 39:08embutida, né? De Conquista do seu território e
- 39:12até você se tornar um rei ali, um líder de guilda ou 11, líder
- 39:17religioso, né? É, ele fala também de de
- 39:20árbitros conduzindo a história, né?
- 39:23E ele cita, ali é Nietzsche, Rose, falando que eles começam a
- 39:28ver o seu papel como de um contador de história.
- 39:32Esse seria o papel do árbitro ali.
- 39:34Eles obviamente vão moldar os eventos, né?
- 39:37Dessa história, o suspense, eles vão criar essa, essa essa
- 39:42história épica, grandiosa, semelhante a uma saga, né?
- 39:46E aqui eles estão trazendo muitas influências de.
- 39:48Do do, do do jogo, da da literatura, né?
- 39:52Que influenciou o jogo. E essa questão de conduzir a
- 39:55história do árbitro, como o cara que conduz a história, deu quase
- 39:58um facilitador lá. É uma coisa que vai acompanhar
- 40:00ODEDE, que vai se tornar, aos poucos, hegemônica no mundo do
- 40:03RPG. É muito difícil você falar com
- 40:05alguém que não passe muito para pelo pelo caminho do RPG.
- 40:09É um jogo de contar histórias, né?
- 40:12Também se discute a marca do destino, né?
- 40:14O desciness Mark. Que é o que você vai fazer para
- 40:18proteger os Arcos de personagem, uma vez que ele está contando
- 40:20uma história. Você tem os Arcos de personagem,
- 40:22né? É EE.
- 40:24Se os personagens são protagonistas, como é que se
- 40:26evita as mortes súbitas, né? Então ele traz ali sistemas como
- 40:30burlisen, berros, né, que sugeriram que os árbitros eles
- 40:33fizessem 11 sombreamento, né? Um shade.
- 40:38Das rolagens que eles fazem, escondendo, jogando secretamente
- 40:42ou mesmo que pudessem intervir diretamente, quase como deuses
- 40:46ali para salvar os personagens em momentos importantes.
- 40:50E aí a gente vai ver ali surgindo ideias como mecânicas
- 40:54de intencionalidade. E dum né?
- 40:57Que cita ali do Legacy quantificando a capacidade do
- 41:01árbitro guiar o destino dos jogadores sem tirar.
- 41:05É essa ilusão do livre arbítrio do jogador engraçado de colocar
- 41:08como ilusão em alguns momentos, mas que passa muito por esse
- 41:12caminho da gente olhar e ver que cara O Mestre está fazendo
- 41:15exatamente aqui. Como é que ele conduz essa
- 41:17história. Se O Mestre é sozinho, quem vai
- 41:20recortar a realidade, a ficção, o jogador só cabe recortar o
- 41:23próprio personagem. Será que é O Mestre?
- 41:26Não tem um poder que que é muito é, é quase de um Deus mesmo em
- 41:31primeiro lugar. Como é que o jogador pode
- 41:33enfrentar isso, né? EE, como é que isso se encaixa?
- 41:36Mas muito mais num jogo de contar história, em que todos
- 41:39tem o mesmo vetor de atuação, que é chegar, chegarem juntos.
- 41:43É uma história legal, né? EE, nesse ponto aí não importa
- 41:47tanto a 11 noção de agência, porque é mais você transigir nos
- 41:51caminhos que vocês vão chegar. Mas enfim, essa discussão
- 41:55acontece lá e acontece até hoje, obviamente, né?
- 41:58Também a ideia de aventura não supervisionada.
- 42:00Em contraste, né, que é o surgimento dos jogos sem
- 42:03árbitro, né? É ou modo solo e tudo mais que
- 42:08evidenciam a função essencial do árbitro, como preencher lacunas,
- 42:14improvisar regras e mediar a tensão entre a agência do
- 42:18jogador e o sistema. Mas que tem também muito espaço
- 42:22para para debate, né? É porque, afinal de contas, essa
- 42:26questão de você tirar O Mestre muitas vezes vai levar a gente
- 42:29para entender que o jogo não tem mestre.
- 42:32Ou vai levar a gente a entender que o jogo tem é que nesse jogo
- 42:36todos são mestres. E, no caso, eu acho que
- 42:39dependendo de como a gente entender O Mestre e o papel do
- 42:42mestre, vai ser uma coisa ou outra.
- 42:44Na minha cabeça, faz muito mais sentido que um jogo sem mestre.
- 42:47É um jogo em que ninguém cumpre o papel do mestre.
- 42:50E que, na verdade, isso evidencia que em determinados
- 42:52jogos O Mestre tem um papel absolutamente supérfluo, né?
- 42:56Que em outros jogos ele vai ser bem quisto quando ele é atuar de
- 43:00uma maneira mais marcada, como como o desafiante, né?
- 43:04Como funciona em euro fantasy ou como outras agendas que alguém
- 43:07possa querer resolver trazer e eu preciso ver para poder
- 43:10entender melhor, né? Então tem toda uma discussão,
- 43:13inclusive de de como. De como, de como se isso isso
- 43:19impacta o jogo no na arbitragem, de como isso impacta o jogo, em
- 43:22como se lida com regras e como se lida com o próprio designer,
- 43:25né? E aí traz tem mais ideias ali
- 43:28falando de sistema, como o kit de designer, que eu acho
- 43:31fantástico. Eu acho que, na verdade, a coisa
- 43:32mais Moderna que você pode pensar sobre RPG, que é desenhar
- 43:36o jogo, é para uma curadoria da mesa, né?
- 43:40Como que diz o Gui providela, é. A natureza plástica e a falta de
- 43:44completude das regras originais do dayde.
- 43:46Elas levam os árbitros a considerá lo um sistema aberto a
- 43:51considerar ele 111 sistema em aberto, né?
- 43:55No, na sua, no seu objetivo e na forma de lidar.
- 43:58Então ele no fundo ele é um kit para projetar o seu próprio
- 44:01jogo, né? Como coloca aqui o Rosenberg.
- 44:05É, eu. Eu tô completamente alinhada com
- 44:08isso, né? O bom designer de RPG pra mim é
- 44:10aquele que dá ferramentas pro grupo pautar a própria
- 44:13experiência, ainda que se reconheça a intencionalidade da
- 44:17criação desse kit. Em primeiro lugar, né?
- 44:19E eu acho que esse é o grande barato do DED desde sempre.
- 44:22Foi muito criticado pela Ford justamente por isso, mas essa é
- 44:25justamente a sua grande qualidade, porque por mais que
- 44:29você não consiga. É ver a mesma experiência
- 44:32acontecendo em todas as mesas de DID.
- 44:35Na verdade, você vai ver dispenses muito diversas entre
- 44:38si em cada mesa que joga DID efetivamente todas elas se
- 44:42encaram como DID, se enxergam como DIDE.
- 44:45De fato estão jogando DID da mesma forma, e isso talvez seja
- 44:49o grande valor do DID quando surgiu.
- 44:51E talvez isso tem justamente sido o fator que transformou
- 44:54esse jogo indie no jogo indie mais influente de todos os
- 44:57tempos, né? Ele também fala dele inviolável,
- 45:00né? Que é a prática de hacking do
- 45:02sistema. E hoje em dia se torna tão
- 45:04comum, né? É se torna uma coisa corriqueira
- 45:07ali e que dialoga muito com a regra do AA.
- 45:12Primeira lei do gamer, né? O gamers first Law.
- 45:15E que diz se a regra é boba, mudia ou ignória, que é a regra
- 45:20ali fundamental que a gente vai ver da das comunidades pré DED
- 45:24inclusive, né? Que tem muito esse aspecto do it
- 45:27yourself e tudo mais e que reverbera até hoje nas regras da
- 45:30casa que as pessoas usam. É essas é é a profundidade de
- 45:35com que muita gente leva a sessão zero, debatendo regras,
- 45:37já debatendo o uso de regras, debatendo interpretações e tudo
- 45:41mais. Muitas vezes leva por esse
- 45:42caminho. E também AA própria ideia do
- 45:45hacking, né? Se você pegar um falar, Ah, eu
- 45:47vou, eu adoro PBTA, eu vou fazer um hack de desse, desse PBTA
- 45:51específico aqui, um hack de Dungeon roe, um hack disso, um
- 45:54hack daquilo, né? É isso tudo aí, eu acho que é
- 45:58também tá na gênese do RPG, né? E também AA discussão a respeito
- 46:02da irrelevância do sistema, né, que a gente trouxe aqui no café,
- 46:06inclusive também. Então ele traz ali o Jim Thomas,
- 46:10o Bill seligman, que. Argumentam e discutem.
- 46:14O sistema de regras é sobre uma visão de que ele era menos
- 46:18importante para o sucesso do RPG, né, do que a atuação das
- 46:22pessoas ali. Eles colocam muito, eles centram
- 46:24muito isso na atuação do mestre, mas talvez seja do grupo mesmo
- 46:27se encontrar a partir daquele RPGE de que talvez a gente tenha
- 46:30111 espaço, né? E não vou nem dizer que é meio
- 46:34termo, mas que é um é um espaço dividido, né?
- 46:38Um espaço é coabitado tanto. Pelo RPG enquanto parâmetro
- 46:44quanto pelo mestre, entendendo como melhor utilizar esse
- 46:48parâmetro para cada caso específico.
- 46:50Porque me parece que quando você conjuga mecânica e ficção, ter a
- 46:57leitura do momento é muito importante para entender como
- 46:59isso vai ser trabalhado, né? Então tira essa, esse momento
- 47:04tão abstrato que as mecânicas costumam trazer para o jogo.
- 47:08No capítulo 5 a gente vai ver. É uma discussão a respeito.
- 47:12É de uma filosofia, né? Então ele ele chama de toward a
- 47:17filosof e ele traz o contra ataque wargamer na discussão,
- 47:22né? Falando do Lewis post, Paul
- 47:25cifur, né? Lewis postfor é representante do
- 47:29War gamer na discussão e ele criticando o estilo de jogos
- 47:32capista imersivo da galera do do do story people, né?
- 47:38É, e ele defende que deveria ser jogado como um jogo de
- 47:41habilidade e competição, com regras transparentes, né?
- 47:45E ele insiste que os jogadores rolassem seus próprios dados
- 47:48para aumentar a sensação de participação e controle no jogo.
- 47:51Isso está completamente alinhado com o que eu busco com é o
- 47:54fentis, né? Que é justamente é essa questão
- 47:57do jogo adversarial entre mestre e jogadores.
- 48:00Muitas vezes os jogadores vão olhar para a performance deles,
- 48:02não de uma maneira é mecânica, mas dentro daquela daquele.
- 48:08Jogo de solução de problemas por caminhos lógicos, né?
- 48:12E criativos. Uma discussão, né?
- 48:15É uma negociação e 1 e 1 participação em torno do risco e
- 48:21recompensa que os jogadores projetam, né?
- 48:24É, eu acho isso a leitura muito boa.
- 48:27Depois ele ele fala do paradoxo de simbolis, né?
- 48:31O que se mete? Que Paulo zeinerle diz do do
- 48:36tiver in sorcer. E ele defende que o RPG é uma
- 48:39forma de arte também, que é um tema que tá muito vivo, né?
- 48:42Naturalmente até hoje. E ele propõe é o modo role plain
- 48:46Kiss match, onde o árbitro ele atua como como destino, como
- 48:50feite, e ele tem a obrigação dramática de ignorar as regras
- 48:53se o dado ameaçar encerrar a história de um personagem antes
- 48:56do tempo. E isso a gente vê essa discussão
- 48:57acontecendo também no mentser, né?
- 49:00Particularmente no backman e no DED, ele falando cara.
- 49:03Cara, altere o resultado do dado e tudo mais.
- 49:06Então é tem essa questão que eles colocam muito, né?
- 49:09É uma preocupação muito grande dos mestres em falar.
- 49:12Cara, se eu não divertir os meus jogadores, se eu não cativar os
- 49:16meus jogadores, se eu não controlar a ansiedade deles e a
- 49:19frustração deles de alguma maneira, eles vão.
- 49:24Eles vão sair em fuga, eles não vão mais jogar comigo, eles não
- 49:27vão querer jogar a minha mesa. E isso é uma coisa que eu acho
- 49:30que dialoga muito com. Com essa questão aí do, do, do
- 49:35kissment, né? De você, de você jogar o jogo, é
- 49:39sendo que O Mestre é esse esse cara que tem uma obrigação
- 49:43dramática perante o jogo, mas que é de toda forma, 11 visão
- 49:46rica. Que é trazida ali, que gira
- 49:49muito em torno da ideia de plot, né?
- 49:51Também traz uma ideia 1111 discussão acerca da estrutura
- 49:56dramática do próprio jogo, né? Então, ele traz Stephen loarts,
- 50:00que busca uma definição formal comparando RPG ao cinema e.
- 50:04Então ele define a ideia de jogada como move, né?
- 50:07Como uma movimento e a sequência dramática como blocos de ação
- 50:11focados em responder uma questão motivacional.
- 50:15E isso também é uma discussão cara, muito interessante que eu
- 50:18acho que vale a pena dar uma olhada lá, mas que, enfim, é é é
- 50:22difícil até de resumir aqui dentro do do podcast, mas é uma
- 50:26pincelada que eu dou com muito interesse, que eu acho que isso
- 50:28tudo dá muito conteúdo para gente abordar no futuro, né?
- 50:33E também a gente vai ver uma discussão a respeito do RPG,
- 50:35como psicodrama como rito, né? Os autores, é tipo o len
- 50:41conterman e o Douglas bachman. Eles defendem o RPG como uma
- 50:45ferramenta de autoconhecimento ou de psicodrama.
- 50:48E especificamente o bachman, ele ele liga a progressão do
- 50:54personagem. Ao ao padrão de jornada do
- 50:57herói, né? Que ele chama de Quest pater
- 50:59para transformar o jogador num herói.
- 51:01Ele, se o jogador se sentir um herói, né?
- 51:04Ele ter esse, esse, essa evolução psicológica dele, de,
- 51:07de, de, de passar por todas essas etapas da jornada do
- 51:11herói, né? Então ele leva para o lado da
- 51:13psicologia a questão, leva para para a questão psíquica.
- 51:18É em torno do RPG também que é um é assim.
- 51:21É um manancial de de estudos aí pra quem curte e pra quem está
- 51:24nessa área, né? Depois do capítulo 6, ele fala
- 51:28da maturidade, né? Do do hobby, maturity é ele fala
- 51:33da tentativa de fechamento. Né, com ADED, que é fechamento
- 51:38no sentido do do ADED, né? Inclusive vindo pela introdução
- 51:42do ADED, que ele pega para para analisar em 78 como uma
- 51:45tentativa do gaigy de criar um sistema fechado, um padrão.
- 51:49Um uniformet of play, né? Pelo mundo afora, proibindo até
- 51:55proibindo né? Falando expressamente de proibir
- 51:58variantes para combater a fluidez do jogo original.
- 52:01Isso claramente é toda essa essa trajetória do jogo querendo se
- 52:05entender como produto, né? Como uma experiência de jogo a
- 52:10ser vendida. É, e aí tem um modelo blackl,
- 52:13né? O Glenn blackl.
- 52:14Ele sintetiza as tensões da comunidade todas que a gente
- 52:17veio lendo até aqui no modelo de 4 formas, né?
- 52:21Depois dessa, dessa questão abordada aí, do do dayd querendo
- 52:26amadurecer, né? Pelo pelo gag que se ele traz o
- 52:29modelo do bico, que é uma leitura, né, das tensões da
- 52:32comunidade. Então primeiro ele coloca
- 52:33tensão. RP, que é a role plain, né, que
- 52:36é foco no personagem, é em cooperação.
- 52:40Um pouco que o Rachel, né? Com um pouco pouco pouca
- 52:45mortalidade ali, mas também ele traz 11 discussão em torno de
- 52:52uma jogabilidade de letalidade, de desafio e tudo mais, né?
- 52:56E também tem traz o wg do War Gaming, né?
- 52:59É o foco na simulação e no desafio tático, né?
- 53:02Com uma personalidade do personagem minimizada, não
- 53:05importa tanto, mas que tem ali, ali um.
- 53:10Oo personagem acaba sendo ali 111 conduto, um conduíte, né?
- 53:15Do jogador para aquele ambiente de naquele bem simulado.
- 53:19Ali. É isso a gente vai ver que
- 53:22contrasta também com outras visões, assim como o role plain
- 53:24contrasta com uma visão mais mais gamista, né?
- 53:27Essa questão do again também contrasta muito com essa visão
- 53:31de contar história. Depois a gente tem OPG, que é o
- 53:35ego trip, e Power Gaming, que é a busca incessante por poder.
- 53:40Então, busca de níveis magia XP seria um jogo mais competitivo,
- 53:45né? Com uma herança muito grande dos
- 53:47jogos originais. E o quarto, a quarta, a quarta,
- 53:53o quarto momento do modelo dele ali que ele traz o storytelling
- 53:57OST. É o foco na narrativa e a
- 54:00consistência do mundo, que requer cooperação, né?
- 54:03Entre O Mestre e os jogadores para escrever o script.
- 54:07Então a gente tem ali, né, esses esses paradigmas que ele traz é
- 54:12e é uma assim. Eu acho que é mais uma tentativa
- 54:15ali no início do do hobby, de se categorizar.
- 54:19É as agendas, né? Mas é interessante ele botar
- 54:23isso, porque me parece que ele está tentando desenhar agendas
- 54:25lúdicas, de fato, de alinhamento em torno do jogo e
- 54:28necessariamente um jeito de você é criar tipos de jogadores, não
- 54:33é exatamente isso. Me parece que ele está querendo
- 54:35aqui tentar botar. É abordagens a respeito do
- 54:39sistema de jogo e do próprio DED, que eu acho muito curioso e
- 54:42a gente ver como é. Como é plural, né?
- 54:44É ainda que eu acho que, obviamente, a minha ideia de
- 54:47agendas aqui seja um pouco mais, é um pouco mais sintética do que
- 54:51essa leitura que foi feita aqui. E aí ele ele passa pela
- 54:55identidade forjada, né? Que o modelo de de, de blackl.
- 55:00E sua representação dos eixos XEY dentro disso, né?
- 55:03Então ele tem essas oposições. Ele fornece uma linguagem para
- 55:06descrever essa pluralidade das das práticas do RPG.
- 55:10Se tornando uma ferramenta para medir AA compatibilidade, né?
- 55:15Dos jogadores com aquela proposta lúdica e orientar o
- 55:18design de novos sistemas para o futuro, né?
- 55:20Então é, ele vai abordando essa tensão entre essas formas aí
- 55:24como definidoras do gênero. De fato, acho que são tensões
- 55:28que se você olhar a literatura, você vai ver que todo mundo
- 55:31discutiu bastante isso, né? Saudações do joteca Kobe aki.
- 55:45Para de fazer um convite muito especial em nome de toda galera
- 55:48da RPG do Jô, a nossa comunidade onde a RPG se reúne para
- 55:51estudar, jogar e conversar mais sobre RPG.
- 55:54Lá a gente fala muito sobre o estilo e o fantasy que o Bob
- 55:57desenvolve aqui no podcast. O rolê é que desde criança eu
- 56:00sempre quis aprender a desenhar e nos últimos tempos eu tava
- 56:03buscando novas formas de relaxar e combater o estresse.
- 56:06E o desenho reapareceu. Daí que a RPG iate tem tudo a
- 56:09ver, né? A gente usa ilustrações pra
- 56:11personagens, locais, itens, aventuras, e eu pensei, por que
- 56:14que não? Recomeço no desenho pelo RPG, os
- 56:17meus desenhistas favoritos está lá na comunidade com a gente.
- 56:20O Felipe da Silva, ele é autor, ilustrador do jogo melodia
- 56:23perdida. Aí eu chamei ele pra me ajudar a
- 56:25recomeçar no desenho, como essa ferramenta de Alívio do estresse
- 56:28em cobrança só pelo prazer do traço e da companhia.
- 56:31Comentei dessa ideia com alguns amigos do RPGE.
- 56:34Percebi que muita gente também se interessou.
- 56:36Então decidimos abrir esse rolê para mais pessoas e assim nasceu
- 56:39o dojô de desenho para RPG. Acessa aí beach ponto LY barra,
- 56:44visite o dojo. E entra no nosso canal de avisos
- 56:47lá do WhatsApp é só aviso mesmo, tá sem encheção de saco.
- 56:50Ah, e agora a gente também tá no Instagram, segue pelo arroba,
- 56:54vem pro dojo, vamos mandar mais informações sobre esse rolê
- 56:56logo, logo. Já separa aí seu bloquinho mais
- 56:59macio, suas canetinhas favoritas.
- 57:01Vai ser leve, acolhedor e divertido.
- 57:03Bora? Eu acho que, de forma geral,
- 57:18essas essas discussões todas que o uso de shift traz são muito
- 57:21boas. Os insights são melhores ainda,
- 57:23né? É ele mostrar que essas
- 57:25discussões ocorrem desde o início, que continuam com a
- 57:28gente até hoje. Fala muito sobre a natureza
- 57:30aberta do hobby e a possibilidade de diferentes
- 57:32visões conviverem, né? Dentro desse, desse espaço e de
- 57:36que talvez a gente não precise de uma grande definição de RPG,
- 57:40mas que a gente precise de várias definições para a gente
- 57:43poder é dar nossas versões sobre o que?
- 57:45Que é esse jogo, né? Que é tão rico e tão gostoso de
- 57:48explorar. Acho que essa é AA mensagem que
- 57:52fica do eurogift shift, né? E que tanto me inspira, né?
- 57:55E certamente vai continuar me esperando, porque a gente vai
- 57:58continuar estudando esse livro na comunidade do café.
- 58:01E acho que vai ser muito legal a gente poder aprofundar isso e
- 58:04ver, né? Em como isso vai influenciar a
- 58:06comunidade nacional de RPG, conforme a gente for conhecendo
- 58:10melhor essa obra nas frentes bolhas do RPG nacional, que eu
- 58:14espero que adotem. Né?
- 58:15Esse livro aí como uma leitura fundamental, talvez para
- 58:19entender melhor como funciona o nosso hobby e as suas origens é,
- 58:24e aí eu vou deixar uma pergunta pra vocês aqui, essa tensão
- 58:27entre a latitude do árbitro, né, que é o Kiss matts e a agência
- 58:31do jogador, né? O árbitro tentando regular o
- 58:34jogo, EOO jogador querendo ter agência.
- 58:38Isso é um defeito de design ou é uma característica essencial
- 58:42que. Alimenta a criatividade do RPGE
- 58:45aí você acha que isso é uma, é um recurso válido jogar dessa
- 58:50forma, meio que smet, né? Com o árbitro sendo OOOO, dono
- 58:55do drama, né, e sendo o destino, ou você acha que a agência do
- 59:00jogador é 11 necessidade? É um pressuposto, é um
- 59:03fundamento do RPG nesse sentido. Bom, deixo essa pergunta para
- 59:08você e deixo também o espaço para você comentar aqui.
- 59:10Eu acho que a gente teve muita coisa interessante.
- 59:13É vindo aqui do do illusiff shifts, né?
- 59:16E que essas discussões certamente vão alimentar muitas
- 59:19outras discussões que a gente vai trazer aqui no café e vamos
- 59:23encerrando aqui, né? Lembrando que você você quiser
- 59:26apoiar o café com dângel, você pode se tornar um assinante e
- 59:28ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios semanais, já pensou?
- 59:33Considera apoiar o projeto e a sua expansão em apoia ponto s
- 59:36barra café com dângel. É, vou deixar também aqui 11
- 59:40lembrete de que se você gostou especialmente do café com o café
- 59:43com danjo de hoje, você pode deixar uma gorjeta para gente.
- 59:46Manda um Pix qualquer valor para cafecomdanjo@gmail.com, a gente
- 59:50conta com seu apoio. Se você tem uma marca, uma
- 59:53empresa que é de repente financiar um dia na semana no
- 59:56café com danjo e oferecer para a comunidade, é você pode fazer
- 1:00:00Alegria da Márcia r pegista consultando a gente no café
- 1:00:03comdanjo@gmail.com. A gente passa os nossos valores
- 1:00:07e tem uma proposta. Especial para você consulta
- 1:00:11também a gente aí sobre parcerias para vinhetas e outras
- 1:00:14formas de parceria e anúncios também.
- 1:00:16A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos
- 1:00:19como vestuário, cafés, jogos, tecnologia, mídia e etc.
- 1:00:23Se você é um produtor de conteúdo, game designer, é
- 1:00:26independente, acadêmico ou fã e quer participar do nosso
- 1:00:29projeto, conta isso sobre você e fala a respeito de como a gente
- 1:00:31pode colaborar. Um café com gmailcom?
- 1:00:35Por fim, queria agradecer a galera que torna possível essa
- 1:00:38aventura dos nossos assinantes. Então aí o pessoal do nível
- 1:00:40incentivo, incluindo aí o Denis Carvalho, é a galera do nível
- 1:00:45comunidade também. Muito obrigado aí Gabriel Melo,
- 1:00:48Rafael garote, João Túlio Fogaça é valeuzaço.
- 1:00:52E o galera do nível RPG do Jô? Dentre eles, o Gabriel Gomes,
- 1:00:55junger lonbreras, o Diego cestito, Pedro Borges, Lucas
- 1:00:58Ferreira cabreira e o Caio Palmas Fernandes.
- 1:01:02E um abraço aos membros do treinamento well ofendes
- 1:01:05obrigadaço, Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego
- 1:01:08sexito, Léo esparuto, menini e Marcos Gonçalves e Pablo
- 1:01:12Rodrigues Lima. Por fim, um grande abraço pro
- 1:01:18assinante café com balbi, o Thiago Augusto.
- 1:01:21Valeu demais o apoio. Um abraço e até a próxima.
- 1:02:21Cara, você falou da velha dele hoje?
- 1:02:22Falei, falei.