Latest / Café com Dungeon / Postura do Desafiante vs Postura do Provocador em Oil Fantasy #0112
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- 0:00Vocês observam a Colina escura, cheia de detritos e brita com os
- 0:04restos do que já foi uma muralha, antes hoje castigada
- 0:08pelo tempo e aparentemente também por uma invasão militar.
- 0:12Dominando essa Colina, um forte reto de ângulos quadrados, ele
- 0:16parece roubar a pouca luminosidade da noite, a ponto
- 0:19de se tornar uma ameaçadora silhueta, visível contra o céu
- 0:24noturno, se projetando sobre a região.
- 0:28Sobre uma das poucas árvores que restam secas por ali, próxima a
- 0:33um inútil portão de metal retorcido, vocês veem umas as
- 0:37silhuetas de umas aves do tamanho de gatos tão escuras
- 0:41quanto forte e que gralham no vento géli dos nomes de vocês.
- 0:46E pouco droga. Titânia, Ah, eita porra me
- 0:54mijei, caralho. Vamos entrar aí, não.
- 0:57Tá maluco? Isso aí tá com cheiro de morte.
- 1:00Tem nada pra nós aí no escuro. Melhor fazer um puxadinho na
- 1:04mata, acendeu uma fogueirinha honesta aqui e quem fizer guarda
- 1:09fica de olho só pra ver se não vem nenhuma desgraça dessa torre
- 1:13pra atazanar a gente. Amanhã cedo a gente volta, pô.
- 1:18Rapaz, até concordo contigo, mas aproveitando que eu acabei de
- 1:22aprender essa magia aqui, que é fenomenal, sol de bolso de
- 1:27Alarico medroso, a gente consegue, de repente, seguir
- 1:30pela noite até encontrar um ponto fora da visão dessa torre.
- 1:35Aliás, lembra que a gente viu umas grutinhas lá pro lado do
- 1:40vale das Goiabeira? Então a gente podia explorar
- 1:43aquele canto lá e de repente até arrumar uma grutinha pra usar de
- 1:46abrigo. É boa?
- 1:49Então vamos lá. Rumo ao vale das Goiabeiras, é.
- 1:54Hum, gente, galera não vai dar não.
- 1:58Eu não preparei o vale das Goiabeiras.
- 2:01Pra falar a verdade, eu só preparei o forte mesmo.
- 2:03Vocês compararam equipamentos, se prepararam pra vir pra
- 2:07dângelo e até comentaram lá no grupo que isso aqui era o
- 2:10destino de vocês, então não tem mais nada.
- 2:12Preparado para, para, para, para.
- 2:16Mestre, eu entendo você. A gente prepara as coisas com
- 2:20carinho, com atenção, mas jogadores cismam em sair da
- 2:24rota, mudar o destino, ir para lugares não planejados.
- 2:29Isso muitas vezes te leva a jogar de um jeito cansativo,
- 2:33tendo de improvisar Do Nada. O jogo fica capenga.
- 2:36Você sente que não desafiou o grupo suficiente?
- 2:38Ficou tudo sem pé nem cabeça e. Você acaba gastando mais energia
- 2:44em criar as coisas de maneira coerente e minimamente
- 2:47interessante do que se divertindo e pensando em você
- 2:51que desenvolvemos a. Postura do provocador.
- 2:55Mais uma ideia joil fantasy oferecida a vocês pelo café com
- 2:58dânjon. Com ela, você terá acesso a uma
- 3:01coleção coerente de boas práticas orientadas a te ajudar
- 3:04a aproveitar o jogo e construir um desafio como um bom lutador
- 3:08de judô faria. Usando o impulso dos jogadores
- 3:11contra eles mesmos, sem quebrar a agência nem verossimilhança.
- 3:16De modo fácil e intuitivo. Ideal para momentos em que o
- 3:19grupo te pega de surpresa, mas você não quer obrigar eles a
- 3:23seguir o caminho planejado nem encerrar a sessão, porque, fora
- 3:27da preparação, teu espírito desafiante ficou, digamos assim,
- 3:31meia bomba. Você vai.
- 3:33Aprender a ser um. Estar relaxado e fazer perguntas
- 3:37certeiras. Para o grupo, fazendo com que
- 3:39eles tragam toda a ficção que você precisa para imprimir de
- 3:43novo um desafio agudo e putende. Não se sinta mais ansioso quando
- 3:49o grupo tomar decisões fora da sua zona de conforto, aprenda a
- 3:53lidar com ela, relaxar e dar a corda para que eles se
- 3:58enforquem. Vem tomar café, filho.
- 4:02Café com quê, vó? Café com dângio pra fazer cocô
- 4:06bonito. Bom dia, amigos do café com
- 4:15dângio. Estamos aqui para mais um
- 4:16episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 4:20RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o
- 4:23meu café aqui tenho um gostinho de um desafio improvisado.
- 4:28Não sei exatamente como é isso, mas você pode me dizer, o fato é
- 4:31que certamente esse desafio improvisado, ele não tem aquele
- 4:34gosto de queimado que muita gente espera.
- 4:37Quando a gente fala de improviso, né?
- 4:39Por quê? Porque aquele gosto de queimado,
- 4:41aquele amargor, ele vem da indústria que carboniza o grão
- 4:44do café. Se você quiser um café não
- 4:46carbonizado, sugiro imensamente que você vá na internet, entre
- 4:51no site da ovelha negra cafés, que é ovelha, ponto café.
- 4:55Utilize o cupom ccd tudo minúsculo que você vai conseguir
- 4:58um desconto para ouvinte. Se você quiser um desconto ainda
- 5:01maior, você pode se tornar um assinante do café com dângel
- 5:04ajudar a gente a crescer e, além disso, você recebe descontos
- 5:09progressivos de acordo com o teu nível de apoio.
- 5:12Fora isso, recebe conteúdo extra, participa de um grupo
- 5:14muito legal de Telegram, onde a galera troca ideia sobre RPG com
- 5:18bastante animação, você recebe cupons de outros parceiros e
- 5:21participa de sorteios, então é só Alegria.
- 5:25Apoia ponto EC barra café com dângelo e torna se um assinante.
- 5:29Eu queria lembrar também que hoje, meio-dia, vai ter a
- 5:33premier de um vídeo, que é um formato novo.
- 5:36Lá no YouTube do café com dângelo, o formato se chama
- 5:39mundo aberto e eu vou tentar compartilhar as experiências que
- 5:42eu tive com o beergoten para você construir a sua campanha de
- 5:45exploração imersiva de mundo aberto.
- 5:49Puxando para esse lado aí do que a galera chama de West marches,
- 5:51que eu prefiro falar herslude. Mas que é isso, né?
- 5:55É essa ideia de uma campanha que você pode.
- 5:58Variar de grupo, chamar 111 comunidade grande, formar uma
- 6:02comunidade grande e jogar junto em cima de um mundo persistente
- 6:06é muito legal. Então cola lá no YouTube, dá uma
- 6:08força porque é um formato novo. Então o conto que você siga
- 6:11aqui. O link que eu vou deixar no
- 6:13descritivo do episódio, vai lá no YouTube mesmo do do café com
- 6:16dângelo e clique no sininho pro algoritmo entender que.
- 6:20É que isso é um lançamento relevante pra galera.
- 6:22E quando você vira o episódio, se você não conseguir pegar
- 6:25tempo, volta lá e dá um joinha, se inscreve no canal, caso eu
- 6:29não tenha se inscrito. Mas eu conto aí com teu apoio
- 6:31pra esse formato novo dar certo. E eu acho que vai dar, porque
- 6:34ficou bem legal. Acho que é um formato bem
- 6:36diferente do que eu costumo trazer, então acho que vocês vão
- 6:38curtir, mas vamos pro episódio só passar antes aqui na nossa
- 6:42enquete, o episódio anterior foi sobre a ginga editora.
- 6:49E o libra RPG? Eu perguntei, você já conhecia a
- 6:53ginga editora? E uma maioria pequena de pessoas
- 6:57ali disse que não conhecia 54,5%.
- 7:01E eu fiquei satisfeito com isso porque quase metade da galera
- 7:04que respondeu a enquete não conhecia e passou a conhecer
- 7:06então através do café com dângio, a ginga editora, que tem
- 7:09uma história tão bonita até aqui, então recomendo demais aí
- 7:13e não ouviu? Ouvi o episódio conhecer o
- 7:15trabalho dessa galera. E também deixei espaço para
- 7:18galera comentar. E o aldenor falou, esse episódio
- 7:21me lembrou aquele do West marches e colonialismo.
- 7:24Seria legal uma troca entre libra e a galera do melanina
- 7:27sobre visões de decolonialismo, anticolonialismo e até contra
- 7:31colonialismo? Muito legal, Adriano, inclusive,
- 7:34eu quero chamar a galera da melanina aqui.
- 7:35Eu sei que eles têm um conteúdo muito legal, tem uma zinha,
- 7:38inclusive, e eu estou há um tempo já para chamar a galera
- 7:41aqui é, eu vou chamar em breve, tá?
- 7:44É, e é legal também. Se eles puderem trocar ideia com
- 7:46a galera do libra, aí certamente vai sair.
- 7:48Coisa interessante dessa união é também o Edson é bortolotti,
- 7:55bortolotti, desculpa. Trouxe aqui kalimba, é muito
- 7:58interessante. Tô curioso com o libra.
- 7:59Agora se não conhecem o canal somente solo RPG no YouTube ele
- 8:04desenvolveu um modo solo pra kalimba e vai fazer uma série
- 8:07solo jogando no canal. Dá uma atenção pra ginga, é isso
- 8:12aí Edson, valeu cara a recomendação aí galera, quem
- 8:15quiser vai lá no somente solo RPG.
- 8:18O Fernando Raposo falou, Bora ver ou ouvir essa música era não
- 8:23sei se o. Teu comentário veio incompleto,
- 8:25mas eu não entendi muito bem que músico, não sei se a gente
- 8:27recomendou alguma coisa, não sei, mas é isso aí.
- 8:30Obrigado pela participação, é, vamos para o episódio.
- 8:39Ei, você já viu o YouTube do café com danjo?
- 8:42Cola lá que tem conteúdo, viu? Toda quinta às 20:00 a gente tem
- 8:47feito conversas com mestres de mesas abertas inspiradas ao all
- 8:50fantasy. Por exemplo, tem o Cássio que
- 8:53foi falar sobre canção da manhã, que é um Rex krall inspirado em
- 8:57hot Spring Island. A gente teve um papo com a Ceci,
- 9:01com a campanha dela chamada aço, que é um cenário tropical.
- 9:04Anticolonial o zanari do Marcos Gonçalves.
- 9:07E a gente vai trocar uma ideia sobre essa campanha em que o XP
- 9:11vem da libertação da escravidão. Olha que interessante a gente
- 9:16tem aí, né? Espaço, inclusive pro pessoal.
- 9:19Obviamente, trazer a sua campanha e divulgar as suas
- 9:22mesas enquanto eu aqui do café colho o feedback deles e olhar
- 9:26as experiências a respeito do estilo ao el fantasy.
- 9:29Muito legal, né? Toda quinta, às 20:00,
- 9:32quinzenalmente, também às terças, às 20:00.
- 9:35A gente está aí com o retorno da IDED ciclopídia quinzenal.
- 9:39Com a tropa clássica trocando ideias sobre BED em seus 50 anos
- 9:43de conteúdo e dando também uma passada pelas últimas notícias,
- 9:47então, 100 biano, bradesword, Luiz do jogo D20 e eu trocando
- 9:52essa ideia aí, quinzenalmente, às terças, 20 horas, no YouTube
- 9:55do café com dânjon, é, então chega lá, assina, dá joinha nos
- 9:59vídeos que você vê, compartilha, troca essa ideia com a gente,
- 10:02que vai ser muito legal. É, fora isso, a gente tem
- 10:04eventuais game plays aí. Até da da galera da comunidade
- 10:07aí do RPG do Jô, é. E às vezes até com play, teste
- 10:11de jogos que logo mais vão estar no mercado.
- 10:13Então é isso aí, cola no YouTube do café com danjo.
- 10:16Valeu? Te espero lá.
- 10:37Bom, vamos falar hoje de fundamentos da postura dentro
- 10:43desse conceito de postura de óleo fantasy quanto ao desafio.
- 10:47No RPG, né? Que é uma coisa que eu já
- 10:49comecei a trabalhar no outro episódio que eu vou deixar
- 10:51lincado pra você, que é o episódio sobre posturas no RPG,
- 10:55né? E é um desdobramento disso,
- 10:57porque eu fiz uma enquete, perguntei pra galera, qual qual
- 11:00postura que vocês querem? Vocês querem conhecer?
- 11:02E a galera votou que queria conhecer a postura do provocador
- 11:05versus a postura do desafiante. É sobre ela que eu vou abordar
- 11:08aqui e para começar a falar dela, eu vou começar a falar de
- 11:11preparação, PrEP, né, que a galera costuma falar.
- 11:15A gente sabe, né, que os mestres, de forma geral, eles
- 11:18eles gostam de preparar. Eu sei que isso é uma constante.
- 11:21Tem mestre que não gosta, mas é exceção de forma geral, pelo
- 11:24menos na minha experiência. E os mestres gostam de preparar
- 11:28e ficam ansiosos quando o jogo começa a andar num espaço onde
- 11:31ele não tem nada preparado, né? E eu entendo porque O Mestre
- 11:36costuma gostar de mestrar no espaço que ele preparou.
- 11:40Por quê? Porque de forma geral ele
- 11:42consegue. É assim, ter um pouco mais de
- 11:44coerência quando ele começa a trazer o jogo, né?
- 11:47Quando ele começa a descrever as coisas, começa a arquitetar em
- 11:51mesa o próprio desafio, né? E um exemplo disso é a dângel.
- 11:55Quando você tem uma dângel que O Mestre preparou com bastante
- 11:58antecedência, você vai ver ali que tem tudo, uma lógica
- 12:00interna, tem um level design, tem um fluxo de inimigos, de
- 12:05tesouros e tudo mais que ele consegue controlar e imprimir
- 12:08mais fácil em mesa, sem dar falha pra sem dar chance pra
- 12:11falha, pra erro pra quebra. De agência, esse tipo de coisa.
- 12:14Então O Mestre se sente com mais confortável em desafiar mais de
- 12:18forma mais aguda, né? Sem medo de de estragar um pouco
- 12:24ali o jogo, o fluxo do jogo, o desafio ou a agência dos
- 12:27jogadores. E eu acho que isso é uma coisa
- 12:31interessante, se a gente for parar para pensar.
- 12:33Que de forma geral, a gente trabalha com uma expectativa de
- 12:37jogo, com alinhamentos sociais. Até quando os jogadores falam
- 12:41para O Mestre que eles querem ir para determinado caminho durante
- 12:43a sessão ou que eles querem ir para dângel, o que eles querem
- 12:46fazer? Determinada coisa, O Mestre, ele
- 12:48pode se preparar. Isso é legal.
- 12:50Isso é interessante, porém. Se a gente começar a entender
- 12:54que num jogo de mundo aberto, né?
- 12:56Ou ou num jogo que não seja uma aventura muito linear ou algo
- 13:01assim, é importante que o jogador, ele possa exercer a sua
- 13:04agência de forma menos direcionada.
- 13:07É legal que a gente possa combinar, que a gente possa
- 13:09construir expectativas. Mas é interessante também, dado
- 13:13que o RPG é um jogo tão volátil e lacunar.
- 13:16Que a gente consiga se sentir seguro pra quando o jogo saia.
- 13:20Desse desse acordo previamente estabelecido, né?
- 13:23Por quê? Porque o jogo ele é dessa
- 13:26natureza em sua mídia, ele é lacunar, né?
- 13:30Então é legal alinhar expectativas mais esse mundo
- 13:34aberto, essa simulação tão aberta que o RPG propõe, né?
- 13:39No exemplo que eu trouxe na introdução do episódio, que é o
- 13:41exemplo do forte, é. Oo grupo sentiu que não tinha
- 13:45nada pra fazer ali. Naquele momento, talvez O Mestre
- 13:48pudesse ter colocado um açuquinha a mais ali, pudesse
- 13:51ter colocado uma isca pro grupo. Mas o grupo olhou e falou, bom,
- 13:54a gente tem que entrar nesse local.
- 13:55Mas nesse momento entrar nesse local parece uma péssima ideia,
- 13:58né? Então.
- 14:00É, será que é? Legal pro grupo topar condições
- 14:03desfavoráveis. Só pra não pegar O Mestre
- 14:07desprevenido, né? Que é?
- 14:08Seria de repente, acampar nas cercanias ali do do.
- 14:13Do forte se colocando de maneira vulnerável, perto o suficiente.
- 14:18Será que é interessante o grupo entrar de uma vez por todas, já
- 14:21que combinou com O Mestre? Ou será que é válido o grupo
- 14:23tentar desbravar uma região nova pra tentar esperar de uma forma
- 14:28segura esse esse momento certo de de encarar danging, eu acho
- 14:33que é interessante a gente poder abrir essa possibilidade de ver
- 14:36onde vai dar o jogo, porque isso também vai trazer
- 14:38enriquecimento, né? Pro cenário, pro ambiente, pro
- 14:41jogo de forma geral. É e aí, né?
- 14:46Eu, eu pergunto, é interessante que O Mestre agora que o grupo
- 14:51topou, né? Vamos supor que o grupo topou,
- 14:53falou não, beleza, já que a gente tinha alinhado, a gente
- 14:56vai ir pro forte. Agora que o grupo topou.
- 14:58É interessante que O Mestre agora tenha que decidir entre
- 15:02imprimir o desafio a Vera ou pegar leve, né?
- 15:07Será que isso é um maneiro? Porque assim é.
- 15:10Se O Mestre ele fala bom, já que o grupo topou, eu vou também não
- 15:13ser tão duro com eles aqui. Por quê?
- 15:15Porque se eu for duro, se eu for full, full, é malicioso para
- 15:20cima deles. Em relação ao desafio, eles vão
- 15:22se sentir, pô, é, é, é, é prejudicados por quê?
- 15:25Porque eles estavam dosando o risco e recompensa e meio que
- 15:28pelo nosso papo aqui, eu meio que.
- 15:30Falei, cara, vai lá, pô, a gente combinou, então agora eles estão
- 15:34ali assumindo um risco que eles não queriam assumir e eu vou ter
- 15:38que meio que dosar esse desafio pra pra não ficar uma coisa meio
- 15:41estranha, né? Então eu vou ter que
- 15:43eventualmente me permitir pegar leve, porque afinal de contas,
- 15:47eles estão topando um risco que é eles inicialmente eles não
- 15:50quiseram, né? E isso é péssimo na minha
- 15:53concepção. Por quê?
- 15:54Porque a partir do mestre, do momento que O Mestre tem que
- 15:56ficar dosando o desafio, né, pegando leve eventualmente.
- 16:00Quando é que ele vai pegar leve, quando não vai?
- 16:02Qual o registro disso, né? Isso me parece ser uma função
- 16:05muito ingrata pro mestre, inclusive, e leva pra uma
- 16:10dinâmica de jogo que eu já abordei aqui em outros
- 16:12episódios, que é o jogador tentar entender quando com O
- 16:16Mestre vai pegar pesado, quando ele vai pegar leve, né?
- 16:18E isso cria uma relação lúdica pra além do próprio jogo, né,
- 16:22que é mais uma é, em vez do jogador tentar entender o jogo,
- 16:25ele vai tentar entender AO os humores do mestre ali.
- 16:31Por outro lado, é tem aquela pergunta, será que é
- 16:33interessante também que O Mestre tome decisões em cima da hora?
- 16:37Quando o grupo começa a ir para um lugar que ele não tem
- 16:39preparado e ele fica completamente inseguro quanto a
- 16:41isso, isso também pode levar ele ao erro, né?
- 16:45É o melhor cenário, na minha concepção, é, se O Mestre puder
- 16:49dar vazão na mesma hora à agência do jogador dizendo,
- 16:53beleza, vocês não vão entrar no forte.
- 16:55Pra onde vocês vão, né? E se ele conseguir responder,
- 16:59né? Pra com esse improviso, mas sem
- 17:01ficar ansioso e sem comprometer um bom desafio, esse seria o
- 17:05ideal, porque a gente sabe preparação, o principal na minha
- 17:09concepção, né? A principal função da preparação
- 17:12é deixar O Mestre tranquilo pra improvisar, mas quando ele não
- 17:16tem é não, não tem a preparação. É importante que ele encontre
- 17:20algum canal, que ele fique tranquilo também pra improvisar
- 17:23mesmo sem. Alguma preparação e um pouco
- 17:26isso. O episódio queime sua
- 17:28preparação. Muita gente entende de outra
- 17:30forma. Eu sinto que a galera é tão
- 17:32apegada a preparação como quase um fetiche de tranquilidade para
- 17:37o jogo. E quando eu falo queime sua PrEP
- 17:39que o que é uma Bravata, claro, eles não conseguem ouvir tanto o
- 17:43episódio pro pro lado real que ele traz.
- 17:46Eles não têm impactados pela Bravata, que esquecem que o
- 17:49episódio é muito mais sobre. A importância da preparação e a
- 17:53importância de você conseguir não ficar dependente dela, né?
- 17:58Ele não fala, não prepare, mas ele fala.
- 18:01Esteja preparado caso você, caso você perca a sua preparação ou
- 18:05caso você é, não consiga imprimir o que você preparou,
- 18:09seguir as expectativas que você teve, et cetera.
- 18:12Então, quem sua preparação não é sobre chegar sem preparo para a
- 18:16sessão, é sobre ter como mestrar fora da sua zona de conforto,
- 18:20fora da sua zona de preparação. Com igual tranquilidade e sem
- 18:24aumentar o risco de você se dar mal ali.
- 18:27Quebrando a verossimilhança, quebrando a agência do jogador.
- 18:30É isso que a gente mira com com essa oscilação de posturas
- 18:35dentro do all fantasy, que é a postura do provocador e a
- 18:39postura do desafiante. Isso tem a ver com a ideia de
- 18:43ficção e disputa? Bom, o que que é essa ficção em
- 18:48disputa sobre uma lente doil fantasy RPG?
- 18:52Ele é uma ficção a todo o tempo em disputa, né?
- 18:55E se eu digo que determinado troll, por exemplo, ele tem um
- 18:59nariz longo e retorcido como se fosse uma madeira, salvo alguma
- 19:03mudança no estado das coisas, né?
- 19:06Por exemplo? Uma ação de um jogador que de
- 19:09repente resolve cortar fora esse nariz ou uma cirurgia plástica,
- 19:13que esse troll passe ou um feitiço que mude a aparência
- 19:17dele, né? Isso vai ser uma verdade que
- 19:20passa a fazer parte desse repertório que a gente chama de
- 19:23mundo de jogo, né? Quando eu faço isso, ninguém
- 19:27mais pode determinar como é o nariz dele sem agir, sem fazer
- 19:31alguma coisa que gere uma mudança nesse mundo.
- 19:35Então, quando eu disse que o nariz dele é assim, ninguém mais
- 19:38pode Do Nada dizer que ele é assado, anão ser que faça alguma
- 19:41coisa para mudar. Isso me parece, é verdade.
- 19:46Independente do sentido do jogo, independente da agenda lúdica,
- 19:51seja num jogo focadão um desafio, por exemplo, ou seja
- 19:54num jogo focadão em contar histórias, entender como compor
- 19:58esse poder criativo. Tá na essência do diálogo
- 20:02ficcional, que pra mim é a mídia sobre a qual o RPG tradicional
- 20:05acontece em contraste aí com RPGs eletrônicos, RPG solo e
- 20:10outras derivações. Aí a diferença pra mim é que num
- 20:13jogo mais focado em contar histórias, os participantes eles
- 20:16vão determinar essas verdades do mundo com o sentido de construir
- 20:21o que eles consideram uma boa narrativa, né?
- 20:23E com sorte, escolhendo ali um sistema que.
- 20:26Vai ajudar eles a fazer isso. Enquanto isso, num jogo focadão
- 20:30no desafio, os participantes vão determinar essas verdades do
- 20:33mundo, com o sentido de construir é ou superar um bom
- 20:38desafio, né? Dependendo aí se for O Mestre ou
- 20:40os jogadores. Mas também contando aí,
- 20:42obviamente, com um sistema que ajude a fazer esse recorte e
- 20:46esse sentido em determinar a ficção é o que eu chamo
- 20:49justamente de recorte, que é essa intencionalidade com que a
- 20:54gente estabelece esse espaço imaginário coletivo.
- 20:57Né? Em conjunto, essa simulação,
- 21:00esse mundo de aventuras que é um repertório, é que é um
- 21:03repertório lúdico, comum, né? Com verdade que a gente vai
- 21:06poder usar em jogo a partir do momento que elas viraram
- 21:10realidade, ali é na mesa. Ah, se o troll tem um nariz de
- 21:15madeira, eu vou pegar um galho seco e vou acender fogo nele pra
- 21:19ver como o troll reage a minha ameaça sentindo aquele cheirinho
- 21:24de queimado que podia muito bem. Ser o nariz dele.
- 21:28Então quero ver como ele se incomoda com isso e quanto eu
- 21:31passo a ser ameaçador perante esse troll.
- 21:36Ponto. Isso aqui é um exemplo de
- 21:38recorte. O jogador viu o nariz do trol,
- 21:40parece de madeira, então vou tacar fogo na madeira aqui e
- 21:43agora vou tentar peitar esse trol aqui na intimidação.
- 21:46Olha, me parece justo que o jogador ele esteja.
- 21:50Construindo a ficção recortando a ficção dessa forma, né?
- 21:54Então, a pergunta que ele fez pro mestre mestre, o nariz do
- 21:57trol é de madeira ajudou ele a fazer esse recorte, né?
- 22:02Outro exemplo, se eu quero usar trajes leves que ajudem a
- 22:05regulação térmica do meu corpo durante o exercício ou durante o
- 22:08dia mesmo, e eu não quero ficar com um cheiro ruim, não quero
- 22:11ficar com odor na minha camisa, uma camisa de fácil lavagem, que
- 22:15seca rápido, cara. Assim, eu recomendo demais que
- 22:21você utilize que você recorte essa ficção e utilize uma roupa
- 22:25da insider que é a nova parceira aqui do café com dângel.
- 22:29Se você quiser comprar uma roupa, dar de presente, eu
- 22:32recomendo demais as camisas tech da insider, que assim eu já
- 22:36recebi aqui em casa, camiseta tech, short meia cueca, calça
- 22:42cara e é tudo prático, confortável, com cores que
- 22:45combinam todas entre si. E ainda ajuda demais o café com
- 22:50dângel a vingar nessa parceria se você chegar lá e usar o nosso
- 22:54cupom, né? Na insider que é o cupom café
- 22:57com dângel tudo maiúsculo que você consegue 15% de desconto
- 23:00que é cumulativo inclusive com outras promoções do site.
- 23:04Então se você puder principalmente usar o link que
- 23:06eu vou deixar no descritivo do episódio, você vai direto lá e
- 23:09marca pra eles que é o meu link de criador, então vai deixar
- 23:13traqueado pra eles, tipo você chegou através do café com
- 23:15dângel, então mesmo que você não vai de repente usar o cupom,
- 23:17comprar agora usa OOO link aqui que eu deixei que já ajuda
- 23:21bastante, mas se você quiser comprar melhor ainda, então 15%
- 23:25aí do cupom café com dângel tudo maiúsculo e aí você vai ficar
- 23:29com a sua com seus trajes leves. E ocupa um pouco o volume que
- 23:34ajudam na regulação térmica. Não fica cheiro ruim, que é o
- 23:37mais importante. Isso numa jornada faz toda a
- 23:40diferença. Mas é isso.
- 23:43Esse é o recorte da ficção que a gente que eu costumo falar, né?
- 23:46E é natural que a gente recorte a ficção no sentido.
- 23:49Que a gente quer. Então o jogador, ele vai estar
- 23:51sempre tentando recortar a ficção, né?
- 23:54Ou pelo menos a maioria das vezes, no sentido do jogo.
- 23:57Se o jogo é um jogo de desafio, ele vai tentar recortar a ficção
- 24:00para superar esse desafio. Então guarde aí essa informação.
- 24:06Isso tem tudo a ver com a agência, agência do jogador, né?
- 24:11E eu vou deixar inclusive, OOO no discutivo do episódio.
- 24:14É um link para o episódio. O seu mundo de jogo não existe,
- 24:18que tem muito a ver com o que eu vou começar a falar aqui.
- 24:21O mundo de jogo, como eu falei, né?
- 24:22É esse espaço simulado. E ele, no fundo, é um repertório
- 24:26em construção. Verossimilhança é um atributo
- 24:29desse mundo, e esse e verossimilhança é o Nosso
- 24:32Sentimento de que esse repertório lúdico que a gente tá
- 24:36criando, de que esse essa ficção que a gente tá criando.
- 24:40É real. Esse sentimento de que ele é
- 24:42real vem da coerência interna desse repertório, né?
- 24:45Que tá sempre em intenção com sua própria natureza
- 24:48impermanente, né? Afinal de contas, se todo mundo
- 24:51esquecer que o nariz do tro de madeira, esse trol deixa de ter
- 24:5511 nariz de madeira, né? Se ninguém lembrar, é um
- 24:59repertório de por natureza incongruente, né?
- 25:01Afinal de contas, eu posso imaginar o troll, sei lá, muito
- 25:04mais pegajoso do que você, né? Que tem uma ideia de um troll
- 25:07muito mais limpinho, por exemplo.
- 25:09E pode ser que isso que essa incongruência jamais impacte no
- 25:12jogo e também a natureza indisputa desse repertório
- 25:16ficcional, como eu abordei no bloco anterior.
- 25:18Então é legal a gente entender que tem essa tensão.
- 25:21Os jogadores, eles vão estar sempre tentando trazer esse
- 25:24repertório de uma maneira coerente, né?
- 25:26É, afinal de contas, essas é conexões lógicas vão ser
- 25:30utilizadas para tentar imprimir e superar desafios para os
- 25:33participantes ou construir uma história, no caso dos
- 25:36participantes e. Ao mesmo tempo, isso vai estar
- 25:41sempre, é sempre em contraste com a natureza desse desse
- 25:45repertório ficcional que a gente cria, que é incongruente em
- 25:48permanente e em disputa. Trocando em miúdos, o RPG ele
- 25:52acontece sobre uma lacuna. Por mais que a gente tenha
- 25:56preparação as verdades que viram, um repertório lúdico,
- 26:00comum, ou seja, que podem ser usados em jogo pelos
- 26:03participantes, essas verdades precisam ser descritas em mesa
- 26:07pros participantes. Com isso, claro, é legal a gente
- 26:11ter uma outra noção aqui que a gente vai acoplar, que é por
- 26:14mais que o desenho de papéis no jogo.
- 26:17Coloque o jogador para criar a verdade sobre seu personagem e O
- 26:20Mestre para criar verdade sobre o mundo e os npcs meio que
- 26:24exclusivamente. A gente sabe que quando o
- 26:27jogador pergunta mestre, esse nariz do troll.
- 26:30Que você descreveu, parece de madeira, mas é de madeira de
- 26:33fato ou só parece mesmo? Olha só de olhar, parece?
- 26:38Mas não dá pra saber. É uma criatura estranha, meio
- 26:41mágica, e pode ser, ou não que seja de madeira.
- 26:46Bom, ele tá dormindo, né? Então eu vou até lá.
- 26:49Na miúda, eu vou tocar de levinho, com o meu dedo no nariz
- 26:52dele e dá uma alisada, dá uma analisada, uma observada aqui,
- 26:58só pra ter certeza que é de madeira mesmo.
- 27:01Bom, nesse momento o jogador, ele tá provocando O Mestre a
- 27:05determinar. A se comprometer com a ficção,
- 27:09com a verdade de que o nariz do troll é de madeira ou não, para
- 27:13que o jogador possa tomar uma atitude em relação a isso, para
- 27:16que essa realidade fique estabelecida e ele tome decisões
- 27:20informadas. Nessa hora ele está pensando
- 27:23nisso porque ele já está considerando ali voltar no
- 27:26futuro para conversar com o troll mais tarde.
- 27:29Né? Em vez de enfrentar ele na
- 27:30porrada, ele ali pelo caminho da intimidação, pegando é é pagando
- 27:35ali de magro, né? Tacando o fogo numa madeira,
- 27:38como se fosse uma mensagem, ó, se eu queimei essa, essa madeira
- 27:41aqui não está lá de dedos. Eu posso também queimar o seu
- 27:43nariz. É melhor você trocar uma ideia
- 27:45comigo. Então, o jogador já está
- 27:47recortando a ficção, né? E a sua intencionalidade já já
- 27:51está sendo canalizada ali na criação dele, né?
- 27:54EE também pelo mestre. Ele me parece justo dizer que,
- 27:59no fim das contas, por mais que O Mestre seja o responsável
- 28:02originário, ali por determinar as verdades da ficção.
- 28:06É relativa ao mundo e aos np 6. Quem determinou que o nariz do
- 28:11troll é de madeira foi o jogador, né?
- 28:13Afinal de contas, o jogador que causou, né, que que teve.
- 28:16A intencionalidade é canalizada ali, é ele que tá costurando,
- 28:21então parece justo, né? Como a gente fala em all
- 28:23fantasy, a gente dizer que o jogador reivindicou isso
- 28:27indiretamente, porque essa essa verdade no mundo.
- 28:32Passou pelo canal do mestre, mas a vontade foi do jogador, né?
- 28:36Agora que O Mestre se comprometeu com esse fato, de
- 28:39fato, o nariz do Troia de madeira.
- 28:41E o jogador vai seguir seu plano, né?
- 28:43E esse poder de determinar a ficção, mesmo que indiretamente,
- 28:47é essencial para o jogo, o RPG. Ele não funciona sem isso,
- 28:50porque ele é lacunar, é. E cara, se a gente parar pra
- 28:55pensar, é uma carga gigantesca e inalcançável pro mestre sozinho
- 29:01cuidar de trazer tudo da ficção relativa ao mundo.
- 29:04E os e os NPCS, né? Se tudo depender do mestre,
- 29:07sozinho assim não vai ter jogo suficiente.
- 29:10Vai ter uma ficção pobre, né? Que não vai ser enriquecida
- 29:14rápido e que acaba sendo uma pretensão irreal do mestre que é
- 29:18não tudo sou eu que determino. Não é assim o diálogo ficcional,
- 29:22ele é muito mais fluido do que isso, né?
- 29:24Você vai ver muitas vezes o jogador simplesmente falando,
- 29:27não, eu vou tentar pegar então em cima da da mesa aquele aquela
- 29:32caneca lá No No, afinal de contas, a gente tá numa Taverna,
- 29:36então faz sentido e o jogador simplesmente vai dizer isso e O
- 29:38Mestre é, normalmente vai concordar, porque não faz
- 29:41sentido que não tenha aquele elemento da ficção ali.
- 29:44Mas, de qualquer forma, aquela lacuna precisou ser preenchida,
- 29:47né? É.
- 29:50Então, assim, de forma geral, uma mente apenas tomando conta
- 29:54do ambiente dos npcs enriquece a ficção de uma maneira muito
- 29:57demorada e muitas vezes, ineficiente.
- 29:59Principalmente quando a gente entende que o bom, um bom
- 30:02desafio precisa de uma ficção rica, né?
- 30:06E aí, por fim, o jogador, para exercer a agência dele, ele
- 30:09precisa dessa ficção para poder interagir com o mundo.
- 30:13Ele acaba precisando fazer perguntas pra alcançar o que ele
- 30:15quer. Ele precisa provocar O Mestre,
- 30:18né? Dentro do RPG clássico aí que a
- 30:19gente tem do RPG tradicional, ele precisa provocar O Mestre ou
- 30:22então determinar direto como é o ambiente, né?
- 30:25E nesse caso aí a gente vai ter jogos aí que dão essa Liberdade
- 30:27pro jogador. Mas não é RPG clássico, ele
- 30:29precisa de forma geral perguntar pro mestre, provocar O Mestre
- 30:33Pra Ele poder interagir com o mundo, né, de forma ampla, e não
- 30:36ficar restrito as poucas verdades que O Mestre vai trazer
- 30:40pro jogo. Por isso que, diferente de um
- 30:43jogo de computador, em vez de você abrir a porta da direita ou
- 30:46a porta da esquerda, o jogador pode simplesmente pegar uma
- 30:49estopa, atacar fogo e passar ela por baixo da porta para ver o
- 30:53que acontece, né? Antes de escolher qual porta que
- 30:56ele vai tomar, no jogo eletrônico, o jogador só pode
- 30:58fazer o que está no código. Já no RPG, o jogador ele não
- 31:01precisa fazer só o que está na é preparado é.
- 31:04Não é assim que funciona. Isso, na verdade, é um dos seus
- 31:07grandes diferenciais. Essa lacunaridade, ela é 11
- 31:12featur do RPG, ela é um é um bônus do RPG.
- 31:14Ela é uma coisa interessante que ORPG tem na discussão dentro da
- 31:19comunidade do wallfantas, né? É, a gente discute o seguinte,
- 31:22se os jogadores entram numa área de mata, num vale que é muito,
- 31:27muito irrigada, né, por córregos, por é, enfim, por por
- 31:32riachos e tal, e os jogadores começam a ficar sem água.
- 31:36E aí eles falam pro mestre que eles querem investigar a região
- 31:39atrás de nascentes ou poças, porque aí a água é mais pura,
- 31:42né? E então é importante que nesse
- 31:45momento O Mestre esteja preparado para não quebrar a
- 31:48verossimelhança e dar vazão a essa busca tão natural naquele
- 31:52ambiente que os jogadores querem fazer.
- 31:54Então, tipo, seria até em verossímil?
- 31:57O Mestre falava, não, não tem nenhuma nascente aqui.
- 31:59É legal que O Mestre dê vazão para a agência dos jogadores
- 32:02nesse ponto, porque eles estão lidando com o desafio que é
- 32:04falta d'água. E mesmo que num primeiro momento
- 32:07O Mestre possa abusar da fantasia um pouco, né?
- 32:10Dizendo que ó naquela região, ali, estranhamente não tem
- 32:13nenhuma nascente, nem nenhuma poça.
- 32:15Mesmo sendo, é é incoerente ali com o resto da ficção que ele
- 32:18trouxe, que era uma região irrigada, né?
- 32:21É, ele determina. Que o mundo não tem nascente por
- 32:25algum motivo fantástico, ainda que possível, me parece uma
- 32:28realidade bastante obtusa, né? Pra pro mestre se comprometer na
- 32:32ficção, só pra não dar espaço de agência pro jogador em relação
- 32:35àquilo. Só pra não dar nenhum espaço de
- 32:37agência fora da preparação dele. Afinal de contas, se ele tivesse
- 32:41a nascente preparada e provavelmente ele IA falar,
- 32:43beleza, você achou a nascente. Mas obviamente não tem como O
- 32:46Mestre determinar todas as nascentes de uma de de uma
- 32:49região tão irrigada. Né?
- 32:52E eu acho que isso é um ponto importante para a gente entender
- 32:54as posturas relativas ao desafio.
- 33:08E aí, chegando mais próximo disso, eu vou falar sobre Oo bom
- 33:12desafio segundo awell fantasy, e esse é o fundamento mais
- 33:16importante aqui. O desafio é a agenda lúdica que
- 33:20a gente tem no jogo owell fantasy.
- 33:22O jogo owell fantasy é focado. No desafio, isso quer dizer que
- 33:26O Mestre ele vai desafiar e os jogadores vão ser desafiados.
- 33:30O norte de atuação do mestre não é buscar ser justo, ser
- 33:35imparcial, o que inclusive eu acho isso bullshit pra caramba,
- 33:38assim, é, imparcialidade é uma ficção, né?
- 33:42É, não é também papel do mestre cuidar da diversão de todo
- 33:45mundo, cuidar da história, nada disso, por mais que sejam buscas
- 33:49pessoais essas, né? A gente sabe que.
- 33:53Elas são noções muito variáveis da humanidade, né, de de pessoa
- 33:58pra pessoa são. São noções muito abstratas, né?
- 34:00Elas são abstratas o suficiente pra não conseguirem cumprir um
- 34:04papel lúdico no jogo tão claro, né?
- 34:07É, pô, é, fica difícil a gente determinar o papel do mestre em
- 34:12cima dessas noções, porque elas são etéreas.
- 34:15O que é justo pra mim pode não ser justo pra pro outro cara ali
- 34:18pode não ser justo pro outro, pode não ser justo pro mestre.
- 34:22Né? Mesma coisa a gente pode dizer
- 34:23sobre o que é divertido e et cetera.
- 34:25E o norte de atuação no mestre dentro do all of Antas, então, é
- 34:30desafiar, e quanto melhor ele puder desafiar, melhor para o
- 34:34jogo. É o que a gente costuma chamar
- 34:36de dê o seu pior para que o jogador dê o seu melhor.
- 34:40E agora vamos imaginar o cenário clássico é, sei lá que a gente
- 34:45costuma trazer aqui no café com danjo, onde travessia da região
- 34:47da floresta negra. Vamos dizer que existe essa
- 34:50floresta negra e O Mestre, ele coloca sempre lobos, sempre
- 34:54famintos, sempre hostis contra os jogadores, né?
- 34:58Então é o os jogadores vão cruzar a floresta negra e aí
- 35:02sempre o grupo vai cruzar a região.
- 35:03Eles eles encontram os mesmos lobos famintos lá atacando eles.
- 35:07Eles têm que fugir. Ou de repente, se o grupo cruza
- 35:10a região onde tem um dragão. Em teoria, O Mestre vai sempre
- 35:13para fazer o seu pior. Ele vai sempre colocar esse
- 35:15encontro da forma mais gostosa. Ele vai chegar lá Do Nada e
- 35:19botar um dragão voando no meio das brunas das brumas, dando um
- 35:23rasante cuspindo fogo na galera. E por que O Mestre não pode
- 35:27fazer isso? Seria muito fácil para ele dessa
- 35:30forma, né, meter, sei lá, um meteoro gigante e matar todo
- 35:32mundo, né? E não pode ser assim.
- 35:35O Mestre, ele é limitado pelo verso, semelhança e pela agência
- 35:38dos jogadores quando ele desafia.
- 35:40Então, em vez de sempre aparecer um dragão ou sempre aparecer os
- 35:43lobos famintos, O Mestre ele vai criar uma tabela de encontros
- 35:46aleatórios na região e agora pode ser que pinte o Dragão.
- 35:50Mas pode ser que pinte também lobos, pode ser que pinte, pinte
- 35:52outras criaturas também, que fazem sentido ali daquele
- 35:55ambiente, né? E obviamente, mas pode fazer
- 35:58sempre um recorte de desafio em cima disso.
- 36:00Mas é importante que O Mestre, ele tome, ele se resguarde pra
- 36:04não quebrar a verossimilhança, porque aí cabe que qualquer
- 36:08pessoa do jogo fale, ô, espera aí, ô, tem que anular isso aqui
- 36:10porque você está aqui. Isso aqui é completamente em
- 36:12verossímil pra mim. Então, em vez dos lobos sempre
- 36:16atacarem famintos O Mestre, ele pode de repente rolar na tabela
- 36:19de reação também pra ver se eles estão agressivos, se eles estão
- 36:23aquados, se eles atacam ou se eles precisam de repente de
- 36:25ajuda e podem até estar mansos por conta disso, né?
- 36:29E isso também traz verossimelhança.
- 36:31E isso pode ser utilizado pra compor um desafio, porque,
- 36:34afinal de contas, mesmo que os lobos saiam feridos, quer dizer
- 36:37que alguma coisa feriu eles, por exemplo.
- 36:39Então isso não impede um bom desafio.
- 36:41Isso ajuda O Mestre a recortar. De maneira verossímil e com
- 36:45segurança, ele tendo essas ferramentas, ele vai ficando
- 36:48seguro, né? A imprimir desafio, então pode
- 36:51parecer muito etéreo dizer que O Mestre tem que respeitar a
- 36:54agência e verossimilhança, mas isso se traduz no estilo Law
- 36:57fantasy, de maneira prática, em várias boas práticas e
- 37:00princípios de atuação. E se agora aparecer o difícil,
- 37:04eu posso te deixar tranquilo, porque dá para resumir tudo ao
- 37:08seguinte, O Mestre propõe situações arriscadas.
- 37:11Usando oportunidades como isca dentro de um contexto rico.
- 37:16Vou repetir, O Mestre propõe situações arriscadas usando
- 37:20oportunidades como isca dentro de um contexto rico.
- 37:24Isso é o suficiente? Esse contexto rico é o mesmo que
- 37:28dizer ficção rica. Né?
- 37:30Com os elementos de interação e os canais pro jogador exercer a
- 37:33agência. Então o contexto rico, ele
- 37:36costuma atender sozinho a todas essas boas práticas que a gente
- 37:39vai dizer aqui nesse episódio, de uma maneira geral.
- 37:43Então, se O Mestre ele enriquece a ficção, esse já já costuma
- 37:47resolver isso já costuma resolver ali um contexto rico
- 37:50pro desafio, né? Então, tendo o seu desafio
- 37:54preparado ou não, é importante que O Mestre desafie em cima de
- 37:58uma ficção rica. Né?
- 38:00E isso é uma coisa que vai começar a desfazer essa ideia de
- 38:04que O Mestre só deve desafiar quando ele tem preparação.
- 38:08E voltando a preparação agora para falar especificamente da
- 38:12postura do desafiante com a preparação, ele pode adiantar O
- 38:16Mestre, né? Ele pode adiantar vários
- 38:18elementos do contexto rico. Então, por exemplo, pensar com
- 38:21cuidado, né? É num problema que seja
- 38:24solucionável. E tem a amplitude de soluções,
- 38:27ou seja, que não tem uma solução única e inegociável.
- 38:31É O Mestre vai poder cuidar, né? A partir da preparação dele, ele
- 38:34pode cuidar mais facilmente para que ele instigue decisões
- 38:38difíceis dos jogadores. Mas mesmo quando ele tem tudo
- 38:41isso preparado como repertório, ele precisa colocar isso em mesa
- 38:45e validar isso para uso em jogo. Né?
- 38:48Os jogadores provocando O Mestre, o mesmo no uso direto
- 38:52ali dos personagens deles, os jogadores.
- 38:54Provavelmente eles vão ter outras soluções possíveis para
- 38:56os problemas. Eles vão provocar antecipações
- 38:59com perguntas e investigações que O Mestre nem imaginava.
- 39:02Então, os jogadores, eles vão elevar naturalmente o nível de
- 39:06complexidade, das situações que O Mestre trouxer.
- 39:09EE, isso vai enriquecendo. OOOO desafio então, quando O
- 39:15Mestre tem um desafio preparado, que vai ajudar a imprimir esse
- 39:19contexto rico com facilidade, né?
- 39:21É ainda assim, os jogadores vão começar a interagir com essa
- 39:24ficção relativa ao desafio. E aí O Mestre vai vai começar a
- 39:29dialogar com eles em torno desse desafio que ele preparou.
- 39:33Quando isso acontece, ou seja, quando o jogador de fato engaja
- 39:35com o desafio que O Mestre tem preparado, a gente diz que O
- 39:39Mestre tem a postura do desafiante.
- 39:42Nesse caso, O Mestre, ele já vai ter muitas respostas na ponta da
- 39:47língua para dar para o jogador, né?
- 39:49E essa é a postura do desafiante.
- 39:51Ele vai ficar bem relaxado de modo geral, porque ele tá
- 39:54resguardado pela preparação dele ali.
- 39:56Ela ajuda ele a criar repertório com muita coerência.
- 40:01A ficar seguro de que ele não vai quebrar a verossimelhança
- 40:03que não vai quebrar a agência, que vai trazer um desafio bem
- 40:07agudo, né? Porque ele conseguiu preparar
- 40:08esse desafio com antecedência, sem medo de criar inclusive
- 40:12atrito com a jogabilidade dos participantes.
- 40:15E para manter essa coerência e o desafio tão agudo que ele
- 40:18planejou algumas vezes, ele vai poder inclusive dizer não para
- 40:22alguns recortes que o jogador vai fazer na ficção.
- 40:25Então, se o jogador vier perguntar, mestre, o troll
- 40:28debaixo da ponte? Deitado ali dormindo, ele parece
- 40:33bêbado. Se você construiu todo o seu
- 40:36desafio de forma que você depende que o troll esteja
- 40:39saudável e forte, você provavelmente vai querer dizer
- 40:43não. Ele parece bem íntegro.
- 40:45Ele só está ele. Ele parece só até dando um 10
- 40:48ali está tirando um cochilo rápido, mas ele está bem
- 40:50íntegro. E isso fica muito mais claro se
- 40:53a gente analisar no exemplo de uma dângelo, né, que é 11
- 40:57desafio típico, que com uma boa preparação pode ficar
- 41:00extremamente agudo, né? Então, esse desafio da dângelo,
- 41:04ele ele alcança um nível muito alto do desafio, porque é um
- 41:07ambiente preparado para a morte, né?
- 41:09Então, se você construiu todo um level design pra tua dângel,
- 41:12construiu toda a rotina de facções presentes, é fez uma
- 41:16distribuição de tesouros inteligente, equilibrada.
- 41:19É difícil você sair inventando portas e sair inventando
- 41:23caminhos, sair inventando salas e redes novos ali, porque você
- 41:28vai começar a se sentir frágil na coerência desse ambiente tão,
- 41:31tão. É tão preciso que você construiu
- 41:34para desafiar isso pode dar de fato uma bagunçada.
- 41:37Então, quando o jogador pergunta quando o jogador provoca, você,
- 41:40provavelmente você vai puxar a provocação para a ficção que
- 41:43você preparou. E aí você vai trazer essa ficção
- 41:46que você preparou para o jogo, né?
- 41:48Então, nesse momento é compreensível que você vai dizer
- 41:52não pelo bem do desafio, né? O ideal.
- 41:57É que na postura do desafiante, você siga algumas boas práticas
- 42:01para isso. Então, então vamos trazer aqui.
- 42:04Primeiro, você vai imprimir um problema solucionável.
- 42:09Segundo, o problema que você vai trazer, ele tem amplitude de
- 42:13soluções, ou seja, você não vai bloquear as soluções que os
- 42:15jogadores trouxerem é, você não vai ficar criando obstáculos que
- 42:20não, não existem. Você vai propor os obstáculos e
- 42:22eles vão tentar superar esses obstáculos.
- 42:25É, você vai antecipar. É riscos e oportunidades para os
- 42:30jogadores e isso vai gerar interface deles com os riscos e
- 42:34com as oportunidades. Então isso é uma coisa
- 42:36importante de botar. Você não vai antecipar o desafio
- 42:40como um todo de maneira etérea. Você precisa gerar interface pro
- 42:45jogador, né? Através da informação que você
- 42:47vai dispensar. Sempre pelo pelos riscos
- 42:51específicos e pelas oportunidades específicas.
- 42:53E um desafio de forma geral, é feito de várias oportunidades e
- 42:56riscos. Então, se dentro de uma danjam,
- 42:58todo mundo sabe que é perigoso, mas isso não quer dizer que os
- 43:01desafios, os riscos ali dentro estejam antecipados, então você
- 43:04vai precisar antecipar as as armadilhas, as criaturas que
- 43:07então podem fazer emboscada. Cada risco você tem que
- 43:10antecipar. A mesma coisa vale para as
- 43:12oportunidades. Não basta chegar um cara para
- 43:14você bater nas suas costas e falar.
- 43:16Ah, esse mundo é um mundo de merda, meu filho, você vai
- 43:20enfrentar muitos desafios pela frente.
- 43:22Isso não quer dizer que toda a vida do sujeito já tenha riscos
- 43:26antecipados, né? E mesmo vale como adanjam.
- 43:28Então pensa nisso, outra boa prática, né?
- 43:31É situações complexas e decisões difíceis.
- 43:35Situações complexas são situações que não são, é.
- 43:40Unicelulares assim unidimensionais, né?
- 43:42Então em vez de você falar não, o desafio aqui é, você encontra
- 43:46esse inimigo numa sala vazia na Pedreira do Jaspion, vocês vão
- 43:49correr na porrada até morrer, isso é péssimo, né?
- 43:52Oo interessante é você colocar a coisas em jogo, você colocar é
- 43:57elementos, é que possam ser colaterais ali, aquele aquela
- 44:01disputa, aquele desafio com esses corredores vão poder se
- 44:04importar ou utilizar a seu favor em paralelo, né?
- 44:07Inclusive tomando decisões difíceis.
- 44:10Outra boa prática, que tudo ocorra dentro do possível,
- 44:15possível e do verossímil, né? Isso é uma boa prática do
- 44:18mestre, ele vai impedir coisas impossíveis, né?
- 44:20É sem aquela ideia do DD clássico lá de das all was a
- 44:24chance, né? Sempre tem uma chance, não, o
- 44:26que é impossível é impossível, corta declare isso, coloque isso
- 44:30ali com clareza no jogo e o que o que não for verossímil também.
- 44:35É, você vai ser provavelmente bloqueado, né?
- 44:37Qualquer participante pode falar, cara, isso aqui está
- 44:39muito em verossímil e isso passa a ser uma lei do jogo.
- 44:42Então não corro o risco de cair em verossimilhança, né?
- 44:46Seja seja minimamente verossímil ali dentro dos seus limites.
- 44:51E, por fim, que O Mestre não bloqueie reivindicações dos
- 44:53jogadores que não sejam inverossímeis ou não prejudiquem
- 44:57a composição do desafio. EEE as suas interações também.
- 45:01Então é é é importante que O Mestre, ele não fique.
- 45:05E falando não pra tudo que os jogadores tragam, né?
- 45:08É que você só diga não quando de fato isso for atrapalhar você a
- 45:12imprimir o seu desafio, né? É e é muito raro que isso
- 45:16aconteça, tá? Quando você vai se sentindo cada
- 45:18vez mais confortável, você vai abrindo cada vez mais chance de
- 45:22não falar não pros jogadores, porque isso enriquece a ficção.
- 45:26Então, resumindo, problema solucionável, amplitude de
- 45:29soluções, antecipação de riscos e oportunidades, situações
- 45:33complexas e decisões difíceis, tudo ocorrendo dentro do
- 45:36possível do verossímil, e não bloquear reivindicações dos
- 45:40jogadores que não sejam em em, em velocimes e não prejudiquem a
- 45:43composição do desafio, né? E aí fica mais claro quais são,
- 45:49como isso se relaciona com os limites do mestre, né?
- 45:52O Mestre, ele vai ser desafiante quando?
- 45:55Ele tiver um contexto rico e o contexto rico vai trazer de
- 45:59maneira geral essas boas práticas, né?
- 46:02Então, quando O Mestre, ele tem preparado isso e ele já sentiu
- 46:05que já trouxe pra ficção todos os elementos que ele precisa pra
- 46:09desafiar dessa forma, né? É ele.
- 46:11Ele tá atuando ali na postura do desafiante e isso faz com que
- 46:15ele é proteja o desafio que ele tem preparado ali, idealizado.
- 46:19Mas e quando ele não tem preparação?
- 46:21E quando ele não tem nada guiando o desafio dele?
- 46:24Bom, nesse momento, lembra que eu falei lá atrás do jogador,
- 46:28provocando O Mestre, que o jogador vai fazer um recorte da
- 46:31ficção e para isso ele vai muitas vezes vai provocar O
- 46:34Mestre para se comprometer com a verdade do mundo.
- 46:37Então o jogador, Oo jogador, pode fazer isso para se
- 46:40divertir, para zoar, para fazer uma brincadeira, mas é normal
- 46:43que ele faça isso em torno da agenda lúdica do jogo, né?
- 46:46É como eu falei, isso é um jogo de contar história e o jogador
- 46:49vai tentar. Lá, de repente, quer fazer um
- 46:51arco de Redenção para o personagem dele.
- 46:53Ele vai precisar é construir na ficção uma oportunidade de uma
- 46:58boa ação, preferencialmente com uma Renúncia envolvida.
- 47:02E aí ele vai provocar O Mestre para isso ou vai determinar a
- 47:05ficção, se ele tiver poderes para isso.
- 47:07Já num jogo focado em um desafio, é provável que o
- 47:11jogador vá buscar equipamento, recursos, oportunidades de
- 47:13ganho, caminhos mais seguros, etcetera.
- 47:17E O Mestre também vai fazer isso, só que, ao contrário,
- 47:19querendo desafiar, né? E quando ele não tiver nada
- 47:22preparado, principalmente, e aí ele pode, assim como o jogador
- 47:26faz com ele, O Mestre pode provocar o jogador.
- 47:29AA, começar a trazer uma ficção que é interessante, que facilite
- 47:34ele a implementar um desafio, né?
- 47:37É, Ah, mas ele pode, de repente, usar um oráculo para determinar
- 47:40o que ele não sabe. Bom.
- 47:43O Mestre pode sempre utilizar um oráculo e um oráculo.
- 47:45Ele pode ser um bom exercício criativo, mas o oráculo ele não
- 47:49tem contexto do da situação da mesa.
- 47:52Ele é um instrumento de criação e O Mestre vai usar isso, ele
- 47:55vai ter que reinterpretar isso em mesa.
- 47:57De qualquer forma, o impulso que o oráculo traz, ele vai ter que
- 48:00adaptar para mesa. Você pode sempre então, puxar o
- 48:05jogador no lugar disso, né? Que o jogador já vai trazer
- 48:08essa, esse enriquecimento da ficção dentro do contexto, do
- 48:12desafio, dentro do que ele busca, e isso vai fazer com que
- 48:16ele expresse os planos dele, que você possa trabalhar em cima
- 48:19dessa intencionalidade dele. Essa ficção já vem tratada e é
- 48:24muito mais eficiente. Isso quer dizer que o jogador
- 48:28vai enriquecer a ficção dentro do sentido do jogo.
- 48:32E você vai bater bola em cima disso, né?
- 48:34Essa horizontalidade, né? Significa que vão ter muitas
- 48:38cabeças pensando e criando juntas aquela ficção, né?
- 48:42Dentro dessa dialética criativa que é tão importante para o RPG.
- 48:45E aí você só precisa ir provocando o jogador com as
- 48:48perguntas certas. E tudo dando certo.
- 48:51Eles vão enriquecendo a ficção e você vai direcionando as suas
- 48:55provocações e criando junto com eles até que você perceba.
- 49:00Olha aqui, eu já consigo propor situações arriscadas usando
- 49:04oportunidades como isca dentro de um contexto rico.
- 49:08E agora você pode voltar a postura do desafiante e
- 49:12abandonar a postura do provocador.
- 49:15E aí, no caso, a gente pode tentar entender que as boas
- 49:18práticas relativas AAA postura do provocador, né?
- 49:22Mas vale a pena a gente entender pra começar, né?
- 49:25Acho que a primeira boa prática e a gente entender qual a
- 49:27vantagem que o jogador quer ou que você pode oferecer Pra Ele,
- 49:32isso já vai começar, abrir alguns canais.
- 49:34Então, se o jogador fala, mestre, eu tô procurando algum
- 49:36lugar pra trocar a minha joia por dinheiro.
- 49:39Bom, você já começa a tentar entender o que que ele quer,
- 49:41então você fala, cara, com que tipo de gente que você quer
- 49:44trocar isso é bem possível que ele fale, cara, eu quero trocar
- 49:48com, sei lá, os Nobres da cidade, né?
- 49:51Por quê? Porque de repente ele consegue
- 49:52trocas melhores por ali, né? A galera é rica e tal, e aí O
- 49:57Mestre fala, bom, beleza, então começa a recortar em cima disso.
- 50:01Por outro lado, o jogador pode falar, não, eu quero fazer isso
- 50:03aqui na miúda, né, não quero não quero que as pessoas.
- 50:07É, saibam que eu trouxe essas essas joias, então eu vou tentar
- 50:09o mercado negro. Nos 2 casos, O Mestre pode
- 50:13começar a recortar em cima disso e tentar entender quais são os
- 50:16riscos associados, né? É AA essas vantagens que o
- 50:20jogador está trazendo, então qual a vantagem que o jogador
- 50:22quer? Bom, com os Nobres, o jogador
- 50:24quer tirar proveito com uma troca bem feita, né?
- 50:28É no caso dos bandidos, o jogador, ele está querendo uma a
- 50:32vantagem de não ser, de de não despertar.
- 50:35É olhares cobiçosos pra cima deles.
- 50:39E você sabendo disso, fica mais fácil você costurar o teu
- 50:42desafio. Outra boa prática, dizer sim e
- 50:45construir em cima, né? Você dá com uma mão e com a
- 50:49mesma mão você mete um superpant no jogador, ok?
- 50:53O Tesouro está ali no meio de um Monte de tralha nessa passagem
- 50:57que você achou no meio dos. Escombros é uma arca sem tampa
- 51:02junto de ouro. Todo tem um esqueleto de alguém.
- 51:05Com restos de roupas de rico, com um papiro manuscrito na mão.
- 51:10No papiro está escrito o seguinte, a ganância mata.
- 51:17Qual o? Desafio que O Mestre é construiu
- 51:20aqui em cima, né? É O Mestre disse sim para os
- 51:23jogadores. Os jogadores de repente estavam
- 51:24procurando esse Tesouro ativamente.
- 51:26O Mestre disse sim, ele não tinha nada preparado.
- 51:28Mas a partir desse momento, agora ele tem um Tesouro pesado,
- 51:32difícil de carregar de volta. E quem não passar num save
- 51:36contra maldição é não vai conseguir deixar esse Tesouro
- 51:40para trás de forma nenhuma. É como se fosse um charme do
- 51:43próprio Tesouro e cara, agora, boa sorte para o grupo
- 51:47encarregar isso de volta e principalmente, sair o encontro
- 51:50aleatório, porque se O Mestre botar uma criatura que é pesada
- 51:53ali, aquele jogador vai ter que lutar até o fim, porque ele tá
- 51:56charmado. Então agora O Mestre, em cima da
- 52:00ganância do jogador, ele pode construir um Belo desafio assim
- 52:04ó. Rapidinho, né?
- 52:07Então, boa prática, diga sim e constru em cima, inclusive, isso
- 52:10é uma é uma prática comum aí de improviso, né?
- 52:14É, e eu sinto que o improviso ele faz isso, ele amplia
- 52:17soluções, ele amplia a ficção, enriquece a ficção, que é o que
- 52:21a gente quer, né? Outro bom, outro boa prática
- 52:24aqui do do, da postura, do provocador.
- 52:27Use a lente do desafio mestre. Eu sou um elfo antigo.
- 52:33De um povo que já habitou essa região?
- 52:35Será que eu sei de alguma lenda ou indícios de algum Tesouro
- 52:40enterrado pelos antigos aventureiros elfum nessa?
- 52:43Região bom, aqui. Uma coisa importante é que, em
- 52:48vez de você se preocupar com o grupo não enriquecer, é melhor
- 52:53você pensar que cara, o grupo tá praticamente botando uma isca.
- 52:58Ali, né? EE possivelmente já tá dando
- 53:02antecipação de um problema para você, né?
- 53:05O contexto, inclusive, já tá enriquecendo muito rápido.
- 53:08Faz todo sentido que naquelas ruínas ali possa ter alguma
- 53:10coisa assim. Então aproveita, é, você não
- 53:13tinha nada, mas agora você já tem quase um desafio pronto, né?
- 53:17E aí você começa a se perguntar, usando a lente, a lente do
- 53:20desafio, por que o Tesouro estaria largado ali?
- 53:25Por que que não levaram? De quem era esse Tesouro?
- 53:27Por que que ele foi deixado para trás?
- 53:29E isso já vai indicar para você aquele desafio que eu faria ali
- 53:33em cima, né? De uma maldição e tudo mais.
- 53:36Outra boa prática, busque fazer com que o jogador se comprometa
- 53:42com uma ficção que vai oferecer um risco futuro.
- 53:48E cara, quem é? É interessante porque
- 53:50normalmente, quando você vai fazer o jogador se comprometer
- 53:53com uma ficção, já você recortando, você normalmente vai
- 53:57fazer com que o jogador antecipe o próprio risco que ele vai
- 54:00correr. Olha que doideira.
- 54:02Eu vou dar um exemplo, tá? É O Mestre chega pra galera e
- 54:06fala, como vocês vão navegar nesse Rio, pessoal?
- 54:11O Mestre, eu quero navegar o mais rápido possível.
- 54:15Aproveitando as correntezas, mas sem arriscar demais.
- 54:20Safe, ok? Vocês aproveitam a correnteza e
- 54:25conseguem uma ótima velocidade. Agora, beleza?
- 54:30Quando os jogadores precisarem voltar de barquinho pelo Rio,
- 54:36eles vão precisar voltar para Vila, por exemplo, antes do
- 54:38anoitecer, porque de repente tem uma besta a solta na madrugada.
- 54:43Eles vão ter que enfrentar esse Rio Acima, lutando contra a
- 54:48correnteza forte e contrária e ou talvez até ter que abandonar
- 54:52o barco, ir a pé. Né?
- 54:53E porque eles e principalmente agora que eles de repente estão
- 54:56carregando tesouros e coletaram itens da dange, não sei lá,
- 55:00agora eles vão ter que enfrentar o Rio no retorno e ali sim, o
- 55:04desafio acabou se imprimindo naturalmente, sem você fazer
- 55:07nenhum esforço. Você só deu corda pro jogador e
- 55:11fez ele se comprometer com aquela ficção.
- 55:12Qual de que o Rio tá rápido ali? Ele tirou proveito disso, veio
- 55:16com a ambição dele e você devolveu Pra Ele como um bom
- 55:20judoca. Outra boa prática, use o centro
- 55:24de interface nos personagens dos jogadores.
- 55:28Tem um episódio que eu falo sobre isso, tá?
- 55:30Eu vou deixar até o link no descritivo do episódio, que é o
- 55:33episódio sobre centro de interface no RPGE.
- 55:37Eu acho muito, muito importante essa dica que ela é bem nova,
- 55:40inclusive é uma coisa que eu percebi recentemente, um
- 55:43episódio que eu gravei. É é melhor você perguntar sempre
- 55:47para o jogador através do canal do personagem, nunca perguntar
- 55:51para o jogador. Diga aí como é essa cidade que
- 55:54vocês estão entrando, né? É melhor não perguntar isso, é
- 55:57melhor você usar o canal do personagem.
- 55:59Bom, vocês começam a entrar numa região de cidade, é?
- 56:03Vocês estavam de fato querendo passar AA noite, né?
- 56:07Nesse local, vocês, como vocês é, como é que é o lugar que
- 56:10vocês querem passar a noite, mais ou menos?
- 56:12Qual seria o lugar ideal para vocês nesse ponto?
- 56:15Você está instigando o jogador através do seu personagem?
- 56:20E não um jogador em si. Você está usando a interface
- 56:23dele, né? E é legal também você provocar o
- 56:27jogador a falar o que o personagem dele quer, o que ele
- 56:30almeja, o que ele pretende, né? Como eu falei lá atrás, o
- 56:33jogador falar, eu quero trocar gemas com dinheiro na cidade.
- 56:37E eu quero. Fazer isso com os Nobres e você
- 56:39fala o que que você está buscando com os Nobres?
- 56:41Por que que você está indo para os Nobres?
- 56:42Os jogadores vão falar não, porque é mais seguro, né?
- 56:45De repente eles não vão dar dinheiro falso ou de repente
- 56:48porque eles querem tirar proveito, que os caras são
- 56:50podres de rico. Então, de repente a negociação é
- 56:52mais fácil você tentar entender. Né?
- 56:55É, é isso. Através da interface do
- 56:58personagem, é melhor do que você falar, bom, beleza, como é que
- 57:01como é a troca que vocês querem fazer, sabe?
- 57:04É, é muito genérico. E o que que isso acarreta você
- 57:07usar canais genéricos em vez de usar o canal é de interface do
- 57:10personagem. Quando você pergunta para o
- 57:13jogador na lata assim, fora da da interface do personagem, por
- 57:17exemplo, como é que é a floresta que vocês estão entrando?
- 57:21Você tira o jogador da interface que ele tá utilizando
- 57:24normalmente, isso dá uma tela azul.
- 57:26O jogador muitas vezes não sabe responder.
- 57:28Tem jogador que reage bem, mas não é nada em comum que os
- 57:31jogadores reajam mal a isso, né? O que que acontece?
- 57:35Qual o fenômeno que eu entendo de de porque que dá essa tela
- 57:38azul? Porque quando você tira o
- 57:41jogador da interface dele, ele deixa de usar um processo
- 57:44criativo. Ele passa por uma lógica
- 57:46indutiva, né? Do específico pro geral, ou
- 57:49seja, do jogador indo do personagem dele pro que o
- 57:51personagem dele quer no desafio. E você passa a estimular um
- 57:57caminho contrário. É um caminho dedutivo do geral
- 58:01pro específico. Então você provoca o jogador a
- 58:03decidir de forma ampla, primeiro o que que tem na ficção pra
- 58:07depois ele entender o que o personagem dele quer.
- 58:10E isso é uma lógica que. Da tela azul por quê?
- 58:12Porque você dá um bug no jogador naquela hora, é com muito comum
- 58:16de acontecer. Não vou dizer que acontece
- 58:17sempre, mas é uma boa prática, tá?
- 58:20Então acho que essas são as boas práticas que a gente caiu até
- 58:23agora. Eu consegui associar a postura
- 58:25do provocador, então é fazendo um recape aqui, né?
- 58:30Do da postura do desafiante, né? É é quando O Mestre, ele tem o
- 58:36desafio preparado, né? E ele quer ser coerente com esse
- 58:40desafio preparado para atingir um nível, um nível de desafio
- 58:43mais agudo nesse momento. As boas práticas são um problema
- 58:47solucionável, amplitude de soluções, antecipação de riscos
- 58:51e oportunidades, criar situações complexas e decisões difíceis e
- 58:55que tudo ocorra dentro do possível e do e do e do veio
- 58:59símil e que O Mestre não bloqueie reivindicações dos
- 59:01jogadores que não sejam. Que não prejudiquem a própria
- 59:05composição do desafio. E quando O Mestre não tem essas
- 59:08coisas preparadas, né? Qualquer um desses elementos,
- 59:12né, que a gente pode chamar de contexto rico.
- 59:14Quando O Mestre não tiver um contexto rico, né?
- 59:17Que O Mestre adote outra postura.
- 59:20Que ele adote a postura do provocador.
- 59:23Né? Que é quando ele não tem uma
- 59:24PrEP, quando ele precisa. Que a que a ficção fique rica,
- 59:28que o contexto se enriqueça. E aí as boas práticas são,
- 59:32entender qual a vantagem que o jogador quer ou que você pode
- 59:35oferecer, dizer sim e construir em cima.
- 59:40Usar a lente do desafio para entender a resposta do jogador e
- 59:46buscar fazer com que o jogador se comprometa com uma ficção que
- 59:51ofereça risco futuro. Por fim, usar o centro de
- 59:54interface nos personagens dos jogadores.
- 59:58Acho que isso aqui encapsula legal essa essas posturas que
- 1:00:02oscilam, né? E essa essas posturas oscilam no
- 1:00:05nível inframecânico. Ou seja, não é uma mecânica que
- 1:00:08a gente tá falando, a gente tá falando de posturas que oscilam
- 1:00:11no diálogo ficcional, que acontece de forma fluida, de
- 1:00:15forma caótica, né? E a postura de do desafiante?
- 1:00:20Vai lucrar a compostura do provocador e vai oscilar
- 1:00:22bastante até quando você está imprimindo um desafio que você
- 1:00:25tem preparado. Porque porque mesmo o desafio,
- 1:00:28quando tiver bem preparado e já tiver com contexto rico, ainda
- 1:00:31assim a gente vai precisar trabalhar.
- 1:00:33Legal essa emergência dele. Então essas posturas oscilam às
- 1:00:37vezes até de uma forma, de uma forma ágil e rápida ali durante
- 1:00:41o jogo. O interessante aqui é a gente
- 1:00:44provocar uma auto consciência do mestre enquanto ele mestre em
- 1:00:48relação a isso. E entender também como
- 1:00:50estruturar a campanha dele para os momentos de postura do
- 1:00:54desafiante. Ou seja, para ele estruturar a
- 1:00:56campanha, né, em torno do desafio que ele vai preparar.
- 1:01:01O exemplo que eu posso dar sobre isso é bergotten.
- 1:01:03Quando que O Mestre ele é desafiante?
- 1:01:06Bom, O Mestre vai preparar, né? É, é ele vai ser desafiante
- 1:01:11quando o quando o grupo, né? Encontrar um Marco inicial de
- 1:01:16campanha. E os seus desdobramentos?
- 1:01:18Ou seja, O Mestre chegou e preparou, por exemplo, uma
- 1:01:20dângeon, aquela dângeon tá ali naquele local, se o grupo entrar
- 1:01:24naquele local, o grupo tá engajando com o desafio que O
- 1:01:27Mestre já tem preparado, né? E cada Hexágono, afinal de
- 1:01:32contas, beergot tem um Rex Kroll, cada Hexágono vai ter um
- 1:01:34ponto, né? Inicial de campanha, um Marco
- 1:01:37inicial de campanha. Então a gente pode dizer que
- 1:01:39cada Hexágono tem um ponto de desafio em que eu vou utilizar a
- 1:01:43postura do desafiante logo de cara assim que o jogador
- 1:01:46engajar. Né?
- 1:01:48Por outro lado, tem outro momento também em que eu vou é
- 1:01:52poder usar já a postura do desafiante é muitas vezes logo
- 1:01:55de cara, que é quando sai o encontro aleatório nos erros.
- 1:01:58Então eu Rolo na minha tabela ali e de repente eu posso.
- 1:02:02É utilizar até 111 repertório que eu preparei previamente para
- 1:02:05encontros aleatórios. Adaptando, né?
- 1:02:08Ou eu mesmo posso, na hora ali chegar, pegar uma criatura e
- 1:02:11tentar imprimir ela naquele momento ali.
- 1:02:14É em cima do do daquele espaço, do Hexágono, né?
- 1:02:21E a terceira coisa, em terceiro momento em que eu vou desafiar,
- 1:02:25né, que está estruturado na campanha, é quando a ficção está
- 1:02:29rica suficiente para tal. Eu olho a ficção, falo, cara,
- 1:02:33aqui já tem um desafio pronto. Ou seja, tem, é, eu já consigo.
- 1:02:40Propor situações arriscadas, usando oportunidades como isca
- 1:02:44dentro de um contexto rico. Aí quando isso acontece, eu
- 1:02:48desafio. Esses são os 3 casos, de forma
- 1:02:50geral, que a gente vai desafiar dentro de beergoten.
- 1:02:54Isso quer dizer que o meu desafio e a minha postura do
- 1:02:57desafiante, ela está estruturada dentro do jogo e, de forma
- 1:03:02geral, eu vou sempre atuar como provocador.
- 1:03:05Isso me deixa tão relaxado quando quanto é quando eu metro
- 1:03:08tão tranquilo que os desafio. Desafios vem em vão, tanto
- 1:03:11aqueles que são os desafios é preparados, quanto os que não
- 1:03:15estão preparados. E eu fico tranquilo, porque pode
- 1:03:18ser que os jogadores, enquanto a gente estiver dialogando, que
- 1:03:21nenhuma ficção fique rico o suficiente de forma espontânea.
- 1:03:25E aí os jogadores acabam engajando com a com a, com o
- 1:03:29desafio que eu. Tenho preparado lá e isso não
- 1:03:32acontecer. Tudo bem, os jogadores vão
- 1:03:34tocando a campanha no ritmo deles.
- 1:03:35Eu só não preciso ficar ansioso com isso, entender que o jogo tá
- 1:03:38rolando. Por quê?
- 1:03:40Porque dentro dessa estrutura do Rex Kroll, beergoten é, os
- 1:03:43jogadores estão o tempo todo lidando com esses esses desafios
- 1:03:47inerentes, como, por exemplo, trafegar pelos hexágonos e a
- 1:03:50chance de encontro aleatório, por exemplo.
- 1:03:52É, ou até mesmo fora de um Rex krall.
- 1:03:54Os jogadores vão estar lidando com essa, com essa dificuldade
- 1:03:58de não enriquecer a ficção a ponto de te dar um desafio
- 1:04:01pronto no colo. Quando isso fica bem sedimentado
- 1:04:05na cabeça de todos os participantes, tanto do mestre
- 1:04:08quanto dos jogadores, o jogo vira esse xadrez.
- 1:04:10Muito claro, né? Que disputa a ficção é cara, foi
- 1:04:18a gente que resolveu isso aí, tô te falando.
- 1:04:21A gente saiu da frasqueta, certo?
- 1:04:23E aí o Rio da viúva, aquele Rio grandão, ele estava seco, só
- 1:04:27tinha lama e um fiozinho de água.
- 1:04:29Céu tava esquisitaço aquela tempestade girando lá no alto,
- 1:04:34sugando tudo. Todo mundo achava que era o fim
- 1:04:36do mundo, é árvore, passarinho, até a luz do Sol parecer ser
- 1:04:41puxado lá pra dentro. Tava escuro de dia, pra ter uma
- 1:04:44ideia que a gente decidiu subir o Rio na direção daquela muralha
- 1:04:48que tem lá na final, afinal. Já parecia que era o fim do
- 1:04:52mundo, então era melhor morrer se divertindo, não é verdade?
- 1:04:55E a gente seguiu, seguiu viagem, levamos dias, comida foi
- 1:04:58acabando, até que a gente deu de cara com essa Montanha, eles
- 1:05:03chamam de Montanha docarina e tinha uma caverna na base,
- 1:05:08caverna grandona Funda soprando um vento muito forte lá pra
- 1:05:11dentro, tudo era puxado lá pra dentro, o Rio seco tava indo pra
- 1:05:15lá, os animais tava indo pra lá também, quase levou o bigode
- 1:05:19junto. E aí, sei lá porque me viu na
- 1:05:23cabeça uma música, uma música que eu tinha escutado na
- 1:05:26frasquita uns dias antes. Comecei a cantar assim, meio que
- 1:05:30no extinto cara, de repente o vento parou, parou mesmo,
- 1:05:34silêncio, aquele silêncio que chega a ser pesado, sabe?
- 1:05:38Eu e meus amigos nos olhamos e a gente entrou, cara entrou pra
- 1:05:42resolver isso de vez e o que tinha lá dentro?
- 1:05:45Eu só te conto se tu vier mais uma caneca pra cá e traz com
- 1:05:48espuma, Hein? Esse tantos outros são rumores
- 1:05:57vindos do jogo do mundo aberto de beergoten.
- 1:06:01Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar
- 1:06:05inteiramente de graça no nosso grupo.
- 1:06:08Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue.
- 1:06:11Beergoten com a gente, vamos explorar.
- 1:06:17Beergoten. Encerrando aqui, né?
- 1:06:43É bom a gente pensar que essa essas posturas, né?
- 1:06:47Tanto do desafiante quanto do provocador.
- 1:06:49Mas no caso aqui, principalmente do provocador, é uma postura que
- 1:06:53tá em experimentação. A gente tá explorando ela em
- 1:06:56bergotten e na comunidade, né? O objetivo aqui é dar
- 1:06:59ferramentas para O Mestre lidar com o jogo quando ele não tiver
- 1:07:03preparação, para ele aproveitar os momentos de jogo e de agência
- 1:07:07em que ele não tá preparado, por mais que ele não consiga.
- 1:07:11Ser tão agudo quanto ele seria no desafio se ele tivesse
- 1:07:14preparado. Eu Acredito que com essa postura
- 1:07:18é a gente já vai ter o que você o que você precisa para
- 1:07:23aproveitar bastante as decisões dos jogadores em jogo e se
- 1:07:27divertir gerando desafios bastante sólidos.
- 1:07:31E que deixam o mundo bastante orgânico, responsivo, vivo e
- 1:07:36pertencente também aos jogadores.
- 1:07:37Porque, afinal de contas, eles que estão trazendo os insumos
- 1:07:40para esse desafio diretamente. Por fim, a postura do desafio do
- 1:07:44do do provocador coroa a natureza emergente, a
- 1:07:48lacralidade típica do RPG enquanto media, e ele via o peso
- 1:07:52das costas do mestre. Uma vez superada essa ansiedade
- 1:07:56em se, em em se improvisar, né? Então O Mestre vai se habituando
- 1:08:00em jogar um pouco também fora dessa zona de conforto, até que
- 1:08:05seja tranquilo e ele veja o valor nisso.
- 1:08:08E aí, curtiu? Eu vou deixar para você na
- 1:08:10enquete aqui a pergunta, gostou da da oscilação de posturas ou
- 1:08:15você não quer nem experimentar isso?
- 1:08:17EE dormir abraçado com a sua prec?
- 1:08:19Conta para mim e conta aí também por extenso aí no comentário, o
- 1:08:23que que você achou desse episódio de hoje aí que tanta
- 1:08:25gente pediu, espero que tenha curtido.
- 1:08:28É trouxe bastante fundamento aqui e obviamente a gente pode
- 1:08:31explorar mais mais profundamente esse papo.
- 1:08:34É dessas posturas ou outras posturas.
- 1:08:37E aí eu espero o feedback de vocês, beleza?
- 1:08:40No fim, vou deixar aqui os links citados no episódio, né?
- 1:08:43Então o link os links dos anúncios, inclusive o link
- 1:08:47traqueado da insider para você comprar a sua roupa tecnológica
- 1:08:51aí que não fede, desamassa no teu corpo é uma delícia.
- 1:08:56É lá insider store.com.br, você usa o cupom café com dângel, né?
- 1:09:02Mas vai pelo meu link aqui no descritivo do episódio beleza?
- 1:09:05Ou lá No No no Instagram, vou deixar o link lá no Instagram
- 1:09:07sempre também, então você pode ir lá no meu link de parceiro e
- 1:09:11usar o cupom café com dângel, tudo maiúsculo pra 15% off.
- 1:09:15Vale muito a pena também. Lembrando que você tem o cupom
- 1:09:18ccd aí no site da UV negra, vou deixar também o link.
- 1:09:22Da ovelha negra aqui No No descritivo do episódio, deixar
- 1:09:25também o link para você jogar beergoten e experimentar essas
- 1:09:28coisas com a gente, e também o link para você ir lá no YouTube
- 1:09:31do café com dângel e aproveitar a Premiere que vai ao ar hoje,
- 1:09:35quinta-feira, meio-dia, ou ir lá depois, caso já tenha passado
- 1:09:38desse horário, né? Né também deixar os links
- 1:09:41mencionados aí, né? No No episódio o link sobre
- 1:09:44posturas no RPG, o link sobre disputa pela ficção, o link do
- 1:09:48episódio quem e sua PrEP Oo link do episódio seu mundo de jogo
- 1:09:52não existe EOO episódio sobre centro de interface no
- 1:09:56personagem no RPG, então é isso e lembrar que você pode se
- 1:10:00tornar 11 apoiador do café com dângelo e ajudar a gente.
- 1:10:04A voltar a ter 5 episódios semanais.
- 1:10:06Já pensou? Considera apoiar a gente aí e o
- 1:10:08nosso projeto na expansão aí em apoia.se barra café com dânjão
- 1:10:13se você gostou especialmente do café de hoje, manda para gente
- 1:10:16uma gorjeta, aí manda seu Pix em qualquer valor para
- 1:10:19cafecomdangeo@gmail.com a gente conta com você se você tem uma
- 1:10:23empresa ou uma marca e quer ter um dia na semana no café com
- 1:10:26dângeo, você pode financiar mais um episódio semanal aqui e fazer
- 1:10:29Alegria da massa ripegista consulta a gente em café
- 1:10:32comdangeo@gmail.com que a gente tem um.
- 1:10:34Uma proposta especial para você. Consulta aí a gente também sobre
- 1:10:37parcerias e anúncios. A gente tá trabalhando não
- 1:10:39somente com marcas de RPG e vestuário, mas também de café,
- 1:10:44de jogos, alimento, mídia, tecnologia, educação, tudo mais.
- 1:10:48Então cola aí com a gente. Se você é um produtor de
- 1:10:50conteúdo game zero, independente, acadêmico ou funk,
- 1:10:53é colaborar, manda e também um e-mail com a gente, beleza?
- 1:10:57Por último, mas não menos, o importante é agradecer a galera
- 1:11:00que torna possível essa aventura.
- 1:11:02Então, obrigado ao pessoal que apoia com o nível incentivo,
- 1:11:04incluindo aí o Lúcio Pimentel. Valeu demais ao pessoal do nível
- 1:11:07de apoio à comunidade, incluindo aí o Lucas dannes, a Paty Brito
- 1:11:11e a Daniele David Marques. Grande Dani Marques.
- 1:11:15Um salvo especial para os assinantes do nível RPG do Jô,
- 1:11:18dentre eles o Rudolf Helmut, o Lucas barjut, o Gabriel Gomes,
- 1:11:21junger lonbreras é o Thiago da luz Gabriel e o Guilherme
- 1:11:25Fernandes Mendes. E um abraço aos membros do
- 1:11:29treinamento ole Friends. Eles são Daniel Haidar, o Leo
- 1:11:32gasparuto menini, o Marcos Gonçalves e o Vinícius Lourenço.
- 1:11:35E um imenso agradecimento aos membros.
- 1:11:37Café com o balbi, no caso aqui o meu grande amigo Thiago Augusto.
- 1:11:41Valeu camarada, um abraço pessoal e até a próxima.