Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 02 de julho de 2026
Transcript
- 0:00A universitária FM apresenta rádio livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. Os destaques do rádio livre
- 1:13desta quinta-feira, 2/07/2026 trabalhadores de governo
- 1:22pressionam o Senado pelo fim da jornada 6 por um e setores
- 1:26empresariais agem contra procuradoria geral da República
- 1:32defende que o chefe do golpe, Jair Bolsonaro, seja mantido em
- 1:38prisão domiciliar mesmo depois. Da descoberta de uma arma e
- 1:44munição na casa onde ele cumpre a pena.
- 1:47A Venezuela decreta luto após mortos após 2000 mortos, né?
- 1:55São 2. Mais de 2000 mortos e a
- 1:58Venezuela decretou o luto de 7 dias.
- 2:54O governo brasileiro criticou novas restrições anunciadas.
- 2:59Pela união europeia ao comércio de aço brasileiro, que vai
- 3:06passar a ser cobrado em compensações.
- 3:10Vários tipos de compensações por essa decisão da união europeia.
- 3:15Avaliação do governo é que as regras reduzem o acesso de
- 3:19produtos brasileiros ao mercado europeu e criam Barreira
- 3:24adicional. Para um setor que já disputa
- 3:27espaço em ambiente Internacional mais fechado, a área do aço que
- 3:32nós estamos nos referindo a posição brasileira se concentra
- 3:36no entendimento de que a polÃtica europeia altera
- 3:39condições de concorrência e pode afetar exportações nacionais o
- 3:45aço. à um insumo estratégico para a
- 3:48indústria e, ao mesmo tempo, é importante em negociações
- 3:52comerciais envolvendo proteção de mercado, sustentabilidade e
- 3:57defesa da produção local. O governo brasileiro afirmou que
- 4:02acompanha os desdobramentos pelas vias diplomáticas e
- 4:06comerciais e diz que a cobrança de compensações indica que o
- 4:10Brasil? Pode, de fato, tratar o caso não
- 4:13apenas como disputa setorial, mas como questão de acesso a
- 4:17mercado e cumprimento de regras internacionais.
- 4:22Esse tema do aço aà é reúne. à a discussão que existe, por
- 4:30exemplo, em áreas como transição energética, já que a produção do
- 4:36aço entre os setores. Está entre os setores mais
- 4:40pressionados por exigências ambientais e também envolve
- 4:45questões relacionadas com a polÃtica de proteção comercial
- 4:50que a união europeia está adotando e que o Brasil está
- 4:54reagindo. Olha, conforme conforme estava
- 5:07previsto ontem pelo Senado, passaram setores interessados na
- 5:14discussão sobre o fim da jornada 6 por um e também os
- 5:18interessados em não só manter a jornada 6 por um, como, de
- 5:24preferência, piorar um pouco a situação.
- 5:26Setores empresariais, né? Que fique bem claro, então.
- 5:30Representantes de empresas, de sindicatos e trabalhadores e
- 5:35integrantes do governo participaram de audiência
- 5:38pública no Senado, ontem, para discutir a proposta de emenda
- 5:42constitucional que trata da redução da jornada de trabalho
- 5:47sem redução de salário ou, como ficou conhecido, o fim da
- 5:53jornada 6 por um. A reunião expôs a distância
- 5:59entre os setores empresariais, entidades de trabalhadores, EE
- 6:07governo, por questões basicamente sociais, econômicas
- 6:13e operacionais das mudanças. Essas 3 coisas, né?
- 6:17O setor empresarial, uma parte, porque uma parte é a favor da do
- 6:21fim da jornada 6 por um, é o setor empresarial.
- 6:26Criticou principalmente o que eles dizem ser risco de aumento
- 6:34de custos, dificuldade de adaptação e possÃvel perda de
- 6:39produtividade em segmentos que funcionam com escalas contÃnuas.
- 6:46Os representantes desse setor sustentam que a mudança deveria
- 6:51ser negociada por setor. Levando em conta as realidades
- 6:56distintas do comércio, de serviços, da indústria, da
- 7:01saúde, da segurança, do transporte e os bolsos abertos,
- 7:07escancarados de boa parte do setor empresarial.
- 7:11Os bolsos. Fui eu que incluÃ, né?
- 7:12Porque tudo isso aqui tá, é o bolso, é o cofre, né?
- 7:17Sindicatos de trabalhadores defendem que esse modelo atual.
- 7:23Deve acabar por quê? Porque primeiro que ele
- 7:25sobrecarrega, ele sobrecarrega, eu perdi aqui, o eu perdi o meu
- 7:34improviso no texto. Eu bati na tecla aqui, mas
- 7:40chegaremos já de volta. à então o que dizem os
- 7:44sindicatos de trabalhadores, né? Eu tinha falado da posição dos
- 7:49empresários. Agora, o que que dizem os
- 7:52trabalhadores nessa audiência lá do do Senado?
- 7:57Esse modelo atual sobrecarrega trabalhadores, reduz tempo de
- 8:00Descanso, reduz convÃvio familiar.
- 8:05Não dá tempo para estudar, por exemplo, para se aperfeiçoar,
- 8:08até mesmo para voltar e dar mais suor para o empresário, reduz os
- 8:14cuidados pessoais. Então, para os trabalhadores, o
- 8:17debate precisa considerar saúde mental.
- 8:20Qualidade de vida e equilÃbrio entre produtividade e direitos
- 8:25sociais. O governo defende, defendeu a
- 8:30manutenção do diálogo e a construção de uma transição
- 8:33possÃvel. Olha quem é dono da vida e do
- 8:39tempo é o trabalhador, não é o patrão, não é a empresa.
- 8:47O que o trabalhador faz é ter que vender, infelizmente.
- 8:51A sua força de trabalho os a sua vida praticamente para
- 8:56sobreviver? Sim, entrega a vida para
- 8:58sobreviver. Ã mais ou menos isso que
- 9:00acontece na relação capital e trabalho.
- 9:06E claro que a discussão é pela saúde, é pelo direito à vida, é
- 9:13pelo equilÃbrio entre produtividade e direitos sociais
- 9:16e não essas coisas que foram ditas pela empresarialidade.
- 9:20Tem muito empresário mentindo, mas mentindo.
- 9:23Desavergonhadamente com amplo respaldo midiático, porque isso
- 9:26é que é uma coisa importante, né?
- 9:28O sujeito vai e diz que vai ter prejuÃzo, etcetera e tal.
- 9:32E já está comprovado, já está comprovado que a redução da
- 9:38jornada de trabalho aumenta a produtividade, aumenta o lucro,
- 9:43reduz despesas da empresa e melhora a vida do trabalhador.
- 9:49Sem redução de salário. Evidentemente, essa experiência
- 9:52está já vem sendo feita em alguns paÃses, mas aqui no
- 9:57Brasil, em alguns setores da economia, na Câmara, foram lá em
- 10:01setores empresariais, dizer claramente, olha a redução da
- 10:05jornada de trabalho. Não só ela é boa para os
- 10:10trabalhadores, mas ela é boa para o setor empresarial.
- 10:13Agora, claro que nós temos uma história de escravidão.
- 10:17Ainda muito viva, né? Não é à toa que só casos
- 10:22documentados tem aà quase 70000 casos de 1 dia.
- 10:29Passou a notÃcia dessa por aqui, né?
- 10:32Em torno de 70000 casos de pessoas flagradas em situação
- 10:37que agora chamou análogo à escravidão.
- 10:39Analogo à escravidão é porque, como pela lei, escravidão não
- 10:42existe mais, então, né? à e nunca deveria ter existido,
- 10:47na verdade, né? Mas as condições análogas Ã
- 10:50escravidão, quando você vai olhar como era a escravidão, é
- 10:53isso mesmo, a escravidão. Pois bem, a lembrança sobre a
- 10:57escravidão e algumas práticas muito próximas da escravidão
- 11:02continuam. Por isso, certos setores.
- 11:06Por exemplo, a Confederação nacional da indústria, o seu
- 11:10presidente deu uma entrevista num dia desses numa rede
- 11:12nacional aÃ. Defendendo coisas que até alguns
- 11:17empresários do século 19 ficariam envergonhados de
- 11:20defender, porque era um posicionamento.
- 11:24à completamente contrário ao que o mundo minimamente civilizado,
- 11:31minimamente, né? Discute dizendo que a indústria
- 11:35IA perder muito bem. à a exploração dos
- 11:40trabalhadores. Tem que continuar, não é por
- 11:42esse raciocÃnio. E os subsÃdios que nós pagamos
- 11:46pra indústria também continuam. Curioso, né?
- 11:50Então pra receber subsÃdio, a indústria está aberta, né?
- 11:57A generosidade com o dinheiro público que o estado brasileiro
- 12:01faz com a indústria. Tudo bem agora pra reconhecer a
- 12:05relevância social, econômica, é sanitária mesmo.
- 12:12Da redução da jornada. Aà o empresariado reage, aÃ
- 12:16encontra pela frente um alcolumbre aÃ, né?
- 12:20Pronto, é a tampa e a panela. Eu conheço essa frase, dou outro
- 12:26jeito, mas a tampa e a panela tá boa pra cá, né?
- 12:31Pois olhe, é, esse debate vai continuar, porque o objetivo de
- 12:36alcolumbre é que não seja aprovada AO fim da jornada 6 por
- 12:41um. Ã, ele decidiu que não é pra
- 12:45provar. Ele, ele mesmo acha que é ele e
- 12:50certos setores empresariais. Acho que é uma medida, um
- 12:53projeto eleitoreiro. Não sei se eles têm hábito de
- 12:59colher informação assim, mas a medida é de 2019, né?
- 13:05Quando não houve eleição, é e. O debate se intensificou no ano
- 13:12passado, quando não tinha eleição.
- 13:15E o Congresso vem empurrando, né?
- 13:17Enquanto pode, a Câmara mesmo votou essa o fim da jornada 6
- 13:24por um, por muita pressão popular e porque o governo tinha
- 13:28avisado, se não sair nada até final de março, em abril vai ter
- 13:3511 projeto de lei com inclusive com.
- 13:40Um prazo, aquele negócio da é transitar em urgência.
- 13:46O governo acabou tirando a urgência.
- 13:47Não sei qual foi o acordo que foi feito, porque ninguém sabe o
- 13:50que o que passa por debaixo dessas decisões, né?
- 13:54O governo tirou a urgência porque estava travando a pauta
- 13:58no na Câmara e agora o Senado está fazendo o jogo do.
- 14:07Presidente alcolumbre que esquece que, sendo o presidente
- 14:11do Senado, deveria ser também presidente de uma casa que tem a
- 14:14ver com o povo brasileiro. Mas isso é uma coisa secundária,
- 14:20é? Ninguém quer nem que os
- 14:22deputados e senadores adotem a jornada 3 por 4.
- 14:25Não, né? Que é mais ou menos assim.
- 14:27A jornada do da Câmara e do Senado é 3 por 4.
- 14:31Ã, e também ninguém está pedindo.
- 14:33Olha, ninguém está pedindo recesso em dezembro, janeiro e
- 14:36julho? Não, não é.
- 14:38Esse pedido não está incluÃdo. Aliás, ontem eu ouvi uma matéria
- 14:45do Supremo Tribunal Federal com encerrando o semestre,
- 14:50encerrando o semestre é com a prestação de contas, mostrando
- 14:54assim milhares de decisões. Aà agora vem um recesso em
- 14:58julho. AÃ vem um recesso em dezembro,
- 15:01aà vem um recesso em janeiro, em fevereiro, lá pro dia 5 de
- 15:04fevereiro, conversa, né? Então é assim, pegando aqui os 2
- 15:10poderes, né? Uns fazem as leis, outros
- 15:14fiscalizam e julgam, né? E nós aqui, os trabalhadores
- 15:18comuns, o que achamos de tudo isso?
- 15:23Pagamos, né? Pagamos, pagamos trabalhando 6
- 15:28por um. Que tal usarmos as ruas, por
- 15:32exemplo, com mais intensidade, para expressarmos nossos pontos
- 15:37de vista de trabalhadores? A experiência?
- 15:42Nós até conversando com o professor Fábio Sobral esta
- 15:44semana, lembramos isso, né? O fim daquela PEC da bandidagem,
- 15:51né? à OA derrubada do projeto que IA
- 15:56regulamentar o estupro, IA proteger o estuprador.
- 16:00Como é que eles caÃram com a mobilização, com as pessoas na
- 16:03rua. Então, a jornada 6 por um, a
- 16:07impressão que dá é que precisa de mais rua, mais praça, mais
- 16:11gente pressionando e dizendo para o Congresso Nacional que
- 16:16ele tem sim, que olhar para o povo brasileiro, não olhar só
- 16:20para. A contabilidade das empresas.
- 16:24Mas se resolver olhar para a contabilidade das empresas, olhe
- 16:28também para os bilhões de subsÃdios dados para empresas.
- 16:37Isso não conta a Renúncia fiscal?
- 16:42Isso deveria contar. Muito bem.
- 16:47Mas essa semana que tá essa dificuldade aà de discutir a
- 16:51jornada 6 por um, é a mesma semana em que, olha, vamos
- 16:56lembrar que pra basicamente 80% dos trabalhadores brasileiros
- 16:58ganham um salário mÃnimo. Um salário mÃnimo 1000, 1000 e
- 17:04alguma coisa bruto 1000, 1600 e alguma coisa bruto 1621, né?
- 17:08Se eu não chegar nada bruto, aà tem os os descontos lá.
- 17:15Sem penduricalho que penduricalho não é coisa do
- 17:17trabalhador comum. Não, não é coisa para Plebe, não
- 17:23é. E essa semana o Supremo Tribunal
- 17:26Federal oficializou que o teto não é o teto.
- 17:31Vocês viram, oficializou o buraco no teto.
- 17:36E mais, vão pagar as verbas retroativas?
- 17:42Não, não. Tudo, né?
- 17:44Mas vamos pagar. A gente nem sabe quanto são
- 17:49alguns bilhões de reais de verbas retroativas.
- 17:52à o mesmo supremo que pega uma decisão tomada lá mesmo,
- 17:57transitada em julgado durante a pandemia, derruba e manda cobrar
- 18:02dos trabalhadores do serviço público a devolução de 200, 560
- 18:07e 800 BRL do salário, né? Foi foi assim, foi assim.
- 18:13Perguntas. Trabalhadores do das
- 18:15universidades, por exemplo, em plena pandemia, aà lá vocês não
- 18:20podia nem sair de casa para procurar advogado, era tudo
- 18:23eletrônico. E é o mesmo supremo que preserva
- 18:29esse chamemos assim direito a penduricalho.
- 18:33E porque é que chama penduricalho?
- 18:35Não é que ninguém é? Deixe de reconhecer que que o
- 18:40sistema de justiça, os trabalhadores russo.
- 18:43Oo os que são integrantes do sistema mesmo, né?
- 18:45Que não são. Não é para todos os funcionários
- 18:47da justiça, não é para todos os funcionários do Ministério
- 18:50público, não é para os os chamados membros do do, do
- 18:53judiciário, a magistratura de Ministério público.
- 18:57à claro que eles têm direitos e precisam ser respeitados nos
- 19:01seus direitos, né? Agora, os cálculos que o próprio
- 19:05Supremo Tribunal Federal fez, que quem julgou no primeiro
- 19:09momento, individualmente foi 11 ministro.
- 19:13Que foi juiz, né? Federal foi lÃder da categoria.
- 19:17à que hoje é ministro do supremo.
- 19:19Flávio Dino. Foi ele que citou a lista
- 19:22horrorosa de gratificações que passaram a se chama
- 19:26penduricalhos, dentre eles, por exemplo, auxÃlio panetone,
- 19:33auxÃlio moradia pro sujeito que que tem onde morar, não é?
- 19:40AuxÃlio moradia pra quem se desloca, vai prestar serviço,
- 19:43não sei onde e tal, deve ter alguma discussão, pelo menos no
- 19:47caso do juiz que aqui entre nós, o servidor público comum não tem
- 19:50isso, não, tá transferido, vai pra lá, vai te embora, né?
- 19:55Ã, não tem no executivo, não tem nem auxÃlio pra transferência,
- 20:00tem nos entre os militares, né? Tem, mas entre os civis não tem
- 20:04auxÃlio pra pra mudança não, você se muda, você se muda por
- 20:08sua conta mesmo. Ver você sendo transferido, você
- 20:12vai pra sua conta. Então são muitas questões que
- 20:16precisam ser vistas, mas não dá pra gente ficar assistindo a
- 20:21essa situação. O supremo ensaia que vai acabar
- 20:24com os penduricalhos, ensaia que o piso, que o teto vai valer.
- 20:29Aà aprova a regulamentação do furo do buraco no teto, que foi
- 20:34o que foi aprovado. Você quer ver um exemplo?
- 20:3635% de anuênios. O que é anuênio cada ano de
- 20:43trabalho você tinha 11 pequena remuneração sobre cada ano de
- 20:48trabalho no salário básico. Isso tinha no serviço público do
- 20:53executivo na década de 90. Isso acabou.
- 20:57Aà os trabalhadores foram à justiça.
- 20:59Quem disse que, né? Aà agora a instância máxima do
- 21:05judiciário vai à prova. Anuênio pra eles, aà você aqui
- 21:11vai pagar os anuênios que você não tem mais, não é?
- 21:17Então são é assim, a democracia precisa passar por essas
- 21:20discussões um pouco mais de equilÃbrio.
- 21:25Sem contar que o Brasil é um dos paÃses mais desiguais do mundo,
- 21:27inclusive na questão salarial. Ninguém tá reivindicando aqui o
- 21:33que, aliás, saiu um dia desse, uma fala aà de uma
- 21:35desembargadora. Dizendo que não sabia como ela
- 21:38aqueceu o tratamento de saúde depois que tiraram as verbas de
- 21:43indenização, que comumente agora o próprio supremo chamou de
- 21:48penduricalho, né? O próprio ministro do supremo
- 21:51chamou de penduricalho. Pois muito bem, eu não sei o
- 21:55endereço dela, mas podia até mandar um recado, o sistema
- 21:57único de saúde está à disposição porque ela diz que não o salário
- 22:02parece que a 130128 1000 que ela ganhava.
- 22:06E disse que tinha muita gente com esse salário que não estava
- 22:09conseguindo pagar uma consulta médica.
- 22:11Eu fiquei impressionado foi com a Riqueza do médico, porque essa
- 22:15consulta deve ser uns 300000 BRL, né?
- 22:18Não é não pra não dar certo. Mas o sistema único de saúde não
- 22:23só está aà à disposição, como é um dos sacrificados pra garantir
- 22:28esse tipo de desigualdade salarial ainda mantida no
- 22:32serviço público. Aà lá vem aquele pessoal das
- 22:35reformas, é preciso fazer uma reforma no serviço público.
- 22:38Aà quando você vai ver a reforma?
- 22:40A reforma não mexe com os privilégios e benefÃcios que se
- 22:44mantém, por exemplo, entre as forças armadas e o legislativo e
- 22:50judiciário? Tem, o executivo?
- 22:53Tem. Então tira.
- 22:54Só que no a massa salarial, inclusive desses 3 poderes, a
- 23:00massa salarial é baixa. Principalmente do executivo.
- 23:06Então, quer fazer uma reforma administrativa?
- 23:08A primeira coisa não é uma reforma, uma reforma
- 23:10administrativa não pode ser uma guilhotina passando e degolando
- 23:13as pessoas. Tem que ser para melhorar o
- 23:16serviço público e dar equilÃbrio.
- 23:19EquilÃbrio na remuneração não se justifica você lutar, lutar
- 23:25assim, né? Um certo segmento, garantir um
- 23:28salário de 80000 BRL. Num paÃs que tem 80%, ganhando
- 23:321621 BRL bruto, sem direito a penduricalho, por exemplo, aqui
- 23:35na no MEC, nos funcionários do MEC, pra ficar onde eu conheço
- 23:41bem, não tem hora extra. Você pode dar hora extra?
- 23:45Pode, desde que seja de graça. Hora extra você não recebe.
- 23:48Acabou se faz tempo, né? Uma remuneração extra é uma
- 23:52situação muito excepcional. Tem que fazer até meditação,
- 24:00fazer promessa, falar com Deus para conseguir ser remunerado
- 24:04por alguma coisa extra que você faça.
- 24:06De um modo geral, é, não, não tem.
- 24:11E não é para ter mesmo penduricalho nenhum benefÃcio
- 24:14excepcional. Se a gente quer mesmo uma
- 24:17democracia, se a gente não quer, mantém tudo como está, né?
- 24:21Mantém tudo como está. Ele fica uma democracia assim,
- 24:24né? Uma democracia sem teto.
- 24:29Mas sem teto, não no sentido de falta de casa, mas uma casa com
- 24:34um furo pra olhar pro céu, pra orar pela permanência do do do
- 24:41teto furado. Mas se você pensa que eu falei
- 24:46do tapior não, tudo ainda pode piorar um pouquinho.
- 24:49Porque, por exemplo, agora mesmo saiu a decisão.
- 24:53Na verdade é uma manifestação, né?
- 24:55Da procuradoria geral da República.
- 24:57Do PGR Paulo gunet encaminhada ao supremo dando parecer
- 25:03favorável a quê? A manutenção da prisão
- 25:07domiciliar do chefe do golpe, Messias Bolsonaro?
- 25:12A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, o
- 25:15relator do caso, após um pedido de análise relacionada Ã
- 25:20apreensão de uma arma atribuÃda ao ex presidente.
- 25:24Então, veja. Uma arma em casa com munição Ã
- 25:27Ou Não à um prisioneiro privilegiado?
- 25:33O que o Ministério público diria de um de um preso como um
- 25:37qualquer que tivesse uma arma em casa com munição extra,
- 25:43inclusive? Hã, o que aconteceria?
- 25:48Aconteceria é isso, né? O Ministério público não deixa
- 25:51em casa mesmo, né? Tem problemas não, né?
- 25:57Olha, esse posicionamento da procurador geral da República
- 26:01indica que, no entendimento do procurador geral da República,
- 26:05as condições que justificam a medida cautelar continuam
- 26:09presentes. A avaliação foi submetida ao
- 26:12Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir se mantém, se
- 26:17altera ou revoga as restrições impostas ao ex presidente, o
- 26:21chefe do golpe. Então tá aÃ, vamos ver o que que
- 26:26vai acontecer, né? Mas é, não surpreende, né?
- 26:32Pra me surpreender com essas informações é difÃcil.
- 26:35Não surpreende, mas é estranho que com o episódio da arma,
- 26:42aliás, a defesa admitiu claramente que o chefe do golpe
- 26:47tinha arma em casa, com munição e tudo.
- 26:52à o presÃdio dele, né? Precisando de domiciliar?
- 26:55Vamos esperar agora que ver o que que o Xandão vai decidir?
- 26:59As coisas têm mudado tanto ultimamente em relação ao
- 27:02Supremo Tribunal Federal, que é capaz de manter se Oo chefe do
- 27:09golpe em casa. Aqui no Ceará eu tive notÃcia,
- 27:14há uma época de 111. Rapaz que estava preso e
- 27:20adoeceu, e o médico? Que o atendeu no presÃdio,
- 27:24recomendou uma medicação que não tinha no presÃdio.
- 27:28A famÃlia tentou levar Oo medicamento e não foi permitido.
- 27:34Não foi permitido levar o medicamento.
- 27:36Isso um caso em que houve pelo menos a consulta e a
- 27:39recomendação do medicamento. E os que tem doenças, até
- 27:43doenças graves que permanecem nos presÃdios.
- 27:47Então, de novo, voltamos ao ao caso dos penduricalhos, né?
- 27:51A lei. Ã, todos são iguais perante a
- 27:54lei, né? Porém, a lei não é igual perante
- 27:57a todos. Vamos esperar, né?
- 28:01O que que vai ser decidido? Mas provavelmente vai prevalecer
- 28:07o que vem ocorrendo ultimamente, umas a palavra flexibilização
- 28:13vem ganhando cada vez mais é presença em certas decisões,
- 28:20então vamos esperar o que que vai.
- 28:22Ficar decidido, né? O Ministério da justiça e
- 28:33segurança pública inaugurou em São Paulo um escritório nacional
- 28:37voltada ao enfrentamento de facções criminosas.
- 28:40A unidade integra o programa Brasil contra o crime organizado
- 28:45e tem como objetivo fortalecer a articulação entre forças
- 28:48federais. Estaduais e instituições de
- 28:51inteligência no âmbito das do combate às organizações que
- 28:58atuam em diferentes estados brasileiros, a estrutura foi
- 29:01apresentada como ponto de integração operacional, com foco
- 29:06em investigação, circulação de informações e apoio à s ações, Ã
- 29:12coordenação das ações, à escolha de São Paulo.
- 29:16à tem um peso estratégico pela presença de redes criminosas com
- 29:20atuação interestadual e por ser um dos principais centros
- 29:24financeiros e logÃsticos do paÃs.
- 29:29O governo pretende usar o escritório para ampliar a
- 29:32capacidade de resposta contra lavagem de dinheiro, tráfico de
- 29:38drogas, tráfico de armas, extorsão e outros crimes
- 29:43associados a. Facções criminosas e o
- 29:49Ministério da justiça e segurança pública também avaliou
- 29:53que a classificação do primeiro comando da capital e do comando
- 29:57vermelho como organizações terroristas estrangeiras
- 30:00anunciada pelos Estados Unidos pode produzir efeito contrário
- 30:04ao pretendido. Segundo o Ministério da justiça,
- 30:08a medida pode reduzir a eficácia de punições aplicáveis a crimes
- 30:13comuns praticados. Por facções, a preocupação
- 30:18central é jurÃdica. Ao deslocar o enquadramento para
- 30:22terrorismo, haveria risco de dificultar a punição por delitos
- 30:27como narcotráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, latrocÃnio e
- 30:32contrabando de armas e munições. Avaliação do Ministério é que
- 30:37facções brasileiras já são alcançadas por instrumentos
- 30:40penais próprios e por leis voltadas para o combate.
- 30:45Ao crime organizado. Mas Trump insiste em ser o
- 30:52delegado, o promotor e o juiz do mundo.
- 30:58Na verdade, eu até reduzi um pouco um dia desse.
- 31:01Trump apareceu como Jesus, você lembra, Assis?
- 31:07Ele apareceu trajado de Jesus. Isso é até pecado, né?
- 31:14Se você acredita em pecado, aà pecado e bote pecado nisso.
- 31:22Mas assim, agora, inclusive, os Estados Unidos anunciaram
- 31:24sanções contra pessoas e empresas brasileiras que eles
- 31:29acham que tem ligação com o crime organizado.
- 31:34Passando por cima de tudo que você imagina que seja soberania
- 31:40nacional, então? Trump é um problema mundial que
- 31:47o mundo ou não sabe ou não quer enfrentar, não quer resolver.
- 31:53O problema é que também tem muito aliado, né?
- 31:55Você tem brasileiros que vão pra lá pedir a ele pra desrespeitar
- 31:59o Brasil. Invadir o paÃs como aconteceu, é
- 32:04isso? à uma coisa, é.
- 32:06Ã sintoma de um momento muito crÃtico vivido pelo mundo.
- 32:11E mais. Sintoma de uma de um processo de
- 32:16ataque mortal. A soberania dos paÃses.
- 32:21E a democracia, que é frágil, né?
- 32:25Tem suas dificuldades, tem seu lado econômico bastante.
- 32:30à trágico muitas vezes, mas que pode avançar, pode se
- 32:37aperfeiçoar, pode se transformar numa democracia plena.
- 32:42Com aprofundamento dos direitos, do equilÃbrio em todos os
- 32:46sentidos. Mas com Trump no meio, aà a
- 32:51soberania vira algo frágil, mais frágil ainda.
- 32:58E os paÃses viram trapos na mão de Trump.
- 33:07A Venezuela? O governo da Venezuela.
- 33:09Informa que o número de mortos no terremoto de 24 de junho já
- 33:14chega a quase 3000 pessoas. O total de feridos?
- 33:19Mais de 11000, segundo os dados do governo da Venezuela.
- 33:25Diante da dimensão da tragédia, a presidenta da Venezuela, delci
- 33:30Rodrigues, decretou luto oficial de 7 dias.
- 33:35Os tremores provocaram destruição em diferentes regiões
- 33:38do paÃs e ampliaram a demanda por atendimento médico, abrigo,
- 33:44água, alimentos e apoio logÃstico.
- 33:46A declaração de luto nacional na Venezuela evidencia o tamanho do
- 33:51desastre e a necessidade de resposta coordenada diante de
- 33:56perdas humanas. EE as outras perdas econômicas,
- 34:00né? Da infraestrutura do paÃs, né?
- 34:06E a agência da organização das Nações Unidas para refugiados
- 34:11fez um apelo emergencial por uma verba de 14 bilhões, quase 15
- 34:18bilhões de dólares, para apoiar as famÃlias afetadas pelos
- 34:22terremotos de 24 de junho na Venezuela.
- 34:26O pedido ocorre diante de um desastre que já deixou mais de
- 34:292000 mortos. E mais de 11000 feridos.
- 34:32Como eu acabei de informar. Os recursos solicitados deverão
- 34:35ser usados em ações de proteção, abrigo, assistência emergencial
- 34:40e apoio a pessoas deslocadas ou em situação de vulnerabilidade.
- 34:46A agência da organização das Nações Unidas para refugiados
- 34:49atua especialmente com populações que perdem moradia,
- 34:53documentos, acesso a serviços e condições mÃnimas de segurança
- 34:58após desastres. Em grande escala, a tragédia
- 35:03atinge um paÃs que já vinha enfrentando dificuldades
- 35:06econômicas porque a Venezuela está cercada.
- 35:11Estava né, cercada por por retaliação econômica do governo
- 35:18americano. Agora a Venezuela está invadida.
- 35:22Vocês lembram que no começo do ano?
- 35:25Trump mandou invadir a Venezuela, mandou matar mais de
- 35:30100 é venezuelanos que davam ou venezuelanos e estrangeiros,
- 35:35sobretudo cubanos, que davam segurança ao governo de Maduro,
- 35:39sequestrou Maduro e a mulher e levou presos os 2 para os
- 35:44Estados Unidos, como se ele fosse o juiz, o delegado, o
- 35:48promotor e O Dono do Mundo. Vamos terminar aqui, né?
- 35:57Tá bom por hoje, né? Obrigado.
- 35:59Bom dia amanhã, Assis Lima e eu voltamos, voltamos às 7:30 ao
- 36:05vivo com rádio livre aqui na universitária FM 107,9
- 36:12megahertz. Até amanhã.
- 36:14Obrigado. A universitária FM apresentou
- 36:19rádio livre. Rádio livre rádio livre.