Latest / Devaneios de uma Bruxa Solitária / O silêncio na Bruxaria | Ep 05
Transcript
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- 0:19SPEAKER_00: Olá a todas as bruxas do meu jardim, sejam bem-vindas ao episódio 5 do nosso podcast.
- 0:28SPEAKER_00: O silêncio na bruxaria foi o tema que eu escolhi trazer para nós neste episódio
- 0:36SPEAKER_00: e eu não vou falar sobre Aliás,
- 0:41SPEAKER_00: eu vou falar especificamente sobre a sensação de estarmos a fazer as coisas,
- 0:47SPEAKER_00: ou seja, a nossa parte espiritual, mas parece que está tudo silencioso.
- 0:53SPEAKER_00: Nós não ouvimos nada, não sentimos nada e parece que ninguém nos ouve lá no além.
- 1:01SPEAKER_00: Então nós hoje vamos falar sobre este silêncio na bruxaria,
- 1:04SPEAKER_00: mas não só,
- 1:05SPEAKER_00: na parte espiritual,
- 1:06SPEAKER_00: seja lá qual for a nossa crença,
- 1:09SPEAKER_00: E que às vezes nos parece que...
- 1:13SPEAKER_00: Ou até duvidamos e parece que estamos a fazer alguma coisa de errado,
- 1:18SPEAKER_00: sendo que às vezes é só silêncio mesmo, não é?
- 1:22SPEAKER_00: Vamos falar um bocadinho sobre isso.
- 1:25SPEAKER_00: Às vezes, quando nós pedimos um sinal, por exemplo, e parece que não há ninguém de lá.
- 1:33SPEAKER_00: Portanto, o sinal parece que nunca mais aparece, porque não há resposta, não há...
- 1:39SPEAKER_00: Não há nada que nos faça sentir que o sinal está a ser respondido ou que
- 1:45SPEAKER_00: a nossa pergunta está a ser respondida e às vezes tudo está quieto
- 1:51SPEAKER_00: e aparentemente não há uma resposta.
- 1:55SPEAKER_00: Mas é isto que nós precisamos de começar aqui a desmistificar, porque é assim.
- 2:00SPEAKER_00: Às vezes,
- 2:01SPEAKER_00: e obviamente que eu trago os temas,
- 2:03SPEAKER_00: é porque ou eu já passei por eles ou estou a passar por alguma coisa neste sentido.
- 2:09SPEAKER_00: Portanto, eu não trago para aqui os temas porque me apetece trazer para aqui os temas.
- 2:13SPEAKER_00: É porque ou eu já passei e tive dificuldade em entender ou então,
- 2:17SPEAKER_00: de alguma forma, estou a passar por isso.
- 2:19SPEAKER_00: Ou passei recentemente.
- 2:21SPEAKER_00: Mas às vezes,
- 2:23SPEAKER_00: nas redes sociais,
- 2:26SPEAKER_00: é muito possível nós compararmos-nos com aquilo que os outros bruxos, não é?
- 2:31SPEAKER_00: Nos vão mostrando, ou melhor, aquilo que eles querem mostrar.
- 2:36SPEAKER_00: E muitas vezes parece Que toda a gente incorpora,
- 2:40SPEAKER_00: toda a gente ouve espíritos e depois,
- 2:43SPEAKER_00: por exemplo, eu sigo uma pessoa que ela é médio, não é?
- 2:50SPEAKER_00: Portanto, médio escancarada, vamos dizer assim, e ela vê, ouve, conversa, incorpora, ela é tudo.
- 3:01SPEAKER_00: E às vezes dá a sensação de que os mentores, os guias dela, os que ela incorpora guias, não é?
- 3:07SPEAKER_00: Mentores dela.
- 3:10SPEAKER_00: Às vezes dá a sensação de que eles estão 24 horas sobre 24 horas com essa pessoa.
- 3:16SPEAKER_00: E parece que tudo o que acontece,
- 3:19SPEAKER_00: esses mentores e esses guias estão a falar ou estão a dizer,
- 3:22SPEAKER_00: olha, não vais para aqui, não faças isto, não faças aquilo.
- 3:26SPEAKER_00: E às vezes eu paro para pensar ou perguntar-me o que raios é que eu estou a fazer errado?
- 3:35SPEAKER_00: Porque eu não consigo estar 24 horas sobre 24 horas com os mentores no meu ouvido
- 3:41SPEAKER_00: a dizer faz isto ou faz aquilo.
- 3:43SPEAKER_00: Primeiro porque nós é que estamos aqui na nossa experiência,
- 3:48SPEAKER_00: nesta experiência terrena, terrestre.
- 3:52SPEAKER_00: Portanto nós precisamos de,
- 3:55SPEAKER_00: somos nós que temos o corpo físico,
- 3:57SPEAKER_00: precisamos de viver a experiência do corpo físico.
- 4:01SPEAKER_00: Então não tem como Os mentors ou os guias estarem constantemente,
- 4:05SPEAKER_00: ou a espiritualidade,
- 4:06SPEAKER_00: de uma forma geral,
- 4:07SPEAKER_00: estar constantemente à nossa beira,
- 4:11SPEAKER_00: sendo que nós temos que passar exatamente por aquilo que nós precisamos de passar,
- 4:15SPEAKER_00: seja lá o que for.
- 4:18SPEAKER_00: Então, da mesma forma como também conheço uma ou outra pessoa que não é bruxa
- 4:23SPEAKER_00: ou não trabalha com a parte bruxa,
- 4:25SPEAKER_00: da bruxaria,
- 4:25SPEAKER_00: digamos assim,
- 4:27SPEAKER_00: mas é aquele tipo de espiritualista, universalista, mas mais gratiluz, pronto.
- 4:33SPEAKER_00: Tem-se sempre que pensar positivo, tem-se sempre que... Estou a perceber, não é?
- 4:39SPEAKER_00: E essa pessoa também é do género que fala com mentores,
- 4:45SPEAKER_00: que analisa tudo intuitivamente,
- 4:48SPEAKER_00: que compra baralhos de tarot intuitivamente,
- 4:50SPEAKER_00: mas tem uns 400, 500, sei lá, 1000 baralhos, mas são os guias que a guiam.
- 4:59SPEAKER_00: Intuitivamente, não é?
- 5:00SPEAKER_00: Para que ela compre determinado baralho, não outro baralho.
- 5:06SPEAKER_00: Mas o facto é que essa pessoa,
- 5:08SPEAKER_00: além de trabalhar com várias entidades,
- 5:11SPEAKER_00: também trabalha com extraterrestres, dragões e tudo o que se possa imaginar.
- 5:18SPEAKER_00: E eu olhando para isto,
- 5:21SPEAKER_00: eu às vezes paro para pensar Obviamente que se não existissem as redes sociais,
- 5:26SPEAKER_00: eu jamais teria estes termos de comparação.
- 5:29SPEAKER_00: Então entramos aqui no ponto da comparação.
- 5:32SPEAKER_00: Se eu não tivesse as redes sociais,
- 5:34SPEAKER_00: ou se eu não tivesse nenhuma rede social,
- 5:37SPEAKER_00: ou se as redes sociais não existissem,
- 5:39SPEAKER_00: não existiria este ponto de comparação,
- 5:42SPEAKER_00: porque eu seguiria sendo aquilo que eu quero ser no meu ritmo,
- 5:49SPEAKER_00: sem me preocupar com aquilo que o fulaninho Ou a fulaninha está a fazer.
- 5:56SPEAKER_00: Então, quando há um...
- 6:01SPEAKER_00: E na minha visão,
- 6:03SPEAKER_00: não é possível os mentores estarem 24 sobre 24,
- 6:06SPEAKER_00: os guias, os espíritos estarem 24 sobre 24, a conversar connosco.
- 6:13SPEAKER_00: Porque era insalubre, ou até para a nossa sanidade mental, não seria propriamente benéfico.
- 6:21SPEAKER_00: Porque, como acabamos aqui de falar,
- 6:24SPEAKER_00: nós temos que viver as coisas da matéria e não estarmos somente a olhar para
- 6:31SPEAKER_00: a parte espiritual,
- 6:33SPEAKER_00: porque senão nós vamos deixar tudo o resto que pertence à matéria,
- 6:37SPEAKER_00: incluindo respirar, incluindo comer, não é?
- 6:42SPEAKER_00: Sentar no trono, por exemplo, não é?
- 6:44SPEAKER_00: São necessidades básicas do nosso corpo físico, não tem nada a ver com a parte espiritual.
- 6:49SPEAKER_00: Então, se uma pessoa
- 6:53SPEAKER_00: Diz que está...
- 6:54SPEAKER_00: Fala com os mentores e tem sempre... Está sempre a receber intuições ou está sempre...
- 6:59SPEAKER_00: Significa que ela não tem espaço.
- 7:02SPEAKER_00: Esta pessoa não tem espaço.
- 7:03SPEAKER_00: Acho que agora estou a atropelar aqui os pontos que eu tinha posto aqui, os tópicos, não é?
- 7:08SPEAKER_00: Mas tudo bem.
- 7:09SPEAKER_00: Significa que esta pessoa não está a ter espaço para integrar aquilo que ela precisa
- 7:15SPEAKER_00: de integrar e de viver na experiência da Terra.
- 7:21SPEAKER_00: Então...
- 7:22SPEAKER_00: O silêncio, na verdade, acontece a todos.
- 7:26SPEAKER_00: E se há algum espiritualista,
- 7:29SPEAKER_00: alguma bruxa,
- 7:30SPEAKER_00: algum bruxo que diz que nunca teve silêncio na espiritualidade,
- 7:33SPEAKER_00: eu vejo aqui duas possibilidades, embora uma é duvidosa para mim.
- 7:37SPEAKER_00: A primeira,
- 7:38SPEAKER_00: que é a que eu acho duvidosa,
- 7:40SPEAKER_00: significa que a pessoa consegue resolver todas as suas coisas,
- 7:44SPEAKER_00: mesmo estando com a espiritualidade eternamente no seu ouvido.
- 7:49SPEAKER_00: O que eu acho duvidoso porque muitas vezes há processos e processos.
- 7:54SPEAKER_00: E depois tem a segunda,
- 7:55SPEAKER_00: que eu acho que é mais comum,
- 7:59SPEAKER_00: que é a pessoa não está a fazer exatamente o processo sério de autoconhecimento ou
- 8:06SPEAKER_00: de espiritualidade ou de expansão,
- 8:08SPEAKER_00: sei lá como chamar,
- 8:10SPEAKER_00: e pode muito bem estar,
- 8:13SPEAKER_00: como é que eu vou colocar isto sem ser rude com ninguém, não é?
- 8:18SPEAKER_00: Mas pode muito bem estar num processo não obsessivo,
- 8:22SPEAKER_00: mas pode ser também, num processo dependente, cu-dependente, não é?
- 8:28SPEAKER_00: Mas também pode não estar efetivamente a trabalhar,
- 8:35SPEAKER_00: não é de forma correta, não é bem isto, mas é de forma séria, vou colocar assim, ok?
- 8:42SPEAKER_00: A expressão.
- 8:44SPEAKER_00: Não é um sinal de fracasso.
- 8:45SPEAKER_00: Isto é o primeiro ponto que eu quero que tu tenhas e prestes atenção.
- 8:48SPEAKER_00: Quando tu fazes as tuas coisinhas,
- 8:50SPEAKER_00: fazes as tuas oferendas,
- 8:52SPEAKER_00: fazes o que tens a fazer dentro da tua crença e não ouves,
- 8:56SPEAKER_00: não há sinal da parte espiritual,
- 8:59SPEAKER_00: parece que ninguém te responde e parece que se esqueceram de ti,
- 9:05SPEAKER_00: isto não é um sinal de fracasso.
- 9:06SPEAKER_00: Já vamos ver porque é que isto não é um sinal de fracasso.
- 9:09SPEAKER_00: Isto acontece com todos que estão no caminho seriamente.
- 9:13SPEAKER_00: Ok?
- 9:13SPEAKER_00: Pronto.
- 9:14SPEAKER_00: Então, uma outra coisa que eu quero trazer aqui para a nossa discussão,
- 9:21SPEAKER_00: para o nosso debate,
- 9:22SPEAKER_00: é que há uma diferença entre o silêncio e a ausência de fé com o questionamento
- 9:30SPEAKER_00: sobre a própria prática, daquilo que nós já conversamos.
- 9:33SPEAKER_00: Será que eu estou a fazer é certo?
- 9:36SPEAKER_00: Ok?
- 9:40SPEAKER_00: Quando tudo está em silêncio, repara,
- 9:42SPEAKER_00: mesmo no processo da bruxaria,
- 9:43SPEAKER_00: na jornada da bruxaria ou da prática espiritual,
- 9:47SPEAKER_00: seja o que for,
- 9:48SPEAKER_00: vai haver um tempo,
- 9:49SPEAKER_00: e eu já passei por alguns processos destes,
- 9:53SPEAKER_00: em que eu precisei de não pensar na bruxaria.
- 9:58SPEAKER_00: Eu não quis fazer limpezas,
- 9:59SPEAKER_00: eu não quis fazer isto, eu não quis fazer aquilo, porque é cansativo.
- 10:05SPEAKER_00: É cansativo.
- 10:07SPEAKER_00: Justamente porque nós temos que viver a parte terrena,
- 10:13SPEAKER_00: ao mesmo tempo temos que saber equilibrar a parte espiritual, a parte energética.
- 10:18SPEAKER_00: E a questão aqui é quando nós estamos muito focados na parte espiritual
- 10:26SPEAKER_00: e não estamos a saber equilibrar as duas partes.
- 10:31SPEAKER_00: Então há muitos momentos em que eu estou saturada,
- 10:34SPEAKER_00: não quero fazer mais curas, não quero fazer mais Processos de sombra, não quero.
- 10:39SPEAKER_00: Quero simplesmente viver a parte da matéria.
- 10:42SPEAKER_00: Porque é mais simples.
- 10:43SPEAKER_00: Eu vejo pelas pessoas que me rodeiam.
- 10:46SPEAKER_00: É muito mais simples nós focarmos somente na parte terrena de ganhar dinheiro,
- 10:51SPEAKER_00: de ir para o trabalho, de levar os filhos da escola e blá blá blá.
- 10:56SPEAKER_00: Em vez de também ter que me preocupar com toda a parte emocional,
- 11:00SPEAKER_00: com toda a parte mental, com toda a parte espiritual, energética.
- 11:04SPEAKER_00: É muito mais simples se só for Se só seguirmos o guião,
- 11:09SPEAKER_00: o scriptozinho que nos disseram que nós tínhamos que seguir.
- 11:12SPEAKER_00: É muito mais simples.
- 11:14SPEAKER_00: Portanto,
- 11:15SPEAKER_00: a partir do momento em que nós estamos em silêncio,
- 11:22SPEAKER_00: ou seja,
- 11:23SPEAKER_00: ou melhor, nós,
- 11:25SPEAKER_00: porque também há esta distinção,
- 11:26SPEAKER_00: é eu estar em silêncio dentro do meu processo,
- 11:29SPEAKER_00: eu não ter vontade de exteriorizar,
- 11:34SPEAKER_00: Portanto,
- 11:35SPEAKER_00: eu estou em silêncio,
- 11:36SPEAKER_00: eu estou em isolamento e há também o silêncio da própria espiritualidade,
- 11:41SPEAKER_00: ou seja,
- 11:41SPEAKER_00: não há sinais, não há comunicação com os espíritos, com os mentores e é isso.
- 11:47SPEAKER_00: Portanto,
- 11:48SPEAKER_00: isto não significa que há uma ausência de fé ou até que,
- 11:54SPEAKER_00: e eu quero deixar aqui bem,
- 11:58SPEAKER_00: não é fortalecido,
- 12:00SPEAKER_00: mas é bem focado,
- 12:02SPEAKER_00: bem enfatizado,
- 12:03SPEAKER_00: que Nós também podemos ter questionamentos sobre a nossa própria prática, ok?
- 12:10SPEAKER_00: Nós podemos ter questionamentos de eu não sei se o que eu estou a fazer está
- 12:15SPEAKER_00: a fazer sentido agora, já fez,
- 12:18SPEAKER_00: ou eu quis experimentar para saber como era,
- 12:20SPEAKER_00: se era este o meu caminho,
- 12:22SPEAKER_00: mas isso não significa que eu não possa questionar se esta prática está
- 12:27SPEAKER_00: a fazer sentido para mim, se continua a fazer sentido para mim.
- 12:30SPEAKER_00: Isto não quer dizer que eu não tenha fé dentro da crença que cada um tem, certo?
- 12:35SPEAKER_00: Pronto, uma coisa é isto,
- 12:37SPEAKER_00: outra coisa é questionarmos a prática sobre a perspectiva de será que eu estou
- 12:42SPEAKER_00: a fazer certo?
- 12:43SPEAKER_00: E voltamos à questão da comparação.
- 12:46SPEAKER_00: Será que eu estou a fazer certo porque eu vi lá no TikTok que fulano ou fulana
- 12:52SPEAKER_00: que eu tenho não sei quantos anos de bruxaria,
- 12:54SPEAKER_00: por exemplo,
- 12:54SPEAKER_00: 30 anos de bruxaria,
- 12:55SPEAKER_00: porque as pessoas têm a tendência de puxar os anos para criar autoridade,
- 13:01SPEAKER_00: não é que a experiência não seja importante,
- 13:04SPEAKER_00: Mas as pessoas têm a tendência de puxar os anos que estão dentro da bruxaria ou
- 13:09SPEAKER_00: que estão na prática para trazer autoridade.
- 13:12SPEAKER_00: E às vezes,
- 13:13SPEAKER_00: a autoridade ou aquilo que a pessoa faz,
- 13:15SPEAKER_00: a experiência que a outra pessoa faz, não é para nós.
- 13:19SPEAKER_00: E está tudo certo, ok?
- 13:22SPEAKER_00: E às vezes as pessoas puxam dessa idade,
- 13:26SPEAKER_00: dos anos que estão na prática, para dizer que eu estou certa, tu estás errada.
- 13:31SPEAKER_00: Porque tens menos tempo de prática.
- 13:35SPEAKER_00: Tá?
- 13:35SPEAKER_00: Pronto.
- 13:37SPEAKER_00: Mas aqui entra o ponto da comparação.
- 13:40SPEAKER_00: Eu sempre digo, na parte, uma coisa é a matemática.
- 13:45SPEAKER_00: A matemática é aquilo.
- 13:47SPEAKER_00: É matemático, não é?
- 13:48SPEAKER_00: Pronto.
- 13:49SPEAKER_00: É aquilo e aquilo e pronto.
- 13:52SPEAKER_00: Não há muita dúvida em relação àquilo.
- 13:55SPEAKER_00: Agora, dentro da parte espiritual, não há propriamente o certo ou o errado.
- 14:00SPEAKER_00: Por mais que determinadas religiões ou doutrinas queiram fazer parecer que há
- 14:05SPEAKER_00: o certo ou errado.
- 14:06SPEAKER_00: Não há.
- 14:08SPEAKER_00: Porque eu acho que já fiz um episódio,
- 14:10SPEAKER_00: acho que até foi o episódio anterior aqui do podcast mesmo,
- 14:14SPEAKER_00: em que eu falava por mais que tu estejas em grupos,
- 14:19SPEAKER_00: por mais que tu pertenças num terreiro,
- 14:22SPEAKER_00: por mais que tu estejas numa tradição,
- 14:24SPEAKER_00: numa doutrina,
- 14:25SPEAKER_00: seja qual for,
- 14:27SPEAKER_00: o teu caminho Vai ser sempre solitário,
- 14:31SPEAKER_00: porque a tua experiência,
- 14:33SPEAKER_00: e por isso é que a espiritualidade é muito subjetiva,
- 14:36SPEAKER_00: porque nós podemos ter a receitinha do bolo,
- 14:38SPEAKER_00: mas a nossa experiência ao fazer o bolo vai ser diferente da experiência de fazer
- 14:45SPEAKER_00: o bolo do vizinho.
- 14:46SPEAKER_00: E a espiritualidade tem muito isto,
- 14:49SPEAKER_00: é muito subjetiva,
- 14:50SPEAKER_00: portanto, pode haver técnicas para, por exemplo, a projeção astral, certo?
- 14:56SPEAKER_00: Não significa que eu me adapte a todas as técnicas e não significa
- 15:02SPEAKER_00: que eu consiga sequer, com essas técnicas, sair do corpo ou fazer a projeção astral.
- 15:09SPEAKER_00: Então, muitas vezes nós temos que adaptar aquilo que nos vão dizendo para
- 15:16SPEAKER_00: a nossa própria experiência e por isso é que não há o certo ou errado aqui.
- 15:22SPEAKER_00: Há aquilo que é possível e cabível na nossa realidade atualmente.
- 15:27SPEAKER_00: Portanto,
- 15:28SPEAKER_00: se eu gosto,
- 15:29SPEAKER_00: e também com os nossos gostos, claro,
- 15:31SPEAKER_00: mas se eu gosto muito mais de estar conectada com a Lua,
- 15:35SPEAKER_00: e se eu gosto mais de trabalhar com deusas,
- 15:37SPEAKER_00: e estou a falar agora particularmente meu,
- 15:39SPEAKER_00: na minha experiência,
- 15:41SPEAKER_00: porque é que eu tenho que trabalhar com o deus cornífero,
- 15:45SPEAKER_00: no caso da Wicca,
- 15:46SPEAKER_00: por exemplo,
- 15:47SPEAKER_00: e tenho que trabalhar a deusa e o deus como equilíbrio,
- 15:51SPEAKER_00: que é o que dizem,
- 15:52SPEAKER_00: Sendo que eu sinto que neste momento eu quero trabalhar apenas com deusas.
- 15:57SPEAKER_00: Ou até eu posso escolher nem trabalhar com nenhum deus.
- 16:02SPEAKER_00: Portanto, não utilizo nenhuma divindade para trabalhar.
- 16:07SPEAKER_00: Isso não é certo ou errado.
- 16:08SPEAKER_00: É a minha forma de ser bruxa, de expressar a minha espiritualidade.
- 16:13SPEAKER_00: Como eu falei, é subjetiva.
- 16:15SPEAKER_00: Então não está certo ou errado.
- 16:16SPEAKER_00: Ok?
- 16:18SPEAKER_00: Nós entramos novamente aqui na comparação.
- 16:21SPEAKER_00: Mesmo que estejamos nos grupos,
- 16:26SPEAKER_00: isso também é um dos motivos que me faz não estar em grupos,
- 16:31SPEAKER_00: em religiões, em doutrinas nenhuma.
- 16:34SPEAKER_00: Porquê?
- 16:35SPEAKER_00: Porque vai ter sempre o passo a passo, o método.
- 16:39SPEAKER_00: Tu tens que seguir este método, ponto.
- 16:42SPEAKER_00: Porque se tu não segues esse método, não o estás a fazer bem.
- 16:46SPEAKER_00: E aqui entramos nesta coisa de há uma coisa certa e há uma coisa errada,
- 16:53SPEAKER_00: sendo que não existe o certo ou errado dentro de uma coisa que é subjetiva,
- 16:58SPEAKER_00: que vai depender muito da nossa própria experiência.
- 17:03SPEAKER_00: Sim, pode haver a receita,
- 17:06SPEAKER_00: a receita do bolo,
- 17:09SPEAKER_00: tens que utilizar farinha,
- 17:11SPEAKER_00: tens que utilizar isto,
- 17:12SPEAKER_00: tens que utilizar aquilo,
- 17:13SPEAKER_00: tens que não sei o quê,
- 17:14SPEAKER_00: mas Há muitas variáveis,
- 17:16SPEAKER_00: por exemplo,
- 17:17SPEAKER_00: o tipo de forno que tu tens,
- 17:19SPEAKER_00: que vai fazer com que aquela receita saia ou não mais ou menos parecida
- 17:25SPEAKER_00: com quem te passou a receita.
- 17:27SPEAKER_00: Estás a perceber onde é que eu quero chegar aqui?
- 17:29SPEAKER_00: Pronto.
- 17:31SPEAKER_00: Agora, um outro questionamento que podemos trazer aqui é porquê que esperas
- 17:38SPEAKER_00: uma resposta constante?
- 17:41SPEAKER_00: Porque o silêncio
- 17:45SPEAKER_00: Na bruxaria,
- 17:46SPEAKER_00: portanto,
- 17:47SPEAKER_00: quando nós,
- 17:48SPEAKER_00: o silêncio das duas formas,
- 17:49SPEAKER_00: ou seja,
- 17:50SPEAKER_00: o silêncio que eu escolho estar,
- 17:54SPEAKER_00: por exemplo,
- 17:54SPEAKER_00: eu escolho estar em silêncio,
- 17:56SPEAKER_00: eu escolho estar em isolamento,
- 17:58SPEAKER_00: num momento mais introspectivo,
- 18:01SPEAKER_00: tudo bem, ou então o silêncio da própria espiritualidade.
- 18:06SPEAKER_00: Não é defeito, não é fracasso e não está certo ou está errado.
- 18:11SPEAKER_00: A questão é, porquê que nós...
- 18:14SPEAKER_00: Estamos constantemente à espera de respostas,
- 18:16SPEAKER_00: sendo que às vezes um silêncio ou outro,
- 18:18SPEAKER_00: a escolha de estar em silêncio ou o silêncio da própria espiritualidade,
- 18:22SPEAKER_00: na verdade, podem ser a resposta.
- 18:26SPEAKER_00: Então, quando nós estamos à espera de resposta constantemente,
- 18:29SPEAKER_00: isto pode-se até revelar uma obsessão por sinais e sincronicidades que ninguém fala
- 18:35SPEAKER_00: sobre isso, ou pelo menos eu não ouço a falar sobre isto.
- 18:39SPEAKER_00: Nós temos que ter autonomia e daí vem escutarmos o nosso corpo,
- 18:44SPEAKER_00: entendermos as nossas emoções,
- 18:46SPEAKER_00: o nosso dia-a-dia e seguirmos o nosso próprio ritmo,
- 18:50SPEAKER_00: uma vez que nós também somos natureza,
- 18:52SPEAKER_00: para percebermos quando somos nós que precisamos de silêncio ou quando
- 18:59SPEAKER_00: a espiritualidade não nos dá resposta porque nós precisamos desse silêncio
- 19:04SPEAKER_00: para descobrir a resposta.
- 19:07SPEAKER_00: Então, nenhuma entidade Ou divindade,
- 19:11SPEAKER_00: ou o líder religioso que for, vai fazer o trabalho por ti.
- 19:16SPEAKER_00: Novamente, a solidão da bruxa.
- 19:19SPEAKER_00: O nosso trabalho de autoconhecimento,
- 19:24SPEAKER_00: a nossa jornada dentro da bruxaria da espiritualidade é sempre muito solitário,
- 19:29SPEAKER_00: neste sentido.
- 19:30SPEAKER_00: É exatamente como respirar.
- 19:33SPEAKER_00: Podem existir máquinas para respirar,
- 19:34SPEAKER_00: para nos auxiliar, que eu espero que ninguém tenha que utilizar.
- 19:39SPEAKER_00: As máquinas de oxigênio e por aí.
- 19:41SPEAKER_00: Mas não há ninguém que possa usar essas máquinas por nós.
- 19:46SPEAKER_00: Não há ninguém que possa comer por nós.
- 19:49SPEAKER_00: Não há ninguém que possa ir à casa de banho, ao trono, sentar-se no trono por nós.
- 19:56SPEAKER_00: Temos que ser nós, mesmo que nós tenhamos aqueles saquinhos de lado.
- 20:02SPEAKER_00: Eu acho que vocês sabem do que é que eu estou a falar.
- 20:05SPEAKER_00: Não há ninguém que possa fazer isso por nós.
- 20:08SPEAKER_00: Tem que ser sempre connosco, dá para perceber?
- 20:11SPEAKER_00: Portanto,
- 20:12SPEAKER_00: isso é a solidão,
- 20:13SPEAKER_00: é a nossa solidão,
- 20:14SPEAKER_00: que toda a gente passa para tudo,
- 20:17SPEAKER_00: até para morrer,
- 20:18SPEAKER_00: até para nós morrermos e até para nós nascermos,
- 20:20SPEAKER_00: podemos estar rodeados de pessoas,
- 20:23SPEAKER_00: mas será sempre a nossa experiência,
- 20:25SPEAKER_00: será sempre o nosso caminho e ninguém pode fazer isso por ninguém, ok?
- 20:30SPEAKER_00: Portanto,
- 20:30SPEAKER_00: nenhuma entidade vai fazer o trabalho por ti ou por nós,
- 20:35SPEAKER_00: E às vezes a resposta está justamente no silêncio.
- 20:39SPEAKER_00: E é por isso que nós vivemos,
- 20:41SPEAKER_00: e lá vou eu falar outra vez, sobre o sistema que nós estamos aqui inseridos.
- 20:46SPEAKER_00: Porquê?
- 20:48SPEAKER_00: Porque o sistema que nós estamos aqui inseridos,
- 20:50SPEAKER_00: e reparem, eu não estou a falar de nenhum partido político, ok?
- 20:54SPEAKER_00: Que fique bem ciente aqui, bem estipulado e bem encaixado na vossa cabeça.
- 21:01SPEAKER_00: Eu não estou a falar de partido político,
- 21:02SPEAKER_00: mas nós estamos num sistema Que é um sistema capitalista,
- 21:06SPEAKER_00: que eu acho que vocês sabem isso.
- 21:08SPEAKER_00: Também se vocês não sabem o que é que vocês estão aqui a fazer,
- 21:10SPEAKER_00: de onde estar a ver essas coisas, não é?
- 21:14SPEAKER_00: A procurar saber o que é que se passa na nossa realidade, não é?
- 21:20SPEAKER_00: Mas, a partir do momento que nós estamos inseridos num sistema capitalista,
- 21:24SPEAKER_00: vão nos dizer que nós precisamos de produzir, produzir, produzir.
- 21:29SPEAKER_00: Não há tempo para dormir porque trabalha enquanto eles dormem, não é?
- 21:35SPEAKER_00: E não há tempo sequer para descansar para o tédio, para estarmos aborrecidos.
- 21:44SPEAKER_00: Pela minha experiência,
- 21:46SPEAKER_00: eu tenho a dizer que eu tenho muito mais ideias quando estou a fazer nada em tédio,
- 21:54SPEAKER_00: quando estou sentada nas escadas de casa a olhar para o além, não é?
- 22:02SPEAKER_00: Para o horizonte.
- 22:04SPEAKER_00: Quando estou,
- 22:04SPEAKER_00: por exemplo,
- 22:05SPEAKER_00: vou tomar banho e estou nas pequenas bruxarias que nós fazemos no dia a dia,
- 22:10SPEAKER_00: a fazer a limpeza com a água, eu tenho algumas ideias.
- 22:15SPEAKER_00: Então, não é necessariamente quando nós estamos a trabalhar,
- 22:19SPEAKER_00: embora possa ser também no processo criativo, não é?
- 22:23SPEAKER_00: E quando nós temos ideias, é o nosso processo criativo.
- 22:26SPEAKER_00: A questão é,
- 22:28SPEAKER_00: É-nos dito,
- 22:29SPEAKER_00: atualmente,
- 22:30SPEAKER_00: que nós nem precisamos de dormir,
- 22:32SPEAKER_00: nós nem deveríamos estar a dormir e dormir o menos tempo possível,
- 22:37SPEAKER_00: dormir, que é o descanso que o corpo físico precisa, não
- 22:40SPEAKER_00: Para continuarmos a produzir.
- 22:42SPEAKER_00: Produzir,
- 22:43SPEAKER_00: produzir,
- 22:43SPEAKER_00: produzir,
- 22:44SPEAKER_00: produzir,
- 22:44SPEAKER_00: produzir,
- 22:45SPEAKER_00: sendo que, e quando se fala em produzir, não se está a falar de lavar a louça.
- 22:50SPEAKER_00: Está-se a falar de coisas grandiosas para trazer muito, muito,
- 22:53SPEAKER_00: muito dinheiro,
- 22:54SPEAKER_00: mas nada no planeta funciona sem aquelas tarefas que,
- 22:59SPEAKER_00: além de não se verem,
- 23:01SPEAKER_00: são ocultas,
- 23:03SPEAKER_00: são elas que também são o motor para que aquelas tarefas grandiosas
- 23:08SPEAKER_00: que nos fazem ganhar dinheiro, trazer dinheiro, não é?
- 23:11SPEAKER_00: Existam, possam existir, ok?
- 23:14SPEAKER_00: Portanto,
- 23:14SPEAKER_00: não entrando aqui em política,
- 23:16SPEAKER_00: não entrando aqui em nada,
- 23:18SPEAKER_00: mas
- 23:21SPEAKER_00: Esta mentalidade de que precisamos de só produzir e estarmos
- 23:26SPEAKER_00: a focar intensamente na produção,
- 23:31SPEAKER_00: tira-nos este espaço do tédio, do silêncio, de haver um momento de quietude.
- 23:40SPEAKER_00: E é curioso porque aqui em Portugal,
- 23:43SPEAKER_00: no hemisfério norte,
- 23:45SPEAKER_00: nós vamos entrar, já na reta final do verão, E vamos entrar no outono.
- 23:51SPEAKER_00: A estação de outono e de inverno são as estações que nos dizem justamente
- 23:56SPEAKER_00: para acalmar,
- 23:59SPEAKER_00: para trazer mais tranquilidade,
- 24:03SPEAKER_00: para não estarmos nesta busca incessante de produzir, produzir, produzir.
- 24:09SPEAKER_00: É um, até pelo,
- 24:11SPEAKER_00: que eu não sei como é que acontece no resto do mundo,
- 24:14SPEAKER_00: mas aqui em Portugal,
- 24:16SPEAKER_00: Pela mudança de horário,
- 24:17SPEAKER_00: do fuso horário e tudo mais,
- 24:20SPEAKER_00: às 5 da tarde já começa a ficar noite e é quase um convite para,
- 24:25SPEAKER_00: vai para casa, vai dormir, não é?
- 24:27SPEAKER_00: Vai comer com as galinhas, vai dormir com as galinhas e acorda com as galinhas também.
- 24:31SPEAKER_00: Mas é exatamente isto, é o recolher.
- 24:35SPEAKER_00: O outono e o inverno são as estações do ano que nos pedem para o recolhimento,
- 24:42SPEAKER_00: para preparar depois para a primavera e para o verão.
- 24:45SPEAKER_00: Só que nós estamos tão habituados a trabalhar todo ano que esquecemos desta conexão
- 24:53SPEAKER_00: com a natureza, com os ritmos da natureza.
- 24:57SPEAKER_00: Se a natureza nos diz,
- 25:00SPEAKER_00: e é um facto,
- 25:02SPEAKER_00: é muito complicado até para treinar,
- 25:05SPEAKER_00: fazer uma corrida na rua,
- 25:07SPEAKER_00: ou seja, onde for, com o frio é muito complicado, é difícil.
- 25:10SPEAKER_00: Porque além de nós termos que estar com camadas e camadas de roupa,
- 25:16SPEAKER_00: E aqui em Portugal,
- 25:16SPEAKER_00: na minha zona, quando está inverno assim rigoroso, pode fazer ali menos 2, 0.
- 25:24SPEAKER_00: Portanto,
- 25:24SPEAKER_00: não é frio,
- 25:26SPEAKER_00: mas não é aquele frio de menos 20 como em alguns outros pontos do planeta, não
- 25:30SPEAKER_00: Mas é frio.
- 25:33SPEAKER_00: Já assim é complicado.
- 25:34SPEAKER_00: Imagine-se num lugar onde faz menos 20.
- 25:37SPEAKER_00: Dá para perceber o que eu quero dizer?
- 25:39SPEAKER_00: Então, talvez o momento da estação do ano que nós estamos a viver Nos diga que
- 25:49SPEAKER_00: o melhor é vamos exteriorizar, vamos trabalhar ou vamos recolher.
- 25:56SPEAKER_00: Vamos, vamos isolar-nos um bocadinho,
- 26:01SPEAKER_00: porque acontece sim,
- 26:02SPEAKER_00: haver menos pessoas na rua,
- 26:04SPEAKER_00: as pessoas não têm paciência para estar a conversa mais com as outras,
- 26:08SPEAKER_00: isso não acontece com tanta facilidade porque chove, está vento, está frio, pronto.
- 26:15SPEAKER_00: E a própria natureza diz-nos o que é que nós precisamos de fazer,
- 26:19SPEAKER_00: o que é que nós humanos que somos tão sabichões, não é?
- 26:22SPEAKER_00: O que é que nós estamos a escolher fazer?
- 26:24SPEAKER_00: Trabalhar o ano inteiro, sem pausas.
- 26:27SPEAKER_00: Portanto,
- 26:29SPEAKER_00: isto pode ser uma distração, sim,
- 26:32SPEAKER_00: uma distração da própria máquina,
- 26:36SPEAKER_00: em que nos diz se estivermos sempre ocupados Nós não temos tempo justamente para
- 26:43SPEAKER_00: o tédio, o silêncio, para perceber o nosso próprio ritmo.
- 26:50SPEAKER_00: E o silêncio faz parte do ciclo.
- 26:55SPEAKER_00: O silêncio, o descanso, o tédio, faz parte do ciclo.
- 26:58SPEAKER_00: Não é suposto nós estarmos a todo momento só a fazer coisas, qualquer que seja.
- 27:06SPEAKER_00: Não é suposto.
- 27:07SPEAKER_00: Então, o silêncio faz parte do ciclo e não a sua interrupção.
- 27:13SPEAKER_00: E
- 27:16SPEAKER_00: muitas vezes a resposta está nesse próprio silêncio que nós ignoramos ou estamos
- 27:23SPEAKER_00: a escolher não fazer, não escutar.
- 27:29SPEAKER_00: Como eu disse,
- 27:29SPEAKER_00: acho que foi no início do podcast,
- 27:33SPEAKER_00: muitas vezes somos nós quem precisa do silêncio por cansaço e exaustão.
- 27:38SPEAKER_00: Isto acontece durante a caminhada espiritual.
- 27:42SPEAKER_00: Ok, isto acontece muito durante a caminhada espiritual,
- 27:46SPEAKER_00: durante a caminhada da bruxaria, é cansativo.
- 27:50SPEAKER_00: E repara,
- 27:51SPEAKER_00: não estou a dizer,
- 27:52SPEAKER_00: não estou aqui a focar só para pessoas que trabalham com a bruxaria ou que trabalham
- 27:58SPEAKER_00: com a parte espiritual.
- 28:00SPEAKER_00: Porque nós podemos trabalhar num outro tipo de trabalho qualquer,
- 28:07SPEAKER_00: E ainda assim desenvolvermos a nossa espiritualidade, que é o suposto.
- 28:11SPEAKER_00: Então, quando nós entendemos ou quando despertamos espiritualmente e vamos à procura
- 28:17SPEAKER_00: de qualquer caminho,
- 28:18SPEAKER_00: qualquer crença,
- 28:19SPEAKER_00: qualquer doutrina,
- 28:20SPEAKER_00: nós podemos desenvolver a nossa crença e trabalharmos num outro tipo
- 28:28SPEAKER_00: de trabalho completamente diferente.
- 28:29SPEAKER_00: Então, se nós entramos na espiritualidade,
- 28:33SPEAKER_00: Não necessariamente temos que trabalhar com espiritualidade, ok?
- 28:36SPEAKER_00: Pronto, isto fica aqui também ponto assento.
- 28:39SPEAKER_00: Agora, muitas vezes o próprio...
- 28:43SPEAKER_00: quem faz seriamente,
- 28:44SPEAKER_00: quando eu digo que é cansativo e exaustivo, é quem faz seriamente.
- 28:48SPEAKER_00: É cansativo,
- 28:48SPEAKER_00: temos que estar sempre antenados,
- 28:52SPEAKER_00: é cansativo,
- 28:52SPEAKER_00: temos que estar sempre a fazer processos de cura,
- 28:54SPEAKER_00: porque vamos tirar mais uma camada de cebola, porque vamos...
- 28:58SPEAKER_00: Descobrir que afinal de contas não é o outro que é tóxico,
- 29:01SPEAKER_00: mas somos nós que talvez tenhamos um dedinho assim de mau feitio, não é?
- 29:07SPEAKER_00: Pronto.
- 29:09SPEAKER_00: Ou de feitio complicadinho e que precisamos de olhar para isso.
- 29:13SPEAKER_00: Não é fácil ou é cansativo,
- 29:15SPEAKER_00: temos que estar sempre a fazer terapia,
- 29:17SPEAKER_00: temos que estar sempre a olhar para o que nós fazemos ou deixamos
- 29:22SPEAKER_00: de fazer é cansativo.
- 29:23SPEAKER_00: Então eu falo por mim,
- 29:25SPEAKER_00: então às vezes eu só queria existir E só queria viver como algumas pessoas
- 29:34SPEAKER_00: que me rodeiam,
- 29:36SPEAKER_00: que somente vão trabalhar,
- 29:39SPEAKER_00: fazem festas,
- 29:40SPEAKER_00: saem com os amigos, vão levar os miúdos à escola e não se preocupam com mais nada.
- 29:46SPEAKER_00: Às vezes eu só queria existir dessa forma e não queria ter que mais nada.
- 29:53SPEAKER_00: E quando nós sentimos ou estamos assim nesta fase,
- 29:59SPEAKER_00: pode acontecer nós sentirmos vontade de desistir do caminho.
- 30:04SPEAKER_00: E depois aqui tem muitas variáveis, não é?
- 30:07SPEAKER_00: Tem a variável da nossa própria espiritualidade,
- 30:10SPEAKER_00: do nosso próprio desenvolvimento,
- 30:11SPEAKER_00: mas tem a variável,
- 30:13SPEAKER_00: um fator extremamente decisivo e importante,
- 30:17SPEAKER_00: que é o ambiente e as pessoas que nos rodeiam.
- 30:20SPEAKER_00: É muito mais difícil quando nós estamos num ambiente em que não aceitam e nós temos
- 30:25SPEAKER_00: que esconder, não é?
- 30:28SPEAKER_00: Do que num ambiente em que nós sentimos que as pessoas podem não querer,
- 30:33SPEAKER_00: podem não gostar, mas aceitam e respeitam.
- 30:37SPEAKER_00: E tu tens ali a vontade para dizer,
- 30:39SPEAKER_00: olha, eu tenho esta crença, eu pratico isto, eu acredito nisto.
- 30:43SPEAKER_00: E não há ali julgamento, mesmo que as pessoas não sejam da mesma opinião.
- 30:49SPEAKER_00: É diferente.
- 30:50SPEAKER_00: Então é mais cansativo e
- 30:56SPEAKER_00: mais exaustivo quando nós temos que estar constantemente a esconder.
- 31:04SPEAKER_00: Temos que estar constantemente a pensar como é que eu vou dizer aquilo a
- 31:09SPEAKER_00: que eu acredito sem dizer aquilo a que eu acredito.
- 31:14SPEAKER_00: Dá para perceber o que eu quero dizer?
- 31:15SPEAKER_00: Pronto.
- 31:16SPEAKER_00: Então isto pode levar sim à exaustão.
- 31:19SPEAKER_00: Agora, a questão é, e vamos voltar ao questionamento sobre a própria prática.
- 31:24SPEAKER_00: Será que isto é só cansaço?
- 31:29SPEAKER_00: Do dia-a-dia, porque o dia-a-dia também é um fator, não é uma variável aqui.
- 31:34SPEAKER_00: No dia-a-dia,
- 31:36SPEAKER_00: do facto que eu queria estar mais à vontade para dizer às pessoas,
- 31:40SPEAKER_00: ninguém tem que seguir a minha prática,
- 31:42SPEAKER_00: mas eu queria estar mais à vontade para dizer à pessoa,
- 31:45SPEAKER_00: olha, faço isto, faço aquilo, não sei o quê.
- 31:48SPEAKER_00: E estou cansada disto, não é?
- 31:51SPEAKER_00: Então vou descansar, vou parar uma temporada e pronto.
- 31:58SPEAKER_00: É diferente de eu achar que,
- 32:03SPEAKER_00: isso é um questionamento que nós fazemos,
- 32:05SPEAKER_00: mas é diferente de eu achar que estou a fazer errado e vou desistir e vou sair
- 32:11SPEAKER_00: porque se calhar as pessoas que estão noutra crença
- 32:14SPEAKER_00: ou noutra religião são mais felizes do que eu.
- 32:19SPEAKER_00: Ok?
- 32:19SPEAKER_00: Portanto,
- 32:20SPEAKER_00: cabe aqui sim esse questionamento de a prática que eu estou a fazer é só cansaço,
- 32:26SPEAKER_00: isto que está a acontecer é só cansaço,
- 32:29SPEAKER_00: então eu vou descansar,
- 32:30SPEAKER_00: vou parar uma temporada, vou estar em silêncio uma temporada, não é?
- 32:36SPEAKER_00: Ou isto tem mais a ver com esta prática ou esta forma que eu estou aqui a fazer
- 32:42SPEAKER_00: ou esta crença já não faz sentido, vou à procura de outra crença.
- 32:47SPEAKER_00: Ou então, será que eu estou a fazer isto errado porque eu não tenho fé?
- 32:53SPEAKER_00: Ok?
- 32:53SPEAKER_00: Portanto, nós precisamos de ter discernimento, de parar para questionar.
- 32:58SPEAKER_00: É cansaço ou descanso?
- 33:00SPEAKER_00: Se isto é outra coisa, se eu, sei lá, vou dar um exemplo lá, eu estou no espiritismo.
- 33:08SPEAKER_00: E, de repente,
- 33:09SPEAKER_00: deixou de fazer sentido,
- 33:10SPEAKER_00: porque vejo aqui isto, isto e isto, já não está a fazer muito sentido.
- 33:15SPEAKER_00: Então, talvez eu vou experimentar o luciferianismo,
- 33:19SPEAKER_00: ou o satanismo, ou vou experimentar sei lá o quê.
- 33:23SPEAKER_00: Estou a dar exemplos muito opostos, muito diferentes.
- 33:28SPEAKER_00: Faz sentido, então, eu começar a navegar ou começar a dar o salto para conhecer a outra crença.
- 33:37SPEAKER_00: Porque talvez faça sentido para mim.
- 33:39SPEAKER_00: Ok?
- 33:40SPEAKER_00: Pronto.
- 33:41SPEAKER_00: A pergunta é, que é o questionamento sobre a nossa prática.
- 33:46SPEAKER_00: Se é cansaço ou descanso?
- 33:49SPEAKER_00: Se há algo mais, eu vou atrás de algo mais.
- 33:52SPEAKER_00: Agora, jamais te questiones sobre estás ou não a fazer o correto,
- 33:58SPEAKER_00: porque não há o certo ou errado.
- 34:00SPEAKER_00: E se tu estás num grupo ou num coven,
- 34:03SPEAKER_00: Em que tu frequentemente te questionas e duvidas sobre a tua própria prática,
- 34:07SPEAKER_00: se estás a fazer certo ou errado,
- 34:09SPEAKER_00: talvez esse não seja o coven ou o grupo ideal para ti.
- 34:13SPEAKER_00: Ok?
- 34:16SPEAKER_00: Agora, o que é que tu podes aqui fazer?
- 34:19SPEAKER_00: Continuar e esperar.
- 34:22SPEAKER_00: Então, em vez de decidires de forma impulsiva,
- 34:25SPEAKER_00: eu vou desistir aqui e vou saltar para outra crença,
- 34:29SPEAKER_00: totalmente oposta, o que tu podes fazer é, vou...
- 34:34SPEAKER_00: Vou continuar e aguardo,
- 34:37SPEAKER_00: aguardo para ver,
- 34:38SPEAKER_00: para sentir o que é que eu sinto em relação à crença,
- 34:45SPEAKER_00: o que é que eu sinto em relação a este silêncio que aconteceu ou que está
- 34:49SPEAKER_00: a acontecer dentro da minha prática, ok?
- 34:52SPEAKER_00: Agora, para finalizarmos aqui o nosso debate,
- 34:58SPEAKER_00: eu quero falar um bocadinho sobre o que é que o silêncio ensina.
- 35:03SPEAKER_00: Uma vez que nós já conversamos sobre,
- 35:06SPEAKER_00: de forma assim bem pontual,
- 35:07SPEAKER_00: sobre aquilo que é esperado de nós dentro da sociedade,
- 35:14SPEAKER_00: dentro do sistema como nós o encontramos aqui,
- 35:16SPEAKER_00: principalmente no Ocidente,
- 35:22SPEAKER_00: vai-nos ser um bocadinho mais difícil ou desafiador estarmos em silêncio,
- 35:27SPEAKER_00: porque há muitas, muitas distrações, ok?
- 35:30SPEAKER_00: Mas se há aqui duas ou três coisas que o silêncio nos ensina dentro
- 35:35SPEAKER_00: do nosso caminho espiritual.
- 35:36SPEAKER_00: Primeira coisa,
- 35:37SPEAKER_00: lógico que quando nós desenvolvemos estas capacidades ou esta capacidade
- 35:42SPEAKER_00: e desenvolvemos a nossa parte espiritual de autoconhecimento também,
- 35:47SPEAKER_00: nós também conseguimos trazer para outras esferas da nossa vida.
- 35:50SPEAKER_00: Então as nossas decisões em todas
- 35:53SPEAKER_00: as nossas outras áreas tornam-se muito mais voltadas Para uma forma de tomada
- 36:01SPEAKER_00: de decisão que tenha a ver com este silêncio.
- 36:04SPEAKER_00: Então nós habituamos-nos,
- 36:06SPEAKER_00: e é curioso que eu tenho um método,
- 36:11SPEAKER_00: digamos assim,
- 36:12SPEAKER_00: não sei se é um método,
- 36:13SPEAKER_00: a melhor palavra,
- 36:13SPEAKER_00: mas pronto,
- 36:15SPEAKER_00: para tomar decisões, quando são decisões principalmente importantes e grandes.
- 36:19SPEAKER_00: Por exemplo,
- 36:21SPEAKER_00: sempre que há uma decisão,
- 36:24SPEAKER_00: uma escolha que eu tenho que fazer e entre o sim e o não,
- 36:29SPEAKER_00: Eu estou em dúvida,
- 36:31SPEAKER_00: portanto eu não tenho com clareza o sim, então para mim é um não.
- 36:37SPEAKER_00: Porque para mim,
- 36:38SPEAKER_00: para a escolha,
- 36:39SPEAKER_00: lógico que pode haver aqui algumas nuances,
- 36:41SPEAKER_00: sempre tem, em toda a regra há uma exceção.
- 36:44SPEAKER_00: Mas na generalidade é desta forma que eu penso.
- 36:48SPEAKER_00: Para mim o sim tem que ser claro.
- 36:53SPEAKER_00: Se eu tenho dúvida é porque ali tem alguma coisa que não me agrada
- 36:59SPEAKER_00: e Provavelmente vai ser um fator de incómodo lá na frente.
- 37:05SPEAKER_00: Então, talvez seja ou não, tá?
- 37:07SPEAKER_00: Essa é a primeira coisa.
- 37:09SPEAKER_00: A outra coisa é que, claro, lá está.
- 37:14SPEAKER_00: Hoje em dia,
- 37:16SPEAKER_00: na forma como a nossa sociedade está colocada,
- 37:21SPEAKER_00: digamos assim, não temos muito como fazer isto, mas é só para se ter uma ideia.
- 37:28SPEAKER_00: Dizia-se que quando nós temos que tomar uma grande decisão,
- 37:34SPEAKER_00: deveríamos esperar quatro estações, ou seja, um ano.
- 37:39SPEAKER_00: Um ano, ok?
- 37:40SPEAKER_00: Portanto, deveríamos deixar passar quatro estações.
- 37:45SPEAKER_00: Se ao final desse ano,
- 37:47SPEAKER_00: no final dessas quatro estações,
- 37:50SPEAKER_00: Nós continuarmos com essa mesma ideia e continuarmos com essa decisão muito firme
- 37:56SPEAKER_00: na nossa mente, no nosso coração, então é para avançar com essa decisão.
- 38:01SPEAKER_00: Lógico que não dá para nós, hoje em dia, esperarmos as quatro estações, não é?
- 38:08SPEAKER_00: Mas é para termos a ideia de que...
- 38:09SPEAKER_00: Eu sempre dou o exemplo da casa.
- 38:13SPEAKER_00: Nós vamos procurar uma casa.
- 38:16SPEAKER_00: Da forma como isto está hoje, dizem-nos assim.
- 38:19SPEAKER_00: Ai, tenho que decidir já.
- 38:21SPEAKER_00: Porque tenho outro casal à espera.
- 38:23SPEAKER_00: Tenho outro casal que já apresentou proposta.
- 38:26SPEAKER_00: Tenho que decidir já.
- 38:27SPEAKER_00: Ou seja,
- 38:28SPEAKER_00: eu não tenho tempo para pensar sobre o assunto,
- 38:31SPEAKER_00: para refletir os prós e os contras do lugar, da própria casa, de outras variáveis.
- 38:38SPEAKER_00: Não dá tempo.
- 38:39SPEAKER_00: Não nos dão tempo.
- 38:40SPEAKER_00: Ou seja, será que essa casa é de facto para nós?
- 38:46SPEAKER_00: Será que Eu já não tenho o sim, porque eu já estou na dúvida.
- 38:52SPEAKER_00: Eu já entrei e não tive logo o sim.
- 38:55SPEAKER_00: Eu não tive aquela certeza de que esta casa é para mim.
- 38:59SPEAKER_00: Dá-me perceber?
- 39:00SPEAKER_00: Então eu já estou na dúvida.
- 39:01SPEAKER_00: Se me dizem que eu nem tenho tempo para refletir sobre a situação, será que é para mim?
- 39:08SPEAKER_00: Será que a oportunidade é assim tão boa oportunidade como parece ser?
- 39:14SPEAKER_00: Dá-me perceber a ideia?
- 39:15SPEAKER_00: Pronto.
- 39:17SPEAKER_00: Então, O silêncio ajuda-nos nas decisões também.
- 39:21SPEAKER_00: Ajuda-nos a perceber, a refletir sobre as decisões.
- 39:25SPEAKER_00: Mas vamos lá.
- 39:25SPEAKER_00: O que é que o silêncio ensina então?
- 39:28SPEAKER_00: Tolerância à incerteza.
- 39:31SPEAKER_00: Porquê?
- 39:33SPEAKER_00: Isto depois desenvolve outras duas coisas.
- 39:35SPEAKER_00: Porque quando nós estamos no silêncio, nós não temos a certeza.
- 39:39SPEAKER_00: Simples.
- 39:42SPEAKER_00: Nós não temos a certeza que aquilo vai dar certo,
- 39:46SPEAKER_00: ou de que a coisa vai acontecer, ou de que nós até tomamos a decisão certa ou não.
- 39:52SPEAKER_00: Então, a partir do momento,
- 39:53SPEAKER_00: sendo que o erro faz parte da aprendizagem, sem o erro não dá para aprendermos, né?
- 39:59SPEAKER_00: Então, mesmo que nós copiemos, ou como dizem agora os gurus, modelemos.
- 40:06SPEAKER_00: A decisão de outra pessoa,
- 40:08SPEAKER_00: a tomada de decisão de outra pessoa,
- 40:10SPEAKER_00: alguém teve que errar para aprender alguma coisa.
- 40:14SPEAKER_00: Então, e isso também não nos garante nós modelarmos,
- 40:17SPEAKER_00: ou melhor dizendo,
- 40:18SPEAKER_00: copiarmos, imitarmos outros, não nos garante que nós vamos ser bem-sucedidos.
- 40:29SPEAKER_00: Dá para perceber isto?
- 40:30SPEAKER_00: Ou fico muito confuso?
- 40:31SPEAKER_00: Espero que tenha ficado claro.
- 40:32SPEAKER_00: Portanto,
- 40:34SPEAKER_00: A partir do momento em que nós aprendemos a confiar de que eu estou no silêncio,
- 40:42SPEAKER_00: eu não tenho resposta,
- 40:44SPEAKER_00: eu não tenho a certeza ainda,
- 40:46SPEAKER_00: mas ainda assim eu vou esperar,
- 40:48SPEAKER_00: eu não vou despirocar,
- 40:51SPEAKER_00: eu não vou agir no impulso só porque eu não tenho uma resposta vinda
- 40:56SPEAKER_00: de outras pessoas.
- 40:57SPEAKER_00: E por falar nisso,
- 41:00SPEAKER_00: Outras duas coisas que desenvolvem,
- 41:03SPEAKER_00: eu já conto aqui uma história que aconteceu comigo há uns anos.
- 41:07SPEAKER_00: Autoconfiança e autovalidação.
- 41:12SPEAKER_00: Eu acho também,
- 41:13SPEAKER_00: que já falei,
- 41:14SPEAKER_00: foi no podcast,
- 41:15SPEAKER_00: no episódio anterior,
- 41:17SPEAKER_00: sobre a solidão da bruxa, acho eu, eu falei um bocadinho sobre a validação.
- 41:24SPEAKER_00: Portanto, até que ponto é que nós temos necessidade de validação?
- 41:30SPEAKER_00: E uma vez que nós entendemos esse silêncio,
- 41:34SPEAKER_00: tanto o que nós precisamos,
- 41:36SPEAKER_00: como aquele que vindo da espiritualidade,
- 41:41SPEAKER_00: e nos ajuda a ter mais intolerância à incerteza,
- 41:44SPEAKER_00: ou seja,
- 41:45SPEAKER_00: eu não tenho certeza de nada,
- 41:48SPEAKER_00: eu não tenho certeza de nada,
- 41:49SPEAKER_00: mas ainda assim eu confio,
- 41:52SPEAKER_00: e é esta o que desenvolve,
- 41:54SPEAKER_00: a autoconfiança,
- 41:55SPEAKER_00: eu confio,
- 41:56SPEAKER_00: Eu confio em mim,
- 41:58SPEAKER_00: nas minhas capacidades,
- 41:59SPEAKER_00: eu confio de que alguma resposta vai surgir,
- 42:03SPEAKER_00: seja minha, não seja minha, seja o que for, alguma coisa vai acontecer.
- 42:06SPEAKER_00: Eu confio que eu vou ter essa iluminação.
- 42:10SPEAKER_00: Eu confio.
- 42:11SPEAKER_00: Portanto, eu vou esperar.
- 42:12SPEAKER_00: Talvez seja mesmo isso.
- 42:14SPEAKER_00: Eu vou aproveitar para fazer o que eu tenho a fazer, rotineiramente, das tarefas do dia-a-dia.
- 42:21SPEAKER_00: É isso, não vou despirocar,
- 42:23SPEAKER_00: não vou entrar em pânico,
- 42:24SPEAKER_00: não vou entrar em ansiedade porque não estou a ter a resposta do mentor
- 42:29SPEAKER_00: no meu ouvido.
- 42:31SPEAKER_00: E depois entramos aqui com a autovalidação,
- 42:34SPEAKER_00: que tem a ver com até que ponto é que nós precisamos
- 42:39SPEAKER_00: a todo momento receber validação de outras pessoas?
- 42:44SPEAKER_00: Porque o caminho da bruxaria é nosso.
- 42:48SPEAKER_00: Mesmo que nós estejamos no grupo,
- 42:50SPEAKER_00: o caminho do desenvolvimento é nosso, ninguém pode fazer por nós.
- 42:55SPEAKER_00: Então, às vezes,
- 42:56SPEAKER_00: uma vez que isto nos traz uma dependência de estarmos numa obsessão
- 43:01SPEAKER_00: por estarmos atrás de sinais de sincronicidades,
- 43:05SPEAKER_00: como os gratilus da New Age,
- 43:10SPEAKER_00: da Nova Era, da espiritualidade espiritualista ou mais universalista, não é?
- 43:16SPEAKER_00: São sempre os sinais, as sincronicidades do universo, porque tudo é sinal.
- 43:22SPEAKER_00: Não!
- 43:23SPEAKER_00: Nem tudo é sinal.
- 43:28SPEAKER_00: Será que nós não estamos a ficar obcecados ou então dependentes
- 43:36SPEAKER_00: da validação
- 43:37SPEAKER_00: dos outros e isto faz com que nós não tenhamos capacidade para Discernir e tomar
- 43:46SPEAKER_00: as nossas próprias decisões.
- 43:49SPEAKER_00: Quando nós estamos à espera que alguém que nós achamos que é mais isto ou mais aquilo, não é?
- 43:59SPEAKER_00: De superioridade, no caso, vai nos dar a resposta que nós precisaríamos.
- 44:04SPEAKER_00: Portanto,
- 44:05SPEAKER_00: nós acabamos também por transferir esta responsabilidade Dentro
- 44:13SPEAKER_00: da própria espiritualidade ou dentro da própria bruxaria,
- 44:15SPEAKER_00: estamos a transferir a nossa responsabilidade para outros.
- 44:20SPEAKER_00: Então, eu estou à espera que me deem uma resposta.
- 44:23SPEAKER_00: Dá-me uma resposta, eu faço isto ou faço aquilo?
- 44:26SPEAKER_00: Dá-me uma resposta do sinal que eu pedi para avançar,
- 44:31SPEAKER_00: sendo que talvez o caminho é meu,
- 44:35SPEAKER_00: eu é que tenho que fazer essa tomada de decisão porque eu é que estou aqui na Terra,
- 44:41SPEAKER_00: eu é que estou com o corpo físico.
- 44:43SPEAKER_00: A vida é minha, ninguém respira por mim, ninguém se senta no trono por mim, tá?
- 44:49SPEAKER_00: Portanto,
- 44:49SPEAKER_00: há aqui um fortalecimento,
- 44:52SPEAKER_00: eu diria,
- 44:53SPEAKER_00: da nossa autoconfiança em nós, nas nossas capacidades e também da autovalidação.
- 45:00SPEAKER_00: Eu valido-me,
- 45:01SPEAKER_00: eu não preciso que um terceiro,
- 45:04SPEAKER_00: um líder,
- 45:04SPEAKER_00: um guru,
- 45:05SPEAKER_00: um mentor,
- 45:06SPEAKER_00: um guia espiritual que seja,
- 45:08SPEAKER_00: me diga que está certo ou errado,
- 45:10SPEAKER_00: me diga que eu tenho que fazer isto ou que tenho que fazer aquilo.
- 45:13SPEAKER_00: Me dê o sinal para eu seguir sempre,
- 45:17SPEAKER_00: para eu fazer qualquer coisa na minha vida,
- 45:19SPEAKER_00: me dê o sinal para eu fazer qualquer coisa na minha vida, ok?
- 45:22SPEAKER_00: Então, há uns anos eu tinha uma conhecida,
- 45:29SPEAKER_00: digamos,
- 45:31SPEAKER_00: em que ela tinha sido mórmon e ela acabou por sair porque nos mórmons,
- 45:41SPEAKER_00: segundo ela,
- 45:42SPEAKER_00: Eu nunca estive nos mórmons,
- 45:43SPEAKER_00: nem pretendo estar jamais,
- 45:45SPEAKER_00: mas ela,
- 45:47SPEAKER_00: segundo ela,
- 45:49SPEAKER_00: mesmo que ela tivesse aprendido tudo,
- 45:51SPEAKER_00: ela não conseguiria jamais ser líder espiritual, líder religioso.
- 45:58SPEAKER_00: Porquê?
- 45:59SPEAKER_00: Porque ela era mulher e dentro, à partida, segundo ela, as mulheres não têm muito poder de fala.
- 46:07SPEAKER_00: Mas, além disso, o líder, Da altura dela, não queria que mais ninguém soubesse mais do que ele.
- 46:17SPEAKER_00: Então, não dava espaço para haver debate ou discurso ou crítica
- 46:22SPEAKER_00: em relação à liderança dele relativamente ao grupo.
- 46:29SPEAKER_00: Ok?
- 46:30SPEAKER_00: Então, ela decidiu sair.
- 46:32SPEAKER_00: Decidiu sair.
- 46:35SPEAKER_00: É curioso que eu nunca perguntei como é que ela, se ela foi...
- 46:39SPEAKER_00: Se ela foi,
- 46:40SPEAKER_00: como é que se diz em português, calma,
- 46:41SPEAKER_00: se ela foi rechaçada,
- 46:44SPEAKER_00: como é que é,
- 46:46SPEAKER_00: se ela foi rejeitada pelos outros integrantes do grupo a qual ela pertencia,
- 46:53SPEAKER_00: mas pronto, por acaso nunca perguntei, poderia ter perguntado, enfim.
- 46:58SPEAKER_00: Depois disso ela começou a procurar e interessou-se pela espiritualidade livre
- 47:03SPEAKER_00: ou pela espiritualidade universalista,
- 47:09SPEAKER_00: espiritismo, cardecismo e por aí.
- 47:11SPEAKER_00: Foi quando eu a conheci e ela dizia que via anjos não duvidando
- 47:19SPEAKER_00: e muitas vezes Praticamente todos os dias tinha sempre uma mensagem para me passar
- 47:25SPEAKER_00: que os anjos que ela via, com os quais ela conversava diariamente, não é?
- 47:31SPEAKER_00: Me queriam dar uma resposta, me queriam dar uma mensagem.
- 47:36SPEAKER_00: E houve uma altura que eu fiquei dependente disso.
- 47:40SPEAKER_00: Então eu não... Sem eu perceber, não é?
- 47:45SPEAKER_00: Porque era na conversa diária que nós tínhamos, pelo WhatsApp, não é?
- 47:50SPEAKER_00: Porque ela estava na França e eu aqui em Portugal,
- 47:52SPEAKER_00: portanto não dava para nós contactarmos ou estarmos presentes de outra forma,
- 47:57SPEAKER_00: então era tudo pelo WhatsApp, por áudios, não é?
- 48:01SPEAKER_00: E então ela fartava-se de me passar mensagens e eu comecei a ficar dependente daquilo.
- 48:10SPEAKER_00: Até que eu comecei a perceber isso.
- 48:15SPEAKER_00: Que eu estava muito, praticamente não fazia nada na minha vida sem ter aquela mensagem, certo?
- 48:23SPEAKER_00: Eu percebi isso, o que é que eu fiz como uma boa escorpiã, não é?
- 48:30SPEAKER_00: O que é que eu fiz?
- 48:31SPEAKER_00: Cortei.
- 48:33SPEAKER_00: Eu cortei, portanto, de um dia para o outro eu deixei de falar com a pessoa.
- 48:38SPEAKER_00: Foi literalmente isto.
- 48:39SPEAKER_00: Porque eu precisava de entender e precisava de ter esse choque de não ter a conversa
- 48:44SPEAKER_00: com ela para entender o que é que estava a acontecer comigo.
- 48:48SPEAKER_00: Se eu estava a ficar dependente,
- 48:49SPEAKER_00: se eu de facto estava dependente para tudo,
- 48:52SPEAKER_00: para aquela mensagem como se fosse uma mensagem do dia,
- 48:56SPEAKER_00: mas era sempre nas conversas,
- 48:58SPEAKER_00: olha, aquele anjo que me está a dizer isto, isto e isto.
- 49:02SPEAKER_00: Ok?
- 49:03SPEAKER_00: Pronto.
- 49:04SPEAKER_00: E o curioso é que fazia sentido com a conversa.
- 49:07SPEAKER_00: Eu, na altura,
- 49:08SPEAKER_00: não me apercebi do que estava a acontecer,
- 49:12SPEAKER_00: porque era a conversa de duas amigas,
- 49:14SPEAKER_00: portanto,
- 49:15SPEAKER_00: duas amigas,
- 49:17SPEAKER_00: vamos conversando,
- 49:18SPEAKER_00: vamos conversando,
- 49:19SPEAKER_00: espiritualidade,
- 49:20SPEAKER_00: de tudo,
- 49:20SPEAKER_00: e foi ali o rol,
- 49:22SPEAKER_00: já foi há uns anos, foi antes do Covid, portanto, há foi bastante tempo.
- 49:28SPEAKER_00: E, entretanto,
- 49:29SPEAKER_00: eu cortei,
- 49:30SPEAKER_00: eu deixei de conversar com ela,
- 49:33SPEAKER_00: justamente porque eu comecei a perceber que Não estava a fazer nada,
- 49:37SPEAKER_00: não tomava uma decisão sem aquela mensagem.
- 49:40SPEAKER_00: Eu estive uma temporada,
- 49:41SPEAKER_00: umas boas semanas sem falar com ela de nada,
- 49:44SPEAKER_00: portanto, sem entrar no Whatsapp, sem entrar, sem falar com ela.
- 49:49SPEAKER_00: Passados uns meses, na verdade, até foram meses, eu voltei a conversar com ela.
- 49:55SPEAKER_00: E ela disse-me,
- 49:57SPEAKER_00: entretanto,
- 49:57SPEAKER_00: acontecerá-lhe umas coisas e tal na vida dela, porque a nossa vida acontece, não é?
- 50:02SPEAKER_00: E ela disse-me assim, ah,
- 50:04SPEAKER_00: eu fiquei muito mal,
- 50:05SPEAKER_00: porque eu precisava de dizer as mensagens e tu não me respondias e tu bloqueaste-me
- 50:10SPEAKER_00: e tudo, e eu precisava de dizer as mensagens.
- 50:14SPEAKER_00: E eu, pois, ou seja, ela também estava dependente de me dar essas mensagens.
- 50:21SPEAKER_00: Porquê?
- 50:21SPEAKER_00: Porque ela se sentia-se importante.
- 50:25SPEAKER_00: E eu não estou a duvidar que ela, de facto, tem contacto com anjos, porque é a crença dela.
- 50:30SPEAKER_00: Só que era diariamente, ou seja, os anjos, não é?
- 50:36SPEAKER_00: Descem lá do Olimpo,
- 50:39SPEAKER_00: claro que não é do Olimpo,
- 50:39SPEAKER_00: mas vocês entendem, mas descem de lá, de onde quer que eles estejam, não é?
- 50:46SPEAKER_00: E vêm para cá falar com uma pessoa sobre o dia a dia Não é
- 50:52SPEAKER_00: se eu vou utilizar dois papelinhos ou dois quadradinhos de papel higiênico,
- 50:56SPEAKER_00: ou quatro papelinhos de papel higiênico,
- 50:59SPEAKER_00: não é quadradinhos de papel higiênico, para limpar o... o que?
- 51:03SPEAKER_00: Eu já ia dizer.
- 51:05SPEAKER_00: Então, quando ela me diz que...
- 51:09SPEAKER_00: Sentia falta e que precisava de me dizer as mensagens e que até o dia não lhe correia bem.
- 51:14SPEAKER_00: Eu percebi ali que ela também estava na dependência,
- 51:17SPEAKER_00: mas na dependência de se achar vista ou de se ver vista ou
- 51:21SPEAKER_00: se sentir valorizada pelas mensagens,
- 51:26SPEAKER_00: de se sentir superior, porque ela consegue conversar e eu não.
- 51:31SPEAKER_00: Porque eu não acredito nos anjos, não é?
- 51:32SPEAKER_00: Eu não tenho, não é que eu não acredito, não tenho afinidade.
- 51:35SPEAKER_00: Assim como eu não tenho afinidade com a fraternidade branca nem coisa do género.
- 51:39SPEAKER_00: Portanto, ela estudava isso e eu não.
- 51:42SPEAKER_00: Porque eu não tenho afinidade.
- 51:45SPEAKER_00: Então, embora eu tenha estudado a Angeologia,
- 51:48SPEAKER_00: acho que é esse o termo,
- 51:50SPEAKER_00: da Doreen Virtue,
- 51:51SPEAKER_00: não é que depois,
- 51:52SPEAKER_00: enfim, coisas do género, coisas assim um bocado estranhas aconteceram com ela.
- 51:57SPEAKER_00: Embora eu tenha-me forçado a estudar sobre o assunto, eu percebi que não é o meu tema.
- 52:03SPEAKER_00: Não é. Anjos, fraternidade branca.
- 52:05SPEAKER_00: Então, o facto de ela Me dar essas mensagens que vêm de anjos, não é?
- 52:13SPEAKER_00: Fez com que ela se sentisse valorizada,
- 52:16SPEAKER_00: vista e superior porque ela consegue falar com os anjos e eu não.
- 52:22SPEAKER_00: Ok?
- 52:23SPEAKER_00: Portanto,
- 52:24SPEAKER_00: a partir daí eu cortei completamente,
- 52:27SPEAKER_00: deixei de falar sobre...
- 52:29SPEAKER_00: E depois, claro, eu percebi ali um bocadinho um tom quando eu comecei a dizer que...
- 52:37SPEAKER_00: Comecei a abrir um bocadinho que tipo de coisas eu fazia,
- 52:41SPEAKER_00: porque falava com ela sobre espiritualidade de uma forma geral,
- 52:44SPEAKER_00: mas eu nunca lhe disse que trabalhava com magia,
- 52:48SPEAKER_00: com bruxaria, ou que estava a estudar isto ou que estava a estudar aquilo.
- 52:51SPEAKER_00: Eu nunca lhe disse assim abertamente.
- 52:54SPEAKER_00: Porque, sei lá, acho que o que calhou em tempo.
- 52:58SPEAKER_00: E então eu cortei, porque não fazia sentido para mim eu estar a conversar com uma pessoa que...
- 53:07SPEAKER_00: Claramente me queria impingir uma mensagem que eu nem sei se a mensagem
- 53:11SPEAKER_00: de facto foi canalizada por como o anjo lhe disse.
- 53:15SPEAKER_00: Eu nem sei.
- 53:17SPEAKER_00: Porque lá está, o discernimento é tudo.
- 53:20SPEAKER_00: Como é que o anjo, sabendo depois que talvez os anjos não tenham essa aparência fofinha, não é?
- 53:26SPEAKER_00: Mas como é que um anjo que tem tudo a acontecer no plano espiritual vai descer, não é?
- 53:34SPEAKER_00: E vai falar com ela para lhe passar uma mensagem De qualquer porcaria que acontece
- 53:39SPEAKER_00: na vida terrena.
- 53:43SPEAKER_00: Não me soa.
- 53:44SPEAKER_00: Isso não me soa.
- 53:47SPEAKER_00: Enfim.
- 53:48SPEAKER_00: Pronto.
- 53:49SPEAKER_00: Eu acho que podemos ficar por aqui neste episódio.
- 53:52SPEAKER_00: Eu não sei o que é que tu tens a palpitar relativamente ao assunto.
- 53:57SPEAKER_00: Se já passaste,
- 53:59SPEAKER_00: se passaste o que é que te aconteceu,
- 54:01SPEAKER_00: se despirocaste, se ficaste perdida, se pensaste em desistir.
- 54:05SPEAKER_00: Então, podes deixar nos comentários.
- 54:08SPEAKER_00: O que eu gostaria de saber,
- 54:09SPEAKER_00: a ideia é partilharmos aqui experiências, uma vez que somos solitárias, não é?
- 54:15SPEAKER_00: Vivemos a bruxaria de forma solitária, então eu gostava de saber as vossas experiências também.
- 54:23SPEAKER_00: Se vocês já viveram,
- 54:24SPEAKER_00: se se assustaram,
- 54:25SPEAKER_00: se duvidaram da vossa fé,
- 54:27SPEAKER_00: da vossa capacidade mágica, por exemplo, podem deixar nos comentários.
- 54:32SPEAKER_00: Eu vou-me ficando por aqui e vejo-vos no próximo episódio.
- 54:43E