Latest / História pros brother / História do Dinheiro
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- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06A história do dinheiro. Vamos lá.
- 0:15Dinheiro, Alexandre, é um negócio que, né, você sabe...
- 0:18O ouvinte não nos dá. É isso.
- 0:23Papo é, tá sacanagem. É, terceira temporada de
- 0:26Mukiranas Brasil. Mas sem podcast, com todos os
- 0:30nossos ouvintes. É verdade.
- 0:31Mas na hora de pedir episódio, aí é leão, né?
- 0:35As gargantas, aí eu ia ver as gargantas.
- 0:37Como grito, né, cara? Como grito.
- 0:38Perfeito. Na hora de dar uma repassadinha,
- 0:40e some. Aí é tchutchuca.
- 0:41Aí é tchutchuca. Vai na hora de pedir episódio,
- 0:46Leão. Faz-me rir ali.
- 0:49O dedinho está paralisado do vídeo.
- 0:53Não vou levar para o pessoal. Não vou levar para o pessoal.
- 0:56Muito bem, muito bem. O dinheiro é muito foda, né?
- 0:58Uma parada que foi evoluindo naturalmente pela sociedade.
- 1:02Era concha, tá ligado? Era vaca.
- 1:05Nessa época era boa, cara. Era bom.
- 1:07Essa época era boa, né? O dinheiro era bom.
- 1:10Quando era vaca. E aí, depois virou dinheiro em
- 1:13papel, moeda, né? A gente sabe que a moeda em
- 1:17papel foi um big deal por muito tempo.
- 1:19Ainda é, óbvio, né? Mas era mais na nossa infância,
- 1:22tá ligado? Tipo assim, na nossa época era o
- 1:25grande lance. Dinheiro era sinônimo de moeda,
- 1:28em papel especificamente. A gente pegou cheque ainda, né,
- 1:31cara? É, peguei cheque.
- 1:33Papo reto. E por último, né?
- 1:35A gente tá no The Finest, que é dinheiro digital.
- 1:40O velho e bom Pix. É, o Digital Money, né, Vitinho?
- 1:43Digital, caralho! O conceito que eu tô
- 1:45desenvolvendo aí, velho. Digital Money, muito bem, cara.
- 1:50E como, né, que chegou até aqui e estamos vivendo essa
- 1:54transformação também, né? É importante lembrar que
- 1:58provavelmente vai acabar mesmo, né?
- 2:00O dinheiro em papel, em moeda. Que aí fudeu.
- 2:04Tu acha mesmo que fudeu, cara? Fudeu, fudeu, fudeu.
- 2:07Tu acha mesmo? Por que tu acha que fudeu?
- 2:09Vai, conta aí essa teoria da conspiração.
- 2:10Minha teoria da conspiração é que os mesmos que mataram o
- 2:13Kennedy... Criaram o Pix.
- 2:17Não, é que aí não vai dar pra sonegar, né?
- 2:23Hoje não pode cometer um crime, mas agora é crime.
- 2:27Vai tá ruim, vai tá ruim. Como é comprar droga?
- 2:30Vai ser muito difícil. Vai complicar tudo.
- 2:33Uhum. Eu não gosto, pessoalmente.
- 2:37Perfeito. Que fique me olhando.
- 2:39Ah. Eu não gosto de ser vigiado.
- 2:41Uhum. Não gosto de ser coordenado.
- 2:44Cara com um smartphone com seiscentos chips dentro do cu
- 2:48dele acompanhando vinte e quatro horas por dia.
- 2:50Mas tudo bem, continua. É diferente, é diferente.
- 2:52Muito diferente. Eu ponho no modo privado.
- 2:56Não, mas é, eu não gosto, eu gosto de ser...
- 2:58Assim, vai realmente perder completamente a privacidade.
- 3:02Cara, esse papo é meio bunda, assim, acho que...
- 3:04É, tu é uma cadela, né? Cadela do Estado?
- 3:07Tem isso, né? A putinha...
- 3:10A putinha lambe o saco do Jean Japalusa.
- 3:15Jean Japalusa é muito foda. Ai, caralho.
- 3:21Mas enfim, né? Antes da gente entrar nesse papo
- 3:24de... Não, mas dá a tua opinião de
- 3:25merda aí. Mesma merda, cara.
- 3:26Vai mudar porra nenhuma. Ninguém usa mais dinheiro
- 3:28direito. Sim, mas...
- 3:30Cara, se você me falar que você faz as transações da agência de
- 3:33podcast só em papel moeda... Não, é cheque, gente.
- 3:37E nota de cem... Ah, pelo amor de Deus.
- 3:39Mas é diferente, cara. Não é, você...
- 3:42É uma armadilha que... Uma armadilha, não.
- 3:44É um subterfúgio que você criou pra você achar que você ainda
- 3:48tem privacidade. Você não tem mais privacidade,
- 3:50mano. O governo pode fazer assim, ó.
- 3:52Tirei tua conta. Caralho, mas ele...
- 3:53Literalmente, o que ele pode fazer hoje?
- 3:56Não pode. Porque ainda tem papel.
- 4:01Caralho, cara. Tipo assim, cara, noventa por
- 4:03cento do dinheiro que existe é só digital.
- 4:06É só falta dez. Então...
- 4:09Não, mas não é o digital. É o lance de centralizar
- 4:13digitalmente no governo que é o problema.
- 4:15É esse o problema. Não é ser digital.
- 4:17Mas não é isso que a gente vive já?
- 4:18Não, cara. Tem banco, tem o banco central,
- 4:21tem um monte de outras coisas. Vai ser assim, ó.
- 4:22Vai estar o Lula com o teclado. Aí o Lula vai lá, professor
- 4:27Vitor, hum, veio três K mais esse mês.
- 4:32Pá, vai pra mim, pra eu repassar pra JB.
- 4:35Risos Vou comprar pedalinho. É isso.
- 4:41É isso, velho. É exatamente isso que vai
- 4:46acontecer. Então tá bom.
- 4:47Então fica aí. Tudo vai virar férias do Maduro
- 4:51da Disney. Legal, legal.
- 4:53Fica então a denúncia aí do podcast.
- 4:57Abrir os olhos, né, amigo? Abrir os olhos é importante.
- 5:00Mas dói, tá? Abrir os olhos dói.
- 5:02Tem que ser dito. Cara, pra tirar as correntes tem
- 5:04que se movimentar. Não é assim.
- 5:06Nossa senhora, é uma máquina. Ele é uma máquina.
- 5:08Muito bem, Alexandre. Mas o que é o dinheiro, né?
- 5:11Vamos começar do standards, né? Vamos procurar o que que...
- 5:17Pra entender como funciona o dinheiro de hoje, nós temos que
- 5:19entender o que é o conceito de dinheiro no passado, né?
- 5:22Porque foi uma evolução, né? Como a gente tava falando.
- 5:25E basicamente, mano, o dinheiro, ele é confiança.
- 5:29Olha aí! Dinheiro é basicamente
- 5:31confiança. Por que o dinheiro mudou tanto
- 5:34ao passar dos anos até chegar hoje, que é, pô, númerozinho
- 5:38numa tela? É porque as pessoas acreditam
- 5:41que você tem dinheiro. Que você tem um valor quando
- 5:45você mostra pra ela ou um numerozinho na sua conta
- 5:47bancária, ou mostra pra ela uma mala cheia de nota de cem, ou
- 5:53você mostra... Pô, no passado, você mostrava
- 5:56uma pequena fazendinha com duzentos gado, ou até uma bolsa
- 6:00cheia de ouro e prata triturado, enfim...
- 6:04As pessoas acreditam que elas vão conseguir pegar aquele
- 6:08negócio, que é o dinheiro, e vão conseguir usar para outras
- 6:12coisas. Vou poder pagar um pedreiro para
- 6:14arrumar minha casa com aquela trouxa cheia de metal precioso
- 6:20triturado. Então é sobre acreditar, é sobre
- 6:23confiar que aquilo que você está oferecendo...
- 6:27Tem realmente valor. Confiança, então.
- 6:28Dinheiro é confiança. Dinheiro é confiança.
- 6:31E muita gente fala que não é só confiança, Alexandre.
- 6:33Tem muita gente que gosta de dizer que dinheiro também é
- 6:36felicidade. Ah, mas é?
- 6:38Tu não acha, Vitinho? Tu não acha, Vitinho?
- 6:40Acho que não. Ah, tá.
- 6:42Posso dizer? Vai, vai, vai, fala aí.
- 6:44Você já tá puto, né? Já tô puto, cara.
- 6:46Já tô puto, velho. Muito bem, muito bem.
- 6:48Vai falar para um pai de família sem dinheiro.
- 6:52Ah, vamos lá, escala seis por um.
- 6:54Vamos lá, olha só, olha só. O dinheiro, ele é um meio.
- 6:59A felicidade é um fim, mano. São coisas diferentes.
- 7:02Tá. Muitas vezes o dinheiro, ele não
- 7:05traz felicidade. Muitas vezes.
- 7:08Porra. Tu é depressivo e tu é playboy,
- 7:11Alexandre. Tu sempre foi depressivo e tu
- 7:13sempre foi playboy. Para e pensa um pouco.
- 7:16Porque eu não tenho dinheiro suficiente.
- 7:17Se eu tiver mais, aí eu vou ficar feliz.
- 7:20O problema é isso, minha depressão vem...
- 7:22Me dá dois zero a mais ali, na conta.
- 7:24Tu acha que eu não vou estar sorrindo?
- 7:26Não, acho que não. Caralho, mas tu é louco, Viti.
- 7:29Não, cara, não vai estar, cara. Dois zero.
- 7:31Dois zero a mais eu não vou estar sorrindo.
- 7:33Dois é muito, realmente, dois é foda.
- 7:35E tu vai dizer que eu não vou ser feliz com dois zero a mais.
- 7:37Cara, eu acho que não. Eu acho que não, cara.
- 7:40Ah, velho. Eu acho que você vai, tipo...
- 7:42Porra, é... Tu, além de pobre, é burro,
- 7:45velho. Cara, mas é isso, cara.
- 7:48Felicidade é um troço muito maior do que dinheiro, muito
- 7:51mais complexo do que dinheiro, cara.
- 7:52Tá, Vitinho, tá. Mas não é igual ao dinheiro, mas
- 7:57é... Assim, ó, facilita a tua vida
- 7:59cinquenta por cento. Facilita.
- 8:00Ok. Facilita a felicidade cinquenta
- 8:03por cento. Tá, não tô...
- 8:04Felicidade, cinquenta por cento? Compra muitos momentos felizes.
- 8:08Compra tempo. Compra muita coisa, velho.
- 8:11Dinheiro é iradíssimo. Eu queria ter, eu acho muito
- 8:14foda. Tu tem um dinheiro, vai.
- 8:16Não, mas eu queria ter dinheiro. Eu queria ter dinheiro real.
- 8:18Tu queria ter muito, muito dinheiro.
- 8:19Eu queria ter dinheiro, assim. Eu queria ter dente de ouro,
- 8:22várias casas muito altas. Eu queria ter...
- 8:27Queria ter... Quebrar todos os pisos frios que
- 8:29eu visse por aí. Tu não gosta de piso frio?
- 8:31Piso frio, eu acho um horror, cara.
- 8:34Tem um horror a piso frio. Aqui onde eu moro é quente, né?
- 8:36Aí é bom. Eu queria ter um...
- 8:38Qual o teu sonho de ter dinheiro, Vitinho?
- 8:40O que tu mais queria fazer? Assim, né?
- 8:41Acho que eu tô... Como eu tô no momento da casa...
- 8:44Não, assim, ó. Dê um pix de cinco milha pra ti.
- 8:47Cinco milha? Acho que eu pego uma casona
- 8:49foda. Uma casona irada.
- 8:50É, eu acho que... Sem milha, sem milha.
- 8:52Porra, aí... Dá os meus vinte por cento, né?
- 8:57Tá bom, tá bom. Oitenta milha pra mim, tá?
- 9:00Cara, obviamente, né? Investimento, né?
- 9:04Saber ter o dinheiro, correr atrás de um...
- 9:07De alguém que manje pra comprar as paradas certas, né?
- 9:10Pra investir, óbvio. Urubu do Pix.
- 9:12Obviamente, Urubu do Pix. E tá pagando, tá?
- 9:16Vai. Adoro.
- 9:19E eu acho que, sei lá, cara. Isso aqui é coisa idiota, né?
- 9:24Acho que barco, mano. Não, quero o que tu faria.
- 9:26Eu acho que barco. Viagem, barco muito...
- 9:30Imagina ter um barco muito foda, assim.
- 9:33Iatezão. É, eu não tenho tanto essa pilha
- 9:35de barco, mas eu não teria um barco nem fudendo, na verdade.
- 9:38Não? Mesmo com o dinheiro pra
- 9:39caralho? Talvez se eu tivesse muito
- 9:41dinheiro, eu compraria um barco pra dar pros meus amigos.
- 9:44Mas não pra mim. Não pra mim, porque eu não acho
- 9:47que eu aproveitaria tanto assim. Eu acho que eu loucaria um barco
- 9:49de vez em quando. Eu tenho um amigo meu que tem
- 9:53barquinho, e aí, às vezes, eu vou lá.
- 9:55Pô, é legal e tal. Eles deixam eu dirigir, que é
- 9:57muito foda. Mas, tipo...
- 10:01Eu não sei se eu iria três vezes por mês no barquinho sempre.
- 10:05É que tu é de Angra, cara. Talvez tenha outra relação.
- 10:09O barco pode ter outra relação comigo.
- 10:11Mas eu sempre senti que é meio que o ápice que um ser humano
- 10:14pode chegar. Tipo, um barco foda rodando pelo
- 10:18mar. Pô, tá louco.
- 10:20Você faria o que com esse dinheiro, então?
- 10:21Cem milha, oitenta, né? Eu abriria minha ONG, como a
- 10:24gente falou. Qual ONG, cara?
- 10:26Não, eu tô falando sério, eu queria abrir uma ONG.
- 10:28Se eu tivesse muito dinheiro, mas enquanto eu não ganho muito
- 10:30dinheiro, eu não ajudo em nada ninguém, entende?
- 10:32É só se eu for multimilionário. Então, eu tenho isso na
- 10:35consciência tranquilo, que eu não preciso ajudar ninguém.
- 10:37A ONG da lei José da Penha? Não, uma ONG.
- 10:42Defender os homens que apanham as mulheres.
- 10:44Uma ONG, uma ONGzinha para as crianças fazerem jiu-jitsu.
- 10:46Foda demais. Para as crianças pobres fazerem
- 10:48jiu-jitsu. E eu ia fazer um grande torneio
- 10:51de criança pobre. Ia se chamar Torneio Criança
- 10:53Pobre Brasil. E elas duelam até a morte.
- 10:56Isso que eu ia falar, com morte. Pô, agora eu tô me sentindo mal,
- 10:59cara. Eu pensei em barco, eu pensei
- 11:00que era coisa meio otária, assim.
- 11:01Não, mas essa seria meio otária, porque ia fazer a ONG e ia
- 11:05cortar. Ia cobrar mensalidade depois.
- 11:10Ia dar só uma amostrinha do que eles podem ter.
- 11:12E aí... Podia pegar a galera de
- 11:14orfanato. Quem ganhasse, ganha um pai.
- 11:16Fazer um torneio de... Quem quer ganhar uma família.
- 11:20O vencedor da luta é o meu filho.
- 11:22Vai ser meu filho. Então, ia ter um grande filho
- 11:25lutador, cara. Que nem o Shao Kahn.
- 11:27Então, é isso, velho. Vou fazer um reality...
- 11:30Vai se chamar Gladiadores por Papai, no nome do meu reality.
- 11:34Vou ser várias provas. Gladiadere, isso no caso, né?
- 11:38Vou ser várias provas. E aí eu vou fazer que nem no
- 11:41Dana White, tem o Dana White Contender, que ele fala no final
- 11:44das lutas. E aí vai ter temporadas que eu
- 11:47vou dizer, tu não lutou bonito o suficiente, mesmo que tu ganhou,
- 11:50tu não vai ter pai. E aí...
- 11:53O Your Fires, senão vai ter pai. Porque é tipo, se ele não render
- 11:58assim, se não for uma luta bonita, tem que nocautear ou
- 12:01finalizar, entendeu? Eu não quero pode ganhar por
- 12:03ponto. Beleza.
- 12:05Então vai ser isso, meu reality ONG.
- 12:07Não, eu queria uma casa, eu tenho um Pinterest da minha casa
- 12:09dos sonhos já. Já tem?
- 12:11Já. Você é o cara dos Pinterest, né?
- 12:13Pô, sou um Pinterestzeiro muito. Eu queria uma casa porque eu
- 12:16quero uma cozinha muito foda. Pô, é muito legal o caso com
- 12:20cozinha foda. Cozinha foda e uma piscina muito
- 12:23grande. Muito full grande.
- 12:28É que eu quero só full. Eu sei, eu sei, eu já entendi.
- 12:32Vai ser full da... Vai ser, tipo, a maior piscina
- 12:34que tem. Pior que o senhor não tá sendo
- 12:38irônico com isso aqui. Adoro piscina também.
- 12:41Pai, o real é um bagulho que... É maneiro.
- 12:43É uma das coisas que eu mais gosto, eu acho, na vida.
- 12:45O que mais me faz infeliz é piscina, cara.
- 12:47Mas, tipo assim, a tua casa tem uma piscina foda ou tem uma
- 12:49cozinha foda? Ah, não preciso escolher?
- 12:52Piscina. Não, uma cozinha, uma cozinha.
- 12:56Olha aí. Porque cozinha, eu acho que eu
- 12:58vou passar mais tempo na cozinha.
- 12:59Se bem que quando eu tinha piscina, eu ia todos os dias pra
- 13:02piscina. No prédio, os caras tinham que
- 13:04tirar a lona pra entrar na piscina.
- 13:06Os porteiros meio que não gostavam.
- 13:07Até no inverno eles se perguntavam o que os caras estão
- 13:13fazendo. Mas enfim, e o dinheiro?
- 13:14Muito bem, né? Esse dinheiro, a confiança,
- 13:18podemos dizer assim, ele tem basicamente três funções, tá?
- 13:24Todos os dinheiros, que é basicamente, o óbvio que é seu
- 13:27meio de troca, né? Você, antigamente, ano passado,
- 13:30você tinha o escambo, você sabe, né?
- 13:32O escambo que era basicamente, pô, eu tenho aqui, eu tô com
- 13:36fome, eu quero comer maçã. Mas eu só tenho...
- 13:41Smartphone. Que época cansativa, né?
- 13:43É, época muito difícil. Então, tipo assim...
- 13:45Primeira coisa que eu peguei na minha frente.
- 13:46Então, eu não só preciso encontrar alguém que tenha a
- 13:49maçã, mas alguém que queira smartphone, entendeu?
- 13:52Por um iPhone XV, que eu ia trocar a maçã por um...
- 13:54Então, tipo assim, ele fala, pô, sessenta e quatro não, velho, só
- 13:57cento e vinte e oito. Ainda tem essas espécies, tá
- 13:59ligado? Então, era muito mais difícil de
- 14:01você ter uma relação comercial simples, sem o dinheiro.
- 14:06Então... Era um horror, era um horror
- 14:07essa época. Era um horror, devia ser
- 14:09horrível você ter qualquer relação.
- 14:11Mas as pessoas não deviam querer ter muita coisa nessa época, né?
- 14:14Não, mas as necessidades da vida vão além, né?
- 14:17Eu acho que devia ter muita gente bem alto o suficiente, né?
- 14:20Ah, é. Com certeza.
- 14:21Isso estimula você ter as coisas que você precisa.
- 14:25Eu acho que deve ser tão chato trocar as coisas que eu
- 14:27plantaria abacate, assim. Deve ser tão chato...
- 14:29Ah, beleza. Eu vou fazer uma horta aqui
- 14:31porque eu não quero... Nunca mais olhar pra cara...
- 14:34Isso. É exatamente isso.
- 14:36Então, o dinheiro vai lá e permite que as pessoas possam
- 14:40delimitar os seus trabalhos também.
- 14:42Então, por exemplo, eu vou ser o cara que caça.
- 14:46Todo dia eu acordo e vou caçar. E aí, eu vou ficando um melhor
- 14:49caçador do que se eu acordasse de manhã e caçasse, de tarde
- 14:52visse minha horta, de noite limpasse, entendeu?
- 14:55Então, eu vou especializando. o meu trabalho.
- 14:58Outra coisa que o dinheiro tem de utilidade é a unidade de
- 15:02conta, que basicamente é quando você compara o valor das coisas,
- 15:06porque o smartphone vale X, a maçã vale Y.
- 15:11Agora, é difícil de você mensurar...
- 15:13São diferentes os valores? São valores diferentes.
- 15:16Obrigado por explicar, tio. Repete para o ouvinte, talvez
- 15:20ele não tenha entendido. Tá bom, o smartphone vale X, a
- 15:23maçã vale Y. E o smartphone é bem mais caro
- 15:27que a maçã? Não necessariamente.
- 15:28Tá, beleza. O valor é subjetivo, depende da
- 15:32demanda. Não, mesmo preço.
- 15:33E aí, com essa unidade de conta, você podia colocar apenas em uma
- 15:38unidade de medida. Por exemplo, o smartphone vale X
- 15:41e a maçã vale três X. Tá ligado?
- 15:43Agora você consegue mensurar. Ou seja, pô, então eu preciso de
- 15:46três smartphones pra conseguir aquela maçã.
- 15:49O cara é o rei do negócio. O rei do comércio, falando.
- 15:53Mas é, tá ligado? Tipo assim, você consegue...
- 15:56Coloca no mesmo tabuleiro os elementos pra você conseguir
- 16:00criar planos, planejamentos, comprar coisas, vender coisas.
- 16:04Então, essa unidade de conta também é muito importante pro
- 16:07dinheiro. Pô, devia ser falsificado.
- 16:09O pessoal devia falsificar muito dinheiro nisso.
- 16:10Nossa, mas muito. Por isso que a galera, quando
- 16:12pegava aquelas moedas, dava aquela mordidinha pra ver se era
- 16:15moeda de verdade, tá ligado? Aqueles...
- 16:17Coisa clássica de desenho. E terceiro, reserva de valor,
- 16:19né? Que é tipo assim, pô...
- 16:21Você quer ser alguém rico? Você pode ficar juntando
- 16:24dinheiro. Não necessariamente você ficar
- 16:25juntando maçã. Pô, dá esse toque pro ouvinte
- 16:27aí. Como é que faz ficar rico,
- 16:28Vitinho? Juntando dinheiro.
- 16:30Ah! Tá bom.
- 16:32Se você quiser ficar rico... Não, eu acho que...
- 16:35Separa esse corte, que o Betinho vai mudar a economia do Brasil.
- 16:38Tá bom, tá bom. Você entendeu meu ponto, porra?
- 16:41Que antigamente não dava. Quem quiser ficar dinheiro, quem
- 16:44quiser ser muito rico, junta o dinheiro.
- 16:46Tá bom, tá bom. Se você juntasse maçã, as maçãs
- 16:50iam estragar, porra. Então não ia adiantar em merda
- 16:53nenhuma. Tô, óbvio.
- 16:54Não juntem maçã. Juntem dinheiro.
- 16:57Minha segunda dica hoje. Não juntem maçã.
- 17:00Em vez disso, juntem dinheiro. A aula de educação financeira é
- 17:04aqui, cara. Educação financeira pra gente.
- 17:07Legal, vai adotando aí, Vítio. Muito bem.
- 17:08O lance é... A grana, o dinheiro, a bofunfa,
- 17:14tem vários nomes também, né? Eles vão sendo substituídos ao
- 17:17passar do tempo por coisas um pouco mais, como é que eu posso
- 17:20dizer? Duráveis, coisas que têm uma
- 17:23raridade um pouco maior. E com o tempo, meio que foi
- 17:27sendo natural a moeda, o dinheiro, ser metal precioso.
- 17:31Principalmente ouro e prata. Que época é isso, assim?
- 17:34Que época que o ouro virou uma parada, assim?
- 17:36Cara, varia bastante de lugar pra lugar.
- 17:39Mas se der pra gente procurar, como é que eu posso dizer?
- 17:41O primeiro lugar, a primeira moeda, que eu acho que dá pra
- 17:45dizer assim, a gente tá falando da...
- 17:49Eu anotei o nome daquela. Da Lídia, de seiscentos anos
- 17:52antes de Cristo. Porque, por exemplo, a galera,
- 17:55os povos originários aqui, tinha ouro pra caralho, não tinha?
- 17:58Tinha ouro pra caralho. Mas não era um lance.
- 18:00Não era um lance. Não tinha utilidade naquela
- 18:02sociedade. Hum.
- 18:03Então, tipo assim, o ouro em si, ele não tem utilidade.
- 18:06É o... É a confiança de que o ouro tem
- 18:10um valor que vai poder fazer você trocar ele por um...
- 18:16Um Apple Watch que vai, tá ligado?
- 18:19Fazer você, tipo assim, eu quero o ouro porque vai significar
- 18:23dinheiro, vai significar poder. Tá ligado?
- 18:26Tá notando, né, Alexandre? Hoje o episódio, você vai sair
- 18:30rica daqui a vez. Muito bem, o lance é, o dinheiro
- 18:34tem todas essas utilidades, mas não vamos entrar hoje no
- 18:38assunto, talvez o mais importante dele, que é o seu
- 18:41papel sociológico. O papel sociológico do dinheiro
- 18:46é ele representar poder, confiança, e fazer você, às
- 18:50vezes, mudar de status social. A gente não vai entrar nessa
- 18:53seara, porque é um assunto muito mais complexo.
- 18:56Vai entrar em outras abordagens. E eu acho que a gente tem que
- 18:59dar o primeiro passo. Que é um passo um pouco mais
- 19:01além, né? Sobre o real significado do
- 19:04dinheiro. As pessoas não juntam dinheiro
- 19:07simplesmente porque elas precisam daquele serviço.
- 19:10O dinheiro significa muito além disso.
- 19:12Do que simplesmente querer um produto.
- 19:14Do que simplesmente querer um pedreiro pra arrumar a tua
- 19:16cozinha. Saca?
- 19:18Mas eu não vou me entrar porque é um papo muito longo.
- 19:20Muito bem. Alexandre, como você comentou, o
- 19:24primeiro dinheiro em moeda preciosa, em metal precioso na
- 19:28verdade, é esse dinheiro que é da Lídia.
- 19:31É pelo menos o mais antigo que nós temos registro.
- 19:34Na Lídia, onde fica no oeste da atual Turquia, eles misturavam
- 19:38ouro e prata, que na verdade é uma mistura natural, que era
- 19:42basicamente uma moeda feita e o nome desse material, dessa
- 19:47junção de ouro e prata era eletro.
- 19:50Moedas feitas de eletro. Essas moedas eram estampadas com
- 19:55símbolos que representavam a autoridade do governo, tá
- 19:58ligado? E aí isso fazia com que...
- 20:01E é muito interessante essa parte, porque primeiro, né,
- 20:03moeda fácil de transportar, de padronizar, de guardar, enfim.
- 20:09Mas tem um outro ponto que é o seguinte, né, que é tipo
- 20:11assim... Antigamente, você ter uma
- 20:15moedinha de ouro de uma grama representava que você tinha X de
- 20:20dinheiro. Uma moeda de ouro de duas
- 20:23gramas, você tinha dois X de dinheiro, beleza?
- 20:26Você tem o dobro de quantidade. Essas moedas começaram a mudar
- 20:30esse conceito. A gente começou a mudar, não é o
- 20:34peso que determina. e sim a estampa, tá ligado?
- 20:38Então você tinha ali moeda mais ou menos do mesmo peso, e a
- 20:43estampa e a confiança de que aquela estampa representava foi
- 20:47alterando o valor, né? Então, tipo assim, você tinha
- 20:50uma moeda de uma grama com o número cinco, representava cinco
- 20:53X. O mesmo peso com o número dez
- 20:56representava dez X. Então isso mudou.
- 20:58Que loucura. Cara, quando você...
- 21:02Eu estou falando aqui para o pessoal da época de vocês.
- 21:05Que loucura, eu não vou... Que loucura.
- 21:07Eu não vou entrar nessa. Não, é o mesmo papo da galera
- 21:11com o Bitcoin, com o papo de... Hoje em dia, eu não confio.
- 21:15Eu não confio em dinheiro digital.
- 21:17Primeira coisa, no final não importa muito o meio, tá ligado?
- 21:22O que importa é o valor simbólico daquilo.
- 21:26E uma coisa que eu acho que a gente tem que já tirar o
- 21:29elefante da sala, Alexandre, que eu anotei aqui no roteiro, é...
- 21:33Seu nome é Níquel. Ah, é verdade.
- 21:35Seu nome é Níquel. Níquel é uma moeda.
- 21:37Sim. De cinco centavos.
- 21:38Inclusive, tem uma busca muito legal.
- 21:41Eu não sei se eu já falei pra te fazer.
- 21:42Escreve roubo níquel. Roubo de, tipo, andarilho
- 21:46mendigo, assim. Roubo níquel.
- 21:49Olha que coisa linda. Com dois B?
- 21:50Isso. Ah, com H.
- 21:52Que isso? Roubo níquel.
- 21:53Olha que troço lindo. Vai, imagens.
- 21:56Caralho. São moedas...
- 22:00Caralho, maneiríssimo. Com H.
- 22:02É, são... Pessoal, H-O-B-O, níquel.
- 22:05N-I-C-K-E-L. Aproveita e me segue no
- 22:06Instagram. A bola que conta é chutar, né?
- 22:10Valeu, valeu, valeu. Basicamente, a galera faz artes
- 22:14desde os anos... Sei lá, tô vendo aqui, anos
- 22:16XIII, eu acho. Aham.
- 22:19É, o níquel é uma moeda de mil setecentos e cinquenta e um.
- 22:22É, então desde essa época o pessoal faz diferentes artes na
- 22:26moeda, assim. Muito foda.
- 22:27E aí tem muitos, assim, tem umas paradas muito legais, assim.
- 22:31É, e é legal também porque, tipo assim, é feito de um material de
- 22:35níquel, que é um composto químico, né, o níquel.
- 22:38Melhor. E com níquel e cobre, tá ligado?
- 22:42Eu esqueci o nome que fica, o nome da parada.
- 22:44Mas é um material e por isso que o nome da moeda ficou Níquel.
- 22:47Ficou popularmente conhecido como Níquel.
- 22:48Isso é uma maldição também, né? Porque eu não sei se a gente
- 22:51comentei isso, que a família é tudo metalúrgico também, né?
- 22:54Olha só. E aí, meu pai com os irmãos dele
- 22:58abriram uma metalúrgica há muito tempo atrás.
- 23:01Nome? Níquel.
- 23:03Só que daí todo mundo achava que você trabalhava só com Níquel.
- 23:05Olha só. Mas é, o Níquel é...
- 23:08O pessoal associa isso, né? Muito foda.
- 23:11Pô, é bonita, vocês acham, cara? Que isso?
- 23:13São lindas, né, cara? Muito bonitas, né?
- 23:15São muito legais. Galera, olha que vale a pena.
- 23:17Alguma imagem aí. RoboNickel tem umas coisas muito
- 23:19bonitinhas. Muito.
- 23:21Maneiríssimo. Muito bem, Alexandre.
- 23:23Como eu estava falando com você, a primeira moeda, metal
- 23:28precioso, foi lá na Lídia, no ano de seiscentos, mais ou
- 23:30menos. Mas nós temos registros na
- 23:32Mesopotâmia de dinheiro sendo usado.
- 23:35E aí, os dinheiros variam bastante.
- 23:38Inclusive, você sabe a diferença, moeda e dinheiro.
- 23:40Moeda é um material, saca? É um material, mesmo físico, uma
- 23:44moeda, como nós conhecemos, um objeto.
- 23:46Tá ligado? Dinheiro não.
- 23:48Dinheiro é esse negócio bem mais abstrato.
- 23:52Bem mais sobre confiança e tudo mais.
- 23:54Então, toda moeda é dinheiro, mas nem todo dinheiro é moeda.
- 23:58Tá bom. Conceito aí pra gente poder
- 24:01caminhar junto. Muito bem.
- 24:02Primeiro dinheiro, Alexandre, e não moeda.
- 24:06E nem papel, moeda, né? Ele provavelmente, tudo indica
- 24:10que é cevada. Cevada?
- 24:13De cervejinha? É.
- 24:14É. A cevada, galera, porque, tipo
- 24:18assim, era tão utilizada, a cevada era tão importante na
- 24:22Mesopotâmia Antiga, em várias sociedades da Mesopotâmia
- 24:25Antiga, cinco mil anos atrás, que a galera já chegava com a
- 24:30própria cevada pra fazer negócio.
- 24:33Tá ligado? Sabe que tu vai usar, assim.
- 24:35É, e muitas vezes a pessoa negociava e já comia cevada, já
- 24:39tomava, já fazia cerveja, já na hora já pegava pra fazer.
- 24:42Nós, junto com ela, ou um pouco depois, né, o mais próximo,
- 24:46temos registros de gado sendo utilizado e o gado...
- 24:49O gado é uma mão, né, do caralho.
- 24:51É, o gado você, pô, é bem mais fácil de você entender, né?
- 24:54Primeiro porque, pô, dependendo do bicho, é leite, é...
- 24:59Carne, dependendo do bicho, né? Força de trabalho, né?
- 25:03Pra usar em equipamentos e tal. Mas é uma merda tu negociar em
- 25:07gado, né? Devia ser complicado.
- 25:08Por quê? Ah, tu levar um gado num bar pra
- 25:11tu fazer uma festa. Pagar com gado.
- 25:13Pagar com gado os bagulho deve ser foda.
- 25:15É, não. Não devia ser muito de boa,
- 25:18assim. Ainda bem que passou.
- 25:19Mas o lance das conchas também devia ser uma merda, né?
- 25:21É. Mas a concha, eu vou te falar
- 25:23uma coisa, cara. É bonitinha, mano.
- 25:25Tá, mas daí a concha é foda. Porque daí tu só vai no mar e
- 25:27pega mais concha e tu tá rico. Então, mas aí é só valer um
- 25:30pouquinho. É, pô, esse programa é meio
- 25:33piada, mas é meio verdade também.
- 25:34Tipo, o problema do gado é o quê?
- 25:36Como é que você vai comprar pão? Você tem um gado, beleza, mas
- 25:38você vai comprar pão, fudeu. Vai ter que arrancar a pata?
- 25:41O que é que você faz? Não dá.
- 25:43Ah, velho. É, pô.
- 25:45E aí, enfim, os egípcios também, nós temos registros de grãos e
- 25:49gado, e outros animais também, né?
- 25:51E na China, em uma época bem próxima, nós temos essas
- 25:55conchas. Principalmente o que eles chamam
- 25:57de conchas de cauri, que são os búzios.
- 26:00Tá ligado? Aqui no Brasil a gente conhece
- 26:02muito como Búzios. Pô, é bonitinho.
- 26:04É lindíssimo. Tem tudo a ver com dinheiro.
- 26:06É bonitinho. E é muito resistente, bonito,
- 26:08difícil de você fazer um esqueminha.
- 26:11Tá aí um trabalho que eu queria ter, cara.
- 26:13Falsificador de Búzios? Não, ser desenhista de nota de
- 26:16dinheiro. Eu acho que isso aí eu ia fazer
- 26:18umas bem bonitas. É.
- 26:21Eu não sei, do Brasil aos bichos agora, né?
- 26:24É, pô. Como assim?
- 26:26Você não sabe? Eu não me lembro, cara.
- 26:27Faz tempo que eu não vejo. Eu sei que tem a carpa.
- 26:29O que mais tem de bicho? Tem mais.
- 26:30Macaco. Tem um que é de duzentos.
- 26:33Como é que é do duzentos? Do lobo-guará, né?
- 26:36Não sei. É.
- 26:37Cada um tem... Pois é.
- 26:39E aí, com o dinheiro digital, vai se perder isso.
- 26:42Vai. A arte...
- 26:43A arte perde, Alexandre. Assim como já perdemos a arte do
- 26:49LP pro MP-III. Olha!
- 26:52Pior que os encartes, eles eram...
- 26:57Eu tô com um bagulho de banda aí que eu tô fazendo, que eu tô
- 27:00super pilhado em bagulho de encarte, assim, tipo...
- 27:03Mas ninguém compra, né? Não, não, ninguém compra, mas é
- 27:05legal. Mas é legal, exatamente.
- 27:07Então, tô nesse dilema aí. Faz uns discos, cara.
- 27:10Será? Porque o CD já é meio disco, né?
- 27:13Sim, mas pelo menos a capa é maior.
- 27:15Isso é verdade. E tu pode fazer fita cassete
- 27:18também, né? Dá pra fazer, tá ligado?
- 27:20Posso fazer todos, né? Tipo, só diminuir a quantidade e
- 27:22ficar barato. Quem sabe, vamos lá.
- 27:25Mas aí, Alexandre, né? Como a gente tava comentando,
- 27:28essas... Sobre o que são as músicas do
- 27:30teu projeto? Sobre o quê?
- 27:32É, suas letras são sobre os cachorros.
- 27:37Como é que é a música dos cachorros?
- 27:39Cachorros... Abandonados...
- 27:43Boa, caralho. O Vítio tá perdido.
- 27:46Ué, explica aí, Vítio. Eu tinha uma banda, Aldo e
- 27:49Poscard, uma banda de hardcore melódico.
- 27:52E essa banda tinha uma música sobre os animais abandonados.
- 27:56E aí tem clipe, foi bonitinho o clipe.
- 27:59E aí, o nome do... Cachorros!
- 28:01Só que não tem nada disso que você tá fazendo.
- 28:04Mas, enfim. Tirei os cachorros da rua.
- 28:07Legal, legal. Salvei os cachorros.
- 28:10Somos ninguém sem nossos cachorros.
- 28:14É bem parecido. Bom, bom, beleza.
- 28:18Então tá aí, então, né? Já tá.
- 28:26Meu Deus, pelo amor de Deus, vai ser sobre qual bicho?
- 28:30Gato, imagina uma coisa. Eu queria ver o gato.
- 28:35É tudo meio punk paulista dos antigos.
- 28:36O gato. Muito bom.
- 28:40Muito foda, cara. Beleza?
- 28:42Podemos continuar aqui agora? É verdade, Vitinho.
- 28:45Isso aí eu não preciso de dinheiro pra me proporcionar
- 28:48essa alegria. Só preciso de ti, Vitinho.
- 28:50Não preciso de dinheiro. Beleza.
- 28:51Ok, então. Muito bem, Alexandre.
- 28:54Esses búzios... essas outras moedas, né?
- 28:59Elas aconteceriam em lugares espalhados pelo mundo, né?
- 29:02Quando a moeda em metal começou a...
- 29:05Metal precioso. Começou a rolar lá perto da
- 29:09Turquia, foi se espalhando e foi se popularizando pra alguns
- 29:12lugares, tá ligado? Como, por exemplo, a Grécia.
- 29:15O Império Persa e a Grécia utilizavam e provavelmente tem a
- 29:19ver com os lídios, né? Vai ser uma influência lá da
- 29:22Turquia. Eu acho que eu estudei lídios.
- 29:25Olha aí. Só queria comentar isso.
- 29:27Pode seguir. Tá bom.
- 29:29E aí, cara, qual que é o big deal do negócio?
- 29:32Os gregos começaram a... Não eles somente, né?
- 29:35Mas eles também começaram a ressignificar o sentimento, o
- 29:38significado. Ressignificar é importante.
- 29:40Muito bem. Muito bem, muito bem,
- 29:43ressignifica. Que é tipo assim, eles começaram
- 29:46a trazer, por exemplo, inscrições, símbolos nas moedas,
- 29:51principalmente de prata, que representavam as cidades-estado
- 29:54e também representavam os deuses de cada cidade-estado.
- 29:57Então ganhou uma outra conotação você ter dinheiro, saca?
- 30:00Por quê? Porque você estava exaltando um
- 30:03deus. Aham.
- 30:04Você tava diminuindo uma cidade-estado, atacando uma.
- 30:07Uma cidade-estado que, pô, toda a cidade, toda a Grécia tinha a
- 30:10mesma... Pô, era tudo de Atenas.
- 30:13Pô, a gente pode estar em várias cidades-estados aqui gregas,
- 30:15mas, pô, a gente só usa a moeda de Atenas.
- 30:16Então isso significa um poder da cidade, entendeu o que eu quero
- 30:19dizer? É outra... é outra coisa, né?
- 30:22Foi mais uma camada de complexidade pro significado do
- 30:25dinheiro. Muito bem, Alexandre Danick.
- 30:26E aí, nessa época, tinha banco? Na Grécia, não.
- 30:30Pelo menos eu tenho quase certeza que não.
- 30:32Mas uma coisa que é interessante é que, na China, eles começaram
- 30:37a utilizar o papel moeda. E o papel moeda, a partir do
- 30:40século VII, eles usavam com bancos.
- 30:43Tipo assim, por exemplo... O século VII já tinha banco na
- 30:47China? Isso, século VII.
- 30:48É, não, é incrível, é muito na frente.
- 30:51E aí na China, o que era o papel moeda deles?
- 30:54Eles tinham que ter o metal precioso, o ouro principalmente,
- 30:59depositava no banco e o banco dava um comprovante de que eles
- 31:03têm aquele dinheiro, entendeu? Ah, e aí que começou a treta.
- 31:06Papel moeda. E aí começou a facilitar ainda
- 31:08mais. Porque quando o dinheiro virou
- 31:11metal precioso, facilitou. Mas aí começou a história de
- 31:14lastrear pelo ouro, né? Não, não foi a partir daqui.
- 31:17Porque era metal precioso, eram muitos outros.
- 31:19O lastro do ouro é algo bem depois.
- 31:20Mas o lance de você lastrear por algo, sim, dá pra você se basear
- 31:26nisso. Caralho, não sabia que fazia
- 31:28tanto tempo assim. Cara, não, a China é muito
- 31:30doida. E uma coisa maneira também da
- 31:31China é que eles usavam na dinastia Zhou, dinastia mil
- 31:35cento e vinte e dois, é a era da dinastia Zhou, de mil cento e
- 31:38vinte e dois antes de Cristo até duzentos e cinquenta e seis
- 31:40também antes de Cristo, eles usavam umas moedas que eram uns
- 31:46peixinhos, umas faquinhas, chavinha, um machadinho, uma
- 31:50conchinha e uma inchadinha feita de bronze.
- 31:53Ah, era só as coisinhas. É, tipo, porque representava...
- 31:56Mas é fofíssimo. E representava o que ela
- 32:00representava. Tipo assim, você tinha uma
- 32:02moedinha de peixe, você comprava mais peixe.
- 32:04Dava pra comprar com inchada? Dava.
- 32:06Mas já era um pouquinho mais... Ah, não.
- 32:09Não, não, não, não. Os caras fizeram uma moeda pra
- 32:11cada coisa? Não, não é uma pra cada coisa.
- 32:13Como eu falei, dava pra você usar.
- 32:15Mas aí, tipo assim, a unidade de medida deles variava, porque,
- 32:18por exemplo, a da chave tinha um buraco no meio, aí era menos, tá
- 32:23ligado? Menos bronze.
- 32:24Agora, com chave, você queria comprar chave, você usava uma
- 32:27dessa, batia cem por cento, tá ligado?
- 32:29Então, tipo, mas era muito bonitinho.
- 32:30Depois deu uma pesquisada aí nas imagens, que vale a pena, que é
- 32:34muito louco. Os chineses são bons de
- 32:36dinheiro, então. São, são.
- 32:37Até hoje, né? Muito bem, que eles estão com
- 32:40Yuan digital, né? Que é moeda puramente digital.
- 32:43Outra moeda só digital agora, né?
- 32:45Então, que inclusive a galera acha que vai ser a tendência,
- 32:48né? Ah, sim.
- 32:49Esse é o meu medo. É isso que eu te falei.
- 32:54Caralho. O cara mora lá nos Estados
- 32:55Unidos, só com medo da China. Muito bem, Alexandre Henrique.
- 32:57Não, não, não. Não medo da China.
- 32:59Medo da moeda. Estado, tipo, teu...
- 33:01Porque vai vir o real digital, né?
- 33:04Aham. Vai.
- 33:05É isso, é isso. Real digital.
- 33:07Muito bem, quero, pra gente continuar aqui o nosso episódio,
- 33:11eu quero falar sobre alguns objetos curiosos que já foram
- 33:14utilizados como dinheiro. Mas antes, eu queria saber qual
- 33:18objeto você usaria como dinheiro?
- 33:20Cara, eu acho que a pulseira poderia ser uma coisa.
- 33:23Poderia ser uma, tipo, sabe borrachinha de dinheiro?
- 33:25Só que fazer uma borrachinha... Maior.
- 33:28Não sei, mais especial. É porque eu penso no negócio...
- 33:32Degradê, degradê. Porque o negócio que tu possa
- 33:34carregar com facilidade... E fácil de roubar também, né?
- 33:37Hum... É verdade.
- 33:39Daí vão desenvolver umas luvas de ferro.
- 33:42É, eu não sei, cara. Mas eu acho tão bonito essa
- 33:46ideia dos búzios lá das pedrinhas.
- 33:49É maneiro. É legal, cara.
- 33:51Fazer uma dessa digital, sabe? Um digibúzio?
- 33:54É, um digibúzio, eu acho que... Acho que tem alguma coisa aí.
- 33:58Buzicon. Tem várias, né?
- 33:59Tem várias. Mas eu acho muito louco, assim.
- 34:03O conceito de dinheiro é muito louco.
- 34:05Muito louco. Parece até que, tipo assim, é o
- 34:08tipo de coisa... Tem algumas coisas na
- 34:09sociedade... Eu vi um stand-up daquele Louis
- 34:12C.K. Que é o...
- 34:13Enfim, né? Fez várias merdas aí.
- 34:15É, que ele fala, tipo, não é muito louco como que as pessoas
- 34:17convivem e ninguém tá esfaqueando uma outra?
- 34:20Pra mim é meio isso, assim, tipo, dinheiro é tipo assim...
- 34:22Se você parar pra pensar, é surpreendente que todo mundo
- 34:25utilize a mesma parada. Tá ligado?
- 34:28E o conceito de, tipo, não, essa pessoa tem muito dinheiro porque
- 34:31ela tem um... E tudo bem, sabe?
- 34:33E tá todo mundo... Porque se todo mundo chegar e
- 34:35pensar assim, não, ela não tem muito dinheiro...
- 34:37Ela perde! Ela perde o dinheiro!
- 34:40Você tá ligado? Ela a gente fala, não, não tem.
- 34:44Agora você não tem mais. Aí a pessoa não tem mais
- 34:47dinheiro. Se todo mundo falar que não, não
- 34:50é não, Victor. Não é não.
- 34:51Tipo, Tipo, isso é muito louco. É muito, é muito, é muito.
- 34:55De ser lastreado pelo ouro, depois não ser mais.
- 34:58E daí a galera imprimir dinheiro pra...
- 35:00Os Estados Unidos fez dólar pra caralho na pós-pandemia, na
- 35:05pandemia. Tipo, fudeu tudo, assim.
- 35:06Tipo, tá tudo... Vai fuder mais ainda.
- 35:09E tipo, os caras só... Ah, não tem mais lastreado.
- 35:11Não, vamos fazer o dinheiro aí. Fazer uns...
- 35:14Faz aí, prime mais aí. Tem mais agora.
- 35:16É loucura demais, cara. É loucura.
- 35:17Mas por que tem mais? Porque a gente disse que tem
- 35:19mais. Tá, mas baseado em quê?
- 35:22Eu mandei fazer. Não, obviamente que tem um
- 35:25argumento econômico pra poder liquidificar, liquidifazer, não
- 35:30sei como que é, pra poder deixar mais líquido o dinheiro no
- 35:33momento onde o dinheiro tá sendo pouco gasto, entendeu?
- 35:36Então tem esses argumentos. Durante a pandemia o dinheiro
- 35:40tava debaixo do colchão, cara, das pessoas.
- 35:42Irado. As pessoas não estavam gastando.
- 35:44Irado. E aí, pra você deixar a economia
- 35:46mais líquida, mais dinâmica, você propositalmente imprima
- 35:50dinheiro pra fazer com que serviços mais básicos requeiram
- 35:53mais quantidade de moeda. É uma medida meio que normal,
- 35:57assim. E aí, de acordo com a inflação,
- 35:59de acordo com as demandas, você vai imprimindo e tirando
- 36:03dinheiro do mercado. Mas, cara, que imprimiu bizarro,
- 36:06né? Não, é estranhíssimo.
- 36:07É... Como eu te falei, cara.
- 36:09Imaginar que tá todo mundo usando a mesma coisa e é isso.
- 36:13Ainda mais quando virou digital, né, cara?
- 36:16O banco disse que é X. E eu falei, tá bom.
- 36:19Uma coisa que eu acho incrivelmente louco é que o
- 36:23banco não precisa ter o dinheiro.
- 36:24É. Tipo, o banco tem que ter, sei
- 36:26lá, dez por cento, alguma coisa assim.
- 36:28O banco não precisa ter o dinheiro.
- 36:29Que ele fala que ele tem. Que ele fala que ele tem.
- 36:33Tipo, real isso, cara. Isso é muito louco, assim.
- 36:35Tu pode... Tanto é que se a gente todo
- 36:36mundo sacar... Não dá pra todo mundo sacar o
- 36:39dinheiro do banco. Quebra o capitalismo e acaba.
- 36:41É isso. Essa é a verdadeira revolução.
- 36:44É juntar todo mundo... Todo mundo pega tudo de volta.
- 36:46É baseado em duas coisas, né? Tipo, ninguém pode pegar o
- 36:49dinheiro de volta. Tipo, se todo mundo pedir, tá
- 36:51fudido. Tem que separar.
- 36:52E todo mundo tem que acreditar que tem dinheiro lá.
- 36:56Não é muito frágil? Não é muito frágil, né?
- 36:59Tipo assim, não é facinho de dar merda?
- 37:00É, pô. É muito foda essa.
- 37:02Ah, tem. Não, porque tem.
- 37:04E é real só um número, assim, né?
- 37:06É. Na verdade, todos os conceitos
- 37:09de propriedade são muito loucos, assim, né?
- 37:10Tipo assim, ah, essa casa é minha porque tem um...
- 37:13Ah, o que garante que essa casa é minha?
- 37:15Ah, tem esse papel aqui. Que tá...
- 37:17Não, mas tá lá no fórum. Que é outro papel.
- 37:21É. Não, mas o que tem isso, papo?
- 37:24Um carimbo. O cara assinou, o cara assinou e
- 37:26botou um carimbo. Ah, não.
- 37:28Nesse caso, não tem como argumentar.
- 37:30Cara, mais um pouquinho, mais um pouquinho.
- 37:32Vai dar uma merda, vai dar uma merda.
- 37:34Então, a propriedade privada, ela se fundamenta na chancela do
- 37:40Estado. Vai dar uma merda.
- 37:41Vai dar uma... Vai dar uma revolução bizarra,
- 37:45assim. Sabe por quê, cara?
- 37:46Porque a propriedade é uma mentira.
- 37:49Mentira? Não é, não.
- 37:50Não é. Vamos usar o mesmo nível de
- 37:52argumento aqui no debate. É sim, é sim, é sim.
- 37:55É, porque tu falou que não é. Eu falo que não é mentira.
- 37:59Eu vou aí e vou matar teu cavalo.
- 38:01Ele é meu. Ué.
- 38:04É muito bom acabar o argumento com ué.
- 38:08Esse jeito é mais foda de discutir.
- 38:12Eu vou matar teu cavalo. Se pode, pode.
- 38:17Abre tua casa aí pra morador de rua.
- 38:20É muito foda. Todos os debates.
- 38:22Tem noção de quantos debates exatamente assim estão
- 38:24acontecendo agora no Brasil? Tu não gosta de propriedade
- 38:28privada, né? Não, dos meios de produção.
- 38:31Tô falando de quem... Tu acha que é teu ou de todos,
- 38:34né? Ué...
- 38:38Muito bem, Alexandre Henrique, muito bem.
- 38:40Debate de alto nível aqui hoje, hein, galera.
- 38:42Libere esse... Muito bem.
- 38:49Alguns objetos curiosos que foram, de fato, moedas.
- 38:53Ô, Vitinho, desculpa. Eu vou até pedir desculpa.
- 38:55Tudo bem. Não acredito que eu fiz isso.
- 38:57Eu retiro o que eu disse. Eu não quero pedir desculpa.
- 39:00Vamos colocar uma enquete nesse episódio.
- 39:03Só pra gente ter uma ideia de quantos porcento são a favor da
- 39:06propriedade privada e quantos são contra.
- 39:09É um dos nossos ouvintes. Dos meios de produção.
- 39:12Não, a minha pergunta é propriedade privada.
- 39:15Não, cara. Propriedade privada dos meios de
- 39:16produção. Propriedade privada, tipo assim,
- 39:18esse celular é meu? É meu.
- 39:19Tá, não. Tô até a favor da propriedade
- 39:21privada. Ué.
- 39:26Ai, cara. Só quer dividir a fábrica porque
- 39:29tu não tem fábrica. O celular tu tem é teu.
- 39:30É isso que eu sugiro. Ah, tu é muito do caralho,
- 39:36Vitinho. Tu é muito pau no cu.
- 39:40Foda, foda, foda. Ah, só porque eu tenho empresa.
- 39:43É isso, tu quer tirar a agência de podcast de mim.
- 39:46Eu quero um pedaço dela. É, o Suplicy já veio aqui, cara.
- 39:51Já veio, o Suplicy veio. Muito fofo.
- 39:53Muito bem, cara. Bem, as moedas estranhas, né?
- 39:57Os dinheiros diferentes, estranhos.
- 40:01Primeiro, os búzios, como eu estava falando, inclusive até o
- 40:05início do século XX, algumas regiões usavam.
- 40:09O século XX é mil novecentos e pouco.
- 40:13Em mil novecentos e pouco, tinha lugar da África, por exemplo,
- 40:16que usava búzios. Outro também foram as pedras
- 40:20rai. Esse aqui é doideira, é puro.
- 40:21Pedras rai? Pedras rai, principalmente nas
- 40:24ilhas de Yap, na Micronésia. Micronésia, mano.
- 40:29Pesquisa aí, cara. Como é que é o nome da moeda?
- 40:31Pedra de rai, encontrada nas ilhas de Yap.
- 40:34Yap? Na Micronésia.
- 40:35Vai dizer que Micronésia não existe.
- 40:37Não, não. Tudo existe aí, cara.
- 40:39Tudo existe. Tudo é muito real.
- 40:41E assim, a história, se você acha que isso já é pouco
- 40:45acreditável, tu vai ver o resto. Primeiro que elas tinham alguns
- 40:49metros de tamanho, essas pedras, redondas, tinha um buraco no
- 40:53meio, pra facilitar o transporte, tipo uma roda
- 40:56gigante, assim. E aí, eu juro, cara, e aí, tipo
- 40:59assim, qual que é o lance? Por isso que essa galera tá
- 41:01extinta já, né? Cara, pesquisa aí, pedra já.
- 41:04Não, essa galera, galera, esse pessoal daí.
- 41:06Não, não, não tá. Eles, primeiro, o tamanho da
- 41:10pedra variava o valor, né? E segundo, a história associada
- 41:15a ela. Se fosse uma pedra que trouxeram
- 41:18de um lugar muito longe, valia mais dinheiro.
- 41:20Que foda. É sério.
- 41:22Uma pedra que foi usada na compra de uma vaca foda, valia
- 41:26mais dinheiro. Então, tipo, variava muito,
- 41:29assim. E é legal que, tipo assim, a
- 41:31maioria das compras e vendas que usavam as pedras rai, nem
- 41:35precisava mexer. Porque ele falava que as
- 41:38pessoas, a comunidade, só aceitava que tinha um novo
- 41:42proprietário, tá ligado? Então, tipo assim, galera, a
- 41:44partir de hoje, aquela pedra lá, rai, é do fulano, né, Marminha?
- 41:48E todo mundo, ok, todo mundo de acordo.
- 41:50O que é um pouco parecido com um banco também, né?
- 41:51Então não faz... É meio que...
- 41:53E a pedra era tipo... A pedra.
- 41:55Grandona. Grandona.
- 41:57Sei lá, alguns metros. E ela dá pra quebrar?
- 42:00Ou era um NFT? Provavelmente perdi o valor, né?
- 42:04Quando quebrar. Mas aí eu não sei.
- 42:06O outro clássico é o sal, né? Acho que vocês sabem dessa
- 42:09história, que a palavra salário vem daí.
- 42:12Ah! Por isso é saldado, né?
- 42:13O cara aqui. Não.
- 42:16Foi boa, foi boa. O salário vem porque alguns
- 42:20soldados romanos, em alguns momentos, eles eram pagos com
- 42:24sal. Porque o sal tinha muita
- 42:27utilidade, principalmente você preservar alimento.
- 42:30E em muitas campanhas militares bem longas, você ter sal era
- 42:35muito útil, o que significava que você ia ter mais dinheiro.
- 42:36Então era normal pagar o salário do soldado com sal.
- 42:41E aí o sal varia muito, sabe? O cara ganha um sacão de sal.
- 42:46É um sacão, uma quantidade legal de sal.
- 42:48Pra render aí o mês. Inflacionado, assim.
- 42:51É, porque a ideia era meio que render o mês.
- 42:54Saca? Que é também a outra origem...
- 42:56A pressão dos caras tava... Fudida.
- 42:59Pá, porra. Pra caralho.
- 43:01Mas... Mas eu conheço gente que cozinha
- 43:02com muito sal. Você é um desses?
- 43:04Eu sou o oposto. Eu também não gosto muito, não.
- 43:07Eu não gosto de sal. Eu acho covarde.
- 43:08Eu sou o cara do pouco tempero, mano.
- 43:10É mesmo. Eu tô virando um pimenter,
- 43:12ultimamente. Porra, pimenter...
- 43:13Nossa, esquece o que eu falei, cara.
- 43:15Pra bela de uma pimenta, um biquinho... nossa estou
- 43:19influenciado e estou virando mais pimenta mas quem está te
- 43:22influenciando? a Catarina olha vou ficar quieto
- 43:28aqui, vou pular aqui o roteiro vai tirar a edição?
- 43:32vamos lá ela falou que não tem problema eu falar dela, só não
- 43:37posso falar coisas absurdas então está tudo ao seu controle
- 43:41você está muito preocupado agora com o que está dizendo tá bom
- 43:45Então... Isso eu juro que é verdade.
- 43:48Tem gente que escuta o podcast e conta pra ela se eu falo alguma
- 43:52coisa que menciona ela. É, mas você nunca falou dela.
- 43:56Não, são os amigos. Ah, tomando uma vez, eu fui em
- 43:58tal lugar. Não, mas é tipo só os amigos
- 44:00deixando o saco, assim. Bonitinho, bonitinho.
- 44:03Ok, ok. Eu vou atrás de vocês, se vocês
- 44:05me enganarem. Dito isso, eu acho fofo, tá bom?
- 44:10Caraca. Cara, essa boca.
- 44:11Tá do lado deles ou tá do meu lado?
- 44:13Ah, não. Tô do lado da Catarina, coitada.
- 44:15Que tá aguentando você o dia inteiro.
- 44:18Esse presentão aqui. Ah, tu sabe que eu sou o último
- 44:23romântico. Muito bem.
- 44:24Continuando aqui, que hoje já foi demais.
- 44:26Já abriu demais o jogo. O que você comprou com seu
- 44:29primeiro salário? Presentão.
- 44:31Já que é esse o seu nome. Cocadinho.
- 44:37Eu comprei um CD do Pulley. Olha aí.
- 44:43Daquela banda de hardcore. Você...
- 44:45Primeira grana que eu recebi, que eu lembro de um show.
- 44:50Eu era bem, bem, bem jovem. E aí eu me lembro que eu
- 44:54comprei... Eu comi uma pizza e comprei o CD
- 44:58do Pulley. Foi o que deu.
- 44:59Maneiro, pô. Mas salário?
- 45:01Você trabalhava? Não, não, não.
- 45:03De salário, salário, assim... Ah, é mesada?
- 45:06Não, não, não mesada. Tô dizendo de show.
- 45:07Fiz um show, peguei dinheiro. Ah, tá.
- 45:10Você fez? Quando eu era, sei lá, comecei a
- 45:13fazer banda, a gente organizou um showzinho e já ganhou um
- 45:16dinheirinho, assim, sabe? Foda demais.
- 45:17Já rolou. Então, acho que essa foi a
- 45:19primeira grana, assim. Agora, de salário, eu me lembro
- 45:21que eu comprava muito CD. Comprava muita coisa de música,
- 45:24assim. Porque era meio isso.
- 45:27E tu, Vitinho? Cara, eu não me lembro
- 45:29exatamente, eu trabalhei em uma lan house, meu emprego meu, lá
- 45:33na Japoíba. E essa lan house, pagar mal, né,
- 45:38óbvio, e Na minha cabeça vem refrigerante, mano.
- 45:42Refrigerante e doce de amendoim. Mas eu não tenho certeza se era
- 45:45isso, não. Cara, eu me lembrei esses dias
- 45:46que quando eu dava aula... Primeiro que eu lembrei que eu
- 45:49dei aula de baixo durante um tempo numa escola de música.
- 45:52E aí eu lembro que eu ganhava tão mal que dava, tipo, a
- 45:55passagem e o cachorro quente sobrava, tipo, sei lá, um pouco.
- 45:59Era muito desgraçado. Eu lembro que eu ganhava muito,
- 46:01muito mal. Professor, filho.
- 46:04É, mas de música, né? Cara...
- 46:07É meio que o ato de ensinar é desvalorizado independentemente,
- 46:12tá ligado? É, mas naquela época era comigo,
- 46:14eu não gostava, entendeu? Ah, e hoje eu não ligo mais.
- 46:17Hoje eu não me importo. Hoje eu entendo que ser
- 46:20professor é errado e tal, tem essas coisas.
- 46:23Isso é um crime. Entendo isso, assim.
- 46:26Perfeito. Mas era muito ruim ganhar mal,
- 46:28galera. Nossa, você ganhava mal, tipo
- 46:30assim... Nossos ouvintes aqui, é tudo
- 46:33rico, os ouvintes. Ah, é?
- 46:34Sabia? Sabia que na maioria dos nossos
- 46:36ouvintes tem um alto poder aquisitivo?
- 46:38Ah, é? Isso é um dado que nós temos?
- 46:40É. Eles só não pagam por nada
- 46:41porque eles são otários mesmo. Alto grau de otarismo também,
- 46:45né? Alto grau de otarismo e de
- 46:46aquisitivo. Eu gosto de reclamar, mas eles
- 46:48não têm como nos dar dinheiro. Isso é o mais legal.
- 46:49Não, a gente nunca divulgou porra nenhuma, é, cara.
- 46:52Não, mas nós vamos fazer um apoia-se.
- 46:54O que que não? Aí é uma coisa boa pra eu vir te
- 46:56falar, né? O que que a gente pode oferecer
- 46:58pra eles, né, de apoia-se? Eu não sei, cara.
- 47:00O que que tu acha? Eu não sei.
- 47:01Episódio exclusivo, né? Ah, isso é o mais sem graça.
- 47:04Mas eu acho que é o grande... A gente podia fazer uma prancha
- 47:05de surf e dar uma prancha de surf autografada por um
- 47:08personagem. A gente podia inventar dois
- 47:10personagens do surf. O...
- 47:14Podia ser o Lauro Quebradeira, que sou eu.
- 47:17Quebra as ondas, né? E tu é o Tonico da Aquilha.
- 47:20E eu sou o Lauro Quebradeira. A gente autografa essa prancha.
- 47:24E ela vai ser... Porque ela é assinada por nós.
- 47:26Tem o valor de três milhões de reais.
- 47:30Cara, tô gostando. Tô gostando do pitch, hein?
- 47:33E aí a gente... A gente faz uma rifa.
- 47:38Só pros selecionados. Só quem é que tá, cara?
- 47:43Aí que tá é foda. Cada número da rifa é dez
- 47:48milhões. Ou seja...
- 47:52Ou seja... Aí fica a bagatela distrita pi.
- 47:56E a gente faz o quê? Salva a economia dos nossos
- 48:01irmãos do Equador e injeta um pouco de dinheiro em roupa pra
- 48:05gente, cara. Pra gente ficar super transado.
- 48:09Esse é o seu plano, esse é o seu plano.
- 48:12O que tu faria do que é o despertar leão?
- 48:14É, é um episódio exclusivo, cara.
- 48:16Ah, meu, para que dê cagada. Ninguém quer nos escutar.
- 48:19Eles querem outras coisas, querem...
- 48:21Vamos fazer um Olifês, né, tu? Olifês.
- 48:25Tá bom, então. Tu ameaça...
- 48:28A gente pode fazer o Olifês ao contrário.
- 48:32Todo mundo já está assinado, só que a gente só tira o nome das
- 48:35pessoas, né? Quando você manda um e-mail,
- 48:38você fala, quero retirar meu nome do Olifês, aí você tem que
- 48:40pagar. Paga cinquenta pesos por mês, eu
- 48:43mando uma foto do meu pé. Vai rolar, vai rolar.
- 48:47Ouvintes, deem sugestões nos nossos Instagrams pessoais, por
- 48:51favor. Muito bem, Alexandre.
- 48:52Utilizava-se antigamente dente como moeda também.
- 48:56Dente de gente? Algumas vezes de gente e a
- 48:59maioria das vezes de animal, tá ligado?
- 49:01E na Polinésia e na Melanésia o dente era utilizado.
- 49:06Melanésia, velho. Melanésia.
- 49:08E aí tinha a ver também com fertilidade, com poder e tal,
- 49:11misturava as coisas, né? Dente de baleia lá nas ilhas de
- 49:14Fiji e Tonga, em Tonga, Eles eram utilizados pra pagar, né?
- 49:20Coisa, usa com dinheiro normal. E também, em cerimônias, era
- 49:23utilizado como presente. Então, tipo, era muito comum o
- 49:26vagabundo chegar um montão de... É tipo dar o... cortar a gravata
- 49:30no casamento. Era tipo isso.
- 49:31Mas o dente balé deve ser grande, né?
- 49:33Imagino. É uma dentola.
- 49:35Eu imagino que ele seja exatamente do tamanho de uma
- 49:36caixa de leite. Não, não sei.
- 49:38Aí vale a pena pesquisar. Mas, Alexandre, também era
- 49:41utilizar o cigarro, tá bom? Aí, que nem nos presídios, né?
- 49:44Exatamente. Não, mas é literalmente isso.
- 49:46Tipo, durante as guerras mundiais, né?
- 49:48Muito normal. Sabe qual é uma das moedas
- 49:51internacionalmente usadas no presídio?
- 49:52Qual? Muito famosa.
- 49:54Vou falar depois do próximo bloco.
- 49:58Eu gosto de imaginar a minha Lamborghini.
- 50:01Que cor ela vai ser? Óbvio que vai ser amarela.
- 50:03Amarela. Ela vai ser uma Lamborghini
- 50:05amarela. Você pretende ganhar dinheiro
- 50:07como pra comprar ela? Vendendo roupa?
- 50:10Com a KTO, Alexandre. KTO.com.
- 50:13KTO.com é um site de aposta maravilhoso que tá postando
- 50:16história pros brothers já tem um bom tempo e que é um site de
- 50:19aposta onde é muito fácil você botar dinheiro e tirar dinheiro.
- 50:22Só nisso já é uma sacanagem. Mas não para por aí.
- 50:25Porque a KTO, você pode apostar numa lista gigantesca de
- 50:28esportes Tem muito esporte. Tem futebol, basquete, vôlei,
- 50:31ligas locais. Tem futebol feminino.
- 50:33Tem muito futebol. Eu já falei basquete.
- 50:37Tem muita coisa que pode apostar.
- 50:39E, Alexandre, a melhor parte, talvez, é porque você tem um
- 50:42contato de peer-to-peer. Diretamente.
- 50:46Peer-to-peer. Eu achei aquela publicidade de
- 50:49aposta. É de curso de inglês.
- 50:51Você consegue falar diretamente com pessoas.
- 50:54Diretamente. Se você tiver alguma dúvida e
- 50:59entrar no Instagram da KT Online Brasil, você vai tirar qualquer
- 51:02dúvida que você tiver, tá bom? Que vai ser gente de verdade
- 51:05respondendo e fazendo você ficar tranquilo pra poder apostar mais
- 51:08graninha ali. E outra coisa, não parou por aí.
- 51:11A gente tem um cupom, Alexandre. Um cupom.
- 51:15Um cupom. Está no inglês ainda, né?
- 51:17Um cupom de free bet, que é o seguinte.
- 51:19Basicamente, a primeira aposta que você ouvinte for fazer,
- 51:24quando você colocar lá RR, por exemplo, você vai colocar o
- 51:27cupomzinho de HPBVINTI. Você vai colocar esse cupom e aí
- 51:32você vai ganhar vinte por cento em cima do valor que você botar,
- 51:35irmão. Coisa maravilhosa.
- 51:38Quanto é que fica, Datena? Só com dez reais.
- 51:42Com doze. Ah, bom.
- 51:43É o matemático. Ah, inglês e matemática e
- 51:46datena. Três coisas que eu gosto
- 51:48bastante. É...
- 51:48Três coisas. Tá bom.
- 51:55Vamos, Níquel. É, isso aí, cara.
- 51:57Muito obrigado, Cateó, por estar tanto tempo com a gente.
- 51:59Cateó. E qual que é o site, Níquel?
- 52:04Qual que é o site, Níquel? Ah, para de impressionar os
- 52:07guriquinhos. KTO.com, KTO.com, KTO.com.
- 52:16Galera, voltamos. Acabou o próximo vlog.
- 52:22Miojo. Papo reto.
- 52:23Miojo é uma moeda usada em tudo. O cara pediu muita mentira.
- 52:31Mas é verdade. Você arrependeu, você
- 52:33arrependeu. Eu acho que é verdade.
- 52:35Não, eu vi na Vice. Miojo.
- 52:38Moeda. Depois que eu falei que o
- 52:39monstro é de merda, querido... Não lembro.
- 52:42Miojo usado no presídio. Aqui falou, Alexandre, você está
- 52:46certo. É uma troca valiosa nas prisões
- 52:50nos Estados Unidos. Superou o cigarro.
- 52:52Caralho. Aqui tem uma matéria de dois mil
- 52:55e... dois mil e vinte e quatro? Miojo vale mais que cigarro nos
- 52:59presídios. Caralho, a cotação do miojo
- 53:01subiu. Não, mas é real a cotação subiu.
- 53:04Maneiro, maneiro. Que legal, né, pessoal?
- 53:06Olha aí, ó. Se vocês forem presos...
- 53:08Leva um pacotão aí, né? Tá bom.
- 53:10O inhame era utilizado também, porque na Papo Nova Guiné...
- 53:14Primeiro porque o inhame é muito útil, né?
- 53:17É rico em carboidrato, vitamina, um monte de coisa.
- 53:20E ele pode ser armazenado por muito, muito tempo.
- 53:23Esse é um grande lance. Então, sobre reserva de valor,
- 53:27ele tinha uma utilidade muito grande.
- 53:28Então, tipo assim, você entrava na casa de alguém, tinha baús de
- 53:31inhame. Inhame é um nome estranho, né?
- 53:33Parece um funho que deu o nome pra essa...
- 53:35Inhame, é, meio funho. Tu gosta de um inhamezinho?
- 53:38Pô, adoro. Eu quase nunca como, cara.
- 53:40Mas é ok. Mas não tem aí, em São Paulo
- 53:44deve ter, pô, de substituir batata ou inhame?
- 53:48Não. Aqui de vez em quando tem, eu
- 53:50gosto. Inhame, se tu cozinhar errado,
- 53:51tu morre, né? Não, inhame?
- 53:55Não, não, não, inhame não. Eu concordei, mas depois é outra
- 53:58coisa. Inhame é muito bom, cara, pra
- 54:01fazer com bacon. Pequenos pedaços de bacon, sabe
- 54:04aqueles... Inhame é uma batata, né?
- 54:06Basicamente. É, sim.
- 54:08Mas um purezão, né? Um purezão com os pequenos
- 54:10pedaços de bacon. Sabe aqueles que você encontra,
- 54:13hum, tirei a sorte grande, tá ligado?
- 54:15Tipo isso. É uma delícia.
- 54:17O gado, como eu já falei, né? As moedas de ferramentas, como
- 54:20eu já comentei também, que lá na China antiga eu utilizava, né?
- 54:22As pequenas inchadinhas, uma faquinha, uma chavinha.
- 54:27Era tudo feito de bronze. Pele de animal.
- 54:30Então, castor, raposa. Tinha um animal muito utilizado,
- 54:35que era Marta, o nome do animal. Que ele é tipo uma fuinha, saca?
- 54:39Bonitinho. Eles trocavam por fuinha?
- 54:41Pele de fuinha, basicamente. Marta.
- 54:43Porque fazia roupa, né? Lugar frio.
- 54:44E aí tinha uma utilidade muito grande pra fazer roupa.
- 54:46E aí nós temos também, por último, as barras de ferro.
- 54:49Barra de ferro era utilizada principalmente entre o século
- 54:52XVII e XVIII na África. Eles chamavam de barra e ferro.
- 54:55E eles faziam... Bonitinho.
- 54:57Bonitinho. Eles faziam ferramento e tal.
- 54:59Então a barra já vinha pra você fazer uma ferramenta, a
- 55:01utilidade dela. Vitinho.
- 55:03Oi. Como tá... tu é contra o
- 55:04progresso e a propriedade privada, como tu resolveria o
- 55:08esquema de dinheiro? Continuaria tendo dinheiro no
- 55:10mundo tópico? Com certeza.
- 55:12Só que, como é que seria? Tu teria tudo?
- 55:15Ué, não tem como seria. Ia ter dinheiro, ia ser igual.
- 55:22Ia ter dinheiro, como todo mundo tem dinheiro.
- 55:24Só com o rosto do nosso líder, é isso?
- 55:26Eu... bônus. Mas é...
- 55:30Não, não, não. Enfim, dinheiro não tem nada a
- 55:32ver, pô. Dinheiro é outra coisa.
- 55:34Tu deixa a bateria igual. É, pô, mas é que sempre foi, né?
- 55:37O capitalismo, ele vem depois do comércio, do dinheiro.
- 55:41O dinheiro, o comércio, o mercado, ele é muito anterior ao
- 55:45capitalismo. Tu adora esses papos, né?
- 55:50Eu gosto, eu gosto. Acho legal, acho bonitinho.
- 55:52Bonitinho. Olha que filha da puta, né?
- 55:56Legal, então, legal, então. Vou te matar por último, então,
- 55:59da revolução. Muito bem, cara.
- 56:03Mas aí o lance, né, que hoje em dia, pra terminar o episódio,
- 56:06hoje em dia, né, a digitalização completa do dinheiro tá causando
- 56:11medo em muita gente, principalmente sobre segurança e
- 56:14privacidade, né? Mas a digitalização do dinheiro
- 56:17provavelmente vai incluir, vai promover uma inclusão
- 56:20financeira. Então, gente que não tem acesso
- 56:25ao dinheiro, a moeda... Vai ter uma conta vazia.
- 56:27Não, vai poder ganhar um smartphone e pronto.
- 56:30Ela vai ter acesso a todo o dinheiro lá que...
- 56:33Que foda. É tipo dar uma carteira para um
- 56:35cara muito pobre. Não, pô.
- 56:37Ó, a gente mudou aqui, mudou a moeda.
- 56:41Pega essa carteira. É um serviço.
- 56:44É um serviço. Tipo assim, por exemplo, fazer
- 56:46um Pix. Ela vai poder fazer um Pix, pô.
- 56:49Caralho do caralho, velho. Tu é muito pau no cu.
- 56:55E a partir de agora, todo morador de rua vai poder usar
- 56:58uma marina pra guardar seu barco também.
- 57:03Eu achei foda, Betinho. Eu achei foda.
- 57:06Você entendeu. Não vou nem me explicar porque
- 57:08você entendeu essa porra. Tu vai ter o desconto de quinze
- 57:11por cento pra comprar o teu look de viajar.
- 57:13O teu aero look. Quanto foi?
- 57:18É isso aí, Viti. Beleza.
- 57:22E aí? Gostou do episódio?
- 57:24Gostou? Aprendeu sobre dinheiro?
- 57:25Absurdos, mentiras. Absurdos.
- 57:28Adorei. Eu gosto de dinheiro, cara.
- 57:30Eu gosto dessa história. Acho que ela não faz nenhum
- 57:31sentido. Acho que durante a Revolução vai
- 57:33ser uma loucura. Ah, uma coisa que eu sou a favor
- 57:36da tua Revolução. Todo mundo só pode ter no máximo
- 57:39três casas. Você é a favor?
- 57:41Eu sou a favor. Todo mundo só pode ter esse
- 57:43caso. E o que tiver de casa a mais,
- 57:45vende o dinheiro, vende, vende, vende, vende, o governo vende,
- 57:51mais barato, pega esse dinheiro e vai pro Grêmio.
- 57:54Pra, tipo, ter novas contas, pra finalmente trazer o Halad.
- 57:57Ok. Acho que essa é a ideia.
- 57:58Ok. Tu é a favor do...
- 58:00Tu sabe que eu não sou, né? Não, não.
- 58:01Eu acho que, tipo... Três casas?
- 58:03Tu é contra? Não, acho que dá pra ter, né?
- 58:05O problema não é quem tem muito, é quem tem pouco, porra.
- 58:07Então, mas tu acha que dá pra todo mundo ter...
- 58:09Sobra. Já está sobrando casa pra
- 58:11caralho. Todo mundo...
- 58:12Tu acha que todo mundo pode ter as casas?
- 58:13Pode ser cinquenta casas? Não.
- 58:15Cinquenta é demais. Então, qual o limite?
- 58:19Cinquinho. Cinquinho?
- 58:20Cinquinho. De casa foda.
- 58:22Cinco é um bom número? Do homem mais rico do mundo,
- 58:25sim. É, tipo, a possibilidade.
- 58:26Tu pode ter mais... Se tiver mais de cinco, tu vai
- 58:28ter que doar. É.
- 58:29Vai perder. É isso?
- 58:30É isso. Tá.
- 58:31Eu voto em três, porque eu acho que ninguém precisa de cinco
- 58:33casas. Não, ninguém precisa.
- 58:34Pô, ter três casas já... Pô, daí tu tem a tua casa, tua
- 58:37casa de campo foda e uma casa da praia foda.
- 58:40Tu é muito rico. É.
- 58:41Tu é muito foda. Tu vai ter outra onde?
- 58:44Aí tu vai ter outro país, porque tu vai ser muito, muito rico.
- 58:46Três casas. Tá bom, então.
- 58:48Valeu, Karl Marx. Obrigado aí pelo papo.
- 58:50Que bom que, né? Vou anotar essa aqui.
- 58:52O que mais a gente pode fazer na nossa revolução?
- 58:54Na revolução? É...
- 58:57Tem muitas coisas, né, cara? Eu acho que, tipo assim, é
- 58:59tratar pessoas em situação de rua como um problema urgente.
- 59:04Tá. A maior prioridade de uma
- 59:06sociedade é isso. Tratar o Kafka, né?
- 59:10Aquele filósofo. A gente já teve essa ideia.
- 59:12A gente fez todo um plano de governo, lembra?
- 59:14É. Fizemos, é.
- 59:15E já esquecemos, né? Eu não lembro de nada, mas era
- 59:18bom. Mas era bom, é.
- 59:19Porque a gente ficou muito tempo fazendo.
- 59:21Depois que a gente se deu conta, por que a gente tava fazendo?
- 59:24Foi exatamente isso, foi exatamente isso.
- 59:26E aí... Eu não sei se tava tendo um papo
- 59:30da época, da política, enfim, não sei.
- 59:32Mas aí o lance é tipo... O Kafka fala de suicídio também,
- 59:37né? Tipo, que suicídio é o...
- 59:41A grande questão da filosofia é por que as pessoas se suicidam.
- 59:46Segundo ele. E aí eu acho que saúde mental,
- 59:49esses bagulhos assim... Felicidade, entendeu?
- 59:51Tipo assim, igual tá tendo a discussão hoje da escala seis
- 59:54por um, né? Do fim da escala seis por um.
- 59:56Eles querem mudar pra quantos? Eu não sei.
- 59:58Ah, o projeto de lei é porque... Eu tô muito desinformado.
- 1:00:00O projeto de lei fala até em quatro por três, mas é
- 1:00:05debatível, né? Quatro por três?
- 1:00:06Trabalhar quatro, desfogar três? É, mas aí, meu querido, é porque
- 1:00:09é projeto de lei, tipo assim, é pra negociar, entendeu?
- 1:00:12O que você faz quando você quer vender algo por mil?
- 1:00:14Tu oferece mil? Não, tu fala, mil e duzentos
- 1:00:17você leva, tá ligado? Agora, tu leva agora.
- 1:00:20E aí o cara vai negociando, você fala, tá bom, mil então.
- 1:00:23Aí você conseguiu o teu valor. É mais ou menos a mesma coisa.
- 1:00:25Cara, eu não sabia que eles estavam tentando quatro por
- 1:00:28três. É.
- 1:00:29E aí a ideia é por quê? Porque as pessoas são tristes,
- 1:00:31mano. Tu já trabalhou seis por um
- 1:00:35direto? Eu trabalhei quase a minha vida
- 1:00:36toda. Já, já.
- 1:00:37Maluco, pô. Não, o que eu acho é que ninguém
- 1:00:39aguenta trabalhar oito horas. Também, né?
- 1:00:41Mas aí saiu, né? Vamos devagar também.
- 1:00:44Não, eu acharia mais plausível diminuir o número de horas.
- 1:00:47E aí manter seis? É, cinco, talvez.
- 1:00:50Cinco, cinco, dois... Seis horinhas.
- 1:00:52Seis horas, é. Não, seria incrível já.
- 1:00:55E eu menos ainda. Eu trabalho menos ainda.
- 1:00:56Dois cinco? Isso.
- 1:00:58Deixa eu contar um segredo, gente.
- 1:00:59É isso que você vive hoje, tá? É meio isso.
- 1:01:04É dois... Não, não.
- 1:01:05É sete e zero. Mas é um horinho e meio no
- 1:01:07máximo. Eu tenho que trabalhar.
- 1:01:09Cara, trabalhar é errado. Trabalhar é demais.
- 1:01:12Tem que ir lá, tem que alongar. Não, não.
- 1:01:15Eu tô indo na academia construir um monstro agora.
- 1:01:18Perfeito. Tira o ônibus.
- 1:01:20Tem que ver quantos supinos eu tô levantando.
- 1:01:22A galera da academia é a favor da jornada seis por um?
- 1:01:25Seus amigos lá? Da terça-feira às dez horas da
- 1:01:27manhã? Pô, cara, tem que manter, mano.
- 1:01:31Tem que manter seis por um, pô. Ninguém quer trabalhar.
- 1:01:35Ninguém quer trabalhar mais, pô. Da academia às dez.
- 1:01:38Ah, tá maluco. E é louco, né?
- 1:01:39Se a pessoa tá feliz com o trampo dela, se ela gosta do que
- 1:01:44ela faz, ela, pô, tá mais feliz, ela vai, pô, trabalhar melhor,
- 1:01:47vai comprar mais, vai poder viajar mais, vai poder gastar
- 1:01:50mais. Tá ligado?
- 1:01:51Tem muito dinheiro, cara. Hoje em dia, muito dinheiro, pô.
- 1:01:54Tem dinheiro demais, pô. Na mão de poucos, né, Vitinho?
- 1:01:56Caralho. Você não esperava essa aí?
- 1:01:58Não, eu não esperava. Você não esperava?
- 1:02:00Tinha que estar na mão do Grêmio, tá ligado?
- 1:02:03Você não esperava isso. Eu não falei que não.
- 1:02:06Eu não falei que não tinha que estar na mão do Grêmio.
- 1:02:08Ok. Beleza?
- 1:02:10Vitinho, tem mais alguma dica para os nossos ouvintes ficarem
- 1:02:13ricos? Para a gente guardar mais
- 1:02:15dinheiro, acumular mais dinheiro.
- 1:02:17Não juntar maçã? Cara, algo que me ajudou a
- 1:02:22juntar um pouquinho de dinheiro é...
- 1:02:25Sonegar. Galera...
- 1:02:29Não, não, não. Imposto o nome já diz.
- 1:02:32Impondo alguma coisa. Já não é legal.
- 1:02:35Já não é legal impor. Cara, eu...
- 1:02:39Eu mudei de carreira, né? Então, tipo assim, tem carreira
- 1:02:42que não dá... Mudem de carreira?
- 1:02:43Não. Tenha no seu leque de opções
- 1:02:47mudar de carreira. Pelo menos é o que funcionou pra
- 1:02:49mim. Usa aquela camiseta da Paris
- 1:02:52Hilton. Não seja pobre.
- 1:02:54Aquela camiseta é muito foda. Acho que essa tem que ser a
- 1:02:57mensagem pros ouvintes. Está being poor?
- 1:02:59É assim? É muito foda a camiseta.
- 1:03:02É muito do caralho, tipo... Ai, Vitinho.
- 1:03:05Beleza? Gostou?
- 1:03:06Aprendeu? Se divertiu?
- 1:03:07Muito, aprendi muito. Nosso ouvinte tá muito feliz
- 1:03:10também. Que bom, mano.
- 1:03:11Então é isso. Essa é a história do dinheiro.
- 1:03:16Vitinho, o episódio acabou, mas a nossa mensagem não.
- 1:03:19Qual que é a nossa mensagem? Essa mensagem é sigam a gente no
- 1:03:22Instagram do História Pros Brothers.
- 1:03:25Dê aquela quinta estrelinha, repassa esse podcast.
- 1:03:27Que estrelinha onde? No Spotify, né?
- 1:03:32Spotify. O player aquele.
- 1:03:34Mas vai nos outros players também, que o Spotify não nos
- 1:03:37paga. Então vai em tudo que é player
- 1:03:39aí, onde você nos escuta. Perfeito.
- 1:03:41O importante é você repassar o episódio no Instagram, nos
- 1:03:45stories. Isso que faz diferença.
- 1:03:47O podcast tá crescendo, inclusive.
- 1:03:49É, verdade. Por conta disso.
- 1:03:50Então, a gente tá sempre enchendo o saco de vocês.
- 1:03:52Então, tá funcionando. E tá funcionando, né?
- 1:03:54Então, lamento, galera. Vamos continuar.
- 1:03:56Mas, ô, Vitinho. Tu viu alguém aí que mandou
- 1:03:59mensagem? Sim, acabei de ver aqui o
- 1:04:00Jonathan Brock. Muito bonito o homem.
- 1:04:05Ele é muito bonito mesmo? Ou tu tá falando só pra agradar?
- 1:04:08Não, o cara é gato. Olha aí.
- 1:04:10Vê se você consegue ver. Dá o arroba.
- 1:04:12É, ele tem cabelo comprido. E toca violão.
- 1:04:14É, tá meio desfocado, mas ele parece meio Jesus.
- 1:04:17É, meio Jesus, é. É o cara que põe efeito pra
- 1:04:21você... O Jesus europeu.
- 1:04:23É, o Jesus... É isso, é.
- 1:04:24O Jesus europeu. E...
- 1:04:26Bonitão. E, ó, o homem compartilhou
- 1:04:30várias vezes aqui. Várias?
- 1:04:31Tô subindo aqui, ó. Vários shares.
- 1:04:34E hoje compartilhou do episódio que saiu que é top dez melhores
- 1:04:37livros. Ele botou bonitinho.
- 1:04:38Olha que gente boa. Deixa eu ver.
- 1:04:40Ele foi falando que assim, ó. Pô, livro tal, nunca li.
- 1:04:43Livro tal, já li. Olha que legal.
- 1:04:46Que participativo. Jonathan.
- 1:04:50Jonathan, tu é pica, parceiro. Tamo junto.
- 1:04:52Tu, tu. Mandei um áudio.
- 1:04:54Um áudio mais carioca que eu já vi na vida, cara.
- 1:04:56Foi mal, foi mal, cara. Tá bom, tá bom.
- 1:04:57Não, não preciso te desculpar, cara.
- 1:04:59Não, eu tenho vergonha de dar um de ouvir, né, cara?
- 1:05:01Não, mas eu achei ótimo. E o nosso podcast que a gente
- 1:05:04vai fazer, vamos continuar nessa DR.
- 1:05:06Ah, é, né? Cara, pior que a gente parou ali
- 1:05:08a DR. A gente não conversou mais sobre
- 1:05:11isso. Então, basicamente, seria um
- 1:05:13novo podcast com nós dois falando meio que parecido um
- 1:05:16formato um pouco, ou pelo menos com essa possibilidade de
- 1:05:20formato. A gente podia criar quadros.
- 1:05:23Quadros. Sabe que eu sou a favor de
- 1:05:25quadros, é. E o primeiro, tipo, um
- 1:05:28programa... É, tipo, um quadro pra ser o que
- 1:05:30que fica bom com pipoca. Daí a gente diz as coisas
- 1:05:33como... Aí o outro quadro pode ser o que
- 1:05:36não fica bom com pipoca. Aí acaba o episódio.
- 1:05:39Vocês estão vendo a dificuldade com o que eu passo, gente?
- 1:05:41Então, as conversas ficam aqui, nesse paraíso.
- 1:05:44Aí o ASMR de pipoca, a gente foi.
- 1:05:46Especial Pipoca, o nome do episódio.
- 1:05:50Não, todos os episódios vão ser assim.
- 1:05:51Vão ser sobre pipoca. Top três pipocas pelo mundo.
- 1:05:55Galera, viajei pelo mundo do Google Earth e encontrei...
- 1:05:59Procurei achar alguma pipoca pela rua e não achei, galera.
- 1:06:04Procurando pipoca no Google Up É o nome do quadro E aí arrumou um
- 1:06:09barulho de ambiente E o barulho do mouse clicando, assim, tá
- 1:06:12ligado? Que é só em áudio, tá ligado?
- 1:06:15Galera, tô entrando aqui Na cidade de Olinda.
- 1:06:19Não achei pipoca ainda no chão. Pipocast.
- 1:06:23Tem que rolar pipocast. Cara, esse episódio ia ser muito
- 1:06:26foda. Especial pipocast.
- 1:06:27Esse quadro... Não, o quadro do pipocast ia ser
- 1:06:30foda. O que mais a gente podia...
- 1:06:33Já acabou, já viu a butaria já, né?
- 1:06:36Não, não. As pessoas gostam de...
- 1:06:39Eu não sei se... É muito batido, mas as pessoas
- 1:06:42gostam de conselhos, né? Conselhos.
- 1:06:45O quadro de conselhos bosta. Mas aí é foda, dar conselho é
- 1:06:51uma merda. Porque tem sempre os conselhos
- 1:06:53genéricos, né? Com não-selhos.
- 1:06:57Olha ali, cara. He did it again, ladies and
- 1:07:00gentlemen. Não, mas assim, ó.
- 1:07:03Tipo, o cara vai dizer, ah, estou insatisfeito com o meu
- 1:07:06trabalho. Vai embora.
- 1:07:08Demite, pô. Não, não, não, não.
- 1:07:10A gente não é tão idiota assim. Não, a gente não...
- 1:07:12Mas a gente não é idiota, mas a gente vai dizer o que qualquer
- 1:07:15um diria. Ah, vai dando uma olhada em
- 1:07:16outro trabalho, conversa, tenta melhorar o que tu tá fazendo.
- 1:07:19Mas aí é só selecionar e-mail bom também, né?
- 1:07:21É que eu não sei se a gente tem capacidade de ajudar alguém de
- 1:07:25um jeito não óbvio. Se a gente realmente quiser
- 1:07:29ajudar a pessoa. Acho que sim, cara.
- 1:07:30Se a gente quiser falar, tipo, falar merda, eu consigo.
- 1:07:34Bastante. Tu não acha que tu já não passou
- 1:07:36por poucas e boas, como diriam as velhas línguas?
- 1:07:40Não o suficiente. Pra ser um cara sábio.
- 1:07:44Não é sábio, mano. Primeiro, tem muita gente que
- 1:07:48não quer solução. Ela quer ver alguém sentindo
- 1:07:51junto. Já fica longe de mim.
- 1:07:54Tem muita gente que quer compartilhar e ver que você tá
- 1:07:58compadecendo da dor do outro. Então, como é que eu vou mentir,
- 1:08:01cara? Não é mentir, mano.
- 1:08:03Mas eu não consigo ter empatia. Porra, imagina uma história.
- 1:08:05Tipo assim, ó, eu sou mãe solteira, tenho três filhos.
- 1:08:08E, pô, trabalho numa escala seis por um.
- 1:08:11Dá pra ter quatro. Porque tem três, tem quatro.
- 1:08:15Porra. Tu não tem pena?
- 1:08:18Não, eu acho que tem como ser. Você tem pena, sim.
- 1:08:20Não vou falar que é muita, tô mentindo.
- 1:08:22Mas tem um pouco. Pena do pai.
- 1:08:25Fugiu dela porque tem motivo. Tem que abandonar três crianças
- 1:08:28de tão chata que é essa mina. Ai, meu Deus.
- 1:08:30As três crianças que ele tiver a gostar de ser um pai presente...
- 1:08:34Conselho. Na orelha dele aqui, ó.
- 1:08:36Não parava. O conselho é, bro, foi tarde.
- 1:08:41Bom. Se salvou.
- 1:08:43Ok. Já tô com raiva dessa minha
- 1:08:44imaginação. Tá bom.
- 1:08:46E acabou, né? Qual o outro quadro que...
- 1:08:49Comentando notícias. O quadro pode ser Empatia de
- 1:08:52Zero a Dez, pra ver se a gente tem empatia.
- 1:08:54Empatiaço, né? Um empatiaço.
- 1:08:57Empatiômetro. Um empatiômetro.
- 1:09:00Aí o Pipoca ou Não. Um, dois, né?
- 1:09:05Pipoca ou não é outra coisa. Isso aqui é uma pipoca?
- 1:09:09Isso aqui que a gente podia fazer, isso aqui que a gente
- 1:09:10podia fazer, a gente podia fazer o primeiro quadro de pesca, como
- 1:09:13se a gente estivesse pescando. E aí só na...
- 1:09:17Ó, tá vindo o... E aí tu diz...
- 1:09:19Ih, soltou. E o silêncio enorme de três
- 1:09:23minutos, quatro minutos. A gente não põe som de água, nem
- 1:09:26de nada. Só fica eu e tu falando.
- 1:09:28Olha ali. Úmrica boa!
- 1:09:29É peixe. Aquilo ali é peixe.
- 1:09:31É peixe mesmo. É, esse quadro é se é peixe ou
- 1:09:33não é peixe. Porque às vezes a gente vai
- 1:09:37pegar coisas diferentes. Às vezes a gente pode pegar...
- 1:09:39Cara, você não percebeu que é por isso, né?
- 1:09:41Que o podcast não muda. Tá ligado?
- 1:09:43Porque a gente não consegue ter um diálogo.
- 1:09:45Eu tive ideia ruim, então. As ideias que tu deu foram boas.
- 1:09:49Vamos lá, vai. Qual a tua ideia?
- 1:09:50Cara, ó, comentar notícia. Cinema, falar de cinema.
- 1:09:53Comentar notícia, não é maneiro? Qual a notícia?
- 1:09:56Sei lá, ué. Escala seis por um que tá
- 1:09:57rolando agora, enquanto a gente grava.
- 1:09:59Será que as pessoas se interessam pela escala?
- 1:10:02Não, falando sério. Tu acha que as pessoas...
- 1:10:05Acho que só funciona nesse espaço diário.
- 1:10:07Não, o giro da semana. Notícias da semana dos famosos.
- 1:10:16A pausa que eu dei, né? Que eu pensei.
- 1:10:18João Krasinski é eleito o homem mais sexy do mundo pela revista
- 1:10:22People. Ótimo episódio.
- 1:10:23Ah... Mais sexy do mundo?
- 1:10:26O que é ser sexy? Porra.
- 1:10:28Mais... Não, não.
- 1:10:29Pela mania, tem um homem muito mais bonito que o Krasinski.
- 1:10:31E não me intera mal. Pelo exemplar de um homem.
- 1:10:33Hum. John Krasinski.
- 1:10:36Mas ele tem uma cabeça desproporcional pro resto do
- 1:10:38corpo. É, ele é meio Doug Fanny.
- 1:10:40Ele é meio Doug Fanny, é. E com todo respeito.
- 1:10:43Mas tem corpos melhores também. Tu acha que...
- 1:10:46Não, não, não. Não, não, não.
- 1:10:48Vai com calma que o Krasinski deu uma melhorada...
- 1:10:50Não, ele... Não, mas tão falando do mais do
- 1:10:52mundo. Ele tá drogado.
- 1:10:53Ele tá drogado. Tá todo cheio de pico.
- 1:10:57Tá testosterona batendo ali, ó. Irritado o dia inteiro ele tá.
- 1:11:01Então, é isso, pô. Bruno Marquezine aposta em look
- 1:11:04de cem mil e brilha em red carpet.
- 1:11:07Então, né? Tá aí.
- 1:11:08Cem mil, vale a pena um look? Você é rico?
- 1:11:11Gasta cem mil em look? Eu gostaria.
- 1:11:12Tipo assim... Foi muito rápido.
- 1:11:14Você, tipo assim, é muito rico? Cem milhões de reais no...
- 1:11:18Na conta. E aí você, pô, vai pra um rolê.
- 1:11:20Tipo assim, você vai pra um belo rolê, uma festa muito foda.
- 1:11:24E aí você vai comprando as coisas, você, pô, lá no carrinho
- 1:11:27da Amazon, parece lá. Total, cem mil reais.
- 1:11:30Tu compra? Ah, eu tiro a meia.
- 1:11:32Eu tiro a meia do carrinho. Ah, dá noventa e nove.
- 1:11:35Ah, apertou aqui. Cara, não tem como uma roupa de
- 1:11:38cem mil ser bonita pra homem. Pra mulher, acho que tem.
- 1:11:40Pra homem, não tem. Porque pra homem, como é que tu
- 1:11:43vai deixar... Tu vai ser um Daniel Alves,
- 1:11:46assim. A menos que você seja o Kanye
- 1:11:48West, né? Lantejou...
- 1:11:50Cara, cem mil, acho que não dá. Que isso, cara?
- 1:11:51Balenciaga, esse bagulho? Deixa eu ver quanto é que é um
- 1:11:53tênis da Balenciaga. Destruíram a marca, né, gente?
- 1:11:56Virou rodoviária, né? Sabia que Balenciaga...
- 1:11:59Balenciaga era uma marca de... O cara desenhava tênis pra...
- 1:12:03Desenhava vestido pra rainha. Olha aí.
- 1:12:05Era um bagulho... É da Balenciaga da Espanha, né?
- 1:12:08E aí ele fazia, ele foi meio que aquela parada de ser meio
- 1:12:12criança prodígio, fazer vestido pra todo mundo.
- 1:12:14Era a marca que, sei lá, chegava a galera lá, os de horda, toda
- 1:12:18essa galera de moto, todo mundo falava, não, quem sabe é o
- 1:12:21Balenciaga. Eu vou aprender com o
- 1:12:22Balenciaga, o Balenciaga é o cara.
- 1:12:24Aí virou uma marca fodida, aí um pau no cu comprou e cagou a
- 1:12:27marca. Tá aí, as roupas, tênis
- 1:12:28bagaceiro. Aquelas roupas de...
- 1:12:30Ai, nossa, que choque! Eles fez um esquilo que é um
- 1:12:34tênis. Realmente.
- 1:12:35Um tênis da... Ó, um tênis da Valenci...
- 1:12:36Ah, não, é do Chopri. Deixa eu ver.
- 1:12:39Balunciaga, né? Não, ó, Balenciaga, um tênis da
- 1:12:43Balenciaga, doze mil reais, cara.
- 1:12:46Tá dado. Não, relogião.
- 1:12:48Cara, eu vi esse brother, eu vi um cara numa exposição de arte.
- 1:12:53Ah, tu falou uma vez. Eu falei, era esse tênis aqui
- 1:12:55que eu tô vendo, onze e duzentos e oitenta.
- 1:12:56Trabalhador, pô, acorda cedo todo dia, com certeza.
- 1:12:59Jornada, esse aí é... Fez é seis por um, sete por
- 1:13:01zero, esse aí. Esse aí...
- 1:13:03Merece, pô, ele merece. Cara, são meio feios esses
- 1:13:05tênis, velho. Não, não vou nem entrar nessa,
- 1:13:07porque a gente nunca sabe de onde pode vir a publicidade.
- 1:13:10Mas o... Cara, Balenciaga não vai nos
- 1:13:13patrocinar. Ah, eu não sei.
- 1:13:15Eu já me surpreendi muito comigo mesmo.
- 1:13:17Muito bem, Alexandre. Então, assim, podemos ter
- 1:13:19notícias... Tu quer acabar o episódio, né?
- 1:13:21Não, nós podemos ter notícias. Vitube diz que viveu coisas
- 1:13:25perigosas no parto de Ravi. Quase fomos pra UTI.
- 1:13:28Quase fomos pra vala, ela falou. Baco e tênis feio, velho.
- 1:13:32Caralho, tu é realmente sem empatia nenhuma, né?
- 1:13:35A mulher contou uma história horrível, cara.
- 1:13:38Quase voou pra vala, né? Caralho, foi só maldade, pô.
- 1:13:41Que isso, cara. Não, é só um novo jeito de
- 1:13:45falar. Tu foi só mal, pô.
- 1:13:48Tu foi só mal, não tem nada. Não tem humor, não tem nada.
- 1:13:52Tu foi só mal. Eu tenho um laudo que me isenta
- 1:13:55de culpa. Caralho, cara.
- 1:13:59Eu sou doente, cara. Eu sou doente, pelo amor de
- 1:14:02Deus. Tá aqui na testada, me dá cinco
- 1:14:04mil reais. Muito bem, cara.
- 1:14:06Legal, legal. Por que o cara vai escutar o
- 1:14:08nosso podcast, cara? Porque, pô, às vezes o cara quer
- 1:14:11dar uma resetada na mente também.
- 1:14:13Tá, ele quer um podcast leve. Isso, isso.
- 1:14:16E se a gente tentar tratar os assuntos mais pesados da semana
- 1:14:19de forma muito leve? Não vai dar nenhum problema,
- 1:14:22cara. Com certeza que todo mundo vai
- 1:14:23entender. O que é assunto...
- 1:14:25Vai ser o quadro brincando com tudo.
- 1:14:30Tragédias da semana. Giro de tragédias, galera.
- 1:14:33Qual foi a tragédia que aconteceu essa semana?
- 1:14:35Tipo, teve algum furacão, alguma coisa?
- 1:14:38Teve. Sempre tem, né?
- 1:14:40É... Cara, eu não vou ler não, mano.
- 1:14:42É muita morte. É muita morte.
- 1:14:43É furacão? Não, cara, é muita morte.
- 1:14:46Deslizamento. Deslizamento.
- 1:14:48Ah, deslizamento. É muita...
- 1:14:50Não dá, cara. Apaga aí do pitch.
- 1:14:55Não vai ter, não vai ter. Tá.
- 1:14:57Tirei o dá pra brincar com tudo. Tragedias da semana.
- 1:15:02Semana. O que eu dei horroroso.
- 1:15:07O quadro onde a sua lágrima vira um sorriso.
- 1:15:12A animaçãozinha, né, da abertura.
- 1:15:15A lágrima caindo e virando sorriso.
- 1:15:17Tragédias da semana. O Vendaval secou suas roupas.
- 1:15:22Ou como a narração, tipo, desses programas do SBT, tipo, esse
- 1:15:27garotinho resolveu sair pra brincar.
- 1:15:29Cuidado com o precipício, garoto.
- 1:15:31Aí, sendo esmagado, agora é pra ter, tá ligado?
- 1:15:36E aí uma risada de fundo, assim. Isso, é.
- 1:15:38Porra, tem muito feat, cara. Esse quadro não vai dar também.
- 1:15:43Que quadro que... Tipo assim, pensa tu como
- 1:15:45ouvinte. Que podcast tu escutaria?
- 1:15:47Então, eu gosto de... De cultura pop.
- 1:15:51Eu gosto de notícias que atualizam e atualizam leve.
- 1:15:55É legal. Tu escutaria mesmo isso?
- 1:15:57É, por exemplo. A gente tá vendo...
- 1:15:58Acabou de sair o último episódio de Pinguim.
- 1:16:00Não vi ainda. É...
- 1:16:01E um podcast que eu sei que, pô, eu assisto o Pinguim, e aí eu
- 1:16:06vou ouvir depois pra ter outros insights, e também, pô, leve, é
- 1:16:09maneiro. Eu acho que o lance de ser leve
- 1:16:12é um bom conceito. E se a gente sempre...
- 1:16:15Todos os títulos de todos os episódios serem mentira.
- 1:16:22Não mentira, mas vem comigo. Pra falar que a verdade é muito
- 1:16:27também. É tipo assim, a gente fala
- 1:16:29especial pinguim. E a gente fala sobre...
- 1:16:31Cara, é impossível. E a gente fala sobre diferentes
- 1:16:40pinguins. E sucesso.
- 1:16:43O pinguim da tática, do cerveja. O pinguim, aquele da ciência que
- 1:16:48passava no final, o pinguinzinho.
- 1:16:49O jogo do pinguim. A gente fala muito sobre...
- 1:16:52Top pinguim. E aí, todo título de todo
- 1:16:54episódio vai ser uma mentira, cara.
- 1:16:56Eu acho que... Imagina a retenção negativa.
- 1:17:01Primeiro podcast com retenção negativa da história, pô.
- 1:17:06É o nome do podcast também, né? Retenção Negativa, né?
- 1:17:10Esse nome também é muito bom. Olá, vocês estão...
- 1:17:14Retenção Negativa! A gente vai junto, assim.
- 1:17:20Começa a soprar o microfone. Todos os efeitos sonoros da
- 1:17:30trilha é a gente que faz também. É, a gente pode fazer um podcast
- 1:17:34de storytelling só com a boca. Então eles estavam na guerra.
- 1:17:38Piu, piu, piu, piu, piu, piu, piu.
- 1:17:41E sem corte, né? Faz mais pulo.
- 1:17:44Piu demais. Faz um tanque aí.
- 1:17:47Que tanque é esse, cara? O tanque tá vindo.
- 1:17:50Cuidado, Marlon. Vai ser Marlon e Rodrigo na
- 1:17:54guerra. Legal, legal.
- 1:17:56Esse podcast. No mundo do podcast.
- 1:17:59Sim, porque vai falar muito Marlon.
- 1:18:01Vai começar sempre assim, o Marlon e o Rodrigo.
- 1:18:03Eles estão comentando antes da semana.
- 1:18:07Cara, e se a gente mudasse de nome de podcast todo mês?
- 1:18:09É maneiro também essa, hein? Essa é maneira, hein?
- 1:18:12Mas a gente nunca muda o nosso nome, que é Marlon e Rodrigo.
- 1:18:15Não, pô. Muda tudo mesmo.
- 1:18:17Tipo assim, todo mês é um podcast novo, cara.
- 1:18:19Aí no outro mês, tu é o Rodrigo e eu sou o Marlon.
- 1:18:24A gente pode sempre mudar. Um é o Marlon e o Rodrigo.
- 1:18:26Cada episódio, um. E aí, cada episódio, a gente
- 1:18:29chama a personalidade. A gente pode fazer um podcast de
- 1:18:34receber espírito, talvez. O postcast, né?
- 1:18:41É, o postcast. Eu recebi o espírito da tua tia,
- 1:18:46te lembra? Ah, eu lembro.
- 1:18:47É verdade. Dá pra receber espírito.
- 1:18:50Ou o IjaCast. O IjaCast.
- 1:18:52O que mais dá pra fazer? Qual o assunto?
- 1:18:58É que, ó, as coisas que eu gosto não tem nada a ver comigo.
- 1:19:01Tipo o quê? Por exemplo, eu gosto muito de
- 1:19:03escutar o Founders, que é aquele podcast sobre fundadores de
- 1:19:07empresas. Ou não necessariamente sobre
- 1:19:09fundadores de empresas, sobre, por exemplo, sei lá, tem um
- 1:19:12sobre o Tesla, tem um sobre o Agassi.
- 1:19:17Esse é o conteúdo que eu escuto. Tipo, que eu realmente escuto.
- 1:19:20E eu escuto muito What Went Wrong, que é o de cinema, como
- 1:19:27foram as produções dos filmes. Esses são os dois que eu mais
- 1:19:29escuto. E Tim Dillon, que é comédia.
- 1:19:31Então, eu não sei o que tu escuta.
- 1:19:32Tu escuta Jovem Nerd, né? Tu ainda escuta Jovem Nerd?
- 1:19:35Escuto. Esses xadrez verbal, que daí os
- 1:19:38caras são muito inteligentes, né?
- 1:19:39É giro de notícias, poxa do Jebal.
- 1:19:41Mas eles são inteligentes. São, são.
- 1:19:43Pra caralho. Mas não é...
- 1:19:44É o que eu quero dizer, tipo assim...
- 1:19:46Eles teriam vergonha de ser meus amigos, né?
- 1:19:48Se eles fossem. Não.
- 1:19:49Não? Acho que sim, acho que sim.
- 1:19:50Eles teriam vergonha. É, acho que teria.
- 1:19:51Acho que eles teriam vergonha de mim.
- 1:19:53Acho que teria, mas assim, também, hein?
- 1:19:55Normalmente, tipo assim. Faz parte.
- 1:19:58É, tipo... Então, continuando.
- 1:20:00Cara, a galera gosta muito de true crime, pensando nas
- 1:20:03tendências, né? True crime, a gente pode mentir.
- 1:20:06Fala de false crime? É, os false crime.
- 1:20:09E conta histórias que não existem.
- 1:20:11É, ou a gente pode contar, falar que o verdadeiro crime é a
- 1:20:15jornada seis por um. Caralho.
- 1:20:16Caralho. False true crime.
- 1:20:19False true crime. Esse pode ser um quadro também.
- 1:20:22Do Marlon e Rodrigo? Marlon e Rodrigo.
- 1:20:25Cara, eu acho, ou a gente pode ir pra esse lado, Marlon e
- 1:20:28Rodrigo aprontam altas aventuras, fazer um podcast
- 1:20:30completamente doente, com quatro, cinco quadros, um deles
- 1:20:36vai ser o giro de notícia, e aí a gente pode sempre deixar um
- 1:20:39quadro, vai ser um quadro novo toda semana.
- 1:20:41Não, eu acho que a gente podia ter, tipo assim, a gente sentar
- 1:20:43e fazer dez quadros. E aí, cada episódio tem três, tá
- 1:20:46ligado? E a gente vai alternando.
- 1:20:48Por mim, eu deixaria... Só trocaria um, que seria sempre
- 1:20:51o... Tipo, Marlon e Rodrigo estão
- 1:20:53pescando, ou alguma coisa assim. E os outros eu deixaria ser o
- 1:20:56Giro da Semana, que não pode ser esse nome, que é horrível.
- 1:20:59Tá, mas o conceito de Giro da Semana.
- 1:21:01É. Ok.
- 1:21:02Giro... Diário do Girino, né?
- 1:21:06Que... Que aí o Girino fala como é que
- 1:21:10tá a vida dele no lago. Ok.
- 1:21:12Tá, vamos lá. Diário do Desenho.
- 1:21:16Marlon e o Rodrigo convidam, que é o Espírita, na cama com o
- 1:21:21Kleber. Vai, vai, vai, moleque.
- 1:21:23Na cama com o Kleber é conselho sexual.
- 1:21:25Caralho. Na cama com o Kleber é conselho
- 1:21:30sexual. Eu sou o Cleber.
- 1:21:35Uma voz bem estereotipada mesmo, tá ligado?
- 1:21:39Foda, foda. É que...
- 1:21:41É sacanagem. Passa cheddar nela.
- 1:21:46Os piores chicken six-way, né? O que mulher gosta mesmo é de...
- 1:21:51É quando abre o cheddar back and back, esfrega nela que ela
- 1:21:54gosta. Cleber, na cama com o Cleber,
- 1:21:58vai estourar. Vai, vai.
- 1:22:00Esse vai. E a gente pode falar de saúde
- 1:22:02mental? Logo depois do quadro da cama
- 1:22:06com o Cleber, você importa sim, né?
- 1:22:09Vai ser... Ou...
- 1:22:15Pode ser assim, ó. Vai ser o síndico de um prédio
- 1:22:20que as pessoas... É o seu sídio.
- 1:22:23É, o seu sídio dá péssimos conselhos sobre saúde mental.
- 1:22:27O seu sídio. É o vilão, né, da história.
- 1:22:29É, ele é o pula, pula, o seu sídio.
- 1:22:32Que é o nosso saúde mental. Ah, cara, eu acho que é por aí.
- 1:22:37Masculinidade, frágil. A gente pode ser...
- 1:22:39A gente pode ser o... A gente pode falar sobre
- 1:22:42masculinidade. O nome do podcast é Aqui é Pro
- 1:22:45Mágico. Deixa eu pensar.
- 1:22:53A gente pode reclamar muito de coisas que não se reclama no
- 1:22:56Mimicast. Mimicast.
- 1:22:59Cada coisa é um podcast novo. Os quadros são quadros.
- 1:23:03São podcasts. É isso, então.
- 1:23:06Tá bom. E um podcast de cortar cabelo.
- 1:23:08Pra gente dar dica de como cortar cabelo?
- 1:23:10Não, a gente fica cortando cabelo.
- 1:23:12Um couro de tesoura e falando sobre como tá ficando.
- 1:23:15Esse também... Eu digo assim, ó.
- 1:23:21Tá bem curto agora. Você prefere redondinho aqui
- 1:23:24embaixo? Ó.
- 1:23:26É tesoura? Aham.
- 1:23:29Gostei demais. O pezinho, você gosta de dar
- 1:23:34reto ou redondinho? É.
- 1:23:36Fijado. Cara, eu acho que por aí tem
- 1:23:38alguma coisa do que eu falei. Tem.
- 1:23:40Não, eu acho que assim, o ouvinte pode nos dar ideias.
- 1:23:42Só que o ouvinte agora só vai falar merda.
- 1:23:44Ouvinte, fala na moral o que você quer.
- 1:23:46Tá, mas tu acha uma boa ideia a gente tocar tudo pro caralho?
- 1:23:50Acho. Acho que...
- 1:23:52É, acho que ter um nome normal e ter quadros idiotas é legal.
- 1:23:59Eu gosto, eu divirto. Comentar coisa, é...
- 1:24:05Acho que é isso. Vamos ver o que o ouvinte acha.
- 1:24:07Tá bom. Ouvinte, mandem DMs pra gente.
- 1:24:09Mas manda DM na moral, ouvinte. Porque o ouvinte, com todo
- 1:24:11respeito, ouvinte, às vezes você acha que você é muito amigo
- 1:24:13nosso. Você não é.
- 1:24:14Por quê? Estão te xingando?
- 1:24:15Não, não é xingar. É tipo...
- 1:24:18Igual, por exemplo, ele faz um podcast de uma baleia se
- 1:24:20afogando, aí bota o microfone debaixo de uma piscina.
- 1:24:23Tipo assim, pô, beleza, cara. Entendi.
- 1:24:25Ele tava brincando, tá? Eu queria uma mensagem na moral.
- 1:24:29O ouvinte deu um pitch sério. É, eu queria na moral, tipo
- 1:24:32assim, pô, eu acho que seria legal ouvir um podcast assim.
- 1:24:33Ah, eu agradeço. Assim, ó, se tu fizesse um
- 1:24:36podcast, ouvinte, como você... Não.
- 1:24:37É, não, isso não é uma... Não, não, eu acho que, tipo
- 1:24:41assim, o que ele ouviria? O que ele ouviria?
- 1:24:43É, mandem o que vocês ouviriam. E se mandar qualquer clínica que
- 1:24:47vocês fizerem, não manda. Não manda essa merda aí.
- 1:24:51É, isso é irritante. Eu sei que é um elogio.
- 1:24:54E agradeço, é. Isso não me irrita, não.
- 1:24:56Isso não me irrita. É, eu lido mal com elogios.
- 1:24:59Falei da terapia. Tá bom.
- 1:25:00Só eu posso me elogiar. Tá bom.
- 1:25:03Vai lá, campeão. Fala a boca deles.
- 1:25:06Ai, tem que te contestar depois. Vai terminar o episódio.
- 1:25:08Tá, vou acabar o episódio. Um beijo.
- 1:25:09Tchau, tchau. Valeu, pessoal.
- 1:25:11Valeu.