Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / COISA DE RICO #XII - NEM TUDO O QUE SE VÊ É (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:09Senhoras e Senhores, Bruno Maia Soares.
- 0:12Simbora é porque? Vocês não podem ver o sorriso
- 0:15desse cara que ele transmite um fluxo de caixa positivo.
- 0:19Assim, se pegar a conta bancária, olha aí a conta
- 0:22bancária de Bruno Maia Soares. Mas mesmo assim, ele não perde a
- 0:26humildade. Ele não diz, tenho sede, não é
- 0:28ele. Ele se enxuga sozinho depois do
- 0:29banho. Não aí eu vou para o título do
- 0:31capítulo aqui. Nem tudo o que se vê é.
- 0:34As coisas Diego, nem tudo que se vê ficou até nervoso.
- 0:36Ficou até nervoso, é? O Kindle bem.
- 0:40É, vamos seguir com a nossa leitura.
- 0:43É você que está aqui agora. E gosta de finanças e quer
- 0:49participar de um movimento que vai proteger financeiramente
- 0:52100000 famílias no Brasil. Eu participo desse movimento.
- 0:54Bruno participa desse movimento. Clica nesse link e conheça um
- 0:57projeto através do qual nós podemos empreender juntos.
- 1:00E aqui Eu Não estou falando de ser consultor financeiro.
- 1:02Não estou falando de você parar de fazer o que você faz.
- 1:04Você pode participar desse projeto.
- 1:06Educação parcial e ser muito bem remunerado porque ele tem uma
- 1:09característica de renda vitalícia.
- 1:11Não é dado a característica do produto.
- 1:13Você trabalha uma vez, recebe todos os meses.
- 1:16É uma das formas que você pode ser remunerado nesse projeto.
- 1:18Não vou fazer um grande pitch aqui, mas clica aqui nesse link
- 1:22e você vai poder conhecê-lo está.
- 1:24Isso é mais para quem se identifica com essa Visão de que
- 1:26proteger as famílias é negociável beleza seguindo então
- 1:31nem tudo o que se vê é brusdão, nem tudo o que se vê é.
- 1:35Acordei com o celular travado pela quantidade de mensagens por
- 1:38um triz. Não contratei uma Secretária de
- 1:40verdade. As matérias do valor econômico
- 1:41do jornal o Globo repercutiram. Os chicassos de outrora
- 1:45reapareceram agoniados por por retomar as relações e juntos
- 1:50deles, uma Horda de herdeiros ansiosos para descobrir como a
- 1:54antropologia tinha virado coisas de rico.
- 1:56Olívia me enviou flores, Mário Jorge, Claudete postaram fotos
- 1:59do nosso encontro no restaurante de Palm Beach.
- 2:02O artista do vernissage do Rio me pediu dicas de como pescar à
- 2:06Clientela-Granfina. Sem contar o exército de
- 2:09bem-nascidos afoitos por conquistar a minha atenção.
- 2:13Dali em diante, empresários, organizadores de eventos
- 2:15beneficentes, editores de editores de revistas de luxo,
- 2:18consultores e senhoras da alta Sociedade passaram a exigir
- 2:21minha presença em seus eventos. Venha diziam no modo imperativo,
- 2:26neguei a maioria por birra e porque já tinha aprendido o
- 2:29quanto era importante me mostrar ocupada, mas um dos pedidos eu
- 2:32aceitei, topei passar uma semana enfurnado em um hotel boutique
- 2:36em São Miguel de milagres, grande São Miguel dos milagres,
- 2:39a 100 km ao norte do aeroporto de Maceió, onde uma
- 2:42multinacional de elementos resolveu, reservou 30 bangalôs à
- 2:45beira-mar para seus executivos. Fui contratado para dar uma
- 2:49palestra sobre tendências de comportamento e para auxiliar a
- 2:52alta direção da companhia na definição do.
- 2:54Estratégia para os próximos anos ganhei pelo trabalho, mas tomei
- 2:57o convite como oportunidade de conviver com parte da elite
- 3:00econômica do Brasil e da Europa por uma semana, ao contrário do
- 3:03que eu imaginava, nem a beira de um mar turquesa entre Coqueiros
- 3:07e Palmeiras, os homens de negócios abandonam o crachá da
- 3:10firma. O Avatar do CNPJs trabalha mais
- 3:13do que o do CPF. Sem perspetiva.
- 3:16É difícil bem quando você. Tem 2 perspectivas aqui eu vou
- 3:22falar certo, eu vou falar do empresário e do executivo do lá
- 3:25do empresário quando você. É obcecado e está embriagado na
- 3:30coisa, você não consegue. É é desprender muito assim não é
- 3:36fácil. E do lado do executivo que já
- 3:41fui, mas muito novo, então não falo com tanta propriedade, é?
- 3:48Estava falando com um grande empreendedor.
- 3:51Já mencionei ele aqui nessa conversa, rendeu muito, não é?
- 3:54E ele é vendeu a empresa dele para uma empresa listada em
- 3:58bolsa muito grande, que paga os maiores salários de executivos
- 4:02deste país. E aí a gente estava navegando um
- 4:05pouco na reflexão ali do. Meio que na linha de quanto que
- 4:09é suficiente, não é porque ele negou um negócio que era assim,
- 4:12era muito dinheiro. Não é, é?
- 4:16Sendo que ele negou e ele e ele já tinha bastante patrimônio,
- 4:20então não precisava. E ele quase seguia isso ia
- 4:24custar AAA. Uma fase dos filhos dele já são
- 4:27adolescentes, que ele não ia conseguir ver de novo.
- 4:29É viver de novo EEE depois disso, aí fica adulto e sai de
- 4:32casa e tal é EE para construir o que ele construiu.
- 4:35Já houve um custo ali de presença da infância.
- 4:39Fora o casamento fora a saúde não é?
- 4:42Então porque a gente está falando em ambientes de muita
- 4:45pressão e aí ele. Ele teve um lapso síntese assim.
- 4:49Bicho, eu dou conta, é muito dinheiro, seria muito legal mas.
- 4:53Não, não precisa. Ele conseguiu ter essa ótica do
- 4:58o que é que é suficiente e o que é que é importante, não é?
- 5:02E tomou essa decisão muito assim caralho, o que que eu estou
- 5:04fazendo e um segundo depois, ele disse assim o orgulho dele
- 5:07mesmo, de falar meu irmão assim, que bom que eu saí dessa corrida
- 5:12do Jacques dos Jatos aqui, mas é uma corrida dos ratos
- 5:14diferentes, não é? Com com roupão, não é colar de
- 5:18ouro e tal, mas é uma corrida dos ratos.
- 5:21EE ele comentou que na o executivo que está lá velho vira
- 5:25um jogo de é é sempre o é o dinheiro EAE nada é suficiente,
- 5:31não é nada é suficiente. Esse cara que nada é suficiente
- 5:35também. Também não pode pelo jogo que
- 5:39ele mesmo se propôs a jogar. Abandonar OCNPJ não é?
- 5:42Então é isso não é é tomando caipirótique na piscina e
- 5:45falando do Business, né? E é o que é, né?
- 5:49Não posso nem criticar que sou essa pessoa também bem.
- 5:54Sem perspetiva de melhora enfrentei o tédio da semana
- 5:56enfiado na piscina privativa do meu bangalô, até que um dia o
- 6:00telefone tocou, era rececionista com a chamada Telefónica a
- 6:03tiracolo ansiosa por me transferir a ligação em tempos
- 6:07de celular e WhatsApp, quem liga para o quarto do hotel de
- 6:10alguém? Pensei.
- 6:11Amigo aqui é o Noronha, já trocamos alguns e-mails, te
- 6:14recordas de mim? Soube pelo dono do hotel que
- 6:17você veio aqui na nossa região. Rapaz, eu tenho casa na beira do
- 6:21Rio Pertinho, daí coisa de 5 minutos.
- 6:22Eu e minha família queríamos te convidar para um encontro.
- 6:26Se você não estiver ocupado, eu sei como é a agenda de gente
- 6:28importante, mas seria um prazer enorme, ocupado.
- 6:31Eu estou, mas vou em menos de 2 horas, descobri que Noronha era
- 6:35um careca cabeludo tinha. O topo da cabeça lisa, mas
- 6:39ostentava uma vasta cabeleira grisalha nas laterais a servir
- 6:43como esconderijo para hastes. Dos óculos de metal alemão, as
- 6:47lentes redondas tu lembras do do Noronha?
- 6:50Ele falou dele já aqui, mas no livro não, não.
- 6:53Então alguém que ele tentou contato e as lentes redondas e
- 6:56grossas lembravam os modelos usados pelos cientistas de
- 6:59outros tempos. A camisa Polo azul-marinho, com
- 7:02um discreto Jacaré da Lacoste, combinava com a Bermuda Bege,
- 7:05como manda o dress code casual dos dos mauricinhos da faria
- 7:08Lima. Para completar o figurino NOS
- 7:11pés. Um mocassim ferragramo a deixar
- 7:14rastros na areia fofa do resort. A cada passo o logo do solado de
- 7:19luxo inscrevia um lembrete aos desavisados, um rico passara por
- 7:23ali. O calor insuportável desapareceu
- 7:25quando entramos na Land Rover blindada, no caminho do hotel
- 7:28até a mansão, a voz de Luiz Gonzaga no rádio do carro
- 7:31disputava a tensão com Noronha feliz por cantar as por, contar
- 7:35as estripulias da família NOS últimos 100 anos.
- 7:38Meu anfitrião era parte da terceira onda de nascimentos no
- 7:42Brasil. Seu avô, filho de portugueses,
- 7:45ficou famoso no interior de Alagoas por curar miseráveis.
- 7:50Logo virou o Dr Mão Santa Amado pelos mais pobres e querido
- 7:55pelos Coronéis um pouco médico, um pouco Santo, um pouco
- 7:58político, um pouco empresário, um pouco filantropo, um pouco
- 8:00Deus. O velho Noronha, pai do meu
- 8:03anfitrião, de olho no intenso processo de urbanização na
- 8:06capital de Alagoas. Fincou raízes na cidade com um
- 8:10diploma na mão, assumiu o posto médico numa periferia
- 8:13empoeirada, onde marazu e areia fina eram meras abstrações aos
- 8:17moradores locais por compadrio com os amigos ricos, virou cabo
- 8:20eleitoral da elite local junto aos pobres.
- 8:23A cada consulta distribuía santinhos entre uma receita
- 8:26médica e um diagnóstico apressado, reforçava as
- 8:29promessas dos políticos a um bando de doentes com pouca
- 8:32instrução passadas as eleições prontamente teve o gesto
- 8:35retribuído. O velho ganhou uma boquinha na
- 8:37administração pública como Secretário de Saúde e por lá se
- 8:40manteve por vários governos. Meu pai conhecia bem a máquina,
- 8:44dominava a máquina no banco da frente ao lado do motorista
- 8:48Noronha enxugava a careca com um lenço.
- 8:51Tranquilo passeava por suas memórias.
- 8:53Se o avô entendia das ambiguidades do Brasil profundo,
- 8:56o pai do funcionamento da máquina pública coube a ele
- 8:59decifrar O Segredo do capitalismo.
- 9:01Juramento de Hipócrates feito ele abriu pequenos consultórios
- 9:04médicos. Colados nas igrejas de bairros
- 9:07periféricos a ideia era simples caso a providência divina não
- 9:11fosse capaz de apaziguar o sofrimento dos convalescentes na
- 9:14porta ao lado, a sabedoria dos homens prescrevia algum
- 9:16tratamento. Os doentes, sem recursos
- 9:18penduravam as despesas da consulta e dos remédios na
- 9:20caderneta de devedores, com a ajuda de Deus, pagavam as
- 9:23dívidas em parcelas a perder de vista a necessidade não podia
- 9:27esperar a expansão do sistema Público de saúde nem à
- 9:29disposição da filantropia. Em pouco tempo, as saletas mal
- 9:32iluminadas se transformaram em clínicas particulares, com um
- 9:35cardápio enxuto. Ações de exames ambulatoriais a
- 9:38preços módicos o modelo de negócio foi bem em uma década, a
- 9:42família tinha uma rede de estabelecimentos médicos
- 9:44espalhados pelo Nordeste, entediado com a montanha de
- 9:46dinheiro acumulada, Noronha neto viu mais uma oportunidade de
- 9:50negócio no sofrimento alheio os relatórios do seu Império médico
- 9:55apontavam o crescimento de doentes com Câncer e um aumento
- 9:57na prescrição de hemodiálise. Então, empresário saiu em
- 10:00Peregrinação pelos hospitais de São Paulo, entendeu o modelo do
- 10:02negócio e abriu dezenas de clínicas oncológicas por toda a
- 10:05região. De segunda a segunda, sem
- 10:08feriados, folgas ou interrupções, pacientes se
- 10:10amontoavam nas portas de suas clínicas em busca de ajuda.
- 10:14Um grande sucesso. Os números chamaram a atenção
- 10:17dos maiores planos de saúde do país.
- 10:19E aí tem o Eminem? Noronha negou todas as ofertas
- 10:21de compra até que uma delas teve tração de derrubar o seu não com
- 10:26pouco mais de 60 anos, sofrendo de abstinência das rodas do
- 10:30poder. Ele decidiu voltar ao jogo na
- 10:33manga. Tinha uma cartada, abriu uma
- 10:35pequena clínica de alto padrão, com poucos leitos de internação
- 10:38e hotelaria 5 estrelas para atender a elite nordestina
- 10:41encantada com o serviço oferecidos pelo sírio libanês e
- 10:44pelo Albert Einstein. Hospitais de ponta de São Paulo
- 10:48para não errar, fez um plano negócio minucioso, contratou
- 10:51médicos dos mais qualificados, além de especialistas com
- 10:53conhecimento profundo NOS custos das elites, entre eles o
- 10:56antropólogo de luxo imbicamos na frente de um portão de ferro
- 11:00incrustado numa mata fechada. O motorista piscou os faróis
- 11:03para o segurança de Protidão 3 toquinhos no comando de luz e 2
- 11:06buzinadinhas. Era o código.
- 11:08O caminho se abriu, seguimos por uma estreita estrada de barro no
- 11:11meio da mata. Coisa da minha mulher, da Lili,
- 11:15eu queria derrubar tudo, gramar tudo aqui até lá em casa, mas
- 11:18ela quer respeitar a vegetação local.
- 11:21Não repara no matagal bem, dona Lili Rabello virou uma Noronha
- 11:2535 anos antes, mas jamais abandonou o sobrenome de de
- 11:28nascença era de esperar um Rabello não se joga fora há
- 11:32gerações. Sua família se destaca entre as
- 11:34elites econômicas, políticas e culturais do país.
- 11:36O Rabello correm pelos corredores do Congresso Nacional
- 11:38com um broche de deputados Senar e senador preso à lapela sentam
- 11:42se nas cadeiras de encosto alto das confortáveis salas da
- 11:45previdência das maiores multinacionais brasileiras,
- 11:47ostentando. Embaixo do nome, o título de CEO
- 11:51se encontram com Chefes de Estado, governadores e prefeitos
- 11:53por conta dos negócios e dos altos investimentos mantidos.
- 11:56Por suas empresas NOS principais Estados da região, além de
- 12:00disputarem espaço com teóricos e outros especialistas nas
- 12:04prateleiras das livrarias especializadas NOS desafios da
- 12:07nação Doutora, Lili NOS esperava vestindo um Kaftan de seda e um
- 12:12turbante verde que combinava com a cor dos seus olhos.
- 12:15Traço mantido na família desde que chegaram à colônia, no
- 12:18século 18. A nossa chegada não há.
- 12:22Desestabilizou, ela se manteve de pé de frente para um
- 12:26caudaloso Rio de águas escuras, a seguir seu curso para o
- 12:30encontro com mar Turquesa, a poucos metros dali, para compor
- 12:33a cena, parados como 2 pinguins ao lado da dona da casa Zezinho
- 12:37e mariazinha Mestiços cafuzos funcionários da mansão NOS
- 12:41lembravam da ordem estamental mantida desde o século.
- 12:46A 16 obrigado. Fui prontamente servido com
- 12:51frutas de cristal guardanapo de ninho para colocar sobre as
- 12:54pernas e um pedaço de bolo de mandioca no prato de porcelana
- 12:57dos antepassados da família. Os comes e bebes eram apenas uma
- 13:02desculpa para a bateria de perguntas do teste de
- 13:04reconhecimento comum NOS primeiros encontros com qualquer
- 13:07ricaço, o marido queria saber dos meus negócios e quem já
- 13:10havia me contratado como consultor.
- 13:12Dona Lili perguntou das minhas viagens, por sorte eu conhecia
- 13:15pelo menos de nome seus restaurantes preferidos em
- 13:17Paris, os bares de Londres e os cafés de Milão, mas de propósito
- 13:21fingi que fingi nunca ter passado pelas galerias de
- 13:24Florença, das quais ela dizia ser uma conese.
- 13:28Coneces Gabaritada, não é uma conhecedora gabaritada.
- 13:34Um rico de verdade gosta das batalhas em torno de conquistas
- 13:38banais, sejam elas materiais de conhecimento ou relativos à
- 13:41quantidade de amigos notáveis. Como vimos no jantar do Gero e
- 13:44entre os amigos da Raquel, na mansão do artista de são
- 13:46Conrado. No entanto, a relação só se
- 13:49sustenta se em ambas as partes forem incapazes de manter a
- 13:52conversa sobre uma corda bamba, nem um nem outro pode levar
- 13:55todas. Quem sabe mais tem mais, conhece
- 13:58mais, deve ter a cortesia de ceder o protagonismo para o
- 14:01adversário. Ao longo da conversa, se perder
- 14:03a mão será visto como um esnobe ou.
- 14:05Outro extremo, como alguém muito simples de outro mundo, tanto um
- 14:09erro quanto o outro, jogam por Terra a manutenção da relação ou
- 14:13qualquer chance de um novo encontro.
- 14:15Consegui manter o equilíbrio e fui aprovado para a próxima fase
- 14:18do jogo. Soube disso quando eles me
- 14:20convidaram para um passeio no iate da família.
- 14:23Se não tivesse ido bem, teriam me despachado na limpeza dos
- 14:26restos da casa. Zezinho, como os craques do
- 14:28futebol, jogava nas 11 posições e Ed Garçom, a capitão do bar,
- 14:32com a mesma habilidade, equilibrava pratos enchia taças,
- 14:34servia iguarias, controla. Guarda Sol para não queimar a
- 14:37pele da Madame e entre uma tarefa e outra, ainda lhe
- 14:40sobrava tempo para assumir as vezes de terapeuta das neuroses
- 14:44do Patrão. Não se sabe se pelo salário ou
- 14:47por empatia, quando percebia o sofrimento de Noronha em razão
- 14:50de. De Noronha em razão de uma
- 14:53insistente comparação com a vida dos amigos e vizinhos, Zezinho
- 14:56saía em seu socorro. O do pátrio é melhor, é melhor.
- 15:01O carro do Patrão era a melhor. A Casa do Patrão era a melhor.
- 15:03A vida do Patrão era melhor. A família do Patrão era a
- 15:05melhor. O barco do Patrão também melhor,
- 15:07a melhor melhor era melhor a ênfase dada a embarcação tinha
- 15:12suas razões, Noronha tomado por uma vergonha visível daquelas
- 15:15faces de perceber pela vermelhidão do sofredor.
- 15:18Danou a pedir desculpas pelo impensável.
- 15:21O constrangimento vinha da necessidade de molharmos a barra
- 15:25da calça para entrar no barco. A culpa era de mais.
- 15:29Um dos desejos de dona Lili, um incômodo do do empresário,
- 15:33passava Longe de qualquer negacionismo ecológico.
- 15:36Ele estava preocupado com os outros, os seus outros, não as
- 15:40plantas, os peixes ou os pescadores, mas os vizinhos,
- 15:43amigos e convidados a cruzar o matagal que rodeava a mansão.
- 15:47O que vão pensar de nós? Insistia em se perguntar quando
- 15:49se dava conta da diferença em operação.
- 15:52Assim que enfiei os pés na água, o médico apontou para as casas
- 15:55vizinhas. Cada uma delas tinha junto de si
- 15:59tentáculos enormes de adentro na porta, como se fossem ventosas
- 16:04montanhas brancas de fibra e aço eram os barcos com ares de navio
- 16:08de Cruzeiro, mas sem autorização de dona Lili para a construção
- 16:12do píer, o médico empresário não podia receber os amigos sem que
- 16:15ele estivesse de molhar a barra da calça no Rio.
- 16:18O do Patrão é melhor, é melhor a diferença entre a mansão dos
- 16:21meus anfitriões e os castelos dos vizinhos ficou clara assim
- 16:25que deixamos o latifúndio dos Noronha, o do Patrão não era o
- 16:28melhor. Pensei, há uns 500 m de da
- 16:32partida. Outra residência também não
- 16:35tinha pia no lugar. Havia uma plataforma de ferro,
- 16:38como aquelas da indústria e do petróleo, que tem altura de um
- 16:40prédio de 3 andares Noronha, explicou.
- 16:43Aquela maçaroca é o elevador que os iates de Celsius, meu amigo.
- 16:49Aquela maçaroca é o elevador para os iates de céus, meu
- 16:52amigo. Ele é dono de uma rede varejista
- 16:54de eletrodomésticos, tem loja por tudo quanto é alugado no
- 16:57nordeste, entre as ferragens, uma jamanta branca de 115 pés,
- 17:0235 m de comprimento, um modelo similar ao do cantor Roberto
- 17:05Carlos. Na época da visita, um novo
- 17:09passava dos 50000000 de reais para evitar os danos causados
- 17:12pelo contato contínuo da fibra do casco com as águas do Rio, o
- 17:16empresário comprou o elevador de iates.
- 17:19Quando voltava dos passeios com a família pela região, o
- 17:22marinheiro responsável atracava entre os pilares do elevador e
- 17:25içava a embarcação que então flutuava no ar.
- 17:31Não é aqui, talvez seja mais coisa de rico tanto quanto é se
- 17:35enxugar com a ajuda dos outros. O acaso fez com que Celso NOS
- 17:39visse e acenasse lá de cima da beira da piscina da mansão,
- 17:43erguia os braços e balançava a camisa numa senha convite
- 17:47fingindo não entender, o médico se seguiu rumo ao mar, não
- 17:50adiantou o telefone, tocou ao meu lado e ele respondeu,
- 17:52Celsinho te vi, sim, claro que te vi, mas estou com Lili aqui e
- 17:56um antropólogo, uma visita ilustre, um antropólogo do luxo
- 18:00colunista da CBN do UOL. Veio orientar um grupo de
- 18:03executivos no hotel dos Franceses.
- 18:06Estou mostrando as maravilhas da nossa região.
- 18:07Para ele, não vai dar venha traga um antropólogo.
- 18:10O vizinho ordenou do outro lado da da linha sem me perguntar.
- 18:14Noronha determinou 16 volta ao funcionário.
- 18:16Zezinho obedeceu, desacelerou o motor e deixou a correnteza NOS
- 18:20levar até uma das vagas livres na plataforma do elevador.
- 18:23A mim restou uma intimação. Agora quero ver se você entende
- 18:27de rico e de luxo, mesmo se prepara para ver gente rica, não
- 18:31é não, Lili? Petrificado entre a mansão de
- 18:33céus. A fortuna adquirida pelos
- 18:36Noronha com a venda da companhia.
- 18:38E o que eles diziam ser fiquei preso ao dilema inicial desta
- 18:42pesquisa, se os Noronha não são ricos, quem é?
- 18:47Era tudo miragem. E aí a gente vai para um
- 18:49capítulo chamado ilusão de ótica, não é?
- 18:52É talvez até, mas partindo de um nível mais alto.
- 18:57Mas eu comentei isso NOS episódios anteriores, que foi
- 19:00assim Oo Rico que ele está falando aqui, não é o rico que.
- 19:06Do cara, que dirige um carro de 1000000 de reais EE viaja todo
- 19:09ano e tem uma casa na praia bacana é outro e é outra coisa,
- 19:13não é outro patamar aqui, não é brunão.
- 19:15Embaixo tem 11 barco, né? Tem que ter um elevador, tem.
- 19:18Que ter um elevador tem que ter elevador, né?
- 19:20EEE estamos começando AAA acessar aqui e daqui a pouco vai
- 19:25que que Celsinho também não é rico.
- 19:26Quem é rico é amigo de Celsinho, não é?
- 19:29Então não há limites nesse jogo. Já aprendemos isso com o more
- 19:32House, mas bem espero que você tenha curtido esse episódio.
- 19:35Brunão comentários. Não só fazer o convite mesmo
- 19:38para o próximo chamado ilusão de ótica, onde ele vai contar a
- 19:41história desse amigo. Aqui, o Celso Celso Pessano é o
- 19:44nome dele. Grandes Celso beleza maravilha
- 19:47bem. Seria interessante também ler
- 19:50esse livro com os nomes reais, não é é?
- 19:52Verdade. Seria interessante é, mas porra
- 19:55no NOS. Embora alguns são, não é?
- 19:57Ele disse que aqui os nomes não são reais, exceto os que são,
- 20:00mas a gente não sabe quais. São, mas aí ele não vai dar nome
- 20:02com sobrenome assim, né? Ele pode pode ter jogado 11.
- 20:05Em Noronha é um uns 11. Claudete Mônica não é Olívia
- 20:12Olívia aham estou aqui a Olívia, então a galera mais ligada, não
- 20:16é? Vai conectar, sim, sim.
- 20:18Mas é bem curiosidades à parte, espero que você tenha
- 20:22aproveitado a gente se encontra no próximo episódio aqui no
- 20:24nosso clube do livro.